Pedagogia - Modalidade a Distância
curso_33_PEDAGOGIA_UAB.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO
COLEGIADO DO CURSO DE PEDAGOGIA A
DISTÂNCIA
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO
DO CURSO DE PEDAGOGIA
MODALIDADE A DISTÂNCIA
Maceió, 2006
REITORA:
Profa. MSc. ANA DAYSE RESENDE DOREA
VICE-REITOR:
Prof. Dr. EURICO LOBO FILHO
PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO:
Profa. Dra. MARIA DAS GRAÇAS MEDEIROS TAVARES
DIRETOR DO CENTRO DE EDUCAÇÃO:
Profa. Dra. ADRIANA ALMEIDA SALES DE MELO
COORDENAÇÃO DO COLEGIADO DO CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA
Profa. MSc. ABDÍZIA MARIA ALVES BARROS
Profª MSC. ELZA MARIA DA SILVA
2
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROPONENTE
1. Proponente: UNIVERSIDADE FEDEAL DE ALAGOAS
UF: ALAGOAS
Razão Social: UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CNPJ/MF: 24464109/0001-29
Endereço: Av. Lourival de Melo S/N – Campus A.C. Simões – Tabuleiro do Martins
57072-970 – MACEIÓ - AL
Telefone: (82) 3212.1001
E-mail: reitoria@ufal.br
3
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL
IES:
Curso:
Habilitação:
Diploma Conferido:
Área:
Localidade:
Logradouro:
Número:
Complemento:
Bairro:
CEP:
Município:
UF:
Telefone:
Fax:
E-mail:
577 - Universidade Federal de Alagoas
13213 – PEDAGOGIA
DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL, NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL, NAS DISCIPLINAS
PEDAGÓGICAS DO CURSO DE ENSINO MÉDIO NA MODALIDADE NORMAL E GESTÃO NA EDUCAÇÃO
BÁSICA
LICENCIATURA PLENA
PEDAGOGIA
POLOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Endereço para correspondência
BR 104 KM 97 - CAMPUS A.C. SIMÕES
S/N
CIDADE UNIVERSITÁRIA
TABULEIRO DO MARTINS
57072-970
MACEIO
AL
(0xx82) 3214 1210
(0xx82) 3214 1620
coordped@ufal.br
Curso: PEDAGOGIA
Habilitação:
DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL, NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL, NAS DISCIPLINAS
PEDAGÓGICAS DO CURSO DE ENSINO MÉDIO NA MODALIDADE NORMAL E GESTÃO NA EDUCAÇÃO
BÁSICA
Município de funcionamento: Pólos de EAD
4
Diploma Conferido:
Licenciado (Licenciatura Plena)
Ensino a Distância
01/03/1998
Mínimo de 8 e máximo de 14 semestres
3.200 horas/aula
Semestral
Modalidade:
Data de início do funcionamento do curso:
Prazo para integralização do curso:
Carga Horária Mínima do Curso:
Regime Letivo:
Turnos de Oferta:
Vagas Autorizadas:
Modalidade a Distância
400 vagas distribuídas em quatro pólos, com 100 vagas cada (Santana do Ipanema, Olho
D´Água das Flores, Maceió e Porto Calvo)
Dados Legais
Dados de Autorização/Credenciamento:
Documento:
Nº. Documento:
Data de publicação:
Portaria
2.687 – MEC
02/08/2005 retificada em 12/08/2005
Dados de Reconhecimento:
Documento:
Nº. Documento:
Data de Publicação:
Portaria
2.687-MEC
02/08/2005 retificada em 12/08/2005
01/02/2007
Semestral
Início de funcionamento:
Regime Letivo:
5
APRESENTAÇÃO
Trata-se o presente documento do Projeto do
CURSO
DE
MODALIDADE
GRADUAÇÃO
DE
EM
EDUCAÇÃO
A
PEDAGOGIA
NA
DISTÂNCIA
ser
a
desenvolvido conjuntamente pela Universidade Federal de
Alagoas (UFAL), Centro de Educação (CEDU), Núcleo de
problemas
apresentados
pelo
analfabetismo, de exclusão social e de baixa qualificação dos
profissionais das diversas áreas do setor econômico-produtivo.
que
uma
sociedade
alcance
um
distância”. Torna-se um desafio para o poder público, formar o
professor através da educação a distância (EAD), ampliando assim as
oportunidades educacionais em nível superior, e, ao mesmo tempo,
O CEDU/UFAL vem desenvolvendo cursos de Pedagogia na
sistema
educacional brasileiro se refletem nos altos índices de
Para
em exercício, utilizando também, para isso, os recursos da educação a
garantindo que esta formação seja de boa qualidade.
Educação a Distância (NEAD) e os municípios pólos.
Os
deverá “realizar programas de capacitação para todos os professores
patamar
de
desenvolvimento das potencialidades sociais, culturais e
intelectuais é imprescindível o investimento no sistema
modalidade a distância desde 1998 para 300 alunos de 64 municípios
alagoanos e em 2001 implantou um Núcleo Pólo no município de
Penedo abrangendo 238 alunos. Em 2002 implantou o núcleo pólo de
Viçosa com 178 alunos e o núcleo Pólo Xingó com 250 alunos. Em
2004 realizou a abertura de mais dois pólos localizados nos municípios
de Maceió, com 250 alunos e São José da Laje com 300 alunos.
educacional, passando necessariamente pela valorização dos
seus profissionais.
curso destinado a professores em exercício, pertencentes a municípios
Uma possível intervenção capaz de minimizar os
problemas
referentes
É inegável a relevância social que reveste a realização desse
à
qualificação
de
professores,
é
alagoanos, no sentido de que possamos contribuir para a melhoria do
nosso quadro educacional.
apresentado pela própria LDB, no art. 87, parágrafo 30, Inciso
A Universidade Federal de Alagoas foi credenciada pelo MEC
III, quando afirma que o município, em parceria com IES,
para a oferta de cursos na modalidade de EAD, através da Portaria Nº
6
2.631 de 19.09.2002, estando, portanto, legalmente autorizada
momento com 5 pólos, abrangendo 26 municípios e mais de mil alunos.
a diplomar os alunos participantes desses cursos.
O Projeto de Curso aqui proposto tem o mesmo Projeto
A Universidade Federal de Alagoas foi pioneira em
Alagoas em oferecimento de curso de graduação a distância.
Pedagógico e Desenho Curricular do curso de Pedagogia, na
modalidade presencial, em vigor no Centro de Educação/UFAL.
Em 1996, visando à formação dos professores da rede pública
que atuam nas séries iniciais do Ensino Fundamental, criou o
curso de licenciatura em Pedagogia, que foi também o primeiro
curso de graduação a distância a ser reconhecido pelo MEC
em Alagoas.
O Projeto Universidade Aberta do Brasil – UAB – foi criado
pelo Ministério da Educação, em 2005, no âmbito do Fórum das
Estatais pela Educação, para a articulação e integração de um sistema
nacional de educação superior a distância, em caráter experimental,
visando sistematizar as ações, programas, projetos, atividades
Como resultado dessa iniciativa foi constituído o Núcleo
Temático de Educação a Distância (NEAD/CEDU/UFAL),
através da Resolução n°01/98 do Conselho do Centro de
pertencentes as políticas públicas voltadas para a ampliação e
interiorização da oferta do ensino superior gratuito e de qualidade no
Brasil.
Educação, um órgão de caráter científico destinado ao ensino,
à pesquisa e à extensão no âmbito das questões referentes à
Educação a Distância.
Nesses dez anos de existência o NEAD desenvolveu
uma
competência
teórico-metodológica
a
respeito
da
O Sistema Universidade Aberta do Brasil é uma parceria
entre consórcios públicos nos três níveis governamentais (federal,
estadual e municipal), a participação das universidades publicas e
demais organizações interessadas.
modalidade a distância, o que lhe credenciou para assessorar e
A UFAL vem atender a consecução do Projeto UAB, com a
preparar equipes de outras instituições do estado para o
submissão de Projetos de Cursos junto a SEED/MEC no âmbito do
trabalho com a EAD, capacitando professores da rede pública.
Edital N° 1, em 20 de dezembro de 2005, com a Chamada Pública para
Após esses anos de experiência, o NEAD/UFAL está presente
a seleção de pólos municipais de apoio presencial e de cursos
nas grandes micro-regiões do estado, em especial aquelas que
superiores de Instituições Federais de Ensino Superior na Modalidade
apresentaram maior carência de formação, estando no
de Educação a Distância para a UAB.
7
SUMÁRIO
I – DESCRIÇÃO DO PROJETO DO CURSO
____________________________
010
1. REALIDADE EDUCACIONAL ALAGOANA____________________________________
011
2. A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA UFAL _____________________________________
022
3. CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA DA UFAL ____________________________
024
3.1 Objetivos do Curso de Pedagogia
________________________________
034
3.2 Perfil do Licenciado em Pedagogia
________________________________
034
3.3 Componentes Curriculares _________________________________________
037
4. METODOLOGIA DO CURSO DE PEDAGOGIA NA MODALIDADE EAD
5. CORPO DOCENTE
_________
060
___________________________________________________
071
6. BIBLIOGRAFIA BÁSICA DAS DISCIPLINAS
_______________________________ 073
7. ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO
________________________________
8
090
8. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
________________________________
095
9. ESTRUTURA TÉCNICA, PEDAGÓGICA, FINANCEIRA E OPERACIONAL _________
096
10. CRONOGRAMA _______________________________________________________
098
11.
099
RECURSOS FINANCEIROS
II – PLANILHAS FINANCEIRAS
_________________________________________
_________________________________________
III - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
_________________________________
9
103
110
I – DESCRIÇÃO DO PROJETO DO CURSO DE
PEDAGOGIA A DISTÂNCIA DA UFAL
10
1. A REALIDADE EDUCACIONAL ALAGOANA
Em Alagoas, a compreensão da educação escolar como
um direito inalienável, bem como do acesso à escola pública
permanência e terminalidade para crianças e jovens alagoanos, sem
distinção social de qualquer espécie.
como instrumento indispensável à conquista, pelas maiorias, de
Sabe-se, pela história recente da educação em Alagoas que,
espaços mais alargados de participação social, embora
sobretudo nas duas últimas décadas, a política de escolarização aqui
relativamente recente, parece cada vez mais disseminada.
praticada tem posto em marcha uma dinâmica específica em relação ao
Com isso, a mobilização crescente da sociedade por educação
Brasil como um todo. As políticas de atendimento escolar público que,
escolar tem feito com que os poderes públicos busquem dar
ao longo dos anos 70 e 80 do século XX, caminharam para uma
respostas a essas demandas, o que tem implicado o
ampliação cada vez mais expressiva em relação à oferta quase
aperfeiçoamento, ainda que insuficiente, das formas de
exclusiva do antigo ensino primário, foram efetivadas de modo
atendimento tradicionalmente praticadas. Embora esses novos
improvisado e pela via municipal que, com raríssimas exceções, era e
modos, socialmente mais corretos, de desenvolver a educação
ainda permanece carente de todos os meios para manutenção e
das maiorias – referimo-nos, aqui, à oferta de uma escola
adequado desenvolvimento de uma rede escolar qualificada.
socialmente qualificada, capaz de universalizar o acesso com
Essa forma de expansão da oferta escolar em Alagoas, que Lira
sucesso – pareçam ainda uma exceção, em meio ao discurso,
(2001)
comprovado pelas estatísticas, de que estamos em vias de
característica, dentre outros fatores, a precarização da função docente.
garantir a presença de todos na escola, ao menos no nível
Tendo recrutado pessoas para
fundamental, percebe-se já uma demanda social cada vez mais
incisiva e alargada de garantia também de qualidade com
11
denomina
de
“prefeiturização
do
ensino”,
teve
como
exercer o cargo de professores sem qualificação adequada e,
disponíveis para tanto. Tal fenômeno pode ser claramente visualizado
às mais das vezes, sequer com escolarização correspondente
através das tabelas que seguem:
ao nível em que iriam trabalhar e com pagamento, em geral,
REDE
ANO
muito aquém do mínimo exigido por lei, essa prefeiturização da
ESTADUAL
escolarização básica de nossas crianças, no 1º segmento do
antigo 1º grau – ou do 1º grau menor, como se costumava
MUNICIPAL
chamar na época -, representava, no início da década de 90 do
século passado, cerca de dois terços de toda a oferta da escola
pública alagoana.
Assim,
com
1998
2002
2004
1998
2002
2004
1ª à 4ª
99.576
65.666
5ª à 8ª
66.993
105.686
TOTAL
166.569
171.352
361.390
355.190
83.204
148.020
444.594
503.210
TABELA Nº 1 – MATRÍCULA NO ENSINO FUNDAMENTAL DAS REDES PÚBLICAS ESTADUAL
E MUNICIPAIS / 1998-2002
Fonte: SEE/CDI
duas
redes
públicas
diversas
em
praticamente todos os aspectos – a estadual restrita e
A variação da matrícula entre as redes, pela falta de
razoavelmente qualificada, ainda que com seus profissionais já
planejamento conjunto do sistema estadual, através do regime de
proletarizados em termos de condições de trabalho e
colaboração
remuneração, e a municipal expandida e praticamente sem
apresentado, cujos resultados se expressam de várias maneiras. Hoje,
profissionais de fato para dar conta do ensino nela ministrado,
embora a Educação Pública, ao menos no nível fundamental, se
Alagoas chega à segunda metade da década de 90, – período
apresente com algumas novas características, a partir de alterações na
do advento da nova LDBEN e do FUNDEF – com um quadro
forma de financiamento, via FUNDEF, e até de mudanças no plano
bastante crítico. Esse panorama irá ainda mais se agravar a
político-institucional do estado de Alagoas, é possível, ainda, identificar
partir do momento em que a maioria dos prefeitos, de olho no
necessidades de mudanças urgentes e profundas na forma de
valor per capita atribuído pelo FUNDEF ao estudante do ensino
conceber e encaminhar as políticas educacionais, particularmente no
fundamental, define como diretriz central das suas políticas de
tocante à profissionalização docente para atuar da 5ª à 8ª série,
escolarização o recrutamento do maior número possível de
sobretudo nos municípios, e no Ensino Médio, neste caso nas redes
estudantes para suas redes, não importando as condições
pública estadual e privada.
12
definido
pela
LDB,
configurou
o
quadro
acima
Segundo o diagnóstico feito pelo Plano Estadual de
Educação, em Alagoas, ainda existem mais de 403 mil
privando-os, ainda, de ter acesso ao lazer e à cultura, além de outras
vivências próprias da idade.
adolescentes cujos níveis de escolaridade e renda limitam suas
condições
de
desenvolvimento
pessoal,
Ao lado do crescimento da violência, das doenças sexualmente
enquanto
transmissíveis e do abuso de drogas, que afetam particularmente os
comprometem o futuro do Estado. Esse é o número de
adolescentes, atingindo, inclusive, a muitas crianças, a gravidez
alagoanos e alagoanas, com idade entre 12 e 17 anos, que
precoce reforça o ciclo de reprodução da exclusão, caracterizada por
pertencem a famílias com renda per capita menor do que meio
baixa renda, escolaridade insuficiente, inserção precoce e precária no
salário mínimo e têm pelo menos 3 anos de defasagem em
mercado de trabalho.
relação ao nível de escolaridade correspondente a sua faixa
Garantir uma educação básica para os jovens excluídos é, hoje,
etária. A condição de exclusão desses adolescentes se
inquestionavelmente, um dos meios de reverter esse quadro social,
expressa de diferentes formas, já que o Censo 2000 – IBGE
considerando que um dos atributos mais valorizados neste mundo em
nos apresenta, por exemplo, um montante de 72.561
que vivemos é a posse de uma escolarização suficiente para dar conta
adolescentes entre 12 e 17 anos que são analfabetos, assim
da cultura letrada e das respectivas tecnologias que permeiam todas as
como 55 mil adolescentes na faixa etária de 10 a 17 anos sem
instâncias da vida social. Sabemos que, por si só, a Educação não
freqüência a qualquer tipo de escola.
pode resolver os crônicos problemas sociais alagoanos que decorrem,
Enquanto isso, contrariando a legislação, existem, em
antes de mais nada, da forma como vem se dando a posse da terra,
Alagoas, milhares de crianças e adolescentes entre 10 e 14
com a predominância da monocultura e a pouca eficiência da produção
anos que trabalham, premidos pela baixa renda de suas
agrícola e industrial. Mas, temos certeza de que a educação escolar
famílias. Se o trabalho infantil é expressivo, o que dizer dos
pode congregar esforços com os demais setores sociais que buscam
adolescentes entre 15 e 17 anos que também já se encontram
dar conta das variáveis sócio-econômicas e políticas acima referidas,
aos milhares inseridos no mundo do trabalho? A maioria deles
no intuito de contribuir significativamente para melhorar o padrão de
realiza trabalhos precários e mal remunerados, cumprindo
vida dos cidadãos e das cidadãs alagoanos.
jornadas de trabalho excessivas que comprometem as
possibilidades de realizar, com sucesso, sua educação básica,
13
Nesse sentido, problemas crônicos como o da distorção
idade-série precisam ser enfrentados, diante, por exemplo, do
quadro de 2002, que a seguir apresentamos:
TABELA Nº 2 - TAXA DE DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE DO ENSINO
FUNDAMENTAL DE ALAGOAS – 2002
ABRANGÊNCIA
Série
1ªSérie
2ªSérie
3ªSérie
TODO O ESTADO
4ªSérie
1ª à 4ª.Série
5ªSérie
6ªSérie
7ªSérie
8ªSérie
5ª à 8ª.Série
Média Global
Fonte: CDI/SEE/AL
Taxa de Distorção IdadeSérie - %
33,0
49,6
58,0
61,2
48,4
73,2
73,3
72,0
70,8
72,6
57,7
Língua Portuguesa e Matemática, como se pode observar na tabela a
seguir:
TABELA Nº 3 – PERCENTUAL DE ALUNOS POR ESTÁGIO DE PROFICIÊNCIA – 4ª
SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR – ALAGOAS/2001
COMPONENTE
MUITO CRÍTICO
CURRICULAR
LINGUA
31,7%
PORTUGUESA
MATEMÁTICA
17,9%
FONTE: SAEB/INEP/MEC
CRÍTICO
43,2%
52,1%
Na leitura dos dados acima importa considerar que, em
Língua Portuguesa, considera-se num nível muito crítico os/as
estudantes que não desenvolveram habilidades de leitura e não foram
alfabetizados/as adequadamente, enquanto que os/as situados/as no
nível crítico não são leitores/as competentes e lêem, de forma
truncada, apenas frases simples; já em Matemática, situam-se no nível
muito crítico aqueles/as que não conseguem transpor, para uma
Esses dados denunciam algo que é gravíssimo do
linguagem matemática específica, comandos operacionais elementares
ponto de vista da democratização do ensino, já que a
compatíveis com a 4ª série, não identificam uma operação de soma ou
incidência da chamada distorção idade-série ocorre justamente
subtração envolvida no problema ou não sabem o significado
nas camadas economicamente menos aquinhoadas.
geométrico de figuras simples, enquanto que os/as situados/as no nível
Por outro lado, dados do SAEB, de 2001, sobre as
quatro primeiras séries do Ensino Fundamental explicitam, para
crítico desenvolvem algumas habilidades elementares de interpretação
de problemas aquém das exigidas para a 4ª série.
Alagoas, resultados preocupantes de rendimento escolar em
Outro desafio para os responsáveis pela definição e
implementação de políticas de escolarização para Alagoas é o de
14
corrigir a distorção idade/série também no Ensino Médio que,
mesma forma, não se adequando, portanto, a seu modo de aprender,
em 2002, atingiu alarmantes índices, como se vê na tabela
o/a estudante multirreprovado/a, acaba por abandonar a escola. Daí a
abaixo.
necessidade de se recuperar, através de aprendizagem bem sucedida,
o
TABELA Nº 4 - TAXA DE DISTORÇÃO IDADE-SÉRIE DO ENSINO MÉDIO
auto-conceito
positivo
e
a
confiança
na
capacidade
do/a
multirrepetente de aprender.
DA REDE ESTADUAL – 2002
Na segunda metade da década de 90, o Estado de Alagoas
ESPECIFICAÇÃO
SÉRIE
1ª SÉRIE
2ª SÉRIE
3ª SÉRIE
REDE ESTADUAL
TOTAL
TAXA DE
DISTORÇÃO %
82,6
82,1
82,8
82,5
Fonte: CDI./SEE/AL
passou a definir a alfabetização com maior rigor, considerando que o
processo de alfabetização somente se consolida, de fato, entre as
pessoas que completaram a 4ª série do Ensino Fundamental.
