Projeto Institucional 2024

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Projeto Institucional PIBID UFAL (2024-2026).pdf
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                    04235581457/PIBID-20243307577P

Emitido em: 25/07/2024 17:22

DADOS DO EDITAL
Edital

Sigla do Edital

PIBID 10/2024

PIBID-2024

Programa
PIBID - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência
DADOS DA INSCRIÇÃO
Número da Inscrição

IP

PIBID-20243307577P

10.100.10.2

Iniciada em

Submetida em

Data do comprovante

11/06/2024 20:38:16

25/07/2024 17:21:30

25/07/2024 17:21:31

DADOS PESSOAIS
Nome
WILLAMYS CRISTIANO SOARES SILVA
Sexo
MASCULINO
Nome da mãe
EDILEUZA SOARES SILVA
Nome do pai
Data de Nascimento

Nacionalidade

25/07/1980

Brasil

DOCUMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PROPONENTE
CPF
042.355.814-57
Identidade

Órgão Expedidor

Data de Expedição

1823437

SSP

25/07/2024

ORCID
0000-0001-8740-7396
Currículo Lattes
http://lattes.cnpq.br/5198876452856101

Versão do Relatório: 0.141.0

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ENDEREÇOS
Tipo

Descrição

Principal

Roberto Lúcio Barboza (Lot Aroeiras) Massaranduba 13 Arapiraca/AL Brasil 57309808

CORREIOS ELETRÔNICOS
Tipo

Descrição

Principal

willamys@fis.ufal.br

TELEFONES
Tipo

Número

Principal

+55 (82) 999572500

PROPOSTA INSTITUCIONAL
Instituição de Ensino
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Apresentação do Projeto.

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A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) estabelece seu Projeto Institucional do Programa de Bolsa de Iniciação à Docência
(Pibid-Ufal), denominado Formação docente crítica e reflexiva em Alagoas: articulações teórico-práticas, diversidade, cultura,
ambiente, tecnologia e pesquisa-ação colaborativa na interface escola-universidade, que por sua vez objetiva incentivar a
formação docente, no âmbito de suas licenciaturas, valorizando o magistério, elevando a qualidade da formação inicial de
professores, por meio da inter-relação orgânica e integrada entre educação superior e educação básica (Instituto Federal (IFAL),
Escolas/Colégios Estaduais e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) das redes públicas do estado e municípios
alagoanos que fazem interfaces com os campi A. C. Simões/Maceió, Arapiraca e Sertão/Delmiro Gouveia. Esse projeto
institucional se propõe a inserir os licenciandos no cotidiano das escolas da rede pública de Alagoas, proporcionando-lhes
oportunidades de reflexão, criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter
inovador e interdisciplinar. Essa imersão nas escolas busca a superação de problemas identificados no processo de ensino e de
aprendizagem, através de discussões e reflexões acerca da teoria e prática docente, com vistas à transformação dos contextos
escolares. Neste processo, os professores da Educação Básica atuarão como coformadores dos processos formativos dos futuros
docentes, contribuindo para melhorias dos cursos de licenciatura e para seu próprio desenvolvimento profissional. Assim, a
formação teórico-prática e epistêmico metodológica dos licenciandos será alcançada a partir da integração e articulação dos
Subprojetos propostos no Projeto Institucional, com os Projetos Pedagógicos dos Cursos de Licenciatura da Ufal e os Projetos
Políticos Pedagógicos dos Institutos, Escolas/Colégios e CMEIs, considerando-se os objetivos institucionais delimitados no Projeto
Institucional. O Projeto Institucional Pibid-Ufal é formado por: 23 (vinte e três) Subprojetos e seus 43 (quarenta e três) Núcleos de
Iniciação à Docência (NID). Cada NID é composto por 1 (um) Coordenador de Área, 03 (três) Supervisores e 24 (vinte e quatro)
Bolsistas de Iniciação à Docência. No Pibid-Ufal, participam os seguintes cursos de licenciatura, dos três campi, Ciências
Biológicas, Ciências Sociais, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras/Libras, Letras-Libras/Educação Bilíngue
de Surdos, Letras/Língua Espanhola, Letras/Língua Inglesa, Letras/Língua Portuguesa, Matemática, Música, Pedagogia, Química e
Teatro. As ações teórico-práticas dos Subprojetos e seus NIDs visam desenvolver competências essenciais para a prática
docente, numa perspectiva complexa, interdisciplinar, intercultural e de valorização dos saberes adquiridos pela experiência
profissional, em sala de aula e na escola. Os subprojetos de diferentes áreas do Pibid-Ufal foram escolhidos para integrar
estudantes de licenciatura ao contexto real da Educação Básica, em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC),
novas diretrizes curriculares e Referenciais Curriculares locais. Isso fortalece a formação inicial de professores ao conectar
educação superior e básica de forma sistemática. De igual modo, o quantitativo de 1032 (um mil e trinta e duas) bolsas
solicitadas visa atender ao universo dos cursos de licenciatura da Ufal, estimulando a formação integrada entre universidade e
as escolas participantes, respaldada na relação indissociável entre a teoria e prática, o que contribui positivamente para a
permanência dos bolsistas nas licenciaturas. O projeto inclui ações formativas, investigativas, intervencionistas, produção
acadêmica e socializações interinstitucionais de modo colaborativo, com base no contexto escolar das redes de ensino de
Alagoas. Essas ações integrativas de ensino e de pesquisa colaborativa contribuem para a construção e valorização da
identidade profissional docente e a formação inicial dos licenciandos, valoriza a experiência dos professores da educação básica,
utilizando seus saberes e práticas como foco de investigação no processo de formação, integrando teoria e prática. O Pibid-Ufal
contempla em seu bojo um Subprojeto Pibid Equidade de Educação Bilíngue de Surdos, bem como vincula-se com o
Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, instituído pelo Decreto n. 11.556, de 12 de junho de 2023, ao propor um Subprojeto
na Área de Alfabetização. Por fim, dialoga com os Indicadores Brasileiros para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ODS), propostos pela Agenda 2030, sobretudo no que concerne ao objetivo 4, Educação de Qualidade(ODS, 2022). Acreditamos
que esta proposta pode contribuir para a formação dos estudantes e futuros professores da Educação Básica, promovendo uma
reflexão crítica e problematizadora da realidade socioeducacional, uma vez que perpassa o universo da universidade e se
expande às escolas da rede básica de ensino.
Justificativa.

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O Pibid-Ufal tem por finalidade fomentar ações/atividades/projetos didático-pedagógicos, de pesquisas e extensões que
contribuam para o aperfeiçoamento da formação inicial de professores para a Educação Básica. Para tal, está ancorado nos
princípios e objetivos do Pibid/CAPES, estabelecendo objetivos, metas e indicadores que apontam para ações pedagógicas e
investigativas que visam fortalecer e aprofundar a formação teórico-prática de estudantes dos cursos de licenciatura envolvidos
no programa. Os projetos didático-pedagógicos, de pesquisa e extensão serão viabilizados por meio da articulação entre a Ufal,
as redes de ensino e as respectivas escolas, a fim de valorizar a experiência docente no processo de construção e valorização da
identidade profissional docente. Em Tardif (2002, 2011), um dos saberes implicados na atividade docente são os saberes
experienciais, que resultam da construção individual e social, uma vez que são compartilhados e legitimados por meio de
processos de interação e socialização profissional. Assim, a pesquisa colaborativa e a produção acadêmica tomarão por base as
experiências vivenciadas em sala de aula/âmbito escolar pelos licenciandos, numa perspectiva interdisciplinar, transversal e
integradora. Entendemos aqui que a formação de professores acontece por meio da interação e da socialização das
experiências, nascendo da observação, discussão e reflexão das práticas, conforme afirma Imbernón (2002). Nesse sentido, este
Projeto Institucional surge da problematização e da reflexão que os próprios docentes da Ufal fazem de suas práticas,
especialmente em relação ao diálogo entre a teoria e a prática nos processos de ensino e aprendizagem. Segundo Nóvoa (1999),
a formação do educador deve estimular o pensamento crítico e reflexivo que forneça aos professores os meios para um
pensamento autônomo. Deste modo, um dos desafios do Pibid-Ufal é a proposição de práticas inovadoras de formação de
professor que ultrapassem as relações sociais usualmente estabelecidas (baseadas unicamente no paradigma da transmissão e
assimilação de conhecimentos) e superem a dicotomia entre teoria e prática presente na Educação Superior. Assim, este Projeto
Institucional se apresenta como o primeiro passo para a compreensão, reflexão e ressignificação das práticas docentes dos
cursos de licenciatura da Ufal, nas quais a articulação entre teoria e prática serão necessárias para a reflexão e a inovação. De
acordo com Libâneo (1994, p.27) “a formação profissional do professor implica, pois, uma contínua interpenetração entre teoria
e prática, a teoria vinculada aos problemas reais postos pela experiência prática e a ação prática orientada teoricamente”.
Consideramos que a participação dos licenciandos/bolsistas e Supervisores no Pibid-Ufal poderá ampliar suas possibilidades de
formação, ressignificando-a. Partindo da premissa ensino/pesquisa/extensão, pretendemos incentivar a inserção desses
licenciandos e professores em ações/atividades/projetos e grupos de estudos, conduzidos pelos professores (Coordenadores de
Área) da Ufal, assim como objetivamos que eles apresentem as ações desenvolvidas no Pibid-Ufal em diversos eventos
acadêmicos e periódicos (nacionais, regionais e locais). Ao pensar num Projeto Institucional complexo como este, uma das
primeiras questões levantadas diz respeito às competências, explicitadas nos conhecimentos, habilidades, atitudes e valores que
pretendemos desenvolver, conforme orientação da BNCC. Nessa perspectiva, a proposta do projeto Pibid-Ufal se justifica pela
sua relevância e contribuição na formação dos estudantes bolsistas de iniciação à docência, futuros professores da Educação
Básica, uma vez que esta proposta de problematização e reflexão perpassa o universo da universidade e amplia-se para as
escolas da Educação Básica da rede municipal, estadual e federal de Alagoas. Nesse contexto, esperamos que os licenciandos
desenvolvam as competências básicas para planejar, elaborar, executar, avaliar e publicizar os processos de ensino e
aprendizagem de forma complexa, interdisciplinar e problematizadora nas escolas da educação básica, contribuindo assim para
aprimorar o campo da formação de professores, tanto nos aspectos legais, teóricos, metodológicos, e de pesquisas.
Objetivos, metas a serem atingidas e indicadores que aferirão o cumprimento das metas.

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Objetivos

Metas

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Indicadores

Fomentar estudos, mostras,
Assegurar a realização, promoção e
ações e atividades sobre
organização de palestras, mostras, ações e
questões sociais, culturais,
atividades. Garantir a participação dos
ambientais, diversidade e
Bolsistas de Iniciação à Docência, Supervisores
tecnologia que contribuam com
e Coordenadores de Área em eventos que
a aproximação entre
promovam formação e socialização de estudos
Universidade e Escola, visando à
e debates de questões sociais, culturais,
valorização da formação e das
ambientais, diversidade e tecnologia.
práticas dos professores.

Quantitativos (números) de estudos,
mostras, ações e atividades realizadas.
Taxa (%) de participação dos Bolsistas de
Iniciação à Docência em: estudos, mostras,
ações e atividades realizadas. Taxa (%) de
participação dos Supervisores em: estudos,
mostras, ações e atividades realizadas.
Taxa (%) de participação dos
Coordenadores de Área em: estudos,
mostras, ações e atividades realizadas.

Desenvolver competências dos Bolsistas de
Iniciação à Docência, para planejar, organizar,
ministrar, avaliar e refletir sobre os processos
de ensino e aprendizagem interdisciplinar na e
da escola, articulando saberes e
conhecimentos teóricos e práticos associandoos à realidade escolar e aos contextos sociais,
culturais, ambientais, de diversidade e da
tecnologia. Assegurar que os Bolsistas de
Iniciação à Docência registrem as
ações/atividades ao longo de sua participação
no programa.

Quantitativos (números) de
ações/atividades realizadas para
desenvolvimento de competências sobre
planejar, organizar, ministrar, avaliar e
refletir sobre os processos de ensino e
aprendizagem. Taxa (%) de competências
desenvolvidas dos Bolsistas de Iniciação à
Docência sobre planejar, organizar,
ministrar, avaliar e refletir sobre os
processos de ensino e aprendizagem. Taxa
(%) de registro das ações/atividades dos
Bolsistas de Iniciação à Docência.

Fortalecer as formas de parceria
e de cooperação entre a
Assegurar a realização de formas de parceria e
Universidade Federal de Alagoas de cooperação entre a Universidade Federal de
e as escolas públicas das redes Alagoas e as escolas públicas das redes
municipal, estadual e federal de municipal, estadual e federal de Alagoas.
Alagoas, por meio de mostras,
Garantir a participação dos Bolsistas de
ações e atividades formativas
Iniciação à Docência, Supervisores e
propostas pelos diferentes
Coordenadores de Área em eventos que
subprojetos deste projeto
promovam a formação inicial e continuada
institucional, sobre questões
promovidos tanto pela Ufal quanto pelas redes
sociais, culturais, ambientais,
municipal, estadual e federal.
diversidade e tecnologia.

Quantitativos (números) de formas de
parceria e cooperação entre a Universidade
Federal de Alagoas e as escolas públicas
das redes municipal, estadual e federal de
Alagoas. Taxa (%) de participação dos
Bolsistas de Iniciação à Docência,
Supervisores e Coordenadores de Área em
eventos que promovam a formação inicial e
continuada promovidos tanto pela Ufal
quanto pelas redes municipal, estadual e
federal.

Aproximar os Bolsistas de
Iniciação à Docência da
pesquisa-ação colaborativa em
Educação, Ensino e/ou
Formação de Professores, a
partir das vivências na escola e
sua função social.

Orientar os Bolsistas de Iniciação à Docência
para a elaboração, o desenvolvimento e a
execução de pesquisas emergentes de
inquietações teórico-metodológicas inerentes
às práticas docentes; Fomentar a divulgação
dos processos e dos resultados das pesquisas,
desenvolvidas pelos Bolsistas de Iniciação à
Docência, por meio da produção científica e da
participação em eventos na área de Educação,
Ensino e Formação de Professores.

Taxa (%) de orientação de Bolsistas de
Iniciação à Docência, nas etapas
elaboração, desenvolvimento e execução de
pesquisas. Bolsistas de Iniciação à Docência
Quantitativo (número) de relato de
experiência: a) Produzido. b) Publicado.
Quantitativo (número) de artigo científico
publicado. Quantitativo (número) de
capítulo de livro publicado. Quantitativo
(número) participante de evento científico.
Quantitativos (número) participante de
evento científico com apresentação de
trabalho. Núcleo de Iniciação à Docência
Quantitativo (número) de livro publicado.
Quantitativo (número) de evento científico
realizado.

Aprimorar a formação crítica e
reflexiva de professores, por
meio do desenvolvimento das
ações de iniciação à docência,
que articulem, de forma
interdisciplinar, os saberes da
experiência, a prática
profissional e a construção da
identidade docente.

Potencializar espaços formativos e interativos
para dialogar e refletir sobre os saberes que se
manifestam nas/das experiências e suas
implicações para a prática profissional e a
construção da identidade docente para os
Bolsistas de Iniciação à Docência e
Supervisores do Pibid-ufal.

Quantitativos (números) de espaços
formativos e interativos potencializados.
Taxa (%) de participação dos Bolsistas de
Iniciação à Docência e Supervisores nos
espaços formativos e interativos
potencializados.

Articular as ações/atividades
teórico práticas promovidas em
cada subprojeto em prol da
formação inicial e continuada
dos participantes do Pibid-Ufal.

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Caracterização da IES proponente e explanação sobre suas realizações quanto, conforme inciso IV do item 6.3.3 do
edital.
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal), instituição federal de ensino superior, fundada em 1961, é instalada no Campus A.C.
Simões, em Maceió, e em mais três campi no interior do Estado, quais sejam: Campus Centro de Ciências Agrárias (CECA),
Campus Arapiraca e suas unidades em Viçosa, Penedo e Palmeira dos Índios e Campus do Sertão, com sede em Delmiro
Gouveia, e unidade em Santana do Ipanema. São mais de 20 mil alunos matriculados em 104 cursos de graduação e 7,1 mil
estudantes nas licenciaturas. Na pós-graduação, são 59 programas stricto sensu, sendo 44 mestrados e 15 doutorados, com
cerca de 2 mil alunos. A instituição oferece aos alunos o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic/CNPq); o
Programa de Educação Tutorial (PET); monitoria, estágio e bolsas de estudo/trabalho. Também disponibiliza bolsas adquiridas
nos editais da Sesu/MEC, para programas como o PIBID, a PRP e o Afro-Atitude e de cotas, entre outros. Dentro dessa linha de
formação de professores, a UFAL participou de todas as edições do PIBID (desde a sua criação em 2008) e do PRP (2018, 2020 e
2022), o que tem proporcionado importantes contribuições para a formação inicial de professores/estudantes de diversas áreas
do conhecimento, objetivando a melhoria da Educação Básica em Alagoas. Na edição de 2022, foram implementadas 647 bolsas
para estudantes de licenciatura da UFAL, 432 para o PIBID e 215 para o PRP. Esses programas já beneficiaram diretamente mais
de 2 mil estudantes de graduação, além de milhares de estudantes da educação básica. O principal benefício desses programas
é proporcionar aos alunos oportunidades para criar e participar de experiências metodológicas, tecnológicas, práticas docentes
inovadoras e interdisciplinares, visando a superação de problemas no processo de ensino e aprendizagem. Além disso, permitem
que os alunos e professores vivenciem momentos de ações práticas e reflexivas no campo docente, promovendo a interação
entre a universidade e a escola. Nessa mesma perspectiva, o PIBID, além de incentivar a formação de docentes de nível superior
para a educação básica, conduz os licenciandos a exercer de forma ativa a articulação entre teoria e prática. Isso eleva a
qualidade das ações acadêmicas e promove discussões qualificadas, como, por exemplo, a adequação dos currículos e das
propostas pedagógicas dos cursos de licenciatura às novas diretrizes curriculares. No que concerne à formação continuada em
docência dos professores que atuam nos cursos da Ufal, foi implantado o Programa de Formação Continuada em Docência do
Ensino Superior (Proford/Ufal), regulamentado pela Resolução nº 07 de 17 de março de 2014 (CONSUNI/UFAL). Esse programa
tem como eixos estruturantes a formação em docência e em gestão no âmbito da Ufal, a partir da oferta de uma diversidade de
ações formativas, dentre as quais se destacam a Didática para professores universitários, Docência universitária: do
planejamento à avaliação, Tecnologias digitais e metodologias ativas, Inclusão social e tecnologias assistivas, dentre outras.
Entre 2020 e 2021, foram mais de 2900 docentes beneficiados com ciclos formativos, que tiveram como foco o desenvolvimento
da proficiência digital para a prática docente. As ações abordam temas de natureza didático-pedagógica que atendem às
demandas dos docentes responsáveis pela formação de professores da Educação Básica, em um esforço para valorizar a
especificidade do trabalho docente. Os resultados dessas formações contribuem para a crescente inovação didático-pedagógica
nas salas de aula dos cursos de licenciatura. A UFAL, também, promove desde 2022 o Sinpete (Semana Institucional de
Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Educação Básica), um programa de pesquisa extensionista, com foco principal na educação
básica, que tem como objetivo estimular e fomentar projetos e ações práticas de divulgação e popularização da ciência,
tecnologia e inovação (CT&I) por meio de diversas atividades, como oficinas, minicursos, palestras, mesas redondas,
comunicações orais, exposição de experimentos e áreas do conhecimento e concursos de projetos inovadores. Além disso,
oferece vários momentos de formação para professores da rede básica estadual e municipal antes, durante e após o evento. Os
produtos educacionais selecionados serão divulgados no Observatório de Pesquisa e Tecnologia na Educação Básica (OPTE), que
reúne pesquisas, conteúdos e boas práticas para a Educação Básica, todos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS). Assim, a UFAL está alinhada à necessidade urgente de valorizar a formação de professores, abrangendo
desde a esfera acadêmica até os contextos educativos da educação básica. A universidade contribui para uma formação que
valoriza o trabalho docente e se conecta à cultura das escolas, intervindo nas condições de trabalho, na carreira do professor,
nas práticas pedagógicas e, sobretudo, no espaço das escolas e universidades, como lócus de formação de professores.
Capacidade técnica e operacional da IES e contrapartidas(s).

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Os cursos de licenciatura dos subprojetos que compõem o PIBID/Ufal possuem infraestrutura física adequada para acolher o
programa, a exemplo: No Campus A.C. Simões, temos vários espaços que podemos utilizar para as ações do PIBID, como
auditórios, salas, laboratórios didáticos e de informática dos cursos das licenciaturas participantes do projeto institucional.
Laboratório de informática; Laboratório de Ensino de Matemática; Sala de multimídia com lousa digital e recursos para
transmissão e gravação de aulas/palestras; Laboratório de Pesquisas e Práticas em Educação Histórica - LAPPEHIS, Laboratório
de Ensino de História; Laboratórios de Ensino-Química 1, 2 e 3, com suporte de materiais, vidrarias e reagentes; Salas de
reuniões com datashow e equipamento de videoconferência; Laboratório de Práticas Pedagógicas em ciências biológicas;
Laboratórios de ensino de Física; LEG - laboratório de ensino de geografia; auditórios; etc. Salas e laboratórios de grupos que
trabalham com formação de professores, dentro de várias temáticas, como Ensino, Pesquisa e Extensão na Formação Docente;
Práticas pedagógicas; Tecnologias na Educação, Metodologias de ensino, dentre outras. Existe um Centro de Interesse
Comunitário (CIC) com auditório e salas que podem ser reservadas para reuniões, minicursos e eventos do Programa. Salas dos
mestrados profissionais em rede (PROFMAT, PROFQUI, PROFBIO, PROFLETRAS...) que trabalham com foco na formação de
professores e interagem com o PIBID tanto com algumas ações compartilhadas como com o acesso à sua infraestrutura,
inclusive já tivemos supervisores do PIBID que eram alunos desses mestrados. Dispomos da Coordenadoria Institucional de
Educação à Distância - CIED que é um órgão de apoio acadêmico vinculado à Reitoria, que coordena os planos de ações de
Educação à Distância na Ufal e tem uma infraestrutura muito boa para gravações de vídeos, videoconferências, e outras
atividades. Temos a Usina Ciência com um acervo que possui aproximadamente trezentos DVDs, kits experimentais, exposições,
shows de química, física e biologia, que são utilizados tanto em cursos de Formação de Professores de Ciências como no
Programa de Empréstimos de Materiais Didáticos. No Campus Arapiraca temos o bloco dos laboratórios das licenciaturas (nele
temos o LEM - Laboratório de Ensino de Matemática e o LabMat Laboratório de informática de Matemática); LIFE - Laboratório
Interdisciplinar de Formação de Educadores (laboratório comum para todas as licenciaturas); Laboratório didático de informática;
Ginásio de esportes, com 2 salas de práticas corporais e dois laboratórios de pesquisa (LEPEL e LACAPS); Laboratório de práticas
pedagógicas em ciências biológicas; Laboratório de ensino em física e oficina de experimentos didáticos; Laboratórios de
brinquedos e jogos (Brinquedoteca); Laboratórios didáticos multidisciplinares 1, 2 e 3; auditórios; etc. No Campus Sertão, temos
auditórios; LIAP (Laboratório Interdisciplinar de Aprendizagem); Salas de reuniões, etc. Como forma de contribuição da IES para
as escolas de Educação Básica localizadas nos municípios de Alagoas-AL, o PIBID pretende estender as ações de formação aos
demais profissionais das escolas-campo participantes. Estes, por sua vez, serão convidados para participar de eventos,
encontros, minicursos e oficinas de formação docente que ocorrerão nos espaços das próprias escolas durante o
desenvolvimento do PIBID. Considerando as demandas e as necessidades de cada escola-campo, almeja-se aproximar a
universidade, enquanto espaço formativo dos professores das escolas, da realidade educacional alagoana. E assim, estender o
conhecimento teórico produzido na universidade para as escolas-campo e contribuir não só com a formação continuada dos
supervisores, como também dos demais professores, gestores e coordenadores das escolas. Acredita-se que a troca de
experiências e de conhecimentos acerca da realidade das escolas-campo pode ajudar o planejamento de ações direcionadas à
superação das dificuldades e problemas relacionados ao fazer pedagógico dos professores da Educação Básica. Poderão ser
convidados a participar da formação diferentes professores e pesquisadores da UFAL e/ou dedicados aos estudos do processo de
ensino-aprendizagem de cada componente curricular. Outra contribuição do PIBID da Ufal é a ampliação da formação continuada
dos professores (supervisores) que não ficará restrita à vigência do projeto, uma vez que os supervisores das escola-campo
serão convidados a participar de cursos, de projetos (ensino/pesquisa/extensão), grupos de estudo, inserção em grupos de
pesquisa, etc. Além disso, o estabelecimento de novas parcerias de formação de professores da Ufal com as escolas da rede
municipal, estadual e federal de educação de Alagoas pode contribuir também para a melhoria das práticas de ensinoaprendizagem, especialmente daquelas que possuem baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).
Esfera Administrativa.
Esfera Administrativa

UF

Município

Municipal

Alagoas

Penedo

Municipal

Alagoas

Arapiraca

Municipal

Alagoas

Delmiro Gouveia

Municipal

Alagoas

Maceió

Estadual

Alagoas

Explanação sobre a articulação prévia com as redes, conforme inciso VI do item 6.3.3.

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O PIBID reconhece a escola como um local privilegiado para a formação docente e, por isso, sempre buscou-se estabelecer um
diálogo com as instituições que ofertam a Educação Básica. Nesse sentido, o processo de elaboração desta proposta dialoga
permanentemente com as redes municipais e estadual de educação, numa perspectiva intersetorial e interinstitucional. Esse
processo de integração é crucial, pois possibilita o encontro entre os estudantes dos cursos de licenciatura, os professores da
Educação Básica e os professores formadores (das licenciaturas). Esse encontro permite uma leitura crítica da profissão, visando
à ampliação dos referenciais pedagógicos que cada um dispõe, no sentido de promover a construção das interpretações
possíveis e, por fim, a elaboração conjunta de estratégias de intervenção na realidade educacional, com o objetivo de
transformá-la. O diálogo e aproximação da UFAL com as secretarias de educação do Estado, Municípios e Instituto Federal de
Alagoas (IFAL) e suas respectivas unidades escolares e/ou unidades de ensino, viabilizam o planejamento da formação de
professores e a construção de saberes contemporâneos na implementação e execução das atividades do projeto PIBID UFAL.
Uma das primeiras ações realizadas pelo PIBID/UFAL foi entrar em contato e se reunir com as instituições de educação básica
que participarão, do projeto para firmar parceria. Isso resultou na elaboração de ofícios por parte das secretarias de educação,
enviados para a UFAL, se comprometendo em colaborar com o programa, cumprindo as suas atribuições e responsabilidades de
acordo com o Edital 10/2024 do PIBID. Esses ofícios irão em anexo no sistema Sicapes. Deixamos acordadas algumas ações
essenciais, para serem realizadas da seguinte forma: 1- Reuniões iniciais com as Secretarias Estadual e Municipais de Educação
e, também, com o IFAL, no sentido de estabelecer e/ou reafirmar parceria para a implementação do projeto PIBID UFAL, por meio
da habilitação das escolas-campo. Nessas reuniões, será definida a colaboração das Secretarias na identificação e seleção das
escolas que atenderão aos critérios do programa e que se beneficiarão com a participação no PIBID, assim como, será discutida
a garantia do suporte necessário para que os bolsistas do programa sejam devidamente acolhidos nas escolas parceiras, criando
um ambiente propício para o desenvolvimento de suas atividades. 2 - Realinhamentos com as Secretarias Estadual e Municipais
de Educação e IFAL, conforme os convênios e ações já existentes, a exemplo do Estágio Supervisionado e de editais anteriores
do PIBID e PRP, visando atender às demandas atuais do novo Projeto PIBID/UFAL 2024. 3 - Publicização dos editais com a
finalidade de selecionar os professores/supervisores das escolas habilitadas pelo IFAL, SEDUC e SEMEDs, solicitando dessas
instituições parceiras o incentivo e viabilização da participação dos professores da rede pública como supervisores dos bolsistas,
promovendo a integração entre a teoria e a prática pedagógica. 4 - Realização de seminários interinstitucionais integrados do
programa PIBID com o objetivo de iniciar as ações do projeto institucional da UFAL, envolvendo os participantes das escolascampos e das licenciaturas. 5 - Mapear e identificar necessidades formativas dos participantes (licenciandos e supervisores) no
âmbito do PIBID UFAL, que instrumentalize as ações de intervenção política e didático-pedagógica, em diálogo com o Programa
de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular – ProBNCC, inclusive para possíveis parcerias formativas entre os
cursos de licenciaturas da UFAL, integrando a discussão das novas diretrizes curriculares para a formação de professores
(RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 4, DE 29 DE MAIO DE 2024). 6 - Definição e elaboração do plano de ação do PIBID UFAL que sistematize
o desenvolvimento das ações de intervenção pedagógica no âmbito das instituições contempladas (IFAL, SEDUC e SEMEDs), com
estratégias e práticas implementadas para melhorar o aprendizado e o desenvolvimento dos estudantes da educação básica,
proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências pedagógicas de caráter inovador e
interdisciplinar; De forma eficaz, o referido plano será estruturado em três eixos principais: Ambientação, Implementação e
Avaliação, que se desdobrarão em diversos procedimentos sistemáticos, tais como: a) cronograma de atividades; b) reuniões
periódicas com os técnicos das SEMEDs, SEDUC e IFAL das etapas educacionais envolvidas; c) visita às unidades escolares e de
ensino numa parceria com os técnicos das SEMED, SEDUC e IFAL; d) Participação em planejamentos da gestão das unidades
escolares e de ensino envolvidas; e, finalmente, e) Seminários integrados de socialização.
Plano de acompanhamento e avaliação dos Subprojetos.

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Tanto o Projeto Institucional (PI), quanto os subprojetos/núcleos, os Coordenadores de Área, Supervisores e os Bolsistas de
Iniciação à Docência passarão por acompanhamentos e avaliações contínuas, com vistas aos objetivos propostos. Do
acompanhamento das ações/atividades - será realizado por um conjunto de ações de modo contínuo e sistemático, a partir dos
mecanismos: a) via e-mails, whatsapp (grupo ou individual), telefonemas, mensagens de texto, contatos individualizados,
comentários e interações pelo google classroom e meet, com cada participante; b) reuniões presenciais ou através de
plataformas digitais, mensais, quinzenais ou semanais (com cada grupo específico), com elaboração de atas; c) visitas às escolas
e observações dos participantes e contextos das ações nas escolas; d) elaboração e apresentação de planilhas, planos de ações,
relatos de experiência e relatórios; e) registro de frequência, registro fotográfico, registro das ações, documentos e outros em
drive Pibid-Ufal; f) Reuniões periódicas (mensais/quinzenais) e sistemáticas, presenciais e/ou remotas, para planejamentos,
socializações e avaliações; g) participação nas ações desenvolvidas nos subprojetos/núcleos, grupos de estudos e pesquisa,
presenciais ou em espaços virtuais (fóruns, classroom, facebook e outros); h) promoção de seminários, webinários e eventos
com socialização de práticas em rodas de conversa e apresentações; i) socialização das atividades realizadas por cada
subprojeto/núcleo numa dimensão macro (com todos(as) os(as) participantes), ocorrerá em três momentos nos três campus da
Ufal: Seminário de Início das Atividades do Pibid-Ufal; Seminário de Socialização das Atividades do Pibid-Ufal e Seminário de
Encerramento das Atividades do Pibid-Ufal. Da avaliação das ações/atividades - será realizada com base nos objetivos e metas
que foram apresentados no item III, e que estão agrupados em 6 (seis) categorias: 1) Indicadores de Processo: métricas
relacionadas aos processos de planejamento, implementação e execução das ações dos subprojetos/núcleos do Projeto
Institucional nos três Campus da Ufal. 2) Indicadores de Formação: métricas relacionadas à formação inicial e continuada dos(as)
professores (as): a) estudos, mostras, ações e atividades sobre questões sociais, culturais, ambientais, diversidade e tecnologia;
b) formação crítica e reflexiva; c) articulação das ações/atividades teórico práticas promovidas em cada subprojeto em prol da
formação docente. 3) Indicadores de Pesquisa: métricas relacionadas à pesquisa-ação colaborativa em Educação, Ensino e/ou
Formação de professores. 4) Indicadores de Parceria: métricas relacionadas às formas de parceria e de cooperação entre a Ufal e
as escolas públicas das redes municipal, estadual e federal de Alagoas. 5) Indicadores de Quantidade: métricas relacionadas aos
números e taxas dos resultados das ações dos subprojetos/núcleos nas escolas-campo das redes municipal, estadual e federal.
6) Indicadores de Qualidade: métricas relacionadas à qualidade dos resultados do planejamento, implementação e execução das
ações dos subprojetos/núcleos do Projeto Institucional nos três Campus da Ufal. Estes indicadores, são ferramentas que
possibilitarão à Coordenação Institucional do Pibid-Ufal, de forma quantitativa e/ou qualitativa, monitorar os desempenhos,
avaliar os resultados e medir os progressos em direção às metas estabelecidas, aprimorando de forma contínua os objetivos
propostos, permitindo que ajustes sejam feitos com agilidade. Considerando que a metodologia de trabalho está pautada na
ação-reflexão-ação (Freire, 2006), o processo de avaliação será contínuo e permanente, realizado em cada subprojeto/núcleo e
de maneira geral. Ainda prevê dois momentos avaliativos pontuais, um na metade do tempo previsto para a execução do Projeto
Institucional e outro ao seu término, ocasiões que serão realizadas mediante preenchimento de formulários específicos emitidos
pela Coordenação Institucional da Ufal, para registro dos dados, produção de relatórios e publicização dos resultados obtidos,
que serão enviados à PROGRAD-Ufal e posteriormente à CAPES. A culminância do primeiro momento se dará mediante a
realização do Seminário de Socialização das Atividades do Pibid-Ufal, momento reservado à reflexão do planejado e vivenciado,
para continuidade, retomada e/ou revisão dos objetivos e metas propostas.
Detalhamento de como ocorrerão os momentos de formação comum mencionados no item 4.7 do edital.
Para tratarmos da formação docente, serão realizados os Ciclos de Formação Docente Pibid-Ufal, que acontecerão mensalmente,
e se caracterizam por um conjunto de ações/atividades, remotas e presenciais, que objetivam reunir estudantes, licenciandos,
professores, pesquisadores e demais membros da comunidade escolar e instituições parceiras interessados nas questões
inerentes aos saberes, práticas e identidade docentes, bem como em temáticas que abordam a docência frente a questões
emergentes no cenário social, educacional e cultural do país. Neste direcionamento, serão criados 7 (sete) Grupos de Trabalho
(GTs), sendo um para cada temática, a saber: GT 1 - O direito à educação; GT 2 - A educação integral; GT 3 - O compromisso
social e valorização dos profissionais da educação; GT 4 - A gestão democrática do ensino público; GT 5 - Práticas sociais e
cidadania; GT 6 - Respeito e valorização das diversidades étnicas e raciais e de gênero; GT 7 - Educação em direitos humanos.
Os GTs serão coordenados pelos Coordenadores de Área, sendo estes os responsáveis por promover a realização dos Ciclos de
Formação Docente Pibid-Ufal. Cada GT está estruturado em dois momentos: PRIMEIRO MOMENTO - Palestra ou Mesa Redonda
com especialista(s) da referida temática: em formato virtual, transmitida pelo canal do youtube da Prograd-Ufal, com duração de
2h (duas horas), para todos os participantes do Pibid-Ufal, inclusive com a presença de mediadores convidados
(professores/coordenadores de Secretarias de Educação, professores da UFAL que discutem as referidas temáticas; SEGUNDO
MOMENTO - Oficinas de Formação Docente (OFD): em formato presencial, nas escolas campo, realizadas pelos Supervisores e
Bolsistas de Iniciação à Docência, supervisionados pelos Coordenadores de Área, caracterizadas como espaços de diálogos,
estudos, compreensões, construções e ressignificações de saberes, práticas e identidades docentes que consigam estabelecer
interlocuções teórico-práticas em benefício, aprimoramento e construção dos processos educacionais de ensino e aprendizagem
pautados na reflexão, na ação e na reflexão sobre a ação, tendo como premissa as temáticas apresentadas no primeiro
momento. Estas iniciativas são vitais para assegurar que a formação docente em Alagoas seja contemporânea, inclusiva e capaz
de preparar educadores que não apenas ensinem, mas que também inspirem seus alunos a serem cidadãos conscientes e ativos
na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Com isso, o Pibid-Ufal contribui significativamente para a evolução da
educação no estado, preparando professores que são verdadeiros agentes de mudança no panorama educacional brasileiro.

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SUBPROJETO
Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Filosofia
Curso(s) participante(s)
- (Filosofia) 13209 - FILOSOFIA
Etapas
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Cultura Digital e Tecnologia na Educação
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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Existe um debate antigo e ainda acirrado nos cursos de licenciatura em Filosofia a respeito de uma suposta
distância entre a história da filosofia e o ato de filosofar propriamente. Assim, vários filósofos e
pesquisadores que refletiram sobre a essência da filosofia se questionaram sobre qual a real importância,
para o ato de reflexão filosófica, do contato do aprendiz com as obras da tradição (SCHOPENHAUER;
RICOEUR, etc.). Dessa forma, na formação universitária do professor de filosofia, em algum momento esse
futuro profissional irá se deparar com questionamentos como: É possível filosofar sem conhecer o jargão
específico da filosofia, as correntes de pensamento, as áreas e subáreas, os filósofos clássicos e os que
foram relegados às margens? Em contrapartida, será que o ato de filosofar se reduz a esse diálogo com as
obras tradicionais, cujos filósofos-autores muitas vezes desenvolveram seus questionamentos e suas
reflexões pautados em uma realidade e em um tempo que já não são mais os nossos? Atualmente,
felizmente existe uma tendência crescente entre os pesquisadores e formadores de professores de
Filosofia em buscar dirimir esse debate focando na complementaridade entre a história da filosofia e a
prática de filosofar (PORCHAT; MENEZES, etc). Assim, entende-se que a filosofia tem um método, um rigor
e um corpo de saberes que não podem ser preteridos, sob pena de perder completamente sua
especificidade e dessa forma relegar-se a um mero bate-papo animado. Ao mesmo tempo, compreende-se
que esse aprendizado específico, estruturado e em crescente formação, se não for conjugado com uma
habilidade de “leitura do mundo” (FREIRE), corre o risco igualmente sério de se fechar numa conversa de
especialistas em que a porta muito estreita não permitiria a entrada de amadores nem de curiosos, e
muito menos dos adolescentes do Ensino Médio que entram em contato com a disciplina em seus
currículos pela primeira vez. O Subprojeto de Filosofia tem como meta justamente trabalhar para
consolidar essa complementaridade entre tradição e inovação – o que se traduz para nós, em consonância
com a terminologia usual, entre história da filosofia e filosofia. Sendo parte integrante de um Projeto
Institucional que manifesta desde o seu título uma preocupação com a contextualização da formação
docente (“Formação docente crítica e reflexiva em Alagoas”), o presente Subprojeto visa contribuir para o
enriquecimento da formação dos licenciandos por meio de uma prática filosófica que, sem desviar-se do
corpo teórico de sua tradição, estará prioritariamente atenta ao mundo atual, com suas inovações, seus
desafios e suas peculiaridades. Ao mesmo tempo, o Subprojeto contribuirá para o fortalecimento do curso
de licenciatura em Filosofia da UFAL, na medida em que as experiências metodológicas e práticas docentes
profundamente contextualizadas marcarão o perfil desses estudantes-bolsistas, criando um ambiente
reflexivo muito propício para a abertura crescente da filosofia universitária às problemáticas do mundo
atual.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O Subprojeto de Filosofia elegeu a temática da cultura digital como guia. Trata-se de um campo de
investigação atual e promissor, pois as relações dos seres humanos com a tecnologia têm impactado de
uma maneira jamais vista os nossos modos de viver, de pensar e de agir (CHOWN & NASCIMENTO). O
Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Filosofia da UFAL (PPC), que data do ano de 2019, já
estava atento à necessidade crescente de direcionar a reflexão filosófica para essa problemática
contemporânea, o que pode ser verificado pela inserção de duas disciplinas, no contexto das ACEs
(Atividades Curriculares de Extensão), a saber: ACE 1 – Cultura e Tecnologia 1 e ACE2 – Cultura e
Tecnologia 2, cada uma com carga horária de 72 horas/aula (PPC, 2019, p. 63-66). Segundo a ementa de
tais conteúdos curriculares: “Objetiva-se desenvolver ações que priorizem os impactos da Filosofia na
formação científica e cultural dos jovens, em especial os alagoanos, tais como: a crítica do
desenvolvimento científico, as inovações tecnológicas, a reflexão sobre as desigualdades e paradoxos da
sociedade tecnológica, as relações entre o comportamento em rede e a subjetividade, a corporeidade no
panorama contemporâneo, a tensão entre tradição e inovação cultural, dentre outras temáticas
pertinentes à cultura, à tecnologia, ou à interseção dos dois eixos”. Um outro ponto de articulação entre o
presente Subprojeto e o PPC do curso de Licenciatura em Filosofia da UFAL pode ser encontrado no
contexto do Programa de Extensão do Curso de Filosofia (PPC, 2019, p. 120-122), que assevera: “O
Programa de Extensão do Curso de Filosofia da UFAL: Filosofia e Sociedade se justifica por buscar uma
interação entre os conhecimentos de caráter especializado acadêmico e os conhecimentos difusos e/ou
especializados de outras áreas na sociedade, visando a construção de um senso crítico fora dos muros da
Universidade. [...] [Ele] se constitui no esforço formalizado da construção de um senso crítico, a partir de
ações variadas de formação, divulgação, organização e reflexão de temáticas relacionadas à: (I) Cultura;
(II) Direitos Humanos; (III) Educação; (IV) Tecnologia”. Tal preocupação com a interação entre
conhecimentos especializados e conhecimentos sociais está no cerne do presente Subprojeto, que se
pautará – entre outras referências – pela indagação acerca dos paradoxos da cultura digital, que promete e
pode propiciar uma inserção democrática mas, algumas vezes, conduz à completa despolitização das
pessoas (BYUNG-CHUL HAN).
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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O presente Subprojeto propõe uma reflexão filosófica sobre a natureza das tecnologias digitais, seus usos e
seus impactos sobre a vida dos seres humanos em seus mais diversos aspectos (ontológico, existencial,
fenomenológico, cognitivo, estético e ético). São elegidas como ações de formação em cultura digital as
reflexões filosóficas críticas de algumas obras clássicas e atuais que versam sobre o assunto. Tais obras –
sobretudo as mais recentes – poderão ser de autoria de pensadores que trabalham nas fronteiras
interdisciplinares, o que nos parece bastante adequado para o nosso tema e propósitos. As obras serão
estudadas e debatidas nos encontros semanais de formação (coordenadora, supervisores e estudantesbolsistas). Com base nesses estudos, os estudantes-bolsistas construirão seus diários reflexivos, dos quais
se espera que fomentem a pesquisa-ação-colaborativa e a produção acadêmica, tomando por base as
experiências vivenciadas pelos adolescentes do Ensino Médio que são seu público-alvo em sala de aula,
bem como pelos demais agentes no âmbito escolar como um todo, numa perspectiva interdisciplinar,
transversal e integradora, nos termos descritos na Justificativa do Projeto Institucional. A lista inicial de
obras a serem estudadas e debatidas pelos membros do Subprojeto de Filosofia será composta pelos
seguintes itens: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política. Trad. Sergio Paulo Rouanet. 3. ed. São
Paulo: Brasiliense, 1987. BERARDI, Franco Bifo. Depois do futuro. Trad. Regina Silva. São Paulo: Ubu
Editora, 2019. CHOWN, Eric; NASCIMENTO, Fernando. Tecnologias digitais que interferem no pensar e no
viver. Trad. Lana Lim. São Paulo: Ideias & Letras, 2024. DOMINGUES, Ivan. O trabalho e a técnica. São
Paulo: Martins Fontes, 2016. (Coleção Filosofias: o prazer do pensar). FERREIRA, Maria Brochado.
Inteligência artificial no horizonte da filosofia da tecnologia: Técnica, Ética e Direito na era cybernética. São
Paulo: Dialética, 2023. HAN, Byung-Chul. Infocracia: Digitalização e a crise da democracia. Trad. Gabriel
Philipson. São Paulo: Vozes, 2022. LÉVY, Pierre. O Que é o Virtual? Rio: Editora 34, 1996. OLIVEIRA, Jelson.
Filosofia da Tecnologia. Vol. 2: Seus autores e seus problemas. Caxias do Sul: EDUCS, 2022. RICOEUR, Paul.
Do texto à ação: Ensaios de hermenêutica 2. Porto: Rés, 1990. RÜDIGER, Francisco. Martin Heidegger e a
questão da técnica: Prospectos acerca do futuro do homem. 2. ed. Porto Alegre: Sulina, 2014. VERKERK,
Maarten [et al]. Filosofia da Tecnologia: Uma introdução. Trad. Rodolfo Amorim Carlos de Souza.
Viçosa/MG: Ultimato, 2018. A lista acima será incrementada a partir das sugestões dos Supervisores, em
conformidade com as suas respectivas experiências docentes e acadêmicas. Os estudantes-bolsistas
também poderão sugerir outras obras, que possam respaldar o planejamento, a elaboração e a execução
de processos de ensino e aprendizagem que problematizem as vivências tecnológicas dos adolescentes
alagoanos nas escolas de educação básica abrangidas pelo Subprojeto.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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O Subprojeto de Filosofia terá uma equipe de 28 pessoas, sendo 01 (uma) coordenadora, 03 (três)
supervisores e 24 estudantes-bolsistas. Naturalmente, cada Escola Parceira poderá ter uma versão própria
do desenvolvimento do Subprojeto, consideradas as peculiaridades de cada comunidade escolar. Visando a
integração das vivências e dos aprendizados das 03 (três) escolas, o Subprojeto buscará articular de forma
unificada o planejamento e a execução das atividades, e para tanto as estratégias a serem adotadas serão
as seguintes: Reuniões semanais para acompanhamento das atividades desenvolvidas em cada escola.
Nessas reuniões, serão discutidas as ações mais pontuais dos estudantes-bolsistas juntamente com seus
respectivos Supervisores, tais como elaboração de planos de aula, de projetos de intervenção, de material
didático, etc. Será um momento também para discussão e avaliação dos diários reflexivos dos estudantesbolsistas, dentre outras atividades pontuais. Reuniões quinzenais com toda a equipe para ajustes no
planejamento, visando o cumprimento das metas dos cinco Objetivos listados no Projeto Institucional. Tais
reuniões serão ocasião para intercâmbio de ideias, de atividades e de resultados entre as escolas
abrangidas pelo Subprojeto. É nessa base de trocas que pretendemos construir uma reflexão coletiva sobre
os processos de ensino e aprendizagem interdisciplinares, a partir das especificidades de cada Escola
Parceira, propiciando uma discussão sobre as formas como os conhecimentos teóricos específicos da
filosofia estão se associando às realidades escolares, considerados seus respectivos contextos sociais,
culturais, ambientais, de diversidade e também de acesso e usos das tecnologias. Reuniões mensais com
toda a equipe para planejar as ações de socialização dos resultados, tais como produção de artigos,
capítulos de livros e relatos de experiência, organização de eventos e de apresentações voltados para
divulgação científica e pedagógica, tanto na comunidade escolar como na UFAL.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.
O acompanhamento das atividades será contínuo, tanto dos Supervisores como dos Estudantes-bolsistas.
Além das reuniões semanais, quinzenais e mensais descritas no item anterior, haverá um grupo de
whatsapp para a equipe voltado exclusivamente para ações mais imediatas de acompanhamento. Este
acompanhamento estará atento ao cumprimento dos cronogramas dos trabalhos, mas também às
atividades desenvolvidas em cada Escola Parceira, bem como às eventuais ocorrências que exijam
intervenção mais imediata da coordenação do Subprojeto. Os Estudantes-bolsistas terão sua frequência
controlada por meio de listas de assinaturas. A frequência nas atividades desenvolvidas na UFAL serão
controladas pela coordenadora do Subprojeto. Já a frequência nas atividades na escola, tanto em sala de
aula como nos outros espaços escolares, serão controladas pelo(a) Supervisor(a). Toda reunião terá ata,
havendo um rodízio na redação das mesmas, que seguirá a ordem alfabética. Os diários reflexivos serão
entregues e lidos semanalmente. A devolutiva será feita nas reuniões. Havendo necessidade, poderão ser
agendadas reuniões individuais para discussão do teor de tais diários reflexivos, quando for o caso. Os
casos omissos serão discutidos com a Coordenação Geral do Projeto Institucional na UFAL, a quem a
Coordenação do Subprojeto sempre relatará o acompanhamento por meio dos dispositivos que forem
estabelecidos. No que se refere à avaliação, esta será contínua. Será fortemente fomentada a
autoavaliação de todos os membros da equipe. Nas reuniões mensais haverá um momento para
socialização das autoavaliações. A avaliação buscará averiguar se as Metas descritas no Projeto
Institucional estão sendo cumpridas, por meio dos Indicadores associados. Os instrumentos de avaliação
diagnóstica disponibilizados pela Coordenação do Projeto Institucional serão aplicados. Havendo
necessidade, poderão ainda ser desenvolvidos instrumentos específicos para subsidiar a avaliação
diagnóstica própria da área de Filosofia.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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Considerando que as aulas de Filosofia no Ensino Médio são em número bastante reduzido – algumas
escolas preveem apenas 01 (uma) aula semanal –, o Subprojeto de Filosofia está sendo pensado para ser
desenvolvido como um projeto no espaço escolar como um todo. Dessa forma, haverá a evidente
vantagem de não competir com o tempo já escasso do professor em sala de aula. Além disso, toda a
comunidade escolar poderá ser beneficiada com o Subprojeto, que buscará integrar todos os agentes por
meio da pesquisa-ação-colaborativa. Uma vez que o tema norteador do Subprojeto de Filosofia é a cultura
digital e suas formas de afetação da vida humana, é esperado e bem-vindo que as atividades do PIBID
alcancem uma dimensão para além do espaço da sala de aula. Assim, o presente Subprojeto pretende
trabalhar de modo ampliado em toda a escola as prescrições do item IX do Artigo 14 da Portaria CAPES Nº
90, de 25/03/2024, que prevê textualmente o “desenvolvimento de ações que estimulem a inovação
pedagógica, a criatividade e a interação entre os pares, em níveis crescentes de complexidade e
autonomia docente, de acordo com a trajetória de cada licenciando no curso de graduação”. Nesse
sentido, a colaboração da Direção das escolas abrangidas pelo Subprojeto de Filosofia será fundamental,
nos termos do Artigo 12 da Portaria CAPES Nº 90, de 25/03/2024. Haverá um canal constante de
comunicação para subsidiar o Supervisor em seu trabalho na Escola Parceira. Os Estudantes-Bolsistas
deverão acompanhar regularmente as aulas de Filosofia do(a) Supervisor(a), buscando sob sua orientação
desenvolver propostas pedagógicas e projetos de intervenção, dentro do escopo da temática abrangida
pelo presente Subprojeto. Os Estudantes-bolsistas iniciarão sua inserção na Escola Parceira por meio do
conhecimento: (1) do seu espaço físico; (2) dos indicadores estaduais da Escola Parceira; (3) do
regulamento e organização escolar e do Conselho de Escola; (4) da equipe escolar; (5) do Projeto Político
Pedagógico; (6) do Plano de Ensino da disciplina Filosofia nos três anos do Ensino Médio. Será fortemente
sugerido que os Estudantes-bolsistas possam acompanhar as reuniões pedagógicas, a fim de se ambientar
na realidade da Escola Parceira (evidentemente se o regulamento da escola permitir).

