Edição de Novembro

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do Conhecimento

Um ato que virou marco na história de Alagoas

Aprovação da lei de criação da primeira Universidade de Alagoas pelo Presidente Juscelino
Kubitschek. Em pé: o médico A. C. Simões, o assessor do MEC, Edgar Magalhães, e o deputado
federal Medeiros Netto

cos, como a Guerra Fria e a construção do Muro de
Berlim, na Alemanha.
Já o Brasil vivia sobre os trilhos de uma corrida
desenvolvimentista, que terá como principais marcos o
Plano de Metas de JK, o famoso “50 anos em 5”, que
impulsionou as áreas da indústria, energia e transporte;
as reformas de base do governo de João Goulart; e a
política centrada em lemas como “Brasil Grande” conduzida pelos militares do regime ditatorial (1964-1985).
Enquanto em alguns aspectos o país avança, de outro
lado, a população se sente acuada com os efeitos colaterais dessas políticas: achatamento salarial, autoritarismo, concentração de renda, inflação, dependência do
capital externo, censura e repressão social.
Entre conquistas e solavancos, a sociedade civil
busca diferentes formas de organização com o propósito de pressionar os governos para atender seus
anseios. Das conquistas alcançadas, sobretudo nos
anos 1950 e 1960, está a criação de um expressivo

Postais do Conhecimento, com o tema Ufal na linha do tempo, é
o sétimo número de uma coleção comemorativa dos 50 anos da
Universidade Federal de Alagoas, publicada em 2011.
Tiragem: 10.000 exemplares
GESTÃO
Ana Dayse Rezende Dorea - REITORA
Eurico de Barros Lôbo Filho - VICE-REITOR
Universidade Federal de Alagoas
Endereço: Campus A. C. Simões - Av. Lourival de Melo Mota, s/n. Tabuleiro do
Martins. Cep:52072-970. Maceió-AL
Assessoria de Comunicação (Ascom): 3214-1052
Pró-Reitoria de Extensão (Proex): 3214-1134
Coordenação de Assuntos Culturais: 3221-3122
www.ufal.edu.br
ascomufal@gmail.com

Coordenação Geral
Márcia Rejane Gonçalves Ferreira MTB 352/AL
Redatores
Élcio de Gusmão Verçosa
Simone Cavalcante
Edição
Simone Cavalcante
Projeto Gráfico
Jailson Albuquerque
Diagramação
Marseille Lessa
Revisão
Rose Ferreira
Fotografia
Laércio Luiz Amorim
Manoel Mota

número de universidades públicas de norte a sul do
Brasil. Intelectuais, profissionais liberais, estudantes,
professores e políticos mobilizam-se e enfrentam
verdadeiras “odisseias” para atravessar os trâmites da
burocracia e alcançar a legalização de seus projetos de
instituição federal de ensino superior.
Nessa época, são reconhecidas pela União as
universidades dos Estados do Ceará (1954), Espírito
Santo (1954), Paraíba (1955), Pará (1957), Rio
Grande do Norte (1958), Santa Catarina (1960),
Goiás (1960), Maranhão (1967) e Sergipe (1968). O
surgimento da Ufal acompanha esse movimento de
expansão do ensino superior brasileiro que segue um
ritmo descompassado, impulsionado por diferentes
motivações e realizado com séculos de atraso em
comparação a outros países das Américas. Mas que,
sem sombra de dúvida, representará um grande
avanço para a realidade sócio-histórica de Alagoas.

Acervo da artista

EXPEDIENTE

Em 26 de janeiro de 1961, na biblioteca do Palácio
da Alvorada, em Brasília, um acontecimento daria uma
nova configuração à realidade cultural de Alagoas. Nesta
sessão ocorrida no final do governo de Juscelino
Kubitschek, era sancionada a lei de criação da primeira
Universidade de Alagoas, a Ufal. Além do presidente da
República, estiveram presentes, na solenidade, o médico A.
C. Simões, então diretor da Faculdade de Medicina de
Alagoas, o assessor do MEC, Edgar Magalhães, e o deputado federal alagoano Medeiros Netto. Como todo fato
histórico deve ser situado no seu contexto, vale recordar o
que se passou no mundo e no país nessa época.
Na década de 60, vários episódios históricos
modificaram o perfil de países em todo o mundo.
Alguns deles significaram avanços, como a criação
da Anistia Internacional e a chegada do soviético
Yuri Gagarin ao espaço; outros ergueram pilares
separatistas nas rotas para uma sociedade igualitária, a exemplo de conflitos sociopolíticos e ideológi-

Ddaniela Aguilar
É artista visual, especialista em
design têxtil pela Universitat
Ramon Llull, em Barcelona. Em
Essa rua é nossa, que ficou
em cartaz na Pinacoteca
Universitária em 2010/2011, a
artista expõe a série
Travesseiros (obra da capa),
fruto do Projeto Sonhos
Mutantes.

