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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
MEMORIAL DESCRITIVO PARA RECONHECIMENTO DE SABERES E COMPETÊNCIAS – PCCTAE
(RSC-PCCTAE)
IDENTIFICAÇÃO DO REQUERENTE
Nome: Paulo Luiz Teixeira Cavalcante
SIAPE: 1274570
Cargo: Médico
Classe/Nível: E
Unidade de Lotação: Pró-Reitoria Estudantil - PROEST
Função/Cargo (se houver):
Nível de RSC-PCCTAE pleiteado: VI
APRESENTAÇÃO
Este Memorial Descritivo apresenta uma trajetória profissional que se confunde, em muitos momentos,
com a própria história recente do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Universidade
Federal de Alagoas.
Ao longo de décadas de serviço público, minha atuação no HUPAA não se limitou ao exercício da
Medicina. O Hospital foi o espaço no qual construí parte substancial de minha vida profissional e onde,
progressivamente, passei da assistência médica à participação em comissões técnicas, destas às
responsabilidades administrativas e, posteriormente, aos cargos de direção e à condução institucional do
Hospital.
Ingressei no serviço público federal em 22 de fevereiro de 1998, no cargo de Médico. A partir daí, minha
história profissional passou a se desenvolver em um ambiente singular: um hospital que, ao mesmo
tempo, assiste a população pelo Sistema Único de Saúde, forma profissionais, produz conhecimento e
integra a estrutura acadêmica da Universidade Federal de Alagoas.
Foi nesse ambiente que os conhecimentos adquiridos na formação médica começaram a se ampliar. As
decisões passaram a exigir não apenas conhecimento clínico, mas compreensão da organização hospitalar,
das necessidades dos usuários, das equipes multiprofissionais, da formação dos estudantes, da
administração pública e da responsabilidade de manter funcionando uma instituição essencial para
Alagoas.
Essa ampliação de responsabilidades aparece de maneira objetiva na documentação funcional. Entre 1º
de março de 2005 e 18 de março de 2006, exerci o cargo de Diretor Técnico do HU-UFAL. Logo depois,
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entre 20 de março de 2006 e 30 de janeiro de 2014, passei ao cargo de Diretor-Geral. São quase nove
anos consecutivos documentados em cargos de direção, período no qual a gestão hospitalar deixou de
constituir experiência circunstancial e se tornou uma das dimensões centrais de minha trajetória
profissional.
Essa história prosseguiu na fase de transição do HUPAA para a gestão da Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares. Documentação oficial da EBSERH registra minha atuação como Superintendente do
HUPAA-Ufal, função exercida até maio de 2016.
Não se trata, portanto, apenas de somar cargos, portarias ou certificados. O que este Memorial procura
demonstrar é o processo pelo qual o exercício da Medicina, a participação técnica, a formação
profissional, a gestão pública e a responsabilidade institucional foram se acumulando e se transformando
em saberes e competências construídos na própria experiência.
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
O Hospital Universitário como espaço de formação profissional e de serviço público
Minha vinculação à UFAL teve início formalmente em 1998. Ao ingressar como médico, passei a exercer
minhas atividades em uma instituição cuja missão extrapola a assistência individual ao paciente. Um
hospital universitário existe simultaneamente para cuidar, ensinar, formar, pesquisar e produzir respostas
às necessidades do sistema público de saúde.
Ao longo dos anos, minha participação institucional foi progressivamente ultrapassando a esfera
estritamente assistencial.
A documentação de 2005 já demonstra essa inserção em discussões estratégicas do Hospital. Naquele
ano, participei de comissão destinada à avaliação e diagnóstico da implantação do Centro de Alta
Complexidade em Oncologia – Cacon do HUPAA. Em outra designação, integrei comissão encarregada do
estudo de reordenamento do perfil assistencial do Hospital, abrangendo proposta de reorganização dos
serviços, inserção do ensino em outras unidades do SUS e avaliação das necessidades de recursos
humanos.
Essas atividades são reveladoras do momento profissional que eu vivia. O médico que ingressara para
prestar assistência passava também a participar das discussões sobre aquilo que o Hospital deveria ser,
sobre os serviços que deveria oferecer e sobre a maneira pela qual ensino e assistência poderiam
continuar articulados.
Ainda em 2005, fui designado para integrar a Comissão de Sindicância constituída para apurar fato
ocorrido no Serviço de Clínica Médica. A atividade acrescentou outra dimensão à experiência
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institucional: a responsabilidade de colaborar formalmente com processos de apuração e funcionamento
administrativo da instituição.
Da atividade médica à gestão hospitalar
A passagem para funções diretivas consolidou um novo período dessa trajetória.
A declaração oficial de cargos e funções registra o exercício de CD-04, de 1º de março de 2005 a 18 de
março de 2006, e, imediatamente depois, de CD-03, de 20 de março de 2006 a 30 de janeiro de 2014,
ambos no Hospital Universitário.
Em março de 2006, assumi a Direção-Geral do Hospital Universitário. A permanência nessa
responsabilidade não ocorreu apenas por sucessivos atos administrativos. Em 2010, fui novamente
escolhido pela comunidade do Hospital para permanecer à frente da instituição. A própria UFAL registrou
que obtive 83,7% dos votos válidos dos servidores e 83,9% dos docentes naquele processo, além de
recordar que eu havia assumido a Direção-Geral em 2006 e sido reconduzido em 2008.
Guardo esse período não apenas pelo cargo que exerci, mas pela dimensão coletiva que a direção de um
hospital universitário necessariamente possui. Nenhuma transformação hospitalar resulta do trabalho de
uma única pessoa. Dirigir significou aprender a reunir profissionais, negociar prioridades, lidar com
limitações materiais e humanas e preservar, em meio às dificuldades, as funções assistencial e acadêmica
do HUPAA.
Foi também durante essa trajetória que surgiu uma iniciativa especialmente simbólica: o Memorial HU.
O próprio HUPAA registra institucionalmente que o Memorial foi idealizado por mim, então diretor-geral,
em 2007, e inaugurado em 2011. O espaço foi concebido para classificar, conservar e expor o patrimônio
científico, histórico e cultural do Hospital, preservando equipamentos, fotografias, documentos, vídeos e
outros registros de sua história.
A inauguração, em janeiro de 2011, materializou uma preocupação que permanece atual: instituições
também precisam cuidar de sua memória. Na ocasião, o Memorial foi apresentado como espaço de
educação, cultura e preservação da história da Medicina e do próprio Hospital Universitário.
Há algo particularmente significativo em recordar esse episódio neste Memorial Descritivo. Anos atrás,
participei da construção de um espaço destinado a impedir que a memória do Hospital se perdesse.
Agora, ao reconstruir minha própria trajetória profissional, percebo quanto da minha história também
ficou depositada nos corredores, serviços, projetos, dificuldades e conquistas daquela instituição.
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Planejamento institucional e reorganização do HUPAA
A gestão hospitalar exigiu participação direta em momentos de grande complexidade institucional.
Em 2013, durante as discussões sobre o futuro do Hospital e a implantação do modelo Ebserh, apresentei
ao Conselho Universitário relatório das ações e informações sobre a situação do HUPAA.
Naquele período, os registros públicos da Universidade mostram um Hospital que atendia enorme
demanda assistencial apesar das limitações de pessoal. Em debate realizado no Ministério Público
Federal, foram apresentados dados segundo os quais, somente até agosto de 2013, o HUPAA havia
realizado 162 mil exames, mais de cinco mil internações e 72 mil consultas. Na mesma discussão foram
apresentadas as perspectivas de ampliação da capacidade assistencial decorrentes da reorganização do
quadro de pessoal.
O processo culminou em profunda reorganização institucional.
