Pedagogia - Modalidade a Distância

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO
COLEGIADO DO CURSO DE PEDAGOGIA A
DISTÂNCIA

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
DO CURSO DE PEDAGOGIA
MODALIDADE A DISTÂNCIA
Maceió, 2006

REITORA:
Profa. MSc. ANA DAYSE RESENDE DOREA
VICE-REITOR:
Prof. Dr. EURICO LOBO FILHO
PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO:
Profa. Dra. MARIA DAS GRAÇAS MEDEIROS TAVARES
DIRETOR DO CENTRO DE EDUCAÇÃO:
Profa. Dra. ADRIANA ALMEIDA SALES DE MELO

COORDENAÇÃO DO COLEGIADO DO CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA
Profa. MSc. ABDÍZIA MARIA ALVES BARROS
Profª MSC. ELZA MARIA DA SILVA

2

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROPONENTE

1. Proponente: UNIVERSIDADE FEDEAL DE ALAGOAS
UF: ALAGOAS
Razão Social: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CNPJ/MF: 24464109/0001-29
Endereço: Av. Lourival de Melo S/N – Campus A.C. Simões – Tabuleiro do Martins
57072-970 – MACEIÓ - AL
Telefone: (82) 3212.1001
E-mail: reitoria@ufal.br

3

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL
IES:
Curso:
Habilitação:
Diploma Conferido:
Área:
Localidade:
Logradouro:
Número:
Complemento:
Bairro:
CEP:
Município:
UF:
Telefone:
Fax:
E-mail:

577 - Universidade Federal de Alagoas
13213 – PEDAGOGIA
DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL, NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL, NAS DISCIPLINAS
PEDAGÓGICAS DO CURSO DE ENSINO MÉDIO NA MODALIDADE NORMAL E GESTÃO NA EDUCAÇÃO
BÁSICA

LICENCIATURA PLENA
PEDAGOGIA
POLOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Endereço para correspondência
BR 104 KM 97 - CAMPUS A.C. SIMÕES
S/N
CIDADE UNIVERSITÁRIA
TABULEIRO DO MARTINS
57072-970
MACEIO
AL
(0xx82) 3214 1210
(0xx82) 3214 1620
coordped@ufal.br

Curso: PEDAGOGIA

Habilitação:

DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL, NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL, NAS DISCIPLINAS
PEDAGÓGICAS DO CURSO DE ENSINO MÉDIO NA MODALIDADE NORMAL E GESTÃO NA EDUCAÇÃO
BÁSICA

Município de funcionamento: Pólos de EAD

4

Diploma Conferido:

Licenciado (Licenciatura Plena)
Ensino a Distância
01/03/1998
Mínimo de 8 e máximo de 14 semestres
3.200 horas/aula
Semestral

Modalidade:
Data de início do funcionamento do curso:
Prazo para integralização do curso:
Carga Horária Mínima do Curso:
Regime Letivo:
Turnos de Oferta:
Vagas Autorizadas:

Modalidade a Distância
400 vagas distribuídas em quatro pólos, com 100 vagas cada (Santana do Ipanema, Olho
D´Água das Flores, Maceió e Porto Calvo)
Dados Legais

Dados de Autorização/Credenciamento:
Documento:
Nº. Documento:
Data de publicação:

Portaria
2.687 – MEC
02/08/2005 retificada em 12/08/2005

Dados de Reconhecimento:
Documento:
Nº. Documento:
Data de Publicação:

Portaria
2.687-MEC
02/08/2005 retificada em 12/08/2005

01/02/2007
Semestral

Início de funcionamento:
Regime Letivo:

5

APRESENTAÇÃO

Trata-se o presente documento do Projeto do
CURSO

DE

MODALIDADE

GRADUAÇÃO
DE

EM

EDUCAÇÃO

A

PEDAGOGIA

NA

DISTÂNCIA

ser

a

desenvolvido conjuntamente pela Universidade Federal de
Alagoas (UFAL), Centro de Educação (CEDU), Núcleo de

problemas

apresentados

pelo

analfabetismo, de exclusão social e de baixa qualificação dos
profissionais das diversas áreas do setor econômico-produtivo.
que

uma

sociedade

alcance

um

distância”. Torna-se um desafio para o poder público, formar o
professor através da educação a distância (EAD), ampliando assim as
oportunidades educacionais em nível superior, e, ao mesmo tempo,

O CEDU/UFAL vem desenvolvendo cursos de Pedagogia na

sistema

educacional brasileiro se refletem nos altos índices de

Para

em exercício, utilizando também, para isso, os recursos da educação a

garantindo que esta formação seja de boa qualidade.

Educação a Distância (NEAD) e os municípios pólos.
Os

deverá “realizar programas de capacitação para todos os professores

patamar

de

desenvolvimento das potencialidades sociais, culturais e
intelectuais é imprescindível o investimento no sistema

modalidade a distância desde 1998 para 300 alunos de 64 municípios
alagoanos e em 2001 implantou um Núcleo Pólo no município de
Penedo abrangendo 238 alunos. Em 2002 implantou o núcleo pólo de
Viçosa com 178 alunos e o núcleo Pólo Xingó com 250 alunos. Em
2004 realizou a abertura de mais dois pólos localizados nos municípios
de Maceió, com 250 alunos e São José da Laje com 300 alunos.

educacional, passando necessariamente pela valorização dos
seus profissionais.

curso destinado a professores em exercício, pertencentes a municípios

Uma possível intervenção capaz de minimizar os
problemas

referentes

É inegável a relevância social que reveste a realização desse

à

qualificação

de

professores,

é

alagoanos, no sentido de que possamos contribuir para a melhoria do
nosso quadro educacional.

apresentado pela própria LDB, no art. 87, parágrafo 30, Inciso

A Universidade Federal de Alagoas foi credenciada pelo MEC

III, quando afirma que o município, em parceria com IES,

para a oferta de cursos na modalidade de EAD, através da Portaria Nº

6

2.631 de 19.09.2002, estando, portanto, legalmente autorizada

momento com 5 pólos, abrangendo 26 municípios e mais de mil alunos.

a diplomar os alunos participantes desses cursos.

O Projeto de Curso aqui proposto tem o mesmo Projeto

A Universidade Federal de Alagoas foi pioneira em
Alagoas em oferecimento de curso de graduação a distância.

Pedagógico e Desenho Curricular do curso de Pedagogia, na
modalidade presencial, em vigor no Centro de Educação/UFAL.

Em 1996, visando à formação dos professores da rede pública
que atuam nas séries iniciais do Ensino Fundamental, criou o
curso de licenciatura em Pedagogia, que foi também o primeiro
curso de graduação a distância a ser reconhecido pelo MEC
em Alagoas.

O Projeto Universidade Aberta do Brasil – UAB – foi criado
pelo Ministério da Educação, em 2005, no âmbito do Fórum das
Estatais pela Educação, para a articulação e integração de um sistema
nacional de educação superior a distância, em caráter experimental,
visando sistematizar as ações, programas, projetos, atividades

Como resultado dessa iniciativa foi constituído o Núcleo
Temático de Educação a Distância (NEAD/CEDU/UFAL),
através da Resolução n°01/98 do Conselho do Centro de

pertencentes as políticas públicas voltadas para a ampliação e
interiorização da oferta do ensino superior gratuito e de qualidade no
Brasil.

Educação, um órgão de caráter científico destinado ao ensino,
à pesquisa e à extensão no âmbito das questões referentes à
Educação a Distância.
Nesses dez anos de existência o NEAD desenvolveu
uma

competência

teórico-metodológica

a

respeito

da

O Sistema Universidade Aberta do Brasil é uma parceria
entre consórcios públicos nos três níveis governamentais (federal,
estadual e municipal), a participação das universidades publicas e
demais organizações interessadas.

modalidade a distância, o que lhe credenciou para assessorar e

A UFAL vem atender a consecução do Projeto UAB, com a

preparar equipes de outras instituições do estado para o

submissão de Projetos de Cursos junto a SEED/MEC no âmbito do

trabalho com a EAD, capacitando professores da rede pública.

Edital N° 1, em 20 de dezembro de 2005, com a Chamada Pública para

Após esses anos de experiência, o NEAD/UFAL está presente

a seleção de pólos municipais de apoio presencial e de cursos

nas grandes micro-regiões do estado, em especial aquelas que

superiores de Instituições Federais de Ensino Superior na Modalidade

apresentaram maior carência de formação, estando no

de Educação a Distância para a UAB.

7

SUMÁRIO
I – DESCRIÇÃO DO PROJETO DO CURSO

____________________________

010

1. REALIDADE EDUCACIONAL ALAGOANA____________________________________

011

2. A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA UFAL _____________________________________

022

3. CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA DA UFAL ____________________________

024

3.1 Objetivos do Curso de Pedagogia

________________________________

034

3.2 Perfil do Licenciado em Pedagogia

________________________________

034

3.3 Componentes Curriculares _________________________________________

037

4. METODOLOGIA DO CURSO DE PEDAGOGIA NA MODALIDADE EAD
5. CORPO DOCENTE

_________

060

___________________________________________________

071

6. BIBLIOGRAFIA BÁSICA DAS DISCIPLINAS

_______________________________ 073

7. ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO

________________________________

8

090

8. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

________________________________

095

9. ESTRUTURA TÉCNICA, PEDAGÓGICA, FINANCEIRA E OPERACIONAL _________

096

10. CRONOGRAMA _______________________________________________________

098

11.

099

RECURSOS FINANCEIROS

II – PLANILHAS FINANCEIRAS

_________________________________________

_________________________________________

III - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

_________________________________

9

103
110

I – DESCRIÇÃO DO PROJETO DO CURSO DE
PEDAGOGIA A DISTÂNCIA DA UFAL
10

1. A REALIDADE EDUCACIONAL ALAGOANA
Em Alagoas, a compreensão da educação escolar como
um direito inalienável, bem como do acesso à escola pública

permanência e terminalidade para crianças e jovens alagoanos, sem
distinção social de qualquer espécie.

como instrumento indispensável à conquista, pelas maiorias, de

Sabe-se, pela história recente da educação em Alagoas que,

espaços mais alargados de participação social, embora

sobretudo nas duas últimas décadas, a política de escolarização aqui

relativamente recente, parece cada vez mais disseminada.

praticada tem posto em marcha uma dinâmica específica em relação ao

Com isso, a mobilização crescente da sociedade por educação

Brasil como um todo. As políticas de atendimento escolar público que,

escolar tem feito com que os poderes públicos busquem dar

ao longo dos anos 70 e 80 do século XX, caminharam para uma

respostas a essas demandas, o que tem implicado o

ampliação cada vez mais expressiva em relação à oferta quase

aperfeiçoamento, ainda que insuficiente, das formas de

exclusiva do antigo ensino primário, foram efetivadas de modo

atendimento tradicionalmente praticadas. Embora esses novos

improvisado e pela via municipal que, com raríssimas exceções, era e

modos, socialmente mais corretos, de desenvolver a educação

ainda permanece carente de todos os meios para manutenção e

das maiorias – referimo-nos, aqui, à oferta de uma escola

adequado desenvolvimento de uma rede escolar qualificada.

socialmente qualificada, capaz de universalizar o acesso com

Essa forma de expansão da oferta escolar em Alagoas, que Lira

sucesso – pareçam ainda uma exceção, em meio ao discurso,

(2001)

comprovado pelas estatísticas, de que estamos em vias de

característica, dentre outros fatores, a precarização da função docente.

garantir a presença de todos na escola, ao menos no nível

Tendo recrutado pessoas para

fundamental, percebe-se já uma demanda social cada vez mais
incisiva e alargada de garantia também de qualidade com

11

denomina

de

“prefeiturização

do

ensino”,

teve

como

exercer o cargo de professores sem qualificação adequada e,

disponíveis para tanto. Tal fenômeno pode ser claramente visualizado

às mais das vezes, sequer com escolarização correspondente

através das tabelas que seguem:

ao nível em que iriam trabalhar e com pagamento, em geral,

REDE

ANO

muito aquém do mínimo exigido por lei, essa prefeiturização da
ESTADUAL

escolarização básica de nossas crianças, no 1º segmento do
antigo 1º grau – ou do 1º grau menor, como se costumava

MUNICIPAL

chamar na época -, representava, no início da década de 90 do
século passado, cerca de dois terços de toda a oferta da escola
pública alagoana.
Assim,

com

1998
2002
2004
1998
2002
2004

1ª à 4ª
99.576
65.666

5ª à 8ª
66.993
105.686

TOTAL
166.569
171.352

361.390
355.190

83.204
148.020

444.594
503.210

TABELA Nº 1 – MATRÍCULA NO ENSINO FUNDAMENTAL DAS REDES PÚBLICAS ESTADUAL
E MUNICIPAIS / 1998-2002

Fonte: SEE/CDI

duas

redes

públicas

diversas

em

praticamente todos os aspectos – a estadual restrita e

A variação da matrícula entre as redes, pela falta de

razoavelmente qualificada, ainda que com seus profissionais já

planejamento conjunto do sistema estadual, através do regime de

proletarizados em termos de condições de trabalho e

colaboração

remuneração, e a municipal expandida e praticamente sem

apresentado, cujos resultados se expressam de várias maneiras. Hoje,

profissionais de fato para dar conta do ensino nela ministrado,

embora a Educação Pública, ao menos no nível fundamental, se

Alagoas chega à segunda metade da década de 90, – período

apresente com algumas novas características, a partir de alterações na

do advento da nova LDBEN e do FUNDEF – com um quadro

forma de financiamento, via FUNDEF, e até de mudanças no plano

bastante crítico. Esse panorama irá ainda mais se agravar a

político-institucional do estado de Alagoas, é possível, ainda, identificar

partir do momento em que a maioria dos prefeitos, de olho no

necessidades de mudanças urgentes e profundas na forma de

valor per capita atribuído pelo FUNDEF ao estudante do ensino

conceber e encaminhar as políticas educacionais, particularmente no

fundamental, define como diretriz central das suas políticas de

tocante à profissionalização docente para atuar da 5ª à 8ª série,

escolarização o recrutamento do maior número possível de

sobretudo nos municípios, e no Ensino Médio, neste caso nas redes

estudantes para suas redes, não importando as condições

pública estadual e privada.

12

definido

pela

LDB,

configurou

o

quadro

acima

Segundo o diagnóstico feito pelo Plano Estadual de
Educação, em Alagoas, ainda existem mais de 403 mil

privando-os, ainda, de ter acesso ao lazer e à cultura, além de outras
vivências próprias da idade.

adolescentes cujos níveis de escolaridade e renda limitam suas
condições

de

desenvolvimento

pessoal,

Ao lado do crescimento da violência, das doenças sexualmente

enquanto

transmissíveis e do abuso de drogas, que afetam particularmente os

comprometem o futuro do Estado. Esse é o número de

adolescentes, atingindo, inclusive, a muitas crianças, a gravidez

alagoanos e alagoanas, com idade entre 12 e 17 anos, que

precoce reforça o ciclo de reprodução da exclusão, caracterizada por

pertencem a famílias com renda per capita menor do que meio

baixa renda, escolaridade insuficiente, inserção precoce e precária no

salário mínimo e têm pelo menos 3 anos de defasagem em

mercado de trabalho.

relação ao nível de escolaridade correspondente a sua faixa

Garantir uma educação básica para os jovens excluídos é, hoje,

etária. A condição de exclusão desses adolescentes se

inquestionavelmente, um dos meios de reverter esse quadro social,

expressa de diferentes formas, já que o Censo 2000 – IBGE

considerando que um dos atributos mais valorizados neste mundo em

nos apresenta, por exemplo, um montante de 72.561

que vivemos é a posse de uma escolarização suficiente para dar conta

adolescentes entre 12 e 17 anos que são analfabetos, assim

da cultura letrada e das respectivas tecnologias que permeiam todas as

como 55 mil adolescentes na faixa etária de 10 a 17 anos sem

instâncias da vida social. Sabemos que, por si só, a Educação não

freqüência a qualquer tipo de escola.

pode resolver os crônicos problemas sociais alagoanos que decorrem,

Enquanto isso, contrariando a legislação, existem, em

antes de mais nada, da forma como vem se dando a posse da terra,

Alagoas, milhares de crianças e adolescentes entre 10 e 14

com a predominância da monocultura e a pouca eficiência da produção

anos que trabalham, premidos pela baixa renda de suas

agrícola e industrial. Mas, temos certeza de que a educação escolar

famílias. Se o trabalho infantil é expressivo, o que dizer dos

pode congregar esforços com os demais setores sociais que buscam

adolescentes entre 15 e 17 anos que também já se encontram

dar conta das variáveis sócio-econômicas e políticas acima referidas,

aos milhares inseridos no mundo do trabalho? A maioria deles

no intuito de contribuir significativamente para melhorar o padrão de

realiza trabalhos precários e mal remunerados, cumprindo

vida dos cidadãos e das cidadãs alagoanos.

jornadas de trabalho excessivas que comprometem as
possibilidades de realizar, com sucesso, sua educação básica,

13

Nesse sentido, problemas crônicos como o da distorção
idade-série precisam ser enfrentados, diante, por exemplo, do
quadro de 2002, que a seguir apresentamos:
TABELA Nº 2 - TAXA DE DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE DO ENSINO
FUNDAMENTAL DE ALAGOAS – 2002

ABRANGÊNCIA

Série

1ªSérie
2ªSérie
3ªSérie
TODO O ESTADO
4ªSérie
1ª à 4ª.Série
5ªSérie
6ªSérie
7ªSérie
8ªSérie
5ª à 8ª.Série
Média Global
Fonte: CDI/SEE/AL

Taxa de Distorção IdadeSérie - %
33,0
49,6
58,0
61,2
48,4
73,2
73,3
72,0
70,8
72,6
57,7

Língua Portuguesa e Matemática, como se pode observar na tabela a
seguir:
TABELA Nº 3 – PERCENTUAL DE ALUNOS POR ESTÁGIO DE PROFICIÊNCIA – 4ª
SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR – ALAGOAS/2001

COMPONENTE
MUITO CRÍTICO
CURRICULAR
LINGUA
31,7%
PORTUGUESA
MATEMÁTICA
17,9%
FONTE: SAEB/INEP/MEC

CRÍTICO
43,2%
52,1%

Na leitura dos dados acima importa considerar que, em
Língua Portuguesa, considera-se num nível muito crítico os/as
estudantes que não desenvolveram habilidades de leitura e não foram
alfabetizados/as adequadamente, enquanto que os/as situados/as no
nível crítico não são leitores/as competentes e lêem, de forma
truncada, apenas frases simples; já em Matemática, situam-se no nível
muito crítico aqueles/as que não conseguem transpor, para uma

Esses dados denunciam algo que é gravíssimo do

linguagem matemática específica, comandos operacionais elementares

ponto de vista da democratização do ensino, já que a

compatíveis com a 4ª série, não identificam uma operação de soma ou

incidência da chamada distorção idade-série ocorre justamente

subtração envolvida no problema ou não sabem o significado

nas camadas economicamente menos aquinhoadas.

geométrico de figuras simples, enquanto que os/as situados/as no nível

Por outro lado, dados do SAEB, de 2001, sobre as
quatro primeiras séries do Ensino Fundamental explicitam, para

crítico desenvolvem algumas habilidades elementares de interpretação
de problemas aquém das exigidas para a 4ª série.

Alagoas, resultados preocupantes de rendimento escolar em

Outro desafio para os responsáveis pela definição e
implementação de políticas de escolarização para Alagoas é o de

14

corrigir a distorção idade/série também no Ensino Médio que,

mesma forma, não se adequando, portanto, a seu modo de aprender,

em 2002, atingiu alarmantes índices, como se vê na tabela

o/a estudante multirreprovado/a, acaba por abandonar a escola. Daí a

abaixo.

necessidade de se recuperar, através de aprendizagem bem sucedida,
o

TABELA Nº 4 - TAXA DE DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE DO ENSINO MÉDIO

auto-conceito

positivo

e

a

confiança

na

capacidade

do/a

multirrepetente de aprender.