Constatou-se que elevadas taxas de regressão ao analfabetismo
ocorriam entre os/as não concluintes deste nível de ensino. No entanto,
por parte dos entes federados não se consubstanciaram políticas de
Esse fenômeno da distorção que, na maioria das vezes,
resulta da reprovação repetida, não é apenas danoso
financeiramente para o sistema de ensino, na medida em que
impede a regularização do fluxo. Em acréscimo, ele prejudica
psicologicamente o/a estudante que, ao repetir uma ou mais
vezes a série que está cursando, vê-se com baixa estima,
sentindo-se
diferente
e
inferiorizado
ou,
no
mínimo,
desmotivado, pela convivência com turmas ou saberes próprios
dos/as de menor idade. Esses sentimentos se agravam ainda
caráter orgânico e permanente capazes de tornar efetivo esse desejo
de políticas continuadas no campo da alfabetização. Para se reverter
esse quadro, em Alagoas, impõe-se o desenvolvimento de ações
concretas, para erradicar e/ou diminuir o analfabetismo, pois sabe-se
que, em sua esteira, ampliam-se os flagelos sociais do desemprego,
aumento de taxa de prostituição, gravidez precoce, mortalidade infantil
e marginalização social. Em parte devido à descontinuidade de políticas
de alfabetização, mais de 50% dos municípios alagoanos possuem taxa
de analfabetismo superior a 40%.
mais quando, em casa, ele/ela não consegue ajuda nem
compreensão. Sem esperança de conseguir se apropriar dos
conteúdos escolares que, ano após ano, são apresentados da
Com a procura, pelos municípios, ao/à estudante rubricado/a
pelo FUNDEF, juntamente com a improvisação do atendimento de 5ª a
8ª série do Ensino Fundamental, deu-se, por exemplo, o abandono
15
criminoso da Educação Infantil a qual, quando atendida de
escolarização, sobretudo das crianças oriundas de grupos sociais cujos
forma restritíssima, tinha – e, no geral, ainda tem – suas
perfis culturais encontram-se distantes ou são muito diversos da cultura
funções desempenhadas como assistência social em vez de
característica do mundo escolar., como se pode constatar pelos dados
ato pedagógico comprovadamente produtivo para a futura
a seguir, apurados pelo UNICEF:
TABELA Nº 5 - TAXA DE ATENDIMENTO DE CRIANÇAS EM CRECHE E PRÉ-ESCOLA EM ALAGOAS E EM MACEIÓ, EM 2001, FRENTE AO UNIVERSO
POPULACIONAL, O UNIVERSO A SER ATENDIDO E O NÍVEL DE ESCOLARIZAÇÃO DOS PAIS
LOCAL
% DE CRIANÇAS CUJOS
PAIS TÊM MENOS DE 4
ANOS DE ESTUDO
PAI
MÃE
255.906
4-6
ANOS
186.634
% DE
CRIANÇAS EM
CRECHES
64,65
45,98
2,95
28,00
58.947
42.177
37,92
21,88
2,89
24,92
POPULAÇÃO
TOTAL
ALAGOAS
2.633.251
0-6
ANOS
442.540
MACEIÓ
723.142
101.124
0-1
ANO
65.850
0-3 ANOS
14.860
% DE CRIANÇAS EM
PRÉ-ESCOLA
FONTE; UNICEF, 2002
A inclusão do município de Maceió nos dados sobre
alagoana, temos um IDI – Índice de Desenvolvimento Infantil - de 0,426
atendimento em creche e pré-escola foi com o intuito de realçar
para o estado, contra 0,589 para Maceió, sendo este o mais baixo de
a magnitude do problema até na cidade mais bem estruturada
todas as capitais do Nordeste do Brasil.
e de maiores recursos do estado pois, de outra forma, poder-
O fato é que, em meio aos múltiplos problemas de natureza
se-ia ter uma percepção imprecisa por conta do uso da média
qualitativa com os quais se debate a educação escolar em Alagoas,
estadual. Aqui fica claro que essa questão é até mais grave na
apresenta-se, desde 2003, com a entrada em vigor do Plano Nacional
capital vez que o percentual de atendimento encontra-se
de Educação, um desafio de desenvolvimento do ensino que tem a
abaixo da média geral.
projeção configurada pelos dados a seguir consubstanciados:
Somando-se esses dados de
escolaridade aos de atendimento de saúde da população
16
TABELA Nº 6 - ESTIMATIVA DAS MATRÍCULAS DE ALAGOAS NO SETOR PÚBLICO, DE ACORDO COM AS METAS DO PNE – 2003/2011
NÍVEL E MODALIDADE DE
ENSINO
2003
2004
CRECHE (até 3 anos)
7.327
14.420
PRÉ-ESCOLA (de 4 a 6 anos)
42.621
58.378
ENSINO FUNDAMENTAL
678.875
682.112
ENSINO MÉDIO
97.508
114.144
EDUCAÇÃO SUPERIOR
17.628
20.086
ED.ESPECIAL276
484
FUNDAMENTAL
EJA – FUNDAMENTAL
146.373
152.193
EJA – MÉDIO
2.906
3.260
FONTE: SIMULAÇÕES REALIZADAS PELO MEC/INEP
2005
28.378
78.700
680.897
136.705
22.886
553
MATRÍCULA NO SETOR PÚBLICO
2006
2007
2008
2009
55.846
60.749
66.083
71.886
104.908
112.047
119.622
127.660
671.229
648.657
619.773
585.799
170.034
206.263
236.750
257.609
26.077
29.713
33.856
38.576
629
994
1.115
1.247
2010
78.198
136.190
547.287
269.952
43.576
1.393
2011
85.064
145.242
506.974
276.334
50.083
8.717
158.307
3.641
164.735
4.052
271.997
8.276
309.153
9.752
Evidentemente que o quadro educacional até aqui
sucintamente
esboçado traz para o primeiro plano, entre
outras, a necessidade de pensar quantitativa e qualitativamente
toda a história da educação em Alagoas, o crescimento da
oferta de Funções Docentes jamais acompanhou de perto a
trajetória de expansão da matrícula e do número de turmas da
Educação Básica Pública, tanto em quantidade, quanto em
nível de qualificação para a função (cf. VERÇOSA, 2001), os
dados coletados pelo MEC/INEP referentes aos tempos atuais
evidenciam que, em Alagoas, o grau de formação dos
239.545
6.992
CRECHE
12,06%
78,08%
8,5%
515
PRÉ-ESCOLA
ENSINO
FUNDAMENTAL
(1ª à 4ª)
ENSINO
FUNDAMENTAL
(5ª à 8ª)
ENSINO MÉDIO E
PROFISSIONAL
EDUCAÇÃO
ESPECIAL
EJA
5,2%
84,8%
9,9%
3.690
4,0%
85,4%
10,6%
21.626
0,43%
40,5%
59%
12.837
0,02%
18,5%
81,4%
4.964
0,5%
49,0%
50,1%
385
3,3%
74,4%
22,3%
4.045
FONTE: INEP/MEC
Docentes ainda deixa muito a desejar, como se pode ver a
seguir:
211.190
5.873
TABELA Nº 7 –PERCENTUAL DE DOCENTES, POR GRAU DE FORMAÇÃO,
SEGUNDO OS NÍVEIS DE ENSINO – ALAGOAS/2003.
ÁREA DE
NIVEL DE FORMAÇÃO
ATUAÇÃO
ENSINO
ENSINO
ENSINO
TOTAL DE
FUNDAMENTAL MÉDIO SUPERIOR DOCENTES
a problemática da oferta de profissionais da educação para o
desafio que se apresenta. Considerando-se que, ao longo de
186.407
4.900
Como é possível observar nos dados acima, os professores
leigos, que até há alguns anos se concentravam na educação Infantil e
nos anos iniciais da Educação Fundamental, com a disputa pelos
17
recursos do FUNDEF foram estendidos ainda mais para os
Elaboração do Projeto Político-Pedagógico das Escolas, a Criação dos
anos finais deste nível de ensino, à medida que os municípios
Conselhos Escolares, dentre outras ações, e de se observar a
foram assumindo desordenadamente os alunos de 5ª a 8ª
consolidação de uma oferta educacional expandida em termos de
séries, sem pessoal com formação adequada e, para o Ensino
cobertura, infelizmente é ainda possível perceber uma grande
Médio,
com o crescimento vertiginoso das matrículas neste
debilidade da educação alagoana em termos de qualidade, em boa
nível de ensino na rede estadual que, carente de financiamento
parte devida à carência de investimentos na profissionalização dos
específico,
já
seus docentes – profissionalização aqui entendida como condições
financeiramente debilitado graças ao baixíssimo valor-aluno
adequadas de trabalho e formação compatível com o nível de atuação
praticado no estado. Se nos anos finais do Ensino Fundamental
do profissional.
“tomou
carona”
no
ensino
fundamental
e no Ensino Médio o número de professores leigos não parece
Nesse particular – profissionalização dos agentes da educação
tão alarmante, isso se deve ao fato de que nesses níveis de
escolar - Alagoas ainda tem pela frente uma grande dívida, cujo
ensino existe grande carência ou docentes em caráter precário,
pagamento é urgente e indispensável, se quisermos resolver os
o que provoca sub-notificação dos números efetivamente
múltiplos empecilhos para a garantia do direito a uma educação escolar
existentes. De qualquer forma, a incidência tão expressiva de
universal e de qualidade para os alagoanos e as alagoanas.
docentes com nível médio ou inferior representa um quadro de
Em nosso estado, particularmente, o esforço recente por
qualificação profissional muito aquém do que estão a exigir os
atualização da matriz produtiva secularmente dominante e por
saberes e competências a serem trabalhados.
escolarização suficiente para dar conta das novas exigências
Apesar
das
ações
de
tecnológicas, rumo a um desenvolvimento acelerado e sustentável, tem
1999/2002, como a reinstituição do Conselho Estadual de
se aliado, como vimos, ao crescimento significativo da oferta de Ensino
Educação em moldes democráticos, a realização do Concurso
Médio, que passou a atender, de forma particular, a adolescentes e
Público, a implantação do Plano de Cargo e Carreira do
jovens oriundos das camadas mais pobres da população. Frente a
Magistério Público Estadual, a Reforma Administrativa da
esses dados de incremento da educação pré-universitária, porém, os
Secretaria de Estado, a Capacitação de Profissionais da
limites de acesso à educação superior tornam-se patentes quando se
Educação,
considera que, do contingente de 387.721 adolescentes e jovens
sobretudo
implantadas
pelos
Municípios,
no
o
exercício
incentivo
à
18
integrantes da população de 18 a 24 anos, em 2001, apenas
Se a tudo isso agregarmos o fato, já por nós anteriormente
25.170 se encontravam matriculados neste nível de ensino, em
referido, ainda que de passagem, de que a renda média da maioria das
Alagoas. Isso representa apenas 5,6% do contingente em
famílias alagoanas é bastante baixa, fica evidente também a extrema
idade de acesso regular ao nível superior, contra uma taxa
importância de um curso superior gratuito como o nosso, já que, além
nacional média de 12%, já considerada baixa pelo PNE 2001.
de nós, somente outra instituição gratuita oferece o curso de Pedagogia
Se entendemos que a formação desejável de um profissional
em Alagoas.
da educação adequadamente qualificado para o mundo atual,
O nível educacional da população, por si só, certamente não é
mesmo para a Educação Infantil e para os anos Iniciais do
suficiente para resolver os problemas socioeconômicos de uma região,
Ensino Fundamental, é aquela feita em nível superior e se, a
mas constitui fator essencial a ser considerado na solução destes. A
isso, agregarmos a posição sempre por nós defendida de que o
qualificação dos professores, apesar de não poder ser considerada
locus privilegiado de formação desses profissionais é o curso
como único fator responsável pelos problemas
de Pedagogia – o que acaba de ser confirmado pelo CNE com
sistemas educacionais do nosso país, certamente tem um papel
as novas DIRETRIZES desse curso -, parece evidente, numa
preponderante nesse contexto.
que perpassam os
leitura que confronte as tabelas 5, 6 e 7, o quanto ainda há por
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu
se fazer em Alagoas, no tocante à formação dos profissionais
art.87, § 4o, das Disposições transitórias, estabelece que: “até o fim da
da educação de um modo geral e do profissional formado pelo
Década da Educação somente serão admitidos professores habilitados
curso
estamos
em nível superior ou formados por treinamento em serviço” e, no
considerando, evidentemente, também a formação para a
mesmo art. §3o, Inciso III, diz que o Município deverá “realizar
Gestão/Coordenação do Trabalho Escolar, que é uma função
programas de capacitação para todos os professores em exercício,
indispensável à escola contemporânea, que precisa se
utilizando também, para isso, os recursos da educação à distância”.
de
Pedagogia,
em
particular.
Aqui
instrumentalizar para desfrutar da autonomia que lhe confere a
lei, mas cuja carência nas escolas alagoanas, sobretudo
Ainda com relação a LDB o art. 80, das Disposições Gerais,
afirma que: “O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a
municipais, ainda é bastante acentuada.
19
veiculação de programas de ensino a distância, em todos os
uma evidente ineficiência do sistema educacional do Estado de
níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada”.
Alagoas.
A oferta de um curso de licenciatura plena em
Em se tratando de um curso destinado especificamente a
Pedagogia a Distância, oportunizará ao educador a melhoria da
atender a uma clientela formada por professores em exercício, fez-se
qualidade do seu desempenho profissional, além de motivação
opção por se utilizar a modalidade de EAD.
no status que irá adquirir através da titulação, e conseqüente
possibilidade de melhoria salarial.
São evidentes as causas da opção pela EAD para o curso:
existência de clientela formada de pessoas adultas, com dificuldades
Ao se planejar este curso, levou-se em conta a
de ordem pessoal para freqüentar cursos presenciais convencionais;
necessidade de capacitar o professor do Ensino Fundamental –
clientela formada de professores em pleno exercício da profissão, o que
séries iniciais, como, também, o de fomentar nas escolas
pressupõe relativa maturidade e motivação para a auto-aprendizagem;
municipais a atuação do Coordenador Pedagógico, como
forma alternativa de atendimento a um número maior de pessoas, sem,
ações integradas, compondo um profissional capaz de
entretanto, abrir mão da qualidade do curso; interesse da UFAL em se
gerenciar toda a estrutura funcional da escola e obter o
consolidar como instituição ofertante de EAD.
entendimento da amplitude do funcionamento do sistema
educacional brasileiro.
A
EAD
contemporâneas
para
emerge
no
contexto
das
sociedades
atender
às
novas
mudanças
sociais
e
A existência de um numero de cursos de graduação
educacionais, decorrentes da nova ordem econômica mundial, como
em formação de professores que tem se mostrado incapaz de
afirma Belloni (1999). Muitas dessas mudanças são provocadas pelos
atender a demanda dos diversos municípios, além dos vários
avanços das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). O
questionamentos existentes quanto à eficiência, eficácia e
desafio da EAD, no contexto atual, é oferecer à população um sistema
efetividade dos raros cursos de Magistério em nível médio nos
de ensino aberto e eficaz que facilite a seleção e apropriação da
municípios alagoanos, contribuem para a existência de um
informação e do conhecimento, reduzindo as barreiras da distância e
pequeno quantitativo de profissionais qualificados resultando
do tempo real, sem perder de vista os fins educacionais a que se
propõe. Como qualquer sistema educativo, esta deve estar pautado em
20
uma filosofia que ordene e a encaminhe para uma concepção
significação. Essas questões sugerem que não se pode trabalhar a
educacional atrelada a determinados valores sociais e
formação do professor sem analisar com profundidade o currículo que
individuais.
se pretende desenvolver na escola, a investigação das práticas do
Até então, a ação pedagógica esteve organizada
nos
limites
de
estímulo/resposta.
transformar
os
uma
É
aprendizagem
preciso
sistemas
behaviorista
contribuir
educativos,
para
de
criar
modo
–
senso comum, ampliando-se a cultura ética-política em formação de um
mundo cada vez mais tecnologizado.
e/ou
que
Portanto, é importante ressaltar que a formação de
a
professores para a educação básica, específica para a educação
aprendizagem ocorra de forma multidimensional, para que os
infantil e as séries iniciais do ensino fundamental, deve avançar no
alunos possam olhar a realidade como um todo indiviso e em
sentido que se garanta que seja realizada em nível superior (Art. 62
constante movimento. A discussão sobre a transitoriedade das
LDB) no âmbito de Universidades e nos cursos de Pedagogia.
teorias, factíveis de serem recriadas, abre espaço para que o
professor também se conceba como um investigador do seu
fazer capaz de criar e recriar múltiplas possibilidades de ação,
tanto do ponto de vista metodológico, quanto teórico.
O desafio que se põe para a formação do professor a
distância é garantir o processo dialógico entre professores e alunos,
alunos e alunos, através do material didático e dos meios interativos
disponíveis, exercitando a reflexão, a investigação e a crítica. Isto só é
O processo de formação do professor ultrapassa os
possível através da formação de um aluno autônomo, com capacidade
limites da simples instrumentalização, uma vez que, para
de aprender a aprender e de um professor coletivo que torna, segundo
formar
de
Belloni, (1999) parceiro dos estudantes no processo de construção do
determinados modelos educacionais é preciso que o mesmo
conhecimento, isto é, em atividades de pesquisa da inovação
seja formado dentro do espírito investigativo, tornando-se
pedagógica.
profissionais
comprometidos
com
a
ruptura
capaz de identificar como novas ordens podem ser criadas na
estrutura de um currículo, à medida que as informações
trazidas
por
cada
sujeito
funcionam
como
elementos
analógicos e que constituem como verdadeiro lugar de
Deste modo, espera-se que esse projeto venha a contribuir com
o
desenvolvimento
cultural
dos
municípios
participantes,
proporcionando a qualificação dos profissionais da educação, em vista
da elevação da qualidade educacional dos seus cidadãos.
21
2. A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA UFAL
A EAD é uma possibilidade concreta na promoção da
satisfazer as amplas e diversificadas necessidades de formação e
democratização do saber, com seus benefícios que podem ser
qualificação profissional, que se apresenta como mais uma
avaliadores com base em critérios primordialmente técnicos, sociais
alternativa para a atuação das instituições de ensino superior nos
e econômicos. Os enfoques de aprendizagem aberta e métodos de
seus contextos de inserção.
aprendizagem à distância, exercem impacto sobre o campo
A UFAL está credenciada para oferta de educação superior a
educacional, sendo particularmente apropriados ou eficientes e
distância e autorizada para atuar e desenvolver cursos superiores
suscitando concepções de geração, transmissão e aquisição de
na modalidade de educação a distância (EAD), com a realização do
conhecimento.
curso de Pedagogia a Distância, atendendo atualmente 1.151
A EAD constitui um dos campos da educação e treinamento
alunos em cinco pólos regionais, oferecidos pelo NEAD.
que mais rapidamente está crescendo no mundo todo, sendo
Com
a
ampliação
da
oferta
da
primeira
turma,
o
considerada como um instrumento importante para alcançar jovens
credenciamento do curso e, com os recursos e iniciativas da
e adultos, cujas necessidades de aprendizagem, por razões
FINEP, da UFAL/FUNDEPES e das prefeituras municipais dos
geográficas, de tempo ou outras, não foram satisfatoriamente
municípios envolvidos, a UFAL passou a oferecer uma formação de
atendidas pelo sistema educacional.
graduação de qualidade, em serviço, aos professores das redes
O impacto potencial da EAD sobre todos os sistemas de
públicas municipais, atingindo quase a totalidade do estado de
ensino tem sido bastante acentuado através de inovações nas
Alagoas.
áreas da tecnologia e da comunicação que progressivamente
Pelas experiências já realizadas, o curso de Pedagogia a
libertam os aprendizados das amarras do tempo e espaço. A EAD é
Distância da UFAL Vem produzindo material impresso de
um recurso que as universidades deverão considerar para
qualidade,
22
criou
mecanismos
de
tutoria
e
proposta
de
acompanhamento de estágio supervisionado, viabilizando desta
3)Programa de Formação Docente para Enfermeiros - PROFAE-
forma no desenvolvimento do curso interferindo na realidade local
CNPq-FIOCRUZ, atendendo 150 alunos cursistas, através de
visando a melhoria da qualidade das redes municipais de ensino,
tutoria local.
tendo muitas contribuições a dar para novas propostas e cursos em
4) Programa: Formação de Professores para Utilização das
EAD existentes no Brasil.
Tecnologias
O NEAD/UFAL possui as seguintes ações desenvolvidas e
da
Informação
e
Comunicação
na
Educação
Presencial e a Distância no Ensino Superior e na Educação Básica,
em desenvolvimento:
aprovado pelo Programa de Apoio a Extensão Universitária voltado
1) Oferecimento do Curso de Graduação em Pedagogia a distância
para Políticas Públicas - PROEXT 2004 – SESu/MEC. O programa
para atender as necessidades e expectativas da população de um
envolve três projetos, atendendo ao tema formação permanente de
ensino público, gratuito e de qualidade. Envolve uma formação
pessoal para o sistema educacional:
pedagógica dos professores das redes municipais.
a) Curso de Extensão a Distância TV na Escola e os Desafios de
2) Curso de Extensão TV na Escola e os Desafios de Hoje em
Hoje para professores da rede pública de Alagoas;
parceria com a UNIREDE, SEED/MEC e Secretarias Estaduais de
b) Curso Construção de Material Didático para EAD na Internet: uso
Educação que visa capacitar professores da rede pública para o
do TELEDUC para professores da UFAL que trabalham ou tem
uso das novas tecnologias na educação. O curso foi oferecido pela
interesse em trabalhar com EAD;
UFAL junto com a Secretaria Estadual de Educação a partir da
c) Alfabetização Digital para uso das TIC por professores da rede
segunda edição, em 2002, com 480 concluintes; terceira edição em
pública municipal dos municípios vinculados aos pólos regionais de
2003 com 524 concluintes; quarta edição em 2003 com 1000 vagas
EAD da UFAL.
oferecidas, atendendo 10 pólos; em 2005, está sendo oferecida a
quinta turma, com recursos do PROEXT 2004, atendendo a 500
alunos.
23
3. CURSO DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA DA UFAL
Esse projeto foi discutido e construído coletivamente ao
longo dos dois últimos anos, levando-se em conta a realidade
educação de qualidade socialmente referenciada para as maiorias e
comprometida com o desenvolvimento social do país.
educacional configurada no Marco Situacional apresentado.