O Plano de Reestruturação do HUPAA produzido no contexto da Ebserh registra expressamente Paulo Luiz
Teixeira Cavalcante como Diretor-Geral do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes.
Mais tarde, já na condição de superintendente, acompanhei a chegada dos primeiros profissionais
contratados pela Ebserh. Em 2014, o Hospital recebeu o primeiro grupo de profissionais de um concurso
destinado a 727 vagas nas áreas médica, assistencial e administrativa, passo importante para enfrentar
uma das maiores limitações vividas pelo HUPAA: a insuficiência de recursos humanos.
Aquela transição representou muito mais do que alteração administrativa. Para quem havia acompanhado
durante anos as dificuldades de pessoal e a sobrecarga das equipes, receber novos profissionais
significava criar condições para que o Hospital continuasse cumprindo suas funções de assistência, ensino
e formação.
Ampliação e qualificação da assistência
Os anos seguintes também foram marcados pela implantação e ampliação de serviços.
Em 2010, durante minha gestão, a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais do Hospital passou a
contar com mais sete leitos, ampliando a capacidade de atendimento aos recém-nascidos que
necessitavam de cuidados especializados.
Em 2015, o Hospital inaugurou a enfermaria destinada ao Método Mãe Canguru, fortalecendo a
assistência neonatal aos recém-nascidos prematuros e de baixo peso.
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No mesmo período, foi inaugurada a Unidade de Reumatologia, estruturada para ampliar a assistência aos
usuários do SUS e responder a uma deficiência existente na rede pública estadual.
Ainda em 2015, novos serviços e equipamentos foram incorporados ao Hospital com a finalidade de
ampliar o acesso e melhorar a qualidade da assistência, inclusive com novos equipamentos de
ultrassonografia integrados ao Centro de Diagnóstico por Imagem.
Esses resultados pertencem às equipes que os tornaram possíveis. Minha responsabilidade, enquanto
gestor, foi participar da condução institucional necessária para que profissionais, recursos e estrutura
pudessem convergir para aquilo que constitui a razão de existir de um hospital público: atender melhor as
pessoas.
EXPERIÊNCIAS RELACIONADAS AOS REQUISITOS DO DECRETO
As experiências que apresento neste Memorial não constituem apenas uma coleção de atividades
realizadas ao longo da minha carreira. Quando observadas em conjunto, elas revelam um processo
contínuo de formação profissional, ampliação das responsabilidades e construção de saberes no âmbito
da Universidade Federal de Alagoas e, particularmente, do Hospital Universitário Professor Alberto
Antunes – HUPAA.
Minha trajetória partiu do exercício profissional da Medicina, mas progressivamente passou a alcançar
outras dimensões da vida institucional. Ao longo dos anos, participei de comissões e grupos de trabalho,
envolvi-me em processos de planejamento hospitalar, mantive um percurso contínuo de atualização
profissional, assumi responsabilidades de coordenação e, posteriormente, exerci por longo período cargos
de direção no Hospital Universitário.
Paralelamente, os conhecimentos construídos durante essa experiência não permaneceram apenas
comigo. Parte deles foi organizada e sistematizada em produtos técnicos, científicos, metodológicos ou
administrativos e, em outras oportunidades, pude compartilhá-los em atividades de formação e difusão
de conhecimento.
É sob essa perspectiva que apresento as experiências a seguir, observados os requisitos e critérios
específicos estabelecidos pelo Decreto que versa sobre o Reconhecimento de Saberes e Competências.
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REQUISITO I – PARTICIPAÇÃO EM GRUPOS DE TRABALHO, COMISSÕES, COMITÊS, NÚCLEOS,
REPRESENTAÇÕES OU SIMILARES
Anexo I – Item 2 – Coordenação ou presidência de grupos de trabalho, comissões, comitês ou similares
regularmente instituídos
Minha participação nas atividades institucionais da Universidade ultrapassou, em determinados
momentos, a condição de integrante de instâncias colegiadas.
Em 2008, fui formalmente designado Presidente de Grupo de Trabalho constituído pela Universidade
Federal de Alagoas, destinado a atender às determinações relacionadas à criação da Unidade Pagadora –
UPAG.
A presidência desse Grupo de Trabalho representou uma experiência importante na ampliação das minhas
responsabilidades administrativas. Naquela condição, não me cabia apenas participar das discussões, mas
contribuir para a organização dos trabalhos, articulação entre seus integrantes e condução das atividades
necessárias ao cumprimento do objetivo para o qual o grupo havia sido formalmente constituído.
Essa experiência permitiu-me compreender melhor os processos administrativos da Universidade e
desenvolver competências relacionadas à coordenação de equipes, organização do trabalho coletivo e
encaminhamento de demandas institucionais.
Pontuação obtida: 1 designação × 4,5 pontos = 4,5 pontos.
Resultados obtidos: exerci responsabilidade formal de coordenação de equipe institucional; desenvolvi
experiência na condução de atividade administrativa coletiva; participei da organização de procedimento
relacionado à estrutura administrativa da Universidade; e ampliei meus conhecimentos sobre processos
institucionais e funcionamento da Administração Pública.
Documentos comprobatórios: Portaria nº 421, de 27 de maio de 2008, que me designou expressamente
Presidente do Grupo de Trabalho.
Anexo I – Item 3 – Participação como membro de comissão ou grupo formalmente instituído
Minha atuação institucional no HUPAA também se materializou por meio da participação em diferentes
comissões formalmente constituídas.
Entre essas experiências, participei da Comissão para Avaliação e Diagnóstico da Implantação do Centro
de Alta Complexidade em Oncologia – CACON e da Comissão para Estudo de Reordenamento do Perfil
Assistencial do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes.
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Esta última comissão possuía atribuições particularmente relevantes para a organização do Hospital. Entre
suas responsabilidades estavam a elaboração de proposta de reordenamento do perfil assistencial do
HUPAA, a avaliação de eventual desativação de serviços básicos, a formulação de proposta de inserção do
ensino em outras unidades do SUS e a identificação das necessidades relacionadas aos recursos humanos.
Essas experiências foram importantes porque me permitiram compreender o Hospital para além do
atendimento individual ao paciente. Gradativamente, passei a participar também das discussões sobre
como os serviços deveriam ser organizados, quais necessidades institucionais precisavam ser enfrentadas
e como assistência, ensino, recursos humanos e gestão deveriam se relacionar.
Pontuação obtida: 3 designações × 3 pontos = 9 pontos.
Resultados obtidos: participei de processos colegiados relacionados ao planejamento e à organização do
HUPAA; contribuí para a análise da implantação de serviço de alta complexidade em Oncologia; participei
da discussão sobre o reordenamento do perfil assistencial; aprofundei minha compreensão sobre as
necessidades institucionais de recursos humanos e sobre a integração entre ensino e SUS; e exerci
responsabilidade administrativa em comissão formal de apuração.
Documentos comprobatórios: Portaria nº 05/2005-DG/HU/UFAL, referente à Comissão para Avaliação e
Diagnóstico da Implantação do CACON; Portaria nº 29/2005-DG/HU/UFAL, referente à Comissão para
Estudo de Reordenamento do Perfil Assistencial do HUPAA; e Portaria nº 16/2005-DG/HU/UFAL, relativa à
Comissão de Sindicância.
Anexo I – Item 4 – Participação como membro de equipe designada em processo de apuração de
materialidade e responsabilidade
Minha participação institucional compreendeu também atividade formal de apuração de responsabilidade
administrativa.
Por meio da Portaria nº 16/2005-DG/HU/UFAL, de 18 de março de 2005, fui designado, juntamente com
outros servidores, para integrar Comissão de Sindicância incumbida de apurar fato ocorrido na Enfermaria
do Serviço de Clínica Médica, relacionado a paciente atendido naquela unidade. A própria portaria
identifica meu nome, cargo de Médico e SIAPE entre os membros formalmente designados.