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O embrião do projeto de educação superior

A

década de 1930 é o marco da primeira

escolas de ensino secundário; Ciências Econômicas

e no apagar das luzes do governo JK, tendo o apoio

iniciativa formalmente concebida e bem

(1954), criada pelo Sindicato dos Empregados no

imprescindível dos políticos Medeiros Netto, Freitas

sucedida de ensino superior no Estado: a

Comércio do Estado de Alagoas; Engenharia (1955),

Cavalcanti, Abrãao Moura e Ruy Palmeira, presentes em

fundação da Faculdade de Direito de Alagoas.

formada por um grupo de profissionais da área; e

todas as etapas do processo. A aprovação da proposta

Criada em 1931 e oficializada dois anos depois, ela

Odontologia (1957), uma fusão entre as faculdades

envolveu, assim, vários segmentos da classe política e da

surgiu da ideia do funcionário Agostinho Benedito

de Maceió e de Alagoas, esta última fruto do

sociedade civil alagoanas.

de Oliveira e contou com o empenho de alguns

idealismo do professor Alberto Mário Mafra.

A associação das seis faculdades em torno de um

professores, todos pertencentes ao Liceu Alagoano.

Em 1960, os dirigentes da Faculdade de Medicina

projeto em comum atendia ao modelo em vigor no Brasil

Enquanto funcionou na Praça Montepio, no Centro

aliados a alguns políticos, sob a liderança do médico A. C.

que segmentava o saber em três grandes áreas (exatas,

de Maceió, a faculdade manteve, no seu corpo docente,

Simões, um dos pioneiros das Instituições de Ensino

humanas e saúde), tendo a filosofia como a pedra angular.

catedráticos, membros fundadores, professores fixos e

Superior (IES), empreendem em Brasília uma marcha

Mesmo diante da febre da modernização, o ensino

temporários; e conferiu grau a turmas de bacharéis de

pela federalização desta instituição. Contudo, ao tomar

superior em Alagoas, como em todo o país, continua

Alagoas e de outros Estados, que ingressavam na vida

conhecimento de que era possível aprovar um projeto de

espelhado ainda hoje em alguns preceitos do modelo

pública administrativa ou atuavam como profissionais

universidade em vez de reconhecer-se de forma isolada,

napoleônico de universidade adotado, por muitos séculos,

liberais. Três episódios marcam a história da faculdade:

Dr. Simões convenceu todos a mudarem de estratégia e

na França: a divisão do conhecimento em faculdades

a diplomação de duas mulheres, Alda Pinheiro e

passou a liderar o movimento favorável à criação da Ufal.

isoladas e o culto ao ritual da colação de grau e da

Antonieta Duarte, em 1934, ano de promulgação da

No salão nobre da faculdade, em 11 de agosto de 1960,

certificação pelo diploma como chaves para o ingresso no

constituição brasileira que garantia o voto feminino, a

dia do estudante, os diretores das seis escolas superiores

mercado de trabalho.

federalização da Faculdade ainda nos anos de 1940 e a

do Estado e algumas autoridades políticas assinam um

Essa primeira fase que vai desde a origem e a

visita do presidente Juscelino Kubitschek durante as

memorial, solicitando ao presidente JK o atendimento

regulamentação das faculdades de Medicina, Direito,

comemorações das bodas de prata da instituição.

dessa reivindicação. O memorial foi levado para a capital

Filosofia, Ciências Econômicas, Odontologia e Engenharia

federal por Adalberto Câmara, presidente do Diretório

até o processo de aglomeração num projeto único seria

Central dos Estudantes.

uma espécie de proto-história, o marco inicial de

A Faculdade de Direito de Alagoas passou
quase duas décadas sendo a única iniciativa de
educação superior até surgir nos anos de 1950 uma

