Letras Licenciatura - Português - a Distância

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                    PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE
LETRAS LICENCIATURA A DISTÂNCIA
HABILITAÇÃO: PORTUGUÊS

Maceió-AL,
Julho de 2012
(atualizado em junho de 2016)

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE LETRAS

PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE
LETRAS LICENCIATURA A DISTÂNCIA
COM HABILITAÇÃO EM PORTUGUÊS

Maceió-AL,
Julho de 2012
(atualizado em junho de 2016)

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REITORA: Maria Valéria Costa Correia
VICE-REITOR: José Vieira da Cruz
PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO: Sandra Regina Paz da Silva
COORDENADOR INSTITUCIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: Gustavo
Madeiro da Silva
DIRETORA DA FACULDADE DE LETRAS – FALE: Eliane Barbosa da Silva
VICE-DIRETOR DA FACULDADE DE LETRAS – FALE: Jair Barbosa da Silva

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COLEGIADO DE CURSO
[Portaria nº 2142 de 12 de novembro de 2013]

Docentes Titulares
Prof. Dra. Sonia Cristina Simões Felipeto
Prof. Dra. Adna de Almeida Lopes
Prof. Dra. Fabiana de Oliveira
Prof. Ms. Jozeph Fernando Soares Queiroz
Prof. Dra. Simone Makiyama Ferreira da Cruz
Docentes Suplentes
Prof. Ma. Jacqueline Elizabeth Vásquez Araújo
Prof. Dra. Susana Souto Silva
Prof. Dr. Aldir Santos de Paula
Profa. Dra. Eliane Barbosa da Silva
Profa. Dra. Ana Cecília Acioli
Representantes Técnico-administrativos
George Neves Brasileiro (titular)
Jeanine Waléria Oliveira Braga Pereira (suplente)
Representantes Discentes
José Allan Nogueira Cavalcante (titular)
Anna Paula Damasceno Vasconcelos (suplente)
NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE
[Aprovado pelo Conselho da Faculdade de Letras em 10 de abril de 2015]
[Portaria n. 755 de 19 de maio de 2015]

Profa. Dra. Sônia Cristina Simões Felipeto – Coordenadora do curso
Profa. Dra. Adna de Almeida Lopes - Coordenadora de Tutoria do curso
Prof. Dr. Helson Flávio da Silva Sobrinho - professor do curso
Prof. Dr. Paulo Leôncio da Silva - professor do curso
Prof. Dr. Murilo Cavalcante Alves - professor do curso
Profa. Dra. Andrea da Silva Pereira - professora do curso

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Sumário
1. Dados de identificação..........................................................................................................
1.1 Contextualização da Instituição de Ensino Superior..............................................................
1.1.1 Contexto Institucional..............................................................................................
1.1.2 Contexto Regional...................................................................................................
1.2 Dados de identificação do curso............................................................................................
1.3 Dados do coordenador do curso ...........................................................................................
2. Apresentação ........................................................................................................................
3. Justificativa ............................................................................................................................
3.1 A Realidade Educacional Brasileira ......................................................................................
3.2 A Realidade Educacional Alagoana ......................................................................................
4. Histórico do curso .................................................................................................................
5. A área de Letras: concepções .............................................................................................
6. Habilidades, competências, atitudes ..................................................................................
7. Políticas institucionais no âmbito do curso........................................................................
7.1 A pesquisa.............................................................................................................................
7.2 A extensão.............................................................................................................................
7.3 A responsabilidade social......................................................................................................
7.4 Acessibilidade........................................................................................................................
7.5 Inclusão..................................................................................................................................
7.5.1. Política de cotas......................................................................................................
8. Objetivos do curso.................................................................................................................
9. Perfis do egresso e campo de atuação.................................................................................
9.1 Perfis do Egresso ..................................................................................................................
9.2 Campos de atuação ..............................................................................................................
10. Processo seletivo ................................................................................................................
11. Metodologia do Curso de Letras na modalidade a distância ..........................................
11.1 Organização ........................................................................................................................
11.2 Estrutura administrativo-pedagógica ..................................................................................
11.3 Formação de professores e tutores para o exercício da modalidade a distância................
11.4 Ambiente virtual de aprendizagem: recursos, ferramentas, materiais.................................
11.5 Encontros presenciais e frequência.....................................................................................
11.6 Armazenamento/gerenciamento dos dados produzidos na modalidade a distância...........
11.7 Sobre a recuperação de estudos, trancamento, transferências e outros itens relativos à
permanência do aluno no curso...................................................................................................
11.8 Apoio ao discente.................................................................................................................
11.9 Estrutura atualizada dos polos e articulação cursos/polos..................................................
11.10 Plano e Cronograma de Implantação .................................................................................
11.11 Sistema de Tutoria.............................................................................................................
11.12 Procedimentos preventivos de evasão..............................................................................
12. Avaliação ..............................................................................................................................
12.1 Avaliações do curso feitas pelo corpo docente e discente .................................................
12.2 Avaliação da aprendizagem na Educação a Distância .......................................................
12.3 Avaliação do projeto pedagógico do curso – PPC...............................................................
13 Organização didático-pedagógica.......................................................................................
13.1 Conteúdo/matriz curricular...................................................................................................
13.1.1 Núcleo básico de formação específica do Curso de Letras....................................
13.1.2 Núcleo de formação sobre a língua e suas literaturas............................................
13.1.3 Núcleo de formação para a docência.....................................................................
13.1.4 Disciplinas eletivas.................................................................................................
13.2 Resumo da Estrutura Curricular..........................................................................................
14. Educação ambiental ............................................................................................................
15. Relações étnico-raciais e História e cultura afro-brasileira, africana e indígena..........
16. Educação em direitos humanos.........................................................................................
17. Libras......................................................................................................................................
18. Ordenamento curricular......................................................................................................
19. Integração com a rede pública de ensino..........................................................................

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20. Estágio supervisionado ......................................................................................................
21. Trabalho de Conclusão de Curso ........ .............................................................................
22. Atividades acadêmico-científico-culturais .......................................................................
23. Ementário e bibliografia do Curso.....................................................................................
23.1 Ementas e bibliografia das disciplinas obrigatórias ............................................................
23.2 Ementas e bibliografia das disciplinas eletivas ...................................................................
24. Viabilização do curso ..........................................................................................................
25. Referências ..........................................................................................................................
Anexos .......................................................................................................................................
Anexo I: Corpo docente e quadro técnico-administrativo ...........................................................
Legislações específicas
Anexo II: Parecer CNE/CES 492/2001........................................................................................
Anexo III: Resolução CNE/CES 18/2002....................................................................................
Anexo IV: Resolução CNE/CP 2/2002........................................................................................
Anexo V: Decreto n. 5.626/2005.................................................................................................
Anexo VI: Guia de realização dos projetos integradores ............................................................
Anexo VII: Resolução n. 2/2009 – FALE - Normas Elaboração TCC..........................................
Anexo VIII:
Resolução n. 004/2012 – FALE - Normas de Realização do Estágio
Supervisionado.............................................................................................................................
Anexo IX: Quadro concomitância, consecutividade e carga horária de estudo semanal.............
Anexo X: Ofício 20/2011 da DED/CAPES....................................................................................
Anexo XI: Ofício 21/2011 da DED/CAPES...................................................................................

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1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Mantenedora: Ministério da Educação e Cultura (MEC)
Município-sede: Brasília - Distrito Federal (DF)
CNPJ: 00.394.445/0188-17
Dependência: Administrativa Federal
Mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Código: 577
Município-Sede: Maceió - Alagoas (AL)
CNPJ: 24.464.109/0001-48
Endereço do campus sede: Rodovia BR 101, Km 14 - Campus AC Simões - Av.
Lourival de Melo Mota, s/n, Cidade Universitária
Tabuleiro do Martins
CEP: 57072-970 Maceió - AL
Telefone: (82) 3212-1001 (Central)
Portal eletrônico: www.ufal.edu.br
E-mail: reitoria@ufal.br

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

1.1.1 Contexto Institucional

A Universidade Federal de Alagoas - UFAL é Pessoa Jurídica de Direito
Público – Federal, com CNPJ: 24.464.109/0001-48, com sede à Avenida Lourival de
Melo Mota, S/N, Campus A. C. Simões, no Município de Maceió, no Estado de
Alagoas, CEP 57.072-970, além de uma Unidade Educacional (UE) em Rio Largo,
município da região metropolitana da Capital.
Foi criada pela Lei Federal nº 3.867, de 25 de janeiro de 1961, a partir do
agrupamento das então Faculdades de Direito (1933), Medicina (1951), Filosofia
(1952), Economia (1954), Engenharia (1955) e Odontologia (1957), como
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instituição federal de educação superior, de caráter pluridisciplinar de ensino,
pesquisa e extensão, vinculada ao Ministério da Educação, mantida pela União,
com autonomia assegurada pela Constituição Brasileira, pela Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96 e por seus Estatuto e Regimento
Geral.
Possui estrutura multicampi, com sede localizada no Campus A. Simões,
em Maceió, onde são ofertados 54 cursos de graduação. O processo de
interiorização, iniciado em 2006, expandiu sua atuação para o Agreste, com o
Campus de Arapiraca e com Unidades Educacionais em Palmeira dos Índios,
Penedo e Viçosa e a oferta de 23 cursos. Em 2010, chegou ao Sertão, instalandose em Delmiro Gouveia e uma Unidade Educacional em Santana do Ipanema e a
oferta de 08 cursos, todos presenciais.
Além dos cursos presenciais, há 11 ofertados na modalidade de Educação
à Distância, através do sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB. A pósgraduação contribui com 31 programas de Mestrado e 09 de Doutorado, além dos
cursos de especialização nas mais diferentes áreas do conhecimento.
A pesquisa vem crescendo anualmente com a participação de linhas e
grupos de pesquisa nas mais diferentes áreas do conhecimento. A extensão
contribui com diversos programas e, também, é uma atividade em constante
expansão.
O ingresso dos estudantes na UFAL se efetiva por meio de processo
seletivo através do ENEM e da plataforma SISu/MEC (Sistema de Seleção
Unificada).

1.1.2 Contexto Regional

Com uma extensão territorial de 27.767.661 km2, o Estado de Alagoas é
composto por 102 municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Leste, Agreste e
Sertão alagoano) e 13 microrregiões. De acordo com o Censo de 2015 do IBGE,
apresentava população residente 3.340.932 habitantes, sendo 58,3% em meio
urbano e 41,7% em meio rural.

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A inserção espacial da UFAL leva em consideração as demandas
apresentadas pela formação de profissionais em nível superior e a divisão do Estado
em suas meso e microrregiões. Essa configuração espacial é contemplada com uma
oferta acadêmica que respeita as características econômicas e sociais de cada
localidade, estando as suas unidades instaladas em cidades polo consideradas
fomentadoras do desenvolvimento local.
Com a interiorização a UFAL realiza cobertura universitária significativa em
relação à demanda representada pelos egressos do Ensino Médio em Alagoas, à
exceção do seu litoral norte, cujo projeto de instalação do campus no município de
Porto Calvo se encontra em tramitação na SESu//MEC.
O PIB per capita estadual era de R$11.276,59, em 2013, sendo o setor de
serviços o mais importante na composição do valor agregado da economia, com
participação de 68,7%. Os restantes 31,3% estão distribuídos em atividades agrárias
– tradicionalmente policultura no Agreste, pecuária no Sertão e cana-de-açúcar na
Zona da Mata, além do turismo, aproveitando o grande potencial da natureza do
litoral.
1.2 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO

IES: 577 - Universidade Federal de Alagoas
Nome do Curso: Letras com Habilitação em Português
Endereço para correspondência:
BR 104 Km 97 – Campus A.C. Simões
Número: S/N
Complemento: Cidade Universitária
Bairro: Tabuleiro do Martins
CEP: 57072-970
Município: Maceió - AL
Telefone: (082) 3214-1354
E-mail: portuguesfalead@gmail.com
Modalidade: ensino a distância - EAD
Regime escolar: regime de créditos e semestral
Carga horária total: 3.200 horas
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Prazo de integralização: mínimo de 4 anos e máximo de 6 anos
Número de vagas: 50
Dimensão das turmas: 50 alunos
Turnos de funcionamento: diurno
Local de funcionamento: polo de Olho d’Água das Flores
Dados de Aprovação do Projeto do Curso de Letras Português do sistema
UAB/MEC com implantação em 2014:
Documento: processo n. 003941/2012-98
Resolução n. 19/2012 - CONSUNI-UFAL
Data de publicação: 09 de abril de 2012
Início de funcionamento: Janeiro de 2014
Local de funcionamento: polo de Olho d'Água das Flores: Rua 06 de fevereiro,
s/n - centro - anexo à Escola Municipal de Ed. Básica Maria Augusta Silva Melo
Município: Olho d'Água das Flores
CEP: 57.442-000
Telefone: (82) 3623-1378
E-mail: polouab.oaflores@gmail.com
1.3 DADOS DO COORDENADOR DO CURSO

Nome: Sonia Cristina Simões Felipeto
CPF: 869.113.849-15
RG: 6.070.664-6 SSP PR
Matrícula SIAPE : 2378069
Fone: (82) 98877-1573
E-mail: crisfelipeto@gmail.com
Formação Acadêmica: Doutora em Linguística
Graduação: Licenciatura em Letras
Tempo de exercício na UFAL: 6 anos
Tempo de exercício na função de coordenadora: 3 anos
Tempo de exercício na docência do ensino superior: 16 anos

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2. APRESENTAÇÃO

Este documento tem por objetivo apresentar o Projeto Pedagógico do Curso
de Letras - Licenciatura em Língua Portuguesa na modalidade a distância para
atender à demanda da Formação de Professores da Educação Básica Pública
(PARFOR) e demanda social. Na entrada pelo PARFOR, os professores devem
estar em exercício na Educação Básica Pública, há pelo menos três anos, conforme
a Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica,
instituída pelo Decreto no 6.755, de 29 de janeiro de 2009, do Conselho Nacional de
Educação, e PARFOR, instituído por meio da Portaria Normativa nº 9, de 30 de
junho de 2009, do Ministério da Educação.
De acordo com essa portaria, o PARFOR é uma ação conjunta do Ministério
da Educação, por intermédio da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior (CAPES), em colaboração com as Secretarias de
Educação dos Estados, Distrito Federal e Municípios e as Instituições Públicas de
Educação Superior (IPES), com a finalidade de atender à demanda por formação
inicial e continuada dos professores das redes públicas de educação básica
(Resolução CNE/CEB 4/2010).
Este Projeto Pedagógico está desenvolvido em consonância com as
especificações legais relativas à oferta de curso de Letras, como Primeira
Licenciatura, para Professores da Educação Básica Pública (Resolução CNE/CP nº
01/2002; Decreto CNE 6755/2009; Resolução CNE/CP 02/2002; Resolução
CNE/CES 18/2002; e Parecer CNE/CES 492/2001).
Para atender à demanda social e do PARFOR, atingindo o maior número de
pessoas interessadas nesta qualificação, este Curso será desenvolvido na
modalidade a distância. Como parte desse plano, e considerando as demandas
estabelecidas, decidiu-se que a FALE ofereceria um total de 250 vagas para
licenciaturas em Letras, conforme quadro a seguir, que engloba o conjunto das
licenciaturas emergenciais a serem oferecidas. Entretanto, por questões políticas
regionais, o curso está atualmente sendo oferecido no polo de Olho d'Água das
Flores:

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TIPO DE
CURSO

FORMAÇÃO

MOD.

POLO/

N.

MUNICÍPIO

VAGAS

UF

LETRAS/PORTUGUÊS

LICENCIATURA

EAD

AL

MACEIÓ

50

LETRAS/PORTUGUÊS

LICENCIATURA

EAD

AL

ARAPIRACA

50

LETRAS/PORTUGUÊS

LICENCIATURA

EAD

AL

PENEDO

50

LETRAS/PORTUGUÊS

LICENCIATURA

EAD

AL

LETRAS/PORTUGUÊS

LICENCIATURA

EAD

AL

PALMEIRA DOS
ÍNDIOS
SANTANA DO
IPANEMA

50

50

A modalidade a distância apresenta objetivos similares àqueles do ensino
presencial, porém, com dinâmica, filosofia e concepções (do que seja professor,
aluno, avaliação) distintas daquela modalidade de ensino. Entretanto, deseja-se
manter, dentro das possibilidades, as concepções historicamente construídas ao
longo da consolidação da FALE.
É preciso compreender que a Educação a Distância (EaD) não pode ser
reduzida a questões metodológicas, ou à simples gestão acadêmico-administrativa,
ou ainda, como possibilidade apenas de emprego de Tecnologias da Informação e
Comunicação (TICs) na prática docente e no processo formativo dos estudantes.
Tem-se de considerar que não existe uma metodologia de EaD e, menos ainda, um
“modelo” único na oferta de cursos a distância. Cada instituição, ao longo desses
anos, vem construindo sua experiência em EaD e se ajustando à modalidade,
dando-lhe identidade, calcada na realidade local e na trajetória da instituição e dos
profissionais que atuam na EaD.

3. JUSTIFICATIVA

3.1 A REALIDADE EDUCACIONAL BRASILEIRA

12

Segundo dados do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil – 2010, o
acesso ao conhecimento é um determinante crítico para o bem-estar e é essencial
para o exercício das liberdades individuais, da autonomia e da autoestima. A
educação é fundamental para expandir as habilidades das pessoas para que elas
possam decidir sobre seu futuro. Educação constrói confiança, confere dignidade, e
amplia os horizontes e as perspectivas de vida (Atlas do desenvolvimento Humano
no Brasil, 2010).
Por outro lado, o diagnóstico do abandono dos processos de aprendizagem na
sociedade brasileira também é abundante. A sinopse da Educação Básica do ano
2010, que integra estudo do IBGE sobre indicadores sociais1 mostra que de 2000
para 2010, no País, houve expressivo crescimento na frequência à escola ou creche
das crianças de até 5 anos de idade: de 9,4% para 23,5%, no grupo etário de 0 a 3
anos, e de 51,4% para 80,1%, no de 4 ou 5 anos.
Em 2010, na população de 6 a 14 anos de idade, 96,7% frequentavam escola,
1,3% nunca frequentou escola ou creche, e 2,0% não frequentavam, mas já haviam
frequentado. Assim, em 2010, havia 966 mil crianças e adolescentes desse grupo
etário que não estavam frequentando escola no País. O percentual de mulheres que
não frequentavam escola na população feminina de 6 a 14 anos de idade ficou em
3,1%, enquanto que esse indicador para o contingente masculino foi de 3,5%.
Em área rural, a parcela do grupo etário de 6 a 14 anos que não frequentava
escola atingiu 5,0% e, em área urbana, ficou em 2,9%.
Nas Grandes Regiões, as diferenças entre os resultados das áreas urbana e
rural foram todas substanciais. Na área urbana, o percentual de adolescentes de 15
a 17 anos de idade que não frequentavam escola variou de 14,4%, na Região
Sudeste, a 17,9%, na Região Sul, enquanto que na rural foi de 20,0%, na Região
Nordeste, a 25,8%, na Região Norte.
Considerando as pessoas de 25 anos ou mais de idade, que tinham, portanto,
idade suficiente para terem concluído curso superior de graduação, observou-se que
49,3% eram sem instrução ou não tinham sequer concluído o ensino fundamental,
enquanto 11,3% tinham pelo menos curso superior de graduação completo. Nas
1

O estudo tem capítulos específicos sobre educação, saúde, domicílios, trabalho e
rendimentos, cor, mulheres, idosos, crianças, adolescentes e jovens. Os dados são, principalmente,
da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2010.

13

Regiões Norte e Nordeste o nível de instrução foi menor que nas demais, o que
pode ser percebido pelo percentual referente à parcela das pessoas que tinham pelo
menos curso superior de graduação completo. Esse indicador ficou em 7,6%, na
Região Norte, e 7,1%, na Nordeste e, nas demais, variou de 12,1% a 13,7%.
Observou-se, ainda, que o percentual referente à parcela sem instrução ou com o
fundamental incompleto das Regiões Norte e Nordeste superou sensivelmente os
das demais.
Segundo dados do Censo Demográfico 2010, 83,3% dos jovens de 15 a 17
anos de idade eram estudantes, sendo que apenas 47,3% deles estavam cursando
o ensino médio. Esse valor representa a taxa média de frequência líquida a esse
nível de ensino, isto é, a proporção de jovens que estavam cursando o nível
educacional adequado a sua faixa etária. Entretanto, o valor médio não evidencia a
heterogeneidade que permeia o território brasileiro. As Regiões Sul e Sudeste se
encontravam em melhor situação, especialmente quando comparados com as
Regiões Norte e Nordeste, onde a concentração de municípios que destoam da taxa
média nacional é maior.
Outro indicador relevante para retratar a vulnerabilidade dos jovens é a taxa de
abandono escolar precoce, isto é, a proporção de jovens de 18 a 24 anos de idade
que não haviam completado o ensino médio (desde aqueles sem instrução até os
com ensino médio incompleto) e que não estavam estudando. Houve uma queda de
11,5% pontos percentuais dessa taxa de 2000 a 2010, passando de 48,0% para
36,5%. Entretanto, o Brasil ainda possui uma taxa média de abandono escolar
precoce quase três vezes maior do que a média de 29 países europeus
selecionados, sendo que sua incidência é significativamente maior entre os homens.
Uma parcela significativa dos jovens de 18 a 24 anos de idade que não
concluíram o ensino médio abandonou a escola após ingressar nesse nível, isto é,
21,2%. Entretanto, uma proporção ainda maior deles havia abandonado a escola
sem completar o ensino fundamental (52,9%). Futuramente, esses jovens podem se
tornar um grupo mais suscetível à exclusão social.
Os resultados de 2000 em confronto com os de 2010 mostraram a evolução da
escolarização e do nível de instrução no País. Houve, ainda, sensível declínio no
percentual de pessoas que não frequentavam escola no contingente de 7 a 14 anos
de idade e no de 15 a 17 anos de idade. Em ambos os grupos etários, a redução

14

ocorreu tanto para a população feminina como para a masculina e, também, nas
áreas urbana e rural.
Cabe ressaltar que, de 2000 para 2010, a queda neste indicador da área rural
foi nitidamente maior que o da área urbana, para ambos os grupos etários.
O contínuo aumento da escolarização é um fator importante para elevação do
nível de instrução da população.
Considerando as pessoas de 25 anos ou mais de idade, verificou-se que, no
País, de 2000 para 2010, o percentual de pessoas sem instrução ou com o
fundamental incompleto em área urbana caiu de 58,8% para 44,2% e, em área rural,
de 90,3% para 79,6%. Na população masculina, a queda foi de 64,8% para 50,8%, e
na feminina, de 63,4% para 47,8%.
O censo 2010 mostrou que uma entre cinco pessoas são analfabetas
funcionais. A porcentagem é de 20,3% de analfabetos funcionais. O problema maior
está na região Nordeste, onde a taxa de analfabetismo funcional chega a 30,8%. Em
2012, o Instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa divulgaram o Indicador
de Alfabetismo Funcional (Inaf) entre estudantes universitários do Brasil e este
chega a 38%[4], refletindo o expressivo crescimento de universidades de baixa
qualidade durante a última década.
Esses índices tão altos de analfabetismo funcional no Brasil devem-se à baixa
qualidade dos sistemas de ensino público, à falta de infraestrutura das instituições
de ensino (principalmente as públicas) e à falta de hábito e interesse de leitura do
brasileiro. Em alguns países desenvolvidos e/ou com um sistema educacional mais
eficiente, esse índice é inferior a 10%, como na Suécia, por exemplo.
Isso significa dizer que, apesar de o país ter oferecido, nos últimos 60 anos,
cerca de uma dezena de programas de abrangência nacional, cuja meta era o fim do
analfabetismo, a alfabetização da totalidade de jovens e adultos ainda não está
assegurada. Ainda mais difícil de ser alcançado é um nível satisfatório de letramento
que possa assegurar aos egressos desses programas o pleno exercício de sua
cidadania.
No que diz respeito à formação do/a professor/a, as tentativas de solucionar o
problema através de orientações globalizantes são fadadas a se transformar em
manuais de normas e direcionamentos a serem reproduzidas na prática. Em certos

15

casos, nem mesmo essa reprodução é executável conforme os dados mencionados
deixam supor.
Esse cenário exige um posicionamento efetivo, no que se refere à formação de
professores de línguas e literaturas, considerando que todos os problemas
apresentados nos dados estatísticos fazem menção explícita à relação precária
entre o falante e a instância linguístico-discursiva. Nessa direção, vale destacar a
urgência em articular teoria e prática, bem como saberes reconhecidos e aqueles do
cotidiano das práticas sociais nos currículos de Letras, permitindo que o trabalho
realizado na instituição de ensino ultrapasse o nível de reprodução de
conhecimentos informativos e normativos sobre as línguas e literaturas.
3.2. A REALIDADE EDUCACIONAL ALAGOANA

O nordeste é uma das regiões em que a educação ainda apresenta muitas
dificuldades.
Alagoas, particularmente, chega à segunda metade da década de 90, período
do advento da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDBEN e do
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização
do Magistério (FUNDEB) com um quadro bastante crítico. Esse panorama irá se
agravar ainda mais a partir do momento em que a maioria dos prefeitos,
interessados no valor per capita atribuído pelo FUNDEB ao estudante do ensino
fundamental, define como diretriz central das suas políticas de escolarização o
recrutamento do maior número possível de estudantes para suas redes, não
importando as condições disponíveis para tanto.
No final dos anos 90, tanto a rede pública estadual, como as redes municipais,
com raras exceções, indicavam grandes lacunas no acesso escolar e na qualidade
do ensino, expressas pela inexistência de uma política educacional pensada para o
estado como um todo, que tratasse de forma integrada e com financiamento
adequado, as dimensões da matrícula, das condições de funcionamento das redes,
da cuidadosa alocação e adequada formação dos trabalhadores da educação, de
uma linha de ação pedagógica construída, assumida e avaliada coletivamente, bem
como de uma previsão realista de financiamento.

16

Hoje, embora a Educação Pública se apresente com algumas novas
características, a partir de alterações na forma de financiamento, via FUNDEB, e até
de mudanças no plano político-institucional do estado de Alagoas, é possível, ainda,
identificar necessidades de mudanças urgentes e profundas na forma de conceber e
encaminhar as políticas educacionais.
Segundo o diagnóstico feito pelo Plano Estadual de Educação (PEE) 20062015, em Alagoas, ainda existem mais de 403 mil adolescentes cujos níveis de
escolaridade e renda limitam suas condições de desenvolvimento pessoal, enquanto
comprometem o futuro do Estado. Esse é o número de alagoanos e alagoanas, com
idade entre 12 e 17 anos, que pertencem a famílias com renda per capita menor do
que meio salário mínimo e têm pelo menos 3 anos de defasagem em relação ao
nível de escolaridade correspondente a sua faixa etária. Dados do Censo 2010
mostram que o quadro de analfabetismo no Brasil tem melhorado. Em dez anos, a
taxa dos que não sabem ler nem escrever caiu quase quatro pontos percentuais,
mas, no entanto, a situação ainda é bem ruim no Nordeste. E Alagoas é o Estado
com a maior taxa de analfabetismo: tem 22,5% da população com mais de 10 anos
de idade analfabeta.
A taxa no Estado é quase 13% maior que a nacional (9,6%). Em 2000, a
situação era muito pior. O índice registrado no Censo de 2000 chegava a 31,8%.
Em 10 anos, o Estado conseguiu reduzir a taxa em pouco mais de 9%.
Enquanto isso, contrariando a legislação, existem milhares de crianças e
adolescentes em Alagoas, entre 10 e 14 anos que trabalham, premidos pela baixa
renda de suas famílias. Se o trabalho infantil é expressivo, o que dizer dos
adolescentes entre 15 e 17 anos que também já se encontram aos milhares
inseridos no mundo do trabalho? A maioria deles efetua trabalhos precários e mal
remunerados, cumprindo jornadas de trabalho excessivas que comprometem as
possibilidades de realizar, com sucesso, sua educação básica, privando-os, ainda,
de ter acesso ao lazer e à cultura, além de outras vivências próprias da idade.
Garantir

uma

educação

básica

para

os

jovens

excluídos

é,

hoje,

inquestionavelmente, um dos meios de reverter esse quadro social, considerando
que um dos atributos mais valorizados neste mundo em que vivemos é a posse de
uma escolarização suficiente para dar conta da cultura letrada e das respectivas
tecnologias que permeiam todas as instâncias da vida social. Sabemos que, por si

17

só, a Educação não pode resolver os crônicos problemas sociais alagoanos que
decorrem, antes de mais nada, da forma como vem se dando a posse da terra, com
a predominância da monocultura e a pouca eficiência da produção agrícola e
industrial. No entanto, a educação escolar pode congregar esforços com os demais
setores sociais que buscam dar conta das variáveis socioeconômicas e políticas
acima referidas, no intuito de contribuir significativamente para melhorar o padrão de
vida dos cidadãos e das cidadãs alagoanos.

4. HISTÓRICO DO CURSO

Este programa foi desenvolvido pelo Centro de Educação da UFAL
(Cedu/UFAL) e tinha como objetivo principal o desenvolvimento de atividades que
proporcionassem aos secretários municipais de educação meios para que pudessem
exercer suas funções numa gestão participativa e responsável, visando à otimização
dos recursos públicos e promovendo melhorias na qualidade da educação que tanto
se deseja.
A UFAL foi credenciada pelo MEC para a oferta de cursos na modalidade de
EaD, através da Portaria nº 2.631 de 19.09.2002, estando, portanto, legalmente
autorizada a diplomar os alunos participantes desses cursos.
A EaD na UFAL permaneceu vinculada ao Núcleo Temático de Educação a
Distância (NEAD) do Centro de Educação (CEDU) até 2005. A partir de editais de
agências de fomento, do início das discussões em torno da constituição de uma
Universidade Aberta do Brasil (UAB)2 e do surgimento de novas demandas em
outras áreas da UFAL, em 2006 a EaD/UFAL deixa de ser uma ação quase que
exclusiva do NEAD.
Neste período, o MEC, com a finalidade de atender à demanda das empresas
estatais qualificando seus servidores públicos propõe, em parceria com 25

2
Instituída pelo Decreto 5.800 de 8 de junho de 2006, a Universidade Aberta do Brasil é um
sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da
população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia
da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na educação
básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação
básica dos estados, municípios e do Distrito Federal.

18

Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), a criação do curso de Graduação
em Administração na modalidade a distância (MERCADO, 2007). A UFAL, em
virtude de suas experiências anteriores em EaD, foi uma das Instituições escolhidas.
Assim, iniciou-se a UAB com a oferta do curso piloto de Administração a Distância,
financiado pelo Fundo das Estatais, através do Banco do Brasil.
Em dezembro de 2005 é lançada pelo MEC a 1ª chamada pública para
seleção de polos municipais de apoio presencial e de cursos superiores de
instituições de ensino na modalidade de educação a distância para o sistema UAB, o
que permitiu a concretização desse sistema, por meio da seleção para integração e
articulação das propostas de cursos, apresentadas exclusivamente por instituições
federais de ensino superior, e as propostas de polos de apoio presencial,
apresentadas por estados e municípios. A 2ª chamada, publicada em 18 de outubro
de 2006, diferiu da primeira experiência por permitir a participação de todas as
instituições públicas, inclusive as estaduais e municipais.
Ainda em 2006, a UFAL aprova e passa a oferecer outros cursos na
Modalidade a Distância, tais como Especialização em Docência no Ensino Superior
e Especialização em Gestão Escolar.
Inicialmente coordenada por um Comitê Gestor de EaD (2005), atualmente, a
EaD na UFAL é coordenada pela Coordenadoria Institucional de Educação à
Distância (CIED), órgão de apoio acadêmico vinculado à Reitoria, que coordena os
planos de ações de EaD na UFAL. Apesar da importância da CIED e da imensa
demanda de trabalho, ainda há desafios relativos ao espaço físico e à infraestrutura
operacional do órgão.
Os cursos de EaD reúnem professores (que desenvolvem aulas presenciais
nos fins de semana nos polos) e tutores (encarregados de fazerem o
acompanhamento dos alunos nos polos e online), remunerados com bolsas durante
a vigência de suas atividades junto aos cursos. Apenas recentemente a UFAL tem
aberto concursos para professores atuarem nestes cursos.
Neste caminho, a UFAL apresenta necessidades da criação de novos
processos formativos, junto ao seu corpo docente, ampliando a utilização das novas
tecnologias incorporadas às práticas pedagógicas nas atividades dos diversos
cursos. Assim, conforme Mercado (2007), os projetos existentes na UFAL visam
construir e ampliar as condições didático-pedagógicas para a melhoria do trabalho

19

dos cursos de EAD da UFAL e, ainda, atender ao que dispõe a Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional – LDBEN.
A LDBEN (1996), em seu art.87, § 4o, das Disposições transitórias estabelece
que até o fim da Década da Educação somente serão admitidos professores
habilitados em nível superior ou formados por treinamento em serviço e, no mesmo
art. §3o, Inciso III, diz que o município deverá realizar programas de capacitação
para todos os professores em exercício, utilizando também, para isso, os recursos
da educação à distância.
Ainda com relação à LDB o art. 80, das Disposições Gerais, afirma que o
Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino
a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada.
Em 2009, o Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação
Básica, preocupado com os caminhos didático-pedagógicos da base da educação
brasileira, lança o Programa Emergencial de Segunda Licenciatura para Professores
em exercício na Educação Básica Pública sob coordenação do MEC em
colaboração com as universidades públicas. Os cursos de formação inicial do
PARFOR dividem-se em três categorias: a) 1ª licenciatura para professores sem
formação superior; b) 2ª licenciatura para professores que atuam fora de sua
formação específica; c) formação pedagógica para bacharéis sem licenciatura.
Ao se planejar este curso na modalidade a distância, levou-se em conta, além
da necessidade de capacitar o professor do Ensino Fundamental e Ensino Médio, a
preocupação em atender a uma clientela formada principalmente por professores em
exercício, com dificuldades de ordem pessoal para frequentar cursos presenciais
convencionais.
Nesse sentido, a oferta indicada pela FALE contempla o curso de Letras –
Língua Portuguesa na modalidade EaD, com vagas destinadas a primeira
licenciatura para professores sem formação superior e vagas destinadas à demanda
social, para professores com primeira licenciatura. Ressalta-se que é meta do Curso
de Licenciatura em Letras na modalidade a distância da UFAL contribuir, através de
estudos e de atividades acadêmicas, para a solução de diversos desafios do país e,
sobretudo, regionais, tendo em vista que as academias são locais de interação
social e articulação, unindo em sua metodologia de trabalho ensino, pesquisa e
extensão, envolvendo sociedade e escola.