Essa atividade possui enquadramento próprio no Decreto nº 13.048/2026. O Anexo I, item 4 contempla a
participação como defensor dativo ou membro de equipe designada em processos de apuração de
materialidade e responsabilidade, incluindo expressamente a sindicância. A unidade de medida é por
designação, com atribuição de 3 pontos.
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A experiência acrescentou outra dimensão à minha compreensão da instituição pública. Além das
atividades assistenciais e de planejamento, passei a participar também de procedimento formal destinado
à apuração de fatos ocorridos no ambiente hospitalar, atividade que exige responsabilidade, análise dos
acontecimentos, observância dos procedimentos administrativos e atuação imparcial.
Pontuação obtida: 1 designação × 3 pontos = 3 pontos.
Resultados obtidos: participei formalmente de processo de apuração institucional; ampliei meus
conhecimentos sobre procedimentos administrativos e responsabilidades inerentes ao serviço público;
desenvolvi experiência na análise de fatos em ambiente hospitalar; e exerci responsabilidade institucional
em procedimento que exigia atuação objetiva, criteriosa e formalmente constituída.
Documento comprobatório: Portaria nº 16/2005-DG/HU/UFAL, de 18 de março de 2005, que me
designou como membro da Comissão de Sindicância.
REQUISITO II – PARTICIPAÇÃO E ATUAÇÃO EM PROJETOS INSTITUCIONAIS, NA GESTÃO, NO APOIO AO
ENSINO, À PESQUISA, À EXTENSÃO, À INOVAÇÃO E À ASSISTÊNCIA ESPECIALIZADA
Anexo II – Item 9 – Participação em programas de formação continuada e/ou ações de desenvolvimento
de competências
Sempre compreendi a atualização profissional como parte indissociável do exercício da Medicina. Em uma
carreira construída dentro de um hospital universitário, essa necessidade adquiriu significado ainda maior,
pois minha atuação profissional se desenvolveu em um ambiente no qual assistência, ensino e atualização
do conhecimento convivem permanentemente.
Ao longo dessa trajetória, participei de diferentes ações de formação continuada que contribuíram para
ampliar tanto meus conhecimentos diretamente relacionados à prática médica quanto competências que
se tornaram especialmente importantes à medida que passei a assumir responsabilidades de gestão.
A documentação reunida neste item demonstra quatro experiências distintas de formação continuada.
Entre elas, participei do Curso de Atualização em Dermatologia, com carga horária de 15 horas, ainda em
1999. Também realizei o XXV Curso Teórico-Prático de Colposcopia e Citopatologia do Trato Genital
Inferior, com carga horária de 42 horas, experiência diretamente relacionada à minha área de atuação
médica.
Posteriormente, realizei o Curso de Ultrassonografia em Obstetrícia e Ginecologia, desenvolvido entre
março e julho de 2013, com carga horária teórico-prática de 48 horas. Mais recentemente, já depois de
uma longa trajetória profissional e administrativa, concluí o curso de formação continuada em Gestão e
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Liderança, realizado em 2023, com carga horária total de 60 horas. Os quatro certificados encontram-se
individualmente apresentados nas páginas do compilado correspondente.
Considero particularmente representativo que essas atividades estejam distribuídas por diferentes
momentos da minha carreira. Elas demonstram que a busca pelo aperfeiçoamento não ficou concentrada
em uma única fase da vida profissional. Atravessou os anos e acompanhou também a transformação das
responsabilidades que assumi.
Os cursos relacionados à Dermatologia, Colposcopia, Citopatologia e Ultrassonografia demonstram o
aprofundamento e a atualização de conhecimentos técnico-assistenciais. A formação em Gestão e
Liderança, por sua vez, dialoga diretamente com outra dimensão que adquiriu grande importância em
minha trajetória: a experiência de dirigir, coordenar pessoas e participar da gestão de uma instituição
hospitalar complexa.
Dessa maneira, a formação continuada acompanhou a própria evolução da minha carreira: inicialmente
mais concentrada no aperfeiçoamento do conhecimento médico especializado e, posteriormente,
alcançando também competências relacionadas à gestão e à liderança.
Pontuação obtida: 4 capacitações × 1 ponto = 4 pontos.
Resultados obtidos: mantive processo de atualização profissional ao longo de diferentes períodos da
carreira; aprofundei conhecimentos relacionados à Dermatologia, Colposcopia e Citopatologia do Trato
Genital Inferior, Obstetrícia, Ginecologia e Ultrassonografia; desenvolvi e atualizei competências
técnico-assistenciais; ampliei conhecimentos relacionados à gestão e liderança; e demonstrei
continuidade no processo de aprendizagem, articulando formação médica, experiência profissional e
responsabilidades de gestão.
Documentos comprobatórios: certificado do Curso de Atualização em Dermatologia, com carga horária de
15 horas; certificado do XXV Curso Teórico-Prático de Colposcopia e Citopatologia do Trato Genital Inferior,
com carga horária de 42 horas; certificado do Curso de Ultrassonografia em Obstetrícia e Ginecologia, com
carga horária teórico-prática de 48 horas; e certificado do curso de formação continuada em Gestão e
Liderança, com carga horária total de 60 horas.
Anexo II – Item 11 – Participação em capacitação, fórum, oficina, workshop e congresso
Outra vertente importante da minha formação profissional foi a participação em congressos, jornadas e
seminários.
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Se os cursos de formação continuada permitiram aprofundar determinados conhecimentos de maneira
sistematizada, os eventos científicos e institucionais proporcionaram contato com outros profissionais,
experiências e debates relacionados tanto à Medicina quanto à realidade dos hospitais universitários.
A documentação reunida neste critério demonstra minha participação em cinco eventos distintos,
distribuídos entre 2002 e 2022.
Em maio de 2002, participei, na condição de congressista, da III Jornada Científica ProMulher, realizada
em Maceió.
Em setembro de 2007, participei do 14º Congresso Brasileiro de Genitoscopia – Patologia do Trato Genital
Inferior, realizado em Salvador, com carga horária de 32 horas.
Em maio de 2011, participei do 37º Congresso Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia, realizado em
Porto de Galinhas, com carga horária total de 16 horas.
Em setembro de 2014, participei do II Seminário do Projeto Columbus, promovido pela Diretoria de
Gestão de Pessoas da Ebserh, em Brasília, com carga horária de 28 horas.
Finalmente, em setembro de 2022, participei como congressista do XXIV Congresso Brasileiro de Patologia
do Trato Genital Inferior e Colposcopia, realizado em Maceió, com carga horária de 25 horas. Os cinco
certificados estão apresentados, respectivamente, nas cinco páginas do compilado documental.
A sequência desses eventos também ajuda a reconstruir a evolução da minha trajetória.
A Jornada ProMulher e os congressos de Genitoscopia, Ginecologia e Obstetrícia e Patologia do Trato
Genital Inferior e Colposcopia estão diretamente relacionados ao aprofundamento e à atualização dos
conhecimentos médicos que fizeram parte da minha atividade profissional.
O II Seminário do Projeto Columbus, por sua vez, insere-se em outro momento da minha trajetória,
quando a experiência em gestão hospitalar já havia se tornado parte substancial da minha vida
profissional. Sua realização pela Diretoria de Gestão de Pessoas da Ebserh, em 2014, coincide com um
período de importantes transformações na organização dos hospitais universitários federais.
Assim, esses eventos não representam apenas cinco certificados reunidos para fins de pontuação. Eles
registram diferentes momentos de uma carreira na qual procurei manter contato tanto com a evolução do
conhecimento médico quanto com os processos institucionais relacionados à gestão hospitalar.
Pontuação obtida: 5 eventos × 1 ponto = 5 pontos.