O processo de surgimento da universidade talvez

construção da Universidade Federal de Alagoas. Quase

seja o único episódio na história local que contou com a

todas as universidades públicas brasileiras criadas nesse

pelo

adesão unânime de toda a bancada alagoana em

período tomaram o mesmo percurso, encontrando na

(1952),

Brasília, independente de partido, segundo noticiou, na

associação de faculdades já existentes um caminho viável

idealizada pelo padre Teófanes Augusto de Barros,

época, o Jornal de Alagoas. O projeto passou pelos

para a democratização do acesso a práticas e saberes até

vinha responder à demanda de professores nas

trâmites na Câmara e no Senado em caráter de urgência

então reservados a uma parcela mínima da população.

safra

de

novas

reconhecidas:
médico

instituições

Medicina

Abelardo

(1951),

Duarte;

legalmente
proposta

Filosofia

O Presidente Juscelino Kubitscheck ao lado do
Governador Muniz Falcão, do Ministro Jurandir Lodi
e do Professor Jayme de Altavila, então diretor da
Faculdade de Direito, durante a cerimônia de Bodas
de Prata da instituição

Visita do diretor de ensino superior do MEC,
Jurandir Lodi, à Faculdade de Filosofia

3

A fisionomia da Ufal
em permanente transformação
Com o impulso inicial da fase proto-histórica,

Praça Sinimbu: Restaurante Universitário, Federação

segundo os moldes estabelecidos pelo Regime Militar

a universidade segue o curso da sua trajetória,

Alagoana do Desporto Universitário (FADU), Diretório

em vigor. Os estudos básicos eram realizados em sete

atravessando mais quatro marcos: implantação e

Central dos Estudantes e Residência Universitária. E um ano

institutos centrais, e as vagas, disponibilizadas por

consolidação; expansão e preocupação com a pesqui-

depois, foram iniciadas as obras de construção da cidade

meio do vestibular, estabelecido por lei em dezembro de

sa; democratização do poder e abertura para a

universitária, num terreno de 210 hectares situado no

1967.

comunidade; e expansão para o interior e o mundo.

Tabuleiro do Martins. Além dos blocos que abrigaram alguns

estudantis em protesto contra o número reduzido de

Ao longo de 50 anos, a instituição teve seus rumos

centros de ensino, data desse período o início da construção

vagas que sempre provocava excedentes no sistema

conduzidos pelas mãos de oito reitores (incluindo a

do Hospital Universitário.

classificatório. Um dos protestos resultou num acordo

Nesse

período,

houve

muitos

movimentos

gestão atual), e vem enfrentando diferentes conjun-

entre MEC, Ufal e Governo do Estado para criação de

turas políticas na construção de seu perfil.

uma nova escola médica que se tornaria estadual: a

A partir de 1961, a Ufal entra num período de

Escola de Ciências Médicas de Alagoas.

implantação e consolidação tanto nos aspectos pedagógi-

Com a reforma universitária instituída pela Lei

co como espacial, na tentativa de integrar o fluxo de

5.540/68, a educação superior é separada do ensino

ações e atividades acadêmicas numa mesma localização

básico. Daí por diante, a universidade vai, gradualmen-

geográfica. Na visão do primeiro reitor, A. C. Simões, era

te, adaptando-se à nova configuração baseada no fim

preciso, antes de tudo, investir na infraestrutura. Nos dez

das cátedras, na indissociabilidade entre ensino,

anos em que esteve no poder, ele voltou maior parte dos

pesquisa e extensão, e na criação de departamentos

recursos para a reforma dos prédios das faculdades já

vinculados a centros acadêmicos, seguindo o modelo

existentes e a construção da cidade universitária.

americano de ensino. Vale registrar que a Ufal se torna

Ao iniciar sua gestão, as faculdades continuaram

campo de ensaio para a formulação dessa lei, ao

funcionando de forma isolada, enfrentando reformas,

receber equipes técnicas que vão estudar a sua viabili-

adaptações e até mesmo transferência de lugar, como se

Obras de construção da Ufal (1967)

deu com a Faculdade de Ciências Econômicas que passou a

dade e até uma estrutura que será precursora da
reforma feita pelo Regime Autoritário. Tal base estrutu-

funcionar num solar da Praça dos Martírios. Somente em

No plano pedagógico, a reforma seguiu a

1966, surgem as primeiras edificações na região próxima à

concepção do ciclo básico e do ciclo profissional,

ral de educação vigorou até 1995, sendo substituída
pela LDB 9.394/96.