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Química
Curso(s) participante(s)
- (Química) 102156 - QUÍMICA
- (Química) 107516 - QUÍMICA
Etapas
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Cultura Digital e Tecnologia na Educação
- Educação Ambiental
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
3
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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A profissão docente possui um corpo de conhecimentos teóricos que a definem, além de atividades e
procedimentos práticos a ela associados. No entanto, além dos conhecimentos teóricos e práticos, existem
saberes de natureza vivencial que são construídos exclusivamente na ação. Portanto, a formação docente
deve ser desenvolvida dentro da profissão, considerando diversos aspectos, como o público-alvo, sua
história de vida e suas relações com outros profissionais. A integração entre a educação superior e a
educação básica não apenas contribui para a construção de novos saberes, mas também para a formação
inicial de professores críticos e reflexivos e para desenvolvimento da identidade docente. Este subprojeto
engloba três Núcleos de Iniciação Docente: dois no Instituto de Química e Biotecnologia, tendo em vista
que o curso possui 3 entradas anuais, sendo 1 no diurno e 2 no noturno totalizando aproximadamente 250
alunos, e um Núcleo no Campus Arapiraca. Desta forma, pretende-se enriquecer a formação dos
licenciandos por meio da implementação de práticas de pesquisa e extensão integradas ao currículo e
orientadas pela pesquisa-ação, numa abordagem teórico-prática direcionada às escolas da Rede Estadual
de Ensino. O objetivo é desenvolver competências para a docência com base nos princípios de
colaboração, respeito à diversidade, meio ambiente e interdisciplinaridade. Adicionalmente, busca-se
promover a participação ativa dos licenciandos no cotidiano escolar, enfrentando desafios do processo de
ensino-aprendizagem e fomentando práticas pedagógicas inovadoras alinhadas às diretrizes curriculares.
Com base nisso, considerando a relevância do Pibid para a qualidade da formação inicial e em
conformidade com a Portaria CAPES nº 90/2024, apresentamos a seguir os objetivos que guiarão as ações
nos três núcleos do PIBID-Química-UFAL. 1 - Incentivar os licenciandos no contato com seu futuro campo de
atuação, na intenção de fomentar a construção da sua identidade docente e fortalecer os seus cursos de
formação; 2 - Contribuir para a valorização do magistério por meio de atividades formativas de caráter
teórico-prático, visando romper com modelos pautados na racionalidade técnica e desmistificar visões
equivocadas sobre o ensino de Química, reconhecendo a sala de aula como um sistema de atividades
caracterizado pela heterogeneidade de modos de pensar e formas de falar. 3 – Ampliar a qualidade na
formação dos professores através de ações e reflexões voltadas à investigação sobre a prática pedagógica,
articulando os saberes escolares e científicos da Química, levando em consideração práticas de
sustentabilidade, inclusão e acessibilidade; 4 - Expandir o Ensino de Química na Educação Básica a partir
de situações problemas que fazem parte do contexto sociocultural da comunidade escolar, tendo a
contextualização como um princípio norteador e a tríade de interação licenciando-formador de professorprofessor da escola como eixo articulador, valorizando a escola pública de educação básica como espaço
privilegiado dos processos de formação inicial de professores; 5 - Estimular os licenciandos em Química e
os supervisores na proposição e estruturação de estratégias e recursos didáticos para Educação Básica,
pautadas na criatividade e no senso crítico, considerando também práticas inovadoras voltadas para a
Experimentação, processos avaliativos e utilização de Tecnologia Digitais de Informação e Comunicação
(TDIC); 6 - Realizar encontros com os licenciandos para estudos e aprofundamento de referenciais teóricos
para o Ensino de Química, articulando os planejamentos de ensino às tendências teórico-metodológicas
das pesquisas da área e as orientações curriculares estaduais, diretrizes nacionais e a BNCC; 7 – Identificar
e apoiar os projetos desenvolvidos pelos professores e estudantes da Educação Básica na área de Química,
de forma a estabelecer um trabalho coletivo, colaborativo e interdisciplinar alinhados aos objetivos do
desenvolvimento sustentável (ODS), agregando conhecimentos de ambas as partes envolvidas; 8 – Motivar
os bolsistas a participarem de atividades extracurriculares, tais como visitas em espaços não formais e
eventos acadêmicos, possibilitando o enriquecimento cultural, senso crítico e criatividade, inserindo-os
desta forma no universo da pesquisa, da extensão e produção acadêmica, de modo colaborativo a partir da
vivência e análise da realidade escolar; 9 – Utilizar as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação
(TDIC) para a socialização de trabalhos e promover a interação e o diálogo entre os sujeitos envolvidos no
Pibid; 10 – Promover debates a partir dos resultados do Pibid na intenção de contribuir para o
aprimoramento dos projetos pedagógicos dos cursos de licenciatura envolvidos; 11 –Organizar eventos
acadêmicos e atividades formativas em diferentes formatos, tendo como princípio o protagonismo
estudantil, a fim de integrar as comunidades acadêmica e escolar.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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As ações a serem desenvolvidas no contexto do subprojeto se articulam com os projetos pedagógicos dos
cursos (PPC) de licenciatura em química envolvidos. No que se refere aos núcleos do IQB-UFAL que tem em
seu PPC o seguinte objetivo geral “[...] formar profissionais qualificados para atuar no Ensino de Química da
Educação Básica — principalmente na Disciplina de Química do Ensino Médio —, com habilidades
desenvolvidas na perspectiva de fundamentos didático-pedagógicos capazes de contribuir efetivamente
para a formação e o exercício da cidadania [...]”. Dentre os objetivos específicos preconizados no PPC,
destacam-se alguns que se relacionam diretamente com os objetivos a serem desenvolvidos no contexto
do subprojeto em tela: - Articular as atividades de ensino de química na organização, planejamento,
execução e avaliação de propostas pedagógicas da escola (articulado aos objetivos 4 e 7); - Articular
ensino e pesquisa na produção e difusão do conhecimento em ensino de química e na sua prática
pedagógica; (articulado ao objetivo 6) - Desenvolver metodologias e materiais didáticos de diferentes
naturezas, coerentemente com os objetivos educacionais almejados (articulado ao objetivo 5); Desenvolver práticas de inclusão e acessibilidade, fomentando a construção de estratégias metodológicas
e avaliativas que favoreçam a participação de estudantes com diferentes condições e funcionalidades
(articulado aos objetivos 3 e 5); - Desenvolver uma ética de atuação profissional e a consequente
responsabilidade social, compreendendo a ciência como conhecimento histórico, desenvolvido em
diferentes contextos sócio-políticos, culturais e econômicos e respeitando direitos individuais e coletivos,
diferenças culturais, políticas e religiosas e se comprometendo com a preservação da biodiversidade
(articulado ao objetivo 2); - Dominar conhecimentos de conteúdo pedagógico que os possibilitem
compreender, analisar e gerenciar as relações internas aos processos de ensino e aprendizagem assim
como aquelas externas que os influenciam (articulado ao objetivo 5); -Estabelecer diálogo entre a área de
química e as demais áreas do conhecimento no âmbito educacional (articulado ao objetivo 6). Já em
relação ao núcleo do Pibid- Química - Arapiraca, pautando-se no PCC do curso, o objetivo geral é “formar
professores para a atuação na educação básica, em escolas do ensino fundamental (9° ano) e ensino
médio, públicas e privadas, principalmente no interior de Alagoas, com ética, responsabilidade,
compromisso e proatividade”. Pautando-se nos objetivos específicos do curso que correlacionam com os
objetivos da ação pibidiana: - Estar apto para a leitura, compreensão e interpretação de textos em língua
portuguesa e estrangeira (inglês, espanhol, francês etc) (articulado ao objetivo 2) . - Ser capaz de realizar
pesquisa bibliográfica especializada em diferentes bancos de dados impressos ou online (livros, web site,
revistas e jornais eletrônicos, bases de dados e outros) (articulado ao objetivo 2 e 9); - Conhecer as normas
de segurança bem como dos procedimentos necessários de primeiros socorros e ter formação adequada
para o trabalho em laboratório de Química, sobretudo, visando a experimentação e instrumentação como
estratégia didática para o ensino de Química (articulado ao objetivo 5) ; - Saber refletir acerca de sua
prática educativa, identificando problemas e construindo soluções(articulado aos objetivos 3 e 5) ; - Avaliar
os materiais pedagógicos e recursos didáticos (livros, apostilas, “kits” experimentais, programas
computacionais) a fim de usá-los para potencializar a aprendizagem (articulado ao objetivo 5); - Conhecer
teorias psicopedagógicas que fundamentam o processo de ensino-aprendizagem, bem como os princípios
de planejamento educacional (articulado ao objetivo 6); - Utilizar metodologias de ensino variadas e
adequadas ao contexto socioeconômico no qual a escola está inserida visando contribuir para o
desenvolvimento intelectual e o interesse científico dos educandos (articulado aos objetivos 1 e 7) ; - Ser
capaz de elaborar projetos e trabalhar coletivamente visando a melhoria da escola e, consequentemente,
da realidade em que vive (articulado aos objetivos 3 e 5) ; - Ter formação humanística e cultura geral que o
permita articular-se no ambiente social, de forma política, ética e humana, exercendo a responsabilidade
social (articulado aos objetivos 4 e 7); - Ter consciência que a educação é um processo contínuo, ao longo
de toda a vida, o que exige do professor permanente atualização (articulado ao objetivo 1) ; - Atuar no
magistério da Educação Básica, conhecendo os principais problemas educacionais brasileiros, regionais e
locais, de acordo com a legislação específica (articulado ao objetivo 8). - Exercer a sua profissão com
espírito dinâmico, criativo, na busca de novas alternativas educacionais, enfrentando como desafio, as
dificuldades do magistério (articulado aos objetivos 4 e 7).
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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As demandas de uma sociedade cada vez mais digital, juntamente com as rápidas transformações
tecnológicas, impõem novos desafios à formação de professores de Química. A revolução digital tem
reconfigurado a construção e disseminação do conhecimento. Nesse contexto, o letramento e a cultura
digital, além do uso de tecnologias, emergem como elementos essenciais na formação de professores de
Química para o século XXI. O letramento digital envolve não apenas a habilidade técnica para operar
dispositivos e softwares, mas também a competência para integrar essas ferramentas ao processo de
ensino-aprendizagem com uma atitude crítica e reflexiva, de maneira significativa e contextualizada, sob a
perspectiva do que se entende por cultura digital. Ao considerarmos a formação dos futuros professores
em cultura digital e uso de tecnologias, buscamos capacitá-los a criar ambientes de aprendizagem
dinâmicos e interativos que possibilitem a contextualização de conceitos abstratos. Além disso,
pretendemos que desenvolvam práticas pedagógicas inovadoras que atendam às demandas
contemporâneas, promovendo o engajamento dos estudantes, o pensamento analítico, a colaboração, a
comunicação, a curiosidade, a criatividade e a resolução de problemas. Essas competências são essenciais
para a formação de cidadãos conscientes, críticos e bem informados, características indispensáveis para o
estudante do século XXI. Para atingir os objetivos citados acima, pretende-se desenvolver ações que vão
além da mera instrução sobre o uso de tecnologias, mas que fomentem uma compreensão profunda e
crítica sobre o papel das tecnologias na educação, como mediadora da construção do conhecimento
científico e como ferramenta de estímulo à investigação e promoção de uma aprendizagem mais ativa.
Deste modo, o subprojeto pretende: - Introduzir os licenciandos ao uso básico de ferramentas essenciais de
produtividade, tais como Google Workspace. - Capacitar os licenciandos no uso de ferramentas digitais
específicas para a educação, tais como plataformas de ensino a distância (Google Classroom, Moodle),
ferramentas de videoconferência e colaboração online (Google Meet). - Explorar os fundamentos das
metodologias ativas de aprendizagem que utilizem tecnologias digitais, como por exemplo a gamificação e
aprendizagem por meio de jogos digitais, para tornar o aprendizado de Química mais atraente e interativo.
- Utilizar ferramentas de análise de interações discursivas numa perspectiva sociocultural no processos de
ensino e aprendizagem de conceitos científicos, tendo como suporte para os procedimentos analíticos,
softwares de análise qualitativa como o Nvivo na intenção de desenvolver habilidades relacionadas a
atividade de pesquisa em educação; - Desenvolver ações que permitam a integração do letramento digital
com o letramento científico, tais como a criação de podcasts e páginas nas redes sociais que abordem
temas da Química, práticas inovadoras para o ensino de química e projetos escolares voltados para
educação e divulgação científica, a fim de que sejam desenvolvidas competências de pesquisa,
aprendizagem ativa, criatividade e comunicação. - Fomentar a utilização de ferramentas digitais para
facilitar a compreensão de conceitos abstratos e complexos em Química, tais como softwares de simulação
(PhET, OLAB e ChemSketch, por exemplo) para modelar reações químicas, estruturas moleculares e
fenômenos físicos. - Utilizar laboratórios virtuais para realizar experimentos de Química que seriam difíceis
de reproduzir no laboratório escolar. - Incentivar a utilização de ferramentas digitais para a criação de
mapas conceituais que facilitem a organização e a visualização do conhecimento de conceitos de Química.
- Utilizar tecnologias, tais como realidade aumentada e realidade virtual, para enriquecer a experiência de
aprendizagem em Química, explorando estruturas moleculares e reações químicas em 3D, simulando
ambientes laboratoriais e processos industriais. - Incentivar a criação de recursos didáticos digitais, tais
como vídeos educativos, animações, quizzes e atividades interativas utilizando ferramentas como Kahoot!,
por exemplo. - Propor a utilização de ferramentas de gestão de projetos online (como Trello ou Asana) para
organizar e coordenar as atividades do grupo. - Estimular a produção de vídeos, apresentações interativas
ou exposições virtuais para socialização dos resultados e dos impactos do subprojeto nas escolas junto ao
curso de Licenciatura em Química. - Promover a autoavaliação e a reflexão crítica sobre o processo de
aprendizagem a partir da criação de e-portfólios onde os licenciandos registrem suas atividades, reflexões
e aprendizagens ao longo do projeto.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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Todas as atividades deste subprojeto estarão alinhadas à perspectiva da pesquisa-ação crítico-colaborativa
(Franco, 2004; Pimenta, 2005), caracterizada pela problematização, contextualização, compreensão e
transformação da realidade por meio do envolvimento na práxis do grupo social envolvido. Esse enfoque
permite compreender as perspectivas vigentes e negociar mudanças geridas coletivamente. Destaca-se
que o conhecimento da realidade social possibilita o desenvolvimento de ações pedagógicas com objetivos
voltados para a emancipação e transformação dos sujeitos da prática (Franco, 2003). Além disso, permite
aos envolvidos construírem conhecimentos que facilitam a compreensão das condicionantes da prática
pedagógica do professor, promovendo mudanças significativas na prática profissional, articuladas aos
saberes científicos e à reestruturação dos processos formativos (Franco, 2005, p. 490). Deste modo, as
ações serão construídas a partir de amplas discussões entre toda equipe (coordenador de á rea, bolsistas ID
e supervisores) em momentos de planejamento coletivo. Para viabilizar este processo, serão adotadas as
seguintes estratégias: - Formação de grupos de trabalho (GT) por escola; - Realização de reuniões
periódicas para estudos e discussão de textos (documentos oficiais, artigos científicos, capítulos de livros)
com foco em formação de professores e a prática docente; - Realização de seminários temáticos com foco
na discussão das bases teórico-metodológicas que darão suporte aos planejamento de ensino, execução e
análise dos resultados; - Criação de Ambientes Virtuais - AV que viabilizem as trocas de informações,
consulta, criação e edição colaborativa, tais como: Google Drive e grupos de Whatsapp.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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O acompanhamento das atividades será realizado através de um sistema estruturado de monitoramento
contínuo baseado em práticas de gestão de projetos com o auxílio da plataforma Trello, utilizando
diferentes estratégias e ferramentas para coletar dados, avaliar o progresso e regular as ações conforme
necessário. A perspectiva de avaliação na qual o subprojeto se inscreve é a avaliação formativa
(Fernandes, 2009) que considera uma diversidade de estratégias de avaliação, dentre elas, podemos
destacar o portfólio digital que terá um caráter multifuncional, sendo utilizado como instrumento avaliativo,
instrumento de coleta de dados, diário de campo e ferramenta de autoavaliação. Uma ficha de feedback
também será utilizada para fins de regulação do processo. A seguir, apresentamos em detalhes as
estratégias e os instrumentos de avaliação para acompanhamento das atividades: - Encontro de
socialização do diagnóstico inicial: utilização de instrumento diagnósticos relacionados a realidade escolar
e as questões relacionadas ao processo de ensino e aprendizagem de química (dificuldades de
aprendizagem, dados do censo escolar, dentre outros) para socialização e elaboração dos planos de
atividades; - Elaboração dos planos de atividades: A partir do diagnóstico inicial, ocorrerá a elaboração de
planos de atividades, com cronograma, detalhamento das atividades, sendo estes revisados a cada
trimestre; - Reuniões de avaliação, planejamento e estudos (licenciandos - coordenador de núcleo):
ocorrerão encontros quinzenais com os licenciandos para estudos, planejamento sequências de ensino,
elaboração de instrumentos de avaliação da aprendizagem e acompanhamento das atividades
desenvolvidas na escola a partir dos registros no portfólio digital; - Reuniões de avaliação, planejamento e
estudos (licenciandos - supervisores - coordenador de núcleo): ocorrerão encontros mensais para
formação, avaliação e regulação das ações. - Encontro de revisão: encontros trimestrais com todos os
participantes para avaliar o andamento do projeto, preenchimento da ficha de feedback e socialização das
experiências a partir dos registros no portfólio digital. - Elaboração de relatórios semestrais: todos os
participantes deverão elaborar relatórios levando em consideração os seguintes aspectos: licenciandos:
descrição das atividades desenvolvidas, resultados alcançados, dificuldades encontradas e soluções
adotadas. professor supervisor: avaliação do progresso das atividades na escola, identificação dos pontos
de atenção e proposição de ajustes necessários. coordenadores núcleo: avaliação do progresso geral das
atividades e proposição de ajustes necessários. - Visitas regulares dos coordenadores de núcleo às escolas:
os coordenadores de núcleo realizarão visitas programadas para observar as atividades em andamento,
oferecer suporte e coletar feedback dos licenciandos e dos professores supervisores. - Validação externa:
serão utilizadas entrevistas semiestruturadas e questionários mistos para avaliar a repercussão e o
impacto das ações na concepção dos estudantes do Ensino Médio. - Encontro de sistematização dos
resultados e autoavaliação: semestralmente será promovido um encontro para análise e sistematização
dos resultados relacionados aos processos de ensino e aprendizagem em química para estruturação de
resumos e artigos para publicação em eventos acadêmicos.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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A inserção dos licenciandos no contexto escolar seguirá as seguintes etapas: - Primeiro contato com a
Gestão da escola: os coordenadores de núcleo realizarão o primeiro contato com os dirigentes das escolas
parceiras, a fim de apresentar os objetivos do programa, alinhar a execução das ações à rotina escolar,
além de esclarecer possíveis dúvidas; - Apresentação dos licenciandos aos supervisores: será promovido o
primeiro encontro de integração dos licenciandos com os supervisores, assim como a ocorrerá a formação
dos grupos de trabalho (GT); - Levantamento sistemático (diagnóstico inicial): os licenciandos realizarão
um diagnóstico levando em consideração aspectos como, infraestrutura física, materiais, recursos
didáticos, estrutura organizacional, perfil socioeconômico, características didático-pedagógicas,
documentos orientadores, dados de avaliações externas, projetos em andamento, a serem levados em
consideração na estruturação dos planos de atividades; - Integração dos licenciandos com a comunidade
escolar: ocorrerá através de observações de aulas e demais atividades executadas pelos supervisores na
escola, participação em reuniões pedagógicas, conselhos de classe, eventos escolares e demais situações
de ensino-aprendizagem a fim de que o licenciando possa sentir-se inserido no ambiente escolar e também
vivenciar plenamente a rotina do trabalho docente. Todo processo de observação será realizado com
auxílio de instrumentos de coleta de dados definidos ou construídos colaborativamente entre o
coordenador e o supervisor para que os dados oriundos das observações proporcionem aos licenciandos a
oportunidade de refletir sobre possibilidades de intervenções pedagógicas e estruturar os planos de
atividades.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Geografia
Curso(s) participante(s)
- (Geografia) 1151167 - GEOGRAFIA
- (Geografia) 107508 - GEOGRAFIA
Etapas
- Ensino Médio
- Ensino Fundamental - Anos finais
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
2
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e fortalecimento do(s) curso(s).
O Subprojeto Geografia terá como meta o enriquecimento da formação dos licenciandos, propiciando aos estudantes do curso de Geografia licenciatura da universidade Federal de
Alagoas (UFAL) ações como: estímulo ao estudo dos contextos da realidade escolar; conciliação dos fundamentos teórico-práticos, a fim de promover uma reflexão sobre as ações
desenvolvidas, bem como proporcionar a aproximação entre a universidade e as escolas públicas. O presente subprojeto também contribuirá com a formação dos licenciandos
através de ações que proporcionem a prática da pesquisa, o estímulo a criatividade e o dinamismo no processo de ensino-aprendizagem. Assim, buscar-se-á, através do Programa
Institucional de Iniciação à Docência (PIBID) no curso de Geografia da UFAL, um processo formativo que leve os estudantes a realizarem atividades com níveis crescentes de
complexidade e autonomia docente, sendo agentes ativos do seu fazer pedagógico, através da promoção de uma aprendizagem contextualizada, significativa e conectada da
Geografia com o cotidiano do aluno da Educação Básica e com o mundo. Nessa perspectiva, para a promoção do enriquecimento da formação dos licenciandos, buscar-se-á
incentivar: • a proatividade dos pibidianos com a participação ativa nos planejamentos das aulas e acompanhamento sistemático das mesmas; • a elaboração de materiais didáticopedagógicos a serem utilizados pelos bolsistas de Iniciação à Docência (ID) nas atividades realizadas nas Escolas Parceiras (jogos, minidocumentários, tecnologias assistivas de baixo
custo, dentre outros); • a construção de projetos interdisciplinares que agreguem os professores das Escolas Parceiras, com a intencionalidade de promover o aperfeiçoamento do
processo de ensino e aprendizagem; • o trabalho coletivo; • o desenvolvimento de ações que estimulem a inovação pedagógica, a criatividade e a interação entre os pares; • o
desenvolvimento da pesquisa e da produção acadêmica, através da publicação e apresentação dessas produções. A partir dessas perspectivas, o programa promoverá o
fortalecimento do curso através: • da qualificação dos profissionais, seja na formação inicial ou em serviço, para atuar com o Ensino da Geografia na Educação Básica, contribuindo
assim com a valorização da docência; • da promoção da efetivação da relação do curso com a realidade da escola pública, ajudando a ressignificar a concepção de formação docente
que esteja voltada para melhoria da qualidade da educação no país; • do incentivo para uma formação docente contextualizada e comprometida com a melhoria dos resultados
educacionais; • da diminuição da evasão dos licenciandos e aumento da permanência e integralização destes no curso; • da promoção da unidade teoria-prática; • do incentivo a
uma formação docente pautada na articulação entre ensino, pesquisa e extensão; • da socialização das experiências e produções acadêmicas dos pibidianos com os demais alunos
do curso a partir da promoção de eventos, oficinas, cursos etc. • da participação dos bolsistas em eventos acadêmicos-científicos em diferentes escalas (local, regional, nacional e
internacional), visando a divulgação das experiências e pesquisas desenvolvidas. O subprojeto Geografia UFAL ainda contribuirá para o enriquecimento da formação dos licenciandos
e fortalecimento do curso através do incentivo da produção acadêmica, assim como feito nos ciclos anteriores (2018 e 2022), através da publicação de livro específico do referido
subprojeto. Foram publicados 2 livros de acesso gratuito com as produções científicas produzidos em parceria pelos integrantes do PIBID com os participantes do Programa
Residência Pedagógica (PRP), também do curso de Geografia da UFAL. O 1º livro foi intitulado: “PIBID e PRP Geografia em Tempos de Ensino Remoto Emergencial: práticas, reflexões
e investigações (disponível em:
https://www.editoracrv.com.br/produtos/detalhes/36833-pibid-e-prp-geografia-em-tempos-de-ensino-remoto-emergencial-brpraticas-reflexoes-e-investigacoes). Já o 2º livro foi
intitulado: PIBID e PRP Geografia e a Formação Docente: Memórias, investigações e práxis pedagógica (disponível em:
https://ufal.br/estudante/graduacao/programas/iniciacao-a-docencia-pibid/livros/pibid-e-prp-geografia-e-a-formacao-docente-memorias-investigacoes-e-praxis-pedagogica-1.pdf/view).
Assim, através da produção acadêmica dos licenciandos e demais participantes do PIBID, ação essa que ajuda a promover a pesquisa e a extensão como processos formativos e
como práticas pedagógicas, bem como a propiciar a unidade teoria-prática, o subprojeto Geografia contribuirá com a valorização do magistério e com a promoção da elevação da
qualidade da formação inicial dos licenciandos e com o fortalecimento do curso de Geografia da UFAL.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O subprojeto proposto está diretamente articulado às proposições contidas no Projeto Político do Curso (PPC) de Geografia Licenciatura, versão 2019. Nele é indicado na
contextualização do curso, que “Os professores de Geografia devem estabelecer relação entre a sociedade alagoana e o seu espaço, buscando construir uma Geografia que tenha
como base o entendimento da realidade vivenciada por seus alunos”. E assevera “É preciso que os educandos possibilitem uma percepção e uma representação crítica da realidade
dos alunos, desenvolvendo um senso autônomo e consciente sobre os mesmos” (PPC de Geografia Licenciatura, 2019, p. 4). O PPC do curso de Geografia da UFAL especifica que a
formação acadêmica do futuro licenciado em Geografia deve buscar transcender o tradicional espaço da sala de aula, promovendo ações que aproximem o futuro profissional da
realidade local, através do ensino, da pesquisa e da extensão, bem como aponta como sendo um dos objetivos do curso o incentivo dos discentes da licenciatura em Geografia a
participação em pesquisas que possibilitam o trabalho com problemas reais, tornando-os sujeitos da produção do conhecimento, assim como, a participação em projetos de extensão
que oportunizem uma nova dinâmica dos processos de ensino e aprendizagem (PPC de Geografia Licenciatura, 2019, p. 10). Assim, o estímulo a autonomia, criticidade e proatividade
são fundamentais para o desenvolvimento do subprojeto de Geografia proposto, assim como, para a formação emancipatória do licenciando. E o PPC de Geografia Licenciatura,
afirma esses pressupostos ao longo do seu texto, especialmente destacando a valorização da pesquisa, da prática docente e da inserção responsável dos licenciados/egressos no
mercado de trabalho. A articulação do subprojeto com o PPC do curso se dará a partir da(o): • inserção dos pibidianos no cotidiano das escolas para que, através de suas
particularidades, problemas e desafios, possam atender ao que prevê o PCC do curso, bem como contribuir com a sua reformulação; • promoção, através do PIBID, da prática da
pesquisa, ação essa que propicie o aprimoramento da formação dos licenciando como pressupõe o PPC do curso; • desenvolvimento de ações pedagógicas nas escolas, que
propiciem um ensino da Geografia crítico, reflexivo e concatenado com o mundo vivido dos alunos da Escola Parceira; • análise do PPC do curso no processo de desenvolvimento do
Programa, buscando uma leitura crítica do mesmo, estabelecendo uma relação entre o que é proposto e o que é encontrado objetivamente na realidade vivenciada pelos pibidianos
na prática docente. • entendimento de que o PPC do curso é um reflexo das demandas e transformações sociais, sendo ele objeto de disputa pelos diferentes setores que constituem
a comunidade do curso; • contribuição para o aprimoramento de projetos pedagógicos dos cursos de licenciatura da Geografia, a partir das experiências do PIBID.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de tecnologias.
As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) são ferramentas potentes que se inserem na ampliação das possibilidades de construção social do conhecimento. No recente
período pandêmico, as TICs foram fundamentais para que os processos educativos não fossem interrompidos, novas ferramentas surgiram, outras foram adaptadas ao ensino e
outras, que já existiam, foram ressignificadas e passaram a ser conhecidas. São muitas as interações possíveis como, por exemplo, o uso do celular conectado à internet
(smartphones) como ferramenta pedagógica, o que abre possibilidades para o compartilhamento de diversas experiências e experimentos no processo de ensino-aprendizagem, já
que, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, praticamente 99 entre 100 crianças com idade entre 10 e 13 anos utilizavam o celular e 82
utilizaram a Internet durante o período da pesquisa. Na mesma pesquisa o IBGE constatou que o percentual de adolescentes com seu próprio smartphone chegou a 84,7%. No âmbito
do ensino da Geografia, as TICs podem ser utilizadas como fonte de informação a partir de diferentes linguagens pedagógicas e produção de conteúdo. Nessa perspectiva se propõe
a: • utilização de grupo de mensagem como facilitador da comunicação entre os participantes do PIBID; • promoção de cursos para capacitação dos pibidianos e supervisores no que
se refere às TIC e as diferentes possibilidades de utilização destas na dinâmica do ensino de Geografia como uma ferramenta pedagógica; • capacitação dos pibidianos e
supervisores para utilização de aplicativos (licença livre ou que disponibilizem a opção não paga) como: Canva, Animaker, Google Earth, Philcarto e outros. • construção de um blog
coletivo para registro das atividades e das memórias do grupo; • criação de um perfil no Instagram para interação com os alunos da Educação Básica; • utilização de games de
Geografia, nuvem de palavras, quiz Geografia, dentre outros no planejamento das aulas; • inserção de atividades de produção de minidocumentários sobre os temas curriculares no
planejamento, utilizando como locus de abordagens o cotidiano dos alunos da Educação Básica.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar
descrição detalhada de como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).
No livro “Saberes Docentes e Formação Profissional”, Tardif (2014) menciona que o trabalho docente coloca os professores na presença uns dos outros e por isso devem, nessa
relação, aprenderem a negociar e compreender juntos o significado de seu trabalho coletivo. O autor ainda menciona que os saberes docentes possuem origens variadas (da família,
da escola que o formou, de sua cultura pessoal, das universidades etc.), sendo uma delas a ação de troca coletiva, através do seu convívio com os pares. Os saberes experienciais
dos docentes têm origem na prática cotidiana dos professores em confronto com as condições da profissão e na partilha desse conhecimento nas relações com os pares. É através
das relações com os pares e através do confronto entre os saberes produzidos pela experiência coletiva dos professores, que os saberes experienciais são capazes de informar ou de
formar outros docentes e de fornecer uma resposta a seus problemas (Tardif, 2014). Diante do exposto, o trabalho coletivo será um dos eixos articuladores do trabalho do subprojeto
Geografia da UFAL, evidenciando a importância desse trabalho coletivo para a formação docente, devendo essa ação ser promovida e estimulada no PIBID. Assim, será adotado como
estratégia para o desenvolvimento do trabalho coletivo no planejamento e na realização das atividades, a: • motivação e orientação dos licenciandos para a realização dos
planejamentos em conjunto com os demais bolsistas ID e com integrantes das Escolas Parceiras buscando a integração e ajuda mútua; • promoção de reuniões de estudo sobre os
temas inerentes a profissão docente, para a análise e debate sobre os conteúdos lidos, buscando o enriquecimento intelectual de forma coletiva; • realização de reuniões semanais
dos licenciandos com professores Supervisores e Coordenador de Área, para planejamento, estudo, discussão, feedback do desenvolvimento dos projetos, necessidades de ajustes,
entre outros; • realização de reuniões mensais do Coordenador de Área com os Supervisores; • realização de reuniões mensais do Coordenador de Área com os demais membros da
Escola Parceira (Coordenação, direção, articuladores de ensino etc.); • participação dos integrantes do PIBID nas reuniões pedagógicas e capacitações oferecidas pelas Escolas
Parceiras; • contribuição dos bolsistas e da Coordenação de Área com o responsável na escola pela formação continuada (articulador de ensino) dos docentes para a promoção de
um trabalho conjunto. Assim, no subprojeto Geografia, considera-se como trabalho coletivo toda ação de integração promovida entre os participantes do PIBID, destes com os
membros da escola e da universidade com a comunidade escolar, na busca de um diálogo que contribua com a formação inicial dos licenciandos, com a formação continuada dos
professores e com a melhoria da qualidade da educação básica ofertada pelas escolas parceiras.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.
O PIBID tem uma Coordenação de Área específica para cada Núcleo de Iniciação à Docência (NID), tendo essa Coordenação como uma de suas atribuições planejar, coordenar e
acompanhar a execução das atividades acadêmicas e pedagógicas do Subprojeto/Núcleo, para que, dessa forma, as ações possam se desenvolver de maneira fluida e eficiente. Cada
núcleo do PIBID também contará com 03 (três) Supervisores, que terão entre suas atribuições acompanhar, supervisionar e avaliar as atividades dos bolsistas de iniciação à docência
na Escola Parceira, zelando pelo cumprimento do que foi planejado junto ao Coordenador de Área responsável. A atenção e o acompanhamento, no âmbito da Universidade, através
da Coordenação de Área, se fazem premente, sendo essas ações desenvolvidas através de uma relação próxima da Coordenação de Área com as Escolas Parceiras; na atenção e
atendimento ao calendário estabelecido pela universidade e pela escola campo de atuação dos bolsistas; da participação nas reuniões institucionais e orientando e apoiando a
realização das atividades previstas e desenvolvidas nas Escolas Parceiras de maneira geral. Assim, nesse contexto, o acompanhamento das atividades e avaliação dos participantes
do subprojeto se dará da seguinte forma: • frequente participação da Coordenação de Área nas atividades desenvolvidas na escola; • solicitação da apresentação das
documentações requeridas (frequências); • realização de reuniões semanais com os bolsistas ID • realização de reuniões mensais com os supervisores; • verificação dos
planejamentos semanais; • acompanhamento do registro escrito e visual das atividades desenvolvidas; • solicitação e leitura dos relatórios e diários de bordo individuais dos
bolsistas; • visitas as Escolas Parceiras para acompanhar o desenvolvimento das atividades propostas; • realização de oficinas para formação pedagógica e elaboração de material
didático; • rodas de conversa para orientação, planejamento e o desenvolvimento das atividades e ações; • reuniões para avaliação das atividades e ações e compartilhamento das
experiências; • leitura e orientação das produções científicas desenvolvidas pelos bolsistas ID, referentes ao registro e divulgação das experiências e das pesquisas desenvolvidas,
para possibilitar a participação dos licenciandos em eventos acadêmicos-científicos.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas
no regulamento do Pibid.
Segundo Tardif (2014), em seu livro “Saberes Docentes e Formação Profissional”, os saberes dos professores são ligados a uma situação de trabalho com os outros (alunos, colegas,
pais etc.), ancorados numa tarefa complexa (mediar os conteúdos) e situados num espaço de trabalho (a sala de aula, a escola). Assim, a imersão do licenciando no cotidiano da
escola, com a supervisão e orientação dos supervisores (professores da educação básica) e da Coordenação de Área (professor da educação superior), proporcionará a apropriação,
por parte dos bolsistas ID, do ambiente escolar, sendo essa ação, primordial para o desenvolvimento da percepção e assunção das dimensões pedagógicas, políticas, éticas e
estéticas da docência, que são fundamentais para o processo de formação de professores voltado para o exercício da profissão e para a construção da identidade docente. A
estratégia de inserção dos licenciandos na escola será dividida em duas etapas: a primeira, voltada para ambientação, que terá por base a realização de um diagnóstico para a
promoção do conhecimento e de um estudo crítico do contexto educacional das Escolas Parceiras, que abarque os aspectos físicos, material, organizacional e humano da escola, bem
como da comunidade na qual está inserida. Nesse processo se buscará conhecer o sistema organizacional da escola através de seus documentos norteadores, de levantamento
quantitativo de servidores e professores em atuação, de turmas ofertadas, quantidade de alunos matriculados etc. A segunda, consistirá no estabelecimento de relações com os
gestores, com os professores, particularmente de Geografia, através da participação em reuniões diversas e nas atividades de acompanhamento das aulas juntamente com os
supervisores. Para tanto, para o atendimento das etapas apresentadas se fará necessário a(o): • elaboração do diagnóstico da escola para o conhecimento da estrutura
organizacional, física, material e humana das Escolas Parceiras, bem como o estudo e análise do contexto educacional no qual as Escolas Parceiras está inserida; • participação nas
atividades de planejamento do projeto pedagógico da escola, bem como nas reuniões pedagógicas e de órgãos colegiados (Conselhos escolares); • imersão efetiva nas atividades
desenvolvidas em sala de aula; • participação nas reuniões e encontros promovidos pela escola (reunião de pais, conselho de classe, semana pedagógica etc.); • realização,
colaboração e participação na promoção e organização de atividades científicas, culturais e esportivas da escola; • participação na elaboração das atividades de acompanhamento
das aulas juntamente com os supervisores; • acompanhamento das atividades de planejamento e desenvolvimento das atividades docentes dos supervisores.

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Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- História
Curso(s) participante(s)
- (História) 107512 - HISTÓRIA
Etapas
- Ensino Médio
- Ensino Fundamental - Anos finais
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).
- Incentivar a formação de professores de História para o Ensino Fundamental e Médio, com ênfase na
formação inicial dos licenciandos, permitindo desenvolver, revisar e ampliar habilidades e competências
para o desenvolvimento do currículo escolar aprimorando a formação continuada daqueles em exercício
nas redes regulares de ensino de Alagoas. - Contribuir para a valorização do magistério, desenvolvendo
estratégias que incentive os estudantes que optaram pela carreira docente, por meio da conscientização
do seu papel social, cultural e político enquanto profissional da educação. - Qualificar a formação inicial dos
graduandos em História da UFAL por meio de aprendizagens e práticas docentes, mediada por
conhecimento tácito das escolas e Universidade, valorizando a pesquisa científica na área de ensino a
partir da produção de materiais didáticos produzidos e utilizados nas salas de aula. Desenvolver ações
pedagógicas práticas no contexto de sala de aula, produção e utilização de materiais didáticos de forma
adequada versando a melhoria na qualidade das aulas de história na Educação Básica. - Planejamento de
atividades, desenvolvimento de materiais didáticos e avaliação de sequências didáticas, considerando as
prerrogativas da BNCC - Ensino Fundamental e Médio, bem como as Orientações Curriculares de História
do estado de Alagoas e Secretaria Municipal de Educação de Maceió (SEMED). Conhecer, se apropriar e
interagir com as experiências produzidas pelos já então professores nas escolas de Educação Básica,
utilizando as mais variadas linguagens inerentes ao ensino de História, nas questões ambientais,
patrimoniais, de identidade, trabalho e memória coletiva e/ou individual. - Desenvolver oficinas didáticas e
seminários envolvendo os bolsistas de Iniciação à Docência, professores supervisores de área, coordenador
de área em conjunto com a Universidade Federal de Alagoas e as escolas-campo credenciadas à Capes.
Produção de artigos/capítulos científicos que articulam as reflexões teóricas e as experiências práticas
adquiridas a partir da inserção dos bolsistas nas salas de aulas das escolas de Educação Básica em diálogo
com um arcabouço teórico propiciado pelo curso e coordenação de área do subprojeto. - Divulgar
cientificamente o desenvolvimento das atividades realizadas pelo subprojeto/história apropriando-se de
novos conhecimentos a partir do contato com os professores supervisores de área e estudantes da
Educação Básica, fortalecendo, assim, a identidade docente. Propiciar, enfim, a difusão do conhecimento
por meio da participação dos bolsistas em eventos científicos apresentando Comunicações Orais, Banners
e similares.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O curso de licenciatura em história da UFAL, a partir das Diretrizes de Formação de Professores de 2015
contempla desde o primeiro semestre disciplinas que buscam se aproximar do campo profissional, ou
melhor, busca repensar e refletir acerca das questões escolares e implicações na formação dos professores
de história. Destaque-se as disciplinas de Educação e estudos étnico-raciais; profissão docente; Saberes,
metodologias e linguagens do ensino de história; Política e organização da Educação Básica no Brasil;
Desenvolvimento e aprendizagem; Gestão do Trabalho Escolar; Didática; Planejamento, Currículo e
Avaliação da Aprendizagem; Estágio Supervisionado I, II, III e IV, assim como as disciplinas de ACEs e
PCCCs que tendem a promover a interdisciplinarização do currículo do professor-historiador focando um
currículo humanizado em diálogo com as questões do tempo presente e de outros tempos. Entre as
disciplinas e Componentes Curriculares de caráter teórico e prático, o PIBID/UFAL/História tem se
destacado ao longo de sua trajetória ao passo que eleva a qualidade da formação dos seus egressos, assim
como tem fortalecido a licenciatura, especialmente quando temos a formação de bacharel em história no
mesmo departamento. Também temos produzido muitas referências na área de ensino de história ao longo
do Pibid, para além dos variados TCCs mencionando o Programa como instrumento potente na formação
dos professores de história. No interstício de 2018 a 2024 podemos quantificar a publicação de mais de 8
capítulos de livros (impressos e e-book) com Conselho Editorial aquilatado, além de produção de artigos
em Revistas Cientificas Qualificadas, bem como variadas comunicações, resumos expandidos e trabalhos
completos publicados em Anais de eventos com ISSN/ISBN. Observa-se, ainda, que do ponto de vista
quantitativo, o PIBID/História atendia apenas 8 bolsistas entre 2013 a 2016, passando a partir de 2018 para
16 ou 24 bolsistas e estudantes voluntários. O PIBID/História é acreditado pelos estudantes de licenciatura
em história, sabendo-se que quando são inseridos no subprojeto, notamos poucas desistências e/ou
substituição ao longo da edição. A título de exemplificação, no percurso de 2016 a 2024, o subprojeto
história registrou baixa de um desligamento ao termino de uma das edições e apenas duas substituições,
sendo uma destas por óbito e outra por mudança de curso. Dito isto, a formação teórica em diálogo com a
prática é um instrumento positivo para aquele que acessa o PIBID como possibilidade de vir a se tornar um
professor atento as mudanças do seu tempo e conhecedor do campo profissional nos primeiros semestres
da formação docente inicial. Os egressos do subprojeto têm acessado vagas em concursos públicos pra
docência nos primeiros momentos após formados, ingressados também em programas de mestrado, como
é o caso do nosso PPGH e/ou vindo a ocupar cargos de professores em escolas privadas com boas
remunerações, o que tem elevado a expectativa profissional e desejo de se tornar professor de história.
Outro dado importante é que o curso em tela tem percebido que estudantes que passam pelo PIBID
tendem a integralizar o currículo em tempo hábil, ou seja, evitando a sua evasão. Do ponto de vista teórico
e prático, o subprojeto tem focado na melhoraria da formação dos bolsistas considerando a sua
disponibilidade de tempo para receber orientação, para vivenciar práticas escolares de ensino e de
aprendizagem, para fazer leituras extras, escrever textos individual e/ou em coautoria.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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A experiência em edições anteriores do PIBID/História (2020/2022), apesar dos transtornos causados pela
pandemia do Covid-19, a experiência nos deixou como legado habilidades para realizarmos atividades
didáticas e pedagógicas utilizando-nos de tecnologias digitais, quando nos apropriamos, inclusive das
plataformas de ensino ao desenvolvermos as ações daquele subprojeto que resultou em muitas produções
didáticas. Nós, profissionais da história, desenvolvemos trabalhos utilizando-nos de aplicativos
disponibilizados nas redes mundiais de computares de forma gratuita, outros pagos pelas instituições
educacionais (UFAL e/ou as escolas parceiras do sistemas de ensino) as quais éramos vinculados. Claro,
com algumas limitações, mas nada difícil de ser utilizado de forma positiva na formação dos futuros
professores no sentido de criarmos uma cultura digital para se trabalhar conteúdos na Educação Básica,
pois, a medida que aprendíamos, também ensinávamos. Na edição recém finalizada do PIBID/História os
bolsistas fizeram uma oficina formativa para os bolsistas e supervisores focando a elaboração do
hipertexto, construção de banners acadêmico, utilização da nuvem etc. Destaque-se o uso do google meet
e google forms para agilizar reuniões e encontros que requeriam urgência no âmbito das ações formativas
buscando aprimorar uma cultura digital enquanto instrumento facilitador na formação de professores. O
uso do google maps, também pode ser utilizado com rigor para visitação de Museus e exposições digitais
no estado de Alagoas e fora dele, ajudando os estudantes de graduação, assim como os estudantes da
Educação Básica a se apropriarem de ferramentas disponibilizadas ao uso e às vezes gratuita, para
potencializar o acesso a estes bens culturais, sejam eles no âmbito nacional e/ou internacional, bem como
o acesso a obras de artes e acervos documentais de outras épocas e em outras línguas ora digitalizados,
claro, fazendo as criticas necessárias ao uso desmedido e os efeitos das tecnologias em larga escala na
vida humanidade. O uso racional do WatsApp também auxiliará na comunicação e na divulgação de
informação, especialmente no que tange ao diálogo entre as equipes de trabalhos entre os bolsistas de ID
e de supervisores. A utilização do pixton também foi e pode ser utilizado na construção de materiais
didáticos de aprendizagem, como as HQs, por exemplo! Atividades já testadas e publicadas em capitulo de
livros por integrantes de equipes do subprojeto Pibid/História. As ferramentas digitais aqui descritas nos
ajudará na visitação de museus, exposições em espaços públicos de aprendizagem, especialmente
ambientados virtualmente, levando-nos a desenvolvermos hábitos, técnicas e aprendizagens para uma
cultura digital inclusiva e menos tóxica do ponto de vista técnico e pedagógico.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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O Pibid/História será composto por vinte e quatro estudantes, três supervisores e um coordenador de área,
formando três subnúcleos (escola-campo), totalizando vinte e oito integrantes. Considerando as
particularidades de cada escola, o subprojeto tende a se desenvolver de maneira uniforme em diálogo com
os planejamentos das escolas: 1) Encontros formativos presenciais na universidade: nos dois primeiros
encontros formativos no âmbito do curso, prioriza-se a apresentação do subprojeto, a sua base legal e as
experiências bem sucedidas de edições anteriores do Pibid/História. Na sequencia, quando já integrados
enquanto equipe, os bolsistas serão apresentados às escolas pelo coordenador de área junto com o/a
supervisor/a para conhecerem as escolas e o público com os quais irão trabalhar. No primeiro momento
procederemos com uma avaliação diagnóstica das escolas-campo, considerando-se: o período de
funcionamento das mesmas, horários das turmas/anos que a escola costuma atender, público alvo,
infraestrutura, plano de ação dos gestores e/ou Projeto Político Pedagógico. Os bolsistas de ID em conjunto
com seus respectivos supervisores de área desenvolverão planos de ação bimestrais considerando os
objetivos previstos no subprojeto Pibid/História, plano de curso do professor da disciplina e plano de ação
do coordenador de área. Os bolsistas junto com seus supervisores procederão com reuniões semanais nas
escolas quando discutirão questões pontuais dos bolsistas na âmbito das escolas, elaboração de planos de
aula e materiais didáticos, com vistas a familiarização com os saberes e fazeres da docência, considerando
os registros em diários de bordo como instrumento cientifico relevante que servirá de suporte à construção
dos relatórios parciais e finais do subprojeto. 2) Reuniões semanais no âmbito das escolas: as reuniões de
planejamento nas escolas ocorrerão fora do horário de aula e serão coordenadas pelos supervisores e uma
vez por mês contará com a presença do professor-coordenador de área e integrante da gestão, momento
em que a equipe se reunirá para avaliar e ajustar os planos de trabalho individuais ao planejamento das
aulas do professor-supervisor, versando alcançar os objetivos previstos no Projeto Institucional em
consonância com o subprojeto PIBID/História. As reuniões configura oportunidade para o diálogo entre os
bolsistas, quando apresentarão suas capacidades de desenvolver e implementar atividades didáticas,
analisar resultados e propor ajustes nas atividades previstas pela disciplina de história. Considera-se
momento ímpar para aprimorar reflexões acerca dos processos de ensino e aprendizagem histórica com
vistas a uma aprendizagem interdisciplinar sem desconsidera as variáveis existentes entre as escolascampo e a sua relação com os conhecimentos históricos e seus contextos sócio-político. 3) Reuniões
mensais no âmbito da universidade e escolas: estas reuniões serão coordenadas pelo professor
coordenador de área, seja na UFAL e/ou na escola-campo. Depois que a equipe estiver formada, os
bolsistas alocados nas escolas, uma vez por mês terão encontro formativo na UFAL para discutirmos a
implementação e resultados das Ações previstas nos planos de trabalho dos bolsistas e de supervisores. Ao
longo do subprojeto os estudantes bolsistas de ID estarão credenciados ao GT de Ensino de História
quando teremos pautas de discursão e reflexão de textos teóricos da área de formação de professores e
ensino de história em diálogo com as questões práticas das salas de aulas e referenciais teóricos próprios
da formação do historiador. Os bolsistas, assim como os supervisores além das atividades previstas de sala
de aula, estarão semanalmente fora do horário de aula em reunião de planejamento e estudos de
formação, refletindo acerca das atividades a serem implementadas na escola, observando como
supervisores/as conduzem os conteúdos curriculares, criando uma atmosfera de reflexão-ação, atividades
didáticas e procedimentos avaliativos. Estas reuniões mensais envolvendo toda a equipe no âmbito da
universidade desdobra-se em revisão e ajustes do planejamento das ações de socialização dos resultados
com a comunidade acadêmica e escolar com vistas à produção de resumos para comunicação em eventos
científicos, elaboração de banners e produção de artigos e capítulos de livros buscando difundir as
experiências e aprendizagens no âmbito do PIBID/História.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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Ocorrerão reuniões formativas mensalmente ambientadas no espaços do curso de história na universidade
envolvendo os integrantes do subprojeto Pibid/História. Nestes encontros as pautas ocorrerão em torno da
leitura e reflexão de textos teóricos inerentes à formação pedagógica dos bolsistas de ID e de Supervisores
em exercício nas escolas-campo. No ambiente escolar, fora dos horários de aulas, semanalmente em cada
uma das escolas haverá reunião de planejamento, momento em que se planejará as ações pedagógicas
com fulcro na aprendizagem e ensino de história. Quinzenalmente as reuniões de subnúcleos nas escolas
contarão com a presença do professor coordenador de área e integrantes da gestão da escola para avaliar
as ações ali desenvolvidas e o nível de aprendizagem dos sujeitos envolvidos, seja dos estudantes da
Educação Básica, seja dos bolsistas em formação. Haverá, ainda, a visita do coordenador institucional nas
escolas-campo, assim como a visitação do mesmo no próprio núcleo formativo do subprojeto ambientado
no curso de história do ICHCA. Os eventos promovidos pelo próprio curso de licenciatura em história da
UFAL assegura espaço para a socialização dos resultados obtidos com o subprojeto, inclusive nas reuniões
mensais de colegiado com destaque em ponto de pauta solicitado pelo coordenador de área, bem como
nos eventos do curso quando os bolsistas participam de Simpósio Temático e/ou coordenam oficinas
didáticas focando as oportunidades legadas pelo subprojeto. O coordenador de área assegura a oferta de
ST com fulcro na formação dos professores de história, sendo os bolsistas do PIBID motivados a
apresentarem resultados das ações desenvolvidas nas escolas, bem como trazerem as experiências
didáticas dos já docentes para a universidade. A avaliação dos bolsistas se dará de forma continua e
paralela, quando se busca verificar a sua participação nas atividades, assiduidade, colaboração e
disponibilidade de apreender e de ensinar. Os estudantes bolsistas terão suas frequências conferidas em
listas de assinaturas em cada reunião. As frequências de participação dos bolsistas nas atividades
formativas desenvolvidas no espaço do curso na universidade serão verificadas pelo coordenador de área
do subprojeto. No âmbito das escolas-campo, a frequência dos bolsistas serão administradas pelos
professores supervisores de área. Destaca-se, também que as reuniões formativas terão seus
conteúdos/pautas registrados em Atas, quando utilizando-nos da técnica de rodizio entre os bolsistas
faremos a lavratura das mesmas. Como já mencionado, os bolsistas farão ao longo de sua atuação no
subprojeto os seus registros das ações e aferições às quais participaram em diários de bordo, buscando
nos encontros mensais no âmbito da universidade sintetizar coletivamente os seus registros. Nas reuniões
quinzenais nas escolas, esses registros de diário de bordo poderão ser ajustados, formando-se uma síntese
da equipe do subnúcleo para a socialização mensal no âmbito do curso. Assim, a cada reunião mensal um
integrante socializará os resultados obtidos na escola-campo. Prioriza-se, ainda, a autoavaliação dos
bolsistas envolvidos no subprojeto Pibid/História, quando nos encontros formativos mensais abre-se um
ponto de pauta à socialização da autoavaliação dos bolsistas de ID e supervisores de área. As avaliações
buscarão aferir se as Metas previstas no Projeto Institucional da UFAL estão sendo desenvolvidas em
consonância com os objetivos do subprojeto PIBID/História. Quanto a outros instrumentos avaliativos, caso
haja demandas não previstas neste subprojeto, instrumentos próprios de avaliação da área de história
serão acionados no sentido de melhor subsidiar os bolsistas. As práticas formativas ocorridas nos
encontros mensais, assim como a colaboração dos bolsistas no desenvolvimento das atividades nas
escolas, constituem instrumentos relevantes para a sua permanência no subprojeto com vistas a produção
de novas referências para a área de ensino de história e sucesso do subprojeto.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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Articulação da equipe do subprojeto PIBID/História dar-se inicialmente pela seleção interna de estudantes
(ID) e supervisores de área para composição das equipes do núcleo. Passando o processo seletivo seguindo
rigorosamente os editais interno Prograd/UFAL 33/2024 e externo Capes 10/2024, para o primeiro encontro
de formação da equipe e divulgação das diretrizes iniciais do subprojeto, em reunião conjunta presencial
darei boas vindas à equipe para apresentação e integração dos bolsistas que compõem o subprojeto
PIBID/História do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência, bem como alocação dos bolsistas nas
escolas-campo. Como ja mencionado, o subprojeto estará ancorado no artigo 14 da Portaria CAPES de nº
90/2024, que dentre outras questões, exara a necessidade de “desenvolvimento de ações que estimulem a
inovação pedagógica, a criatividade e a interação entre os pares, em níveis crescentes de complexidade e
autonomia docente, de acordo com a trajetória de cada licenciando no curso de graduação”. Na sequencia,
apresentarei as escolas credenciadas ao subprojeto aos bolsistas de ID e supervisores de área, fazendo
uma síntese dos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas, desvelando, o contexto social e cultural das
escolas e a sua forma de funcionamento. Nas primeiras reuniões de formação buscarei ouvir os bolsistas a
respeito de suas expectativas da profissão docente, apesar dessa informação já constar em suas cartas de
interesse no ato de sua inscrição da seleção. Apresentarei um arcabouço teórico de textos acadêmicos e
científicos versando um diálogo entre a teoria e a prática quando nos reunirmos mensalmente no GT de
Ensino de História para leitura e reflexões articulando teórica e prática. Notadamente, será preparada uma
pasta com os mais variados gêneros textuais de referência que versem sobre a formação docente para a
Educação Básica com fulcro no ensino de história, na pesquisa, leitura e escrita de textos acadêmicos. Para
isso, haverá encontros mensais na universidade para discussão e reflexão acerca dessa base teórica. Nas
escolas, haverá reuniões semanais e/ou quinzenais de planejamento das ações didáticas e pedagógicas,
desenvolvimento de atividades que se reverbere em estudos de caso pautado em reflexões teóricas e
práticas a partir da análise dos saberes docentes acumulados. De modo a viabilizar as dinâmicas de
acompanhamento das atividades que serão realizadas pelos discentes envolvidos no subprojeto
PIBID/UFAL/História, está proposta prevê atividades de planejamento conjunto entre os coordenadores de
área, supervisores e estudantes de ID, assim como processos avaliativos dos bolsistas quanto a sua
participação nas atividades propostas. Nesse aspecto, os bolsistas de ID e supervisores de área serão
orientados a construírem diários de bordo no sentido de fomentar os mais variados registros das
experiências docentes e discentes em contexto de sala de aula e/ou na universidade, com fulcro no
cumprimento da carga horária prevista na Portaria CAPES nº 90/2024 “de no mino 10 horas semanais”,
servindo de base para a construção dos relatórios parciais e finais do subprojeto. Os registros individuais
servirão para analisar e produzir novos conhecimentos históricos acerca da área de ensino, desenvolvendo
novas metodologias e hipóteses de ensino e aprendizagem histórica em sala de aula. Por fim, produzir
material de referência sobre a memória do PIBID/História, valorizar a produção de material de pesquisa e
de referência em ensino de História será um dos sustentáculos desta edição do Programa, servindo de
estimulo ao egressos e aos futuros professores de história a escreverem acerca das suas experiências e
saberes acumulados. A divulgação de resultados parciais e finais do subprojeto/PIBI/História é um
instrumento motivador para a troca de experiências didáticas e o incentivo a novas práticas de leitura e
escrita de textos científicos no processo formativo entre docentes e discentes.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Música
Curso(s) participante(s)
- (Música) 24864 - MÚSICA
Etapas
- Ensino Médio
Modalidades

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Emitido em: 25/07/2024 17:22

- Ensino Regular
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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Emitido em: 25/07/2024 17:22

O subprojeto música tem um histórico relevante no contexto da contribuição artístico-pedagógico entre os
diálogos do ensino superior e a rede pública estadual e municipal de ensino do Estado de Alagoas. Desde o
ano de 2014, o programa vem cooperando sistematicamente na inclusão da Educação Musical inserido nos
parâmetros curriculares ARTE estabelecidos pelas leis vigentes. Desta forma este subprojeto cria neste
percurso uma linha de formação, atualizando sempre com o Projeto Institucional PIBID da Universidade
Federal de Alagoas em cada edição. Assim corroborando com o projeto matriz citado, reitera as propostas
sugeridas com as ações integrativas de ensino e de pesquisa-ação-colaborativa. Isto ratifica para que
concorram no sentido de fortalecer a articulação entre a universidade e as escolas, reafirmando o
compromisso com a formação de professores críticos, reflexivos, investigativos e conscientes da realidade
na qual irão atuar como profissionais qualificados. A formação docente crítica e reflexiva em Alagoas na
educação musical é de extrema importância para garantir uma prática pedagógica mais eficaz e
significativa. Através da reflexão crítica, os profissionais da educação musical são capazes de questionar
suas próprias práticas, buscando constantemente aprimoramento e inovação. Nesse sentido, é
fundamental que os cursos de formação inicial e continuada para professores de música em Alagoas
promovam espaços de debate sobre a prática pedagógica, estimulando os educadores a analisarem
criticamente as diferentes abordagens e metodologias de ensino da música. Além disso, é importante que
a formação docente em Alagoas na educação musical esteja alinhada com as diretrizes curriculares e com
as necessidades e realidades locais, buscando promover uma educação musical que seja inclusiva,
diversificada e contextualizada. A formação docente crítica e reflexiva em Alagoas na educação musical
também deve contemplar a valorização da cultura e da identidade musical local, contribuindo para o
fortalecimento da identidade cultural dos estudantes e para o desenvolvimento de uma consciência crítica
em relação à música e à sociedade. Após levantamento de dados e avaliações internas, o corpo docente do
curso de Licenciatura em Música constatou alguns aspectos que necessitam maior atenção e uma
intervenção. No entanto sua efetiva participação depende ainda de uma influência maior na relação do
ensino musical na rede pública, tanto municipal quanto estadual. Algumas dificuldades neste acesso são
sempre analisadas com os resultados dos subprojetos anteriores. Os motivos são diversos: a imagem
estigmatizada das escolas por conta da falta de infraestrutura, da violência, mas também por conta do
descompasso típico deste momento histórico, onde o conceito de educação e educação musical precisa ser
reformulado para que faça sentido perante as novas gerações. Diante do panorama a inserção do
licenciando no seu futuro ambiente de atuação profissional proporciona: a vivência e um conhecimento
direto do contexto de trabalho que lhe permitirá ter uma noção de todas as competências e tarefas que
fazem parte da profissão docente. Esperamos, através da execução do projeto, formar profissionais mais
qualificados à medida que, através da bolsa, se dedicar integralmente ao curso e os programas
institucionais oferecidos Assim o envolvimento de professores da universidade e da rede pública
juntamente com bolsistas graduandos e alunos, amplia esta experiência em termos de ensino, pesquisa e
extensão, bem como a sua produção bibliográfica. O acréscimo entre o debate na universidade sobre a
melhoria das condições para a formação universitária de professores, o estímulo à pesquisa educacional e
a inovação pedagógica na escola e na universidade. Consegue-se então, a busca e a melhoria da qualidade
de ensino na escola pública, conforme indicadores nacionais e critérios definidos em cada escola, pela
inserção dos bolsistas na docência na rede pública de ensino e aumento de interesse dos supervisores pelo
trabalho em sala de aula. A produção de pesquisas científicas sobre os principais desafios enfrentados pela
escola pública em Alagoas, desperta o interesse pela inserção de egressos desse projeto em programas de
graduação em música. A produção de indicadores e novos referenciais para políticas de formação de
professores no sistema educacional de ensino, possibilita a criação e dinamização de uma rede aberta de
ação/reflexão, integrando professores com vários níveis de formação e de diversas origens do ponto de
vista da atividade profissional. Dessa forma, investir na formação docente crítica e reflexiva em Alagoas na
educação musical é essencial para garantir uma educação musical de qualidade e relevância, que
contribua para o desenvolvimento integral dos estudantes e para a formação de cidadãos críticos,
conscientes e participativos.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O presente projeto visa inserir o licenciando no contexto escolar com o objetivo de articular os
conhecimentos práticos e teóricos de música com a práxis pedagógica, no sentido de desenvolver uma
mentalidade crítico-reflexiva voltada para a produção de conhecimento. Esta premissa encontra-se em
consonância com o Plano Pedagógico de Curso da UFAL a qual estabelece que: O Curso de Graduação em
Música da UFAL oferece formação abrangente através de uma estrutura curricular que inclui
conhecimentos humanos, pedagógicos e específicos das áreas de música e educação musical. Com base
no Parecer 195 de 5 de agosto de 2003 do Conselho Nacional de Educação (Parecer 195/2003 – CNE), o
objetivo principal do Curso de Música – Licenciatura da UFAL é de que o aluno se torne um profissional
ético e flexível e capaz de atuar de forma crítica e positiva na realidade cultural em que estiver inserido. O
licenciando em música desenvolverá, ao longo de sua formação, as 12 competências necessárias para
ministrar aulas de música em escolas da rede pública e/ou privada na educação infantil, no ensino
fundamental, médio, técnico e em outros espaços educativos. (PPC-Música- 2018-UFAL). Assim, esta
proposta musical, deste subprojeto, no contexto das considerações sobre aspectos sociais, culturais e
musicais, visa estudar as relações entre a escola, os estudantes, o contexto espacial da aprendizagem e as
ferramentas para uma ação criativa e compartilhada, alinhada com as diretrizes de uma educação musical
contemporânea. Numa linguagem própria da interface entre o Música e a Escola Pública, considera a
importância de compreender todos os elementos que envolvem os estudantes, na realização de suas
atividades – considerando os aspectos em via social e cultural verificando dados qualitativos e/ou
observacionais, relativos a critérios da aprendizagem musical não só desenvolvidos por unidade escolar,
nem apenas formais e sim alinhando-se a realidade do aluno das comunidades envolvidas que forma esses
contextos musicais múltiplos que são utilizados para a melhoria do conhecimento musical do município. A
articulação assim se define em: 1. Desenvolvimento da sensibilidade e percepção musical: A educação
musical ajuda os licenciandos a desenvolverem sua sensibilidade e percepção musical, permitindo-lhes
apreciar e compreender de forma mais profunda a música em suas diversas formas e estilos. 2. Estímulo à
criatividade e expressão: Através da educação musical, os licenciandos são incentivados a explorar sua
criatividade e expressão por meio da composição e interpretação musical. Isso contribui para o
desenvolvimento de habilidades de comunicação e expressão artística. 3. Fortalecimento da autoestima e
confiança: Participar de atividades musicais, como cantar em um coral ou tocar um instrumento, pode
ajudar os licenciandos a desenvolverem autoconfiança e autoestima, além de promover um senso de
realização pessoal e conquista. 4. Estímulo ao trabalho em equipe e cooperação: A prática musical muitas
vezes envolve trabalhar em conjunto com outras pessoas, seja em um grupo de música ou banda. Isso
ajuda os licenciandos a desenvolverem habilidades de trabalho em equipe, cooperação e colaboração. 5.
Desenvolvimento de habilidades cognitivas: Estudos mostram que a educação musical pode beneficiar o
desenvolvimento cognitivo dos indivíduos, incluindo a melhoria da memória, habilidades de concentração,
coordenação motora e raciocínio lógico. 6. Promoção da diversidade cultural: Através da educação musical,
os licenciandos têm a oportunidade de explorar e apreciar diferentes culturas e tradições musicais,
contribuindo para uma maior compreensão e respeito pela diversidade cultural. 7. Promoção do bem-estar
emocional e social: A música tem o poder de promover o bem-estar emocional e social, ajudando os
licenciandos a lidar com emoções, reduzir o estresse e fortalecer relacionamentos interpessoais. 8.
Destaque das ações da ODS dentro do contexto da Educação Musical; Inclui-se aquela ou aquelas que
compactuam com o ambiente relacional da Música em contexto. Em resumo, tal articulação entre o PPC
desempenha um papel essencial no enriquecimento da formação dos licenciandos, promovendo o
desenvolvimento de habilidades artísticas, emocionais, sociais e cognitivas, bem como incentivando a
apreciação e compreensão da música como forma de expressão e comunicação.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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Também conhecidos como “recursos” ou “tecnologias educacionais”, os materiais ou equipamentos
didáticos são todo e qualquer recurso utilizado em procedimento de ensino, visando à estimulação do/a
estudante e à sua aproximação dos conteúdos. – Serão admitidos enquanto Materiais Didáticos: Texto
didático; Jogo didático musical; Aplicativo (em plataforma digital gratuita); Material didático para Educação
Musical EAD; Álbum de partituras ou coletâneas. O contexto musical permite também a criação de página
em rede social, informando o processo didático criativo da performance musical desenvolvida entre os
bolsistas e educandos da rede no sentido da divulgação entre os pares (comunidade escolar, graduação,
comunidade social entre outros). Algumas ações diretas deste contexto podem ser destacadas como: 1.
Introdução ao uso de ferramentas digitais na educação musical pelos bolsistas aos alunos da rede 2.
Palestras sobre o impacto da tecnologia na prática musical 3. Atividades práticas de criação musical com a
utilização de recursos digitais 4. Desenvolvimento de projetos pedagógicos que integrem a cultura digital
na educação musical 5. Leituras e práticas em plataformas online para a criação de conteúdos musicais 6.
Atividades de networking entre os participantes para compartilhamento de experiências e boas práticas 7.
Realização de debates e mesas redondas como atividades internas sobre o papel da cultura digital na
educação musical.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).
O Subprojeto de Música contará com a equipe de 29 pessoas (descritas no item “Quantidade de Núcleos
pretendidos”, a seguir. Dentro de uma organização sugerida em um Plano de Trabalho definido compondo
os seguintes contextos: Divulgação do Projeto na UFAL e nas Escolas Conveniadas; Seleção dos Professores
Supervisores e dos Monitores; Planejamento das atividades a serem desenvolvidas nas escolas, incluindo o
levantamento de todos os materiais, recursos didáticos e de infraestrutura necessários à implementação
das atividades. Nesta etapa será necessário o estabelecimento de acordos entre as partes, em especial,
com as coordenações das Instituições envolvidas para viabilização das ações a serem desenvolvidas.
Orientação dos monitores, que deverão estudar o Projeto Pedagógico da Instituição e eventualmente;
Projetos em curso, e confecção de material didático que será utilizado nas atividades; Implementação das
atividades junto aos alunos das Escolas, pelos monitores, sob a supervisão do Coordenador de área e do
professor orientador, que ficará responsável pela logística do funcionamento do projeto na escola;
Reuniões para avaliação do subprojeto que serão realizadas periodicamente e por conclusão, as reuniões
para avaliação do Projeto que ocorrerão quando necessário.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.
O acompanhamento em atividades de turma de educação envolve a observação e orientação dos alunos
durante as atividades de aprendizagem em sala de aula. O Supervisor atua como um facilitador, auxiliando
os alunos a entenderem e realizarem as atividades propostas pelo educador em seu modo cotidiano.
Durante o acompanhamento, o profissional pode atuar de diferentes formas, como fornecendo feedback
aos alunos, tirando dúvidas, incentivando a participação ativa e colaborativa, promovendo a interação
entre os alunos, entre outras ações que contribuem para o sucesso das atividades de aprendizagem. É
importante que o docente orientador e o supervisor esteja atento às necessidades individuais de cada
aluno, respeitando seu ritmo de aprendizagem e oferecendo o suporte necessário para que todos possam
participar e se desenvolver de acordo com suas capacidades. Além disso, o acompanhamento em
atividades de turma de educação também pode envolver o registro e avaliação do desempenho dos
alunos, com o objetivo de identificar possíveis dificuldades e elaborar estratégias para superá-las. Em
resumo, o acompanhamento em atividades de turma de educação é essencial para garantir um ambiente
de aprendizagem eficaz, estimulante e inclusivo, onde todos os alunos têm a oportunidade de desenvolver
seus conhecimentos e habilidades de forma significativa.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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O envolvimento de participantes e expectadores das ações e práticas performáticas/artísticas e a
demonstração da música como fonte textual de pesquisa nas outras áreas de conhecimento amplia sua
experiência em termos de ensino, da referida pesquisa e da extensão, e como consequência a sua
produção bibliográfica. A aplicação na produção de textos que resumiram em artigos para congressos
realizados em 2022/24 fizeram do PIBID Música uma ferramenta fundamental em debate na universidade e
nas escolas sobre a melhoria das condições para a formação universitária dos futuros professores, enfim,
dos graduandos em Licenciatura. É fundamental o estímulo à pesquisa educacional e a inovação
pedagógica na escola e na universidade como por consequência o progresso da qualidade de ensino na
escola pública, conforme indicadores nacionais e critérios definidos em cada escola, pela inserção dos
bolsistas na docência na rede pública de ensino e aumento de interesse dos supervisores pelo trabalho em
sala de aula. A cultura e a inserção da arte musical e seus benefícios pedagógicos expostos e codificados
nas pesquisas científicas são os principais desafios enfrentados pela parceria entre a academia e a escola
pública em Alagoas. O planejamento tem a expectativa da formação de até 24 (vinte e quatro) estudantes
com bolsas de Iniciação à Docência na UFAL, 2 ou 3 supervisores e 2 ou 3 escolas participantes, criando 1
NID respeitando as regras da edição. O objeto é contribuir também com a formação continuada destes
professores supervisores da escola básica, e estreitando os vínculos com a universidade e respeitando a
Portaria CAPES nº 90 de 25 de Março de 2024. Assim o objetivo principal destes licenciandos e o contexto
cultural do subprojeto possa contribuir decisivamente na formação do profissional ético e flexível e capaz
de atuar de forma crítica e positiva na realidade cultural em que estiver inserido. O licenciando em música
desenvolverá, ao longo de sua formação, competências necessárias para ministrar aulas de música em
escolas da rede pública, seja infantil, no ensino fundamental, médio, técnico e em outros espaços
educativos. O desenvolvimento das atividades de Iniciação à Docência nas escolas, somado ao
planejamento, execução e avaliação das ações descritas anteriormente injetará possibilidades nas:
Investigações acerca da didática e metodologia do ensino e da aprendizagem de música; Encontros
internos das áreas envolvidas; Produção de relatórios parciais e finais; Realização de dois Seminários PIBID;
publicação de trabalhos resultantes do Projeto; Participação em eventos na área de Educação Musical;
Definição de plano para ampliar e interiorizar o PIBID. Os resultados de todo este contexto pretende ao
final que o bolsista seja capaz de perceber, questionar, refletir, compreender e discutir problemas
pertinentes à educação musical e de propor soluções numa abrangência local, regional, nacional e global,
atuando como investigador em música, a partir da prática da pesquisa e da pedagogia musical no contexto
maceioense.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Letras Espanhol
Curso(s) participante(s)
- (Letras Espanhol) 25196 - LETRAS - ESPANHOL
Etapas
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
- Educação de Jovens e adultos
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1