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Resultados obtidos: mantive atualização científica em diferentes momentos da carreira; aprofundei
conhecimentos relacionados à saúde da mulher, Ginecologia, Obstetrícia, Genitoscopia, Colposcopia e
Patologia do Trato Genital Inferior; participei de espaços de intercâmbio científico e profissional; ampliei
minha compreensão sobre temas relacionados à gestão de pessoas e ao contexto institucional dos
hospitais universitários; e fortaleci a articulação entre conhecimento científico, experiência assistencial e
responsabilidades de gestão.
Documentos comprobatórios: certificado de participação na III Jornada Científica ProMulher, realizada
em 2002; certificado de participação no 14º Congresso Brasileiro de Genitoscopia – Patologia do Trato
Genital Inferior, realizado em 2007, com 32 horas; certificado de participação no 37º Congresso
Pernambucano de Ginecologia e Obstetrícia, realizado em 2011, com 16 horas; certificado de participação
no II Seminário do Projeto Columbus, realizado pela Diretoria de Gestão de Pessoas da Ebserh em 2014,
com 28 horas; e certificado de participação no XXIV Congresso Brasileiro de Patologia do Trato Genital
Inferior e Colposcopia, realizado em 2022, com 25 horas.
REQUISITO V – EXERCÍCIO DE FUNÇÃO OU CARGO DE DIREÇÃO OU DE ASSESSORAMENTO
INSTITUCIONAL
Anexo V – Item 2 – Exercício de Cargo de Direção CD-03 ou CD-04, ou equivalente
Entre todas as experiências reunidas neste Memorial, poucas representam de maneira tão clara a
ampliação progressiva das minhas responsabilidades quanto minha trajetória na gestão do Hospital
Universitário Professor Alberto Antunes.
Essa trajetória não começou diretamente na Direção-Geral. Antes de assumir a responsabilidade máxima
pela condução do Hospital, exerci a função de Diretor Técnico do Hospital Universitário, correspondente
ao Cargo de Direção CD-04, no período de 1º de março de 2005 a 18 de março de 2006.
O exercício da Direção Técnica representou uma etapa particularmente importante na minha formação
como gestor. Minha experiência médica passou a ser colocada a serviço de uma responsabilidade mais
ampla sobre o funcionamento assistencial do Hospital. A atuação deixou de estar concentrada apenas no
exercício individual da profissão e passou a exigir uma compreensão mais abrangente dos serviços, das
equipes e das necessidades institucionais relacionadas à assistência.
Foi um período em que comecei a vivenciar, de forma mais direta, a relação entre o conhecimento médico
e a gestão hospitalar.
Como Diretor Técnico, precisei olhar para a assistência não apenas sob a perspectiva de quem a
executava, mas também sob a de quem participava de sua organização. Essa mudança ampliou minha
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compreensão sobre o funcionamento do Hospital e contribuiu para desenvolver conhecimentos
relacionados à coordenação de serviços, articulação entre equipes, planejamento assistencial e tomada de
decisão.
Essa experiência também dialogava com outras responsabilidades que eu já vinha assumindo naquele
período, especialmente minha participação em comissões relacionadas ao Centro de Alta Complexidade
em Oncologia – CACON e ao reordenamento do perfil assistencial do HUPAA. A atuação nessas instâncias
e o exercício da Direção Técnica fizeram com que eu passasse a compreender de maneira cada vez mais
integrada as relações entre assistência, recursos humanos, organização dos serviços, ensino e gestão.
Posteriormente, essa trajetória alcançou um novo nível de responsabilidade.
De 20 de março de 2006 a 30 de janeiro de 2014, passei a exercer o Cargo de Direção CD-03,
correspondente à função de Diretor-Geral do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes.
É especialmente importante registrar que exerci a Direção-Geral do HUPAA por dois mandatos.
A passagem da Direção Técnica para a Direção-Geral representou mais do que uma mudança de função.
Representou uma ampliação substancial da dimensão das responsabilidades que me foram confiadas.
Se, como Diretor Técnico, minha atuação estava fortemente relacionada à organização e à dimensão
assistencial do Hospital, como Diretor-Geral passei a responder pela instituição de maneira mais
abrangente.
Na etapa final do meu segundo mandato, vivenciei ainda um momento particularmente significativo da
história institucional do HUPAA: o processo que culminou na adesão da Universidade Federal de Alagoas à
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH e no início da transição para um novo modelo de
gestão do Hospital. Como Diretor-Geral, acompanhei esse processo institucional e, em janeiro de 2014,
acompanhei a sessão do Conselho Universitário da UFAL que aprovou a celebração do respectivo contrato
A formalização da parceria ocorreu no contexto de uma proposta de reestruturação do Hospital,
marcando o início de uma nova etapa de sua organização administrativa.
Participar desse período de transição acrescentou uma dimensão singular à experiência acumulada
durante os anos de Direção-Geral. Além da condução cotidiana de uma instituição hospitalar complexa, foi
necessário acompanhar um processo de transformação organizacional de grande alcance, compreender
suas implicações e participar das articulações institucionais próprias daquele momento. Essa experiência
contribuiu para aprofundar meus conhecimentos sobre gestão, planejamento, negociação, mudança
institucional e condução de processos de transição.
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Assim, os anos dedicados à Direção-Geral não representaram apenas o exercício prolongado de uma
função de gestão. Representaram um período de amadurecimento profissional no qual pude acompanhar
diferentes fases do Hospital, assumir responsabilidades progressivamente mais complexas e, ao final
desse percurso, participar institucionalmente de um momento de transição que marcou o início de uma
nova etapa na história administrativa do HUPAA.
Foi necessário compreender o Hospital em sua totalidade.
Passei a lidar de maneira ainda mais intensa com planejamento, gestão de pessoas, organização
administrativa, infraestrutura, articulação institucional, necessidades assistenciais, relações com a
Universidade e integração com o Sistema Único de Saúde.
A formação médica continuou sendo fundamental para compreender a finalidade do Hospital, mas já não
era suficiente para responder a todos os desafios da função.
Precisei aprender a administrar prioridades, coordenar interesses institucionais diversos, trabalhar com
diferentes categorias profissionais e compreender as consequências de decisões que alcançavam toda a
comunidade hospitalar.
O exercício da Direção-Geral por dois mandatos conferiu profundidade particular a essa experiência. A
continuidade permitiu-me acompanhar processos institucionais durante períodos mais longos, observar
os efeitos das decisões tomadas, enfrentar problemas que exigiam soluções graduais e participar da
consolidação de mudanças na organização hospitalar.
Vista em perspectiva, minha trajetória na gestão do HUPAA revela, portanto, uma progressão muito clara:
atividade médica → participação no planejamento institucional → Direção Técnica → Direção-Geral.
Não assumi a Direção-Geral sem uma trajetória anterior de aproximação com a gestão hospitalar. Antes
dela, participei de comissões estratégicas, discuti o perfil assistencial do Hospital e exerci a Direção
Técnica. Essas experiências contribuíram para formar os conhecimentos que posteriormente seriam
exigidos na condução geral da instituição.
Por isso, os registros de CD-04 e CD-03 não devem ser compreendidos apenas como códigos funcionais
utilizados para fins de pontuação.
O CD-04 corresponde a uma etapa concreta da minha trajetória: o exercício da função de Diretor Técnico
do Hospital Universitário.
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O CD-03, por sua vez, corresponde ao exercício da função de Diretor-Geral do HUPAA por dois mandatos.
Juntos, esses períodos representam quase nove anos de exercício continuado de responsabilidades
formais de direção hospitalar e constituem uma das experiências mais relevantes para a construção dos
saberes e competências apresentados neste Memorial.
Pontuação obtida: 9 unidades de medida × 7,5 pontos = 67,5 pontos.