20

5. A ÁREA DE LETRAS: CONCEPÇÕES

Os estudos dos filósofos gregos caracterizavam-se pela preocupação
filosófica, cujo objetivo era perpetuar o patrimônio literário grego. Eles perpetuaram,
portanto, uma visão ideológica, elitista e normativa dos estudos de linguagem. Esta
concepção persiste até hoje na forma como muitos professores ainda concebem o
ensino de língua, confundido com o ensino de gramática descritiva e normativa.
A visão normativa da linguagem considera que tudo o que foge à norma padrão é
inferior ou não é um fato linguístico legítimo.
A partir do paradigma estruturalista, inicia-se uma nova etapa nos estudos da
linguagem. O estruturalismo, tanto na Europa a partir de Ferdinand de Saussure,
como nos Estados Unidos a partir de Leonard Bloomfield, caracteriza-se pela
centralização em torno da concepção sistêmica da língua, vista como uma entidade
abstrata.
Inspirado no racionalismo e na tradição lógica dos estudos da linguagem, o
gerativismo de Chomsky entende a língua como “objeto biológico” e propõe uma
teoria linguística que satisfaça as condições de adequação descritiva, isto é, oferecer
uma descrição das propriedades das línguas particulares, entendidas como o
sistema de conhecimento internalizado do falante; e de adequação explicativa, isto
é, depreender como cada língua particular pode ser derivada de um estado inicial,
geneticamente determinado. O que caracteriza o programa da Gramática Gerativa é
a sua natureza mentalista/internalista.
Sob a égide do estruturalismo, desenvolveram-se escolas distintas: a
formalista, que propõe uma visão da língua enquanto sistema formal; e a
funcionalista de várias tendências, que considera as funções como constitutivas da
língua.
Numa posição que visa a ultrapassar a concepção de língua como sistema
(estruturalismo) e como conhecimento individual e interno (gerativismo), diferentes
abordagens dedicam-se ao estudo da relação entre os aspectos linguísticos e os
sociais. Elas diferem entre si quanto à interpretação que dão à natureza dessa
relação através: da variação (Sociolinguística Laboviana), da interação qualitativa
(Sociolinguística Interacional), do enunciado como unidade de análise (Teorias da
Enunciação e da Pragmática), do texto como unidade de análise (Linguística textual)
21

e do discurso (as diferentes análises do discurso: a Análise do Discurso de linha
francesa – AD, a Análise do Discurso Bakhtiniana, a Análise Crítica do Discurso, a
Análise Semiótica do Discurso, para citar algumas das vertentes principais).
A análise do discurso agrega uma concepção teórica e uma práxis de
interpretação, que entende a língua e a linguagem como resultados de processos
históricos, logo, como prática de sujeitos. Através do discurso que reflete/refrata uma
realidade social, o sujeito imprime sua marca na cotidianidade.
No quadro específico da aquisição de linguagem e da aprendizagem de
línguas, duas perspectivas de estudo se distinguem: aquelas das Teorias da
Aquisição e aquela da Linguística Aplicada.
A área da aquisição de linguagem tradicionalmente dedica-se à investigação
da aquisição da língua materna, podendo assumir uma perspectiva inatista ou
sociointeracionista. Os estudos sobre a aquisição da escrita também têm tido um
lugar de destaque nas pesquisas da área.
A Linguística Aplicada trabalha numa perspectiva inter/transdisciplinar
questões sociais que têm como foco a linguagem. Sua atuação no ensino e na
aprendizagem de línguas apresenta proposta híbrida, tanto teórica como
metodológica, visando a contribuir para a transformação das práticas.
De forma análoga, também a Literatura sofreu várias mudanças nos seus
paradigmas de análise. Saiu de uma abordagem meramente periodista e passou a
ocupar-se com o estudo das diferentes organizações discursivas e textuais das
obras literárias, a partir de perspectivas variadas, como a filosófica, histórica,
semiótica, entre outras. Se, no passado recente, o estudo da literatura se reduzia a
um desfile de autores e obras dispostos em rigorosa cronologia, sem que se fizesse
inter-relação entre estilos, procedimentos e gêneros, hoje se pede muito mais do que
isso: a compreensão de obras e de autores e de comportamentos de escrita sempre
de acordo com vieses teórico-interpretativos capazes de integrar conhecimento do
universo literário a atitudes críticas, que devem, em qualquer instância, iluminar o
artefato literário no que os textos manifestam em sua realização como construção
(nesse sentido, Antônio Candido defende a ideia de que a integralidade da leitura da
obra literária só se dá quando, além da fruição dos temas e da percepção da
expressão subjetiva de quem escreveu o texto, é reconhecida a dimensão de
organização estrutural desse texto, a qual faz, por exemplo, que determinado tema

22

ou assunto seja entendido ou apreciado ao serem entendidas e avaliadas as suas
formas de realização estética).
Além disso, e em consonância do que foi já dito, em tempo de
multiculturalismo avultam as pesquisas que enfocam e privilegiam o campo cultural
do fazer literário, como ocorre no âmbito dos Estudos Culturais, da crítica feminista e
da ecocrítica, sem abandonar a pesquisa formal responsável pela detecção, no
texto, de seus componentes básicos e estruturais de organização artística.
O ensino da literatura, no ensino médio, ainda se ressente de certo
anacronismo, por não discutir o caráter de construção do texto na sua íntima relação
com os temas e com os grupos sociais dos quais fazem parte os textos efetivamente
produzidos. Minimizando a compreensão da literatura como trabalho e produção, em
geral, ainda se mantém, nesse nível de ensino, a ilusão de que o texto é resultado
de um capricho de eleitos e que, para melhor fruí-lo, basta entrar em contato com o
cânon e com a decifração de recursos retórico-estilísticos, como se estes não
participassem também de outras modalidades de gêneros textuais, como o texto
jornalístico, o científico, o religioso, entre outros, não sendo, pois, tais recursos
elementos de discriminação do literário. O importante é ver em que sentido a
literatura tem de particular, seus processos formais de significação, e em que
aspecto ela se articula com os demais gêneros textuais e com a própria existência
concreta dos homens em sociedade.
A literatura está longe, por conseguinte, de ser um gênero discursivo à parte,
pois nas mais diversas situações cotidianas entramos em relação direta com
manifestações artísticas e com o imaginário, de que são exemplos o teatro de rua, a
telenovela, a história em quadrinhos, a canção popular, as adivinhas, entre outras
linguagens e outros instrumentos midiáticos. Na atualidade não se pode mais
desconsiderar a força do meio eletrônico, que convive com o livro de papel e tinta.
Isso só comprova que o “direito à literatura” — expressão feliz de Antonio Candido
— é um dado permanente na vida diária, da mais elitizada a mais humilde, razão por
que falar em arte, em qualquer uma de suas manifestações, é ainda falar do homem
e da sociedade que o abriga. A velocidade da vida diária na contemporaneidade não
atenuou a relação com o imaginário e com a importância que deve assumir a
literatura; apenas alterou as formas de percepção e os modos de propagação e de
produção do texto literário, obrigando o crítico a rever constantemente seus critérios

23

de análise, seus conceitos, todos em constante mutação, situação que faz voltar o
olhar, afirmativamente, para a comunidade de leitores, cuja formação é compromisso
do ensino, em qualquer nível.
Os embates mencionados entre os paradigmas de estudo das línguas, em sua
manifestação ordinária ou artística, apontam para a necessidade de os profissionais
reconhecerem a provisoriedade das múltiplas posições em que sua área está
colocada, em função das múltiplas mudanças discursivas que constituem a própria
sociedade. Sob tal óptica, coloca-se como trabalho do professor o questionamento e
a interrogação permanentes das "grandes narrativas filosóficas e científicas",
visando desestabilizar o discurso único.
Entretanto, cumpre acrescentar que a complexidade dos saberes envolvidos
no projeto pedagógico do/a licenciado/a em Letras não prescinde de uma formação
específica daquele/a que lida com a língua/linguagem como objeto principal de seu
trabalho. Assim, questões específicas da prática pedagógica do/a professor/a, da
mesma forma que necessitam de uma visão ampla do processo educativo, não são
resolvidas através de conhecimentos pedagógicos generalizantes acerca de sua
profissão e de suas práticas.
Nessa

perspectiva,

a

prática

específica

de

quem

trabalha

com

a

língua/linguagem exige saberes estreitamente ligados à área de estudo. A área
dispõe de pesquisas concluídas ou em desenvolvimento sobre ensino e sobre
aquisição que articulam diferentes contribuições da Linguística e da Educação. Para
citar exemplos, no âmbito da profissão docente, por exemplo, a área já desenvolve
pesquisas sobre temas como: o professor e sua relação com as propostas teóricas
da Linguística e da Literatura veiculadas nos materiais didáticos; o professor e sua
relação com as propostas curriculares para o ensino de língua e de literatura; o
professor e sua relação com o livro didático de língua materna e de língua
estrangeira; o professor de língua/literatura como pesquisador; o professor de
Língua Portuguesa como leitor e produtor de texto.
Além disso, a articulação entre teoria e prática já referida se efetiva
concretamente através desses conhecimentos específicos da área de estudos. Sem
isso, os saberes permaneceriam estanques e pouco relacionados com o exercício
específico da docência nas disciplinas.

24

6. HABILIDADES, COMPETÊNCIAS, ATITUDES

As diretrizes curriculares nacionais, os Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN) dos diferentes níveis de ensino e uma série de outros documentos oficiais
referentes à educação no Brasil têm colocado, em consonância com uma tendência
mundial, a necessidade de centrar o ensino e aprendizagem no desenvolvimento de
competências e habilidades por parte do aluno, em lugar de centrá-lo no conteúdo
conceitual.
Segundo Perrenoud (1999), não existe uma noção clara e partilhada das
competências. Pode-se entender competência como a capacidade de mobilizar
conhecimentos a fim de se enfrentar uma determinada situação. Merece destaque aí
o termo “mobilizar”, pois a competência não é o uso estático de regras aprendidas,
mas uma capacidade de lançar mão dos mais variados recursos, de forma criativa e
inovadora, no momento e do modo necessário. A competência abarca, portanto, um
conjunto de coisas. Perrenoud fala de esquemas, em um sentido muito próprio.
Seguindo a concepção piagetiana, o esquema é uma estrutura invariante de uma
operação ou de uma ação. Não está, entretanto, condenado a uma repetição
idêntica, mas pode sofrer acomodações, dependendo da situação. A competência
implica uma mobilização dos conhecimentos e esquemas que se possui para
desenvolver respostas inéditas, criativas, eficazes para problemas novos. Diz
Perrenoud que "uma competência orquestra um conjunto de esquemas. Envolve
diversos esquemas de percepção, pensamento, avaliação e ação" (p.20).
O conceito de habilidade também varia de autor para autor. Em geral, as
habilidades são consideradas como algo menos amplo do que as competências.
Assim, a competência estaria constituída por várias habilidades. Entretanto, uma
habilidade não "pertence" a determinada competência, uma vez que uma mesma
habilidade pode contribuir para competências diferentes.
A direção do foco do processo de ensino e aprendizagem para o
desenvolvimento de habilidades e competências implica em ressaltar que essas
habilidades e competências precisam ser vistas, em si, como objetivos de ensino.
Em outras palavras, é preciso que se ensine a comparar, classificar, analisar,
discutir, descrever, opinar, julgar, fazer generalizações, analogias, diagnósticos,
entre outras coisas, independentemente do objeto comparado ou classificando, por
25

exemplo. Caso contrário, o foco tenderá a permanecer no conteúdo e as
competências e habilidades serão vistas de modo minimalista.
Isso significa que, no tocante à formação do profissional que deve lidar com o
ensino de línguas, o domínio de conhecimentos teóricos sobre o funcionamento e
uso das línguas e literaturas não é suficiente. Esse processo meramente informativo
que dá ênfase na reprodução do já sabido, memorização temporária de
conhecimentos, sem maior significado, uma vez que não se dá relevo à
compreensão, não deve caracterizar o processo formativo do professor de língua e
literatura.
O formando deve aprender a compreender os fenômenos e não a memorizar
elementos cujo alcance e significado desconhece dentro do domínio do
conhecimento linguístico. Não se está negando a importância das informações, mas
se está mostrando que sua aquisição deve estar direcionada para a compreensão.
A renovação tecnológica acelerada e a velocidade de produção e circulação de
informações levam a pensar que, no momento, a educação deve produzir no aluno
uma capacidade de continuar aprendendo. Não se trata mais de acumular
informações, porque elas estão disponíveis a quase qualquer um, mas de
desenvolver-se individualmente, atingindo a maturidade necessária para operar com
a abundância de conteúdos de forma crítica e responsável.
O Curso de Letras/Português a distância da UFAL está sendo pensado,
portanto, na perspectiva de que a graduação deve ser prioritariamente formativa e
não simplesmente informativa. Isso significa que não é um curso que vise, exclusiva
e prioritariamente, ao aprendizado da norma culta da língua, em sua modalidade
escrita, por exemplo. Mas um curso que possibilite o desenvolvimento da
capacidade de refletir sobre os fatos linguísticos e literários, através da análise, da
descrição, da interpretação e da explicação, à luz de uma fundamentação teórica
pertinente, tendo em vista, além da formação de usuário da língua e de leitor de
mundo, a formação de profissionais aptos a ensinar essas habilidades.
É importante destacar que não se está entendendo aqui competência como
um conceito fechado e dado a priori. Mas de uma competência contingenciada por
demandas gerais da sociedade brasileira e específicas da Universidade e do próprio
curso. Na atual contingência, essa macro-competência está em conformidade com o
marco referencial do projeto, e envolve as seguintes habilidades:

26

Gerais
- Raciocínio lógico, análise e síntese;
- Leitura e escrita, numa perspectiva da produção de sentido e compreensão
de mundo,
- Leitura e escrita proficientes de diferentes gêneros textuais, em Língua
Portuguesa;
- Utilização de metodologias de investigação científica;
- Assimilação, articulação e sistematização de conhecimentos teóricos e
metodológicos para a prática do ensino;
- Utilização de recursos de informática necessários a sua formação.
Específicas
- Descrição e explicação de características fonológicas, morfológicas, lexicais,
sintáticas, semânticas e pragmáticas de variedades da língua em estudo;
- Compreensão, à luz de diferentes referenciais teóricos, de fatos linguísticos e
literários, tendo em vista a condução de investigações sobre a linguagem e sobre os
problemas relacionados ao ensino-aprendizagem de língua;
- Estabelecimento e discussão de relações entre textos literários e os
contextos em que se inserem, e outros tipos de discursos;
- Relação do texto literário com problemas e concepções dominantes na
cultura do período em que foi escrito e com os problemas e concepções do presente;
- Compreensão e aplicação de diferentes teorias e métodos de ensino que
permitem a transposição didática do trabalho com a língua e suas literaturas, para a
educação básica.

27

7. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO

7.1 A PESQUISA

Dado o caráter pluri e multidisciplinar que lhe é inerente, a Universidade
Federal de Alagoas promove a pesquisa nas mais diversas áreas de conhecimento,
incentivando a formação de grupos e núcleos de estudo que atuam nas mais
diversificadas linhas de pesquisa, considerando a classificação das áreas de
conhecimento do CNPq.
As pesquisas desenvolvidas na área de Letras, concernentes ao uso da
Língua Portuguesa em situações de ensino e aos estudos em Literatura Brasileira,
aliadas às necessidades de renovação do ensino de graduação, levaram à criação
do Curso de Mestrado em Letras, credenciado pelo Conselho Federal de Educação
(CFE) em 5 de setembro de 1994, através do Parecer 625/94.
O Doutorado em Letras, criado em 1991 e implantado em 1995, teve a
primeira turma selecionada em 1995 e foi recomendado pela CAPES em 1999.
Constituiu-se, assim, o Programa de Pós-Graduação em Letras e Lingüística
(PPGLL). Atualmente, o programa conta com duas áreas: Linguística e Estudos
Literários.
Assim, no âmbito do curso de Letras, a pesquisa vem sendo desenvolvida com
significativa importância da colaboração de professores e estudantes do PPGLL e
também auxiliando e orientando os trabalhos de conclusão de curso dos estudantes
de graduação.
Para o curso de graduação em Letras há importantes programas institucionais
de bolsas de inovação tecnológica e iniciação científica, para os quais sempre há
extensa participação de estudantes do curso. A pesquisa no setor das universidades
públicas basicamente se dá por financiamentos em editais de pesquisa, ao quais o
curso de Letras vem ocorrendo por meio dos editais CNPq e FAPEAL, dentre
outros.
No âmbito do curso de Português (EaD), a pesquisa se realiza desde o
primeiro período, por meio dos Projetos Integradores que têm caráter interdisciplinar,
e busca fortalecer a articulação entre teoria e prática, valorizando não só a pesquisa

28

individual,

como

também

a

coletiva, proporcionando ao

futuro

professor,

oportunidades de reflexão sobre a tomada de decisões mais adequadas à sua
prática docente, com base na integração dos conteúdos ministrados nas disciplinas.
A partir do sexto período, o aluno iniciará sua pesquisa individual,
desenvolvendo seu pré-projeto de pesquisa e escolhendo o orientador para o seu
Trabalho de Conclusão de Curso.
No curso de Letras da UFAL, há dois programas de pesquisa para os
graduandos: o PET e o PIBIC, que serão mais detalhados na parte “Atividades
Acadêmico-científico-culturais”.
7.2 A EXTENSÃO
A LDB (lei 9.394/96) traz entre seus princípios a necessidade da diversificação
dos cursos superiores e a flexibilização dos projetos acadêmicos, permitindo às IES
adequarem os projetos pedagógicos às respectivas naturezas institucionais, às
realidades regionais e às finalidades inerentes aos cursos, tanto se voltados à
formação profissional quanto às ciências ou às artes. Cumpre destacar que tais
diretrizes se associam à premissa da educação continuada, a qual afirma que a
graduação superior é apenas uma etapa do processo de ensino e aprendizagem e
não o seu término. Deve-se salientar também que, como contrapeso à tendência de
diversificar e flexibilizar, o aparato normativo define a necessidade de existirem
processos de avaliação permanentes para identificar desvios e propor correções de
rumo.
A Universidade Federal de Alagoas atua em todas as oito áreas temáticas de
extensão classificadas pelo Plano Nacional de Extensão: Comunicação, Cultura,
Direitos Humanos e justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e
Produção e Trabalho, tendo, em 2011 realizado 802 destas ações.
A Faculdade de Letras, por meio do programa "FALE em linguagens:
integrando ensino e pesquisa na extensão" visa a integrar projetos e ações de
extensão da Faculdade de Letras, articulando as práticas de pesquisa e ensino com
o objetivo de propor reflexões e alternativas sobre a relação da universidade com a
sociedade. Também é objetivo ampliar os conhecimentos acerca da realidade

29

vivenciada nos vários campos de atuação do profissional de Letras, a partir dos
projetos, ações, cursos e eventos que são desenvolvidos de modo articulado.
Dentre seus vários programas, estão o "Casas de Cultura no Campus", que
estimula a difusão das línguas alemãs, espanhola, italiana, francesa, portuguesa e
suas expressões culturais. O Casas de Cultura é um programa de extensão
permanente desenvolvido pela Faculdade de Letras que tem como objetivo oferecer
curso de línguas estrangeiras modernas, em nível básico, intermediário e avançado,
para a sociedade, e possibilitar a criação de um espaço de vivência de ensino de
línguas estrangeiras para os alunos dos cursos de graduação e pós, mantidos pela
Unidade. Nesse programa, os graduandos e pós-graduandos em Letras, sob a
devida orientação de um professor, podem participar como professor-bolsista, em
regime de estágio, curricular ou não, como monitor, auxiliando o professor titular no
preparo de aulas e material didático, entre outras atividades.
Destaca-se ainda o PIBID, através da formação continuada de professores de
Língua Portuguesa na perspectiva dos letramentos, buscando ressignificar as
práticas pedagógicas de ex-pibidianos e o PET-Letras, que busca propor reflexões e
alternativas sobre a relação da universidade com a sociedade e ampliar os
conhecimentos acerca da realidade vivenciada nos vários campos de atuação do
profissional de Letras.
Ainda, o Núcleo de Estudos Indigenistas (NEI), também vinculado à Faculdade
de Letras, pretende incentivar estudos e pesquisas relacionadas ao índio brasileiro,
abrangendo os mais variados aspectos das ciências humanas.
Criado em janeiro de 1995 e vinculado ao Programa de pós-graduação em
Letras e Linguística da Universidade Federal de Alagoas, o NEI tem por meta a
pesquisa científica com retorno social. Seus objetivos são: promover ações para a
compreensão da cultura indígena brasileira; incentivar estudos e pesquisas
relacionados ao índio brasileiro, abrangendo os mais variados aspectos das ciências
humanas; promover ações para a compreensão da cultura indígena brasileira;
divulgar os resultados das pesquisas e estudos realizados e, quando necessário, se
fazer presente no cenário local e nacional em prol das causas indígenas.
Estes projetos contribuem significativamente na formação dos estudantes do
curso de Letras.

30

7.3 A RESPONSABILIDADE SOCIAL
A Universidade Federal de Alagoas não se considera proprietária de um saber
pronto e acabado que vai ser oferecido à sociedade, mas, ao contrário, ao participar
dessa sociedade, é sensível aos seus saberes, problemas e apelos, quer através
dos grupos sociais com os quais interage, quer através das questões que surgem de
suas próprias atividades de ensino, de pesquisa e de extensão.
Atenta aos movimentos sociais, priorizando ações que visem à superação das
atuais condições de desigualdade e exclusão existentes em Alagoas, no Nordeste e
no Brasil, a ação cidadã da UFAL não pode prescindir da efetiva difusão do
conhecimento nela produzidos. Portanto, as populações, cujos problemas tornam-se
objeto da pesquisa acadêmica são, também, consideradas sujeito desse
conhecimento, o que lhes assegura pleno direito de acesso às informações e
produtos então resultantes.
Neste sentido, a prestação de serviços é considerada produto de interesse
acadêmico, científico, filosófico, tecnológico e artístico do ensino, da pesquisa e
extensão, devendo ser a realidade e sobre a realidade objetiva, produzindo
conhecimentos que visem à transformação social.
7.4 ACESSIBILIDADE
A UFAL atualmente possui um núcleo de estudos voltado para o entendimento
das necessidades postas para o seu corpo social, no sentido de promoção
de acessibilidade e de atendimento diferenciado aos portadores de necessidades
especiais em atenção à Política de Acessibilidade adotada pelo MEC e à legislação
pertinente.
O próprio dimensionamento dessas necessidades merece um cuidado
especial, haja vista a forma atual de identificação dos alunos: auto- declaração.
Por outro lado, a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus servidores
para o estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e
execução de ações voltadas para essas necessidades.
Ao esforço para o atendimento universal à acessibilidade arquitetônica, juntase agora o cuidado de fazer cumprir as demais dimensões exigidas pela Política de
31

Acessibilidade, qual sejam a acessibilidade: pedagógica, metodológica, de
informação e de comunicação.
A acessibilidade pedagógica e metodológica deve atentar para o art. 59 da Lei
12.764/2012, que afirma: Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com
necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e
organização específicos, para atender às suas necessidades.
Neste sentido, a Nota Técnica nº 24 / 2013 / MEC / SECADI / DPEE, de 21 de
março de 2013 orienta os sistemas de ensino no sentido de sua implantação. Em
especial, recomenda que os PPC contemplem orientações no sentido da adoção de
parâmetros individualizados e flexíveis de avaliação pedagógica, valorizando os
pequenos progressos de cada estudante em relação a si mesmo e ao grupo em que
está inserido.
Para

tal, a

UFAL assume o compromisso de prestar atendimento

especializado aos alunos portadores de deficiência auditiva, visual, visual e auditiva,
cognitiva ou autista sempre que for diagnosticada sua necessidade. Procura-se,
desta forma, não apenas facilitar o acesso, mas estar sensível às demandas de
caráter pedagógico e metodológico de forma a permitir sua permanência produtiva
no desenvolvimento do curso.
Neste sentido o Núcleo de Assistência Educacional – NAE – oferece o
necessário apoio pedagógico de forma a atender ao corpo social da UFAL em suas
demandas específicas de forma a promover a integração de todos ao ambiente
acadêmico.
De forma institucional, os coordenadores e professores do curso vem sendo
estimulados a participar de capacitações pedagógicas e humanísticas relacionadas
às políticas de inclusão da pessoa com deficiência na educação, no qual estudantes
também têm acesso a esses eventos.
Entretanto, em caso de comprovada necessidade de apoio as atividades de
comunicação, locomoção, alimentação e cuidados pessoais a pessoa com
transtorno do espectro autista ou outra deficiência será também disponibilizado pela
IES profissional para apoio nos termos da legislação 12.764/2012.
O Curso de Letras Português, por se tratar de um curso a distância,
naturalmente promove a acessibilidade, já que os estudantes poderão participar das
atividades propostas pelo curso sem sair da região em que residem, beneficiando-se

32

das adaptações feitas pelas famílias. No entanto, o curso desenvolverá, junto ao
NAE, mecanismos de auxílio ao estudante que tenha alguma necessidade particular
e necessite de atendimento particular.

7.5 INCLUSÃO
7.5.1 POLÍTICA DE COTAS

No ano de 2015 foram reservadas 40% (quarenta por cento) das vagas de
cada curso e turno ofertados pela UFAL para os alunos egressos das escolas
públicas de Ensino Médio. Destas, 50% (cinquenta por cento) das vagas foram
destinadas aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5
salário mínimo (um salário mínimo e meio) bruto per capita e 50% (cinquenta por
cento) foram destinadas aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou
superior a 1,5 salário mínimo (um salário mínimo e meio) bruto per capita. Nos dois
grupos que surgem depois de aplicada a divisão socioeconômica, serão reservadas
vagas por curso e turno, na proporção igual à de Pretos, Pardos e Indígenas (PPI)
do Estado de Alagoas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) de 2010, que corresponde a 67,22% (sessenta e sete vírgulas
vinte e dois por cento). A meta da UFAL é destinar até o ano de 2016 50% de suas
vagas a alunos egressos de escolas públicas
O Curso de Letras Português na modalidade a distância propicia essa inclusão
ao possibilitar que pessoas que não teriam a oportunidade de fazer um curso
superior possam graduar-se, independente do distanciamento em relação à Ufal, da
classe social da qual faça parte e da disponibilidade de tempo em horário regular,
para fazer seus estudos.

8. OBJETIVOS DO CURSO
O objetivo do Curso de Letras é formar profissionais interculturalmente
competentes, capazes de lidar, de forma crítica, com as linguagens, especialmente a
verbal, nos contextos oral e escrito, e conscientes de sua inserção na sociedade e

33

das relações com o outro. Independentemente da modalidade escolhida, o
profissional em Letras deve ter domínio do uso da língua ou das línguas que sejam
objeto de seus estudos, em termos de sua estrutura, funcionamento e manifestações
culturais, além de ter consciência das variedades linguísticas e culturais. Deve ser
capaz de refletir teoricamente sobre a linguagem, de fazer uso de novas tecnologias
e de compreender sua formação profissional como processo contínuo, autônomo e
permanente.

9. PERFIS DO EGRESSO E CAMPOS DE ATUAÇÃO

9.1 PERFIS DO EGRESSO
O aluno egresso do Curso de Letras licenciatura a distância estará apto para
exercer a docência na educação básica pautada nas concepções atuais de
educação. Portanto, considerando as habilidades e competências a serem
desenvolvidas durante a formação do professor de Língua e suas literaturas, em
conformidade com as contingências sociais e acadêmico-científicas da área e com
as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Letras, espera-se desse
profissional o seguinte perfil:
- Formação humanística, teórica e prática;
- Capacidade para atuar em escolas das redes pública ou privada conforme as
exigências pedagógicas atuais.
- Capacidade de operar, sem preconceitos, com a pluralidade de expressão
linguística, literária e cultural;
- Atitude investigativa indispensável ao processo contínuo de construção do
conhecimento na área;
- Postura ética, autonomia intelectual, responsabilidade social, espírito crítico e
consciência do seu papel de formador;
- Conhecimento dos diferentes usos da língua e suas gramáticas;
- Conhecimento ativo e crítico de um repertório representativo de literatura, da
língua em estudo;

34

- Capacidade de analisar, descrever e explicar, diacrônica e sincronicamente,
a estrutura e o funcionamento da língua em estudo;
- Capacidade de analisar discursos de pontos de vista teóricos fundamentados
em teorias presentes em sua formação;
- Capacidade de analisar criticamente as diferentes teorias que fundamentam
a investigação sobre língua e literatura;
- Capacidade de formar leitores e produtores proficientes de textos de
diferentes gêneros e para diferentes propósitos;
- Capacidade de atuar em equipe interdisciplinar e multiprofissional;
- Posicionamento crítico acerca de novas tecnologias e conceitos científicos;
- Conhecimento dos métodos e técnicas pedagógicas que possibilitem a
adequação dos conteúdos para os diferentes níveis de ensino (transposição
didática);
- Conhecimento de processos de investigação que permitam o aprimoramento
do planejamento e da prática pedagógica.
9.2 CAMPOS DE ATUAÇÃO

Tendo por base uma formação que articula ensino, pesquisa e extensão
relativamente aos conhecimentos linguísticos e literários da língua portuguesa e em
consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Letras, os
espaços de atuação do licenciado em Letras estão mais diretamente voltados para a
atuação como professor na educação básica, nos domínios público e privado. Há,
ainda, a possibilidade de atuação deste profissional na revisão de textos,
desenvolvimento e análise de material didático e de técnicas pedagógicas para o
ensino de língua portuguesa e respectiva(s) literatura(s), elaboração de proposta
curricular no seu campo de atuação, assessoria cultural, crítica linguística e literária,
dentre outros que envolvam a língua/linguagem/discurso, em termos de sua
estrutura, funcionamento, manifestações culturais e sócio-históricas.

35

10. PROCESSO SELETIVO

Serão ofertadas 50 vagas por polo em um regime de entrada única, anual,
sempre no primeiro semestre do ano.
De acordo com a Portaria Normativa nº 09, de 30 de junho de 2009, do
Ministério da Educação, art. 4º, será mantido, pelo MEC, sistema eletrônico
denominado "Plataforma Paulo Freire", com vistas a reunir informações e gerenciar
a participação nos cursos no âmbito do Plano Nacional de Formação de
Professores.
Conforme parágrafo 1º, do art. 4º, os profissionais do magistério interessados
em participar dos cursos deverão efetuar sua pré-inscrição por meio da referida
plataforma, indicando o curso pretendido e a Secretaria de Educação a que se
encontra vinculado. As pré-inscrições serão analisadas pelas Secretarias de
Educação dos Municípios, Estados e do Distrito Federal. Serão validadas aquelas
inscrições que correspondam às necessidades da respectiva rede, de acordo com
planejamento estratégico elaborado. Após a conclusão do procedimento de
validação pelas Secretarias de Educação, as listas com as inscrições serão
submetidas à COPEVE para fins de seleção e matrícula.
Havendo um número de inscrições validadas superior às 50 vagas ofertadas
para o curso de Letras Português a distância em cada polo serão definidos critérios
internos de seleção, devidamente estabelecidos no edital.

11. METODOLOGIA DO CURSO DE LETRAS PORTUGUÊS
NA MODALIDADE A DISTÂNCIA

11.1 ORGANIZAÇÃO

O curso é estruturado em oito períodos, sendo os seis primeiros compostos
por dois módulos cada e os dois últimos com um módulo cada, computando um total
de 14 módulos, cujas atividades serão desenvolvidas na modalidade a distância com

36

momentos presenciais no início e término de cada módulo e com a avaliação
presencial. Além dos encontros presenciais previstos com o professor, serão,
também, oferecidos plantões pedagógicos com os tutores em cada polo.

