História Licenciatura 2015
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Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
História – Licenciatura
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO
HISTÓRIA – LICENCIATURA
Maceió, 2015
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Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
História – Licenciatura
Reitor
Eurico de Barros Lôbo Filho
Vice-Reitora
Rachel Rocha de Almeida Barros
Pró-Reitor de Graduação – PROGRAD
Amauri da Silva Barros
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Diretor: Prof. Dr. José Edson Lino Moreira
Vice-diretor: Prof. Dr. Alberto Vivar Flores
História Licenciatura
Coordenador do Curso: Profa. Dra. Ana Paula Palamartchuk
Vice-coordenador: Prof. Dr. Antônio Alves Bezerra
Maceió
2015
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Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
História – Licenciatura
Coordenação Colegiada do curso (2015-2017):
Titulares:
Profª. Dra. Ana Paula Palamartchuk (coord.)
Prof. Dr. Antônio Alves Bezerra (Vice-coordenador)
Profª Drª Michelle Reis de Macedo
Prof. Dr. Gian Carlo de Melo Silva
Profª. Dra. Raquel de Fátima Parmegiani
Suplentes:
Prof.ª Ms. Clara Suassuna Fernandes
Prof.ª Dra. Irinéia Maria Franco dos Santos
Prof. Dra. Célia Nonata da Silva
Prof. Dra. Arrisete Cleide Lemos Costa
Prof. Dra. Flávia Maria de Carvalho
Representação Discente:
Carlos Alexandre de Araújo Lemos Filho (titular)
Allan de Sá Barreto de Freitas (suplente)
Representantes dos técnico-administrativos:
Cibelle Virginia da Silva Vasconcelos (titular)
Rodrigo Severiano dos Santos (suplente)
Núcleo Docente Estruturante
Portaria nº 977 – maio/2014 (publicado no BP/UFAL em agosto de 2014)
Profª. Dra. Ana Paula Palamartchuk
Prof. Dr. Antônio Alves Bezerra
Profa. Dra. Celia Nonata da Silva
Profª. Dra. Flávia Maria de Carvalho
Prof. Dr. Gian Carlo de Melo Silva
Profª. Dra. Raquel de Fátima Parmegiani
Maceió, 2015
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Sumário
I - Identificação do Curso.................................................................................................. 5
II - Introdução ........................... ..................................................................................... 8
III - Contexto Acadêmico.................................................................................................. 17
IV - Perfil do Egresso ....................................................................................................... 28
V - Habilidades e Competências ...................................................................................... 31
VI - História e Meio Ambiente ........................................................................................ 38
VII - O ofício do historiador e as novas tecnologias ...................................................... 41
VIII - Metodologia e Ensino de História ........................................................................ 45
IX – Conteúdos e Matriz Curricular .............................................................................. 51
X - Estágio Supervisionado .............................................................................................. 55
XI - Trabalho de Conclusão de Curso - TCC ................................................................ 59
XII - Conteúdos Curriculares ......................................................................................... 62
XIII - Ementas e Bibliografias Básica das disciplinas ofertadas ................................. 64
XIV - Ordenamento Curricular .................................................................................... 107
XV - Atividades Complementares ................................................................................ 110
XVI - Avaliação do curso e do Projeto Pedagógico ......................................................111
VII - Referências Bibliográficas..................................................................................... 113
VIII - Anexos
Regulamentação do Trabalho de Conclusão do Curso ............................................... 117
Regulamentação do Programa de Monitoria ............................................................... 120
Docentes por Área de Conhecimento .............................................................................119
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I – Identificação do Curso
Mantenedora: Ministério da Educação (MEC)
Município-Sede: Brasília - Distrito Federal (DF)
CNPJ: 00.394.445/0188-17
Dependência: Administrativa Federal
Mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Código: 577
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço do Campus sede:
Campus A. C. Simões – Cidade Universitária Maceió /AL
Rodovia BR 101, Km 14 CEP: 57.072 - 970
Fone: (82) 3214 - 1100 (Central)
Portal eletrônico: www.ufal.edu.br
Unidade Acadêmica: Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Curso: História
Modalidade: Licenciatura Presencial
Título oferecido: Licenciado
Nome da Mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Campus: A. C. Simões
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço de funcionamento do curso: Av. Lourival Melo Mota, s/nº, Bloco 20 - Tabuleiro
do Martins - CEP: 57072-900.
Portal eletrônico do curso:
http://www.ufal.edu.br/unidadeacademica/ichca/graduacao/historia
Portaria de Reconhecimento: Decreto nº 36.657/54
Número de Vagas autorizadas: 30 vagas por semestre
Turno de Funcionamento: Noturno
Carga horária total do curso:
3235 h (60 minutos)
3880 horas-aula (50 minutos)
Tempo de integralização do curso:
Mínimo de semestres: 09 (nove) períodos
Máximo de semestres: 14 (doze) períodos
Formas de Acesso ao Curso:
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A principal forma de acesso aos cursos da Universidade Federal de Alagoas é normatizada
pela Resolução nº 32/2009-CONSUNI/UFAL, de 21 de maio de 2009, que trata da adoção
do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) como o Processo Seletivo da Universidade
Federal de Alagoas. Outras resoluções e legislações nacionais normatizam as demais
formas de ingresso no curso através de transferência, reopção, matrícula de diplomados,
Programa de Estudantes-Convênio de Graduação etc, normalizadas pela Pró-reitoria de
Graduação.
Corpo Docente:
Prof. Dr. Alberto Frederico Lins Caldas Filho
Prof. Dr. Alberto Vivar Flores
Prof.ª Dra. Ana Claudia Aymoré Martins
Prof.ª Dra. Ana Paula Palamartchuk
Prof. Dr. Antônio Alves Bezerra
Prof. Dr. Antônio Filipe Pereira Caetano
Prof.ª Dra. Arrisete Cleide Lemos Costa
Prof.ª Dra. Célia Nonata da Silva
Prof.ª Ms. Clara Suassuna Fernandes
Profª. Dra. Flávia Maria de Carvalho
Prof. Dr. Gian Carlo de Melo Silva
Prof.ª Dra. Irinéia Maria Franco dos Santos
Prof. Dr. José Alberto Saldanha de Oliveira
Prof. José Roberto Gomes da Silva
Prof. Esp. José Roberto Santos Lima
Prof.ª Dra. Michelle Reis de Macedo
Prof. Dr. Osvaldo Batista Acioly Maciel
Prof.ª Dra. Raquel de Fátima Parmegiani
Corpo Técnico Administrativo:
Cibelli Vasconcelos
Karolina Nascimento
Rodrigo Severiano dos Santos
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II – Introdução
A Universidade Federal de Alagoas - UFAL é Pessoa Jurídica de Direito Público –
Federal, CNPJ: 24.464.109/0001-48, com sede à Avenida Lourival de Melo Mota, S/N,
Campus A. C. Simões, no Município de Maceió, no Estado de Alagoas, CEP 57.072-970,
além de uma Unidade Educacional (UE) em Rio Largo, município da região metropolitana
da Capital.
Foi criada pela Lei Federal nº 3.867, de 25 de janeiro de 1961, a partir do
agrupamento das então Faculdades de Direito (1933), Medicina (1951), Filosofia (1952),
Economia (1954), Engenharia (1955) e Odontologia (1957), como instituição federal de
educação superior, de caráter pluridisciplinar de ensino, pesquisa e extensão, vinculada ao
Ministério da Educação, mantida pela União, com autonomia assegurada pela Constituição
Brasileira, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96 e por seus
Estatuto e Regimento Geral.
Possui estrutura multicampi, com sede localizada no Campus A. Simões, em Maceió,
onde são ofertados 102 cursos de graduação. O processo de interiorização, iniciado em
2006, expandiu sua atuação para o Agreste, com o Campus de Arapiraca e com Unidades
Educacionais em Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa e a oferta de 23 cursos. Em 2010,
chegou ao Sertão, instalando-se em Delmiro Gouveia e uma Unidade Educacional em
Santana do Ipanema e a oferta de 08 cursos, todos presenciais.
Além dos cursos presenciais, há 11 ofertados na modalidade de Educação à
Distância, através do sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB. A pós-graduação
contribui com 31 programas de Mestrado e 09 de Doutorado, além dos cursos de
especialização nas mais diferentes áreas do conhecimento.
A pesquisa vem crescendo anualmente com a participação de linhas e grupos de
pesquisa nas mais diferentes áreas do conhecimento. A extensão contribui com diversos
programas e, também, é uma atividade em constante expansão.
O ingresso dos estudantes na UFAL se efetiva por meio de processo seletivo através
do ENEM e da plataforma SISu/MEC (Sistema de Seleção Unificada).
CONTEXTO REGIONAL
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Com uma extensão territorial de 27.767.661 km2, o Estado de Alagoas é composto
por 102 municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Leste, Agreste e Sertão alagoano) e
13 microrregiões. De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, apresentava população
residente 3.120.922 habitantes, sendo 73,64% em meio urbano.
A inserção espacial da UFAL leva em consideração as demandas apresentadas pela
formação de profissionais em nível superior e a divisão do Estado em suas meso e
microrregiões. Essa configuração espacial é contemplada com uma oferta acadêmica que
respeita as características econômicas e sociais de cada localidade, estando as suas
unidades instaladas em cidades polo consideradas fomentadoras do desenvolvimento local.
Com a interiorização a UFAL realiza cobertura universitária significativa em relação
à demanda representada pelos egressos do Ensino Médio em Alagoas, à exceção do seu
litoral norte, cujo projeto de instalação do campus no município de Porto Calvo se encontra
em tramitação na SESu//MEC.
O PIB per capita estadual era de R$ 6.728,00, em 2009, sendo o setor de serviços o
mais importante na composição do valor agregado da economia, com participação de 72
%. Os restantes 28% estão distribuídos em atividades agrárias – tradicionalmente
policultura no Agreste, pecuária no Sertão e cana-de-açúcar na Zona da Mata, além do
turismo, aproveitando o grande potencial da natureza do litoral.
CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRIA LICENCIATURA
O curso de Graduação em História da UFAL teve seu decreto de funcionamento
autorizado em 30 de janeiro de 1952, sendo reconhecido quase dois anos depois, em 24 de
dezembro de 1954. O início das atividades do curso ocorreu antes da criação da UFAL, em
1961, porque em 1950 havia sido fundada a Faculdade de Filosofia de Alagoas, à época
instituída por Getúlio Vargas, sendo que desta instituição se deu origem a Universidade
Federal de Alagoas. Na antiga FFA, já havia o curso de História sendo, então, remodelada
a partir da fundação da UFAL, com a criação do Centro de Humanidades, Letras e Artes
(CHLA), hoje Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA).
Atuando em regime presencial, a habilitação ofertada em 1954 era a de bacharelado,
já que naquela altura entendia-se que aqueles formados neste grau poderiam atuar no
campo da pesquisa científica e no ensino (primário, colegial e superior, para usar a
terminologia do período). Assim, na prática, formava-se o historiador tanto com a
habilitação em licenciatura como em bacharelado.