Resultados obtidos: exerci inicialmente a função de Diretor Técnico do Hospital Universitário, ampliando
minha atuação da prática médica para a organização da assistência e a gestão hospitalar; posteriormente,
exerci por dois mandatos a função de Diretor-Geral do HUPAA; desenvolvi competências de liderança,
planejamento, gestão de pessoas, negociação, organização de serviços e tomada de decisão; articulei
diferentes setores e categorias profissionais; aprofundei minha compreensão das relações entre
assistência, ensino, gestão e SUS; acompanhei processos institucionais de médio e longo prazo; e
desenvolvi uma visão sistêmica do Hospital Universitário e de sua responsabilidade perante a
Universidade e a sociedade.
Documentos comprobatórios: declaração funcional de exercício de Cargos de Direção, registrando o
período de CD-04, correspondente à função de Diretor Técnico do Hospital Universitário, e o período de
CD-03, correspondente à função de Diretor-Geral do HUPAA, exercida por dois mandatos, além dos
respectivos atos funcionais de designação/nomeação apresentados no processo.
REQUISITO VI – PRODUÇÃO, PROSPECÇÃO E DIFUSÃO DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO OU TÉCNICO
Anexo VI – Item 12 – Produção de material técnico, científico, metodológico ou administrativo
estruturado que visa à difusão do conhecimento
Ao longo da minha trajetória, parte dos conhecimentos construídos no exercício profissional pôde ser
transformada em produção estruturada.
A documentação que apresento comprova três produtos distintos, individualmente considerados para fins
do critério estabelecido no Anexo VI, item 12.
Considero essa experiência especialmente significativa porque ela demonstra uma transformação
importante na maneira de lidar com o conhecimento adquirido durante a carreira.
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O conhecimento profissional pode permanecer apenas com aquele que o adquiriu. Mas, quando
conseguimos organizá-lo, estruturá-lo e registrá-lo, ele deixa de pertencer exclusivamente à experiência
individual e passa a poder ser consultado, utilizado e compartilhado.
Foi justamente essa passagem que os três produtos me permitiram realizar: transformar parte do
conhecimento construído pela experiência em material estruturado e passível de difusão.
Pontuação obtida: 3 produtos × 4,5 pontos = 13,5 pontos.
Resultados obtidos: sistematizei conhecimentos desenvolvidos durante minha trajetória profissional;
produzi três materiais estruturados; transformei experiência e conhecimento técnico em produtos
passíveis de utilização e difusão; contribuí para o registro do conhecimento; e desenvolvi capacidade de
organizar e comunicar saberes adquiridos no exercício profissional.
Documentos comprobatórios: três produtos distintos constantes do compilado correspondente ao Anexo
VI, item 12, apresentados individualmente como comprovação da produção de material técnico, científico,
metodológico ou administrativo estruturado destinado à difusão do conhecimento.
Anexo VI – Item 14 – Participação em atividade de difusão ou apoio à formação institucional, como
expositor, facilitador ou colaborador
Outra dimensão importante da minha trajetória foi a possibilidade de compartilhar conhecimentos
adquiridos pela formação e pela experiência profissional.
Em 2006, atuei como palestrante na V Jornada Alagoana de Adolescência, participando da Mesa-Redonda
“Questões de Adolescência”, na qual abordei o tema “Adolescência e Saúde”.
Em 2013, participei como palestrante do Projeto Materno-Infanto Juvenil, abordando o tema “Mulher,
Paixão e Autocuidado”.
Em 2015, voltei a atuar como palestrante no projeto, desta vez tratando do tema “Câncer do Colo
Uterino”. As declarações apresentadas caracterizam essas atuações como atividades de formação e
difusão de conhecimentos relacionados à saúde.
Essas experiências permitiram que conhecimentos acumulados durante minha formação e minha prática
profissional ultrapassassem o espaço do exercício individual da Medicina e fossem compartilhados em
atividades educativas.
Pontuação obtida: 3 eventos × 3 pontos = 9 pontos.
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Resultados obtidos: compartilhei conhecimentos técnicos relacionados à adolescência, promoção da
saúde, saúde da mulher, autocuidado e prevenção do câncer do colo uterino; utilizei minha experiência
médica em atividades formativas; contribuí para ações educativas e de promoção da saúde; e transformei
parte do conhecimento acumulado ao longo da carreira em conhecimento compartilhado.
Documentos comprobatórios: declaração referente à V Jornada Alagoana de Adolescência, realizada em
2006; declaração referente à palestra “Mulher, Paixão e Autocuidado”, realizada em 2013; e declaração
referente à palestra “Câncer do Colo Uterino”, realizada em 2015.
DEMONSTRAÇÃO DOS SABERES E DAS COMPETÊNCIAS
Ao reunir os documentos que compõem este Memorial e revisitar as experiências vividas ao longo da
minha trajetória profissional, percebo que o seu significado ultrapassa a simples comprovação de
atividades realizadas. Portarias, certificados, declarações, designações e produtos registram fatos
objetivos da minha vida funcional, mas, quando observados em conjunto, permitem identificar algo mais
amplo: o processo pelo qual fui construindo conhecimentos, desenvolvendo competências e assumindo
responsabilidades progressivamente mais complexas no âmbito da Universidade Federal de Alagoas e,
especialmente, do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes – HUPAA.
Minha trajetória não permaneceu restrita ao exercício ordinário das atribuições médicas. Ao longo dos
anos, a experiência assistencial foi acompanhada pela formação continuada, pela participação em
instâncias institucionais, pela atuação em processos de planejamento, pela coordenação de trabalho
coletivo, pela Direção Técnica do Hospital, pela Direção-Geral exercida por dois mandatos e,
posteriormente, pela sistematização e difusão dos conhecimentos construídos nesse percurso.
O desenvolvimento dos meus saberes ocorreu, portanto, de forma gradual. Não houve um momento
único em que deixei de ser essencialmente médico para me tornar gestor. Houve um processo. A cada
nova responsabilidade, os conhecimentos anteriormente adquiridos precisaram ser ampliados e
colocados a serviço de problemas mais abrangentes.
Do conhecimento médico especializado ao aprendizado permanente
A Medicina constituiu o ponto de partida da minha trajetória e permaneceu como referência fundamental
ao longo de toda a minha vida profissional.
O exercício da profissão ensinou-me desde cedo que o conhecimento médico não pode ser compreendido
como algo concluído com a formação acadêmica. A própria natureza da atividade exige atualização
permanente, revisão de conhecimentos e disposição para incorporar novas técnicas e abordagens.
Por essa razão, ao longo de diferentes momentos da carreira, mantive atividades de formação continuada.
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Os quatro cursos apresentados neste Memorial — envolvendo Dermatologia, Colposcopia e Citopatologia
do Trato Genital Inferior, Ultrassonografia em Obstetrícia e Ginecologia e, posteriormente, Gestão e
Liderança — registram momentos distintos desse processo de desenvolvimento profissional.
Da mesma forma, minha participação em cinco eventos científicos e institucionais demonstra a
continuidade desse percurso de atualização, abrangendo saúde da mulher, Ginecologia, Obstetrícia,
Genitoscopia, Colposcopia, Patologia do Trato Genital Inferior e também questões relacionadas ao
contexto institucional e à gestão.
Essas experiências ensinaram-me uma competência que considero essencial em qualquer trajetória
profissional longa: a capacidade de continuar aprendendo mesmo depois de muitos anos de experiência.
O tempo de serviço pode ampliar a experiência, mas não substitui a necessidade de atualização. Ao
contrário, quanto maiores se tornam as responsabilidades, maior se torna também a necessidade de
continuar aprendendo.
Da assistência à compreensão sistêmica do Hospital
Minha formação e minha experiência médica ensinaram-me inicialmente a olhar para o paciente,
compreender suas necessidades e atuar dentro das possibilidades da minha área profissional.