Se, até o presente, a proposta de um curso dessa natureza
Nesse sentido, em sintonia com o que sempre defenderam as
fazia-se efetivo como resultado das pressões e empenho de
organizações dos profissionais da educação, em atenção aos
educadores e organizações no dia-a-dia de seu fazer pedagógico nas
anseios
que
instituições, ter a Pedagogia como o locus da formação dos/as
pretendemos formar, precisa atender prioritariamente às
docentes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino
necessidades da educação básica que se efetiva nos espaços
fundamental, além da formação de gestores, reconhecida hoje
escolares, sem com isso desconsiderar os campos e espaços
legalmente pelo CNE.
da
sociedade
alagoana,
o/a
pedagogo/a
educativos que a realidade atual abre para o profissional
formado em Pedagogia.
No Brasil, o curso de Pedagogia, regulamentado pela primeira
vez, nos termos do Decreto-Lei nº. 1.190/1939, foi desenhado para ser
Com essa opção preferencial pela educação escolar, o
instrumento de formação dos “técnicos em educação” que a incipiente
Curso de Pedagogia proposto busca responder às lutas
modernização da máquina do Estado Nacional pós-revolução de 1930
historicamente travadas pelas entidades nacionais como
estava
ANFOPE e FORUMDIR, que sempre defenderam a docência
profissionais da educação que, uma vez formados/as, assumiriam
como
estudos
funções de administração, planejamento de currículos, orientação a
insistentemente
professores, inspeção de escolas, avaliação do desempenho de
base
da
desenvolvidos
consideram,
a
formação,
com
respaldo
em
por
acadêmicos/as
que
par
da
epistemológica
dimensão
a
demandar.
Pedagogos
e pedagogas seriam,
então,
do/a
estudantes e docentes, de pesquisa e desenvolvimento tecnológico da
profissional a ser formado/a, o sentido eminentemente político
educação nos aparelhos do Estado, nos âmbitos Federal, Estaduais e,
da ação do/a pedagogo/a no desenvolvimento de uma
24
em muitos lugares, também nos municípios, mediante uma
também uma licenciatura, com registro para o exercício do magistério
formação e um diploma de bacharel.
nos cursos normais, posteriormente denominados magistério de 2º
Segundo
o
Parecer
CNE/CP
5/2005,
que
hoje
estabelece as atuais diretrizes do curso de Pedagogia,
grau. Daí iria se desdobrar o argumento de que, como “quem pode o
mais pode o menos, quem prepara o professor primário tem condições
de ser também professor primário”, abria-se o magistério nos anos
a padronização do curso de Pedagogia, em 1939, é
decorrente da concepção normativa da época, que alinhava
todas as licenciaturas ao denominado “esquema 3+1”, pelo
qual era feita a formação de bacharéis nas diversas áreas
das Ciências Humanas, Sociais, Naturais, Letras, Artes,
Matemática, Física, Química. Seguindo este esquema, o
curso de Pedagogia oferecia o título de bacharel, a quem
cursasse três anos de estudos em conteúdos específicos da
área, quais sejam, fundamentos e teorias educacionais; e o
título de licenciado que permitia atuar como professor, aos
que, tendo concluído o bacharelado, cursassem mais um ano
de estudos, dedicados à Didática e à Prática de Ensino. O
então curso de Pedagogia dissociava o campo da ciência
Pedagogia, do conteúdo da Didática, abordando-os em
cursos distintos e tratando-os separadamente.
Segundo
se
pode
observar,
a
dicotomia
entre
iniciais de escolarização também para os formados em Pedagogia.
Para tanto bastava, apenas, o acréscimo de três disciplinas ao currículo
mínimo determinado para a formação dos pedagogos1. E essa será a
situação que oficialmente irá vigorar até a recente aprovação das
Diretrizes do curso de Pedagogia, inclusive com o reforço do CNE via
Parecer recente sobre Apostilamento de Diplomas de Pedagogia.
Somente graças à luta dos movimentos organizados dos educadores, e
assim mesmo por conta da prerrogativa da autonomia didático-científica
das universidades, é que essa concepção seria rompida, no seio de
muitas IES públicas nos anos recentes.
bacharelado e licenciatura levava à seguinte situação: no
bacharelado se formava o pedagogo que poderia atuar como
Esse fato é reconhecido pelo CNE, no já referido Parecer
CNE/CP 5/2005, quando afirma que
técnico em educação e, na licenciatura, formava-se o professor
que iria lecionar as matérias pedagógicas do Curso Normal de
com uma história construída no cotidiano das instituições de ensino
superior, não é demais enfatizar que o curso de graduação em
Pedagogia, nos anos de 1990, foi se constituindo como o principal
locus da formação docente dos educadores para atuar na Educação
Básica: na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino
Fundamental. A formação dos profissionais da educação, no curso de
nível secundário, quer no primeiro ciclo, o ginasial - normal
rural, ou no segundo. Esses serão, em linhas gerais, os
ditames que irão vigorar para a formação do pedagogo até
1969, quando o Parecer CFE n° 252 e a Resolução CFE nº. 2
estabelecem a possibilidade de o curso de Pedagogia ser
1
0
0
Essas disciplinas eram Didática do 1 Grau, Estrutura do 1 Grau e Prática de
0
Ensino do 1 Grau.
25
Pedagogia, passou a constituir, reconhecidamente, um dos
requisitos para o desenvolvimento da Educação Básica no
País.
E como se não bastasse esse reconhecimento do que
se impôs na prática, em boa parte por conta do debate sobre o
estatuto epistemológico que deve presidir o perfil profissional
do/a Pedagogo/a, o CNE, por seu Conselho Pleno, nas
Diretrizes Curriculares do Curso de Pedagogia agora em vigor
assevera que
grande parte dos cursos de Pedagogia, hoje, tem como
objetivo central a formação de profissionais capazes de
exercer a docência na Educação Infantil, nos anos
iniciais do Ensino Fundamental (grifo nosso), nas
disciplinas pedagógicas para a formação de professores,
assim como para a participação no planejamento, gestão e
avaliação de estabelecimentos de ensino, de sistemas
educativos
escolares,
bem
como
organização
e
desenvolvimento de programas não-escolares [e que] os
movimentos sociais também têm insistido em
demonstrar a existência de uma demanda ainda pouco
atendida, no sentido de que os estudantes de Pedagogia
sejam também formados para garantir a educação, com
vistas à inclusão plena, dos segmentos historicamente
excluídos dos direitos sociais, culturais, econômicos,
políticos (também grifo nosso).
sociocultural e regional do país, a organização federativa do Estado
brasileiro, a pluralidade de idéias e de concepções pedagógicas, bem
como a competência dos estabelecimentos de ensino e dos docentes
para a gestão democrática.
O egresso do Curso de Pedagogia precisa trabalhar com um
repertório de informações e habilidades composto por pluralidade de
conhecimentos
teóricos
e
práticos,
cuja
consolidação
será
proporcionada pelo exercício da profissão, fundamentando-se na
interdisciplinaridade, contextualização, democratização, pertinência e
relevância social, ética e sensibilidade afetiva e estética. Este repertório
deve se constituir por meio de múltiplos olhares, próprios das ciências,
das culturas, das artes, da vida cotidiana, que proporcionam leitura das
relações sociais e étnico-raciais, também dos processos educativos por
estas desencadeados.
Para a formação do licenciado em Pedagogia define-se como
central, o conhecimento da escola como uma organização complexa
que tem a função social e formativa de promover, com eqüidade,
educação para e na cidadania. É necessário que saiba, entre outros
aspectos, que entre as comunidades do campo, os povos indígenas, os
Caracterizado,
portanto,
pelas
normas
recém-
quilombolas e as populações urbanas social e economicamente
instauradas como um curso de licenciatura, a Pedagogia, tal
excluídas,
como proposto pelo CNE, precisa levar em consideração, antes
desenvolvimento e valorização das culturas sociais e étnicas e da
de mais nada, na definição de seu projeto pedagógico, além
sustentabilidade
dos
princípios
constitucionais
e
legais,
a
diversidade
26
a
escola
se
ecológica,
constitui
em
econômica
forte
e
mecanismo
territorial
de
daquelas
comunidades, bem como de articulação entre as organizações
tradicionais e o restante da sociedade brasileira.
prática docente ou atue como tal, saiba trabalhar no coletivo,
Também é central, para essa formação, segundo o
Parecer
05/2005,
a
proposição,
realização,
um profissional que na escola conheça os caminhos da
análise
participar e envolver-se com a equipe pedagógica na
de
construção de projetos educativos,
saiba analisar
pesquisas e a aplicação de resultados, em perspectiva
contextualidade
sintonizado
histórica, cultural, política, ideológica e teórica, com a
processos de construção da identidade docente e seja
finalidade, entre outras, de identificar e gerir, em práticas
capaz de mediar o diálogo entre o contexto escolar e o
educativas,
social;
elementos
mantenedores,
transformadores,
geradores de relações sociais e étnico-raciais que fortalecem
das
práticas,
estar
a
com
um professor-pesquisador dos caminhos de humanização
ou enfraquecem identidades, reproduzem ou criam novas
dessa prática e que tenha os olhos voltados para outras
relações de poder.
instâncias sociais onde a educação transita, apto, portanto,
Diferente não tem sido a concepção do FORUMDIR
a coordenar processos emancipatórios de reflexão sobre a
a
ao
prática, a analisar e incorporar criativa e coletivamente os
atendimento das demandas educacionais do país e de
produtos do processo reflexivo, capaz de perceber a
Alagoas, em particular, ao afirmar que o profissional que
complexidade de sua ação, de decidir na diversidade e
precisamos formar deve ter como base e identidade de sua
trabalhar integrando afetividades, sentimentos e cognição,
formação a docência, que é vista a partir de uma “tríplice
pautado
relação com o saber – a base de conhecimentos do pedagogo,
discutidos, um pesquisador, enfim, que saiba formar
sua atuação como produtor de conhecimentos e sua ação
pesquisadores.
sobre
formação
do/a
pedagogo/a
necessário/a
ética” – o que reforça a característica eminentemente
por
compromissos
éticos
transparentes
e
um professor-pesquisador também com possibilidades de
profissional do trabalho do/a pedagogo/a, sistematizada da
intervenção pedagógica nas práticas sociais fora da escola,
seguinte forma:
sabendo, para tanto, analisar os condicionantes históricos
de cada contexto social, integrar-se nas questões coletivas
da humanidade, que seja um leitor e consumidor de cultura,
27
que saiba trabalhar dentro dos princípios do
da qualidade do ensino e medidas que visem superar a exclusão
planejamento
social.
participativo,
que
saiba
lidar
e
gerenciar projetos e processos educativos. (cf.
compreensão
FORUMDIR, 2003.)
manifestas nas sociedades contemporâneas e de sua função na
e
valorização
das
diferentes
linguagens
produção do conhecimento;
compreensão e valorização dos diferentes padrões e
Igual posição foi, nos seus últimos anos de existência,
produções culturais existentes na sociedade contemporânea;
também aquela defendida pela a Comissão de Especialistas de
Ensino de Pedagogia, constituída instalada MEC. Afirmou esta
capacidade de apreender a dinâmica cultural e de atuar
em vários documentos, sobretudo no datado de 1999, que o
adequadamente em relação ao conjunto de significados que a
curso de Pedagogia deveria abranger conteúdos e atividades
constituem;
que constituissem base consistente para a formação do
capacidade para atuar com portadores de necessidades
educador. Nessa direção, os seguintes saberes e habilidades,
especiais, em diferentes níveis da organização escolar, de modo
entre outros, deveriam ser desenvolvidos na formação do/a
a assegurar seus direitos de cidadania;
pedagogo/a:
capacidade para atuar com jovens e adultos defasados em
seu processo de escolarização;
compreensão ampla e consistente do fenômeno e da
capacidade de estabelecer diálogo entre a área educacional e
prática educativos que se dão em diferentes âmbitos e
as demais áreas do conhecimento;
especialidades;
compreensão
do
processo
de
construção
capacidade de articular ensino e pesquisa na produção do
do
conhecimento e da prática pedagógica;
conhecimento no indivíduo inserido em seu contexto
capacidade para dominar processos e meios de comunicação
social e cultural;
em suas relações com os problemas educacionais;
capacidade de identificar problemas sócio-culturais e
educacionais propondo respostas criativas às questões
28
capacidade de desenvolver metodologias e materiais
ciências que dão o suporte conceitual e metodológico para a
investigação e a intervenção nos múltiplos processos de formação
humana. A base dessa formação, portanto, é a docência [...]:
considerada em seu sentido amplo, enquanto trabalho e
processo pedagógico construído no conjunto das relações
sociais e produtivas, e, em sentindo estrito, como expressão
multideterminada de procedimentos didático-pedagógicos
intencionais, passíveis de uma abordagem transdisciplinar.
Assume-se, assim, a docência no interior de um projeto
formativo e não numa visão reducionista que a configure
como um conjunto de métodos e técnicas neutros, descolado
de uma dada realidade histórica. Uma docência que contribui
para a instituição de sujeitos. (grifo nosso)
pedagógicos adequados à utilização das tecnologias da
informação e da comunicação nas práticas educativas;
compromisso com uma ética de atuação profissional
e com a organização democrática da vida em sociedade;
articulação da atividade educacional nas diferentes
formas de gestão educacional, na organização do
trabalho pedagógico escolar, no planejamento, execução
É importante ressaltar, nessa demarcação conceitual do
e avaliação de propostas pedagógicas da escola;
elaboração do projeto pedagógico, sintetizando as
atividades de ensino e administração, caracterizadas por
categorias comuns como: planejamento, organização,
coordenação e avaliação e por valores comuns como:
solidariedade,
cooperação,
responsabilidade
e
compromisso.
processo de formação do/a pedagogo/a que aqui tentamos estabelecer,
que, segundo o FORUMDIR e a COMISSÃO DE ESPECIALISTAS DO
MEC, a docência constitui o elo articulador entre os pedagogos e os
licenciados das áreas de conhecimentos específicos, abrindo espaço
para se pensar/propor uma concepção de formação articulada e
integrada para todos os professores. Essa concepção de docência
supõe, segundo essas instâncias:
Em outro documento, datado de 2002, a mesma
comissão, tomando por base documento do FORUMDIR,
sólida formação teórica e interdisciplinar sobre o fenômeno
produzido em 1998, reafirma, de modo realçado, dever a
formação do pedagogo ter com base a docência. Diz a
comissão textualmente que
o eixo da sua formação é o trabalho pedagógico, escolar
e não escolar, que tem na docência, compreendida
como ato educativo intencional, o seu fundamento. É a
ação docente o fulcro do processo formativo dos
profissionais da educação, ponto de inflexão das demais
29
educacional e seus fundamentos históricos, políticos e sociais,
bem como o domínio dos conteúdos a serem ensinados pela
escola (matemática, ciências, história, geografia, química, etc)
que permita a apropriação do processo de trabalho pedagógico,
criando condições de exercer a análise crítica da sociedade
brasileira e da realidade educacional;
unidade entre teoria e prática;
capacitação para a gestão democrática como instrumento de
luta pela qualidade do projeto educativo;
compromisso social do profissional da educação e
trabalho coletivo e interdisciplinar.
pedagógica aqui delineada se fazem necessários, na medida em
Considerando a opção preferencial de focar nossos
esforços formativos na instituição escolar, a organização
que permitem compreender o cruzamento de várias culturas que
compõem a realidade escolar, já que
da matriz curricular para a formação do/a profissional da
[...] viver uma cultura e dela participar supõe reinterpretá-la, reproduzi-la,
assim como transformá-la. A cultura potencia tanto quanto limita, abre
ao mesmo tempo que restringe o horizonte de imaginação e prática dos
que a vivem. Por outro lado, a natureza de cada cultura determina as
possibilidades de criação e desenvolvimento interno, de evolução ou
estancamento, de autonomia ou dependência individual. (PEREZ
GOMEZ, 2003. p. 17)
educação, pedagogo/a que queremos, porque dele/a
precisa a sociedade alagoana, tem como eixo central a
cultura escolar, entendida como uma construção social
que traz as marcas de um espaço e tempo específicos,
expressos
nos
rituais
pedagógicos,
na
forma
de
organização e gestão da escola, na delimitação de
saberes
e
conteúdos
a
serem
trabalhados,
nos
procedimentos de avaliação, numa perspectiva sempre
parcial e provisória. Isso não significa o descarte das
questões formativas que emergem de outros espaços
educativos, até porque a realidade, por ser global e
Dessa forma, os eixos articuladores que compõem o
processo formativo, realizariam o que Pérez Gómez (2003)
denomina de “mediação reflexiva”, ou seja, um diálogo entre os
vários saberes presentes ao longo da formação e entre os
saberes advindos das próprias trajetórias escolares dos alunos.
Pérez Gómez (2003, p. 17) define esse movimento como sendo
[...] este vivo, fluido e complexo cruzamento de culturas que se produz
na escola, entre as propostas da cultura crítica, alojada nas disciplinas
científicas, artísticas e filosóficas; as determinações da cultura
acadêmica, refletida nas definições que constituem o currículo; os
influxos da cultura social, constituída pelos valores hegemônicos do
cenário social; as pressões do cotidiano da cultura institucional, presente
nos papéis, nas normas, nas rotinas e nos ritos próprios da escola como
uma instituição específica; e as características da cultura experiencial,
adquirida individualmente pelo aluno através da experiência nos
intercâmbios espontâneos com seu meio.
articulada, não pode ser parcelada, ao mesmo tempo em
que a sociedade, em suas várias instâncias, por
configurar instâncias eminentemente
pedagógicas
é
percebida por nós como lugar privilegiado de educação.
Considerando o eixo formativo central por nós
assumido, alguns eixos articuladores da proposta político-
30
ser
compreensão do contexto da prática pedagógica, permitindo aprimorar
pensadas nesse sentido tomando como exemplo as
uma atitude investigativa, não dogmática, partindo das experiências e
Atividades Integradoras, que já se constituem como
trajetórias escolares dos alunos, como ponto de partida para a
experiência piloto desenvolvida ao longo do ano letivo de
construção inicial da compreensão da cultura escolar.
Algumas
estratégias
pedagógicas
podem
2. permitir
2004 e que têm como objetivo o “estudo dos novos
construção
da
proposta
da
no
contexto
escolar
se
de gênero que produzem identidades que não são neutras
prática nas atividades de ensino, pesquisa e extensão no
de
que
estabelecem complexas relações de classe, étnico-raciais e
paradigmas da educação que norteiam a interação teoriaprocesso
compreender
mas crivadas por relações assimétricas de poder e que a
Unidade
escola e os currículos escolares têm que ser apreendidos a
Acadêmica de Educação e do Projeto Político Pedagógico
partir desses pressupostos. A relação entre o currículo e a
de Pedagogia com vistas à formação do profissional da
cultura é essencial para penetrarmos no cerne dos
Educação Básica”. Uma proposta curricular para um novo
processos produtivos de identidades e diferenças, de
curso
exclusões e desigualdades, preconceitos, racismos.
de
Pedagogia
pressupõe
clareza
sobre
o
profissional que se espera formar, o sentido da formação
3. articular o processo de ensino, pesquisa e extensão, de
para esse sujeito, as formas de articulação curricular, as
forma a levar o/a aluno/a a desenvolver uma atitude que lhe
aprendizagens significativas, a dimensão epistemológica
permita entender que a formação e o desenvolvimento
profissional devem ser um processo permanente, devido à
dos conteúdos, a atitude de investigação e pesquisa e,
própria dinâmica social que está, permanentemente, em
principalmente, uma articulação entre teoria e prática.
construção, desenvolvimento, transformação.
Nessa perspectiva, a formação do profissional de
4. compreender a instituição escolar a partir de funções que
Pedagogia que buscamos implica:
são complementares: a de socialização, ou seja, mediação
entre a escola e o contexto social em que os alunos estão
1. possibilitar a relação teoria-prática a partir do primeiro ano do
inseridos na produção de significados; a instrutiva, em que,
curso,
mediante as atividades de ensino-aprendizagem realizadas
com
a
criação
de
espaços
que
favoreçam
a
31
intencional
e
sistematicamente,
aperfeiçoe
o
ser capaz de contribuir com o desenvolvimento do
processo inicial de socialização, rompendo com os
projeto político-pedagógico da instituição em que atua,
mecanismos que caracterizam de forma desigual,
de forma a consolidar o trabalho coletivo e democrático;
nas sociedades de livre mercado, o acesso aos
conhecimentos historicamente produzidos;
desempenhar
um
papel
catalisador
do
processo
e a
educativo em todas as suas dimensões, atento às
educativa, que sintetiza as funções anteriores, na
relações éticas e epistemológicas que compõem o
medida em que desenvolve nos/as alunos/as
processo educacional;
autonomia, independência intelectual, para que
possam
analisar
criticamente
os
processos
ser capaz de estabelecer um diálogo entre a sua área e
as demais áreas do conhecimento, relacionando o
socializadores vividos cotidianamente.
conhecimento
propiciando
A formação do profissional da educação, de acordo
seus
a
alunos
realidade
a
social
e
percepção
da
ser capaz de articular ensino-pesquisa-extensão, na
ser capaz de atuar nas diversas áreas de
produção
educação formal e não-formal, tendo a docência
pedagógicas.
como base de sua identidade profissional;
aos
e
abrangência dessas relações;
com, a ANFOPE (1998) que este/a deve:
científico
do
conhecimento
e
de
novas
práticas
A partir dessas posições nucleares que dão unidade ao
ter uma compreensão ampla e consistente do
fenômeno e da prática educativos que se dão
trabalho educativo desenvolvida a inúmeras mãos, se atentarmos
em diferentes âmbitos e modalidades;
para o que estabelecem as diretrizes para a formação do/a
ser crítico, criativo, ético e tecnicamente capaz
pedagogo/a, teremos a afirmação do CNE de que uma formação
de contribuir para a transformação social;
assim desenvolvida conseguirá o periódico redimensionamento
compreender como se processa a construção do
das condições em que educadores/as e educandos/as participam
conhecimento no indivíduo;
dos atos pedagógicos em que são implicados, quanto, no caso
32
específico do/a pedagogo/a, fornecem elementos para a
defendemos para a formação dos profissionais da educação –
proposição, análise e desenvolvimento de políticas
incluído/a
destinadas à Educação Infantil, aos anos iniciais do
institucionalizado no âmbito da UFAL, ou seja, que
Ensino
Fundamental,
bem
como
à
formação
professores para essas etapas de escolarização, de modo
a tentar garantir, o direito à educação de qualidade, em
estabelecimentos devidamente instalados e equipados,
gerida por profissionais qualificados/as e valorizados/as.