11.2 ESTRUTURA ADMINISTRATIVO-PEDAGÓGICA:

O curso de Licenciatura em Letras na modalidade a distância da UFAL possui
estrutura administrativo-pedagógica vinculada à estrutura organizacional da FALE,
que contempla:
- Coordenador de Curso: a coordenação do curso será formada pelos
coordenadores de cada uma das habilitações oferecidas. Trata-se de profissional
graduado em Letras ou áreas afins, com formação mínima de mestre, com
experiência comprovada de 03 (três) anos de magistério superior, responsável pelas
articulações em setores específicos e que transitará pelos diversos tipos de
atividades no sistema geral.
Funções: dentre as suas funções estão a de supervisionar o funcionamento
do curso e de todo processo educacional, permitindo o bom andamento do processo
pedagógico; supervisionar as tutorias; indicar e avaliar a nomeação dos tutores e
supervisores; acompanhar os aspectos formais e administrativos do curso, como
matrícula, calendário de atividades, acompanhamento de oferta das disciplinas,
recebimento e distribuição do material; acompanhar o registro acadêmico dos alunos
matriculados no curso; acompanhar e supervisionar as atividades dos professores,
coordenador de tutoria e coordenadores de polo.
- Estudante: estudante matriculado no curso e que irá estudar “a distância”.
Funções: construir e manter uma postura autônoma, independente, que seja
agente ativo em seu processo de aprendizagem; aprender a trabalhar em grupo e a
desenvolver o espírito de colaboração; manter interações ativas, envolvendo tanto o
conteúdo do curso quanto a comunicação pessoal; participar plenamente na
37

construção de uma aprendizagem colaborativa, evidenciada pelos comentários
dirigidos de um aluno a outro, mais que de aluno a professor; construir significados
socialmente, evidenciados pelo acordo ou pelo questionamento; compartilhar
recursos com outros alunos; expressar apoio e estímulo trocados com outros alunos,
além de vontade de avaliar criticamente o trabalho dos colegas.
- Professores autores/conteudistas: responsáveis pela produção dos
materiais didáticos impressos e/ou em Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA).
O professor conteudista deverá ser especialista, mestre ou doutor na área em que
desenvolverá o material didático, ter experiência e domínio na utilização de
tecnologias de informação e comunicação. O professor deverá ter conhecimento dos
conteúdos

específicos

da

disciplina

pela

qual

será

responsável

pelo

desenvolvimento do material.
Funções: elaborar conteúdos; desenvolver a adequação dos conteúdos dos
materiais didáticos para as mídias impressas e digitais; supervisionar a linguagem do
material didático desenvolvido para a modalidade a distância;

adequar e

disponibilizar, para o coordenador de curso, o material didático nas diversas mídias;
participar e/ou atuar nas atividades de capacitação desenvolvidas na Instituição de
Ensino; participar de grupos de trabalho que focam a produção de materiais
didáticos para a modalidade a distância.
- Professores formadores: responsáveis pela oferta de determinada
disciplina no curso. O professor formador deverá ser especialista, mestre ou doutor
na área da disciplina que ministrará, ter experiência e domínio na utilização de
tecnologias de informação e comunicação.
Funções: dentre suas funções, estão: assumir uma posição de dinamizador da
inteligência coletiva, encorajando os estudantes à autorreflexão e permitindo uma
contribuição mais ativa e profunda na discussão on-line; manter relações positivas
na sala de aula virtual; promover a participação dos estudantes, encorajando e
corrigindo suas contribuições; organizar, planejar e gerenciar continuamente as
atividades e a comunidade; desenvolver as atividades docentes na capacitação de

38

coordenadores, professores e tutores mediante o uso dos recursos e metodologia
previstos no plano de capacitação; participar das atividades de docência das
disciplinas curriculares do curso; participar de grupo de trabalho para o
desenvolvimento de metodologia na modalidade

a distância; coordenar as

atividades acadêmicas dos tutores atuantes em disciplinas ou conteúdos sob sua
coordenação; apresentar ao coordenador de curso, ao
ofertada,

relatório

do

final

da disciplina

desempenho dos estudantes e do desenvolvimento da

disciplina; elaborar relatórios semestrais sobre as atividades de ensino no
âmbito

de

suas atribuições, para encaminhamento à DED/CAPES/ MEC, ou

quando solicitado.
- Coordenador de Tutoria: professor ou pesquisador que atuará nas
atividades de coordenação de tutores do curso e no desenvolvimento de projetos de
pesquisa relacionados ao curso.
Funções: participar das atividades de capacitação e atualização; acompanhar
o planejamento e o desenvolvimento dos processos seletivos de tutores, em
conjunto com o coordenador de curso; acompanhar as atividades acadêmicas do
curso; verificar “in loco” o bom andamento dos cursos; informar para o coordenador
do curso qual a relação mensal de tutores aptos e inaptos para recebimento de
bolsas; acompanhar o planejamento e desenvolvimento das atividades de seleção e
capacitação dos tutores envolvidos no programa; acompanhar e supervisionar as
atividades dos tutores; encaminhar à coordenação do curso relatório semestral de
desempenho da tutoria.
- Tutores (presenciais, a distância): licenciados em Letras, atuando no Polo de
Apoio Presencial ou na Instituição.
Funções: orientar o processo de aprendizagem dos alunos, garantindo o
cumprimento dos objetivos do ensino; criar propostas de atividades e auxiliar na sua
resolução, sugerindo - quando necessário - fontes de informação alternativas;
interagir com os alunos em encontros presenciais e/ou virtuais, de forma individual
ou em grupos, visto que ele atua como um agente dinamizador, organizador e

39

principalmente orientador, fazendo com que o aluno possa se autoavaliar e assim
perceber a construção do seu próprio conhecimento; desenvolver competência
tecnológica; assiduidade no feedback; capacidade de gerenciamento de equipes e
gestão de pessoas; domínio sobre o conteúdo; competência de comunicação;
e competências de mediação.
- Equipe de apoio tecnológico e de logística: tem a função de viabilizar as
ações planejadas pela equipe pedagógica e de produção de material didático.

11.3 FORMAÇÃO DE PROFESSORES E TUTORES PARA O EXERCÍCIO DA
MODALIDADE A DISTÂNCIA

Conscientes de que as competências dos docentes se configuram dentro de
um processo cumulativo, uma vez que elas se ampliam, somam-se as antigas às
novas, para atender ao processo de ensino/aprendizagem cada vez mais
abrangente, conforme a sociedade se “tecnifica” e se “complexifica”, o processo de
formação dos atores (aqui entendidos como gestores, professores pesquisadores e
tutores) do Sistema UAB na Universidade Federal de Alagoas é desenvolvido pela
Coordenação de Formação da CIED.
A Coordenação de Formação da CIED, composta de formadores (docentes e
pós-graduandos da Universidade Federal de Alagoas), mantém o pressuposto de
que não há formação específica que possa dar conta de tamanha complexidade,
sendo necessárias ações que se desenvolvam dentro de uma perspectiva dialógica,
e portanto disponibiliza uma série de formações para as ações da EAD ou da
Educação permeada pelas TIC
A oferta da Capacitação é dimensionada em três troncos (básico,
aprofundamento e específico). O tronco básico, denominado CAPACITA, é
ministrado em sete módulos de 30 horas cada um. Para cada um dos módulos são
ministradas três horas de aula presenciais. As 27 horas restantes são realizadas
com atividades na plataforma Moodle.

40

Os módulos propostos são os seguintes:
Módulo I - Fundamentação Teórica em EAD (30h)
Módulo II – Estratégia de mediação pedagógica (30h)
Módulo III – Apresentação e oficina para uso das mídias (30h)
Módulo IV – Elaboração do material didático para EAD (30h)
Módulo V – Montando o curso na plataforma Moodle (30h)
Módulo VI – Docência e Tutoria na EAD (30h)
Módulo VII – Gestão Administrativa (30h)
Com o intuito de viabilizar a participação de todos os integrantes do sistema
UAB no processo de formação, esses módulos são replicados sistematicamente em
horários variados. Dessa forma, cada participante deverá frequentar o momento
presencial do curso em horário compatível com sua agenda de trabalho. Para tanto,
os horários das aulas presenciais são definidos em revezamento dos turnos
matutino, vespertino e noturno e em dias variados da semana, permitindo com isso
uma maior flexibilização da oferta, tão presente nos pressupostos da EAD.
O tronco de aprofundamento é conduzido por profissionais formadores
(convidados especialistas de outras instituições) com reconhecida experiência na
área para ministrarem palestras e/ou oficinas para os integrantes do Sistema UAB. A
cada dois meses há um evento dessa natureza, perfazendo um total de seis
convidados no ano. Os temas a serem tratados serão os seguintes:
Produção de programas em diferentes mídias
Web conferência na EAD;
Produção e autoria de materiais na web 2.0;
Criação de casos de ensino;
Formação e manutenção de comunidades de aprendizagem e prática;
Interações no AVA
O tronco específico trata da oferta de capacitações específicas para
professores e tutores de cada curso, já que estes possuem especificidades no
tratamento e condução de seus conteúdos e materiais. Esta oferta promove uma
descentralização das capacitações, mas não a sua desintegração.

41

Nossa proposta para o curso de Letras prevê, semestralmente, uma
capacitação para os professores e tutores envolvidos na dinâmica da oferta do curso
em cada semestre. Estas capacitações serão acompanhadas, apoiadas e avaliadas
pela Coordenação de Formação e coordenação do Capacita, no intuito de
colaboração e aperfeiçoamento das ações dos cursos.
11.4 AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM: RECURSOS, FERRAMENTAS,
MATERIAIS

Para possibilitar a comunicação contínua entre alunos, professores e tutores e
para oferecer aos alunos um ambiente em que seja possível disponibilizar materiais
e desenvolver as atividades, serão utilizados Ambientes Virtuais de Aprendizagem
(AVA).
As mídias utilizadas para o público alvo descrito serão o material impresso e
digital, como mídia principal, além do computador, como mídia auxiliar para que o
aluno tenha a possibilidade de interagir com os colegas, tutor, professor, membros
da equipe pedagógica e instituição, através da Internet. Para acesso a este recurso,
o aluno terá a disposição nos Polos, computadores conectados à Internet através do
AVA.
O aluno terá a disposição todos os recursos oferecidos por um AVA, tais como
fórum, email e “chat”. Neste ambiente, o professor poderá disponibilizar propostas
para discussão entre os alunos, com a presença virtual ou não do professor ou dos
tutores. Na página virtual do curso, o professor de cada disciplina/módulo também
poderá disponibilizar materiais complementares para acesso aos alunos, tais como
“links” para acesso à páginas na internet ou outros materiais. O material didático que
os alunos irão receber e utilizar compõe-se de:
- Guia do aluno: traz os direitos e deveres dos alunos, vantagens e
compromissos e esclarece os passos da vida acadêmica do aluno. Inclui orientações
quanto à coordenação do curso, secretaria acadêmica, biblioteca e avaliação da
aprendizagem.

42

- Guia do curso: contém informações específicas do curso, tais como objetivos,
estrutura organizacional do curso, sistema de avaliação e frequência, grade
curricular, recursos e materiais didáticos, orientações do que é e como estudar a
distância,

sistemática

operacional,

interatividade,

comunicação,

tutoria

e

acompanhamento.
- Módulos: é o material em que o aluno vai buscar o conteúdo para a
aprendizagem. Nele encontra-se o conteúdo, as atividades reflexivas, de fixação e
de avaliação, textos dos professores, leituras complementares e obrigatórias,
materiais complementares (indicações para “sites” na Internet, músicas, livros,
artigos, filmes). Gráficos, fotos, tabelas, ilustrações e uma diagramação adequada
enriquecem o projeto, contribuindo para uma maior compreensão do conteúdo.
Esses materiais serão disponibilizados em mídia impressa, através de módulos
e guias de estudos no formato digital e on-line, no AVA. Os livros indicados pelos
autores dos módulos, como leitura obrigatória e complementar, devem estar à
disposição dos alunos na biblioteca do polo.
11.5 ENCONTROS PRESENCIAIS E FREQUÊNCIA

Os encontros presenciais serão realizados nos polos do curso. Cada disciplina
contará com, no mínimo, dois encontros presenciais. A participação dos alunos nos
encontros presenciais é obrigatória em 75% do total da carga horária de cada
disciplina.
11.6 ARMAZENAMENTO/GERENCIAMENTO DOS DADOS PRODUZIDOS NA
MODALIDADE EAD

A gestão acadêmica dos cursos da UAB na UFAL é realizada no mesmo
sistema acadêmico dos cursos presenciais. Todas as rotinas administrativas e
trâmites de matrícula, notas, transferência e trancamento são realizados na esfera
da Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD) e suas secretarias, além do
Departamento de Registro e Controle Acadêmico (DRCA).

43

A UFAL dispõe de autonomia e infraestrutura na área de Tecnologia da
Informação, e desde o início das atividades da UAB na IES fez-se a opção de que os
cursos da EAD recebam as mesmas orientações e determinações dos cursos
presenciais.
As notas e registro de presença/faltas, além do Ambiente Virtual Moodle da
UFAL, a universidade disponibiliza o SIEWEB, um sistema de gerenciamento
acadêmico.

Descrição da plataforma virtual utilizada:
Moodle versão 1.9.13
Sistema Operacional: FreeBSD 8.1
Banco de dados: PostgreSQL (roda em máquina separada)
Servidor de Emails: Postfix - média de 30000 mensagens / dia (roda
em

máquina separada)

Backups diários do banco (a cada 6 horas)
Backups automatizados das configurações do servidor (a cada 24 horas)
Usuários inscritos: 22000
Total de cursos criados: 1240
Módulos mais utilizados (em ordem decrescente): Fóruns, Atividades e Blog
Plugins de terceiros utilizados: Acessibilidade, Livro e Dragmath
Customizações

internas:

SiCAm

(sistema

de

criação

de ambientes),

mecanismo TLS para conexão segura a servidor de emails, módulo de
integração (atualmente escrito em PHP)
Média de usuários únicos / dia: 630
Média de acessos / dia (hits): 270.000 (duzentos e setenta mil)
Média acessos / mês (hits): 8.000.000 (oito milhões)

11.7

SOBRE

A

RECUPERAÇÃO

DE

ESTUDOS,

TRANCAMENTOS,

TRANSFERÊNCIAS E OUTROS ITENS RELATIVOS À PERMANÊNCIA DO
ALUNO NO CURSO.

44

A recuperação de estudos será realizada com a oferta de turmas especiais,
como já ocorre em outros cursos da UAB na UFAL, além de atividades de monitoria
e grupos de estudo conduzido pela tutoria presencial.
As solicitações de trancamento seguem Resolução nº 56/95 – CEPE, de 18 de
julho de 19953 e as situações de transferência seguem a RESOLUÇÃO Nº 26/2009CONSUNI/UFAL, de 04 de maio de 20094.
A CIED, juntamente com a Procuradoria Federal da Universidade Federal de
Alagoas, está revendo as resoluções no que tange às especificidades de alunos da
Educação a Distância, tendo em vista a realidade da UAB ser ainda nova nas
universidades brasileiras.
Para a permanência do aluno no curso, a CIED, juntamente com a Pró-Reitoria
Estudantil (PROEST), a Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) e a Pró-reitoria de
Graduação

(PROGRAD)

tem

realizado

um

conjunto

de

ações,

como

a

disponibilização de bolsas BDI e bolsas de extensão, visando a inserção do alunado
na tríade ensino-pesquisa-extensão.
11.8 APOIO AO DISCENTE

A política de Assistência Estudantil desenvolvida pela Universidade Federal de
Alagoas segue os princípios e diretrizes estabelecidos pelo Plano Nacional de
Assistência Estudantil – PNAES que tem como objetivo viabilizar a igualdade de
oportunidades entre todos os estudantes e contribuir para a melhoria do
desempenho acadêmico, a partir de medidas que buscam combater situações de
repetência e evasão (Decreto no 7.234, de 19 de julho de 2010). O PNAES apoia,
prioritariamente, a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade e
risco social matriculados em cursos de graduação presencial das Instituições
Federais de Ensino Superior – IFES. A UFAL vai além, pois trabalha também com a

3

http://www.ufal.edu.br/estudante/graduacao/legislacao/normas/documentos/resolucoes/resolucao_56_
95_cepe
4

http://www.ufal.edu.br/estudante/graduacao/legislacao/normas/RCO%20n%2026%20de%2004%2005
%2009%20TRANSFERENCIA.pdf/at_download/file

45

perspectiva de universalidade no atendimento dos estudantes que frequentam o
espaço universitário.
A instância de discussão e resolução das políticas de assistência estudantil é o
Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis –
FONAPRACE, que a UFAL tem assento, e que se realiza anualmente, no qual são
feitos diagnósticos e reflexões sobre a realidade estudantil nas IFES e se
estabelecem as diretrizes e linhas de ação das Pró- Reitorias em nível nacional.
A operacionalização, acompanhamento e avaliação da Política de Assistência
Estudantil, em nível local, ocorrem de forma contínua e articulada com as demais
políticas governamentais, pois, sendo uma política de inclusão, constitui-se num
mecanismo de democratização do Ensino Superior.
É compromisso da UFAL contribuir para a formação integral do estudante,
observando os princípios humanitários e sociopolíticos, bem como os valores éticos
de respeito e responsabilidade social. Nesse sentido, a base estruturante de suas
atividades fundamenta-se no cuidar do “saber ser”, do “saber estar” e do “saber
fazer” do estudante ao longo de sua vivência universitária.
Política de Assistência Estudantil
A Política da Assistência Estudantil visa mobilizar recursos de maneira que
assegurem a inclusão, a permanência e o percurso dos estudantes. Seu objetivo é
contribuir para a promoção da saúde física e mental do assistido,
buscando compreender o indivíduo em sua dimensão de totalidade, a fim de
reduzir os efeitos das desigualdades presentes na sociedade e assegurar igualdade
de condições para o exercício da atividade acadêmica. Dentre as atividades
planejadas encontram-se a formação integral; a participação em atividades
científicas, culturais, artísticas, esportivas e de lazer; a inclusão digital; o acesso ao
aprendizado de línguas estrangeiras; o acesso à saúde, à moradia, à alimentação,
ao transporte, à creche; as garantias básicas de acessibilidade aos estudantes com
deficiência; o apoio ao desempenho acadêmico e o oferecimento de uma formação
em que sejam garantidos os direitos de cidadania e a equidade social.
Apoio pedagógico

46

A UFAL reconhece a necessidade de acompanhamento dos alunos em
vulnerabilidade e desenvolve ações que buscam reforçar e/ou orientar o
desenvolvimento acadêmico.
Desenvolvimento de ações de apoio ao acesso às tecnologias de informação e
línguas estrangeiras, com a oferta de cursos para capacitação básica na
área; Desenvolvimento de ações de apoio ao acesso às línguas estrangeiras
através de oferta de cursos de formação básica na área.
Disponibilização de plantões sociais e psicológicos, como forma de orientar
os/as discentes na sua formação acadêmica e/ou encaminhá-los/as a profissionais
específicos para atendimento através da observação das expressões da questão
social.
Articulação com as Coordenações de Curso sobre dificuldades pedagógicas
desses alunos e planejamento para superação das mesmas.
No âmbito do curso
A tutoria presencial e à distância em articulação com a coordenação do curso,
NTI - Núcleo de Tecnologia da Informação e PROGRAD - Pró-reitoria de graduação
da UFAL oferecem suporte aos alunos, podendo solucionar questões relativas a:
• Uso das facilidades do Ambiente de Ensino e Aprendizagem;
• Dificuldades de acesso à plataforma Moodle e problemas com login e senhas
de alunos.
O apoio psicopedagógico na IES envolve o conhecimento das necessidades
do aluno e previsão de recursos de acessibilidade, o acompanhamento do
desempenho

escolar

do

aluno,

a

orientação

aos

professores,

tutores

e

coordenadores de curso e de polo.
O acompanhamento individualizado pode ocorrer por meio de recursos
audiovisuais e de comunicação (como e-mails, Skype, Grupo de Whatsapp) e prevê
diálogo para compartilhamento das ações em parceria com a estrutura presente na
IES que sedia o polo, sob supervisão do coordenador de polo.

47

A recuperação de estudos será realizada com a oferta de turmas especiais,
como já ocorre em outros cursos da UAB na UFAL, além de atividades de monitoria
e grupos de estudo conduzido pela tutoria presencial.
As solicitações de trancamento seguem Resolução no 56/95 – CEPE, de 18 de
3

julho de 1995 e as situações de transferência seguem a RESOLUÇÃO No 26/20094

CONSUNI/UFAL, de 04 de maio de 2009 .
A CIED, juntamente com a Procuradoria Federal da Universidade Federal de
Alagoas, está revendo as resoluções no que tange às especificidades de alunos da
Educação a Distância, tendo em vista a realidade da UAB ser ainda nova nas
universidades brasileiras.
11.9 ESTRUTURA ATUALIZADA DOS POLOS (BIBLIOTECA, ACERVO,
LABORATÓRIO DE INFORMÁTICA) E ARTICULAÇÃO CURSO/POLOS

A infraestrutura dos polos aonde será ofertado o curso atende aos requisitos
da CAPES, tendo em vista as visitas técnicas de avaliadores da própria CAPES que
definiram os polos escolhidos para a oferta do curso de Letras como AA (Apto),
conforme

pode

ser

visualizado

no

SisUAB

(http://www.uab.capes.gov.br/sisuab/Login_input.action).
Sobre o acervo da biblioteca, como também a infraestrutura do laboratório de
informática de cada polo pode-se informar que:
a) Acervo da biblioteca: a biblioteca do polo possui 1.048 livros essenciais para
atendimento ao curso, conseguidos através de uma campanha de doações
promovida pela coordenação geral do curso e com o apoio de professores e exprofessores da FALE. Também há um levantamento de outras obras para
atendimento ao curso aguardando o financiamento específico para compra de livros.
b)

As mantenedoras

dos

polos

têm

investido na manutenção dos

equipamentos informáticos, além da compra de novos artefatos e de livros, revistas
e jornais.

48

c) A CIED, por meio de financiamentos da CAPES para aquisição de
equipamentos de TIC, tem fornecido uma série de artefatos (lousa digital, antena
wifi, notebook, desktop, etc) para os polos.
A articulação do curso com o polo é realizada diretamente com as
coordenações dos polos, utilizando de meios tecnológicos (telefone, e-mail, skype)
ou de visitas periódicas ao polo para reuniões e atendimento aos alunos. Esta
articulação também é realizada com a mediação da Coordenação Institucional de
Educação a Distância (CIED) da UFAL.
11.10 PLANO E CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO

Atividade / Programa / Ação

Ano
2012 2013 2014 2015 2016

Capacitação de Professores

x

Elaboração de Material didático

x

Instalação do curso de graduação autorizado

x

Contratação do pessoal docente e não-docente
necessário

x

x

x

x

x

Aquisição / ampliação do acervo da biblioteca

x

x

x

x

x

Aquisição de material de expediente, didático e
outros de consumo

x

x

x

x

x

x

x

x

x

Reposição de equipamentos e peças dos
laboratórios e serviços
Reconhecimento do curso

x

11.11 SISTEMA DE TUTORIA

O tutor atua como um mediador entre os professores, alunos e a instituição.
Cumpre o papel de auxiliar do processo de ensino e aprendizagem ao esclarecer

49

dúvidas de conteúdo, reforçar a aprendizagem, coletar informações sobre os
estudantes e prestar auxílio para manter e ampliar a motivação dos alunos.
O tutor é uma figura de destaque, responsável pelo bom andamento das
atividades. Este profissional assume a missão de articulação de todo o sistema de
ensino-aprendizagem, quer na modalidade semipresencial ou à distância. Cabe ao
tutor acompanhar, motivar, orientar e estimular a aprendizagem autônoma do aluno,
utilizando-se de metodologias e meios adequados para facilitar a aprendizagem.
Ele assume função estratégica, tendo como finalidade resolver os problemas
de comunicação, bem como outros que surjam ao longo do processo de ensino. Há
dois tipos de tutorias: presencial e a distância.
A tutoria presencial ocorrerá quando o aluno sozinho ou em pequenos grupos,
se dirigir ao Polo para esclarecer dúvidas a respeito de questões administrativas e
acadêmicas do curso, bem como sobre as disciplinas que está cursando com o tutor
presencial nos polos.
Na tutoria a distância o tutor é um orientador da aprendizagem do aluno
solitário e isolado que, frequentemente, necessita do docente ou de um orientador
para indicar o que mais lhe convém em cada circunstância. Essa tutoria ocorre
quando o aluno busca contato com o tutor, através dos seguintes meios de
comunicação: telefone, whatsapp, ferramentas do ambiente virtual de ensino e de
aprendizagem e e-mail.
O curso se propõe a desenvolver um fluxo de comunicação interativa e
bidirecional, mediada pela ação tutorial com acompanhamento pedagógico e
avaliação sistemática da aprendizagem. Concebe-se a educação como uma ação
consciente e co-participativa que possibilite ao aluno a construção de um projeto
profissional político e inovador. É nesta perspectiva que se situa a ação tutorial, com
o propósito de propiciar ao estudante a distância um ambiente de aprendizagem
personalizado, capaz de satisfazer suas necessidades educativas.
A relação tutor/aluno para o curso de Letras segue os parâmetros indicados no
Ofício Circular 20/2011 DED/CAPES, sendo 1 tutor a cada 30 hora/aula por grupo de
25 alunos para atividades online e 2 tutores presenciais por polo (mínimo de 50
alunos).

50

A seleção dos tutores, realizada pela Coordenadoria Institucional de Educação
a Distância e pela COPEVE, segue os parâmetros dos ofícios 20/2011 e 21/2011 da
DED/CAPES (anexos X e XI).
A formação dos tutores é realizada pela Coordenação de Tutoria da CIED,
acompanhada pela Coordenação de Tutoria do próprio curso.
11.12 PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS DA EVASÃO
A implementação do ambiente de aprendizagem e a formalização dos alunos
em um curso não garantem, por si só, que as redes comunicacionais se instaurem e
que a aprendizagem colaborativa passe a ser construída. É necessário que haja
monitoramento e retroalimentação: o projeto de monitoramento e retroalimentação
diz respeito às ações intencionais previstas pelo curso.
Essas ações intencionais são importantes para que todos os alunos sintam-se
acolhidos e ouvidos e para que esse espaço de convivência possa ser reestruturado
de acordo com as necessidades que vão emergindo no processo. Considera-se que
quanto maior a interatividade em um curso online e quanto maior o sentimento de
pertença a uma comunidade, menor será a evasão escolar.
Por esse motivo, o apoio oferecido pela instituição por meio da tutoria e da
formação de tutores é de fundamental importância para o sucesso e prevenção da
evasão de alunos do Curso de Letras – Habilitação em Língua Portuguesa na
modalidade a distância.
Particularmente, no caso da EAD, o papel do tutor é fundamental, já que o seu
sucesso está na relação aluno, material didático e professor, e o tutor é o principal
responsável pela interação entre as três pontas desse tripé, desenvolvendo uma
atividade permanente no processo de desenvolvimento do curso, mas em conjunto
com a Coordenação de Tutoria, o professor e o Coordenador do Curso.
Assim, especifica-se melhor as ações do tutor quando parte-se em busca de
prevenir o curso da evasão:
- Acompanhar e oferecer aos alunos o auxílio necessário ao seu processo de
autoaprendizagem, motivando-o na realização de tarefas e na relação dos
conhecimentos adquiridos com a sua prática concreta;

51

- Garantir o fluxo comunicacional entre os participantes. A comunicação com
seus alunos, assim como a eficiência de suas orientações pode resolver problemas
como a falta de atenção ou de motivação, que podem ocorrer durante o processo.
- Estruturar o ambiente cooperativo para incentivar a interação entre os alunos.
- Familiariza-se com o Ambiente de Aprendizagem na Internet e com a
estrutura do curso, para que, durante o processo de tutoria, possa realizar suas
funções de forma rápida e eficaz.
- Corrigir cuidadosamente as atividades propostas em um tempo previamente
determinado (em um prazo máximo de 24 horas), para que se tenha a chance de
interferir no processo de aprendizagem e fazer o acompanhamento necessário. Ao
avaliar esse processo, verifica-se o grau de satisfação do aluno por meio de
métodos estatísticos, fichas de avaliação e de observação, entre outros.
12. AVALIAÇÃO

Entende-se por avaliação um processo contínuo de geração de informações
que norteiem as ações pedagógicas e a gestão acadêmica, visando ao crescimento
qualitativo do curso. Para tanto, os principais instrumentos adotados serão os
propostos pelo INEP/MEC, como a Portaria nº 1.081, de 29 de agosto de 2008, que
trata da Avaliação de Cursos de Graduação do Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior (SINAES) e a Portaria nº 1 de 5 de janeiro de 2009 que trata da
avaliação para reconhecimento de cursos superiores de Tecnologia do Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES.
A avaliação, sendo um instrumento essencial para a determinação das efetivas
condições de ensino-aprendizagem do aluno-professor (aspirante a uma formação
de primeira licenciatura) e fundamental para a realização de seus objetivos
educativos e profissionais, ocorrerá nas seguintes dimensões:
- Avaliações feitas pelo corpo docente: avaliações dos alunos; avaliação da
disciplina e dos recursos educacionais;
- Avaliações feitas pelo corpo discente: avaliação dos professores, dos
recursos educacionais e da disciplina.
- Avaliação institucional.

52

12.1 AVALIAÇÕES DO CURSO FEITAS PELO CORPO DOCENTE E DISCENTE

O curso de Letras com habilitação em Língua Portuguesa à distância da FALE
deve passar periodicamente por um processo de avaliação interna, visando garantir
a abertura para possíveis reajustes e futuras reformulações. Uma comissão interna
de avaliação, formada por docentes e representantes discentes, designada para este
fim pela diretoria da FALE, avaliará, a partir de critérios e recursos previamente
discutidos pela comunidade acadêmica da FALE, os seguintes aspectos: a) o
contexto do curso – campo de trabalho, perfil do ingressante; b) finalidade do curso –
alcance dos objetivos e das estratégias, evolução das áreas do conhecimento
pertinentes ao curso; c) resultado do projeto do curso – índice de evasão e
reprovação e desempenho dos egressos; d) aspectos técnico-administrativoacadêmicos – qualificação e desempenho dos professores e profissionais técnicoadministrativo; e) instalações físicas.
A avaliação permanente do Projeto Pedagógico do Curso a ser implementado
com esta proposta é importante para aferir o sucesso do novo currículo para o curso,
como também para certificar-se de alterações futuras que venham a melhorar este
projeto, uma vez que o projeto é dinâmico e deve passar por constantes avaliações.
Os mecanismos a serem utilizados deverão permitir uma avaliação
institucional e uma avaliação do desempenho acadêmico – ensino e aprendizagem –
de acordo com as normas vigentes, viabilizando uma análise diagnóstica e formativa
durante o processo de implementação do referido projeto. Deverão ser utilizadas
estratégias que possam efetivar a discussão ampla do projeto mediante um conjunto
de questionamentos previamente ordenados que busquem encontrar suas
deficiências.
Além disso, a avaliação do desempenho docente e a auto-avaliação serão
efetivadas pelos alunos/disciplinas fazendo uso de formulário próprio e de acordo
com o processo de avaliação institucional. Os pontos avaliados são: formação
profissional, condições de trabalho; atuação e desempenho acadêmico e
profissional.