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Entretanto, em 1971, quando houve uma reestruturação curricular foi excluída a
habilitação em bacharelado. À época, a principal argumentação utilizada para a exclusão
do bacharelado da habilitação em História desta IES teria sido o da suposta ―estreiteza‖ do
mercado de trabalho para o pesquisador em âmbito regional e, mais especificamente, no
estado de Alagoas. Em artigo sobre a fundação do curso, a historiadora Ana Luiza Porto
Araújo aponta que alguns dos problemas estruturais do curso de História da UFAL,
percebidos ainda hoje, tem suas raízes na formação do primeiro corpo docente:
Todos os fundadores do curso de História [1952] eram sócios do
Instituto Histórico, segundo informam os arquivos relativos aos sócios
do IHGAL, o que corrobora a ideia de que o curso nasce mantendo
uma relação umbilical ao IHGAL, ligação essa que não se perdeu com
o tempo. Pensando a graduação em História – como, de resto, os
demais cursos que se estruturavam em bacharelado e licenciatura –
além de percebermos que todos os cursos da Faculdade de Filosofia de
Alagoas nascem e se desenvolvem com um objetivo bem definido, a
saber, formar quadros para o magistério secundário e para atuar na
máquina estatal, o que se configura como mais marcante na fundação
desse curso é o caráter de autodidatismo dos seus docentes, os quais,
sequer conheciam, por formação, o saber docente". Porto, Ana Luiza
Araújo. O Curso de História na Universidade Federal de Alagoas: dos
Primórdios à sua Consolidação (1952-1979).Revista Crítica Histórica.
Ano I, nº 1, Dez/2010.
Em 1992, os professores Clara Suassuna Fernandes, Patrícia Pinheiro (hoje
professora da UFPE) e José Roberto Santos Lima elaboraram uma proposta de
reformulação do curso. No entanto, a proposta acabou por ser alvo de resistências no
interior do próprio Departamento, até ser finalmente rejeitada.
De lá pra cá, em especial, nas últimas duas décadas, o curso de História passou por
várias reestruturações. As mudanças no contexto regional já haviam propiciado o
desenvolvimento de condições necessárias para a pesquisa na área. No início do século
XXI, cresceu, significativamente, a demanda, antes represada, em relação a esta formação
e habilitação, e no próprio interior do corpo docente do curso intensificou-se o desejo
coletivo a favor da reimplantação do Bacharelado. Naquele mesmo período, foram
implantados dois cursos de especialização simultâneos na área de História nesta
Universidade – o primeiro em História do Brasil e o segundo em História do Nordeste – e
as matrículas nos exames de seleção superaram em muito as expectativas das coordenações
dos cursos, o que por si só já se constitui em indício significativo dos interesses e
necessidades dos egressos da Licenciatura pela formação continuada.
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Anos mais tarde, em 2006, buscando adequar o curso a partir das novas diretrizes do
MEC, que extinguia o sistema de habilitações e implantava o de modalidades, a UFAL
passa a ofertar duas modalidades de formação separadamente: bacharelado e licenciatura.
Esta realidade atual visou dar conta das especificidades de formação, não eliminando a
relação intrínseca ao longo do processo de desenvolvimento formativo entre pesquisa e
ensino. Mas, por outro lado, proporcionou a possibilidade da formação em Bacharel em
História no Nordeste, sendo um dos poucos que a ofertam na região.
Em face dessa questão, os novos projetos políticos pedagógicos davam conta
também da reestruturação dos regimes dos cursos que ora funcionavam anualmente e que
passavam a ter a estrutura semestral. No entanto, percebemos que as diferenças entre as
modalidades Bacharelado e Licenciatura dificultavam a formação integral do estudante e
muitas vezes inviabilizavam o desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e
extensão como eixos basilares de integração da universidade com a sociedade. Neste
sentido, aproveitamos a oportunidade para alterar as propostas teórico-metodológicas com
atualizações de ementas, organização de matriz curricular e implantação de normas
legislativas do MEC de maneira a aproximar os currículos e o perfil teórico-metodológico
das duas modalidades.
Portanto, o Projeto Pedagógico do curso de História é o resultado das alterações
ocorridas no transcorrer deste curso no interstício de (2006 e 2011), que passaram
poravaliação e análise, entre os anos de 2014 e 2015, sendo readequado após formar a sua
primeira turma de licenciados (2015.1). Ele resulta de um intenso processo de reflexão
entre o corpo docente, que ganhou nova configuração ao longo desses anos de um grupo
oriundo de poucos professores para um quadro completo, apresentando-se, em 2015, com
dezenove docentes, dos quais quatorze são portadores de títulos de doutor. Incorporando
princípios e valores inerentes ao campo das Ciências Humanas, o curso oferece aos
estudantes, a partir de 2015.2, um percurso aberto e interdisciplinar, ao mesmo tempo em
que enfatiza competências especificas do ofício do historiador e do docente para a
disciplina de História na educação básica.
O curso de graduação em História oferece uma formação integrada, conforme as
Diretrizes de Formação do Professor de acordo com a Resolução do (CNE/CP n. 1,
18/02/2002). Para isso, enfatiza-se a pratica dos dois ofícios. Ou seja, conjuntamente o de
Licenciado e o de Pesquisador Historiador como ações dirimidas pelo Laboratório de
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Ensino de História e dos Grupos de Pesquisa, cujas atividades são distribuídas ao longo da
formação do estudante em História.
Notadamente, as diretrizes propostas para atender às prementes necessidades de um
ensino inovador no campo da História se pautam pelos seguintes aspectos:
1) criação de mecanismos de aproximação da instituição escolar com a respectiva
comunidade na qual está inserida, o que se fará através de parcerias, estágios orientados,
cursos de extensão e outros eventos oportunizados pelo curso inseridos a partir da
perspectiva teórico-metodológica do lugar social – instituição-, onde os estudantes tenham
contato direto com a prática profissional e a realidade que o cerca;
2) busca de produção científica, através de pesquisas conjuntas entre o corpo docente e
discente, tendo como lócus privilegiado a orientação das disciplinas de Práticas de Ensino
de História e Estagio Supervisionado com ênfase na sociedade e nos objetos culturais que
deverá congregar amplo acervo de documentos tais como, fotos, slides e publicações,
obtidos por doações e nas viagens de estudo programadas pelo corpo docente e discente,
concretizando, assim, elaboração de materiais pedagógicos a serem utilizados em sala de
aula;
3) valorização da prática da interdisciplinaridade com adoção de metodologias
diferenciadas, que forneçam instrumentos de identificação das demandas do meio e do
estímulo à participação em diagnósticos e projetos de investigação histórica, visando obter
a melhoria da qualidade do ensino;
4) compromisso com a qualidade do ensino em nível micro e macro no que tange os
processos educacional no estado de Alagoas e, no país;
5) estímulo a programas de capacitação docente com propostas de atividades de extensão,
pesquisa e aperfeiçoamento, que poderão ser oportunizados através dos núcleos de prática
profissional do curso;
6) modernização dos recursos auxiliares do ensino acadêmico;
7) destaque à formação básica responsável pela fundamentação de posturas sólidas e
universais, indispensáveis à práxis pedagógica, na área de Ciências Humanas;
8) busca de integração dos conhecimentos teóricos e práticos e a constante atualização de
conteúdos e dos processos didático-pedagógicos para uma ação bem sucedida do docente
na sala de aula da educação básica;
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9) valorização do conhecimento histórico em suas linhas de orientação e abordagens
historiográficas presentes nos Grupos de Pesquisa e nas disciplinas que compõe a matriz
curricular do curso;
10) valorização do Programa de Pesquisa Científica, em que docentes e discentes poderão
colocar em prática seus projetos de pesquisa, visando o aprimoramento da produção do
conhecimento histórico, utilizando-se do PIBIC, PIBID e outros projetos inerentes ao
campo do ensino, pesquisa e extensão desta universidade.
É importante notar que outros eixos do curso serão levados em consideração na
formação dos estudantes, valorizando-se os ―lugares de memória‖ - Museus, Arquivos,
Institutos Históricos, instituições de salvaguarda patrimonial e etc. - compreendidos como
espaços de atuação do professor historiador, sabendo-se que estes espaços são percebidos
como lugares educativos acima de tudo. Não percebê-los como parte integrante da
formação do licenciando é furtar a sociedade a possibilidade de uma educação integral de
qualidade respeitando-se os princípios democráticos e o fortalecimento da cidadania.
Entende-se que o processo formativo do professor historiador deve atender à
formação de um profissional habilitado ao exercício da docência e da pesquisa, em todas as
suas dimensões, permitindo domínio pleno da natureza do conhecimento histórico e das
práticas essenciais de sua produção e difusão.
O futuro professor de história poderá, portanto, atuar em setores como o magistério
da educação básica regular e ensino técnico, assim como no superior, no setor de
preservação do patrimônio, em acervos e museus, assim como, na assessoria a entidades
públicas e privadas.
O presente Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em História enceta
aproximação com o curso de Bacharelado em História. A entrada de sessenta estudantes,
dividida em dois semestres, no curso de História – Licenciatura (exclusivamente no
período noturno) funcionando desde o ano de 2006. Não obstante, tal aproximação de
horários entre o curso de Bacharelado em História (vespertino/noturno) e a Licenciatura
em História (noturno) possibilita aos discentes da licenciatura maior mobilidade de
horários auxiliando-os na constituição de um currículo diversificado e flexível.
Isso posto, pondera-se que em termos estatísticos o número de estudantes formados
anualmente nos permite observar que no período em que a mobilidade entre os turnos era
maior, sendo maior também o índice de discentes formados (ver quadro em anexo).
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Diante do quadro em questão, vimos a necessidade de adequação no PPC visando
não só uma maior aproximação dos componentes curriculares no que tange (ensino,
pesquisa e extensão), mas também, imprimir mudanças temáticas, teóricas, estruturais e
aplicativas a esta modalidade. Há de se destacar que a renovação do quadro docente
contribuiu exemplarmente para que o PPC se concretizasse, seja na busca de qualidade na
formação do profissional em história ou ampliando o foco nas atividades de pesquisa e
extensão, daquelas ligadas diretamente ao ensino e dinamização dos grupos de estudos
e/ou pesquisa que compõem o curso de História da UFAL na atual conjuntura.
Sabendo-se das dificuldades de afirmar a importância das Ciências Humanas no
mundo contemporâneo fortemente marcado pela primazia do ―paradigma galileano‖, como
bem demonstrou Carlo Ginzburg em um dos seus artigos mais conhecidos (GINZBURG,
1990). Em contrapartida, insistimos na necessidade de encorajar os estudantes de história
desta universidade a praticar, como defende Marc Bloch, o ―ofício do historiador‖
(BLOCH, 2001), com o papel fundamental de difundir a consciência crítica acerca das
relações dos homens com o mundo e com os outros homens no tempo. Logo, as
necessidades constantes de redefinição e reinterpretação do conhecimento histórico
obrigam, ademais, o profissional da área, não apenas a dominar os meios para a mediação
destas informações, mas, criando uma atmosfera positiva para que o profissional de
história possa atuar de forma crítica.
Daí a defesa fundamental, contida neste PPC e visível na estrutura curricular que
compõe o curso de História, o anseio em possibilitar aos seus egressos uma formação plena
como historiador, professor-pesquisador – de forma a garantir a indissociabilidade entre a
produção do conhecimento teórico-empírico praticada na pesquisa, e sua difusão críticoreflexiva por meio do exercício da docência, mantendo e reforçando as habilidades e
especificidades relativas ao ensino de História, desde o ensino básico ao superior como já
apontado acima.