DA REDE ESTADUAL – 2002

Na segunda metade da década de 90, o Estado de Alagoas

ESPECIFICAÇÃO

SÉRIE
1ª SÉRIE
2ª SÉRIE
3ª SÉRIE

REDE ESTADUAL
TOTAL

TAXA DE
DISTORÇÃO %
82,6
82,1
82,8
82,5

Fonte: CDI./SEE/AL

passou a definir a alfabetização com maior rigor, considerando que o
processo de alfabetização somente se consolida, de fato, entre as
pessoas que completaram a 4ª série do Ensino Fundamental.
Constatou-se que elevadas taxas de regressão ao analfabetismo
ocorriam entre os/as não concluintes deste nível de ensino. No entanto,
por parte dos entes federados não se consubstanciaram políticas de

Esse fenômeno da distorção que, na maioria das vezes,
resulta da reprovação repetida, não é apenas danoso
financeiramente para o sistema de ensino, na medida em que
impede a regularização do fluxo. Em acréscimo, ele prejudica
psicologicamente o/a estudante que, ao repetir uma ou mais
vezes a série que está cursando, vê-se com baixa estima,
sentindo-se

diferente

e

inferiorizado

ou,

no

mínimo,

desmotivado, pela convivência com turmas ou saberes próprios
dos/as de menor idade. Esses sentimentos se agravam ainda

caráter orgânico e permanente capazes de tornar efetivo esse desejo
de políticas continuadas no campo da alfabetização. Para se reverter
esse quadro, em Alagoas, impõe-se o desenvolvimento de ações
concretas, para erradicar e/ou diminuir o analfabetismo, pois sabe-se
que, em sua esteira, ampliam-se os flagelos sociais do desemprego,
aumento de taxa de prostituição, gravidez precoce, mortalidade infantil
e marginalização social. Em parte devido à descontinuidade de políticas
de alfabetização, mais de 50% dos municípios alagoanos possuem taxa
de analfabetismo superior a 40%.

mais quando, em casa, ele/ela não consegue ajuda nem
compreensão. Sem esperança de conseguir se apropriar dos
conteúdos escolares que, ano após ano, são apresentados da

Com a procura, pelos municípios, ao/à estudante rubricado/a
pelo FUNDEF, juntamente com a improvisação do atendimento de 5ª a
8ª série do Ensino Fundamental, deu-se, por exemplo, o abandono

15

criminoso da Educação Infantil a qual, quando atendida de

escolarização, sobretudo das crianças oriundas de grupos sociais cujos

forma restritíssima, tinha – e, no geral, ainda tem – suas

perfis culturais encontram-se distantes ou são muito diversos da cultura

funções desempenhadas como assistência social em vez de

característica do mundo escolar., como se pode constatar pelos dados

ato pedagógico comprovadamente produtivo para a futura

a seguir, apurados pelo UNICEF:

TABELA Nº 5 - TAXA DE ATENDIMENTO DE CRIANÇAS EM CRECHE E PRÉ-ESCOLA EM ALAGOAS E EM MACEIÓ, EM 2001, FRENTE AO UNIVERSO
POPULACIONAL, O UNIVERSO A SER ATENDIDO E O NÍVEL DE ESCOLARIZAÇÃO DOS PAIS
LOCAL

% DE CRIANÇAS CUJOS
PAIS TÊM MENOS DE 4
ANOS DE ESTUDO

PAI

MÃE

255.906

4-6
ANOS
186.634

% DE
CRIANÇAS EM
CRECHES

64,65

45,98

2,95

28,00

58.947

42.177

37,92

21,88

2,89

24,92

POPULAÇÃO
TOTAL

ALAGOAS

2.633.251

0-6
ANOS
442.540

MACEIÓ

723.142

101.124

0-1
ANO
65.850

0-3 ANOS

14.860

% DE CRIANÇAS EM
PRÉ-ESCOLA

FONTE; UNICEF, 2002

A inclusão do município de Maceió nos dados sobre

alagoana, temos um IDI – Índice de Desenvolvimento Infantil - de 0,426

atendimento em creche e pré-escola foi com o intuito de realçar

para o estado, contra 0,589 para Maceió, sendo este o mais baixo de

a magnitude do problema até na cidade mais bem estruturada

todas as capitais do Nordeste do Brasil.

e de maiores recursos do estado pois, de outra forma, poder-

O fato é que, em meio aos múltiplos problemas de natureza

se-ia ter uma percepção imprecisa por conta do uso da média

qualitativa com os quais se debate a educação escolar em Alagoas,

estadual. Aqui fica claro que essa questão é até mais grave na

apresenta-se, desde 2003, com a entrada em vigor do Plano Nacional

capital vez que o percentual de atendimento encontra-se

de Educação, um desafio de desenvolvimento do ensino que tem a

abaixo da média geral.

projeção configurada pelos dados a seguir consubstanciados:

Somando-se esses dados de

escolaridade aos de atendimento de saúde da população

16

TABELA Nº 6 - ESTIMATIVA DAS MATRÍCULAS DE ALAGOAS NO SETOR PÚBLICO, DE ACORDO COM AS METAS DO PNE – 2003/2011
NÍVEL E MODALIDADE DE
ENSINO
2003
2004
CRECHE (até 3 anos)
7.327
14.420
PRÉ-ESCOLA (de 4 a 6 anos)
42.621
58.378
ENSINO FUNDAMENTAL
678.875
682.112
ENSINO MÉDIO
97.508
114.144
EDUCAÇÃO SUPERIOR
17.628
20.086
ED.ESPECIAL276
484
FUNDAMENTAL
EJA – FUNDAMENTAL
146.373
152.193
EJA – MÉDIO
2.906
3.260
FONTE: SIMULAÇÕES REALIZADAS PELO MEC/INEP

2005
28.378
78.700
680.897
136.705
22.886
553

MATRÍCULA NO SETOR PÚBLICO
2006
2007
2008
2009
55.846
60.749
66.083
71.886
104.908
112.047
119.622
127.660
671.229
648.657
619.773
585.799
170.034
206.263
236.750
257.609
26.077
29.713
33.856
38.576
629
994
1.115
1.247

2010
78.198
136.190
547.287
269.952
43.576
1.393

2011
85.064
145.242
506.974
276.334
50.083
8.717

158.307
3.641

164.735
4.052

271.997
8.276

309.153
9.752

Evidentemente que o quadro educacional até aqui
sucintamente

esboçado traz para o primeiro plano, entre

outras, a necessidade de pensar quantitativa e qualitativamente

toda a história da educação em Alagoas, o crescimento da
oferta de Funções Docentes jamais acompanhou de perto a
trajetória de expansão da matrícula e do número de turmas da
Educação Básica Pública, tanto em quantidade, quanto em
nível de qualificação para a função (cf. VERÇOSA, 2001), os
dados coletados pelo MEC/INEP referentes aos tempos atuais
evidenciam que, em Alagoas, o grau de formação dos

239.545
6.992

CRECHE

12,06%

78,08%

8,5%

515

PRÉ-ESCOLA
ENSINO
FUNDAMENTAL
(1ª à 4ª)
ENSINO
FUNDAMENTAL
(5ª à 8ª)
ENSINO MÉDIO E
PROFISSIONAL
EDUCAÇÃO
ESPECIAL
EJA

5,2%

84,8%

9,9%

3.690

4,0%

85,4%

10,6%

21.626

0,43%

40,5%

59%

12.837

0,02%

18,5%

81,4%

4.964

0,5%

49,0%

50,1%

385

3,3%

74,4%

22,3%

4.045

FONTE: INEP/MEC

Docentes ainda deixa muito a desejar, como se pode ver a
seguir:

211.190
5.873

TABELA Nº 7 –PERCENTUAL DE DOCENTES, POR GRAU DE FORMAÇÃO,
SEGUNDO OS NÍVEIS DE ENSINO – ALAGOAS/2003.
ÁREA DE
NIVEL DE FORMAÇÃO
ATUAÇÃO
ENSINO
ENSINO
ENSINO
TOTAL DE
FUNDAMENTAL MÉDIO SUPERIOR DOCENTES

a problemática da oferta de profissionais da educação para o
desafio que se apresenta. Considerando-se que, ao longo de

186.407
4.900

Como é possível observar nos dados acima, os professores
leigos, que até há alguns anos se concentravam na educação Infantil e
nos anos iniciais da Educação Fundamental, com a disputa pelos

17

recursos do FUNDEF foram estendidos ainda mais para os

Elaboração do Projeto Político-Pedagógico das Escolas, a Criação dos

anos finais deste nível de ensino, à medida que os municípios

Conselhos Escolares, dentre outras ações, e de se observar a

foram assumindo desordenadamente os alunos de 5ª a 8ª

consolidação de uma oferta educacional expandida em termos de

séries, sem pessoal com formação adequada e, para o Ensino

cobertura, infelizmente é ainda possível perceber uma grande

Médio,

com o crescimento vertiginoso das matrículas neste

debilidade da educação alagoana em termos de qualidade, em boa

nível de ensino na rede estadual que, carente de financiamento

parte devida à carência de investimentos na profissionalização dos

específico,

já

seus docentes – profissionalização aqui entendida como condições

financeiramente debilitado graças ao baixíssimo valor-aluno

adequadas de trabalho e formação compatível com o nível de atuação

praticado no estado. Se nos anos finais do Ensino Fundamental

do profissional.

“tomou

carona”

no

ensino

fundamental

e no Ensino Médio o número de professores leigos não parece

Nesse particular – profissionalização dos agentes da educação

tão alarmante, isso se deve ao fato de que nesses níveis de

escolar - Alagoas ainda tem pela frente uma grande dívida, cujo

ensino existe grande carência ou docentes em caráter precário,

pagamento é urgente e indispensável, se quisermos resolver os

o que provoca sub-notificação dos números efetivamente

múltiplos empecilhos para a garantia do direito a uma educação escolar

existentes. De qualquer forma, a incidência tão expressiva de

universal e de qualidade para os alagoanos e as alagoanas.

docentes com nível médio ou inferior representa um quadro de

Em nosso estado, particularmente, o esforço recente por

qualificação profissional muito aquém do que estão a exigir os

atualização da matriz produtiva secularmente dominante e por

saberes e competências a serem trabalhados.

escolarização suficiente para dar conta das novas exigências

Apesar

das

ações

de

tecnológicas, rumo a um desenvolvimento acelerado e sustentável, tem

1999/2002, como a reinstituição do Conselho Estadual de

se aliado, como vimos, ao crescimento significativo da oferta de Ensino

Educação em moldes democráticos, a realização do Concurso

Médio, que passou a atender, de forma particular, a adolescentes e

Público, a implantação do Plano de Cargo e Carreira do

jovens oriundos das camadas mais pobres da população. Frente a

Magistério Público Estadual, a Reforma Administrativa da

esses dados de incremento da educação pré-universitária, porém, os

Secretaria de Estado, a Capacitação de Profissionais da

limites de acesso à educação superior tornam-se patentes quando se

Educação,

considera que, do contingente de 387.721 adolescentes e jovens

sobretudo

implantadas

pelos

Municípios,

no

o

exercício

incentivo

à

18

integrantes da população de 18 a 24 anos, em 2001, apenas

Se a tudo isso agregarmos o fato, já por nós anteriormente

25.170 se encontravam matriculados neste nível de ensino, em

referido, ainda que de passagem, de que a renda média da maioria das

Alagoas. Isso representa apenas 5,6% do contingente em

famílias alagoanas é bastante baixa, fica evidente também a extrema

idade de acesso regular ao nível superior, contra uma taxa

importância de um curso superior gratuito como o nosso, já que, além

nacional média de 12%, já considerada baixa pelo PNE 2001.

de nós, somente outra instituição gratuita oferece o curso de Pedagogia

Se entendemos que a formação desejável de um profissional

em Alagoas.

da educação adequadamente qualificado para o mundo atual,

O nível educacional da população, por si só, certamente não é

mesmo para a Educação Infantil e para os anos Iniciais do

suficiente para resolver os problemas socioeconômicos de uma região,

Ensino Fundamental, é aquela feita em nível superior e se, a

mas constitui fator essencial a ser considerado na solução destes. A

isso, agregarmos a posição sempre por nós defendida de que o

qualificação dos professores, apesar de não poder ser considerada

locus privilegiado de formação desses profissionais é o curso

como único fator responsável pelos problemas

de Pedagogia – o que acaba de ser confirmado pelo CNE com

sistemas educacionais do nosso país, certamente tem um papel

as novas DIRETRIZES desse curso -, parece evidente, numa

preponderante nesse contexto.

que perpassam os

leitura que confronte as tabelas 5, 6 e 7, o quanto ainda há por

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu

se fazer em Alagoas, no tocante à formação dos profissionais

art.87, § 4o, das Disposições transitórias, estabelece que: “até o fim da

da educação de um modo geral e do profissional formado pelo

Década da Educação somente serão admitidos professores habilitados

curso

estamos

em nível superior ou formados por treinamento em serviço” e, no

considerando, evidentemente, também a formação para a

mesmo art. §3o, Inciso III, diz que o Município deverá “realizar

Gestão/Coordenação do Trabalho Escolar, que é uma função

programas de capacitação para todos os professores em exercício,

indispensável à escola contemporânea, que precisa se

utilizando também, para isso, os recursos da educação à distância”.

de

Pedagogia,

em

particular.

Aqui

instrumentalizar para desfrutar da autonomia que lhe confere a
lei, mas cuja carência nas escolas alagoanas, sobretudo

Ainda com relação a LDB o art. 80, das Disposições Gerais,
afirma que: “O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a

municipais, ainda é bastante acentuada.

19

veiculação de programas de ensino a distância, em todos os

uma evidente ineficiência do sistema educacional do Estado de

níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada”.

Alagoas.

A oferta de um curso de licenciatura plena em

Em se tratando de um curso destinado especificamente a

Pedagogia a Distância, oportunizará ao educador a melhoria da

atender a uma clientela formada por professores em exercício, fez-se

qualidade do seu desempenho profissional, além de motivação

opção por se utilizar a modalidade de EAD.

no status que irá adquirir através da titulação, e conseqüente
possibilidade de melhoria salarial.

São evidentes as causas da opção pela EAD para o curso:
existência de clientela formada de pessoas adultas, com dificuldades

Ao se planejar este curso, levou-se em conta a

de ordem pessoal para freqüentar cursos presenciais convencionais;

necessidade de capacitar o professor do Ensino Fundamental –

clientela formada de professores em pleno exercício da profissão, o que

séries iniciais, como, também, o de fomentar nas escolas

pressupõe relativa maturidade e motivação para a auto-aprendizagem;

municipais a atuação do Coordenador Pedagógico, como

forma alternativa de atendimento a um número maior de pessoas, sem,

ações integradas, compondo um profissional capaz de

entretanto, abrir mão da qualidade do curso; interesse da UFAL em se

gerenciar toda a estrutura funcional da escola e obter o

consolidar como instituição ofertante de EAD.

entendimento da amplitude do funcionamento do sistema
educacional brasileiro.

A

EAD

contemporâneas

para

emerge

no

contexto

das

sociedades

atender

às

novas

mudanças

sociais

e

A existência de um numero de cursos de graduação

educacionais, decorrentes da nova ordem econômica mundial, como

em formação de professores que tem se mostrado incapaz de

afirma Belloni (1999). Muitas dessas mudanças são provocadas pelos

atender a demanda dos diversos municípios, além dos vários

avanços das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). O

questionamentos existentes quanto à eficiência, eficácia e

desafio da EAD, no contexto atual, é oferecer à população um sistema

efetividade dos raros cursos de Magistério em nível médio nos

de ensino aberto e eficaz que facilite a seleção e apropriação da

municípios alagoanos, contribuem para a existência de um

informação e do conhecimento, reduzindo as barreiras da distância e

pequeno quantitativo de profissionais qualificados resultando

do tempo real, sem perder de vista os fins educacionais a que se
propõe. Como qualquer sistema educativo, esta deve estar pautado em

20

uma filosofia que ordene e a encaminhe para uma concepção

significação. Essas questões sugerem que não se pode trabalhar a

educacional atrelada a determinados valores sociais e

formação do professor sem analisar com profundidade o currículo que

individuais.

se pretende desenvolver na escola, a investigação das práticas do
Até então, a ação pedagógica esteve organizada

nos

limites

de

estímulo/resposta.
transformar

os

uma
É

aprendizagem

preciso

sistemas

behaviorista

contribuir

educativos,

para
de

criar

modo

–

senso comum, ampliando-se a cultura ética-política em formação de um
mundo cada vez mais tecnologizado.

e/ou

que

Portanto, é importante ressaltar que a formação de

a

professores para a educação básica, específica para a educação

aprendizagem ocorra de forma multidimensional, para que os

infantil e as séries iniciais do ensino fundamental, deve avançar no

alunos possam olhar a realidade como um todo indiviso e em

sentido que se garanta que seja realizada em nível superior (Art. 62

constante movimento. A discussão sobre a transitoriedade das

LDB) no âmbito de Universidades e nos cursos de Pedagogia.

teorias, factíveis de serem recriadas, abre espaço para que o
professor também se conceba como um investigador do seu
fazer capaz de criar e recriar múltiplas possibilidades de ação,
tanto do ponto de vista metodológico, quanto teórico.

O desafio que se põe para a formação do professor a
distância é garantir o processo dialógico entre professores e alunos,
alunos e alunos, através do material didático e dos meios interativos
disponíveis, exercitando a reflexão, a investigação e a crítica. Isto só é

O processo de formação do professor ultrapassa os

possível através da formação de um aluno autônomo, com capacidade

limites da simples instrumentalização, uma vez que, para

de aprender a aprender e de um professor coletivo que torna, segundo

formar

de

Belloni, (1999) parceiro dos estudantes no processo de construção do

determinados modelos educacionais é preciso que o mesmo

conhecimento, isto é, em atividades de pesquisa da inovação

seja formado dentro do espírito investigativo, tornando-se

pedagógica.

profissionais

comprometidos

com

a

ruptura

capaz de identificar como novas ordens podem ser criadas na
estrutura de um currículo, à medida que as informações
trazidas

por

cada

sujeito

funcionam

como

elementos

analógicos e que constituem como verdadeiro lugar de

Deste modo, espera-se que esse projeto venha a contribuir com
o

desenvolvimento

cultural

dos

municípios

participantes,

proporcionando a qualificação dos profissionais da educação, em vista
da elevação da qualidade educacional dos seus cidadãos.

21

2. A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA UFAL
A EAD é uma possibilidade concreta na promoção da

satisfazer as amplas e diversificadas necessidades de formação e

democratização do saber, com seus benefícios que podem ser

qualificação profissional, que se apresenta como mais uma

avaliadores com base em critérios primordialmente técnicos, sociais

alternativa para a atuação das instituições de ensino superior nos

e econômicos. Os enfoques de aprendizagem aberta e métodos de

seus contextos de inserção.

aprendizagem à distância, exercem impacto sobre o campo

A UFAL está credenciada para oferta de educação superior a

educacional, sendo particularmente apropriados ou eficientes e

distância e autorizada para atuar e desenvolver cursos superiores

suscitando concepções de geração, transmissão e aquisição de

na modalidade de educação a distância (EAD), com a realização do

conhecimento.

curso de Pedagogia a Distância, atendendo atualmente 1.151

A EAD constitui um dos campos da educação e treinamento

alunos em cinco pólos regionais, oferecidos pelo NEAD.

que mais rapidamente está crescendo no mundo todo, sendo

Com

a

ampliação

da

oferta

da

primeira

turma,

o

considerada como um instrumento importante para alcançar jovens

credenciamento do curso e, com os recursos e iniciativas da

e adultos, cujas necessidades de aprendizagem, por razões

FINEP, da UFAL/FUNDEPES e das prefeituras municipais dos

geográficas, de tempo ou outras, não foram satisfatoriamente

municípios envolvidos, a UFAL passou a oferecer uma formação de

atendidas pelo sistema educacional.

graduação de qualidade, em serviço, aos professores das redes

O impacto potencial da EAD sobre todos os sistemas de

públicas municipais, atingindo quase a totalidade do estado de

ensino tem sido bastante acentuado através de inovações nas

Alagoas.

áreas da tecnologia e da comunicação que progressivamente

Pelas experiências já realizadas, o curso de Pedagogia a

libertam os aprendizados das amarras do tempo e espaço. A EAD é

Distância da UFAL Vem produzindo material impresso de

um recurso que as universidades deverão considerar para

qualidade,

22

criou

mecanismos

de

tutoria

e

proposta

de

acompanhamento de estágio supervisionado, viabilizando desta

3)Programa de Formação Docente para Enfermeiros - PROFAE-

forma no desenvolvimento do curso interferindo na realidade local

CNPq-FIOCRUZ, atendendo 150 alunos cursistas, através de

visando a melhoria da qualidade das redes municipais de ensino,

tutoria local.

tendo muitas contribuições a dar para novas propostas e cursos em

4) Programa: Formação de Professores para Utilização das

EAD existentes no Brasil.

Tecnologias

O NEAD/UFAL possui as seguintes ações desenvolvidas e

da

Informação

e

Comunicação

na

Educação

Presencial e a Distância no Ensino Superior e na Educação Básica,

em desenvolvimento:

aprovado pelo Programa de Apoio a Extensão Universitária voltado

1) Oferecimento do Curso de Graduação em Pedagogia a distância

para Políticas Públicas - PROEXT 2004 – SESu/MEC. O programa

para atender as necessidades e expectativas da população de um

envolve três projetos, atendendo ao tema formação permanente de

ensino público, gratuito e de qualidade. Envolve uma formação

pessoal para o sistema educacional:

pedagógica dos professores das redes municipais.

a) Curso de Extensão a Distância TV na Escola e os Desafios de

2) Curso de Extensão TV na Escola e os Desafios de Hoje em

Hoje para professores da rede pública de Alagoas;

parceria com a UNIREDE, SEED/MEC e Secretarias Estaduais de

b) Curso Construção de Material Didático para EAD na Internet: uso

Educação que visa capacitar professores da rede pública para o

do TELEDUC para professores da UFAL que trabalham ou tem

uso das novas tecnologias na educação. O curso foi oferecido pela

interesse em trabalhar com EAD;

UFAL junto com a Secretaria Estadual de Educação a partir da

c) Alfabetização Digital para uso das TIC por professores da rede

segunda edição, em 2002, com 480 concluintes; terceira edição em

pública municipal dos municípios vinculados aos pólos regionais de

2003 com 524 concluintes; quarta edição em 2003 com 1000 vagas

EAD da UFAL.

oferecidas, atendendo 10 pólos; em 2005, está sendo oferecida a
quinta turma, com recursos do PROEXT 2004, atendendo a 500
alunos.

23

3. CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA DA UFAL
Esse projeto foi discutido e construído coletivamente ao
longo dos dois últimos anos, levando-se em conta a realidade

educação de qualidade socialmente referenciada para as maiorias e
comprometida com o desenvolvimento social do país.

educacional configurada no Marco Situacional apresentado.

Se, até o presente, a proposta de um curso dessa natureza

Nesse sentido, em sintonia com o que sempre defenderam as

fazia-se efetivo como resultado das pressões e empenho de

organizações dos profissionais da educação, em atenção aos

educadores e organizações no dia-a-dia de seu fazer pedagógico nas

anseios

que

instituições, ter a Pedagogia como o locus da formação dos/as

pretendemos formar, precisa atender prioritariamente às

docentes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino

necessidades da educação básica que se efetiva nos espaços

fundamental, além da formação de gestores, reconhecida hoje

escolares, sem com isso desconsiderar os campos e espaços

legalmente pelo CNE.

da

sociedade

alagoana,

o/a

pedagogo/a

educativos que a realidade atual abre para o profissional
formado em Pedagogia.

No Brasil, o curso de Pedagogia, regulamentado pela primeira
vez, nos termos do Decreto-Lei nº. 1.190/1939, foi desenhado para ser

Com essa opção preferencial pela educação escolar, o

instrumento de formação dos “técnicos em educação” que a incipiente

Curso de Pedagogia proposto busca responder às lutas

modernização da máquina do Estado Nacional pós-revolução de 1930

historicamente travadas pelas entidades nacionais como

estava

ANFOPE e FORUMDIR, que sempre defenderam a docência

profissionais da educação que, uma vez formados/as, assumiriam

como

estudos

funções de administração, planejamento de currículos, orientação a

insistentemente

professores, inspeção de escolas, avaliação do desempenho de

base

da

desenvolvidos
consideram,

a

formação,

com

respaldo

em

por

acadêmicos/as

que

par

da

epistemológica

dimensão

a

demandar.