53

12.2 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

O advento das TIC produziu mudanças em nosso modo de pensar e agir,
alterando profundamente nosso cotidiano e não poderia ser diferente na dimensão
educacional, sobretudo, na modalidade a distância.
A concepção de EaD nos conduz a todas as formas de aprendizagem em que
a figura do professor e do aluno encontram-se distantes e englobam um conjunto de
estratégias educativas que pressupõe a utilização de tecnologias convencionais e
modernas (digitais), permitindo estudos individuais ou em grupo.
Em EaD, a avaliação é feita em momentos presenciais e on-line, sendo a
avaliação presencial preconizada pela legislação (através da LDBEN

9394/96

e,

sobretudo, pelo Decreto 5622/2005), que exige definição prévia dos locais para sua
realização. Além disso, os resultados dos exames presenciais devem prevalecer
sobre os demais resultados da avaliação a distância.
O processo avaliativo se dará durante todo o desenvolvimento do curso, tendo
como pressupostos básicos a avaliação participativa e processual, atendendo aos
diversos níveis de avaliação, tais como: a avaliação da aprendizagem, do material
utilizado, da metodologia tanto do professor quanto do curso.
A avaliação didático-pedagógica está fundamentada numa perspectiva
emancipatória em que o aluno, a partir da reflexão da sua prática pedagógica
associando-a aos conceitos teóricos discutidos ao longo do curso, possa
desenvolver uma proposta de autonomia pessoal e desenvolvimento profissional que
extrapole os modelos tradicionais de avaliação.
A importância desta avaliação processual, nos seus diversos níveis, constitui
uma prática constante de realimentação, possibilitando as intervenções que se
fizerem necessárias, como forma de minimizar as possíveis dificuldades do
processo. O processo avaliativo da aprendizagem desenvolve-se de forma
quantitativa e qualitativa de acordo com as normatizações da UFAL.
O processo de avaliação da aprendizagem constará de avaliações presenciais
e não presenciais, tais como:
- Avaliações a distância: podem se constituir, de acordo com a essência de
cada módulo, de trabalhos enviados para os polos pelos tutores e por eles
54

corrigidos, ou de exames a distância, com prazo para retorno das soluções. Também
serão utilizadas atividades avaliativas através das quais se procurará verificar o
processo de construção do conhecimento proposto pelo módulo ou atividade de
curso, bem como seu progresso na aquisição de habilidades e competências
previstas.
Estas atividades serão elaboradas pelo professor de cada disciplina e
discutidas com os tutores coordenadores. São exemplos de avaliações a distância:
relatórios de projetos ou de pesquisas; participação em trabalhos, provas; estudo de
caso, preparação e análise de planos; observação de aulas; entrevistas; memorial;
monografia; exercícios; redação de textos; elaboração de material didático,
comentários e resenhas sobre textos e vídeos; resolução de problemas, solução de
casos práticos. Essas avaliações devem incluir atividades em grupo, para estimular
a interação entre estudantes com o objetivo de compartilhar as dificuldades e buscar
soluções para os problemas. As avaliações não-presenciais podem ser feitas através
de ferramentas de comunicação e interação síncronas (chat, sala de aula virtual,
tutoria online, etc.) e assíncronas (e-mail, lista de discussão, fóruns, prova virtual,
portfólio do aluno, etc.), em vista do monitoramento à distância do aluno.
- Avaliações presenciais: os alunos realizarão, nos polos, uma avaliação
presencial ao final de cada módulo, considerando a exigência legal do MEC para os
cursos a distância. A avaliação será elaborada pelos especialistas do módulo e
discutida com os professores tutores. O processo de impressão, empacotamento e
transporte da avaliação será acompanhado pelo coordenador do curso e pelos
tutores que também estarão presentes nos polos no momento de sua aplicação.
- Auto-avaliação: deverá permear o material didático levando o aluno a avaliar
seu progresso e a desenvolver estratégias de metacognição ao se conscientizar dos
diversos aspectos envolvidos em seus processos cognitivos. A auto-avaliação
auxiliará o estudante a tornar-se mais autônomo, responsável, crítico, capaz de
desenvolver sua independência intelectual. O aluno realizará as atividades de autoavaliação que se encontram no material didático. Ele permitirá uma forma de autoobservação, autoconhecimento, que o aluno avalie o seu progresso e desenvolva

55

estratégias de metacognição ao se conscientizar dos diversos aspectos envolvidos
nos seus processos cognitivos.
A avaliação nas disciplinas ocorre de duas formas :
- a distância : compreende a média aritmética das atividades avaliativas e
postadas no ambiente virtual de aprendizagem, sendo atribuída a cada atividade
uma nota de zero a dez. Esta avaliação tem um caráter processual e peso 4.
- presencial : compreende o resultado da avaliação aplicada presencialmente,
pelo professor, sendo atribuída uma nota de zero a dez. Esta avaliação tem peso 6.
12.3 AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO - PPC

Para a avaliação do PPC serão feitas reuniões semestrais com o NDE (Núcleo
Docente Estruturante), bem como com o Colegiado do Curso.
Em relação ao NDE, há um acompanhamento permanente da implementação
e desenvolvimento do PPC de forma a garantir a melhor qualidade educativa em
todas as suas etapas. Através de reuniões periódicas, os seus membros avaliam a
pertinência das disciplinas, seu ordenamento, a atualização da bibliografia
referenciada e as condições de realização de práticas e estágios supervisionados,
de modo a ter condições concretas de intervir sempre que necessária no sentido do
aperfeiçoamento do PPC.

13. ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEGAGÓGICA

13.1 CONTEÚDO/MATRIZ CURRICULAR

13.1.1 Núcleo básico de formação específica do curso de Letras

O núcleo básico é o núcleo do qual devem compartilhar alunos de licenciatura
em Língua Portuguesa, Língua Espanhola e Língua Inglesa. Tem como objetivo a
formação geral do aluno na área dos estudos da Linguagem. Essa formação geral

56

deve ser adquirida através de disciplinas de Leitura e Produção de Texto, Teoria
Linguística, Teoria Literária, Linguística Aplicada, Língua Latina e Introdução à
Língua Estrangeira.
A prática de leitura e produção de texto tem como objetivo desenvolver no
aluno, enquanto habilidade de estudo, capacidade de leitura e escrita, de diversos
gêneros, com ênfase nos gêneros acadêmicos.
As disciplinas de Teoria Linguística e Teoria Literária são encarregadas de dar
ao aluno a fundamentação teórica para o estudo das diferentes línguas e suas
respectivas literaturas. Enquanto na Linguística se ensina, por exemplo, teoria
fonológica, em Língua Portuguesa, se ensina o sistema fonológico do Português. De
forma análoga, enquanto na Teoria da Literatura se discutem os conceitos, as
funções, os gêneros e a periodização da literatura, bem como os elementos
constitutivos da prosa, da poesia e do teatro, nas literaturas se realiza o estudo da
formação de uma literatura específica e da constituição do seu cânon, bem como o
exame de suas obras relevantes e da relação entre o campo literário e outros
campos discursivos.
A disciplina Linguística Aplicada visa a uma reflexão não-dicotômica entre
teorias e práticas utilizadas na sala de aula de línguas, priorizando dados de
pesquisa de linha antropológica e etnográfica.
Os estudos em Língua Latina objetivam introduzir o aluno nos Estudos
Clássicos no sentido de estimular uma reflexão sobre o intervalo entre o mundo
contemporâneo e o clássico, numa perspectiva histórica e crítica dessa
contemporaneidade, tanto no que diz respeito a aspectos da língua como da cultura.
As disciplinas de Introdução à Língua Estrangeira visam, por um lado, nivelar
alunos que ingressam à Universidade com algum conhecimento do idioma e, por
outro,

oferecer

aos

ingressantes

uma

formação

básica

que

objetiva

o

desenvolvimento das quatro habilidades (compreensão oral e escrita, produção oral
e escrita) em língua estrangeira.
O núcleo básico deve ser integralizado em 600 horas de aulas em disciplinas,
distribuídas da seguinte forma:

57

Disciplina

Carga horária

Teoria Linguística 1 e 2

120 h/a

Teoria da Literatura 1 e 2

120 h/a

Introdução à Língua Estrangeira 1 e 2

120 h/a

Língua Latina

80 h/a

Leitura e Produção de Texto em Língua Portuguesa

80 h/a

Linguística Aplicada

80 h/a

Total

600 h/a

Além da formação básica, o curso de Letras/Português a distância contempla
dois núcleos de formação: a) núcleo de formação do conhecimento sobre a língua e
suas literaturas; b) núcleo de formação para a docência.
Assim, o aluno que optou pela habilitação em Língua Portuguesa segue sua
formação específica sobre a língua e suas literaturas, definida pelo núcleo de
formação do conhecimento sobre a língua.

13.1.2 Núcleo de Formação sobre a língua e suas literaturas

O primeiro núcleo de formação, articulado organicamente ao conhecimento
adquirido pelo aluno durante o núcleo básico, tem como objetivo descrever e explicar
a estrutura, os usos e as variações da língua, bem como apresentar as literaturas a
partir do estudo das organizações discursivas e literárias de obras representativas.
Envolve uma parte obrigatória mínima, com conteúdos considerados básicos sobre o
funcionamento da língua e de suas literaturas, e uma parte eletiva, com conteúdos
mais direcionados aos interesses específicos de cada aluno.
O núcleo de formação do conhecimento sobre a língua e suas literaturas deve
ser integralizado em 880 horas de aulas (580 horas de disciplinas obrigatórias e 300
horas de eletivas).
58

Disciplinas Obrigatórias

Carga horária

Fonologia do Português

80 h/a

Morfologia do Português

80 h/a

Sintaxe do Português

80 h/a

Semântica do Português

60 h/a

Literatura de Língua Portuguesa 1

80 h/a

Literatura de Língua Portuguesa 2

80 h/a

Literatura de Língua Portuguesa 3

60 h/a

Literatura de Língua Portuguesa 4

60 h/a

Total

580h/a

13.1.3 Núcleo de Formação para a docência

O núcleo de formação para a docência tem como objetivo definir mais
especificamente a atuação do professor. Esse núcleo se articula ao outro, numa
correlação entre teoria e prática, ou seja, em um movimento contínuo entre saber e
fazer na busca de significados na gestão e solução de situações próprias do
ambiente da educação escolar. Em conformidade com o Parecer CNE/CP 28/2001,
o núcleo de formação inclui aulas e atividades relacionadas à prática docentes e o
estágio curricular supervisionado de ensino.
Deste modo, o curso segue os princípios orientadores das Licenciaturas na
UFAL (Resolução Nº 32/2005-CEPE, de 14 de dezembro de 2005), a qual está em
consonância com o que reza o Plano Nacional de Educação (Lei nº 10.172/2001), a
Resolução CNE/CP nº 01/2002 que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para
a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, Curso de

59

Licenciatura, de Graduação Plena e de acordo com o atendimento aos padrões
mínimos de qualidade para a Graduação estabelecidos pela Lei nº 9.394/96
(LDBEN).
Desse modo, os alunos de Letras/Língua Portuguesa a distância, assim como
todos os alunos dos cursos de licenciatura da UFAL, discutem questões relativas ao
trabalho docente e à atualização profissional, ao desenvolvimento e à avaliação da
aprendizagem, ao currículo, à pesquisa educacional, à organização e gestão do
trabalho escolar, e à política e organização da educação básica. O curso também
oferece, durante os 07 (sete) períodos, as disciplinas de Projetos Integradores,
constituídas de atividades interdisciplinares

especificamente relacionadas à

integração do conhecimento teórico sobre a língua e suas literaturas e a prática
docente (ANEXO VI).
Quanto aos dois vieses de formação, as especialidades e a experiência
prática, os Referenciais para Formação de Professores (BRASIL, 1999, pp. 68-70)
alertam para a promoção de um trabalho integrado, que não deixe o futuro professor
sozinho para “integrar e transpor tudo o que aprendeu na esfera do “saber” para a
esfera do “saber fazer”. A totalidade de saberes de um curso de licenciatura é
complexa e tem aspectos próprios importantes para a formação do professor e que
“só podem ser vistos e compreendidos no cotidiano escolar e que dizem respeito às
diferentes áreas e disciplinas que integram o currículo de formação”.
O Documento sugere ainda uma organização curricular e institucional que
estabeleça uma “ligação visceral” entre a instituição e o sistema de ensino
“constituindo um campo de ação comum, compartilhado”:
Tomar o desenvolvimento de competências profissionais como alvo
central da formação inicial implica propor uma organização curricular
que busque reorientar os conteúdos e incorporar a tematização da
prática em todas as áreas, assim como institucionalizar uma forma
de interação com as escolas do sistema de ensino (BRASIL, 2002, p.
69).

E, se a licenciatura com habilitação em Língua Portuguesa na modalidade a
Distância habilita também, para titulação, professores em exercício nas redes de
ensino, como no caso da parceria com o Plano Nacional de Formação de
Professores

da

Educação

Básica-Parfor, conduzido

pela

Coordenação

de

Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), torna-se necessário que os
60

conhecimentos profissionais “sejam trabalhados num nível de profundidade que de
fato traga um ganho diferenciado” (BRASIL, 2002, p. 70) na possibilidade de o
professor compreender e atuar na profissão.
O núcleo de formação para a docência deve ser integralizado em 760 horas de
aulas, sendo: 700 horas de formação para a docência, 60 horas específicas da
Educação a Distância, além de 280 horas de Projetos Integradores e 400 horas de
estágio supervisionado, num total de 1.440 horas, conforme quadro abaixo:

61

Disciplina

Carga-horária

História da Língua Portuguesa

60 h/a

Fundamentos de Libras

60 h/a

Profissão Docente

60 h/a

Organização do Trabalho Acadêmico

80 h/a

Política e Organização da Educação Básica no Brasil

80 h/a

Desenvolvimento e Aprendizagem

80 h/a

Planejamento Curricular e Avaliação da Aprendizagem

80 h/a

Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho
80 h/a

Escolar
Pesquisa Educacional

60 h/a

Introdução à Educação a Distância

60 h/a

História e Cultura Afro-brasileira e indígena

60 h/a

Projetos Integradores

280 h/a

Estágio Supervisionado

400 h/a
Total

1.440 h/a

A integralização do curso compreende um total de 3.200 horas de aulasatividades. Essa forma de estruturação do curso permite ao aluno a participação na
sua própria formação, conforme sugere o Parecer CNE/CES 492/2001: “Os
princípios que norteiam esta proposta de Diretrizes Curriculares são a flexibilidade
na organização do curso de Letras e a consciência da diversidade/heterogeneidade
do conhecimento do aluno, tanto no que se refere à sua formação anterior, quanto
62

aos interesses e expectativas em relação ao curso e ao futuro exercício da
profissão” (p. 29).
Nesse sentido, o curso de Letras da FALE permite ao aluno flexibilidade no
que diz respeito à escolha de conteúdos, ou seja, as disciplinas do núcleo de
formação obrigatória de uma habilitação poderão ser computadas como disciplinas
do núcleo de formação eletivo para as demais. Isso facultará ao aluno a
possibilidade de concluir mais de uma habilitação, caso haja o reingresso e a
complementação de estudos relativos à formação específica de cada habilitação.

13.1.4 Disciplinas Eletivas

O Curso de Letras na modalidade a distância oferece ao discente disciplinas
eletivas que podem ser realizadas tanto no formato comum – a distância – como no
momento em que as disciplinas forem ofertadas no formato presencial, através do
sistema de tutoria (em que o professor presencial da disciplina orienta e avalia o
aluno do curso a distância). O aluno poderá também, dependendo de sua
disponibilidade

e

possibilidade

de

locomoção,

cursar

disciplinas

eletivas,

presencialmente, tanto no campi da Capital como nos interiorizados. O curso oferta
atualmente as seguintes disciplinas eletivas:

Disciplinas Eletivas (Mínimo de 300 horas)

Carga horária

Análise do discurso

60 h/a

Aquisição da escrita

60 h/a

Aquisição da linguagem

60 h/a

Arte, cultura e literatura dos países de língua espanhola.

60 h/a

Arte, cultura e literatura dos países de língua francesa.

60 h/a

Filologia Românica

60 h/a

Gramática textual do Português

60 h/a

63

Gramáticas e Ensino de Línguas

60 h/a

Introdução à Descrição e Análise Linguística

60 h/a

Introdução aos Estudos Clássicos

60 h/a

Introdução às línguas indígenas

60 h/a

Linguística Aplicada: práticas interativas do discurso

60 h/a

Literatura de língua portuguesa e outras linguagens

60 h/a

Literatura africana de língua portuguesa (Angola e Cabo
Verde)

60 h/a

Literatura Dramática

60 h/a

Literatura e Sociedade

60 h/a

Literatura Infanto-Juvenil

60 h/a

Mitologia Greco-romana

60 h/a

Literatura e Pensamento crítico na América Latina

60 h/a

Sociolinguística

60 h/a

Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação

60 h/a

Além disso, o curso prevê ainda 200 horas de Atividades Complementares e
80 horas do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

13.2 RESUMO DA ESTRUTURA CURRICULAR

Resumo da Estrutura Curricular
Núcleo Básico

Carga Horária
600 hrs

64

Núcleo de Formação do Conhecimento sobre a língua e
suas literaturas (obrigatórias e eletivas)

580 hrs

Núcleo de Formação para a Docência

1.440 hrs

Trabalho de Conclusão de Curso e Outras atividades

280 hrs

300 hrs

14. EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O Decreto n. 4.281 de 25 de junho de 2002, regulamenta a Lei no 9.795, de 27
de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras
providências.

A

Resolução

CNE/CP

nº

02/2012

define

formas

de

sua

implementação nos currículos dos cursos superiores.
Desta forma, o curso de Letras Português atende à legislação vigente, quando
da aplicação da temática ambiental na inclusão de conteúdos curriculares nas
diversas disciplinas obrigatórias e eletivas, no que tange principalmente a disciplina
de Leitura e produção de textos, ao tratar através de textos polêmicos e críticos
produzidos pelas principais autoridades na área.
Também ocorrem eventos institucionais realizados pela UFAL relacionadas a
educação ambiental.

15. RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E HISTÓRIA E CULTURA AFROBRASILEIRA, AFRICANA E INDÍGENA

O estudo das relações Étnico Raciais e História e Cultura Afro-brasileira,
Africana e Indígena é abordado nos conteúdos das disciplinas de Leitura e Produção
de Textos, Teoria Linguística 2, Linguística Aplicada, Literatura de Língua
Portuguesa 4, Introdução às línguas indígenas (eletiva), Literatura africana de língua
portuguesa (eletiva) e, principalmente, na disciplina História e cultura afro-brasileira e
indígena.
65

16. EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

O curso de Letras Português trata a temática de Educação de Direitos
Humanos de forma transversal nos conteúdos abordados nas disciplinas de Leitura
e Produção de Textos, Política e organização da educação básica no Brasil e
Desenvolvimento e Aprendizagem. O tema Educação em Direitos Humanos também
pode ser abordado em outras disciplinas de forma multidisciplinar e indireta.

17. LIBRAS

De acordo com o Art. 3º do Decreto n. 5.626 de 22 de dezembro de 2005, que
Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, e dispõe sobre a Língua
Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro
de 2000. O curso de Letras Português oferece a disciplina de Fundamentos de
Libras como disciplina obrigatória no 3o semestre do curso.

18 .ORDENAMENTO CURRICULAR

Quadro de Saberes da Licenciatura em Letras/Língua Portuguesa –
modalidade a distância

Módulo 1
Módulo 2

Primeiro

Semestre

Saberes Específicos da
Formação do Professor na UFAL

Saberes Específicos de Letras
Licenciatura em Português

Carga
horária

üIntrodução a EaD (60)

üLeitura e Produção de Texto
em Língua Portuguesa (80)

200 h

üTeoria Linguística 1 (60)
üProjetos Integradores 1 (40)

üTeoria da Literatura 1 (60)

üProfissão Docente (60)

üIntrodução à Língua
Estrangeira 1 (60)

220 h

66

Módulo 3
Módulo 4
Módulo 6
Módulo 8

üHistória da Língua Portuguesa
(60)

Módulo
10

üProjeto Pedagógico, Organização
e Gestão do Trabalho Escolar (80)

Módulo
11

Módulo 9

üProjetos Integradores 4 (40)

üPesquisa Educacional (60)

üProjetos Integradores 6 (40)

Módulo
13

180 h

200 h

üTeoria da Literatura 2 (60)
üLíngua Latina (80)
220 h
üLiteratura de Língua
Portuguesa 1 (80)

200 h

üLinguística Aplicada (80)

üProjetos Integradores 5 (40)

Módulo
14

üIntrodução à Língua
Estrangeira 2 (60)

üFundamentos de Libras (60)

Módulo 7

Módulo 5

üDesenvolvimento e
Aprendizagem (80)

Módulo
12

Segundo
Terceiro
Quarto
Quinto

üPolítica e Organização da
Educação Básica no Brasil (80)

üPlanejamento, currículo e
avaliação da aprendizagem (80)

Sétimo

üTeoria Linguística 2 (60)

üProjetos Integradores 2 (40)

üProjetos Integradores 3 (40)

Oitavo

Sexto

üOrganização do Trabalho
Acadêmico (80)

üFonologia do Português (80)
üDisciplina eletiva 1 (60)

220 h

üLiteratura de Língua
Portuguesa 2 (80)

180 h

üMorfologia do Português (80)
üDisciplina eletiva 2 (60)

220h

üLiteratura de Língua
Portuguesa 3 (60)

180 h

üEstágio Supervisionado 1 (80)

üSintaxe do Português (80)

üHistória e cultura afro-brasileira e
indígena (60)

200 h
üDisciplina eletiva 3 (60)
240 h

üEstágio Supervisionado 2 (80)

üLiteratura de Língua
Portuguesa 4 (60)

üEstágio Supervisionado 3 (80)

üSemântica do Português (60)

üProjetos Integradores 7 (40)

üDisciplina eletiva 4 (60)

240 h

üEstágio Supervisionado 4 (160)

üDisciplina eletiva 5 (60)

220 h

67

Carga Horária

2.920 h

Atividades
Acadêmico-Cientifico-Culturais

200 h

Trabalho de Conclusão de
Curso

80 h

Carga Horária Total

3.200 h

Ordenamento Curricular de Letras/Português a distância na UFAL
Carga horária
Período

1

Código

Disciplina

Obrigatória

Teórica

Prática

Semestral
Total

LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO EM LP

Sim

40

40

80

INTRODUÇÃO À LÍNGUA ESTRANGEIRA 1

Sim

30

30

60

TEORIA DA LITERATURA 1

Sim

60

-

60

TEORIA LINGUÍSTICA 1

Sim

60

-

60

PROFISSÃO DOCENTE

Sim

60

PROJETOS INTEGRADORES 1

Sim

-

40

40

INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

Sim

30

30

60

60

Total
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

Sim

60

20

80

INTRODUÇÃO À LÍNGUA ESTRANGEIRA 2

Sim

30

30

60

TEORIA DA LITERATURA 2

Sim

60

-

60

TEORIA LINGUÍSTICA 2

Sim

60

-

60

POL. E ORG. DA EDUC. BAS. NO BRASIL

Sim

70

10

80

Sim

-

40

ACADÊMICO

2

420h

PROJETOS INTEGRADORES 2

Total

3

FUNDAMENTOS DE LIBRAS

Sim

50

10

60

LITERATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA 1

Sim

70

10

80

LÍNGUA LATINA

Sim

70

10

80

LINGUÍSTICA APLICADA

Sim

60

20

80

DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM

Sim

70

10

80

PROJETOS INTEGRADORES 3

Sim

-

40

40

Total

4

40
380h

420h

FONOLOGIA DO PORTUGUÊS

Sim

70

10

80

LITERATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA 2

Sim

70

10

80

HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Sim

50

10

60

Sim

60

20

80

DISCIPLINA ELETIVA 1

Sim

40

20

60

PROJETOS INTEGRADORES 4

Sim

-

40

40

PLANEJAMENTO, CURRÍCULO E
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

68

Total

400

MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS

Sim

70

10

80

LITERATURA EM LÍNGUA PORTUGUESA 3

Sim

50

10

60

Sim

60

20

80

80

80
60

PROJETO PEDAGÓGICO, ORGANIZAÇÃO
E GESTÃO DO TRABALHO ESCOLAR
5

ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1

Sim

DISCIPLINA ELETIVA 2

Sim

40

20

Sim

-

40

PROJETOS INTEGRADORES 5

Total

40
400

SINTAXE DO PORTUGUÊS

Sim

70

10

80

LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA 4

Sim

50

10

60

PESQUISA EDUCACIONAL

Sim

30

30

60

ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2

Sim

80

80

DISCIPLINA ELETIVA 3

Sim

40

20

60

PROJETOS INTEGRADORES 6

Sim

-

40

40

Sim

30

30

60

6

HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA
E INDÍGENA

Total
SEMÂNTICA DO PORTUGUÊS

Sim

ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3

Sim

DISCIPLINA ELETIVA 4

Sim

7

PROJETOS INTEGRADORES 7

440
60
40

Sim

60
80

80

20

60

40

Total
ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV

Sim

DISCIPLINA ELETIVA V

Sim

8

40
240

40

Total

160

160

20

60
220

RESUMO DO ORDENAMENTO CURRICULAR
Disciplinas obrigatórias

2.220

Disciplinas eletivas

300

Estágio

400

TCC

80

AACC

200

TOTAL DA CHIC

3.200

Observação:
AACC – Atividades Acadêmico-Científico-Culturais
CHIC – Carga Horária de Integralização Curricular
TCC – Trabalho de Conclusão de Curso

69

19. INTEGRAÇÃO COM A REDE PÚBLICA DE ENSINO

A integração com a rede pública de ensino ocorre através dos Estágios
Supervisionados, além dos projetos de pesquisa ou extensão que visem o benefício
da sociedade e da educação.

20. ESTÁGIO SUPERVISIONADO

O Parecer CNE/CP 28/2001, ao estabelecer a duração e a carga horária dos
cursos de Licenciatura define que “o estágio curricular supervisionado deverá ser um
componente obrigatório da organização curricular das licenciaturas, sendo uma
atividade intrinsecamente articulada com a prática e com as atividades de trabalho
acadêmico” (p.11). O mesmo parecer estabelece um tempo mínimo legal para o
estágio de 400 horas.
O Estágio previsto no Curso de Letras licenciatura em Língua Portuguesa na
modalidade a distância está em consonância com a Lei n. 11.788 de 25/11/2008,
bem como com a RESOLUÇÃO Nº 004/2012 - FALE, de 15 de maio de 2012 (anexo
VIII deste PPC) que estabelece normas de realização, organização e estruturação
70

do estágio, além de atribuições dos envolvidos no processo e avaliação. Ademais,
no documento também consta: carta de apresentação, carta de recebimento do
relatório e carta de aceite.
O principal objetivo do estágio é que o aluno adquira experiência prática na
sua área de formação. A partir do quinto semestre, o aluno começa a realizar
atividades de estágio supervisionado, as quais se estendem até o último semestre.
O curso de Letras na modalidade a distância objetiva formar um profissional atuante,
crítico, capaz de transitar pelas esferas do saber, aliando conhecimento, valores
socioculturais e necessidades individuais dos alunos. Essa formação só pode ser
atingida através de uma prática que viabilize um real contato entre estágio e
instituições educacionais. É no seu local de estágio que o aluno poderá entender a
significação da escola e o laço que esta possui com sua comunidade, percebendo
como deve ajustar o conteúdo curricular adquirido no Ensino Superior à sala de aula
do Ensino Fundamental ou Médio.
Para o estabelecimento desse contato entre as ações do Estágio
Supervisionado e as Instituições Educacionais, o curso de Letras deve manter, de
acordo com os Referenciais para Formação de Professores (BRASIL, 1999, p. 124)
uma interação sistemática com escolas de ensino fundamental e médio, “tomandoas como referência para estudo, observação e intervenção”. O documento reafirma
essa articulação sugerindo o estabelecimento de parcerias e convênios com “um
conjunto de escolas do sistema de ensino”, compartilhando com elas ações e
projetos que atendam os interesses e demandas tanto das escolas quanto da
formação inicial dos professores em curso.
Quanto à modalidade de formação profissional a distância, esses Referenciais
(BRASIL, 1999, pp. 133. 134) apresentam indicações para que se assegure a
necessária qualidade dessa formação. Destacam-se aqui alguns pontos:
•

A necessidade de espaços presenciais (não só para exames e
avaliações finais) com formadores que sejam “parceiros experientes dos
professores”, em pequenos grupos e com periodicidade pelo menos
quinzenal. Esse acompanhamento em grupos precisa ser assumido
pelos tutores e por alunos/professores mais experientes do grupo,

71

visando uma vivência “da interlocução requerida pelo trabalho do
professor”.
•

Além desses momentos presenciais, a necessidade de o programa de
formação a distância disponibilizar, como condição para uma formação
profissional

efetiva,

materiais

(textos,

vídeos,

programas

de

computador, cadernos de atividades, entre outros), acervo de livros para
estudo e pesquisa; além da disponibilização de espaço para encontros
eventuais de formação.
•

A organização de um grupo que estruture, sistematize e operacionalize
as ações previstas para o estágio na modalidade a distância;

•

O incentivo à utilização de meios de comunicação diferenciados para
favorecer a interlocução entre os participantes, como cartas, telefone,
rádio, internet (e-mails, redes sociais e blogs);

•

O desenvolvimento de uma avaliação processual, acompanhando a
habilidade de instrumentos no uso de plataformas e outros instrumentos
utilizados na educação a distância.

Nos cursos de modalidade a distância aprovados pelo atendimento ao Plano
Nacional de Formação de Professores da Educação Básica-Parfor, conduzido pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), as
escolas das quais os alunos fazem parte podem, especificamente, ser tomadas
como parceiras para o desenvolvimento dessas atividades. Para esses professores
já em exercício, os Referenciais para Formação de Professores (BRASIL, 1999, p.
131) afirmam a necessidade “de potencializar a tematização da prática que já
realiza, tomando-a como objeto de reflexão e também garantir a possibilidade de
observação de outras experiências”. Desse modo, ter a prática como tema para
discussão e reflexão deve ser o ponto de partida das atividades do Estágio
Supervisionado na modalidade a distância, tendo em vista a participação de
professores em exercício no curso de Letras.
Essa possibilidade de discussão justifica, e vale ressaltar aqui, uma
observação anexada ao Parecer CNE/CP 28/2001 que estabelece duração e carga
horária dos cursos de Licenciatura: “Os alunos que exerçam atividade docente

72

regular na educação básica poderão ter redução da carga horária do estágio
curricular supervisionado até o máximo de 200 (duzentas) horas” (p. 16).
A Instrução Normativa Prograd/Fórum das Licenciaturas N. 01 de 27 de
setembro de 2013 que disciplina a redução de carga horária para os alunos de
licenciatura da UFAL que exercem atividade docente regular na Educação Básica
determina, no inciso III do art. 6º, que essa atividade ou disciplina seja “equivalente à
atividade docente regular efetivamente em exercício”. Para isso, o Art. 6º também
delimita como especificidades para a dispensa do aluno:
I – o tempo do exercício de atividade docente regular será
regulamentado pelo colegiado de cada curso;
II – cabe ao aluno apresentar vínculo de trabalho, regular e vigente,
contratual ou estatutário, junto aos órgãos do respectivo sistema de
ensino ou à unidade escolar;
III- considera-se exercício de atividade docente na educação básica,
atividade ou disciplina equivalente à atividade docente regular
efetivamente em exercício;
IV- se a atividade docente regular exercida pelo aluno corresponder à
atividade docente a que o seu curso de Licenciatura habilita e seja
concomitante a realização do estágio e no nível de ensino do estágio.
Parágrafo Único: Não serão consideradas atividades docentes
exercidas sob a forma eventual de estágio curricular não obrigatório
ou de trabalho voluntário.”

Essas 200 (duzentas) horas não implicam a dispensa do aluno de uma ou
mais das quatro disciplinas de Estágio Supervisionado (1, 2, 3 e 4), mas na
diminuição da carga horária de docência em sala de aula, ação característica do
Estágio 3 – docência no Ensino Fundamental e do Estágio 4 – docência no Ensino
Médio (conforme ementas dessas disciplinas, adiante).
O aproveitamento das horas de estágio curricular supervisionado será
aprovado pelo Colegiado de Curso, ouvidos os professores envolvidos e o
Coordenador de Curso.
O Estágio Supervisionado no curso de Letras na modalidade a distância
envolve

quatro

momentos:

prática

inicial,

prática

intermediária,

processos

pedagógicos e prática docente, definidas a seguir:
A prática inicial envolve observação em sala de aula de Língua Portuguesa e
de Literatura, em escolas. Essas observações envolvem também o uso de recursos
tecnológicos como o uso de áudios e vídeos educacionais, para a reflexão sobre a
73

prática. Nesse momento, os alunos podem também planejar, acompanhar ou
desenvolver pequenos projetos temáticos (sondagem e avaliação de escrita; jogos
de linguagem; processo de produção textual; audição e leitura de um determinado
gênero textual, uso de materiais institucionais, como: o livro didático e o dicionário
escolar adotados nas escolas; acervos literários e instrucionais da biblioteca escolar,
entre outros).
A prática intermediária envolve, além da observação, a pesquisa educacional
e a coparticipação em sala de aula, visando a promoção de práticas de transposição
didática dos conteúdos do curso, de modo a preparar os alunos para o efetivo
exercício da docência nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Essas práticas, podem envolver, também: a) análise de materiais didáticos
existentes no mercado e de suas aplicações; b) elaboração de materiais didáticos e
paradidáticos que visam a subsidiar as atividades do estágio; e c) investigações em
bibliotecas e centros de documentação5.
A participação em processos pedagógicos envolve, além da observação e
da pesquisa educacional, uma participação mais efetiva (como atendimento a grupos
de alunos que estejam em dificuldade ou atendimento na biblioteca etc.) ou regência
acompanhada, em sala de aula das séries finais do ensino fundamental ou do
Ensino Médio.
A prática docente envolve observação, coparticipação e docência com aulas
supervisionadas e avaliadas por professor regente de turmas das séries finais do
Ensino Fundamental (no Estágio 3) e no Ensino Médio (Estágio 4) da escola
escolhida para estágio, a partir de documento de avaliação.
Essas quatro etapas, diretamente relacionadas a cada semestre letivo da
carga horária do estágio, não precisam acontecer de forma isolada ou estanque. A
reflexão sobre a prática pode surgir tanto da observação de uma atividade registrada
em vídeo quanto da observação/participação direta na sala de aula. Desse modo,
todas as atividades do estágio devem estar diretamente articuladas com a prática e
todas as atividades desenvolvidas ao longo do estágio devem ser relatadas em um
Relatório Final, do qual devem constar:

5

Práticas já desenvolvidas no Curso de Graduação em Letras do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL)
da Unicamp – São Paulo, conforme apresentado no Projeto Pedagógico atual do Curso.

74

•

Apresentação: situar a disciplina e a discussão teórica de base, de
acordo com o tema selecionado e desenvolvido. Ex: Produção escrita –
Ortografia - Dificuldades da aprendizagem em LP - Avaliação em leitura
etc.; local de realização do estágio, objetivos previamente traçados;
como a proposta foi elaborada, dificuldades encontradas no início do
estágio e como foi possível seguir o planejamento, etapas da atividade
programada e as adaptações que foram feitas.