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A expansão com o olhar atento
para a pesquisa
O Brasil estava imerso numa ditadura e por

Azevedo (1979-1983) e Fernando Cardoso Gama (1983-

todos os cantos do país havia focos de manifestações de

1987, primeiro mandato) compreendem uma fase de

resistência ao regime. Com os pilares nesse contexto, a

expansão e preocupação com a pesquisa e a pós-

universidade avança em busca da modernização de sua

graduação, ainda que os efeitos dos esforços desses

estrutura administrativa, pedagógica e de pessoal. A

gestores nem sempre tenham sido coroados de êxito.

intenção de dar prosseguimento à política de construção

A gestão de Nabuco Lopes, por exemplo, teve

de novos prédios iniciada por A. C. Simões permanece,

início com a assessoria de planejamento elaborando um

mas vai ocupar um novo lugar no planejamento

Documento Descritivo Preliminar, levantando informações

estratégico da Ufal. Os reitores que vieram depois

e analisando criticamente a situação da universidade. O

Da esquerda para direita, os reitores
João Azevedo, Manoel Ramalho,
Fernando Gama, Nabuco Lopes e A. C.

voltaram sua atenção a outras prioridades necessárias

relatório entregue ao MEC pretendia traçar uma rota

estudantes e a criação de programas, como o Bolsa de

também ao desenvolvimento da instituição.

diferente de atuação, que fosse capaz de articular o capital

Trabalho Arte (1976), que incentivava a elaboração de

humano (professores, alunos e servidores) à execução das

projetos de pesquisa sobre diversas linguagens artísticas.

ações acadêmicas e administrativas da forma mais

Além disso, o processo seletivo para ingresso de futuros

integrada possível. Um dos pontos que sintetiza o espírito

alunos tornou-se mais profissionalizado a partir da

daquele momento está no deslocamento do foco da

assinatura de um convênio com a Fundação Carlos Chagas.

estrutura física para a valorização de pessoas.

Reitor Nabuco Lopes na solenidade da
formatura unificada de 1973

Com um estilo de administrar mais voltado para o

De olhos fixos na ampliação dos quadros de

planejamento de ações, o reitor João Azevedo lança, no início

pessoal, o setor de planejamento da universidade põe

de sua gestão, o documento Diretrizes Básicas (1980-1983),

em prática, em 1972, o Plano de Expansão, com a

um plano estratégico direcionado para os próximos três

realização de mais de 200 concursos e provas de seleção.

anos. Nele se confirma também a preocupação em fortalecer

Neste ano, é criado o Campus Tamandaré, mediante a

a pesquisa como um dos pilares da formação acadêmica,

ocupação, em regime de comodato, do complexo onde

com o desenvolvimento dos trabalhos da recém-criada Pró-

se situava a Escola de Aprendizes de Marinheiro de

reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propep). Tornava-se

Alagoas, no Pontal da Barra. Ali foram instalados os

mais intensivo também o estudo e o debate de temas

cursos da Área III, de Ciências Humanas, com uma

pertinentes à conjuntura socieconômica de Alagoas, numa

população estudantil de mais de 3.000 alunos. Em 1976,

visão incipiente do discurso de desenvolvimento sustentável

o campus foi desativado diante dos riscos que sofreria

muito em voga nos dias atuais.

com a instalação da empresa Salgema no Pontal.

No reordenamento administrativo da Ufal, a Pró-

Nessa fase, nota-se um aumento do leque de

reitoria de Planejamento amplia suas bases, com a formação

cursos de graduação ofertados, e do quadro de

de núcleos de apoio para atender as necessidades da

pessoal, com a realização de novas contratações; o

universidade. São criados os núcleos de Apoio ao Ensino

direcionamento

dos

Pesquisa e Extensão (Naepe), de Informações (NI), de Apoio

servidores;

o

incentivo

científica,

por

meio

recursos
ao

qualificação

campo

da

pesquisa

instituições; e o surgimento do primeiro curso de pós-

administrativo, permitindo a troca de informações entre os

graduação

diferentes setores.

