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MEMORIAL DESCRITIVO – RSC-PCCTAE – RSC-VI
Dados de identificação
Nome: Jorge Luiz Fireman Nogueira
SIAPE: 2400281
Cargo: Técnico em Assuntos Educacionais – TAE
Classe/Nível: classe E, nível 013
Unidade de Lotação: Pró-Reitoria de Graduação - PROGRAD/UFAL
Nível de RSC-PCCTAE pleiteado: RSC-VI
1. APRESENTAÇÃO
Este Memorial Descritivo apresenta, de forma documental e conservadora, a minha trajetória
profissional, as atividades selecionadas e os saberes e competências desenvolvidos no exercício do
cargo de Técnico em Assuntos Educacionais/TAE na Universidade Federal de Alagoas/UFAL. A
estratégia adotada é deliberadamente restritiva, ou seja, foi utilizada para a pontuação somente
atividades comprovadas com documentação suficiente e enquadramento defensável, evitando,
sobreposição de critérios ou transformação de atribuições meramente burocráticas em pontuação.
Portanto, os argumentos comprobatórios apresentados neste Memorial contextualizam experiências
compatíveis para a finalidade do RSC-PCCTAE.
2. TRAJETÓRIA PROFISSIONAL, FORMAÇÃO E INSERÇÃO INSTITUCIONAL
Minha trajetória profissional e acadêmica foi construída na interface entre a Educação, a inclusão, as
políticas públicas educacionais, a tecnologia educacional e a gestão dos processos acadêmicos. Minha
formação inicial é em Educação Física pela UFAL, concluída em 2004. Posteriormente, realizei
duas formações lato sensu: Especialização em Educação e Promoção da Saúde, pela Universidade
de Brasília – UnB, em 2005, e Especialização em Obesidade e Emagrecimento, pela Universidade
Veiga de Almeida – UVA/RJ, em 2006. Em 2009, concluí o Mestrado em Educação Brasileira pela
UFAL, consolidando minha formação no campo educacional, com aproximações às temáticas da
Educação Inclusiva e da Tecnologia Educacional.
Minha formação acadêmica contribuiu para o desenvolvimento de conhecimentos relacionados à
educação, às práticas inclusivas e ao uso de recursos tecnológicos como instrumentos de mediação
pedagógica. Essa trajetória também se expressa em minha produção acadêmica, especialmente em
estudos relacionados à utilização de tecnologia educacional para a prática da Língua Portuguesa escrita
da pessoa com surdez, estabelecendo uma relação entre formação, produção de conhecimento e
compromisso com a inclusão educacional.
Ingressei no serviço público federal no cargo de TAE em 07 de junho de 2017, sendo lotado na
Coordenação de Cursos de Graduação/CCG/PROGRAD, onde permaneço até os dias atuais. No
âmbito profissional, minha atuação como TAE, especialmente na PROGRAD/UFAL, possibilitou ampliar
essa formação para a dimensão institucional das políticas públicas educacionais e de sua
implementação no ensino superior. Ao longo dessa trajetória, participei de processos acadêmicos e
administrativos que demandaram conhecimento da legislação educacional, compreensão dos
procedimentos institucionais, análise de situações concretas e articulação entre diferentes dimensões
da política acadêmica, incluindo acessibilidade e inclusão.
A aproximação entre minha formação acadêmica e minha experiência profissional mostrou-se
particularmente significativa nas atividades relacionadas às políticas institucionais de inclusão e
acessibilidade. Desde 2018, a participação em comissões e bancas de análise envolvendo
pessoas com deficiência proporcionou contato direto com situações concretas de implementação de
políticas de acesso ao ensino superior, exigindo estudo e aplicação de critérios, análise de
documentação e situações específicas, discussão coletiva de procedimentos e observância dos
princípios institucionais relacionados à inclusão e à acessibilidade.
Essas experiências contribuíram para minha compreensão de que a efetividade das políticas públicas
educacionais no ensino superior não depende exclusivamente de sua previsão normativa. Sua
concretização exige também a existência de procedimentos institucionais, critérios adequados, fluxos de
trabalho, mecanismos de análise e atuação articulada dos diferentes agentes envolvidos. Nesse
sentido, a experiência acumulada em comissões e bancas relacionadas à inclusão permitiu desenvolver
conhecimentos e competências diretamente relacionados à operacionalização e ao aperfeiçoamento
das políticas institucionais inclusivas.
A atuação nesses espaços institucionais também possibilitou compreender a inclusão como uma
dimensão transversal da política acadêmica, relacionada não apenas ao acesso, mas à construção de
condições institucionais que favoreçam a participação e a permanência de estudantes com deficiência.