Pedagogos

e pedagogas seriam,

então,

do/a

estudantes e docentes, de pesquisa e desenvolvimento tecnológico da

profissional a ser formado/a, o sentido eminentemente político

educação nos aparelhos do Estado, nos âmbitos Federal, Estaduais e,

da ação do/a pedagogo/a no desenvolvimento de uma

24

em muitos lugares, também nos municípios, mediante uma

também uma licenciatura, com registro para o exercício do magistério

formação e um diploma de bacharel.

nos cursos normais, posteriormente denominados magistério de 2º

Segundo

o

Parecer

CNE/CP

5/2005,

que

hoje

estabelece as atuais diretrizes do curso de Pedagogia,

grau. Daí iria se desdobrar o argumento de que, como “quem pode o
mais pode o menos, quem prepara o professor primário tem condições
de ser também professor primário”, abria-se o magistério nos anos

a padronização do curso de Pedagogia, em 1939, é
decorrente da concepção normativa da época, que alinhava
todas as licenciaturas ao denominado “esquema 3+1”, pelo
qual era feita a formação de bacharéis nas diversas áreas
das Ciências Humanas, Sociais, Naturais, Letras, Artes,
Matemática, Física, Química. Seguindo este esquema, o
curso de Pedagogia oferecia o título de bacharel, a quem
cursasse três anos de estudos em conteúdos específicos da
área, quais sejam, fundamentos e teorias educacionais; e o
título de licenciado que permitia atuar como professor, aos
que, tendo concluído o bacharelado, cursassem mais um ano
de estudos, dedicados à Didática e à Prática de Ensino. O
então curso de Pedagogia dissociava o campo da ciência
Pedagogia, do conteúdo da Didática, abordando-os em
cursos distintos e tratando-os separadamente.

Segundo

se

pode

observar,

a

dicotomia

entre

iniciais de escolarização também para os formados em Pedagogia.
Para tanto bastava, apenas, o acréscimo de três disciplinas ao currículo
mínimo determinado para a formação dos pedagogos1. E essa será a
situação que oficialmente irá vigorar até a recente aprovação das
Diretrizes do curso de Pedagogia, inclusive com o reforço do CNE via
Parecer recente sobre Apostilamento de Diplomas de Pedagogia.
Somente graças à luta dos movimentos organizados dos educadores, e
assim mesmo por conta da prerrogativa da autonomia didático-científica
das universidades, é que essa concepção seria rompida, no seio de
muitas IES públicas nos anos recentes.

bacharelado e licenciatura levava à seguinte situação: no
bacharelado se formava o pedagogo que poderia atuar como

Esse fato é reconhecido pelo CNE, no já referido Parecer
CNE/CP 5/2005, quando afirma que

técnico em educação e, na licenciatura, formava-se o professor
que iria lecionar as matérias pedagógicas do Curso Normal de

com uma história construída no cotidiano das instituições de ensino
superior, não é demais enfatizar que o curso de graduação em
Pedagogia, nos anos de 1990, foi se constituindo como o principal
locus da formação docente dos educadores para atuar na Educação
Básica: na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino
Fundamental. A formação dos profissionais da educação, no curso de

nível secundário, quer no primeiro ciclo, o ginasial - normal
rural, ou no segundo. Esses serão, em linhas gerais, os
ditames que irão vigorar para a formação do pedagogo até
1969, quando o Parecer CFE n° 252 e a Resolução CFE nº. 2
estabelecem a possibilidade de o curso de Pedagogia ser

1

0

0

Essas disciplinas eram Didática do 1 Grau, Estrutura do 1 Grau e Prática de
0
Ensino do 1 Grau.

25

Pedagogia, passou a constituir, reconhecidamente, um dos
requisitos para o desenvolvimento da Educação Básica no
País.

E como se não bastasse esse reconhecimento do que
se impôs na prática, em boa parte por conta do debate sobre o
estatuto epistemológico que deve presidir o perfil profissional
do/a Pedagogo/a, o CNE, por seu Conselho Pleno, nas
Diretrizes Curriculares do Curso de Pedagogia agora em vigor
assevera que
grande parte dos cursos de Pedagogia, hoje, tem como
objetivo central a formação de profissionais capazes de
exercer a docência na Educação Infantil, nos anos
iniciais do Ensino Fundamental (grifo nosso), nas
disciplinas pedagógicas para a formação de professores,
assim como para a participação no planejamento, gestão e
avaliação de estabelecimentos de ensino, de sistemas
educativos
escolares,
bem
como
organização
e
desenvolvimento de programas não-escolares [e que] os
movimentos sociais também têm insistido em
demonstrar a existência de uma demanda ainda pouco
atendida, no sentido de que os estudantes de Pedagogia
sejam também formados para garantir a educação, com
vistas à inclusão plena, dos segmentos historicamente
excluídos dos direitos sociais, culturais, econômicos,
políticos (também grifo nosso).

sociocultural e regional do país, a organização federativa do Estado
brasileiro, a pluralidade de idéias e de concepções pedagógicas, bem
como a competência dos estabelecimentos de ensino e dos docentes
para a gestão democrática.
O egresso do Curso de Pedagogia precisa trabalhar com um
repertório de informações e habilidades composto por pluralidade de
conhecimentos

teóricos

e

práticos,

cuja

consolidação

será

proporcionada pelo exercício da profissão, fundamentando-se na
interdisciplinaridade, contextualização, democratização, pertinência e
relevância social, ética e sensibilidade afetiva e estética. Este repertório
deve se constituir por meio de múltiplos olhares, próprios das ciências,
das culturas, das artes, da vida cotidiana, que proporcionam leitura das
relações sociais e étnico-raciais, também dos processos educativos por
estas desencadeados.
Para a formação do licenciado em Pedagogia define-se como
central, o conhecimento da escola como uma organização complexa
que tem a função social e formativa de promover, com eqüidade,
educação para e na cidadania. É necessário que saiba, entre outros
aspectos, que entre as comunidades do campo, os povos indígenas, os

Caracterizado,

portanto,

pelas

normas

recém-

quilombolas e as populações urbanas social e economicamente

instauradas como um curso de licenciatura, a Pedagogia, tal

excluídas,

como proposto pelo CNE, precisa levar em consideração, antes

desenvolvimento e valorização das culturas sociais e étnicas e da

de mais nada, na definição de seu projeto pedagógico, além

sustentabilidade

dos

princípios

constitucionais

e

legais,

a

diversidade

26

a

escola

se

ecológica,

constitui

em

econômica

forte
e

mecanismo

territorial

de

daquelas



comunidades, bem como de articulação entre as organizações
tradicionais e o restante da sociedade brasileira.

prática docente ou atue como tal, saiba trabalhar no coletivo,

Também é central, para essa formação, segundo o
Parecer

05/2005,

a

proposição,

realização,

um profissional que na escola conheça os caminhos da

análise

participar e envolver-se com a equipe pedagógica na

de

construção de projetos educativos,

saiba analisar

pesquisas e a aplicação de resultados, em perspectiva

contextualidade

sintonizado

histórica, cultural, política, ideológica e teórica, com a

processos de construção da identidade docente e seja

finalidade, entre outras, de identificar e gerir, em práticas

capaz de mediar o diálogo entre o contexto escolar e o

educativas,

social;

elementos

mantenedores,

transformadores,

geradores de relações sociais e étnico-raciais que fortalecem



das

práticas,

estar

a

com

um professor-pesquisador dos caminhos de humanização

ou enfraquecem identidades, reproduzem ou criam novas

dessa prática e que tenha os olhos voltados para outras

relações de poder.

instâncias sociais onde a educação transita, apto, portanto,

Diferente não tem sido a concepção do FORUMDIR

a coordenar processos emancipatórios de reflexão sobre a

a

ao

prática, a analisar e incorporar criativa e coletivamente os

atendimento das demandas educacionais do país e de

produtos do processo reflexivo, capaz de perceber a

Alagoas, em particular, ao afirmar que o profissional que

complexidade de sua ação, de decidir na diversidade e

precisamos formar deve ter como base e identidade de sua

trabalhar integrando afetividades, sentimentos e cognição,

formação a docência, que é vista a partir de uma “tríplice

pautado

relação com o saber – a base de conhecimentos do pedagogo,

discutidos, um pesquisador, enfim, que saiba formar

sua atuação como produtor de conhecimentos e sua ação

pesquisadores.

sobre

formação

do/a

pedagogo/a

necessário/a

ética” – o que reforça a característica eminentemente



por

compromissos

éticos

transparentes

e

um professor-pesquisador também com possibilidades de

profissional do trabalho do/a pedagogo/a, sistematizada da

intervenção pedagógica nas práticas sociais fora da escola,

seguinte forma:

sabendo, para tanto, analisar os condicionantes históricos
de cada contexto social, integrar-se nas questões coletivas
da humanidade, que seja um leitor e consumidor de cultura,

27

que saiba trabalhar dentro dos princípios do

da qualidade do ensino e medidas que visem superar a exclusão

planejamento

social.

participativo,

que

saiba

lidar

e

gerenciar projetos e processos educativos. (cf.

 compreensão

FORUMDIR, 2003.)

manifestas nas sociedades contemporâneas e de sua função na

e

valorização

das

diferentes

linguagens

produção do conhecimento;
 compreensão e valorização dos diferentes padrões e

Igual posição foi, nos seus últimos anos de existência,

produções culturais existentes na sociedade contemporânea;

também aquela defendida pela a Comissão de Especialistas de
Ensino de Pedagogia, constituída instalada MEC. Afirmou esta

 capacidade de apreender a dinâmica cultural e de atuar

em vários documentos, sobretudo no datado de 1999, que o

adequadamente em relação ao conjunto de significados que a

curso de Pedagogia deveria abranger conteúdos e atividades

constituem;

que constituissem base consistente para a formação do

 capacidade para atuar com portadores de necessidades

educador. Nessa direção, os seguintes saberes e habilidades,

especiais, em diferentes níveis da organização escolar, de modo

entre outros, deveriam ser desenvolvidos na formação do/a

a assegurar seus direitos de cidadania;

pedagogo/a:

 capacidade para atuar com jovens e adultos defasados em
seu processo de escolarização;

 compreensão ampla e consistente do fenômeno e da

 capacidade de estabelecer diálogo entre a área educacional e

prática educativos que se dão em diferentes âmbitos e

as demais áreas do conhecimento;

especialidades;
 compreensão

do

processo

de

construção

 capacidade de articular ensino e pesquisa na produção do

do

conhecimento e da prática pedagógica;

conhecimento no indivíduo inserido em seu contexto

 capacidade para dominar processos e meios de comunicação

social e cultural;

em suas relações com os problemas educacionais;

 capacidade de identificar problemas sócio-culturais e
educacionais propondo respostas criativas às questões

28

 capacidade de desenvolver metodologias e materiais

ciências que dão o suporte conceitual e metodológico para a
investigação e a intervenção nos múltiplos processos de formação
humana. A base dessa formação, portanto, é a docência [...]:
considerada em seu sentido amplo, enquanto trabalho e
processo pedagógico construído no conjunto das relações
sociais e produtivas, e, em sentindo estrito, como expressão
multideterminada de procedimentos didático-pedagógicos
intencionais, passíveis de uma abordagem transdisciplinar.
Assume-se, assim, a docência no interior de um projeto
formativo e não numa visão reducionista que a configure
como um conjunto de métodos e técnicas neutros, descolado
de uma dada realidade histórica. Uma docência que contribui
para a instituição de sujeitos. (grifo nosso)

pedagógicos adequados à utilização das tecnologias da
informação e da comunicação nas práticas educativas;
 compromisso com uma ética de atuação profissional
e com a organização democrática da vida em sociedade;
 articulação da atividade educacional nas diferentes
formas de gestão educacional, na organização do
trabalho pedagógico escolar, no planejamento, execução

É importante ressaltar, nessa demarcação conceitual do

e avaliação de propostas pedagógicas da escola;
 elaboração do projeto pedagógico, sintetizando as
atividades de ensino e administração, caracterizadas por
categorias comuns como: planejamento, organização,
coordenação e avaliação e por valores comuns como:
solidariedade,

cooperação,

responsabilidade

e

compromisso.

processo de formação do/a pedagogo/a que aqui tentamos estabelecer,
que, segundo o FORUMDIR e a COMISSÃO DE ESPECIALISTAS DO
MEC, a docência constitui o elo articulador entre os pedagogos e os
licenciados das áreas de conhecimentos específicos, abrindo espaço
para se pensar/propor uma concepção de formação articulada e
integrada para todos os professores. Essa concepção de docência
supõe, segundo essas instâncias:

Em outro documento, datado de 2002, a mesma
comissão, tomando por base documento do FORUMDIR,

 sólida formação teórica e interdisciplinar sobre o fenômeno

produzido em 1998, reafirma, de modo realçado, dever a
formação do pedagogo ter com base a docência. Diz a
comissão textualmente que



o eixo da sua formação é o trabalho pedagógico, escolar
e não escolar, que tem na docência, compreendida
como ato educativo intencional, o seu fundamento. É a
ação docente o fulcro do processo formativo dos
profissionais da educação, ponto de inflexão das demais




29

educacional e seus fundamentos históricos, políticos e sociais,
bem como o domínio dos conteúdos a serem ensinados pela
escola (matemática, ciências, história, geografia, química, etc)
que permita a apropriação do processo de trabalho pedagógico,
criando condições de exercer a análise crítica da sociedade
brasileira e da realidade educacional;
unidade entre teoria e prática;
capacitação para a gestão democrática como instrumento de
luta pela qualidade do projeto educativo;
compromisso social do profissional da educação e
trabalho coletivo e interdisciplinar.

pedagógica aqui delineada se fazem necessários, na medida em
Considerando a opção preferencial de focar nossos
esforços formativos na instituição escolar, a organização

que permitem compreender o cruzamento de várias culturas que
compõem a realidade escolar, já que

da matriz curricular para a formação do/a profissional da
[...] viver uma cultura e dela participar supõe reinterpretá-la, reproduzi-la,
assim como transformá-la. A cultura potencia tanto quanto limita, abre
ao mesmo tempo que restringe o horizonte de imaginação e prática dos
que a vivem. Por outro lado, a natureza de cada cultura determina as
possibilidades de criação e desenvolvimento interno, de evolução ou
estancamento, de autonomia ou dependência individual. (PEREZ
GOMEZ, 2003. p. 17)

educação, pedagogo/a que queremos, porque dele/a
precisa a sociedade alagoana, tem como eixo central a
cultura escolar, entendida como uma construção social
que traz as marcas de um espaço e tempo específicos,
expressos

nos

rituais

pedagógicos,

na

forma

de

organização e gestão da escola, na delimitação de
saberes

e

conteúdos

a

serem

trabalhados,

nos

procedimentos de avaliação, numa perspectiva sempre
parcial e provisória. Isso não significa o descarte das
questões formativas que emergem de outros espaços
educativos, até porque a realidade, por ser global e

Dessa forma, os eixos articuladores que compõem o
processo formativo, realizariam o que Pérez Gómez (2003)
denomina de “mediação reflexiva”, ou seja, um diálogo entre os
vários saberes presentes ao longo da formação e entre os
saberes advindos das próprias trajetórias escolares dos alunos.
Pérez Gómez (2003, p. 17) define esse movimento como sendo
[...] este vivo, fluido e complexo cruzamento de culturas que se produz
na escola, entre as propostas da cultura crítica, alojada nas disciplinas
científicas, artísticas e filosóficas; as determinações da cultura
acadêmica, refletida nas definições que constituem o currículo; os
influxos da cultura social, constituída pelos valores hegemônicos do
cenário social; as pressões do cotidiano da cultura institucional, presente
nos papéis, nas normas, nas rotinas e nos ritos próprios da escola como
uma instituição específica; e as características da cultura experiencial,
adquirida individualmente pelo aluno através da experiência nos
intercâmbios espontâneos com seu meio.

articulada, não pode ser parcelada, ao mesmo tempo em
que a sociedade, em suas várias instâncias, por
configurar instâncias eminentemente

pedagógicas

é

percebida por nós como lugar privilegiado de educação.
Considerando o eixo formativo central por nós
assumido, alguns eixos articuladores da proposta político-

30

ser

compreensão do contexto da prática pedagógica, permitindo aprimorar

pensadas nesse sentido tomando como exemplo as

uma atitude investigativa, não dogmática, partindo das experiências e

Atividades Integradoras, que já se constituem como

trajetórias escolares dos alunos, como ponto de partida para a

experiência piloto desenvolvida ao longo do ano letivo de

construção inicial da compreensão da cultura escolar.

Algumas

estratégias

pedagógicas

podem

2. permitir

2004 e que têm como objetivo o “estudo dos novos

construção

da

proposta

da

no

contexto

escolar

se

de gênero que produzem identidades que não são neutras

prática nas atividades de ensino, pesquisa e extensão no
de

que

estabelecem complexas relações de classe, étnico-raciais e

paradigmas da educação que norteiam a interação teoriaprocesso

compreender

mas crivadas por relações assimétricas de poder e que a

Unidade

escola e os currículos escolares têm que ser apreendidos a

Acadêmica de Educação e do Projeto Político Pedagógico

partir desses pressupostos. A relação entre o currículo e a

de Pedagogia com vistas à formação do profissional da

cultura é essencial para penetrarmos no cerne dos

Educação Básica”. Uma proposta curricular para um novo

processos produtivos de identidades e diferenças, de

curso

exclusões e desigualdades, preconceitos, racismos.

de

Pedagogia

pressupõe

clareza

sobre

o

profissional que se espera formar, o sentido da formação

3. articular o processo de ensino, pesquisa e extensão, de

para esse sujeito, as formas de articulação curricular, as

forma a levar o/a aluno/a a desenvolver uma atitude que lhe

aprendizagens significativas, a dimensão epistemológica

permita entender que a formação e o desenvolvimento
profissional devem ser um processo permanente, devido à

dos conteúdos, a atitude de investigação e pesquisa e,

própria dinâmica social que está, permanentemente, em

principalmente, uma articulação entre teoria e prática.

construção, desenvolvimento, transformação.

Nessa perspectiva, a formação do profissional de

4. compreender a instituição escolar a partir de funções que

Pedagogia que buscamos implica:

são complementares: a de socialização, ou seja, mediação
entre a escola e o contexto social em que os alunos estão

1. possibilitar a relação teoria-prática a partir do primeiro ano do

inseridos na produção de significados; a instrutiva, em que,

curso,

mediante as atividades de ensino-aprendizagem realizadas

com

a

criação

de

espaços

que

favoreçam

a

31

intencional

e

sistematicamente,

aperfeiçoe



o

ser capaz de contribuir com o desenvolvimento do

processo inicial de socialização, rompendo com os

projeto político-pedagógico da instituição em que atua,

mecanismos que caracterizam de forma desigual,

de forma a consolidar o trabalho coletivo e democrático;

nas sociedades de livre mercado, o acesso aos
conhecimentos historicamente produzidos;



desempenhar

um

papel

catalisador

do

processo

e a

educativo em todas as suas dimensões, atento às

educativa, que sintetiza as funções anteriores, na

relações éticas e epistemológicas que compõem o

medida em que desenvolve nos/as alunos/as

processo educacional;

autonomia, independência intelectual, para que
possam

analisar

criticamente

os



processos

ser capaz de estabelecer um diálogo entre a sua área e
as demais áreas do conhecimento, relacionando o

socializadores vividos cotidianamente.

conhecimento
propiciando

A formação do profissional da educação, de acordo





seus

a

alunos

realidade
a

social

e

percepção

da

ser capaz de articular ensino-pesquisa-extensão, na

ser capaz de atuar nas diversas áreas de

produção

educação formal e não-formal, tendo a docência

pedagógicas.

como base de sua identidade profissional;


aos

e

abrangência dessas relações;

com, a ANFOPE (1998) que este/a deve:


científico

do

conhecimento

e

de

novas

práticas

A partir dessas posições nucleares que dão unidade ao

ter uma compreensão ampla e consistente do
fenômeno e da prática educativos que se dão

trabalho educativo desenvolvida a inúmeras mãos, se atentarmos

em diferentes âmbitos e modalidades;

para o que estabelecem as diretrizes para a formação do/a

ser crítico, criativo, ético e tecnicamente capaz

pedagogo/a, teremos a afirmação do CNE de que uma formação

de contribuir para a transformação social;

assim desenvolvida conseguirá o periódico redimensionamento

compreender como se processa a construção do

das condições em que educadores/as e educandos/as participam

conhecimento no indivíduo;

dos atos pedagógicos em que são implicados, quanto, no caso

32

específico do/a pedagogo/a, fornecem elementos para a

defendemos para a formação dos profissionais da educação –

proposição, análise e desenvolvimento de políticas

incluído/a

destinadas à Educação Infantil, aos anos iniciais do

institucionalizado no âmbito da UFAL, ou seja, que

Ensino

Fundamental,

bem

como

à

formação

professores para essas etapas de escolarização, de modo
a tentar garantir, o direito à educação de qualidade, em
estabelecimentos devidamente instalados e equipados,
gerida por profissionais qualificados/as e valorizados/as.
Já quanto a participação na gestão de processos
e de instituições de ensino – que são atos preferenciais

pedagogo/a

–

e

que

já

se

encontra

a pluralidade de conhecimentos e saberes introduzidos e
manejados durante o processo formativo do licenciado em
Pedagogia sustenta a conexão entre sua formação inicial, o
exercício da profissão e as exigências de educação continuada. O
mesmo ocorre com a formação de outros licenciados, o que
mostra a conveniência de uma base comum de formação entre as
licenciaturas, de modo a, no plano institucional, derivar em
atividades de extensão e de pós-graduação, das quais formandos
ou formados das diferentes áreas venham juntos participar.

de

educativos, na organização e funcionamento de sistemas

aí o/a

Tratando especificamente da formação do/a pedagogo/a,
diz o CNE, também em sintonia conosco, que

dos/a profissionais da Pedagogia – afirmam as diretrizes

na perspectiva de uma organização democrática, em que
a co-responsabilidade e a colaboração são os
constituintes maiores das relações de trabalho e do poder
coletivo e institucional, com vistas a garantir iguais
direitos, reconhecimento e valorização das diferentes
dimensões que compõem a diversidade da sociedade,
assegurando comunicação, discussão, crítica, propostas
dos diferentes segmentos das instituições educacionais
escolares e não-escolares.

a formação do licenciado em Pedagogia fundamenta-se no
trabalho pedagógico realizado em espaços escolares e nãoescolares, que tem a docência como base. Nesta perspectiva, a
docência é compreendida como ação educativa e processo
pedagógico metódico e intencional, construído em relações
sociais, étnico-raciais e produtivas, as quais influenciam conceitos,
princípios e objetivos da Pedagogia. Desta forma, a docência,
tanto em processos educativos escolares como não-escolares,
não se confunde com a utilização de métodos e técnicas
pretensamente pedagógicos, descolados de realidades históricas
específicas. Constitui-se na confluência de conhecimentos
oriundos de diferentes tradições culturais e das ciências, bem
como de valores, posturas e atitudes éticas, de manifestações
estéticas, lúdicas, laborais.