Com o passar do tempo, entretanto, minhas responsabilidades fizeram com que eu precisasse ampliar
esse olhar.
A participação na Comissão para Avaliação e Diagnóstico da Implantação do Centro de Alta Complexidade
em Oncologia – CACON e na Comissão para Estudo de Reordenamento do Perfil Assistencial do HUPAA
colocou-me diante de questões que ultrapassavam a atuação individual do médico.
Discutir a implantação de um serviço de alta complexidade exige pensar não apenas na necessidade
assistencial, mas também em estrutura, profissionais, organização e capacidade institucional.
Da mesma forma, discutir o reordenamento do perfil assistencial de um hospital universitário significa
refletir sobre quais serviços devem ser prestados, como esses serviços se relacionam, quais recursos
humanos são necessários e de que maneira a assistência se articula com o ensino e com o Sistema Único
de Saúde.
Essas experiências contribuíram para que eu desenvolvesse aquilo que hoje reconheço como uma visão
sistêmica do Hospital.
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Passei a compreender com maior profundidade que nenhum serviço funciona isoladamente. A assistência
depende de pessoas, estrutura, planejamento, organização e integração entre diferentes setores. Uma
dificuldade existente em determinada área pode repercutir em muitas outras, assim como uma decisão
administrativa pode produzir consequências diretamente sobre o cuidado prestado ao paciente.
Foi nesse processo que minha experiência profissional começou a ultrapassar os limites da atuação
exclusivamente assistencial e passou a incorporar uma compreensão mais ampla da instituição hospitalar.
O aprendizado da responsabilidade administrativa
Minha participação em Comissão de Sindicância acrescentou outra dimensão a esse desenvolvimento
profissional.
Ao integrar formalmente uma equipe destinada à apuração de fato ocorrido no ambiente hospitalar, tive
contato com uma responsabilidade distinta daquela presente na atividade médica ou nas comissões de
planejamento.
Foi necessário compreender a importância dos procedimentos administrativos formais, da análise objetiva
dos acontecimentos e da responsabilidade inerente à atuação em uma instituição pública.
Essa experiência contribuiu para ampliar minha compreensão de que o serviço público possui
responsabilidades que ultrapassam a execução técnica das atividades próprias de cada profissão. Existem
deveres institucionais, procedimentos que precisam ser observados e situações que exigem apuração
formal, imparcialidade e responsabilidade administrativa.
Foi mais uma etapa na construção de uma visão institucional que, posteriormente, seria fundamental para
o exercício das funções de direção.
Da participação à coordenação
A experiência em instâncias colegiadas também me ensinou sobre o trabalho coletivo.
Ao participar de comissões, compreendi que muitos dos problemas enfrentados por uma instituição
complexa não podem ser analisados exclusivamente a partir de uma única profissão, setor ou perspectiva.
É necessário ouvir.
É necessário compreender pontos de vista diferentes.
É necessário construir soluções coletivamente.
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Quando fui designado para presidir o Grupo de Trabalho constituído pela Universidade Federal de
Alagoas, essa experiência avançou mais um passo.
Passei da condição de integrante de atividades coletivas para a responsabilidade de contribuir
diretamente para sua coordenação.
Presidir um Grupo de Trabalho ensinou-me que coordenar não significa apenas distribuir tarefas. Significa
organizar esforços, articular pessoas, acompanhar o desenvolvimento das atividades e manter o trabalho
orientado para o objetivo institucional que justificou a própria constituição do grupo.
Nesse processo, desenvolvi competências relacionadas à coordenação, articulação, organização do
trabalho coletivo e responsabilidade administrativa.
Da Medicina à Direção Técnica do Hospital Universitário
Um dos momentos mais significativos da ampliação das minhas responsabilidades ocorreu quando assumi
a função de Diretor Técnico do Hospital Universitário, correspondente ao Cargo de Direção CD-04.
Essa experiência representou uma verdadeira transição entre minha formação médico-assistencial e a
gestão hospitalar.
Eu já conhecia o Hospital como médico. Já havia participado de discussões institucionais e de comissões
relacionadas à organização dos serviços. Na Direção Técnica, entretanto, passei a olhar para a assistência a
partir de uma posição diferente.
O conhecimento médico continuava sendo indispensável, mas precisava ser colocado a serviço de uma
responsabilidade mais abrangente.
Como Diretor Técnico, passei a lidar mais diretamente com a organização da assistência, com as relações
entre os serviços e com a necessidade de articulação entre diferentes equipes profissionais.
A experiência ensinou-me que a qualidade da assistência não depende apenas do conhecimento técnico
de cada profissional. Depende também de como os serviços estão organizados, de como as equipes se
comunicam, da disponibilidade de recursos e da capacidade institucional de transformar conhecimento
técnico em cuidado efetivamente prestado à população.
Foi nessa etapa que desenvolvi de maneira mais intensa competências relacionadas ao planejamento
assistencial, organização de serviços, articulação multiprofissional, coordenação e tomada de decisão
institucional.
A Direção Técnica representou, portanto, uma etapa fundamental na minha trajetória.
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Foi nela que minha experiência médica começou a se transformar de maneira mais clara em experiência
de gestão.
Da Direção Técnica à Direção-Geral do HUPAA
Posteriormente, assumi uma responsabilidade ainda maior: a Direção-Geral do Hospital Universitário
Professor Alberto Antunes, correspondente ao Cargo de Direção CD-03.
Exerci a Direção-Geral do HUPAA por dois mandatos.
Essa passagem da Direção Técnica para a Direção-Geral representa uma das progressões mais importantes
da minha trajetória profissional.
Na Direção Técnica, minha experiência estava fortemente relacionada à organização da assistência. Na
Direção-Geral, precisei ampliar esse olhar para compreender o Hospital em sua integralidade.
Passei a responder por questões que alcançavam diferentes dimensões da vida institucional.
Foi necessário lidar com planejamento, pessoas, organização administrativa, serviços assistenciais,
relações institucionais e necessidades acadêmicas. Foi necessário articular diferentes setores e categorias
profissionais e compreender como decisões tomadas em uma área poderiam repercutir sobre toda a
instituição.
A Direção-Geral ensinou-me, sobretudo, que administrar um hospital universitário significa conviver
diariamente com a complexidade.
Nem sempre as necessidades aparecem isoladamente.
Uma necessidade assistencial pode depender de pessoal.
Uma questão relacionada a recursos humanos pode repercutir na capacidade de atendimento.
Uma decisão administrativa pode afetar estudantes e residentes.
Uma reorganização de serviços pode produzir consequências para usuários, profissionais, ensino e para a
própria relação do Hospital com o Sistema Único de Saúde.
Dirigir significou aprender a considerar essas diferentes dimensões simultaneamente.
Os dois mandatos e a construção de uma visão institucional de longo prazo
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O fato de ter exercido a Direção-Geral por dois mandatos conferiu uma característica particular a essa
experiência.
Não se tratou de uma passagem breve pela gestão.
A continuidade permitiu-me acompanhar processos institucionais por períodos mais longos.
Pude participar da identificação de problemas, acompanhar a construção de alternativas, observar a
implementação de decisões e perceber seus resultados e dificuldades ao longo do tempo.
Essa permanência ensinou-me algo que experiências mais breves dificilmente permitiriam aprender com a
mesma profundidade: as instituições possuem seu próprio tempo.
Essa compreensão tornou-se particularmente significativa na etapa final da minha Direção-Geral, quando
acompanhei o processo institucional que culminou na adesão da UFAL à EBSERH e no início da transição
do HUPAA para um novo modelo de gestão. Vivenciar esse momento permitiu-me compreender, na
prática, que transformações institucionais dessa dimensão exigem preparação, diálogo, articulação e
capacidade de considerar seus efeitos sobre diferentes áreas da organização.