•

Caracterização da escola - Dados Gerais: Identificação da Escola: campo
de estágio (nome completo da escola; localização; níveis e modalidades
de

ensino;

turnos

de

funcionamento).

Instalações

da

Escola:

infraestrutura e recursos materiais (Biblioteca-dimensões, acervo,
capacidade, uso, tipo de atendimento; Sala de informática e recursos
tecnológicos;

distribuição

dos

espaços

e

serviços

de

apoio).

Organização do trabalho escolar: calendário escolar; horários de
funcionamento; índices de evasão e repetência. Prática Sócio-PolíticoPedagógica: identificar a existência de projetos e/ou programas em
desenvolvimento; planejamento: como é feito, quem participa; entrevista
com representantes da direção, coordenadores, professores.
•

Diário de Campo: descrição e reflexão sobre o trabalho desenvolvido –
observação ou regência - registrando os conteúdos abordados, as
metodologias, as estratégias adotadas e as avaliações empregadas, as
datas de realização e os tipos de atividades observadas e/ou
desenvolvidas.

•

Análise de dados e produtos de aprendizagem: relatório que pode
ser feito por grupo de atuação (mais ou menos quatro a oito alunos que
se revezam nas atividades na Escola). Nessa parte do Relatório, cada
aluno ou dupla desenvolve a análise de um produto, resultado do
trabalho desenvolvido na Escola: versões de textos, manuscritos,
comparação de atividades etc., tendo como base teórica os conceitos
discutidos na disciplina e no curso.
75

•

Comentários finais: o aluno pode abordar questões, tais como a
importância do estágio para a formação; dificuldades encontradas e
como elas foram superadas; e sugestões para a melhoria do ensino e
da aprendizagem naquele contexto do estágio.

•

Referências: autores citados no relatório e nas notas de rodapé.

•

Anexos: material didático usado pelo professor; produção dos alunos
durante as aulas ou atividades do período de estágio; registro
fotográfico, entre outros materiais ou documentos.

Será escolhido, dentre os professores que compõem o colegiado do curso, um
coordenador de estágio para o curso de Letras – Língua Portuguesa na modalidade
a distância, a quem caberá o acompanhamento das atividades de estágio.
O estágio poderá ser interrompido se houver trancamento de matrícula;
mudança de curso; e se o aluno deixar de frequentar o curso regularmente.
As demais condições e prerrogativas para o estágio curricular obrigatório e
não-obrigatório seguem a resolução Nº 71/2006-CONSUNI/UFAL, de 18 de
dezembro de 2006, que disciplina os estágios curriculares dos cursos de graduação
da UFAL.

21. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Além da integralização em aulas/atividades previstas para o Curso de Língua
Portuguesa, é ainda condição para a finalização do curso a apresentação de um
Trabalho de Conclusão de Curso. O TCC corresponde a 80 horas-aula, que serão
integralizadas na carga-horária total do curso.
Esse trabalho – realizado individualmente - deve constituir resultado de uma
pesquisa desenvolvida pelo aluno sobre tema na área de estudos linguísticos ou

76

literários, ensino-aprendizagem de português língua materna e de literatura de língua
portuguesa. A pesquisa apresentada como Trabalho de Conclusão de Curso poderá
ter o formato de Monografia ou Artigo Científico.
A pesquisa de que resultará o TCC deverá ser iniciada no quinto semestre do
curso e será acompanhada por um professor-orientador e supervisionada pelo
coordenador do TCC, professor designado especialmente para esta função, a quem
compete ainda o encaminhamento de todos os procedimentos necessários para o
adequado desenvolvimento do trabalho pelo aluno.

22. ATIVIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICO-CULTURAIS

O aluno de Letras a distância da UFAL, além das atividades e aulas
obrigatórias previstas para sua formação, pode ainda participar de programas de
pesquisa e extensão, como outras atividades complementares a sua qualificação
profissional. No curso de Letras da UFAL, há dois programas de pesquisa para os
graduandos: o PET e o PIBIC.
O Programa Especial de Treinamento (PET) é um programa que visa à
formação de grupos de tutoriais de aprendizagem em cursos de graduação. Tem
como objetivo oferecer uma formação acadêmica de excelente nível, visando à
formação do profissional crítico e atuante; promover a integração da formação
acadêmica com a futura atividade profissional, especialmente no caso de carreira
universitária;

estimular

a

melhoria

do

ensino

de

graduação

através

de:

desenvolvimento de novas práticas e experiências pedagógicas no âmbito do curso;
atuação dos bolsistas como agentes multiplicadores disseminando novas ideias e
práticas entre o conjunto dos alunos do curso; interação dos bolsistas do Programa
com os corpos docente e discente da instituição em nível de pós-graduação; a
participação em atividades características de programas de pós-graduação6.
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), financiado
pelo CNPQ, pela FAPEAL (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas)
e pela própria UFAL, é um programa centrado na iniciação científica de novos
talentos em todas as áreas do conhecimento. É voltado para o aluno de graduação,
6

PET/Letras/UFAL: www.ufal.chla/petletras.

77

como incentivo a sua formação. Privilegia a participação ativa de bons alunos em
projetos de pesquisa com qualidade acadêmica, mérito científico e orientação
adequada, individual e continuada, que culminam com um trabalho final avaliado e
valorizado.
Os objetivos das atividades de pesquisa previstas por esses programas estão
em consonância com os objetivos do Programa de Pós-Graduação em Letras e
Linguística (PPGLL), oferecido pela Faculdade de Letras, o que permite grande
integração entre graduação e pós.
No tocante à extensão, é possível a participação, além de programas pontuais,
desenvolvidos pelos professores do curso, em mais dois programas permanentes de
extensão nos quais os graduandos podem desenvolver atividades a serem
creditadas na sua vida acadêmica: as Casas de Cultura e o Núcleo de Estudos
Indígenas (NEI).
O Casas de Cultura é um programa de extensão permanente desenvolvido
pela Faculdade de Letras que tem como objetivo oferecer curso de línguas
estrangeiras modernas, em nível básico, intermediário e avançado, para a
sociedade, e possibilitar a criação de um espaço de vivência de ensino de línguas
estrangeiras para os alunos dos cursos de graduação e pós, mantidos pela Unidade.
Nesse programa, os graduandos e pós-graduandos em Letras, sob a devida
orientação de um professor, podem participar como professor-bolsista, em regime de
estágio, curricular ou não, como monitor, auxiliando o professor titular no preparo de
aulas e material didático, entre outras atividades.
O Núcleo de Estudos Indígenas, também vinculado à Faculdade de Letras,
pretende incentivar estudos e pesquisas relacionados ao índio brasileiro,
abrangendo os mais variados aspectos das ciências humanas. Os objetivos do
Núcleo são:
- Incentivar estudos e pesquisas sobre a linguagem do índio e seus agentes
condicionadores;
- Realizar pesquisas sobre temas relacionados com os índios brasileiros,
abrangendo aspectos das Ciências Humanas: linguísticos, literários, antropológicos,
religiosos, de saúde; das Artes: música, artes plásticas, etc.;

78

- Promover exposições, conferências e ciclos de debates sobre temas
indígenas;
- Divulgar os resultados dos estudos e pesquisas realizadas;
- Estabelecer intercâmbio com entidades locais e nacionais que se dedicam
também ao estudo do índio brasileiro, e se fazer representar, quando necessário, no
cenário nacional em prol das causas indigenistas.

23. EMENTÁRIO E BIBLIOGRAFIA DO CURSO

23.1 EMENTAS E BIBLIOGRAFIA DAS DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS

Disciplina: LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO EM LÍNGUA PORTUGUESA (80
HORAS)
Ementa:
Prática de leitura e produção de texto, de diversos gêneros, em português,
fundamentadas no conceito de linguagem como atividade interlocutiva e no texto
como unidade básica significativa na língua.
Tema transversal:
A prática de leitura e produção irá englobar também a reflexão acerca das relações
entre língua, história, cultura e sociedade, com destaque especial para as questões
étnico-raciais que remetem aos afrodescendentes e aos povos indígenas no Brasil.
Além disso, a disciplina é um espaço fundamental para se discutir temas atuais
relacionados à educação ambiental e aos direitos humanos, através de textos
polêmicos produzidos pelas principais autoridades na área.
Bibliografia básica:
ANTUNES, I. Lutar com palavras – coesão e coerência. São Paulo: Parábola
Editorial, 2005.
FARACO, C.A.; TEZZA, C. Pratica de texto: lingua portuguesa para nossos
estudantes. 5.ed. Petrópolis: Vozes, 1996. 243p ISBN 8532608426 : (Broch.)
KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. Desvendando os segredos do texto. 2. ed. :
Cortez, c2002. 168 p ISBN 8524908378 (Broch.).
Bibliografia complementar:
BRUM, E. Índios, os estrangeiros nativos. Publicado em: Revista Época, 10.06.2013.
CAVALLEIRO, E. (org.) Racismo e anti-racismo na educação: repensando a nossa
escola. São Paulo: Solo Negro, 2001.
GARCIA, O. Comunicação em prosa moderna. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio
Vargas, 1997.

79

LAYRARGUES, P. P.; CASTRO, R. S.; LOUREIRO, C. F. B. Repensar A Educação
Ambiental - Um Olhar Crítico. São Paulo: Cortez, 2009.
SANTOS, I. A. A. Direitos humanos e as práticas de racismo: o que faremos com os
brancos racistas? Tese de doutoramento. Universidade de Brasília, 2009.

Disciplina: TEORIA DA LITERATURA 1 (60 HORAS)
Ementa:
Reflexão sobre fundamentos da teoria da literatura, natureza e função de seu objeto
e conceituação dos gêneros literários, desde a Antiguidade aos estudos
contemporâneos, com base na análise de textos teórico-críticos.
Bibliografia básica:
ARISTÓTELES; H.; LONGINO. A poética clássica. São Paulo: Cultrix, 1977.
PLATÃO. Diálogos III: A república. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.
SOARES, A. Gêneros literários. São Paulo: Ática, 1989.
Bibliografia complementar:
GONÇALVES, M. T.; BELLODI, Z. C. Teoria da literatura “revisitada”. Petrópolis:
Vozes, 2005.
PERRONE-MOISÉS, L. A criação do texto literário. In: PERRONE-MOISÉS, L.
Flores da escrivaninha: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
REIS, C. & LOPES, A. C. M. Dicionário de Teoria da Narrativa. São Paulo: Ática,
1988.
SAMUEL, R. Manual de Teoria Literária (Org.) Petrópolis: Vozes, 1985.
SOUZA, R. A. Teoria da literatura. São Paulo: Ática, 1986.
Disciplina: TEORIA LINGUÍSTICA 1 (60 HORAS)
Ementa:
Panorama geral dos fenômenos da linguagem e suas abordagens, dos estudos
tradicionais à teoria linguística. Pressupostos teórico-metodológicos das correntes
teóricas da Linguística moderna.
Bibliografia básica:
MUSSALIM, F. e BENTES, A. C. Introdução à Linguística – domínios e fronteiras 1.
São Paulo: Cortez, 2001.
MUSSALIM, F. e BENTES, A.C. Introdução à Linguística – domínios e fronteiras 2.
São Paulo: Cortez, 2001.
MUSSALIM, F. e BENTES, A.C. Introdução à Linguística – fundamentos
epistemológicos 3. São Paulo: Cortez, 2004.
Bibliografia complementar:
FIORIN, J. L. Introdução à linguística. São Paulo: Contexto, 2002.
FROMKLIN, V. Introdução à linguística. Lisboa: Almedina, 1997.
LYONS, J. Linguagem e Linguística. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.

80

MATTOSO CÂMARA Jr., J. Princípios de Linguística Geral. Rio de janeiro: Ao livro
técnico, 1998.
SAUSSURE, F. Curso de Linguística Geral. São Paulo: Cultrix, 1970.
Disciplina: PROFISSÃO DOCENTE (60 HORAS)
Ementa:
A constituição histórica do trabalho docente. A natureza do trabalho docente.
Trabalho docente e relações de gênero. A autonomia do trabalho docente. A
proletarização do trabalho docente. Papel do Estado e a profissão docente. A
formação e a ação política do docente no Brasil. A escola como locus do trabalho
docente. Profissão docente e legislação.
Bibliografia básica:
CHARLOT, B. Formação dos professores e relação com o saber. Porto Alegre:
ARTMED, 2005.
LESSARD, C. e TARDIF, M. O trabalho docente. SP: Vozes, 2005.
NÓVOA, A. (Org.) Vidas de Professores. Porto, Portugal: Porto, 1992.
Bibliografia complementar:
ALVES, N. Formação de professores: o pensar e o agir. 2 ed. São Paulo: Cortez,
1993.
ARROYO, M. Ofício de Mestre. São Paulo: Vozes, 2005.
COSTA, M. V. Trabalho docente e profissionalismo. Porto alegre: Sulina, 1996.
ESTRELA, M. T. (Org.) Viver e construir a profissão docente. Porto, Portugal: Porto,
1997.
PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artes
Médicas Sul, 2000.

Disciplina: INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (60 HORAS)
Ementa:
A modalidade de EaD: histórico, características, definições, regulamentações. A EaD
no Brasil. A Mediação pedagógica na modalidade EaD. Organização de situações de
aprendizagem. Ambientes Virtuais de ensino-aprendizagem. Atividades de Prática
como Componente Curricular. Aplicativos: processadores de textos, bancos de
dados e planilha eletrônica; internet e páginas web; correio eletrônico: uso
corporativo, atividades em grupo. Noções de arquivamento de dados. Ferramentas
para navegação.
Bibliografia Básica:
BELLONI, M. L. Educação a Distância. Campinas, SP: Autores Associados, 2009.
LITTO, F. M. Aprendizagem a Distância. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de
São Paulo, 2010.
MERCADO, L. P. L. Integração de mídias nos espaços de aprendizagem. Em aberto,
Brasília, v. 22, n. 79, p. 17-44, 2009.
81

Bibliografia complementar:
DEMO, P. Educação Hoje. "Novas" Tecnologias, pressões e oportunidades. São
Paulo: Editora Atlas, 2009.
KENSKI, V. M. Educação e tecnologias. O novo ritmo da informação. Campinas, SP:
Papirus, 2007.
MORAN, J. M. A educação que desejamos. Novos desafios e como chegar lá.
Campinas: Papirus Editora, 2007.
SEABRA, C. Tecnologias na escola. Como explorar o potencial das tecnologias de
informação e comunicação na aprendizagem. Porto Alegre: Telos Empreendimentos
Culturais / Instituto Claro, 2010.
TORI, R. Educação sem distância. As tecnologias interativas na redução de
distâncias em ensino e aprendizagem. São Paulo: Editora SENAC São Paulo/Escola
do Futuro, USP, 2010.

Disciplina: HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA (60 HORAS)
Ementa:
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais e
para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena a partir das
leis regulamentadoras de n. 9.394/96, 10.630/03 e 11.645/08. As culturas africana e
indígena na literatura e história brasileiras. Retrospectiva da história da África e dos
africanos; O contato entre o europeu e o africano e a chegada dos africanos no
Brasil; As diversas formas e tipos de escravidão. Os negros e sua luta no Brasil. A
história de um povo resistente. A cultura negra e a cultura indígena. Influência no
Brasil. A formação da sociedade nacional.
Tema transversal:
Questões étnico-raciais.
Bibliografia básica:
BOAHEN, A. A. (ORG.) História geral da África: África Sobre Dominação
Colonial. Tradução de João Alves dos Santos. São Paulo: Ática, Paris: UNESCO,
1991.
SILVA, A. C. A discriminação do negro no livro didático. Salvador: EDUFBA, 1995.
______. Desconstruindo a discriminação do negro no livro didático. Salvador:
EDUFBA, 2005.
Bibliografia complementar:
BRANDÃO, C. J. B. A cena do Dia do Índio na TV. Rio de Janeiro: Museu do Índio,
2010.
BRASIL. Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03.
Brasília: Ministério da Educação, 2005.
BRUM, E. Índios, os estrangeiros nativos. Publicado em: Revista Época, 10.06.2013.
CAVALLEIRO, E. (org.) Racismo e anti-racismo na educação: repensando a nossa
escola. São Paulo: Solo Negro, 2001.
TIRADENTES, J. A; SILVA, D. R. Sociedade em construção: história e cultura afrobrasileira (o negro na formação da sociedade brasileira). São Paulo: Direção
Cultural, 2008.
82

Disciplina: PROJETOS INTEGRADORES
Ementa:
Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo estruturado a partir de
atividades interdisciplinares em conformidade com a especificidade do curso.
Bibliografia básica: Ver anexo VI
Disciplina: ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO
Ementa:
As Ciências e o Conhecimento Científico: sua natureza e o modo de construção nas
Ciências Humanas e Sociais. Diferentes formas de conhecimento da realidade. A
construção do conhecimento científico e a pesquisa em educação. Aspectos
técnicos do trabalho científico. Diretrizes para a leitura, análise e interpretação de
textos.
Bibliografia básica:
ALVES – MAZOTTI, A. J.; GWANDSZNAJDER, F. O método nas Ciências naturais e
sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998.
BRANDÃO, Z. (org.) A crise dos paradigmas e educação. São Paulo: Cortez, 1994.
RAMPAZZO, L. Metodologia Científica. São Paulo: Loyola, 2002.
Bibliografia complementar:
CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez, 1995.
CRUZ, A. C.; MENDES, M. T. R. Trabalhos Acadêmicos, dissertações e teses:
estrutura e apresentação. Niterói/RJ: Intertexto, 2004.
FAZENDA, I. (Org.) Novos enfoques da pesquisa educacional. São Paulo: Cortez,
1994.
LAVILLE, C. e DIONNE, J. Construção do Saber: manual de metodologia da
pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda; Belo
Horizonte: Editora UFMG, 1999.
PÁDUA, E. M. M. Metodologia da pesquisa. Campinas/SP: Papirus, 2000.
Disciplina:INTRODUÇÃO À LINGUA ESTRANGEIRA 1 (60 HORAS)
Ementa:
Desenvolvimento das quatro habilidades (produção de atos de fala, recepção de
atos de fala, produção escrita e compreensão de leitura), em língua estrangeira, e
das competências Linguística e comunicativa via fundamentação lexical, fonética,
fonológica, sintática, semântica e pragmática, em nível introdutório 1.
Bibliografia Espanhol básica:
CHOZAS, D. y DORNELES, F. Dificultades del español para brasileños. Madrid: SM,
2003. (capítulos seleccionados).

83

DUARTE, C. A. Diferencias de usos gramaticales entre español/português. Madrid:
Edinumen, 1999. (capítulos seleccionados).
NÚÑEZ ROMERO-LINARES, B. Tus pasatiempos de los verbos españoles. Práctica
de las formas verbales. Madrid: Edinumen, 2000.
Bibliografia complementar:
ARAGONÉS, L. y PALENCIA, R. Gramática de uso de español para extranjeros.
Madrid: SM, 2003. (capítulos seleccionados).
CALZADO, A. Gramática Esencial – Con el español que se habla hoy en España y
en América Latina. Madrid: SM, 2002. (capítulos seleccionados).
FLAVIÁN, E. y ERES F.. Minidicionário EspanholPortuguês/Português-Espanhol.
São Paulo: Ática, 1994.
GONZÁLEZ H. A (et alli). Gramática de español lengua extranjera. Madrid: Edelsa,
1996.
MATTE BON, F. Gramática comunicativa del español. 2 tomos. Madrid: Edelsa,
1998.

Bibliografia Inglês básica:
CLANDFIELD, L. Straightforward: elementary student’s book. Macmillan: Oxford,
2006.
FLETCHER, C. Pronunciation dictionary: study guide. Essex, UK: Longman, 1990.
HANDBOOK of the International Phonetic Association: a guide to the use of the IPA.
Cambridge: Cambridge University, 1999.
Bibliografia complementar:
AZAR, B. S. Understanding and Using English Grammar. Englewoodcliffs : Longman,
1999.
_____. Understanding and Using English Grammar: Workbook. Englewoodcliffs :
Longman, 2000.
LEECH, G.; SVARTVIK, J. A communicative grammar of English. London: Longman,
1975.
SILVERSTAIN, B. Perfecting the sounds of American English: includes a complete
guide to the IPA. Illinois, USA: NTC, 1997.
SWAN, M. Practical English usage. Oxford: OUP, 1980.
Disciplina: INTRODUÇÃO À LINGUA ESTRANGEIRA 2 (60 HORAS)
Ementa:
Paralelamente e simultaneamente ao trabalho com as competências e habilidades
básicas, necessárias ao desempenho linguístico-comunicativo satisfatório nos
processos de interação social, a disciplina busca ampliar e consolidar o trabalho
desenvolvido ao longo do primeiro semestre.
Bibliografia Espanhol básica:
CHOZAS, D. y DORNELES, F. Dificultades del español para brasileños. Madrid: SM,
2003. (capítulos seleccionados).

84

DUARTE, C. A Diferencias de usos gramaticales entre español/português. Madrid:
Edinumen, 1999. (capítulos seleccionados).
NÚÑEZ ROMERO-LINARES, B. Tus pasatiempos de los verbos españoles. Práctica
de las formas verbales. Madrid: Edinumen, 2000.
Bibliografia complementar:
ALARCOS LLORACH, E. Gramática de la lengua española. Madrid: Espasa-Calpe,
2001.
ARAGONÉS, L. y PALENCIA, R. Gramática de uso de español para extranjeros.
Madrid: SM, 2003. (capítulos seleccionados).
CALZADO, A. Gramática Esencial – Con el español que se habla hoy en España y
en América Latina. Madrid: SM, 2002. (capítulos seleccionados).
CASTRO VIUDEZ, F. Uso de la gramática. (intermedio). Madrid: Edelsa, 2000.
MILANI, E. M. Gramática de espanhol para brasileiros. São Paulo: Saraiva,
1999.
Bibliografia Inglês básica:
BIBER, D., CONRAD, S. & LEECH, G. Student grammar of spoken and written
English. Longman, 2004.
OSHIMA, A & HOGUE, A. Writing academic English. Edição, London/New York:
Longman, 1999.
SWAN, M. Practical English usage. Oxford: OUP, 1980.
Bibliografia complementar:
BIBER, D.; CONRAD, S.; LEECH,G. Longman student grammar of written and
spoken English. London/New York: Longman, 2002.
HINKEL, E.; FOTOS, S. (Ed.). New Perspectives on grammar teaching in second
language classroom. Mahwah: Lawrence Erlbaum. 2002.
HUTCHINSON, T. Lifelines Intermediate. Oxford: OUP. 1997.
JONES, L. New Cambridge advanced English. Cambridge:CUP, 1998.
MCCARTHY, M. Spoken language and applied linguistics. Cambridge; New York,
NY: Cambridge University Press, 1998
Disciplina: TEORIA DA LITERATURA 2 (60 HORAS)
Ementa:
Estudo das correntes críticas do século XX, tanto as de caráter imanente
(Formalismo Russo, New Criticism) quanto as que relacionam a análise da literatura
a fatores externos (crítica sociológica, psicológica), com base em leituras teóricocríticas e respectivos suportes literários.
Bibliografia básica:
CANDIDO, A. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 5. ed. rev.
São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
MARTINS, M. H. (Org.) Rumos da crítica. São Paulo: Editora Senac São Paulo; Itaú
Cultural, 2000.
SCHWARZ, R. Que horas são? ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
85

Bibliografia complementar:
AUERBACH, E. Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental. 2a.
ed., São Paulo: Perspectiva, 1987 [Estudos].
BAKHTIN, M. Questões de Literatura e de Estética. A Teoria do Romance. São
Paulo: Hucitec, 1988.
BORGES, J. L. Esse ofício do verso. Trad. São Paulo, Companhia das Letras, 2000
CORTÁZAR, J. Alguns aspectos do conto e Do conto breve e seus arredores. In.:
___. Valise de Cronópio. 2. ed., Trad. Davi Arrigucci Júnior. São Paulo: Perspectiva,
1993. [Debates], p. 147-164.
CANDIDO, A. et al. A personagem de ficção. 7. Ed., São Paulo: Perspectiva, 1985.
[Debates]
Disciplina: TEORIA LINGUÍSTICA 2 (60 HORAS)
Ementa:
Estudo de tendências teóricas linguísticas contemporâneas pós-estruturalistas, que
relacionam os aspectos linguísticos e os sociais, seja através da noção de variação
(Sociolinguística Laboviana), da interação qualitativa (Sociolinguística Interacional),
do enunciado como unidade de análise (Teorias da Enunciação e da Pragmática), do
texto como unidade de análise (Linguística textual) e do discurso (as diferentes
análises do discurso).
Tema transversal:
1. Relações étnico-raciais.
2. Cultura afro-brasileira.
Bibliografia básica:
BENVENISTE, E. Problemas de Linguística Geral II.Campinas: Pontes, 1989.
FIORIN, J. L. Introdução à Linguística – II Princípios de análise. São Paulo:
Contexto, 2003.
TARALLO, F. A pesquisa Sociolinguística. São Paulo: Ática, 1986.
Bibliografia complementar:
BRANDÃO, Helena H. Nagamine. Introdução à Análise do discurso. Campinas:
Editora da UNICAMP, 1993.
GIORGI, M. C.; BIAR, L. A.; BORGES, R. C. S. Estudos da linguagem e questões
étnico-raciais: contribuições e limites. Revista da ABPN. v7, n. 17, p. 202-218, jul-out
2015.
PEREIRA, M. C. A escola em contexto sociolinguisticamente complexo e o
apagamento das minorias étnico-linguísticas na perspectiva do letramento. Olhar de
professor. Ponta Grossa, 5 (1): 47-56, 2002.
PETTER, M.M.T. Talvez sejam africanismos. Estudos Lingüísticos XXIX – GEL,
– Grupo de estudos Lingüísticos do Estado de São Paulo. v. 1: 713-718, 2000.
RAIMUNDO, J. O elemento afro-negro na língua portuguesa. Rio de Janeiro:
Renascença, 1933.
Disciplina: POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
(80 HORAS)
86

Ementa:
A Educação escolar brasileira no contexto das transformações da sociedade
contemporânea. Análise histórico-crítica das políticas educacionais, das reformas de
ensino e dos planos e diretrizes para a educação escolar brasileira. Estudo da
estrutura e da organização do sistema de ensino brasileiro em seus aspectos legais,
organizacionais, pedagógicos, curriculares, administrativos e financeiros,
considerando, sobretudo a LDB (Lei 9.394/96) e a legislação complementar
pertinente.
Tema transversal:
1. Direitos humanos.
Bibliografia básica:
AGUIAR, M. A. A formação do profissional da educação no contexto da reforma
educacional brasileira. In: FERREIRA, N. S. C. (org.) Supervisão educacional para
uma escola de qualidade. 2ª ed. – são Paulo: Cortez, 2000.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília. Conselho
Nacional de Educação, 2001.
VERÇOSA, E. G. (org.) Caminhos da Educação da Colônia aos Tempos Atuais.
Maceió/São Paulo: Ed. Catavento, 2001.
Bibliografia complementar:
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. 2ª ed. Rio de janeiro:
Expressão e Cultura, 2002.
BRZEZINSKI, I. (Org.) LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. São
Paulo: Cortez, 2000.
CARVALHO, J. S. F. Educação, cidadania e direitos humanos. São Paulo: Vozes,
2004.
FÁVERO, Osmar (Org.) A educação nas constituintes brasileiras (1823-1988). 2ª ed.
Campinas, SP: autores Associados, 2001.
LIBÂNEO, J. C.; OLIVEIRA, J. F. ; TOSCHI, M. S. Educação Escolar: políticas,
estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2005.
Disciplina: FUNDAMENTOS DE LIBRAS (60 HORAS)
Ementa:
Estudo dos fundamentos da Língua Brasileira de Sinais (Libras), com noções
práticas de sinais e interpretação, destinado às práticas pedagógicas na educação
inclusiva.
Bibliografia básica:
BRITO, L. F. Por uma gramática de Língua de Sinais. Rio de Janeiro: Tempo
Brasileiro: UFRJ, Departamento de Linguística e Filologia, 1995.
FELIPE, T. A. Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista. Brasília:
Programa nacional de apoio à educação dos surdos, MEC; SEESP; 2001.
QUADROS, R. M., KARNOPP, L. B. Línguas de sinais brasileira: estudos
linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.
87

Bibliografia complementar:
DIAS, V. L. L. Rompendo a barreira do silêncio: interações de uma aluna surda
incluída em classe do ensino fundamental. Dissertação (Mestrado em Educação),
Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2007.
FELLIPPE, T. Libras em contexto. MEC/FENEIS, Brasília, 2006.
LACERDA, C. B. F. de. Surdez, processos educativos e subjetivos. Editora Lovise,
São Paulo, 2000.
SALLES, H. M. M. Lima et al. Ensino de língua portuguesa para surdos: caminhos
para prática pedagógica. 2 v.: Programa nacional de apoio à educação dos surdos.
Brasília: MEC, SEESP, 2005.
SKLIAR, C. A surdez: um olhar sobre as diferenças: Porto Alegre: Mediação, 1998.
Disciplina: LÍNGUA LATINA (80 HORAS)
Ementa:
Estudo das estruturas básicas do latim e seu funcionamento como fundamento das
línguas românicas, máxime o português.
Bibliografia básica:
ALMEIDA, N. M. Gramática latina. São Paulo, Saraiva, 1981.
CARDOSO, Z. A. Iniciação ao latim. São Paulo, Ática, 1989.
GARCIA, J. M. Introdução à teoria e prática do latim. Brasília, Editora da UNB, 1993.
Bibliografia complementar:
ALMEIDA, N. M. de. Gramática latina: curso único e completo. 25ª ed. São Paulo:
Saraiva, 1994.
COMBA, P. J. Programa de Latim: introdução à língua Latina. 12ª ed. São Paulo:
Salesiana, 1997.
FARIA, E. Dicionário latino-português, 6ª ed. Rio de Janeiro: Fename, 1985.
FERREIRA, A. G. Dicionário latim-português. Lisboa: Porto, 1996.
HARVEY, P. Dicionário Oxford de Literatura Clássica: grega e latina. Rio de Janeiro:
Zahar, 1987.
Disciplina: LINGUÍSTICA APLICADA (80 HORAS)
Ementa:
Contribuições da Linguística Aplicada através do estudo de temas centrados na sala
de aula, considerando a interligação entre as práticas efetuadas e os diversos
posicionamentos teóricos existentes em torno de cada tema. Diferentes pesquisas
aplicadas e seus pressupostos teóricos.
Temas Transversais:
1. Relações étnico-raciais e culturais
2. Constituição identitária e pluralidade cultural
3. Relações de poder e práticas sociais de usos da leitura e da escrita

88

Bibliografia básica:
ALMEIDA FILHO, J. C. P. de. A Linguística Aplicada na grande área de linguagem.
In: SILVA, K. A. da; ORTIZ ÁLVAREZ, M. L. Perspectivas de Investigação em
Linguística Aplicada. Campinas, SP: Pontes Editores, 2008.
ARAÚJO, J. C. et al.. Linguística Aplicada e Sociedade: ensino e aprendizagem de
línguas no contexto brasileiro. Campinas: Pontes Editores, 2011.
MOITA LOPES, L. P. da. Oficina de Linguística Aplicada. Mercado de Letras,
Campinas, 1996.
Bibliografia complementar:
BAGNO, M. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística.
São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
CELANI, M. A. A. A relevância da linguística aplicada na formulação de uma política
educacional brasileira. In: FORTKAMP, M. B. M.; TOMITCH, L. M. B. (Orgs.).
Aspectos da linguística aplicada. Florianópolis: Insular, 2000.
______. Afinal, o que é linguística aplicada. In: PASCHOAL, M.S.Z.; CELANI, M. A.
A. (Orgs.) Linguística aplicada: da aplicação de linguística à linguística
transdisciplinar. São Paulo: EDUC, 1992. p. 15-23.
LAGARES, X. C; BAGNO, M. (orgs). Política da norma e conflitos linguísticos. São
Paulo: Parábola Editorial, 2011.
SILVA, T. T. (org). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais.
Petrópolis: Vozes, 2000.
Disciplina: DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM (80 HORAS)
Ementa:
Estudo dos processos psicológicos do desenvolvimento humano e da aprendizagem
na adolescência e na fase adulta, relacionando-os com as diversas concepções de
homem e de mundo, identificando a influência das diferentes teorias psicológicas na
educação, numa perspectiva histórica. Relação entre situações concretas do
cotidiano do adolescente e do adulto com as concepções teóricas de aprendizagem
estudadas, considerando os fundamentos psicológicos do desenvolvimento nos
aspectos biológico, cognitivo, afetivo e social na adolescência e na fase adulta
através das principais teorias da Psicologia do Desenvolvimento.
Temas transversais:
1. Educação e direitos humanos.
Bibliografia básica:
BIAGGIO, A. M. B. Psicologia do Desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 1988.
GOULART, I. B. Psicologia da Educação: Fundamentos Teóricos e aplicações à
Prática Pedagógica. Petrópolis: Vozes, 1987.
MCCOWAN, T. O direito humano à aprendizagem e a aprendizagem dos direitos
humanos. Educar em Revista, n. 55, p. 25-46. Curitiba: Ed. da UFPR, 2015.
Bibliografia complementar:
ERIKSON, E. H. Infância e Sociedade. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976.
FERREIRA, M. G. Psicologia Educacional: Análise Crítica. São Paulo, 1987.
89