Tendo tudo isto como pano de fundo, os objetivos gerais do curso de Licenciatura
em História da UFAL, em relação às inserções institucional, política, geográfica e social
podem ser assim definidos:
a) Institucional
* Contribuir de forma direta para o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e
extensão da universidade como um todo;
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* Contribuir na aproximação do corpo discente com as instâncias que compõem a UFAL e
ajudar no resgate da história da IES;
*Favorecer a interdisciplinaridade, tanto no interior do ICHCA – Instituto de Ciências
Humanas, Comunicação e Artes – ao qual o curso pertence, como no âmbito interunidades. Reconhecendo a História como campo extremamente vasto de saberes e reflexão
crítica, que pode abranger praticamente todas as demais áreas do conhecimento, exercitar
estas abordagens interdisciplinares e transdisciplinares;
b) Política:
* Através da educação, promover o sentido de ação política da atuação do historiador;
c) Geográfica:
* A ênfase dada pelo curso no estudo de aspectos da história regional e local, presente no
significativo número de disciplinas voltadas para este fim, demonstra sua vocação para o
resgate do estudo e ensino da história regional, promovendo a ampliação e
desenvolvimento do debate acerca das particularidades específicas do Nordeste brasileiro;
d) Social:
* Promover uma reflexão crítica que suscite a identificação e desenvolvimento da questão
da cidadania;
* Promover uma reflexão crítica que suscite a identificação dos conflitos e movimentos
sociais brasileiros;
* Contribuir, por meio do estudo sistemático das condições históricas de formação da
sociedade brasileira e nordestina, no sentido da redução das desigualdades sociais e dos
preconceitos étnicos, religiosos e de gênero.
O curso de História Licenciatura articula a teoria com a prática, conforme as a
resolução CNE/CP 1,, de 18 de fevereiro de 2002, que institui as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de
licenciatura, para isso possui uma
estrutura curricular
para o desenvolvimento de
habilidades e competências relacionadas à formação para a atividade docente, entre as
quais o preparo para:
I - o ensino visando à aprendizagem do aluno;
II - o acolhimento e o trato da diversidade;
III - o exercício de atividades de enriquecimento cultural;
IV - o aprimoramento em práticas investigativas;
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V - a elaboração e a execução de projetos de desenvolvimento dos conteúdos curriculares;
VI - o uso de tecnologias da informação e da comunicação e de metodologias, estratégias e
materiais de apoio inovadores;
VII - o desenvolvimento de hábitos de colaboração e de trabalho em equipe.
Em face dessas prerrogativas, nota-se, ainda, que o conceito de sujeito
politicamente ativo (indicativo norteador do curso de História), orientado politicamente
nada tem em comum com sua ideologia político-partidária. Mas é uma forma de
consciência existencial. Hannah Arendt1 (1995) parte da premissa de que a existência do
sujeito é sempre norteadora de sua conduta política, sendo a definição de político um
conceito amplo, que não se restringe apenas ao que é politicamente instituído. Ou melhor, a
condição humana é politicamente ativa, por que somos dotados da fala, portanto, o diálogo
é condição primeira para a existência dos seres humanos.
Outro desafio que se coloca no presente documento é o da valorização e melhoria
da qualidade do ensino de História na universidade e na educação básica do estado de
Alagoas, em particular. Nas atividades das ‗práticas profissionais‘ que serão desenvolvidas
ao longo do curso, serão incrementados procedimentos metodológicos e didáticopedagógicos que facultem uma maior participação dos estudantes em escolas públicas e
particulares, nos arquivos e museus e, em comunidades quilombolas e indígenas.
Comunidades estas, que à luz da história servem de referência à memória oral e a
investigação científica para os conhecimentos históricos e para a formação do professorhistoriador.
Por seu turno, as práticas profissionais correspondem a uma incessante tentativa de
levar o estudante de história a uma posição crítica face à realidade social vivida por ele e
por outros que os cerca. O fato de vivermos numa sociedade em que continuam presentes
preconceitos de classes, étnicos e sexistas nos faz pensar na importância de debater o
significado da invisibilidade à qual, durante muitos anos, no curso da história, ficaram
relegados trabalhadores, negros, indígenas, mulheres, entre outros sujeitos sociais.
Vale dizer que esta História assumiu um lugar nas argumentações e opções de
sujeitos e, no senso comum, e muitos ainda a utilizam, reproduzindo uma História
construída de cima para baixo, uma história ―bem comportada‖, dando ênfase às elites
políticas e econômicas. Por esse viés, recorreremos a tão bem empregada frase de Walter
1
ARENDT, Hannah. A Vida do Espírito. São Paulo: Cia das Letras, 1998; A Condição Humana. Rio de
Janeiro: Forense, 1995.
16
Benjamin: é preciso ―escovar a história a contrapelo‖2 para que de fato os estudantes do
curso possam se identificar na história como sujeito social e agente de transformação.
Em tempo, a análise reflexiva da memória histórica e compreensão dialética do
processo histórico serão eixos da prática formativa para a habilitação de profissionais de
história marcados pelo compromisso com as mudanças sociais e políticas do país, com a
memória histórica e com o exercício da democracia. Este compromisso social é,
atualmente, reivindicado por historiadores como Eric Hobsbawm (2003) que nos chamam
a atenção para a nossa inserção social nesse processo.
2
BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas. Magia e Técnica, Arte e Política. 4.ed. Vol. 1. São Paulo:
Brasiliense. p. 225.
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III – Contexto Acadêmico
O contexto acadêmico do curso de História Licenciatura, assim como as políticas
institucionais desenvolvidas no curso, atuam no tripé ensino, pesquisa e extensão e segue,
por suposto, o PDI 2013-2017. Em relação ao ensino de graduação, a articulação entre
inovação e qualificação, internacionalização e gestão acadêmica, apontada no PDI (p. 4346), foi incorporada ao curso. Com a formação dos laboratórios de pesquisa, ensino e
extensão (Laboratório de Ensino de História – LEH; Laboratório de Cinema e História –
LACHis; Laboratório de Leitura Outras Histórias; Laboratório de Pesquisa em História e
Documentação Histórica – LAPDHis; e Revista Crítica Histórica), cujas atividades se
desenvolvem no âmbito do curso (como pode ser visto nos projetos contidos no PPC); e a
consolidação nos últimos anos dos grupos de pesquisa certificados pela UFAL (Grupo de
Estudos Ensino, História e Docência – GEEHD; Núcleo de Estudos Sociedade,
Escravidão e Mestiçagens – NESEM; Documento, Imagens e Narrativas; História Social e
Política; História Social do Crime; Laboratório de Estudos da Antiguidade e do Medievo
– VIVARIUM-UFAL; Centro de Hermenêutica do Presente; Laboratório de História Afrobrasileira – LAHAFRO; Laboratório Interdisciplinar de Estudo das Religiões – LIER), os
quais atuam diretamente nos Laboratórios, articulam-se projetos e programas institucionais
de fomento e incentivo à pesquisa, ensino e extensão. Atuam também diretamente no curso
os programas de cotas de acesso às vagas no ensino superior para populações de baixa
renda, de origem afro-brasileira e ou indígena, assim como programas de permanência ao
discente (como as bolsas permanência de caráter social e o Programa ODÈ AYÉ para os
cotistas).
1 - Laboratórios Didáticos-Pedagógicos e de Pesquisa
18
Laboratório de Ensino de História – LEH
O Laboratório de Ensino de História (LEH) do ICHCA/UFAL nasce após longa
discussão do colegiado do curso, no final de 2014, com a prerrogativa de instrumentalizar
os estudantes do curso de História, especialmente aqueles vinculados à Licenciatura, a
experimentar a oportunidade do vir a ser professor dessa disciplina na educação básica.
Almejando a formação de um profissional pleno com múltiplas habilidades para lidar com
o fazer do professor/historiador na educação básica, a proposta do Laboratório de Ensino
de História da UFAL agrega às suas atividades a utilização de materiais que estão sob a
guarda do CPDHIs (Centro de Pesquisa e Documentação em História), devendo ser
utilizados como linguagens na elaboração de projetos a serem viabilizados como
atividades didático-pedagógicas, especialmente no momento em que ocorrer a disciplina
de Prática de Ensino de História e o Estágio Supervisionado. O laboratório estará
disponível igualmente para o uso dos docentes de outras disciplinas do curso de História,
quando estes forem desenvolver suas atividades concernentes ao histórico-pedagógico.
Notadamente, o Laboratório estabelecerá conexões com as linhas de pesquisa do
Programa de Pós-graduação em História (Estado, Relações de Poder e Movimentos
Sociais; Cultura, Representações e Historiografia) no sentido de promover uma formação
integrada dos profissionais de História. Neste sentido, o Laboratório conta com uma
proposta de Especialização Latu Sensu para aperfeiçoamento de professores da rede de
ensino básica e fundamental do estado de Alagoas a ser implementada pela instituição com
base na proposta aprovada pelo CONSUNI em abril de 2013. Este projeto será um vínculo
importante para a rede de ensino estadual e municipal para o estado de Alagoas.
Assim, a criação do Laboratório de Ensino tem como meta fortalecer o curso de
licenciatura em história da UFAL ancorando-se no tripé ensino, pesquisa e extensão
universitária, incentivando a construção de novos objetos de pesquisa e ensino. Buscamos
igualmente novos caminhos que viabilizem a construção de materiais pedagógicos e
procedimentos metodológicos a fim de promover um ensino de história de qualidade na
educação básica. Este percurso será trilhado igualmente por meio da compreensão e da
utilização das múltiplas linguagens viabilizando a formação de um professor preocupado
com o ensino e a pesquisa histórica no âmbito da educação básica.
- Objetivos
19
As atividades do Laboratório de Ensino de História (LEH/UFAL) terão como
premissa a formação de professores de história, tanto no que concerne a sua formação
inicial como a sua inserção no processo de formação continuada. Assim sendo, tal proposta
deverá:
a) Favorecer os estudantes do curso de história a descortinarem as particularidades dos
conhecimentos históricos, viabilizando a compreensão do processo ensino e aprendizagem
da disciplina em âmbito da educação básica.
b) Ofertar a estes estudantes condições favoráveis para avaliar e colocar em prática os
materiais didáticos elaborados pelo mercado editorial e disponibilizados aos sistemas de
ensino do país pelo MEC. Fornecer condições para os estudantes enfrentarem o desafio de
produzir seus próprios materiais didáticos e testar o seu uso nas aulas de história, seja
durante os momentos de estágios supervisionados e ou mesmo ao longo do curso de
licenciatura.
c) Colaborar no sentido de promover e desenvolver competências de leitura e escrita dos
estudantes, habilitando-os à seleção de materiais didáticos - livros e/ou outros materiais,
adequando seu uso ao ensino de história na educação básica.
d) Possibilitar aos estudantes em fase de estágio supervisionado de ensino de história a
oportunidade de refletir acerca das informações existentes nos manuais didáticos,
resoluções, orientações curriculares e outros materiais que tratam sobre o ensino de
história. Estas reflexões os possibilitarão pensar criticamente a realidade histórica em
todos os níveis da educação básica no país, levando-os a desenvolverem espírito crítico
frente a esses instrumentos de trabalho como suporte didático às aulas de história.
e) Criar condições para que os estudantes em fase de estágio lidem com as múltiplas
linguagens para a problematização dos objetos legados pela história em âmbito da
educação básica.
f) Articulando as disciplinas do currículo escolar, busca-se habilitar os estudantes de
história a desenvolverem competências de escrita e leitura que sirvam como eixo
facilitador de compreensão dos conteúdos e habilidades que regem a docência em âmbito
da educação básica.
g) Constituir e disponibilizar à comunidade interna e externa à universidade materiais
didáticos produzidos e utilizados pelos estudantes de história em fase de estágio
supervisionado, devendo o LEH, ao longo de sua trajetória, constituir-se em um acervo de
materiais didáticos que sirva como suporte de ensino e pesquisa.