Algumas decisões produzem efeitos imediatos.
Outras exigem continuidade, diálogo, negociação e persistência.
Alguns problemas podem ser resolvidos administrativamente em curto prazo.
Outros dependem de mudanças mais amplas, da articulação entre diferentes setores ou da construção
gradual de condições institucionais.
Os dois mandatos permitiram-me desenvolver uma perspectiva de médio e longo prazo sobre o
funcionamento hospitalar.
Foi nesse período que amadureceram competências de liderança, planejamento, negociação, gestão de
pessoas, articulação institucional, organização hospitalar e tomada de decisão.
Mais do que ocupar um cargo de direção, precisei aprender a assumir a responsabilidade pelas
consequências das decisões tomadas.
A compreensão da singularidade de um hospital universitário
Outra competência construída durante minha trajetória foi compreender cada vez mais profundamente a
natureza singular de um hospital universitário.
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O HUPAA não existe exclusivamente para prestar assistência, embora essa seja uma de suas missões
fundamentais.
Ele também é espaço de formação.
O paciente procura cuidado.
O estudante precisa aprender.
O residente precisa transformar conhecimento teórico em experiência profissional supervisionada.
Docentes e profissionais participam da formação de novas gerações.
A Universidade precisa preservar sua missão acadêmica.
E o Sistema Único de Saúde depende da capacidade assistencial da instituição.
Ao longo da minha experiência, especialmente durante o período em que exerci a Direção Técnica e,
posteriormente, a Direção-Geral, compreendi que essas dimensões não podem ser administradas
isoladamente.
Foi necessário desenvolver capacidade de articular assistência, ensino, gestão e interesse público.
Essa talvez seja uma das competências mais específicas que construí durante minha trajetória no HUPAA:
compreender que gerir um hospital universitário significa preservar permanentemente o equilíbrio entre
cuidar, ensinar, administrar e servir à sociedade.
Do conhecimento adquirido ao conhecimento sistematizado
Com o passar dos anos, parte dos conhecimentos adquiridos pela formação e pela experiência pôde
também ser organizada e transformada em produção estruturada.
Os três produtos apresentados no item VI.12 representam essa dimensão da minha trajetória.
Existe uma diferença importante entre adquirir conhecimento pela experiência e conseguir sistematizá-lo.
Enquanto o conhecimento permanece apenas comigo, ele depende da minha memória e da minha
presença. Quando consigo organizá-lo e registrá-lo de maneira estruturada, esse conhecimento passa a
poder ser consultado, utilizado e transmitido.
A elaboração desses produtos demonstra, portanto, o desenvolvimento de uma competência que foi
construída ao longo da minha experiência: a capacidade de sistematizar o conhecimento profissional.
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Depois de aprender pela formação e pela prática, passei também a organizar parte daquilo que havia
aprendido.
O conhecimento deixou de existir apenas como experiência individual e assumiu uma forma capaz de ser
compartilhada.
Do conhecimento sistematizado ao conhecimento compartilhado
As três atividades de formação e difusão enquadradas no item VI.14 representam outra etapa desse
processo.
Em diferentes momentos da minha trajetória, tive a oportunidade de compartilhar conhecimentos
relacionados à adolescência e saúde, saúde da mulher, autocuidado e prevenção do câncer do colo
uterino.
Essas experiências ensinaram-me que compartilhar conhecimento também exige competência.
Não basta conhecer determinado assunto.
É necessário selecionar aquilo que é relevante, organizar o conteúdo, considerar as características do
público e encontrar uma forma adequada de comunicar o conhecimento.
Ao atuar nessas atividades, pude transformar parte daquilo que havia aprendido pela formação e pela
prática em conteúdo destinado a outras pessoas.
Desenvolvi, assim, a capacidade de difundir conhecimentos técnicos e utilizar minha experiência
profissional também como instrumento de formação, orientação e promoção da saúde.
Síntese dos saberes e competências desenvolvidos
Quando observo minha trajetória em perspectiva, reconheço um processo contínuo de desenvolvimento:
aprender → aplicar → participar → analisar → planejar → coordenar → gerir tecnicamente → dirigir
→ sistematizar → compartilhar.
Essa sequência representa de maneira mais fiel minha trajetória do que uma simples relação de cargos ou
certificados.
Primeiro, precisei aprender.
Depois, aplicar os conhecimentos adquiridos no exercício da Medicina.
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A participação em comissões ensinou-me a compreender problemas institucionais de forma coletiva.
A atuação em processo de sindicância acrescentou conhecimentos relacionados à responsabilidade
administrativa.
A presidência de Grupo de Trabalho desenvolveu minha capacidade de coordenação.
As discussões sobre o perfil assistencial e a implantação de serviços ampliaram minha compreensão sobre
planejamento hospitalar.
A Direção Técnica aproximou definitivamente minha experiência médica da gestão da assistência.
Os dois mandatos à frente da Direção-Geral consolidaram uma etapa de maior abrangência em minha
trajetória profissional, na qual passei a compreender o Hospital em suas múltiplas dimensões e a lidar
com decisões de alcance estratégico e de longo prazo. Esse período foi marcado também por importantes
mudanças no HUPAA, entre elas a incorporação do modelo de gestão da EBSERH no âmbito do Hospital,
que inaugurou uma nova etapa em sua organização administrativa e me permitiu vivenciar, a partir da
Direção-Geral, um momento decisivo de sua história.
Os três produtos demonstram minha capacidade de sistematizar conhecimentos.
E as três atividades de formação e difusão mostram que parte desses conhecimentos também pôde ser
compartilhada.
Essa progressão evidencia que o saber que apresento para reconhecimento não decorre simplesmente do
tempo transcorrido desde meu ingresso no serviço público.
O tempo foi necessário, mas não suficiente.
Foram as experiências vividas durante esse tempo que produziram os conhecimentos.
Foram as responsabilidades assumidas que desenvolveram as competências.
Foram os problemas enfrentados que exigiram novas aprendizagens.
E foram as oportunidades de sistematização e difusão que permitiram transformar parte desse
conhecimento em algo que pudesse ultrapassar minha própria experiência individual.
É esse conjunto que apresento como expressão dos saberes e competências construídos ao longo da
minha trajetória profissional.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao concluir este Memorial, mais do que retomar cada atividade já apresentada, procuro compreender o
sentido que elas assumem quando observadas em conjunto. Os documentos reunidos ao longo destas
páginas registram momentos distintos de uma mesma trajetória e permitem perceber como minha
atuação profissional foi se transformando à medida que novas responsabilidades me foram confiadas.
O que começou essencialmente no exercício da Medicina foi, com o passar dos anos, adquirindo outras
dimensões. A experiência cotidiana ampliou meu olhar sobre o ambiente hospitalar e me aproximou
progressivamente das questões relacionadas à organização dos serviços, ao planejamento e à gestão.
Nesse percurso, deixei de enxergar o Hospital apenas a partir da minha atuação profissional imediata e
passei a compreendê-lo como uma instituição complexa, na qual assistência, ensino, pessoas, processos e
decisões administrativas se encontram permanentemente.
Essa transformação não aconteceu de uma única vez. Foi construída pela experiência e pelo contato com
situações que exigiram conhecimentos diferentes daqueles adquiridos na formação médica. Cada nova
responsabilidade trouxe consigo a necessidade de aprender algo novo, de compreender outros pontos de
vista e de desenvolver capacidades que somente a prática institucional poderia proporcionar.
A continuidade proporcionada pelos anos dedicados à gestão permitiu-me também desenvolver uma
percepção que ultrapassa os acontecimentos imediatos. Passei a compreender que instituições são
construídas ao longo do tempo, por decisões sucessivas, pelo trabalho de muitas pessoas e pela
capacidade de preservar objetivos mesmo diante das dificuldades. Algumas realizações podem ser
percebidas rapidamente; outras somente revelam seu significado quando observadas depois de muitos
anos.