A experiência profissional, portanto, contribuiu para articular conhecimentos provenientes da formação
acadêmica, da legislação educacional, das políticas públicas, da acessibilidade e dos procedimentos
acadêmicos, aplicando-os a situações concretas no contexto universitário.
Ao longo desse percurso, a participação em comissões, bancas e demais espaços institucionais
relacionados à inclusão e à acessibilidade constituiu oportunidade de desenvolvimento profissional e de
ampliação de competências. Essas experiências exigiram análise, interpretação, discussão coletiva,
aplicação de critérios e construção de encaminhamentos institucionais, contribuindo para o
desenvolvimento de uma atuação profissional fundamentada não apenas na execução de
procedimentos, mas na compreensão dos fundamentos educacionais e das políticas públicas que
orientam tais procedimentos.
Essa trajetória estabelece, ainda, continuidade entre minha formação acadêmica, minha produção de
conhecimento e minha experiência profissional. Os conhecimentos desenvolvidos no campo da
Educação, da Educação Inclusiva e da Tecnologia Educacional foram progressivamente articulados às
demandas institucionais da universidade, particularmente às relacionadas ao acesso, à acessibilidade e
à inclusão. Dessa forma, minha experiência profissional possibilitou transformar conhecimentos
acadêmicos e experiências acumuladas em competências aplicadas ao contexto institucional,
contribuindo para a implementação, análise e aperfeiçoamento de práticas e políticas inclusivas no
ensino superior.
Considero, assim, que minha trajetória profissional não se limita à execução de atividades técnicoadministrativas. O percurso construído na UFAL envolveu a articulação entre formação acadêmica,
políticas públicas educacionais, legislação, inclusão, acessibilidade, processos acadêmicos e atuação
institucional. A participação em comissões e bancas de análise constitui uma das expressões concretas
desse percurso, por evidenciar a aplicação de conhecimentos e competências desenvolvidos ao longo
da carreira em processos institucionais relacionados à promoção de uma educação superior mais
inclusiva e acessível.
3. REQUISITO I – ATIVIDADES INSTITUCIONAIS
No Requisito I, foram selecionadas designações formais que demonstram a minha participação
institucional em comissões e atividades de natureza relevante. A documentação permite identificar a
designação e o vínculo funcional. Essas experiências contribuíram para o desenvolvimento de
competências de análise, deliberação, articulação institucional, tratamento de situações específicas e
aplicação de critérios em processos acadêmicos. Não pretendo afirmar que a simples nomeação,
isoladamente, represente atividade extraordinária. A argumentação considera o conteúdo das
comissões e a experiência efetivamente documentada.
Item I-3: seis designações formais selecionadas, totalizando 18,0 pontos.
Item I-5: doze certificados de execução de bancas de candidatos/as PcD, totalizando 54,0 pontos. Os
certificados de organização/coordenação são mantidos na documentação comprobatória como
modalidade documental distinta, sem dupla pontuação presumida.
4. REQUISITO II – ATIVIDADES TÉCNICAS E/OU ESPECIALIZADAS EM
PROJETOS
No Requisito II, adotando postura especialmente conservadora, em vez de apresentar diversos Projetos
Pedagógicos de Curso/PPCs como pontuações independentes, destaco apenas dois documentos que
oferecem evidência mais clara da atividade técnica em projetos. O objetivo é demonstrar uma
competência técnico-pedagógica desenvolvida de forma continuada e ampliada, pois extrapola a
adequação do PPC às normas e diretrizes e, sim, de identificar a pertinência e/ou lacunas de temáticas
específicas e como estes conteúdos oferecem qualidade ao Projeto, para a formação pessoal e
profissional. Não há intenção de multiplicar pontos a partir de uma mesma linha de atribuição
profissional.
Nos PPCs de Bacharelado em Agroecologia (2019) e Licenciatura em Letras – Espanhol na modalidade
Semipresencial (2021), está identificado minha atividade como responsável pela Revisão do Projeto
Pedagógico e registra que o projeto foi reformulado para atualização teórico-metodológica, inserção de
temáticas específicas transversais e adequação às diretrizes curriculares nacionais.
Esta segunda evidência é utilizada principalmente para demonstrar continuidade e amplitude da
competência técnico-pedagógica desenvolvida na PROGRAD, em temporalidade distinta. Para fins de
pontuação, contudo, o Barema conserva apenas um lançamento de II-2 (4,5 pontos), evitando qualquer
aparência de fracionamento ou contagem excessiva.
Destaco que a reformulação demonstra participação em atividade técnica diretamente vinculada ao
instrumento pedagógico institucional e exigiu mobilização de conhecimentos sobre organização
curricular, diretrizes educacionais, coerência pedagógica, pesquisas e sistematização de proposta
acadêmica.