Letras.

com

Administrativo, entre outros. A manutenção desses núcleos
tinha como finalidade aumentar o desempenho do fluxo

sensu,

convênios

dos

outras

stricto

de

à

As

expressões

artísticas buscam um lugar no espaço acadêmico a

Nos anos 1980, a primeira gestão do reitor Fernando

partir da criação de cinco equipamentos culturais:

Gama encerra a fase em que a expansão e a preocupação

Corufal, Museu Théo Brandão de Arte e Folclore

com a pesquisa tinham caráter de urgência nas discussões

(1975),

Orquestra

Pinacoteca

de

Câmara

Universitária

da

Ufal

(1981),

acadêmicas, tendo em vista a carência de pessoal e o baixo

(1981)

e

Editora

índice de projetos registrados. Atuando na transição entre a

Universitária, Edufal (1983), voltada para a circulação

ditadura e a abertura política, sua gestão terá o apoio
Inauguração do Ceca, em Viçosa, em 13
de outubro de 1975

de textos científicos.

decisivo de um empréstimo tomado com o MEC/BID III
(Banco Interamericano de Desenvolvimento), permitindo a
aceleração da política de capacitação de professores e

Por outro lado, foram dados os primeiros passos

técnicos, juntamente com a ampliação física e as instalações

na articulação de uma política para o fomento do

técnicas no Campus A. C. Simões. É nesse período que

conhecimento

surgem cursos de pós-graduação, cujo pioneirismo coube ao

coordenadoria

científico,
de

a

partir

pesquisa

e

da

criação

da

pós-graduação.

Inicialmente, havia um número reduzido de pesquisas, a

mestrado de Letras, e praticamente todos os cursos de
graduação passam a ter reconhecimento do MEC.

exemplo dos estudos avançados sobre o setor pesqueiro,
e a maioria delas estava atrelada a convênios com
instituições

nacionais

e

estrangeiras,

ou

eram

produzidas pelos professores meramente para alcançar
uma melhoria salarial com a mudança para o regime de
40h de trabalho.
Caminhando na divulgação da ciência e da
pesquisa, a revista científica e cultural Scientia ad

Coral na entrada do Restaurante
Universitário

Sapientiam é lançada durante a gestão do reitor Manoel
Ramalho, em 1978. É uma marca também dessa gestão
a preocupação em tornar mais adequadas as condições

Assim, as gestões dos reitores Nabuco Lopes
Tavares da Costa Santos (1971-1975), Manoel M.
Ramalho

de

Azevedo

(1975-1979),

João

Ferreira

de funcionamento dos 22 cursos de graduação.
Além da reestruturação dos cursos, ocorreu a
ampliação da cobertura dos serviços de assistência aos

Defesa da primeira dissertação do
Mestrado em Letras da Ufal, aberta
pela reitora Delza Gitaí

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O poder precisa
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Delza Gitaí inaugura a nova reitoria no campus A. C. Simões em 1987

Com o fim da ditadura, o país busca
novos caminhos para a redemocratização.
Uma das mais importantes conquistas
desse período, no plano nacional, é a
eleição direta para presidente. A abertura,
no entanto, não garante a estabilidade
política. De 1985 até chegar ao século XXI,
muitas decisões governamentais, tanto no
plano regional como nacional, vão gerar um
clima de insegurança sobre o futuro da
nação, levando a população a articular
greves, impeachments e manifestações.
Acompanhando os desdobramentos
dessas mudanças, a Ufal ingressa em um novo
momento histórico, marcado pela democratização do poder em todos os níveis, de reitor a
coordenadores de curso, e abertura de um
diálogo mais intenso com a comunidade.
Nessa fase, a escolha de Delza Leite Goés Gitaí
(1987-1991), Fernando Gama (1991-1995,
segunda gestão) e Rogério Moura Pinheiro
(1995-1999/1999-2003) para o cargo de
reitor se dá de forma direta, com a participação
paritária de professores, técnicoadministrativos e estudantes.
Como primeira mulher no comando
da instituição, Delza Gitaí mantém algumas
preocupações da fase anterior, mas
demarca seu projeto acadêmico com a
ênfase nas ações de extensão e no incentivo à criação de núcleos temáticos para
discussão de temas e problemas da
realidade regional e nacional. Valendo-se
dos lemas “A universidade somos nós”, em
contraste ao autoritarismo até então em
voga no país, e “A universidade sai do
casulo” em relação ao transbordamento
das ações acadêmicas para fora dos muros
da universidade, sua gestão tenta estabelecer novos mecanismos de escuta e diálogo
com as camadas menos assistidas da
população, utilizando a mediação de
lideranças comunitárias.
Em diferentes áreas do saber, são
realizados seminários, reuniões, encontros e
consultorias técnicas e jurídicas, discutindo
questões sobre a mulher e seus direitos de
cidadã, o menor, a violência e a alfabetização,
entre outros temas. O I Seminário Estadual
sobre Alfabetização e Cidadania, por exemplo,
contou com a participação do educador Paulo
Freire que, anos depois, seria homenageado
pela universidade com o título de Honoris Causa.
Além dos núcleos, a Pró-reitoria de Extensão
intensifica o trabalho nas comunidades,
desenvolvendo, ao lado dos departamentos
acadêmicos, programas como Periferia,
Cidadania, Vida e Saúde, convidando a população a debater suas reivindicações. As ações de
Extensão passam agora a ter um lugar bem
destacado, ao lado da pesquisa e do ensino.
No âmbito da pesquisa, há um
crescimento acentuado da produção de
trabalhos científicos, com a elevação do
número de professores com mestrado e
doutorado. Nota-se uma maior participação de estudantes na produção de pesqui-