O Conselho Pleno do CNE, ao aprovar as DCN da

Essas são, portanto, as referências que assumimos na

curriculares do curso textualmente que a formação deve
ser desenvolvida

Pedagogia,

assume mais uma vez o que sempre

formulação deste Projeto Político-Pedagógico.
33

3.1 – OBJETIVOS DO CURSO DE PEDAGOGIA
O curso de Licenciatura em Pedagogia do Centro de Educação da UFAL destina-se à formação de licenciados/as para
exercer funções de magistério na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas disciplinas pedagógicas dos
cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, na Educação Profissional na área de serviços e apoio escolar, bem como para
exercer atividades de organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, englobando planejamento, execução,
coordenação, acompanhamento e avaliação de tarefas próprias do setor da Educação e produção e difusão do conhecimento
científico-tecnológico do campo educacional, em contextos educacionais.

3.2 - PERFIL DO LICENCIADO EM PEDAGOGIA
Considerando-se

as

referências

político-

de PEDAGOGIA, como síntese final do que estabelecem, à guisa

epistemológicas e os objetivos por nós assumidos para o

de explicitação das categorias empregadas no desenho do perfil

curso de Pedagogia que o Centro de Educação da UFAL

desejável do/a novo/a pedagogo/a e das suas próprias bases,

se propõe a desenvolver, mister se faz a formalização do

temos que:

perfil profissional que o/agraduado/a por esse curso

- o curso de Pedagogia trata do campo teórico-investigativo

precisa ter. Segundo o que apresentam as DCN do curso

da educação, do ensino, de aprendizagens e do trabalho
pedagógico que se realiza na práxis social;

- a docência compreende atividades pedagógicas

- aptidão para fortalecer o desenvolvimento e as aprendizagens

inerentes

de crianças do Ensino Fundamental, assim como daqueles que

a

processos

de

ensino

e

de

aprendizagens, além daquelas próprias da gestão

não tiveram oportunidade de escolarização na idade própria;

dos processos educativos em ambientes escolares e

- disposição para trabalhar na promoção da aprendizagem de

não-escolares,

como também

sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano, em

disseminação

de

na produção e

conhecimentos

da

área

da

diversos níveis e modalidades do processo educativo;

educação;

- reconhecimento e respeito às manifestações e necessidades

- os processos de ensinar e de aprender dão-se, em

físicas, cognitivas, emocionais e afetivas dos educandos nas

meios ambiental-ecológicos, em duplo sentido, isto

suas relações individuais e coletivas;

é, tanto professores como alunos ensinam e

-

aprendem, uns com os outros e que

Matemática, Ciências, História, Geografia, Artes, Educação

- o professor é agente de (re)educação das relações

Física, de forma interdisciplinar e adequada às diferentes fases

sociais e étnico-raciais, de redimensionamentos das

do desenvolvimento humano, particularmente de crianças;

funções pedagógicas e de gestão da escola.

- capacidade de relacionar as linguagens dos meios de

domínio

dos

modos

de

ensinar

Língua

Portuguesa,

comunicação aplicadas à educação, nos processos didáticoDelineamos como perfil desejável a ser buscado do

pedagógicos,

egresso do curso de Pedagogia da UFAL:

demonstrando domínio

das tecnologias de

informação e comunicação adequadas ao desenvolvimento de

- postura ética e compromisso para atuar na construção

aprendizagens significativas;

de uma sociedade justa, equânime, igualitária;

- disposição para promover e facilitar relações de cooperação

- capacidade de compreender, cuidar e educar crianças

entre a instituição educativa, a família e a comunidade;

de zero a cinco anos, de forma a contribuir, para o seu

-

desenvolvimento nas dimensões, entre outras, física,

educacionais

psicológica, intelectual, social;

propositiva, em face de realidades complexas, com vistas a

35

aptidão

para
com

identificar
postura

problemas

socioculturais

investigativa,

integrativa

e
e

contribuir para superação de exclusões sociais, étnico-

-

raciais, econômicas, culturais, religiosas, políticas e

conhecimentos sobre seus alunos e alunas e a realidade

outras;

sociocultural em que estes desenvolvem suas experiências não-

- consciência da diversidade, respeitando as diferenças

escolares, sobre processos de ensinar e de aprender, em

de

diferentes

natureza

ambiental-ecológica,

étnico-racial,

de

preparo

para

meios

realizar

pesquisas

ambiental-ecológicos,

que

proporcionem

sobre

propostas

gêneros, faixas geracionais, classes sociais, religiões,

curriculares; e sobre a organização do trabalho educativo e

necessidades especiais, escolhas sexuais, entre outras;

práticas pedagógicas;

- capacidade de desenvolver trabalho em equipe,

- capacidade de utilizar, com propriedade, instrumentos próprios

estabelecendo diálogo entre a área educacional e as

para construção de conhecimentos pedagógicos e científicos;

demais áreas do conhecimento;

- condições de estudar, aplicar criticamente as diretrizes

- capacidade de participar da gestão das instituições em

curriculares e outras determinações legais que lhe caiba

que

implantar, executar, avaliar e encaminhar o resultado de sua

atuem

contribuindo

enquanto

estudantes

para

elaboração,

e

profissionais,

implementação,

avaliação às instâncias competentes.

coordenação, acompanhamento e avaliação do projeto
pedagógico;

.

- capacidade de participar da gestão das instituições em
que atuem planejando, executando, acompanhando e
avaliando projetos e programas educacionais, em
ambientes escolares e não-escolares;

36

3.3 – COMPONENTES CURRICULARES
A estrutura do curso de Pedagogia a Distância da

e)

os processos de desenvolvimento de crianças, de jovens e

UFAL aqui proposto, busca dar conta dos três núcleos de

adultos, nas dimensões: cognitiva, afetiva, estética, cultural,

estudos: I – Um núcleo de estudos básicos; II – Um núcleo de

lúdica, artística, ética e biossocial;

aprofundamento e diversificação de estudos e; III – Um núcleo

f)

o conhecimento das necessidades e aspirações da sociedade de

de estudos integradores.

que a educação faz parte, identificando as diferentes forças e

I - O núcleo de estudos básicos, conforme a referida

interesses, captando contradições;

Resolução

sem

multiculturalidade

perder
da

de

vista

sociedade

a

diversidade

brasileira,

e

a

preconiza

a

g)

cultural do sistema educacional brasileiro, particularmente, no

articulação, por meio de reflexão e ações críticas:
a)

a

observação

e

análise,

o

planejamento,

que diz respeito à Educação Infantil, aos anos iniciais do Ensino
a

Fundamental e à formação de professores e técnicos do setor da

implementação e a avaliação de processos educativos e
de experiências educacionais, em escolares e nãob)
c)

Educação;
h)

a Didática, as teorias e metodologias pedagógicas, os processos

escolares;

de

a gestão de processos educativos em espaços escolares

desenvolvimento da aprendizagem, de socialização e de

e não-escolares;

construção do conhecimento, de tecnologias de informação e

os princípios, concepções e critérios oferecidos por

comunicação e diversas linguagens;

estudos das diversas áreas do conhecimento que

d)

as experiências que considerem o contexto histórico e sócio-

i)

organização

do

trabalho

docente,

as

teorias

de

o conhecimento dos códigos de diferentes linguagens, inclusive a

contribuam para o desenvolvimento das pessoas, das

matemática, bem como dos das Ciências, da História e da

organizações e da sociedade;

Geografia, assim como metodologias de ensino e formas de

o conhecimento multidimensional sobre o ser humano,

aprendizagem;

em situações de aprendizagem;

37

j)

l)

o estudo das relações entre educação e trabalho,

c)

estudo, análise e avaliação de teorias da

diversidade cultural, cidadania, sustentabilidade, entre

educação geradas no contexto brasileiro e da

outras questões centrais da sociedade contemporânea;

América

as questões atinentes à ética, à estética e à ludicidade,

pensamentos oriundos de outros contextos, a fim

no mundo de hoje, no contexto do exercício profissional,

de elaborar propostas educacionais consistentes

em âmbitos escolares e não-escolares, articulando o

e inovadoras;

Latina,

estabelecendo

diálogo

com

saber acadêmico, a pesquisa, a extensão e a prática

III - O núcleo de estudos integradores, proporcionará

educativa.

enriquecimento curricular e compreenderá:

II - O núcleo de aprofundamento e diversificação de

a)

participação

em

seminários

e

estudos

estudos, conforme a mesma Resolução, estará voltado às

curriculares, em projetos de iniciação científica e

áreas

de extensão, diretamente orientados pelo corpo

de

atuação

profissional

pedagógico da instituição que,

priorizadas

pelo

projeto

atendendo a diferentes

docente da instituição de educação superior;

demandas sociais, oportunizará, entre outras possibilidades:
a)

b)

b)

participação em atividades práticas, de modo a

investigação de processos educativos, na

propiciar aos estudantes vivências, nas mais

área da gestão, em diferentes situações

diferentes

institucionais – escolares, comunitárias e

assegurando aprofundamentos e diversificação

assistenciais;

de estudos e experiências e utilização de

avaliação, criação e uso de textos,

recursos pedagógicos.

materiais

didáticos,

processos

de

procedimentos

aprendizagem

e

C)

que

Esses

áreas

do

campo

educacional,

atividades de comunicação e expressão cultural.
núcleos

de

estudos,

expressam-se

na

Matriz

contemplem a diversidade cultural da

Curricular do Curso de Pedagogia da UFAL, através de um desenho

sociedade brasileira;

curricular constituído de três eixos, como seguem:

38

EIXOS FORMATIVOS
EIXOS

NATUREZA
Compreensão dos processos educativos institucionalizados, considerando a natureza
específica do processo docente, as relações ambiental-ecológicas, sócio-históricas e
CONTEXTUAL políticas que acontecem no interior das instituições, no contexto imediato e no âmbito mais
geral em que ocorre o fenômeno educativo.
Saberes e práticas específicas à formação dos pedagogos aptos a atuar como professores
ESTRUTURAL nos anos iniciais do Ensino Fundamental, bem como na organização e gestão de sistemas,
unidades, projetos e experiências educativas e na produção e difusão do conhecimento do
campo educacional.
Processos concretos vivenciados pelos/as profissionais da educação no ato de planejar,
ARTICULADOR coordenar e executar o trabalho educativo, tendo como produtos concretos por parte dos/as
formando/as planos integrados e ações de intervenção na realidade educativa.
Os dois primeiros eixos – CONTEXTUAL e
ESTRUTURAL

–

metodológicas

para

oferecem
a

ação

as

bases

dos formandos

teóricocomo

encontra-se constituído de dois módulos organizados sob a forma
de

movimentos que remetem à observação/investigação, ao

planejamento e à vivência do fazer pedagógico na escola.

pedagogos. Fugindo ao desenho puramente disciplinar

No estudo dos módulos não existirão aqueles apenas de

das matrizes curriculares tradicionais, estes eixos serão

teoria, nem aqueles apenas de prática. Quando a ênfase estiver

constituídos de um total de seis módulos, organizados em

na reflexão teórica, a prática indicará o caminho dessa reflexão;

temas. Já o EIXO ARTICULADOR, que aprofunda a

quando a ênfase for na prática, a teoria mostrará suas

análise crítica e contextualizada da Prática Pedagógica,

possibilidades, seus caminhos.

Dito isto, temos os módulos que constituem cada um dos três eixos do núcleo de estudos básicos:

39

DESCRIÇÃO DOS MÓDULOS FORMATIVOS
EIXOS

C
O
N
T
E
X
T
U
A
L

Nº

MÓDULOS

1

EDUCAÇÃO:
NATUREZA E
SENTIDO

2

EDUCAÇÃO,
SOCIEDADE,
CULTURA E
MEIOAMBIENTE

3

EDUCAÇÃO,
CONHECIMENTO E
INFORMAÇÃO

4

EDUCAÇÃO,
TRABALHO E
PROFISSÃO

CONCEPÇÃO

SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES

Compreensão da educação como prática social,
que se define a partir de um processo histórico,
em um conjunto de relações diferenciadas,
interpessoais, intencionais e comprometidas
com o desenvolvimento humano e a intervenção
na realidade.
Reflexão sobre a educação em uma realidade
caracterizada por desafios e projetos políticos
em confronto, destacando-se, em nosso caso,
as políticas públicas de educação escolar e
seus efeitos na sociedade, na cultura e no meio
ambiente.
Análise da relação da educação com o
conhecimento, com base na forma de produzir e
apropriar-se do saber, refletindo sobre as
dimensões dos atos de aprender e de ensinar,
apropriando-se de novas tecnologias da
comunicação e informação disponíveis ao ato
de aprender.
Abordagem do trabalho e da educação como
atividades humanas essenciais, que se
constituem princípio e base de construção da
práxis do educador e do ser profissional da
educação.

Fundamentos Filosóficos da Educação.
Fundamentos Históricos da Educação e
da Pedagogia.

40

Fundamentos Sociológicos da Educação
Fundamentos
Antropológicos
da
Educação
Fundamentos Políticos da Educação
Educação a Distância
Organização do Trabalho acadêmico
Fundamentos
Psicopedagógicos
da
Educação
Educação
e
Tecnologias
da
Comunicação e Informação
Trabalho e Educação
Profissão Docente

EIXOS

Nº

5

E
S
T
R
U
T
U
R
A
L

6

MÓDULOS

CONCEPÇÃO

SABERES/COMPONENTES CURRICULARES

PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E
AS BASES
DA AÇÃO

Análise crítica, no tempo e no espaço,
das políticas e da gestão da educação
institucionalizada, de suas bases legais,
de seus fundamentos paradigmáticos, de
seus impasses e desafios para uma
formação cidadã, bem como estudo dos
saberes indispensáveis ao exercício da
docência.

PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
PLANO E A
AVALIAÇÃO
DA AÇÃO

Planejamento do trabalho escolar,
considerando estratégias relativas à
organização
político-pedagógica
da
escola, a seleção e organização dos
saberes a serem ensinados e aprendidos
e a práticas de avaliação, promotoras do
sucesso escolar.

Pesquisa Educacional
Estatística Educacional
Desenvolvimento e Aprendizagem
Alfabetização
Política e Organização da Educação Brasileira
Organização e Gestão dos Processos Educativos
Didática
Currículo
Avaliação
Saberes e metodologias do Ensino de História I
Saberes e metodologias do Ensino de Geografia I
Saberes e metodologias do Ensino de Matemática I
Saberes e metodologias do Ensino de Língua
Portuguesa I
Saberes e metodologias do Ensino de Ciências Naturais
Arte Educação
Corporeidade e Movimento
Oficina de jogos e recreação
Planejamento, Currículo e Avaliação da Aprendizagem
Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho
Escolar
Saberes e metodologias do Ensino de História II
Saberes e metodologias do Ensino de Geografia II
Saberes e metodologias do Ensino de Matemática II
Saberes e metodologias do Ensino de Língua
Portuguesa II
Saberes e metodologias do Ensino de Ciências Naturais
II

41

EIXOS

A
R
T
I
C
U
L
A
D
O
R

Nº

7

8

MÓDULOS

MERGULHA
NDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGIC
A

PLANEJAN
DO E
INTERVIND
O NA
PRÁTICA
PEDAGÓGI
CA

CONCEPÇÃO

SABERES/COMPONENTES CURRICULARES

Reflexão sobre os elementos da prática
pedagógica no contexto da divisão social e
técnica do trabalho escolar, com base nos
saberes envolvidos na formação do/a
pedagogo/a,
por
meio
da
observação/investigação
da
realidade
educativa.
Construção/reconstrução e desenvolvimento
de ações educativas refletidas, autônomas,
seqüenciadas e significativas, permeadas
pelos saberes e práticas vivenciados ao
longo do curso, que expressem o exercício
da docência na gestão de sistemas, redes e
unidades escolares e na regência das
disciplinas pedagógicas em Nível Médio na
Modalidade Normal, na Educação Infantil e
nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

42

Projetos integradores (I, II, III, IV)
Estágio Supervisionado na Educação Básica

Estágio Supervisionado na Gestão da Educação Básica
Estágio Supervisionado na docência do Nível Médio na
Modalidade Normal/Disciplinas Pedagógicas
Estágio Supervisionado na docência da Educação
Infantil
Estágio Supervisionado na docência dos Anos Iniciais
do Ensino Fundamental

ORGANIZAÇÃO DA MATRIZ CURRICULAR DO NÚCLEO DE ESTUDOS BÁSICOS POR SEMESTRE
1º SEMESTRE
EIXO

MÓDULO

CONTEXTUAL
EDUCAÇÃO:
NATUREZA E
SENTIDO

SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Fundamentos Filosóficos da Educação
Discute
as
origens
e
princípios
constitutivos do conhecimento filosófico na
educação e suas teorias. O conceito de
educação traz em si a análise crítica de
seu próprio movimento, ou seja, a
educação. Para tornar possível tal
discussão, abordaremos os seguintes
elementos: a natureza da teoria em
educação, a dimensão antropológica da
educação, a dimensão ético-política da
educação, bem como seus fins e valores
na prática educacional, as dimensões
histórico-sociais da educação, o Estado, a
sociedade e a educação..
Fundamentos Históricos da Educação e
da Pedagogia
Discute a historia da educação no mundo
partindo da educação primitiva, passando
pela educação dos povos do Oriente, a
educação clássica, medieval, humanista. A
importância da Educação cristã reformada,
realista,
racionalista
nacional
e
democrática. Em cada período desatar os
educadores que influenciaram sua época.

43

CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL

70

10

80

70

10

80

EDUCAÇÃO,
TRABALHO E
PROFISSÃO

EDUCAÇÃO
CONHECIMENTO E
INFORMAÇÃO

ARTICULADOR

MERGULHANDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA

Profissão Docente
A constituição histórica do trabalho
docente. A natureza do trabalho docente.
Trabalho docente e relações de gênero. A
autonomia do trabalho docente. A
proletarização do trabalho docente. Papel
do Estado e a profissão docente. A
formação e a ação política do docente no
Brasil. A escola como locus do trabalho
docente. Profissão docente e legislação.
Organização do Trabalho Acadêmico
Desenvolvimento do espírito de pesquisa e
atitudes
investigativas
nos
alunos,
motivando-os para que construam as
condições e conhecimentos necessários
para a realização de pesquisas e trabalhos
com rigor científico e profundidade de
exploração.
Educação e Novas Tecnologias da
Informação e da Comunicação
Estudo da importância das TIC na
educação,
das
potencialidades
pedagógicas e dos desafios que emergem
a partir da introdução destas na prática
educativa. As relações das TIC nos
espaços de aprendizagem na formação
presencial, semi-presencial e a distância.
Elaboração de projetos com atividades
práticas envolvendo tecnologias na sala de
aula.
Projetos Integradores I
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso.
Com isso, busca-se estabelecer uma
relação entre a teoria aprendida e a prática
necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador.

TOTAL
44

50

10

60

40

20

60

40

40

80

20

20

40

290

110

400

2º SEMESTRE
EIXO

MÓDULO

CONTEXTUAL

EDUCAÇÃO:
SOCIEDADE,
CULTURA E MEIOAMBIENTE

EDUCAÇÃO,
CONHECIMENTO E
INFORMAÇÃO

SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Fundamentos
Sociológicos
da
Educação
Introdução aos estudos sociológicos.
Estudo
das
tendências
teóricometodológicas da Sociologia de Émile
Durkheim, Max Weber e Karl Marx.
Análise da relação Educação e Sociedade
no Brasil. Estudo das tendências da
Sociologia da Educação contemporânea.
Análise da relação Educação, Estado e
Movimentos Sociais e Sindicais de
Educação no Brasil e em Alagoas
Fundamentos Políticos da Educação
A apreensão da conjuntura política e
econômica da sociedade contemporânea.
Discussão
das
influências
das
transformações por que passa a
sociedade e o mundo do trabalho. Estudos
das políticas de estado e de governo
direcionadas
à
organização
e
implementação das reformas curriculares
em todos os níveis de escolaridade.
Fundamentos Psicopedagógicos da
Educação
Reflexão teórico/crítica da Psicologia em
seu caráter multidimensional e a
concepção do funcionamento psicológico
como sistema integrador, para uma
compreensão
do
paradigma
da
complexidade,
considerando
o
ser
humano em todas as suas dimensões,
como ser psicológico, biológico, cognitivo,
afetivo, histórico e sociocultural; as
concepções atuais da Psicologia da
Educação e a teoria dos hemisférios
cerebrais .

45

CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL

70

10

80

30

10

40

60

20

80

EDUCAÇÃO,
TRABALHO E
PROFISSÃO

50

10

60

60

20

80

20

20

40

20

20

40

EDUCAÇÃO A DISTÃNCIA (NIVELAMENTO)

40

60

100

TOTAL

350

170

520

ESTRUTURAL

PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS BASES
DA AÇÃO

ARTICULADOR

Trabalho e Educação
Dimensão histórica do trabalho. Relação
entre trabalho, capital e educação.
Educação, Estado e as políticas sociais
para o trabalhador no Brasil. Educação
profissional no Brasil e as propostas de
educação para a classe trabalhadora. O
papel da educação na nova ordem
mundial. A Teoria do Capital Humano e a
educação. Novas tecnologias, mudanças
no mundo do trabalho e implicações para
a educação do trabalhador.
Política e Organização da Educação
Básica no Brasil
Estudo e análise crítica da organização
escolar brasileira vigente, nos diversos
níveis e modalidades da educação básica,
no contexto histórico, político, cultural e
sócio-econômico da sociedade brasileira.
Estatística Educacional
Importância e aplicação dos conceitos
estatísticos básicos, tanto descritivos
quanto inferenciais, na análise de
situações e problemas da realidade
educacional brasileira. O uso da estatística
como
instrumento
de
pesquisa
educacional.
Projetos Integradores II
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso.
Com isso, busca-se estabelecer uma
relação entre a teoria aprendida e a
prática necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador.

MERGULHANDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA

46

3º SEMESTRE
EIXO

CONTEXTUAL

ESTRUTURAL

MÓDULO

EDUCAÇÃO:
SOCIEDADE E
CULTURA

PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS BASES
DA AÇÃO

SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Fundamentos
Antropológicos
da
Educação
Introdução aos Estudos Antropológicos da
Educação. Análise da relação Educação,
Cultura e Sociedade. Estudo da escola
enquanto espaço sócio-cultural. Estudo
das relações étnico-raciais na sociedade
brasileira. Análise das tendências teóricometodológicas
no
campo
do
multiculturalismo e da interculturalidade na
educação.
Desenvolvimento e Aprendizagem
Estratégias de aprendizagem e estilos
cognitivos em adultos e em indivíduos fora
dos sistemas formais da educação: a
formação ao longo da vida. Aprender a
aprender na idade adulta: autonomia na
aprendizagem.
Estratégias
de
aprendizagem em adultos: estilos de
aprendizagem e rendimento acadêmico.
Características
da
aprendizagem
construtivista.
Propostas
psicopedagógicas da aprendizagem. O
papel das estratégias de aprendizagem
num contexto aberto e a distância.
Adequação entre atividades e tarefas de
aprendizagem e as estratégias requeridas
por parte dos alunos. A auto-gestão dos
estudos. Estratégias de construção
cooperativa do conhecimento.
Didática
Processo de ensinar e aprender, que
envolve valores e concepções que
norteiam a escolha dos rumos a serem
tomados na prática pedagógica.

47

CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL

30

10

40

60

20

80

40

20

60

Currículo
Estudo dos princípios, fundamentos e
procedimentos do currículo, segundo os
paradigmas e normas legais vigentes,
norteando a construção do currículo no
Projeto Político Pedagógico da Escola das
quatro primeiras séries do Ensino
Fundamental e na Educação Infantil.
Avaliação
Estudo, numa perspectiva sócio-histórica,
das concepções teórico metodológicas
das tendências que embasam o ideário
pedagógico e suas implicações no
processo
de
avaliação
da
acão
pedagógica. A avaliação no processo
ensino-aprendizagem:
paradigmas,
conceitos, objetivos e instrumentos.
Educar e Cuidar

ARTICULADOR

MERGULHANDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA

Projetos Integradores III
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso.
Com isso, busca-se estabelecer uma
relação entre a teoria aprendida e a
prática necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador.

TOTAL

48

40

20

60

40

20

60

20

20

40

20

20

40

260

120

380

4º SEMESTRE
EIXO

ESTRUTURAL

MÓDULO

PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS BASES
DA AÇÃO

SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Organização e Gestão dos Processos
Educativos I
As questões éticas: fundamentos da gestão
educacional. A estrutura da escola face à
nova legislação educacional brasileira.
Gestão
Pública:
descentralizada
e
democrática.
Arte Educação
Discute os objetivos gerais do Ensino
Fundamental em relação à Área de Arte e
educação. Ojetiva-se discutir as Artes
Visuais, Dança, Música, Teatro. Valores,
normas e atitudes. Arte e os Temas
Transversais. Os conteúdos de Arte, seu
tratamento didático e sua avaliação.

CARGA HORÁRIA
T
P TOTAL
60

20

80

30

10

40

Alfabetização

30

10

40

Pesquisa Educacional
Pressupostos e características da pesquisa
em educação. A pesquisa quantitativa e
qualitativa
em
educação.
Diferentes
abordagens metodológicas de pesquisa em
educação. Fontes de produção da pesquisa
educacional:
bibliotecas,
meios
informatizados, leitura e produção de textos
e artigos com diferentes abordagens
teóricas. Etapas de um projeto de pesquisa
educacional para o Trabalho de Conclusão
de Curso. O profissional da educação frente
aos desafios atuais no campo da pesquisa
educacional.

50

30

80

49

ARTICULADOR

Planejamento, Currículo e Avaliação da
Aprendizagem
Estudo dos princípios, fundamentos e
procedimentos do planejamento de ensino,
do currículo e da avaliação, segundo os
paradigmas e normas legais vigentes
norteando a construção do currículo e do
processo avaliativo no Projeto Político
Pedagógico da escola de Educação Básica.
Projetos Integradores IV
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso. Com
isso, busca-se estabelecer uma relação
entre a teoria aprendida e a prática
necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador.

60

20

80

20

20

40

ELETIVA

20

20

40

TOTAL

290 130

420

MERGULHANDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA

50

5º SEMESTRE
EIXO

MÓDULO

ESTRUTURAL

PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS
BASES DA AÇÃO

SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Corporeidade e Movimento
Estudo do fenômeno da corporeidade ao
longo do processo civilizador ocidental e
oriental e sua relação com a educação –
teoria
e
prática. Compreensão
dos
paradigmas científicos e da educação que
interferem com a educação corporal – as
relações corpo-mente como unidade e não
como integração de partes distintas. O
fenômeno da corporeidade e a experiência
fenomenológica do corpo em movimento.
Saberes e Metodologias do Ensino da
Matemática I
Construção de uma abordagem conceitual
em
situações
interdisciplinares,
contextualizadas rumo à construção de
significados. Articulação entre teoria e
prática tomando como referência os
métodos de construção dos saberes
matemáticos presentes nos conteúdos do 1º
segmento
do
Ensino
Fundamental,
fundamentados
nas
teorias
da
aprendizagem, nas teorias da Educação
Matemática, essas, associadas às teorias
sobre o desenvolvimento cognitivo.
Saberes e Metodologias do Ensino da
Língua Portuguesa I
Estudo teórico-metodológico da leitura, da
produção de textos orais e escritos e da
análise lingüística, através do trabalho
efetivo com os mais variados gêneros
textuais literários e não-literários. Análise de
materiais didáticos, com base no estudo
teórico-metodológico realizado.

51

CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL

20

20

40

60

20

80

60

20

80

Projeto Pedagógico, Organização e
Gestão do Trabalho Escolar
A escola como organização social e
educativa em tempos de mudança. O
planejamento escolar e o Projeto PolíticoPedagógico:
pressupostos
e
operacionalização.
Concepções
de
organização e gestão do trabalho escolar.
Elementos constitutivos do sistema de
organização e gestão da escola. A
participação do professor na organização e
gestão do trabalho da escola.
Projetos Integradores V
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso. Com
isso, busca-se estabelecer uma relação
entre a teoria aprendida e a prática
necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador.
Estágio Supervisionado na Gestão da
Educação Básica
O trabalho pedagógico no interior da escola;
Orientação,
fundamentação
e
acompanhamento das atividades práticas
dos alunos; Projeto de estágio: observação,
planejamento, execução, registro, reflexão,
avaliação das ações pedagógicas e
proposta de observação de situações
pedagógicas nos anos iniciais do ensino
fundamental.

60

20

80

20

20

40

20

60

80

ELETIVA

20

20

40

TOTAL

280

160

440

PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
PLANO E A
AVALIAÇÃO DA
AÇÃO
ARTICULADOR
MERGULHANDO
NA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

PLANEJANDO E
INTERVINDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA

52

6º SEMESTRE
EIXO

ESTRUTURAL

MÓDULO

PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS
BASES DA AÇÃO

SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Saberes e Metodologias do Ensino de
História I
Discute as origens e princípios constitutivos
do conhecimento e critérios adotados para o
ensino de História, não obstante a eleição
dos temas Transversais, a ação da
Transversalidade e interdisciplinaridade. O
ensino e a aprendizagem de conceitos, como
instrumento
de
compreensão
e
problematização da realidade. Tratamento
dos conteúdos de História nos temas
transversais.
Saberes e Metodologias do Ensino de
Geografia I
Estudo
dos
fundamentos
teóricometodológicos do ensino de Geografia nas
séries iniciais do Ensino Fundamental.
Estudo dos documentos institucionalizadores
da geografia escolar. Construção de
conceitos e categorias do conhecimento
geográfico. Reflexão sobre a construção do
espaço geográfico. A linguagem cartográfica
Saberes e Metodologias do Ensino de
Ciências Naturais I
Estudos das bases teóricas que norteiam o
Ensino de Ciências Naturais nas séries
inicias relacionando-o a prática pedagógica e
aos instrumentos legais.

53

CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL

40

20

60

40

20

60

60

20

80

ARTICULADOR

MERGULHANDO
NA PRÁTICA
PEDAGÓGICA

PLANEJANDO E
INTERVINDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA

Saberes e Metodologias do Ensino da
Matemática II
Construção de uma abordagem conceitual
em
situações
interdisciplinares,
contextualizadas rumo à construção de
significados. Articulação entre teoria e
prática tomando como referência os métodos
de construção dos saberes matemáticos
presentes nos conteúdos do 1º segmento do
Ensino Fundamental, fundamentados nas
teorias da aprendizagem, nas teorias da
Educação Matemática, essas, associadas às
teorias sobre o desenvolvimento cognitivo.
Saberes e Metodologias do Ensino da
Língua Portuguesa II
Elaboração de propostas de intervenção
pedagógica, enfocando os diversos aspectos
lingüísticos
e
sócio-discursivos
que
permeiam os diversos usos da Língua
Portuguesa dentro e fora da sala de aula.
Projetos Integradores VI
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso. Com
isso, busca-se estabelecer uma relação
entre a teoria aprendida e a prática
necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador
Estágio Supervisionado na docência do
Nível
Médio
na
Modalidade
Normal/Disciplinas Pedagógicas

TOTAL

54

20

40

60

20

40

60

20

20

40

20

60

80

230

210

440

7º SEMESTRE
EIXO

MÓDULO

SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Seminário de Saúde Infantil
Saberes e Metodologias do Ensino de
História II

ESTRUTURAL
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS
BASES

MERGULHANDO
NA PRÁTICA
PEDAGÓGICA
ARTICULADOR
PLANEJANDO E
INTERVINDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
ELETIVA

Saberes e Metodologias do Ensino de
Geografia II
Procedimentos e recursos específicos para
o ensino de geografia que assegurem ao
professor dos anos iniciais fundamentos
necessários para sua prática docente.
Planejamento e execução de atividades
relacionadas ao ensino de geografia que
possibilitem a articulação teoria-prática.
Saberes e Metodologias do Ensino de
Ciências Naturais II
A problemática da prática pedagógica do
ensino de Ciências Naturais nas séries
iniciais relacionando aos instrumentos
pedagógicos e o exercício consciente da
cidadania .
Projetos Integradores VII
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo do aluno de
Pedagogia. Relação entre teoria aprendida
e a prática necessária aos saberes que
serão desenvolvidos no ofício do educador
Estágio Supervisionado na docência da
Educação Infantil

TOTAL
55

CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL
20
20
40
20

40

60

20

40

60

40

60

100

20

20

40

20

60

80

20

20

40

160

260

420

8º SEMESTRE
EIXO

MÓDULO

ESTRUTURAL

PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS BASES DA
AÇÃO

INTEGRADOR

PLANEJANDO E
INTERVINDO NA
PRÁTICA PEDAGÓGICA

SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Oficinas
de
Jogos
e
Recreação

CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL
20

20

40

Oficinas de Literatura Infantil

20

20

40

160

160

200

240

Estágio Supervisionado na
docência dos Anos Iniciais
do Ensino Fundamental

TOTAL

Na operacionalização da Matriz Curricular, os
núcleos de estudos expressos nos Eixos e Módulos
formativos, desenvolver-se-ão de modo a proporcionar
aos/às estudantes, concomitantemente, experiências
cada vez mais complexas e abrangentes de construção
de referências teórico-metodológicas próprias da
docência, além de oportunizar a inserção na realidade
social e laboral de sua área de formação. Por isso, as
práticas docentes deverão ocorrer, conforme preconizam
os Pareceres CNE/CP 09/2001, 28/2001 e as Resoluções
CNE/CP 01/2002 E 02/2002, ao longo do curso, desde
seu início.

40

No intuito de imprimir dinamicidade à realização desse
projeto político-pedagógico, recuperaremos as vivências já
existentes no CEDU/UFAL através de instâncias e práticas
acadêmicas expressas, a saber:
1. Núcleos Temáticos: NEPEAL, NEAD, NEA, NAE;
2. Programas de Extensão: PROMUAL, PRONERA,
UNITRABALHO;
ARBORETUM
de
Educação
Ambiental; Sala Verde;
3. Programas de Iniciação Científica;
4. Programas de Monitoria;
5. Estágios não obrigatórios;
6. Participação em eventos científicos e outras
alternativas de caráter científico, político, cultural e
artístico.
56

A participação dos estudantes nas instâncias e
atividades acima referidas, ocorrerá mediante a
construção de projetos específicos celebrados entre a
coordenação do curso e cada instância em particular, sem
contudo tolher a liberdade do/a licenciando/a na escolha
de outras atividades de caráter científico, político, cultural

e artístico, desde que devidamente autorizadas pelo colegiado de
curso.
Finalmente na organização curricular haverá abertura para
que o/a estudante possa, também, atender a seus interesses de
aprofundamento em áreas específicas de estudo através de um
leque de disciplinas eletivas, com carga horária já prevista na
Matriz Curricular, dentre as quais enumeramos as que seguem:

SABERES/COMPONENTES CURRICULARES
T
Educação à Distância: Evolução histórica da EAD. Conceito, natureza, perspectivas e
características da EAD. Fundamentos epistemológicos e metodológicos. Política,
estrutura, organização e funcionamento de um sistema de EAD. Gestão da EAD.
Utilização do ambiente virtual de aprendizagem e-Proinfo
Educação Ambiental: Discute a importância da Educação Ambiental e seu histórico.
Relacionando os conceitos básicos em ecologia e fatores da degradação ambiental e da
saúde, estabelecendo elementos que constituam uma relação interdisciplinar com a
educação.
Educação Inclusiva: Aborda aspectos filosóficos, éticos, sociológicos, familiares e
psicológicos de sujeitos com necessidades educacionais especiais, como superdotação,
deficiências e diferenças significativas em termos psicossociais. Histórico da educação
escolar dos referidos sujeitos, bem como os fundamentos da proposta de educação de
alunos com necessidades educacionais especiais. Relação entre as propostas
pedagógicas oficiais e a realidade educacional brasileira, incluindo a questão das
terminologias (inclusão, integração, educação especial, reabilitação e necessidades
educacionais especiais), da capacitação profissional dos educadores e da correlação
entre educação inclusiva e cidadania.
Educação de Jovens e Adultos: Discute as dimensões Históricas, Filosóficas,
sociológicas e Políticas da Educação de Jovens e Adultos; não obstante trazer a luz o
legado de Paulo Freire, suas bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar,
que tanto contribuirão para uma visão social da educação. A natureza dos estilos
cognitivos na construção do conhecimento escolar, bem como a Pedagogia de Projetos
como alternativa para o ensino-aprendizagem na educação escolar de jovens e adultos
e possibilidade de reconstrução de conhecimento.
Contribuições Lingüísticas à Prática Pedagógica
Introdução ao estudo dos aspectos fonético-fonológicos da Língua Portuguesa.
Introdução à sociolingüística educacional. Contribuições das pesquisas em Lingüística
para o trabalho didático nas séries iniciais.

57

CARGA HORÁRIA
P
TOTAL

40

60

100

20

20

40

20

20

40

20

20

40

20

20

40

CARGA HORÁRIA TOTAL POR DIMENSÃO CURRICULAR
DIMENSÃO CURRICULAR
Atividades Formativas

Componentes Comuns
Componentes eletivos
obrigatórios
Prática como dimensão dos saberes de natureza científico-cultural
Estágio Supervisionado
Outras atividades acadêmico-científico-culturais
TCC
CARGA HORÁRIA
TOTAL

58

CARGA HORÁRIA
POR DIMENSÃO
2.460
80
280
400
200
120
3.540

4 – METODOLOGIA DO CURSO DE PEDAGOGIA NA
MODALIDADE EAD
O curso será organizado em módulos, na modalidade a

informações e recursos didático-pedagógicos que possibilitem os

distância, com momentos presenciais no início e término de cada

estudos de forma autônoma com qualidade e promovam a

módulo, com avaliação presencial. Cada módulo será planejado

interação humana fundamental para o processo de aprendizagem.

pela equipe docente do curso, articulando o programa de ensino

A tutoria é compreendida como um dos elementos do

em cada eixo curricular e entre estes. Serão eleitos temas

processo educativo que possibilita a (res)significação da educação

integradores e atividades conjuntas (seminários, visitas, oficinas,

a distância, principalmente em termos de possibilitar, em razão de

trabalhos acadêmicos) com o objetivo de atingir essa articulação

suas características, o rompimento da noção de tempo/espaço da

com contextualização mais ampla possível em cada unidade e em

escola tradicional: tempo como objeto, exterior ao homem, não

cada módulo.

experiencial.
Na educação à distância, a interlocução aluno/orientador é
exclusiva. Professor ou tutor, paradoxalmente ao sentido atribuído

Tutoria

ao termo “distância”, devem estar permanentemente em contato

O curso terá um sistema tutorial que é uma organização
institucional

envolvendo

professores,

acadêmicos,

procedimentos

educacionais

que

tutores

administrativos,

no conjunto

objetivam

e

com o aluno, através da manutenção de um processo dialógico, em

orientadores

tecnológicos

e

particularmente

o

que o entorno, o percurso, expectativas, realizações, dúvidas,
dificuldades, etc, sejam elementos dinamizadores desse processo.
Por esta razão, essa dimensão da orientação impõe uma relação

atendimento às necessidades de ensino-aprendizagem do aluno na

em que o número de alunos por orientador permita um

modalidade de EAD, tendo como referência a disponibilização de

59

acompanhamento muito próximo. No curso, esta relação será de 1

Juntamente com os coordenadores de pólo, cada equipe de

orientador para cada 25 alunos.

tutores se responsabilizará pelo processo de acompanhamento da

A tutoria será organizada em cada pólo, que funciona como

vida acadêmica dos alunos, em todos os níveis.

Centro de Apoio, contará com 1 coordenador de pólo e uma

Os meios utilizados na tutoria envolvem a comunicação

equipe de tutores numa relação de 25 alunos por tutor.

para acompanhamento e orientação no processo de ensinoaprendizagem será on-line e/ou presencial e acontecerá por meio

O Coordenador de Pólo será o responsável pela supervisão,

de plantões previamente definidos ou a qualquer momento,

nos Pólos das operações referentes a tecnologia de ensino à

usando os mecanismos existentes no ambiente virtual de

distância, equipamentos e materiais de consumo, infra-estrutura

aprendizagem.

operacional (videoteca, biblioteca, equipamentos de multimídia,

Para

garantir

o

processo

de

interlocução

permanente e dinâmico, a tutoria utilizará não só a rede

redes de comunicação, ambiente virtual), controles administrativos,

comunicacional , viabilizada pela internet, mas também

financeiros e operacionais.

outros

meios de comunicação.

O Coordenador de Pólo, assessora, também, tecnicamente
a equipe de tutores e presta atendimento aos alunos da região

Dentre esses outros meios estão: telefone, fax, correio e

abrangida pelo pólo. Os Coordenadores de pólo serão escolhidos

rádio, que permitirão que todos os alunos, independentemente de

através de processo seletivo, que terá como critérios para o

suas condições de acesso ao centro tecnológico do município sede,

candidato à função o seguinte: graduação ou pós-graduação em

possam contar com o serviço de orientação e de informações

áreas da educação; disponibilidade para deslocamento para os

relativas ao curso.

municípios que participam do projeto; dedicação compatível a uma

É dada ao aluno a opção também de realizar a orientação

jornada de 40 horas, com disponibilidade de, quando necessário,

de forma presencial. Os tutores estarão disponíveis no centro de

trabalhar em finais de semana; residir na região pólo.

apoio do município sede da região pólo.

Após a

seleção, os candidatos devem participar do processo de formação

Será

realizada

na

forma

de

comunicações

aluno-

em curso sobre EAD, a participação de grupos de estudos sobre o

especialista, aluno-tutor e aluno-aluno, empregando contatos

material didático do curso e questões relativas ao processo de

Internet, telefone, fax e correspondência.

orientação.

Os recursos da Internet serão empregados com vistas a
disseminar informações sobre o curso, abrigar funções de apoio ao

60

estudo, além de proporcionar acesso ao correio eletrônico, fóruns e

eletrônicos e também são responsáveis por atividades como pratica

“chat . Serão também realizados trabalhos cooperativos entre os

e estagio. Os alunos recebem informações sobre quem é seu tutor

alunos.

eletrônico e seu e-mail no inicio do curso.