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Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).
O Subprojeto PIBID/Espanhol pretende contribuir para o enriquecimento da formação dos licenciandos por
meio de ações formativas que oportunizem o estabelecimento da relação entre a teoria e a prática, a partir
do estudo, do planejamento e desenvolvimento de ações interventivas no espaço escolar, considerando-se
seus desafios, suas problemáticas e as singularidades do fazer docente. Por meio da proposta de trabalho
conjunto, idealizado pelo docente da universidade, professores das escolas-campo e os licenciandos,
almeja-se ainda o desenvolvimento de aulas, sequências didáticas, projetos interdisciplinares e pesquisas
que contribuam para a formação crítica, reflexiva, cidadã e transformadora dos participantes do projeto,
tendo em vista os Objetivos de desenvolvimento Sustentável (ODS), pautados em práticas sociais e
cidadania, respeito e valorização das diversidades étnicas e raciais e de gênero, meio ambiente e
sustentabilidade, entre outros. Com isso, o PIBID/Espanhol abraça a luta pela busca por uma sociedade
mais justa, igualitária, menos preconceituosa, violenta e mais comprometida com a saúde pública e
preservação do meio ambiente. Para tanto, objetiva-se levar os licenciandos a se familiarizarem com as
perspectivas teóricas do letramento crítico (Street, 2010; Rojo, 2012; Jordão, 2013; Janks, 2016), da
decolonialidade (Quijano, 2000; Walsh, 2013; Ortiz Ocaña, 2021) e do Letramento Crítico Decolonial
(Meniconi; Ifa, 2024). Por meio destes estudos, espera-se encorar os participantes do projeto, a planejarem
ações didático-pedagógicas de ensino do espanhol dentro de perspectivas mais críticas e reflexivas. Tal
proposta apresenta-se como um caminho de ensino-aprendizagem da língua para além da exposição única
e exclusiva às regras gramaticais, possibilitando também o desenvolvimento de habilidades linguísticodiscursivas, direcionadas ao agir de forma consciente, responsável e atuante no mundo (Silva, Meniconi,
Ifa, 2021). Como concretização desta proposta, o subprojeto possibilitará aos licenciandos oportunidades
de práticas do idioma adicional, por meio do trabalho com diferentes gêneros escritos, orais e midiáticos,
em atividades de leitura, discussão e produção textual (Meniconi, 2015; Omena; Silva; Meniconi; Oliveira;
Stenphilt, 2024). Além da formação teórica e a vivência da sala de aula, o subprojeto PIBID/Espanhol
pretende ainda oportunizar aos licenciandos o desenvolvimento de pesquisas científicas e a participação
em eventos acadêmicos, a partir do estudo, reflexão e análise de dados provenientes dos contextos
educacionais, com o objetivo de divulgar os resultados das ações desenvolvidas no âmbito do
PIBID/Espanhol. No que diz respeito ao fortalecimento do curso de Letras/Espanhol, encontramo-nos, mais
do que nunca, diante da necessidade de reunir esforços para alavancar o nosso curso e motivar os
licenciandos a continuarem na licenciatura de Letras/Espanhol, pois assistimos, nos últimos anos, à
retirada do idioma dos currículos de escolas públicas e privadas, desde que a Lei nº 11.161, conhecida
como “Lei do Espanhol”, foi revogada. Hoje, há pouquíssimas instituições educacionais em Alagoas que
ainda mantem o ensino do idioma como obrigatório. Diante deste triste cenário, acredita-se que o
Pibid/Espanhol poderá contribuir para o fortalecimento do ensino do idioma nas escolas onde ainda se faz
presente, marcando seu lugar e sua importância para a formação plurilíngue, política, cidadã e
transformadora dos estudantes e do contexto social. Neste contexto de incertezas, vemos ainda o
PIBID/Espanhol como um projeto de resistência e luta contra decisões políticas unilaterais e um sistema
hegemônico que desvaloriza a educação linguística plurilíngue. Por meio do PIBID/Espanhol, podem ser
pensadas ações didático-pedagógicas mais amplas de divulgação do idioma espanhol no contexto de
Alagoas, tais como: feiras gastronômicas de comidas típicas dos países da América Latina, cine hispânico
comentado aberto à comunidade, festivais artísticos, projetos interdisciplinares sobre meio ambiente,
saúde, cultura (com apresentações e cartazes de divulgação no idioma espanhol), entre outros. Tais
projetos podem ajudar a difundir informações sobre a importância da aprendizagem da língua adicional em
Alagoas, tendo em vista não apenas o número de turistas falantes de espanhol que o estado recebe
anualmente, mas também a possibilidade de ampliação das experiências interculturais e do universo de
conhecimentos dos estudantes. Por fim, o subprojeto objetiva ainda revisitar o Projeto Pedagógico do Curso
de Letras/Espanhol e aprimorá-lo a partir das experiências e vivência dos PIBID/Espanhol nas escolascampo, repensando os conteúdos curriculares e a relação entre a teoria e a prática nas disciplinas de
estágio didática, ação curricular de extensão, línguas e literatura.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O Pibid/Espanhol se articula com o PPC do Curso de Letras/Espanhol da UFAL enquanto trabalho coletivo e
integrador (PPC/LETRAS/ESPANHOL/UFAL, 2019), na medida em que se propõe a estabelecer relações
diálogos entre a licenciatura e as escolas-campo participantes do projeto, com o intuito de desenvolver
ações significativas para ambos os contextos que contribuam para “a reflexão crítica e contextualizada
sobre o papel do educador, da escola e do ensino de língua e literatura da sua habilitação ou área de
atuação” (PPC/LETRAS/ESPANHOL/UFAL, 2019, p. 106). Enquanto ação formativa contínua, o
PIBID/Espanhol pretende dialogar com os docentes do Curso de Letras/Espanhol, a fim de construir projetos
interdisciplinares e extensionista que integram a universidade às escolas-campo participantes do projeto,
com o intuito de compreender e buscar a superação conjunta dos problemas identificados nestes
contextos, a partir de propostas de estudos e pesquisas interventivas (PPC/LETRAS/ESPANHOL/UFAL, 2019,
p. 92). Almeja-se ainda que o subprojeto contribua para o fortalecimento da relação entre as escolas
públicas e a universidade, abrindo espaços para o desenvolvimento de investigações, programas de
formação docente, estágios supervisionados, ações extensionistas, entre outros. No que tange à formação
didático-pedagógica dos licenciandos, o PIBID/Espanhol direcionará suas ações formativas pautadas no
desenvolvimento diálogos e/ou projetos interdisciplinares com as disciplinas de “Profissão Docente” e
“Desenvolvimento da Aprendizagem” (PPC/LETRAS/ESPANHOL/UFAL, 2019, p. 44), a fim de discutir acerca
dos seguintes temas vinculados aos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS): direito à educação,
educação integral, compromisso social, valorização dos profissionais da educação, gestão democrática do
Ensino Público e a educação em direitos humanos. Entende-se que tal proposta contribuirá para a
promoção da reflexão, atitude crítica, problematizadora e questionadora dos fatos, princípios e diferentes
elementos em torno do contexto político e educacional mais amplo. Assim, pretende-se, por meio deste
diálogo interdisciplinar, integrar as propostas formativas pensadas para o PIBID/Espanhol aos conteúdos
das disciplinas de didática e estágio supervisionado ofertadas, quase em sua maioria, pelo Centro de
Educação da UFAL, possibilitando, ainda, uma aproximação do subprojeto com este curso e com estas
áreas do conhecimento. No que diz respeito aos conhecimentos específicos do Curso de Letras/Espanhol,
pretende-se levar a cabo o planejamento e a implementação de ações colaborativas nas escolas-campo
participantes do projeto, envolvendo o PIBID/Espanhol e as disciplinas de língua espanhola, já que, algumas
propostas apresentadas em suas ementas, articulam-se com as perspectivas teóricas vinculadas ao
letramento crítico, a decolonialidade e o letramento crítico decolonial, nas quais se baseiam o
PIBID/Espanhol, a saber: “Temas Transversais: Situação atual das línguas indígenas na América Latina:
classificação, línguas ameaçadas; Línguas indígenas da América Latina: preservação, revitalização e escrita
de línguas indígenas da América Latina. - Língua espanhola 2 (PPC/LETRAS/ESPANHOL/UFAL, 2019, p. 50); e
Língua Espanhola 3: “Temas Transversais: direitos humanos” (PPC/LETRAS/ESPANHOL/UFAL, 2019, p. 52.
Tais conteúdos, além de vincular-se, perfeitamente, às ODS, no que tange às práticas sociais e cidadania e
ao respeito e valorização das diversidades étnicas e raciais e de gênero, possibilitam ainda discutir acerca
dos problemas sociais que afetam “vários grupos (mulheres, negros, indígenas, mestiços) que foram ao
longo da história relegados a uma posição subalterna no mundo” (Marques, 2020, p. 36). Ao vincular
discussões sociais à proposta de ensino e aprendizagem de línguas adicionais, oportunizamos não somente
a aprendizagem do idioma de forma contextualizada, mas também o exercício da reflexão e da criticidade.
Além disso, objetiva-se, por meio do PIBID/Espanhol, em articulação com as disciplinas de Leitura e
produção de textos em língua espanhola (PPC/LETRAS/ESPANHOL, 2019, p. 49), possibilitar aos
participantes do projeto, o desenvolvimento das habilidades linguísticas e comunicativas no idioma
adicional, por meio da produção de diferentes gêneros orais e escritos, tais como: diálogos, debates,
seminários orais, comunicações, cards, propagandas, campanhas, entre outros. Por meio do subprojeto,
pretende-se ainda estudar o projeto pedagógico da licenciatura em Letras/Espanhol, a fim de apresentar
contribuições acerca das experiências do PIBID na reformulação dos conteúdos propostos pelas disciplinas,
associando a teoria ao fazer docente.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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No que diz respeito à cultura digital e uso pedagógico de tecnologias, em consonância com as ODS
(Cultura digital; Tecnologia na educação), o PIBID/Espanhol pretende oportunizar espaços para que todos
os participantes do subprojeto conheçam e utilizem as ferramentas digitais com vistas a tornar os
processos de ensino e aprendizagem da língua adicional mais significativos, divertidos, dinâmicos,
próximos da realidade dos alunos e dos contextos comunicativos do idioma adicional. Para tanto,
considerando-se a importância das dimensões formativas relacionadas ao uso das ferramentas digitais em
uma perspectiva mais crítica e discursiva, os participantes do subprojeto (licenciandos, professores
supervisores e coordenador de área) serão convidados a ler e discutir acerca do letramento digital,
multiletramentos e multimoldalidade no ensino de línguas adicionais (Rojo, 2013; Tanzi Neto, 2013; Monte
Mór, 2014; Almeida, 2019). Para estes momentos formativos, intenciona-se convidar professores que
pesquisam acerca da temática das tecnologias e educação para ministrarem palestras e oficinas no
contexto do subprojeto e das escolas-campo. Pensando-se no Referencial Curricular de Alagoas para o
Ensino Fundamental (Alagoas, 2019, p. 28), Idealiza-se a compreensão e uso das “tecnologias digitais da
informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais
(incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos,
resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva”. Como propostas voltadas
para a concretização destas ações formativas, almeja-se ainda planejar e desenvolver o uso das
ferramentas digitais no ensino da língua espanhola a partir do trabalho com jogos interativos tais como o
Kahoot e o WordWall; realização de produções textuais no Padlet (diários de bordo, pesquisas culturais,
imagens legendadas); produções escritas de gêneros variados em forma de cards (campanhas,
propagandas, verbetes, tirinhas, ), elaborados no Canva, Prezi ou outra plataforma digital, para a
circulação em redes sociais; produções orais em forma de Podcasts, Tik tok e elaboração de diálogos a
partir do uso de corpus oral espontâneo (Corpus de referência del español Actual (Crea) e Corpus del
español actual- CEA), tendo em vista que os diálogos elaborados para o ensino de espanhol dos materiais
didáticos são, em sua maioria, artificiais, distanciando-se da comunicação oral espontânea (Meniconi,
2020). Ainda como propostas formativas didático-pedagógicas, pretende-se estudar, compreender e
utilizar ferramentas de inteligência artificial, tais como o ChatGPT, Chatboots e o Bard voltadas para o
desenvolvimento das habilidades linguísticas dos participantes do subprojeto. No âmbito do subprojeto,
pretende-se utilizar as ferramentas do google (drive, e-mail, google docs, formulários, google sala de aula,
google agenda, entre outros) para compartilhar e armazenar avisos, informes, textos, documentos, diários
reflexivos, discussões, entre outros). Esta plataforma, além funcionar como uma sala de aula virtual,
permite a interação entre os participantes do subprojeto, tanto por meio da sala do google meet, quanto
por meio da postagem de comentários, debates, diários reflexivos e textos diversos em diferentes
documentos compartilhados. Pretende-se ainda utilizar as redes sociais (facebook e instagram) como
mecanismos de divulgação das atividades desenvolvidas nas escolas-campo, tanto para dar visibilidade às
ações do subprojeto, quanto para contribuir para o fortalecimento do ensino do idioma no estado de
Alagoas, uma vez que “Grande parte das escolas que vinha ofertando o idioma no Ensino Fundamental e
Médio, lamentavelmente, acabou excluindo-o de seus currículos e programas de ensino, após a
promulgação da Lei nº13.415/2017 (XAVIER, PONTES, MENICONI, FEITOSA, 2020, p. 1426). Além disso,
idealiza-se ainda utilizar as tecnologias digitais como caminhos de compartilhamento de pesquisas e
estudos desenvolvidos no âmbito do PIBID/Espanhol, por meio da participação em congressos, seminários e
encontros virtuais promovidos por diferentes instituições acadêmicas. Neste contexto, os participantes do
subprojeto serão encorajados a desenvolverem pesquisas no âmbito do PIBID/Espanhol, submeterem
resumos e artigos e apresentarem os resultados das investigações e estudos, em forma de comunicações
orais e/ou posters, em eventos remotos. Por fim, objetiva-se, por meio deste subprojeto, utilizar o
laboratório de línguas da Faculdade de Letras (FALE/UFAL) para desenvolver materiais didáticos online
(jogos, dinâmicas interativas, apresentações em cards, slides, prezzi, entre outros, concretizados como
ações conjuntas planejadas e desenvolvidas pelos docentes das disciplinas do Curso de Letras/Espanhol e o
Pibid.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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As estratégias a serem adotadas no subprojeto para trabalho coletivo e o planejamento das atividades
serão as seguintes: 1 - Desenvolvimento da avaliação diagnóstica dos licenciandos em Letras/Espanhol
acerca das habilidades de leitura, recepção oral, produção escrita e comunicação no idioma adicional. 2 Implementação da avaliação diagnóstica do contexto das escolas-campo para uma compreensão mais
profunda acerca da realidade escolar e suas problemáticas. Tal avaliação poderá contribuir para o
planejamento de ações visando a superação dos possíveis impasses averiguados na avaliação inicial, já
que o PIBID/Espanhol do Curso de Letras da UFAL pressupõe que “Todos os participantes do programa
(professor universitário, professores da educação básica e acadêmicos de letras) aprendem a refletir, a
compreender e a buscar a superação dos problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem, a
partir de ações formativas e interventivas (PPC/LETRAS/ESPANHOL/UFAL, 2019, p. 92). 3 - Criação de
grupos de estudo para as atividades de leitura e discussão acerca das perspectivas teóricas nas quais se
baseia o projeto, a saber: letramento crítico, decolonialidade e letramento crítico decoloniais nos processos
de ensino e aprendizagem do espanhol como língua adicional. 4 - Encontros formativos semanais com os
participantes do PIBID/Espanhol para a realização de discussões teóricas e planejamento das ações a
serem desenvolvidas no âmbito das escolas-campo. Pretende-se também, nestes encontros, compartilhar
informações relevantes acerca do projeto, expor relatos de experiências, planejar encontros formativos
futuros e estratégias de ações para superação dos problemas e impasses nos contextos escolares. 5 Reuniões quinzenais com os professores supervisores das escolas-campo a fim de orientá-los em relação
ao acompanhamento dos licenciandos nos contextos escolares, no que tange ao desenvolvimento dos
diários reflexivos, planejamento de aulas, registros das atas, frequências, entre outros. Tais encontros
serão também importantes para o compartilhamento de experiência, acompanhamento do projeto e busca
de estratégias para a superação de possíveis dificuldades oriundas do processo de desenvolvimento do
projeto. 6 - Encontros semestrais com os gestores das escolas-campo para o acompanhamento e a
avaliação das atividades desenvolvidas nos contextos escolares. Nestes encontros, espera-se também
planejar e desenvolver parcerias entre as instituições escolares e a UFAL, com vistas à implementação de
programas de formação docente, estágios e atividades de extensão (feiras culturais, teatro, dança, feiras
gastronômicas, cursos de línguas, entre outros). 7 - Visitas quinzenais do coordenador de área às escolascampo para o acompanhamento e a avaliação do desenvolvimento das ações didático-pedagógicas
planejadas pelos professores supervisores, licenciandos e o professor da universidade. 8 Desenvolvimento de avaliações processuais conjuntas acerca dos planejamentos e seus desdobramentos
na realização das atividades propostas, por meio de reuniões semanais com os licenciandos e, quinzenais,
com os professores supervisores. 9 - Acompanhamento e análise das autoavaliações individuais
registradas nos diários reflexivos produzidos semanalmente pelos participantes do PIBID/Espanhol. 10 Planejamento conjunto e realização de seminários internos do PIBID/Espanhol para o compartilhamento de
relatos de experiências acerca dos resultados das pesquisas interventivas desenvolvidas no âmbito do
projeto. 11 - Desenvolvimento de projetos interdisciplinares, sequências didáticas e plano de aulas para o
Pibid/Espanhol, em parceria com os docentes do curso de Letras/Espanhol e do Centro de Educação, a fim
de tornar o Pibid/Espanhol um importante lócus de pesquisa e contexto de integração entre a teoria e a
prática, visando a formação integral dos participantes do projeto e o trabalho coletivo entre o professor
coordenador e as demais áreas que integram a formação em Letras/Espanhol (língua, literatura, didática,
práticas de ensino, metodologias, entre outras). 12 - Planejamento e implementação de ações coletivas,
envolvendo as gestões das escolas, licenciandos, alunos das escolas-campo, comunidade, professores
supervisores e coordenador de área, voltadas para a realização de eventos culturais no âmbito do
PIBID/Espanhol: sarais, feiras gastronômicas, teatros, músicas, dança, entre outros. 13 - Orientação da
escrita acadêmica coletiva/colaborativa (em duplas ou trios) para a elaboração de resumos, artigos,
capítulos, ensaios, entre outros, com vistas à participação em diferentes eventos acadêmicos e publicações
em revistas, livros e ebooks.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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O acompanhamento das atividades ao longo da execução do subprojeto será realizado da seguinte
maneira: 1 - Visitas às escolas, junto aos discentes participantes do programa, e reunião conjunta com os
professores de espanhol e gestores para a apresentação do subprojeto de espanhol e a adequação dos
objetivos do trabalho às demandas das instâncias educacionais. 2 - Reuniões semanais com os discentes
de Letras/Espanhol para socialização dos planejamentos e execução das ações nas escolas-campo. 3 Reuniões quinzenais com os supervisores para o acompanhamento do andamento das atividades do
PIBID/Espanhol nas instituições participantes do subprojeto. 4 - Visitas quinzenais às escolas-campo para o
acompanhamento das atividades práticas (aulas, oficinas, projetos interdisciplinares, desenvolvimento de
sequências didáticas). 5 - Orientação e acompanhamento do desenvolvimento de pesquisas
intervencionistas acerca das atividades desenvolvidas nas escolas-campo (orientação de procedimento de
geração e análise de dados). 6 - Reuniões mensais com os professores coordenadores dos outros
subprojetos a fim de compartilhar informações, socializar experiências, planejar e desenvolver ações
conjuntas (seminários, encontros científicos, relatos de experiências, entre outros). 7 - Realização de
leituras teóricas e discussões com o intuito de levar à construção de conhecimentos direcionados à
elaboração de projetos interdisciplinares, sequências didáticas e metodologias de ensino-aprendizagem de
idiomas respaldados na reflexão crítica e transformação social. 8 - Elaboração e realização de encontros,
minicursos e oficinas de formação docente. Essa proposta tem como finalidade contribuir para a troca de
experiências e conhecimentos acerca da realidade das escolas e planejamento de ações direcionadas à
superação das dificuldades e problemas relacionados ao fazer pedagógico dos professores de espanhol. 9 Produção de textos acadêmicos, sob a orientação dos professores orientadores do programa, para a
apresentação em diferentes eventos acadêmicos e publicações. Essa proposta visa compartilhar os
resultados dos trabalhos desenvolvidos no PIBID em espanhola. 10 - Produção do relatório mensal e final.
Durante essa etapa, procuraremos articular a teoria lida e discutida com o trabalho prático realizado em
sala de aula. O relatório será o reflexo do olhar coletivo acerca do processo de ensino aprendizagem de
língua espanhola, bem como suas problemáticas. A avaliação dos participantes do projeto ocorrerá da
seguinte maneira: 1 - Avaliação diagnóstica dos licenciandos em Letras/Espanhol, dos professores
supervisores e alunos das escolas-campo sobre os saberes e experiências vivenciadas e construídas em
relação ao ensino e aprendizagem da língua adicional. 2 - Acompanhamento da frequência e da
participação das reuniões e encontros com o coordenador de área e com os professores supervisores. 3 Encontros mensais com os gestores das escolas para o acompanhamento e avaliação das atividades
desenvolvidas. 4 - Avaliação da assiduidade, participação presencial nas escolas, a partir dos relatórios de
frequência e atas entregues pelos professores supervisores de cada escola-campo 5 - Avaliação processual
participação dos licenciandos nas escolas-campo por meio do acompanhamento das aulas e da realização
de diários reflexivos postado, semanalmente, no drive do Pibid/Espanhol. 6 - Verificação da participação
dos professores supervisores em reuniões com o coordenador de área, gestores e licenciandos e em
relação ao desenvolvimento de diários reflexivos. Além disso, o professor supervisor também será avaliado
no que diz respeito ao desenvolvimento dos planejamentos, junto aos licenciandos, e implementação das
atividades nas escolas-campo, bem como a participação em encontros formativos. 7 - Acompanhamento
da participação dos participantes do pibid em eventos acadêmicos, seminários e demais encontros para a
socialização das atividades desenvolvidas nas escolas-campo também será avaliada durante o ciclo do
PIBID. 8 - Avaliação, orientação e acompanhamento dos participantes do projeto quanto ao
desenvolvimento de resumos, capítulos e artigos acadêmicos. 9 - Avaliação processual dos relatórios
mensais e finais realizados pelos licenciandos e professores supervisores para que, além da descrição das
atividades desenvolvidas, apresentem também, a articulação entre a teoria e prática, bem como as
reflexões acerca deste processo. 10 - Autoavaliação dos participantes do subprojeto (professores
supervisores, licenciandos, e professor coordenador) acerca do acompanhamento das aulas nas escolascampo, bem como da participação no planejamento, realização das atividades propostas, participação em
eventos acadêmicos e em atividades de produção textual (diários reflexivos, relatórios, artigos, capítulos,
resumos acadêmicos, sínteses, entre outros).
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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Para a inserção dos discentes de Letras/Espanhol nas escolas, o subprojeto prevê a utilização das
seguintes estratégias: 1 - Visita do coordenador de área, junto aos discentes participantes do subprojeto,
às escolas-campo, para o conhecimento do contexto escolar e apresentação do subprojeto à equipe
gestora. Esta visita inicial terá como objetivo aproximar os discentes do contexto escolar e adequar os
objetivos do subprojeto às demandas das instâncias educacionais. 2 - Vivência dos licenciandos nas
escolas-campo, considerando o diálogo entre a teoria e a prática, a partir do estudo, da discussão, do
planejamento e da realização de ações inovadoras e interdisciplinares no contexto das escolas
participantes do subprojeto. Para tanto, será priorizado o desenvolvimento de aulas, projetos e sequências
didáticas que trabalhem temáticas interdisciplinares relacionadas às ODS, tais como: práticas sociais e
cidadania, respeito e valorização das diversidades étnicas e raciais e de gênero, meio ambiente e
sustentabilidade, cultura digital, entre outras. Tal proposta contribuirá para o ensino e aprendizagem do
idioma dentro de perspectivas mais críticas, reflexivas, atualizadas, discursivas e transformadoras. 3 Processos de construção coletiva de conhecimentos acerca da realidade escolar, a partir do
desenvolvimento e aplicação de um questionário para observação direcionada dos discentes acerca da
estrutura da escola (salas de aulas, laboratório, biblioteca, salas administrativas, sala dos professores,
banheiros, entre outros aspectos); bem como da observação, do mapeamento e da interpretação dos
contextos das escolas participantes do projeto com o objetivo de aproximar licenciandos da realidade a ser
estudada. Propõe-se ainda que esta interpretação seja realizada de forma conjunta (equipe pedagógica,
professores, acadêmicos e orientadores de área), possibilitando a elaboração de planos de ação e
sequências didáticas significativas para o processo de ensino-aprendizagem da língua espanhola. 4 Acompanhamento dos licenciandos, nas escolas-campo, em relação as atividades elaboração e execução
de planos de aula, sequências didáticas e projetos interdisciplinares pensados para as escolas-campo
participantes do Pibid/Espanhol, valorizando a escola pública como importante lócus de formação inicial de
professores e o trabalho dos professores supervisores em seu importante papel de coformadores dos
discentes da licenciatura em Letras/Espanhol. 5 - Realização de reuniões semestrais com os discentes,
professores supervisores e equipe gestora para a elaboração e concretização de projetos interdisciplinares
voltados para a comunidade, tais como: feiras culturais, apresentações teatrais, sarais, cinema comentado,
entre outros. 6 - Desenvolvimento de atividades formativas nas escolas-campo envolvendo a participação
dos licenciandos nas seguintes atividades: apresentações de seminários teóricos, relatos de experiências,
exposições de campanhas e trabalhos realizados com os alunos das escolas-campo. 7 - Envolvimento dos
licenciandos em atividades de planejamento e realização de projetos interdisciplinares, nas escolas-campo,
com a participação de outras áreas do conhecimento (Língua portuguesa, Língua Inglesa, Ciências,
Geografia, História, entre outras). 8 - Inserção e orientação dos licenciandos em atividades de pesquisas
interventivas (pesquisa-ação) no contexto das escolas-campo, a partir do planejamento e
desenvolvimentos de sequências didáticas, projetos interdisciplinares e aulas.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Biologia
Curso(s) participante(s)
- (Biologia) 102166 - CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
- (Biologia) 1288838 - CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
- (Biologia) 107436 - CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Etapas
- Ensino Médio
- Ensino Fundamental - Anos finais
Modalidades

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- Ensino Regular
Temáticas
- Cultura Digital e Tecnologia na Educação
- Educação Ambiental
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
4
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).
Superar a visão histórica de que “qualquer um pode ser professor” é uma das funções dos cursos de
licenciatura e, espera-se, que o PIBID Ciências Biológicas contribua para essa superação. O PIBID Ciências
Biológicas, na articulação com a estrutura dos cursos de licenciatura, promoverá inter-relações e imersões
entre os espaços de formação e os espaços da profissão docente (Novoa, 2019), no direcionamento de
uma formação integral, reflexiva, coletiva e colaborativa dos participantes do processo (licenciandos,
professores supervisores, estudantes da educação básica, professores da universidade). Nesse sentido, o
PIBID Ciências Biológicas será norteado pelos objetivos: incentivo à formação de professores de Ciências
Biológicas, valorização do magistério, elevação da qualidade de ensino, tanto na Universidade, quanto nas
escolas públicas, assim como promoção efetiva da relação entre teoria e prática, na vivência dos espaços
de formação e de profissão. Esse Subprojeto terá como objetivos: compreender a realidade de Escolas de
Educação Básica quanto ao Ensino de Ciências Biológicas e suas complexidades formativas, focando em
estratégias, espaços e currículos; fomentar a formação permanente de professores de Ciências Biológicas,
em diálogo com os processos e espaços formativos na universidade, reflexão sobre a práxis e construção
da identidade do professor pesquisador; estabelecer diálogo entre a formação no curso de Licenciatura
com o currículo da Educação Básica (BNCC), contribuindo para a formação do professor de Ciências
Biológicas que compreende o seu campo de atuação; planejar, desenvolver e avaliar recursos didáticos,
analógicos e digitais, pautados na formação científica, investigação, diálogo de saberes, inclusão e acesso
a culturas digitais contemporâneas. Entende-se que estes objetivos permeiam a formação inicial e a
continuada de forma crítica e reflexiva, a partir das atuações conjuntas entre coordenadores de área,
professores supervisores e licenciandos (pibidianos), imersos na realidade apresentada em cada escola.
Essa realidade será objeto de análises, discussões e pesquisas em um direcionamento integrado entre
universidade e escola, o que deve caminhar na direção do compromisso com as finalidades e objetivos do
PIBID. Entende-se a formação proporcionada pelo PIBID Ciências Biológicas como um processo de atuação
direta nas diversas realidades, no desenvolvimento de experiências e vivências, relações interpessoais e
profissionais como elementos indissociáveis à formação. Reconhece-se que trabalhar com o PIBID Ciências
Biológicas é superar o paradoxo que deslegitima a formação docente, que precariza o discurso científicoeducacional, que supera a pobreza das práticas pedagógicas desvinculadas da realidade e a superação dos
problemas de ensino e aprendizagem no âmbito da educação no país. Para estruturar esse processo, o
subprojeto PIBID Ciências Biológicas desenvolverá atividades que iniciarão com o diagnóstico da realidade,
seguido do processo de ambientação e só então o coletivo irá propor atividades específicas para cada
realidade, ação direta e transformadora da realidade (não sem debates, discussões, pesquisa e
embasamento teóricos), o que caracteriza o reconhecimento do PIBID como um terceiro espaço de
formação docente (Zeichner, 2013). O PIBID é um processo próprio de formação, que não é aula, nem
estágio, se expande para um espaço de exploração, de formação coletiva, de oportunizar criação e
experimentação de metodologias, tecnologias e atividades de caráter inovador e interdisciplinar,
promovendo transformações pessoais, interpessoais e institucionais.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O PIBID Ciências Biológicas está ancorado no que preconiza os Projetos Pedagógicos dos Cursos de
Licenciatura em Ciências Biológicas que, mesmo em campi distintos, possuem interfaces comuns, na
apresentação do perfil de egresso do curso, qual seja Professor de Ciências para os Anos Finais do Ensino
Fundamental e Biologia para o Ensino Médio. A perspectiva de formação que os cursos apresentam e que
será explorada no PIBID Ciências Biológicas atende elementos do cenário nacional e local, contemplando
diferentes cenários culturais, ambientais, socioeconômicos e educacionais. Conforme previsto nos PPC, ao
longo do curso, espera-se que os licenciandos consigam enxergar e projetar o conteúdo curricular teórico e
prático na vida cotidiana, de forma que lhes permitam participar ativamente na comunidade a qual estão
inseridos. Em se tratando de conciliação entre teoria e prática, os currículos apresentam elementos como a
Prática Pedagógica como Componente Curricular (PRAC), que desempenham um importante papel no
fornecimento de subsídios para a reflexão sobre a própria formação enquanto professor e práticas de
ensino. Quanto às estratégias que possibilitem desenvolver as propostas dos PPC, numa boa formação aos
licenciandos em Ciências Biológicas, o caminho deve ser o entrelaçamento entre as atividades do PIBID ao
ensino, pesquisa e extensão, além do suporte das PRACs, as Ações Curriculares de Extensão (ACEs), as
quais representarão uma importante articulação entre PIBID, formação inicial dos licenciandos e formação
continuada dos professores da rede pública. Quanto à pesquisa, ao longo das ações nas escolas será
possível desenvolver atividades investigativas, por meio de projetos temáticos, que permitam que os
licenciandos orientem os estudantes das escolas em atividades de investigação e tenham o próprio ensino
como atividade de pesquisa. Ainda tratando da participação cidadã do professor de Ciências Biológicas,
quanto à inserção destes profissionais, a proposta pretende atender aos propósitos que levaram a
implementação de seus cursos no estado, com suas particularidades e demandas da capital e interior.
Além dos conhecimentos básicos necessários que permitem uma boa leitura das questões referentes à
saúde, biodiversidade, conservação e educação ambiental, este profissional precisa estar atento às
demandas da contemporaneidade marcadas por imensas desigualdades. Das muitas características do
estado de Alagoas, uma que merece destaque é a presença de Povos e Comunidades Tradicionais nas
proximidades das instituições de educação básica e ensino superior, que exige uma provocação na
formação docente, para que esteja atenta às características multiculturais dos licenciandos e dos
estudantes, em atendimento à lei nº 10.639/03, complementada pela lei nº 11.645/08. A articulação do
PIBID com os Projetos Pedagógicos se dá, também, pelo diálogo com toda a estrutura curricular dos cursos,
no resgate dos saberes constituídos no âmbito das Ciências Biológicas e da Educação docente, que
conferem sua natureza epistemológica e formativa e a situa como campo de formação docente necessário
à participação social. Por meio do PIBID esses saberes se encontram e se interconectam, sendo projetados
para a prática docente, no encontro com a práxis construídas nos estágios supervisionados, PRACs, ACEs,
projetos de pesquisa, extensão, demais elementos formativos já presentes na estrutura do curso, que se
entrelaçam com processos formativos na Educação Básica, em um espaço próprio de formação, que é o
PIBID.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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A formação do licenciando, no âmbito do PIBID Ciências Biológicas, nesse processo de diálogo entre
Universidade e Educação Básica, considera elementos da contemporaneidade, no sentido de articular a
cultura científica com as culturas digitais, fazendo uso de linguagens, mídias, recursos, ferramentas e
espaços para contribuir com a Educação Científica dos estudantes das escolas e a reflexão dos professores
em formação sobre o planejamento, desenvolvimento e avaliação de processos de ensino, conectados com
os modos de se comunicar na atualidade. As escolas de Educação Básica são orientadas por um currículo
que, dentre outras prerrogativas, tem a função de conduzir à Educação Científica Formal. A Base Nacional
Comum Curricular (Brasil, 2018), que apresenta a estrutura normativa para a Educação Científica, situa o
desenvolvimento do sujeito por meio das Ciências centrado no Letramento Científico que, segundo o
mesmo documento, é requisito para o exercício pleno da cidadania, de modo que possibilita ao sujeito a
tomada de decisão, o posicionamento e a contribuição para a construção do conhecimento, fazendo uso de
conceitos científicos básicos identificados e aplicados no cotidiano, conhecendo e dialogando sobre
práticas, processos e procedimentos da investigação em ciências. Nos processos formativos no PIBID
Ciências Biológicas serão articulados o Letramento Científico com a Cultura Digital. Tal articulação é
possível pela própria BNCC, que argumenta que as culturas juvenis possuem relação intrínseca com a
Cultura Digital e que essa relação deve ser considerada no aprofundamento e engajamento dos
estudantes. Nesse sentido, a BNCC enfatiza que, nessa articulação deve-se considerar que os estudantes
possam explorar as informações das mídias, conhecer e produzir conteúdos e ter acesso às possibilidades
que a tecnologia apresenta (Brasil, 2018). A relação com a cultura digital está presente na BNCC e as
prerrogativas curriculares e formativas para todas as áreas do conhecimento, como parte integrante de um
contexto contemporâneo, que deve ser considerado no desenvolvimento e aperfeiçoamento de processos
que pretendem formar sujeitos. Em Alagoas, o Referencial Curricular do Estado (RECAL) reitera a demanda
pela elaboração de projetos de ensino que considerem a já imersão de juventudes na Cultura Digital
(Alagoas, 2023). No sentido de contribuir com o aperfeiçoamento dos processos de ensino e aprendizagem
de conceitos e processos biológicos, propõe-se a estruturação de parâmetros para o planejamento,
organização e avaliação de propostas de ensino em conjunto com as escolas, que possam contribuir com a
formação dos estudantes e dos licenciandos, bem como dos professores supervisores, dos professores
universitários participantes do projeto e demais atores das instituições, no diálogo entre formação
científica e tecnologia. Desse modo, serão explorados recursos digitais diversos, utilizados para trabalhar
conteúdos de Ciências Biológicas, como aplicativos, softwares, espaços virtuais como mídias sociais, no
sentido de fomentar a busca e a reflexão sobre conceitos, processos, estruturas e fenômenos, possíveis de
explorar nesses recursos. Nessa mesma lógica, propõe-se ressignificar o uso de mídias e aplicações
comumente utilizados pelos estudantes, direcionando para o Ensino de Ciências Biológicas, como murais
digitais, aplicativos de design e portfólios, estimulando a participação coletiva e colaboração, na
organização das informações, além da criação de apresentações e jogos digitais. Nesse âmbito de reflexão
sobre as tecnologias, serão proporcionadas oportunidades para a discussão sobre o tratamento da
informação, a busca de fontes confiáveis e o reconhecimento dessas, o uso da Inteligência Artificial (IA) e
suas implicações nos processos formativos. Tais dimensões serão exploradas, articulando com a realidade
escolar, conforme suas especificidades.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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O Subprojeto PIBID Ciências Biológicas será articulado em diferentes momentos, com atividades
específicas, individuais e coletivas. O primeiro é chamado de Ambientação; o segundo Ações Diretas e o
terceiro momento de Socialização. Todos esses momentos serão avaliados continuamente. Deve-se
destacar que esses momentos podem ocorrer de forma complementar e concomitantemente. Como forma
de estimular e valorizar ações coletivas no subprojeto serão adotadas as seguintes estratégias:
Ambientação: - Primeiro encontro interno com Pibidianos: apresentação do projeto e dos membros da
equipe para que o grupo se conheça; - Encontro formativo dos envolvidos no PIBID Ciências Biológicas, na
UFAL, em prol de delinear ações, com formação de subgrupos para desenvolvimento de atividades práticas
para a educação básica; - Estudo documental e teórico: Subprojeto; Currículo da Educação Básica (BNCC,
Referenciais Curriculares do Estado e do Município) Bases teórico-metodológicas da área de estudo e
formação (Ensino de Ciências e Biologia); - Constituição das equipes de supervisores e bolsistas
(organização dos grupos por escola). - Diagnóstico da escola, estudo de Projeto Político Pedagógico,
reconhecimento do espaço e da especificidade da escola (tempos, rotinas, estrutura física, espaços de
aprendizagem, estrutura organizacional, projetos desenvolvidos, atividades realizadas, corpo docente,
técnico e apoio, gestão, relação escola-comunidade, entre outras). Ações Diretas: - Delineamento das
ações e construção de cronograma de execução das atividades; - Realização de reuniões semanais com os
subgrupos e mensais com todos os membros do núcleo, para planejamento e discussão sobre os avanços e
as dificuldades enfrentadas nas escolas-campo e a socialização dos resultados alcançados; - Planejamento
das ações dos professores supervisores de modo coletivo; - Promoção de experiências de práticas didáticopedagógicas planejadas e executadas pelos subgrupos e professores supervisores; - Organização de
grupos de estudos para debates e reflexões críticas ao decorrer do projeto com temáticas relacionadas ao
direito à educação, educação integral, gestão democrática do ensino público, educação em direitos
humanos, a questão etinico racial, ODS e outros temas sugeridos pelos professores supervisores e
licenciandos; - Apresentação dos planos de aula elaborados individualmente para revisão coletiva; Criação e manutenção de páginas em redes sociais para atividades de monitoria, registro e visibilidade das
ações que estão sendo desenvolvidas no contexto do subprojeto; - Construção de relatórios e análises
teóricas e práticas; - Elaboração de recursos didáticos para o Ensino de Ciências Biológicas (modelos, jogos
analógicos e digitais), também pautados na inclusão de pessoas com necessidades diversas; Planejamento, desenvolvimento e avaliação de experimentos, aulas de campo e demais modalidades
didáticas próprias da natureza do Ensino de Ciências Biológicas, pautadas na investigação e
argumentação. -Desenvolvimento e avaliação de mídias, aplicativos e softwares, para o ensino e
aprendizagem de temas em Ciências Biológicas; -Realização de seminários internos de socialização e
avaliação das ações, nas unidades acadêmicas dos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas; Construção de artigos científicos. Socialização: - Socialização dos momentos formativos ao longo do
desenvolvimento do PIBID Ciências Biológicas; -Socialização dos planejamentos, planos de aulas e ações
realizadas nas escolas-campo; - Debate sobre as sistematizações apresentadas nos relatórios no grande
grupo, de modo que tornem as futuras práticas mais eficientes nas escolas-campo; - Socialização das
experiências do projeto na UFAL com todos os envolvidos e convidados; - Participação em eventos de
socialização de atividades do PIBID e demais com publicação e apresentação de trabalho científico.
Ressalta-se que tais estratégias serão articuladas no desenvolvimento do projeto, organizadas e
acompanhadas pelo coordenador de área de cada núcleo, bem como objetivam, que ao decorrer do
percurso, os pibidianos e professores supervisores envolvidos contribuam com as ações das escolascampo, respeitando as diversidades presentes no âmbito escolar para garantia da aprendizagem dos
estudantes da educação básica e compromisso com a educação em suas múltiplas nuances. Com efeito, as
estratégias adotadas permitirão alcançar os objetivos e as metas estabelecidas no Projeto Institucional,
aproximando a universidade das escolas e comunidades, bem como valorizando a formação humana dos
futuros professores de Ciências Biológicas.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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As atividades desenvolvidas durante a execução do subprojeto serão acompanhadas de forma sistemática
e regular, com planejamentos mensais e semanais. Serão realizadas reuniões gerais mensais por núcleo,
com todos os participantes e reuniões semanais com os subgrupos e seus respectivos professores
supervisores, além de encontros semestrais com todos os participantes do Subprojeto PIBID Ciências
Biológicas. Todas as reuniões serão registradas em atas, com lista de frequência e imagens fotográficas do
momento. As reuniões objetivam o acompanhamento do desenvolvimento das ações realizadas e o
replanejamento, através do estudo dos índices de sucesso alcançados. Os índices serão mensurados
através de fichas de acompanhamento construídas pelos participantes dos Núcleos. Os bolsistas de
Iniciação à Docência participarão ativamente da elaboração dos instrumentos e de novas metodologias,
aprimorando suas habilidades. Inicialmente serão proporcionados momentos de estudos e pesquisas
bibliográficas, bem como discussões sobre a inserção do PIBID Ciências Biológicas no ambiente escolar e
as práticas que propiciarão o aumento do interesse e compreensão nas aulas de Ciências e Biologia,
considerando as ações de ensino e aprendizagem a serem desenvolvidas durante a execução do projeto.
Outra estratégia de acompanhamento das ações é a criação e manutenção de páginas em redes sociais
para compartilhamento das ações desenvolvidas pelos Núcleos, objetivando dar visibilidade, inspirar novas
ações, além da interação entre os Núcleos e comunidades educativas. O Ambiente Virtual de
Aprendizagem (AVA-Moodle) utilizado pela UFAL será uma ferramenta importante de acompanhamento das
atividades. Nele, serão organizados E-portfólios com as ações desenvolvidas por cada subgrupo de cada
Núcleo, o que permitirá o acompanhamento individual e coletivo de cada bolsista de Iniciação à Docência.
A construção de relatórios semestrais e anuais será uma ferramenta de acompanhamento, alinhados a
momentos de socialização entre os Núcleos e nas escolas participantes do PIBID Ciências Biológicas; O
professor supervisor de cada subgrupo fará o acompanhamento e registro de frequência dos bolsistas de
ID sob sua responsabilidade, organizadas em pastas com observações e considerações sobre as atividades
desenvolvidas na escola; Será realizada a escuta ativa dos estudantes das escolas de Educação Básica
contemplados no PIBID Ciências Biológicas, dos professores e de toda comunidade escolar por meio de
visitas e questionários avaliativos, a fim de verificar como esses sujeitos visualizam o PIBID nas escolas; Ao
longo do desenvolvimento do PIBID Ciências Biológicas, serão construídos textos e artigos para divulgação
e publicação em eventos científicos, bem como serão confeccionados materiais didático-pedagógicos pelos
subgrupos de cada Núcleo; Serão confeccionadas fichas de avaliação trimestral para acompanhamento do
desenvolvimento do bolsista de ID. Essa avaliação é de responsabilidade do professor supervisor que fará
um parecer consubstanciado indicando as potencialidades e fragilidades dos bolsistas de ID para tomada
de decisões. Na mesma direção, os Coordenadores de Área dos Núcleos do Subprojeto desenvolverão uma
ficha de acompanhamento trimestral para acompanhamento das ações dos professores supervisores e
farão parecer consubstanciado dos professores sob sua responsabilidade, objetivando levantar as
potencialidades e fragilidades para tomada de decisões. A autoavaliação dos bolsistas de ID, dos
professores supervisores e dos coordenadores de área dos Núcleos será realizada semestralmente para
possibilitar correções e ajustes no desenvolvimento do projeto.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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A inserção dos licenciandos nas escolas passa necessariamente pelo conhecimento dos documentos
norteadores do PIBID, das questões administrativas e pedagógicas das escolas-campo, bem como da
comunidade interna (professores, alunos, funcionários) e externa (comunidade do entorno) dessas escolas,
contribuindo positivamente com as ações futuras e com a autonomia dos licenciandos participantes do
PIBID Ciências Biológicas. Desta forma inicialmente, pretende-se realizar: Leitura, análise e discussão dos
Projetos Político Pedagógico (PPP) e regimento e demais documentos das escolas-campo, bem como a
estrutura curricular específica da instituição; Socialização através de exposições, rodas de conversa,
divulgação em mídias, sobre os resultados obtidos com essas ações. Planejamento, desenvolvimento,
execução e avaliação de ações formativas junto com professores supervisores sobre as Competências
específicas de Ciências Biológicas, as Unidades Temáticas, os Objetos do Conhecimento e as Habilidades
elencadas pela BNCC, RECAL e estrutura curricular das redes de ensino e instituições, bem como a forma
como estes indicadores estão sendo implementados no currículo de Ciências e Biologia das escolas-campo.
O registro sistemático do processo de ensino e aprendizagem será no diário de formação e em E-portfólio
no Moodle/UFAL, possibilitando o acompanhamento individual e coletivo das aprendizagens. A inserção dos
licenciandos nas escolas também se dará por meio de levantamento de dados e observações do contexto
escolar, fomentando o contato com os diferentes aspectos que compõem a escola: sala de aula, gestão
escolar, infraestrutura escolar, estudantes, funcionários, professores e famílias. Para tanto, serão
realizadas as seguintes ações: Encontro de apresentação dos participantes do PIBID Ciências Biológicas,
orientações do programa e subprojeto para a comunidade escolar. Serão ouvidas e registradas as
expectativas das pessoas que atuam na escola e, também, acordos poderão ser estabelecidos neste
momento. Reunião, com o apoio dos professores supervisores para que os licenciandos possam tomar
conhecimento de questões culturais, históricas, educacionais e comunitárias, preparando-se para uma
reunião com a equipe gestora das escolas-campo. Estudo do contexto educacional com diagnóstico da
realidade escolar a partir de levantamento de dados realizado na escola-campo, com registros em formato
de diário de formação. Observação e análise das atividades de ensino desenvolvidas pelos supervisores na
escola, da utilização de recursos, tempos e espaços. Identificação dos espaços e materiais das escolas e
que poderão ser utilizados durante o desenvolvimento das atividades do PIBID. Participação dos
licenciandos nas reuniões de planejamento e/ou de formação continuada da dinâmica escolar. Realização
de estudos dirigidos e planejamento de intervenção pedagógica em conjunto com supervisores e
orientadores do programa. Execução, avaliação e socialização das experiências desenvolvidas no âmbito
do subprojeto.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Sim
- Pedagogia
- Química
- Biologia
- Geografia
Curso(s) participante(s)
- (Biologia) 107436 - CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
- (Química) 107516 - QUÍMICA
- (Pedagogia) 13213 - PEDAGOGIA
- (Geografia) 107508 - GEOGRAFIA
Etapas
- Ensino Fundamental - Anos iniciais
- Ensino Médio
- Ensino Fundamental - Anos finais
Modalidades

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- Ensino Regular
Temáticas
- Cultura Digital e Tecnologia na Educação
- Educação Ambiental
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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Explorando a interdisciplinaridade na Educação Ambiental: uma proposta integrada entre os cursos de
Pedagogia, Geografia, Química e Biologia. A proposta desse Subprojeto Interdisciplinar é trabalhar a
Educação Ambiental integrando os cursos de Pedagogia, Geografia, Química e Biologia para o
desenvolvimento de práticas educativas mais significativas e alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável (ODS) que foram estabelecidos pela ONU em 2015, para orientar ações globais rumo ao
desenvolvimento sustentável até 2030. A Educação Ambiental pode ser definida como um processo que
busca promover o entendimento sobre as questões ambientais e a necessidade de preservação dos
recursos naturais. Seus fundamentos incluem a interdisciplinaridade, a participação ativa das
comunidades, a promoção da sustentabilidade e o desenvolvimento de habilidades práticas pelos
pibidianos, engajando-os na busca por soluções para os desafios ambientais enfrentados pela sociedade
contemporânea. A interdisciplinaridade na Educação Ambiental é fundamental, pois permite a integração
de diferentes áreas do conhecimento, enriquecendo a abordagem dos temas ambientais. Ao promovermos
a integração entre os cursos de Pedagogia, Geografia, Química e Biologia, os pibidianos poderão
compreender de forma mais ampla e completa os desafios das questões ambientais, aplicando os seus
conhecimentos de forma interligada para a resolução de problemas reais. Trazendo benefícios como a
promoção de uma visão holística e a conexão entre teoria e prática, permitindo o desenvolvimento de
habilidades como o pensamento crítico, a resolução de problemas complexos e a tomada de decisões
responsáveis, preparando os pibidianos para atuarem de forma mais efetiva na promoção da
sustentabilidade e na mitigação dos impactos ambientais. A interseção entre Educação Ambiental e os ODS
é fundamental para o alcance das metas previstas nos locais com sua reverberação no global. Através da
incorporação dos princípios da Educação Ambiental, como a conscientização, a participação social e a
promoção de práticas sustentáveis, são possíveis trabalhar diversos ODS, principalmente: 2 Fome Zero e
Agricultura Sustentável; 4 Educação de Qualidade; 6 Água Potável e Saneamento; 11 Cidades e
Comunidades Sustentáveis; 12 Consumo e Produção Responsáveis; 13 Ação Contra a Mudança Global do
Clima; 14 Vida na Água; 15 Vida Terrestre. Estimulando os pibidianos, a partir da prática docente, a
mudança de comportamento em relação ao meio ambiente e a compreensão das interconexões entre os
sistemas naturais e sociais. A combinação dos cursos de Pedagogia, Geografia, Química e Biologia será
eficaz para abordar desafios ambientais complexos, como a poluição da água, a preservação da
biodiversidade, fornecer subsídios para a compreensão das mudanças climáticas, da poluição em geral, da
preservação da fauna e da flora e a conscientização sobre práticas sustentáveis, mostrando como a
colaboração entre diferentes disciplinas pode enriquecer a abordagem pedagógica e promover uma
compreensão mais ampla e integrada das questões ambientais. Dito isso, as contribuições para o
enriquecimento da formação dos licenciandos fundamenta-se em: - incentivar a proatividade dos alunos
com a participação ativa nos planejamentos das aulas e no acompanhamento sistemático das mesmas; estimular à promoção da cultura digital e o uso de tecnologias da educação; - promover o desenvolvimento
de metodologias ativas e uso da gamificação nas aulas; - incentivar a elaboração de materiais didáticopedagógicos (jogos, mini documentários, podcast, tecnologias assistivas de baixo custo e sustentáveis,
dentre outros); - realizar experimentos construídos com materiais de baixo custo, materiais domésticos e
recicláveis; impulsionar o trabalho coletivo; - desenvolver ações que estimulem a inovação pedagógica e a
criatividade e a integração entre os envolvidos no processo; - estimular a pesquisa, produção acadêmica e
a divulgação dos resultados, através do estimulo à participação em eventos (local, regional, nacional e
internacional) e publicações em anais, revistas e livros. Contribuições para o fortalecimento dos cursos: incentivar as ações interdisciplinares; - valorizar a formação docente e à docência; - fortalecer da práxis –
associação teoria-prática; - fortalecer da tríade: ensino, pesquisa e extensão; - expandir a relação dos
cursos com a realidade das escolas públicas, ressignificando a concepção de formação docente,
contextualizada e comprometida com a melhoria dos resultados educacionais; - reduzir a evasão dos
licenciandos e, consequentemente, garantindo a permanência até integralização nos cursos; - socializar as
experiências e produções acadêmicas dos pibidianos com a comunidade acadêmica; - estimular a
participação dos bolsistas em eventos acadêmicos-científicos (local, regional, nacional e internacional),
para a divulgação das experiências e pesquisas desenvolvidas.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O Subprojeto aqui proposto está diretamente alinhado às proposições previstas nos Projetos Pedagógicos
dos Cursos (PPC) de Pedagogia, Geografia, Química e Biologia. Nos referidos cursos é preconizado que a
formação do licenciado deve incentivar a autonomia e proatividade, estando os pibidianos inserido em um
“processo histórico, dinâmico e diversificado, respondendo criticamente aos desafios que a sociedade lhe
coloca; que atue de forma reflexiva, crítica, cooperativa, com ética e conhecimento fundamentado, com
habilidades para levantar problemas e, principalmente propor alternativas de intervenção para a educação
básica no Brasil”, conforme é sintetizado no PPC do curso de Pedagogia (2019, p. 45). Os cursos buscam a
aprendizagem que garanta os princípios da articulação entre teoria e prática, entre ensino, pesquisa e
extensão. “A formação acadêmica do futuro licenciado buscando transcender o tradicional espaço da sala
de aula, promovendo ações que aproximem o futuro profissional, através do ensino, da pesquisa e da
extensão” ((PPC de Geografia Licenciatura, 2019, p. 10). Caminhando em conformidade com a concepção
do Subprojeto Interdisciplinar com ênfase na tríade: ensino, pesquisa e extensão. Questões importantes
são destacadas, como a “alta taxa de evasão e de vagas ociosas, o que é decorrência de múltiplos fatores
decorrentes de especificidades do atual currículo, do número de reprovações nas disciplinas e da
inadequação dos conteúdos à realidade dos estudantes” (PPC de Química Licenciatura 2019, p. 19). A
redução da evasão e o incentivo a permanência dos pibidianos até a integralização nos cursos é
fundamental e este Subprojeto Interdisciplinar pode proporcionar essa permanência através da dinâmica
proposta pautada no despertar da autonomia, proatividade, criatividade e atuação dos pibidianos no chão
das escolas campo vivenciando o seu cotidiano. As “habilidades desenvolvidas na perspectiva de
fundamentos didático-pedagógicos capazes de contribuir efetivamente para a formação e o exercício da
cidadania, a partir da incorporação da transversalidade temática e da preocupação com a acessibilidade na
educação” (PPC de Química Licenciatura 2019, p. 20). O incentivo a elaboração das tecnologias assertivas
é de suma importância para sensibilização dos pibidianos no que se refere a efetivação de espaços com
acessibilidade e inclusivos. A formação de professores para atuarem na educação básica é a proposição
dos cursos, conforme pode-se constatar “destina-se a formar professores para atuar na educação básica,
mais especificamente [...], que tenham um amplo conhecimento de sua área de formação, que sejam
capazes de refletir sobre a sua prática pedagógica e de intervir na realidade regional buscando transformála” (PPC de Biologia Licenciatura 2019, p. 14). No âmbito da articulação entre os cursos e as proposições
previstas em seus Projetos Pedagógicos de Curso, ressaltamos que os mesmos tem nove (09) disciplinas
em comum, referentes aos conteúdos de formação docente, o que já os unifica em relação ao
entendimento dos processos didático-pedagógicos. Na promoção da interdisciplinaridade, podemos
destacar as diferentes contribuições que se articulam na Educação Ambiental: - curso de Pedagogia
municia as bases didáticas e metodológicas para o desenvolvimento de metodologias ativas; - curso de
Geografia fornece os conhecimentos sobre a interação entre as sociedades humanas e seus territórios, a
distribuição dos recursos naturais, as transformações do espaço geográfico e os impactos ao meio
ambiente. - curso de Química e importância da química verde, oferece contribuições relacionadas à
poluição do ar, da água e do solo, o desenvolvimento e a utilização de materiais sustentáveis, a
compreensão dos processos químicos em ecossistemas. - curso de Biologia esclarece a interação dos seres
vivos com o meio ambiente, através do estudo da biodiversidade, ciclos biogeoquímicos, ecossistemas e
impactos ambientais. A articulação do Subprojeto com os PPCs dos cursos de Pedagogia, Geografia,
Química e Biologia se dará a partir da: - compreensão que os PPCs dos cursos é uma construção histórica
e, portanto, reflexo de seu tempo, dessa forma, estão sujeitos a disputa constante pelos atores sociais que
constituem a comunidade acadêmica dos cursos; - leitura crítica e análise dos PPCs dos cursos no decorrer
da efetivação do Subprojeto, visando estabelecer as conexões entre os PPCs e seus desdobramentos na
formação docente, considerando a realidade que será vivenciada pelos pibidianos no chão das escolas com
seus problemas, desafios e contradições; - desenvolvimento da prática da pesquisa no processo de
formação docente, conforme previsto nos PPCs dos cursos; - elaborar subsídios para o aperfeiçoamento
dos PPCs dos cursos de licenciatura de Pedagogia, Geografia, Química e Biologia a partir das experiências
do Subprojeto Interdisciplinar do PIBID.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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As ações de formação em cultura digital dos participantes do Subprojeto são de extrema importância, pois
permitirá que estes incorporem às novas tecnologias e saibam como utilizá-las de forma eficaz no processo
de ensino-aprendizagem, na atuação nas escolas. Com a evolução constante da tecnologia, é preciso
estarmos preparados para integrar as ferramentas digitais às práticas pedagógicas, proporcionando uma
educação alinhada com as demandas do século XXI. A formação em cultura digital capacitará os
estudantes e os professores envolvidos no Subprojeto, a desenvolverem as habilidades necessárias para
preparar os alunos da escola básica para a sociedade digital em que vivemos, promovendo a inclusão
digital e a formação de cidadãos mais críticos e preparados para lidar com as Tecnologias da Informação e
Comunicação (TIC) As TIC são ferramentas potentes que se inserem na ampliação das possibilidades de
construção social do conhecimento. São muitas as interações possíveis com o uso apenas do celular, por
exemplo, o que abre possibilidades para implementação de metodologias ativas e o compartilhamento de
diversas experiências e experimentos no processo ensino-aprendizagem. No âmbito do Subprojeto
utilizaremos as TICs como fonte de informação com diferentes linguagens pedagógicas e produção de
conteúdo. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na competência geral 5, indica a necessidade de
“compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar,
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e
autoria na vida pessoal e coletiva.” (BNCC, 2018) A BNCC de Computação, complemento à BNCC (MEC,
2022), apresenta três eixos que trata da Computação, indicando que o tema seja abordado desde a
Educação Infantil até o Ensino Médio, recomendando o uso e entendimento da tecnologia de forma crítica.
Segundo Rosi Rico (2024), os três eixos destacam: - pensamento computacional: as habilidades pretendem
que os estudantes sejam aptos a descrever processos, organizar e sistematizar informações, entre outros.
O eixo se relaciona ao raciocínio lógico e à construção de soluções para diversos problemas; - mundo
digital: traz aprendizagens relacionadas à compreensão do mundo digital, permitindo que os estudantes
entendam como funciona a internet, as redes, a computação em nuvem e os demais elementos do
universo virtual; - cultura digital: o foco é oferecer aos estudantes meios para adquirir um real letramento
digital, sendo capazes de compreender e analisar os impactos da computação na sociedade. Entram neste
eixo discussões políticas, éticas e sociais. Assim, as ações de formação em cultura digital buscarão
desenvolver: - utilização de aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, como facilitador da
comunicação entre os participantes do Subprojeto; - capacitação para promover a criatividade e a inovação
por meio de recursos digitais, com o manuseio de ferramentas tecnológicas para facilitar a aprendizagem
significativa, com o uso de aplicativos (licença livre ou que disponibilizam a opção não paga) como Canva,
Animaker, Google Earth, Philcarto, HagáQuê, ToonDoo, Audacity, Movie Maker, OpenShot e VivaVideo,
dentre outros; - capacitação para pesquisa e análise de informações online, avaliando criticamente a
qualidade e a veracidade das informações na internet; - desenvolvimento de habilidades de comunicação
digital, utilização das redes sociais de forma educativa e que sejam capazes de acompanhar as mudanças
constantes no cenário tecnológico; - construção de um blog colaborativo para registro das atividades e das
memórias do grupo; - criação de um perfil no Instagram para interação com os alunos da escola; utilização de games educativos, nuvem de palavras, quiz, dentre outros no planejamento das aulas; inserção de atividades de produção de mini documentários sobre os temas curriculares previstos no
planejamento, utilizando como lócus de abordagens o cotidiano dos alunos da escola; - capacitação para
integrar as novas tecnologias no contexto educativo de forma segura e ética. A inovação pedagógica no
contexto da cultura digital requer o desenvolvimento de práticas pedagógicas centradas no aluno, que
aproveitem as potencialidades das tecnologias para oferecer experiências de aprendizagem mais
dinâmicas e interativas. É fundamental que os educadores estejam preparados para explorar as
possibilidades da cultura digital em prol da inovação pedagógica.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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No desenvolvimento do Subprojeto é fundamental a integração da equipe na construção de um trabalho
baseado em ações coletivas e com respeito às diferenças e limitações dos envolvidos. Para tal intento é
importante a preparação do grupo no sentido de compreender esse processo, afinal, são muitos sujeitos
envolvidos: alunos da Educação Básica, pibidianos, supervisores, coordenação de subprojeto, coordenação
institucional. Devendo cada participante ter clareza das suas responsabilidades individuais e coletivas, de
forma a favorecer as interseções necessárias às mediações e efetivação dos trabalhos. Estratégias a serem
adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das atividades, indicamos: - realização
periódicas de reuniões da equipe para definição do planejamento e das atividades que serão desenvolvidas
de forma coletiva; - escuta das demandas da comunidade da escola campo; - desenvolver nas reuniões a
escuta atenta dos participantes do grupo de forma que todos possam expressar suas sugestões e dúvidas;
- buscar parcerias na elaboração de projetos na escola de forma a inserir os profissionais de outras
disciplinas no processo de elaboração e desenvolvimento dos mesmos; - realização de atividades que
busquem ampliar e agregar à comunidade escolar, sociedade civil e profissionais de diferentes áreas. Para
implementação desse Subprojeto Interdisciplinar, usaremos como estratégias a aprendizagem baseada em
projetos, para tal propomos o desenvolvimento de Projetos Integradores elaborados a partir de situaçõesproblemas reais, pautados em atividades, experimentos e estudos de caso. Essa estratégia oferecerá
insights valiosos, para os enfrentamentos dos desafios e na busca de soluções, contribuindo para a
compreensão dos processos e para a disseminação do conhecimento interdisciplinar. Através do
desenvolvimento dos Projetos Integradores iremos propor estudos de situações reais e próximas do
cotidiano da comunidade escolar, assim será possível desenvolver a cooperação entre os pibidianos de
diferentes formações – Pedagogia, Geografia, Química e Biologia –, resultando em proposições pedagógicas
inovadoras e eficazes para desafios complexos. Também estaremos atentos às questões éticas e a
responsabilidade social no desenvolvimento dos Projetos Integradores, que serão fundamentais para
garantir que as atividades desenvolvidas estejam comprometidas com a Educação Ambiental e os ODS. No
desenvolvimento dos projetos os pibidianos serão estimulados ao exercício da autonomia, da gestão e da
tomada de decisões, quando precisarão estar cientes dos impactos de suas decisões e ações, buscando
sempre soluções que contribuam para o bem comum e a sustentabilidade. Isso inclui o trabalho em equipe
e solução de conflitos, o respeito aos direitos humanos, a transparência nas relações e a preocupação com
a equidade. A incorporação desses princípios em nossas práticas interdisciplinares será essencial para o
desenvolvimento de projetos que promovam a melhoria da qualidade da educação e a valorização da
diversidade. Promoção da integração entre as áreas – Pedagogia, Geografia, Química e Biologia desenvolvimento de Projetos Integradores, com concepção, métodos e metodologias voltadas a construção
do trabalho interdisciplinar, visando a superação das dicotomias, fortalecendo a tríade ensino, pesquisa e
extensão; - análise do contexto escolar e articulação dos Projetos Integradores ao que está previsto no PPP
da escola, a realidade da comunidade na qual a escola está inserida, considerando as experiências dos
professores e da gestão escolar; - definição das temáticas e objetivos dos Projetos integradores e
articulação com a BNCC e o currículo previsto para as turmas de atuação dos pibidianos; - definição dos
papéis entre os pibidianos, criação de cronograma de execução, mobilização e designer de divulgação do
Projeto Integrador; - fechamento de cada Projeto Integrador com compartilhamento dos resultados para a
comunidade escolar no formato de exposição, gincana, roda de conversa e outros; - avaliar e mensurar os
resultados de forma interdisciplinar é fundamental para verificar a eficácia da integração entre as áreas.
Isso pode ser feito por meio da análise dos limites das propostas e dos impactos positivos dos projetos.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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No planejamento e estruturação do acompanhamento, é essencial estabelecer de forma clara e detalhada
os objetivos a serem alcançados com o acompanhamento das atividades do Subprojeto, bem como definir
as métricas e indicadores a serem utilizados para mensurar o progresso. Além disso, teremos um
cronograma que especificará as etapas de acompanhamento, responsáveis pela execução de cada
atividade e os prazos a serem cumpridos. A definição das ferramentas e metodologias a serem
empregadas durante o acompanhamento também é parte fundamental do planejamento, garantindo que
as atividades sejam monitoradas de maneira eficiente e assertiva. Para as ferramentas de
acompanhamento do Subprojetos podemos incluir software de gerenciamento de projetos, como o Trello,
Asana e Microsoft Project, que ajudam na organização e monitoramento das atividades. Além disso,
metodologias ágeis, como Scrum e Kanban, podem também ser utilizadas para acompanhar as ações do
Subprojeto, permitindo uma abordagem mais flexível e adaptativa. Outras práticas que adotaremos serão
as reuniões regulares de acompanhamento, diários de bordo, relatórios de progresso e o uso de quadros
visuais para acompanhar as ações e atividades do Subprojeto. Por outro lado, o Programa
institucionalmente tem uma coordenação específica de acompanhamento e monitoramento geral do
desenvolvimento das ações. Coletivamente é objetivo de todos que o Programa se desenvolva de maneira
fluida e eficiente, para tal, precisamos estar atentos ao acompanhamento no âmbito da Universidade, do
calendário estabelecido, participando das reuniões institucionais, garantindo a realização das atividades
previstas, verificando as frequências dos pibidianos e as atividades desenvolvidas nas escolas. No âmbito
do Subprojeto o desenvolvimento e avaliação das ações serão acompanhadas da seguinte forma: acompanhamento sistemático das ações e atividades do Subprojeto com o uso de ferramentas como
software de gerenciamento de projetos, a exemplo do Trello, Asana e Microsoft Project, que ajudam na
organização e monitoramento das atividades; - elaboração de diário de bordo pelos pibidianos com os
registros das suas atividades; - reuniões semanais com os pibidianos, supervisores e coordenação; acompanhamento do planejamento e execução dos Projetos Integradores na escola; - organização de
Grupos de Estudos com apresentação e debates de textos pertinentes aos Projetos Integradores propostos;
- realização de oficinas para formação pedagógica e elaboração de material didático; - organização de
rodas de conversa para orientação, planejamento e o desenvolvimento das atividades e ações; acompanhamento da frequência dos pibidianos na escola e nas reuniões com a supervisão e coordenação
do Subprojeto; - reuniões para avaliação das atividades e ações e compartilhamento das experiências por
através de Colóquios ao fechamento de cada Projeto Integrador; - elaboração de artigos científicos de
registro e divulgação da experiência; - participação em eventos acadêmicos-científicos em diferentes
escalas, visando a divulgação da experiência do Subprojeto.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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A contextualização da formação de licenciandos envolve a compreensão da realidade escolar, dos desafios
enfrentados no ambiente educacional e das habilidades necessárias para a atuação docente, contribuindo
para a efetiva inserção dos pibidianos no contexto escolar. A construção de vínculos e a gestão das
relações interpessoais requer habilidades específicas que nem sempre são desenvolvidas na formação
acadêmica. Portanto, é fundamental oferecer suporte e orientação, a fim de auxiliar os pibidianos na
compreensão das necessidades dos alunos e na construção de um ambiente escolar mais acolhedor e
propício ao aprendizado. A inserção dos pibidianos no contexto escolar pode impactar diretamente na
qualidade do ensino, pois trazem consigo novas ideias, abordagens inovadoras e entusiasmo para a sala de
aula. Com a supervisão adequada, os pibidianos têm a oportunidade de contribuir com novas metodologias
de ensino, promovendo um ambiente de aprendizado mais dinâmico e participativo. Além disso, a
presença de deles nas escolas pode proporcionar uma maior atenção aos alunos, permitindo uma
abordagem mais individualizada e apoio adicional, o que consequentemente beneficia a qualidade do
processo educativo. As estratégias de inserção dos pibidianos estarão divididas em duas etapas: a primeira
de ambientação, voltada ao conhecimento da escola, comunidade na qual está inserida, observação e
realização de um breve diagnóstico da estrutura física da escola e como os alunos da educação básica têm
acesso a esta. Será ainda priorizada a interação com o sistema organizacional da escola, levantamento
quantitativo de servidores em atuação, de professores, de turmas ofertadas, quantidade de alunos
matriculados, etc. Ao longo da segunda etapa, os pibidianos estarão frequentando a escola, estabelecendo
relações com os gestores, com os professores, particularmente os supervisores, através da participação
em reuniões diversas e nas atividades de acompanhamento das aulas juntamente com os supervisores. As
estratégias para essa etapa visam: - inserir os pibidianos no espaço social da escola, proporcionando-lhes
oportunidades de reconhecimento dos processos de gestão escolar e das diferentes dimensões do trabalho
docente; - elaboração do diagnóstico da escola para o conhecimento da estrutura organizacional, física,
material e humana, bem como o estudo e análise do contexto educacional e do PPP da escola; - expandir o
aporte de referencial teórico que fundamente as ações a serem desenvolvidas nas escolas, para que os
planejamentos, produções e aplicações dos materiais educacionais que sejam adequadas às demandas da
escola; - promover a formação teórica e prática dos pibidianos; - incentivar e promover a proatividade dos
pibidianos com a participação ativa nos planejamentos das aulas e acompanhamento sistemático das
mesmas; - estimular à elaboração de produtos educacionais (jogos, mini documentários, e tecnologias
assistivas de baixo custo, dentre outros); - integrar as atividades de formação docente, planejamentos e
produção de materiais educacionais para implementação na escola de forma colaborativa para favorecer a
interação entre os pibidianos das diferentes etapas das licenciaturas envolvidas no Subprojeto.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Ciências Sociais
Curso(s) participante(s)
- (Ciências Sociais) 107487 - CIÊNCIAS SOCIAIS
Etapas
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
- Educação de Jovens e adultos
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:

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Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).
O subprojeto de formação de professores de Sociologia, inserido no Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação à Docência (PIBID), tem desempenhado um papel fundamental na qualificação dos futuros
docentes e no fortalecimento do curso de Ciências Sociais de Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Através de estratégias integradas de ensino, pesquisa e extensão, este subprojeto contribui para preparar
licenciandos para enfrentar os desafios da prática pedagógica na educação básica, promovendo uma
formação crítica e reflexiva que associe teoria e prática e o estímulo a produção acadêmica e a pesquisaação, partindo da pemissa que todo o professor deva ser pesquisadore de sua própria prática. O principal
objetivo do subprojeto é proporcionar aos licenciandos a ampliação de experiências de formação
contextualizada, que os capacite a serem bons professores, atuando de maneira inovadora nas escolas.
Além disso, busca-se fortalecer o curso de Ciências Sociais ao contribuir para promoção dos objetivos do
curso e a formação do perfil de profissional desejado. O subprojeto contribui significativamente para o
enriquecimento da formação dos licenciandos em diversos aspectos, tais como: a) Aproximação com a
realidade escolar: a inserção dos licenciandos no ambiente escolar proporciona uma compreensão
aprofundada das dinâmicas e desafios do contexto educacional, possibilitando a aplicação prática dos
conhecimentos teóricos adquiridos no curso de licenciatura em Ciências Sociais. b) Desenvolvimento de
competências pedagógicas: os licenciandos são estimulados a elaborar e implementar planos de aula,
projetos de intervenção e materiais didáticos, desenvolvendo competências e habilidades essenciais para a
prática docente, como planejamento, gestão de sala de aula e avaliação. c) Reflexão crítica: através da
análise crítica de suas práticas pedagógicas e dos cadernos de campo reflexivos, os licenciandos são
incentivados a questionar e aprimorar constantemente suas abordagens de ensino, promovendo uma
postura investigativa e inovadora. d) Valorização da diversidade: o subprojeto enfatiza a importância de
considerar as especificidades sociais, culturais, de gênero e ambientais das comunidades escolares,
preparando os licenciandos para atuar de maneira inclusiva e sensível às diversas realidades dos
estudantes. e) Promoção de aprendizagens relacionadas a usos de tecnologias digitais no ensino básico: a
partir de um conjunto de atividades, os participantes do subprojetos estarão adquirindo conhecimentos de
ferramentas aplicávais ao ensino de Sociologia. O subprojeto também visa fortalece o curso de Ciências
Sociais da UFAL em múltiplas dimensões, tais como: a) integração teoria e prática: a articulação entre os
conteúdos teóricos e as práticas pedagógicas nas escolas parceiras promove uma formação mais completa
e coerente, alinhada com as exigências do mercado de trabalho e das políticas educacionais vigentes,
especialmente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Referencial Curricular de Alagoas (Recal). b)
Produção de conhecimento: a pesquisa-ação colaborativa e a produção acadêmica resultante das
atividades do subprojeto contribuem para o avanço do conhecimento na área do ensino de Sociologia,
contribuíndo na geração de novos referenciais teóricos e metodológicos. c) Fortalecimento da extensão: as
ações integrativas de ensino, pesquisa e extensão buscam ampliar o alcance do curso de Ciências Sociais
na comunidade alagoana, fortalecendo os laços com comunidades escolares e promovendo a
responsabilidade social da universidade. d) Inovação pedagógica: o incentivo à inovação pedagógica e ao
uso de tecnologias educacionais é um dos propósitos do curso de licenciatura em Ciências Sociais e as
atividades propostas pelo subprojeto contribui para alcançar esse propósito, já que estimulará a
modernização das práticas de ensino para que se mostrem mais atrativas para os estudantes da educação
básica. Nesse sentido, o subprojeto de formação de professores de Sociologia no âmbito do PIBID
representa uma iniciativa colaborativa e valiosa para a formação crítica e reflexiva de professores
preocupados com o desenvolvimento de uma educação básica de qualidade. Ao enriquecer a formação dos
licenciandos e fortalecer o curso de Ciências Sociais, o subprojeto contribui para a construção de uma
sociedade alagoana mais justa e consciente, onde a educação desempenha um papel central na promoção
da cidadania e do desenvolvimento integral dos indivíduos.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O subprojeto de Sociologia está alinhado com o Projeto Político Pedagógico (PPP) do curso de Licenciatura
em Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) em vigor desde 2018. Este alinhamento
visa garantir que as ações desenvolvidas no subprojeto contribuam diretamente para os objetivos
formativos do curso. O PPP do curso tem por objetivo geral formar professores de Sociologia para atuar,
principalmente, no Ensino Médio, com habilidades desenvolvidas na perspectiva dos fundamentos didáticopedagógicos, capazes de contribuir para a formação e exercício da cidadania, a partir da incorporação da
transversalidade temática e da preocupação com a acessibilidade na educação. Por esse motivo, o
subprojeto estará focado na formação docente baseada na promoção da cidadania e mobilizando diversas
temáticas transversais na execução das atividades. Buscando contribuir para os objetivos específicos do
curso, o subprojeto se propõe como um espaço de constante atualização do conhecimento produzido pelas
Ciências Sociais e da dinâmica do processo de ensino-aprendizagem, especialmente no campo do ensino
de Sociologia, conforme discutido por pesquisadores como Amurabi de Oliveira (UFSC), Marcelo Cigales
(UnB) e Daniel Mocelin (UFRGS). O subprojeto contribuirá para a incorporação de metodologias e ações que
envolvem o planejamento e organização de recursos e serviços para a promoção da acessibilidade,
conforme traçado no PPP do curso. Ele se apresenta como um espaço de acessibilidade dos estudantes aos
saberes docentes necessários à sua formação, ampliando o contato dos discentes orientado com a escola e
estudantes do ensino médio. Propondo atividades de ensino, pesquisa e extensão, o subprojeto contribui
para que o curso alcance seu objetivo de ofertar uma formação baseada nesse tripé, elementos
constituintes da universidade. Em diálogo com o PPP, três temáticas serão centrais no desenvolvimento
das atividades do subprojeto: questões étnico-raciais, educação em direitos humanos e educação
ambiental. O PPP do curso é orientado por princípios que buscam a formação de profissionais capacitados
para atuar com competência e responsabilidade social, incluindo: reflexão crítica, compromisso social e
integração teoria-prática. Nessa direção, subprojeto de Sociologia busca contribuir para a formação
integral dos licenciandos ao proporcionar experiências práticas em contextos escolares reais. Os
estudantes são incentivados a aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula na elaboração
de planos de aula, projetos de intervenção e materiais didáticos, desenvolvendo competências essenciais
para a docência. Alinhado ao princípio da reflexão crítica, o subprojeto promoverá atividades de pesquisaação colaborativa, onde licenciandos, supervisores e professores da rede pública trabalham juntos para
identificar e resolver problemas educacionais, estimulando a reflexão crítica sobre as práticas pedagógicas
e a investigação científica, fortalecendo a capacidade dos licenciandos de questionar e aprimorar
continuamente suas práticas e saberes. O subprojeto valoriza a diversidade cultural e social das
comunidades escolares, promovendo uma educação inclusiva e contextualizada. As atividades consideram
as especificidades dos contextos sociais e culturais das escolas parceiras, preparando os licenciandos para
atuar de maneira sensível e responsiva às diversas realidades, respeitando e valorizando a diversidade
étnico-racial, de gênero, social e religiosa. A articulação entre teoria e prática, um elemento central do PPP,
será promovida pelo subprojeto. A inserção dos licenciandos no ambiente escolar permitirá que eles
vivenciem diretamente os desafios e as dinâmicas da prática docente, aplicando e testando os conceitos
teóricos discutidos na universidade. O subprojeto será um espaço de desenvolvimento supervisionado de
competências pedagógicas. A elaboração e implementação de planos de aula, a condução de projetos de
intervenção e a criação de materiais didáticos permitirão aos licenciandos desenvolver habilidades como
planejamento, gestão de sala de aula e avaliação. Em consonância com o PPP, que valoriza a produção
acadêmica, o subprojeto incentiva a produção de artigos, capítulos de livros e relatos de experiência. Além
disso, promoverá a participação dos licenciandos em eventos científicos e pedagógicos, tanto na
universidade quanto na comunidade escolar, contribuindo para a difusão do conhecimento relacionado ao
campo do ensino de Sociologia. O subprojeto de Sociologia, ao promover a integração teoria-prática, a
reflexão crítica, a valorização da diversidade e a produção acadêmica, contribui para a formação de
professores qualificados e engajados, preparados para atuar de maneira efetiva e consciente na educação
básica.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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O subprojeto de formação de professores de Sociologia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
incorpora, além das estratégias tradicionais, ações voltadas para a formação em cultura digital e o uso
pedagógico de tecnologias. Considerando a crescente importância das tecnologias da informação e
comunicação na educação, essas ações buscam preparar os licenciandos para integrar tecnologias digitais
em suas práticas pedagógicas, promovendo um ensino inovador e eficaz. Dentre as ações de formações
previstas no projeto estão as oficinas de ferramentas digitais, nas quais abordarão os usos de plataformas
de ensino online (como Moodle e Google Classroom), ferramentas de criação de apresentações interativas
(como Prezi e Canva), e aplicativos de comunicação e colaboração (como Zoom e Microsoft Teams). Essas
oficinas combinarão exposição teórica com atividades práticas, permitindo que os licenciandos
experimentem e se familiarizem com as ferramentas digitais apresentadas. Outra ação será o
desenvolvimento de um laboratório de práticas pedagógico, a qual envolverá ferramentas digitais. Tratá de
um espaço de experimentação onde os licenciandos podem desenvolver e testar atividades pedagógicas
utilizando tecnologias digitais. O laboratório visa promover um ambiente colaborativo, onde os licenciandos
podem compartilhar experiências, discutir desafios e soluções para as práticas docentes. Serão promovidas
palestras sobre cultura digital na educação e metodologias ativas de aprendizagem, abordando temas
como inovação pedagógica, uso de redes sociais na educação, gamificação e educação inclusiva através
de tecnologias digitais. Serão palestras com especialistas da área, seguidas de sessões de perguntas e
respostas e debates entre os participantes. Outra ação que será desenvolvida é a produção de conteúdos
digitais educacionais, o que se concretizará por meio de criação de vídeos educativos, podcasts, blogs e
outras mídias digitais que possam ser utilizados como recursos didáticos nas escolas. Os licenciandos são
incentivados a explorar diferentes formatos e plataformas, produzindo conteúdos que abordem temas
curriculares de Sociologia e outras áreas afins. Projetos de Pesquisa-Ação serão promovidas, das quais
envoovendo também tecnologias digitais educacionais.O objetivo é o desenvolvimento e a implementação
de estratégias pedagógicas inovadoras utilizando também tecnologias digitais, com foco na resolução de
problemas específicos do contexto escolar. Os licenciandos, supervisionados, conduzem pesquisas-ação
em escolas parceiras, documentando e avaliando os resultados das intervenções, inclusive tecnológicas. O
subprojeto de formação de professores de Sociologia da UFAL, ao incorporar ações voltadas para a cultura
digital e o uso pedagógico de tecnologias, busca preparar os licenciandos para os desafios da educação
contemporânea. Ao capacitar futuros docentes para integrar tecnologias digitais em suas práticas, o
subprojeto contribui para a criação de um ensino mais inovador, inclusivo e eficaz, alinhado com as
demandas da sociedade atual e com as políticas educacionais vigentes. Dessa forma, promove uma
formação completa e contextualizada, capaz de preparar professores qualificados para atuar de maneira
consciente e inovadora na educação básica.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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O subprojeto de Sociologia reconhece a importância do trabalho coletivo como uma prática essencial para
o sucesso das atividades pedagógicas a serem desenvolvidas, o que envolve a colaboração entre
licenciandos, supervisores, professores da rede pública e demais agentes sociais envolvidos. O subprojeto
ocorrerá em dois espaços: a) na universiade, ondeocorrerão reuniões e atividades com todos os
participantes; e b) nas escola campo, onde cada um terá um subgrupo supervisionado por um professor.
No nível das escolas, os licenciandos participantes do subprojetos serão organizados em três subgrupos,
cada um supervisionado por um professor da escola e pelo coordenador do subprojeto. Essa organização
visa a atuação nas escolas e o acompanhamento mais próximo dos licenciados e da relaização de
atividades adaptadas a realidade escolar. No nível da universiade, haverá atividades envolvendo todos os
participantes. Em algunas atividades os bolsistas serão organizados em subgrupos. O objetivo é viabilizar
reuniões mais amplas de formação (estudos e palestras), orientação, planejamento, e compartilhamento e
avaliação das experiências, ao mesmo tempo que permita realizações de atividades em grupos pequenos,
tais como a produção de pesquisa, de pesquisa-ação e as atividades do laboratório. Os subgrupos
realizarão pesquisa focados em metodologias ativas, tecnologias educacionais, e diversidade cultural,
questões etnico-raciais, gênero e meio ambiente. Esses grupos se reunirão regularmente para discutir
literatura relevante, compartilhar resultados de pesquisas e desenvolver materiais didáticos, bem como
realizar autovaliações. Serão realizados reuniões semanais de planejamento coletivo nas escolas e
quinzenalmente na universidade com todos os participantes. As reuniões semanais serão realizadas para o
planejamento das atividades. Nas quinzenais serão definidos os objetivos, as estratégias e os cronogramas
para a realização das atividades e reuniões semanais, garantindo que todos estejam alinhados e
comprometidos com os mesmos propósitos. Após a realização de cada atividade, serão organizadas
sessões de revisão e reflexão coletiva, promovendo um ciclo contínuo de aprimoramento e aprendizado
colaborativo. Todos os estudantes terão um caderno de campo para anotar as atividades realizadas, suas
impressões, dificuldades, boas práticas, etc. Também serão utilizadas ferramentas digitais colaborativas
para facilitar a comunicação e a gestão das atividades, permitindo a troca de informações em tempo real,
a organização de tarefas e a colaboração em documentos e materiais didáticos. Serão criados repositórios
online, acessíveis a todos os participantes, onde poderão ser compartilhados recursos didáticos, como
planos de aula, apresentações, vídeos e artigos científicos. Os licenciandos, em parceria com os
professores da rede pública, desenvolverão projetos de intervenção pedagógica voltados para a resolução
de problemas específicos do contexto escolar. Esses projetos serão planejados e executados de forma
coletiva, envolvendo a participação ativa dos estudantes do ensino médio, permitindo a (auto)valiação. Ao
longo do subprojeto haverá o incentivo à participação em programas de formação continuada, além da
promoção de palestras formativas. Também será promovido leituras e debates sobre questões etnicoraciais, questões de gênero e meio ambiente. Haverá incentivos à participação em congressos e
seminários, apresentando os resultados de suas pesquisas e projetos desenvolvidos, especialmente ao fim
do PIBID. Outras ações constituintes do subprojeto são as ações de monitoramento e avaliação contínua do
trabalho coletivo. Será promovido espaços constante de avaliação e autoavaliação, onde todos os
participantes poderão expressar suas opiniões e sugestões sobre as atividades desenvolvidas. Esse retorno
será utilizado para ajustar as estratégias e melhorar continuamente o trabalho coletivo. Além disso, os
resultados das atividades e projetos serão avaliados regularmente, utilizando indicadores de desempenho
e critérios de qualidade definidos coletivamente. As estratégias para o trabalho coletivo no planejamento e
realização das atividades do subprojeto de Sociologia da UFAL buscam promover uma cultura de
colaboração, inovação e inclusão. Através da formação de grupos colaborativos, reuniões de planejamento,
utilização de ferramentas digitais, desenvolvimento de projetos conjuntos, incentivo à formação
continuada, criação de um ambiente inclusivo e monitoramento contínuo, pretende-se garantir a
efetividade das ações pedagógicas e a qualificação dos futuros docentes. Essas estratégias contribuirão
para a construção de uma prática docente comprometida com a qualidade da educação básica e a
promoção da cidadania, preparando professores capazes de enfrentar os desafios do ensino
contemporâneo de maneira inovadora e colaborativa.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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O acompanhamento das atividades serão realizadas de multiplas formas, de acordo com cada tipo de
atividade desenvolvida. Heverá a supervisão e orientação contínua do coordenador do subprojeto e dos
supervisores. O coordenador acompanhará os bolsistas nas atividades realizadas nas escolas e na
universiade. Os supervisores acompanhrão as atividades realizadas em sua escola, e participarão de
atividades na universiade. Serão realizadas reuniões semanais nas escolas parceiras, supervisionadas por
professores da escola campo e pelo coordenador do subprojeto. Além disso, reuniões quinzenais serão
realizadas na universidade com todos os participantes. Essas reuniões visam alinhar objetivos, estratégias
e cronogramas, garantindo que todos estejam comprometidos com os mesmos propósitos. Cada
licenciando manterá um caderno de campo, onde registrará as atividades realizadas, reflexões, desafios e
boas práticas. Esses registros serão analisados periodicamente pelos supervisores, permitindo um
acompanhamento detalhado do progresso de cada estudante. Ferramentas digitais como Google
Classroom serão utilizadas para facilitar a comunicação e a gestão das atividades, bem como o
acompanhamento de suas execuções. Essas plataformas permitirão a troca de informações em tempo real,
a organização de tarefas e a colaboração em documentos e materiais didáticos. Serão criados repositórios
online acessíveis a todos os participantes, onde poderão ser compartilhados recursos didáticos, como
planos de aula, apresentações, vídeos e artigos científicos. Esse compartilhamento incentivará o uso de
materiais variados e a adaptação de conteúdos conforme as necessidades de cada turma e facilitará o
acompanhamento do desempenho e envolvimento dos bolsistas com o subprojeto. Os licenciandos, em
parceria com os professores da rede pública, desenvolverão projetos de intervenção pedagógica voltados
para a resolução de problemas específicos do contexto escolar. Esses projetos serão planejados e
executados de forma coletiva, envolvendo a participação ativa dos estudantes do ensino médio. Após o
desenvolvimento dos projetos haverá reuniões coletivas para a relaização de apresentação e avaliação dos
resultados. Um espaço de experimentação onde os licenciandos irão desenvolver e testar atividades
pedagógicas utilizando tecnologias digitais será locus de avaliação contínua. Após a realização de cada
atividade, serão organizadas sessões de revisão e reflexão coletiva. Nessas sessões, os participantes
avaliarão os pontos positivos e as áreas de melhoria das atividades realizadas, promovendo um ciclo
contínuo de aprimoramento e aprendizado colaborativo. As reuniões quinzenais serão espaços onde todos
os participantes poderão expressar suas opiniões e sugestões sobre as atividades desenvolvidas. Esse
retorno será utilizado para ajustar as estratégias e melhorar continuamente o trabalho coletivo. Assim, os
licenciandos realizarão autoavaliações periódicas, refletindo sobre seu próprio progresso e identificando
áreas para desenvolvimento. Essa prática incentivará a autocrítica e a busca constante por
aprimoramento. Os resultados das atividades e projetos serão avaliados regularmente, utilizando
indicadores de desempenho e critérios de qualidade definidos coletivamente. Essa avaliação permitirá
identificar boas práticas e áreas que necessitam de melhorias, garantindo a eficácia do trabalho coletivo e
o engajamento individual. O acompanhamento e a avaliação das atividades do subprojeto de formação de
professores de Sociologia da UFAL são essenciais para garantir a qualidade e a eficácia das ações
pedagógicas. Através de uma supervisão contínua, uso de ferramentas digitais colaborativas,
desenvolvimento de projetos de intervenção, feedback constante, avaliação de desempenho e incentivo à
produção acadêmica, o subprojeto busca promover uma formação completa e contextualizada. Essas
estratégias contribuirão para a construção de uma prática docente comprometida com a qualidade da
educação básica e a promoção da cidadania, preparando professores capazes de enfrentar os desafios do
ensino contemporâneo de maneira inovadora e colaborativa.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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O subprojeto de formação de professores de Sociologia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL),
inserido no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), visa proporcionar uma
formação prática e contextualizada para os licenciandos. A inserção gradativa dos estudantes no contexto
escolar é essencial para desenvolver competências pedagógicas e promover a reflexão crítica. A seguir,
detalha-se o planejamento para essa inserção e a realização gradual das atividades, conforme as diretrizes
do PIBID. A preparação inicial dos licenciandos começa com um processo orientação e identificação de
interesses. Os estudantes bolsistas irão participar de reuniões introdutórias nas quais serão apresentados
aos objetivos do subprojeto, expectativas e metodologias a serem utilizadas. As reuniões introdutórias são
realizadas para abordar práticas pedagógicas, gestão de sala de aula e uso de tecnologias educacionais e
definir em quais escolas - dentre as participantes do subprojeto - estarão atuando. A integração com as
escolas parceiras ocorrerá através de visitas preliminares, nas quais os licenciandos conhecerão o
ambiente escolar, a equipe pedagógica e as instalações. Também são realizadas reuniões com os
professores supervisores para discutir o planejamento das atividades e estabelecer metas e expectativas.
A inserção dos licenciandos no contexto escolar ocorrerá de forma gradativa e progressiva, começando
com uma fase de observação e participação assistida. Inicialmente, os licenciandos acompanham as aulas
ministradas pelos professores supervisores, observando metodologias, gestão de sala e interação com os
estudantes do ensino médio. Durante essa fase, os licenciandos registrarão suas observações, desafios
enfrentados pelos professores e comportamentos dos estudantes para em grupo discutir essas questões.
Após a fase de observação, os licenciandos participarão de atividades assistidas, colaborando no
planejamento de aulas e atividades pedagógicas juntamente com os supervisores. Eles conduzirão
pequenas atividades ou partes de aulas sob orientação direta, ganhando confiança e experiência prática.
Na fase de ação docente progressiva, os licenciandos começarão a desenvolver planos de aula em
colaboração com os supervisores, incorporando sugestões deste e do coletivo. Eles passarão a conduzir
aulas completas com o suporte dos supervisores, permitindo uma transição suave para a responsabilidade
plena. Além disso, desenvolverão e implementarão projetos pedagógicos focados em temas relevantes da
Sociologia, que promovem a interdisciplinaridade e abordam problemas específicos do contexto escolar,
especialmente relacionados as questões étnico-raciais, de gênero e meio ambiente. Utilizarão
metodologias ativas, como aprendizagem baseada em projetos, gamificação e sala de aula invertida, para
envolver os estudantes no ensino-aprendizagem. O acompanhamento e a avaliação contínua são
componentes importantes do subprojeto. Supervisores fornecerão avaliações constante sobre o
desempenho dos licenciandos, destacando pontos fortes e áreas para melhoria. Os licenciandos também
realizarão autoavaliações periódicas para refletir sobre suas práticas e identificar áreas de
desenvolvimento, bem como serão avaliados e receberão retornos do coordenador do subprojeto. Reuniões
regulares de revisão e reflexão serão organizadas, onde licenciandos e supervisores discutirão as
experiências, desafios e aprendizados das atividades realizadas. Além disso, os licenciandos manterão
seus cadernos de campo, onde registrarão suas observações, reflexões e evolução ao longo do subprojeto.
A inserção gradativa dos licenciandos no contexto escolar é fundamental para uma formação segura,
prática e contextualizada. Através de preparação inicial cuidadosa, uma fase de observação e participação
assistida, e uma fase de ação docente progressiva, os licenciandos desenvolvem competências
pedagógicas e reflexivas essenciais. A realização gradativa das atividades, apoiada por um
acompanhamento e avaliação contínua, visa garantir que os futuros docentes estejam bem preparados
para enfrentar os desafios da educação básica de maneira inovadora e colaborativa.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Sim
- Ciências Sociais
- Filosofia
Curso(s) participante(s)

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- (Ciências Sociais) 107487 - CIÊNCIAS SOCIAIS
- (Filosofia) 13209 - FILOSOFIA
Etapas
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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O subprojeto interdisciplinar em Filosofia e Sociologia tem como objetivo principal aprofundar a relação
entre teoria e prática, e entre ensino e pesquisa, fortalecendo a formação inicial dos estudantes das
Licenciaturas em Ciências Sociais e Filosofia por meio de estudos teóricos, debates e experiências em sala
de aula, visando colocar a teoria em prática, bem como estabelecer um processo de teorização a partir das
experiências no campo escolar. Nesse sentido, iremos buscar a formação de bolsistas, supervisores e
jovens estudantes do ensino médio, visando a disseminação do respeito aos Direitos Humanos e à
diversidade étnica e de gênero, como forma de garantir a valorização das diferenças e a proteção das
minorias conceituais contra opressões e violências. A aproximação da Universidade Federal de Alagoas
(UFAL) de escolas da rede pública de educação básica (rede estadual e/ou federal de educação básica) por
meio de ações formativas com os supervisores do Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID)
bem como da atuação dos bolsista em sala de aula, visa construir oportunidades de criação e participação
em experiências pedagógicas de caráter inovador e interdisciplinar. Tal objetivo será desenvolvido por
meio de estudos teóricos, debates, pesquisa, experimentações e exercício prático da regência – incluindose aí a construção de materiais e recursos didáticos e avaliativos, sobre temáticas ligadas à diversidade,
sobretudo os debates de gênero e relações étnico-raciais – considerando a necessidade premente de
debater sobre a opressão que sofrem as minorias conceituais - em diálogo com os Direitos Humanos,
visando a superação de preconceitos e violências. Ao explorar as potencialidades da escola como campo
de pesquisa sobre a diversidade, é possível compreende-la como importante instituição socializadora dos
jovens, buscando dialogar com os supervisores e estudantes sobre a relevância da função social da escola,
ressaltando a relevância de uma educação voltada ao exercício dos Direitos Humanos. Buscaremos,
portanto, o estímulo à pesquisa científica colaborativa na área da Educação e dos Ensinos de Sociologia e
Filosofia através da vivência e da investigação dos bolsistas no campo escolar, com incentivo para a
produção de artigos científicos e relatos de experiência que possam expressar o movimento de colocar a
teoria em prática e também de teorizar a partir da experiência, priorizando a escola como um espaço em
que também se articula e produz conhecimento científico. O presente subprojeto justifica-se, portanto, pela
relevância de estreitamento da relação entre Universidade-escola, bem como da ampliação dos debates
acerca da valorização da diversidade e dos Direitos Humanos, pensada a partir de três aspectos que se
relacionam e dialogam entre si: i. a formação inicial dos bolsistas, que precisam estar preparados para lidar
com as temáticas ligadas às questões de gênero, relações étnico-raciais, diversidade e Direitos Humanos –
temáticas essas caras às Ciências Sociais e à Filosofia e de fundamental importância para debater a
realidade social dos estudantes do ensino médio; ii. a formação continuada do supervisor, que demanda
atualização constante a partir da produção científica sobre os temas para atuar na escola, trazendo
questões sociais prementes para a sala de aula, a partir tanto das pesquisas científicas quanto da vivência
e experiência dos estudantes; iii. a necessidade de formação dos jovens estudantes por meio das aulas
realizadas pelos bolsistas, sob supervisão dos supervisores, onde terão contato com as temáticas préestabelecidas, relacionando o conteúdo que é produzido academicamente com seu cotidiano e
ressignificando suas experiências e ampliando seu repertório de ação voltado à valorização da diversidade
e dos direitos humanos.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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A relação entre conhecimento acadêmico e a experiência no chão da escola será a base sobre a qual se
desenvolverá o presente subprojeto Interdisciplinar, a partir do encontro entre o conhecimento produzido
pelas pesquisas científicas e os saberes produzidos pela experiência docente. Cabe ressaltar a importância
desse movimento dialético entre colocar em prática a produção teórica da Universidade e a teorização da
prática a partir da experiência em sala de aula – conforme é requisito dos PPCs dos cursos das
Licenciaturas em Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Os princípios que
vão guia-los, tanto nos momentos de formação e preparo para as regências, quanto no momento de
produção intelectual estão dentro do escopo da Educação Democrática (BENEVIDES, 1994, 1996; CANDAU,
2008; COSSON, 2010; DANTAS, 2011; DUBET, 2011) e da Educação para os Direitos Humanos (EDH)
(MERCADO;NEVES, 2012; DIRETRIZES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, 2012; PNE,
2014), tendo em vista o tema da valorização da diversidade em diálogo com os Direitos Humanos,
privilegiado nesse subprojeto. O subprojeto Interdisciplinar em Filosofia e Sociologia, portanto, tem por
base uma perspectiva educacional que deve ser desenvolvida em termos de apreço pela tolerância e à
diversidade cultural e social, passando pelo respeito as diferenças que, porventura, estejam colocadas
dentro desse contexto de diversidade de culturas, de línguas, de literaturas, etc. Através da formação
inicial dos bolsistas e continuada dos supervisores, pretende-se desenvolver materiais didáticos e projetos
integrados que envolvam a escola de forma ampla e interdisciplinar sempre abordando questões que
relacionem a valorização da diversidade e sua relação com os Direitos Humanos. A escolha dessa temática
vai ao encontro dos objetivos inscritos nos PPCs dos cursos de Filosofia e Ciências Sociais da UFAL, ao focar
na necessidade de desvelar as contradições da sociedade brasileira que representam violações graves aos
Direitos Humanos, através de exclusão social, política, econômica e cultural que resultam em pobreza,
desigualdade e discriminação. Desse modo, intenta-se pensar formas de superação de racismo, sexismo,
homofobia e outras formas de discriminação correlatas (DIRETRIZES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO EM
DIREITOS HUMANOS, 2012), através da apropriação dos debates realizados no âmbito acadêmico sobre a
relação entre diferença, desigualdade e Direitos Humanos (CANDAU, 2008, 2012; BENEVIDES, 1997)
colocados em diálogo com as vivências sociais dos agentes envolvidos no âmbito do PIBID: bolsistas,
supervisores e estudantes da educação básica. Nesse sentido, este subprojeto busca incluir a temática da
diversidade como forma de estimular o exercício dos direitos humanos através da parceria entre
Universidade e escola, contando com formação inicial, continuada e reflexiva de bolsistas e supervisores,
na busca pela qualidade necessária para um debate consistente sobre Direitos Humanos e diversidade na
sala de aula. Em constante diálogo com os princípios dos cursos que dialogam nesse subprojeto
interdisciplinar – Filosofia e Ciências Sociais – encontramos a valorização de uma formação consistente e
crítica, que forme um docente cuja perspectiva educacional tenha como escopo principal uma formação
ética, crítica e política na formação de sujeitos de direitos, com foco no exercício da tolerância e do
diálogo, fundamentais para a realização de procedimentos democráticos e enfrentamento de injustiças e
desigualdades (DIRETRIZES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS, 2012). E, desse modo,
uma concepção de educação que leve à comunidade escolar a reconhecer as diferenças com políticas para
a igualdade e também para a identidade para superar toda a desigualdade, considerando o
multiculturalismo a partir de uma perspectiva intercultural, é uma forma de educar para a desconstrução e
desnaturalização do etnocentrismo, buscando uma ressignificação dos Direitos Humanos na
contemporaneidade, a partir do diálogo entre diferentes grupos sociais. (CANDAU, 2008) Cabe ressaltar
que o debate sobre diversidade e Direitos Humanos na educação básica formal faz-se imprescindível, uma
vez que a escola é uma instituição socializadora por excelência, fundamental para o desenvolvimento dos
valores incutidos na ideia de Direitos Humanos: tolerância, respeito, criticidade e participação na vida
social. Através do arcabouço teórico-metodológico que se baseia na busca pela igualdade e participação
político-social, busca-se o enfrentamento das desigualdades e a reafirmação do compromisso com a
garantia da dignidade humana (MERCADO;NEVES, 2012). E nesse contexto, esse subprojeto pretende
valorizar o conhecimento advindo de grupos sociais historicamente subalternizados, abrindo espaço para
figuras pretas, indígenas, femininas, constituintes da comunidade LGBTQIAP+, dando atenção e potência
ao que é produzido por esse público, como forma de descolonização do sa
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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Considerando que os componentes de Filosofia e Sociologia – que compõem esse subprojeto
interdisciplinar – estão situados no Ensino Médio, é primordial a reflexão acerca do uso das chamadas
Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) para o desenvolvimento de atividades e
projetos que envolvam estudantes dessa etapa da educação básica, considerando-se que eles estão
imersos profundamente na cultura digital. A relevância desse debate perpassa a compreensão da
transformação radical das tradicionais aulas analógicas em aulas que demandam artefatos tecnológicos,
uma vez que os estudantes já nascem “nativos digitais”. Os avanços tecnológicos mostram que não há
como retroceder, demandando dos adequação ao uso das tecnologias. Importa considerar também, que
durante o necessário isolamento social decorrente da Pandemia do Novo Coronavírus, os estudantes da
educação básica passaram cerca de dois anos em ensino remoto, dependendo das TDICs para realizarem
sua escolarização. Além da realidade pandêmica, as configurações sociais em torno do digital foram
potencializadas, com a aproximação cada vez maior dos jovens a aparelhos eletrônicos inteligentes, pontos
de conexão à internet sem fio, perfis em redes sociais, cidades inteligentes, máquinas e ferramentas de
trabalho conectadas; fotos, vídeos, músicas, textos, filmes, tudo à disposição nos populares smartphones;
algoritmos, infraestrutura de rede, serviços de nuvem, plataformas. Estes elementos perpassam, de forma
cada vez mais intensa, a vida social a partir de 1970. De forma passiva ou ativa, a ação destes agentes
altera o traçado da vida individual e coletiva. Tais razões demonstram a necessidade de formação inicial e
continuada de professores da educação básica para que se qualifiquem a trabalharem com as TDICs. Nesse
sentido, o subprojeto interdisciplinar em Filosofia e Sociologia planeja as seguintes estratégias de formação
dos seus integrantes para a pesquisa e uso das TDICs: - Desenvolvimento de Oficinas, convidando
especialistas na área de Tecnologia aplicada à educação, - Participação em eventos que tratem do tema,
sobretudo o uso de TDICs aplicadas às Ciências Humanas (como é o caso do ENESEB , que possui um GT
sobre ensino de Sociologia e uso de Tecnologias) para troca de experiências, - Pesquisa ativa e constante
por artigos científicos que versem sobre a relação entre o Ensino de Ciências Humanas e o uso de TDICs; Desenvolver um tipo de “Laboratório” para que atividades e projetos sejam elaborados e testados antes de
serem levados para a sala de aula; - Elaborar dinâmicas, recursos didáticos, materiais didáticos e
avaliativos que envolvam o uso das TDICs.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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Embora com metodologias e epistemologias próprias de cada área, os campos de conhecimento das
Ciências Sociais e da Filosofia possuem temáticas comuns, que estabelecem um diálogo rico, a partir de
suas teorias. Nesse sentido, serão elaborados projetos comuns na escola-campo escolhida para integra
esse subprojeto do PIBID, nas disciplinas de Sociologia e Filosofia, buscando sempre o diálogo entre as
áreas e uma educação voltada à valorização dos direitos humanos e da diversidade. Considerando que
esses dois componentes curriculares tratam dessas temáticas de forma privilegiada, os bolsistas irão
estabelecer uma aproximação entre diferentes escopos teórico metodológicos e práticas docentes,
buscando uma formação docente diversificada, crítica e emancipatória a partir desse diálogo e reflexão
interdisciplinar. Desse modo, os bolsistas e os supervisores irão manter uma troca constante,
compartilhando as possibilidades de pesquisa, compreensão e intervenção junto à escola-campo, de modo
que o trabalho de cada grupo esteja ligado aos outros, por meio dos projetos. Portanto, para a
operacionalização do subprojeto interdisciplinar em Filosofia e Sociologia será necessário que haja, ao
menos, dois supervisores na mesma escola-campo, um de Filosofia e um de Sociologia, que irão trabalhar
em conjunto com os bolsistas, as temáticas relacionadas aos Direitos humanos e a diversidade, buscando a
construção de projetos temáticos inter e transdisciplinares. Para que isso ocorra, as reuniões periódicas do
subprojeto, envolverão o debate de questões teórico-metodológica dos dois campos de conhecimento –
Ciências Sociais e Filosofia, além do necessário e rico debate sobre o campo da educação voltado ao
ensino médio, incluindo-se aí a necessidade de utilização das Tecnologias Digitais de Informação e
Comunicação, e como estas são imprescindíveis para a formação dos estudantes do Ensino Médio. Como
estratégias para o trabalho coletivo, o subprojeto propõe: - Reuniões periódicas de estudo e pesquisa entre
todos os bolsistas, para que estes se familiarizem com todas as áreas de conhecimento envolvidas no
subprojeto; - Realização de Cursos, Oficinas e Seminários que abordem a temática da interdisciplinaridade,
sobretudo na área de Ciências Humanas, buscando maior integração entre os pibidianos; Acompanhamento dos bolsistas às aulas tanto de Filosofia quanto de Sociologia (daí a necessidade de dois
professores dos respectivos componentes na mesma escola-campo), como forma de ambientação e
preparo para o desenvolvimento dos projetos interdisciplinares; - Reuniões de planejamento periódicas que
incluam a participação de todos os integrantes dos subprojeto, inclusive os supervisores, visando pesquisar
e planejar os projetos, dando materialidade à forma como os mesmos irão ser desenvolvidos dentro de
uma perspectiva interdisciplinar. - Realização de rodas de conversas entre os pibidianos para que possam
realizar pesquisar, elaborar e testar as possibilidades de recursos didáticos e avaliativos que, ao mesmo
tempo, sejam atrativos aos estudantes do ensino médio e tenham uma perspectiva interdisciplinar
envolvendo conhecimentos das Ciências Sociais e da Filosofia. - Execução dos projetos elaborados pelos
bolsistas e seus supervisores, que valorizem o diálogo e aproxime as disciplinas de Filosofia e Sociologia na
escola. Cabe destacar, portanto, que esse subprojeto interdisciplinar demanda estudantes dos cursos de
Filosofia e de Ciências Sociais da UFAL, bem como supervisores das disciplinas Filosofia e Sociologia na
mesma escola-campo, que irão trabalhar em conjunto na elaboração de projetos que valorizem o diálogo
dessas duas disciplinas no que tange à valorização e prática dos direitos humanos e do respeito à
diversidade.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.
- Reuniões semanais e acompanhamento dos estudantes na(s) escola(s)-campo - Reuniões quinzenais com
todos os estudantes para formação, troca de ideias, etc - Manutenção de caderno de campo para todos os
bolsistas, que deverá compor um relatório periódico de todas as atividades desenvolvidas no Programa Manutenção de ficha de horas de atuação, tanto na escola-campo, como nas atividades de formação e
troca ideia na UFAL - Avaliação por meio da participação ativa dos participantes (presença) na escolacampo e nas atividades desenvolvidas na UFAL - Presença nas atividades de formação (oficinas, palestras,
cursos, congressos, eventos, etc) - Relatórios de atividades periódicos - Desenvolvimento de relatório das
pesquisas realizadas na escola-campo - Desenvolvimento de projetos, recursos didáticos e avaliativos, e
planos de aula - Desenvoltura em atividades de regência/atuação junto aos estudantes da educação
básica. - Diálogo constante com os supervisores para que mantenham o acompanhamento dos estudantes
na escola-campo, de modo a darem devolutiva sobre a evolução dos mesmos, periodicamente.

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Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.
A inserção dos bolsistas na escola-campo será realizada de forma cuidadosa sob a orientação do professor
supervisor e da coordenadora de área, de forma que iniciem tal processo a partir de observação
participante e concluam na execução de regência e projetos interdisciplinares. Para tanto, seguirão
algumas etapas que seguirão em níveis crescentes em alguns momentos, concomitantes. Inicialmente, o
subprojeto irá promover rodas de conversa entre bolsistas e supervisores, para que haja um
compartilhamento de saberes prévios, Seguindo com formação inicial teórica de formação docente,
incluindo conhecer a legislação educacional que rege a educação básica, sobretudo o Ensino Médio, (LDB,
BNCC, Diretrizes Curriculares, etc), bem como teorias pedagógicas, planejamento escolar, metodologias de
ensino, currículo, recursos didáticos, avaliação. Após esse primeiro momento, os estudantes irão passar
pelas seguintes etapas dentro do ambiente escolar: 1 – ambientação e pesquisa – coleta de dados 2 –
observação de aulas e diálogo com o supervisor 3 – a partir das pesquisas – elaboração dos projetos e
respectivos recursos a serem implementados 4 – Execução dos projetos interdisciplinares, com regência e
atuação junto aos estudantes da educação básica. Cabe salientar que as etapas serão cumulativas, ou
seja, as primeiras continuarão sendo desenvolvidas, ainda que em menor escala, conforme as seguintes
forem sendo alcançadas, conforme o planejamento do subprojeto for avançando.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Letras Língua Brasileira de Sinais
Curso(s) participante(s)
- (Letras Língua Brasileira de Sinais) 1270444 - LETRAS - LIBRAS
Etapas
- Ensino Fundamental - Anos finais
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Cultura Digital e Tecnologia na Educação
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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O subprojeto Pibid Letras Libras – Educação de Surdos e Libras: a cultura digital e a diversidade cultural na
educação básica – tem como objetivo maior inserir/aprimorar, de forma inovadora e com respeito à
diversidade, a utilização de tecnologias de informação e comunicação (TIDC) para a educação de surdos
(ensino de Libras (L1), português como L2 e escrita de sinais) em escolas parceiras públicas de Maceió
onde haja alunos surdos matriculados. Essa proposta está em consonância com o que orienta os
documentos norteadores do Pibid (Portaria Capes nº 90/2024 e Edital Capes nº 10/2024), o Projeto
Pedagógico do Curso (PPC) de Licenciatura em Letras Libras da Universidade Federal de Alagoas (Ufal,
2016) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Brasil, especialmente os objetivos 4
(Educação de qualidade) e 10 (Redução de desigualdades). No contexto da Educação Bilíngue de Surdos
ainda há pouca sensibilização da sociedade para operacionalizar uma política linguística que efetive o
ensino específico para os indivíduos surdos, intensificando o apagamento desses estudantes em nossas
escolas. Mesmo com os avanços legais, observa-se que a oferta de materiais de ensino dirigidos à
comunidade surda ainda é escassa e não atende ao desenvolvimento das interfaces de leitura e escrita da
língua portuguesa. Além disso, sabe-se que os recursos digitais mesmo que já estejam inseridos nas
interações entre surdos há algum tempo, (Sousa; Quadros, 2019) não conseguem chegar à escola de
forma a auxiliá-los em seu processo de escolarização pelo fato de que muitas escolas brasileiras ainda têm
dificuldades de operacionalizar a educação de surdos de forma efetiva, seja por falta de recursos humanos,
seja por falta de recursos materiais – como mostram pesquisas de Quadros (1997), Lacerda (2006), Santos
Junior (2022) entre outras. A questão da formação de professores bilíngues – a consequente carência no
sistema educacional – é um desses problemas. A criação dos cursos de Licenciatura em Letras Libras e dos
cursos de Pedagogia Bilíngue têm contribuído para a mudança desse cenário – no entanto os debates
formativos precisam chegar aos espaços escolares para que fortaleçam as formações dos licenciandos por
meio das vivências das realidades escolares em diferentes contextos sociais. Em Maceió não há escolas
bilíngues, mas há escolas com salas destinadas à educação de surdos, com o acompanhamento de
profissionais habilitados para essa finalidade. A inserção do Pibid Letras Libras nesses espaços visa
proporcionar interação entre os sujeitos, os tempos e os espaços da educação de surdos, a partir de ações
articuladas e planejadas entre profissionais e licenciandos, com foco na diversidade e cultura digital, de
modo a aprimorar (como dissemos) a formação dos licenciandos e, concomitantemente, contribuir o
trabalho da escola pública direcionado aos alunos surdos. Os impactos do Pibid Letras Libras deverão
propiciar um retorno sob a forma de conscientização e do olhar mais sensível do licenciando em relação
aos estudantes surdos e reflexões de caráter conceitual e metodológico para os profissionais da escola,
subsídios que poderão ter implicações positivas para a área de educação bilíngue de surdos. Em síntese,
apesar dos avanços na educação de surdos e em tempos cada vez mais favoráveis à Educação Bilíngue, há
ainda muitos desafios a serem vencidos nessa área. Como ressalta Bittencourt (2008, p. 108) “as
mudanças culturais provocadas pelos meios audiovisuais e pelos computadores são inevitáveis”, portanto,
precisamos valorizar as diversidades e as culturas digitais para melhor entender o mundo e suas
demandas. Como diz Faria-Nascimento (2024, p. 87), “a surdez é tanto uma diversidade entre outras,
quanto uma diversidade em si, pois desdobra-se em um espectro amplo” e continua “no âmbito
educacional, não é suficiente citar a diversidade dos sujeitos. É preciso distingui-los, sem fragmentá-los [...]
de modo a criar um ambiente linguístico favorável à aquisição da língua de sinais brasileira e do português
escrito”. Desse modo, o subprojeto Letras Libras fortalecerá a formação dos licenciandos, a partir desse
olhar para a diversidade e para a cultura digital de forma efetiva, prática.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O Curso de Licenciatura em Letras Libras da Universidade Federal de Alagoas foi criado em 2014 para
atender uma demanda regional e nacional de formação de professores de Libras, surdos e não-surdos,
para a Educação Básica. Segundo o Projeto Pedagógico do Curso em vigor atualmente (Ufal, 2016), o curso
tem como objetivos: a) Formar profissionais na área do ensino da Libras, como primeira e segunda línguas,
aptos a atuar interdisciplinarmente como multiplicadores de conhecimentos e para a participação no
desenvolvimento da sociedade brasileira, em particular, da comunidade linguística usuária da Libras; b)
aprimorar o conhecimento e o uso da Libras, em termos de suas características culturais, estruturais e
funcionais, ressaltando as variedades linguísticas e culturais; c) estimular a criação cultural e o
desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo, situando o sujeito na problemática local
e global e estabelecendo uma relação de reciprocidade com a sociedade; d) colaborar para a formação
profissional do futuro docente, por meio de projetos de pesquisa e extensão na esfera da graduação e da
pós-graduação, promovendo a participação social e visando à difusão das conquistas e benefícios
resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na Instituição; e) incentivar o
trabalho de pesquisa e investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da
criação e difusão da língua de sinais, integrando o sujeito ao meio em que vive. O subprojeto, por sua vez,
alinhado com os princípios e objetivos do Pibid, propõe: a) incentivar a formação de professores de Libras
para a Educação Básica (anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio) alinhados com as temáticas:
diversidade, cultura digital e tecnologias com foco na educação de surdos; b) contribuir com a formação
teórico-prática dos licenciandos a partir das experiências na escola públicas de educação básica de Maceió
em que haja alunos surdos matriculados; c) promover o trabalho interdisciplinar e colaborativo, de forma a
relacionar as propostas teórico-metodológicas para o ensino de Libras (L1), de português como L2 para
surdos, de escrita de sinais (vistas no contexto da academia), com utilização criativa das tecnologias
digitais de informação e comunicação (TIDC) no contexto escolar; d) construir um ambiente de respeito e
valorização da diversidade humana e cultural, a partir do conhecimentos das identidades e da cultura
surda no espaço escolar, proporcionando a inovação de metodologias e práticas docentes inseridas na
cultura digital e na perspectiva interdisciplinar; e) utilizar as experiências de apropriações teóricas,
metodológicas e práticas relacionadas à educação de surdos no planejamento de projetos de extensão e
de pesquisa, que valorizem a diversidade, a inovação, a cultura digital e as TIDC. Desse modo, o subprojeto
Pibid Libras, ao mesmo tempo que aprimora o PPC da Licenciatura em Letras Libras da Ufal –
especialmente em seu caráter reflexivo-prático – valoriza o trabalho dos professores em exercício e as
escolas públicas participantes, como espaços para o desenvolvimento da educação de surdos. Ademais, ao
dar destaque ao trabalho com a diversidade, a cultura digital e as TIDC, o subprojeto se contextualiza com
as temáticas previstas na Base Nacional Comum Curricular, tão necessárias no cenário social, educacional
e cultural do país.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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A temática Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) não é uma discussão nova na
sociedade. No entanto, em contextos educacionais/escolares, pesquisas tem demonstrado a necessidade
de ações que definam por objetivo a promoção e a aproximação de culturas e reconhecer a diversidade
cultural e linguística da atual sociedade, permeada pelas mídias (ROJO; MOURA, 2012; SANTOS, 2023), o
que nos exige conhecimento inovador e renovação das abordagens teórico-metodológicas quanto ao
ensino para as culturas e linguagens praticadas na sociedade moderna. Em tempos digitais, permeados
pela virtualização dos processos, em que grande parte da população está equipada com pelo menos um
dispositivo tecnológico, tal como o smartphone, que o inclui digitalmente e os conecta ao mundo, cabe-nos
refletir sobre como pesquisadores que se debruçam sobre pesquisas de língua/linguagem de surdos e as
escolas de educação têm se preparado para dialogar com essa comunidade e que é usuária das TDIC e
quais estratégias didáticas, permeada pelas tecnologias digitais, tem contribuído com a acessibilidade e a
comunicação, principalmente, da pessoa surda, elemento indispensável para/nos processos de ensino e
aprendizagens. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil
fechou 2016 com 116 milhões de pessoas conectadas à internet, equivalente a 64,7%1 da população
acima de dez anos de idade. O IBGE também informa que 77,1% dos brasileiros possuem ao menos um
celular. Estamos inseridos na sociedade da informação e do conhecimento, denominada de sociedade das
tecnologias digitais e da cibercultura ou da cultura digital (LÉVY, 1999). Com isso, cada vez mais se exige
apropriação de novas metodologias de interação social, denominadas de metodologias ativas (BACICH;
MORAN, 2018), sobretudo, àquelas decorrentes do uso das tecnologias digitais, que têm suscitado
mudanças na sociedade. Rojo (2012) discute a pluralidade cultural da sociedade moderna chamando
atenção para o quanto é inconcebível que em meio a tamanho avanço social, a escola não priorize a
apropriação das Tecnologias Digitais (TD) para que possa utilizá-la com viés pedagógico, permitindo a
exploração da imagem, do som, do texto e de tantas outras manifestações de letramento. Considerando
esse contexto, o subprojeto Pibid Letras – Libras, pretende realizar ações pedagógicas (oficinas, projetos
pedagógicos, entre outros) que tenham as TDIC como recursos e objetos de aprendizagem, para isso,
utilizaremos em nosso recurso: tecnologias móveis (celular, tablet, smartphones, notebooks, projetores),
software de escritório (editores de textos, imagens, planilhas, apresentações eletrônicas, entre outras),
softwares, sites e aplicativos educacionais (Khoot, Mentemeter, Canva) e aplicativos Android e IOS que
tenham a Libras tanto como língua de instrução como de interação por meio da qual os surdos adquirem o
conhecimento escolar. Para a Escrita de Sinais, utilizaremos o SignPuddle Online – SignBank que possibilita
escrever sinais, pesquisar sinais escritos e construir materiais didáticos para o ensino da escrita de sinais
em contextos de educação.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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Com vistas a alcançar os objetivos pretendidos no subprojeto, serão adotadas as seguintes estratégias
para o exercício do trabalho coletivo no planejamento das atividades: 1 - Encontros formativos para
leituras e discussões teóricas acerca de estudos e pesquisas atuais sobre educação bilíngue de surdos,
planejamento e currículo, de modo especial, os materiais Referenciais para o ensino de Língua Brasileira de
Sinais como primeira língua para surdos na Educação Bilíngue de Surdos: da 2 - Educação Infantil ao Ensino
Superior (Stumpf; Linhares et al, 2021) e Proposta curricular para o ensino de português escrito como
segunda língua para estudantes surdos da educação básica e do ensino superior (Faria-Nascimento et al,
2021), com destaque às sugestões de desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para o
pleno desenvolvimento linguístico-social da pessoa surda, com respeito à diversidade e à cultura digital. 3 Reuniões quinzenais com integrantes do Subprojeto Pibid Letras Libras (alunos e alunas, surdos e ouvintes,
do curso de Letras Libras e supervisores das escolas parceiras) para o planejamento das atividades a
serem desenvolvidas no espaço escolar: produção de planos de aula, produção de recursos e materiais
didáticos para ensino de Libras (L1), português (L2) e escrita de sinais necessários para as escolhas dos
procedimentos didáticos e das etapas avaliativas. 3 - Encontros semanais com alunos e alunas, surdos e
ouvintes, do curso de Letras Libras participantes do subprojeto para acompanhar a operacionalização das
ações planejadas e refletir sobre possíveis dificuldades encontradas para a execução das ações. 4 Encontros semestrais com os diretores e coordenadores das escolas parceiras para o acompanhamento e
avaliação das ações desenvolvidas no subprojeto. Quanto às estratégias para o exercício do trabalho
coletivo na realização das atividades serão as seguintes: 1 - Encontros formativos sobre temas didáticopedagógicos que tratem do trabalho coletivo e interdisciplinar na docência para/com a pessoa surda e o
ensino de Libras, tanto para a própria prática docente, quanto da pesquisa-ação; 2 - Encontros formativos
sobre cultura digital na educação de surdos e usos de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação
(TDIC) para a prática docente, no ensino de Libras (L1), português escrito (L2) e escrita de sinais; 3 Encontros formativos sobre diversidade, com foco no respeito às diferenças e especificidades da pessoa
surda, nas diversas identidades da pessoa surda e os impactos positivos na prática docente para a
educação de surdos: ensino de Libras (L1), português escrito (L2) e escrita de sinais. Todas as estratégias
para trabalho coletivo de planejamento e execução estão alinhadas à proposta de formação do Curso de
Licenciatura em Letras Libras (Ufal, 2016) e do Edital Capes nº 10/2024, especialmente no que se refere à
formação de professores de Libras, ao incentivo à pesquisa e à extensão, às estratégias interdisciplinares e
inovadoras de planejamento e práticas de ensino para a educação de surdos, à interação entre
Universidade e Escolas parceiras, à construção da identidade do professor para a Educação Básica.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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As ações do subprojeto Pibid Letras Libras serão desenvolvidas em escolas parceiras públicas de Maceió. O
acompanhamento das ações será realizado pelo coordenador de áreas que, além dos encontros semanais
e quinzenais com os integrantes do NID), realizará: a) Visitas às escolas parceiras para verificação das
ações desenvolvidas e as possíveis dificuldades encontradas pelos licenciandos; b) Participação nos
planejamentos das escolas de forma a integrar as ações do Pibid Letras Libras aos encaminhamentos
propostos pela equipe escolar; c) Reuniões com os coordenadores das escolas de forma a avaliar as
contribuições do Pibid e possíveis redirecionamentos sugeridos; d) Reuniões com a direção escolar para
conduzir ações coletivas com o NID e com a comunidade escolar. Além disso, tendo em vista o
acompanhamento e avaliação dos participantes do subprojeto Letras Libras, serão utilizados: a) Controle
do envolvimento e participação dos alunos nas ações propostas, realizados a partir de fichas de frequência,
relatórios e atas; b) Utilização do Padlet que se constitui como é um recurso para construção de mural
virtual, on-line, colaborativo e gratuito, por meio do qual é possível incluir informações e elementos visuais
próprios e acessíveis para a comunidade surda; c) Produção de Portfólio individual para registro, pelos
supervisores vai anotando, de seus percursos de acompanhamento com os licenciandos nas escolas
parceiras. Por meio do recurso, os professores poderão apontar lacunas e/ou destacar questões que
precisam de atenção para alcance dos objetivos; d) Para todos os integrantes do NID: produção de
infográfico digital, para inclusão dos registros textuais e visuais (imagens e vídeos) relacionados à
execução do projeto; e) Aplicação de instrumentos de avaliações: processuais (planejamento e execução) e
autoavaliações, a cada encontro com os alunos e as alunas, surdos e ouvintes, do curso de Letras Libras
participantes do projeto e com os supervisores das escolas parceiras.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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Para a inserção e ambientação dos discentes de Letras Libras nas escolas parceiras o subprojeto Pibid
Letras Libras prevê as seguintes estratégias: 1) Visitas às escolas, acompanhando os integrantes do NID, e
reunião conjunta com os gestores para a apresentação do subprojeto de Letras Libras e a adequação dos
objetivos do trabalho aos educacionais de cada escola parceira; 2) Apresentação do subprojeto à
comunidade escolar a partir da palestra: Educação de Surdos e Diversidade: como o Pibid Letras Libras
pode contribuir; 3) Observação direcionada para reconhecimento da escola parceira pelos discentes a
partir de um relatório sobre a) o espaço e os recursos materiais: salas de aulas, laboratórios, bibliotecas,
salas de AEE, salas bilíngues, espaços administrativos, sala de professores, banheiros etc.; b) os recursos
humanos: gestores (diretores e coordenadores), professores, professores bilíngues, Tradutores e
Intérpretes de Libras, técnicos etc.); 4) Mapeamento e interpretação dos contextos das escolas parceiras a
partir do Projeto Político-Pedagógico (PPP) e de diálogos com os supervisores e coordenadores, de modo a
construir planos de ação e atividades didáticas direcionadas à Educação de Surdos (Libras L1, português L2
e Escrita de Sinais), à Cultura Digital e à Diversidade; 5) Planejamentos das intervenções didáticas com
base nos objetivos do Desenvolvimento Sustentável do Brasil (ODS) especialmente no que diz respeito aos
objetivos 4 (Educação de Qualidade) e 10 (Redução de desigualdades); 6) Desenvolvimento de oficinas
oferecida ao NID sobre a produção de relatórios, Padleds, portifólios e infográficos. Poderão participar
desta oficina também os professores da escola; 7) Produção de diários reflexivos e de Padled para o
desenvolvimento de avaliações diagnósticas sobre as escolas parceiras: metodologias e estratégias
utilizadas pelos professores supervisores, instrumentos de avaliação, recursos didáticos, entre outros; 8)
Levantamento das demandas das escolas parceiras quanto aos programas de formação de professores
previstos pela gestão escolar, quanto à necessidade de projetos de intervenção pedagógica etc.; 9)
Direcionamento de leituras teóricas e discussões sobre Cultura digital, tecnologias para a educação de
surdos e diversidade para a construção de sequências didáticas e metodologias de ensino-aprendizagem
de Libras L1, português L2 e Escrita de Sinais; 10) Planejamento e operacionalização de minicursos e
oficinas sobre educação de surdos, cultura digital e diversidade nas escolas parceiras e na Ufal. Para esses
encontros de formação serão convidados professores da escola (inclusive os que não são supervisores do
subprojeto), gestores e familiares; 11) Encontros com os integrantes do NID para a produção de trabalhos
acadêmicos, para posterior apresentação em eventos e para a publicação em periódicos especializados ou
livros – essa ação tem como propósito apresentar resultados parciais ou finais do subprojeto; 12) Produção
conjunta do relatório final e, paralelamente, uma produção em e-book com sugestões didático-pedagógicas
direcionadas à educação de surdos (ensino de Libras, português como L2 e escrita de sinais), com usos de
TIDC e com respeito à diversidade.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Educação Bilíngue de Surdos
Curso(s) participante(s)
- (Educação Bilíngue de Surdos) 13213 - PEDAGOGIA
- (Educação Bilíngue de Surdos) 1270444 - LETRAS - LIBRAS
Etapas
- Ensino Fundamental - Anos iniciais
Modalidades
- Educação Bilíngue de Surdos
Temáticas
- Cultura Digital e Tecnologia na Educação
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:

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Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).
A proposta de um subprojeto na área de Educação Bilingue de Surdos no âmbito do Projeto Institucional do
PIBID/Edital 10/2024 caracteriza-se como avanço nas ações formativas aos licenciados de Letras-Libras e
de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) por propor a reflexão pela ação e vivência nas
escolas-campo, nos moldes de uma pesquisa-ação-colaborativa. O PIBID Educação Bilingue de Surdos
ancora-se no desenvolvimento do caráter sistêmico e relacional que nos permite entender a formação
como redes relacionais e campos de aprendizagem (Torre et al., 2008). É nesse sentido que se estrutura a
relação entre os profissionais que se estar a formar (os licenciandos), os sujeitos coformadores e
colaboradores (Coordenador de área, professor supervisor e alunas e alunos surdos dos anos iniciais do
ensino fundamental) e o objeto formativo/de estudo (o ensino e a aprendizagem das línguas para/por
surdos: Libras e português escrito). Desse modo, sendo a Educação Bilingue de Surdos discutida há pelos
menos duas décadas, no Brasil (Fernandes; Pereira; Ribeiro, 2024), tem-se o Decreto Federal nº 5.626 de
22 de dezembro de 2005 que estabeleceu a obrigatoriedade de as escolas possibilitarem aos estudantes
surdos uma educação bilíngue (Brasil, 2005), o que ainda não é uma realidade na maioria das escolas que
têm pessoas surdas em seus quadros discentes. Em vista de reforçar a necessidade da educação bilíngue
de surdos e sua consolidação, esta foi recentemente aprovada como a modalidade da educação que
contempla o ensino de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e do português escrito, os quais se dão desde a
educação infantil ao ensino superior, estendendo-se ao longo da vida (Brasil, 2021). Nesse sentido, é
indispensável que licenciandos dos Cursos de Letras-Libras e Pedagogia tenham acesso a reflexões do
referido campo na formação inicial. No cenário das universidades públicas de Alagoas, apenas a UFAL
oferta o curso de Licenciatura em Letras-Libras, não havendo dados sobre a existência de cursos de
Pedagogia Bilíngue, por exemplo. Há, portanto, uma lacuna formativa para que se efetive a Educação
Bilíngue de Surdos em Alagoas, conforme prevê a Lei de Diretrizes e Bases – LDB nº 9.394 (Brasil, 1996)
quando aponta para o respeito à diversidade humana, linguística, cultural e identitária das pessoas surdas,
surdo-cegas e com deficiência auditiva enquanto princípio da educação nacional, incluindo pela Lei nº
14.191, de 2021, que demanda profissionais com qualificação para este trabalho. O curso de Licenciatura
em Pedagogia, da UFAL, prevê como competência do egresso “disposição para trabalhar na promoção da
aprendizagem de sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano, em diversos níveis e
modalidades do processo educativo” (PPC/Pedagogia/UFAL, 2019, p. 44), o que, a partir do arcabouço
legal, abre espaço para a formação em educação bilingue de surdos. Todavia, a matriz curricular do curso
não comtempla formação específica para essa modalidade, pois os estudantes têm acesso a uma disciplina
de Libras e outra de educação especial. Por vez, o curso de Letras-Libras da Ufal defende a formação de
licenciandos que permita o desenvolvimento da “capacidade de refletir sobre os fatos linguísticos, através
da análise, da descrição, da interpretação e da explicação, à luz de uma fundamentação teórica pertinente,
tendo em vista, além da formação de usuário da língua e de leitor de mundo, a formação de profissionais
aptos a ensinar essas habilidades” (PPC/Letras/Libras/UFAL, 2016, p. 25-26) por meio de “conhecimento
dos métodos e técnicas pedagógicas que possibilitem a adequação dos conteúdos para os diferentes níveis
de ensino (transposição didática) (PPC/Letras/Libras/UFAL, 2016, p. 20). Assim, o subprojeto "Educação
Bilíngue de Surdos" do PIBID/UFAL visa ao enriquecimento da formação desses licenciandos em LetrasLibras e em Pedagogia, bem como ao fortalecimento de ambos os cursos. Além do mais, objetiva
desenvolver habilidades e características caras aos referidos PPCs para o perfil de seus respectivos
egressos: atuação com postura ética e compromisso social, com sensibilidade e conhecimento
aprofundado no que se refere às complexas e diversas realidades da sala de aula, principalmente, na
especificidade deste subprojeto, na educação de pessoas surdas para, a partir disso, promover uma prática
educativa mais inclusiva e bilíngue, que dialogue com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
da Organização das Nações Unidas (ONU): educação de qualidade (sendo a criança surda pessoa de
direito, e como tal, deve ter acesso a Libras e ao português escrito); redução das desigualdades (incluindose as desigualdades linguísticas e de acesso à informação); paz, justiça e instituições eficazes (escolas
bilíngues e que se assentem na justiça curricular [Santomé,2013]).

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Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).
O subprojeto "Educação Bilíngue de Surdos" converge com os princípios e objetivos de formação
acadêmica e cidadã apresentados nos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs) de Pedagogia e LetrasLibras da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), uma vez que possibilita o estreitamento de
pressupostos teóricos-metodológicos que envolvem a pesquisa em educação e em processos de ensinoaprendizagem de português escrito voltados e vinculados à prática docente na especificidade da promoção
da inclusão, considerando que o público diretamente envolvido é a comunidade surda. No que condiz ao
curso de Pedagogia, com sua proposta maior de formar profissionais competentes para atuar na educação
infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, bem como em gestão educacional, coloca-se como um
espaço privilegiado para a incorporação de práticas inclusivas e bilíngues que respeitem e valorizem a
Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua para boa parte das pessoas surdas e o português
escrito como segunda língua para elas. Ressalta-se que, cabe ao pedagogo a tarefa de mediar o processo
de ensino-aprendizagem inicial da escrita para/de crianças ouvintes, não devendo ser diferentes para as
crianças surdas que têm o direito de aprender o português escrito como segunda língua, sendo a Libras o
fio condutor enquanto língua de instrução. Esse enfoque se alinha com o PPC do curso de Pedagogia da
Ufal quando aponta para a formação que dê conta de “reconhecimento e respeito às manifestações e
necessidades físicas, cognitivas, emocionais e afetivas dos educandos nas suas relações individuais e
coletivas” bem como do “domínio dos modos de ensinar Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História,
Geografia, Artes, Educação Física, de forma interdisciplinar e adequada às diferentes fases do
desenvolvimento humano, particularmente de crianças” (PPC/Pedagogia/UFAL, 2019, p. 44). Ressalta-se
ainda que, tais conhecimentos têm alinhamento com as disciplinas: Alfabetização e Letramentos; Saberes
e Didáticas do Ensino de Língua Portuguesa I e II; Estágio Supervisionado em Alfabetização e Letramentos
(PPC/Pedagogia/UFAL, 2019) que, na integração dos conhecimentos sobre a Libras, no âmbito do Pibid,
fomentarão uma sólida formação, na relação teoria e prática, para a atuação competente na área de
educação bilíngue de pessoas surdas em processo de alfabetização e letramento. Por sua vez, o curso de
Letras-Libras, focado na formação de professores de Libras para atuar nos ensinos fundamental, médio e
superior, bem como em outras áreas que envolvem a comunicação e inclusão da pessoa surda, reforça
essa abordagem ao proporcionar uma formação sólida em linguística, didática e práticas pedagógicas
específicas para o ensino de Libras. Nesse sentido, o curso de Letras-Libras objetiva formar profissionais na
área do ensino da Libras, como primeira e segunda línguas, aptos a atuar interdisciplinarmente como
multiplicadores de conhecimentos e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, em
particular, da comunidade linguística usuária da Libras (PPC/Letras/Libras/UFAL, 2016). A integração dos
conteúdos dos PPCs de Pedagogia e Letras-Libras com o subprojeto "Educação Bilíngue de Surdos" permite
a construção de uma formação interdisciplinar que abrange desde a fundamentação teórica sobre a surdez
e a Libras, alfabetização e letramento, até o desenvolvimento da prática em contextos educacionais
diversos, principalmente, no que se refere ao processo de ensino-aprendizagem de português escrito para
pessoas surdas, realidade essa que causa significativo impacto social, tendo em vista o quão importante é
a leitura e escrita para nossa sociedade atual que é grafocêntrica (Soares, 2016). No curso de Pedagogia,
essa integração pode se manifestar pela relação entre as teorias acerca do ensino-aprendizagem da
escrita para/por ouvintes com os conhecimentos acerca da Libras que são aprofundados no curso de
Letras-Libras, ao se pensar a educação bilingue nas escolas-campo, na formação desses pedagogos e os
impactos no cenário educacional bilíngue em Alagoas. No de curso de Letras-Libras, a integração com os
licenciandos de Pedagogia fortalece a formação dos licenciandos de ambos os cursos, considerando que,
em sua prática, eles podem se deparar com crianças surdas em idade de alfabetização/aprendizagem do
português escrito. Integram-se, portanto, as teorias basilares de dos cursos envolvidos, sendo vivenciadas
na prática das escolas-campo e contribuindo para a formação de pedagogos e licenciados em Letras-Libras
que possam atuar nas demandas da Educação Bilíngue de Surdos.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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Considerando as demandas da atualidade no seio cultura digital, incorre pensar os processos de ensinoaprendizagem, bem como as ações formativas de professores que levem em conta o uso educacional das
tecnologias. Pensar o ensino-aprendizagem de línguas (nesta proposta, a Libras e o português escrito)
mediadas também por tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) contribui para a formação
reflexiva de professores que fazem uso das múltiplas linguagens em caráter multissemiótico em vista dos
multiletramentos (Rojo; Moura, 2012) em sentido amplo e, mais especificamente, do letramento digital. No
seio do subprojeto Educação Bilíngue de Surdos, a inserção das TDIC sugerem processos formativos que
levem em conta tais recursos tecnológicos como instrumento metodológico e/ou avaliativo, mais também
com caráter pedagógico para a formação dos licenciandos de Letras-Libras e de Pedagogia na reflexão
crítica a partir da utilização de recursos bem difundidos, assim como de alguns emergentes, a exemplo do
Padlet, recurso online que permite a construção colaborativa de murais com diversas ferramentas,
ressignificando os tão conhecidos diários de campo. Nesses moldes, a inserção de recursos tecnológicos
proposto neste subprojeto dialoga diretamente com a proposta macro do projeto institucional do
PIBID/UFAL, com os documentos orientadores do currículo da educação básica do país (Brasil, 2017) e com
as demandas sociais. Assim, o subprojeto Educação Bilíngue de Surdos adotará diversos recursos
tecnológicos no período de vigência para fortalecer a formação de docentes em nível superior e para a
melhoria da qualidade da educação básica pública brasileira, quais sejam: a) Utilização de aplicativos de
mensagens para otimizar a comunicação entre os estudantes bolsistas, os professores supervisores e os
coordenadores de área; b) Utilização de recursos tecnológicos digitais, a exemplo do Padlet para a
produção de murais interativos, ressignificando os diários de campo, as sínteses de discussões sobre os
objetos de estudos: alfabetização e letramento (Soares, 2016; 2020); rota lexical para a alfabetização
(Morais, 1985); ensino de português escrito para crianças surdas (Fernandes; Pereira; Ribeiro, 2024;
Quadros, 2006); ensino de Libras como primeira língua (2004; 2019) e; educação bilingue de surdos
(Fernandes, 2003; Costa-Silva, 2019). c) Produção de infográficos como trabalho para síntese da pesquisa
ação-colaborativa, a partir de recursos digitais como Canvas. d) Produção de vídeo com foco no Libras; e)
Utilização de jogos digitais que foquem no ensino da escrita do português e da Libras, em vista da
gameficação (Alves, 2021), entre outros. f) Utilização de plataformas digitais para reuniões e encontros
virtuais, quando necessário; g) Criação de rede social (Instagram) para a divulgação de produções
científicas, práticas pedagógicas exitosas e materiais construídos ao longo do PIBID/Educação Bilíngue de
Surdos. Para além dos recursos referidos, ao longo da implementação do projeto, outros recursos digitais
podem ser incorporados em vista das necessidades e demandas apresentadas pelos licenciados bolsistas e
pelas escolas-campo.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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As estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das atividades
no PIBID/Educação Bilingue de Surdos são: a) Reuniões mensais com os licenciandos e professores
supervisores para a discussão e reflexão acerca das perspectivas teóricas na relação com a prática que
fundamentam o projeto, quais sejam: alfabetização e letramento (Soares, 2016; 2020); rota lexical para a
alfabetização (Morais, 1985); ensino de Português escrito para crianças surdas (Fernandes; Pereira; Ribeiro,
2024; Quadros, 2006); ensino de Libras como primeira língua (2004; 2019) e; educação bilingue de surdos
(Fernandes, 2003; Costa-Silva, 2019) dentre outros. b) Encontro quinzenais com os licenciados para
orientação e acompanhamento das ações executadas nas escolas-campo. c) Encontros envolvendo
gestores das escolas-campo, licenciandos, professores supervisores e a fim fortalecer a relação escolauniversidade no processo formativo de professores pedagogos e de Letras -Libras. d) Seminários
semestrais para a socialização dos planejamentos e ações desenvolvidas nas escolas-campo ao longo do
projeto, envolvendo gestores das escolas-campo, professores supervisores, licenciandos e coordenador de
área. e) Reuniões bimestrais com os professores supervisores para o acompanhamento do planejamento e
desenvolvimento das ações nas escolas-campo, bem como para a avaliação processual da atuação e
participação dos licenciandos em Letras/Espanhol. f) Encontros trimestrais com os participantes de cada
escola-campo (licenciandos e professores supervisores) para o acompanhamento e avaliação processual
das atividades desenvolvidas no contexto educacional. g) Reuniões mensais voltadas para o planejamento
e desenvolvimento de pesquisas nas escolas-campo e produção de textos científicos (resumos, artigos e
capítulos) para participação em diferentes eventos acadêmicos.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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De forma geral, os professores-supervisores fazem o registro semanal da frequência das pibidianas e
pibidianos nas respectivas escolas-campo, quer nos momentos em sala de aula, nas reuniões de
planejamento ou reuniões para estudos dos aportes teóricos apresentados e discutidos no subprojeto; De
igual forma, nas reuniões gerais entre os núcleos, os professores-supervisores fazem o registro da
frequência das pibidianas e pibidianos de seu respectivo núcleo. No que concerne aos registros visuais e
materiais de atividades desenvolvidas nas escolas, de resultados e/ou resumos fruto dos estudos
desenvolvidos a partir aportes teóricos trabalhados etc., os professores-supervisores moderam a entrega
de relatórios mensais, ao passo em que os administram para o agrupamento e entrega de relatórios
parciais e finais, bem como designa pibidianas e/ou pibidianos responsáveis pelo compartilhamento de tais
materiais, resultados ou resumos nos perfis da rede social Intagram de seus respectivos núcleos. No que
concerne ao acompanhamento das atividades, temos: 1. Registro de frequência: de responsabilidade dos
professores-supervisores, ocorrendo, de acordo com o planejamento do encontro e/ou reunião, de forma
semanal, quinzenal, mensal, bimestral e/ou trimestral. Sobre as atividades monitoradas, feitas a partir da
participação em sala de aula, das reuniões de planejamento, das reuniões para estudos teóricos. Sobre os
procedimentos: os professores-supervisores registrarão a frequência dos pibidianos em planilhas
específicas (digitais ou físicas). Essas planilhas serão compartilhadas com a coordenação do subprojeto ao
final de cada período planejado para análise e arquivamento. 2. Reuniões gerais: de responsabilidade dos
professores-supervisores, ocorrendo, de acordo com o planejamento de cada núcleo. Para o núcleo um (1),
de forma quinzenal, mensal e/ou bimestral. Para o núcleo dois (2), mensal e/ou bimestral. Sobre as
atividades monitoradas, feitas a partir da participação nas reuniões gerais entre os núcleos. Sobre os
procedimentos: durante as reuniões gerais, os professores-supervisores farão a chamada dos pibidianos e
registrarão a presença em planilhas específicas. Essas informações serão compiladas e enviadas à
coordenação do subprojeto para avaliação contínua. 3. Registro de atividades e produções: de
responsabilidade dos professores-supervisores e pibidianos designados, ocorrendo de forma mensal para
relatórios individuais, bimestral para relatórios parciais, e ao final do período para relatórios finais. Sobre as
atividades monitoradas, feitas a partir do desenvolvimento de atividades nas escolas, resultados dos
estudos teóricos, produções materiais e visuais. Sobre os procedimentos: a) relatórios mensais: os
pibidianos entregarão relatórios mensais detalhando as atividades realizadas, desafios enfrentados e
soluções encontradas e/ou possíveis. Os professores-supervisores moderarão e compilarão esses
relatórios; b) relatórios parciais e finais: os supervisores consolidarão os relatórios mensais em relatórios
parciais (bimestrais) e um relatório final ao término do período; c) compartilhamento de materiais: os
pibidianos designados compartilharão materiais, resultados e resumos nos perfis de Instagram dos
respectivos núcleos sob a orientação dos supervisores. 4. Utilização do Padlet e Instagram: Acerca do
Padlet, tal plataforma colaborativa será usada para compartilhar e organizar materiais de estudo, registros
visuais, e produções dos pibidianos. Seu acesso se dará por todos os participantes e supervisores e nele
poderão postar e comentar nos murais. Quanto ao conteúdo, será composto pelos resumos teóricos,
registros visuais das atividades, feedback dos alunos, e discussões sobre os temas estudados. Acerca do
Instagram, tal plataforma (rede social) será usada para a divulgação e compartilhamento das atividades
realizadas no subprojeto. Pibidianos serão designados para gestão do perfil. Quanto ao conteúdo, será
composto pelas fotos e vídeos das atividades, resultados dos estudos, eventos realizados, e destaques das
produções das alunas e alunos participantes no subprojeto. E, no que concerne à frequência de postagens,
serão feitas, pelo menos, uma vez por semana, com conteúdo relevante e significativo para as metas,
objetivos e indicadores do subprojeto.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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Conforme disposto no Regulamento do PIBID, o Programa tem “por finalidade proporcionar a inserção no
cotidiano das escolas públicas de educação básica para os discentes dos cursos de licenciatura,
contribuindo para o aperfeiçoamento da formação de docentes em nível superior” (Brasil, 2024). Nesse
sentido, a proposta é que, inicialmente, sejam realizadas rodas de conversa em que os licenciandos e o
coordenador de área possam ouvir as impressões iniciais acerca da realidade escolar dos professores
supervisores, bem como suas preferências, pontos fortes e possíveis fragilidades no processo de ensinoaprendizado e as características do alunado que atendem, tendo em vista que, num contexto póspandemia, é importante se inteirar, a partir do olhar do professor supervisor, acerca das diferentes
realidades que acometem cada escola. Posteriormente, os licenciandos, acompanhados pelo coordenador
de área, farão visitas às escolas, para que tenham um primeiro contato com o estabelecimento e com as
turmas em que irão atuar. Tais visitais iniciais serão focadas na observação da realidade escolar (à
semelhança do que ocorre em etapas do Estágio Supervisionado) que possibilitarão, por sua vez, uma
espécie de diagnóstico inicial e não definitivo. Por fim, serão realizadas reuniões em conjunto (acadêmicos
e coordenador de área) para avaliar os dados obtidos e debater os melhores mecanismos de inserção, em
consonância com o que foi observado.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Teatro
Curso(s) participante(s)
- (Teatro) 41476 - TEATRO
Etapas
- Ensino Fundamental - Anos finais
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
- Educação Profissional e Tecnológica
- Educação de Jovens e adultos
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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O presente Subprojeto visa contribuir para o enriquecimento da formação dos licenciandos por meio de
uma prática artística-pedagógica com reflexão teórica acerca dos conteúdos das Artes Cênicas (Teatro,
Folguedos Cênicos Populares, Dança, Artes Circenses, Teatro de Formas Animadas e Performance) através
de atividades articuladas com as escolas de educação básica, de forma a recuperar, valorizar e ampliar a
compreensão acerca destas temáticas na docência para o bolsista e para os alunes a valorização da nossa
Arte que em partes aparece no currículo obrigatório, assim podendo cooperar sistematicamente na área
artística inserido nos parâmetros curriculares estabelecidas pelas leis vigentes. Objetivos: 1. Estudar,
experimentar e difundir além de refletir e dialogar, de forma permanente durante todo o projeto, pesquisar
e evidenciar a realidade da escola a partir da análise diagnóstica do conhecimento e da presença destas
artes cênicas no cotidiano do alunato e de sua familia, além da comunidade em que se encontra,
envolvendo as políticas educacionais (LDB, BNCC, Orientações normativas etc.) para referenciar o trabalho;
2. Proporcionar aos graduandos e graduandas, em sua formação, uma aproximação sistemática à escola
por meio de estudos, elaboração de materiais e atividades didáticas artísticas, acompanhamento do
planejamento, e experimentação/vivência da prática pedagógica artística com o acompanhamento do
professor supervisor; 3. Oportunizar aos participantes que executem ações planejadas de experiências
pedagógicas com o conteúdo de sua formação acadêmica, de sua participação nos projetos do grupo de
extensão e pesquisa que está inserido, gerando assim autonomia e apropriação de seus conhecimentos
teórico-práticos, e a constante avaliação do processo de ensino-aprendizagem. 4. Incentivar a análise
crítica e o aprimoramento da escrita e da oralidade por meio da elaboração de documentos e relativos ao
projeto em diferentes formatos, bem como das organizações e produção das apresentações artísticas
resultantes; 5. Estimular o uso dos meios tecnológicos como ferramenta auxiliar de construção,
socialização e avaliação das ações desenvolvidas no PIBID.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O subprojeto de Teatro dialoga e complementa o PPC de Teatro Licenciatura diretamente. No PPC de 2019,
o mais recente, descreve que “O diálogo entre a cultura acadêmica e a cultura de tradição popular de
Alagoas fará com que a Ufal realize uma ação direta na difusão de questões relativas aos direitos
humanos. Reconhecer e fomentar as formas e práticas culturais de populações discriminadas econômica e
politicamente significa atuar de maneira incisiva no reconhecimento do outro e de seus direitos
elementares de existência. O diálogo fomentará ainda o reconhecimento e a difusão por parte da
universidade de culturas, saberes e práticas originários das três etnias formadoras do povo alagoano, a
ameríndia, a europeia e a africana. A opção pela contextualização geográfica e cultural em tradições
populares provocará também consequências reais no fomento de ações sustentáveis no manejo de
recursos naturais e do meio ambiente” (PPC Teatro Licenciatura 2019 - Introdução). Por este motivo a
escolha de trabalhar no subprojeto com as minhas habilidades diretas e ligadas as disciplinas que leciono
está voltado ao repertório amplo das Artes Cênicas (Teatro, Folguedos Cênicos Populares, Dança, Artes
Circenses, Teatro de Formas Animadas e Performance), assim os graduandos que desenvolvem essas
habilidades em disciplinas onde o foco é a Cultura Popular, os povos formadores do estado, seus saberes e
sua relação com meio ambiente e meio digital serão contempladas. Outro trecho do PPC 2019 cito aqui
para contemplar a relação com o artista educador em seu campo de atuação “É com intuito de suprir as
lacunas presentes na atual formação educacional e artístico-cultural de professores e artistas teatrais,
inclusive com seu olhar e prática voltados à cultura popular, que acreditamos justificar-se Curso de Teatro
Licenciatura da Ufal. Desta forma alcançaremos o aprimoramento da perspectiva crítica da sociedade, por
meio do olhar que a arte, o artista e o educador têm a oferecer frente à realidade à nossa volta e oferecer
um ensino de qualidade no seu campo de atuação” (PPC Teatro Licenciatura. 2019). As disciplinas que
leciono (ACE1 e ACE 2 são de Oficinas Livres de Teatro e estão também diretamente relacionadas a prática
de construção de cursos livres e toda sua estrutura, ligadas aos estágios de docência em salas de aula e
em espaços alternativos. Aqui complemento com partes de objetivos do mesmo PPC na clausula “VII capacidade de coordenar o processo educacional de conhecimentos teóricos e práticos sob as linguagens
cênica e teatral, no exercício do ensino de Teatro, tanto no âmbito formal como em práticas não formais de
ensino; VIII - capacidade de autoaprendizado contínuo, exercitando procedimentos de investigação, análise
e crítica dos diversos elementos e processos estéticos da arte teatral. Agregam-se a estas atitudes e
competências, decorrentes do contexto educacional e cultural alagoano, presentes nos Referenciais.” (PPC
Teatro Licenciatura. 2019 – Competências e Habilidades). Ainda complementando a relação do PPC com a
vivência pedagógica que os graduandos bolsistas terão sob minha orientação e com as minhas habilidades
e disciplinas obrigatórias e eletivas que estão previstas no PPC em “Bases Curriculares para a Educação
Básica de Alagoas, e da caracterização conceitual do curso Teatro Licenciatura da UFAL: - a valorização da
arte como forma de pensamento, incluindo as artes cênicas (teatro, dança, circo, performance) e as
produções da cultura de tradição popular de maneira tão qualificada quanto as formas do saber erudito; No
que se refere às habilidades, espera-se que o licenciado em Teatro pela Ufal saiba: - colocar-se eticamente
nos diversos ambientes de trabalho por meio de discursos articulados; - realizar a transposição didática dos
conhecimentos da arte teatral e da cultura popular brasileira para ambientes de aprendizagem formal”
(PPC 2019). Com estes trechos do PPC espero ficar claro a íntima relação do subprojeto com a formação
prevista nesse documento institucional do Teatro Licenciatura de 2019.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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Após o advento da Pandemia de COVID-19 onde tivemos como única forma de comunicação pedagógica os
recursos virtuais, digitais, online síncronos e assíncronos etc. esse universo tecnológico se aproximou da
realidade nacional, apesar de não haver ainda domínio da tecnologia e conhecimento suficiente para que
os recursos se tornassem perenes na pós pandemia e tentativa de normalidade social. Para as Artes
Cênicas a tecnologia e o “mundo” virtual auxiliam em muitos aspectos, considerando os didáticos e
pedagógicos estão a oportunidade de criações artísticas virtuais, em grupo de integrantes distantes
espacialmente, recursos de IA e novos softwares para refinamento estético, bases de acervos virtuais
possíveis de serem conhecidas, a possibilidade de conhecer e manter trocas artistas internacionais, ou
mesmo nacionais que sem esse veículo seria impossível uma aproximação. A realidade de vivências
educacionais com os alunos Pibidianos será utilizada como recurso de criação, diálogos, trocas, arquivos,
acervos e disponibilização de conteúdos já existentes ou criados especificamente para o Subprojeto pelos
seus integrantes bolsistas com auxílio do coordenador e de uma equipe externa caso tenhamos junto ao
projeto. Interessante será a tentativa de registros diários de imagens e vídeos para a construção de um
registro audiovisual que percorra todo o período do Subprojeto e registre as facilidades e dificuldades
encontradas para ao final ter uma edição e se tornar um material didático de referência para as temáticas
desenvolvidas em sala de aula nas escolas e mesmo de organização do grupo pertencente ao Subprojeto.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).
O subprojeto de Teatro terá como tema centrais as Artes Cênicas assim dividido em três eixos básicos:
primeiro eixo de atividades circenses; segundo eixo de máscaras e cultura popular alagoana; e um terceiro
eixo de artes cênicas (teatro, dança, performance e teatro de animação – em específico os mamulengos
nordestinos e alagoanos). Divulgação do Projeto na Ufal e nas escolas conveniadas; Seleção dos
professores supervisores e dos monitores; Envolvimento dos alunos bolsistas com os outros projetos de
extensão e pesquisa que coordeno ou sou parceiro e que tratam destas questões que serão abordadas a
cada eixo. O Subprojeto de Teatro terá uma equipe de 28 pessoas, sendo 01 coordenador, 03 supervisores
nas escolas e 24 estudantes-bolsistas. Pretende-se que os supervisores sejam de escolas distintas para que
os bolsistas possam ter uma diversidade de referências para melhor aprimoramento e experiências das
vivências. Espera-se que cada escola participante tenha uma versão do desenvolvimento do Subprojeto
com até 8 integrantes bolsistas. Visando a integração das vivências e dos aprendizados das 03 escolas, o
Subprojeto buscará articular de forma unificada o planejamento, a execução e as avaliações das
atividades, e para tanto as estratégias a serem adotadas serão as seguintes: reuniões semanais para
acompanhamento das atividades desenvolvidas em cada escola. Nesse momento serão feitos a integração
com seus supervisores, elaboração de planos de aula, dos projetos de intervenção, de recurso estruturais e
material disponiveis a cada local da ação; diagnóstico da realidade humana que será vivenciada; Reuniões
quinzenais com toda a equipe para ajustes no planejamento, visando o cumprimento das metas dos
listadas no Projeto Institucional; Reuniões mensais com toda a equipe para planejar de forma mais global,
solucionar problemas em comum dos espaços, produção de materiais acadêmicos, relatos de experiência,
artigos, edição de matérias visuais e midiáticos etc.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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Todas as atividades pensadas e planejadas em equipe sera acompanhada pelos seus fazedores, ou seja, o
coordenador estará ciente das facilidades e dificuldades encontradas e na medida do possível tentando
propor e resolver ajustes e soluções. Os supervisores diariamente acompanharão o desenrolar na atividade
nas escolas e terão seus relatórios compartilhados a cada reunião. Assim o acompanhamento das
atividades será contínuo, tanto dos supervisores como dos estudantes-bolsistas. Além das reuniões
semanais, quinzenais e mensais descritas no item anterior, haverá um grupo de Telegram e/ou WhatsApp
para a equipe voltado exclusivamente para ações mais imediatas de acompanhamento. Será definida
como se darão as listas de frequência e resultados das atividades. O acompanhamento em todas as
atividades será essencial para garantir o ambiente de aprendizagem eficaz, estimulante e assertivo, onde
todos os alunos têm a oportunidade de desenvolver seus conhecimentos e habilidades de forma
significativa.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.
Será considerado que o componente Arte geralmente prevê apenas uma aula semanal, o Subprojeto de
Artes – Artes Cênicas será executado para além desse momento de sala de aula acompanhando os
professores de Artes, mas também em espaço outro como dentro de proposta de ensino integral,
propiciando a experiência com realidade diversa não apenas sala de aula convencional e a depender da
estrutura da escola um espaço de contínuo treino e fazer artístico cênico. Assim não irá competir com o
tempo já escasso do professor em sala de aula e irá propiciar a toda a comunidade escolar ser beneficiada
com os três eixos do Subprojeto, e como será pretendido um resultado e finalização artística da
experiência a cada semestre terá o envolvimento de toda comunidade do bairro como espectadores
alcançando assim a dimensão para além do espaço da sala de aula.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Pedagogia
Curso(s) participante(s)
- (Pedagogia) 13213 - PEDAGOGIA
- (Pedagogia) 1151166 - PEDAGOGIA
Etapas
- Ensino Fundamental - Anos iniciais
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Alfabetização
- Educação Ambiental
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
2
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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A formação docente no Brasil tem sofrido importantes transformações nas últimas décadas, a partir da LDB
9394/96 e da criação de diretrizes curriculares para essa formação pelo Conselho Nacional de Educação,
desde 2002 (MEC, 2002; 2015; 2024). Com base nos princípios apontados nesses documentos, alguns
pressupostos vêm sendo almejados para a formação docente, embora sejam muitos os desafios para
alcançá-los: a relação teoria e prática, o desenvolvimento de uma base sólida e própria de conhecimentos
pedagógicos, a capacidade de análise crítica e de investigação do fazer pedagógico, dentre outros. Alguns
estudos (Gatti, 2013; Freitas, 2014) mostram a necessidade de aprofundar o debate sobre a formação
docente e criar condições efetivas para que esses pressupostos sejam fortalecidos, prioritariamente a
partir de dinâmicas formativas que envolvam relações de colaboração entre escola e universidade, a
valorização da educação integral, a promoção de ciclos de estudos e diálogos críticos entre os diversos
sujeitos. Esses pressupostos devem ser baseados em princípios éticos e de justiça social, numa base sólida
de conhecimentos e no desenvolvimento de ações colaborativas e interdisciplinares que promovam a
inclusão e equidade social e educacional, dentre outros. Para Luis (2016), a formação docente deve
perseguir o princípio da pesquisa crítica, interrogativa, colaborativa e propulsora de conhecimentos e
práticas pedagógicas, compreendendo os professores como sujeitos epistemológicos, sociais, históricos,
políticos, culturais, com capacidade de pensar, analisar, pesquisar, propor e avaliar a prática educativa e a
si mesmos na condição de educadores. Por sua vez, o PIBID tem como pressupostos a construção da
identidade docente, a valorização da escola pública como lócus da formação e do exercício docente, além
da contribuição para a melhoria da qualidade da educação. Assim, o programa tem propiciado ricas
experiências formativas e construção de um repertório significativo de conhecimentos pedagógicos,
contribuindo para valorização dos professores e para a superação das desigualdades sociais e
educacionais. Alguns dados da educação básica mostram que os níveis de proficiência em leitura e escrita
são preocupantes e desafiam a formação docente: segundo o último IDEB divulgado, os estudantes do 5º
ano da escolas públicas de Alagoas alcançaram apenas a média de pontuação de 191,83 (Inep, 2022),
correspondente ao nível 3 numa escala de 1 a 9. Embora esses resultados sejam consequência de
problemas históricos e multifatoriais da educação brasileira e local, indelevelmente, tem na formação
docente um de seus sustentáculos. Assim, a formação do pedagogo, que atua nas etapas da educação
responsáveis pelo processo de aquisição da língua escrita, não pode se eximir da tarefa de contribuir para
superar as problemáticas relacionadas a esse processo. Nesse sentido, este subprojeto da área de
Pedagogia, intitulado “Práticas Interdisciplinares e Inovadoras de Leitura e Escrita nos Anos Iniciais do
Ensino Fundamental para a diversidade e inclusão social”, tem como finalidade trabalhar com práticas de
leitura e escrita, articulando a Língua Portuguesa às demais áreas curriculares, abordando, de forma
transversal, os temas da diversidade étnica e racial e de gênero, da educação em direitos humanos e
ambiental. Em diálogo com o Projeto Institucional do PIBID-UFAL “Formação docente crítica e reflexiva em
Alagoas: articulações teórico-práticas, diversidade, cultura, ambiente, tecnologia e pesquisa-açãocolaborativa na interface escola-universidade”, este subprojeto desenvolverá experiências pedagógicodidáticas significativas, a partir da observação sistemática da realidade das escolas parceiras, de estudos
teórico-metodológicos e de processos colaborativos de planejamento, avaliação e reflexão entre bolsistas
de iniciação à docência (ID), supervisores e coordenadoras de área. O subprojeto será fundamentado,
dentre outros, pelos estudos de Nogueira e Botelho (2023), Soares (2022), Silva (2013), Abramovich
(2006), Kleiman (2005), Lajolo (2003) e Chartier, Clesse e Hébrard (1996). Assim, o subprojeto tem como
objetivo principal contribuir de forma sistemática e orientada para a formação inicial de licenciandos,
buscando: desenvolver uma experiência formativa direta de imersão na realidade da educação básica,
especificamente nos anos iniciais do Ensino Fundamental; colaborar com os processos de formação
continuada dos supervisores; estabelecer um diálogo enriquecedor com os educadores da rede pública, por
meio da pesquisa ação colaborativa e desenvolver um conjunto de práticas pedagógicas significativas de
leitura e escrita que se fundamentam na valorização da diversidade, da cultura, do ambiente e da
tecnologia.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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Desde sua criação, o PIBID tem sido uma das principais e mais promissoras alternativas para melhorar a
atratividade do exercício docente e da escola pública, tendo papel fundamental na construção de novos
conhecimentos pedagógico-didáticos e, em especial, na construção da relação teoria e prática, numa
perspectiva de práxis pedagógica. Assim, espera-se que este subprojeto contribua para o que Gatti (2014)
chama de formação significativa, capaz de propiciar: “domínio de conhecimentos: quer em áreas de
especialidade, quer de natureza pedagógica; sensibilidade cognitiva: capacidade ampliada pela visão dos
conhecimentos em seus sentidos lógicos e sociais, em seus contextos, aliados à compreensão das
situações de aprendizagem e dos que irão aprender; capacidade de criar relacionamentos didáticos
frutíferos: ter repertório para escolhas pedagógico-didáticas, saber lidar com as motivações e as formas de
expressão das crianças e jovens; condições de fazer emergir atitudes éticas entre interlocutores” (p. 55).
Assim, uma vez que a iniciação à docência, a pesquisa sobre a prática pedagógica e a relação indissociável
entre teoria e prática têm sido reconhecidamente importantes para a elevação da qualidade da formação
docente, é fundamental que as ações do Subprojeto de Pedagogia do PIBID-UFAL dialoguem e possam
contribuir diretamente com os cursos de Licenciatura de uma maneira geral e com seus cursos específicos.
Alguns princípios presentes nos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Licenciatura em Pedagogia dos campi
A. C. Simões (Maceió) e do Sertão (Delmiro Gouveia) (Ufal, 2018; 2019) são condizentes com aqueles que
são definidos pelo PIBID, tais como: formar pedagogos numa perspectiva ética e comprometida com a
gestão democrática; desenvolver a capacidade de aprimoramento da prática pedagógica, ao “identificar
problemas socioculturais e educacionais com postura investigativa, integrativa e propositiva, em face de
realidades complexas, com vistas a contribuir para superação de exclusões sociais, étnico-raciais,
econômicas, culturais, religiosas, políticas e outras” (Ufal, 2019, p. 44); desenvolver a capacidade de
trabalhar em equipe de forma colaborativa e interdisciplinar e de desenvolver e utilizar conhecimentos
pedagógico-didáticos e tecnológicos em favor da construção de aprendizagens dos sujeitos no âmbito
escolar. Os referidos PPC apontam a relação com a escola da educação básica como um lócus fundamental
para a formação docente, sendo necessário compreendê-la, dialogar com os seus sujeitos e investigar suas
práticas pedagógicas. Além disso, os PPC dos cursos envolvidos neste subprojeto têm se preocupado com
os índices educacionais e níveis de proficiência na aquisição da leitura e escrita apresentados pelos
estudantes da educação básica, os quais vêm sendo mostrados a cada ciclo de avaliação em larga escala
no país e em Alagoas. Com base nessa preocupação, os PPC dos cursos de Pedagogia dos campi A. C.
Simões e do Sertão têm focado na formação inicial e continuada de professores com a competência para o
desenvolvimento de práticas significativas e bem sucedidas de Alfabetização e Letramento, melhorando a
qualidade da escrita e da leitura de crianças, jovens e adultos. Prova disso foi o aumento da carga horária
para componentes curriculares que envolvem os estudos e práticas no campo do ensino da língua escrita.
Desse modo, este subprojeto contribuirá com o aprimoramento da formação docente promovida pelos
respectivos cursos, fortalecendo a relação teoria e prática, o desenvolvimento conhecimentos pedagógicos
para o enfrentamento do analfabetismo e baixa proficiência em leitura e escrita, bem como a construção
de relações colaborativas com escolas da educação básica. Outrossim, tanto no que tange à especificidade
da temática, quanto aos diversos aspectos da formação docente que este subprojeto pretende
desenvolver, buscar-se-á atuar em conjunto com a comunidade universitária envolvida nos cursos que dele
fazem parte, no desenvolvimento das seguintes ações: 1 - Realizar seminários, oficinas e rodas de
conversa no âmbito dos cursos de Licenciatura em Pedagogia da UFAL para a socialização das atividades
desenvolvidas; 2 - Participar das atividades de acolhimento de novos estudantes dos cursos, para
divulgação das ações desenvolvidas e estímulo à participação no programa; 3 - Contribuir com os
processos de acompanhamento e autoavaliação dos curso, compartilhando dados e resultados do
subprojeto e participando das discussões dos respectivos colegiados e núcleos docentes estruturantes; 4 Participar de atividades conjuntas com o componente curricular de Estágio Supervisionado em
Alfabetização e Letramento e Estágio Supervisionado em Ensino Fundamental (Campus A. C. Simões) e
Estágio Supervisionado III - Ensino Fundamental (Campus do Sertão); 5 - Promover ciclos de estudos e
debates abertos à comunidade do curso e outras licenciaturas sobre formação docente e a temática do
subprojeto de Pedagogia.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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A cultura digital vem introduzindo novos modos de interação na sociedade e nos ambientes escolares, o
que acaba influenciando na comunicação e aprendizagem. Nesse sentido, as escolas precisam se preparar
para incorporar as tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) na busca por informações e
conhecimentos de forma responsável, crítica e reflexiva, conforme orientado pela Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) em relação às competências gerais da Educação Básica: “Compreender, utilizar e criar
tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas
diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações,
produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.”
(BNCC, 2018, p.09). Levando-se em consideração que o subprojeto tem como objetivo desenvolver práticas
de leitura e escrita numa perspectiva de diversidade, inclusão e interdisciplinaridade, compreende-se que
as TDIC podem incrementar algumas experiências propícias ao seu desenvolvimento, ao facilitar, por
exemplo, o acesso mais amplo à escrita, à hipertextualidade (Soares, 2002), bem como a formas
diversificadas de comunicação e a processos de escrita em colaboração. Vale ressaltar que, ao incorporar a
cultura digital nos processos pedagógicos, é necessário que as escolas parceiras disponham de
equipamentos e rede de internet com condições de uso. No entanto, em alguns casos, a utilização de
smartphones de uso pessoal pelos integrantes do subprojeto pode ser uma alternativa para acessar
algumas ferramentas, já que, em geral, as crianças (público alvo das escolas parceiras deste subprojeto)
não dispõem desses equipamentos. Dentre as possibilidades do uso pedagógico de tecnologias no
Subprojeto de Pedagogia, elencamos algumas que podem auxiliar, não só os processos vivenciados em
sala de aula com os estudantes das escolas parceiras, como também os momentos de formação: 1Utilização de plataformas de repositórios de conteúdos educacionais, tais como o EduCAPES e Portal do
Professor (MEC) para estudos e levantamento de dados sobre ferramentas pedagógico-didáticas e objetos
de aprendizagem; 2 - Visualização vídeos/filmes que abordem conteúdos a serem trabalhados nas turmas
acompanhadas pelo subprojeto; 3 - Produção de pequenos vídeos/filmes pelos bolsistas ID e/ou pelos
estudantes das escolas parceiras como parte dos projetos que serão desenvolvidos com as turmas; 4 Criação e uso de games educativos que contribuam para o caráter interdisciplinar das ações pedagógicodidáticas; 5 - Leitura de textos em plataforma online pelos estudantes das turmas acompanhadas; 6 Realização de pesquisas para estudo por parte dos bolsistas ID; 7 - Realização de atividades de
levantamento de dados em plataformas online e de criação de páginas web sobre as ações e projetos
desenvolvidos com as turmas participantes do subprojeto; 8 - Criação de textos de forma interativa e
editoração de livros com textos produzidos pelos estudantes das turmas participantes, entre outros; 9 Encontros formativos entre os integrantes de cada NID usando plataformas digitais, quando for necessário
ampliar o número de participantes e eventuais colaboradores. 10 - Manter interface entre as páginas
oficiais dos cursos de Pedagogia envolvidos no subprojeto e as páginas e redes sociais de cada NID.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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Este subprojeto baseia-se na ideia de que o ensino, a pesquisa e a extensão estão interligados e
contribuem para o aprimoramento da formação de todos integrantes do subprojeto e dos estudantes das
escolas parceiras. Para alcançar esse objetivo, pretende-se estimular a participação ativa da comunidade
escolar em diversas estratégias e promover a interação dos bolsistas ID em discussões e
compartilhamentos de conhecimentos com os supervisores, demais docentes da escola e a coordenação
de área do subprojeto. As estratégias serão desenvolvidas a partir das demandas identificadas pelos
bolsistas ID em colaboração com os professores supervisores, alinhadas com o Projeto Institucional do
PIBID-UFAL. Ressalta-se que as estratégias e outros aspectos são o escopo deste subprojeto, mas a
efetivação se dará com base na realidade vivenciada em cada contexto escolar e sala de aula, permitindo
o desenvolvimento da colaboração, autonomia, relação teoria e prática, capacidade de inovação no
processo de planejamento, execução, avaliação e reflexão sobre ações e materiais pedagógico-didáticos
propostos. Em síntese, as estratégias designadas serão baseadas na relação teoria e prática e no trabalho
colaborativo de estudo, análise, planejamento e ação-reflexão-ação. Tais estratégias serão desenvolvidas
ao longo de todo período de duração do subprojeto, embora seja necessário, no início, priorizar o processo
de estudo e preparação para início da ambientação nas escolas parceiras: 1 - Apresentação das propostas
do Subprojeto para as escolas parceiras; 2 - Realização de encontros (reuniões) com diferentes formações
e periodicidade: a) Encontros Formativos quinzenais entre coordenadora de área e bolsistas ID para
realização de estudos teórico-metodológicos no campo educacional e compartilhamento das ações; b)
Encontros Propositivos mensais com cada grupo/escola parceira (coordenadora de área, supervisor,
bolsistas ID e equipe pedagógica da escola), para estudo, planejamento e acompanhamento das ações
desenvolvidas; c) Encontros Reflexivos mensais entre coordenadora de área e os supervisores, para
estudos e compartilhamento das ações nas escolas parceiras; d) Encontros Prospectivos trimestrais com
todos integrantes de cada NID, para compartilhamento das ações e avaliação geral do subprojeto e sua
integração no curso e nas escolas parceiras; 3 - Realização de estudos teórico-metodológicos no campo
educacional, relativos à: pesquisa qualitativa em educação; métodos de estudo e escrita acadêmicos;
pressupostos e procedimentos de observação do contexto escolar e da sala de aula; BNCC; Didática,
interdisciplinaridade e planejamento; Diversidade e práticas inclusivas em Educação, Letramentos e
práticas de leitura e escrita; Literatura e outros gêneros textuais na escola, dentre outros; 4 - Ambientação
nas escolas parceiras, por meio de diagnóstico detalhado, nos aspectos institucionais, pedagógicos, infra
estruturais e sobre a comunidade escolar. O diagnóstico terá especial atenção para a identificação dos
espaços que possam ser propícios ao trabalho com práticas de leitura e escrita, potencializando a
diversidade e a interdisciplinaridade, a exemplo de bibliotecas, laboratórios de informática, auditórios,
quadras esportivas e pátios que possam abrigar momentos de integração, apresentação e socialização das
ações desenvolvidas; 5 - Observação participante e registro de aulas para imersão no cotidiano das turmas
participantes e como diagnóstico para subsidiar os planos de trabalho dos bolsistas ID; 6 - Participação em
reuniões pedagógicas e demais atividades da escola que propiciem melhor conhecimento da realidade e
envolvimento do PIBID com a comunidade escolar; 7- Planejamento semanal coletivo e colaborativo em
cada escola parceira, envolvendo supervisores e bolsistas ID; 8 - Desenvolvimento de projetos de trabalho
interdisciplinares e inovadores envolvendo práticas de leitura e escrita nas turmas/escolas parceiras, a
partir do planejamento coletivo e colaborativo entre bolsistas ID e supervisores; 9 - Produção de
instrumentos educacionais e recursos didáticos, tais como materiais didáticos, atividades, jogos, mídias,
artefatos para ambientação da sala de aula, etc., com base nos planos individuais e coletivos dos bolsistas
ID; 10 - Organização de pequenos eventos ou exposições de ações desenvolvidas em cada escola parceira,
envolvendo a comunidade escolar como um todo; 11 - Sistematização e registro individual das
experiências desenvolvidas, por meio de diário reflexivo e produção do portfólio mensal; 12 - Participação
em eventos locais do Curso de Pedagogia, de outras licenciaturas e do PIBID para apresentação de
trabalhos e compartilhamento de ações desenvolvidas no subprojeto; 13 - Produção de, pelo menos, 1
artigo ou trabalho completo (individual ou coletivo) sobre as experiências e reflexões desenvolvidas para
apresentação em evento regional, nacional e/ou internacional pelos bolsistas ID, supervisores e
coordenadoras de área.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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Para que um subprojeto como este alcance resultados que impactem positivamente na elevação da
qualidade da formação dos envolvidos, em função da diversidade dos integrantes (estudantes das escolas,
bolsistas ID, professores da Educação Básica - supervisores e professores formadores - coordenadores de
área e colaboradores), é necessário que o processo de acompanhamento e avaliação ocorra ao longo de
todo o seu desenvolvimento. Além disso, é necessário que esse processo ocorra em diferentes níveis: no
âmbito de cada NID como um todo e em cada escola parceira e de maneira que o diálogo, as trocas de
experiências e o planejamento e avaliação das ações sejam realizados, ora entre pares do mesmo
grupo/escola parceira, ora entre diferentes sujeitos participantes do NID. E considerando-se o caráter
formativo do PIBID, só há sentido em se falar de avaliação se a mesma estiver a serviço da construção da
identidade docente, da capacidade de desenvolver conhecimentos pedagógicos e da construção de uma
experiência docente autônoma, criativa, crítica e humanizadora. Assim, a avaliação precisa se constituir
como processo de interrogar e interrogar-se (Esteban, 2001), buscando atuar de maneira dialógica, crítica,
diagnóstica e formativa (Hadji, 2001; Luckesi, 1995) na busca do aprimoramento das ações e das pessoas.
Mesmo com as estratégias básicas previamente definidas, cada grupo/escola parceira vivenciará ações e
experiências diferenciadas e é necessário que essas trajetórias específicas sejam respeitadas e
reconhecidas em sua diversidade. Esse é um dos aspectos mais significativos do PIBID e que vem
contribuindo para a elevação da qualidade da formação de futuros licenciandos: a capacidade de dialogar
com as realidades específicas, promover a autonomia e colaboração entre bolsistas ID e supervisores,
definindo as propostas mais pertinentes para cada escola parceira. Assim, o acompanhamento/avaliação
será processual, qualitativo e crítico-reflexivo, considerando-se os seguintes critérios: participação ativa no
desenvolvimento das ações; senso colaborativo; senso crítico; estudo sistemático; desenvolvimento de
ações pedagógico-didáticas significativas, relação teoria e prática e escrita assídua e reflexiva. Esse
processo de acompanhamento e avaliação ocorrerá por meio de: 1 - Participação nas reuniões regulares do
NID (os encontros formativos, reflexivos, propositivos e prospectivos); 2 - Processo permanente de
sistematização e análise das ações, por meio de: diários reflexivos de campo, registros fotográficos e
audiovisuais, construção mensal de portfólio individual, baseado no modelo de relatório da Capes; 3 Elaboração, acompanhamento e avaliação dos planos individuais de trabalho dos bolsistas ID, com base
nos diagnósticos das escolas parceiras e turmas acompanhadas; 4 - Comunicação ativa por meio de
Grupos de WhatsApp (coordenadora de área e bolsistas ID; coordenadora e supervisores; supervisores e
bolsistas ID); 5 - Criação de página web para divulgação das atividades pedagógico-didáticas, participações
em eventos, momentos formativos, dentre outros desenvolvidos por cada NID; 6 - Processo de avaliação e
autoavaliação desenvolvido por meio de: a) elaboração dos relatórios mensais no formato de portfólios; b)
participação dos encontros formativos, reflexivos, propositivos e prospectivos; c) questionários de
autoavaliação com aplicação anual e d) acompanhamento das listas de frequência para verificação da
assiduidade. 5 - Sistematização e/ou socialização das experiências em eventos locais do PIBID-UFAL, bem
como em outros eventos locais, regionais ou nacionais.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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O processo de imersão dos bolsistas ID no contexto escolar será norteado por uma concepção de formação
que contribua para o desenvolvimento dos sujeitos participantes, numa perspectiva de “reflexão
colaborativa”, ao oportunizar: “Problematizar, analisar e compreender suas próprias práticas, de produzir
significado e conhecimentos que permitam orientar o processo de transformação das práticas escolares,
gerando mudanças na cultura escolar, criando comunidades de análise e investigação, crescimento
pessoal, compromisso profissional e práticas organizacionais participativas e democráticas”. (Pimenta,
2005, p. 529) É fundamental que, de um lado, os bolsistas ID de Pedagogia tenham uma visão abrangente
da escola, enxergando-a como um ambiente de pesquisa, aprendizado e prática pedagógica, promovendo,
assim, o interesse pela carreira de professor. De outro lado, espera-se que os supervisores e colaboradores
da escola parceira ampliem seus conhecimentos pedagógicos e desenvolvam-se cada vez mais como
profissionais críticos e autônomos. Desse modo, os bolsistas ID de Pedagogia serão integrados ao ambiente
escolar seguindo as etapas a seguir: 1 - Preparação Inicial (6 semanas): • Encontros Formativos semanais
dos bolsistas ID com a coordenadora de área e professores colaboradores para: a) conhecer o subprojeto;
b) formação dos grupos de cada escola parceira; c) realizar estudos teórico-metodológicos sobre pesquisa
qualitativa em educação, pesquisa ação colaborativa; observação participante, estudo e escrita
acadêmicos, diários etnográficos de campo; d) discutir as orientações metodológicas para o processo de
ambientação na escola parceira; e e) conhecer os documentos necessários para o início das atividades; •
Encontros Reflexivos semanais (formação continuada) entre os supervisores e a coordenadora de área e
professores colaboradores para: a) conhecer o subprojeto; b) realizar estudos teórico-metodológicos sobre
a iniciação à docência e pesquisa ação colaborativa e c) conhecer os documentos necessários para o início
das atividades; • Realização do primeiro encontro nas escolas parceiras, a fim de apresentar os grupos de
bolsistas ID ao supervisor e à equipe pedagógica, bem como apresentar a proposta do subprojeto. 2 Ambientação na Escola Parceira (a partir da 7ª semana) • Observação e levantamento de dados sobre as
escolas parceiras e as respectivas comunidades escolares, para interação e diagnóstico de sua realidade; •
Análise dos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas parceiras; • Observação e acompanhamento das
atividades do professor supervisor, buscando compreender e vivenciar o trabalho docente; • Participação
em encontros regulares com o professor supervisor e coordenação do PIBID; • Contribuição no
planejamento, discussão e colaboração na elaboração e execução de intervenções na sala de aula; •
Desenvolvimento de plano de trabalho individual ou coletivo, prevendo ações pedagógico-didáticas de
leitura e escrita numa perspectiva interdisciplinar, inovadora, inclusiva e de respeito à diversidade étnica e
racial e de gênero; • Avaliação, reflexão e ajuste das ações realizadas; • Presença em reuniões com pais,
mestres e no Conselho Escolar; • Criação e utilização de recursos pedagógico-didáticos; • Apresentação
para a comunidade local das atividades desenvolvidas no subprojeto. 3 - Formação na Universidade (ao
longo de todo projeto) • Encontros Formativos entre bolsistas ID e coordenadora de área para estudos e
compartilhamento das ações do NID; • Encontros Reflexivos para estudos, avaliação e compartilhamento
de ações entre os supervisores e coordenadora de área do NID; • Encontros Propositivos para
planejamento e avaliação das ações realizadas em cada escola parceira do NID, envolvendo bolsistas ID,
supervisor e coordenadora de área; • Encontros Prospectivos para avaliação geral e redirecionamentos das
ações com todos integrantes do NID; • Trocas de experiências, oficinas e compartilhamento de ações do
subprojeto colegiado e NDE do curso de Pedagogia, professores e estudantes desse curso e das demais
licenciaturas; • Participação em eventos locais do PIBID-UFAL e outros eventos na área da Educação; 4 Sistematização, Análise e Socialização das Ações (ao longo de todo projeto) • Elaboração de portfólio ao
longo do projeto relatando mensalmente as ações desenvolvidas; • Participação em eventos do Curso de
Pedagogia e do PIBID, bem como de outros eventos, apresentando comunicações orais, pôsteres, oficinas,
minicursos, etc.; • Divulgação das ações do NID, por meio de página da web e Instagram; • Elaboração de,
pelo menos, 1 artigo, capítulo de livro ou trabalho completo de evento, por todos integrantes do NID, de
forma individual ou coletiva.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não