Já quanto a participação na gestão de processos
e de instituições de ensino – que são atos preferenciais
pedagogo/a
–
e
que
já
se
encontra
a pluralidade de conhecimentos e saberes introduzidos e
manejados durante o processo formativo do licenciado em
Pedagogia sustenta a conexão entre sua formação inicial, o
exercício da profissão e as exigências de educação continuada. O
mesmo ocorre com a formação de outros licenciados, o que
mostra a conveniência de uma base comum de formação entre as
licenciaturas, de modo a, no plano institucional, derivar em
atividades de extensão e de pós-graduação, das quais formandos
ou formados das diferentes áreas venham juntos participar.
de
educativos, na organização e funcionamento de sistemas
aí o/a
Tratando especificamente da formação do/a pedagogo/a,
diz o CNE, também em sintonia conosco, que
dos/a profissionais da Pedagogia – afirmam as diretrizes
na perspectiva de uma organização democrática, em que
a co-responsabilidade e a colaboração são os
constituintes maiores das relações de trabalho e do poder
coletivo e institucional, com vistas a garantir iguais
direitos, reconhecimento e valorização das diferentes
dimensões que compõem a diversidade da sociedade,
assegurando comunicação, discussão, crítica, propostas
dos diferentes segmentos das instituições educacionais
escolares e não-escolares.
a formação do licenciado em Pedagogia fundamenta-se no
trabalho pedagógico realizado em espaços escolares e nãoescolares, que tem a docência como base. Nesta perspectiva, a
docência é compreendida como ação educativa e processo
pedagógico metódico e intencional, construído em relações
sociais, étnico-raciais e produtivas, as quais influenciam conceitos,
princípios e objetivos da Pedagogia. Desta forma, a docência,
tanto em processos educativos escolares como não-escolares,
não se confunde com a utilização de métodos e técnicas
pretensamente pedagógicos, descolados de realidades históricas
específicas. Constitui-se na confluência de conhecimentos
oriundos de diferentes tradições culturais e das ciências, bem
como de valores, posturas e atitudes éticas, de manifestações
estéticas, lúdicas, laborais.
O Conselho Pleno do CNE, ao aprovar as DCN da
Essas são, portanto, as referências que assumimos na
curriculares do curso textualmente que a formação deve
ser desenvolvida
Pedagogia,
assume mais uma vez o que sempre
formulação deste Projeto Político-Pedagógico.
33
3.1 – OBJETIVOS DO CURSO DE PEDAGOGIA
O curso de Licenciatura em Pedagogia do Centro de Educação da UFAL destina-se à formação de licenciados/as para
exercer funções de magistério na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas disciplinas pedagógicas dos
cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, na Educação Profissional na área de serviços e apoio escolar, bem como para
exercer atividades de organização e gestão de sistemas e instituições de ensino, englobando planejamento, execução,
coordenação, acompanhamento e avaliação de tarefas próprias do setor da Educação e produção e difusão do conhecimento
científico-tecnológico do campo educacional, em contextos educacionais.
3.2 - PERFIL DO LICENCIADO EM PEDAGOGIA
Considerando-se
as
referências
político-
de PEDAGOGIA, como síntese final do que estabelecem, à guisa
epistemológicas e os objetivos por nós assumidos para o
de explicitação das categorias empregadas no desenho do perfil
curso de Pedagogia que o Centro de Educação da UFAL
desejável do/a novo/a pedagogo/a e das suas próprias bases,
se propõe a desenvolver, mister se faz a formalização do
temos que:
perfil profissional que o/agraduado/a por esse curso
- o curso de Pedagogia trata do campo teórico-investigativo
precisa ter. Segundo o que apresentam as DCN do curso
da educação, do ensino, de aprendizagens e do trabalho
pedagógico que se realiza na práxis social;
- a docência compreende atividades pedagógicas
- aptidão para fortalecer o desenvolvimento e as aprendizagens
inerentes
de crianças do Ensino Fundamental, assim como daqueles que
a
processos
de
ensino
e
de
aprendizagens, além daquelas próprias da gestão
não tiveram oportunidade de escolarização na idade própria;
dos processos educativos em ambientes escolares e
- disposição para trabalhar na promoção da aprendizagem de
não-escolares,
como também
sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano, em
disseminação
de
na produção e
conhecimentos
da
área
da
diversos níveis e modalidades do processo educativo;
educação;
- reconhecimento e respeito às manifestações e necessidades
- os processos de ensinar e de aprender dão-se, em
físicas, cognitivas, emocionais e afetivas dos educandos nas
meios ambiental-ecológicos, em duplo sentido, isto
suas relações individuais e coletivas;
é, tanto professores como alunos ensinam e
-
aprendem, uns com os outros e que
Matemática, Ciências, História, Geografia, Artes, Educação
- o professor é agente de (re)educação das relações
Física, de forma interdisciplinar e adequada às diferentes fases
sociais e étnico-raciais, de redimensionamentos das
do desenvolvimento humano, particularmente de crianças;
funções pedagógicas e de gestão da escola.
- capacidade de relacionar as linguagens dos meios de
domínio
dos
modos
de
ensinar
Língua
Portuguesa,
comunicação aplicadas à educação, nos processos didáticoDelineamos como perfil desejável a ser buscado do
pedagógicos,
egresso do curso de Pedagogia da UFAL:
demonstrando domínio
das tecnologias de
informação e comunicação adequadas ao desenvolvimento de
- postura ética e compromisso para atuar na construção
aprendizagens significativas;
de uma sociedade justa, equânime, igualitária;
- disposição para promover e facilitar relações de cooperação
- capacidade de compreender, cuidar e educar crianças
entre a instituição educativa, a família e a comunidade;
de zero a cinco anos, de forma a contribuir, para o seu
-
desenvolvimento nas dimensões, entre outras, física,
educacionais
psicológica, intelectual, social;
propositiva, em face de realidades complexas, com vistas a
35
aptidão
para
com
identificar
postura
problemas
socioculturais
investigativa,
integrativa
e
e
contribuir para superação de exclusões sociais, étnico-
-
raciais, econômicas, culturais, religiosas, políticas e
conhecimentos sobre seus alunos e alunas e a realidade
outras;
sociocultural em que estes desenvolvem suas experiências não-
- consciência da diversidade, respeitando as diferenças
escolares, sobre processos de ensinar e de aprender, em
de
diferentes
natureza
ambiental-ecológica,
étnico-racial,
de
preparo
para
meios
realizar
pesquisas
ambiental-ecológicos,
que
proporcionem
sobre
propostas
gêneros, faixas geracionais, classes sociais, religiões,
curriculares; e sobre a organização do trabalho educativo e
necessidades especiais, escolhas sexuais, entre outras;
práticas pedagógicas;
- capacidade de desenvolver trabalho em equipe,
- capacidade de utilizar, com propriedade, instrumentos próprios
estabelecendo diálogo entre a área educacional e as
para construção de conhecimentos pedagógicos e científicos;
demais áreas do conhecimento;
- condições de estudar, aplicar criticamente as diretrizes
- capacidade de participar da gestão das instituições em
curriculares e outras determinações legais que lhe caiba
que
implantar, executar, avaliar e encaminhar o resultado de sua
atuem
contribuindo
enquanto
estudantes
para
elaboração,
e
profissionais,
implementação,
avaliação às instâncias competentes.
coordenação, acompanhamento e avaliação do projeto
pedagógico;
.
- capacidade de participar da gestão das instituições em
que atuem planejando, executando, acompanhando e
avaliando projetos e programas educacionais, em
ambientes escolares e não-escolares;
36
3.3 – COMPONENTES CURRICULARES
A estrutura do curso de Pedagogia a Distância da
e)
os processos de desenvolvimento de crianças, de jovens e
UFAL aqui proposto, busca dar conta dos três núcleos de
adultos, nas dimensões: cognitiva, afetiva, estética, cultural,
estudos: I – Um núcleo de estudos básicos; II – Um núcleo de
lúdica, artística, ética e biossocial;
aprofundamento e diversificação de estudos e; III – Um núcleo
f)
o conhecimento das necessidades e aspirações da sociedade de
de estudos integradores.
que a educação faz parte, identificando as diferentes forças e
I - O núcleo de estudos básicos, conforme a referida
interesses, captando contradições;
Resolução
sem
multiculturalidade
perder
da
de
vista
sociedade
a
diversidade
brasileira,
e
a
preconiza
a
g)
cultural do sistema educacional brasileiro, particularmente, no
articulação, por meio de reflexão e ações críticas:
a)
a
observação
e
análise,
o
planejamento,
que diz respeito à Educação Infantil, aos anos iniciais do Ensino
a
Fundamental e à formação de professores e técnicos do setor da
implementação e a avaliação de processos educativos e
de experiências educacionais, em escolares e nãob)
c)
Educação;
h)
a Didática, as teorias e metodologias pedagógicas, os processos
escolares;
de
a gestão de processos educativos em espaços escolares
desenvolvimento da aprendizagem, de socialização e de
e não-escolares;
construção do conhecimento, de tecnologias de informação e
os princípios, concepções e critérios oferecidos por
comunicação e diversas linguagens;
estudos das diversas áreas do conhecimento que
d)
as experiências que considerem o contexto histórico e sócio-
i)
organização
do
trabalho
docente,
as
teorias
de
o conhecimento dos códigos de diferentes linguagens, inclusive a
contribuam para o desenvolvimento das pessoas, das
matemática, bem como dos das Ciências, da História e da
organizações e da sociedade;
Geografia, assim como metodologias de ensino e formas de
o conhecimento multidimensional sobre o ser humano,
aprendizagem;
em situações de aprendizagem;
37
j)
l)
o estudo das relações entre educação e trabalho,
c)
estudo, análise e avaliação de teorias da
diversidade cultural, cidadania, sustentabilidade, entre
educação geradas no contexto brasileiro e da
outras questões centrais da sociedade contemporânea;
América
as questões atinentes à ética, à estética e à ludicidade,
pensamentos oriundos de outros contextos, a fim
no mundo de hoje, no contexto do exercício profissional,
de elaborar propostas educacionais consistentes
em âmbitos escolares e não-escolares, articulando o
e inovadoras;
Latina,
estabelecendo
diálogo
com
saber acadêmico, a pesquisa, a extensão e a prática
III - O núcleo de estudos integradores, proporcionará
educativa.
enriquecimento curricular e compreenderá:
II - O núcleo de aprofundamento e diversificação de
a)
participação
em
seminários
e
estudos
estudos, conforme a mesma Resolução, estará voltado às
curriculares, em projetos de iniciação científica e
áreas
de extensão, diretamente orientados pelo corpo
de
atuação
profissional
pedagógico da instituição que,
priorizadas
pelo
projeto
atendendo a diferentes
docente da instituição de educação superior;
demandas sociais, oportunizará, entre outras possibilidades:
a)
b)
b)
participação em atividades práticas, de modo a
investigação de processos educativos, na
propiciar aos estudantes vivências, nas mais
área da gestão, em diferentes situações
diferentes
institucionais – escolares, comunitárias e
assegurando aprofundamentos e diversificação
assistenciais;
de estudos e experiências e utilização de
avaliação, criação e uso de textos,
recursos pedagógicos.
materiais
didáticos,
processos
de
procedimentos
aprendizagem
e
C)
que
Esses
áreas
do
campo
educacional,
atividades de comunicação e expressão cultural.
núcleos
de
estudos,
expressam-se
na
Matriz
contemplem a diversidade cultural da
Curricular do Curso de Pedagogia da UFAL, através de um desenho
sociedade brasileira;
curricular constituído de três eixos, como seguem:
38
EIXOS FORMATIVOS
EIXOS
NATUREZA
Compreensão dos processos educativos institucionalizados, considerando a natureza
específica do processo docente, as relações ambiental-ecológicas, sócio-históricas e
CONTEXTUAL políticas que acontecem no interior das instituições, no contexto imediato e no âmbito mais
geral em que ocorre o fenômeno educativo.
Saberes e práticas específicas à formação dos pedagogos aptos a atuar como professores
ESTRUTURAL nos anos iniciais do Ensino Fundamental, bem como na organização e gestão de sistemas,
unidades, projetos e experiências educativas e na produção e difusão do conhecimento do
campo educacional.
Processos concretos vivenciados pelos/as profissionais da educação no ato de planejar,
ARTICULADOR coordenar e executar o trabalho educativo, tendo como produtos concretos por parte dos/as
formando/as planos integrados e ações de intervenção na realidade educativa.
Os dois primeiros eixos – CONTEXTUAL e
ESTRUTURAL
–
metodológicas
para
oferecem
a
ação
as
bases
dos formandos
teóricocomo
encontra-se constituído de dois módulos organizados sob a forma
de
movimentos que remetem à observação/investigação, ao
planejamento e à vivência do fazer pedagógico na escola.
pedagogos. Fugindo ao desenho puramente disciplinar
No estudo dos módulos não existirão aqueles apenas de
das matrizes curriculares tradicionais, estes eixos serão
teoria, nem aqueles apenas de prática. Quando a ênfase estiver
constituídos de um total de seis módulos, organizados em
na reflexão teórica, a prática indicará o caminho dessa reflexão;
temas. Já o EIXO ARTICULADOR, que aprofunda a
quando a ênfase for na prática, a teoria mostrará suas
análise crítica e contextualizada da Prática Pedagógica,
possibilidades, seus caminhos.
Dito isto, temos os módulos que constituem cada um dos três eixos do núcleo de estudos básicos:
39
DESCRIÇÃO DOS MÓDULOS FORMATIVOS
EIXOS
C
O
N
T
E
X
T
U
A
L
Nº
MÓDULOS
1
EDUCAÇÃO:
NATUREZA E
SENTIDO
2
EDUCAÇÃO,
SOCIEDADE,
CULTURA E
MEIOAMBIENTE
3
EDUCAÇÃO,
CONHECIMENTO E
INFORMAÇÃO
4
EDUCAÇÃO,
TRABALHO E
PROFISSÃO
CONCEPÇÃO
SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Compreensão da educação como prática social,
que se define a partir de um processo histórico,
em um conjunto de relações diferenciadas,
interpessoais, intencionais e comprometidas
com o desenvolvimento humano e a intervenção
na realidade.
Reflexão sobre a educação em uma realidade
caracterizada por desafios e projetos políticos
em confronto, destacando-se, em nosso caso,
as políticas públicas de educação escolar e
seus efeitos na sociedade, na cultura e no meio
ambiente.
Análise da relação da educação com o
conhecimento, com base na forma de produzir e
apropriar-se do saber, refletindo sobre as
dimensões dos atos de aprender e de ensinar,
apropriando-se de novas tecnologias da
comunicação e informação disponíveis ao ato
de aprender.
Abordagem do trabalho e da educação como
atividades humanas essenciais, que se
constituem princípio e base de construção da
práxis do educador e do ser profissional da
educação.
Fundamentos Filosóficos da Educação.
Fundamentos Históricos da Educação e
da Pedagogia.
40
Fundamentos Sociológicos da Educação
Fundamentos
Antropológicos
da
Educação
Fundamentos Políticos da Educação
Educação a Distância
Organização do Trabalho acadêmico
Fundamentos
Psicopedagógicos
da
Educação
Educação
e
Tecnologias
da
Comunicação e Informação
Trabalho e Educação
Profissão Docente
EIXOS
Nº
5
E
S
T
R
U
T
U
R
A
L
6
MÓDULOS
CONCEPÇÃO
SABERES/COMPONENTES CURRICULARES
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E
AS BASES
DA AÇÃO
Análise crítica, no tempo e no espaço,
das políticas e da gestão da educação
institucionalizada, de suas bases legais,
de seus fundamentos paradigmáticos, de
seus impasses e desafios para uma
formação cidadã, bem como estudo dos
saberes indispensáveis ao exercício da
docência.
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
PLANO E A
AVALIAÇÃO
DA AÇÃO
Planejamento do trabalho escolar,
considerando estratégias relativas à
organização
político-pedagógica
da
escola, a seleção e organização dos
saberes a serem ensinados e aprendidos
e a práticas de avaliação, promotoras do
sucesso escolar.
Pesquisa Educacional
Estatística Educacional
Desenvolvimento e Aprendizagem
Alfabetização
Política e Organização da Educação Brasileira
Organização e Gestão dos Processos Educativos
Didática
Currículo
Avaliação
Saberes e metodologias do Ensino de História I
Saberes e metodologias do Ensino de Geografia I
Saberes e metodologias do Ensino de Matemática I
Saberes e metodologias do Ensino de Língua
Portuguesa I
Saberes e metodologias do Ensino de Ciências Naturais
Arte Educação
Corporeidade e Movimento
Oficina de jogos e recreação
Planejamento, Currículo e Avaliação da Aprendizagem
Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho
Escolar
Saberes e metodologias do Ensino de História II
Saberes e metodologias do Ensino de Geografia II
Saberes e metodologias do Ensino de Matemática II
Saberes e metodologias do Ensino de Língua
Portuguesa II
Saberes e metodologias do Ensino de Ciências Naturais
II
41
EIXOS
A
R
T
I
C
U
L
A
D
O
R
Nº
7
8
MÓDULOS
MERGULHA
NDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGIC
A
PLANEJAN
DO E
INTERVIND
O NA
PRÁTICA
PEDAGÓGI
CA
CONCEPÇÃO
SABERES/COMPONENTES CURRICULARES
Reflexão sobre os elementos da prática
pedagógica no contexto da divisão social e
técnica do trabalho escolar, com base nos
saberes envolvidos na formação do/a
pedagogo/a,
por
meio
da
observação/investigação
da
realidade
educativa.
Construção/reconstrução e desenvolvimento
de ações educativas refletidas, autônomas,
seqüenciadas e significativas, permeadas
pelos saberes e práticas vivenciados ao
longo do curso, que expressem o exercício
da docência na gestão de sistemas, redes e
unidades escolares e na regência das
disciplinas pedagógicas em Nível Médio na
Modalidade Normal, na Educação Infantil e
nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
42
Projetos integradores (I, II, III, IV)
Estágio Supervisionado na Educação Básica
Estágio Supervisionado na Gestão da Educação Básica
Estágio Supervisionado na docência do Nível Médio na
Modalidade Normal/Disciplinas Pedagógicas
Estágio Supervisionado na docência da Educação
Infantil
Estágio Supervisionado na docência dos Anos Iniciais
do Ensino Fundamental
ORGANIZAÇÃO DA MATRIZ CURRICULAR DO NÚCLEO DE ESTUDOS BÁSICOS POR SEMESTRE
1º SEMESTRE
EIXO
MÓDULO
CONTEXTUAL
EDUCAÇÃO:
NATUREZA E
SENTIDO
SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Fundamentos Filosóficos da Educação
Discute
as
origens
e
princípios
constitutivos do conhecimento filosófico na
educação e suas teorias. O conceito de
educação traz em si a análise crítica de
seu próprio movimento, ou seja, a
educação. Para tornar possível tal
discussão, abordaremos os seguintes
elementos: a natureza da teoria em
educação, a dimensão antropológica da
educação, a dimensão ético-política da
educação, bem como seus fins e valores
na prática educacional, as dimensões
histórico-sociais da educação, o Estado, a
sociedade e a educação..
Fundamentos Históricos da Educação e
da Pedagogia
Discute a historia da educação no mundo
partindo da educação primitiva, passando
pela educação dos povos do Oriente, a
educação clássica, medieval, humanista. A
importância da Educação cristã reformada,
realista,
racionalista
nacional
e
democrática. Em cada período desatar os
educadores que influenciaram sua época.
43
CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL
70
10
80
70
10
80
EDUCAÇÃO,
TRABALHO E
PROFISSÃO
EDUCAÇÃO
CONHECIMENTO E
INFORMAÇÃO
ARTICULADOR
MERGULHANDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
Profissão Docente
A constituição histórica do trabalho
docente. A natureza do trabalho docente.
Trabalho docente e relações de gênero. A
autonomia do trabalho docente. A
proletarização do trabalho docente. Papel
do Estado e a profissão docente. A
formação e a ação política do docente no
Brasil. A escola como locus do trabalho
docente. Profissão docente e legislação.
Organização do Trabalho Acadêmico
Desenvolvimento do espírito de pesquisa e
atitudes
investigativas
nos
alunos,
motivando-os para que construam as
condições e conhecimentos necessários
para a realização de pesquisas e trabalhos
com rigor científico e profundidade de
exploração.
Educação e Novas Tecnologias da
Informação e da Comunicação
Estudo da importância das TIC na
educação,
das
potencialidades
pedagógicas e dos desafios que emergem
a partir da introdução destas na prática
educativa. As relações das TIC nos
espaços de aprendizagem na formação
presencial, semi-presencial e a distância.
Elaboração de projetos com atividades
práticas envolvendo tecnologias na sala de
aula.
Projetos Integradores I
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso.