O Ambiente Virtual de Aprendizagem e-proinfo a ser

O sistema tutorial tem como agentes principais os

utilizado na Internet envolverá toda a comunicação e divulgação

professores autores das disciplinas, os professores tutores e os

dos materiais do curso. A vídeo-conferência poderá também ser

orientadores acadêmicos. Estes profissionais apresentarão o

utilizada como ferramenta para a interlocução professor-aluno-tutor.

seguinte perfil e atribuições:

Por meio do Sistema de Acompanhamento cada estudante

O professor autor de materiais didáticos tem mestrado ou

receberá retorno individualizado sobre o seu desempenho, bem

doutorado na área em que terá a autoria do material didático;

como orientações e trocas de informações complementares

possui conhecimento expressivo na área referente ao conteúdo das

relativas a conteúdos abordados, de exercícios desenvolvidos, e

disciplinas sob sua responsabilidade autoral; tem experiência

principalmente dos que tenham sido respondidos de forma

docente e domínio na utilização das TIC; conhece as técnicas de

incorreta, propiciando-se novas elaborações e encaminhamentos

elaboração de materiais para a EAD, integrando a equipe

de reavaliações.

interdisciplinar

Através da tutoria é possível garantir o processo de
interlocução necessário a qualquer projeto educativo.

que

irá

elaborar

os

materiais

didáticos,

preferencialmente deverá ocupar, também, a função de professor

Assim, o

formador de sua disciplina. O professor autor tem como atribuições:

aluno é acompanhado pela Internet pelo tutor presencialmente na

redação dos conteúdos disciplinares na área de seu conhecimento

unidade. O tutor realiza a mediação do processo de ensino e

profissional e/ou formação acadêmica; participar de reuniões para

aprendizagem entre aluno, docente e coordenação. É ele que com

avaliação dos cursos em que seja professor autor; revisar os

as orientações do professor especialista, que ministra as aulas,

materiais didáticos sob sua responsabilidade, após avaliação do

realiza as atividades de avaliação das atividades constantes do

coordenador, tutor e alunos; acompanhar o desenvolvimento dos

portfólio do aluno, além de disponibilizar aos alunos orientações

cursos, zelando pelo cumprimento de seus objetivos; participar do

sobre conteúdo das disciplinas e das atividades. O tutor presencial

processo de seleção e capacitação dos tutores; organizar, em

acompanha o desenvolvimento das teleaulas e aulas atividades,

conjunto com o professor coordenador, o processo de avaliação da

encaminhando as dúvidas dos alunos aos docentes, tutores

aprendizagem; acompanhar as atividades desenvolvidas pelos

61

tutores;

participar

da

organização

e

veiculação

das

virtuais e chats, na tutoria virtual especificamente; exercer ou já ter

videoconferências e fóruns de debate. O professor autor, poderá

exercido a atividade docente e tem conhecimentos básicos sobre o

também, atuar como professor tutor das disciplinas para as quais

processo de ensino e aprendizagem na modalidade a distância;

lhe foi delegada a competência de redigir os materiais didáticos ou

possuir habilidades comunicativas para, de forma eficiente, interagir

de disciplinas que são afins com sua área de formação.

com o aluno e o grupo a distância; ter conhecimento e destreza ao

Os professores tutores têm especialização na área do

utilizar as TIC; demonstrar maturidade intelectual e emocional que

curso, experiência docente, conhecimentos na área referente aos

lhe permite lidar com situações-problema, bem como perceber e

conteúdos das disciplinas sob sua responsabilidade tutorial,

tratar adequadamente diferenças, sejam elas pessoais ou culturais;

disponibilidade de horários para o atendimento aos alunos e

ser capaz de articular-se rapidamente com o grupo com o qual está

domínio na utilização das TIC. O professor tutor tem como

temporariamente trabalhando, demais tutores, professores e

atribuições: dar atendimento personalizado e de forma efetiva aos

coordenadores do curso.

alunos; motivar os alunos no que tange ao processo ensino-

Será exigido do tutor a responsabilidade de gerir o processo

aprendizagem; assessorar os alunos no desenvolvimento das

de ensino e aprendizagem dos seus alunos na modalidade a

atividades propostas nos materiais didáticos; assessorar os alunos

distância. Cada tutor irá atender até no máximo 25 alunos por

no desenvolvimento das atividades pedagógicas por intermédio do

turma,

ambiente virtual de aprendizagem; administrar o processo de

desempenho dos alunos no ambiente virtual

avaliação durante o desenvolvimento das disciplinas sob sua

aprendizagem.

comprometendo-se

a

acompanhar

diariamente

o

de ensino e

responsabilidade; orientar e avaliar os trabalhos de conclusão de

Caberá ao tutor oferecer assistência metodológica e

curso afins a sua disciplina; orientar e supervisionar as atividades

pedagógica com relação aos conteúdos abordados no âmbito da

teóricas e práticas da prática de ensino compatíveis com sua

disciplina,

motivar

formação profissional e acadêmica; participar dos encontros

esclarecer

suas

presenciais com os alunos; participar das reuniões de avaliação do

pedagógica que porventura surjam no decorrer da disciplina que

curso; participar da capacitação dos alunos no uso do ambiente

estiverem tutorando. São responsáveis pela avaliação do processo

virtual de aprendizagem; corrigir as atividades de avaliação e dar

de aprendizagem dos alunos.

um feedback aos alunos; participar de videoconferências, de fóruns

62

diariamente
dúvidas

e

a

participação

resolver

problemas

dos

alunos,

de

ordem

Os tutores serão selecionados por meio de processo

professor e tutor) relativas à confecção e uso do material didático;

seletivo interno para responder por uma ou mais disciplinas de sua

detectar os principais problemas dos alunos, diagnosticando suas

competência. Uma vez selecionados os tutores serão contratados

causas e procurando saná-los com o apoio do Colegiado do Curso;

pela FUNDEPES e deverão se submeter ao modelo de tutoria

auxiliar o aluno a superar dificuldades orientando-o individualmente

definido pelo Colegiado do Curso.

e/ou coletivamente; estimular o aluno a manter seu ritmo de

Os

tutores

atuam

como

aprendizagem; reforçar o trabalho do aluno, dando-lhe uma visão

mediadores e orientadores das atividades, acompanhando o

global do estudado, situando o aprendido no conjunto das

desenvolvimento de cada aluno e turma, especialmente através dos

disciplinas; indicar ao aluno que não teve o desempenho mínimo na

recursos e instrumentos oferecidos pelo ambiente virtual de

avaliação, as atividades que deverá realizar para passar ao módulo

aprendizagem, bem como por outras formas de comunicação.

seguinte; motivar o aluno, auxiliando-o a compreender as relações

Os Orientadores

junto

ao

professor

autor,

do estudo com seus interesses particulares e profissionais; colocar

Acadêmicos são alunos da pós-

à disposição do aluno material de consulta bibliográfica, materiais

graduação ou professores especialistas de áreas afins das regiões

audiovisuais e outros; participar do processo de avaliação do curso;

que compõem os pólos envolvidos no projeto. São responsáveis

facilitar aos alunos a integração e uso dos distintos recursos postos

pelo acompanhamento do desenvolvimento da disciplina/módulo,

à sua disposição; fomentar o uso da biblioteca, laboratórios e

nas atividades de apoio tecnológico, pedagógico, administrativo e

mediateca do pólo de EAD; incentivar e orientar os alunos a

logístico, têm, no mínimo, especialização na área do curso e

consultar bibliografia complementar aos textos didáticos sugeridos;

domínio das TIC. As atribuições do orientador acadêmico são:

participar da organização e da aplicação das atividades de

apoiar os professores tutores em atividades de conferência de

avaliação de desempenho que serão realizadas presencialmente

relatórios; encaminhar questões às áreas correspondentes (técnica,
pedagógica,

pesquisa

e

atendimento);

observar

o

no pólos; contatar os tutores quando necessitarem de orientações

bom

de ordem pedagógica ou administrativo-acadêmica; manter contato

funcionamento dos recursos utilizados; monitorar o acesso dos

com o Colegiado do Curso informando sobre o desenvolvimento

alunos ao ambiente virtual de aprendizagem; acompanhar o

dos alunos, as dificuldades encontradas, a pertinência e adequação

desenvolvimento do cronograma de trabalho – entrega de

dos materiais instrucionais, das atividades de aprendizagem e do

trabalhos; participar da capacitação sobre o uso ambiente virtual de
aprendizagem;

conhecer

e participar

sistema de comunicação; ajudar a organizar e manter em ordem os

das discussões (com

63

registros acadêmicos, o patrimônio e a biblioteca do pólo; participar

O material didático que os alunos irão receber e utilizar

do processo de avaliação de desempenho dos alunos;avaliar, com

compõem-se de:

base nas dificuldades dos alunos, os materiais didáticos utilizados
Guia do aluno: traz os direitos e deveres dos alunos, vantagens e

no curso; participar do processo de avaliação do curso.

compromissos e esclarecendo os passos da vida acadêmica do
Material Didático do Curso

aluno. Inclui orientações quanto a: coordenação do curso,

As mídias utilizadas no curso serão o material impresso e

secretaria acadêmica, biblioteca, avaliação da aprendizagem,

digital, como mídia principal, além do computador, como mídia

direitos e deveres do corpo discente.

auxiliar para que os alunos tenham a possibilidade de interagir com
os colegas, tutor, professor, membros da equipe pedagógica e

Guia do curso: contém informações específicas do curso, tais

instituição, através da Internet. Para acesso a este recurso, o aluno

como objetivos, estrutura organizacional do curso, sistema de

terá a disposição nos pólos, de computadores conectados a

avaliação e freqüência, grade curricular, recursos e materiais

Internet através do Ambiente Virtual de Aprendizagem. E, ainda,

didáticos, orientações do que é e como estudar à distância,

como complemento, nos encontros presenciais ou em atividades

sistemática operacional, interatividade, comunicação, tutoria e

extra-curriculares, poderá ser utilizado o vídeo, para empréstimo

acompanhamento.

domiciliar ou utilização em sala de aula.
O aluno terá a disposição, no Ambiente Virtual de

Módulos: material em que o aluno vai buscar o conteúdo para a

Aprendizagem, fórum e chat. Neste ambiente o professor poderá

aprendizagem. Nele encontra-se o conteúdo, as atividades

disponibilizar propostas para discussão entre os alunos, com a

reflexivas, de fixação e de avaliação, textos dos professores,

presença virtual ou não do professor ou dos tutores. Na página

leituras complementares e obrigatórias, materiais complementares

virtual do curso, o professor de cada módulo também poderá

(indicações para sites na Internet, músicas, livros, artigos, filmes).

disponibilizar materiais complementares para acesso aos alunos,

Gráficos, fotos, tabelas, ilustrações e uma diagramação adequada

tais como links para acesso à página na internet ou outros

enriquecem o projeto, contribuindo para uma maior compreensão

materiais.

do conteúdo. Esses materiais serão disponibilizados em mídia

64

impressa, através de módulos e guias de estudos e digital (cd-rom

além da comunicação síncrona, que lhe exige uma participação

e on-line) no Ambiente virtual de ensino e de aprendizagem.

efetiva no grupo de trabalho para uma avaliação do seu progresso
pelo educador; disponibilizar mecanismos ao educador para avaliar
e acompanhar o progresso da aprendizagem dos alunos; criar

Livros: Os livros indicados pelos autores dos módulos, como leitura

alternativas individuais, quando necessário, na construção do

obrigatória e complementar, estarão à disposição dos alunos na

conhecimento do educando; superar o ambiente de sala de aula

biblioteca dos pólos. Em cada pólo existe uma biblioteca para

tradicional, apresentando a informação de uma forma mais

atendimento aos alunos. Em sua constituição será considerada a

interativa, propiciando ao educando participar mais ativamente da

bibliografia relativa a cada módulo do curso. Para cada uma delas,

elaboração e construção do conhecimento, tanto individual como

serão eleitas quatro obras consideradas as mais importantes para a

em grupo.

construção e aprofundamento do conhecimento da área de estudo.

Os fóruns de discussão serão organizados e mediados
pelos professores e tutores tendo em vista a troca de idéias e o

Vídeos e CD-ROM: Na biblioteca de cada pólo existe uma

aprofundamento de conteúdos que estão sendo estudados pelos

midiateca composta por vídeos e CD-ROMs indicados pela equipe

alunos ou das atividades que estão sendo por eles desenvolvidas.

pedagógica do curso.

Os alunos que tiverem acesso à Internet a partir de suas
residências ou municípios poderão acessar o fórum, a partir do

Ambientes de Aprendizagem - para possibilitar a comunicação

laboratório de informática do pólo a que está vinculado.

contínua entre alunos, professor e tutores do curso será utilizada a
plataforma e-proinfo criada pelo MEC e indicada como plataforma

Nos momentos a distância, o aluno realizará estudos

de apoio para cursos de EAD. Esta plataforma tem como objetivo o

individuais sobre os assuntos específicos e as atividades

desenvolvimento de um ambiente multimídia para educação

pedagógicas previstas para cada módulo. Nesses momentos, ele

presencial, semipresencial e a distância, baseado na Internet. Esta

poderá contar com os tutores e orientadores acadêmicos através

ferramenta

comunicação

de plantões pedagógicos a distância e presenciais. Em horários

assíncrono, oportunizando assim que o educando trabalhe dentro

disponibilizados pelos tutores e orientadores acadêmicos, os alunos

de seu próprio ritmo de aprendizagem e em seu tempo disponível,

poderão realizar consultas por meio de telefone. Para aqueles que

permite

fornecer

mecanismos

de

65

dispuserem de um computador conectado à Internet, o atendimento

disponibilidades de tempo de estudo. Estas serão identificadas,

também será efetuado pela Internet. Além disso, poderão participar

através de questionário individual, no momento em que os alunos

de uma sala de bate-papo para se comunicarem com os colegas

fizerem a matrícula no curso e repassadas aos orientadores

quando o desejarem.

acadêmicos para organização dos plantões pedagógicos. Durante
estes plantões, os tutores deverão orientar os alunos visando

Encontros Presenciais e Freqüência

ajudá-los a superar as dificuldades que se lhes apresentam quanto

Os encontros presenciais são momentos em que alunos e
tutores

se reúnem

para

a

socialização

do

à aprendizagem dos conteúdos, inserção no curso, organização do

conhecimento,

tempo

integração, explicações de novos conteúdos, trabalhos em grupo e

de

estudo,

realização

das

atividades

de

estudo

programadas.

avaliações individuais e/ou em grupo. Os encontros presenciais
Acompanhamento do Aluno

serão realizados no pólo de atendimento ao curso. Cada módulo
contará no mínimo com dois encontros presenciais, com um

Para o acompanhamento do aluno durante o curso, o

intervalo médio de 30 dias entre eles. A presença dos alunos nos

Colegiado do curso utilizará, além da tutoria, orientador acadêmico

encontros presenciais é obrigatória em 75% do total de horas.

e professores, telefone, e-mail e se necessário, a correspondência
impressa.

Os alunos participarão de atividades programadas de

O aluno terá um acompanhamento sistemático e contínuo

acordo com os objetivos do curso: plantões pedagógicos, aulas

em seu processo de estudo e em suas atividades escolares, feito

práticas, videoconferências, trabalhos de campo, fóruns de

pelo tutor local, que irá anotando suas observações em fichas

discussão e avaliações da aprendizagem.

próprias de registro, e pelo tutor coordenador, através das
ferramentas de avaliação oferecidas pela plataforma do curso.

Nos plantões pedagógicos presenciais, os tutores e

Serão observados e analisados, entre outros: método de

orientadores acadêmicos disponibilizarão horários semanais para

estudo do aluno; empenho na realização das atividades propostas;

atendimento

interesse e a iniciativa para a leitura, estudo e a pesquisa;

personalizado

(tutoria

individualizada)

ou

em

pequenos grupos (tutoria grupal) aos alunos. Os horários serão

participação

estabelecidos em função das necessidades destes e de suas

videoconferências e nos fóruns; capacidade de questionar, refletir e

66

nas

atividades

presenciais;

participação

nas

criticar os conteúdos e abordagens propostas na disciplina;

de forma quantitativa e qualitativa de acordo com as normatizações
da UFAL.

interlocução com os tutores e colegas de curso; acompanhamento

Como forma de garantia da qualidade do curso, através do

das discussões e abordagens propostas no material didático.

atendimento ao aluno e salvaguardando a prática docente, torna-se

Se necessário, o aluno será aconselhado a reavaliar seu
método

de

estudo.

Neste

caso,

os

professores

necessária à implementação de duas etapas nesse estágio

tutores

avaliativo: a avaliação do professor pelo aluno; e a auto-avaliação

providenciarão aconselhamento e/ou providenciarão intervenções

do professor no Colegiado de Curso. Tal forma de avaliação

para ajudá-lo a superar as dificuldades de aprendizagem

proporciona uma maior fidedignidade ao trabalho docente,

identificadas.

detectando aptidões e embasamento teórico-metodológico que se
faz necessário na metodologia a distância.

Avaliação da aprendizagem
O

processo

avaliativo

se

dará

durante

todo

Nesse nível, a avaliação inicia-se desde o processo de

o

planejamento perpetuando-se ao longo de todo o desenvolvimento

desenvolvimento do curso, tendo como pressupostos básicos a

do curso, além de subsidiar a possível reoferta desse projeto.

avaliação participativa e processual, atendendo aos diversos níveis
de avaliação, tais como: a avaliação da aprendizagem, do material

A avaliação da aprendizagem na EAD apresenta as

utilizado, da metodologia tanto do professor quanto do curso.

seguintes características: aberta: utilizando-se de mais de um meio

A avaliação didático-pedagógica está fundamentada numa

para a realização (textos, pesquisas, questionários, impressos),

perspectiva emancipatória onde o aluno, a partir da reflexão da sua

realizável a qualquer momento, dependendo mais do aluno e de

prática pedagógica associando-a aos conceitos teóricos discutidos

seu próprio processo de aprendizagem que das especulações e

ao longo do curso permita-lhe desenvolver uma proposta de

conveniências do docente. A avaliação aberta é seguida da atitude

autonomia pessoal e desenvolvimento profissional que extrapole os

prescritiva do professor que oferece informações sobre os erros

modelos tradicionais de avaliação.

cometidos e suas possíveis causas, orientando sobre a resposta

A importância desta avaliação processual, nos seus
diversos níveis, constitui-se uma prática constante de
realimentação, possibilitando as intervenções que se fizerem
necessárias, como forma de minimizar os possíveis óbices do
processo. O processo avaliativo da aprendizagem desenvolve-se

correta.
A avaliação da aprendizagem consiste de um processo
sistemático, continuado e cumulativo que contempla: diagnóstico,
acompanhamento, reorientação e reconhecimento de saberes,

67

competências, habilidades e atitudes; diferentes atividades, ações e

corrigidos, ou de exames a distância, com prazo para retorno das

iniciativas

cada

soluções. Atividades avaliativas através das quais procurar-se-á

componente curricular; análise, a comunicação e orientação

verificar seu processo de construção dos conhecimentos proposto

periódica do desempenho do aluno em cada atividade, fase ou

pelo módulo ou atividade de curso, bem como seu progresso na

conjunto de ações e iniciativas didático-pedagógicas; prescrição

aquisição de habilidades e competências previstas. Elas serão

e/ou proposição de oportunidades suplementares de aprendizagem

elaboradas pelo professor do módulo e discutidas com os tutores

nas situações de desempenho considerado insuficiente em uma

coordenadores. A escolha dos instrumentos para obtenção de

atividade, fase ou conjunto de ações e iniciativas didático-

dados e informações envolverá trabalhos escritos individuais ou em

pedagógicas.

grupo; relatórios de projetos ou de pesquisas; participação em

didático-pedagógicas

compreendidas

em

O processo de avaliação da aprendizagem constará de:

trabalhos, seminários; provas; estudo de caso, preparação e

a) Exercícios avaliativos: exercícios pertinentes aos módulos

análise de planos; observação de aulas; entrevistas; memorial;

didáticos. Ao término de cada módulo, constará um conjunto de

monografia; exercícios; redação de textos; elaboração de material

exercícios avaliativos. A interatividade dos alunos entre eles, com

didático, comentários e resenhas sobre textos e vídeos; resolução

os professores tutores e orientadores acadêmicos é fortemente

de problemas, solução de casos práticos. Essas avaliações, devem

estimulada na realização dos exercícios avaliativos, visando a

incluir atividades em grupo, para estimular a interação entre

implementar processos de ensino e aprendizagem de sucesso. Nos

estudantes para compartilhar as dificuldades e buscar soluções

pólos de EAD, incentiva-se também, os alunos a trabalharem em

para os problemas.

grupo, utilizando as TIC disponíveis. Tais exercícios, bem como um

c) Avaliações presenciais: os alunos realizarão, nos pólos, uma

relatório sucinto, a respeito das atividades desenvolvidas, a ser
elaborado

pelos

tutores,

serão

enviados

aos

avaliação presencial ao final de cada módulo, considerando a

professores

exigência legal do MEC para os cursos a distância. Os

formadores.

instrumentos e estratégias escolhidos deverão estar articulados
com os objetivos, os conteúdos e as práticas pedagógicas

b) Avaliações a distância: essencialmente de caráter formativo.

adotadas. A avaliação será elaborada pelo especialista do módulo

Podem se constituir, de acordo com a essência do módulo, de

e discutida com os professores tutores. O processo de impressão,

trabalhos enviados para os pólos pelos tutores e por eles

empacotamento e transporte da avaliação será acompanhado pelo

68

colegiado do curso, pelos tutores que também estarão presentes

maior dificuldade, revendo seu método de estudo, planejando

nos pólos no momento de sua aplicação.

melhor seu tempo. À equipe pedagógica do curso, ela possibilitará
o acompanhamento do desempenho escolar de cada licenciando,

d) Auto-avaliação: deverá permear o material didático levando o

de modo a identificar aspectos que demandem atenção especial,

aluno a avaliar seu progresso e a desenvolver estratégias de
metacognição

ao

se

conscientizar

dos

diversos

visando buscar meios de ajudá-lo a superar suas dificuldades. Aos

aspectos

responsáveis pela gestão do curso, a avaliação de desempenho do

envolvidos em seus processos cognitivos. A auto-avaliação

aluno servirá como fornecedor de “pistas”, apontando para a

auxiliará o estudante a tornar-se mais autônomo, responsável,

necessidade de mudança da prática pedagógica, de revisão dos

crítico, capaz de desenvolver sua independência intelectual. O

materiais didáticos, do desenvolvimento do curso e do próprio

aluno realizará as atividades de auto-avaliação que se encontram

processo avaliativo.

no material didático. Sendo uma forma de auto-observação e de
autoconhecimento, elas permitirão que o aluno avalie o seu

A avaliação da aprendizagem será conduzida visando:

progresso e desenvolva estratégias de metacognição ao se

acompanhar o desempenho escolar de cada licenciando, de modo

conscientizar dos diversos aspectos envolvidos nos seus processos

a identificar aspectos que demandem maior atenção; identificar

cognitivos. A auto-avaliação auxiliará o aluno a tornar-se mais

formas de apoiar os alunos; verificar se os objetivos e metas do

autônomo,

curso e das disciplinas estão sendo alcançados; obter subsídios

responsável,

crítico,

capaz de

desenvolver

sua

independência intelectual.

para aperfeiçoamento do curso.