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- Alfabetização
Curso(s) participante(s)
- (Alfabetização) 13213 - PEDAGOGIA
- (Alfabetização) 1151166 - PEDAGOGIA
- (Alfabetização) 1151779 - PEDAGOGIA
Etapas
- Ed. Infantil
- Ensino Fundamental - Anos iniciais
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Alfabetização
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
4
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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Emitido em: 25/07/2024 17:22

O subprojeto “(Co)formação de pedagogos(as) alfabetizadores(as) no contexto da Educação de Alagoas:
pesquisa-ação-colaborativa na interface escola-universidade”, proposto ao edital nº 10/2024, está
integrado ao Projeto Institucional do Programa de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID-UFAL), denominado:
Formação docente crítica e reflexiva em Alagoas: articulações teórico-práticas, diversidade, cultura,
ambiente, tecnologia e pesquisa-ação-colaborativa na interface escola-universidade. Uma proposição que
emerge a fim de potencializar a formação inicial de professores nos cursos de Pedagogia, elevando a
qualidade no processo de ensino e aprendizagem da leitura e cultura escrita, mormente, na Educação
Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, objetiva fomentar a formação de pedagogos(as) com
experiências de ensino, pesquisa e extensão no campo da alfabetização e letramento, numa perspectiva
de pesquisa-ação-colaborativa e de coformação em escolas públicas de educação infantil e do ensino
fundamental. Com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9394/96), nas Diretrizes Curriculares
Nacionais para Educação Básica (2013), no Plano Nacional da Educação (2014) e na Base Nacional Comum
Curricular (2017), este subprojeto busca que os(as) licenciandos(as) compreendam que a leitura e a escrita
são representações sociais, construto sociohistórico do patrimônio cultural da humanidade e se constituem
como um direito da criança. Assim, a alfabetização e o letramento é um processo que integra o espaço
escolar articulando linguagens em que as crianças podem se expressar e se desenvolver, constituindo
marcas e cultura no mundo. Trilhamos uma perspectiva de formação de pedagogos(as) que compreende
os objetivos das etapas educacionais, e, ao mencionar a alfabetização na educação infantil “[...] não se
trata de acelerar nada, nem de substituir a tarefa de outras etapas [...]; trata-se, simplesmente, de tornar
natural o ensino e a aprendizagem de algo que coexiste com as crianças, que interessa a elas, que está
presente em sua vida e na nossa e que não tem sentido algum ignorar” (Solé, 2003, p. 75). Com a
finalidade de desenvolvimento integral, o trabalho do(a) professor(a) com as crianças pequenas não tem a
alfabetização como prioridade, mas inserir e aproximar, os pequenos, da linguagem oral e escrita,
garantindo “[...] processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e aprendizagens de
diferentes linguagens” (Brasil, 2010, p. 20). Em articulação, para o Ensino Fundamental nos anos iniciais,
os(as) licenciandos(as) poderão vivenciar e produzir, conforme preconiza a BNCC, “[...] um conjunto de
práticas, nos dois primeiros anos desse segmento, o processo de alfabetização deve ser o foco da ação
pedagógica” (Brasil, 2017), especialmente, aquelas relativas às culturas infantis tradicionais e
contemporâneas. Tais ações coadunam com o Parecer CNE/CEB nº 11/2010, ao apontar que “[...] os
conteúdos dos diversos componentes curriculares [...], ao descortinarem às crianças o conhecimento do
mundo, por meio de novos olhares, lhes oferecem oportunidades de exercitar a leitura e a escrita de um
modo mais significativo” (Brasil, 2010, p. 22). Destacamos que os licenciandos também estarão
experienciando ações didático-pedagógicos, fortalecendo os objetivos do Compromisso Nacional Criança
Alfabetizada, com o trabalho colaborativo entre a Universidade e as escolas parceiras, na formulação de
práticas para “[...] recomposição das aprendizagens, com foco na alfabetização e na ampliação; no
aprofundamento das competências em leitura e escrita das crianças matriculadas na rede de ensino até o
final dos anos iniciais do ensino fundamental” (MEC, 2023). Buscaremos, que os licenciandos apreendam
que, enquanto professores(as) alfabetizadores(as), precisam efetivar um trabalho pedagógico integrando
alfabetização e letramento, de maneira que as crianças possam fazer o uso social da leitura e da escrita,
pois, como nos lembra Soares (2003, p. 23), “[...] letrar é mais que alfabetizar, é ensinar a ler e escrever
dentro de um contexto onde a escrita e a leitura tenham sentido e façam parte da vida do educando”,
perspectiva que nos convida a realizar interações com as crianças e os espaços escolares na constituição
de propostas colaborativas que fortaleçam a qualidade no processo de ensino e da aprendizagem. É com
esse intuito que o subprojeto fortalece a formação inicial dos pedagogos, vislumbrando no encontro entre a
Universidade e as escolas as distintas possibilidades de trabalho colaborativo com a alfabetização e o
letramento, mediadas por práticas inovadoras qualitativas e contextualizadas nas escolas das regiões
sociogeográfica do litoral, agreste e sertão alagoano. A tessitura de diálogos com os profissionais das
instituições, os estudos formativos e as experiências de coformação engendram uma formação dinâmica,
ativa e valorativa na relação teoria/prática, oportunizando maior qualidade na atuação profissional.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O subprojeto da área de Alfabetização, que objetiva fomentar a formação de pedagogos(as) com
experiências de ensino, pesquisa e extensão no campo da alfabetização e letramento, numa perspectiva
de pesquisa-ação colaborativa e de coformação em escolas públicas de educação infantil e do ensino
fundamental, encontra-se em consonância com os princípios e fundamentos epistemológicos, teóricos,
políticos e práticos pedagógicos dos projetos de cursos de licenciatura em Pedagogia, da Universidade
Federal de Alagoas, ratificando sua missão institucional: “Considerando a missão da UFAL, o Curso de
Pedagogia Licenciatura busca consolidar os seus objetivos na relação indissociável entre ensino, pesquisa e
extensão, [...] nas áreas de conhecimento que fundamentam a Educação e a Pedagogia" (UFAL, 2018a, p.
36). Desse modo, os PPCs estabelecem como perfil para o egresso uma formação profissional que concebe
o fenômeno educativo como processo histórico, dinâmico e diversificado, respondendo criticamente aos
desafios que a sociedade lhe coloca; estabelece a atuação de forma reflexiva, crítica, cooperativa, com
ética e conhecimento fundamentado, com habilidades para levantar problemas e, principalmente, propor
alternativas de intervenção para a educação básica no Brasil e, de forma mais específica, na educação do
estado de Alagoas (UFAL, 2018a; 2018b; 2019). Considera a docência enquanto base da identidade do(a)
Pedagogo(a) e exige o entendimento da amplitude de sua configuração, a qual não se restringe a uma
atuação profissional centrada na epistemologia da prática e no imediatismo pedagógico, tão em voga nas
reformas das políticas de formação docente a partir dos anos de 1990 (Scheibe, 2007; UFAL, 2019). Novos
desafios são apresentados aos cursos de Pedagogia, dentre eles: a premente necessidade de alfabetização
e letramento de crianças, na perspectiva do direito à educação, em um mundo em constante
transformação. Desse modo, os PPCs/UFAL reafirmam que o perfil do(a) Pedagogo(a) a ser formado/a está
norteado por um projeto formativo de docência entrelaçado à qualidade da educação em sua totalidade,
por isso, não é uma formação neutra, mas permeada por determinantes de diversas ordens, discutidos e
problematizadas no percurso formativo dos cursos, expresso nas suas matrizes curriculares. Assim, esse
subprojeto busca atender as diretrizes do Edital do PIBID (2024), o Compromisso Nacional Criança
Alfabetizada (2023) e os PPCs de Pedagogia (UFAL, 2018/2019) ao priorizar como lócus de formação e
atuação docente as escolas de educação pública, especialmente àquelas que atendem crianças na
educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental. Pretende, ainda, possibilitar aos licenciandos a
vivência no ambiente escolar, sobretudo, na prática pedagógica docente de forma sistemática e orientada,
dando ênfase aos estudos de Alfabetização e Letramento. Além disso, apresenta uma perspectiva de
formação em que busca refletir, incentivar, problematizar, analisar e atuar, junto com os(as)
professores(as) das escolas parceiras, acerca dos processos de planejamento, metodologias pedagógicas,
produção de material didático e pedagógico e avaliação dos processos de ensino e aprendizagem, pautada
numa perspectiva gnosiológica vislumbrada por Freire (1996), que compreende o ensinar, o aprender e o
pesquisar com autonomia, além da consciência da diversidade e do respeito às diferenças étnico-racial, de
gêneros, sexualidade, faixas geracionais, religiões, necessidades da pessoa com deficiência, dentre outras,
com a consciência da preservação e cuidado com a natureza ambiental ecológica (PPCs/UFAL). Nestes
termos, ressalta a relevância da formação de pedagogos(as) comprometidos(as) com a realidade social e
educacional em que estão inseridos (as). O subprojeto dialoga e responde a uma demanda social de
alfabetização no contexto do estado de Alagoas, considerando que o mesmo apresenta indicadores
educacionais de alfabetização que precisam ser melhorados e ampliados, sobretudo, considerando o
contexto de pós-pandemia do Covid-19, que apresenta um grande obstáculo para a alfabetização das
crianças nas escolas regulares. Dados divulgados pelo MEC revelam que apenas 44% das crianças das
redes públicas alagoanas alcançaram o nível de alfabetização definido pelo INEP para o 2º ano do ensino
fundamental (MEC, 2023). Este dado amarga a realidade educacional do estado e apresenta um desafio
para os governos, universidade e escolas, no que tange à ampliação de ações e projetos que contribuam
com a melhoria dos processos de aprendizagem na perspectiva do direito à alfabetização e na formação
docente em bases sólidas, investigativas e interdisciplinares, tanto inicial e continuada, numa abordagem
para além dos indicadores educacionais. Eis o desafio que o subprojeto Alfabetização da UFAL pretende
enfrentar a partir da formação inicial docente articulada aos Projetos Pedagógicos dos cursos de
Pedagogia.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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A temática da cultura digital é um dos principais temas e desafio vivenciados pelos(as) professores(as)
inseridos nas escolas de educação básica e na Universidade. A Base Nacional Comum Curricular (2017)
estabelece a cultura digital como uma das competências gerais que contribuem para consolidar a proposta
de educação integral expressa no documento. Ela preconiza as bases para o uso da tecnologia e suas
implicações éticas, sociais e culturais. Inclusive, faz alusão a cultura digital, na competência 5, a partir dos
seguintes objetivos: compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de
forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais, incluso, as práticas vivenciadas
nas instituições escolares, para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos,
resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva (BNCC, 2017). Entretanto,
a vivência total da cultura digital é, ainda, um obstáculo a ser superado pelos governos na relação com as
escolas, frente às dificuldades que se vivenciam em relação à conectividade e as condições
infraestruturais. Não obstante, o subprojeto de Alfabetização (PIBID/UFAL) reconhece a relevância social e
educacional de consolidar a cultura digital nas suas práticas pedagógicas e formativas com os
licenciandos(as) na formação inicial e de forma colaborativa com os professores das escolas parceiras,
compreende a necessidade de incorporar o uso integrado de tecnologias da informação e sua mediação na
produção e utilização como recursos didáticos, organizados em diferentes suportes. Destarte, as
tecnologias da informação e da comunicação estarão integradas às propostas formativas e no processo de
ensino e aprendizagem do subprojeto de Alfabetização/PIBID/UFAL, mediante utilização de aprendizagem
móvel, através do uso de celulares, computadores, jogos e vídeos. Serão utilizadas as Metodologias Ativas,
integradas às Novas Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (NTDIC). Nas atividades
didático-pedagógicas propostas, destacamos o uso das ferramentas dos Ambientes Virtuais de
Aprendizagem (AVA), mecanismo facilitador na promoção de uma aprendizagem híbrida, colaborativa e
ativa, assim como prevê a realização das seguintes atividades formativas: - Realização de pesquisas e
levantamento de dados bibliográficos no portal de periódicos da Capes, Banco de Teses e dissertações,
Google acadêmico, Base Scielo, entre outros sites e bases de dados que apresentem produções científicas,
a fim de compor um acervo de estudos referente à alfabetização e ao letramento; - Utilização de celulares,
câmeras e gravadores para registrar as produções e atividades do subprojeto, para posteriores análises,
atendendo a utilização ética dos materiais registrados; - Utilização de serviços de armazenamento dos
documentos, fotografias, gravações e demais registros do subprojeto, em aplicativo de nuvem como
Google Drive, Dropbox ou SharePoint, para criar um repositório coletivo, de modo a subsidiar os estudos,
reflexões e análises para produção de materiais a serem publicizados em artigos acadêmicos; - Usar
ferramentas como Google Docs ou Microsoft OneNote para facilitar a colaboração entre o grupo na criação
de projetos de escrita ou na construção e revisão de textos construídos de forma interativa e colaborativa;
- Utilização de aplicativos que auxiliem na produção de conteúdos a serem discutidos com os(as)
licenciandos(as) e professores(as) supervisores(as), a exemplo do Canva, dentre outros aplicativos que
contribuam para qualidade dos materiais produzidos; - Realização de encontros formativos, reuniões
virtuais entre os participantes dos Núcleos do subprojeto que se situam em Maceió, Arapiraca e no Sertão,
para estreitar a parceria na efetivação do subprojeto, com a utilização da ferramenta plataforma Meet; Encontros formativos e eventos online com pesquisadores e equipes dos núcleos e escolas parceiras, para
apresentação e discussões de concepções e práticas de alfabetização e letramento, utilizando as
ferramentas de transmissão online Streamyard, Zoom, Youtube, dentre outras disponíveis; - Utilizar
recursos audiovisuais para auxiliar no desenvolvimento de atividades de alfabetização e letramento com as
crianças. Por exemplo, vídeos educativos, músicas, curtas, imagens, jogos educativos, entre outros que
apresentem conceitos de alfabetização de maneira estimulante e contribua para o processo de
aprendizagem significativa, dinâmica e construtiva; - Criação de um perfil no Instagram para compartilhar
práticas bem sucedidas de alfabetização, inspirando demais professores. Há inúmeras possibilidades de
uso da tecnologia da comunicação e informação que serão e poderão ser potencializadas com a realização
do subprojeto que serão planejadas pela equipe de coordenação dos Núcleos.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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O encontro entre a formação inicial e o exercício profissional nas escolas de educação básica,
proporcionados pelo PIBID, auxilia a superar as justaposições entre a teoria e prática e a relação entre a
Universidade e escolas, em um cenário colaborativo em que os participantes podem expressar suas
perspectivas e saberes, em interações, diálogos e construção coletiva de conhecimentos. Para o
desenvolvimento desse subprojeto, entendemos as narrativas e ações dos(as) licenciandos(as),
professores(as) supervisores(as), coordenadores(as) de áreas e crianças das escolas parceiras como
essenciais no itinerário de planejar, refletir, executar e recriar ações pedagógicas. Um trabalho que
considera as particularidades dos sujeitos envolvidos, buscando alternativas de comunicação, respeito,
cooperação e participação para o desempenho de práticas de alfabetização e letramento significativas.
Franco (2005), ao mencionar o trabalho coletivo corrobora com a premissa de considerar a voz de todos os
sujeitos, em relações democráticas e participativas de modo valorativo. Reafirmamos a relevância das
trocas formativa entre a Universidade com os espaços de atuação profissionais em base ética e princípios
democráticos. Uma proposição que visa o amadurecimento profissional e ampliação da qualidade da
formação inicial, tornando-se espaço de pesquisa, extensão e autoria didático-pedagógica. Desse modo,
tecemos algumas estratégias, que não se concretizam linearmente, mas com interações que conduzem ao
desenvolvimento do subprojeto: - Diálogo construtivo com a coordenação institucional do PIBID/UFAL para
alinhamento das ações, conforme os objetivos do projeto institucional; - Parceria com as Secretarias de
Educação dos municípios envolvidos (Maceió, Arapiraca e Delmiro Gouveia), a fim de considerar a
organização, proposta curricular, necessidades formativas e proposições para o desenvolvimento do
programa nas escolas de educação infantil e ensino fundamental; - Consolidar a parceria com as escolas
integrantes do subprojeto, com visitas e diálogos com a equipe pedagógica sobre o espaço, o currículo e os
educadores, constituindo relações de colaboração e formação; - Encontros de estudos teóricometodológicos acerca da alfabetização e do letramento, a considerar a realidade dos contextos
educacionais, os temas geradores das experiências e as inquietações dos(as) licenciandos(as) e
professores(as) supervisores(as) para (re)significação e recriação das práticas pedagógicas. Cabe salientar
que, nos estudos iniciais, analisaremos as proposições desse subprojeto e o caminho para sua execução
alinhado as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Básica e a Base Nacional Comum Curricular; Reuniões semanais de planejamento das atividades com professores(as) supervisores(as),
coordenadores(as) de área e licenciandos(as), discutindo ações inovadoras, que atendam as singularidades
das crianças nas turmas de referência, os objetivos de desenvolvimento e aprendizagem dos campos de
experiência e as áreas de conhecimento da BNCC; - Inserção orientada e supervisionada dos(as)
licenciandos(as) dos Cursos de Pedagogia nas escolas parceiras de educação infantil e ensino fundamental,
para realização de observações e desenvolvimento de atividades pedagógicas e realização de
diagnósticos. A imersão nas escolas possibilitará que os(as) licenciandos(as) vivenciem o cotidiano
educacional, compreendendo a dinâmica escolar, com participação ativa em colaboração com os(as)
professores(as) supervisores(as); - Desenvolvimento de práticas docentes pelos(as) licenciandos(as) a
partir dos planejamentos elaborados em grupo, sob o acompanhamento dos(as) professores(as)
supervisores(as) e orientação dos coordenadores(as) de área, para que experienciem o magistério e
compreendam as singularidades do trabalho docente; - Construção de diários reflexivos de atividades
desenvolvidas pelos(as) licenciandos(as), professores(as) supervisores(as) e coordenadores (as), de modo
a contribuir com o desenvolvimento da investigação colaborativa, resultando em produções de artigos
científicos a serem publicados em revistas, períodos acadêmicos e apresentados em eventos; - Avaliação
formativa contínua, em encontros que os(as) licenciandos(as) e professores(as) possam relatar suas
experiências, identificando a progressão das ações, as possibilidades, os limites e as necessidades de
reorganizar os caminhos trilhados no subprojeto; - Compartilhamento dos resultados, das experiências e
práticas desenvolvidas, com apresentações em seminários e eventos científicos internacionais, nacionais e
regionais de formação de professores; - Promoção de seminários de iniciação à docência na área de
alfabetização, para que os(as) licenciandos(as), professores(as) supervisores(as) e coordenadores(as) de
área discutam com a comunidade acadêmica os resultados do subprojeto, visibilizando as ações exitosas
na perspectiva do direito à alfabetização.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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Ao considerarmos o trabalho colaborativo como central nas nossas ações, entre professores(as),
licenciandos(as) e toda equipe do subprojeto, tomamos como pressuposto uma avaliação formativa e
contínua, para além da medição de conhecimentos factuais, em que seja possível uma reflexão crítica
sobre o andamento do programa. De tal modo, a troca interativa entre os participantes do subprojeto
possibilitará a utilização de diversidades de instrumentos para uma visão mais abrangente das habilidades
e competências desenvolvidas. Em diferentes momentos, utilizaremos práticas e atividades que poderão
acompanhar e avaliar o progresso dos(as) coordenadores(as), licenciandos(as) e supervisores(as) com o
processo de alfabetização nas escolas, entre elas: - Encontros semanais, alternando reuniões na
Universidade e nas instituições envolvidas, para estudos, relatos de experiências, diálogos formativos,
autoavaliações, tomadas e ajustes de decisões pedagógicas; - Visitas periódicas às instituições parceiras,
para a promoção de diálogo com a gestão e coordenação pedagógica, visando a colaboração e o
estabelecimento de um coletivo potente, no acompanhamento dos(as) licenciandos(as) ao longo do
programa; - Visitas periódicas das coordenadoras de área às instituições parceiras para acompanhar a
imersão e processos vivenciados pelos(as) licenciandos(as) no cotidiano das escolas; - Reuniões com os(as)
professores(as) supervisores(as), para dialogar sobre a frequência, assiduidade, postura ética profissional,
atividades realizadas e desenvolvimento profissional dos(as) discentes no interior das salas de referência,
assim como a atuação da coordenação de área e supervisores/as; - Encontros entre os participantes dos
núcleos do Subprojeto para planejamento, monitoramento e avaliação dos planos de trabalho; - Feedback
aos licenciandos(as) quanto ao desempenho e atendimento aos objetivos programa; - Produção de
documentação pedagógica, reunindo registros diversos como fotografias, filmagens e descrições que
permitam conhecer, escutar e compreender a relação das crianças com a alfabetização; - Produção de
diários reflexivos com impressões das experiências de iniciação à docência; - Produção de memorial
reflexivo por coordenadores(as) de área, supervisores(as) e licenciandos(as), articulando o vivido na
experiência do subprojeto e os significados atribuídos nas ações formativas, de modo a contribuir na
mudança do trabalho pedagógico com redimensionamento da atuação; - Produção de artigos acadêmicos
de experiência a partir dos resultados das atividades de alfabetização desenvolvidas; - Elaboração de
relatórios técnicos com as ações, encaminhamentos e progressos do subprojeto; -Produção de textos e
postagens para divulgação nas redes sociais (Instagram, blog, Youtube) sobre as experiências exitosas e
inovadoras de alfabetização, ressaltando a mediação do uso pedagógico das tecnologias digitais; Realização de seminários de iniciação à docência na área de alfabetização, para avaliação das práticas
pedagógicas desenvolvidas, repercussões e implicações na formação dos estudantes e impactos do
subprojeto nas escolas participantes e no Curso de Pedagogia.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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A partir de ações plurais para uma formação inicial de pedagogos(as) de forma contextualizada,
sistemática e orientada nos fundamentos e conhecimentos históricos, políticos, ético-filosóficos,
pedagógicos e saberes e fazeres da docência (Nóvoa et al., 2000; ANFOPE, 2024; PIBID, 2024), este
subprojeto busca contribuir para superar a histórica dicotomia da relação teoria e prática que envolve a
relação Universidade e escola, considerando o dizer de Freire (2000, p. 102) “A teoria sem a prática vira
‘verbalismo’, assim como a prática sem teoria vira ativismo. No entanto, quando se une a prática com a
teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora da realidade”. Em consonância com os pressupostos
do edital (PIBID/2024) e com ênfase numa ação criadora e transformadora da realidade, o propósito deste
subprojeto é aproximar efetivamente os(a) licenciandos(as) com a cultura escolar instituída e instituinte
(Libâneo, 2000), contribuindo para desconstrução de estereótipos sobre o trabalho pedagógico docente.
Comungamos com Gatti (2011, p. 49) ao afirmar que “[...] a formação é um processo contínuo de
construção de uma prática docente qualificada e de afirmação da identidade, da profissionalidade e da
profissionalização dos professores”. Por conseguinte, o exercício da docência carece de uma formação
diversificada que permita aos licenciandos(as) a tessitura de diálogos com profissionais e instituições
educativas, relacionando saberes, experiências e metodologias, capazes de compor movimentos dinâmicos
e participativos. Destarte, Lüdke e Rodrigues (2010) ressaltam a escola como espaço fundamental para a
formação profissional, enfatizando a necessidade de parcerias entre Instituições de Ensino Superior (IES) e
escolas de educação básica. A colaboração entre IES e escolas proporciona uma troca mútua de
conhecimentos, em que coordenadores(as) de área, licenciandos(as) e professores(as) supervisores(as)
também aprendem com as práticas e cotidianos escolares, em uma produção coletiva de saberes (Martins,
1998). O PIBID, portanto, se apresenta como uma oportunidade significativa para superar as limitações e
obstáculos que se apresentam à formação docente, possibilitando uma inserção profissional na escola de
forma integrada, planejada e formativa. Assim, a proposta deste subprojeto viabiliza o sentido desse
movimento de aprendizado mútuo entre escola e universidade, fomentando uma formação pedagógica
mais ampla e articulada com as demandas e desafios contemporâneos da educação, em um mundo em
constante transformação. A seguir, são apresentadas ações para a inserção dos(as) licenciandos(as) no
cotidiano escolar, alinhadas com as dimensões da iniciação à docência previstas pelo PIBID: - Encontro de
apresentação e integração entre o grupo: coordenadores(as) de área, professores(as) supervisores(as) e
licenciandos(as); - Estudos e discussões iniciais sobre o Programa e as ações do subprojeto,
compreendendo sua importância para a valorização das licenciaturas, para a formação dos(as)
licenciandos(as) e sua contribuição para melhoria do processo de alfabetização escolar; - Encontros de
estudos e formação entre coordenadores(as) de área, professores(as) supervisores(as) e licenciandos(as)
acerca da alfabetização e do letramento, alinhando os conceitos e proposições da temática a ser
trabalhada; - Reunião com a equipe gestora da escola (direção e coordenação) e equipe PIBID para discutir
as ações e cumprimento dos objetivos do subprojeto; - Observação, diagnósticos, reflexão-ação-reflexãoação do espaço escolar, com visitas guiadas pelos(as) professores(as) supervisores(as) para conhecimento
dos ambientes de aprendizagem; - Estudo dos documentos que organizam as práticas pedagógicas nas
escolas, como: PPP, currículo, projetos, regimentos, entre outros; - Reunião de apresentação do grupo de
trabalho e da proposta do subprojeto às crianças e suas famílias; - Planejamento e efetivação de atividades
diagnósticas de alfabetização com as crianças, a fim de compreender seus saberes e propor práticas que
atendam suas necessidades; - Produção de planejamentos semanais da equipe do subprojeto que atendam
às necessidades das crianças sobre a alfabetização; - Reuniões sistemáticas bimestrais com a equipe da
escola para avaliação das ações do subprojeto, com a participação das equipes de trabalho do subprojeto
para redimensionamento das ações; - Inserção dos licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de
educação, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas e
práticas docentes interdisciplinares; - Participação efetiva do licenciando, acompanhado pelo(a)
professor(a) supervisor(a), nas aulas, desenvolvimento de projetos e nas demais atividades inerentes ao
processo de ensino e aprendizagem. - Produção de materiais didáticos no intuito de contribuir com a
formação didática e o processo de ensino e aprendizagem das crianças em processo de Alfabetização e
Letramento.

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Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Sim
- Física
- Química
- Matemática
Curso(s) participante(s)
- (Física) 102150 - FÍSICA
- (Química) 102156 - QUÍMICA
- (Matemática) 102152 - MATEMÁTICA
Etapas
- Ensino Médio
- Ensino Fundamental - Anos finais
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Cultura Digital e Tecnologia na Educação
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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As escolas da rede pública de ensino desempenham um papel importante na formação dos estudantes da
Educação Básica, porém ainda apresentam muitos desafios a serem superados, pois, segundo o MEC, em
2021, (divulgado pelo portal https://qedu.org.br/uf/27-alagoas/ideb), as escolas públicas de Alagoas
apresentaram para os anos iniciais do ensino fundamental nota do IDEB 5,0; para os anos finais do ensino
fundamental nota do IDEB 4,3 e para o ensino médio nota do IDEB 3,5. De acordo com o site oficial da
Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (2022), “O resultado do Ideb mostra que, enquanto nos anos
iniciais do ensino fundamental a meta estipulada para o ano de 2021 foi de 5,2 pontos, a rede pública
alagoana conseguiu chegar a 5,0 pontos – um resultado 5,54% menor que em 2019, quando a rede pública
alcançou 5,3 pontos. Já nos anos finais do ensino fundamental, enquanto a meta para o ano de 2021 era
4,5 pontos, a rede pública conseguiu atingir 4,3 pontos, um decréscimo de cerca de 4,35% em relação ao
resultado de 2019, quando a rede pública atingiu 4,5 pontos. No ensino médio, a meta estipulada para o
ano de 2021 foi de 4,6 pontos e o resultado alcançado pela rede pública alagoana foi de 3,5 pontos,
resultado igual ao IDEB de 2019 – um resultado 23,89% menos do que a meta estabelecida”. De acordo
com dados da secretaria de educação, em 2023, o estado de Alagoas alcançou os maiores índices do IDEB,
o resultado ocorreu devido a implantação de políticas públicas como o Programa “Escola 10”, porém, ainda
precisamos de mais estratégias e ações para combater a evasão e o abandono escolar e manter as médias
nacionais do IDEB. Dessa forma, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) como
um dos componentes da Política Nacional que visa fortalecer a formação dos professores por meio de
ações que assegurem aos egressos dos cursos de licenciaturas habilidades e competências necessárias ao
desenvolvimento das suas atividades na educação básica, poderá contribuir com a aprendizagem desses
alunos. Os cursos de licenciatura em Física, Matemática e Química da UFAL Campus de Arapiraca têm
relevante função social para todo o Estado de Alagoas, demonstrando o comprometimento com a
articulação entre as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão. O Campus de Arapiraca fica localizado em
uma região geográfica privilegiada por ser considerada o segundo pólo econômico do Estado de Alagoas,
porém ainda apresenta uma realidade socioeconômica marcada por relevante desigualdade social. O
Campus de Arapiraca atende a discentes de diversos municípios e desempenha um papel relevante para
as demandas da sociedade do Agreste alagoano. Estes cursos de Licenciatura em Física, Matemática e
Química atendem a discentes de diversos municípios (principalmente do Agreste Alagoano), muitos em
situação socioeconômica vulnerável, e que por vezes compromete seu desempenho e permanência no
curso. Outro fator a ser considerado é que a taxa de corte destes cursos no Sistema de Selecão Unificada
(SISU) é uma das mais baixas, tendo como consequência um baixo nível de proficiência dos discentes,
principalmente em conhecimentos relacionados a Matemática. Os cursos apresentam uma alta taxa de
evasão estudantil, fato que contrasta com a carência de professores de Física, Matemática e Química no
Estado, agravado por razões mercadológicas, considerando que a oferta de cursos de licenciatura pela
rede privada de ensino é insipiente ou mesmo inexistente. Dessa forma, a presença do PIBID, além de
contribuir para a formação inicial desses discentes, de tê-los como multiplicadores de práticas pedagógicas
referenciadas para atender os alunos da educação básica de diversos municípios, o Programa também
possibilitará a permanência dos mesmos no curso a partir da bolsa que servirá para o custeio de despesas
básicas inerentes à formação. Para as escolas-campo que participarão do Programa, vislumbra-se o
aperfeiçoamento das atividades dos professores supervisores diretamente envolvidos, a partir dos estudos,
orientações e discussões necessárias para o acompanhamento dos pibidianos. Para os alunos da Educação
Básica que serão atendidos, almeja-se que tenham uma aproximação com os conhecimentos em Física,
Matemática e Química, desmistificando a ideia de que a matemática é acessível para poucos, mostrando
que os conteúdos de Física e Química estão repletos de matemáticas e que os problemas e resultados de
Matemática estão intrinsecamente relacionados com estas disciplinas, resultando assim em uma
aprendizagem significativa a partir das ações proporcionadas pelos pibidianos, com a orientação e
supervisão do coordenador de área e dos supervisores.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O principal objetivo dos cursos de Licenciatura é formar professores para a Educação Básica, nos Ensinos
Fundamental, Médio e Tecnológico, além de desenvolver habilidades para a pesquisa em Ensino de
Matemática, Ensino de Física e Ensino da Química e áreas afins. Formar um profissional de qualidade em
conhecimento específicos de cada área, que domine tanto os aspectos conceituais, como os
históricos/epistemológicos e em Educação, de forma a dispor de elementos que lhe garantam o exercício
competente e criativo da docência nos diferentes níveis do ensino em espaços formal e não formal; atuar
tanto na disseminação dos conhecimentos desenvolvidos pelas licenciaturas enquanto instrumento de
leitura da realidade e construção da cidadania, como na produção de novos conhecimentos relacionados
ao ensino e divulgação científica; criar e adaptar metodologias de apropriação e de transferência do
conhecimento científico, motivando-se a realizar pesquisas. A participação dos discentes no Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência dará a oportunidade de serem imergidos nas salas de aula
da Educação Básica, de compreenderem todo o funcionamento da escola, o papel dos sujeitos que
compõem a escola e de amadurecer quanto às habilidades e competências necessárias à sua atuação
como professor na Educação Básica, tornando-se professor pesquisador e atuando por meio de ações que
possibilitem uma prática reflexiva. Dessa forma, possibilitará uma formação inicial consolidada e
desenvolverá autonomia para a tomada de decisões inerentes à profissão de professor. O Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência será desenvolvido em regime de colaboração entre União,
Estado, Municípios e IES, ou seja, desde sua formulação já existe a necessidade de valorização do trabalho
colaborativo. No núcleo interdisciplinar de Física, Matemática e Química da UFAL Campus de Arapiraca e
nos núcleos destas licenciaturas não serão diferentes, pois desde o início, por meio da preparação da
equipe, o coordenador de área irá propor reuniões com os pibidianos, supervisores, gestores das escolascampo e estudantes da Educação Básica para enfatizar a importância do trabalho colaborativo, por meio
do estreitamento do diálogo e do desenvolvimento e implementação de aulas e projetos de intervenção
que envolvam toda a equipe. As reuniões também permitirão a socialização das propostas, para que todo o
grupo possa ouvir, analisar e propor sugestões para aprimoramento das ações planejadas. Para promover
articulação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com os conhecimentos interdisciplinares de Física,
Matemática e Química, serão propostos seminários nos quais os pibidianos estudarão, com a orientação do
coordenador de área e dos supervisores, o que está proposto na BNCC para os anos finais do Ensino
Fundamental e para o Ensino Médio e, quais as propostas metodológicas e as tendências em Educação
nestas áreas que poderão ser adotadas para contemplar em cada unidade temática os respectivos objetos
do conhecimento e habilidades. A inserção do pibidiano no ambiente escolar ocorrerá, inicialmente, por
meio da ambientação, segundo a qual os pibidianos deverão fazer a caracterização do ambiente escolar
norteada por questionários e formulários estruturados, visando o conhecimento do ambiente escolar,
estrutura física, contexto social e econômico no qual a escola está inserida e dos alunos que por ela são
atendidos: a frequência e os conteúdos das formações continuadas ofertadas aos professores; a maneira
como é promovido o diálogo entre a escola e a comunidade; a interação entre os sujeitos que compõem a
escola e a função de cada um deles; as etapas e modalidades de ensino desenvolvidas na escola; a visão
dos alunos quanto às disciplinas de Física, Matemática e Química; também acompanharão as atividades de
planejamento pedagógico, identificação e análise dos projetos desenvolvidos na escola. A observação nas
salas dos supervisores, nas quais eles ministram aulas, busca compreender aspectos pertinentes à prática
docente por meio de roteiro pré-definido pelo coordenador de área, com vistas a contemplar a
identificação do perfil da turma, as propostas metodológicas utilizadas pelo supervisor, as influências
externas (cunho social, cultural, estrutural, etc. ) e os seus reflexos em sala de aula e realização de
análises a partir das observações realizadas com o objetivo de aprimorar a prática pedagógica que será
desenvolvida pelos pibidianos. Promover estudos teóricos orientados para os pibidianos relacionados às
concepções didático-pedagógicas do ensino de Matemática e áreas afins e das práticas docentes, como:
concepção baseada na resolução de problemas, percepções baseadas em experimentos, concepções de
cunho científico, histórico, metodológico, culturais e sociais. Além disso, as abordagens sobre os elementos
de concepções de ensino tradicionais e inovadoras.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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A interdisciplinaridade supõe um eixo integrador, que pode ser o objeto de conhecimento, um projeto de
investigação, um plano de intervenção. Nesse sentido, ela deve partir da necessidade sentida pelas
escolas, professores e alunos de explicar, compreender, intervir, mudar, prever, algo que desafia uma
disciplina isolada e atrai a atenção de mais de um olhar, talvez vários (BRASIL, 2002). A vivência do PIBID
proporcionará condições para análise dos processos de ensino e de aprendizagem existentes na escola,
buscando o desenvolvimento de projetos de intervenções que utilizem de propostas didáticas e
metodológicas alternativas para o ensino de Matemática, Física e Química e áreas afins, tais como o uso da
tecnologia e de softwares, do contexto histórico de cada área, dos jogos, do material didático manipulativo,
da resolução de problemas, dentre outros, visando conduzir à reflexão sobre a relação entre a teoria e a
prática e suas implicações na aprendizagem dos alunos. Tal vivência irá proporcionar aos licenciandos
deste projeto uma visão “tridimensional” dos experimentos, conteúdos e situações problema que são
tratados no ambiente escolar e fortalecidos pelo elo existente entre a Matemática, Física, Química e as
outras ciências. Nestas ações de formação serão explorados os laboratórios das licenciaturas (Física,
Matemática e Química), buscando conhecimentos práticos destas áreas que possam serem projetados no
ambiente escolar do ensino básico, transformando este ambiente em um campo experimental de troca de
conhecimentos e geração de aprendizado significativo da Escola a Universidade. É importante que tanto os
pibidianos quanto os alunos da escola básica vivenciem a Matemática utilizada nos conceitos de Física e
Química, através de experimentos teóricos/práticos, tecnologias, metodologias inovadoras e materiais
didático-pedagógicos, despertando assim um maior interesse e habilidade em relação aos conhecimentos
destas ciências. Dessa forma, o projeto possibilita uma adequação entre a formação do licenciando e a
formação prevista nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) das áreas envolvidas, na BNCC e em outros
documentos oficiais norteadores que acentuam o papel das tecnologias na aprendizagem e na interação
humana. Tratar conteúdos das áreas de exatas em diálogo com as atuais mídias e recursos tecnológicos
põe os pibidianos em contato com as ideias de formação atuais que visam inserir cada vez mais os
docentes no mundo das tecnologias de aprendizagem.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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Após a seleção da equipe, serão realizadas reuniões, cursos de formação, apresentação dos laboratórios
das licenciaturas, estudos e pesquisas orientadas, entre outras atividades para apresentação do Programa
e do Subprojeto (Núcleo de Iniciação à Docência - NID) e imersão dos subgrupos formado por pibidianos
dos cursos de Matemática, Física e Química no ambiente escolar. Todas estas atividades serão planejadas
visando a vivência de uma perspectiva interdisciplinar dos conteúdos e das áreas. Desse modo, serão
mobilizados saberes da Física e da Química na resolução de problemas matemáticos, discussões e diálogos
com especialistas das áreas envolvidas com vistas a superar o modelo disciplinar isolado. A inserção dos
licenciandos no ambiente escolar irá proporcionar experiências interdisciplinares que visam apresentar à
comunidade escolar as ligações existentes entre as áreas envolvidas, na solução de situações problemas
que modelam experimentos científicos por meio de conceitos teóricos e práticos, utilizando tecnologias e
materiais manipuláveis, produzidos de acordo com as orientações e os Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável (ODS), para o fortalecimento de pesquisa significativa no ambiente escolar. Nesse sentido,
adotaremos uma sistemática que prevê a preparação da equipe com reuniões e orientações envolvendo
Coordenador de Área e Pibidianos com o objetivo de apresentar a equipe e prestar esclarecimentos sobre o
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Na reunião com os supervisores será destacada a
relevância da atuação deles durante o Programa e a necessidade do estreito acompanhamento do grupo
de pibidianos que estará sob sua responsabilidade nas escolas-campo. O diálogo com os gestores das
escolas-campo terá por objetivo enfatizar o papel da escola enquanto futuro campo de iniciação dos
pibidianos. A preparação da equipe também contemplará diálogos desenvolvidos com os estudantes da
educação básica envolvidos no Programa e a gestão da escola, para favorecer a acolhida dos pibidianos no
ambiente escolar. Outra estratégia adotada pela equipe interdisciplinar (Coordenador de Área,
Supervisores e Pibidianos), será a realização de estudos teóricos metodológicos/ações formativas com
vistas a promover reuniões, seminários e oficinas de elaboração de trabalhos científicos, além de leitura,
discussão e análise de textos relevantes à formação do professor, ancoradas no conhecimento teórico e
cientificamente referenciado, enfatizando as seguintes temáticas: formação de professores inicial e
continuada; articulação, integração e reflexão das ações teórico-práticas inerentes aos saberes, fazeres e
identidade docente; documentos que regem as políticas educacionais: Base Nacional Comum Curricular,
Referencial Curricular de Alagoas, Projeto Político Pedagógico e Regimento Escolar; relações de ensino e
aprendizagem: planejamento, execução e avaliação; tendências em educação para matemática e áreas
afins: Modelagem Matemática de situações problemas em Física e Química, jogos, tecnologias, resolução
de problemas e história da matemática e áreas afins; construção e utilização de materiais didáticos de fácil
acesso e baixo custo, conforme Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os usos dos
Laboratórios de Ensino e Experimentos das Licenciaturas (Matemática, Física e Química); o papel do erro
no processo de ensino e aprendizagem de matemática e áreas afins; professor pesquisador reflexivo e
inclusivo. O alinhamento das pesquisas a serem desenvolvidas no Núcleo de Iniciação à Docência (NID)
dar-se-á de acordo com as principais contribuições da Modelagem para o Ensino-Aprendizagem da
Matemática para o Ensino Médio e os Anos Finais do Ensino Fundamental, pois facilita o trabalho em grupo;
promove a cooperação e colaboração; amplia a interação social e a dialógica em sala de aula; desenvolve
o interesse, motivação, participação, curiosidade, criatividade e empatia nos alunos; auxilia no crescimento
reflexivo e cognitivo dos alunos; corrobora com as práticas investigativas e experimentais; possibilita o
estudo interdisciplinar com outras áreas do conhecimento e/ou outras disciplinas; aguça o senso crítico do
aluno; torna o aluno sujeito ativo e protagonista do processo de ensino-aprendizagem; potencializa a
autonomia e a tomada de decisão no aluno; oportuniza aliar o uso da Modelagem com outras tendências
da educação matemática como as tecnologias de informação e comunicação; propicia ao aluno o estudo,
construção e resolução de modelos bem como verificar suas pertinências para o contexto real e validá-los;
facilita a introdução de conhecimentos matemáticos e áreas afins; condiciona ao professor o papel de
orientador, mediador e co-partícipe em sala de aula; contribui para o reconhecimento da importância da
Matemática e seu papel sociocultural pelos alunos; colabora para problematizar o currículo e romper com o
ensino rígido, linear e engavetado dos conteúdos de Matemática e áreas afins.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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Após a realização da etapa dos estudos teóricos e das ações formativas, os pibidianos inseridos nas
escolas irão desenvolver e apresentar suas práticas e experimentos desenvolvidos contribuindo com
palestras, gincanas e socialização de atividades, além de desenvolver os projetos de pesquisa e
investigação e produção de materiais manipuláveis. Também serão construídos os relatórios de prestação
de contas. De forma mais específicas o acompanhamento dos pibidianos se dará a partir de três
estratégias: avaliação e a socialização das experiências que permite analisar, avaliar e socializar as
atividades desenvolvidas por cada pibidiano; através de reuniões, seminários, rodas de conversas com o
supervisor e coordenador de área, numa perspectiva de professor-pesquisador e excluindo qualquer
possibilidade de avaliação de desempenho docente, discriminatório ou denunciatório. Além disso, será
possível promover feiras de ciências, gincanas, palestras com os alunos da educação básica para socializar
as atividades desenvolvidas na escola-campo. O desenvolvimento do Programa se dará por meio do
desenvolvimento de pesquisa, investigação, estudo e/ou produção de material manipulável que possa
promover a difusão e divulgação científica em eventos e ou publicações em livros e periódicos, a partir de
situações observadas na escola-campo. As produções devem contribuir para a compreensão dos contextos
e problemas observados/identificados durante as fases de ambientação/observação, propondo, quando
possível, alternativas de solução, à luz dos estudos teórico metodológicos. E a elaboração de relatório do
pibidiano descrevendo as atividades desenvolvidas no PIBID; redigir os relatos de experiências e artigos
científicos para publicação em eventos, livros e periódicos e para a prestação de contas com a IES e
CAPES, quando solicitado.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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Como a matemática é uma ciência que está associada a inúmeras situações problema, em particular, na
maioria dos problemas relacionados à Física e à Química, que são parte deste projeto interdisciplinar, é
importante a percepção do pibidiano, assim como do aluno da educação básica e dos supervisores, da
presença desta ciência em diversos contextos e conteúdos. Dessa forma, podemos tratar os
conhecimentos das áreas de Física e Química através da Modelagem Matemática, por meio de sequências
didáticas inovadoras, com auxilio de tecnologias de softwares, jogos, materiais manipuláveis e
experimentos laboratoriais, desmistificado a ideia de que a Matemática é um ciência de difícil
compreensão e acessível para poucos, criando assim um ambiente escolar de troca de experiência e
fortalecimento de um aprendizado significativo e de qualidade. Assim, a imersão do pibidiano na escolacampo ocorrerá, inicialmente, por meio da ambientação, segundo a qual os mesmos deverão fazer a
caracterização do ambiente escolar norteada por questionário e formulário elaborado pela equipe do PIBID,
visando obter informações sobre o aspecto histórico (maneira como ocorreu a fundação da escola-campo),
estrutura física, contexto social e econômico no qual a escola está inserida e dos alunos que por ela são
atendidos; a frequência e os conteúdos das formações continuadas ofertadas aos professores de
matemática e áreas afins; a maneira como é promovido o diálogo entre a escola e a comunidade, a
interação entre os sujeitos que compõem a escola e a função de cada um deles, as etapas e modalidades
de ensino desenvolvidas na escola, a visão dos alunos quanto as disciplinas de Matemática, Física, Química
e áreas afins, também acompanharão as atividades de planejamento pedagógico, identificação e análise
dos projetos desenvolvidos na escola. Após a imersão, vive-se a fase de observação semiestruturada em
que cada pibidiano registrará no caderno de campo o período de observação, conforme o cronograma da
escola na qual está inserido, com os seguintes objetivos: pautar as observações em abordagens,
metodologias e instrumentos de registros capazes de estimular a reflexão sobre as práticas vivenciadas na
escola, nas relações de ensino e aprendizagem em sala de aula, ou ambiente construído para tal
finalidade; observar com foco na reflexão e problematização, relacionando teoria prática, a fim de que se
possa ter subsídios para futuras intervenções, pesquisas e produção de materiais; observar a escola, a
gestão, o trabalho docente, a participação docente no coletivo da escola, as relações de ensino e
aprendizagem a fim de compreender e analisar o contexto escolar e as relações sociais que ali se
desenvolvem; elaborar registros reflexivos fundamentados em estudos teórico-metodológicos, a partir das
observações. Concluída a etapa, na elaboração de planos de aula será possível planejar ações a partir das
discussões, teorizações e sistematizações realizadas; construir planos de aula para a execução das
atividades propostas, tendo como referencial as variáveis de diferentes naturezas: dos alunos, do conteúdo
(conceitual, procedimental, atitudinal e factual), do ensino, da metodologia e do contexto presencial. Por
fim, ocorrerá a intervenção dos pibidianos com vivências práticas e acompanhamento do(a) supervisor(a),
etapa em que será possível planejar, desenvolver e avaliar as aulas e/ou atividades com diferentes
conteúdos curriculares (conceitual, procedimental, atitudinal e factual); elaborar material de apoio/didático,
como videoaulas, podcasts, animações, curta-metragem, teatro, cartilhas, etc.; realizar intervenções de
coparticipação; experienciar atividades de regência com acompanhamento do supervisor; experienciar
atividades de um professor pesquisador com acompanhamento do supervisor; elaborar registros reflexivos
fundamentados em estudos teórico/metodológicos, a partir das experiências vivenciadas. Cabe ressaltar
que durante todo o período de realização da Iniciação à Docência, o pibidiano deverá registrar a
experiência vivenciada, o registro poderá ser realizado através de planilhas, fichas de acompanhamento,
fotografias, caderno de campo, portfólio, fichas de anotações, formulários, roteiros, diário de bordo, etc.
Realizar experiências práticas em laboratórios transformando a escola em um ambiente de jogos e
competições de integração entre a Matemática, Física, Química e áreas afins.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Educação Física
Curso(s) participante(s)

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- (Educação Física) 13198 - EDUCAÇÃO FÍSICA
- (Educação Física) 101940 - EDUCAÇÃO FÍSICA
Etapas
- Ensino Fundamental - Anos iniciais
- Ensino Médio
- Ensino Fundamental - Anos finais
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
2
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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Ao oportunizar uma aproximação com a escola, realizando observações sistemáticas das suas dimensões
específicas e do conjunto da realidade escolar; possibilitar troca de conhecimentos com os supervisores e
equipe escolar; aproximar os estudantes de vivências pedagógicas, e experiências com as diversas ações
que compõem o fazer docente, o desenvolvimento das atividades do subprojeto contribuirá para que os
licenciandos em Educação Física, de forma coletiva e orientada pelas professoras/es supervisoras/es e
coordenadoras de área, se apropriem, discutam e reflitam criticamente sobre questões referentes à prática
pedagógica, estimulando a segurança e autonomia em suas ações, construindo a identidade docente, e
possibilitando a (re)construção da visão educacional e dos processos de ensinar e de aprender. Estas
atividades pretendem que os licenciandos possam perceber e intervir crítica, científica e politicamente na
ação escolar, e consigam compreender a escola como um lócus de formação e de construção do
conhecimento. A imersão do licenciando no cotidiano e dinâmica da escola, a partir de um olhar crítico,
com acompanhamento e orientação por professores da Educação Básica (supervisor) e da Educação
Superior. Os licenciandos participarão: de reuniões com o supervisor; de planejamento, execução e
avaliação de atividade em sala de aula e outros espaços de ensino e aprendizagem (academias, escola de
circo, complexo do Instituto de Educação Física e Esporte); de atividades de planejamento do projeto
pedagógico da escola, bem como de reuniões pedagógicas e de órgãos colegiados. Para além das
atividades regulares da escola, de forma coletiva e criativa, os núcleos poderão desenvolver ações
inovadoras, tais como: Festivais de Cultura Corporal; Desenvolvimento de recursos pedagógicos; festivais
de esportes adaptados; Exposições Científicas; Mostras fotográficas (esportes praticados nas
comunidades). Essas vivências contribuem para o exercício da profissão e para a construção da identidade
docente, desenvolvendo a autonomia profissional. Além disso, os pibidianos poderão participar de
atividades que promovam reflexões e sistematizem textos na forma de artigos, resumos, capítulos de
livros, e a participação e organização de eventos científicos e culturais, por núcleos, e no subprojeto em
conjunto. Toda esta dinâmica, além de fortalecer a formação dos licenciandos, incide de forma positiva nos
cursos do núcleo. A participação dos pibidianos nas atividades do curso, permite a ampliação das
discussões qualificadas a partir da articulação entre teoria e prática, uma vez que estes já enfrentam
situações desafiadoras na escola, trazendo para o debate em sala de aula as situações reais,
compartilhando-as com os outros estudantes não participantes do Programa. Outro aspecto importante, é
que eles vão compreendendo a dinâmica da escola e conhecendo as características da profissão docente,
criando uma identidade com o curso, consolidando a sua permanência e vínculo, elevando a qualidade das
ações acadêmicas. A área da Educação Física foi historicamente permeada pelo debate entre teoria e
prática. Desta forma, o subprojeto partirá da concepção que compreende a ação pedagógica como
mediadora entre teoria e prática. Na área da Educação Física, contamos com a reflexão do campo da
Epistemologia que a compreende como uma ciência da ação (Sánchez Gamboa, 1995), cujo objeto de
estudo são as práticas corporais historicamente sistematizadas, reconhecidas como atividades da cultura
corporal, como jogos, esportes, ginástica, danças, lutas entre outras (COLETIVO DE AUTORES, 1992).
Assim, para a compreensão dessas atividades específicas não é possível enxergá-las apenas como
“práticas”. Segundo Sánchez Gamboa (1995), tanto a teoria quanto a prática, são partes da ação social
humana como um todo, a qual não resulta de uma teoria posta em prática, nem de uma prática que se
torna teoria, mas na inter-relação dinâmica que tenciona uma à outra, movida pelas necessidades e
objetivos dos seres humanos, denominada de práxis. A ação pedagógica com as atividades da cultura
corporal, portanto, será o eixo articulador entre a teoria e a prática. Além dos aspectos já mencionados, é o
próprio objeto/conhecimento da área a ser estudado, e as necessidades de aprendizagem dos alunos, que
irão demandar outros conhecimentos, de áreas distintas, que colaborem para a compreensão e explicação
dos conteúdos tratados pela disciplina Educação Física, numa dinâmica de construção do pensamento
interdisciplinar. Desta forma poderão ser desenvolvidas ações que envolvam a participação de
professores/as de outras disciplinas, de forma a enriquecer a compreensão dos conhecimentos em graus
de complexidade cada vez maiores.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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Os cursos de Educação Física da UFAL compreendem o Pibid como uma experiência significativa para a
reformulação dos PPCs, pois ajuda a perceber as necessidades do trabalho docente e respondê-las de
forma consistente. Apresentaremos como esta dinâmica se organiza nos cursos dos Campi de Arapiraca e
Maceió. No curso de Arapiraca, o PIBID se articula com seu objetivo geral posto no PPC a saber: “Formar o
professor de Educação Física com uma visão ampliada através de uma formação generalista, humanista e
crítica acerca das atividades da Cultura Corporal e suas determinações sócio-históricas, que o permita
desenvolver o trabalho pedagógico (ensino e gestão escolar e de atividades educativas) de forma
consistente no contexto educacional brasileiro, de forma a contribuir com a elevação do padrão cultural
esportivo da população (...) (2018, p. 24)”. Assim, dadas as características do PIBID, este possibilita o
aprofundamento dos objetivos formativos do curso, reforçando o perfil do egresso, trazendo para o centro
da dinâmica curricular, o conteúdo real acerca dos desafios e possibilidades da prática pedagógica na
escola, aproximando os estudantes de forma organizada e sistemática da docência. O programa, portanto,
contribui efetivamente para materialização do perfil do egresso, que se forma a partir de uma concepção
de currículo ampliado que “deve possibilitar o domínio das dimensões científicas, técnicas, pedagógicas,
éticas, estéticas, morais e políticas do conhecimento da Educação Física/Cultura Corporal de forma a
materializar o ato pedagógico no trato com o conhecimento e a gestão de forma consistente, frente à
realidade complexa e contraditória de profundas desigualdades sociais em geral, e em particular, da
educação brasileira” (2018, p.26). Dentre os programas institucionais, o PIBID é o que mais dialoga com a
organização curricular, e suas dimensões no ensino, na pesquisa e na extensão, pois enriquece a formação
dos estudantes por um lado, ao impulsionar pesquisas sobre aspectos da docência na escola, além de
identificar demandas da comunidade escolar para subsidiar a elaboração de ações de extensão; e por
outro, dá subsídios para que os docentes do curso repensem os conteúdos tratados nos diferentes
componentes curriculares, de forma a responder melhor os desafios da escola. Desta forma, constata-se
que muitos TCCs, artigos, capítulos e trabalhos em eventos já foram produzidos por meio do PIBID, como
também, a título de exemplo, muitos eventos de extensão foram viabilizados nas escolas, dada a força do
coletivo de bolsistas. Diante do exposto, o PIBID contribui como sendo um parâmetro importante para
garantir que os objetivos do curso sejam efetivados e ou/reorganizados (durante as reformulações
curriculares) e a identidade docente construída conforme o PPC do curso. Já no curso de Maceió, o PIBID
comunga com o objetivo geral do PPC (2019): “Ao final da licenciatura em Educação Física, o/a professor/a,
fundamentado/a nos conhecimentos acadêmicos construídos ao longo de sua formação deverá ser capaz
de realizar intervenções profissionais no campo da Educação Básica, tendo como eixo epistemológico a
diversidade dos conteúdos da Educação Física escolar expressos na cultura corporal de movimento bem
como na diversidade dos campos de intervenção profissional” (p.20). No PPC (2019, p.35) percebemos que
este contempla, dentre outras questões a contribuição do PIBID na formação acadêmica dos licenciandos
(1- incentivar a formação de docentes para a Educação Básica; 2- contribuir para a valorização do
magistério; 3- elevar a qualidade da formação inicial de professores; 4- inserir os licenciandos no cotidiano
de escolas da rede pública; 5- contribuir para a articulação entre teoria e prática) e permite que no
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sejam utilizados dados dos relatórios PIBID. A importância do Pibid
no Curso de Educação Física de Maceió tem sido visível, pois vem incentivando a iniciação à docência,
proporcionando um espaço que aproxima o Curso com a realidade da escola, além do desenvolvimento de
atividades de extensão e de pesquisas no âmbito educacional, que vem sem divulgadas em eventos
científicos, em revistas, em anais e em livros. É fundamental que o PIBID possa contribuir
significativamente como parâmetro para reformulação e aperfeiçoamento do PPC, especialmente nos seus
objetivos, bem como perfil do egresso, seja: preparando profissionais autônomos, críticos, reflexivo;
oferecendo conhecimentos teóricos e práticos; qualificando profissionais dotados de responsabilidade
social, consciente de seu papel de multiplicador de conhecimento; Incitando atitudes investigativas que
favoreçam um processo contínuo de construção de conhecimentos relacionados com a Educação Física
escolar. Diante desse cenário, os dados do PIBID contribuirão com reformulação do PPC do curso, pautados,
principalmente, nas observações contidas no relatório.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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Considerando o domínio das tecnologias digitais como elemento auxiliar importante na prática docente,
com destaque para a construção colaborativa por exemplo, nas atividades de construção de textos,
planejamentos, entre outros. Araújo e Queiroz (2004) percebem neste recurso possibilidades de construção
coletiva do conhecimento por indivíduos distantes fisicamente. Nos projetos pedagógicos dos cursos de
formação de professores dos dois núcleos é demonstrado a importância do uso das tecnologias digitais da
informação e comunicação quando destinam parte de sua carga horária para uma disciplina que trata
deste conteúdo. Para o uso adequado destas tecnologias há a necessidade de que a equipe possua
aceitável conexão com a internet, o que, nem sempre é possível, principalmente no interior de Alagoas, em
áreas rurais da cidade de Arapiraca (onde muitos escolares moram), na qual um dos núcleos será
implantado. Vale destacar que Alagoas é o quarto estado do país com a maior taxa de lares sem acesso à
Internet (IBGE, 2019). Segundo esta pesquisa, os principais motivos pelo não acesso à internet são: O
preço cobrado pelo serviço - 45%; Não saber usar a internet - 23%; Falta de interesse - 22%; Alto custo de
equipamento eletrônico - 6%; Ausência de oferta na área do domicílio 2%. Assim, considerando esta
realidade, utilizaremos estrategicamente esses recursos em favor das atividades do programa sempre que
possível. Com base nestes percentuais justifica-se a formação dos participantes em cultura digital, por
meio de oficinas, minicursos e palestras com professores especialistas convidados, visando a preparação
da equipe para o desenvolvimento das atividades que apresentaremos a seguir. As tecnologias digitais da
informação e comunicação serão utilizadas para a organização de bancos de dados (bancos de textos
referentes aos conteúdos específicos - jogos, lutas, danças, jogos e ginástica; assim como banco de perfis
temáticos no Instagram; banco de vídeos temáticos no Youtube; banco de fotos e registros diversos no
drive, ou outros); em ações de finalização de documentos (planejamentos, relatórios, textos/artigos,
material de divulgação/socialização, etc.) iniciados em momentos presenciais; quando da impossibilidade
de algum membro da equipe participar de maneira presencial das atividades através de
plataformas/serviços de comunicação por vídeo; no acompanhamento, pela coordenação de área e
supervisão, de atividades que estão sendo desenvolvidas pelos pibidianos; facilitará a comunicação entre
os membros da equipe por meio de aplicativos de mensagens, de chamadas e de voz, em com grupos
destinados para este fim; e na preparação de apresentações de conteúdos e de atividades de estudo
interativas com os alunos (como por exemplo, quiz, jogos on-line, ferramentas da web e diferentes
plataformas), quando possível. Vale ressaltar que nas atividades pedagógicas as Tecnologia da Informação
e da Comunicação serão utilizadas a partir das possibilidades concretas das escolas, e dos escolares. O uso
das mesmas se dará também na divulgação das ações do Programa através do site da universidade e das
redes sociais. Mas é importante ressaltar a necessidade da aquisição de equipamentos adequados para
que possamos fazer um trabalho à altura da importância e impacto deste Programa. Entendemos que as
tecnologias digitais da informação e comunicação não substituem os momentos presenciais, mas ajudam
no trabalho colaborativo.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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As atividades serão organizadas, planejadas e desenvolvidas priorizando a construção coletiva. Assim, sob
a orientação da coordenação de área e da supervisão, os pibidianos vivenciarão, desde o início das
atividades, o desenvolvimento de trabalhos em pequenos grupos, com todos os participantes de cada
escola, e com cada um dos núcleos. A cooperação deverá estar presente no dia a dia do subprojeto, e para
que esta aconteça, serão adotadas estratégias como: periodicidade de reuniões coletivas com todo o
núcleo, e por escola para que todos/as envolvido/as compreendam o que está sendo desenvolvido no
Programa; estudos coletivos, com designação de pequenos grupos responsáveis pelo informe do/s texto/s e
debate no grande grupo; planejamento coletivo por escola das ações necessárias para materializar o
trabalho educativo, as quais podem ser distribuídas entre grupos menores no interior do núcleo, que
ficarão responsáveis, por exemplo: pela produção de textos e materiais didáticos, de apostilas, de planos
de aulas ou de oficinas, de acompanhamento e regência de aulas ou oficinas, de gestão de rede social, de
organização do registro semanal das atividades (relatos, vídeos, fotografias e organização no drive), entre
outras ações que aproximem os pibidianos das atividades necessárias à docência, compreendendo sua
dinâmica e complexidade, com corresponsabilidade coletiva e criatividade, valorizando a diversidade de
perfil dos licenciandos. Uma possibilidade de organização coletiva será a formação de grupos de pibidianos
responsáveis por atividades mensais, na forma de pequenas comissões, que se revezam ao longo dos 18
meses, fazendo com que todos passem pelas experiências formativas de caráter organizativo que
contribuem para o sucesso do grupo, a exemplo das atividades de registro fílmico e fotográfico
(organização, legenda, edição), monitoramento das redes sociais (postagens, comentários), revisão textual
(dos textos didáticos, dos planos, etc.), organização das reuniões (montagem da pauta, divulgação do dia,
horário e local, preparação do espaço, realização da ata), organização permanente dos materiais quando
houver (materiais de escritório, material escolar para produção de materiais didáticos e implementos, zelo
pelos materiais permanentes quando adquiridos), organização de bancos de dados (bancos de textos
referentes aos conteúdos específicos - jogos, lutas, danças, jogos e ginástica; assim como banco de perfis
temáticos no Instagram; banco de vídeos temáticos no YouTube etc.); organização de eventos esportivos e
culturais de forma coletiva e colaborativa; organização do registro em um drive do programa; e assim com
outras atividades organizativas que possam surgir no decorrer do programa e que colaboram para
múltiplas aprendizagens do trabalho docente. Na execução das atividades nas escolas, a supervisão
poderá estabelecer uma dinâmica que se relacione da melhor maneira com as condições dadas. Uma
possibilidade é a integração dos/das pibidianos/as nas atividades das aulas, potencializando o êxito do
processo de ensino e aprendizagem. Desta forma, a supervisão pode planejar atividades que não seriam
possíveis sem a presença dos pibidianos/as, a exemplo, da configuração da aula para realização de tarefas
em pequenos grupos, nos quais haveria o apoio e acompanhamento dos bolsistas em cada um deles. Além
disso, experiências com a regência de forma coletiva em pequenos grupos é uma possibilidade que vem
cumprindo o objetivo de aproximar os pibidianos/as da docência. A execução das ações ocorrerá com
participação e corresponsabilidade do grupo envolvido e, em seguida, socializada com todos os membros
do núcleo, promovendo a avaliação integrada das atividades sob dois pontos de vista: o dos que as
planejaram, prepararam e executaram; e dos que colaboraram, observaram e registraram. O caráter
interdisciplinar é outro aspecto do trabalho coletivo. As relações com a escola, em especial com outras
disciplinas, serão realizadas dialogando coletivamente, construindo as ações no processo de forma
orgânica, evitando amarrações artificiais. Do ponto de vista interno, do PIBID Educação Física, partimos da
compreensão de que para explicar os objetos da área, como jogos, esportes, lutas, danças, ginásticas, é
preciso buscar os conhecimentos de variadas áreas para que o aluno tenha uma compreensão complexa
dessas atividades. É sobre esta base que é possível articular as ações com as demais disciplinas na escola.
Caso estejamos em uma escola em que PIBID de outras áreas esteja também atuando, abre-se a
possibilidade de realizar ações conjuntas na perspectiva de ampliar a compreensão dos pibidianos e dos
escolares acerca das características interdisciplinares que os objetos específicos expressam na realidade.
Espera-se com estas estratégias desenvolver nos alunos o espírito colaborativo e inclusivo como elemento
enriquecedor da prática docente, visando uma maior compreensão da diversidade presente no contexto
educacional.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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As ações dos núcleos do subprojeto terão um acompanhamento semanal, através da observação do
cumprimento das ações, e registradas em atas, relatórios, diário de campo, frequências, registros fílmicos
e fotográficos, ou outros, a depender da natureza da atividade desenvolvida. O(A) professor(a)
supervisor(a), terá uma posição importante, pois fará o acompanhamento principalmente na escola, com
registro de frequência, e supervisionará a produção de planos de ensino, de aula, de oficinas, de textos
didáticos, de implementos para as aulas com ênfase na prática, etc., além de participar das atividades de
estudos pedagógicos e planejamentos coletivos na universidade. A coordenação de área também fará o
acompanhamento semanal das atividades, observando e registrando a frequência e o engajamento nas
ações principalmente no âmbito da universidade, nos estudos coletivos, nas reuniões organizativas, no
planejamento geral, na produção de materiais pedagógicos, na organização e participação em mostras,
festivais, eventos culturais e eventos científicos, na produção e uso de tecnologias de ensino e de
comunicação, na produção de textos a partir das experiências desenvolvidas, entre outras ações cujos
produtos deverão ficar organizados e registrados em um drive alimentado coletivamente e semanalmente.
Ou seja, sempre haverá uma dinâmica entre a coordenação de área e a supervisão para que esteja sendo
realizado o acompanhamento das ações dos pibidianos, além do que as coordenações de área e os
supervisores (as) também se reunirão periodicamente para o acompanhamento das ações. Uma estratégia
possível também são as reuniões de avaliação coletiva, visando a reflexão tanto das ações pedagógicas e
organizativas desenvolvidas, verificando o que está avançando, e o que é preciso alterar para alcançarmos
os objetivos, assim como a autoavaliação das atuações individuais, verificando dificuldades, e como estas
podem ser resolvidas no âmbito do coletivo. Outra estratégia de acompanhamento é a definição coletiva
de um cronograma, que registre a dinâmica adotada para as ações gerais e semanais, de forma a ter maior
objetividade no acompanhamento, e consequentemente no cumprimento das atividades. Na escola haverá
um livro de frequência semanal com a/o supervisor/a, assim como na universidade com a coordenação de
área, nos quais os pibidianos/as devem assinar para atestar sua presença nesses espaços, nos dias e
horários correspondentes às ações. Conforme mencionado, outro instrumento importante para o
acompanhamento é o drive do programa (ou a base escolhida para depositar os documentos produzidos a
partir das ações). Este será compartilhado com toda a equipe, e à medida em que forem sendo
desenvolvidas as atividades e elaborados os documentos, estes serão adicionados às pastas
correspondentes. O/A supervisor/a e a coordenação de área terão acesso, e poderão acompanhar a
dinâmica de engajamento dos estudantes nas atividades, assim como poderão ler e avaliar os materiais
inseridos, procedendo com orientações, caso seja necessário. O/A supervisor/a e a coordenação de área
poderão também elaborar fichas de avaliação com critérios fundamentados na Portaria (CAPES nº 90/2024)
e no Edital (CAPES nº 10/2024), e estabelecer uma frequência para tal avaliação, verificando desta forma,
se todos estão compreendendo o objetivo do programa e se inserindo de forma positiva nas ações. Desta
forma, pretendemos organizar um bom acompanhamento, visando garantir o andamento satisfatório das
atividades, cujo principal objetivo é formar professores com a melhor qualidade possível, materializando os
objetivos do Projeto Institucional da UFAL, promovendo uma visão reflexiva permanente acerca do
andamento do subprojeto.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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Considerando a Portaria CAPES nº 90/2024 que dispõe sobre o regulamento do PIBID, nos artigos 5º, 6º, e
fundamentalmente o artigo 14º, que trata das dimensões da iniciação à docência, expressos através do
Projeto Institucional da UFAL, o subprojeto em seus dois núcleos, procederá a inserção dos pibidianos da
seguinte forma: a) Para um primeiro ciclo, iniciaremos por uma reunião, em cada núcleo, de toda a equipe
(pibidianos, supervisores, coordenadora de área e representante da escola) para apresentação do
subprojeto, dos membros, conversar sobre as expectativas de cada um em relação ao subprojeto, a
explicação dos objetivos, e diálogo para suprir dúvidas sobre deveres e direitos da equipe, firmando
compromissos coletivamente; b) Será realizado estudos acerca das normatizações escolares (Brasil, Estado
e Municípios), tais como BNCC, Referencial curricular (do Estado de Alagoas e do município
correspondente), do Projeto Pedagógico da Escola, do Regimento da Escola, além de outros documentos
que orientem a organização escolar, e nesta, a disciplina Educação Física. c) Realizaremos estudos
coletivos acerca das técnicas de observação, de entrevista, de questionário, de análise documental, de
utilização de equipamentos (câmera filmadora/fotográfica e gravador de voz) e de sistematização de
experiências, e de cultura digital, visando preparar a equipe para uma inserção organizada no espaço
escolar, pautada na ética científica e respeito, explorando todas as possibilidades para a execução de uma
pesquisa-ação colaborativa; d) Após reunião da coordenação de área e professor(a) supervisor(a) com a
direção, serão agendados momentos para apresentação da/das escola(s) pelos respectivos supervisores,
quando os pibidianos terão sucessivas aproximações aos diferentes momentos das atividades escolares,
compreendendo seu funcionamento e identificando suas possibilidades pedagógicas. e) Os alunos serão
orientados à realização do diagnóstico com objetivo de conhecer e registrar a estrutura física da escola,
priorizando os espaços que apresentam as maiores possibilidades para as aulas e atividades pedagógicas
da disciplina de Educação Física, tais como espaços recreativos e de atividades esportivas, auditórios, salas
de estudos como laboratórios, entre outros, e, ainda observar o contexto social (comunidade local, e a
diversidade social/econômica/cultural/histórica) e educacional da comunidade escolar (dependências gerais
da escola e políticas educacionais), interagindo e buscando a socialização com a mesma. Os pibidianos
serão apresentados aos funcionários, professores e toda equipe diretiva da Escola e realizarão um
diagnóstico mais aprofundado, com informações sobre os alunos, a família, horário de aulas e rotina da
escola. O auxílio do supervisor nessa etapa de ambientação será fundamental para posterior preparação
do Plano de Atividades. f) Serão organizadas reuniões de estudo, para que o grupo analise, reflita
criticamente e compreenda os documentos norteadores da educação em geral, e da escola em específico,
estabelecendo relações com as observações realizadas. g) Em um segundo ciclo, procederemos com os
estudos acerca da teoria pedagógica, da diversidade/inclusão, da metodologia de ensino da Educação
Física, e dos conteúdos específicos, os quais serão fundamentais para compreender melhor o espaço
escolar e a disciplina Educação Física nesse contexto. h) Concomitantemente, os pibidianos estão se
inserindo nas atividades pedagógicas junto à supervisão, acompanhando semanalmente suas atividades,
dialogando e, neste processo, construindo uma compreensão mais rica e mais complexa sobre a docência.
h) Em um terceiro ciclo, os pibidianos serão inseridos através de experiências pedagógicas
supervisionadas, com a realização de oficinas, atividades de estudos com os alunos, organização de
eventos culturais e esportivos, entre outras possibilidades de atuação que viabilizem uma aproximação ao
tema do planejamento e da ação pedagógica, articulando teoria e prática, permitindo-os construir
compreensões acerca dos desafios da docência. Assim, pretendemos inserir sistematicamente os bolsistas
na realidade escolar, de forma que se apropriem dos seus espaços, características, e da dinâmica da
gestão educativa, o que, em nossa avaliação, fortalece a prática docente direcionada às especificidades e
diversidade da referida comunidade escolar, bem como possibilita um currículo diversificado, de diálogo
interdisciplinar, que atenda às necessidades formativas dos alunos e alunas, e proporcione uma
apropriação epistêmico-metodológica da docência como campo de trabalho que responde aos desafios
para garantir o direito à educação, a valorização, a inclusão da pessoa com deficiência e o respeito às
contribuições culturais dos povos e diversidade étnico-raciais e de gênero, o acesso aos progressos
científicos e tecnológicos, expressando o compromisso social com a formação humana dos estudantes.