Com isso, busca-se estabelecer uma
relação entre a teoria aprendida e a prática
necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador.
TOTAL
44
50
10
60
40
20
60
40
40
80
20
20
40
290
110
400
2º SEMESTRE
EIXO
MÓDULO
CONTEXTUAL
EDUCAÇÃO:
SOCIEDADE,
CULTURA E MEIOAMBIENTE
EDUCAÇÃO,
CONHECIMENTO E
INFORMAÇÃO
SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Fundamentos
Sociológicos
da
Educação
Introdução aos estudos sociológicos.
Estudo
das
tendências
teóricometodológicas da Sociologia de Émile
Durkheim, Max Weber e Karl Marx.
Análise da relação Educação e Sociedade
no Brasil. Estudo das tendências da
Sociologia da Educação contemporânea.
Análise da relação Educação, Estado e
Movimentos Sociais e Sindicais de
Educação no Brasil e em Alagoas
Fundamentos Políticos da Educação
A apreensão da conjuntura política e
econômica da sociedade contemporânea.
Discussão
das
influências
das
transformações por que passa a
sociedade e o mundo do trabalho. Estudos
das políticas de estado e de governo
direcionadas
à
organização
e
implementação das reformas curriculares
em todos os níveis de escolaridade.
Fundamentos Psicopedagógicos da
Educação
Reflexão teórico/crítica da Psicologia em
seu caráter multidimensional e a
concepção do funcionamento psicológico
como sistema integrador, para uma
compreensão
do
paradigma
da
complexidade,
considerando
o
ser
humano em todas as suas dimensões,
como ser psicológico, biológico, cognitivo,
afetivo, histórico e sociocultural; as
concepções atuais da Psicologia da
Educação e a teoria dos hemisférios
cerebrais .
45
CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL
70
10
80
30
10
40
60
20
80
EDUCAÇÃO,
TRABALHO E
PROFISSÃO
50
10
60
60
20
80
20
20
40
20
20
40
EDUCAÇÃO A DISTÃNCIA (NIVELAMENTO)
40
60
100
TOTAL
350
170
520
ESTRUTURAL
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS BASES
DA AÇÃO
ARTICULADOR
Trabalho e Educação
Dimensão histórica do trabalho. Relação
entre trabalho, capital e educação.
Educação, Estado e as políticas sociais
para o trabalhador no Brasil. Educação
profissional no Brasil e as propostas de
educação para a classe trabalhadora. O
papel da educação na nova ordem
mundial. A Teoria do Capital Humano e a
educação. Novas tecnologias, mudanças
no mundo do trabalho e implicações para
a educação do trabalhador.
Política e Organização da Educação
Básica no Brasil
Estudo e análise crítica da organização
escolar brasileira vigente, nos diversos
níveis e modalidades da educação básica,
no contexto histórico, político, cultural e
sócio-econômico da sociedade brasileira.
Estatística Educacional
Importância e aplicação dos conceitos
estatísticos básicos, tanto descritivos
quanto inferenciais, na análise de
situações e problemas da realidade
educacional brasileira. O uso da estatística
como
instrumento
de
pesquisa
educacional.
Projetos Integradores II
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso.
Com isso, busca-se estabelecer uma
relação entre a teoria aprendida e a
prática necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador.
MERGULHANDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
46
3º SEMESTRE
EIXO
CONTEXTUAL
ESTRUTURAL
MÓDULO
EDUCAÇÃO:
SOCIEDADE E
CULTURA
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS BASES
DA AÇÃO
SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Fundamentos
Antropológicos
da
Educação
Introdução aos Estudos Antropológicos da
Educação. Análise da relação Educação,
Cultura e Sociedade. Estudo da escola
enquanto espaço sócio-cultural. Estudo
das relações étnico-raciais na sociedade
brasileira. Análise das tendências teóricometodológicas
no
campo
do
multiculturalismo e da interculturalidade na
educação.
Desenvolvimento e Aprendizagem
Estratégias de aprendizagem e estilos
cognitivos em adultos e em indivíduos fora
dos sistemas formais da educação: a
formação ao longo da vida. Aprender a
aprender na idade adulta: autonomia na
aprendizagem.
Estratégias
de
aprendizagem em adultos: estilos de
aprendizagem e rendimento acadêmico.
Características
da
aprendizagem
construtivista.
Propostas
psicopedagógicas da aprendizagem. O
papel das estratégias de aprendizagem
num contexto aberto e a distância.
Adequação entre atividades e tarefas de
aprendizagem e as estratégias requeridas
por parte dos alunos. A auto-gestão dos
estudos. Estratégias de construção
cooperativa do conhecimento.
Didática
Processo de ensinar e aprender, que
envolve valores e concepções que
norteiam a escolha dos rumos a serem
tomados na prática pedagógica.
47
CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL
30
10
40
60
20
80
40
20
60
Currículo
Estudo dos princípios, fundamentos e
procedimentos do currículo, segundo os
paradigmas e normas legais vigentes,
norteando a construção do currículo no
Projeto Político Pedagógico da Escola das
quatro primeiras séries do Ensino
Fundamental e na Educação Infantil.
Avaliação
Estudo, numa perspectiva sócio-histórica,
das concepções teórico metodológicas
das tendências que embasam o ideário
pedagógico e suas implicações no
processo
de
avaliação
da
acão
pedagógica. A avaliação no processo
ensino-aprendizagem:
paradigmas,
conceitos, objetivos e instrumentos.
Educar e Cuidar
ARTICULADOR
MERGULHANDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
Projetos Integradores III
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso.
Com isso, busca-se estabelecer uma
relação entre a teoria aprendida e a
prática necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador.
TOTAL
48
40
20
60
40
20
60
20
20
40
20
20
40
260
120
380
4º SEMESTRE
EIXO
ESTRUTURAL
MÓDULO
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS BASES
DA AÇÃO
SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Organização e Gestão dos Processos
Educativos I
As questões éticas: fundamentos da gestão
educacional. A estrutura da escola face à
nova legislação educacional brasileira.
Gestão
Pública:
descentralizada
e
democrática.
Arte Educação
Discute os objetivos gerais do Ensino
Fundamental em relação à Área de Arte e
educação. Ojetiva-se discutir as Artes
Visuais, Dança, Música, Teatro. Valores,
normas e atitudes. Arte e os Temas
Transversais. Os conteúdos de Arte, seu
tratamento didático e sua avaliação.
CARGA HORÁRIA
T
P TOTAL
60
20
80
30
10
40
Alfabetização
30
10
40
Pesquisa Educacional
Pressupostos e características da pesquisa
em educação. A pesquisa quantitativa e
qualitativa
em
educação.
Diferentes
abordagens metodológicas de pesquisa em
educação. Fontes de produção da pesquisa
educacional:
bibliotecas,
meios
informatizados, leitura e produção de textos
e artigos com diferentes abordagens
teóricas. Etapas de um projeto de pesquisa
educacional para o Trabalho de Conclusão
de Curso. O profissional da educação frente
aos desafios atuais no campo da pesquisa
educacional.
50
30
80
49
ARTICULADOR
Planejamento, Currículo e Avaliação da
Aprendizagem
Estudo dos princípios, fundamentos e
procedimentos do planejamento de ensino,
do currículo e da avaliação, segundo os
paradigmas e normas legais vigentes
norteando a construção do currículo e do
processo avaliativo no Projeto Político
Pedagógico da escola de Educação Básica.
Projetos Integradores IV
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso. Com
isso, busca-se estabelecer uma relação
entre a teoria aprendida e a prática
necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador.
60
20
80
20
20
40
ELETIVA
20
20
40
TOTAL
290 130
420
MERGULHANDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
50
5º SEMESTRE
EIXO
MÓDULO
ESTRUTURAL
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS
BASES DA AÇÃO
SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Corporeidade e Movimento
Estudo do fenômeno da corporeidade ao
longo do processo civilizador ocidental e
oriental e sua relação com a educação –
teoria
e
prática. Compreensão
dos
paradigmas científicos e da educação que
interferem com a educação corporal – as
relações corpo-mente como unidade e não
como integração de partes distintas. O
fenômeno da corporeidade e a experiência
fenomenológica do corpo em movimento.
Saberes e Metodologias do Ensino da
Matemática I
Construção de uma abordagem conceitual
em
situações
interdisciplinares,
contextualizadas rumo à construção de
significados. Articulação entre teoria e
prática tomando como referência os
métodos de construção dos saberes
matemáticos presentes nos conteúdos do 1º
segmento
do
Ensino
Fundamental,
fundamentados
nas
teorias
da
aprendizagem, nas teorias da Educação
Matemática, essas, associadas às teorias
sobre o desenvolvimento cognitivo.
Saberes e Metodologias do Ensino da
Língua Portuguesa I
Estudo teórico-metodológico da leitura, da
produção de textos orais e escritos e da
análise lingüística, através do trabalho
efetivo com os mais variados gêneros
textuais literários e não-literários. Análise de
materiais didáticos, com base no estudo
teórico-metodológico realizado.
51
CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL
20
20
40
60
20
80
60
20
80
Projeto Pedagógico, Organização e
Gestão do Trabalho Escolar
A escola como organização social e
educativa em tempos de mudança. O
planejamento escolar e o Projeto PolíticoPedagógico:
pressupostos
e
operacionalização.
Concepções
de
organização e gestão do trabalho escolar.
Elementos constitutivos do sistema de
organização e gestão da escola. A
participação do professor na organização e
gestão do trabalho da escola.
Projetos Integradores V
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso. Com
isso, busca-se estabelecer uma relação
entre a teoria aprendida e a prática
necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador.
Estágio Supervisionado na Gestão da
Educação Básica
O trabalho pedagógico no interior da escola;
Orientação,
fundamentação
e
acompanhamento das atividades práticas
dos alunos; Projeto de estágio: observação,
planejamento, execução, registro, reflexão,
avaliação das ações pedagógicas e
proposta de observação de situações
pedagógicas nos anos iniciais do ensino
fundamental.
60
20
80
20
20
40
20
60
80
ELETIVA
20
20
40
TOTAL
280
160
440
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
PLANO E A
AVALIAÇÃO DA
AÇÃO
ARTICULADOR
MERGULHANDO
NA PRÁTICA
PEDAGÓGICA
PLANEJANDO E
INTERVINDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
52
6º SEMESTRE
EIXO
ESTRUTURAL
MÓDULO
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS
BASES DA AÇÃO
SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Saberes e Metodologias do Ensino de
História I
Discute as origens e princípios constitutivos
do conhecimento e critérios adotados para o
ensino de História, não obstante a eleição
dos temas Transversais, a ação da
Transversalidade e interdisciplinaridade. O
ensino e a aprendizagem de conceitos, como
instrumento
de
compreensão
e
problematização da realidade. Tratamento
dos conteúdos de História nos temas
transversais.
Saberes e Metodologias do Ensino de
Geografia I
Estudo
dos
fundamentos
teóricometodológicos do ensino de Geografia nas
séries iniciais do Ensino Fundamental.
Estudo dos documentos institucionalizadores
da geografia escolar. Construção de
conceitos e categorias do conhecimento
geográfico. Reflexão sobre a construção do
espaço geográfico. A linguagem cartográfica
Saberes e Metodologias do Ensino de
Ciências Naturais I
Estudos das bases teóricas que norteiam o
Ensino de Ciências Naturais nas séries
inicias relacionando-o a prática pedagógica e
aos instrumentos legais.
53
CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL
40
20
60
40
20
60
60
20
80
ARTICULADOR
MERGULHANDO
NA PRÁTICA
PEDAGÓGICA
PLANEJANDO E
INTERVINDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
Saberes e Metodologias do Ensino da
Matemática II
Construção de uma abordagem conceitual
em
situações
interdisciplinares,
contextualizadas rumo à construção de
significados. Articulação entre teoria e
prática tomando como referência os métodos
de construção dos saberes matemáticos
presentes nos conteúdos do 1º segmento do
Ensino Fundamental, fundamentados nas
teorias da aprendizagem, nas teorias da
Educação Matemática, essas, associadas às
teorias sobre o desenvolvimento cognitivo.
Saberes e Metodologias do Ensino da
Língua Portuguesa II
Elaboração de propostas de intervenção
pedagógica, enfocando os diversos aspectos
lingüísticos
e
sócio-discursivos
que
permeiam os diversos usos da Língua
Portuguesa dentro e fora da sala de aula.
Projetos Integradores VI
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo que o aluno do
curso de Pedagogia vai alcançando com o
passar do tempo de duração do curso. Com
isso, busca-se estabelecer uma relação
entre a teoria aprendida e a prática
necessária aos saberes que serão
desenvolvidos no ofício do educador
Estágio Supervisionado na docência do
Nível
Médio
na
Modalidade
Normal/Disciplinas Pedagógicas
TOTAL
54
20
40
60
20
40
60
20
20
40
20
60
80
230
210
440
7º SEMESTRE
EIXO
MÓDULO
SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Seminário de Saúde Infantil
Saberes e Metodologias do Ensino de
História II
ESTRUTURAL
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS
BASES
MERGULHANDO
NA PRÁTICA
PEDAGÓGICA
ARTICULADOR
PLANEJANDO E
INTERVINDO NA
PRÁTICA
PEDAGÓGICA
ELETIVA
Saberes e Metodologias do Ensino de
Geografia II
Procedimentos e recursos específicos para
o ensino de geografia que assegurem ao
professor dos anos iniciais fundamentos
necessários para sua prática docente.
Planejamento e execução de atividades
relacionadas ao ensino de geografia que
possibilitem a articulação teoria-prática.
Saberes e Metodologias do Ensino de
Ciências Naturais II
A problemática da prática pedagógica do
ensino de Ciências Naturais nas séries
iniciais relacionando aos instrumentos
pedagógicos e o exercício consciente da
cidadania .
Projetos Integradores VII
Relação da prática de ensino ao
desenvolvimento cognitivo do aluno de
Pedagogia. Relação entre teoria aprendida
e a prática necessária aos saberes que
serão desenvolvidos no ofício do educador
Estágio Supervisionado na docência da
Educação Infantil
TOTAL
55
CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL
20
20
40
20
40
60
20
40
60
40
60
100
20
20
40
20
60
80
20
20
40
160
260
420
8º SEMESTRE
EIXO
MÓDULO
ESTRUTURAL
PROPOSTA
PEDAGÓGICA: O
CAMPO E AS BASES DA
AÇÃO
INTEGRADOR
PLANEJANDO E
INTERVINDO NA
PRÁTICA PEDAGÓGICA
SABERES/COMPONENTES
CURRICULARES
Oficinas
de
Jogos
e
Recreação
CARGA HORÁRIA
T
P
TOTAL
20
20
40
Oficinas de Literatura Infantil
20
20
40
160
160
200
240
Estágio Supervisionado na
docência dos Anos Iniciais
do Ensino Fundamental
TOTAL
Na operacionalização da Matriz Curricular, os
núcleos de estudos expressos nos Eixos e Módulos
formativos, desenvolver-se-ão de modo a proporcionar
aos/às estudantes, concomitantemente, experiências
cada vez mais complexas e abrangentes de construção
de referências teórico-metodológicas próprias da
docência, além de oportunizar a inserção na realidade
social e laboral de sua área de formação. Por isso, as
práticas docentes deverão ocorrer, conforme preconizam
os Pareceres CNE/CP 09/2001, 28/2001 e as Resoluções
CNE/CP 01/2002 E 02/2002, ao longo do curso, desde
seu início.
40
No intuito de imprimir dinamicidade à realização desse
projeto político-pedagógico, recuperaremos as vivências já
existentes no CEDU/UFAL através de instâncias e práticas
acadêmicas expressas, a saber:
1. Núcleos Temáticos: NEPEAL, NEAD, NEA, NAE;
2. Programas de Extensão: PROMUAL, PRONERA,
UNITRABALHO;
ARBORETUM
de
Educação
Ambiental; Sala Verde;
3. Programas de Iniciação Científica;
4. Programas de Monitoria;
5. Estágios não obrigatórios;
6. Participação em eventos científicos e outras
alternativas de caráter científico, político, cultural e
artístico.
56
A participação dos estudantes nas instâncias e
atividades acima referidas, ocorrerá mediante a
construção de projetos específicos celebrados entre a
coordenação do curso e cada instância em particular, sem
contudo tolher a liberdade do/a licenciando/a na escolha
de outras atividades de caráter científico, político, cultural
e artístico, desde que devidamente autorizadas pelo colegiado de
curso.
Finalmente na organização curricular haverá abertura para
que o/a estudante possa, também, atender a seus interesses de
aprofundamento em áreas específicas de estudo através de um
leque de disciplinas eletivas, com carga horária já prevista na
Matriz Curricular, dentre as quais enumeramos as que seguem:
SABERES/COMPONENTES CURRICULARES
T
Educação à Distância: Evolução histórica da EAD. Conceito, natureza, perspectivas e
características da EAD. Fundamentos epistemológicos e metodológicos. Política,
estrutura, organização e funcionamento de um sistema de EAD. Gestão da EAD.
Utilização do ambiente virtual de aprendizagem e-Proinfo
Educação Ambiental: Discute a importância da Educação Ambiental e seu histórico.
Relacionando os conceitos básicos em ecologia e fatores da degradação ambiental e da
saúde, estabelecendo elementos que constituam uma relação interdisciplinar com a
educação.
Educação Inclusiva: Aborda aspectos filosóficos, éticos, sociológicos, familiares e
psicológicos de sujeitos com necessidades educacionais especiais, como superdotação,
deficiências e diferenças significativas em termos psicossociais. Histórico da educação
escolar dos referidos sujeitos, bem como os fundamentos da proposta de educação de
alunos com necessidades educacionais especiais. Relação entre as propostas
pedagógicas oficiais e a realidade educacional brasileira, incluindo a questão das
terminologias (inclusão, integração, educação especial, reabilitação e necessidades
educacionais especiais), da capacitação profissional dos educadores e da correlação
entre educação inclusiva e cidadania.
Educação de Jovens e Adultos: Discute as dimensões Históricas, Filosóficas,
sociológicas e Políticas da Educação de Jovens e Adultos; não obstante trazer a luz o
legado de Paulo Freire, suas bases sociais e epistemológicas do conhecimento escolar,
que tanto contribuirão para uma visão social da educação. A natureza dos estilos
cognitivos na construção do conhecimento escolar, bem como a Pedagogia de Projetos
como alternativa para o ensino-aprendizagem na educação escolar de jovens e adultos
e possibilidade de reconstrução de conhecimento.
Contribuições Lingüísticas à Prática Pedagógica
Introdução ao estudo dos aspectos fonético-fonológicos da Língua Portuguesa.
Introdução à sociolingüística educacional. Contribuições das pesquisas em Lingüística
para o trabalho didático nas séries iniciais.
57
CARGA HORÁRIA
P
TOTAL
40
60
100
20
20
40
20
20
40
20
20
40
20
20
40
CARGA HORÁRIA TOTAL POR DIMENSÃO CURRICULAR
DIMENSÃO CURRICULAR
Atividades Formativas
Componentes Comuns
Componentes eletivos
obrigatórios
Prática como dimensão dos saberes de natureza científico-cultural
Estágio Supervisionado
Outras atividades acadêmico-científico-culturais
TCC
CARGA HORÁRIA
TOTAL
58
CARGA HORÁRIA
POR DIMENSÃO
2.460
80
280
400
200
120
3.540
4 – METODOLOGIA DO CURSO DE PEDAGOGIA NA
MODALIDADE EAD
O curso será organizado em módulos, na modalidade a
informações e recursos didático-pedagógicos que possibilitem os
distância, com momentos presenciais no início e término de cada
estudos de forma autônoma com qualidade e promovam a
módulo, com avaliação presencial. Cada módulo será planejado
interação humana fundamental para o processo de aprendizagem.
pela equipe docente do curso, articulando o programa de ensino
A tutoria é compreendida como um dos elementos do
em cada eixo curricular e entre estes. Serão eleitos temas
processo educativo que possibilita a (res)significação da educação
integradores e atividades conjuntas (seminários, visitas, oficinas,
a distância, principalmente em termos de possibilitar, em razão de
trabalhos acadêmicos) com o objetivo de atingir essa articulação
suas características, o rompimento da noção de tempo/espaço da
com contextualização mais ampla possível em cada unidade e em
escola tradicional: tempo como objeto, exterior ao homem, não
cada módulo.
experiencial.
Na educação à distância, a interlocução aluno/orientador é
exclusiva. Professor ou tutor, paradoxalmente ao sentido atribuído
Tutoria
ao termo “distância”, devem estar permanentemente em contato
O curso terá um sistema tutorial que é uma organização
institucional
envolvendo
professores,
acadêmicos,
procedimentos
educacionais
que
tutores
administrativos,
no conjunto
objetivam
e
com o aluno, através da manutenção de um processo dialógico, em
orientadores
tecnológicos
e
particularmente
o
que o entorno, o percurso, expectativas, realizações, dúvidas,
dificuldades, etc, sejam elementos dinamizadores desse processo.
Por esta razão, essa dimensão da orientação impõe uma relação
atendimento às necessidades de ensino-aprendizagem do aluno na
em que o número de alunos por orientador permita um
modalidade de EAD, tendo como referência a disponibilização de
59
acompanhamento muito próximo. No curso, esta relação será de 1
Juntamente com os coordenadores de pólo, cada equipe de
orientador para cada 25 alunos.
tutores se responsabilizará pelo processo de acompanhamento da
A tutoria será organizada em cada pólo, que funciona como
vida acadêmica dos alunos, em todos os níveis.