sas, a partir de convênios com Bolsas de
Iniciação Científica. As estatísticas
positivas ocorrem pela melhoria da
infraestrutura física dos centros acadêmicos e, sobretudo, pela interação entre
eles, o que vai criar um ambiente interdisciplinar de troca de informação.
Saindo da década de 1990 e ingressando no novo século, porém, a universidade
sofre grandes impactos na gestão de seu
orçamento, como desdobramento das
instabilidades da política brasileira com a
abertura do país ao capital externo, às
privatizações e à desregulamentação do
mercado. Imerso nesse contexto, o reitor
Fernando Gama, no seu segundo mandato,
vive um dos piores momentos na gestão
orçamentária dos recursos da Ufal, de acordo
com relatório publicado em 1992: “a universidade não pode parar e para isso precisa de
mais de 8 bilhões de cruzeiros destinados aos
pagamentos deste semestre”.
No entanto, os obstáculos advindos
da conjuntura política nacional vão persistir.
Dessa forma, a atuação do reitor Rogério
Moura Pinheiro tenta construir novos caminhos para o enfrentamento dos problemas, e
uma das vias tomadas foi a reformulação da
própria estrutura interna da instituição, dos
pontos de vista acadêmico e administrativo.
Uma das primeiras decisões tomadas foi a
elaboração de um planejamento capaz de
ajustar o orçamento e as finanças. Com o
enxugamento dos gastos, foi possível conduzir
a política acadêmica, a partir de ações como a
implantação de um programa intensivo de
capacitação docente, a consolidação do ensino
noturno nos cursos de graduação, o aproveitamento das vagas ociosas, que ampliou o
número de matrículas e, principalmente, o
aprofundamento de ações de pesquisa e
expansão da pós-graduação.
Algumas mudanças ocorridas na
educação brasileira também repercutiram na
instituição. Nesse período, a universidade
busca implantar a política de cotas para negros
e estudantes da escola pública, proporcionando às camadas mais pobres da população o
acesso ao ensino superior. Por outro lado,
ocorre a ampliação da graduação na modalidade a distância, com o pioneirismo do curso de
Pedagogia, que investiu na formação dos
professores das redes municipais.
No segundo mandato do reitor
Rogério Pinheiro, há uma revisão no Estatuto
da Ufal, uma espécie de nova constituição à
sua estrutura acadêmica. Essa reformulação,
que extingue os departamentos e reinstituias unidades acadêmicas, mas preservando os colegiados de curso, seria colocada
em prática na gestão posterior. A partir
daí a universidade se distancia anos-luz
da ideia de cátedra presente na sua fase
inicial de formação e abandona o modelo
importado americano de departamento,
abrindo a possibilidade para refletir uma
nova configuração de seu perfil.

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2011

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30 NOV

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POSTAIS

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do Conhecimento

A universidade para Alagoas:
uma proposta aberta

A reitora Ana Dayse Dorea e o vice-reitor
Eurico Lôbo recebe o secretário do MEC,
Manoel Palácios, para discutir a interiorização

Uma das principais ações da sua
gestão é a interiorização do ensino, via
Programa de Apoio ao Plano de
Reestruturação e Expansão das
Universidades Federais (Reuni). Com essa
proposta, a Ufal, antes restrita praticamente à grande região metropolitana, vai
ampliando seu campo de atuação para
todo o Estado. Antes desse processo,
contudo, houve algumas experiências
nessa direção, como o Centro Rural
Universitário de Treinamento e Ação
Comunitária (Crutac), em Arapiraca, o
curso de Agronomia, em Viçosa, o Núcleo
de Extensão e Desenvolvimento Regional
(Neder) e o Programa de Assessoramento
Educacional aos Municípios de Alagoas
(Promual), que davam assessoria técnica
e científica a municípios de todo o Estado.