Esse processo alcançou sua etapa decisiva justamente no período final da minha gestão. Em janeiro de
2014, acompanhei, como Diretor-Geral do HUPAA, a sessão do Conselho Universitário da UFAL que
aprovou a celebração do contrato entre a Universidade e a EBSERH, decisão que antecedeu a formalização
da parceria e o início da implantação do novo modelo de gestão no Hospital.
Participar institucionalmente desse momento permitiu-me vivenciar não apenas a administração de uma
estrutura hospitalar já estabelecida, mas também um processo de transição organizacional de grande
alcance. Tratava-se de uma mudança com repercussões sobre a organização administrativa, os serviços, as
relações de trabalho e o planejamento institucional do HU.
Essa experiência acrescentou outra dimensão aos conhecimentos construídos durante os anos de direção:
a capacidade de acompanhar processos de transformação institucional, compreender seus impactos e
participar das articulações necessárias à preparação do Hospital para uma nova etapa de sua história.
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Ao mesmo tempo, minha trajetória nunca deixou de estar vinculada ao aprendizado. Mesmo quando já
acumulava experiência profissional e responsabilidades de gestão, continuei buscando atualização e novos
conhecimentos. Essa disposição tornou-se parte da maneira como compreendo minha própria carreira:
experiência e aprendizado não são etapas sucessivas, como se uma começasse quando a outra
terminasse. Elas caminham juntas.
Com o amadurecimento profissional, surgiu também a possibilidade de transformar parte do
conhecimento adquirido em algo que pudesse permanecer para além da experiência individual. A
sistematização de conhecimentos e sua posterior difusão representaram, nesse sentido, uma
consequência natural do percurso realizado. Aquilo que durante anos foi aprendido na prática pôde, em
determinados momentos, ser organizado, registrado e compartilhado.
Ao revisitar essa trajetória para a elaboração deste Memorial, percebo que talvez seu aspecto mais
significativo não esteja em nenhuma atividade isoladamente, mas justamente na continuidade existente
entre elas. As experiências foram se acumulando, dialogando umas com as outras e produzindo novos
conhecimentos. O médico que inicialmente conheceu o Hospital pela assistência passou, ao longo do
tempo, a compreender também sua organização, suas dificuldades, suas possibilidades e a
responsabilidade envolvida em sua condução.
Nesse percurso, o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes ocupa um lugar que ultrapassa a
condição de local de trabalho. Grande parte da minha formação profissional ocorreu dentro dele, não
apenas por aquilo que estudei, mas principalmente por aquilo que precisei aprender diante das situações
concretas que a vida institucional apresentou.
Foi no cotidiano do Hospital que compreendi, de maneira cada vez mais profunda, que nenhuma
instituição dessa natureza é construída individualmente. Ela resulta do trabalho de muitas pessoas, de
diferentes gerações de profissionais, servidores, docentes, estudantes e gestores que, em momentos
distintos, assumem responsabilidades pela continuidade de sua missão.
Ter participado dessa história em diferentes posições permitiu-me conhecer o HUPAA sob perspectivas
também diferentes. E ter assumido, em determinado momento, a responsabilidade por sua Direção
Técnica e, posteriormente, por sua Direção-Geral durante dois mandatos tornou ainda mais profunda
minha relação com a instituição.
Hoje, olhando retrospectivamente, percebo que as maiores aprendizagens dessa trajetória não podem ser
reduzidas a títulos, funções ou certificados. Elas estão também na capacidade adquirida de lidar com
pessoas, reconhecer limites, tomar decisões, ouvir posições diferentes, enfrentar dificuldades,
compartilhar responsabilidades e compreender que o serviço público exige compromisso permanente
com aquilo que pertence à coletividade.
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Por essa razão, este Memorial representa para mim mais do que uma exigência documental. Sua
elaboração proporcionou a oportunidade de reunir experiências que ocorreram em momentos muito
diferentes e reconhecer nelas um percurso coerente de desenvolvimento profissional.
Ao final dessa rememoração, não considero que os saberes aqui apresentados tenham sido construídos
apenas por cursos, funções ou atividades formais. Eles foram construídos também pelas pessoas com
quem trabalhei, pelas equipes das quais participei, pelos desafios enfrentados, pelas decisões que precisei
tomar e pelas responsabilidades que me foram confiadas.
Foram construídos, sobretudo, pela experiência.
Uma experiência que começou na Medicina e que, sem abandonar essa origem, ampliou-se
progressivamente para outras formas de servir à instituição. Ao longo desse caminho, tive a oportunidade
de aprender, contribuir, assumir responsabilidades, produzir conhecimento e compartilhá-lo.
É esse percurso que apresento para reconhecimento.
Não apenas o percurso de quem permaneceu muitos anos no serviço público, mas de quem foi sendo
transformado pelas responsabilidades que assumiu ao longo deles.
E, ao olhar para essa trajetória, reconheço também uma relação de reciprocidade: durante muitos anos
dediquei meu trabalho ao Hospital Universitário, mas o Hospital, por sua vez, proporcionou-me
experiências que ajudaram a formar o profissional que me tornei.
Talvez seja essa a melhor síntese deste Memorial: os saberes e competências que hoje apresento para
reconhecimento não foram construídos em um único momento, mas ao longo de uma vida profissional
marcada pelo exercício da Medicina, pelo aprendizado permanente, pela responsabilidade institucional e
pelo compromisso com o Hospital Universitário e com o serviço público.
Em síntese, as experiências comprovadas neste Memorial correspondem a 16,5 pontos em participação,
coordenação e responsabilidades institucionais, 9 pontos em formação continuada e participação em
eventos, 67,5 pontos pelo exercício de responsabilidades de direção hospitalar e 22,5 pontos em
produção e difusão de conhecimento, alcançando a pontuação total de 115,5 pontos distribuídos ao longo
de oito critérios, estando, desta maneira, apto à percepção do RSC-PCCTAE VI.
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TERMO DE RESPONSABILIDADE
Declaro, para os devidos fins, que as informações e a documentação apresentadas neste Memorial
Descritivo são verdadeiros, autênticos e correspondem à minha trajetória profissional,
responsabilizando-me administrativa, civil e penalmente por sua veracidade, nos termos da legislação
vigente.
Declaro estar ciente de que cada atividade desenvolvida somente poderá ser utilizada uma única vez para
fins de pontuação no processo de Reconhecimento de Saberes e Competências – RSC-PCCTAE, sendo
vedada sua utilização concomitante para atendimento de mais de um critério específico. Declaro, ainda,
estar ciente de que este Memorial Descritivo deverá ser disponibilizado na forma prevista na legislação
aplicável, observado o disposto na Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados
Pessoais – LGPD), responsabilizando-me pelas informações e pelos dados pessoais nele constantes.
Maceió-AL, 23/09/2026
_______________________________
Assinatura
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
SISTEMA INTEGRADO DE PATRIMÔNIO, ADMINISTRAÇÃO E
CONTRATOS
FOLHA DE ASSINATURAS
Emitido em 23/09/2026
MEMORIAL RSC-PCCTAE Nº 12/2026 - PROEST (11.00.43.04)
(Nº do Protocolo: NÃO PROTOCOLADO)
(Assinado digitalmente em 23/09/2026 23:09 )
PAULO LUIZ TEIXEIRA CAVALCANTE
NÃO INFORMADO
PROEST (11.00.43.04)
Matrícula: ###745#0
Para verificar a autenticidade deste documento entre em https://sipac.sig.ufal.br/documentos/ informando seu
número: 12, ano: 2026, tipo: MEMORIAL RSC-PCCTAE, data de emissão: 23/09/2026 e o código de verificação:
1c15d3193b