Centro de Apoio, contará com 1 coordenador de pólo e uma
Os meios utilizados na tutoria envolvem a comunicação
equipe de tutores numa relação de 25 alunos por tutor.
para acompanhamento e orientação no processo de ensinoaprendizagem será on-line e/ou presencial e acontecerá por meio
O Coordenador de Pólo será o responsável pela supervisão,
de plantões previamente definidos ou a qualquer momento,
nos Pólos das operações referentes a tecnologia de ensino à
usando os mecanismos existentes no ambiente virtual de
distância, equipamentos e materiais de consumo, infra-estrutura
aprendizagem.
operacional (videoteca, biblioteca, equipamentos de multimídia,
Para
garantir
o
processo
de
interlocução
permanente e dinâmico, a tutoria utilizará não só a rede
redes de comunicação, ambiente virtual), controles administrativos,
comunicacional , viabilizada pela internet, mas também
financeiros e operacionais.
outros
meios de comunicação.
O Coordenador de Pólo, assessora, também, tecnicamente
a equipe de tutores e presta atendimento aos alunos da região
Dentre esses outros meios estão: telefone, fax, correio e
abrangida pelo pólo. Os Coordenadores de pólo serão escolhidos
rádio, que permitirão que todos os alunos, independentemente de
através de processo seletivo, que terá como critérios para o
suas condições de acesso ao centro tecnológico do município sede,
candidato à função o seguinte: graduação ou pós-graduação em
possam contar com o serviço de orientação e de informações
áreas da educação; disponibilidade para deslocamento para os
relativas ao curso.
municípios que participam do projeto; dedicação compatível a uma
É dada ao aluno a opção também de realizar a orientação
jornada de 40 horas, com disponibilidade de, quando necessário,
de forma presencial. Os tutores estarão disponíveis no centro de
trabalhar em finais de semana; residir na região pólo.
apoio do município sede da região pólo.
Após a
seleção, os candidatos devem participar do processo de formação
Será
realizada
na
forma
de
comunicações
aluno-
em curso sobre EAD, a participação de grupos de estudos sobre o
especialista, aluno-tutor e aluno-aluno, empregando contatos
material didático do curso e questões relativas ao processo de
Internet, telefone, fax e correspondência.
orientação.
Os recursos da Internet serão empregados com vistas a
disseminar informações sobre o curso, abrigar funções de apoio ao
60
estudo, além de proporcionar acesso ao correio eletrônico, fóruns e
eletrônicos e também são responsáveis por atividades como pratica
“chat . Serão também realizados trabalhos cooperativos entre os
e estagio. Os alunos recebem informações sobre quem é seu tutor
alunos.
eletrônico e seu e-mail no inicio do curso.
O Ambiente Virtual de Aprendizagem e-proinfo a ser
O sistema tutorial tem como agentes principais os
utilizado na Internet envolverá toda a comunicação e divulgação
professores autores das disciplinas, os professores tutores e os
dos materiais do curso. A vídeo-conferência poderá também ser
orientadores acadêmicos. Estes profissionais apresentarão o
utilizada como ferramenta para a interlocução professor-aluno-tutor.
seguinte perfil e atribuições:
Por meio do Sistema de Acompanhamento cada estudante
O professor autor de materiais didáticos tem mestrado ou
receberá retorno individualizado sobre o seu desempenho, bem
doutorado na área em que terá a autoria do material didático;
como orientações e trocas de informações complementares
possui conhecimento expressivo na área referente ao conteúdo das
relativas a conteúdos abordados, de exercícios desenvolvidos, e
disciplinas sob sua responsabilidade autoral; tem experiência
principalmente dos que tenham sido respondidos de forma
docente e domínio na utilização das TIC; conhece as técnicas de
incorreta, propiciando-se novas elaborações e encaminhamentos
elaboração de materiais para a EAD, integrando a equipe
de reavaliações.
interdisciplinar
Através da tutoria é possível garantir o processo de
interlocução necessário a qualquer projeto educativo.
que
irá
elaborar
os
materiais
didáticos,
preferencialmente deverá ocupar, também, a função de professor
Assim, o
formador de sua disciplina. O professor autor tem como atribuições:
aluno é acompanhado pela Internet pelo tutor presencialmente na
redação dos conteúdos disciplinares na área de seu conhecimento
unidade. O tutor realiza a mediação do processo de ensino e
profissional e/ou formação acadêmica; participar de reuniões para
aprendizagem entre aluno, docente e coordenação. É ele que com
avaliação dos cursos em que seja professor autor; revisar os
as orientações do professor especialista, que ministra as aulas,
materiais didáticos sob sua responsabilidade, após avaliação do
realiza as atividades de avaliação das atividades constantes do
coordenador, tutor e alunos; acompanhar o desenvolvimento dos
portfólio do aluno, além de disponibilizar aos alunos orientações
cursos, zelando pelo cumprimento de seus objetivos; participar do
sobre conteúdo das disciplinas e das atividades. O tutor presencial
processo de seleção e capacitação dos tutores; organizar, em
acompanha o desenvolvimento das teleaulas e aulas atividades,
conjunto com o professor coordenador, o processo de avaliação da
encaminhando as dúvidas dos alunos aos docentes, tutores
aprendizagem; acompanhar as atividades desenvolvidas pelos
61
tutores;
participar
da
organização
e
veiculação
das
virtuais e chats, na tutoria virtual especificamente; exercer ou já ter
videoconferências e fóruns de debate. O professor autor, poderá
exercido a atividade docente e tem conhecimentos básicos sobre o
também, atuar como professor tutor das disciplinas para as quais
processo de ensino e aprendizagem na modalidade a distância;
lhe foi delegada a competência de redigir os materiais didáticos ou
possuir habilidades comunicativas para, de forma eficiente, interagir
de disciplinas que são afins com sua área de formação.
com o aluno e o grupo a distância; ter conhecimento e destreza ao
Os professores tutores têm especialização na área do
utilizar as TIC; demonstrar maturidade intelectual e emocional que
curso, experiência docente, conhecimentos na área referente aos
lhe permite lidar com situações-problema, bem como perceber e
conteúdos das disciplinas sob sua responsabilidade tutorial,
tratar adequadamente diferenças, sejam elas pessoais ou culturais;
disponibilidade de horários para o atendimento aos alunos e
ser capaz de articular-se rapidamente com o grupo com o qual está
domínio na utilização das TIC. O professor tutor tem como
temporariamente trabalhando, demais tutores, professores e
atribuições: dar atendimento personalizado e de forma efetiva aos
coordenadores do curso.
alunos; motivar os alunos no que tange ao processo ensino-
Será exigido do tutor a responsabilidade de gerir o processo
aprendizagem; assessorar os alunos no desenvolvimento das
de ensino e aprendizagem dos seus alunos na modalidade a
atividades propostas nos materiais didáticos; assessorar os alunos
distância. Cada tutor irá atender até no máximo 25 alunos por
no desenvolvimento das atividades pedagógicas por intermédio do
turma,
ambiente virtual de aprendizagem; administrar o processo de
desempenho dos alunos no ambiente virtual
avaliação durante o desenvolvimento das disciplinas sob sua
aprendizagem.
comprometendo-se
a
acompanhar
diariamente
o
de ensino e
responsabilidade; orientar e avaliar os trabalhos de conclusão de
Caberá ao tutor oferecer assistência metodológica e
curso afins a sua disciplina; orientar e supervisionar as atividades
pedagógica com relação aos conteúdos abordados no âmbito da
teóricas e práticas da prática de ensino compatíveis com sua
disciplina,
motivar
formação profissional e acadêmica; participar dos encontros
esclarecer
suas
presenciais com os alunos; participar das reuniões de avaliação do
pedagógica que porventura surjam no decorrer da disciplina que
curso; participar da capacitação dos alunos no uso do ambiente
estiverem tutorando. São responsáveis pela avaliação do processo
virtual de aprendizagem; corrigir as atividades de avaliação e dar
de aprendizagem dos alunos.
um feedback aos alunos; participar de videoconferências, de fóruns
62
diariamente
dúvidas
e
a
participação
resolver
problemas
dos
alunos,
de
ordem
Os tutores serão selecionados por meio de processo
professor e tutor) relativas à confecção e uso do material didático;
seletivo interno para responder por uma ou mais disciplinas de sua
detectar os principais problemas dos alunos, diagnosticando suas
competência. Uma vez selecionados os tutores serão contratados
causas e procurando saná-los com o apoio do Colegiado do Curso;
pela FUNDEPES e deverão se submeter ao modelo de tutoria
auxiliar o aluno a superar dificuldades orientando-o individualmente
definido pelo Colegiado do Curso.
e/ou coletivamente; estimular o aluno a manter seu ritmo de
Os
tutores
atuam
como
aprendizagem; reforçar o trabalho do aluno, dando-lhe uma visão
mediadores e orientadores das atividades, acompanhando o
global do estudado, situando o aprendido no conjunto das
desenvolvimento de cada aluno e turma, especialmente através dos
disciplinas; indicar ao aluno que não teve o desempenho mínimo na
recursos e instrumentos oferecidos pelo ambiente virtual de
avaliação, as atividades que deverá realizar para passar ao módulo
aprendizagem, bem como por outras formas de comunicação.
seguinte; motivar o aluno, auxiliando-o a compreender as relações
Os Orientadores
junto
ao
professor
autor,
do estudo com seus interesses particulares e profissionais; colocar
Acadêmicos são alunos da pós-
à disposição do aluno material de consulta bibliográfica, materiais
graduação ou professores especialistas de áreas afins das regiões
audiovisuais e outros; participar do processo de avaliação do curso;
que compõem os pólos envolvidos no projeto. São responsáveis
facilitar aos alunos a integração e uso dos distintos recursos postos
pelo acompanhamento do desenvolvimento da disciplina/módulo,
à sua disposição; fomentar o uso da biblioteca, laboratórios e
nas atividades de apoio tecnológico, pedagógico, administrativo e
mediateca do pólo de EAD; incentivar e orientar os alunos a
logístico, têm, no mínimo, especialização na área do curso e
consultar bibliografia complementar aos textos didáticos sugeridos;
domínio das TIC. As atribuições do orientador acadêmico são:
participar da organização e da aplicação das atividades de
apoiar os professores tutores em atividades de conferência de
avaliação de desempenho que serão realizadas presencialmente
relatórios; encaminhar questões às áreas correspondentes (técnica,
pedagógica,
pesquisa
e
atendimento);
observar
o
no pólos; contatar os tutores quando necessitarem de orientações
bom
de ordem pedagógica ou administrativo-acadêmica; manter contato
funcionamento dos recursos utilizados; monitorar o acesso dos
com o Colegiado do Curso informando sobre o desenvolvimento
alunos ao ambiente virtual de aprendizagem; acompanhar o
dos alunos, as dificuldades encontradas, a pertinência e adequação
desenvolvimento do cronograma de trabalho – entrega de
dos materiais instrucionais, das atividades de aprendizagem e do
trabalhos; participar da capacitação sobre o uso ambiente virtual de
aprendizagem;
conhecer
e participar
sistema de comunicação; ajudar a organizar e manter em ordem os
das discussões (com
63
registros acadêmicos, o patrimônio e a biblioteca do pólo; participar
O material didático que os alunos irão receber e utilizar
do processo de avaliação de desempenho dos alunos;avaliar, com
compõem-se de:
base nas dificuldades dos alunos, os materiais didáticos utilizados
Guia do aluno: traz os direitos e deveres dos alunos, vantagens e
no curso; participar do processo de avaliação do curso.
compromissos e esclarecendo os passos da vida acadêmica do
Material Didático do Curso
aluno. Inclui orientações quanto a: coordenação do curso,
As mídias utilizadas no curso serão o material impresso e
secretaria acadêmica, biblioteca, avaliação da aprendizagem,
digital, como mídia principal, além do computador, como mídia
direitos e deveres do corpo discente.
auxiliar para que os alunos tenham a possibilidade de interagir com
os colegas, tutor, professor, membros da equipe pedagógica e
Guia do curso: contém informações específicas do curso, tais
instituição, através da Internet. Para acesso a este recurso, o aluno
como objetivos, estrutura organizacional do curso, sistema de
terá a disposição nos pólos, de computadores conectados a
avaliação e freqüência, grade curricular, recursos e materiais
Internet através do Ambiente Virtual de Aprendizagem. E, ainda,
didáticos, orientações do que é e como estudar à distância,
como complemento, nos encontros presenciais ou em atividades
sistemática operacional, interatividade, comunicação, tutoria e
extra-curriculares, poderá ser utilizado o vídeo, para empréstimo
acompanhamento.
domiciliar ou utilização em sala de aula.
O aluno terá a disposição, no Ambiente Virtual de
Módulos: material em que o aluno vai buscar o conteúdo para a
Aprendizagem, fórum e chat. Neste ambiente o professor poderá
aprendizagem. Nele encontra-se o conteúdo, as atividades
disponibilizar propostas para discussão entre os alunos, com a
reflexivas, de fixação e de avaliação, textos dos professores,
presença virtual ou não do professor ou dos tutores. Na página
leituras complementares e obrigatórias, materiais complementares
virtual do curso, o professor de cada módulo também poderá
(indicações para sites na Internet, músicas, livros, artigos, filmes).
disponibilizar materiais complementares para acesso aos alunos,
Gráficos, fotos, tabelas, ilustrações e uma diagramação adequada
tais como links para acesso à página na internet ou outros
enriquecem o projeto, contribuindo para uma maior compreensão
materiais.
do conteúdo. Esses materiais serão disponibilizados em mídia
64
impressa, através de módulos e guias de estudos e digital (cd-rom
além da comunicação síncrona, que lhe exige uma participação
e on-line) no Ambiente virtual de ensino e de aprendizagem.
efetiva no grupo de trabalho para uma avaliação do seu progresso
pelo educador; disponibilizar mecanismos ao educador para avaliar
e acompanhar o progresso da aprendizagem dos alunos; criar
Livros: Os livros indicados pelos autores dos módulos, como leitura
alternativas individuais, quando necessário, na construção do
obrigatória e complementar, estarão à disposição dos alunos na
conhecimento do educando; superar o ambiente de sala de aula
biblioteca dos pólos. Em cada pólo existe uma biblioteca para
tradicional, apresentando a informação de uma forma mais
atendimento aos alunos. Em sua constituição será considerada a
interativa, propiciando ao educando participar mais ativamente da
bibliografia relativa a cada módulo do curso. Para cada uma delas,
elaboração e construção do conhecimento, tanto individual como
serão eleitas quatro obras consideradas as mais importantes para a
em grupo.
construção e aprofundamento do conhecimento da área de estudo.
Os fóruns de discussão serão organizados e mediados
pelos professores e tutores tendo em vista a troca de idéias e o
Vídeos e CD-ROM: Na biblioteca de cada pólo existe uma
aprofundamento de conteúdos que estão sendo estudados pelos
midiateca composta por vídeos e CD-ROMs indicados pela equipe
alunos ou das atividades que estão sendo por eles desenvolvidas.
pedagógica do curso.
Os alunos que tiverem acesso à Internet a partir de suas
residências ou municípios poderão acessar o fórum, a partir do
Ambientes de Aprendizagem - para possibilitar a comunicação
laboratório de informática do pólo a que está vinculado.
contínua entre alunos, professor e tutores do curso será utilizada a
plataforma e-proinfo criada pelo MEC e indicada como plataforma
Nos momentos a distância, o aluno realizará estudos
de apoio para cursos de EAD. Esta plataforma tem como objetivo o
individuais sobre os assuntos específicos e as atividades
desenvolvimento de um ambiente multimídia para educação
pedagógicas previstas para cada módulo. Nesses momentos, ele
presencial, semipresencial e a distância, baseado na Internet. Esta
poderá contar com os tutores e orientadores acadêmicos através
ferramenta
comunicação
de plantões pedagógicos a distância e presenciais. Em horários
assíncrono, oportunizando assim que o educando trabalhe dentro
disponibilizados pelos tutores e orientadores acadêmicos, os alunos
de seu próprio ritmo de aprendizagem e em seu tempo disponível,
poderão realizar consultas por meio de telefone. Para aqueles que
permite
fornecer
mecanismos
de
65
dispuserem de um computador conectado à Internet, o atendimento
disponibilidades de tempo de estudo. Estas serão identificadas,
também será efetuado pela Internet. Além disso, poderão participar
através de questionário individual, no momento em que os alunos
de uma sala de bate-papo para se comunicarem com os colegas
fizerem a matrícula no curso e repassadas aos orientadores
quando o desejarem.
acadêmicos para organização dos plantões pedagógicos. Durante
estes plantões, os tutores deverão orientar os alunos visando
Encontros Presenciais e Freqüência
ajudá-los a superar as dificuldades que se lhes apresentam quanto
Os encontros presenciais são momentos em que alunos e
tutores
se reúnem
para
a
socialização
do
à aprendizagem dos conteúdos, inserção no curso, organização do
conhecimento,
tempo
integração, explicações de novos conteúdos, trabalhos em grupo e
de
estudo,
realização
das
atividades
de
estudo
programadas.
avaliações individuais e/ou em grupo. Os encontros presenciais
Acompanhamento do Aluno
serão realizados no pólo de atendimento ao curso. Cada módulo
contará no mínimo com dois encontros presenciais, com um
Para o acompanhamento do aluno durante o curso, o
intervalo médio de 30 dias entre eles. A presença dos alunos nos
Colegiado do curso utilizará, além da tutoria, orientador acadêmico
encontros presenciais é obrigatória em 75% do total de horas.
e professores, telefone, e-mail e se necessário, a correspondência
impressa.
Os alunos participarão de atividades programadas de
O aluno terá um acompanhamento sistemático e contínuo
acordo com os objetivos do curso: plantões pedagógicos, aulas
em seu processo de estudo e em suas atividades escolares, feito
práticas, videoconferências, trabalhos de campo, fóruns de
pelo tutor local, que irá anotando suas observações em fichas
discussão e avaliações da aprendizagem.
próprias de registro, e pelo tutor coordenador, através das
ferramentas de avaliação oferecidas pela plataforma do curso.
Nos plantões pedagógicos presenciais, os tutores e
Serão observados e analisados, entre outros: método de
orientadores acadêmicos disponibilizarão horários semanais para
estudo do aluno; empenho na realização das atividades propostas;
atendimento
interesse e a iniciativa para a leitura, estudo e a pesquisa;
personalizado
(tutoria
individualizada)
ou
em
pequenos grupos (tutoria grupal) aos alunos. Os horários serão
participação
estabelecidos em função das necessidades destes e de suas
videoconferências e nos fóruns; capacidade de questionar, refletir e
66
nas
atividades
presenciais;
participação
nas
criticar os conteúdos e abordagens propostas na disciplina;
de forma quantitativa e qualitativa de acordo com as normatizações
da UFAL.
interlocução com os tutores e colegas de curso; acompanhamento
Como forma de garantia da qualidade do curso, através do
das discussões e abordagens propostas no material didático.
atendimento ao aluno e salvaguardando a prática docente, torna-se
Se necessário, o aluno será aconselhado a reavaliar seu
método
de
estudo.
Neste
caso,
os
professores
necessária à implementação de duas etapas nesse estágio
tutores
avaliativo: a avaliação do professor pelo aluno; e a auto-avaliação
providenciarão aconselhamento e/ou providenciarão intervenções
do professor no Colegiado de Curso. Tal forma de avaliação
para ajudá-lo a superar as dificuldades de aprendizagem
proporciona uma maior fidedignidade ao trabalho docente,
identificadas.
detectando aptidões e embasamento teórico-metodológico que se
faz necessário na metodologia a distância.
Avaliação da aprendizagem
O
processo
avaliativo
se
dará
durante
todo
Nesse nível, a avaliação inicia-se desde o processo de
o
planejamento perpetuando-se ao longo de todo o desenvolvimento
desenvolvimento do curso, tendo como pressupostos básicos a
do curso, além de subsidiar a possível reoferta desse projeto.
avaliação participativa e processual, atendendo aos diversos níveis
de avaliação, tais como: a avaliação da aprendizagem, do material
A avaliação da aprendizagem na EAD apresenta as
utilizado, da metodologia tanto do professor quanto do curso.
seguintes características: aberta: utilizando-se de mais de um meio
A avaliação didático-pedagógica está fundamentada numa
para a realização (textos, pesquisas, questionários, impressos),
perspectiva emancipatória onde o aluno, a partir da reflexão da sua
realizável a qualquer momento, dependendo mais do aluno e de
prática pedagógica associando-a aos conceitos teóricos discutidos
seu próprio processo de aprendizagem que das especulações e
ao longo do curso permita-lhe desenvolver uma proposta de
conveniências do docente. A avaliação aberta é seguida da atitude
autonomia pessoal e desenvolvimento profissional que extrapole os
prescritiva do professor que oferece informações sobre os erros
modelos tradicionais de avaliação.
cometidos e suas possíveis causas, orientando sobre a resposta
A importância desta avaliação processual, nos seus
diversos níveis, constitui-se uma prática constante de
realimentação, possibilitando as intervenções que se fizerem
necessárias, como forma de minimizar os possíveis óbices do
processo. O processo avaliativo da aprendizagem desenvolve-se
correta.