GALLANTIN, J. Adolescência e Individualidade. São Paulo: Harbra, 1978.
HURLOCK, E. B. Desenvolvimento do Adolescente. São Paulo: McGraw-Hill, 1979.
INHELDER, B. e PIAGET, J. Da Lógica da Criança à Lógica do Adolescente: Ensaio
sobre a Construção das Estruturas Operatórias Formais. São Paulo: Livraria Pioneira
Editores, 1976.
Disciplina: LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA 1 (80 HORAS)
Ementa:
Estudo do Renascimento português e suas ligações com o espírito moderno
humanista também presente na chamada literatura de informação sobre a terra, no
Brasil, assim como do Barroco, do Neoclassicismo e de manifestações préromânticas, nas literaturas portuguesa e brasileira.
Bibliografia básica:
BOSI, A. História concisa da literatura brasileira. 43. ed. São Paulo: Cultrix, 2006.
CANDIDO, A. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. São Paulo:
Edusp; Belo Horizonte: Itatiaia, 1975. v. 1..
SARAIVA, A. J.; LOPES, O. História da literatura portuguesa. Porto: Porto Editora,
s/d.
Bibliografia complementar:
COELHO, J. do P. (s/d). Dicionário das literaturas portuguesa, galega e brasileira.
Lisboa: Porto.
GUIMARÃES, R. Dicionário da mitologia grega. São Paulo: Cultrix, 1998.
MENDES, J. Literatura portuguesa. Lisboa: Editorial Verbo, volume I., 1979.
_________ . Literatura Portuguesa. Lisboa: Verbo, volume III, 1979.
MOISÉS, M. A literatura portuguesa através de textos. São Paulo: Cultrix, 1994.
Disciplina: PLANEJAMENTO, CURRÍCULO E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
(80 HORAS)
Ementa:
Estudo dos princípios, fundamentos e procedimentos do planejamento, do currículo
e da avaliação, segundo os paradigmas e normas legais vigentes norteando a
construção do currículo e do processo avaliativo no Projeto Político Pedagógico da
escola de Educação Básica.
Bibliografia básica:
COSTA, M. V. (org) O currículo nos limiares do contemporâneo . Rio de Janeiro:
DP& A, 1999.
LUCK, H. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos. Petrópolis,
RJ: Vozes, 1994.
ZABALA, A. Conhecer o que se aprende, um instrumento de avaliação para cada
tipo de conteúdo. V Seminário Internacional de Educação do Recife. Recife, 2001.
Bibliografia complementar:

90

GOVERNO DO BRASIL. Diretrizes Curriculares para a Educação Básica.
Resoluções CNE/CEB nº 1 de 05.07.2000; nº 2 de 19.04.1998; nº 3/98 de 26.06.98;
nº 1 de 05.07.2000; nº 2 de 19.04.1999; nº 3/99 de 03.04de 2002.
HERNANDEZ, F. Repensar a função da escola a partir dos projetos de trabalho. In:
Pátio Revista Pedagógica nº 6. AGO/OUT 1998
HERNANDEZ, F. e VENTURA, M. A organização do currículo por projetos de
trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. Porto Alegre: ARTMED, 1998.
ROMÃO, J. E. Avaliação Dialógica: desafios e perspectivas v2. São Paulo: Cortez,
1998.
SANTOMÉ, J. T. Globalização e Interdisciplinaridade: o currículo integrado. Porto
Alegre: ARTMED, 1998.
Disciplina: FONOLOGIA DO PORTUGUÊS (80 HORAS)
Ementa:
Estudo do sistema fonológico do português: segmentos, supra-segmentos,
processos e sílabas. Aspectos relevantes da descrição desse sistema para o ensino
do português como língua materna.
Bibliografia básica:
ABAURRE, M. B. M. Fonologia: a gramática dos sons. Revista Letras. Santa Maria,
p. 09 - 24., 1993.
CAGLIARI, L. C. Análise fonológica: introdução à teoria e à prática com especial
destaque para o modelo fonêmico. Campinas: Editora do Autor, 1997.
CALLOU, D. & LEITE, Y. Iniciação à fonética e à fonologia. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 1990.
Bibliografia complementar:
COUTO, H. Fonologia e fonologia do português. Brasília: Thesaurus, 1997.
CRYSTAL, D. Dicionário de Linguística e Fonética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 1988.
CUNHA, C. & CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1986.
LEMLE, M. Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática, 1994.
LYONS, J. Lingua(gem) e Linguística. Rio de Janeiro: LTC, 1990.
Disciplina: LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2 (80 HORAS)
Ementa:
Estudo da produção literária do Romantismo (o romance histórico português, a
vertente indianista brasileira, o romance social e de costumes, a poesia intimista e a
social, realista), do Realismo (com a inclusão da poesia realista e a do cotidiano, em
Portugal), do Naturalismo, do Parnasianismo e do Simbolismo, em Portugal e no
Brasil.
Bibliografia básica:
BALAKIAN, A. O simbolismo. São Paulo: Perspectiva, 1985.
91

BOSI, A. (org.) Machado de Assis. São Paulo: Ática, 1982.
CANDIDO, A. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. Belo Horizonte:
Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1975. (v. 2).
Bibliografia complementar:
AUERBACH, E. Mimeses (A representação da realidade na literatura ocidental). São
Paulo: Perspectiva, 1987.
COELHO, J. P. (s/d) Dicionário das literaturas portuguesa, galega e brasileira.
Lisboa: Porto.
LIMA, L. C. Mimesis e modernidade. RJ: Graal, 2003.
LOBO, L. (org). Teorias poéticas do Romantismo. SP: Mercado Aberto, 1987.
MOISÉS, M. A literatura portuguesa através de textos. São Paulo: Cultrix, 1994.
Disciplina: HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA (60 HORAS)
Ementa:
Estudo da origem, da expansão e dos processos de mudança da Língua Portuguesa
sob o ponto de vista diacrônico, considerando aspectos fonológicos, morfossintáticos
e semânticos.
Bibliografia básica:
CAMARA JR., J. M. História e estrutura da língua portuguesa. Rio de Janeiro:
Padrão, 1985.
SAID ALI, M. Gramática histórica da língua portuguesa. São Paulo:
Melhoramentos,1964.
WILLIANS, E. B. Do latim ao português. Tradução de Antônio Houaiss. Rio de
Janeiro: Tempo Universitário, 1973.
Bibliografia complementar:
COUTINHO, I. L. Gramática histórica. 8.ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1978.
CUNHA, C. Sob a pele das palavras. Organização, introdução e notas Cilene da
Cunha Pereira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; Academia Brasileira de Letras, 2004.
DIAS, P. Arte da língua de Angola. Edição fac-similar. Rio de Janeiro: Fundação
Biblioteca Nacional, 2006.
SPINA, S. (org). História da língua portuguesa. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2008.
TEYSSIER, P. História da língua portuguesa. Tradução de Celso Cunha. São Paulo:
Martins Fontes, 2007.
Disciplina: PROJETO PEDAGÓGICO,
TRABALHO ESCOLAR (80 HORAS)

ORGANIZAÇÃO

E

GESTÃO

DO

Ementa:
A Escola como organização social e educativa. As Instituições escolares em tempos
de mudança. O planejamento escolar e o Projeto Político-Pedagógico: pressupostos
e operacionalização. Concepções de organização e gestão do trabalho escolar.
Elementos constitutivos do sistema de organização e gestão da escola. Princípios e
características da gestão escolar participativa. A participação do professor na
organização e gestão do trabalho da escola.
92

Bibliografia básica:
BICUDO, M. A. V. e SILVA JÚNIOR, M. A. Formação do educador: organização da
escola e do trabalho pedagógico. V.3. São Paulo: ENESP, 1999.
LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: Teoria e Prática. Goiânia:
Alternativa, 2004.
VEIGA, I. P. A. e RESENDE, L. M. G. (Orgs) Escola: espaço do Projeto PolíticoPedagógico. São Paulo: Papirus, 1998.
Bibliografia complementar:
FURLAN, M. e HARGREAVES, A. A escola como organização aprendente:
buscando uma educação de qualidade. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LIMA, L. C. A escola como organização educativa. São Paulo: Cortez, 2001.
VASCONCELOS, C. S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto
Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2001.
VEIGA, I. P. A. e FONSECA, M. (Orgs) As dimensões do projeto políticopedagógico. São Paulo: Papirus, 2001.
VIEIRA, S. L. (Org) Gestão da escola: desafios a enfrentar. Rio de Janeiro: DP&A,
2002.
Disciplina: MORFOLOGIA DO PORTUGUÊS (80 HORAS)
Ementa:
Estudo da morfologia do português: flexão nominal e flexão verbal. Formação das
palavras. Aspectos relevantes dessa descrição para o ensino do português como
língua materna.
Bibliografia básica:
BASÍLIO, M. Teoria lexical. São Paulo: Ática, 1991
CÂMARA JR., J. M. Princípios de linguística geral. Rio de janeiro: Padrão,1980.
CARONE, F. Morfossintaxe. São Paulo: Ática, 1986. [ Fundamentos, 12]
Bibliografia complementar:
CAMARA JR, J. M. Estrutura da Língua Portuguesa. Petrópolis: Vozes. 1970.
BASÍLIO, M. Formação e classes de palavras no português do Brasil. São Paulo:
Contexto, 2004.
KEHDI, V. Formação de palavras em português. São Paulo: Ática, 1995.
________ Morfemas do português. São Paulo: Ática, 1999.
LYONS, John. Lingua(gem) e Linguística. Rio de Janeiro: LTC, 1990.
MATEUS, M. H. M. Fonética, fonologia e morfologia do português. Lisboa: Almedina.
1991.
Disciplina: LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA 3 (60 HORAS)
Ementa:
Estudo da produção literária dos períodos do Realismo, do Naturalismo e do
Parnasianismo, no Brasil e em Portugal (incluindo-se a poesia portuguesa realista e
do cotidiano).
93

Bibliografia básica:
ABDALA JUNIOR, B. (Org). Ecos do Brasil: Eça de Queirós, leituras brasileiras e
portuguesas. São Paulo: Senac/ São Paulo, 2000.
BOSI, A. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 2006.
CANDIDO, A.; CASTELLO, J. A. Presença da literatura brasileira: do romantismo ao
simbolismo. v. 2. São Paulo; Rio de Janeiro: Difusão Européia do Livro, 1976.
Bibliografia complementar:
BERARDINELLI, C. Estudos de Literatura Portuguesa. Lisboa: IN/CM, 1985.
CUNHA, A. G. Índice Analítico de Os Lusíadas. Rio: INL/MEC, 1966, 3 vols.
DAVID, S. N. O século de Silvestre da Silva – Estudos queirosianos. Rio de Janeiro:
7Letras, 2007.
LOURENÇO, E. Mitologia da Saudade. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
MELO e Castro E. M. Literatura Portuguesa de Invenção. S. Paulo: Difel, 1984.
Disciplina: ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1 (PORTUGUÊS) (80 HORAS)
Ementa:
Desenvolvimento de atividades que levem o licenciando a conhecer a prática escolar
do ensino e aprendizagem da língua Portuguesa através de atividades de pesquisa
e/ou intervenção nos âmbitos da língua oral, da leitura, da produção textual e da
análise linguística, inclusive considerando a incursão desse licenciando nas
tecnologias de informação e comunicação no ensino escolarizado.
Bibliografia básica:
ANTUNES, I. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003.
BAGNO, M. Pesquisa na escola: o que é e como se faz. São Paulo, Loyola, 1998.
DIONÍSIO, A. P.; BEZERRA, M. A. (orgs.) O livro didático de português: múltiplos
Bibliografia complementar:
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino
fundamental: língua portuguesa. Brasília, SEF/MEC, 1998.
BUNZEN, C.; MENDONÇA, M. (orgs.) Português no ensino médio e formação do
professor. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.
GERALDI, W. (org.) O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 1997.
MATENCIO, M. L. M. Leitura, produção de textos e a escola. Campinas, SP:
Mercado de Letras, 1994.
_____. Gramática: ensino plural. São Paulo: Cortez, 2004.
Disciplina: PESQUISA EDUCACIONAL (60 HORAS)
Ementa:
Pressupostos e características da pesquisa em educação. A pesquisa quantitativa e
qualitativa em educação. Diferentes abordagens metodológicas de pesquisa em
educação. Fontes de produção da pesquisa educacional: bibliotecas, meios
informatizados, leitura e produção de textos e artigos com diferentes abordagens
teóricas. Etapas de um projeto de pesquisa educacional para o Trabalho de
94

Conclusão de Curso. O profissional da educação frente aos desafios atuais no
campo da pesquisa educacional.
Bibliografia Básica:
BICUDO, M. e SPOSITO, V. Pesquisa qualitativa em educação. Piracicaba:
UNIMEP, 1994.
LAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do saber. Porto Alegre: ARTMED, 1999.
SANTOS-FILHO, J. e GAMBOA, S. (Orgs.) Pesquisa educacional: quantidadequalidade. SP: Cortez, 1995.
Bibliografia complementar:
FAZENDA, I. A. (Org) Metodologia da pesquisa educacional. SP: Cortez, 1989.
FAZENDA, I. A. Novos enfoques da pesquisa educacional. SP: Cortez, 1992.
FAZENDA, I. C. A. (Org). A pesquisa em educação e as transformações do
conhecimento. 10. ed. Campinas-SP: Papirus, 2009.
GATTI, B. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília: Plano, 2002.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de Metodologia Científica. 5 ed.
São Paulo: Atlas, 2003.
Disciplina: SINTAXE DO PORTUGUÊS (80 HORAS)
Ementa:
Estudo da sintaxe do Português: estrutura da sentença e do período. Concordância
e regência. Aplicações ao ensino de português.
Bibliografia básica:
MIOTO, C. et alli. Manual de sintaxe. Florianópolis: Insular, 1999
PERINI, M. A. Gramática descritiva do português. São Paulo: Ática, 2001.
SOUZA e SILVA, M. C. e KOCH, I. G. V. K. Linguística aplicada ao português:
sintaxe. São Paulo: Cortez, 1993.
Bibliografia complementar:
AZEREDO, J. C. de. Iniciação à sintaxe do português. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,
1990.
BERLINCK, R., M. Augusto & A. P. Scher. “Sintaxe”. In: Mussalim, F. & A. C. Bentes.
Introdução à linguística: domínios e fronteiras. Vol. 1. São Paulo: Cortez Editora,
2001.
LEMLE, M. Análise sintática: teoria geral e descrição do português. São Paulo: Ática.
NEGRÃO, E. e outros. Sintaxe: explorando a estrutura da sentença. In: Fiorin, J. Luiz
(org.) Introdução à linguística. v.2. São Paulo: Contexto, 2003.
RAPOSO, E. Teoria da Gramática: a faculdade da linguagem. Lisboa: Caminho,
1994.
Disciplina: LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA 4 (60 HORAS)
Ementa:
95

Estudo da produção literária do Simbolismo como processo de deflagração e
amadurecimento da modernidade e como momento de abertura para a compreensão
das tendências do Modernismo e das variadas manifestações da literatura
contemporânea, em Portugal, no Brasil e em países africanos de língua portuguesa.
Temas transversais:
1. Relações étnico-raciais.
2. Cultura afro-brasileira.
Bibliografia básica:
ABDALA JUNIOR, B. Literatura, história e política: literaturas de língua portuguesa
no século XX. São Paulo: Ática, 1989.
CANDIDO, A. ; CASTELLO, J. A. Presença da literatura brasileira: modernismo. São
Paulo: Difusão Européia do Livro, 1974.
OLIVEIRA, V. L. Poesia, mito e história no modernismo brasileiro. São Paulo: Editora
da UNESP; Blumenau: Furb, 2002.
Bibliografia complementar:
BALAKIAN, A. O simbolismo. São Paulo: Perspectiva, 1985.
DUARTE, E. A. Literatura afro-brasileira - abordagens na sala de aula. Rio de
Janeiro: Pallas, 2014.
GOMES, A. C. O poético: magia e iluminação. São Paulo: Perspectiva. Editora da
Universidade de São Paulo, 1989.
MATTOS, R. A. História e cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2007.
MOISÉS, M. O simbolismo (1893-1902). São Paulo: Cultrix, 1973.
Disciplina: ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2 (80 HORAS)
Ementa:
Desenvolvimento de experiências relativas à prática do ensino/aprendizagem da
literatura e de seus modos de interpretação com base em conhecimentos, adquiridos
no curso de Letras, das disciplinas Teoria da Literatura e Literaturas de Língua
Portuguesa.
Bibliografia básica:
BLOOM, B. et alii. Taxionomia de objetivos educacionais: domínio cognitivo. Porto
Alegre: Globo, 1977.
FREITAS, A. C. ; CASTRO, M. de F. F. (Orgs.) Língua e literatura: ensino e
pesquisa. São Paulo: Contexto, 2003.
MAIA, A. S.; LIMA, R. S. Poesia é brincar com palavras: leitura do poema infantil na
sala de aula. Maceió: EdUFAL; Brasília: Inep, 2002.
Bibliografia complementar:
CEREJA, W. R. Ensino de literatura: uma proposta dialógica para o trabalho com
literatura. São Paulo: Atual, 2005.
FRANCHI, E. E as crianças eram difíceis... a redação na escola. São Paulo: Martins
Fontes, 1986.
GERALDI, J. W. O texto na sala de aula. São Paulo: Ática, 1991.
LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993.
96

LEAHY-DIOS, C. Educação literária como metáfora social: desvios e rumos. Niterói:
Eduff, 2000.
Disciplina: ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3 (80 HORAS)
Ementa:
Atividades de observação e planejamento para regência em sala de aula de
Educação Básica – anos finais do Ensino Fundamental, exercida sob supervisão
docente, como subsídio para o exercício do ensino de língua portuguesa de acordo
com o regulamento de estágio do Curso de Letras da Faculdade de Letras/Fale.
Bibliografia Básica:
ANTUNES, I. Aula de português: encontro e interação. São Paulo, Parábola, 2003.
CHIAPPINI, L (coord.). Aprender e ensinar com textos. São Paulo, Cortez, 1997.
DUTRA, R. O falante gramático: introdução à prática de estudo e ensino do
português. Campinas-SP, Mercado de Letras, 2003.
Bibliografia complementar:
BEZERRA, M. A. (orgs.). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro, Lucerna, 2005.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do Ensino
Fundamental: Língua Portuguesa. Brasília, SEF/MEC, 1998.
DOLZ, J.; GAGNON, R. & DECÂNDIO, F. Produção escrita e dificuldades de
aprendizagem. Campinas-SP, Mercado de Letras, 2010.
MORAIS, A. G. de. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo, Ática, 1998.
RANGEL, E. de O.. Letramento literário e livro didático de língua portuguesa: “Os
amores difíceis”, In: PAIVA, A. et al. Literatura e Letramento. Espaços, suportes e
interfaces - O jogo do livro. Belo Horizonte, Ceale/Autêntica/FAE, UFMG, 2003.
Disciplina: ESTÁGIO SUPERVISIONADO 4 (160 HORAS)
Ementa:
Atividades de observação e planejamento para regência em sala de aula de
Educação Básica - Ensino Médio, exercida sob supervisão docente, como subsídio
para o exercício do ensino de língua portuguesa e suas literaturas, de acordo com o
regulamento de estágio do Curso de Letras da Faculdade de Letras/Fale.
Bibliografia Básica:
ANTUNES, I. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo, Parábola
Editorial, 2010.
BRANDÃO, H. N. Gêneros do discurso na escola. São Paulo, Cortez, 2003.
FIORIN, J. L. Linguagem e interdisciplinaridade. São Paulo,ALEA, v.10, n. I,
jan./jun.2008.
Bibliografia complementar:
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: ensino médio. Brasília, MEC/SEMTEC,
2000.
CEREJA, W. R. Ensino de literatura: uma proposta dialógica para o trabalho com
literatura. São Paulo, Atual, 2005.
CHIAPPINI, L. (coord.). Aprender e ensinar com textos. São Paulo, Cortez, 1997.
97

FREITAS, A. C. de; CASTRO, M. de F. F. (Orgs.). Língua e literatura: ensino e
pesquisa. São Paulo, Contexto, 2003.
RUIZ, E. D. Como corrigir redações na escola: uma proposta textual interativa. São
Paulo, Contexto, 2010.
Disciplina: SEMÂNTICA DO PORTUGUÊS (60 HORAS)
Ementa:
Análise de questões sobre fundamentos de significado e de produção do sentido nas
línguas naturais, especialmente na língua portuguesa;
Bibliografia básica:
BENVENISTE, É. Problemas de linguística geral I e II. Campinas: Pontes, 1988.
FREGE, G. Lógica e filosofia da linguagem. São Paulo: Cultrix, 1978.
ILARI, R. e GERALDI, J. W. Introdução à semântica. São Paulo: Ática, 2001.
Bibliografia complementar:
CANÇADO, M. Manual de Semântica: noções básicas e exercícios. Belo Horizonte:
Editora da UFMG, 2005.
DUCROT, O. O dizer e o dito. Campinas: Pontes, 1987.
GUIMARÃES, E. História da semântica: sujeito, sentido e gramática no Brasil.
Campinas, SP: Pontes, 2004.
GUIMARÃES, E. Os limites do sentido. Campinas, SP: Pontes, 1995.
ILARI, R. Introdução à semântica: brincando com a gramática. São Paulo: Contexto,
2002.
23.2 EMENTAS E BIBLIOGRAFIA DAS DISCIPLINAS ELETIVAS
Disciplina: ANÁLISE DO DISCURSO (60 HORAS)
Ementa:
Estudo sobre a história da Análise do Discurso na França e no Brasil. Definição do
objeto e do método da AD. Estudo da relação discurso, sujeito, língua, história e
ideologia na produção de sentidos. Categorias teóricas e metodológicas: condições
de produção, intradiscurso, interdiscurso, formação discursiva e formação ideológica.
Bibliografia básica:
AMARAL, V. O avesso do discurso. Maceió: EdUFAL, 2007.
FLORENCIO, A. et al. Análise do discurso: fundamentos e práticas. Maceió:
EDUFAL, 2009.
PÊCHEUX, M. Semântica e Discurso: uma crítica à afirmação do obvio. Campinas:
Editora da Unicamp, 1997.
Bibliografia complementar:
INDURSKY, F. & FERREIRA, C. (org) Os múltiplos territórios da Análise do
Discurso. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1999.
INDURSKY, F. & FERREIRA, M. C. (org) Análise do discurso no Brasil: mapeando
conceitos, confrontando limites. São Carlos: Claraluz, 2007.
98

ORLANDI, E. Análise de discurso: princípios e procedimentos. Campinas: Pontes,
1999.
ORLANDI, E. As formas do silêncio no movimento dos sentidos. Campinas: Editora
da Unicamp, 2002.
ORLANDI, E. Discurso e texto: formulação e circulação dos sentidos. Campinas:
Pontes, 2001.
Disciplina: AQUISIÇÃO DA ESCRITA (60 HORAS)
Ementa:
Diferentes concepções sobre a aquisição da escrita. A relação entre fala e escrita. A
constituição do sujeito pela língua. O normal e o patológico na linguagem. Princípios
que norteiam a ortografia do Português e suas particularidades. A interferência da
oralidade na aquisição da escrita.
Bibliografia básica:
FERREIRO, E.; TEBEROSKY, A. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre:
Artes Médicas, 1985.
MAIA, E. M. No reino da fala: a linguagem e seus sons. Ática, 1986.
ZORZI, J. L. Aprender a escrever: a apropriação do sistema ortográfico. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1998.
Bibliografia complementar:
JAKOBSON, R. Linguística e Comunicação. S. Paulo: Cultrix, 1969.
LEMOS, C. T. G. Relatório (Cnpq). Campinas: IEL/Unicamp (Mimeo), 1999.
LIER-DE-VITTO, M. F.; ARANTES, L. Aquisição Patologias e Clínica de Linguagem,
Educ., PUC SP, 2006.
MOREIRA, N. R. & PONTECORVO, C. Chapeuzinho/Cappuccetto: as variações
gráficas e a norma ortográfica. In: Ferreiro, E. et al. Chapeuzinho vermelho aprende
a escrever - estudos comparativos psicolinguísticos em três línguas. São Paulo,
Ática, 1996.
SAUSSURE, F. de. Curso de Linguística Geral. São Paulo: Cultrix, 2005.
Disciplina: AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM (60 HORAS)
Ementa:
Estudo das relações entre as áreas da Aquisição de Linguagem, da Linguística e da
Psicologia ao longo do intervalo de tempo que compreende a criação da disciplina
Psicolinguística, em 1954, até os dias de hoje, buscando destacar as concepções de
linguagem e de criança subentendidas nas diferentes abordagens que serão
adotadas pelas principais teorias empirista, racionalista e sociointeracionista.
Bibliografia básica:
CHOMSKY, N. Novos horizontes no estudo da linguagem e da mente. São Paulo:
Ed. UNESP, 2005.
KATO, M. A. Sintaxe e aquisição na teoria de Princípios e Parâmetros. Letras de
Hoje, Porto Alegre, v. 30, n. 4, p. 57-73, 1995.
99

SCARPA, E. Aquisição de linguagem. In: Mussalin, F e Bentes, Anna C. Introdução à
linguística: domínios e fronteiras, v.2. São Paulo: Cortez, 2001.
Bibliografia complementar:
AIMARD, P. A linguagem da criança. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
CORREA, L. M. Aquisição da Linguagem e Problemas do desenvolvimento
linguístico. PUC-Rio. São Paulo, 2006.
LEMOS, C. T. G. de. Sobre aquisição de linguagem e seu dilema (pecado) original.
In: Boletim da ABRALIN, Recife, n. 3, p.97-126, 1982.
LEMOS, M. T. G. de. A língua que me falta: uma análise dos estudos em Aquisição
de Linguagem. Campinas, SP: Mercado de Letras; FAPESP: São Paulo, 2002.
SAUSSURE, F. Curso de Linguística Geral. São Paulo: Cultrix, 2000.
Disciplina: ARTE, CULTURA E LITERATURA DOS PAÍSES DE LÍNGUA
ESPANHOLA (60 HORAS)
Ementa:
A disciplina visa ampliar e consolidar a formação dos estudantes no que se refere à
recente produção artística dos países de língua espanhola, através do estudo da
produção literária, musical, cinematográfica e pictórica, em suas relações com os
contextos sociais, históricos, políticos e culturais.
Bibliografia básica:
BONFIL BATALLA, G. Pensar nuestra cultura, México: Alianza, 1991.
FERNÁNDEZ MORENO, C. (org) América Latina en su literatura. México: Siglo XXI,
2000.
ORTEGA, J. Las horas y las hordas. Antología del cuento latinoamericano del siglo
XXI. México: Siglo XXI, 1997.
Bibliografia complementar:
BARROS, R.; GONZÁLEZ, A.M.; FREIRE, M. Curso de Literatura. Español lengua
extranjera. Madrid: Edelsa, 2006.
BARQUET, Jesús J. El grupo Orígenes ante el negrismo. Revista de cultura,
Fortaleza – São Paulo, n. 2 Jun 2005. Disponível em: www.jornaldepoesia.jor.br
Acesso em: 27/02/2016.
BENSA, T. Identidad latinoamericana en la literatura del boom. Revista de Estudios
Iberoamericanos, nº 2 Jun 2005.
LOTMAN, I. A estrutura do texto artístico. Lisboa: Estampa, 1978.
PURO MORALES, A. El amor en la poesía de Octavio Paz. CAUCE, nº 5, Centro
Virtual
Cervantes.
Disponível
em:
http://cvc.cervantes.es/literatura/cauce/pdf/cauce05/cauce_05_008.pdf
Disciplina: ARTE, CULTURA E LITERATURA EM LÍNGUA FRANCESA (60
HORAS)
Ementa:

100

Reflexão sobre expressões artísticas e culturais dos países de língua francesa.
Interpretação de referências culturais em diversas modalidades de textos.
Bibliografia básica:
DUROZOI, G. Le surréalisme: théories, themes et techniques. Paris: Larousse, 1972.
PLOQUIN, F.; HERMELINE, L. Outils pour la classe: les texts essentials. Paris:
Hachette, 2000.
ZARATE, G. Enseigner une culture étrangère. Paris: Hachette, 1986.
Bibliografia complementar:
ARMENTIER, L. Dictionnaire de la théorie et de l’histoire littéraires du XIX e siècle à
nous jours. Paris: Retz, 1986.
BÉNAC, H. Guide des idées littéraires. Paris: Hachette, 1974.
BINET, A. Société et culture em France depuis 1945. Paris: Ellipses (Coll. Qui, que,
quoi, quand), 2001.
BRETON, A. Manifestes du Surréalisme. Paris: Gallimard, 1987. BRUNEL, P.;
THORAVAL, J. Les grandes étapes de la civilisation française. Paris: Bordas, 1967.
Disciplina: FILOLOGIA ROMÂNICA (60 HORAS)
Ementa:
Visão evolutiva do latim vulgar para as modernas línguas românicas. Estudo
histórico-comparativo de alguns aspectos das principais línguas românicas, tendo
em vista a compreensão dos mecanismos de funcionamento linguístico.
Bibliografia básica:
COUTINHO, I. L. Pontos de Gramática Histórica. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico,
1976.
ELIA, S. Preparação à Linguística Românica . Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico,
1979.
WALTER, H. A aventura das línguas no Ocidente. São Paulo: Mandarin, 1997
Bibliografia complementar:
BASSETO, B. F. Elementos de Filologia Românica. São Paulo: Edusp, 2001.
FARACO, C. A. Linguística histórica. São Paulo: Ática, 1994.
ILARI, R. Linguística Românica. São Paulo: Ática.
MELO, G. C. Iniciação à Filologia Portuguesa. Rio de Janeiro: Acadêmica, 1967.
SILVA NETO, S. Introdução ao Estudo da Filologia Portuguesa. Rio de Janeiro:
Grifo, 1976.
Disciplina: GRAMÁTICA TEXTUAL DO PORTUGUÊS (60 HORAS)
Ementa:
Análise de aspectos textuais-discursivos em textos, falados e escritos, do português.
Contribuições dessa análise para o ensino da leitura e da escrita.
Bibliografia básica:
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes: 2004.
101

BRANDÃO, H. N. Introdução à análise do discurso. Campinas: Editora da UNICAMP,
2002.
KOCH, I. V. A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 1995.
_______. Introdução à Linguística Textual. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
Bibliografia complementar:
ALMEIDA, N. M. Gramática metódica da Língua Portuguesa. 44ª ed. São Paulo:
Saraiva, 1999.
COSTA VAL, M. da G. Redação e textualidade. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes,
1999.
CUNHA, C. e CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2001.
FAVERO, L. L.; KOCH, I. G. V. Linguística textual: introdução. 5. ed. São Paulo:
Cortez, 2000.
JOLIBERT, J. et al. Formando crianças produtivas de textos. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1994.
Disciplina: GRAMÁTICAS E ENSINO DE LÍNGUAS (60 HORAS)
Ementa:
Estudo das concepções de gramática de acordo com diferentes correntes de
pensamento, relacionando-as com o ensino de línguas e sua história.
Bibliografia básica:
BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 1999.
CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do Português Contemporâneo. Rio de
janeiro: Nova fronteira, 1985.
FARACO; M. Gramática. São Paulo: Ática, 1999.
Bibliografia complementar:
FRANCHI, C. Mas o que é mesmo gramática? São Paulo: Parábola, 2006.
GERMAIN, C.; SÉGUIN, H. Le point sur la grammaire. Paris: Clé International, 1998.
NICOLA, J.; INFANTE, U. Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa. São
Paulo: Scipione, 1999.
ZOZZOLI, R. M. D. O processo de constituição de uma gramática do aluno leitor e
produtor: a busca de autonomia. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, n.
33, p. 7- 21. 1999.
ZOZZOLI, R. M. D. Atividades de reflexão gramatical na sala de aula e autonomia
relativa do sujeito. In: LEFFA, Vilson J. (Org.) A interação na aprendizagem das
línguas. Pelotas: EDUCAT, 2003.
Disciplina: INTRODUÇÃO À DESCRIÇÃO E ANÁLISE LINGUÍSTICA (60 HORAS)
Ementa:
Visão geral dos métodos de investigação científica da linguagem, a partir das
perspectivas mais gerais de descrição e de explicação dos fenômenos da
linguagem, considerando aspectos como: as áreas da linguística, os níveis de
análise, os métodos de coleta e tratamento de dados, as categorias de análise.
102

Discussão e problematização de fatos relativos às teorias linguísticas.
linguística de dados.