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Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Física
Curso(s) participante(s)
- (Física) 107522 - FÍSICA
- (Física) 102150 - FÍSICA
Etapas
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
3
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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Emitido em: 25/07/2024 17:22

A história do Brasil tem sido contada a partir da chegada dos portugueses em 1500. A narrativa dessa
história é a mesma que tem apagado o desenvolvimento científico e tecnológico dos povos originários da
África e das Américas. Durante as incursões coloniais esses povos passaram por violentos processos de
genocídio material e epistêmico. Este país, portanto, se constituiu, desde suas origens, sobre os pilares do
colonialismo e do racismo. No que concerne ao genocídio epistêmico, a observação dos livros didáticos de
Física, por exemplo, explicita a ausência de autores/as negros/as ou indígenas, bem como a ausência de
saberes, exemplos ou problemas que remontem ao legado científico-tecnológico desses povos. O ensino de
Física é reproduzido, por consequência, a partir da narrativa colonialista e racista. Com efeito, é sabido que
cada povo, em cada momento histórico, em cada região do globo terrestre, construiu formas distintas de
dar conta de suas necessidades de desenvolvimento científico e tecnológico. Monumentos arquitetônicos
como Machu Picchu no Peru, complexo arqueológico de Teotihuacán no México e as Pirâmide de Quéops,
Quéfren e Miquerinos no Egito, ratificam a decolonialidade dos saberes físicos, uma vez que tais
edificações certamente exigiram dos povos que os ergueram, conhecimentos físicos complexos. Neste
sentido, em atenção aos princípios norteadores do Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID),
elencados no Art 3º da Portaria Nº. 90 de 14 de março de 2024, uma formação de professores/as de Física,
atenta às temáticas emergentes no cenário social, educacional e cultural do país, não pode tergiversar da
realidade material e histórica do desenvolvimento científico e tecnológico das diferentes culturas. É preciso
pensar práticas contextualizadas cuja matriz curricular esteja aberta a saberes físicos que dialogam com
culturas de povos originários afro-latino-americanos. O trabalho coletivo e interdisciplinar centrado na
articulação teoria-prática, ao se alinhar com a problematização de uma Física colonizada, se coloca ao lado
do pluralismo de ideias e de concepções epistemológicas e pedagógicas, necessárias à abordagem
decolonial dos saberes físicos. Uma vez que esse ainda é um campo carente de investigações e ações,
identificamos em tal proposta uma oportunidade para a universidade levar até a escola os conhecimentos
que lá são desenvolvidos, bem como para Iniciação Científica dos/as estudantes por meio da aproximação
com a pesquisa e a extensão enquanto processos formativos e práticas pedagógicas. O exercício da
problematização dos saberes físicos mobilizados no contexto do ensino, bem como das formas como são
ensinados, demanda dos membros deste núcleo a percepção e assunção das dimensões pedagógicas,
políticas, éticas e estéticas da docência alinhadas com a luta antirracista. Esse também é um dos
compromissos sociais que assumimos. A possibilidade de significar o PIBID como esse espaço de formação
continuada dos docentes em exercício se alinha com uma das dimensões da valorização do profissional da
educação. Ao imergirem na cultura escolar, os/as bolsistas de iniciação à docência vivenciarão os
processos de gestão democrática do ensino público e que são adotados na escola onde estão
desenvolvendo suas atividades do PIBID. A vivência em tal experiência, oportuniza um processo de
formação para o respeito e valorização das diversidades com justiça social, inclusão e direitos humanos;
articulada a educação escolar, o mundo do trabalho, as práticas sociais e a cidadania. Ao participar de tal
subprojeto, o estudante enriquece sua formação e, ao mesmo tempo, o curso tem a oportunidade de
refletir sobre seu Projeto Pedagógico do Curso (PPC) com vistas ao combate às desigualdades sociais e
educacionais entre grupos definidos por posições sociais, étnico-raciais e de gênero, entre outras.
Reconhecemos ainda que as bolsas acrescidas por esse programa podem contribuir não só para a
frequência dos/as bolsistas de iniciação à docência no PIBID, mas também contribuem para a permanência
destes no curso de Física Licenciatura. Tais bolsas podem minimizar as desigualdades de classe que são
refletidas no interior dos cursos superiores, favorecendo a permanência dos/as bolsistas no próprio curso
(segundo levantamento da UFAL realizado em 2018, 80,1% dos/das seus/suas estudantes tem renda per
capita até 1,5 salário mínimo. No Campus Arapiraca são 94% dos/as estudantes que possui essa renda per
capita).
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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Como pode ser observado nos Projetos Político-Pedagógicos dos Cursos (PPC) de Licenciatura em Física dos
campi Arapiraca (Arapiraca – AL) e A. C. Simões (Maceió – AL), envolvidos neste subprojeto, a estrutura dos
cursos segue uma tradição disciplinar. Tais cursos organizam seus projetos comumente em torno de
componentes curriculares de Física Teórica (que mobilizam saberes específico do campo da Física), Física
Experimental e Instrumentação para o Ensino de Física (componentes que priorizam saberes práticos),
Didáticas especiais (disciplinas de reflexão e uso de tecnologias na educação, produção de material
didático, instrumentação e metodologias de ensino); Estágio Supervisionado (iniciado a partir da segunda
metade do curso), Curricularização da Extensão (que ocupa 10% da carga horária total do curso) e a
prática como componente curricular (400h distribuídas ao longo dos diversos componentes curriculares).
Tal organização, por vezes, resulta em um trabalho isolado entre as disciplinas, dificultando o diálogo entre
teoria e prática. Em atenção aos objetivos enunciados no Art. 6º da Portaria Nº.90 de 14 de março de 2024
e atento ao desafio de fazer convergir os saberes mobilizados nos diferentes componentes curriculares
desses cursos, o subprojeto em tela visa: Incentivar a formação de professores/as em nível superior para a
educação básica através de experiências de formação docente pela via da pesquisa colaborativa, em
atenção aos perigos epistemológicos da hegemonia de uma narrativa única, colonialista e racista, para a
História das Ciências; Elevar a qualidade da formação inicial de professores/as nos cursos de licenciatura,
promovendo a integração entre educação superior e educação básica a partir de propostas de Ensino de
Física que problematizem o epistemicídio dos saberes afro-latino-americanos, com vistas a emergência de
novas formas de socialização, de produção do conhecimento físico e de seu ensino, atentas à articulação
entre teoria e prática necessárias à formação dos/as docentes; Promover ações formativas para
professores/as em formação e professores/as em exercício, contribuindo para a valorização do magistério,
assumindo a física enquanto cultura, com foco na ampliação das possibilidades de compreensão da relação
dos diferentes povos com o mundo natural, tomando como ponto de partida os inventos científicotecnológicos dos povos originários da África e das Américas; Estimular diferentes modos de pensar sobre a
produção do conhecimento físico e do ensino de física a partir da exploração de monumentos
arquitetônicos produzidos por diferentes povos, em diferentes regiões do planeta, em diferentes momentos
históricos e a partir desse olhar, inserir os/as bolsistas de iniciação à docência no cotidiano de escolas da
rede pública de educação, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências
metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que busquem a
superação de problemas identificados no processo de ensinoaprendizagem; e Explorar saberes científicotecnológicos produzidos pelos povos afro-latino-americanos e que tem sido silenciados no campo do ensino
de física e desta forma, incentivar escolas públicas de educação básica, a refletir sobre o currículo ao
mesmo tempo em que os supervisores/as, envolvidos nas reflexões assumem o papel de coformadores/as
dos futuros docentes tornando-as protagonistas nos processos de formação inicial para o magistério.
Orientados/as por tais objetivos, é possível intensificar o diálogo interdisciplinar entre os múltiplos
componentes curriculares dos PPC destes cursos de Física Licenciatura, fomentar a unidade entre teoria e
prática, bem como a articular ensino, pesquisa e extensão a partir do trabalho colaborativo e
interdisciplinar e de uma prática contextualizada com foco em temáticas emergentes no cenário social.
Dada a realidade social dos/as bolsistas de iniciação à docência em Física Licenciatura e a natureza do
PIBID, a participação dos/as estudantes neste subprojeto, bem como o incremento de bolsas, tende a
contribuir para o delineamento da identidade profissional destes sujeitos e a redução da evasão no curso
desde os primeiros semestres do curso. Uma vez que o inciso II do Art. 67 da Lei 9394/1996, aponta o
aperfeiçoamento profissional continuado como uma da dimensões da valorização dos profissionais da
educação, apontamos que a vivência neste subprojeto, por demandar um olhar inovador no que concerne
ao Ensino de Física, oportuniza a participação e a oferta de cursos de formação continuada acerca de um
currículo decolonial e luta antirracista. Tal cenário oportuniza a aproximação com a pesquisa e a extensão.
Trata-se de uma proposta de inovação pedagógica. O subprojeto incentivará a adoção de metodologias
pedagógicas inovadoras, visando a melhoria do ensino de Física e a formação de professores/as mais
preparados/as para enfrentar os desafios educacionais contemporâneos.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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A qualidade dos cursos de formação de professores/as, dada a realidade do mundo do trabalho e o
significativo número de jovens imersos/as na Cultura Digital, está também associada ao desafio de formálos/as com as competências necessárias à docência por meio do uso das Tecnologias Digitais da
Informação e da Comunicação (TDIC). Este subprojeto, atendo a esta demanda, aponta as seguintes ações
de formação dos/as participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de tecnologias: Preparação da
equipe (cursos de preparação): nesta etapa serão realizadas ações de formação com vistas à socialização
de saberes que subsidiem os percursos dos/as membros/as dos núcleos no que concerne ao uso de TIDC
no Ensino de Física. Tais ações resultarão da articulação entre coordenadores/as de área e supervisores/as
e terão como foco: Cultura Digital; tendências e inovações em educação digital; Experiências exitosas;
Integração das TDIC na Educação; Cuidados Éticos no uso de TDIC; Técnicas de criação de conteúdos
digitais (casos, histórias em quadrinhos, vídeos, podcasts, infográficos); Metodologias Ativas e Tecnologias
Educacionais (Sala de Aula Invertida, Aprendizagem baseada em projetos e problemas, Gamificação e uso
de jogos digitais na Educação); Repositórios Digitais (Portal do Professor; Banco Internacional de Objetos
Educacionais; Plataforma EduCapes); Experimentação mediada por interfaces digitais (animações,
simulações, applets, softwares, experimentos baseados em filmes ou videogravações, experimentos
baseados em fotografias e imagens estáticas; experimentos em realidade virtual ou de realidade
aumentada); Experimentos remotos; Programação e robótica educativa; Interfaces digitais na Educação
(Blog, Instagram, Padlet,Google Docs, Google Meet). Captação da realidade escolar e planejamento
(observação): Nesta segunda etapa de Iniciação à Docência, utilizaremos o Blog, Instagram e o Padlet
como plataformas de suporte ao registro memorial e portifólio das atividades dos/as bolsistas de iniciação
à docência. Dada a necessidade de preservar os/as sujeitos/as envolvido/as, as publicações serão
revisadas pelo/a supervisor/a e pelo/a coordenador/a de área. Os registros descreverão a infraestrutura
física e pedagógica da escola, bem como os extratos das observações de aulas. Projeto de investigação de
questões emergentes da realidade escolar (pesquisa): As Interfaces digitais Google Docs e Google Meet
serão utilizadas para suporte ao acompanhamento e à orientação dos trabalhos de pesquisa que serão
desenvolvidos pelos/as licenciandos/as. Os registros memoriais tecidos a partir das experiências de
observação e de regência e que forem registrados no Blog e no Instagram, poderão apontar questões que
demandam investigações. Dentre as questões que emergirão da realidade escolar, algumas delas
despertará o interesse dos/as bolsistas de iniciação à docência em compreendê-las a partir de
investigações científicas. Tais pesquisas serão acompanhadas pelos/as supervisores/as e pelo/a
coordenador/a de área e dada a dispersão entre os municípios, a escrita colaborativa será tecida e
supervisionada a partir da Interface Google Docs. As orientações poderão acontecer de forma presencial e
também a partir da plataforma Google Meet, à distância. Planejamento e regência (docência
compartilhada): Na medida em que os/as bolsistas de iniciação à docência avançam dentro do programa,
esses/as sujeitos/as iniciarão a docência compartilhada com os/as supervisores/as. Semanalmente esses/as
sujeitos/as se reunirão para definir o planejamento de ensino. Neste planejamento os/as membros/as do
núcleo serão desafiados/as a pensar a dinâmica da sala de aula e dentro desta perspectiva, explorar
variadas estratégias e recursos didáticas/os em suas práticas pedagógicas. Dentre essas estratégias e
recursos, é possível apontar: técnicas de criação de conteúdos digitais; metodologias ativas e tecnologias
educacionais; repositórios digitais; experimentação mediada por interfaces digitais; experimentos remotos;
programação e robótica educativa; interfaces digitais na educação. Reuniões: uma vez a cada semestre,
estudantes, supervisores/as e coordenadores/as de área dos três núcleos organizarão um evento para
socialização das experiências e produções desenvolvidas. Dada a distância geográfica entre os núcleos
(Maceió e Arapiraca) esses eventos de socialização serão realizados remotamente via Google Meet. Com
efeito, é possível encontrar infraestruturas inadequadas de internet e hardwares, tanto nas escolas
públicas quanto nas residências dos/as licenciandos/as. Além disso, alguns contextos escolares são
resistentes à exploração de metodologias alternativas ao método expositivo. Lidar com esses possíveis
cenários é um desafio que esse subprojeto pretende enfrentar.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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Emitido em: 25/07/2024 17:22

Em atenção à definição do processo de Iniciação à docência, propomos para esse subprojeto as seguintes
etapas: Preparação da equipe (cursos de preparação): Serão realizadas ações de formação para os/as
bolsistas de iniciação à docência e supervisores/as, concentradas em três focos: estudos teóricobibliográficos sobre decolonialidade e ensino de Física; estudos sobre cultura digital e uso pedagógico de
tecnologias; e definição de instrumento de acompanhamento e avaliação e estudo da BNCC. Captação da
realidade escolar e planejamento (observação): Aqui, os/as bolsistas de iniciação à docência receberão
formulários elaborados pelo/a Coordenador/a de Área em conjunto com os/as Supervisores/as e, a partir
destes formulários, realizarão mapeamentos da infraestrutura física, Projeto Político Pedagógico, Recursos
didáticos e Recursos humanos que compõem a comunidade escolar intramuros. A observação dos diversos
espaços físicos da escola deve ser atenta às potencialidades que aqueles espaços podem oferecer para
aulas de Física extraclasse. Além disso, os/as bolsistas de iniciação à docência serão orientados/as a fazer
observações e registros das aulas de Física de seu/sua supervisor/a, preferencialmente na turma onde
realizará a regência de aulas e terá a oportunidade de observar as várias situações que se manifestam
numa sala de aula na perspectiva de quem vai assumir a docência compartilhada naquela turma. Os
momentos de observação também envolvem conversas com estudantes da educação básica,
professores/as, gestores/as e demais servidores/as da escola. Essas observações serão registradas em
diário de campo e suas sistematizações serão socializadas num Blog, no Padlet e no Instagram com o
objetivo de captar a realidade escolar. Projeto de investigação de questões emergentes da realidade
escolar (pesquisa): A inserção dos/as bolsistas de iniciação à docência na escola constituirá um momento
de compressão da cultura escolar e de identificação de problemas carentes de investigação. Diante desses
problemas, o/a bolsista de iniciação à docência será provocado/a a refletir sobre eles buscando
compreendê-los. A investigação desses problemas será realizada em grupo e a orientação ficará sob a
responsabilidade do/a supervisor/a e do/a coordenador/a de área. Os/as bolsistas de iniciação à docência
serão orientados/as a partir de referenciais teóricos centrados em possibilidades decoloniais e antirracistas
de Ensino de Física e em referenciais metodológicos da pesquisa-ação colaborativa. Os produtos gerados
serão descritos no formato de artigos e serão divulgados em periódicos científicos ou em capítulos de
livros. Planejamento e regência (docência compartilhada): nesta etapa o/a bolsista de iniciação à docência
experimentará a docência compartilhada junto com seus pares e com o/a supervisor do PIBID, o/a
professor/a de Física da escola. Nesse momento, os/as bolsistas serão desafiados/as a desenvolver um
plano de intervenção no qual explorem com máxima intensidade a articulação dos saberes que têm
mobilizado no curso e explorem diferentes estratégias didáticas. Os/As bolsistas de iniciação à docência
participarão de reuniões colegiadas, revisão do PPP da escola e de atividades de planejamento anual,
semestral, bimestral, bem como da elaboração de planos de aulas de Física e atividades pedagógica
diversas. A docência compartilhada de aulas de Física, bem como o desenvolvimento de todas as
atividades didático-pedagógicas implementadas na escola, serão acompanhadas diretamente pelo/a
supervisor/a. É imprescindível que os/as bolsistas de iniciação à docência, em articulação com o/a
supervisor/a, produzam materiais didáticos; experimentos; organizem eventos (feiras de ciências, mostras
científicas, projetos didáticos, etc.) que movimentem a comunidade escolar. Reuniões: Semanalmente,
os/as bolsistas de iniciação à docência dedicarão 2h para reuniões com seus/suas respectivos/as
supervisores/as para o desenvolvimento de reflexões e análises sobre as observações e a docência
compartilhada, bem como para preparar material e planejar as intervenções didáticas da semana seguinte.
Uma vez ao mês, bolsistas de iniciação à docência, supervisores/as e coordenadores/as de área se reunirão
para acompanhamento e socialização das experiências e produções do Núcleo. Os membros do núcleo
serão mobilizados a participar das reuniões dos Grupos de Pesquisa nos quais os/as coordenadores de área
atuam desenvolvendo pesquisas em Ensino de Física.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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Neste subprojeto, compreendemos que a práxis (unidade teórico-prática que resulta da síntese do
movimento dialético entre teoria e prática), com vistas à transformação do real, se constitui num espaçotempo de aproximação e de desenvolvimento de novos saberes e fazeres pedagógicos. As matrizes desse
espaço-tempo são problemas epistêmicos identificados a partir das observações, dos registros, das
narrativas e do trabalho colaborativo produzido nas socializações dos registros do que os/as sujeitos/as
viveram em cada uma das etapas do percurso. Os problemas epistêmicos identificados a partir desses
registros, ao serem analisados em estudos colaborativos, podem gerar relatos de pesquisa com potencial
para divulgação em eventos científicos, revistas da área da Educação ou da área de Ensino de
Ciências/Física ou em capítulos de livros. Neste sentido, uma vez que se trata de um trabalho colaborativo
e que articula ensino, pesquisa e extensão, o acompanhamento e a avaliação não podem ficar apenas a
cargo do/a coordenador/a de área. Assim, ao longo do processo, fizemos a opção pelo acompanhamento e
a avaliação compartilhada fundamentada na concepção diagnóstica, ou seja, na medida em que for
diagnosticada alguma demanda que carecer de intervenção, será dado o suporte necessário. Cada bolsista
de iniciação à docência do núcleo deve ajudar os pares a fortalecerem o grupo na perspectiva de um
trabalho colaborativo. Assim, os/as bolsistas de iniciação à docência farão avaliação e acompanhamento de
seus/suas pares, do supervisor/a e do/a coordenador/a de área. Os/as supervisores/as farão
acompanhamento e avaliação dos/as bolsistas de iniciação à docência e do/a coordenador/a de área. Os/as
coordenadores/as de área farão acompanhamento e avaliação dos/as bolsistas de iniciação à docência e
dos/as supervisores/as. Cada sujeito também fará sua própria autoavaliação. Esse cuidado com o/a outro/a
perpassará todas as etapas do subprojeto: Preparação da equipe (curso de preparação), Captação da
realidade escolar e planejamento (observação), Projeto de investigação de questões emergentes da
realidade escolar (pesquisa), Planejamento e regência (docência compartilhada) ou Reuniões. Com efeito,
na etapa “Preparação da equipe (cursos de preparação)”, mais especificamente na ação de formação
“Definição de Instrumento de acompanhamento e avaliação e estudo da BNCC”, os membros do núcleo, de
forma colaborativa, desenvolverão um instrumento de avaliação a partir seguintes critérios: - O/a sujeito/a
avaliado/a é um/a sujeito/a em formação, portanto aberto/a às sugestões; - O/a sujeito/a que avalia é um/a
sujeito/a que apresenta sugestões ao trabalho do/a outro/a com generosidade, sensibilidade, cuidado e
respeitando as condições de partida e as potencialidades do/a sujeito/a avaliado/a; - É imprescindível
conservar evidências do percurso, a fim de focalizar a forma como o/a sujeito/a progressivamente aprende
(escritos, fotos, vídeos e outras produções que possam ser utilizadas como fontes das memórias); - A Física
precisa ser ensinada assumindo essa como uma ciência da natureza e fundamentalmente experimental; - É
preciso valorizar a criatividade, a inovação e a colaboração; - A docência valoriza o professor que ocupa os
espaços da sala de aula e extra-sala; - O/a bom/boa professor/a sempre interage com sua turma; - O
respeito à diversidade presente na sala de aula e na escola é uma grandeza imprescindível; - Vale muito a
pena explorar o máximo de variedade de metodologias de ensino; - Saber sobre o planejamento de ensino
é um direito da gestão e dos estudantes, por isso a objetividade e clareza na elaboração desse documento
devem ser cuidadas; - Compreender bem os saberes físicos é necessário ao professor de física; Valorização da diversidade de gênero e de raça presente naquele espaço e para além dele; - O ensino de
física precisa estar alinhado à efetivação da Justiça social e dos direitos humanos; - Vamos garantir
visibilidade das Mulheres nas ciências; - Uma preocupação em nosso subprojeto é pensar possibilidades
para uma Física decolonial. A cada reunião com bolsistas de iniciação à docência, supervisor/a e o/a
coordenador de área, todos os membros, de posse do instrumento de avaliação, terão condições de fazer
sua autoavaliação e o acompanhamento do/a outro/a. Além disso, semestralmente os/as bolsistas de
iniciação à docência deverão apresentar ao/à supervisor/a um relatório de suas atividades. O/A
supervisor/a analisará esse documento e o remeterá ao/à coordenador/a junto com o relatório de
acompanhamento dos/as pibidianos/as que estão sob sua responsabilidade.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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A cada semestre no PIBID os/as bolsistas de ID avançarão nos saberes e fazeres relacionados ao ensino, a
pesquisa e a extensão. Em atenção a esta progressão, neste subprojeto, a proposta de inserção desses
sujeitos no contexto escolar se dará da seguinte forma: No primeiro semestre de percurso, os/as bolsistas
de ID participarão de: a) cursos de preparação; b) reuniões semanais com o supervisor; c) reuniões
mensais com os membros do seu núcleo; d) realizarão observações da infraestrutura física e pedagógica
da escola bem como observarão as aulas de seu supervisor; e) farão registros de suas vivências em blog,
instagram e padlet; f) poderão participar de reuniões e integrar grupos de pesquisa ligados ao Ensino de
Física; g) definirão, a partir das observações que realizaram, um problema de pesquisa que será
investigado e iniciarão estudos teórico-bibliográficos acerca do objeto de estudo; h) produzirão um relatório
semestral; e i) participarão do evento de socialização das produções semestrais do núcleo. Na medida em
que os/as bolsistas de ID vão se apropriando da cultura escolar e estabelecendo relações positivas no
interior da escola, também vão criando confiança e delineando estratégias que serão dialogadas com o/a
supervisor/a no sentido de construir uma docência compartilhada das aulas de Física. Além disso, os/as
bolsistas de ID podem contribuir para a organização de um evento na escola que problematize a
colonialidade no Ensino de Física. Em articulação com seu supervisor, os/as bolsistas de ID podem propor
mostras científicas sobre mulheres nas ciências, produções científicas dos povos negros ou indígenas, etc.
Deste modo, no segundo semestre de PIBID, esses sujeitos participarão de: a) reuniões semanais com o/a
supervisor/a; b) reuniões mensais com os/as membros/as do seu núcleo; c) colaborarão no planejamento
de atividades pedagógicas e iniciarão docência compartilhada de aulas de Física; d) farão registros de suas
vivências em blog, instagram e padlet; e) poderão participar de reuniões e integrar grupos de pesquisa
ligados ao Ensino de Física; f) delinearão o problema, objetivos, revisão da literatura e metodologia do
projeto de pesquisa que pretendem desenvolver no PIBID; g) produzirão um relatório semestral; h)
participarão do evento de socialização das produções semestrais do núcleo; i) organizarão e realizarão um
evento (mostra científica, feira de ciências, projeto, etc.) na escola. Ao concluir esse segundo semestre o
PIBID, os/as bolsistas de ID já terão construído alguma aproximação com a docência e terão iniciado
movimentos na direção da aproximação com o fazer da pesquisa e da extensão. Assim, nos dois semestres
seguintes terão condições de diversificar o uso de estratégias didáticas na turma onde desenvolvem a
docência compartilhada. Esses/as sujeitos/as serão incentivados/as a explorar o Ensino de Física a partir de
técnicas de criação de conteúdos digitais; Metodologias Ativas; Repositórios Digitais; Experimentação;
Programação e robótica educativa; Interfaces digitais na Educação. A Docência Compartilhada estará ainda
mais atenta à necessidade de exploração de espaços da escola para além da sala de aula tais como o
pátio, ginásio poliesportivo, cantina, biblioteca ou sala de leitura, o laboratório de informática ou de
ciências, etc. Além disso, a docência compartilhada também estará mais vigilante à necessidade de
garantir o respeito à diversidade presente na sala de aula, na escola e na sociedade, bem como se
mobilizará no sentido de pensar possibilidades para uma Física decolonial. Deste modo, no terceiro e no
quarto semestre de Iniciação à Docência, os/as bolsistas de ID participarão de: a) reuniões semanais com
o/a supervisor/a; b) reuniões mensais com os/as membros/as do seu núcleo; c) praticarão do planejamento
de atividades pedagógicas e aprofundarão a docência compartilhada de aulas de Física; d) farão registros
de suas vivências em blog, instagram e padlet; e) poderão participar de reuniões e integrar grupos de
pesquisa ligados ao Ensino de Física; f) realizarão o projeto de pesquisa proposto; g) produzirão dois
relatórios semestrais; h) participarão dos eventos de socialização das produções semestrais do núcleo; i)
organizarão e realizarão mais um evento (mostra científica, feira de ciências, projeto, etc.) na escola ao
longo desses 12 meses finais. Os/as Bolsistas de IC serão incentivados a comunicarem os relatos das
investigações e os relatórios semestrais no formato de artigos que poderão ser publicados em capítulos de
livros ou revistas científicas da área. Esse processo de aproximação com a organização de eventos
acadêmicos e a produção científica, de forma articulada com as práticas de ensino, tendem a elevar e
qualificar a docência em Física. Ao longo deste percurso, as vivências não podem prescindir da
generosidade, sensibilidade, cuidado e respeito as condições de partida e as potencialidades dos/as
sujeitos/as.

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Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Letras Inglês
Curso(s) participante(s)
- (Letras Inglês) 29475 - LETRAS - INGLÊS
Etapas
- Ensino Fundamental - Anos finais
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Cultura Digital e Tecnologia na Educação
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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O cenário contemporâneo requer uma formação de professores de protagonismo indicando a necessidade
de observar, analisar, rever, modificar, repensar e atualizar as formas de ensinar e de aprender. As
próprias interdependências em nível planetário exigem tomada rápida de decisão, objetivos e resultados
alcançados e atingidos a partir de novas linguagens, ciências e culturas. O PIBID, programa executado pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES, promove ao licenciando do curso
de Letras Inglês da Universidade Federal de Alagoas, de modo orientado e supervisionado, sua entrada e
participação ativa na escola básica sob a supervisão do professor da escola e da professora orientadora da
UFAL em um grande trabalho colaborativo e coletivo. Dessa forma, promove diálogos entre sociedade,
universidade e escola pública ao fortalecer a formação docente e a melhoria de qualidade da educação
básica, promovendo autonomia, além da construção de conhecimento por meio da vivência da atuação
profissional e atividades com diversos níveis de complexidade. Essa inserção do professor em formação
inicial na sala de aula da escola básica com o professor em formação continuada permite a aplicação e
reflexão acerca das questões teórico-prático-metodológicas apresentadas e discutidas ao longo da
graduação na UFAL oportunizando, assim, diálogo entre os vários saberes. É emergente que o sistema
educacional supere a visão simplista de transmissão do conhecimento rompendo com o ensino de mero
conteúdo para retenção estagnada e mecânica. Assim, para ir além do tratamento linear e fragmentado de
apresentação de conteúdos, nos respaldamos no pensamento complexo de Edgar Morin (1999, 2007, 2008,
2011) que apresenta a interlocução de saberes em contínuo e múltiplo diálogo apontando para o processo
e não para resultados. Pensar a formação do ponto de vista da complexidade é (re)pensar a incompletude
do ser humano, em constante processo de vir-a-ser e de sua indissociabilidade em relação ao meio. Nessa
esteira de discussão, o presente subprojeto, Religação de saberes necessários para a formação de
professores de Língua Inglesa no PIBID da UFAL, se coloca em consonância com os objetivos delineados no
projeto institucional, intitulado Formação docente crítica e reflexiva em Alagoas: articulações teóricopráticas, diversidade, cultura, ambiente, tecnologia e pesquisa-ação-colaborativa na interface escolauniversidade, no que tange a fortalecer a parceria e cooperação entre a Universidade Federal de Alagoas e
as escolas públicas das redes municipal e estadual de Alagoas a partir das vivências na escola e sua
função social, a aproximar os licenciandos com a pesquisa colaborativa em Educação, Ensino e/ou
Formação de Professores, dos estudos e ações interculturais valorizando a diversidade no sentido mais
amplo, além da Educação em Direitos Humanos e Meio Ambiente aliada à formação tecnológica de modo
que atenda às demandas e inquietações da sociedade do século XXI à luz da interdisciplinaridade dos
saberes, das experiências, vivências e prática profissional docente. Assim, em diálogo com o projeto
institucional, este subprojeto apresenta os seguintes objetivos: - Identificar entraves do processo de
ensino-aprendizagem por meio de avaliação diagnóstica; - Promover formação inicial e continuada dos
protagonistas do subprojeto; - Investigar, por meio da pesquisa ação colaborativa, fenômenos teóricometodológicos em diálogo com a prática docente e os referenciais curriculares; - Elaborar projetos de
intervenção, planos de aula, material didático e produtos pautados nos estudos teórico-práticometodológicos; - Promover mostras e ações interculturais; - Socializar, divulgar e trazer para discussão a
produção científica oriunda das investigações da pesquisa colaborativa no âmbito interno e externo à
UFAL. É preciso considerar com sensibilidade e olhar crítico as potencialidades dos objetivos supracitados
mediante situações não previstas no cotidiano da escola campo, mas que certamente podem ser acolhidas
durante o processo. Segundo Pitombeira (2013) essa percepção da ação justifica a interconexão intensa,
recursiva, circular e dialógica regidas pela interação em que as decisões são tomadas de modo
colaborativo.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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O contexto contemporâneo que vivemos requer tessituras complexas uma vez que novos desafios exigem
novos tipos de respostas e ações. Assim, a formação inicial deve ser um processo de construção de
conhecimento teórico-prático-metodológico em rede no campo que envolve o ensino-aprendizagem da
língua inglesa. Objetivamos articular as ações desse subprojeto com o Projeto Pedagógico do curso de
Letras Inglês ao oportunizar aos participantes do núcleo do PIBID Letras Inglês (coordenadora do
subprojeto, licenciandos e professores supervisores da escola pública) a reflexão crítica sobre ser professor
e sobre as práticas docentes religando saberes em suas diferentes dimensões para ampliar sua visão e
responsabilidade profissional e de cidadania planetária para transformar a sociedade por meio do ensinoaprendizagem da língua inglesa. O problema da religação é um problema de reaprendizagem do
pensamento que implica a entrada em ação de três princípios. O primeiro princípio é o do anel recursivo ou
autoprodutivo que rompe com a causalidade linear. Este anel implica um processo onde os efeitos e os
produtos são necessários à sua produção e à sua própria causação [...] Desta sociedade, emergem
qualidades como a língua ou a cultura que retroagem sobre os produtos, produzindo, assim, indivíduos
humanos. [...]. A causalidade é representada de agora em diante por uma espiral, não sendo mais linear. O
segundo princípio é o da dialógica, um pouco diferente da dialética. É preciso, em certos casos, juntar os
princípios, as ideias e as noções que parecem opor-se uns aos outros. [...] Nesse contexto, o princípio
dialógico é necessário para afrontar realidades profundas que, justamente, unem verdades aparentemente
contraditórias. Chamei hologramático o terceiro princípio, em referência ao ponto do holograma que
contém quase a totalidade da informação da figura representada. Não somente a parte está no todo, mas
o todo está na parte (MORIN, 1999, p.48). Essa percepção da realidade pode ser decorrente também de
ações de formação capazes de proporcionar momentos para uma prática pedagógica contextualizada e
crítica desmitificando crenças relacionadas à impossibilidade de aprendizagem da língua inglesa na escola
básica pública. O desenvolvimento da reflexão crítica dos envolvidos contribui para a autonomia do
licenciando. Face ao exposto e em consonância com o Projeto Pedagógico do Curso de Letras Inglês da
UFAL, entendemos a autonomia do licenciando como um processo em constante movimento, formação e
construção desenvolvida pelo conhecimento teórico, experiência pedagógica do conteúdo permeada pelo
movimento recursivo da reflexão sobre a própria ação. O equilíbrio e diálogo desses saberes se dá na
formação do licenciando. Neste projeto nos amparamos no conceito de autonomia de Pennycook (1997,
p.39) apresentado como a “luta para se tornar o autor de seu próprio mundo, ser capaz de criar seu
próprio significado e de perseguir alternativas culturais no seio da política cultural do cotidiano”.
Concluímos que a formação inicial dos professores de inglês deve ser um processo dinâmico e integrado,
que promova a articulação entre teoria e prática através de reflexões críticas e ações contextualizadas.
Através do engajamento dos participantes do PIBID Letras Inglês, busca-se fomentar a autonomia do
licenciando, capacitando-o a se tornar um agente transformador na sociedade. Este projeto, fundamentado
nos princípios da recursividade, dialógica e hologramático de Morin (1999), bem como na concepção de
autonomia de Pennycook (1997), enfatiza a importância de um ensino-aprendizagem que considere as
complexidades do mundo contemporâneo e as necessidades de uma educação inclusiva, crítica
promovendo uma conscientização para a diversidade, a interculturalidade, o meio ambiente e a tecnologia.
Assim, reforçamos nosso compromisso com a formação de educadores capazes de navegar e influenciar
positivamente as diversas dimensões do ensino de língua inglesa, promovendo uma cidadania planetária e
transformando realidades por meio da educação.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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Ao repensar o enfoque que hoje damos ao ensino-aprendizagem de língua inglesa e à formação docente,
busca-se o redimensionamento de práticas e de perspectivas a partir da adoção de novos procedimentos
de natureza tecnológica, visto que existe um abismo entre o contexto histórico-social e as práticas
vigentes. Se a sociedade hoje é atravessada por interfaces, linguagens, ferramentas e recursos digitais e
tecnológicos como práticas sociais, é preciso buscar maior aproximação da escola com essa realidade.
Sendo assim, é essencial a auto-heteroecoformação tecnológica de professores que, segundo Maximina
Freire (2009), permite que a “apropriação de ferramentas, práticas e linguagens conduza professores e
formadores a uma ação progressivamente crítico-reflexiva que, por sua vez, repercute sobre o meio e
sobre eles próprios, como indivíduo e grupo, gerando novas ações critico‑reflexivas, imprescindíveis para a
formação do professor como cidadão social e tecnológico, inserido – e agente da inserção de seus alunos –
em uma sociedade em processo de digitalização”. É por meio de uma tessitura dinâmica que aponta para a
interconectividade e interdependência, caracterizado pelo todo e pelas partes que devemos priorizar a
articulação rizomática, não linear e não fragmentada do conhecimento. Busca-se, então, utilizar a
linguagem que permeia a tecnologia como a presente em podcast, em mídias sociais e digitais e interfaces
em geral como Instagram, Facebook, Tik Tok, WhatsApp, fake News, memes, histórias digitais, dentre
outras na elaboração de material didático, aproximando, assim, práticas sociais à sala de aula de língua
inglesa. Na mesma esteira de discussão, faz-se necessário apresentar as temáticas dos objetivos de
desenvolvimento sustentável da ONU a fim de preparar a sociedade para a cidadania na era planetária.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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O trabalho colaborativo e de partilha de todos os participantes do projeto (licenciandos, coordenador e
professor-supervisor) será valorizado durante o processo. Ancorados no conceito de comunidade de
aprendizagem de Lave e Wenger (1991, p.29) em que a participação pode ser diferenciada, dependendo
do grau de conhecimento que o participante tem das práticas dessa comunidade. Os autores acreditam
que “o conhecimento e as habilidades fazem com que os aprendizes movam-se em direção à participação
integral nas práticas socioculturais da comunidade”. Participar de uma comunidade requer do indivíduo
uma atitude aberta para as incertezas, as imprevisibilidades e para as mudanças tantos nos papéis que
desempenham quanto das interações que se estabelecem. Um participante não tem um caminho préestabelecido a seguir, ele irá construindo seu caminho à medida que o percorre, observando que as
bifurcações estão presentes, decidindo, refletindo, retornando se for preciso. Wenger (1998) destaca a
relação entre as mudanças e a aprendizagem afirmando que elas fazem parte da natureza da prática. Para
o autor, mudança e aprendizagem podem ocorrer, mas envolvem tanto a continuidade quanto a
descontinuidade. Ao referir-se às comunidades de prática, Wenger (1998) acredita que essas sempre
envolvem a aprendizagem, caso contrário a prática seria sempre estável e ou raramente poderia ser
transformada. Este trabalho colaborativo em comunidade de aprendizagem está previsto com encontros
regulares presenciais semanais e mensais e, eventualmente, virtuais quando houver a presença de
palestrante de outros cidades e estados. Esses encontros, denominados neste projeto como “sessões
formativas”, para reuniões em forma de roda de conversa e socialização, para que grupos de 8
licenciandos por escola, totalizando 24, e os 3 respectivos professores supervisores, possam compartilhar
suas experiências para refletir acerca das diferentes justificativas teórico-prático-metodológicas para
solucionar problemas e estudar casos identificados nas informações diagnósticas e pela observação atenta
para efetivar intervenções sob a orientação da professora da UFAL. Para suprir essa iminente necessidade
serão promovidas, além das reuniões (sessões formativas): oficinas, palestras, seminários de formação
acerca de teorias importantes para o ensino-aprendizagem de língua inglesa, dos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN), Orientações Curriculares para o Ensino Médio (OCEM) e BNCC em conjunto com os
professores-supervisores da escola, coordenador e convidados para problematizar possibilidades de
implementação de tais diretrizes no ambiente escolar à luz das experiências práticas em sala de aula em
diálogo com as teorias estudadas. É notório esclarecer que o estudo dirigido contínuo seguido por
discussão como subsídio do estudo teórico permearão todas as etapas do projeto como base na reflexão
acerca da prática docente. A formação de professores de língua inglesa na/para Educação Básica da era
planetária precisa, em sua essência, estar pautada nos desafios e aspirações globais propostos pelos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 2030. Os 17 objetivos representam o
compromisso na promoção da igualdade de gênero, redução da pobreza e desigualdades, questões
ambientais, climáticas e sustentáveis, oferta de educação de qualidade, entre outros, uma vez que
acompanhamos sincronamente uma sucessão de cenas, notícias e eventos extremos acerca de drásticas
mudanças climáticas, desmatamento, queimadas, inundações que resumem o caos que hoje vivemos
oriundas de escolhas e ações tanto do passado quanto do presente.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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Como estratégias de acompanhamento dos professores supervisores da escola e dos licenciandos, além
dos encontros regulares semanais e quinzenais para discussão do andamento das atividades, os
licenciandos farão o registro de suas atuações em diários reflexivos em arquivo compartilhado com a
coordenadora favorecendo um acompanhamento mais imediato das impressões das experiências
vivenciadas. Os supervisores, por sua vez, farão relatórios mensais do desenvolvimento das atividades
também em arquivo compartilhado com o coordenador do projeto. Importante citar que o
compartilhamento ocorrerá no Google drive. Todas as atividades didático-pedagógicas, incluindo os planos
de aulas e os produtos, serão discutidas, analisadas e avaliadas pela coordenadora e professor-supervisor
antes de sua aplicação. Acreditamos que esse contínuo diálogo dos pares desse processo seja essencial na
formação e iniciação à docência numa rica oportunidade que muitas vezes, quando os licenciando
estiverem em serviço não terão tempo para discussão das atividades que pensam em aplicar. As
atividades, produtos e planos de aula serão compartilhados no Google drive. A coordenadora do projeto
visitará as escolas-campo para encontros com o professor-supervisor e seus licenciandos, além de
acompanhar toda a elaboração das atividades didático-pedagógicas, os planos de aulas e os produtos,
assim como sua aplicação e pós-aplicação com a finalidade de perceber cada parte do processo a partir da
reflexão sobre a ação. Toda a comunicação acontecerá por meio do grupo de WhatsApp, e-mail, plataforma
virtual quando for necessário, além dos encontros presenciais. Haverá ata para as reuniões presenciais
escritas pelos licenciandos e lista de presença nas escolas com o controle do professor supervisor da
escola-campo. Conforme a descrição, a avaliação e a autoavaliação serão processuais e contínua nas
socializações em nossas reuniões, sessões formativas, e demais espaços de formação promovida pelo
subprojeto do núcleo de Língua Inglesa.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.
A primeira ação de inserção e ambientação dos licenciandos será por meio do levantamento de
características locais da unidade escolar no que diz respeito à estrutura, recursos e pessoal. Esse
levantamento com entrevistas semiestruturadas e questionário tem um papel muito importante para
decisões pedagógicas, a partir de necessidades e/ou problemas apresentadas no ambiente escolar. A ativa
participação dos licenciandos na rotina da escola, tais como, eventos, reuniões pedagógicas, reuniões de
pais e aulas os aproximarão do espaço escolar em sua totalidade, mostrando a importância da relação
parte-todo e todo-parte preconizada por Morin (1999, 2007, 2008) também gerando informações
pertinentes a futuras decisões e intervenções na execução do projeto. Os licenciados também realizarão
uma entrevista com o professor-supervisor, além de acompanhá-lo em suas respectivas aulas para somar
dados que nortearão decisões, ações e intervenções. Além de momentos para discutir e apresentar as
sequências didáticas para aplicação em sala nas sessões formativas. As sequências didáticas, assim como,
qualquer atividade pedagógica será armazenada no Google drive e as reflexões acerca da concepção,
teorias fundantes e resultados após a execução serão registradas em forma de relato no diário reflexivo.
Esses dados serão apresentados e discutidos nas socializações semanais nos guiando na elaboração das
ações seguintes. Todo o registro subsidiará a elaboração do relatório parcial e final, além da publicização
em congressos e publicações em livros e revistas científicas da área.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Letras Português
Curso(s) participante(s)
- (Letras Português) 31171 - LETRAS - PORTUGUÊS
- (Letras Português) 1151147 - LETRAS - LÍNGUA PORTUGUESA
- (Letras Português) 1151780 - LETRAS - LÍNGUA PORTUGUESA
- (Letras Português) 1598353 - LETRAS - PORTUGUÊS

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Etapas
- Ensino Fundamental - Anos finais
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Cultura Digital e Tecnologia na Educação
- Educação Ambiental
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
4
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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Este subprojeto é resultado da articulação entre os Cursos de Letras-Português de três campi – A. C.
Simões (Maceió, no litoral alagoano), Campus Arapiraca (no agreste do Estado) e Campus do Sertão (em
Delmiro Gouveia, no alto sertão). É constituído por quatro núcleos, sendo dois deles no Campus do Sertão.
É uma continuidade de subprojetos de edições anteriores do PIBID (e do PRP), pois dialoga com uma rede
de ações passadas e projeta para ações futuras perspectivas colaborativas, tendo como base relatos,
diários de bordo, capítulos de livros e relatórios de ações anteriormente realizadas. A partir dos objetivos
de base do PIBID, fomentar a iniciação à docência, e, assim, fortalecer a formação docente (em nível
superior) e possibilitar a melhoria na qualidade da educação básica pública brasileira, busca favorecer o
desenvolvimento de atividades que, paralelas à formação das disciplinas da graduação, a complementam e
a ampliam. Esse fortalecimento se dá por meio da prática da reflexão conjunta, voltada para resolução de
problemas educacionais concretos, para a elaboração coletiva de sequências de ações e para a atuação
do(a)s licenciando(a)s junto(a)s à realidade viva das escolas parceiras. O subprojeto visa à formação
docente para um ensino de Língua Portuguesa que esteja pautado em pesquisas acerca de práticas de
linguagens e no conjunto de propostas legais, conceituais e metodológicas educacionais que partam da
noção de língua(gem) pela perspectiva enunciativo-discursiva, conforme a BNCC (Brasil, 2018). Este
subprojeto, então, atuará pautado na ideia de “homologia dos processos”: formar docentes sob os mesmos
fundamentos que se quer o ensino e a aprendizagem na Educação Básica. Paralelamente, há revisão e
observância cuidadosa de outros documentos oficiais, tais como os PCN, as Orientações Curriculares e o
ReCAL (Alagoas), haja vista que estão na direção de mapear, analisar e orientar os processos de ensino e
de aprendizagem. A disposição metodológica basilar, que integra os três campi e os quatro cursos
envolvidos, é a condição a uma escuta crítica das realidades escolares nas quais vamos trabalhar –
semelhantes em diversos aspectos e diferentes em outros: intenta formar para o desenvolvimento da
sensibilidade docente para as turmas, seus sujeitos e suas reais necessidades de aprendizagem. No que
tange à formação teórico-prática, sob uma perspectiva crítica, prioriza a abordagem dos letramentos
sociais em diferentes dimensões, de modo a contribuir para uma formação docente em que se contempla o
pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, percepção e assunção das dimensões pedagógicas,
políticas, éticas e estéticas da docência, que forme para o “compromisso social e valorização do
profissional da educação” e “o respeito e valorização das diversidades com justiça social, inclusão e
direitos humanos” (Portaria Capes n. 90/03/24). Compreendemos que essas contribuições propiciarão o
fortalecimento das licenciaturas, numa relação respeitosa, comprometida e criativa com a escola. Por um
lado, a disposição crítica referida é parte integrante do plano de fortalecimento dos Cursos envolvidos,
uma vez que nossas elaborações teóricas, nossas ideias e proposições precisam responder a problemas
concretos derivados das aulas de Língua Portuguesa na Educação Básica das regiões da capital alagoana,
do agreste e do sertão de Alagoas, territórios onde os núcleos atuarão, nos diferentes campi. Por outro
lado, à medida que o subprojeto se estrutura em 4 núcleos, em três regiões diferentes do Estado, é
possível indicar também particularidades. Assim, consideramos importante a abordagem de temas e a
construção de atividades e ações que contemplem os multiletramentos. Destacamos a importância de se
pensar, por exemplo, trabalhos com a oralidade, na direção da prática da leitura básica e da relação entre
prosódia, entoação e compreensão textual, e também na direção de leituras/ montagens de corais de
poesia e estratégias de letramento literário. Esse é um vetor inicial, motivado pela observação dos relatos
de estudantes nossos e da observação do estado de leitura e compreensão textual de estudantes da
graduação, muito(a)s recém-saído(a)s de turmas de Ensino Médio, que receberam o Pibid. É interesse
nosso, na atuação nos anos finais do Ensino Fundamental, contribuir para uma formação docente que
considere a realidade e as dificuldades de ensino e de aprendizagem apresentadas, frente às grandes
competências (ler, escrever, falar e escutar), principalmente após o contexto pandêmico, em que
estudantes desse nível de escolaridade ainda carecem da consolidação e às vezes da construção de
habilidades de linguagem referente à alfabetização. Por fim, objetiva focalizar problemas que se efetivam
na relação linguagem-território, no tocante à cidade, às identidades, em gênero, sexualidade, raça/etnia e
regionalidade, e à crise climática.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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Este subprojeto reforça premissas básicas previstas nos PPC dos Cursos de Letras-Português envolvidos.
Em primeiro lugar, coaduna-se com o objetivo de contribuir com a formação docente de qualidade no
sertão, no agreste e na capital alagoana, para o enfrentamento de dificuldades de ensino e de
aprendizagem em Língua Portuguesa na Educação Básica, especificamente nos anos finais do Ensino
Fundamental e no Ensino Médio. Nesse sentido, dialoga (e espera por diálogos) com os cursos em seus
conteúdos básicos e conteúdos específicos (núcleo de aprofundamento e especificação dos estudos e
núcleo de estudos integradores), sob a perspectiva da transversalidade, em que se destacam interfaces
com a educação e direitos humanos, a educação para as relações étnico-raciais e a educação ambiental.
Podemos, então, citar um trabalho que vise alguns Objetivos de Desenvolvimento Social: Educação de
qualidade (4), Equidade de gênero (5), Redução das desigualdades (10) e Combate às alterações
climáticas (13). Esse diálogo se efetivará tanto em disciplinas obrigatórias quanto em disciplinas eletivas.
Tal como em versões anteriores do Pibid, este subprojeto espera que o diálogo com o curso se estenda a
ações conjuntas com os grupos de pesquisa, os projetos de iniciação científica, os projetos de extensão e
as Atividades de Curricularização da Extensão, garantindo a interface ensino, pesquisa, extensão e
iniciação à docência. De outro modo, o PIBID continua criando demandas e possibilidades de relevância
suficiente para fazer parte, cada vez mais integral, do planejamento de reformulação dos PCC das
licenciaturas que o recebem, dada a contribuição intelectual, teórica, experiencial e inclusive econômica
que oferece aos(às) estudantes. Por essa perspectiva de atuação, há um retorno ao curso no que diz
respeito à abordagem metodológica e aos processos avaliativos, na dimensão de uma docência na
formação em Letras-Português que esteja sensível às demandas e aos desafios de licenciandos e
licenciadas, em consonância com as diretrizes para a formação docente do Ministério da Educação e da
Universidade Federal de Alagoas.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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Primeiramente, é necessário considerarmos que vivemos contemporaneamente uma “vida OnLIFe”, uma
vida hiperconectada, para a qual se faz urgente uma educação que esteja antenada com todas as
dimensões desses novos parâmetros que se nos apresentam. Nesse sentido, consideramos a discussão que
se realiza em diversos países, incluindo o Brasil, sobre a “geração do quarto”, que perpassa por considerar
as novas formas de socialização, a falta de interlocução com a família e as dores e o intenso sofrimento de
crianças e jovens diante dessa nova realidade, que alerta para a necessidade de práticas de cuidado.
Assim, acreditamos que a formação de licenciando(a)s deve necessariamente colocar em discussão a
relação de crianças, adolescentes e jovens com a cultura digital, de modo a ponderar as possibilidades
pedagógicas dos usos das novas tecnologias de informação e de comunicação. Desse modo, devemos
considerar, junto à BNCC (Brasil, 2018), a necessidade de multiletramentos e aí as análises semióticas, de
modo a problematizar as práticas de linguagem no universo digital e a vida cotidiana. Todavia, a discussão
sobre cultura digital e uso pedagógico de tecnologias mais recentes passa também pela discussão sobre
condições econômicas e desigualdade de acesso por parte do(a)s estudantes a essas tecnologias. É
possível encontrar escolas públicas (inclusive no relato de cada um dos subprojetos anteriores dos núcleos
aqui reunidos) em que essas tecnologias se fazem presentes (com laboratórios de informática,
computadores que passam por assistência periódica, salas de aula com projetores instalados no teto e
pessoal com treinamento) e escolas que não contam com nenhum desses recursos e em que o conforto
térmico e ou acústico são um dos principais inviabilizadores do simples falar e escutar. Some-se a essa
situação o fato de que o trabalho feito na escola com tais tecnologias pode não encontrar continuidade na
realidade cotidiana do(a) estudante. Mesmo no caso da graduação, não é difícil ver estudantes lendo
textos pela tela do celular e mesmo ouvir relatos de que os trabalhos das disciplinas são feitos no
smartphone, dado que nem todo(a) têm notebook ou computadores. Se pensarmos ainda que o uso mais
comum e indiscriminado que se faz desses dispositivos pouco acrescenta, temos uma realidade que
necessita ser questionada, quando pensamos em contribuições realmente significativas das tecnologias
digitais em âmbito escolar. Por essa compreensão, este subprojeto entende que o uso pedagógico da
tecnologia digital, que deve ir além da simples presença de dispositivos nas salas de aula, pode não se
efetivar plenamente em decorrência de planejamentos (quando existem) que não prevejam integração
significativa de ferramentas e procedimentos digitais no currículo escolar. A discussão sobre o tema e a
formação contínua faz-se necessária porque, do contrário, essa tecnologia pode ser subutilizada,
perpetuando práticas pouco relevantes de ensino e de aprendizagem. Dado que as realidades com que os
quatro núcleos deste subprojeto têm de lidar são distintas, aponta-se, na hipótese de haver campo e
possibilidades, uma atividade, entre muitas possíveis, que busca integrar o uso de dispositivos digitais a
práticas de pesquisa e estudo da Língua Portuguesa. De maneira mais prática, um modo de contribuir
criativa e criticamente para o uso pedagógico de tecnologias digitais será ações de realizar leituras e
discussões de gêneros discursivos, literários e não-literários, visando à elaboração de entrevistas,
episódios de podcasts, diagramação digital de pequenas publicações, manutenção de redes sociais ou
diários virtuais. O exercício de tais gêneros fornecerá não apenas o desenvolvimento de habilidades
técnicas no uso de equipamentos e ações variadas, mas especialmente o estudo de contextos diversos
para o uso da língua e até um maior conhecimento da realidade escolar. Entre muitos exemplos, também
serão realizados estudos sobre o gênero entrevista, a fim de construir espaços de interação entre o(a)s
integrantes da escola sobre temas relevantes e de interesse do(a)s alunos da Educação Básica, com
funcionário(a)s da escola, orientadas pelo(a)s licenciado(a)s e realizadas pelo(a)s estudantes. Para isso,
faz-se necessário planejamento, estudo de questionários e das características constituintes da entrevista,
oficinas de captação de áudio, imagem e vídeo e posterior revisão e edição de material textual e
audiovisual. Essa prática de letramento será realizada para possibilitar a imersão do(a)s participantes em
uma experiência que reúna áreas interdisciplinares e habilidades técnicas, mas orientada pelo estudo da
língua. Essa atividade pode servir de base para outras ações que promovam mais intimidade do(a)s
estudantes com o uso mais direcionado das tecnologias digitais e favoreçam, por exemplo, a construção de
documentário, a elaboração de outros modos de falar, de dizer e de problematizar as práticas de
linguagem.