A avaliação da aprendizagem consiste de um processo
sistemático, continuado e cumulativo que contempla: diagnóstico,
acompanhamento, reorientação e reconhecimento de saberes,
67
competências, habilidades e atitudes; diferentes atividades, ações e
corrigidos, ou de exames a distância, com prazo para retorno das
iniciativas
cada
soluções. Atividades avaliativas através das quais procurar-se-á
componente curricular; análise, a comunicação e orientação
verificar seu processo de construção dos conhecimentos proposto
periódica do desempenho do aluno em cada atividade, fase ou
pelo módulo ou atividade de curso, bem como seu progresso na
conjunto de ações e iniciativas didático-pedagógicas; prescrição
aquisição de habilidades e competências previstas. Elas serão
e/ou proposição de oportunidades suplementares de aprendizagem
elaboradas pelo professor do módulo e discutidas com os tutores
nas situações de desempenho considerado insuficiente em uma
coordenadores. A escolha dos instrumentos para obtenção de
atividade, fase ou conjunto de ações e iniciativas didático-
dados e informações envolverá trabalhos escritos individuais ou em
pedagógicas.
grupo; relatórios de projetos ou de pesquisas; participação em
didático-pedagógicas
compreendidas
em
O processo de avaliação da aprendizagem constará de:
trabalhos, seminários; provas; estudo de caso, preparação e
a) Exercícios avaliativos: exercícios pertinentes aos módulos
análise de planos; observação de aulas; entrevistas; memorial;
didáticos. Ao término de cada módulo, constará um conjunto de
monografia; exercícios; redação de textos; elaboração de material
exercícios avaliativos. A interatividade dos alunos entre eles, com
didático, comentários e resenhas sobre textos e vídeos; resolução
os professores tutores e orientadores acadêmicos é fortemente
de problemas, solução de casos práticos. Essas avaliações, devem
estimulada na realização dos exercícios avaliativos, visando a
incluir atividades em grupo, para estimular a interação entre
implementar processos de ensino e aprendizagem de sucesso. Nos
estudantes para compartilhar as dificuldades e buscar soluções
pólos de EAD, incentiva-se também, os alunos a trabalharem em
para os problemas.
grupo, utilizando as TIC disponíveis. Tais exercícios, bem como um
c) Avaliações presenciais: os alunos realizarão, nos pólos, uma
relatório sucinto, a respeito das atividades desenvolvidas, a ser
elaborado
pelos
tutores,
serão
enviados
aos
avaliação presencial ao final de cada módulo, considerando a
professores
exigência legal do MEC para os cursos a distância. Os
formadores.
instrumentos e estratégias escolhidos deverão estar articulados
com os objetivos, os conteúdos e as práticas pedagógicas
b) Avaliações a distância: essencialmente de caráter formativo.
adotadas. A avaliação será elaborada pelo especialista do módulo
Podem se constituir, de acordo com a essência do módulo, de
e discutida com os professores tutores. O processo de impressão,
trabalhos enviados para os pólos pelos tutores e por eles
empacotamento e transporte da avaliação será acompanhado pelo
68
colegiado do curso, pelos tutores que também estarão presentes
maior dificuldade, revendo seu método de estudo, planejando
nos pólos no momento de sua aplicação.
melhor seu tempo. À equipe pedagógica do curso, ela possibilitará
o acompanhamento do desempenho escolar de cada licenciando,
d) Auto-avaliação: deverá permear o material didático levando o
de modo a identificar aspectos que demandem atenção especial,
aluno a avaliar seu progresso e a desenvolver estratégias de
metacognição
ao
se
conscientizar
dos
diversos
visando buscar meios de ajudá-lo a superar suas dificuldades. Aos
aspectos
responsáveis pela gestão do curso, a avaliação de desempenho do
envolvidos em seus processos cognitivos. A auto-avaliação
aluno servirá como fornecedor de “pistas”, apontando para a
auxiliará o estudante a tornar-se mais autônomo, responsável,
necessidade de mudança da prática pedagógica, de revisão dos
crítico, capaz de desenvolver sua independência intelectual. O
materiais didáticos, do desenvolvimento do curso e do próprio
aluno realizará as atividades de auto-avaliação que se encontram
processo avaliativo.
no material didático. Sendo uma forma de auto-observação e de
autoconhecimento, elas permitirão que o aluno avalie o seu
A avaliação da aprendizagem será conduzida visando:
progresso e desenvolva estratégias de metacognição ao se
acompanhar o desempenho escolar de cada licenciando, de modo
conscientizar dos diversos aspectos envolvidos nos seus processos
a identificar aspectos que demandem maior atenção; identificar
cognitivos. A auto-avaliação auxiliará o aluno a tornar-se mais
formas de apoiar os alunos; verificar se os objetivos e metas do
autônomo,
curso e das disciplinas estão sendo alcançados; obter subsídios
responsável,
crítico,
capaz de
desenvolver
sua
independência intelectual.
para aperfeiçoamento do curso.
A avaliação possibilitará ao aluno verificar os resultados que
vai alcançando no processo de aprendizagem e, se necessário,
mudar sua forma de participação no curso: empenhando-se mais,
dando maior atenção às atividades e disciplinas em que encontra
69
5 – CORPO DOCENTE DO CEDU
NOME
ABDIZIA MARIA ALVES BARROS
ADALGIZA MARIA PIRES
ADRIANA ALMEIDA SALES DE MELO
ALEXANDRE MAGNO CANCIO BULHOES
AMANDIO ARISTIDES RIHAN GERALDES
ANA MARIA GAMA FLORENCIO
ANA MARIA VERGNE DE MORAIS OLIVEIRA
ANTONIO PASSOS LIMA FILHO
CARLOS ALBERTO DE BARROS LIMA
CESAR NONATO BEZERRAS CANDEIAS
CIDETE CAVALCANTI DE MELO
CIRO DE OLIVEIRA BEZERRA
CONCEIÇÃO GISLANE NOBREGA LIMA DE SALLES
EDUARDO CALIL DE OLIVEIRA
EDUARDO LUIS LOPES MONTENEGRO
ELIANE MARIA DE ARAUJO FERREIRA
ELISABETH SANTA ROSA DE MEDEIROS
ELTON CASADO FIREMAN
ELZA MARIA DA SILVA
ERALDO DE SOUZA FERRAZ
FATIMA LUCIA SOARES RIBEIRO
FERNANDO ANTONIO MESQUITA DE MEDEIROS
FRANCISCO DE ASSIS FARIAS
GONZALO ENRIQUE ABIO VIRSIDA
INALDA MARIA DOS SANTOS
IRAILDE CORREIA DE SOUZA OLIVEIRA
IVANA BROAD RIZZO SILVA
JERZUI MENDES TORRES TOMAZ
JOSE GERALDO DA CRUZ GOMES RIBEIRO
SIT
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
70
CARGO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF.ASSISTENTE
PROF.ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. AUXILIAR
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. AUXILIAR
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
LOTAÇÃO
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
JOSE MARCIO AUGUSTO DE OLIVEIRA
KATIA MARIA SILVA DE MELO
LAURA CRISTINA VIEIRA PIZZI
LEDA MARIA DE ALMEIDA
LEONEA VITORIA SANTIAGO
LICIA GATTO SANTA RITA DE MELO
LUCIA CRISTINA SILVEIRA MONTEIRO
LUIS PAULO LEOPOLDO MERCADO
MARIA ALBA CORREIA DA SILVA
MARIA AUXILIADORA DA SILVA CAVALCANTE
MARIA AUXILIADORA SILVA FREITAS
MARIA DAS GRAÇAS DE LOIOLA MADEIRA
MARIA DAS GRAÇAS MARINHO DE ALMEIDA
MARIA DAS GRAÇAS MEDEIROS TAVARES
MARIA DO SOCORRO AGUIAR DE OLIVEIRA CAVALCANTE
MARIA DO SOCORRO MENESES DANTAS
MARIA EDNA DE LIMA BERTOLDO
MARIA ELIZABETE DE ANDRADE SILVA
MARIA HELENA FERREIRA PASTOR CRUZ
MARIA INEZ MATOSO SILVEIRA
MARIA RENEUDE DE SA
MARTA DE MOURA COSTA
MOISES DE MELO SANTANA
NADJA NAIRA AGUIAR RIBEIRO
NEIZA DE LOURDES FREDERICO FUMES
PATRICIA CAVALCANTI AYRES MONTENEGRO
SERGIO DA COSTA BORBA
SUZANA MARIA BARRIOS LUIS
VERTER PAES CAVALCANTI
VILMA MARIA DE LIMA BEZERRA
WILSON CORREIA SAMPAIO
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
EST
71
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF.ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. AUXILIAR
PROF. AUXILIAR
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
PROF. ADJUNTO
PROF. ADJUNTO
PROF. ASSISTENTE
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
CEDU
6 - BIBLIOGRAFIA BÁSICA DAS DISCIPLINA
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
BARBOSA, Ana Mae...[et. al.] (Orgs.). Arte-Educação:
Leitura no subsolo. 6.ed. São Paulo: Cortez, 2005.
DUCKUR, Lusirene Costa Bezerra. Em Busca da formação
de indivíduos autônomos nas aulas de educação física.
Campinas: Autores Associados,2004.
FUSARI, Maria F. de Rezende e; FERRAZ, Maria Heloísa C.
de T. Arte na Educação Escolar. 2.ed. São Paulo: Cortez,
2004.
IAVELBERG, Rosa. Para gostar de Aprender Arte: Sala de
aula e formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2003.
MATTOS, Mauro Gomes de; NEIRA, Marcos Garcia.
Educação Física Infantil: Construindo o movimento na
escola. 5.ed. São Paulo: Phorte, 2005.
VAYER & TOULOUSE. Linguagem Corporal. Porto Alegre:
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BUSQUET, Maria Dolors [ et. al.] Temas Transversais em
Educação. 6.ed. São Paulo: Ática, 2003.
FONSECA, Maria da Conceição F. R. Educação Matemática
de Jovens e Adultos. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
FREIRE, Paulo. A educação na cidade. 6.ed. São Paulo:
Cortez, 2005.
GADOTTI, Moacir; ROMÃO, José E. (Org.). Educação de
jovens e Adultos: Teoria, prática e propostas. 7.ed. São
Paulo: Cortez, 2005.
OLIVEIRA, Inês Barbosa de; PAIVA, Jane (Orgs). Educação
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PICONEZ, Stela C. Bertholo. Educação Escolar de Jovens
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SOARES, Leôncio José Gomes. Educação de Jovens e
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SOARES, Leôncio; GIOVANETTI, Maria Amélia; GOMES,
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Adultos. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
SABERES E METODOLOGIAS DO ENSINO DE HISTÓRIA I
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História:
Fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2005.
BRASIL - Secretaria De Educação Fundamental. Parâmetros
curriculares nacionais: História e geografia. 2.ed. Rio de
Janeiro: DP&A, 2000.
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88
7 – ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO
Para a caracterização do estágio como complementação
Para a integralização do estágio o aluno deverá cumprir a
da formação curricular e treinamento, a prática pedagógica deve
carga horária obrigatória destinada, incluindo as horas destinadas
ser condizente com o Projeto Pedagógico do curso freqüentado
ao planejamento, orientação dada pelo professor supervisor e
pelo aluno e direcionado através dos marcos
avaliação das atividades. A escolha e opção do campo de estágio
referencial,
institucional e legal da instituição.
será de responsabilidade do aluno, conforme seus interesses
dentro das formações que o curso se propõe.
O curso de Pedagogia na modalidade a distância, tendo
como clientela professores que já estão no efetivo exercício do
Os estágios serão coordenados pelo Colegiado do Curso -
magistério deverá possibilitar ao aluno, através das atividades
estágio de práticas de ensino das séries iniciais do ensino
propostas, fazer incursões no cotidiano da sua escola e na sua
fundamental; de educação fundamental e disciplinas do ensino
prática docente e ou de especialistas da educação, permitindo
médio; estágio de coordenação pedagógica.
analisar e avaliar seu exercício
profissional. Neste enfoque, o
Professores com formação específica acompanharão os
professor de estágio deverá ter uma maior atenção, fazendo com
estágios. Este acompanhamento inclui: fundamentação teórica da
que o aluno/profissional possa refletir a sua prática atual com base
nos
conhecimentos
conseqüentemente
adquiridos
desenvolva
ao
longo
projetos
do
de
curso
ação resgatando todo conteúdo transmitido ao longo dos semestres
e
que envolvem o estágio, discussão e elaboração de instrumentos,
intervenção,
preparação de material, indicação de bibliografia complementar,
modificando a realidade com coerência entre a prática do discurso
atuação, avaliação processual.
e o discurso na pratica adquirido de forma orgânica, através do
Esse trabalho resultante do estágio constitui o trabalho de
processo contínuo de ação-reflexão-ação.
conclusão do curso - TCC, que tornará o aluno apto a receber o
89
diploma de conclusão do curso, contendo o registro das
O estagiário tem os seguintes direitos e obrigações: adquirir
habilitações. As discussões coletivas se darão no pólo.
experiência prática na sua área de formação. O estágio não tem
duração mínima estipulada. Pode ser interrompido de acordo com
Antes dos alunos serem encaminhados para os campos de
seus interesses ou os da instituição. As hipóteses de interrupção de
estágios irão receber informações gerais sobre o estágio, a forma
estágio são: trancamento de matrícula; mudança de curso; deixar
como este deverá ser desenvolvido e as formas de avaliação.
de freqüentar o curso regularmente e conclusão de curso. Manter
São atribuições dos estagiários:
sigilo sobre as informações relacionadas às instituições. Preencher
participar ativamente das atividades de estágio que lhe
corretamente os relatórios de estágio, cumprindo os prazos
forem atribuídas;
estabelecidos. O relatório de estágio é o documento que garantirá
que as condições do seu estágio sejam cumpridas.
cumprir a carga horária e o horário estabelecido para
Buscando a sólida formação de professores que tenham
estágio;
competências
participar de reuniões de avaliação;
elaborar e apresentar um relatório para cada etapa do
a
criação,
planejamento,
a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos, o programa de
estágio supervisionado visa minimizar a distância entre a teoria e a
prática e a desarticulação entre os diferentes níveis de atuação dos
O estágio é o espaço de aprendizagem do fazer concreto
professores, iniciando com a promoção do envolvimento do futuro
das idéias do curso de Pedagogia, onde uma variedade de
de
para
realização, gestão e avaliação de situações didáticas eficazes para
estágio;
situações,
facilitadoras
atividades
de
aprendizagem
profissional
docente no projeto educativo da escola, propiciando além de
se
reflexão sobre os conteúdos da área, a análise dos contextos em
manifestam para o estagiário tendo em vista sua profissionalização.
que se inscrevem as temáticas sócias transversais.
“O estágio é o locus onde a identidade profissional do aluno é
O principal objetivo do estágio é que o aluno adquirira
gerada, construída e referida; volta-se para o desenvolvimento de
experiência prática na sua área de formação. Para tanto, o aluno
uma ação vivenciada, reflexiva e crítica e, por isso, deve ser
deve preencher corretamente os relatórios de estágio, cumprindo
planejado gradativa e sistematicamente”.
os prazos estabelecidos. O relatório de estágio é o documento que
90
garantirá que as condições do seu estágio sejam cumpridas. O
presenciar as várias situações que se manifestam em sala de aula
estágio poderá ser interrompido se houver trancamento de
e se preparar para o momento em que estiver na regência de
matrícula; mudança de curso; se o aluno deixar de freqüentar o
classe/aula. O Estágio de Regência é a fase posterior à
curso regularmente e conclusão de curso.
Observação e se caracteriza pela atuação do aluno-estagiário
O estágio supervisionado tem por objetivos gerais:
como regente de classe/aula.
a) desenvolver os alunos na aplicação prática dos fatos teóricos
O campo de estágio envolve escolas de Ensino Fundamental
estudados no curso, quanto ao desempenho do aluno como
e/ou de Ensino Médio, públicas ou particulares, fundações,
docente;
sociedades civis sem fins lucrativos que lidam com o Ensino
b) dar maior flexibilidade às noções teóricas assimiladas;
Fundamental e/ou Ensino Médio; empresas prestadoras de
c) interagir no sistema didático-pedagógico em escolas privadas ou
serviços educacionais à comunidade.
públicas.
Atividades e do Programa de Estágio
d) oportunizar ao aluno um contato profissional que possibilite seu
ingresso no mercado de trabalho;
O estágio compreenderá o exercício de atividades nas turmas
e) desenvolver postura de Educador Escolar.
de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental e na Administração
O aluno estagiará na área de Educação conforme indicação
Escolar, de acordo com as Licenciaturas, orientado no sentido de
da Licenciatura, totalizando 400 horas. O estágio poderá ser
possibilitar ao estudante uma visão de conjunto do campo
desenvolvido na área específica da escola com a qual o aluno
profissional educativo e profissional.
mantém vínculo empregatício. ode ser realizado em uma única
Todo
escola de Ensino Fundamental ou Médio.
estágio
obedecerá
ao
programa
que
deverá,
obrigatoriamente, ser aprovado pelo responsável da escola, pelo
Para o Estágio Supervisionado são consideradas duas
Supervisor de Estágio e pelo Professor Orientador.
modalidades: Observação e Regência. O Estágio de Observação é
Os programas de estágio deverão acompanhar a formação
a fase inicial do estágio e poderá ter carga horária de até 40% das
teórica do estudante.
400 horas destinadas ao Estágio Supervisionado. Caracteriza-se
Deverão contar, obrigatoriamente, dos projetos de estágio, os
por um período em que o aluno- estagiário tem a oportunidade de
seguintes elementos:
91
a) apresentação e justificativas;
Parágrafo único dar-se-á para os alunos que exerceram atividade
b) objetivos gerais e específicos do estágio;
docente regular na educação básica, quando:
c) escola, ou entidade em que o estágio se realizará;
a) tenham sido efetuadas em escolas autorizadas;
d) período em que se realizará o estágio.
b) apresentem declaração comprobatória.
Com relação ao projeto de estágio citado no artigo anterior,
c) não estarem ligadas a áreas diferentes das áreas de atuação do
o mesmo deverá atender às normas específicas da Metodologia
curso.
Científica, contendo:
O
aproveitamento
das
horas
de
estágio
curricular
a) indicação detalhada das diversas etapas em que se dividirá o
supervisionado será aprovado pelo Colegiado de Curso, ouvidos os
estágio;
professores envolvidos e o Coordenador de Curso.
b) programa de leituras elaborado pelo Orientador e comprovados
Avaliação das Atividades de Estágio Supervisionado
pela apresentação obrigatória de relatórios por parte do estagiário;
c) indicação de fontes bibliográficas.
O
Estágio
Supervisionado
Resulta da análise, pelo professor supervisor de estágio:
em
Escolas
de
Ensino
I - do cumprimento da carga horária de prática profissional prevista
Fundamental e Ensino Médio deverá envolver aprendizagem de
para o curso por legislação específica;
noções teóricas, experiência de regência de classe..
II - da qualidade, pertinência e adequação do relatório das
A administração e a supervisão global do estágio serão
atividades previstas no Projeto de Estágio Supervisionado; e
exercidas pela Coordenação do Curso e pelos professores
III - do cumprimento dos prazos para entrega dos relatórios das
supervisores de estágio.
atividades propostas como Estágio Supervisionado.
Reaproveitamento da Prática Profissional
Relatórios
O aproveitamento de até 50% das 400 horas de estágio
Para o acompanhamento dos estágios, os alunos deverão
curricular supervisionado, conforme a resolução nº CNE/CP Nº 2,
manter registros constantes de suas atividades. Esses documentos
de 19 de fevereiro de 2002 (DOU 04/03/02), artigo 1º, inciso IV.
serão compostos por:
92
Uma carta padrão de apresentação do estagiário que
Planilha de observação de aula ou de atividade, onde serão
deverá ser entregue na instituição em que esta efetivará seu
registradas as observações feitas e as possíveis propostas de
estágio, devendo devolver a coordenação, uma cópia devidamente
intervenção.
protocolada;
Ficha de caracterização da instituição onde o estágio será
realizado, que deverá ser aprovada pelo professor responsável no
semestre correspondente;
Relatório de registro de estágio onde serão anotados os
horários e as atividades realizadas com a assinatura do professor
e/ou da autoridade junto a qual será realizado estágio e com o visto
do professor responsável. Esta ficha deverá ser entregue ao final
de cada semestre junto à secretaria da escola para ser arquivada
no prontuário do aluno.
O
relatório
deverá
ser
apresentado
contendo:
planejamento do diagnóstico da escola; plano de atuação na
escola; resultados obtidos a partir da proposta contida no plano de
trabalho. A importância do relatório reside no fato de que através
deste será possível acompanhar o aluno no estágio bem como
também
iniciá-lo
na
elaboração
de
relatórios
específicos
relacionados às atividades profissionais futuras, fornecendo ao
professor de estágio um instrumento de avaliação e ainda, ao
estabelecimento foco da prática do aluno, subsídios para melhoria
de qualidade do ensino ali desenvolvido.