20
Em síntese, o LEH tem como meta promover a integração dos docentes e
estudantes em favor da promoção de uma educação básica de qualidade à luz de um ensino
de história que anseie pela sua ressignificação na sala de aula frente aos desafios de se
interpretar o passado à luz do presente. É o momento da construção de caminhos, de
derrubarmos barreiras utilizando-nos de novas técnicas e procedimentos, inclusive com o
apoio de tecnologias. É o caminho do fortalecimento da reflexão crítica acerca dos
materiais existentes para o ensino de história, assim como o momento de nos apropriarmos
de novas linguagens que são específicas do ensino de história na educação básica.
Frente aos desafios que o LEH se propõe, constrói-se uma plataforma priorizandose a formação inicial e continuada dos profissionais da história, especialmente aqueles
imbricados com a disciplina História. À luz da proposta em questão, o LEH torna-se lócus
de produção e uso de materiais didáticos, de debates, de produção e divulgação de
pesquisas e acervo de referência para o uso dos profissionais engajados com a área de
ensino e pesquisa em História. Por fim, cabe mencionar que o Laboratório deverá
promover seminários locais, regionais e nacionais de atividades programadas no sentido de
viabilizar debates e trocas de experiências favorecendo, dentre outras questões, temas
ligados ao ensino de história e a utilização de suas linguagens na educação básica.
Laboratório de Cinema e História – LACHis
A relação entre História e Cinema não se resume a filmes históricos. Vai muito
além. História e Cinema são duas narrativas, dois fenômenos históricos que falam do
presente, do passado ou do futuro. Estabelecem relações, arriscam ordenações lógicas ou,
por mais paradoxo que possa parecer, caóticas também. História e Cinema podem falar de
um mesmo assunto, de um mesmo tema. Partindo destes pressupostos, o LACHis pretende
fornecer ao curso de História, suporte para responder às questões, prementes ao ofício do
historiador, de quais são as diferenças e semelhanças entre estas duas narrativas? De que
maneira elas dialogam e colaboram para a construção de identidades e subjetividades de
um tempo?
Contando com uma sala que comporta vinte pessoas, um data-show e um telão, o
LACHis estará disponível às disciplinas do curso de História para a projeção de filmes e
documentários e à reflexão histórica.
21
Laboratório de Leitura e Outras Histórias
O Laboratório de Leitura nasceu da antiga Biblioteca Setorial da História, criado
2008 a partir do acervo localizado no antigo CPDhis. Hoje, conta com um espaço próprio,
com computadores para acesso do consulente e acesso à internet. O ambiente possui mesas
e cadeiras para consulta e pesquisa dos estudantes, professores e demais interessados.
Gerenciado pela Coordenação dos cursos de História (Bacharelado e Licenciatura), o
laboratório tem sido não só um espaço de estudos dos discentes e docentes da graduação,
como suas obras se tornaram uma referência a mais para o aprofundamento do processo de
pesquisa bibliográfica. Localizado no próprio espaço do Instituto de Ciências Humanas,
Comunicação e Artes, é um lugar de fácil acesso aos alunos, o que facilita a integração do
acervo com as atividades de sala de aula, servindo de forma bastante efetiva, portanto, para
todas as disciplinas do eixo obrigatório e eletivo dos cursos.
Laboratório de Pesquisa em História e Documentação Histórica- LAPDHis
O laboratório é um centro científico de pesquisa e documentação histórica
vinculado ao Curso de História do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
(ICHCA). Como espaço de pesquisa e acervo documental, atende aos corpos docentes e
discentes do curso de História e demais pesquisadores e professores internos e externos ao
ICHCA e UFAL.
Objetivos:
- Agregar as atividades de pesquisa do curso de História da UFAL, facilitando o
levantamento de fontes e dados para a realização de projetos de Trabalhos de Conclusão de
Curso e pós-graduação e pesquisas historiográficas sobre a História de Alagoas e Geral;
- Acumular, ordenar e cuidar do acervo de referências historiográficas e das ciências
sociais como livros, artigos, revistas, fontes audiovisuais e digitais, dando livre acesso ao
pesquisador, estudante e professor de História e demais usuários;
- Valorizar e divulgar a produção historiográfica do curso de História da UFAL;
- Propiciar um espaço físico apropriadopara a realização de atividades de pesquisa e de
reflexão crítica do curso de História;
O Acervo Digital, por seu caráter de facilitador ao acesso e divulgação via mídias
de informação, agrega diversos materiais; por exemplo, obras completas de livre acesso (e-
22
books), artigos científicos e monografias, enciclopédias, dicionários etc; disponibilizam-se
catálogos de imagens, fotografias, manuscritos digitalizados, entrevistas e transcrições. A
tais fontes, veiculadas na Internet, Universidades e Centros de Pesquisa se permite o acesso
para consulta no local e possível cópia aos interessados. Ressalta-se que a produção dos
alunos e professores do curso é, necessariamente, incorporada ao acervo digital, como
também os resultados dos eventos e atividades que geram produção no curso. Tais obras
auxiliam os pesquisadores locais e professores (das redes públicas e privadas) tanto no
acompanhamento das produções de outros centros de conhecimento quanto no
compartilhamento com outros pesquisadores e professores os resultados de suas pesquisas.
Nascido do antigo CPDHis (Centro de Pesquisa e Documentação de História),
atualmente tem trabalhado na construção do conteúdo das informações que comporão o seu
site institucional, visando uma ampliação da divulgação do acervo, o maior acesso as obras
digitalizadas e o conhecimento da comunidade acadêmica das atividades realizadas no
curso de História da UFAL. No entanto, sua atividade principal se dirige à formação dos
historiadores, sejam bacharéis ou licenciados e vinculado diretamente às disciplinas do
eixo teórico-metodológico do curso.
Em termos de estrutura física, além da sala e de um computador conectado à rede,
mobiliário coletivo (mesas e cadeiras) para pesquisa, conta com um scanner planetário.
Revista Crítica Histórica
O Curso de História possui uma revista eletrônica: Revista Crítica Histórica.
Criada em 2010, a mesma tem como autor coorporativo o Centro de Pesquisa e
Documentação Histórica (CPDHis) e traz em sua estrutura os enquadramentos exigidos
pela plataforma Qualis. De circulação semestral, a mesma é publicada sempre no início de
cada semestre, atualmente a ser lançado o terceiro número. Com um Conselho Editorial
diversificado geográfica e institucionalmente, também conta com docentes ligados a
diversos grupos de pesquisa no âmbito nacional e internacional. Tal publicação apresenta a
produção dos professores e estudantes dos cursos de bacharelado e licenciatura em História
da UFAL, servindo como apoio estratégico para a consolidação dos resultados de pesquisa.
Em termos estruturais a Revista possui um dossiê, uma sessão de artigos, resenhas e
análise documental. Em seu primeiro número (2010.1), seu dossiê debruçou-se no Ensino e
História de Alagoas. Em dezembro de 2015, entrará no ar o seu 12º número.
23
Para
averiguação
dos
dados,
a
URL
do
periódico
é:
http://www.revista.ufal.br/criticahistorica. Por fim, deve ser ressaltado que a Revista
encontra-se indexada em um diretório internacional, o DOAJ (Directory of Open Access
Journals) desde 2010, o que possibilita melhor circularidade e amplitude dos raios de ação
da pesquisa científica dos artigos, resenhas e demais conteúdo publicados no período.
2 - Grupos de Pesquisa
Grupo de Estudos Ensino, História e Docência – GEEHD. As atividades desenvolvidas
pelo GEEHD têm como base o fortalecimento e aprimoramento das ações que são
desenvolvidas no PIBID História existente no curso. Além disso, visamos o estímulo à
reflexão do papel do professor de história e a sua formação dentro e fora da universidade,
aliando a teoria e a prática, com o objetivo de criar uma cultura formativa voltada para o
licenciando em História. Atualmente o projeto PIBID versa sobre o estudo da relação entre
Memória e Ensino de História atuando na Escola Estadual Benedita de Castro e Escola
Estadual Margarez Lacet na cidade de Maceió, estado de Alagoas. Professores associados:
Prof. Dr. Gian Carlo de Melo Silva e Prof. Dr.Antônio Alves Bezerra.
Núcleo de Estudos Sociedade, Escravidão e Mestiçagens – NESEM. Esse Grupo de
pesquisa nasceu das necessidades de pesquisas sobre os temas a eles vinculados no atual
território de Alagoas. Buscamos fomentar estudos que possibilitem entender as dinâmicas
das relações sociais e culturais existentes na época da escravidão, desde o período em que
Alagoas fez parte da Capitania de Pernambuco, durante sua elevação a Comarca e na sua
emancipação política. O grupo integra a Rede de Grupos de Pesquisa Escravidão e
Mestiçagens (RGPEM) com sede no departamento de história da UFMG e ligações com
instituições internacionais. Vem desenvolvendo o projeto História da Escravidão em
Alagoas: conceitos, instituições, dinâmicas sociais, econômicas e culturais – Séculos XVIII
e XIX. Professores associados: Prof. Dr.Gian Carlo de Melo SIlva e Profª. Dra.Flávia
Maria de Carvalho.
24
Documento, Imagens e Narrativas: O grupo abarca atualmente duas linhas de pesquisa: 1.
Historicidade, Narrativas e Metodologias que tem como proposta desenvolver ensaios
analíticos, interpretativos e críticos dos diversos estilos historiográficos; 2. Memória
Social, Representação e Informação que tem como objetivo mapear e identificar tipos de
representação da memória social vinculados à cultura material e imaterial de Alagoas.
Estabelecer interfaces entre a informação, a representação e a memória pessoal e coletiva.
O Grupo tem contribuído de forma interdisciplinar com uma experiência epistemológica de
pesquisa e ensino no âmbito dos cursos de História, Biblioteconomia, Ciências Sociais e
Arquitetura. Atua na promoção de intercâmbios científicos e culturais; na participação e
produção de eventos científicos e culturais; na fomentação da Memória Social e suas
formas de preservação. Dentre suas projeções vislumbra-se a divulgação do conhecimento
na área de Ciências Humanas em suas múltiplas formas midiáticas; Assessoria às
Associações Sociais; Educação Popular e de Nível Médio e Superior. Professores
Vinculados: Profª. Dra.Arrisete Cleide de Lemos Costa e Profª. Dra.Maria de Lourdes
Lima.