Colação de grau de Enfermagem do
Campus Arapiraca

No campo da pesquisa, existem
centenas de grupos de pesquisa na pósgraduação e de projetos na área de graduação e extensão mantidos em convênio com
instituições como a Capes, o CNPq, a Fapeal,
e que atuam em diferentes temáticas. Um
fato novo é a implantação do primeiro curso
de mestrado profissional em Ensino de
Ciências e Matemática. Segundo o Boletim
Estatístico de 2009, a universidade disponibilizou quase 2.400 bolsas para a realização
desses projetos. Parte dessa produção é
transformada em livros editados pela Edufal
que, além da política de publicação, organiza
a Bienal Internacional do Livro de Alagoas, já
na quinta edição em 2011.
Adalberto Farias

A primeira década do século
XXI representa um momento diferenciado na política nacional, com a ascensão à presidência da República de Luiz
Inácio Lula da Silva, o Lula. Do ponto de
vista da educação superior, houve uma
aplicação maciça de recursos nas
universidades públicas brasileiras e a
criação de mecanismos, como o Prouni,
para ampliação imediata do acesso, via
rede privada, a alunos vindos de
segmentos economicamente pobres da
população. Esses investimentos, de
fato, não podem ser vistos como
panaceias, mas trouxeram mais
flexibilidade orçamentária na tomada
de decisões. Em sintonia com essa
conjuntura, a atual reitora, Ana Dayse
Dorea, vem aproveitando ao máximo a
política do Governo Lula para garantir a
permanência da educação superior
pública e gratuita em Alagoas.

Trote dos feras em Arapiraca

Mas nenhuma delas teve a abrangência
de investimentos em obras físicas e
equipamentos como hoje.
Esse segundo ciclo de expansão
está sendo realizado de modo amplo e
sistemático, tendo o apoio, principalmente, do Reuni. A implantação do
Programa sofreu resistência de segmentos politicamente organizados de
discentes e docentes, mas, uma vez
aprovado pelo Conselho Universitário,
tenta vencer alguns obstáculos de
infraestrutura e manutenção, hoje
representando a principal via de acesso

Houve um salto acentuado nas
contratações por concurso, na capacitação dos servidores e na ampliação do
número de vagas para o ingresso na
graduação. Os dados da Pró-reitoria de
Pesquisa e Pós-graduação

Bienal Internacional do Livro de Alagoas, uma
das maiores vitrines do pensamento científico
da Ufal e da produção literária do Estado

Diante disso, os desafios da
Assessoria de Comunicação da Ufal (Ascom)
multiplicaram-se. O aumento na área de
atuação da universidade exigiu a contratação
de novos técnicos-administrativos e bolsistas
de Comunicação, bem como a compra de
equipamentos, mas ainda é uma tarefa
difícil cobrir todas as demandas.
Existem três veículos de divulgação em
Cerimônia de posse de novos docentes

Reitora fala do apoio que obteve da bancada
federal e do senado para a implantação do
Campus do Sertão em 2010

ao ensino superior para a população
estudantil que mora em áreas distantes da capital.
As Unidades de Penedo, Palmeira
dos Índios, Viçosa e os campi Arapiraca e do
Sertão, localizado em Delmiro Gouveia,
formam uma rede articulada à reitoria do
campus A. C. Simões, em Maceió, e abrem
para os alagoanos do interior oportunidades
que vão para além da formação pública e
gratuita para carreiras do magistério. Hoje,
circulam no complexo de polos e campi da
Ufal, aproximadamente, 1420 professores,
com mestrado, doutorado e especialização,
1520 técnico-administrativos e mais de
26.000 estudantes, incluindo graduação, pós-graduação e Ensino a
Distância (EaD).

apontam um aumento na criação de
cursos de pós-graduação e de editais em
convênio com outras instituições, e do
aperfeiçoamento técnico. Atualmente,
quase 600 doutores e pouco mais de 400
mestres integram o quadro permanente
da instituição. Uma parte desse contingente é formada por docentes vindos de
outros estados do Brasil e do exterior, o
que acentua a diversidade cultural e a
troca de conhecimentos. No plano da
graduação, novos cursos foram criados,

Técnicos -administrativos no
Encontro dos Servidores em 2010

a exemplo de Engenharia de Petróleo,
Engenharia de Computação, Design e
Química Tecnológica e Industrial.