Análise

Bibliografia básica:
FIORIN, J. L. (Org)
Introdução à linguística I. Objetos teóricos. São Paulo:
Contexto, 2002.
FIORIN, J. L. (Org) Introdução à linguística II. Princípios de análise. São Paulo:
Contexto, 2003.
MUSSALIM, F. e BENTES, A. C. Introdução à linguística 1. Domínios e fronteiras.
São Paulo: Cortez, 2000.
Bibliografia complementar:
FROMKIN, V. e RODMAN, R. An introduction to language. Fort Worth: Harcourt
Brace College Publishers, 1993.
MUSSALIM, F. e BENTES, A. C. Introdução à linguística 1. Fundamentos
epistemológicos. São Paulo: Cortez, 2004.
SAUSSURRE, F. Curso de linguística geral. São Paulo: Cultrix, 1970.
WEEDWOOD, B. História concisa da linguística. São Paulo: Parábola, 2002.
WILSON, V., MARTELOTTA, M. E. e CEZARIO, M. M. (orgs). Linguística:
fundamentos. Rio de Janeiro: CCAA Editora, 2006.
Disciplina: INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS CLÁSSICOS (60 HORAS)
Ementa:
Fornecer um repertório de textos representativos da Antiguidade Clássica de forma a
propiciar aos alunos matéria de reflexão sobre questões literárias e linguísticas.
Bibliografia básica:
BRANDÃO, J. S. Mitologia grega. Editor: Vozes. Petrópolis/RJ, 1992/3.
PEREIRA, M. H. R. Estudos de História da Cultura Clássica, I Vol., Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian, 1988.
ROSENFIELD, K. H. Sófocles e Antígona. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.
Bibliografia complementar:
ARISTÓTELES. Poética. Lisboa: Imprensa Nacional/Casa da Moeda, 1986.
ARISTÓFANES. As vespas. As aves. As rãs. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.
HOMERO. Ilíada. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.
JAEGER, W. W. Paidéia: a formação do homem grego. São Paulo: Martins Fontes,
1994.
LESKY, A. Historia de la Literatura Griega. Madrid: Gredos, 1985.
Disciplina: INTRODUÇÃO ÀS LÍNGUAS INDÍGENAS (60 HORAS)
Ementa:
Estudo das línguas indígenas no Brasil, considerando aspectos sócio-culturais e
linguísticos.
Tema transversal:
103

1. Cultura indígena.
Bibliografia básica:
CUNHA, M. C. (Org) História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das
Letras, 1998.
GOMES, M. P. Os índios e o Brasil: Ensaio sobre um holocausto e sobre uma nova
possibilidade de convivência. Petrópolis: Vozes, 1988.
RODRIGUES, A. D. Línguas brasileiras: para o conhecimento das línguas indígenas.
São Paulo: Loyola, 1986.
Bibliografia complementar:
ARAÚJO, A. V. et al. Povos indígenas e a Lei dos “Brancos”: o direito à diferença.
Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada:
LACED/Museu Nacional, 2006.
BRASIL, Ministério da Educação, Referencial nacional para as escolas indígenas. 2.
ed. Brásília-DF: MEC/SECAD, 2005.
COELHO, Elizabete Maria Bezerra (Org.). Estado multicultural e políticas
indigenistas. São Luis-MA: EDUFMA, CNPq, 2008.
MELATTI, J. C. Índios do Brasil. São Paulo: Editora Hucitec; Brasília; Editora da
UnB, 1987.
SILVA, A. L. & GRUPIONI, L. D. B. (Org) A Temática indígena na escola: novos
subsídios para professores de 1º e 2º graus. Brasília: MEC / MARI / UNESCO, 1995.
Disciplina: LINGUÍSTICA APLICADA: PRÁTICAS INTERATIVAS DO DISCURSO
(60 HORAS)
Ementa:
Conceituação e espaços de atuação da Linguística Aplicada, tomando por base os
pressupostos teóricos e metodológicos de pesquisas aplicadas sobre a linguagem
de áreas das Ciências Sociais e Humanas, como a Sociologia, a Antropologia e a
Educação, que tem características diferenciadas, mas que fazem interface nas
reflexões teórico-metodológico sobre o sujeito e sua linguagem. Especial ênfase é
dada aos aspectos interacionais do discurso à luz de teorias linguísticas
contemporâneas, sob a influência da vertente de Análise do discurso anglosaxônica.
Bibliografia básica:
ALMEIDA FILHO, J. C. P. Dimensões comunicativas no ensino de línguas.
Campinas: Pontes,1993.
CAVALCANTI, M. C. SIGNORINI, I. (orgs) Linguística Aplicada e
transdisciplinaridade. Campinas, São Paulo: Mercado de letras, 1998.
LEFFA, V. (org.) A interação na aprendizagem das línguas. Pelotas, RS: EDUCAT,
2003.
Bibliografia complementar:
CELANI, M. A. A. Afinal, o que é linguística aplicada? In: PASCHOAL e CELANI.
Linguística Aplicada: da aplicação à linguística transdisciplinar. São Paulo: Educ,
1992.
104

COX, M. I. P. e ASSIS-PETERSON, A. A. Cenas de sala de aula. Campinas:
Mercado de Letras, 2001.
KRAMSCH, C. Context and culture in language teaching. Oxford: Oxford University
Press, 1993.
TAVARES, R. R. O discurso interacional em sala de aula de línguas. In: Revista
Leitura, n. 28 e 29, Maceió: UFAL, 2004.
TAVARES, R. R. Conceitos de cultura no ensino/aprendizagem de línguas. Trabalho
apresentado no 14 INPLA, PUS-SP, 2004.
Disciplina: LITERATURA AFRICANA DE LÍNGUA PORTUGUESA (ANGOLA E
CABO VERDE) (60 HORAS)
Ementa:
Estudo de textos (em verso e em prosa) das literaturas angolana e cabo-verdiana,
com base nos conceitos de angolanidade e cabo-verdianidade.
Tema transversal:
1. História e cultura afro-brasileira.
Bibliografia básica:
ABDALA JUNIOR, B. Literatura, história e política: literaturas de língua portuguesa
no século XX. São Paulo: Ática, 1989.
ANDRADE, M. Origens do nacionalismo africano. Lisboa: Cultura; Publicações Dom
Quixote, 1998.
SANTILI, M. A. Africanidades. São Paulo: Ática, 1985.
Bibliografia complementar:
APA L. et al. Poesia africana de língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lacerda Editores,
2003.
CHAVES, R. Angola e Moçambique - experiência colonial e territórios literários.
Cotia: Ateliê, 2005.
CHAVES, R., CAVACAS, F., MACÊDO, T. (Org). Mia Couto: o desejo de contar e de
inventar. Maputo: Nzila, 2010.
CHAVES, R., MACÊDO, T. C. de, SECCO, C. T. (Org). Brasil/África: como se o mar
fosse mentira. 02. ed. São Paulo/ Luanda: UNESP/ Chá de Caxinde, 2006.
CHAVES, R., VIEIRA, J. L., COUTO, M. (Org). Contos africanos de língua
portuguesa. São Paulo: Ática, 2009.
Disciplina: LITERATURA DE LÍNGUA PORTUGUESA E OUTRAS LINGUAGENS
(60 HORAS)
Ementa:
Reflexão crítica sobre textos literários em língua portuguesa e suas relações com
outras manifestações artísticas e áreas de conhecimento, como a música, o cinema,
as artes plásticas, a história, a filosofia.
Bibliografia básica:
CAMPOS, A. Despoesia. São Paulo: Perspectiva, 1994.
105

MENEZES, P. Poética e visualidade: uma trajetória da poesia brasileira
contemporânea. Campinas: Editora da Unicamp, 1991.
RISÉRIO, A. Ensaio sobre o texto poético em contexto digital. Salvador: Fundação
Casa de Jorge Amado; Copene, 1998.
Bibliografia complementar:
CAMPOS, H. Texto e história. In: CAMPOS, H. A operação do texto. São Paulo:
Perspectiva, 1976.
MARQUES, J. A. ; MELO E CASTRO. E. M. Antologia de poesia concreta em
Portugal. Lisboa: Assírio & Alvim, 1973.
MOISÉS, M. Dicionário de termos literários. SP: Cultrix, 1974.
SARAIVA, A. J. Iniciação à Literatura Portuguesa. São Paulo: Companhia das
Letras, 1999.
SARAIVA, A. J. e LOPES, O. História da Literatura Portuguesa. Porto: Porto ed., s/d.
Disciplina: LITERATURA DRAMÁTICA (60 HORAS)
Ementa:
Estudo dos gêneros literários e das relações entre literatura e dramaturgia com base
na leitura e análise de textos: a tragédia grega clássica (Ésquilo, Sófocles e
Eurípides) e a comédia de Aristófanes.
Bibliografia básica:
ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Ars Poética, 1993.
BRANDÃO, J. S. Teatro grego: origem e evolução. São Paulo: Ars Poética, 1992.
NUÑEZ, C. F. P. et al. O teatro através da história: o teatro ocidental. Rio de
Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1994.
Bibliografia complementar:
ADLER, S. Técnica da Representação Teatral. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
2002.
BERTHOLD, M. História Mundial do Teatro. São Paulo: Perspectiva, 2004.
COELHO, B. Contar Histórias: Uma Arte sem Idades. São Paulo: Ática, 1999. IOSHI,
O. O ator Invisível. São Paulo: Via Lettera, 2007.
STANISLAVSKI, C. A Construção do Personagem. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1970.
STANISLAVSKI, C. A Preparação do Ator. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira,
2008.
Disciplina: LITERATURA E PENSAMENTO CRÍTICO NA AMÉRICA LATINA (60
HORAS)
Ementa:
Estudo da tradição de pensamento crítico latino-americano a partir de sua ensaística
e de sua produção literária.
Bibliografia básica:

106

FERNÁNDEZ MORENO, C. (org) América Latina en su literatura. México: Siglo XXI,
2000.
RESENDE, B. (org.) A literatura latino-americana do século XXI. Rio de Janeiro:
Aeroplano, 2005.
SCHWARTZ, J. Vanguardas latino-americanas. Polémicas, manifestos e textos
críticos. São Paulo: Iluminuras/Fapesp: 1995.
Bibliografia complementar:
ARANTES, P. Sentimento da dialética. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
BARBOSA, J.A. A Metáfora Crítica. São Paulo: Perspectiva, 1974.
CEVASCO, M. E. e OHATA, M. (orgs). Um crítico na periferia do capitalismo:
reflexões sobre a obra de Roberto Schwarz. São Paulo: companhia das Letras,
2007.
GLEDSON, J. Roberto Schwarz: Um mestre na periferia do capitalismo – um guia
para leitores anglófonos. In: Por um novo Machado de Assis. São Paulo: Companhia
das Letras, 12006.
SCHWARZ, R. Ao vencedor as batatas. São Paulo: Duas Cidades, 1977. (5ª ed.,
revista. São Paulo: Duas Cidades / Ed. 34, 2000.). Em inglês: Misplaced Ideas:
Essays on Brazilian Culture. Ed. and with an introduction by John Gledson. London:
Verso, 1992.
Disciplina: LITERATURA E SOCIEDADE (60 HORAS)
Ementa:
Estudo da literatura como processo de construção textual em que elementos
externos (sociais, psicológicos, históricos) são compreendidos e apreciados
esteticamente através da análise de elementos da estrutura do texto literário, com
base em uma reflexão sobre o método de abordagem.
Bibliografia básica:
CANDIDO, A. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. São
Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
LAFETÁ, J. L. Estética e ideologia: o modernismo em 30. In: ______. A dimensão da
noite e outros ensaios. São Paulo: Duas Cidades; Editora 34, 2004.
LUKÁCS, G. Marxismo e teoria da literatura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileiro,
[196-]
Bibliografia complementar:
BOURDIEU, P. As Regras da Arte: gênese e estrutura do campo literário. Lisboa,
Editorial Presença, 1996.
CANDIDO, A. "Literatura e subdesenvolvimento" e "Literatura de dois gumes". In:
Candido, Antonio. A Educação Pela Noite & Outros Ensaios. São Paulo, Ática, 1987.
FREDERICO, C. "A Sociologia da Literatura de Lucien Goldmann". In: Estudos
Avançados. Vol.19 no.54 São Paulo Aug. 2005.
SCHWARZ, R. Pressupostos, salvo engano, de “Dialética da malandragem”. In:
______. Que horas são?: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
ZÉRAFFA, M. Romance e Sociedade. Lisboa, Estúdios COR, 1974.

107

Disciplina: LITERATURA INFANTO-JUVENIL (60 HORAS)
Ementa:
Análise crítica de textos infanto-juvenis de variadas literaturas ocidentais, em verso e
em prosa, desde o momento da formação da sociedade burguesa europeia, no
século XVIII, e seus vínculos com a dimensão ético-pedagogia da época, até a
contemporaneidade, com a redefinição estética desse campo literário.
Bibliografia básica:
ARIÈS, P. História social da criança e da família. Trad. de Dora Flaksman. Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S. A.1981.
LAJOLO, M. Do mundo da leitura à leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993.
ZILBERMAN, R.; SILVA, E. T. (Orgs) Leitura: perspectivas interdisciplinares. São
Paulo: Ática, 1988.
Bibliografia complementar:
BUSATTO, C. A arte de contar histórias no Século XXI: tradição e ciberespaço.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.
COELHO, N. N. Literatura infantil-teoria, análise, didática. São Paulo, Ática, 1997 6ª
108d.
COELHO, N. N. Panorama Histórico da Literatura Infantil/Juvenil. São Paulo: Ática,
1991.
CUNHA, M. A. A. Literatura Infantil: teoria e prática. São Paulo: Ática, 1990 4ª 108d.
LAJOLO, M & ZILBERMANN, R. Literatura infantil brasileira: histórias & histórias.
São Paulo: Ática, 1987.
Disciplina: MITOLOGIA GRECO-ROMANA (60 HORAS)
Ementa:
Fornecer um repertório de textos representativos da Antiguidade Clássica de forma a
propiciar aos alunos matéria de reflexão sobre questões literárias e linguísticas.
Bibliografia básica:
BRANDÃO, J. S. Mitologia Grega. Volume I, Petrópolis, Vozes, 1996.
BRANDÃO, J. S. Mitologia Grega. Volume II, Petrópolis, Vozes, 1996.
BRANDÃO, J. S. Mitologia Grega. Volume III, Petrópolis, Vozes, 1995.
Bibliografia complementar:
CAMPBELL, J. O poder do Mito com Bill Moyers. Org. por Betty Sue Flowers, São
Paulo: Associação Palas Athena, 1996.
ELIADE, M. Mito do eterno retorno. São Paulo: Mercuryo, 1992.
KERÉNYI, K. Os Heróis gregos. São Paulo: Editora Cultrix, 1996.
PEREIRA, M. H. R. Estudos de História da Cultura Clássica, I Vol., Fundação
Calouste Gulbenkian, 1993.
SCHWAB, G. As mais belas histórias da antiguidade clássica. Os mitos da Grécia e
de Roma. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.
Disciplina: SOCIOLINGUÍSTICA (60 HORAS)
108

Ementa:
História, conceitos, princípios, métodos e aplicações da Sociolinguística.
Tema transversal:
1. Relações étnico-raciais
Bibliografia básica:
CALVET, L-J. Sociolinguística: uma introdução crítica. São Paulo: Parábola, 2002.
FONSECA, M. S. V. & NEVES, M. F. (org.) Sociolinguística. Rio de Janeiro:
Eldorado, 1974.
TRUDGILL, P. Sociolinguistics: an introduction. Great Britain: Penguin Books, 1974.
Bibliografia complementar:
FISHMAN, J. A. The sociology of language: an interdisciplinary social science
approach to language in society. Rowley, Massachussetts: Newbury House
Publishers, 1972.
LYONS, John. Linguagem e Linguística: uma introdução. Rio de Janeiro: LTC, 1987.
MOLLICA, M. C. & BRAGA, M. L. (orgs.) Introdução à sociolinguística: o tratamento
da variação. São Paulo: Contexto, 2003.
PEREIRA, M. C. A escola em contexto sociolinguisticamente complexo e o
apagamento das minorias étnico-linguísticas na perspectiva do letramento. Olhar de
professor. Ponta Grossa, 5 (1): 47-56, 2002.
TARALLO , F. A pesquisa sociolinguística. São Paulo: Ática, 1985.
Disciplina: TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO, DA COMUNICAÇÃO E DA
EDUCAÇÃO (60 HORAS)
Ementa:
As TIC e a Educação. A instrumentação pedagógica do processo de ensino e
aprendizagem por meio das TIC. Utilização das TIC na educação considerando duas
dimensões intrínsecas: a teórica, por meio do estudo das principais teorias e
conceitos, das mudanças sociais e educacionais, das concepções pedagógicas, da
competência docente e da relação professor-aluno no processo de ensino e
aprendizagem; e a prática por meio do desenvolvimento de conhecimentos para a
elaboração de atividades de uso das TIC como recurso didático-pedagógico no
processo de ensino e aprendizagem. Atividades de Prática como Componente
Curricular.
Bibliografia Básica:
JOSSO, M. C. Experiências de vida e formação. São Paulo: Cortez Editora, 2004.
LITTO, F. M.; FORMIGA, M. M. M. Org.) Educação a distância: o estado da arte. São
Paulo:
Pearson
Education
do
Brasil,
2009.
SILVA, M. Educação online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São
Paulo: Loyola, 2003.
Bibliografia complementar:
SILVA, M. ; PESCE, L. ; ZUIN, A. (Org.) Educação online: cenário, formação e
questões
didático-metodológicas.
Rio
de
Janeiro:
Wak,
2010.
109

SILVA, M. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2006.
VALENTE, J. A. Educação ou aprendizagem ao longo da vida. Pátio Revista
Pedagógica. Editora Artes Médicas Sul, Ano VIII, Nº 31, Agosto/Outubro 2004, pág.
12-15, 2004.
VALENTE, J. A. Educação em uma comunidade saudável: criando oportunidades de
aprendizagem para a vida. Em J.P.S. Martins & H.A. Rangel (org) Campinas no
rumo das comunidades saudáveis (pp. (209-218). Campinas, SP: IPÊS Editorial,
2004.
VALENTE, J. A. O papel do computador no processo ensino-aprendizagem. Boletim
o Salto para o Futuro. TV escola. Brasília: Secretaria de Educação a Distância –
SEED.
Ministério
da
Educação,
2003.
Disponível
em www.redebrasil.tv.br/salto/boletins2003/ppm/tetxt3.htm.

24. VIABILIZAÇÃO DO CURSO

- Dos polos: Local no qual o estudante terá acesso local a biblioteca,
laboratório de informática (por exemplo, para acessar os módulos de Curso
disponíveis na internet), ter atendimento de tutores, assistir às aulas, realizar
práticas de laboratórios, dentre outros. Em síntese, os polos são os “braços
operacionais” da instituição de ensino superior na cidade do estudante ou mais
próxima dele.
- De recursos materiais: Para garantir o desenvolvimento do Curso, através de
rede, o polo garante a instalação e implementação de um núcleo tecnológico que
possibilite a ligação EaD- Letras/Polo Regional.
- De recursos físicos: Para desenvolver o Curso a Distância , o Curso de
Letras/Língua Portuguesa precisa contar, minimamente, com o seguinte espaço
físico: 1 sala para a coordenação geral e secretaria; 1 sala para instalação do Núcleo
Tecnológico; 1 sala para a tutoria e reunião dos professores do Curso.
- De recursos financeiros: Os recursos financeiros para sustentação do Curso
de Letras na modalidade a distância serão assumidos pela UAB e municípios
participantes dos polos.
Dos recursos provenientes da UAB estão previstas as seguintes despesas:

110

- Pagamento de bolsa para os professores responsáveis pelo desenvolvimento
do curso;
- Pagamento de diárias e passagens para deslocamento aos polos regionais;
- Pagamento das despesas relativas à formação dos tutores em curso de EaD;
- Pagamento dos custos de impressão de material didático;
- Pagamento de bolsas para professores, alunos e técnicos da UFAL que
participarem do projeto;
- Pagamento de professores, técnicos e/ou profissionais externos à UFAL que
participarem do projeto;
- Compra de livros, softwares para o curso e material de expediente.
- Pagamento de tutores.

25. REFERÊNCIAS
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 43. ed. São Paulo: Cultrix,
2006.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. 2ª ed. Rio de janeiro:
Expressão e Cultura, 2002.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília. Conselho
Nacional de Educação, 2001.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: (Lei 9.394/96) /
apresentação Carlos Roberto Jamil Cury. 4ª ed.- Rio de Janeiro: DP & A, 2001.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Brasília. Presidência da República,
2003.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino
fundamental: língua portuguesa. Brasília, SEF/MEC, 1998.
BRASIL. Plano Nacional de Educação. Brasília. Senado Federal, UNESCO, 2001.
BRZEZINSKI, Iria (Org.) LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. São
Paulo:Cortez, 2000.
CALVET, Louis-Jean. Las políticas linguísticas. Buenos Aires: Edicial, 1997.
CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. 5.
ed. rev. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.
CAVALCANTI, M. & MOITA LOPES, L. P. Implementação da pesquisa na sala de
aula de línguas no contexto brasileiro. Trabalhos em Linguística Aplicada. Campinas,
n. 17, 1991.
FORMIGA, Marcos; LITTO, Fredric M. Educação a Distância: o estado da arte.
Pearson Education do Brasil: São Paulo, 2009.
FREITAS, Alice Cunha de; CASTRO, Maria de Fátima F. (Orgs.). Língua e literatura:
ensino e pesquisa. São Paulo: Contexto, 2003.
GADOTTI, Moacir e ROMÃO, José Eustáquio. Autonomia da escola: princípios e
propostas. Guia da escola Cidadã. São Paulo: Cortez, 1997. pp 33-41.

111

GERALDI, J. W. Linguagem e ensino. Exercícios de militância e divulgação.
Campinas: Mercado de Letras, 1996.
GREGORY, Michael; CARROLL, Susanne. Language and situation: language and
society. London, UK: Western Printing Services Ltd, 1978.
IBGE. Banco de Dados Agregados. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso
em: 22 out. 2012.
HAGÈGE, Claude. Halte à la mort des langues. Paris: Ed. Odile Jacob, 2001
KRAMSCH, Claire. Context and Culture in Language Teaching. Oxford: OUP, 2000.
LAZAR, Gillian. Literature and Language Teaching. Cambridge. CUP, 1993
LICERAS, J.M., La adquisición de las lenguas extranjeras. Madrid, Visor, 1992, pp.
143-152.
LYONS, John. Linguística. Linguagem e linguística: uma introdução. Rio de Janeiro,
Rio de Janeiro: Zahar, 1982
MARTIN, Robert. Para entender a linguística: epistemologia elementar de uma
disciplina. Tradução de Marcos Bagno. São Paulo, São Paulo: Parábola, 2003. p.
161-180.
MARTÍNEZ-CACHERO, Álvaro. La enseñanza del español en el sistema educativo
brasileño/ O ensino do espanhol no sistema educativo brasileiro. Ed. bilingue. Col.
Orellana, n.19, Brasília: Thesaurus, 2008.
MASON, R.; KAYE, A: R. (1989(Eds) - Mindweave: communication, computers and
distance education, Oxford, Pergamon Press.
MEC. Orientações curriculares para o Ensino Médio. Linguagens, códigos e suas
tecnologias. Disponível em: www.portal.mec.gov.br/seb.
Nuñez, Carlinda Pate et alii. O Teatro Através da História, vol.1: O teatro ocidental.
Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, Entourage Produções Artísticas,
1994.
PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1999.
REATTO, Diogo & BISSACO, Cristiane Magalhães. O ensino do espanhol como
língua estrangeira: uma discussão sócio-política e educacional. Revista LETRA
MAGNA, número 7, segundo semestre de 2007. Disponível em:
http://www.letramagna.com/espanholensinolei.pdf
RIVENC, Paul. Pour aider à communiquer dans une langue étrangére. Paris: Didier
Éruditions, et Centre International de Phonétique appliquée, 2001.
RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas brasileiras: para o conhecimento das línguas
indígenas. São Paulo: Loyola, 1986.
SILVA, Aracy Lopes & GRUPIONI, Luís Donisete Benzi. (Org). A Temática indígena
na escola: novos subsídios para professores de 1º e 2º graus. Brasília: MEC / MARI /
UNESCO, 1995.
SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da literatura. São Paulo: Martins Fontes,
1976.
TRUDGILL, Peter. Sociolinguistics: an introduction. Great Britain: Penguin Books,
1974.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, Faculdade de Letras. Projeto Políticopedagórico do Curso de Licenciatura em Letras/Português. Maceió, AL, 2007.
VEIGA, I. P. A. e FONSECA, Marília (Orgs.) As dimensões do projeto políticopedagógico. São Paulo: Papirus, 2001.

112

ANEXOS
ANEXO I -

CORPO

DOCENTE

FALE

E

QUADRO

TÉCNICO-

ADMINISTRATIVO
CORPO DOCENTE FALE

Professores efetivos

Titulação

Regime trabalho

Adna de Almeida Lopes

Doutora

DE

Adriana Lopes Lisboa Tibana

Mestre

DE

Alan Jardel de Oliveira

Doutor

DE

Aldir Santos de Paula

Doutor

DE

Aline Vieira Bezerra Higino de Oliveira

Mestre

DE

Ana Cecília Acioli Lima

Doutora

DE

Ana Lúcia Guerra Milito

Mestre

DE

Ana Margarita Barandela Garcia

Mestre

DE

Andrea Silva Pereira

Doutor

DE

Daniel Adelino Costa Oliveira da Cruz

Mestre

40 h

Daniel Paes de Albuquerque

Especialista DE

Eliana Kefalás Oliveria

Doutora

DE

Eliane Barbosa da Silva

Doutora

DE

Emanoelly Caldas de Oliveira

Especialista DE

Fabiana Pincho de Oliveira

Doutora

Fábio Rodrigues dos Santos

Especialista DE

Fernando Otávio Fiúza Moreira

Doutor

DE

Flávia Colen Meniconi

Doutora

DE

DE

113

Francisco Jadir Lima Pereira

Especialista DE

Gláucia Vieira Machado

Doutora

DE

Helson Flávio da Silva Sobrinho

Doutor

DE

Humberto Meira de Araújo Neto

Especialista DE

Ildney de Fátima Souza Cavalcanti

Doutora

DE

Irene Maria Dietschi

Doutora

DE

Izabel de Fátima Oliveira Brandão

Doutora

DE

Jacqueline Elizabeth Vásquez Araújo

Mestre

DE

Jair Barboza da Silva

Doutor

DE

Jair Gomes Farias

Doutor

DE

José Niraldo de Farias

Doutor

DE

Jozeph Fernando Soares Queiroz

Mestre

DE

Kristianny Brandão Barbosa de Azambuja Mestre

DE

Lígia dos Santos Ferreira

Doutora

DE

Lúcia de Fátima Santos

Doutora

DE

Luiz Fernando Gomes

Doutor

DE

Marcio Alexandre Cruz

Doutor

DE

Marcos Grutzmacher

Especialista DE

Marcus Vinícius Matias

Mestre

DE

Maria Gabriela Cardoso Fernandes Costa Doutora

DE

Maria Stela Torres Barros Lameiras

Doutora

DE

Miguel José Alves de Oliveira Júnior

Doutor

DE

Nágib José Mendes dos Santos

Mestre

DE

Núbia Rabelo Bakker Faria

Doutora

DE

Paulo José da Silva Valença

Doutor

DE

Paulo Leôncio da Silva

Doutor

DE

114

Paulo Rogério Stella

Doutor

DE

Raquel D'Elboux Couto Nunes

Mestre

DE

Rita de Cássia Souto Maior Siqueira Lima Doutora

DE

Rita Maria Diniz Zozzoli

Doutor

DE

Roberto Sarmento Lima

Doutor

DE

Rosária Cristina Costa Ribeiro

Doutora

DE

Roseanne Rocha Tavares

Doutora

DE

Sérgio Ifa

Doutor

DE

Simone Makiyama

Mestre

DE

Sônia Cristina Simões Felipeto

Doutora

DE

Susana Souto Silva

Doutora

DE

Telma Moreira Vianna Magalhães

Doutora

DE

Yann Jean Christophe Hamonic

Mestre

DE

QUADRO TECNICO-ADMINISTRATIVO

Nome do técnico
Ana Lucia Cardoso de
Barros
Carlos Alberto Matias de
Oliveira
Edmilson Canel Machado
Junior
Gilson Miquelino Ferreira
Iole Costa Terso
Janaína da Rocha Ribeiro
Jean Bernardo da Silva
Vieira
Jeanine Waleria Oliveira
Braga
Johnny Lucas Calheiros
Jorge Henrique Silvestre
Barbosa

Cargo
Assistente em administração

Categoria
Técnico administrativo

Tradutor
intérprete
linguagem de sinais
Programador visual

Técnico administrativo

de

Técnico administrativo

Técnico de laboratório
Bibliotecário-documentalista
Técnico de audiovisual
Revisor de textos braille

Técnico administrativo
Técnico administrativo
Técnico administrativo
Técnico administrativo

Assistente em administração

Técnico administrativo

Assistente em administração
Assistente em administração

Técnico administrativo
Técnico administrativo

115

Judson Leão de Mello
Juliana
Vanessa
dos
Santos Silva
Laudicea Candido de
Oliveira
Marcos Paulo Jose de
Melo Silva
Maria Ines Bassi Peil
Maria Valeria Marinho
Maia
Maykew Douglas Assis
de Gusmão
Meire Santos Pereira
Paulo
Jorge
Ferreira
Medeiros
Pollyanna Lino de Araujo
Rivanilda
Lopes
de
Araujo
Rosana Taciana Portela
Nicacio dos Santos
Simone Dornelles Schulze
Sonia da Silva
Thiago Bruno de Souza
Santos
Wesslen
Nicácio
de
Mendonça Melânia

Assistente em administração
Tradutor
intérprete
de
linguagem de sinais
Assistente em administração

Técnico administrativo
Técnico administrativo

Técnico de tecnologia da
informação
Assistente em administração
Assistente em administração

Técnico administrativo

Tradutor
intérprete
de
linguagem de sinais
Tradutor
intérprete
de
linguagem de sinais
Auxiliar em administração

Técnico administrativo

Tradutor
intérprete
de
linguagem de sinais
Assistente em administração

Técnico administrativo

Técnico
em
assuntos
educacionais
Secretário executivo
Porteiro
Tradutor
intérprete
de
linguagem de sinais
Assistente em administração

Técnico administrativo

Técnico administrativo

Técnico administrativo
Técnico administrativo

Técnico administrativo
Técnico administrativo

Técnico administrativo

Técnico administrativo
Técnico administrativo
Técnico administrativo

116

LEGISLAÇÕES ESPECÍFICAS
ANEXO II

117

118

119

120

ANEXO III

121

ANEXO IV

122

ANEXO V

123

124

125

126

127

128

129

ANEXO VI

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
FACULDADE DE LETRAS
COORDENAÇÃO DO CURSO DE LETRAS
COMISSÃO DE PROJETOS INTEGRADORES

GUIA DE REALIZAÇÃO DOS PROJETOS INTEGRADORES

DISCIPLINA: PROJETOS INTEGRADORES
CARGA HORÁRIA: 40 HORAS POR SEMESTRE
EMENTA: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo
estruturado a partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a
especificidade de cada curso.
PROPOSTA: Integrar as diferentes áreas de conhecimento dos cursos de
Letras (e áreas afins, quando necessário).
REALIZAÇÃO: A proposta da disciplina será realizada através de elaboração
de projetos que deverão integrar duas ou mais disciplinas do semestre ao qual o
projeto se refere.
EXECUÇÃO:
1. Cada turma de Projetos Integradores tem um/a coordenador/a geral, que é
responsável pelos aspectos formais (receber dos professores as inscrições de temas
e de alunos inscritos para o seu projeto, repassar essas inscrições à Coordenação

130

de Letras, supervisionar, convocar reuniões, organizar e divulgar atividades
vinculadas aos PIs).
2. Todos os professores (inclusive substitutos) podem propor um tema para o
desenvolvimento de um projeto no semestre em curso. O tema do projeto pode estar
vinculado ao tema geral proposto pela comissão de PIs ou pode ser escolhido pelo
professor que se propuser a orientar um determinado grupo de alunos.
3. Para que haja a integração desejada entre as disciplinas, é necessário que
todos os professores disponham-se a colaborar com qualquer projeto quando a sua
competência se fizer necessária para o desenvolvimento do projeto em questão.
4. O professor propõe o tema aos alunos e inscreve o seu grupo de trabalho.
Essa inscrição será feita em duas vias, que são entregues ao coordenador de PIs.
Uma das vias é encaminhada para ser arquivada na coordenação dos cursos de
Letras.
5. O número de alunos por equipe para um projeto é de, no mínimo, 5 e, no
máximo, 10 alunos.
6. A nota final do PIs resulta da avaliação de:
a) um trabalho escrito individualmente;
b) uma apresentação em forma de comunicação oral, entre 15 a 20 minutos,
(acatam-se outras formas de apresentação, desde que sejam julgadas adequadas
pela comissão) na semana de avaliação de projetos;
c) frequência do aluno às apresentações dos trabalhos na semana. (Dado que
as apresentações dos trabalhos visam a estimular o debate entre estudantes e
professores, espera-se que a presença dos estudantes não se restrinja a sua própria
apresentação.)
7. A avaliação é feita da seguinte forma:

131

a) a nota do trabalho escrito é atribuída pelo professor orientador.
b) a nota da apresentação dos trabalhos é atribuída pela comissão
examinadora
c) a nota da frequência do aluno é atribuída pela presença a todas as
apresentações de PIs do seu respectivo turno.
O resultado final é a média ponderada das notas do professor orientador
(peso:4); da média aritmética das notas dos professores da comissão examinadora
(peso:4); e a frequência do aluno durante as apresentações dos trabalhos (peso 2):
NA = NPO x 4 + NCE x 4 + NFA x 2
10

NPO – nota do professor orientador
NCE – nota da comissão examinadora
NFA – nota da frequência do aluno (100%)
8. A comissão examinadora é definida após a inscrição dos projetos.
9. Os casos omissos são analisados pela Comissão dos PIs.