Grupo de Estudos América Colonial: o grupo de pesquisa tem seus estudos voltados para
investigação sobre as estruturas políticas, econômicas e culturais da América portuguesa.
Preocupados com a compreensão da formação da elite, da constituição das redes
clientelares, da instituição do corpus administrativo, das ações culturais e do
desenvolvimento da político-econômica para os espaços coloniais; busca-se também
trabalhar com a documentação, sobretudo em seu caráter de transcrição, visando à
democratização de fontes em formatos digitais para futuros pesquisadores. Em termos
geográficos, privilegia o estudo do território alagoano enquanto localidade subordinada à
Capitania de Pernambuco. Suas linhas de pesquisa são: 1. Administração, poder e redes
clientelares; 2. Documentação e transcrição de documentos; 3. Escravidão, relações de
poder e diáspora africana. Professores vinculados: Prof. Dr.Antônio Filipe Pereira
Caetano e Profª. Dra. Flávia Maria de Carvalho
História Social e Política: o grupo de pesquisa tem seus estudos voltados para as
investigações no campo do poder, das relações de trabalho, das ações políticas, dos
conflitos sociais, da política externa brasileira, da história da esquerda (política e cultural),
da história social do trabalho e das ações da esquerda católica no seu imaginário
25
anticomunista. Não somente se restringindo a este espaço, o grupo debruça-se em grande
parte na documentação acolhida pelo Arquivo Público do Estado de Alagoas (APA). Suas
linhas de pesquisa são: 1. História da política externa brasileira; História das esquerdas:
política e cultura; 3. História política da Alagoas Republicana; 4. História Social do
Trabalho. Professores vinculados: Profª. Dra. Ana Paula Palamartchuk, Prof. Dr. José
Alberto Saldanha de Oliveira, Profª. Dra.Michelle Reis de Macedo e Prof. Dr.Osvaldo
Batista Acioly Maciel.
História Social do Crime: o Grupo de Pesquisa tem seus estudos voltados para o
entendimento das práticas de desordens cotidianas e criminais, tanto em seus aspectos
rurais como citadinos; dos elementos componentes do comportamento do criminoso; o
banditismo social; a história das prisões; a justiça e os crimes coloniais; gênero e
criminalidade; a relação entre criminalidade e punição, entendidas em seu plano
econômico, social, jurídico e simbólico; e a contextualização histórica das formas
ritualística das ações criminais. O grupo possui relações de pesquisa com a Universidade
Sapientia e Palermo (Itália), bem como com outras instituições portuguesas. Suas linhas de
pesquisa são: 1. Banditismo, máfia e crime organizado; 2. História das Prisões; 3. História
Social da Polícia; 4. Homicídio e Controle Social; 5. Justiça e crimes coloniais; 6. Teorias
do crime e criminologia; 7. Violência coletiva: conflitos rurais; 8. Vitimização e gênero.
Professores vinculados: Profª. Dra.Célia Nonata da Silva.
VIVARIUM-UFAL –Laboratório de Estudos da Antiguidade e do Medievo: o laboratório
tem seus estudos voltados para as questões culturais, políticas e a sociais da antiguidade e
do medievo. Busca-se, principalmente, trabalhar com as formas de produção, transmissão e
recepção do material escrito e visual fruto destes períodos, no que tange aos seus aspectos
hermenêuticos, formais, estruturais e de funcionamento e apropriação. Os estudos do
laboratório recaem, assim, sobre a busca de uma reflexãos sobre representações e modos
de representar a vida elaborada pelos homens e mulheres do passado. Linhas de pesquisa:
1. A antiguidade clássica e sua historiografia. 2. A recepção de textos escritos na Idade
Média: textos escritos e cultura visual. 3. Cultura escrita na Idade Média: produção,
circulação e recepção dos códices. Professora vinculada: Raquel de Fátima Parmegiani.
26
Centro de Hermenêutica do Presente: o grupo de Pesquisa tem seus estudos voltados para
a desnaturalização e a desuniversalização de conceitos e práxis sociais do mundo
ocidental. Teórica e Metodologicamente fundamentado na História Oral, investiga
temáticas como comunidades sociais, imigrações, narradores, sobreviventes sociais e
econômicos, historicidades indígenas, sociocosmologias e filosofia da educação. Suas
linhas de pesquisa são: 1. Ficção: Do Conto e do Romance, do Poema ao Teatro. 2.
Narradores do Presente: Devires e Redes das Vidas Menores. 3. Narradores Negros. 4.
Hermenêutica do Presente VI - Máquina Tribal III. Professor Associado: Prof. Dr.Alberto
Frederico Lins Caldas Filho.
LAHAFRO - Laboratório de História Afro-brasileira: Seu objetivo principal é
desenvolver pesquisas e estudos na área de História da África e História étnicorracial,
cultural e social no Brasil e na diáspora africana. Dá-se ênfase às relações de poder,
desenvolvimento e transformações histórico-culturais que impactaram na experiência dos
povos negros no Brasil. Suas linhas de pesquisa são: 1. Cultura negra e relações de poder.
2. Religiões africanas, afro-brasileiras e movimentos sociais. O laboratório também
procura atuar em extensão, através da participação em cursos de formação de professores e
divulgação das artes e memórias afro-brasileiras. Professores Associados: Profª. Dra.
Irinéia Maria Franco dos Santos, Profª Ms. Clara Suassuna Fernandes, Prof. Esp. José
Roberto Santos Lima e Profª. Dra. Flávia Maria Carvalho.
LIER - Laboratório Interdisciplinar de Estudo das Religiões: O objetivo do laboratório é
desenvolver pesquisas sobre religiões em diferentes temporalidades e espaços, numa
perspectiva interdisciplinar. Sua atuação dá-se também na realização de atividades de
extensão (eventos, cursos de aperfeiçoamento) estabelecendo redes com outros grupos em
nível nacional e internacional. Além da divulgação em mídias eletrônicas da produção de
seus membros e parceiros. Suas linhas de pesquisa são: (a) Religiões populares e
movimentos sociais: O objetivo desta linha é o estudo das religiões populares na relação
com os movimentos sociais de cunho reivindicativo, transformativo ou de manutenção da
sociedade, em diferentes temporalidades. Também de seus elementos constitutivos,
sincretismos, festas populares, agentes religiosos etc. Nesse sentido, as religiões ou
religiosidades são percebidas como criadoras de princípios e valores fundamentais que
alimentam as lutas sociais; (b) Religiões, cultura e identidade: objetiva analisar o papel das
27
religiões na construção do comportamento social, nos valores culturais e seus aspectos
identitários. Procura mapear e desenvolver estudos que analisem as representações sociais
dos mitos, símbolos, rituais e sua relação com a identidade religiosa dos adeptos e o espaço
público; (c) religiões, Estado e relações de poder: O objetivo é o estudo das relações entre
as diferentes religiões e o Estado brasileiro, em que se configurem as lutas pelos espaços
sociais de poder em diferentes temporalidades e espaços geográficos. O caráter
institucional tem destaque, por exemplo, nas relações entre as diferentes práticas religiosas
e o Estado. Profª. Dra. Irinéia Maria Franco dos Santos, Profª. Dra. Raquel de Fátima
Parmegiani.
História e construção literária na prosa brasileira: O grupo de pesquisa, criado em 2006,
está vinculado ao Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (PPGLL) e ao curso
de História da UFAL, onde atua a líder do grupo. Partindo de uma perspectiva
interdisciplinar, as pesquisas no grupo visam à análise de diversos elementos presentes na
narrativa literária brasileira, examinados em correlação ao seu quadro histórico de
referência. Suas atividades dividem-se entre os projetos de pesquisa ―Leituras gracilianas‖,
―O grotesco e o monstruoso na construção literária‖ e ―A prosa de ficção brasileira:
espaços de experiência e horizontes de expectativa‖. Professores Associados: Profa. Dra.
Ana Cláudia Aymoré Martins e a Profa. Dra. Ana Paula Palamartchuk.
28
IV – Perfil do Egresso
O Licenciado em História é o professor que planeja, organiza e desenvolve
atividades e materiais relativos ao Ensino de História. Sua atribuição central é a docência
na Educação Básica, que requer sólidos conhecimentos sobre os fundamentos da História,
sobre seu desenvolvimento e suas relações com as diversas áreas; assim como sobre
estratégias para a transposição do conhecimento histórico em saber escolar. Além de
trabalhar diretamente na sala de aula, o licenciado elabora e analisa materiais didáticos,
como livros, textos, vídeos, programas computacionais, ambientes virtuais de
aprendizagem, entre outros. Realiza ainda pesquisas em Ensino de História, coordena e
supervisiona equipes de trabalho. Em sua atuação, prima pelo desenvolvimento do
educando, incluindo sua formação ética, a construção de sua autonomia intelectual e de seu
pensamento crítico.
CAMPO DE ATUAÇÃO
O Licenciado em História trabalha como professor em instituições de ensino que
oferecem cursos de nível fundamental e médio; em editoras e em órgãos públicos e
privados que produzem e avaliam programas e materiais didáticos para o ensino presencial
e a distância. Além disso, atua em espaços de educação não-formal, como organizações
ligadas à ciência, educação e cultura; museus; centros de documentação e pesquisa;
memoriais; bibliotecas históricas; arquivos e projetos de preservação da memória e do
patrimônio cultural e natural; no turismo cultural; em empresas que demandem sua
formação específica e em instituições que desenvolvem pesquisas educacionais. Também
pode atuar de forma autônoma, em empresa própria ou prestando consultoria.
***
29
Acompanhando os objetivos e as diretrizes propostas por esse (PPC), a meta final
que queremos atingir é a formação de um profissional que possua ética e capacidade
política em bases críticas, habilitados a pratica da cidadania e exercício pleno da
democracia. Somada a essas características consideradas inerentes ao egresso do curso de
história, estaremos promovendo uma sólida formação técnica e profissional que
complementará a formação técnica do futuro professor, sendo este, capaz de compreender
e transformar a sua e outras realidades. Ou seja, um sujeito não apenas competente,
segundo os conhecimentos adquiridos na formação inicial, mas, um sujeito que seja
potencializador das transformações sociais, políticas e culturais pertinentes ao seu tempo.
O formando do Curso de História da UFAL deverá ser capaz de atender às
prementes necessidades do ensino de história e, ao mesmo tempo, se apropriar de
instrumentos que possam promover aproximação entre a instituição onde for atuar e a sua
respectiva comunidade e, ainda, deverá ser capaz de atuar na área de pesquisa para
enriquecer e promover a produção científica das Ciências Humanas, em particular, da
História.