93
8 – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC
Ao término do curso o aluno deverá realizar um
sistematização
da
reflexão
sobre
a
prática
docente,
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), cujo tema deverá ser
retomando os saberes apreendidos/construídos durante o
definido na disciplina Pesquisa. Esta monografia será um
curso em articulação com as vivências pessoais. O seminário,
projeto de atuação para ser aplicado usando a modalidade
neste contexto, deve orientar, em momentos coletivos e em
EAD na disciplina ou cursos em que atuam. O projeto
grupo, o TCC, concebendo-o como momento privilegiado de
contempla a experiência já adquirida pelo aluno, revista e
síntese e reflexão dos alunos sobre a sua prática pedagógica,
reformulada a partir dos estudos teóricos e experiências
possibilitando a elaboração de um produto, sob a forma de
vividas no curso de modo a efetuar a transposição didática
projeto de intervenção didático-pedagógica, de caráter
relevante para a aprendizagem do aluno, e será orientado e
interdisciplinar, a ser desenvolvido nos espaços onde atuam,
supervisionado pelo tutor e pela equipe pedagógica do curso.
considerando a realidade educacional vivenciada, sob a forma
de
O processo constante de reflexão do aluno diante de
atividades
integradas,
capacitando-os,
inclusive,
a
sua prática pedagógica servirá de base para elaboração do
contribuir posteriormente na elaboração dos projetos político-
TCC a ser produzido no contexto dos Seminários Integrados
pedagógico nas escolas envolvidas.
de Prática Docente. Os seminários, a serem desenvolvidos,
após
os
módulos,
pretende
ser
um
momento
de
94
9 – ESTRUTURA TÉCNICA, PEDAGÓGICA, FINANCEIRA E
OPERACIONAL
Para o desenvolvimento do Curso de Pedagogia a Distância
de ensino a distancia mínima na cidade; compromisso dos prefeitos
é necessário o estabelecimento de uma rede comunicacional que
em oferecer pólo dentro das exigências da UAB. Em cada região
possibilite a ligação dos vários pólos regionais onde será oferecido
pólo será organizado um centro de apoio, com infra-estrutura e
o curso. Para tanto, é imprescindível a ampliação daestrutura física
organização de serviços que permitam o desenvolvimento de
e acadêmica no NEAD/CEDU, com a garantia de: manutenção de
atividades de cunho administrativo e acadêmico do curso de
equipe multidisciplinar para orientação nas diferentes áreas do
administração à distância. Cada Centro de apoio atenderá até 100
saber que compõem o curso; designação de professores das
alunos.
disciplinas, que se responsabilizarão pelo acompanhamento
Para atender esse público, faz- se necessário a garantia de:
acadêmico do curso e tutores presenciais em um pólo regional;
Centro Tecnológico com infra-estrutura que permita aos alunos
instalação e manutenção de núcleos tecnológicos, na UFAL e nos
conectarem-se à rede de comunicação implementada pelo
pólos regionais que dêem suporte à rede comunicacional prevista
NEAD/CEDU, para permitir o processo de interlocução entre os
para o curso.
sujeitos da ação educativa (aluno, professor, tutor); Garantia de
espaços que permitam o desenvolvimento das orientações
Implantação de Centros de Apoio
acadêmicas, os encontros presenciais, a realização dos seminários
Os Centros de Apoio serão organizados nos municípios pólos do
temáticos; Implantação e organização de serviços de apoio
projeto, a saber: Santana do Ipanema, Maceió, Olho D’ Água,
pedagógico ao estudante, dentre eles: biblioteca, videoteca e
Maceió e Porto Calvo. A escolha destes pólos se deu em razão dos
softwares educativos; Organização de um serviço de orientação e
seguintes critérios: necessidade de formação de professores nas
acompanhamentos acadêmicos; constituição de um Colegiado de
regiões do entrono desses municípios; existência de infra-estrutura
curso; criação de uma secretaria geral: que proceda ao controle da
95
distribuição de material didático aos alunos , desempenhe todas as
acompanhar o processo de avaliação do curso, em suas múltiplas
funções relativas ao recebimento, expedição e arquivo de
dimensões; presidir o Colegiado de Curso.
correspondências, faça circular as informações necessárias ao
andamento do
curso,
execute
todo
serviço
de
apoio
Coordenador de Tutoria – é responsável pela organização e
ao
disponibilização dos conteúdos por áreas de conhecimento. Cabe
desenvolvimento dos momentos presenciais do curso e faça o
a esse coordenador assessorar os tutores no que diz respeito ao
registro acadêmico do desempenho dos alunos.
estudo e discussão dos conteúdos dos materiais didáticos do
Coordenador Geral - é responsável pelo curso nas suas
curso. Além disso, esse coordenador estará à disposição dos
dimensões pedagógica e operacional. Este Coordenador contará
tutores do curso em dias e horários previamente estabelecidos, via
com órgãos de aconselhamento e assessoramento: colegiado do
internet; representar o Projeto frente à coordenação do NEAD;
curso, consultoria de educação à distância e tecnologia de
informação
e
coordenadorias.
São,
papéis,
atribuições
coordenar o trabalho desenvolvido em cada um dos diferentes
e
pólos regionais; responsabilizar-se pelos planos de viagem da
responsabilidades do Coordenador Geral: articular e viabilizar o
equipe de coordenadores de pólos e professores na ocasião dos
trabalho da coordenação pedagógica do curso; manter contatos
deslocamentos para os municípios pólos; responsabilizar-se pela
com as instituições envolvidas no projeto, nos diferentes níveis:
organização e planejamento pedagógico do curso; elaborar, com
UFAL/MEC/Prefeituras e Agências Financiadoras; epresentar o
base nas informações dos coordenadores de pólo , relatórios
Projeto junto às instituições e à comunidade, bem como nos
anuais sobre o desenvolvimento do curso; estimular e sugerir
colegiados da Administração Superior da UFAL; elaborar, com
discussões periódicas sobre aspectos pedagógicos do curso;
base nas informações da coordenação pedagógica, relatórios
acompanhar o trabalho de orientação e acompanhamento
parciais e gerais sobre a experiência; responsabilizar-se pela
acadêmico desenvolvido nos diferentes pólos; coordenar e
divulgação do projeto; responsabilizar-se pelo processo de
indicação
acompanhar o trabalho dos professores do NEAD que atuam no
de pessoal para trabalhar no projeto; coordenar as
curso; coordenar as reuniões semanais do NEAD para discussão
reuniões semanais do NEAD para discussão e encaminhamento
e encaminhamento de questões ligadas ao curso; acompanhar o
de questões ligadas ao curso; supervisionar o trabalho de
elaboração
e
distribuição
de
material
didático
do
trabalho de elaboração e distribuição de material didático do
curso;
96
curso; acompanhar o processo de avaliação do curso, em suas
múltiplas dimensões; substituir o Coordenador Geral do Curso,
Professores da disciplina - Serão os professores do CEDU,
quando necessário.
efetivos e contratados, com titulação de doutor, mestre e
Coordenador
Administrativo-Financeiro
e
Operacional
especialista, responsáveis pelo conteúdo e supervisão do
-
processo de ensino e aprendizagem da disciplina. Além disso,
Responsável por todas as operações referentes a tecnologia de
esses professores serão responsáveis pelas seguintes ações:
ensino à distância, equipamentos e materiais de consumo, infra-
conceber o conteúdo da disciplina e assegurar a execução da
estrutura operacional (videoteca, biblioteca, equipamentos de
totalidade do programa aprovado, de acordo com o horário pré-
multimídia, redes de comunicação, ambiente virtual), controles
estabelecido com os tutores; registrar a matéria lecionada e
administrativos, financeiros e operacionais.
controlar o desempenho dos alunos; elaborar os planos de ensino
Técnico de ambiente de aprendizagem - Responsável por todo
de sua disciplina e submetê-los à Coordenação do curso; cumprir
o ambiente técnico operacional do ensino à distância, bem como
e fazer cumprir as disposições referentes à verificação do
pelo assessoramento a todos os membros da equipe que
aproveitamento escolar dos alunos; fornecer à Secretaria as notas
operacionaliza o curso; responsabilizar-se pela equipe de apoio na
correspondentes aos trabalhos, provas e exames dentro dos
área da informática; responsabilizar-se pelo funcionamento da
prazos fixados pelo órgão competente; comparecer às reuniões
rede de informática; responsabilizar-se pela manutenção do
ambiente
de
aprendizagem;
responsabilizar-se
pelo
dos colegiados aos quais pertence, quando representante; propor
bom
à Coordenação do Curso medidas para assegurar a eficácia do
funcionamento dos laboratórios de informática da sede e dos
ensino a distância.
pólos.
Secretário acadêmico - Responsável pela organização didáticopedagógica, bem como por todos os registros e controles
acadêmicos do curso.
97
10 – CRONOGRAMA
ANO 2007
Elaboração final do projeto
Tramitação nos Conselhos
Produção do Material Didático
Preparação de professores e tutores
acadêmicos para o trabalho com a EAD
Início do curso
ANO 2008 –2009-2010-2011
Desenvolvimento do Curso
J
X
f
X
M
X
A
M
X
X
J
J
X
X
X
X
X
X
X
ANO 2008
Produção do Material Didático
J
X
f
X
M
X
A
X
M
X
J
X
Preparação de professores e tutores
acadêmicos para o trabalho com a EAD
Divulgação e inscrição para o processo
seletivo especial
Processo seletivo
Início do curso
ANO 2008 –2009-2010-2011
Desenvolvimento do Curso
Produção do Material Didático (20082011)
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
A
S
O
N
D
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
J
X
A
X
S
X
O
X
N
X
D
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
98
11 – RECURSOS FINANCEIROS
Para garantir o desenvolvimento do curso, através de rede,
- Aquisição de Software de Gerenciamento de atividades de
é preciso que se garanta a instalação e implementação de um
comunicação e rede; aplicações de desenvolvimento produção
núcleo
artística e diagramação;
tecnológico
que
possibilite
a
ligação
NEAD-PÓLO
REGIONAL. Dentre as condições os equipamentos imprescindíveis
Essas condições serão garantidas pela disponibilidade de
estão:
recursos já existentes no NEAd, nos pólos regionais e pelo aporte
- Instalação de rede lógica, com velocidade compatível com os
que será garantido pelo financiamento do projeto uab.
objetivos;
CENTRO DE APOIO
- Instalação de uma rede elétrica com infra-estrutura adequada
Cada região pólo deverá contar com um centro de apoio
- Uma estação Power PC 604 Mhz, 256 Kb cache L2, 256 Mb RAM,
com a garantia dos seguintes recursos:
36 Gb Ultra Scsi Disk, 4mm tape drive, 10/100 ethernet adapter,
monitor p72;
- 20 MICROCOMPUTADORES Pentium 300 Mhz, 64 Mb ram, 8.5
RECURSOS FÌSICOS
Gb disk, fast ethernet, CDROM 32x, Monitor 15”; Impressoras jato
Para o NEAD
de tinta e laser; Um scanner 9.600 dpi colorido; Câmara para vídeo
conferência;
Para desenvolver o curso a Distância , o NEAD conta com o
- Dispositivo para telefone para audio-conferência.
seguinte espaço físico: 1 sala para a coordenação geral, 1 sala de
- Equipamentos para tele-conferência.
secretaria geral; 1 sala para instalação do Núcleo Tecnológico; 1
- Equipamento para gravação de CD;
sala para a tutoria e 1 sala para estudos e reunião dos professores
- Máquina de fotografia digital;
do curso.
99
CENTRO DE APOIO
Nos recursos provenientes da UAB estão previstas as
seguintes despesas:
O Centro de Apoio de cada região pólo deve contar,
minimamente, com os seguintes espaços: 1 sala para instalação do
- Pagamento de bolsa para os professores responsáveis pelo
Núcleo Tecnológico, 1 sala para secretaria geral do curso e
desenvolvimento do curso,
coordenação de pólo; 1 sala de estudo e reunião dos orientadores
- Pagamento de diárias e passagens para deslocamento para os
acadêmicos, 2 salas para tutoria; 1sala para biblioteca e material
pólos regionais;
didático. Deve haver, ainda, um espaço previsto para os encontros
- Pagamento das despesas relativas à formação dos tutores em
e seminários temáticos, ocasião que poderão se reunir até 200
curso de EAD;
pessoas. Cada município participante do pólo regional deverá
- Recursos para implementação dos Centros Tecnológicos.
providenciar uma sala para a tutoria em seu município. Além disso,
- Pagamento dos custos de impressão de material didático;
deve providenciar, por ocasião dos encontros e seminários
- Pagamento de bolsas para professores, alunos e técnicos da
temáticos que se realizarem no seu município, espaço adequado
UFAL que participarem do projeto;
para a realização do evento.
- Pagamento de professores, técnicos e/ou profissionais externos à
UFAL que participarem do projeto
- Pagamento de Tutores,
RECURSOS FINANCEIROS
- Compra de livros, softwares para o curso e material de
Os recursos financeiros para sustentação do Curso de
expediente.
Pedagogia na modalidade a distância serão assumidos pelo Edital
doa UAB e municípios participantes dos pólos.
100
II – PLANILHAS FINANCEIRAS
101
II – PLANILHAS FINANCEIRA
ETAPA/
FASE
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICO-FINANCEIRO
INDICADOR
FÍSICO
ESPECIFICAÇÃO DAS AÇÕES
VALOR (R$ 1,00)
UNID. QUANT. UNIT.
1
2
3
OFERTA DO PRIMEIRO ANO DO CURSO/ VESTIBULAR
PROCESSO DE SELEÇÃO (elaboração das provas, seleção - editais,
divulgação, aplicação, correção)
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo
- diárias e passagens
- alimentação, hospedagem e transportes
- despesas com logística
TOTAL
OFERTA DO 1º ANO DO CURSO - DESPESAS OPERACIONAIS
- despesas com passagens e diárias para deslocamento dos prof. e coord. aos
pólos
- despesas com logística
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo (material bibliográfico, material de expediente, entre
outros)
- despesas com reprografia
- hospedagem, alimentação e transporte
FIRMA
UNID.
UNID.
UNID.
UNID.
1 7.000
30
60
60
70
60
60
TOTAL
DURAÇÃO
TÉRMI
INÍCIO
NO
7.000 abr/08
1.800 abr/08
4.200 abr/08
3.600
mai/08
mai/08
mai/08
mai/08
16.600
UNID
UNID
FIRMA
UND
UND
UNID
13.000
100.333,33
16.800
45.600,00
jun/08
jun/08
jun/08
jun/09
jun/09
jun/09
128.000,00
10.000
45.000,00
jun/08
jun/08
jun/08
jun/09
jun/09
jun/09
- despesas gerais
BOLSAS TUTORES
UNID
35.555,56
396.000,00
jun/08
jun/08
jun/09
jun/09
CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES
FIRMA
20.000,00
jun/08
jun/09
102
4
5
6
2
3
4
TOTAL
2
3
4
TOTAL
2
SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE TUTORES
OUTRAS AÇÕES OU DESPESAS PREVISTAS
DESPESAS DE CAPITAL
TOTAL
OFERTA DO 2º ANO DO CURSO - DESPESAS OPERACIONAIS
- despesas com passagens e diárias para deslocamento dos prof. e coord. aos
pólos
- despesas com logística
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo (material bibliográfico, material de expediente, entre
outros)
- despesas com reprografia
- hospedagem, alimentação e transporte
FIRMA
UND
- despesas gerais
BOLSAS TUTORES
40.000,00
jun/08
jun/08
jun/08
jun/09
jun/09
jun/09
100.333,33
16.800
45.600,00
jun/09
jun/09
jun/09
jun/10
jun/10
jun/10
128.000,00
10.000
45.000,00
jun/07
jun/07
jun/07
jun/08
jun/08
jun/08
UNID
35.555,56
396.000,00
jun/07
jun/07
jun/08
jun/08
CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES
FIRMA
10.000,00
jun/07
jun/08
SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE TUTORES
FIRMA
10.000,00
797.288,89
jun/07
jun/08
100.333,33 jun/10
16.800 Jun/10
45.600,00
jun/
jun/11
jun/11
jun/
128.000,00
10.000
45.000,00
jun/08
jun/08
jun/08
jun/09
jun/09
jun/09
80.000,00
917.289
UNID
UNID
FIRMA
UND
UND
UNID
13.000
0
OFERTA DO 3º ANO DO CURSO - DESPESAS OPERACIONAIS
- despesas com passagens e diárias para deslocamento dos prof. e coord. aos
pólos
- despesas com logística
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo (material bibliográfico, material de expediente, entre
outros)
- despesas com reprografia
- hospedagem, alimentação e transporte
UNID
UNID
FIRMA
UND
UND
UNID
13.000
- despesas gerais
BOLSAS TUTORES
UNID
35.555,56
396.000,00
jun/08
jun/08
jun/09
jun/09
CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES
FIRMA
10.000,00
jun/08
jun/09
SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE TUTORES
FIRMA
10.000,00
797.288,89
jun/08
jun/09
0
OFERTA DO 4º ANO DO CURSO - DESPESAS OPERACIONAIS
103
- despesas com passagens e diárias para deslocamento dos prof. e coord. aos
pólos
- despesas com logística
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo (material bibliográfico, material de expediente, entre
outros)
- despesas com reprografia
- hospedagem, alimentação e transporte
3
4
TOTAL
2
2
UNID
UNID
FIRMA
UND
UND
UNID
13.000
100.333,33
16.800
45.600,00
jun/09
jun/09
jun/09
jun/11
jun/11
jun/10
128.000,00
10.000
45.000,00
jun/09
jun/09
jun/09
jun/10
jun/10
jun/10
- despesas gerais
BOLSAS TUTORES
UNID
35.555,56
396.000,00
jun/09
jun/09
jun/10
jun/10
CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES
FIRMA
10.000,00
jun/09
jun/10
SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE TUTORES
FIRMA
10.000,00
797.288,89
jun/09
jun/10
64.777,78
9.800
22.800,00
jun/10
jun/10
jun/10
dez/10
dez/10
dez/10
96.000,00
5.000
20.000,00
jun/10
jun/10
jun/10
dez/10
dez/10
dez/10
20.740,74
jun/10
dez/10
198.000,00
jun/10
dez/10
10.000,00
jun/10
dez/10
10.000,00
457.118,52
3.766.274,08
jun/10
dez/10
0
OFERTA DO 5º ANO DO CURSO - DESPESAS OPERACIONAIS
- despesas com passagens e diárias para deslocamento dos prof. e coord. aos
pólos
- despesas com logística
- contratação de serviços de terceiros - pessoa física e jurídica
- material de consumo (material bibliográfico, material de expediente, entre
outros)
- despesas com reprografia
- hospedagem, alimentação e transporte
- despesas gerais
UNID
UNID
FIRMA
UND
UND
UNID
13.000
UNID
BOLSAS TUTORES
CAPACITAÇÃO DOS DOCENTES
FIRMA
3
SELEÇÃO E CAPACITAÇÃO DE TUTORES
TOTAL
TOTAL DE INVESTIMENTO DO CURSO
FIRMA
0
104
CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO DE EXECUÇÃO – BOLSISTAS
ETAPA/
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICO-FINANCEIRO
FASE
ESPECIFICAÇÃO DAS AÇÕES
INDICADOR
FÍSICO
VALOR (R$ 1,00)
UNIT/MÊS
TOTAL/ANO
DURAÇÃO
UNID.
QUANT.
INÍCIO
TÉRMINO
UND
UND
UND
UND
4,00
0,00
6,00
20,00
4.800,00
0,00
7.200,00
18.000,00
30.000,00
57.600,00
0,00
86.400,00
216.000,00
360.000,00
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
junjun-0
jun-0
jun-0
UND
3,00
3.000,00
3.000,00
33.000,00
36.000,00
36.000,00
396.000,00
jun-0
jun-0
UND
UND
UND
UND
4,00
0,00
6,00
20,00
4.800,00
0,00
7.200,00
18.000,00
30.000,00
57.600,00
0,00
86.400,00
216.000,00
360.000,00
jun-0
jun-0
jun-0
Jun0-
junjun-0
jun-0
jun-0
UND
3,00
3.000,00
3.000,00
33.000,00
36.000,00
36.000,00
396.000,00
jun-0
jun-0
OFERTA DO PRIMEIRO ANO DO CURSO
1
professores coordenadores
professores conteudistas
professores regentes
tutores
TOTAL
2
OFERTA DO CURSO (Pólos)
Coordenador de polo
TOTAL
TOTAL GERAL DO PRIMEIRO ANO
OFERTA DO SEGUNDO ANO DO CURSO
1
professores coordenadores
professores conteudistas
professores regentes
tutores
TOTAL
2
OFERTA DO CURSO (Pólos)
Coordenador de polo
TOTAL
TOTAL GERAL DO SEGUNDO ANO
OFERTA DO TERCEIRO ANO DO CURSO
105
1
professores coordenadores
professores conteudistas
professores regentes
tutores
UND
UND
UND
UND
4,00
0,00
6,00
20,00
4.800,00
0,00
7.200,00
18.000,00
30.000,00
57.600,00
0,00
86.400,00
216.000,00
360.000,00
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
UND
3,00
3.000,00
3.000,00
33.000,00
36.000,00
36.000,00
396.000,00
jun-0
jun-0
UND
UND
UND
UND
4,00
0,00
6,00
20,00
4.800,00
0,00
7.200,00
18.000,00
30.000,00
57.600,00
0,00
86.400,00
216.000,00
360.000,00
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
jun-0
UND
3,00
3.000,00
3.000,00
33.000,00
36.000,00
36.000,00
396.000,00
jun-0
jun-0
UND
UND
UND
UND
4,00
0,00
6,00
20,00
4.800,00
0,00
7.200,00
18.000,00
30.000,00
28.800,00
0,00
43.200,00
108.000,00
180.000,00
Jun-10
jun-11
UND
3,00
3.000,00
18.000,00
TOTAL
2
OFERTA DO CURSO (Pólos)
Coordenador de polo
TOTAL
TOTAL GERAL DO TERCEIRO ANO
OFERTA DO QUARTO ANO DO CURSO
OFERTA DO CURSO (Instituição)
1
professores coordenadores
professores conteudistas
professores regentes
tutores
TOTAL
2
OFERTA DO CURSO (Pólos)
Coordenador de polo
TOTAL
TOTAL GERAL DO QUARTO ANO
OFERTA DO QUINTO ANO DO CURSO
1
professores coordenadores
professores conteudistas
professores regentes
tutores
TOTAL
2
OFERTA DO CURSO (Pólos)
Coordenador de pólo
106
TOTAL GERAL DO QUINTO ANO
3.000,00
33.000,00
18.000,00
198.000,00
TOTAL DO CURSO
165.000,00
1.782.000,00
TOTAL
107
III – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
108
III - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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