A avaliação possibilitará ao aluno verificar os resultados que
vai alcançando no processo de aprendizagem e, se necessário,
mudar sua forma de participação no curso: empenhando-se mais,
dando maior atenção às atividades e disciplinas em que encontra

69

5 – CORPO DOCENTE DO CEDU
NOME
ABDIZIA MARIA ALVES BARROS
ADALGIZA MARIA PIRES
ADRIANA ALMEIDA SALES DE MELO
ALEXANDRE MAGNO CANCIO BULHOES
AMANDIO ARISTIDES RIHAN GERALDES
ANA MARIA GAMA FLORENCIO
ANA MARIA VERGNE DE MORAIS OLIVEIRA
ANTONIO PASSOS LIMA FILHO
CARLOS ALBERTO DE BARROS LIMA
CESAR NONATO BEZERRAS CANDEIAS
CIDETE CAVALCANTI DE MELO
CIRO DE OLIVEIRA BEZERRA
CONCEIÇÃO GISLANE NOBREGA LIMA DE SALLES
EDUARDO CALIL DE OLIVEIRA
EDUARDO LUIS LOPES MONTENEGRO
ELIANE MARIA DE ARAUJO FERREIRA
ELISABETH SANTA ROSA DE MEDEIROS
ELTON CASADO FIREMAN
ELZA MARIA DA SILVA
ERALDO DE SOUZA FERRAZ
FATIMA LUCIA SOARES RIBEIRO
FERNANDO ANTONIO MESQUITA DE MEDEIROS
FRANCISCO DE ASSIS FARIAS
GONZALO ENRIQUE ABIO VIRSIDA
INALDA MARIA DOS SANTOS
IRAILDE CORREIA DE SOUZA OLIVEIRA
IVANA BROAD RIZZO SILVA
JERZUI MENDES TORRES TOMAZ
JOSE GERALDO DA CRUZ GOMES RIBEIRO

SIT
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST

70

CARGO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF.ASSISTENTE
PROF.ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. AUXILIAR
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. AUXILIAR
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE

LOTAÇÃO
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU

JOSE MARCIO AUGUSTO DE OLIVEIRA
KATIA MARIA SILVA DE MELO
LAURA CRISTINA VIEIRA PIZZI
LEDA MARIA DE ALMEIDA
LEONEA VITORIA SANTIAGO
LICIA GATTO SANTA RITA DE MELO
LUCIA CRISTINA SILVEIRA MONTEIRO
LUIS PAULO LEOPOLDO MERCADO
MARIA ALBA CORREIA DA SILVA
MARIA AUXILIADORA DA SILVA CAVALCANTE
MARIA AUXILIADORA SILVA FREITAS
MARIA DAS GRAÇAS DE LOIOLA MADEIRA
MARIA DAS GRAÇAS MARINHO DE ALMEIDA
MARIA DAS GRAÇAS MEDEIROS TAVARES
MARIA DO SOCORRO AGUIAR DE OLIVEIRA CAVALCANTE
MARIA DO SOCORRO MENESES DANTAS
MARIA EDNA DE LIMA BERTOLDO
MARIA ELIZABETE DE ANDRADE SILVA
MARIA HELENA FERREIRA PASTOR CRUZ
MARIA INEZ MATOSO SILVEIRA
MARIA RENEUDE DE SA
MARTA DE MOURA COSTA
MOISES DE MELO SANTANA
NADJA NAIRA AGUIAR RIBEIRO
NEIZA DE LOURDES FREDERICO FUMES
PATRICIA CAVALCANTI AYRES MONTENEGRO
SERGIO DA COSTA BORBA
SUZANA MARIA BARRIOS LUIS
VERTER PAES CAVALCANTI
VILMA MARIA DE LIMA BEZERRA
WILSON CORREIA SAMPAIO

EST
EST
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EST
EST
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EST
EST
EST
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EST
EST
EST
EST

71

PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF.ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. AUXILIAR
PROF. AUXILIAR
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE

CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
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CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU

6 - BIBLIOGRAFIA BÁSICA DAS DISCIPLINA
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

BARBOSA, Ana Mae...[et. al.] (Orgs.). Arte-Educação:
Leitura no subsolo. 6.ed. São Paulo: Cortez, 2005.
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SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE HISTÓRIA I
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História:
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DP&A, 2002
DAVIS, C. (et al) Gestão da escola: desafios a enfrentar. Rio
de Janeiro. DP&A, 2002
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Papirus, 1994
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PARO, V. H. Eleição de Diretores: a escola publica
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EDUCATIVOS I
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Educação: impasses, perspectivas e compromisso. São
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SABERES E METODOLOGIAS PARA O ENSINO DE
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SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA LÍNGUA
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Paulo: Parábola, 2003.
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DIONISIO, A. P; BEZERRA, M.A.O livro didático de
português: múltiplos olhares. 2 ed. Rio de Janeiro: Lucerna,
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SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DA LÍNGUA
PORTUGUESA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO
FUNDAMENTAL II
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A.A. de. (Org.). Cenas de Sala de Aula. Campinas: Mercado
das Letras, 2001
CAGLIARI,G.M;CAGLIARI, L.C. Introdução: fonética e
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à Lingüística: domínios e fronteiras. São Paulo: Cortez, 2001.
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MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL II
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Geográfico: ensino e representação. São Paulo, Contexto,
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KOZEL, Salete. Didática da geografia: memórias da terra: o
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LACOSTE, Y. A Geografia: Isso serve em primeiro lugar para
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LEME, Dulce M. P. et al. O Ensino de Estudos Sociais. São
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OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino. Para onde vai o ensino de
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PASSINI, Yasuko Passini. Alfabetização Cartográfica. Belo
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PENTEADO, Heloísa Dupas. Met do Ensino de História e
Geografia. São Paulo, Cortez, 1992.
SANTOS, Milton. Metamorfoses do Espaço Habitado,
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VESENTINI, José Wilhiam. Sociedade e Espaço. Ática, São
Paulo,1997.

BIZZO, N. Ciências Fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 1999.
CARVALHO, A. M. P.
et alli. Ciências no Ensino
Fundamental: O Conhecimento Físico, São Paulo, Scipione,
1998.
CURRIE, K. Meio Ambiente. Interdisciplinaridade na prática.
Campinas: Papirus, 1998.
DÍAZ, A. P. Educação Ambiental como Projeto. 2ª.ed. Porto
Alegre: Artmed, 2002.
GONÇALVES, M. de S. Ciências para Crianças: pré-escolar e
séries iniciais. Santa Catarina: OMEP, 1993.
HUTCHISON, D. Educação Ecológica: Idéias sobre
Consciência Ambiental. Porto Alegre: Artes Médicas Sul,
2000.
MORAES, R. (Org.) Construtivismo e o Ensino de Ciência,
Porto Alegre: Edipucrs, 2000.
SAAD, F. D. Demonstrações em Ciências: explorando
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experimentos simples. São Paulo: Livraria da Física, 2005.

SABERES E METODOLOGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA
II
ALMEIDA, Rosângela D. & PASSINI, Elza Y. O Espaço
Geográfico: ensino e representação. São Paulo, Contexto,
1994.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros
Curriculares Nacionais: História, Geografia. Brasília,
MEC/SEF, 1997.
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e Práticas de
Ensino. Goiânia, Ed.Alternativa,2002.
HERNÁNDEZ, Fernando & VENTURA, Montserrat. A
organização do currículo por projetos de trabalho. 5ª. ed.
Porto Alegre, ARTMED, 1998.
HICKMANN, Roseli Inês. Estudos Sociais – Outros saberes e
outros sabores. Porto Alegre, Mediação, 2002.
KOZEL, Salete. Didática da geografia: memórias da terra: o
espaço vivido. São Paulo:FTD,1996.
PASSINI, Yasuko Passini. Alfabetização Cartográfica. Belo
Horizonte: Lê, 1998.
PENTEADO, Heloísa Dupas. Met do Ensino de História e
Geografia. São Paulo, Cortez, 1992.

METODOLOGIA DAS CIÊNCIAS 2 – SÉRIES INICIAIS
BIZZO, N. Ciências Fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 1999.
CARVALHO, A. M. P.
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Fundamental: O Conhecimento Físico, São Paulo, Scipione,
1998.
CURRIE, K. Meio Ambiente. Interdisciplinaridade na prática.
Campinas: Papirus, 1998.
DÍAZ, A. P. Educação Ambiental como Projeto. 2ª. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2002.
GONÇALVES, M. de S. Ciências para Crianças: pré-escolar e
séries iniciais. Santa Catarina: OMEP, 1993.

METODOLOGIA DAS CIÊNCIAS 1 – SÉRIES INICIAIS

86

HUTCHISON, D. Educação Ecológica: Idéias sobre
Consciência Ambiental. Porto Alegre: Artes Médicas Sul,
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MORAES, R. (Org.) Construtivismo e o Ensino de Ciência,
Porto Alegre, EDIPUCRS, 2000.
SAAD, F. D. Demonstrações em Ciências: explorando
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FUNDAMENTOS POLÍTICOS DA EDUCAÇÃO
AZEVEDO, Janete M. A Educação como política pública.
São Paulo: Cortez, 1996.
BIANCHETTI, Roberto G. O modelo neoliberal e políticos
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CUNHA, Luis A. Educação, estado e democracia no
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descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC/Unesco, 1998.
DE TOMMASI, Lívia; WARDE, Míriam J.; HADDAD, Sérgio
(orgs.) O Banco Mundial e as políticas educacionais. São
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FAVERO, Osmar (org.). A Educação nas Constituições
Brasileiras (1823-1988). Campinas: Autores Associados,
1996.
FURTADO, Celso. A fantasia organizada. São Paulo: Paz
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GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade.
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HOSBSBAWN, Eric. Era dos extremos. São Paulo:
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IANNI, Octávio. A sociedade global. Rio de Janeiro:
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SCHAFF, Adam. A sociedade informática. São Paulo:
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PROJETO PEDAGÓGICO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO
TRABALHO ESCOLAR
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qualidade. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da Escola: Teoria e
Prática. 5ª ed Goiânia: Alternativa, 2004.
LIMA, Licínio C. A escola como organização educativa.
São Paulo: Cortez, 2001.
PETEROSKI, H. Trabalho coletivo na escola. São Paulo:
Pioneira Thomson, 2005.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de
Ensino-aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. São
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VEIGA, I. P. ; RESENDE, L. M. G. (orgs.). Escola: espaço do
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VEIGA, I. P.; FONSECA, Marilia (orgs.) As dimensões do
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VIEIRA, Sofia Lerche (org). Gestão da escola: desafios a
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PLANEJAMENTO, CURRÍCULO E AVALIAÇÃO DA
APRENDIZAGEM

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entrecruzam. São paulo: Cortez, 1997.
COSTA, Marisa Vorraber (org). O currículo nos limiares do
contemporâneo . 2ªedição. Rio de Janeiro, DP A, 1999.
GADOTI, Moacir. Projeto Político Pedagógico da Escola:
fundamentos para a sua realização in GADOTTI, Moacir e
ROMÃO, José Eustáquio. Autonomia da escola: princípios e
propostas. Guia da escola Cidadã. São Paulo: Cortez, 1997.
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HERNANDEZ, Fernando e VENTURA, Montserrat. A
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LUCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos
teórico-metodológicos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

MORAES, Mª Cândida. O paradigma educacional emergente.
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ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação Dialógica: desafios e
perspectivas. São Paulo: Cortez, 1998.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e Interdisciplinaridade:
o currículo integrado. Porto Alegre: ARTMED, 1998.
SAUL, Ana Maria. Avaliação Emancipatória. São Paulo:
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SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-crítica: primeiras
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SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma
introdução às teorias do currículo. 2ª edição. Belo Horizonte:
Autêntica, 1999.

88

7 – ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO
Para a caracterização do estágio como complementação

Para a integralização do estágio o aluno deverá cumprir a

da formação curricular e treinamento, a prática pedagógica deve

carga horária obrigatória destinada, incluindo as horas destinadas

ser condizente com o Projeto Pedagógico do curso freqüentado

ao planejamento, orientação dada pelo professor supervisor e

pelo aluno e direcionado através dos marcos

avaliação das atividades. A escolha e opção do campo de estágio

referencial,

institucional e legal da instituição.

será de responsabilidade do aluno, conforme seus interesses
dentro das formações que o curso se propõe.

O curso de Pedagogia na modalidade a distância, tendo
como clientela professores que já estão no efetivo exercício do

Os estágios serão coordenados pelo Colegiado do Curso -

magistério deverá possibilitar ao aluno, através das atividades

estágio de práticas de ensino das séries iniciais do ensino

propostas, fazer incursões no cotidiano da sua escola e na sua

fundamental; de educação fundamental e disciplinas do ensino

prática docente e ou de especialistas da educação, permitindo

médio; estágio de coordenação pedagógica.

analisar e avaliar seu exercício

profissional. Neste enfoque, o

Professores com formação específica acompanharão os

professor de estágio deverá ter uma maior atenção, fazendo com

estágios. Este acompanhamento inclui: fundamentação teórica da

que o aluno/profissional possa refletir a sua prática atual com base
nos

conhecimentos

conseqüentemente

adquiridos
desenvolva

ao

longo

projetos

do
de

curso

ação resgatando todo conteúdo transmitido ao longo dos semestres

e

que envolvem o estágio, discussão e elaboração de instrumentos,

intervenção,

preparação de material, indicação de bibliografia complementar,

modificando a realidade com coerência entre a prática do discurso

atuação, avaliação processual.

e o discurso na pratica adquirido de forma orgânica, através do

Esse trabalho resultante do estágio constitui o trabalho de

processo contínuo de ação-reflexão-ação.

conclusão do curso - TCC, que tornará o aluno apto a receber o

89

diploma de conclusão do curso, contendo o registro das

O estagiário tem os seguintes direitos e obrigações: adquirir

habilitações. As discussões coletivas se darão no pólo.

experiência prática na sua área de formação. O estágio não tem
duração mínima estipulada. Pode ser interrompido de acordo com

Antes dos alunos serem encaminhados para os campos de

seus interesses ou os da instituição. As hipóteses de interrupção de

estágios irão receber informações gerais sobre o estágio, a forma

estágio são: trancamento de matrícula; mudança de curso; deixar

como este deverá ser desenvolvido e as formas de avaliação.

de freqüentar o curso regularmente e conclusão de curso. Manter

São atribuições dos estagiários:


sigilo sobre as informações relacionadas às instituições. Preencher

participar ativamente das atividades de estágio que lhe

corretamente os relatórios de estágio, cumprindo os prazos

forem atribuídas;

estabelecidos. O relatório de estágio é o documento que garantirá



que as condições do seu estágio sejam cumpridas.

cumprir a carga horária e o horário estabelecido para

Buscando a sólida formação de professores que tenham

estágio;

competências



participar de reuniões de avaliação;



elaborar e apresentar um relatório para cada etapa do

a

criação,

planejamento,

a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos, o programa de
estágio supervisionado visa minimizar a distância entre a teoria e a
prática e a desarticulação entre os diferentes níveis de atuação dos

O estágio é o espaço de aprendizagem do fazer concreto

professores, iniciando com a promoção do envolvimento do futuro

das idéias do curso de Pedagogia, onde uma variedade de
de

para

realização, gestão e avaliação de situações didáticas eficazes para

estágio;

situações,

facilitadoras

atividades

de

aprendizagem

profissional

docente no projeto educativo da escola, propiciando além de

se

reflexão sobre os conteúdos da área, a análise dos contextos em

manifestam para o estagiário tendo em vista sua profissionalização.

que se inscrevem as temáticas sócias transversais.

“O estágio é o locus onde a identidade profissional do aluno é

O principal objetivo do estágio é que o aluno adquirira

gerada, construída e referida; volta-se para o desenvolvimento de

experiência prática na sua área de formação. Para tanto, o aluno

uma ação vivenciada, reflexiva e crítica e, por isso, deve ser

deve preencher corretamente os relatórios de estágio, cumprindo

planejado gradativa e sistematicamente”.

os prazos estabelecidos. O relatório de estágio é o documento que

90

garantirá que as condições do seu estágio sejam cumpridas. O

presenciar as várias situações que se manifestam em sala de aula

estágio poderá ser interrompido se houver trancamento de

e se preparar para o momento em que estiver na regência de

matrícula; mudança de curso; se o aluno deixar de freqüentar o

classe/aula. O Estágio de Regência é a fase posterior à

curso regularmente e conclusão de curso.

Observação e se caracteriza pela atuação do aluno-estagiário

O estágio supervisionado tem por objetivos gerais:

como regente de classe/aula.

a) desenvolver os alunos na aplicação prática dos fatos teóricos

O campo de estágio envolve escolas de Ensino Fundamental

estudados no curso, quanto ao desempenho do aluno como

e/ou de Ensino Médio, públicas ou particulares, fundações,

docente;

sociedades civis sem fins lucrativos que lidam com o Ensino

b) dar maior flexibilidade às noções teóricas assimiladas;

Fundamental e/ou Ensino Médio; empresas prestadoras de

c) interagir no sistema didático-pedagógico em escolas privadas ou

serviços educacionais à comunidade.

públicas.
Atividades e do Programa de Estágio

d) oportunizar ao aluno um contato profissional que possibilite seu
ingresso no mercado de trabalho;

O estágio compreenderá o exercício de atividades nas turmas

e) desenvolver postura de Educador Escolar.

de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental e na Administração

O aluno estagiará na área de Educação conforme indicação

Escolar, de acordo com as Licenciaturas, orientado no sentido de

da Licenciatura, totalizando 400 horas. O estágio poderá ser

possibilitar ao estudante uma visão de conjunto do campo

desenvolvido na área específica da escola com a qual o aluno

profissional educativo e profissional.

mantém vínculo empregatício. ode ser realizado em uma única

Todo

escola de Ensino Fundamental ou Médio.

estágio

obedecerá

ao

programa

que

deverá,

obrigatoriamente, ser aprovado pelo responsável da escola, pelo

Para o Estágio Supervisionado são consideradas duas

Supervisor de Estágio e pelo Professor Orientador.

modalidades: Observação e Regência. O Estágio de Observação é

Os programas de estágio deverão acompanhar a formação

a fase inicial do estágio e poderá ter carga horária de até 40% das

teórica do estudante.

400 horas destinadas ao Estágio Supervisionado. Caracteriza-se

Deverão contar, obrigatoriamente, dos projetos de estágio, os

por um período em que o aluno- estagiário tem a oportunidade de

seguintes elementos:

91

a) apresentação e justificativas;

Parágrafo único dar-se-á para os alunos que exerceram atividade

b) objetivos gerais e específicos do estágio;

docente regular na educação básica, quando:

c) escola, ou entidade em que o estágio se realizará;

a) tenham sido efetuadas em escolas autorizadas;

d) período em que se realizará o estágio.

b) apresentem declaração comprobatória.

Com relação ao projeto de estágio citado no artigo anterior,

c) não estarem ligadas a áreas diferentes das áreas de atuação do

o mesmo deverá atender às normas específicas da Metodologia

curso.

Científica, contendo:

O

aproveitamento

das

horas

de

estágio

curricular

a) indicação detalhada das diversas etapas em que se dividirá o

supervisionado será aprovado pelo Colegiado de Curso, ouvidos os

estágio;

professores envolvidos e o Coordenador de Curso.

b) programa de leituras elaborado pelo Orientador e comprovados
Avaliação das Atividades de Estágio Supervisionado

pela apresentação obrigatória de relatórios por parte do estagiário;
c) indicação de fontes bibliográficas.
O

Estágio

Supervisionado

Resulta da análise, pelo professor supervisor de estágio:
em

Escolas

de

Ensino

I - do cumprimento da carga horária de prática profissional prevista

Fundamental e Ensino Médio deverá envolver aprendizagem de

para o curso por legislação específica;

noções teóricas, experiência de regência de classe..

II - da qualidade, pertinência e adequação do relatório das

A administração e a supervisão global do estágio serão

atividades previstas no Projeto de Estágio Supervisionado; e

exercidas pela Coordenação do Curso e pelos professores

III - do cumprimento dos prazos para entrega dos relatórios das

supervisores de estágio.

atividades propostas como Estágio Supervisionado.

Reaproveitamento da Prática Profissional

Relatórios

O aproveitamento de até 50% das 400 horas de estágio

Para o acompanhamento dos estágios, os alunos deverão

curricular supervisionado, conforme a resolução nº CNE/CP Nº 2,

manter registros constantes de suas atividades. Esses documentos

de 19 de fevereiro de 2002 (DOU 04/03/02), artigo 1º, inciso IV.

serão compostos por:

92



Uma carta padrão de apresentação do estagiário que



Planilha de observação de aula ou de atividade, onde serão

deverá ser entregue na instituição em que esta efetivará seu

registradas as observações feitas e as possíveis propostas de

estágio, devendo devolver a coordenação, uma cópia devidamente

intervenção.

protocolada;


Ficha de caracterização da instituição onde o estágio será

realizado, que deverá ser aprovada pelo professor responsável no
semestre correspondente;


Relatório de registro de estágio onde serão anotados os

horários e as atividades realizadas com a assinatura do professor
e/ou da autoridade junto a qual será realizado estágio e com o visto
do professor responsável. Esta ficha deverá ser entregue ao final
de cada semestre junto à secretaria da escola para ser arquivada
no prontuário do aluno.
O

relatório

deverá

ser

apresentado

contendo:

planejamento do diagnóstico da escola; plano de atuação na
escola; resultados obtidos a partir da proposta contida no plano de
trabalho. A importância do relatório reside no fato de que através
deste será possível acompanhar o aluno no estágio bem como
também

iniciá-lo

na

elaboração

de

relatórios

específicos

relacionados às atividades profissionais futuras, fornecendo ao
professor de estágio um instrumento de avaliação e ainda, ao
estabelecimento foco da prática do aluno, subsídios para melhoria
de qualidade do ensino ali desenvolvido.