Reconhecendo que a formação nos cursos de Licenciatura, em seus modelos
tradicionais, deixa à mostra questões históricas a ser enfrentadas, fazendo com que o
estudante egresso aja movido pelo espontaneísmo, à improvisação ou a auto-formulação do
―jeito de dar aula‖, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), Título V,
Capítulo IV, Art. 43, ao definir a finalidade da educação superior, estabelece princípios
que poderão nortear o perfil do futuro profissional ao se inserir na docência da educação
básica. Para isso, o curso parte da premissa de:
―I. estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento
reflexivo;
II. formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em
setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira e
colaborar na sua formação contínua;
III. incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento
da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o
entendimento do homem e do meio em que vive;
IV. promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que
constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de
publicações ou de outras formas de comunicação;
30
V. suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a
correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos
numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração;
VI. estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os
nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta
uma relação de reciprocidade;
VII. promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das
conquistas e benefícios resultantes da criação e da pesquisa científica e tecnológica geradas
na instituição.‖
Nesse sentido, o Parecer n° 009/2001 CNE/CP, ao tratar das Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de
Licenciatura, de Graduação, destaca algumas características inerentes ao profissional da
História:
- Orientar e mediar o ensino para a aprendizagem dos alunos;
- Comprometer-se com o sucesso da aprendizagem dos alunos;
- Assumir e saber lidar com a diversidade existente entre os alunos.
31
V - Habilidades e Competências
Com as orientações propostas pelo MEC nos últimos anos, o Curso de História
Licenciatura ganhou densidade e identidade própria. Isso implica em uma discussão das
competências e áreas de desenvolvimento profissional que se espera promover na
formação do estudante de história, além de sugestões para avaliação das mudanças que
ocorrerão com a implantação desse novo Projeto Pedagógico do Curso.
Com essas mudanças, faz-se necessária uma revisão profunda de aspectos essenciais
da formação do professor, tais como a organização institucional, a definição e estruturação
dos conteúdos para que respondam às necessidades da atuação do professor, os processos
formativos envolvendo aprendizagem e desenvolvendo competências acerca da profissão
docente, a vinculação entre escolas de formação e os sistemas de ensino da educação
básica, de modo a assegurar-lhe a indispensável preparação profissional.
Em consequência, a competência é um dos requisitos fundamentais na orientação do
Curso de Formação de Professores. Não basta o profissional ter informações acerca das
disciplinas que forma o currículo do professor-historiador. É necessário que este consiga
transformar essas informações em conhecimentos, colocando-os em ação prática,
avaliando criticamente a sua própria atuação enquanto agente mediador de processos de
ensino e aprendizagem atuando e interagindo cooperativamente com a comunidade na qual
está inserido.
Ao indicarmos algumas competências no Projeto Pedagógico do Curso de História
Licenciatura desta universidade, levou-se em consideração os objetivos da formação do
professor de educação básica que desejamos, na eleição de seus conteúdos, na organização
institucional, na abordagem metodológica dos temas, na criação de diferentes tempos e
32
espaços de vivência para os futuros professores na própria sala de aula e também fora
desta, bem como nos processos de avaliação.
Assim, o presente documento entende que a aquisição da competência acontece
quando o professor, no exercício de suas funções, é capaz de criar ―situação‖ de ensino e
aprendizagens significativas. A aprendizagem, com isso, permite a articulação entre teoria
e prática e supera a tradicional dicotomia entre essas duas dimensões de aprendizagem,
definindo-se pela capacidade de mobilizar múltiplos saberes numa mesma situação
problema, entre os quais os conhecimentos adquiridos na reflexão sobre as questões
pedagógicas e aqueles construídos na vida profissional e pessoal, para corresponder às
diferentes demandas das situações de trabalho.
As atitudes do professor no curso de formação terão que ser construídas levando em
consideração as suas competências e os conhecimentos adquiridos nesse processo
dinâmico de aprendizagem, assumindo, dessa maneira, compromisso em relação aos
futuros professores, principalmente quando valoriza suas características individuais e
experiências de vida, incluídas as profissionais.
O grande desafio que este Projeto Pedagógico coloca é, como equalizar os
conteúdos definidos para um currículo da formação profissional do Curso de História
Licenciatura, uma vez que são os conteúdos que possibilitam a construção e o
desenvolvimento de competências e habilidades. O currículo conterá conhecimentos
necessários ao desenvolvimento das competências exigidas para o exercício do magistério,
tratando-os nas suas diferentes dimensões, tais como: na sua dimensão conceitual – na
forma de teorias, informações, conceitos; na sua dimensão procedimental – na forma do
saber fazer; e na sua dimensão atitudinal – na forma de valores e atitudes que estarão em
voga na atuação profissional.
Com essa finalidade, indica-se um conjunto de competências constantes do Parecer
nº 9/2001 CNE/CP, Art. 6º, como linhas mestras de orientação, com o detalhamento a
seguir, inerentes a formação do professor-historiador:
I. Competências referentes ao comprometimento com os valores inspiradores da sociedade
democrática:
a) Pautar-se por princípios da ética democrática: dignidade humana, justiça, respeito
mútuo, participação, responsabilidade, diálogo e solidariedade;
33
b) Orientar suas escolhas e decisões metodológicas e didáticas por valores democráticos e
por pressupostos epistemológicos coerentes;
c) Reconhecer e respeitar a diversidade, em seus aspectos sociais, culturais e físicos,
detectando e combatendo todas as formas de discriminação;
d) Zelar pela dignidade profissional e pela qualidade do trabalho escolar.
II. Competências referentes à compreensão do papel social da escola:
a) Compreender o processo de sociabilidade e de ensino e aprendizado na escola e nas suas
relações com o contexto no qual se inserem as instituições de ensino e atuar sobre ele;
b) Utilizar conhecimento sobre a realidade econômica, cultural, política e social, para
compreender o contexto e as relações em que está inserida a prática educativa;
c) Participar coletiva e cooperativamente da elaboração, gestão, desenvolvimento e
avaliação do projeto educativo e curricular da escola, atuando em diferentes contextos da
prática profissional, além da sala de aula;
d) Promover uma prática educativa que leve em conta as características dos aluno e de seu
meio social, seus temas e necessidades do mundo contemporâneo e os princípios,
prioridades e objetivos do projeto educativo e curricular;
e) Estabelecer relações de parceria e colaboração com os pais dos alunos, de modo a
promover sua participação na comunidade escolar e a comunicação entre eles e a escola.
III. Competências referentes ao domínio dos conteúdos a serem socializados, aos seus
significados em diferentes contextos e sua articulação interdisciplinar:
a) Conhecer e dominar os conteúdos básicos relacionados às áreas/disciplinas de
conhecimento que serão objeto da atividade docente, adequando-os às atividades escolares
próprias das diferentes etapas e modalidades da educação básica;
b) Ser capaz de relacionar os conteúdos básicos referentes às áreas/disciplinas de
conhecimento com os fatos, tendências, fenômenos ou movimentos da atualidade e os fatos
significativos da vida pessoal, social e profissional dos alunos;
c) Compartilhar saberes com docentes de diferentes áreas/disciplinas de conhecimento, e
articular em seu trabalho as contribuições dessas áreas, numa abordagem transdisciplinar;
d) Ser proficiente no uso da Língua Portuguesa nas tarefas, atividades e situações sociais
que forem relevantes para seu exercício profissional;
34
e) Fazer uso de recursos da tecnologia da informação e da comunicação, de forma a
aumentar as possibilidades de aprendizagem dos alunos.
IV. Competências referentes ao domínio do conhecimento pedagógico
a) Criar, planejar, realizar, gerir e avaliar situações didáticas eficazes para a aprendizagem
e para o desenvolvimento dos alunos, utilizando o conhecimento da áreas ou disciplinas a
serem ensinadas, das temáticas sociais transversais ao currículo escolar, bem como das
especificidades didáticas envolvidas;
b) Utilizar modos diferentes e flexíveis de organização do tempo, do espaço e de
agrupamento dos alunos, para favorecer e enriquecer o processo de desenvolvimento e de
aprendizagem;
c) Manejar diferentes estratégias de comunicação dos conteúdos, sabendo eleger as mais
adequadas, tendo em vista a diversidade dos alunos, os objetivos das atividades propostas e
as características dos próprios conteúdos;
d) Identificar, analisar e produzir materiais e recursos para utilização didática,
diversificando as possíveis atividades e potencializando seu uso em diferentes situações;
e) Gerenciar a classe e a organização do trabalho, estabelecendo uma relação de autoridade
e confiança com os alunos;
f) Intervir nas situações educativas com sensibilidade, acolhimento e afirmação
responsável de sua autoridade;
g) Utilizar estratégias diversificadas de avaliação da aprendizagem e, a partir de seus
resultados,
formular
propostas
de
intervenção
pedagógica,
considerando
o
desenvolvimento das diferentes capacidades dos alunos.
V. Competências referentes ao conhecimento de processos de investigação que
possibilitem o aperfeiçoamento da prática pedagógica:
a) Analisar situações e relações interpessoais que ocorram na escola, com o distanciamento
profissional necessário à sua compreensão;
b) Sistematizar e socializar a reflexão sobre a prática docente, investigando o contexto
educativo e analisando a própria prática profissional;
c) Utilizar-se dos conhecimentos para manter-se atualizado em relação aos conteúdos de
ensino e ao conhecimento pedagógico;
35
d) Utilizar resultados de pesquisas atualizadas para o aprimoramento de sua prática
profissional.
VI. Competências referentes ao gerenciamento do próprio desenvolvimento profissional:
a) Utilizar as diferentes fontes e veículos de informação, adotando atitude de
disponibilidade e flexibilidade para mudanças, gosto pela leitura e empenho no uso da
escrita como instrumento de desenvolvimento profissional;
b) Elaborar e desenvolver projetos pessoais de estudo e trabalho, empenhando-se em
compartilhar a prática e produzir coletivamente;
c) Desenvolver os âmbitos da pesquisa científica e/ou da continuidade dos estudos em
nível de pós-graduação (latu e stricto sensu) como formas de desenvolvimento profissional,
rompendo com os paradigmas tradicionais de afastamento entre o profissional de ensino –
o professor – e o profissional de pesquisa – o pesquisador - os quais compreendiam o
primeiro como um mero transmissor de conhecimentos produzidos pelo segundo;
d) Utilizar o conhecimento sobre a organização, gestão e financiamento dos sistemas de
ensino e sobre a legislação e as políticas públicas referentes à educação para uma inserção
profissional crítica.‖
Em face dessas questões, para maior esclarecimento, elencamos as Competências e
Habilidades apresentadas pelo Parecer nº 492/2001 CNE/CES: Específicas para
Licenciatura:
a. Domínio dos conteúdos básicos que são objeto de ensino-aprendizado no ensino
fundamental e médio;
b. Domínio dos métodos e técnicas pedagógicos que permitem a transmissão do
conhecimento para os diferentes níveis de ensino.
O graduado em História Licenciatura deverá estar habilitado e capacitado para o
exercício do trabalho do professor, dentro e fora da sala de aula, em todas as suas
dimensões, o que pressupõe pleno domínio da natureza do conhecimento histórico e das
práticas pedagógicas necessárias a sua produção e difusão. Cabe ao egresso do curso de
História ter o domínio dos conteúdos que são objetos de ensino e aprendizagem na
educação básica, percebendo o caráter indissociável entre o ensino e a pesquisa.
A diversidade de concepções historiográficas no mundo contemporâneo – do
Marxismo à Escola dos Analles, passando pela História Social, História Cultural, História
das Mentalidades, Micro-História etc. – são constatações da elevada maturação que as
36
pesquisas e o ensino de História experimentam no mundo contemporâneo. As
preocupações dos historiadores com o ensino de História têm se voltado para os tipos de
práticas pedagógicas que tentam envolvê-los historicamente com os conteúdos ministrados
nas salas de aula, atentando-se para a sua inserção no cotidiano escolar, suas relações com
o imaginário dos estudantes e suas relações com outras esferas do saber.