132

ANEXO VII
Universidade Federal de Alagoas
Faculdade de Letras - Fale

RESOLUÇÃO Nº 2/2009
FACULDADE DE LETRAS

Aprovada em Sessão Plenária
realizada em setembro de 2009.

RESOLUÇÃO Nº 2/2009 – FALE, de 17 de setembro de 2009.
ESTABELECE NORMAS PARA A ELABORAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO DE LETRAS –
FALE.

O CONSELHO DA FACULDADE DE LETRAS, no uso das atribuições conferidas pelo
art. 6º do Regimento Interno, CONSIDERANDO as indicações de reformulação feitas
pela Comissão de Reestruturação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e de
acordo com a deliberação tomada, por ampla maioria, na Plenária Ordinária mensal
ocorrida em 17 de setembro de 2009,
RESOLVE:
Art. 1º – Os TCCs serão coordenados por um/a professor/a do Curso de Letras da
Universidade Federal de Alagoas (Ufal), nomeado/a pelo/a Diretor/a da Faculdade,
através de Portaria, por um período de um ano letivo, podendo ser reconduzido/a.
Parágrafo único. atribuições do coordenador. Dentre as atribuições do/a coordenador/a
do TCC, estão: julgar se há compatibilidade entre a área de experiência/especialização
do orientador e o tema do TCC, podendo rejeitar uma carta de aceite; receber a
monografia do TCC; encaminhar a documentação após entrega da versão final; receber
a carta de aceitação; e solicitar um/a orientador/a para o/a aluno/a que ainda não o/a
tenha.
Art. 2º – O TCC de Letras consistirá em uma pesquisa de caráter monográfico,
apresentada em forma de artigo ou ensaio.
Art. 3º – O objetivo geral do TCC é propiciar aos/às alunos/as do Curso de Letras a
oportunidade de elaborar um trabalho acadêmico-científico relacionado aos estudos
linguísticos e literários, constantes do desenho curricular de Letras, e elaborado
segundo as normas técnicas de produção de trabalhos científicos.
Art. 4º – A pesquisa do TCC deverá ser desenvolvida individualmente.

133

Art. 5º – O/A aluno/a deverá solicitar orientação a um/a professor/a, que lhe dará uma
carta de aceitação.
§1º – A carta de aceitação, que terá validade de dois períodos letivos, deverá ser
encaminhada ao/à Coordenador/a do TCC, acompanhada da proposta de trabalho.
§2º – A carta de aceitação deverá ser encaminhada a partir do 5º período até o final do
6º período letivo.
§3º – O/A aluno/a que estiver sem orientador/a deverá encaminhar ao/à Coordenador/a
do TCC uma solicitação de orientação, no 5º semestre do Curso, acompanhada da
proposta do TCC, para as devidas providências.
Art. 6º – O TCC poderá ser desenvolvido sob a orientação de professores/as tanto de
Letras quanto de outros cursos da Ufal, desde que aqueles/as estejam cadastrados
junto à Coordenação de Letras e tenham produção e/ou experiência vinculada à área de
estudos do trabalho.
Parágrafo único. O/A orientando/a, de comum acordo com seu orientador/a, pode
solicitar a colaboração de um/a coorientador/a.
Art. 7º – Orientador/a e orientando/a poderão desfazer o vínculo autorizado pela
Coordenação de Graduação, mediante justificativa.
Art. 8º – Compete ao/à orientador/a:
a) acompanhar sistematicamente o trabalho dos/as orientandos/as; e
b) entregar ao/à Coordenador/a do TCC a ficha de acompanhamento semestral do/a
orientando/a, ao final de cada semestre letivo.
Art. 9º – Compete ao/à orientando/a:
a) participar das reuniões e sessões de estudo convocadas pelo/a orientador/a;
b) cumprir os prazos fixados para a entrega de atividades; e
c) apresentar o TCC de conformidade com o Artigo 12 e subsequentes.
Art. 10 – Os critérios de avaliação do TCC serão os seguintes:
a) relevância do tema;
b) adequação da fundamentação teórico-metodológica ao tema;
c) equilíbrio e inter-relação na divisão das partes do trabalho;
d) utilização da linguagem acadêmica na redação; e
e) atendimento aos padrões e às normas técnicas de produção de trabalhos científicos.
Art. 11 – A formatação do TCC deve apresentar os seguintes requisitos:
a) a digitação deve ser em espaço 1,5; o papel, em formato A-4; a fonte 12; e o tipo de
letra é o Times New Roman;
b) as margens inferior e direita devem ter 2,5cm cada;
c) as margens superior e esquerda devem ter 3cm;
d) a encadernação encaminhada para a banca deverá ser em forma impressa simples,
sem exigência de brochura;
e) o TCC deve ter, no mínimo, 15 e, no máximo, 50 páginas, da introdução à conclusão.
Parágrafo único. A capa da versão definitiva do TCC deverá seguir o modelo padrão da
Fale.
Art. 12 – A monografia deverá ser entregue ao/à Coordenador/a do TCC no prazo
máximo de sessenta dias antes do término do 8º período, em 3 exemplares, para ser
encaminhados aos membros da banca examinadora.
§1º – O/A orientador/a comunicará à Coordenação do Curso de Letras a composição da
banca examinadora.
§2º – O/A aluno/a que descumprir o disposto no caput do Art. 12 só poderá reapresentar
o TCC trinta dias antes do prazo estabelecido pelo cronograma da Reitoria para
colações de grau fora do prazo.
§3º – O/A aluno/a que descumprir os prazos terá de efetuar rematrícula para o TCC.
Art. 13 – O TCC será avaliado por uma banca examinadora, presidida pelo/a
orientador/a da monografia e por mais dois/duas docentes.

134

Parágrafo único. O/A orientador/a deve indicar um/a suplente que fica encarregado/a
de substituir qualquer um/a dos/as titulares em caso de impedimento de um/a deles/as.
Art. 14 – Os/a integrantes da banca examinadora, a contar da data prevista no Art. 12,
têm o prazo de até vinte dias para proceder à leitura e à avaliação da monografia.
§ 1º - Os/as integrantes da banca examinadora receberão uma cópia do TCC impressa
e encadernada de forma simples.
§ 2º – O/A discente tem até quinze dias após a divulgação do resultado da banca para
entregar a cópia definitiva à Coordenação.
§ 3º - A versão definitiva do TCC a ser entregue à Coordenação será em CD.
Art. 15 – A nota final do/a aluno/a será a média ponderada entre a média aritmética das
notas atribuídas pela banca examinadora.
§1º – Para aprovação, o/a aluno/a deverá obter nota igual ou superior a 7,0 (sete
inteiros).
§ 2º A apresentação do TCC poderá ser pública ou não, a critério do/a orientador/a.
§ 3º - No caso de o TCC ser apresentado de forma pública, a apresentação poderá
ocorrer sob a forma de comunicação oral durante a Semana de Letras (1º semestre) ou
no Congresso Acadêmico (2º semestre), ou em eventos similares, com a presença
dos/as integrantes da banca examinadora.
§ 4º A Coordenação de TCC só encaminhará a documentação dos/as alunos/as que
tiverem entregado a versão final (em CD e uma cópia impressa) à coordenação.
Art. 16 – Os casos omissos serão resolvidos pelo Colegiado do Curso de Letras.
Art. 17 – Esta Resolução entrará em vigor na data de sua aprovação pelo Colegiado de
Curso.
CARTA DE ACEITAÇÃO
ALUNO/A: _________________________________________________________________________________
MATRÍCULA: ____________________________ E-MAIL: ___________________________________
TEL.: ______________________ ENDEREÇO: ____________________________________________
CURSO: ______________________ ANO DE ENTRADA: ______________ TURNO: ____________

ORIENTADOR/A: _________________________________________________________________________
E-MAIL: ______________________________________ TEL: __________________ UA: __________
ATUAÇÃO NA FALE: ( ) GRADUAÇÃO ( ) PPGLL ( ) NÃO

PROJETO: ________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
OUTROS (ESPECIFIQUE): ____________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
ÁREA DO CONHECIMENTO:
( ) ESTUDOS LINGUÍSTICOS ( ) ESTUDOS LITERÁRIOS

FICHA DE ACOMPANHAMENTO SEMESTRAL
RELATÓRIO SUCINTO DAS ATIVIDADES REALIZADAS:
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

135

______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________
Maceió,_____________ de__________________ de 20_______
PROFESSOR/A RESPONSÁVEL: _______________________________________
COORDENADOR/A:____________________________________________________
ESTA FICHA DEVERÁ SER ENTREGUE NA COORDENAÇÃO DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO
EM LETRAS ATÉ O PRAZO FINAL DE DIGITAÇÃO DE NOTAS.

136

ANEXO VIII

FACULDADE DE LETRAS

RESOLUÇÃO Nº 004/2012 - FALE, de 15 de maio de 2012.
Estabelece normas para a realização do
Estágio

Supervisionado

do

Curso

de

Letras
O Colegiado do Curso de Letras, no uso de suas atribuições legais e
estatutárias,
CONSIDERANDO as indicações de reformulação feitas pela Comissão de
Estágio Supervisionado;
RESOLVE:
Art. 1º Estabelecer normas para a realização do Estágio Supervisionado do
Curso de Letras da Universidade Federal de Alagoas.

CAPÍTULO I
DO ESTÁGIO E SUAS FINALIDADES
Art. 2 º - O Estágio Supervisionado do Curso de Licenciatura em Letras com
habilitação em Português, Inglês, Espanhol e Francês fundamenta-se na Lei
nº11. 788, de 25.09.2008, na Resolução CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de
2002, na Resolução CNE/CP 2, de 19 de fevereiro de 2002 e na Resolução
137

Nº 71/2006 - CONSUNI/UFAL, de 18 de dezembro de 2006 que disciplina os
estágios curriculares dos cursos de graduação da UFAL.
§ 1º. O Estágio é um conjunto de atividades e práticas que consta no Projeto
Pedagógico do Curso de Licenciatura em Letras com habilitação em Português,
Inglês, Espanhol e Francês como Estágio Supervisionado.
§ 2º. O Estágio visa ao desenvolvimento de competências próprias da
atividade profissional docente – conhecimentos teórico-conceituais, habilidades e
atitudes – e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do(a)
estagiário(a) para a vida cidadã e para o mundo do trabalho.
§ 3º. Os Estágios Supervisionados em Língua Portuguesa, Inglesa,
Espanhola e Francesa serão realizados a partir do 5º período e deverão
contemplar, por exemplo, atividades de ensino, a observação da prática docente e a
regência de aulas nos ensinos Fundamental e Médio.
Art. 3º - São objetivos do Estágio Supervisionado:
I. Formar um profissional atuante, crítico, capaz de transitar pelas esferas do
saber, aliando conhecimento, valores socioculturais e necessidades individuais dos
alunos.
II. Possibilitar a reflexão sobre o cotidiano escolar, a análise dos pressupostos
teóricos estudados e sua prática, a fim de que o(a) estagiário(a) possa assumir
posicionamento crítico aliado à competência técnica-metodológica e compromisso
político do seu papel na sociedade.
III. Possibilitar, por meio do contato constante com as diversas realidades
escolares e instâncias educacionais, a reflexão crítica e contextualizada sobre o
papel do educador, da escola e do ensino de língua e literatura da sua habilitação
ou área de atuação.
IV.

Estabelecer

formas de

desenvolvimento

e

articulação

entre

os

componentes curriculares teóricos, a dimensão prática, as disciplinas eletivas, as

138

atividades extensionistas, as ações de formação continuada, os projetos de
pesquisa desenvolvidos pelos docentes da FALE.
V. Proporcionar, ao graduando, condições para a reflexão ao fazer a
transposição didática dos conteúdos da área de Letras de suas habilitações para a
Educação Básica (Ensino Fundamental e Ensino Médio);
VI.

Proporcionar, ao graduando, condições para o desenvolvimento das

atividades de observação, análise, síntese e reflexão críticas do trabalho
pedagógico e da realidade em que atua, enquanto agente do processo ensinoaprendizagem para a formação de cidadãos;
VII. Integrar o Curso de Licenciatura em Letras nas habilitações Português,
Inglês, Espanhol e Francês da UFAL, às demais Instituições de Educação Básica
das redes pública e privada de ensino.
VIII. Tomar a prática como objeto de reflexão organizada e compartilhada,
como campo de conhecimento específico do professor;
IX. Envolver-se na prática pedagógica, afetiva e cognitivamente, questionando
as próprias crenças, propondo e experimentando alternativas;
X. Promover interações com o corpo docente e discente das instituições
parceiras.
Art. 4º – O Estágio Supervisionado deve ser planejado, executado,
acompanhado

e avaliado pela Comissão

de Estágio Supervisionado em

conformidade com o Projeto do Curso de Licenciatura em Letras nas habilitações
Português, Inglês, Espanhol e Francês da UFAL, e, respeitando, o calendário
acadêmico.

CAPÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO DO ESTÁGIO
Art. 5º – O (A) estagiário(a) deverá receber da Coordenação de Estágio da
Faculdade de Letras os seguintes documentos, no início do semestre letivo:

139

I – Carta de apresentação do(a) estágiário(a) assinada pela Coordenação
de Estágio da Faculdade de Letras atestando que o(a) estagiário(a) é aluno(a)
regularmente matriculado(a) e apto(a) a realizar estágio no semestre.
II – Carta de aceite para que o responsável da unidade escolar ou do órgão
competente onde o estágio será realizado autorize o(a) estagiário(a) a cumprir as
atividades requeridas de estágio.
III – Ficha de controle das atividades de Estágio Supervisionado na qual o(a)
estágiário(a) irá registrar as atividades realizadas.
Art. 6º – Ao término do estágio, o(a)

estagiário(a) deverá entregar ao

professor responsável pelo Estágio Supervisionado:
I – A carta de aceite assinada pelo responsável da unidade escolar ou do
órgão competente onde o estágio foi realizado.
II – O Relatório individual de Estágio Supervisionado.
III – A ficha de controle preenchida corretamente e assinada pelo responsável
da unidade escolar ou do órgão competente onde o estágio foi realizado.
CAPÍTULO III
DO LOCAL DE REALIZAÇÃO
Art. 7º – O Estágio Supervisionado será realizado, preferencialmente, em
instituições escolares públicas e privadas da Educação Básica, em cursos livres de
idiomas, em alguns órgãos da UFAL, bem como projetos institucionais de ensino,
pesquisa e extensão, desde que apresentem condições para:
I.

Planejamento e execução conjunta das atividades de estágio.

II.

Aprofundamento

dos

conhecimentos

prático-teóricos

a

partir

das

experiências vividas em situações concretas das atividades de estágio.
Art. 8º – O Estágio Supervisionado poderá ser realizado em mais de um
instituição pública ou privada, na área de formação do aluno.
Parágrafo único – O(A) estagiário(a) deverá, preferencialmente, exercer as
atividades de regência na instituição em que desenvolveu o Estágio de observação.

140

CAPÍTULO IV
DAS ATRIBUIÇÕES DOS ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE ESTÁGIO
SEÇÃO I
DO COORDENADOR DO CURSO DE LETRAS
Art. 9º – Ao Coordenador do Curso compete:
I.

Indicar um membro da Comissão de Estágio Supervisionado como

Coordenador de Estágio Supervisionado;
II. Designar a Comissão de Estágio Curricular Supervisionado responsável
pelas providências necessárias à efetiva realização do Estágio;
III. Arquivar por dois anos os documentos comprobatórios dos estagiários (os
relatórios de estágio supervisionado assinados pelo professor supervisor e pelo(a)
estagiário(a), as fichas de controle de estágio supervisionado e as cartas de aceite e
de recebimento do relatório pelo responsável da unidade escolar ou do órgão
competente onde o estágio foi realizado).
Parágrafo único – A Comissão de Estágio Curricular Supervisionado será
composta pelo coordenador do Curso de Letras, pelo coordenador de Estágio e por
Professores Responsáveis pelo Estágio Supervisionado, lotados na Faculdade de
Letras.
SEÇÃO II
DO COORDENADOR DE ESTÁGIO
Art. 10º – É de competência do Coordenador de Estágio:
I – Disponibilizar horário, na coordenação do curso, para planejar, orientar,
acompanhar e avaliar as atividades propostas referentes a essa atividade curricular.
II – Convocar a Comissão para as reuniões.
III- Organizar a participação dos integrantes da Comissão nas discussões de
planejamento e desenvolvimento do Estágio Supervisionado.

141

IV – Vistar, ao final de cada período letivo, os documentos comprobatórios
recebidos dos professores responsáveis pelo Estágio Supervisionado.
V – Entregar os documentos comprobatórios dos estagiários ao Coordenador
de Graduação no final de cada período letivo.
Art. 11º – Em relação aos alunos, cabe ao Coordenador de Estágio
Supervisionado:
I – Prestar esclarecimentos a respeito de dúvidas gerais sobre a realização
dos estágios.
II – Divulgar dias e horários de atendimento.

SEÇÃO III
DA COMISSÃO DE ESTÁGIO
Art. 12º – À Comissão de Estágio compete:
I. Avaliar, propor mudanças, se necessário, e aprovar os Planos de
Estágio Supervisionado e os instrumentos de avaliação;
II.

Viabilizar

o

desenvolvimento

e

o

acompanhamento

do

Estágio

Supervisionado;
III.

Participar do Seminário de Socialização do Estágio Supervisionado e

estimular a participação dos demais professores do Curso nesse evento;
IV. Resolver os casos omissos, considerando a legislação vigente.
SEÇÃO IV
DO PROFESSOR RESPONSÁVEL PELO ESTÁGIO
Art. 13º – Ao Professor Responsável pelo Estágio Supervisionado compete:

142

I. Aprovar o Plano de Estágio apresentado pelos estagiários, levando em
consideração os objetivos estabelecidos nesta Resolução;
II. Encaminhar os estagiários para o desenvolvimento do Estágio em Línguas
Portuguesa, Espanhola, Inglesa e Francesa na Educação Básica, preferencialmente
em unidades escolares da rede pública de ensino e/ou escolas de línguas
estrangeiras;
III. Organizar o Seminário de Socialização do Estágio Supervisionado, o qual
visa a avaliar as atividades desenvolvidas pelos estagiários;
IV. Fixar e divulgar a data e horário do Seminário de Socialização do Estágio
Supervisionado;
V. Acompanhar os estagiários no Seminário de Socialização de Estágio;
VI. Orientar os estagiários para a apresentação de Relatório ao final de cada
período letivo em que o Estágio se realiza;
VII. Avaliar o Relatório Final de Estágio;
VIII. Realizar a avaliação final dos estagiários e efetuar o lançamento das
notas no SIE WEB;
IX. Recolher dos estagiários sob sua supervisão, ao final de cada período
letivo, os documentos comprobatórios da realização do Estágio Supervisionado
(relatórios de estágio assinados, as fichas de controle de estágio supervisionado, as
cartas de aceite e de recebimento do relatório pelo responsável da unidade escolar
ou do órgão competente onde o estágio foi realizado) e entregá-los ao Coordenador
de Estágio Supervisionado.
SEÇÃO V
DO(A) ESTAGIÁRIO(A)

143

Art. 14º – É de competência do(a) estagiário(a):
I. Seguir as normas estabelecidas por esta Resolução;
II. Elaborar o Plano de Estágio em comum acordo com o Professor supervisor
do Estágio Supervisionado;
III.

Apresentar o Plano de Estágio ao Professor Supervisor do Estágio

Supervisionado, no prazo mínimo de 10 (dez) dias antes da data prevista para o
início das atividades;
IV. Acatar as normas da Instituição de Ensino em que ocorrerá o Estágio;
VI. Apresentar, ao final das atividades, o Relatório de Estágio ao Professor
supervisor do Estágio Supervisionado;
VII. Participar do Seminário de Socialização de Estágio;
VIII. Apresentar o Relatório de Estágio no Seminário de Socialização de
Estágio.
IX. Ter uma postura ética ao manter um ótimo relacionamento com todos os
profissionais da unidade escolar e eximir-se de criticá-los, especialmente no local do
estágio.
Parágrafo único – o(a) estagiário(a) que desenvolve seu Estágio na instituição
em que trabalha deve fazê-lo fora de suas atividades rotineiras ou dentro delas,
desde que contemple um caráter inovador.
CAPÍTULO V
DO DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO

144

SEÇÃO I
DO PLANO DE ESTÁGIO
Art.

15º

–

Deverão

constar

no

Plano

de

Estágio

Supervisionado,

obrigatoriamente:
I.Dados de identificação do(a) estagiário(a);
II.Identificação do Estabelecimento de Ensino onde será realizado o Estágio;
III. Pressupostos teóricos dos conteúdos estruturantes;
IV.Desenvolvimento metodológico dos conteúdos estruturantes a serem aplicados;
V.Cronograma das atividades a serem desenvolvidas;
VI.Bibliografia de consulta e de referência.
Art. 16º – O Plano de Estágio deverá ser apresentado pelo estudante ao
Professor Responsável pelo Estágio Supervisionado, para análise, discussão e
aprovação, no prazo mínimo de 10 (dez) dias antes da data prevista para início das
atividades.
SEÇÃO II
DA DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA
Art. 17º – O Estágio Supervisionado está distribuído em 4 semestres, a partir
do quinto período do curso de Letras.
I – A carga horária do Estágio Supervisionado 1 contempla 80 horas
e está distribuída em:
5h planejamento
15h supervisão
15h caracterização
20h atividades de estágio no Ensino Fundamental ou Médio (ver
observação abaixo)
20h elaboração de relatório
05h socialização das experiências

145

II – A carga horária do Estágio Supervisionado 2 contempla 80
horas e está distribuída em:
5h planejamento
15h supervisão
30h atividades de estágio no Ensino Fundamental ou Médio (ver
observação abaixo)
10h registros sobre a prática
20h elaboração de relatório
III – A carga horária do Estágio Supervisionado 3 contempla 80
horas e está distribuída em:
5h planejamento
5h supervisão
10h para caracterização Unidade Escolar
5h entrevistas
15h observação no ensino fundamental
10h elaboração de aula para regência
15h regência no ensino fundamental
5h socialização das experiências e reflexão
10h elaboração de relatório
IV – A carga horária do Estágio Supervisionado 4 contempla 160
horas e está distribuída em:
10 h planejamento
10 h supervisão
30 h para caracterização da Unidade Escolar
10 h entrevistas
15h observação no ensino médio
20h elaboração de aula
15h regência no ensino médio
05 h socialização das experiências e reflexão
20h elaboração de relatório

146

Parágrafo único: As atividades de Ensino para o Estágio
Supervisionado 1 e 2 podem ser:
- observação de aula
- participação em aulas
- regência de aulas (parcial ou total)
- participação em eventos culturais, reuniões na escola,
- realização de rodas de leitura
- trabalho na biblioteca
- atividades extra classe (festas, gincanas, atividades culturais)
- acompanhamento de alunos com dificuldades de aprendizagem
- confecção de materiais didáticos
- análise de material didático
- observação de práticas em DVD
- observação e acompanhamento de uma turma-referência
- acompanhamento de grupos de alunos
- pequenos projetos envolvendo o uso de leitura e escrita
- oficinas
- aulas de reforço
- montagem de peças teatrais
Outras atividades de ensino podem ser consideradas mediante aprovação
da Comissão de Estágio.
SEÇÃO III
DA ESTRUTURAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO
Todas as atividades desenvolvidas ao longo do estágio devem ser relatadas em um
Relatório Final, do qual devem constar:
1. Apresentação: Situar a disciplina e a discussão teórica de base, de acordo com o
tema selecionado e desenvolvido. Ex: Produção escrita – Ortografia - Dificuldades
da aprendizagem em LP - Avaliação em leitura etc.; local de realização do estágio,
objetivos previamente traçados; como a proposta foi elaborada, dificuldades
encontradas no início do estágio e como foi possível seguir o planejamento, etapas
da atividade programada e as adaptações que foram feitas.

147

2. Caracterização da escola - Dados Gerais:
a) Identificação da Escola: Campo de estágio (nome completo da escola;
localização; níveis e modalidades de ensino; turnos de funcionamento).
b) Instalações da Escola: Infraestrutura e recursos materiais (Biblioteca-dimensões,
acervo, capacidade, uso, tipo de atendimento; Sala de informática e recursos
tecnológicos; distribuição dos espaços e serviços de apoio).
c) Organização do trabalho escolar: Calendário escolar; Horários de funcionamento;
Índices de evasão e repetência.
d) Prática Sócio-Político-Pedagógica: Identificar a existência de projetos e/ou
programas em desenvolvimento; planejamento: como é feito, quem participa;
entrevista com representantes da direção, coordenadores, professores.
3. Diário de Campo: Descrição e reflexão sobre o trabalho desenvolvido –
observação ou regência - registrando os conteúdos abordados, as metodologias, as
estratégias adotadas e as avaliações empregadas, as datas de realização e os tipos
de atividades observadas e/ou desenvolvidas.
4. Análise de dados e produtos de aprendizagem: Relatório que pode ser feito por
grupo de atuação (mais ou menos quatro a oito alunos que se revezam nas
atividades na Escola). Nessa parte do Relatório, cada aluno ou dupla desenvolve a
análise de um produto, resultado do trabalho desenvolvido na Escola: versões de
textos, manuscritos, comparação de atividades etc., tendo como base teórica os
conceitos discutidos na disciplina e no curso.
5. Considerações finais: O aluno pode abordar questões, tais como a importância do
estágio para a formação; dificuldades encontradas e como elas foram superadas; e
sugestões para a melhoria do ensino e da aprendizagem naquele contexto do
estágio.
6. Referências: Autores citados no relatório e nas notas de rodapé.
7. Anexos: Material didático usado pelo professor; produção dos alunos durante as
aulas ou atividades do período de estágio; registro fotográfico, entre outros materiais
ou documentos.
SEÇÃO IV
DA AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO

148

Art. 18º – Para a avaliação do Estágio Curricular Supervisionado serão
consideradas as seguintes atividades:
I. Apresentação dos Planos de Estágio Supervisionado nos prazos
estipulados;
II. Frequência

às

reun iõe s

de

su pervisão

entre

o

professor

supervisor de Estágio e o(a) estagiário(a );
IV. Apresentação do Relatório Final de Estágio, nos quais deverão constar as
atividades desenvolvidas e as avaliações anteriores, após a conclusão de todas as
etapas, ao professor supervisor;
V. Participação como ouvinte dos relatos de colegas estagiários no Seminário
de Socialização;
VI.

Apresentação oral dos resultados no Seminário de Socialização de

Estágio, coordenado pelo Professor supervisor de Estágio.
Parágrafo único: O estudante que deixar de participar do Seminário de
Socialização deverá, mediante a apresentação de justificativa ao Coordenador de
Estágio Supervisionado, agendar sua apresentação para o evento seguinte.
Art. 19º – A avaliação de desempenho do(a) estagiário(a), nas diferentes
fases dos Estágios de Línguas Portuguesa, Inglesa, Espanhola e Francesa, é feita
pelo professor supervisor que deve considerar:
I.o compromisso e a participação nas atividades propostas;
II.a interlocução e postura colaborativa com o professor supervisor;
III.o desempenho nas atividades pedagógicas;
IV.a capacidade de diagnosticar problemas e propor soluções para situações
surgidas no ambiente escolar;

149

§1º Em cada etapa da avaliação, serão utilizados instrumentos específicos
elaborados pelos professores supervisores e aprovados pela Comissão de Estágio
Supervisionado.
§2º - A nota final referente aos Estágios Supervisionados de Licenciatura
em Língua Portuguesa, em Língua Inglesa, em Língua Espanhola e em Língua
Francesa deverá ser composta considerando as notas parciais do aluno obtidas
quando da realização dos Estágios.
§3º - O Relatório Final do Estágio Supervisionado deverá ser elaborado de
acordo

com

as

normas

vigentes

adotadas

pela

Comissão

de

Estágio

Supervisionado.
§4º - O Relatório Final de Estágio Curricular Supervisionado deverá ser
composto pelos relatórios parciais desenvolvidos em cada uma das etapas dos
Estágios.
§5º - O Relatório Final de Estágio Curricular Supervisionado deverá conter as
assinaturas do estagiário e do seu professor supervisor de Estágio.
Art. 20º - O não cumprimento do previsto nos Artigos desta Resolução
implica reprovação do(a) estagiário(a) em

Estágio Supervisionado e na

obrigatoriedade de realização de um novo estágio.
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 21º – O desenvolvimento das atividades de Estágio prevê as seguintes
modalidades:
I – Observação - destinada a levar o estudante à tomada de contato com a
realidade educacional, especialmente nas situações que envolvem professoraluno, bem como elaboração de planejamento, execução e avaliação das atividades
escolares.

150

II – Regência - destinada a permitir ao(à) estagiário(a) ministrar aulas,
aplicar um projeto de intervenção ou outra atividade acerca do processo de ensino e
aprendizagem, sob orientação e supervisão do Professor de Estágio.
III – Participação - realizada para permitir ao estudante tomar parte como
cooperador em aulas e em outras atividades educativas definidas pelo Professor de
Estágio Supervisionado.
Art. 22º – Em acordo com o parecer CP/CNE 028, de 02/10/2001, em caso de
aluno em efetivo exercício da atividade docente na educação básica, a carga horária
total do semestre poderá ser reduzida, no máximo, em até 50%.
I – o aluno atuando como docente no Ensino fundamental ou Médio, em escola
reconhecida pelo MEC/Secretaria da Educação, deverá apresentar à Comissão de
Estágio Supervisionado documentação comprobatória descrevendo plano de curso e
especificando as atividades e a carga horária.
II – as atividades do monitor em escolas públicas de Alagoas só serão
consideradas se o(a) estagiário(a) desenvolver projeto ou atividades na sua
habilitação ou área de atuação.
Art. 23º – O(A) estagiário(a) deverá concluir cada estágio em um
semestre letivo.
Art. 24º – Nos termos da legislação vigente, o estágio supervisionado
obrigatório para qualquer habilitação da Faculdade de Letras, não cria vínculo
empregatício.
Art. 25º – Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão de Estágio
Supervisionado da Faculdade de Letras.
Art. 26º – A presente Resolução terá vigência após aprovação pelo Conselho
da Faculdade de Letras.

151

Art. 27º – Esta Resolução poderá ser alterada a qualquer tempo, caso a
Comissão de Estágio julgar necessária, e/ou a pedido de um grupo de professores
e mediante a apresentação e a aprovação do Colegiado e do Conselho do Curso da
Faculdade de Letras da Universidade Federal de Alagoas - Campus A.C. Simões.
Miniauditório Heliônia Cêres – FALE, em 15 de maio de 2012.
Profa. Dra. Eliane Barbosa da Silva
Diretora da FALE
Presidenta do Conselho da FALE

152

UNIVERSIDADE FEDERAL DE
ALAGOAS

CARTA DE RECEBIMENTO DE RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Eu, ____________________________________________________ , responsável por este
estabelecimento

de

ensino,

recebi

do(a)

aluno(a)

__________________________________________ um exemplar do Relatório de Estágio
Supervisionado contendo informações, descrições e análises do estágio realizado neste
semestre.

Maceió, __________________________ de 201___.

____________________________________________________________
Carimbo e assinatura do responsável
(carimbo da escola)

153

CARTA DE APRESENTAÇÃO DO(A) ESTAGIÁRIO(A)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE
ALAGOAS

Maceió, 14 de fevereiro de 2011.

Ao
Ilmo(a). Sr(a) Diretor(a)
Assunto: Apresentação de estagiário
Prezado(a) Senhor(a),
Apresentamos a V. S.a, ___________________________________________________,
aluno(a) regularmente matriculado no Curso de Licenciatura em Letras/Inglês da Faculdade
de Letras da Universidade Federal de Alagoas – UFAL, para o desenvolvimento de atividades
de estágio supervisionado nesta unidade de Ensino.
Atenciosamente,

Prof. Dra. Ana Maria Gama Florêncio
Responsável pelo Estágio Supervisionado
FALE – UFAL

154

UNIVERSIDADE FEDERAL DE
ALAGOAS

CARTA DE ACEITE
O(A) aluno(a) abaixo designado(a) está credenciado(a), por esta Instituição de Ensino a
solicitar nessa Unidade a devida autorização para o período de estágio, declarando
submeter-se a todas as determinações legais.
Maceió, 1 de setembro de 20__.
_________________________________
Assinatura do responsável pelo Estágio Supervisionado
FALE – UFAL

Aluno(a) _____________________________________________________________
E-mail __________________________________ telefone ______________________
Endereço __________________________________________ CEP _______________

Escola ____________________________________________________________________
Endereço __________________________________________________________________
Bairro _____________________________ CEP _______________ Telefone ____________
Nome do(a) Diretor(a) _______________________________________________________

AUTORIZAÇÃO DO(A) DIRETOR(A)

155

Eu, ____________________________________________________ , responsável pelo
estabelecimento de ensino, autorizo o estágio solicitado pelo(a) aluno(a) acima
designado(a).
Maceió, __________________de 2011.
______________________________
Carimbo e assinatura do responsável

____________________________
Carimbo da escola

156

ANEXO IX
QUADROS DE CONCOMITÂNCIA

157

ANEXO X

159

160

161

ANEXO XI

162
                
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