93

8 – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC
Ao término do curso o aluno deverá realizar um

sistematização

da

reflexão

sobre

a

prática

docente,

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), cujo tema deverá ser

retomando os saberes apreendidos/construídos durante o

definido na disciplina Pesquisa. Esta monografia será um

curso em articulação com as vivências pessoais. O seminário,

projeto de atuação para ser aplicado usando a modalidade

neste contexto, deve orientar, em momentos coletivos e em

EAD na disciplina ou cursos em que atuam. O projeto

grupo, o TCC, concebendo-o como momento privilegiado de

contempla a experiência já adquirida pelo aluno, revista e

síntese e reflexão dos alunos sobre a sua prática pedagógica,

reformulada a partir dos estudos teóricos e experiências

possibilitando a elaboração de um produto, sob a forma de

vividas no curso de modo a efetuar a transposição didática

projeto de intervenção didático-pedagógica, de caráter

relevante para a aprendizagem do aluno, e será orientado e

interdisciplinar, a ser desenvolvido nos espaços onde atuam,

supervisionado pelo tutor e pela equipe pedagógica do curso.

considerando a realidade educacional vivenciada, sob a forma
de

O processo constante de reflexão do aluno diante de

atividades

integradas,

capacitando-os,

inclusive,

a

sua prática pedagógica servirá de base para elaboração do

contribuir posteriormente na elaboração dos projetos político-

TCC a ser produzido no contexto dos Seminários Integrados

pedagógico nas escolas envolvidas.

de Prática Docente. Os seminários, a serem desenvolvidos,
após

os

módulos,

pretende

ser

um

momento

de

94

9 – ESTRUTURA TÉCNICA, PEDAGÓGICA, FINANCEIRA E
OPERACIONAL
Para o desenvolvimento do Curso de Pedagogia a Distância

de ensino a distancia mínima na cidade; compromisso dos prefeitos

é necessário o estabelecimento de uma rede comunicacional que

em oferecer pólo dentro das exigências da UAB. Em cada região

possibilite a ligação dos vários pólos regionais onde será oferecido

pólo será organizado um centro de apoio, com infra-estrutura e

o curso. Para tanto, é imprescindível a ampliação daestrutura física

organização de serviços que permitam o desenvolvimento de

e acadêmica no NEAD/CEDU, com a garantia de: manutenção de

atividades de cunho administrativo e acadêmico do curso de

equipe multidisciplinar para orientação nas diferentes áreas do

administração à distância. Cada Centro de apoio atenderá até 100

saber que compõem o curso; designação de professores das

alunos.

disciplinas, que se responsabilizarão pelo acompanhamento

Para atender esse público, faz- se necessário a garantia de:

acadêmico do curso e tutores presenciais em um pólo regional;

Centro Tecnológico com infra-estrutura que permita aos alunos

instalação e manutenção de núcleos tecnológicos, na UFAL e nos

conectarem-se à rede de comunicação implementada pelo

pólos regionais que dêem suporte à rede comunicacional prevista

NEAD/CEDU, para permitir o processo de interlocução entre os

para o curso.

sujeitos da ação educativa (aluno, professor, tutor); Garantia de
espaços que permitam o desenvolvimento das orientações

Implantação de Centros de Apoio

acadêmicas, os encontros presenciais, a realização dos seminários

Os Centros de Apoio serão organizados nos municípios pólos do

temáticos; Implantação e organização de serviços de apoio

projeto, a saber: Santana do Ipanema, Maceió, Olho D’ Água,

pedagógico ao estudante, dentre eles: biblioteca, videoteca e

Maceió e Porto Calvo. A escolha destes pólos se deu em razão dos

softwares educativos; Organização de um serviço de orientação e

seguintes critérios: necessidade de formação de professores nas

acompanhamentos acadêmicos; constituição de um Colegiado de

regiões do entrono desses municípios; existência de infra-estrutura

curso; criação de uma secretaria geral: que proceda ao controle da

95

distribuição de material didático aos alunos , desempenhe todas as

acompanhar o processo de avaliação do curso, em suas múltiplas

funções relativas ao recebimento, expedição e arquivo de

dimensões; presidir o Colegiado de Curso.

correspondências, faça circular as informações necessárias ao
andamento do

curso,

execute

todo

serviço

de

apoio

Coordenador de Tutoria – é responsável pela organização e

ao

disponibilização dos conteúdos por áreas de conhecimento. Cabe

desenvolvimento dos momentos presenciais do curso e faça o

a esse coordenador assessorar os tutores no que diz respeito ao

registro acadêmico do desempenho dos alunos.

estudo e discussão dos conteúdos dos materiais didáticos do

Coordenador Geral - é responsável pelo curso nas suas

curso. Além disso, esse coordenador estará à disposição dos

dimensões pedagógica e operacional. Este Coordenador contará

tutores do curso em dias e horários previamente estabelecidos, via

com órgãos de aconselhamento e assessoramento: colegiado do

internet; representar o Projeto frente à coordenação do NEAD;

curso, consultoria de educação à distância e tecnologia de
informação

e

coordenadorias.

São,

papéis,

atribuições

coordenar o trabalho desenvolvido em cada um dos diferentes

e

pólos regionais; responsabilizar-se pelos planos de viagem da

responsabilidades do Coordenador Geral: articular e viabilizar o

equipe de coordenadores de pólos e professores na ocasião dos

trabalho da coordenação pedagógica do curso; manter contatos

deslocamentos para os municípios pólos; responsabilizar-se pela

com as instituições envolvidas no projeto, nos diferentes níveis:

organização e planejamento pedagógico do curso; elaborar, com

UFAL/MEC/Prefeituras e Agências Financiadoras; epresentar o

base nas informações dos coordenadores de pólo , relatórios

Projeto junto às instituições e à comunidade, bem como nos

anuais sobre o desenvolvimento do curso; estimular e sugerir

colegiados da Administração Superior da UFAL; elaborar, com

discussões periódicas sobre aspectos pedagógicos do curso;

base nas informações da coordenação pedagógica, relatórios

acompanhar o trabalho de orientação e acompanhamento

parciais e gerais sobre a experiência; responsabilizar-se pela

acadêmico desenvolvido nos diferentes pólos; coordenar e

divulgação do projeto; responsabilizar-se pelo processo de
indicação

acompanhar o trabalho dos professores do NEAD que atuam no

de pessoal para trabalhar no projeto; coordenar as

curso; coordenar as reuniões semanais do NEAD para discussão

reuniões semanais do NEAD para discussão e encaminhamento

e encaminhamento de questões ligadas ao curso; acompanhar o

de questões ligadas ao curso; supervisionar o trabalho de
elaboração

e

distribuição

de

material

didático

do

trabalho de elaboração e distribuição de material didático do

curso;

96

curso; acompanhar o processo de avaliação do curso, em suas
múltiplas dimensões; substituir o Coordenador Geral do Curso,

Professores da disciplina - Serão os professores do CEDU,

quando necessário.

efetivos e contratados, com titulação de doutor, mestre e

Coordenador

Administrativo-Financeiro

e

Operacional

especialista, responsáveis pelo conteúdo e supervisão do

-

processo de ensino e aprendizagem da disciplina. Além disso,

Responsável por todas as operações referentes a tecnologia de

esses professores serão responsáveis pelas seguintes ações:

ensino à distância, equipamentos e materiais de consumo, infra-

conceber o conteúdo da disciplina e assegurar a execução da

estrutura operacional (videoteca, biblioteca, equipamentos de

totalidade do programa aprovado, de acordo com o horário pré-

multimídia, redes de comunicação, ambiente virtual), controles

estabelecido com os tutores; registrar a matéria lecionada e

administrativos, financeiros e operacionais.

controlar o desempenho dos alunos; elaborar os planos de ensino

Técnico de ambiente de aprendizagem - Responsável por todo

de sua disciplina e submetê-los à Coordenação do curso; cumprir

o ambiente técnico operacional do ensino à distância, bem como

e fazer cumprir as disposições referentes à verificação do

pelo assessoramento a todos os membros da equipe que

aproveitamento escolar dos alunos; fornecer à Secretaria as notas

operacionaliza o curso; responsabilizar-se pela equipe de apoio na

correspondentes aos trabalhos, provas e exames dentro dos

área da informática; responsabilizar-se pelo funcionamento da

prazos fixados pelo órgão competente; comparecer às reuniões

rede de informática; responsabilizar-se pela manutenção do
ambiente

de

aprendizagem;

responsabilizar-se

pelo

dos colegiados aos quais pertence, quando representante; propor

bom

à Coordenação do Curso medidas para assegurar a eficácia do

funcionamento dos laboratórios de informática da sede e dos

ensino a distância.

pólos.
Secretário acadêmico - Responsável pela organização didáticopedagógica, bem como por todos os registros e controles
acadêmicos do curso.

97

10 – CRONOGRAMA
ANO 2007
Elaboração final do projeto
Tramitação nos Conselhos
Produção do Material Didático
Preparação de professores e tutores
acadêmicos para o trabalho com a EAD
Início do curso
ANO 2008 –2009-2010-2011
Desenvolvimento do Curso

J
X

f
X

M
X

A

M

X

X

J

J

X

X

X

X

X

X

X

ANO 2008
Produção do Material Didático

J
X

f
X

M
X

A
X

M
X

J
X

Preparação de professores e tutores
acadêmicos para o trabalho com a EAD
Divulgação e inscrição para o processo
seletivo especial
Processo seletivo
Início do curso
ANO 2008 –2009-2010-2011
Desenvolvimento do Curso
Produção do Material Didático (20082011)

X

X

X

X

X
X

X
X

X
X

A

S

O

N

D

X

X
X

X
X

X

X
X

X

X

X

X

X

J
X

A
X

S
X

O
X

N
X

D
X

X
X

X
X

X
X

X
X

X
X

X
X

X

X
X
X
X

X
X

X
X

98

11 – RECURSOS FINANCEIROS
Para garantir o desenvolvimento do curso, através de rede,

- Aquisição de Software de Gerenciamento de atividades de

é preciso que se garanta a instalação e implementação de um

comunicação e rede; aplicações de desenvolvimento produção

núcleo

artística e diagramação;

tecnológico

que

possibilite

a

ligação

NEAD-PÓLO

REGIONAL. Dentre as condições os equipamentos imprescindíveis

Essas condições serão garantidas pela disponibilidade de

estão:

recursos já existentes no NEAd, nos pólos regionais e pelo aporte

- Instalação de rede lógica, com velocidade compatível com os

que será garantido pelo financiamento do projeto uab.

objetivos;

CENTRO DE APOIO

- Instalação de uma rede elétrica com infra-estrutura adequada

Cada região pólo deverá contar com um centro de apoio

- Uma estação Power PC 604 Mhz, 256 Kb cache L2, 256 Mb RAM,

com a garantia dos seguintes recursos:

36 Gb Ultra Scsi Disk, 4mm tape drive, 10/100 ethernet adapter,
monitor p72;
- 20 MICROCOMPUTADORES Pentium 300 Mhz, 64 Mb ram, 8.5

RECURSOS FÌSICOS

Gb disk, fast ethernet, CDROM 32x, Monitor 15”; Impressoras jato

Para o NEAD

de tinta e laser; Um scanner 9.600 dpi colorido; Câmara para vídeo
conferência;

Para desenvolver o curso a Distância , o NEAD conta com o

- Dispositivo para telefone para audio-conferência.

seguinte espaço físico: 1 sala para a coordenação geral, 1 sala de

- Equipamentos para tele-conferência.

secretaria geral; 1 sala para instalação do Núcleo Tecnológico; 1

- Equipamento para gravação de CD;

sala para a tutoria e 1 sala para estudos e reunião dos professores

- Máquina de fotografia digital;

do curso.

99

CENTRO DE APOIO

Nos recursos provenientes da UAB estão previstas as
seguintes despesas:

O Centro de Apoio de cada região pólo deve contar,
minimamente, com os seguintes espaços: 1 sala para instalação do

- Pagamento de bolsa para os professores responsáveis pelo

Núcleo Tecnológico, 1 sala para secretaria geral do curso e

desenvolvimento do curso,

coordenação de pólo; 1 sala de estudo e reunião dos orientadores

- Pagamento de diárias e passagens para deslocamento para os

acadêmicos, 2 salas para tutoria; 1sala para biblioteca e material

pólos regionais;

didático. Deve haver, ainda, um espaço previsto para os encontros

- Pagamento das despesas relativas à formação dos tutores em

e seminários temáticos, ocasião que poderão se reunir até 200

curso de EAD;

pessoas. Cada município participante do pólo regional deverá

- Recursos para implementação dos Centros Tecnológicos.

providenciar uma sala para a tutoria em seu município. Além disso,

- Pagamento dos custos de impressão de material didático;

deve providenciar, por ocasião dos encontros e seminários

- Pagamento de bolsas para professores, alunos e técnicos da

temáticos que se realizarem no seu município, espaço adequado

UFAL que participarem do projeto;

para a realização do evento.

- Pagamento de professores, técnicos e/ou profissionais externos à
UFAL que participarem do projeto
- Pagamento de Tutores,

RECURSOS FINANCEIROS

- Compra de livros, softwares para o curso e material de

Os recursos financeiros para sustentação do Curso de

expediente.

Pedagogia na modalidade a distância serão assumidos pelo Edital
doa UAB e municípios participantes dos pólos.

100

II – PLANILHAS FINANCEIRAS

101

II – PLANILHAS FINANCEIRA
ETAPA/
FASE

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICO-FINANCEIRO
INDICADOR
FÍSICO

ESPECIFICAÇÃO DAS AÇÕES

VALOR (R$ 1,00)

UNID. QUANT. UNIT.

1

2

3

OFERTA DO PRIMEIRO ANO DO CURSO/ VESTIBULAR
PROCESSO DE SELEÇÃO (elaboração das provas, seleção - editais,
divulgação, aplicação, correção)
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo
- diárias e passagens
- alimentação, hospedagem e transportes
- despesas com logística
TOTAL
OFERTA DO 1º ANO DO CURSO - DESPESAS OPERACIONAIS
- despesas com passagens e diárias para deslocamento dos prof. e coord. aos
pólos
- despesas com logística
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo (material bibliográfico, material de expediente, entre
outros)
- despesas com reprografia
- hospedagem, alimentação e transporte

FIRMA
UNID.
UNID.
UNID.
UNID.

1 7.000
30
60
60
70
60
60

TOTAL

DURAÇÃO
TÉRMI
INÍCIO
NO

7.000 abr/08
1.800 abr/08
4.200 abr/08
3.600

mai/08
mai/08
mai/08
mai/08

16.600

UNID
UNID
FIRMA
UND
UND
UNID

13.000

100.333,33
16.800
45.600,00

jun/08
jun/08
jun/08

jun/09
jun/09
jun/09

128.000,00
10.000
45.000,00

jun/08
jun/08
jun/08

jun/09
jun/09
jun/09

- despesas gerais
BOLSAS TUTORES

UNID

35.555,56
396.000,00

jun/08
jun/08

jun/09
jun/09

CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES

FIRMA

20.000,00

jun/08

jun/09

102

4
5
6
2

3
4
TOTAL
2

3
4
TOTAL
2

SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE TUTORES
OUTRAS AÇÕES OU DESPESAS PREVISTAS
DESPESAS DE CAPITAL
TOTAL
OFERTA DO 2º ANO DO CURSO - DESPESAS OPERACIONAIS
- despesas com passagens e diárias para deslocamento dos prof. e coord. aos
pólos
- despesas com logística
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo (material bibliográfico, material de expediente, entre
outros)
- despesas com reprografia
- hospedagem, alimentação e transporte

FIRMA
UND

- despesas gerais
BOLSAS TUTORES

40.000,00

jun/08
jun/08
jun/08

jun/09
jun/09
jun/09

100.333,33
16.800
45.600,00

jun/09
jun/09
jun/09

jun/10
jun/10
jun/10

128.000,00
10.000
45.000,00

jun/07
jun/07
jun/07

jun/08
jun/08
jun/08

UNID

35.555,56
396.000,00

jun/07
jun/07

jun/08
jun/08

CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES

FIRMA

10.000,00

jun/07

jun/08

SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE TUTORES

FIRMA

10.000,00
797.288,89

jun/07

jun/08

100.333,33 jun/10
16.800 Jun/10
45.600,00
jun/

jun/11
jun/11
jun/

128.000,00
10.000
45.000,00

jun/08
jun/08
jun/08

jun/09
jun/09
jun/09

80.000,00
917.289

UNID
UNID
FIRMA
UND
UND
UNID

13.000

0
OFERTA DO 3º ANO DO CURSO - DESPESAS OPERACIONAIS
- despesas com passagens e diárias para deslocamento dos prof. e coord. aos
pólos
- despesas com logística
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo (material bibliográfico, material de expediente, entre
outros)
- despesas com reprografia
- hospedagem, alimentação e transporte

UNID
UNID
FIRMA
UND
UND
UNID

13.000

- despesas gerais
BOLSAS TUTORES

UNID

35.555,56
396.000,00

jun/08
jun/08

jun/09
jun/09

CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES

FIRMA

10.000,00

jun/08

jun/09

SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE TUTORES

FIRMA

10.000,00
797.288,89

jun/08

jun/09

0
OFERTA DO 4º ANO DO CURSO - DESPESAS OPERACIONAIS

103

- despesas com passagens e diárias para deslocamento dos prof. e coord. aos
pólos
- despesas com logística
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo (material bibliográfico, material de expediente, entre
outros)
- despesas com reprografia
- hospedagem, alimentação e transporte

3
4
TOTAL
2
2

UNID
UNID
FIRMA
UND
UND
UNID

13.000

100.333,33
16.800
45.600,00

jun/09
jun/09
jun/09

jun/11
jun/11
jun/10

128.000,00
10.000
45.000,00

jun/09
jun/09
jun/09

jun/10
jun/10
jun/10

- despesas gerais
BOLSAS TUTORES

UNID

35.555,56
396.000,00

jun/09
jun/09

jun/10
jun/10

CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES

FIRMA

10.000,00

jun/09

jun/10

SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE TUTORES

FIRMA

10.000,00
797.288,89

jun/09

jun/10

64.777,78
9.800
22.800,00

jun/10
jun/10
jun/10

dez/10
dez/10
dez/10

96.000,00
5.000
20.000,00

jun/10
jun/10
jun/10

dez/10
dez/10
dez/10

20.740,74

jun/10

dez/10

198.000,00

jun/10

dez/10

10.000,00

jun/10

dez/10

10.000,00
457.118,52
3.766.274,08

jun/10

dez/10

0
OFERTA DO 5º ANO DO CURSO - DESPESAS OPERACIONAIS
- despesas com passagens e diárias para deslocamento dos prof. e coord. aos
pólos
- despesas com logística
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo (material bibliográfico, material de expediente, entre
outros)
- despesas com reprografia
- hospedagem, alimentação e transporte
- despesas gerais

UNID
UNID
FIRMA
UND
UND
UNID

13.000

UNID

BOLSAS TUTORES
CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES

FIRMA

3
SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE TUTORES
TOTAL
TOTAL DE INVESTIMENTO DO CURSO

FIRMA
0

104

CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO DE EXECUÇÃO – BOLSISTAS
ETAPA/

CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICO-FINANCEIRO

FASE

ESPECIFICAÇÃO DAS AÇÕES

INDICADOR
FÍSICO

VALOR (R$ 1,00)
UNIT/MÊS

TOTAL/ANO

DURAÇÃO

UNID.

QUANT.

INÍCIO

TÉRMINO

UND
UND
UND
UND

4,00
0,00
6,00
20,00

4.800,00
0,00
7.200,00
18.000,00
30.000,00

57.600,00
0,00
86.400,00
216.000,00
360.000,00

jun-0
jun-0
jun-0
jun-0

junjun-0
jun-0
jun-0

UND

3,00

3.000,00
3.000,00
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36.000,00
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jun-0

UND
UND
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4,00
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4.800,00
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7.200,00
18.000,00
30.000,00

57.600,00
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86.400,00
216.000,00
360.000,00

jun-0
jun-0
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Jun0-

junjun-0
jun-0
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UND

3,00

3.000,00
3.000,00
33.000,00

36.000,00
36.000,00
396.000,00

jun-0

jun-0

OFERTA DO PRIMEIRO ANO DO CURSO

1

professores coordenadores
professores conteudistas
professores regentes
tutores
TOTAL

2

OFERTA DO CURSO (Pólos)
Coordenador de polo
TOTAL
TOTAL GERAL DO PRIMEIRO ANO

OFERTA DO SEGUNDO ANO DO CURSO

1

professores coordenadores
professores conteudistas
professores regentes
tutores
TOTAL

2

OFERTA DO CURSO (Pólos)
Coordenador de polo
TOTAL
TOTAL GERAL DO SEGUNDO ANO

OFERTA DO TERCEIRO ANO DO CURSO

105

1

professores coordenadores
professores conteudistas
professores regentes
tutores

UND
UND
UND
UND

4,00
0,00
6,00
20,00

4.800,00
0,00
7.200,00
18.000,00
30.000,00

57.600,00
0,00
86.400,00
216.000,00
360.000,00

jun-0
jun-0
jun-0
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jun-0
jun-0
jun-0

UND

3,00

3.000,00
3.000,00
33.000,00

36.000,00
36.000,00
396.000,00

jun-0

jun-0

UND
UND
UND
UND

4,00
0,00
6,00
20,00

4.800,00
0,00
7.200,00
18.000,00
30.000,00

57.600,00
0,00
86.400,00
216.000,00
360.000,00

jun-0
jun-0
jun-0
jun-0

jun-0
jun-0
jun-0
jun-0

UND

3,00

3.000,00
3.000,00
33.000,00

36.000,00
36.000,00
396.000,00

jun-0

jun-0

UND
UND
UND
UND

4,00
0,00
6,00
20,00

4.800,00
0,00
7.200,00
18.000,00
30.000,00

28.800,00
0,00
43.200,00
108.000,00
180.000,00

Jun-10

jun-11

UND

3,00

3.000,00

18.000,00

TOTAL

2

OFERTA DO CURSO (Pólos)
Coordenador de polo
TOTAL
TOTAL GERAL DO TERCEIRO ANO

OFERTA DO QUARTO ANO DO CURSO
OFERTA DO CURSO (Instituição)

1

professores coordenadores
professores conteudistas
professores regentes
tutores
TOTAL

2

OFERTA DO CURSO (Pólos)
Coordenador de polo
TOTAL
TOTAL GERAL DO QUARTO ANO

OFERTA DO QUINTO ANO DO CURSO

1

professores coordenadores
professores conteudistas
professores regentes
tutores
TOTAL

2

OFERTA DO CURSO (Pólos)
Coordenador de pólo

106

TOTAL GERAL DO QUINTO ANO

3.000,00
33.000,00

18.000,00
198.000,00

TOTAL DO CURSO

165.000,00

1.782.000,00

TOTAL

107

III – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

108

III - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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