Assim, o curso de História Licenciatura articula a teoria com a prática, conforme as
a resolução CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002, que institui as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível
superior, curso de licenciatura, para isso possui uma estrutura curricular para o
desenvolvimento de habilidades e competências relacionadas à formação para a atividade
docente, entre as quais o preparo para:
I - o ensino visando à aprendizagem do aluno;
II - o acolhimento e o trato da diversidade;
III - o exercício de atividades de enriquecimento cultural;
IV - o aprimoramento em práticas investigativas;
V - a elaboração e a execução de projetos de desenvolvimento dos conteúdos curriculares;
VI - o uso de tecnologias da informação e da comunicação e de metodologias, estratégias e
materiais de apoio inovadores;
VII - o desenvolvimento de hábitos de colaboração e de trabalho em equipe.
Nesse sentido, a formação do profissional de História tem como ênfases o estímulo
a aprender a pensar e a usar a sua inteligência, criatividade e capacidade para estabelecer a
inter-relação entre ensino e aprendizagem, ensino e pesquisa, de forma que possibilite o
desenvolvimento da capacidade de reflexão, cooperação e participação; e a interiorização
de valores éticos, capazes de favorecera percepção de princípios de justiça, equidade,
tolerância e serenidade.
Em síntese, espera-se que os graduandos saiam do curso de graduação em História
desta universidade com as seguintes habilidades e competências constituídas para atuar
profissionalmente:
Conhecer a realidade sócio-educacional e sua estrutura organizacional, a fim de
promover junto aos seus interlocutores a análise histórica sistematizada e dela obter
conhecimentos e experiências para avaliação e revitalização do ensino no âmbito da
universidade e fora dela;
37
Assegurar a produção e ressignificação dos conhecimentos históricos não só no
âmbito da universidade, mas, também, em instituições de ensino formal e não
forma - museus, órgãos de preservação de documentos e patrimônio material e
imaterial, envolvimento com ações afirmativas e políticas de educação patrimonial
e ambiental;
Dirimir ações que perpasse a reflexão-ação-reflexão sistematicamente entre a
produção do conhecimento e a experiência didática pedagógica vivenciada no
cotidiano da sala de aula na educação básica;
Identificar as mais variadas concepções de ensino e aprendizagem acerca de temas
próprios da docência, tais como: currículo, proposições didáticas, planejamento,
organização de tempo e espaço, gestão de sala de aula, interação grupal,
procedimentos avaliativos de situações didáticas e sequência didáticas e
aprendizagens dos estudantes e da relação professor-estudante;
Promover ações que busquem respeitar e valorizar o Patrimônio Histórico Cultural,
Regional e Nacional, reconhecendo a importância da salvaguarda dos Acervos
Documentais e Bens Culturais.
38
VI- História e Meio Ambiente
O Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002, que regulamenta a Lei nº 9.795, de 27
de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras
providências e conforme a Resolução CNE/CP nº 02/2012, que define formas de sua
implementação nos currículos dos cursos superiores, é incorporado pelo curso de História
Licenciatura na UFAL quando da aplicação de forma direta da temática ambiental na
inclusão de conteúdos curriculares nas diversas disciplinas obrigatórias e eletivas.
Uma das abordagens para a discussão da relação humana com o meio ambiente –
hoje conhecida como ―questão ambiental‖ – e para uma proposta de solução – o chamado
desenvolvimento sustentável3 – é a análise do surgimento deste problema pelo viés das
ciências sociais. Disciplinas como História, Antropologia, Sociologia, Geografia, Filosofia
e Economia articulam-se nas explicações para um dos maiores problemas da atualidade. A
partir da década de 1990 com a aparente globalização econômica, os desdobramentos da
―questão ambiental‖ tornaram-se mais prementes. Atualmente, vários países no mundo
procuram formas de diminuir o impacto ambiental da produção capitalista.
Em tempo, ―as iniciativas pedagógicas procuram responder às novas demandas
sociais, reorientando as práticas educacionais, revendo conteúdos, metodologias e, claro, a
3
“Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem
comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades”. Relatório
Nosso Futuro Comum. Comissão Mundial da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1987. Apesar
do aporte teórico, as empresas passaram a utilizar o desenvolvimento sustentável numa perspectiva tecnicista;
procurou-se alterar tecnologias na produção para diminuir o impacto ambiental e a poluição, mas mantendo a
lógica do consumo com os ―produtos verdes‖.
39
formação de professores, entre outras medidas de interação e mudanças sociais‖
(MARTINEZ, 2004, p.235).
Não obstante, é notável nas reflexões de Bittencourt (2003) que:
Os debates e discussões sobre o meio ambiente, ecologia, educação
ambiental parecem pouco familiares nas salas de aula de História.
Poluição, degradação de solos, secas, queimadas, lixo, preservação de
animais, enchentes devastadoras e demais problemas que envolvem os
variados temas ambientais são próprios de educadores e cientistas da
natureza, mas parecem estar bastante distantes das preocupações
daqueles que se dedicam aos estudos das sociedades. Desta forma,
tratar de um tema que aborda as relações da história com o meio
ambiente pode provocar um certo estranhamento, como se
historiadores e professores de História estivessem invadindo um
território alheio e se propusessem a entrar em uma espécie de
aventura, embrenhando-se em uma seara desconhecida, exclusiva da
área de ciências da natureza. Quando, no entanto, nos detemos
atentamente às diversas problemáticas ambientais, percebe-se como
muitos dos temas são também familiares às ciências humanas e como
as aproximações entre sociedade e meio ambiente possibilitam
enriquecimento mútuo entre as duas áreas e campos de conhecimento
(BITTENCOURT, 2003, p.37).
Por seu turno, recentemente tais problemáticas passaram a ser, especialmente,
objeto de estudo da História, tanto pelo viés da ―história dos movimentos sociais‖, como
também pelo viés atual ―história ambiental‖. Neles, as temáticas variam, desde as
construções ideológicas da relação natureza/sociedade, passando pela exploração dos
recursos naturais, a relação entre comunidades indígenas e a natureza, agricultura,
ecologia, urbanização e o processo de degradação ambiental etc.
Ou seja, os historiadores lidam com novos problemas e procuram historicizá-los. A
aplicação do método histórico proporciona uma análise mais consistente dos problemas
ambientais e suas implicações socioeconômicas e culturais. O surgimento de uma
compreensão humana sobre a Natureza foi um longo processo histórico que se deu a partir
das tentativas de ―controle dos seus fenômenos‖, produziu as bases estruturais da
sociedade humana, suas identidades e visões de mundo, por fim, sua Cultura.
O Projeto Pedagógico do Curso de História Licenciatura da Universidade Federal
de Alagoas entende que a formação do professor-pesquisador de história necessita
englobar, transversalmente, em suas disciplinas, este importante debate acerca do meio
ambiente. O apontamento da transversalidade dos conteúdos específicos deve privilegiar
40
também o incentivo à construção de uma ética de cidadania que seja ―transhumana‖; isto é,
que valorize a existência das várias espécies e da diversidade biológica do planeta.
A crise social e ambiental afeta a todos. Vale lembrar que, em Alagoas, a existência
de conflitos sociais históricos identificados na luta pelo acesso à terra e aos meios de
produção, são intensificados ao se refletir sobre a manutenção do trabalho no corte da cana
– produção de alto impacto ambiental –, urbanização desregulada e especulação imobiliária
que atinge as áreas próximas aos rios e a extração tradicional do caranguejo e sururu; a
falta de saneamento básico sobremaneira os bairros populares, aumentando a poluição dos
rios e do mar etc.
Nos países periféricos, muito da questão ambiental, mesmo com as ações dos
movimentos ecológicos, perde ênfase ao ser confrontado com os problemas da miséria e
distribuição desigual das riquezas. Os partidos políticos com enfoque ambiental, como o
Partido Verde (PV) brasileiro, não atingem as camadas da população mais pobre,
mantendo-se como demanda identificada com as classes médias. Torna-se relevante, por
fim, um ensino de história que possibilite uma análise crítica da relação entre os interesses
de um modelo de desenvolvimento ―sustentável‖, e as reais necessidades da população,
com ênfase para melhorias globais das condições de vida da população.
41
VII- O ofício do historiador e as novas tecnologias
É inegável os ganhos da historiografia diante das possibilidades que a internet
acrescentou em termos de acesso a informação. Há uma clara mudança na forma clássica
da escrita da história e da comunicação do discurso histórico, ao mesmo tempo que se
inauguram perspectivas inéditas para esta forma de produção científica. Essa experiência
contemporânea tem instigado os historiadores a ponto da própria forma de ler e escrever se
tornar objeto de problematização. Obras como as de Roger Chartier (2001), que se
debruçam sobre a história da leitura e a revolução do texto eletrônico, nos dão análises
fundamentais para a compreensão, não apenas das mudanças em curso, mas também das
continuidades entre os diversos modos das práticas de ler, escrever e seus aportes.
As novas tecnologias digitais têm ganhado cada vez mais espaço dentro do oficio
do professor-pesquisador. Isso tem se dado a partir de quatro eixos principais: em termos
de publicações das narrativas historiográficas e do acesso às bibliotecas digitais; dos
bancos de dados documentais; das ferramentas de pesquisa; e por fim, do próprio suporte
digital como documento histórico.
Quando nos voltamos para o ensino de história esse ganho fica ainda maior. Isto se
dá, não só pelo acesso disponível a professores e estudantes dos arquivos documentais e
bibliotecas digitais, mas também pelas ferramentas pedagógicas disponíveis na Web que
incentivam o desenvolvimento de um aprendizado construtivista, no qual o estudante pode
se colocar como agente do conhecimento. Podemos dar o exemplo dos blogs e dos e-books,
42
o trabalho de construção destes suportes de textos virtuais proporcionam uma experiência
que não se limita apenas a pesquisa e a construção da narrativa, mas também interage com
a realidade editorial, posto que as construções destas ferramentas devem seguir regras tanto
relacionadas a linguagem, como a diagramação.
O curso de história da UFAL tem incentivado o uso das novas tecnologias nas
pesquisas historiográficas de seus alunos, mantendo a Revista Crítica Histórica4para
publicações na área, além do trabalho desenvolvido pelo LAPDHIS que tem
disponibilizado em seu site documentação sobre a História do estado de Alagoas.
Além disso, no âmbito das experiências pedagógicas envolvendo os estudantes, tem
havido por parte dos docentes do curso, incentivo para que estes experimentos
historiográficos sejam pensados de forma dialética em relação ao ensino fundamental e
médio, não apenas como mecanismo de pesquisa e aprendizado, mas também como objeto
da investigação dos próprios estudantes no que tange ao saber históricos e suas
possibilidades de ensino e aprendizado a partir destes suportes.