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Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).
A fim de favorecer e subsidiar o trabalho coletivo em cada núcleo, este subprojeto visa manter ações
coordenadas que compreendem desde as reuniões periódicas do(a)s licenciado(a)s com o(a) docente
orientador(a) e com o(a) supervisor(a) do subprojeto, às reuniões dos subgrupos formados por
licenciando(a)s com o(a) professor(a) supervisor(a) nas escolas até o compartilhamento, via meio digital,
de pontos importantes derivados de anotações em diário de bordo, por exemplo. Em cada subgrupo
formado, pretende-se que seja estabelecido, de forma clara, um conjunto de ações que favoreçam o bom
andamento dos trabalhos, a relação e a troca coletiva, como em realização de grupos de estudos,
apresentações de trabalhos em eventos, em reuniões de planejamento (na universidade e na escola) e em
seminários para socialização das ações e trabalhos realizados, por exemplo. Podem-se determinar
revezamentos, entre estudantes, para a realização de determinadas atividades, tais como a condução de
apresentações de ações desenvolvidas.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.
O acompanhamento das atividades no decorrer da realização do subprojeto e a avaliação do(a)s
participantes são dois aspectos bastante importantes para considerações sobre o significado e
produtividade das atividades desenvolvidas, como também para uma compreensão de como o trabalho
realizado está impactando na formação docente do(a)s participantes. Assim, no decorrer da execução do
subprojeto, o acompanhamento das atividades será realizado de modo criterioso, através de registros
escritos, orais e multimodais, considerando o uso de diferentes gêneros, a depender das atividades
realizadas em cada núcleo. A avaliação do(a)s participantes terá um caráter processual, com o intuito de
documentar o desenvolvimento da formação de cada bolsista e supervisor(a), como também haverá
espaço para a avaliação da coordenação de área, mediante a aplicação de questionários. No
acompanhamento e avaliação do trabalho realizado, será feita uma analogia entre o planejamento
proposto inicialmente e as atividades que foram realmente concretizadas, levando-se em consideração
também as adaptações que ocorreram devido a mudanças na prática efetiva das escolas e no cotidiano
acadêmico. Será construído um banco de dados em cada núcleo, de modo que essas informações
possibilitem a escrita de gêneros que motivarão análises para a produção de projetos de pesquisa e de
extensão, que resultarão em publicações e apresentação do(a)s participantes em eventos acadêmicocientíficos, como o seminário institucional do PIBID. As apresentações de comunicações nesses eventos são
outro modo de avaliar o(a)s participantes e a relevância e pertinência de cada atividade realizada.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.
Neste subprojeto, teremos a iniciação à docência com a inserção orientada e supervisionada do(a)s
estudantes dos quatro cursos de licenciatura em escolas públicas de Educação Básica, para que realizem
atividades com níveis crescentes de complexidade e autonomia docente, de acordo com a fase do curso
em que se encontra cada participante, contribuindo com o conhecimento e a vivência do seu futuro campo
de atuação profissional durante toda a graduação. A inserção do(a)s licenciando(a)s nas escolas
acontecerá de modo supervisionado e orientado pelo(a) coordenador(a) de área e o(a) supervisor(a). Essas
orientações serão discutidas por cada coordenador(a) nas reuniões com supervisor(a) e bolsistas, assim
como será elaborado o planejamento das atividades respeitando o estágio em que se encontra cada
licenciando(a) em relação à compreensão e à complexidade dos temas abordados na licenciatura e nas
vivências da realidade escolar. Nesse sentido, teremos para a inserção no contexto escolar e para o
desenvolvimento das atividades, preparação da equipe, formação teórico-prática, ambientação e período
de acompanhamento de cada realidade escolar das aulas de Língua Portuguesa, antes da efetivação de
qualquer ação didático-pedagógica, de modo que cada grupo possa dialogar com as realidades contextuais
e as reais necessidades de ensino e de aprendizagem, nos anos finais do Ensino Fundamental ou no Ensino
Médio.

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Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Sim
- Pedagogia
- Música
Curso(s) participante(s)
- (Música) 24864 - MÚSICA
- (Pedagogia) 13213 - PEDAGOGIA
Etapas
- Ed. Infantil
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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O tema da educação musical na formação de professores especialistas e não especialistas em Música
(sobretudo em cursos de Pedagogia) tem sido objeto de investigações de pesquisadores das áreas da
Música e Educação, tanto no contexto nacional quanto internacional. Considerando que a natureza do
trabalho do professor que atua nos primeiros anos de escolarização é construída pela unidocência, a qual é
complexa e agrega diferentes áreas para a potencialização do desenvolvimento dos/as estudantes e que, a
procura por professores/as especialistas em música para atuar com musicalização infantil tem crescido
muito nos últimos anos, este subprojeto Interdisciplinar Música e Pedagogia busca reunir pibidianos/as
destas duas áreas, a fim de promover uma reflexão crítica e teórica subsidiada sobre formação, saberes e
prática docente. Hentschke e Del Bem (2003), ao trazerem a discussão sobre música na escola, tratam a
importância de que ela “seja ministrada pelo professor unidocente ou pelo professor de artes e/ou de
música, e tenha como propósito expandir o universo musical do aluno” (p. 181). Neste sentido, não há uma
única maneira exata ou metodologia específica para a formação musical de professores ou para o ensino
de música. Alguns pesquisadores como Souza (2002) e Bellochio (2008) sugerem a necessidade de uma
orientação que inclua tanto o professor especialista (licenciado em Música) como o professor unidocente
no trabalho com música na escola. Assim, uma das finalidades do Pibid Interdisciplinar Música e Pedagogia
na escola é informar sobre a importância do ensino da música na educação básica, especialmente na
educação infantil. Além disso, a implementação do ensino de música demanda formação, inicial e
continuada, que envolva o debate permanente sobre diretrizes curriculares e orientações teóricometodológicas e que se volte à experimentação de outras possibilidades da música como campo de
experiência na escola. O subprojeto também proporcionará o fortalecimento dos cursos de Música e
Pedagogia da UFAL, bem como estreitará laços entre esses cursos e seus estudantes, na medida em que
as vivências práticas possibilitarão a troca de experiências e de conhecimentos acerca da realidade das
escolas-campo irá corroborar no planejamento de ações direcionadas à superação das dificuldades e
problemas relacionados ao fazer pedagógico dos/as supervisores/as, professores/as da Educação Básica.
Entende-se também que, ao buscar aproximar experiências de formação-pesquisa-extensão oferecidas
pela Universidade Federal de Alagoas das demandas das escolas públicas através de encontros, debates,
seminários e de outras estratégias pensadas conjuntamente às escolas-campo, o Pibid Interdisciplinar
Música e Pedagogia contribuirá para que esses espaços sejam pensados para além de sua estrutura física e
operacional, envolvendo, prioritariamente, projetos de educação musical coerentes com as necessidades
da sociedade e alinhados às discussões contemporâneas do campo da Música e da Educação, valorizando
a diversidade, a cultura, o ambiente e a tecnologia.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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A literatura das áreas de educação musical, das artes e de educação tem apresentado e discutido a
formação musical e artística além da prática pedagógica de professores da Educação Infantil (e dos anos
iniciais do Ensino Fundamental). Tal literatura vem crescendo ao longo das últimas décadas e diversos
temas relacionados à música, às artes e à pedagogia apontam para a complexidade deste tipo de
formação e de atuação. Estes pontos estão diretamente relacionados com os campos de atuação
profissional relatados no Projeto Pedagógico do Curso de Música Licenciatura (2018) e o Projeto
Pedagógico do Curso de Pedagogia (2019) da UFAL. Ambos PPCs tratam da necessidade de formar
profissionais que atuem de forma reflexiva, crítica, cooperativa, com ética e conhecimento fundamentado,
com habilidades para levantar problemas e, principalmente propor alternativas de intervenção para a
educação básica, tanto em âmbito local, regional quanto nacional. A valorização de paradigmas de
formação que formem profissionais reflexivos, responsáveis pelo seu próprio desenvolvimento profissional
e protagonistas na implementação de políticas públicas na educação, por exemplo, parece ser uma
estratégia para a superação de um conhecimento fragmentado, pouco contextualizado e desarticulado.
Assim, o subprojeto Pibid Interdisciplinar Música e Pedagogia busca uma superação da dicotomia teoria x
prática, bem como conhecimentos musicais x conhecimentos pedagógicos, articulando para que objetivos
de ambos os cursos sejam cumpridos. Os PPCs dos dois cursos apontam a necessidade de investir em
projetos integrados entre a instituição formadora (UFAL) e a escola, e o Pibid tem sido uma das principais
pontes para essa aproximação. No entanto, esta é a primeira proposta no âmbito da UFAL de um trabalho
colaborativo e interdisciplinar entre estes dois cursos (Música e Pedagogia). O subprojeto Interdisciplinar
Música e Pedagogia elegeu a Educação Infantil como etapa para o foco de seu trabalho pautado na música
através dos jogos, do brincar, do movimento e da corporeidade (temáticas presentes em ementas de
componentes curriculares dos dois cursos e nas Orientações Curriculares para e Educação Infantil de
Maceió). A musicalização na Educação Infantil é um processo que possibilita a construção do conhecimento
na vida da criança, pois desperta e desenvolve o gosto musical, ajuda no desenvolvimento da criatividade,
senso rítmico, memória e socialização. A musicalização para as crianças trabalhada de forma lúdica,
contribui sobremaneira para a formação de um ser sensível, exercita sua concentração, a organização de
ideias, o raciocínio lógico, e ainda colabora no desenvolvimento do falar, escrever, agir e reagir. A
educação musical é um processo de construção do conhecimento, onde o resultado das vivências musicais
realizadas na infância irá contribuir para desenvolver prazer, cultura e gosto musical duradouro. Assim,
busca-se evidenciar a possibilidade de se conquistar novos e mais dignos espaços para a música na escola,
especialmente na Educação Infantil, com profissionais, sejam pedagogos/as ou professores/as especialistas
em música, cada vez mais preparados para continuar enfrentando os desafios que se apresentam hoje e
que certamente serão também apresentados no futuro.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.
A integração de tecnologias da informação e comunicação, no âmbito do Pibid Interdisciplinar Música e
Pedagogia, ocorrerá em três dimensões: compreensão, utilização/produção de recursos tecnológicos e
debate sobre cultura/mundo digital. Nas duas primeiras dimensões, espera-se orientar a utilização de
ferramentas multimídia e os recursos tecnológicos para aprender e investigar (pesquisas,
experimentações, por exemplo); registrar e desenvolver (softwares para escrita musical, registros em
geral); e apresentar resultados das atividades realizadas pelo núcleo (transmissão no Youtube e redes
sociais, e-banners etc.). A última dimensão buscará abordar o impacto das tecnologias na vida das pessoas
e na sociedade, especialmente das crianças, incluindo nas relações sociais, culturais e comerciais que
atravessam a produção Musical. Essa última será tema transversal aos estudos sistematizados, pesquisas e
projetos desenvolvidos no Pibid Interdisciplinar Música e Pedagogia.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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As atividades serão planejadas de forma quinzenal nas reuniões entre coordenadora, supervisores/as e
pibidianos/as. Uma vez que a atuação nas escolas ocorrerá em grupos, o planejamento também se dará
desta forma, respeitando, naturalmente, as particularidades dos/as estudantes das escolas que
participarão das atividades. Os projetos poderão ser desenvolvidos de forma curricular, abordando algum
conteúdo/experiência musical específico nas turmas, ou de forma extracurricular, a partir de oficinas de
música para alunos/as das escolas-campo (musicalização infantil; confecção de instrumentos a partir de
materiais reciclados), formação para docentes da escola e da realização de recitais didáticos para a
comunidade escolar. Tanto os projetos curriculares quando extracurriculares serão desenvolvidos de forma
interdisciplinar, uma vez que estarão alinhados às diretrizes curriculares e BNCC, que fomentam esse tipo
de trabalho, e que nascerão de interesses da própria comunidade escolar, que inclui o corpo docente.
Os/as pibidianos/as dos cursos de Música e Pedagogia atuarão em conjunto, em um trabalho colaborativo e
dialógico, em grupos mistos entre alunos destes dois cursos, buscando uma articulação da formação e
atuação dos/as estudantes destes dois cursos, uma vez que que o desafio para os/as discentes do curso de
Música Licenciatura está relacionado ao enfrentamento de situações de sala de aula, enquanto para
acadêmicos/as do curso de Pedagogia, a maior dificuldade está na organização do conhecimento musical a
ser trabalhado nas turmas. Nas reuniões, serão desenvolvidos estudos sistematizados a partir de leituras
de publicações acadêmicas e de documentos curriculares, por exemplo, para, posteriormente, debater-se
sobre temas transversais à prática docente e à formação inicial e continuada promovida pela iniciação à
docência, especialmente nas áreas da Pedagogia e Educação Musical. A partir desses estudos, e com o
acompanhamento dos/as professores/as supervisores/as e coordenadora, espera-se que os/as
licenciandos/as sejam capazes de desenvolver projetos de ensino, curriculares e extracurriculares, bem
como análises sobre o que observam e experienciam nas escolas-campo. Além disso, a produção de
intervenções culturais ocorrerá de forma colaborativa, envolvendo não só a equipe Pibid como, também,
os/as estudantes das escolas-campo. De forma complementar, o subprojeto traz, como estratégia de
comunicação e integração, a troca de cartas virtuais entre participantes de escolas-campo diferentes
esperando, com isso, o compartilhamento de experiências e de percepções sobre as atividades
desenvolvidas e a interlocução entre diferentes realidades escolares.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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As atividades desenvolvidas no Pibid Interdisciplinar Música e Pedagogia serão acompanhadas através de: Projeto de oficinas/atividades, incluindo fundamentação teórico-metodológica, cronograma e planejamento
semanal; - Produção de diários reflexivos semanais; - Troca de cartas semestrais entre pibidianos/as de
escolas-campo diferentes; - Reuniões quinzenais com a equipe de cada escola-campo; - Seminários
semestrais com todos os/as participantes do Pibid Interdisciplinar Música e Pedagogia; - Pasta
compartilhada no drive, para fotografias, vídeos, atividades dos estudantes da escola e outros registros; Publicações acadêmicas (relatos de experiências, seminários e outras) e participação em eventos
científicos; - Produção de material didático; - Gravações das intervenções artísticas; - Relatório final –
análise dos materiais e relatos produzidos no decorrer dos 18 meses de atividades. A avaliação, realizada
concomitantemente às atividades listadas acima, será realizada com a participação de toda a equipe do
Pibid Interdisciplinar Música e Pedagogia, a partir dos seguintes objetivos de aprendizagem (e de outros,
que poderão ser sugeridos pela equipe, posteriormente): - Avaliar e discutir, de forma crítica e
referenciada, as condições das escolas-campo para o desenvolvimento de oficinas e atividades artísticas; Planejar, a partir das possibilidades oferecidas pelas escolas-campo, oficinas e atividades artísticas
curriculares e extracurriculares, com o apoio dos/as supervisores/as; - Desenvolver, sob a orientação
dos/as supervisores/as, atividades que priorizem o fazer artístico e o diálogo com a diversidade escolar; Desenvolver, de forma coletiva, metodologias inovadoras e materiais didáticos do campo artístico e,
também, interdisciplinares em uma perspectiva intercultural e dialógica com as necessidades das escolascampo. - Planejar e executar intervenções culturais nas escolas (recitais didáticos, oficinas de
musicalização para crianças, ateliês formativos para os professores, produção de materiais didáticos.) com
a finalidade de valorizar as práticas artísticas e culturais dos contextos, de oferecer novas escutas às
comunidades escolares e de informar sobre a importância do brincar e da vivência artística e musical
durante a infância. - Comunicar resultados de estudos e produções das atividades desenvolvidas no Pibid
Interdisciplinar Música e Pedagogia nas escolas-campo e, também, em eventos científicos.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.

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O estudo do contexto social e educacional da comunidade escolar será organizado, primeiramente, a partir
da leitura e análise dos documentos curriculares que subsidiam os projetos pedagógicos dos cursos
envolvidos, dos projetos pedagógicos das escolas-campo, dos planejamentos dos/as professores/as
supervisores/as, dos materiais didáticos utilizados pela escola e de dados quantitativos e qualitativos de
livre acesso. De forma complementar, para conhecer o perfil dos/as estudantes e o modo de gestão de
cada escola-campo, serão aplicados questionários fechados e conduzidas entrevistas semiestruturadas
com a comunidade escolar. As visitas guiadas às escolas-campo, bem como de seus espaços virtuais, serão
organizadas a partir de roteiros de observação previamente elaborados e oportunizarão que os/as
licenciandos/as não só conheçam esses espaços como investiguem seus usos, funções e possíveis
limitações para, posteriormente, elaborarem estratégias de otimização para que sejam devidamente
aproveitados nas aulas. Além disso, uma vez que o subprojeto se propõe a desenvolver metodologias
inovadoras e materiais didáticos do campo artístico e, também, interdisciplinares, a participação da equipe
em atividades curriculares e extracurriculares e em reuniões pedagógicas torna-se fundamental para que
se estabeleça um diálogo aberto e permanente com os agentes escolares. Finalmente, a realização de
intervenções culturais nas escolas-campo oportunizará momentos ímpares de inserção dos/as
licenciandos/as no cotidiano escolar e poderão exercitar o trabalho coletivo e interdisciplinar com a equipe
da escola. Nesta direção, o subprojeto traça, como objetivos específicos, não só dirigir estudos sobre
formação docente a partir da experiência de iniciação à docência e sobre documentos curriculares que
tratam da música como campo de experiência na educação infantil, como, também, tem o intuito de
fomentar a investigação e a pesquisa de temáticas advindas dessa experiência e desses estudos. Com
isso, espera-se, também, aproximar atividades de formação-pesquisa-extensão oferecidas pela
Universidade Federal de Alagoas das demandas das escolas públicas de Maceió. Esse enredamento de
conhecimentos teóricos e práticos será devolvido à comunidade escolar por meio do desenvolvimento de
metodologias inovadoras e de materiais didáticos para a promoção da música na escola e, também,
através da publicação de artigos científicos, relatos de experiência, resumos em eventos acadêmicos e
outras publicações acadêmicas.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Não
- Matemática
Curso(s) participante(s)
- (Matemática) 102152 - MATEMÁTICA
- (Matemática) 107520 - MATEMÁTICA
- (Matemática) 1140021 - MATEMÁTICA
Etapas
- Ensino Fundamental - Anos finais
- Ensino Médio
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Nenhuma selecionada
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
3
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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O PIBID, a cada edição, se firma como instrumento indispensável à formação inicial docente, inserindo,
legitimamente, os licenciandos no cotidiano escolar, tornando-o parte de sua rotina. Essa inserção permite
que os mesmos vivenciem, participem e desenvolvam métodos, técnicas e práticas docentes de caráter
inovador de forma mais coerente às necessidades contemporâneas, bem como a participação nas
atividades de planejamento, na discussão e reformulação do projeto pedagógico da escola, e, ainda, a
participação nas reuniões pedagógicas e órgãos colegiados. Para o professor da educação básica
participante, o PIBID oportuniza a participação, como protagonista, na formação inicial para o magistério
de futuros professores. Este ato o coloca em reflexão acerca de suas práticas docentes ao experimentarem
métodos que contribuam para a articulação entre teoria e prática, tão necessário ao ensino de Matemática,
promovendo a integração entre educação superior e educação básica. A carga horária do PIBID, ações e
atividades desenvolvidas complementam elementos previstos nos respectivos PPCs para a formação inicial
do licenciando, agregando elementos primordiais ao professor de matemática. Os momentos teóricos e
práticos são mais completos e com mais tempo à reflexão e aprendizagem do que aqueles previstos nos
estágios supervisionados, por exemplo. Além disso, os constantes estudos, discussões e troca de
experiência fazem com que o bolsista de iniciação à docência adquira mais habilidades para se tornar um
profissional melhor formado, desenvolvendo uma íntima habilidade que será útil em sua vida profissional,
pois tem características de formação continuada pela prática e reflexão sobre ela. Para o desenvolvimento
dessas ações e atividades do PIBID, os cursos de matemática Licenciatura/UFAL portam de uma estrutura
teórica e física formada, respectivamente, por disciplinas que trabalham atividades de extensão no
currículo apoiada e desenvolvida em laboratórios educacionais, onde os bolsistas do PIBID terão
oportunidade de elaboração de materiais didático-pedagógicos a serem utilizados nas atividades realizadas
nas Escolas Parceiras. Assim, este Subprojeto PIBID somará e agregará valor à formação por sua
naturalidade interativa com as atividades e ações desenvolvidas nessas disciplinas. A interação com o
professor da escola parceira durante sua prática profissional em aula, deve gerar momentos de análise,
planejamento, avaliação entre outros, sempre alicerçados pela experiência do mesmo sobre a turma,
vivenciando articulações dos saberes do professor supervisor com fins na mediação didática dos
conteúdos. Toda essa vivência com a escola, leituras, teorias, práticas, naturalmente, culminará, com o
incentivo e orientação do coordenador de área, em pesquisas, projetos de extensão e outras atividades
que enriqueçam a formação dos bolsistas de iniciação à docência e dos supervisores.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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Os cursos de Matemática Licenciatura da UFAL, por meio de seus Projetos Pedagógicos de Curso - PPC,
visam assegurar ao egresso competências e habilidades próprias do educador habilitando-o a atuar como
professor de matemática nos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, ambientes de proposta
de desenvolvimento deste subprojeto. Dentre as características de iniciação à docência que compõem o
edital 33 do PIBID, destacamos inicialmente, “o desenvolvimento de ações em outros espaços formativos
além do escolar (ambientes culturais, científicos e tecnológicos, físicos ou virtuais)”. Esta característica
tem forte articulação com os PPC do curso de matemática do Campus Arapiraca, de Maceió e EAD, pois
neles também almejam-se estes princípios de formação para o professor de matemática formado neste
curso. Na extensão, o principal produto gerador dessa articulação são as Atividades Curriculares de
Extensão (ACE) ou Programa Integralizado de Extensão (PIEx). Vale ressaltar que elas são registradas e
compreendidas nos PPCs do curso de Matemática, como um processo interdisciplinar, educativo, cultural,
científico e político que promove a interação transformadora entre a Universidade e outros setores da
sociedade. Outras ações de extensão também são realizadas pelo corpo docente da Matemática, não se
restringindo apenas aquelas que estão curricularizadas. Além disso, contempla ações de ensino e de
pesquisa, na forma de programas e projetos: na área de ensino, podemos mencionar o projeto de
monitoria que tenta contemplar grande parte das componentes curriculares do curso e, iniciar a docência
através da relação monitor-monitorado e, na pesquisa, o Programa de Mestrado Profissional em
Matemática em rede Nacional - PROFMAT, está vinculado à educação básica e ao ensino de matemática.
Assim, são favoráveis ao PIBID, garantindo uma boa interação com a escola com boa produção científica na
formação do professor (de matemática) pesquisador pelo PIBID. Também, haverá natural articulação de
disciplinas curriculares como as Práticas pedagógicas e o PIBID, pois nelas os discentes fazem a leitura e
discussão de referenciais teóricos contemporâneos educacionais e de formação para o estudo de casos
didático-pedagógicos, podendo associar imediatamente às vivências do PIBID. Dentre as competências e
habilidades, é possível destacar a formação para a elaboração de propostas de ensino e aprendizagem de
Matemática para educação com ênfase na cultura digital para o uso pedagógico de tecnologias digitais e
softwares para o Ensino de Matemática. Parece trivial, mas também merece a menção do fato de que o
PIBID contribui com o curso, em todas as etapas do subprojeto, possibilitando, de forma ininterrupta,
articulação entre teoria e prática, tão necessárias à formação dos docentes, elevando a qualidade das
ações acadêmicas nos cursos de licenciatura. Por fim, pode-se acrescentar a possibilidade de os
graduandos fazerem seus Trabalhos de Conclusão de Curso a partir das experiências neste projeto, pois,
como elencado nas competências dos PPC dos referidos cursos, deve-se agregar aos egressos, o ideal que
“sua prática profissional também é fonte de produção de conhecimento”.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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Espera-se que ao considerar o atual cenário da cultura digital na sociedade, em particular, aquele da
vivência dos jovens em idade escolar, ações e atividades sejam também construídas e que cheguem para
os alunos com formato coerente com suas realidades de comunicação e interações de conhecimento por
vias digitais. Assim, tecnologias digitais devem ser usadas para compor atividades visando a promoção da
aprendizagem com formatos e lógicas da atual cultura digital. Assim espera-se que a interpretação e
estudos de conceitos, definições e propriedades matemáticas, também possam ser feitas por meio da
simulação em softwares de matemática. Não esquecendo de mencionar o aproveitamento da rápida
comunicação e interação dos alunos e também deles para com diversos conteúdos e saberes disponíveis e
acessíveis nesse modelo digital. Já foi elencado na neste subprojeto que a intenção de elaboração de
propostas de ensino e aprendizagem de Matemática para educação com ênfase na cultura digital. Como,
por exemplo, destacamos a construção de atividades compostas por softwares de geometria dinâmica
como aporte a interpretação, compreensão de conceitos e simulação para a resolução de problemas. A
garantia das Atividades Curriculares de Extensão com temática “Tecnologias Digitais e Softwares para o
Ensino de Matemática” para os bolsistas de iniciação à docência de todos os núcleos, já são prevista no
PPC do Curso de Matemática Licenciatura Campus Arapiraca são trabalhas por meio do PIEx no PPC do
Curso de Matemática Licenciatura de Maceió e de forma integrada no curso de Matemática Licenciatura
EAD iniciando com a disciplina Tecnologias Digitais a acompanhando ao longo de todo o curso, são
fortalecidas por meio do PIBID, pois os participantes terão oportunidades de vivenciar dinâmicas e
potencialidades das tecnologias digitais e softwares aos objetivos de aprendizagem desde o planejamento
de ações, passando por suas aplicações e práticas, até a avaliação e verificação da aprendizagem, ou seja,
articulando princípios teóricos do PPC à prática e exercícios da docência. Além disso, os bolsistas de
iniciação à docência serão capacitados em oficinas na universidade para atuarem na interpretação e
resolução de problemas via softwares matemáticos. Também serão capacitados, em oficina, em
estratégias de comunicação e interação com conteúdos por vias digitais, incluindo processo avaliativos. Em
resumo, as ações estão garantidas por componentes curriculares de extensão, disciplinas (estes garantidos
nos PPCs), pelo estudo para a elaboração de atividades com o auxílio ou desenvolvidas em ambientes
virtuais e a capacitação para a resolução e interpretação de problemas via softwares de geometria
dinâmica.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).
A integração e o diálogo entre os alunos de licenciatura, os supervisores e os coordenadores propõem uma
atmosfera pedagógica propícia para um crescimento contínuo da formação de todos. Neste ambiente, as
ações são planejadas de forma conjunta, através de discussões nas reuniões e seminários, com o intuito de
valorizar o conhecimento e a vivência de cada um dos participantes do projeto. Como observado por
Fiorentini e Ponte, projetos e outras atividades articuladas entre universidade e escolas, sempre atrelados
à construção coletiva, à realidade educacional e à reflexão sobre a prática, contribuem para a formação
profissional voltada à educação. Para que tenhamos uma formação coerente com a sociedade
contemporânea, é essencial essa interlocução entre todos os participantes do projeto, que precisam adotar
uma postura coerente com o contexto social, econômico e cultural da escola participante, para poder
planejar as atividades de ensino de matemática adequadamente, visto que a habilidade didática almejada
aos licenciandos não diz respeito somente à necessidade de dominar conteúdos, mas também de dotá-los
de significados.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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O acompanhamento dos bolsistas de iniciação à docência em atuação na escola, se dará através de
reuniões e seminários periódicos ao longo da realização do subprojeto. Além disso, todas as ações serão
registradas por textos e imagens (vídeos e fotos) para garantir as memórias de toda sua trajetória. Esses,
ainda, serão instrumentos para a análise, reflexão e replanejamento das atividades e abordagens,
permitindo um melhor desenvolvimento do mesmo e, posteriormente, serão base para a produção de
elementos de divulgação. Dentre as formas de registros para as ações na escola, estão: - Registro de
sondagem diagnóstica de conhecimento do aluno; - Registros diários de observação da turma, seu
comportamento, interações (pessoais e com o conteúdo) e expressões de aprendizagem do aluno no
decorrer das atividades; - Registros fotográficos e de vídeos das atividades desenvolvidas; - Relatos (em
texto ou vídeo) dos participantes do projeto; - Sistematização e registro das atividades realizadas no
âmbito do subprojeto, com previsão de uma produção individual para cada discente. Já na universidade, o
acompanhamento dos estudos, planejamento de ações e avaliação de resultados serão acompanhadas de
perto pelo professor coordenador de área. Este o fará através das reuniões periódicas, seminários de
estudos e observações dos mesmos na realização das atividades desenvolvidas na universidade. Merece
mencionar mais alguns elementos para o acompanhamento das atividades na Universidade, são eles:
Produção de relatórios que serão apresentados nos Seminários de compartilhamento, para que exista
interação e aprendizagem sobre o que foi produzido pelo grupo; Acompanhamento das ações realizadas
pelo grupo através de reuniões periódicas, e ainda possibilitando e acompanhando troca de experiências e
socialização das atividades desenvolvidas em cada escola. Ainda, os bolsistas ID, serão encorajados a
participar de eventos na Universidade e fora dela, onde terão oportunidade de divulgarem suas ações,
resultados e descobertas no PIBID. Estes momentos também serão acompanhados e orientados pelo
professor coordenador quanto às suas participações e empenho. O registro de todos estes, hora citados,
serão postos em relatórios semestrais que serão divulgados para a comunidade acadêmica. No que diz
respeito ao acompanhamento do professor supervisor, o acompanhamento será feito nas escolas, por meio
de visitas periódicas no decorrer da vigência do projeto.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.
O projeto pretende articular a inserção dos bolsistas de iniciação à docência no ambiente escolar a partir
de leituras e estudos sobre o Projeto Político Pedagógico da escola, da utilização de ambientes escolares
(como: laboratórios de ensino e informática, bibliotecas, quadras esportivas, secretarias e espaços
culturais) e, por fim, leitura, estudos e discussão de referenciais teóricos contemporâneos educacionais.
Todos estes com conhecimentos compartilhados em seminários por todos da equipe, incluindo o professor
supervisor e o coordenador de área. Após a determinação dos grupos para cada escola, será realizada uma
reunião, por escola, para a apresentação da comunidade escolar assim como do ambiente. Em seguida,
cada equipe fará um diagnóstico que caracterize alunos, professores, demais funcionários, estrutura física
e comunidade em que a escola está inserida. Os licenciandos também irão acompanhar as turmas do
professor supervisor e aplicarão atividades diagnósticas para compreender a realidade de cada sala. A
partir destas informações, acontecerão reuniões para discussão do que foi observado, para que, através de
um olhar crítico e construtivo, as ações possam ser planejadas e posteriormente implementadas. Nestas
reuniões serão discutidos o cotidiano de cada escola observado pelas equipes. Ainda, juntos com
coordenação da escola e professor supervisor será discutido como os alunos poderão participar das
atividades de planejamento e no projeto pedagógico da escola, bem como participação nas reuniões
pedagógicas e órgãos colegiados.

Área(s) do Subprojeto - Interdisciplinar: Sim

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- Geografia
- Pedagogia
- Letras Português
- História
Curso(s) participante(s)
- (Geografia) 1151167 - GEOGRAFIA
- (Letras Português) 1151147 - LETRAS - LÍNGUA PORTUGUESA
- (Pedagogia) 1151166 - PEDAGOGIA
- (História) 1151148 - HISTÓRIA
Etapas
- Ensino Fundamental - Anos finais
- Ensino Fundamental - Anos iniciais
Modalidades
- Ensino Regular
Temáticas
- Cultura Digital e Tecnologia na Educação
Quantidade de Núcleo de iniciação a Docência Pretendido:
1
Contribuições do Subprojeto para o enriquecimento da formação dos licenciandos e
fortalecimento do(s) curso(s).

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O subprojeto “Ambiências Formativas Multirreferenciais: Currículo, Tecnologias e Cultura Digital em
Cotidianos Escolares do Sertão Alagoano” compõe o Projeto Institucional do Programa de Bolsa de Iniciação
à Docência (PIBID-UFAL), denominado “Formação docente crítica e reflexiva em Alagoas: articulações
teórico-práticas, diversidade, cultura, ambiente, tecnologia e pesquisa-ação-colaborativa na interface
escola-universidade” proposto ao edital CAPES nº 10/2024. Esse subprojeto assume a
multirreferencialidade como meio de fomentar ações interdisciplinares que se estabeleçam na relação
ensino, pesquisa e extensão e fomentem a construção de redes, aprendizagens e saberes que transitem
entre a universidade, escola e comunidade. Para dar impulso ao movimento multirreferencial e
interdisciplinar, opta-se pela articulação dos saberes docentes que se constituem a partir das licenciaturas
ofertadas na Universidade Federal de Alagoas, Campus do Sertão, a saber: Geografia, História, LetrasPortuguês e Pedagogia que, mediados por Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC),
potencializarão saberes da experiências constituídos em escolas de cidades pertencentes ao Alto Sertão
alagoano, zona de atuação desta universidade. A ação multirreferencial busca saberes não lineares,
articulados com múltiplas referencias que compõe dimensões compreensivas para o mesmo fenômeno,
para o mesmo mundo, atualizando a disciplinaridade para além da mera apreensão de informação e da
solução imediata de problemas que surgem no cotidiano; demanda novas articulações (Fróes Burnham;
Fagundes, 1992). Essas novas articulações trincam, tramam e atravessam nossas tentativas de previsão e
controle, nos movimentam em direção a novos exercícios de apreender e compreender a realidade, a
sociedade, a escola, para uma reelaboração da organização didático-metodológica em direção às práticas
pedagógicas crítico-reflexivas, atuando interdisciplinarmente (Fazenda, 1998), mediadas por TDIC. Essa
opção frente ao conhecimento e o mundo, implica em atuar e refletir sobre as práticas cotidianas que
constituem o saber e fazer, indissociavelmente, entre escolhas profissionais, pedagógicas e pessoais que
são inseparáveis da nossa maneira de ser e perceber o mundo (Nóvoa, 2017). Portanto, as interpretações
da realidade, e da escola se manifestam nos currículos escolares (Carvalho; Santos Junior, 2019) para
compreendê-lo como texto e contexto de práticas curriculares e curriculantes. Essas práticas, entre
experiências e expectativas que emergem de textos-referência como a Base Nacional Curricular ComumBNCC (BRASIL, 2017), a Proposta Curricular de Municípios do Alto Sertão Alagoano e Projetos PolíticoPedagógicos da(s) escola(s) partícipes do subprojeto, sempre são e estão tensionados pela interpretação,
(re)elaboração e atualização cíclica entre textos e práticas (Mainardes, 2006). Para esse fim, ao modo de
pesquisa nos/dos/com os cotidianos, haverá diálogos nas redes de ensino e aprendizagem, provocando a
emersão de práticas e vivência dos participantes/praticantes (Oliveria; Alves, 2001), em/por diferentes
possibilidades e realidades. Para os licenciandos/pibidianos, a aproximação entre a universidade e a Escola
desvela novas possiblidade para compreender ambiências de aprendizagem e formação docente; do
surgimento do professor pesquisador; da qualificação do ensino; da formação do professor leitor; do
desenvolvimento de novas metodologias de ensino ambientadas com tecnologias digitais e, do trabalho
colaborativo imerso na cultura digital. Aqui cabe destacar a urgência de conceber ambientes digitais e
processos educativos mediados por TDIC, que favoreçam a cultura digital nas escolas, instituindo novas
ambiências de aprendizagem, novos arranjos curriculares e plurais, bem como novas demandas à
formação vivenciada por professores. O olhar para as práticas formativas mediadas por tecnologias digitais
busca dialogar com conhecimentos plurais a partir de práticas desenvolvidas via dispositivos tecnológicos
e sua produção de dados, sempre disparadoras de sentidos, aprendizagens e novos dilemas (Santos,
2014). Por fim, trata-se de um subprojeto composto por ações formativas na/da universidade, escola e
comunidade; com fomento ao diálogo, o registro e comunicação de saberes e experiências (Larrosa, 2016);
em sintonia com as proposições curriculares da BNCC, com a agenda 2030 e os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável - ODS (Unesco, 2024). Assim, ante os desafios para o ensino e aprendizagem
que se manifestam na escola (nem sempre percebidos) esta proposta assume a observação como
movimento de aproximação, reconhecimento, investigação e avaliação, num mover-se orientado pelo
diagnóstico de práticas, pela reflexão e compreensão das experiências e pelo fomento de formas outras de
ser e exercer a profissão, por acreditar na educação e na escola como espaço privilegiado de humanização.
Articulação do Subprojeto com o(s) PPC(s) do(s) curso(s).

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Este subprojeto interdisciplinar tem por objetivo a formação inicial, a inserção orientada e supervisionada
dos licenciandos nas práticas cotidianas da escola para a construção de saberes, significados e sentidos
sobre a profissão, entre diálogos sobre a experiência para a formação da autonomia docente. Interessa-nos
no cotidiano da escola as referências que movimentam o fazer pedagógico e que mobilizam o ensino, a
aprendizagem e a ambiência escolar. Essas referências tecidas entre teoria e prática, subjazem a formação
acadêmica nas licenciaturas, provocam atualizações e reverberam nos contextos dos textos e práticas
cotidianas: planejamento, tipologias de conteúdos, objetivos, avaliação, relações pessoais, cultura escolar,
abordagens pedagógicas (ZABALA, 1998), a cultura digital e tecnologias, entre outras, que provoquem a
distinção necessária para um saber implicado na/para a dimensão pedagógica. Esta proposição concorre
para fortalecer a articulação entre escola e universidade, em sintonia com a Proposta Pedagógica dos
Cursos das Licenciatura da Universidade Federal de Alagoas, Campus do Sertão - Geografia, História,
Letras e Pedagogia, embasada nas competências propostas na BNCC (Brasil, 2017) para a Educação
Básica: conhecimento; pensamento científico, crítico e criativo; senso estético e repertório cultural;
comunicação; cultura digital; autogestão; argumentação; autoconhecimento e autocuidado; empatia e
cooperação; autonomia. A percepção e reflexão sobre a prática, nesta proposta, tenciona articulações
entre os saberes produzidos nas licenciaturas, orientados pelos Projetos Pedagógicos de Curso- PPC, que é
parte intencional de um projeto amplo de sociedade (Veiga, 2004). Por esta percepção, o Projeto
Pedagógico Institucional- PPI (UFAL, 2019), documento norteador dos PPCs de curso, objetiva uma
formação que alcance as transformações científicas e as necessidades da sociedade contemporânea, em
consonância com o compromisso político e social da universidade. Para tanto, apresenta os princípios da
política de ensino na UFAL, a saber: articulação entre ensino, pesquisa e extensão; articulação entre teoria
e prática; interdisciplinaridade; flexibilização curricular e ética. A partir desses princípios, o PPC da
Licenciatura em Geografia esboça sua intenção para um projeto amplo de sociedade quando propõe formar
um licenciado com embasamento científico-didático e metodológico, atento às transformações que
delimitam o mundo contemporâneo, preocupado em atuar para o desenvolvimento da ciência, da
sociedade e para a formação cidadã, articulando teria e prática, escola e comunidade (UFAL, 2018a). A
Licenciatura em História, em sua Proposta Pedagógica, define o perfil do egresso com um “profissional
crítico e competente na ciência da história, no desenvolvimento da pesquisa científica e da extensão
universitária, aproximando e promovendo a integração entre a universidade e a sociedade”, destaca a
habilidade e competências para o desenvolvimento de fundamentos didáticos-pedagógicos, formação e
cidadania, intervenção interdisciplinar, entre outros objetivos que orientam a formação (UFAL, 2018b). Ao
assumir a interculturalidade, as diversas práticas de linguagem, a produção de texto, a oralidade, entre
outros, nos diferentes campos da atuação humana, o PPC da Licenciatura em Letras-Português objetiva,
além do domínio da língua, sua estrutura e funcionamento para formar um licenciando capaz de
compreender-se no processo, refletindo sobre as referências, o uso da tecnologia, o respeito às diferenças
e à sociedade para uma formação humanizada. (UFAL, 2018c). Por fim, nesta proposição interdisciplinar
articulada entre as licenciaturas que participam do subprojeto, a Licenciatura em Pedagogia valoriza “uma
postura profissional de aperfeiçoamento de sua prática por meio de processos investigativos dos
problemas educacionais contemporâneos, atuando a partir de valores éticos e visão multimodal e
interdisciplinar (...)” (UFAL, 2018d). A composição do cenário interdisciplinar e multirreferencial, neste
projeto junto as licenciaturas, se emoldura a partir dos aspectos comuns em seu PPCs e das
especificidades que delimitam e distinguem cada licenciatura. Aqui, a interdisciplinaridade será o modo
para o trânsito dos saberes científicos e acadêmicos que constituam possiblidades de um fazer docente
capaz de tornar significativas a aprendizagem e o ensino e, a multirreferencialidade a opção metodológica
para o exercício compreensivo sobre a escola, a comunidade escolar, a universidade e seus pares, e os
muitos conceitos, significados, sentidos que podem compor um constituir-se na profissão, nessas
ambiências.
Ações de formação dos participantes em cultura digital e para o uso pedagógico de
tecnologias.

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Emitido em: 25/07/2024 17:22

Uma das categorias que compõe este subprojeto consiste no delineamento de ambiências formativas e sua
relação com a cultura digital e as tecnologias aplicadas à educação. O desenvolvimento de tecnologias, ao
longo do tempo, reescreveu, redimensionou, e tencionou conhecimentos, habilidades, atitudes e valores,
redesenhando as relações humanas e sua forma de ser e estar no mundo. Desde a pré-história, com o
desaparecimento do nomadismo frente ao advento da agricultura, as técnicas de manejo do solo, de
plantas e rios, permitiram à humanidade os primórdios do domínio sobre a natureza: esta foi a primeira
onda de desenvolvimento pela técnica (Toffler, 1997). Do surgimento da agricultura na pré-história, o
surgimento do comércio na antiguidade e da indústria no fim do século XVIII (2ª onda), a humanidade
desenvolveu tecnologias capazes de fazer avançar o conhecimento sobre o mundo no advento da
modernidade. Foi apenas no século XX que os primeiros dispositivos computacionais surgiram (3ª onda),
dando início a era digital. Com o advento das Tecnologias Digitais da Comunicação e Informação – TDIC, as
formas de produção de conhecimento, de ciência e tecnologia acelerou nossa relação com o saber e criou
um abismo crescente entre o horizonte histórico das experiências no presente e das expectativas sobre o
futuro que virá (Koselleck, 2006). Como exemplo, hoje, “as tecnologias móveis, principalmente os telefones
celulares, propagaram-se de forma muito rápida nos múltiplos segmentos da sociedade” (Sales, 2020,
p.81) e se tornaram indispensáveis nas relações de trabalho e convivência humana. Nesta ambiência, as
TDICs podem se constituir como um espaço e instrumento potente para a formação, produção e
compartilhamento de saberes que potencializam a compreensão do mundo, o uso criativo e consciente, a
percepção ética e os usos possíveis para práticas sociais responsáveis, comunicando, acessando,
disseminando, produzindo, resolvendo problemas e estimulando o protagonismo e autoria individual e
coletiva. Assim, será possível articular os três eixos descritos no documento complementar da BNCC
Computação (Brasil, 2022), a saber: o pensamento computacional, o mundo digital e cultura digital que,
neste subprojeto, poderá ser desenvolvida a partir das ações: - Pesquisar referências nos repositórios
digitais para levantamento de dados e aproximação ao estado do conhecimento através de sites confiáveis
com conteúdo educacional, portal de periódicos da Capes, Banco e Catálogo de teses e dissertações, entre
outros ambientes virtuais; - Estudo, manuseio e elaboração de atividades diversas mediadas por
Inteligência Artificial para otimizar a gestão das mais diversas atividades que compõe a prática pedagógica
e a gesta dos processos de ensino e aprendizagem; - Utilização de celulares, câmeras e gravadores para
registrar as produções e atividades do subprojeto, para posteriores análises, atendendo a utilização ética
dos materiais registrados; - Mobilizar o uso de dispositivos móveis de comunicação (aparelho celular) para
o uso de aplicativos que viabilizem a mediação pedagógica nas atividades de ensino, tais como: Google
Classroom, Class Dojo, Moodle, TickTick, Pocket, Kahoot!, Google Earth, Genially, Google Meet, e muitos
outros. - Uso do Google Drive, Dropbox e/ou similares para o armazenamento e compartilhamentos de
conteúdo (informações, fotografias, vídeos, etc.) que interessam ao programa; - Criação de espaço digitais
para a escrita colaborativa através do Google Docs e similares; - Reuniões de formação continuada e de
planejamento, quando necessário, mediadas por Plataformas de Vídeo Conferência, como o Google Meet,
Zoom, Microsoft Teams, Skype, etc. - Realização de encontros formativos, reuniões virtuais entre os
participantes dos Núcleos do subprojeto que se situam em Maceió, Arapiraca e no Sertão, para estreitar a
parceria na efetivação do subprojeto, com a utilização da ferramenta plataforma Meet; - Promoção de
Palestras, Web Seminários e Web Conferências entre grupos de pesquisas e grupos do PIBID de outras
instituições de ensino superior para o fortalecimento das redes de experiência e formação; - Criação de Kits
experimentais de robótica a partir do uso de lixo eletrônico e de placas Arduino com o uso do aplicativo de
controle Blynk; - Uso dos kits de robótica disponíveis nas escolas da Rede Municipal de Delmiro Gouveia; Comunicação, divulgação e diálogo sobre o PIBID Interdisciplinar através das redes sociais, com destaque
para o Instagram. - Uso das ferramentas e potencialidades disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem, o AVA, disponível para todos os inscritos em atividades nesta universidade, para a
mediação do ensino e da aprendizagem com propostas colaborativas e/ou individuais, armazenamento e
divulgação de material didático, intermediação de processos avaliativos, entre outras funções. - E outras
ações que poderão surgiu durante o processo de formação.
Estratégias a serem adotadas para o trabalho coletivo no planejamento e na realização das
atividades (no caso dos subprojetos interdisciplinares, acrescentar descrição detalhada de
como será promovida a integração entre as àreas escolhidas).

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Este subprojeto assume o compromisso de construir redes colaborativas de aprendizagem, mobilizando
diálogos sobre ensino e aprendizagem, sobre as muitas dimensões que compõe o cotidiano escolar e
propõe as TDICs como instrumento para potencializar práticas interdisciplinares e multirreferenciais ao
reduzir distancias e articular ambiências formativas. Ao compreender que as Redes de Ensino e suas
escolas estão imersas nas dinâmicas sociais, entre tensões e conflitos que constituem a vida em sociedade
(GATTI, 2017). As relações de interação, entre todos os sujeitos envolvidos nos processos de ensino e de
aprendizagem, possibilitam a apropriação de saberes e amplia o conhecimento de mundo: conhecimentos
mobilizados, operados e aplicados em situações de uso social, atravessados por acontecimentos que
demandam reinventar o mundo em resposta à contingência. O fazer pedagógico nos lança na ininterrupta
reinvenção, atualização, formação. Para este fim, cabe destacar as estratégias que irão viabilizar esta
proposição de trabalho coletivo que será desenvolvido no Ensino Fundamental, nas turmas de 5º e 6º anos,
preferencialmente, a saber: - Fomentar experiências, espaços de convivência e ambiência escolar para os
graduandos de Geografia, História, Letras e Pedagogia para ampliar sua percepção e compreensão sobre
os processos de ensino e aprendizagem e as muitas dimensões do processo - Promover o estudo da BNCC,
BNCC Formação e o documento completar BNCC Computação para orientar ações, práticas de ensino e
projetos de aprendizagem que provoquem a disciplinaridade na escola para ações interdisciplinares; Fomentar movimentos formativos (colóquio, seminários, estudos de aprofundamento), de colaboração,
comunicação e troca de saberes da experiência entre o Subprojeto do PIBID de Geografia, História, Letras e
Pedagogia, esboçando ações interdisciplinares que ultrapassem este projeto para ações de cooperação e
formação entre subprojetos dos Campi desta universidade e/ou de outras instituições superiores; Provocar e promover a articulação entre escolas do Ensino Fundamental, público alvo desta proposta, e a
universidade, para produzir saberes que estreitam a distancia entre teoria e prática e priorizem a escola
pública como campo de experiência para a construção e difusão de conhecimentos relacionados à
Geografia, Historia, Letras-Português e Pedagogia, constituintes de saberes que poderão,
interdisciplinarmente, produzir aprendizagens mais significativas; - Constituir ambientes de dialogo e de
valorização da culturas de formação inicial e continuada que tomam a escola básica como eixo
estruturante, seus professores e demais profissionais como profissionais com potencial e possibilidades de
atuarem na formação inicial de professores. - Promover o estudo da escrita memorialística e os estudos
autobiográficos como meios de valorizar e potencializar histórias e memórias que, neste subprojeto, são
essências para os processos de formação, autoformação e reflexão sobre a muitas camada dos processos
de constituir-se professor/professora nos cotidianos escolares; - Propor atividades formativas que permita a
construção de repertórios de textos literários, estratégias diversificadas, jogos analógicos e digitais,
promoção de brincadeiras presenciais e por meio digital, que apoiem a realização de trabalho áreas do
saber que compõe esse subprojeto; - Reuniões de formação a partir dos temas propostos neste subprojeto
(e/ou outros que surgirão), para construir coletivamente e colaborativamente, saberes necessário para as
ações de intervenção na escola, das quais destacam-se: Pedagogia de Projetos, Interdisciplinaridade e
Mutirreferencialidade; Estudos do Cotidiano e Saberes da Experiência; Dimensões da Profissionalidade e
Professoralidade; Metodologias do Ensino da Geografia, História e Língua Portuguesa: aprendizagens
significativas e intervenção pedagógica; Planejamento, Ensino e mediação pedagógica; Tecnologias
Digitais da Comunicação e Informação Aplicadas à educação; Didática, metodologias ativas mediação
tecnológica, entre outros. - Promoção de oficinas temáticas, a saber: oficina de reutilização de matérias e
aproveitamento do lixo; oficina de registros fotográficos e videográficos; oficina de produção textual para
memorias e registros de observação, entre outros. - Ciclos Pibidianos de Formação: um ou mais
convidado(s) apresentará uma mesa ou palestra para bolsistas, supervisoras do PIBID, professores da
Educação Básica e comunidade acadêmica. Esta ação será parceria com os subprojetos do PIBID da UFAL,
Campus Sertão. Além das propostas apresentadas, após aprovação do subprojeto serão realizadas
reuniões no formato presencial ou remoto com os colegiados dos cursos de Geografia, História, Letras e
Pedagogia para revisão e ajustes na proposta de formação e intervenção pedagógica.
Descrição de como se dará o acompanhamento das atividades ao longo da execução do
Subprojeto e como será feita a avaliação dos participantes.

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- Produção individual de diário - no período de observação participante; - Produção de painéis com
narrativas visuais - em pequenos grupos - a partir de orientações especificas tais como: docência na
educação infantil, linguagem escrita e infância, etc; - Escrita de relatório semestral com destaque para
aspectos a serem apontados pela coordenação institucional do PIBID/UFAL; - Escrita de memorial em três
movimentos: 1- entrada no PIBID (ideias e concepções de docência), 2- itinerários e descobertas (revisitar
o memorial, ampliar e inserir o tópico: primeiros movimentos na iniciação docente – PIBID após os três
primeiros meses) 3 - retomar o memorial para novas atualizações, reflexão sobre a linguagem utilizada, a
possibilidade de ampliação da dimensão estética e poética com a inserção e articulação diferentes
linguagens (científica, literária, musical, imagética, etc.); - Induzir a produção de um artigo( relatos de
experiências ou relatório de pesquisa) por semestre, a partir do segundo ano no programa; - Junto com o
professor supervisor inserir discussões sobre a a cultura da documentação pedagógica, incentivar e induzir
a produção a partir do desenvolviemnto de propostas pedagógicas. - Encontros semanais, na universidade
e na escola para analise, interpretação e reflexão sobre as observações e práticas na escola; Acompanhamento das escolas partícipes do subprojeto, com visitas periódicas (presencial) e reuniões
virtuais para a promoção de diálogo com a gestão e coordenação pedagógica, para mediar e produzir
contribuições para o acompanhamento dos(as) licenciandos(as) em sua atuação na escola: - Diálogos
mensais sobre a frequência, assiduidade, postura ética profissional, atividades realizadas e
desenvolvimento profissional dos(as) na escola, junto às supervisoras; - Encontros para planejamento,
monitoramento e avaliação dos planos de trabalho; - Produção registros pedagógicos para estudo e
reflexão, tais como fotografias, filmagens e descrições que permitam conhecer, escutar e compreender a
relação das crianças com a alfabetização; - Produção de artigos acadêmicos e relatos de experiência a
partir dos saberes da experiência produzidos nas atividades do PIBID; - Elaboração de relatórios técnicos
com as ações, encaminhamentos e progressos do subprojeto; - Produção de textos e postagens para
divulgação nas redes sociais (Instagram, blog, Youtube) do projeto e ações de intervenção pedagógica
do/no programa. - Entre outras ações que surgiram no processo.
Detalhamento de como se dará a inserção dos licenciandos no contexto escolar, considerando
as características e as dimensões da Iniciação à Docência previstas no regulamento do Pibid.
- Reunião para apresentação do subprojeto e seus membros, definindo atribuições, promovendo a
interações, levantando expectativas e elencando desafios na escola e para a formação; - Análise e estudo
dos documentos necessários para a compreensão do Programa as ações do subprojeto, com destaque para
a ações que mobilizaram a interdisciplinaridade e a multirreferencialidade entre as licenciaturas do
subprojeto e os seus saberes constituintes; - Estudos e formação entre coordenadores(as) de área,
professores(as) supervisores(as) e licenciandos(as); - Planejamento e articulação com a equipe gestora da
escola (direção e coordenação) e equipe PIBID para discutir as ações e cumprimento dos objetivos do
subprojeto; - Observação, diagnósticos, reflexão e compreensão das ambiências e dinâmicas do cotidiano
escolas; - Estudo dos textos curriculares e práticas pedagógicas na/da(s) escolas, como: Projeto Político
Pedagógico – PPP, projetos, regimentos, atas, entre outros; - Planejamento e efetivação de atividades
diagnósticas de alfabetização com as crianças, a fim de compreender seus saberes e propor práticas que
atendam suas necessidades; - Produção de planejamentos semanais da equipe do subprojeto que atendam
às necessidades percebidas nas observações e nas atividades de intervenção na escola; - Reuniões
sistemáticas bimestrais com a equipe da escola para avaliação das ações do subprojeto, com a
participação das equipes de trabalho do subprojeto para redimensionamento das ações; - Inserção dos
licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes oportunidades de
criação e participação em experiências interdisciplinares; - Experiencia do pibidiano com professor(a)
supervisor(a), acompanhando e auxiliando nas aulas, na produção de projetos, entre outras atividades que
acontecem no cotidiano escolar - Produção de materiais didáticos e materiais didática on-line no intuito de
fomentar atividades significativas e interdisciplinares.

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Emitido em: 25/07/2024 17:22

ANEXOS
Descrição

Tipo

Data

PDI_III.pdf

Transcrição ou
destaque dos
trechos do PDI
da IES onde
constam as
características
elencadas no
item 6.1.4

25/07/2024
17:14:43

PDI_I.pdf

Transcrição ou
destaque dos
trechos do PDI
da IES onde
constam as
características
elencadas no
item 6.1.4

25/07/2024
17:01:29

Ofício_Semed_Penedo.pdf

Documento(s)
assinado(s)
pelo(s)
dirigente(s)
da(s)
25/07/2024
secretaria(s) de 16:57:35
educação
envolvida(s)
conforme inciso
VI do item 6.3.3

PDI_2019-2024.pdf

Transcrição ou
destaque dos
trechos do PDI
da IES onde
constam as
características
elencadas no
item 6.1.4

23/07/2024
18:22:33

PDI_2019-2024_II.pdf

Transcrição ou
destaque dos
trechos do PDI
da IES onde
constam as
características
elencadas no
item 6.1.4

23/07/2024
18:22:15

Versão do Relatório: 0.141.0

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Emitido em: 25/07/2024 17:22

OFÍCIO_N°_873_-_UFAL_-_Declaraão_Anuência_Secretaria_SEMED_Maceió_-_assinado.pdf

Documento(s)
assinado(s)
pelo(s)
dirigente(s)
da(s)
23/07/2024
secretaria(s) de 16:58:44
educação
envolvida(s)
conforme inciso
VI do item 6.3.3

Declaracao_Anuencia_Secretaria_Arapiraca_assinado.pdf

Documento(s)
assinado(s)
pelo(s)
dirigente(s)
da(s)
23/07/2024
secretaria(s) de 16:36:17
educação
envolvida(s)
conforme inciso
VI do item 6.3.3

05062024_PIBIDDeclaracaodecontrapartidaecargahorariaSiCapes1_assinado.pdf

Declaração de
contrapartida e
reconhecimento
23/07/2024
de carga
15:52:23
horária (modelo
na página do
programa)

05062024_PIBIDFormulariodesolicitaodeacessoSiCapes11_assinado.pdf

Designação
formal do
proponente,
emitida pelo
dirigente
máximo da
instituição

SEI_AL_-_26342203_Seduc.pdf

Documento(s)
assinado(s)
pelo(s)
dirigente(s)
da(s)
23/07/2024
secretaria(s) de 15:51:19
educação
envolvida(s)
conforme inciso
VI do item 6.3.3

23/07/2024
15:52:06

Documento(s)
assinado(s)
pelo(s)
dirigente(s)
da(s)
23/07/2024
Of.252_-_UFAL__Declaraão_Anuência_Secretaria_de_Educaão_de_Delmiro_Gouveia_-AL.pdf
secretaria(s) de 15:50:50
educação
envolvida(s)
conforme inciso
VI do item 6.3.3

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