Colação de grau de Engenharia de
Pesca em Penedo – Campus Arapiraca

atividade: a Folha Universitária, uma publicação impressa de periodicidade bimestral, a
Folha Estudantil, um informativo online
semanal, e o Portal de Notícias. As matérias,
em sua maioria, referentes a eventos científicos
são produzidas pela equipe da Ascom, que
conta com parceiros como o Núcleo de
Tecnologia da Informação (NTI) e os agentes
de comunicação no interior.
Em âmbito de planejamento, todas as
estratégias para o desenvolvimento da
universidade seguem agora, de modo
sistemático, duas orientações: o Projeto
Pedagógico Institucional (PPI) e o Plano de
Desenvolvimento Institucional (PDI). Esses
documentos plurianuais contêm planos e
metas que devem ser cumpridos pela instituição, avaliados permanentemente pelo MEC.

7

POSTAIS

20 MAIO

2011

do Conhecimento

Toda história tem seus atores

Movimento unificado em defesa da Ufal (2001)

Com esse diagnóstico da gestão em curso,
bem como dos históricos antecedentes, dá para
ter noção do quanto a Ufal tenta cumprir sua
trajetória, construída ao longo de décadas por
recuos e avanços, obstáculos e surpresas,
fechamentos e aberturas. Neste percurso, a
universidade vem acompanhando a evolução
urbana do Estado de Alagoas, formado hoje por
mais de 3 milhões de habitantes. Deste
contingente populacional, segundo o Inep, mais
de 70.000 alunos cursam o ensino superior,
estatística que a Ufal partilha com outras dezenas
de instituições públicas e privadas, a exemplo da
Escola de Ciências Médicas de Alagoas, criada em
1968 e hoje transformada em Universidade
Estadual de Ciências de Alagoas (Uncisal), a
Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), que
divide com a Ufal a responsabilidade do
atendimento público e gratuito dos estudantes
também no interior do Estado, o Centro de
Estudos Superiores (Cesmac), inaugurado em
1973 a partir do idealismo do padre Teófanes de
Barros, e a Fundação Educacional do Baixo São
Francisco de Penedo, criada pelo pioneirismo de
Raimundo Marinho na sua região.

Nos 50 anos de existência, a Ufal não atuou
sozinha no cenário da educação brasileira e
alagoana, nem teve seu destino guiado unicamente
pelas vontades e decisões dos gestores que por ela
passaram. Sua história não teria sentido se não
houvesse a participação de seus principais atores:
alunos, professores e técnicos-administrativos.
Em todas as fases de implantação,
consolidação e expansão da Ufal, são eles, por meio
de suas representações, que vêm refletindo e
contestando os métodos utilizados nas políticas
adotadas até então, seja no âmbito da estrutura
universitária, seja fora dela. De forma coletiva, eles
atuaram e atuam, em última instância, no processo
de escolha sobre qual rumo a instituição deve tomar
a cada conjuntura posta como desafio. Quando
essas decisões não são respeitadas, fazem das
greves, passeatas e mobilizações instrumentos de
protesto as suas reivindicações.
É no período de fechamento do debate
político nacional que surgem o Diretório Central dos
Estudantes (DCE), iniciado nos anos 1960; a
Associação dos Servidores da Ufal (Assufal), criada
em 1972 e hoje chamada de Sindicato dos
Trabalhadores da Ufal (Sintufal); e a Associação dos

Docentes da Ufal (Adufal), que surgiu em 1979. São
essas instituições que, substituindo de modo
organizado e sistemático as lutas muitas vezes
subterrâneas de discentes, servidores e docentes
em organizações políticas da sociedade civil, dão
vozes às expectativas dos integrantes da
universidade junto ao governo federal e à
administração local, bem como prestam serviços de
apoio aos seus filiados.
Juntas, a Adufal, o DCE e o Sintufal somam
esforços para manter direitos já assegurados e
alcançar novas conquistas dentro da política
trabalhista e estudantil, garantindo, assim, a
continuidade do processo democrático. E ao longo
de cinco décadas, tiveram de reformular as
estratégias de ação, em alguns momentos sofrendo
até uma desmobilização nas suas bases, para
enfrentar as mudanças advindas da política
nacional. Com a presença ativa desses atores, a
Universidade Federal de Alagoas saiu do projeto e
foi conquistando diferentes fisionomias ao longo do
tempo, mas sem perder de vista sua missão de
oferecer à sociedade alagoana uma educação
pública, gratuita e de qualidade para o maior
número de alagoanos que lhe for possível.
                
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