5. REQUISITO IV – ATIVIDADES INSTITUCIONAIS E DESENVOLVIMENTO DE
COMPETÊNCIAS
No Requisito IV, a trajetória demonstra desenvolvimento de competências institucionais relacionadas a
sistemas, processos e acessibilidade. A participação na Comissão de Migração SIEWEB/SIGAA (1,0
ponto) evidencia o trabalho com processos de operacionalização e organização de informações
acadêmicas. A representação institucional em acessibilidade, por sua vez, exigiu articulação entre
necessidades de inclusão, procedimentos acadêmicos e atuação institucional. Essas experiências são
apresentadas como desenvolvimento de competência aplicada e não como simples execução
mecânica.
6. REQUISITO VI – PRODUÇÃO E DIFUSÃO DE CONHECIMENTO
No Requisito VI, a produção intelectual constitui evidência direta da capacidade de sistematizar,
produzir e difundir conhecimento relacionado à prática profissional. O livro e o capítulo selecionados
(27,5 pontos) documentam produção formal e permitem demonstrar que conhecimentos mobilizados no
trabalho foram também elaborados e difundidos em produção acadêmica. Assim, a produção não
aparece isolada da trajetória: integra um processo de reflexão e qualificação profissional.
7. DEMONSTRAÇÃO DOS SABERES E DAS COMPETÊNCIAS
A trajetória evidencia um processo cumulativo de desenvolvimento profissional. A atuação com projetos
pedagógicos ampliou a capacidade de analisar propostas curriculares, interpretar diretrizes, organizar
informações e compreender a relação entre normas, currículo e formação acadêmica. A participação em
comissões e bancas desenvolveu capacidade de aplicar critérios, deliberar coletivamente, registrar
decisões e lidar com situações que exigem análise individualizada.
O trabalho com SIEWEB/SIGAA acrescentou competências de organização e operacionalização de
processos acadêmicos; a atuação em acessibilidade ampliou a compreensão das exigências
institucionais de inclusão.
Por fim, a produção intelectual permitiu sistematizar e difundir conhecimentos. O conjunto revela,
portanto, desenvolvimento de saberes e competências que extrapolam uma execução meramente
burocrática, sem negar que tais atividades ocorreram no âmbito institucional do cargo.
8. MATRIZ SINTÉTICA DAS ATIVIDADES PONTUADAS
Critério
I-3
I-5
II-2
IV-1
IV-5
VI-9
VI-10
Atividade
Comissões/designações
formais
Execução de bancas de
candidatos/as PcD
Atividade
técnica/especializada
em projeto pedagógico
– PPC Agroecologia
2019
Participação em SIE
WEB/SIGAA
Representação
institucional em
acessibilidade
Livro publicado
Capítulo de livro
Qtde.
6
Pontos/unid.
3,0
Total
18,0
12
4,5
54,0
1
4,5
4,5
1
4,5
4,5
1
3,0
3,0
1
1
20,0
7,5
20,0
7,5
Observação: o total de 111,5 pontos é autodeclarado e conservador. O enquadramento e a pontuação
final dependem da análise da Comissão.
09. CRITÉRIOS NÃO UTILIZADOS E CAUTELAS DOCUMENTAIS
Para preservar a segurança documental, não são utilizados como pontuação itens para os quais a
evidência disponível poderia suscitar dúvida de enquadramento ou autonomia. Também não se
pretende atribuir pontuação simultânea à mesma atividade, nem presumir que documentos de
organização e execução de bancas gerem automaticamente pontuação cumulativa. O segundo PPC e
outras evidências não utilizadas na matriz permanecem como elementos de demonstração de trajetória
e competência, sem gerar pontuação autônoma.
10. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a estratégia conservadora adotada, a pontuação autodeclarada totaliza 111,5 pontos, distribuídos
em sete critérios. O valor não pressupõe aceitação automática pela Comissão: cada atividade
permanece sujeita à análise da documentação, do enquadramento e das regras de utilização única. O
principal fundamento narrativo do Memorial é a demonstração de uma trajetória profissional na qual
experiências institucionais sucessivas produziram conhecimentos e competências aplicados,
compartilhados e aprofundados, ultrapassando a mera execução burocrática.
11. TERMO DE RESPONSABILIDADE
Declaro, sob minha responsabilidade, que as informações apresentadas neste Memorial correspondem
às atividades e aos documentos comprobatórios reunidos para o processo de RSC-PCCTAE,
comprometendo-me a apresentar esclarecimentos ou documentação complementar quando solicitados
pela Comissão.