Indubitavelmente, os desafios da formação docente constituem-se em níveis
complexos em que, dentre os quais, sobrepõem-se, a atualização constante do ensino, em
virtude das demandas internas e externas diligentes a graduação. O objetivo primordial
neste caso é de proporcionar ao discente contato com diversas possibilidades de construção
do conhecimento. Assim, a incumbência docente é de facilitar o processo de ensino e
aprendizagem, para que seja possível que o licenciando, ao término do curso, tenha os
conhecimentos inerentes ao magistério nos níveis de ensino que o mercado de trabalho
oferece, aliando os saberes pedagógicos e de conteúdo específico. Dentro das exigências
do nosso contexto sociopolítico e cultural, a formação docente deve ser pautada pela busca
do ―conhecimento, reflexão, crítica e aperfeiçoamento profissional‖ (FONSECA; SILVA,
2007, p.26).
A formação docente deve levar em consideração, dentre outros critérios, a vida
pregressa dos estudantes, lembrando que as experiências de vida, a formação anterior e os
anseios individuais são parte constitutivas sujeitos. Para que possamos contribuir com uma
formação de qualidade devemos superar as dicotomias existentes em muitos cursos de
graduação, algumas herdadas de currículos anteriores, em que somente o conteúdo era
valorizado e a formação pedagógica relegada ao segundo plano da formação.
4
Endereço digital: http://www.revista.ufal.br/criticahistorica/
43
A década de 80 marcou o início das críticas contra uma forma de ensino tecnicista e
que não valorizava o ensino de História, existindo uma concepção de que ―se ensina
História como se produz História‖ (DIAS, 2009, p.15), formando toda uma geração de
profissionais que eram constituídos como pesquisadores e não identificados como
professores de História. Essa separação prejudicou a formação de muitos docentes e tem
consequências nas formas de aprendizado até os dias atuais, em que buscamos uma
superação da dicotomia entre ensino e pesquisa, já que ambos estão interligados e possuem
certa dependência.
Em face dessa questão, conforme o Conselho Nacional de Educação (CNE), os
cursos de Licenciatura devem ter como um dos elementos basilares da formação docente a
pesquisa, que são o ―foco no processo de ensino e aprendizagem, uma vez que ensinar
requer tanto dispor de conhecimentos e mobilizá-los para a ação, como compreender o
processo de construção do conhecimento‖ (BRASIL, CNE, 2002). Esse conhecimento
possibilita ao estudante de História articular sua formação com o exercício do magistério,
observando e conhecendo as possibilidades de pesquisa não somente mergulhando nos
documentos e numa formação de pesquisador dissociada do papel de educador, mais sim,
transpondo as barreiras da universidade, produzindo conhecimento nas escolas, nas
comunidades, em espaços de educação não formal, construindo novos saberes e
reinterpretando espaços e objetos a partir do conhecimento construídos ao longo de sua
formação.
Tendo em vista que o professor em sua ação docente ―precisará recorrer ao
conhecimento das áreas na qual é especialista, ao conhecimento pedagógico e ao
conhecimento do sentido e significado da educação na formação humana‖ (PIMENTA;
LIMA, 2012, p.147), na sua formação é preciso que sejam colocados em contato com
possibilidades do ―como fazer‖ a intermediação entre o ensino e as aprendizagens em
história. Entre os mecanismos que podem ser acionados para construção de tais
conhecimentos estão o uso das linguagens especificas do ensino de história e as
metodologias diferenciadas de ensino, que abarcam possibilidades já tradicionais como o
uso do cinema e das imagens, até mecanismos contemporâneos como a construção de
jogos eletrônicos, internet e outros elementos proporcionados pelo uso das novas
tecnologias da informação.
Em face dessa questão, nota-se que:
44
A promoção dessas formas de pensamento histórico exige que a
formação do aluno esteja fundamentada num conceito de História que
o leve à compreensão da realidade social e das ações dos homens
localizadas no tempo. Para tanto, é preciso utilizar materiais que
permitam a construção do texto histórico chamando-o a atividades
intelectuais que encaminhem o estudante para o desenvolvimento do
pensamento histórico (ABUD, Katia. et alli , 2010, p. XIII).
Assim, a sala de aula transforma-se em um laboratório de experimentação de
conhecimentos práticos, em que estudantes e professores são estimulados cotidianamente a
criar e recriar formas de interpretação que articulam conteúdo específico, saberes
pedagógicos e construção de conhecimento histórico numa relação dialógica. Para tanto,
lembra-se que o uso das metodologias inovadoras devem ser baseadas no estudo e na
pesquisa, afinal, não devemos cair no erro de confundir método de ensino com técnica de
ensino, ou mais ainda, usar novas tecnologias sem verificar as adaptações necessárias para
o ensino, transformando o novo em ferramenta de repetição do velho e criticado método
tradicional de ensino. Um espaço dentro do processo de formação que tem como intuito
proporcionar mudanças na utilização dos métodos de ensino, tem como lócus o laboratório
de ensino de História, um local que deve ser usado por todos os professores, independente
do conteúdo específico que ministre.
Tendo em mente a complexidade e os cuidados necessários para os usos das
metodologias diferenciadas, que não devem ser meramente reproduzidas e, sim,
compreendidas em seus critérios e adequações de uso, discentes e docentes estão
conjuntamente construindo e dando significado ao processo de ensino e aprendizagem,
superando dicotomias tradicionais e trazendo à luz novas perspectivas que transformam o
cotidiano da sala de aula colocando os objetos em movimento, proporcionando
aprendizagens significativas inerentes aos sujeitos em formação.
Desta maneira, cabe ao docente diante das suas possibilidades e avaliação prévia de
sua prática, articular saberes e construção do novo conhecimento dos graduandos,
transformando o uso de linguagens (filmes, jogos, música, literatura, documentos, imagens
etc.), em metodologias facilitadoras de aprendizagem significativas e não meras fórmulas
mágicas, como bem destacou (BITTENCOURT, 2004, p.242).
45
VIII- Metodologias do Ensino de História
A proposta teórico-metodológica do curso História Licenciatura da UFAL insere-se
na atual consciência historiográfica contemporânea, que se divide em duas frentes: a
Escola Social Inglesa e a Escola Francesa, identificada como a Escola dos Annales. Uma
cultura de conhecimento histórico que vem privilegiando uma nova narrativa
historiográfica a partir da valorização da cultura, através de sua linha de pesquisa: a Nova
História Cultural.
Como a argumentação da prática historiográfica atual, centralizamos em uma linha
específica, cuja proposta tem conseguido manter-se com trabalhos importantes na
historiografia contemporânea e brasileira. Optamos, por tanto, pelas referências teóricometodológicas por oferecerem um conjunto de expectativas abrangentes e pressupostos de
trabalhos mais sólidas.
Nossa preocupação por seu turno está orientada pela necessidade atual em
oportunizar as interpretações e ampliar o arcabouço teórico para a historiografia brasileira.
Assim, a afirmação mais contundente seria dizer que buscamos criar um curso empenhado
em discussões acadêmicas e, oportuno a propostas de elaboração reflexiva. O que seria o
mesmo que afirmarmos nossa oposição ao relativismo conceitual e cultural. A partir disso
46
temos constatado que as expectativas quanto à produção acadêmica deve reiterar os
argumentos conceituais.
Atualmente, são várias as obras que instigam os homens à curiosidade por sua
cultura e sociedade, quer seja pela história do perdão, do amor e da pornografia; como pela
história da representação política, das imagens e propagandas de governos. Das
descobertas da memória política, dos mitos políticos e das liturgias políticas garantidas
pelo poder simbólico das relações de dominação. A expectativa por novas oportunidades
para os historiadores, aberta pela revolução documental trouxe, também, o surgimento de
algumas linhas específicas de trabalho e pesquisa com novos objetos para a cultura
historiográfica.
A partir desta perspectiva, a proposta do curso de História Licenciatura da UFAL
faz notar o seu interesse por investigações educacionais com vistas à formação plena do
estudante de História atentando-se a sua inserção no exercício do magistério e da pesquisa
- do ofício de historiador-educador-pesquisador, nas mais variadas dimensões, o que
pressupõe o domínio do conhecimento histórico e das práticas essenciais de sua produção
intelectual e difusão desta prática.
Face às demandas oriundas da sociedade no âmbito nacional, estadual e municipal,
o profissional de História formado nesta instituição terá a prerrogativa de atuar na extensão
de seu campo de conhecimento: ensinar história na educação básica e desenvolver
propostas de pesquisas, seja sobre a sua própria prática na docência ou em outras linhas de
pesquisa na sua área de formação inicial.
Por esse prisma, ao professor historiador, educador e pesquisador, caberá o desafio
de desenvolver postura crítica e autônoma frente ao desafio de problematizar os processos
de significação da própria área do conhecimento, cujas dimensões ultrapassam a mera
tarefa pedagógica de transmitir o conhecimento.
Não obstante, a profissão docente exige movimentação e interação com os anseios
da sociedade em toda a sua estrutura organizacional, a fim de poder promover junto a seus
interlocutores a análise da realidade histórica e dela dilapidar os conhecimentos e
experiências para avaliar e implementar propostas de ensino e metodologias diferenciadas
na formação de cidadãos comprometidos com a transformação social dos sujeitos no
espaço ao qual pertence.
Em face dessas inquietações, o profissional de história que atuará na educação
básica deverá estar concatenado ao ensino e à pesquisa juntamente com os estudantes,
47
viabilizando a dinâmica da aprendizagem e trazendo à luz as descobertas e o novo, a
produção de materiais pedagógicos de difusão do conhecimento na área de ensino de
história é outro ponto que o licenciando em história desta universidade deve ter assegurado
em sua formação inicial.
O presente PPC para o curso de História da UFAL vem ao encontro de tais
necessidades e propostas de mudanças historiográficas, demandas estas que orientaram a
construção das linhas mestras deste projeto, tendo o cuidado em não cair na tentação das
oportunidades e expectativas das incoerências dos modismos acadêmicos. Nossa estrutura
curricular, bem como nossa concepção de curso privilegia, desde suas primeiras disciplinas
do primeiro período, o envolvimento com os conceitos, a historiografia, a prática
profissional com leituras documentais, a necessidade do aprendizado e conhecimento da
história da Cultura Afro-brasileira e Indígena, assim como a valorização da pesquisa e do
fazer docente na sala de aula da educação básica, provocando outros debates teóricometodológicos inerentes ao momento histórico vivido pelos futuros professores. Nesse
aspecto, destaque-se que:
Toda a pesquisa historiográfica se articula com um lugar de produção
sócio-econômico, político e cultural. Implica um meio de elaboração
que está circunscrito por determinações próprias: uma profissão
liberal, um posto de observação ou de ensino, uma categoria de
letrados etc. Ela está, pois, submetida a imposições, ligada a
privilégios, enraizada em uma particularidade. É em função deste
lugar que se instauram os métodos, que se delineia uma topografia de
interesses, que os documentos e as questões que lhe serão propostas se
organizam (DE CERTEAU, 2002, p. 67).
Dada à importância da diferenciação e da doutrina teórico-metodológica do curso
(do meio social), a narrativa como forma de escrita do historiador será pautada segundo as
necessidades deste meio social para a competência dos futuros profissionais da educação.
Neste sentido, toda a matriz curricular foi construída segundo estas necessidades,
almejando também estruturar a própria doutrina e a essência do curso de História desta
instituição. Pois, ―a instituição não dá apenas uma estabilidade social a uma doutrina. Ela a
torna possível e, sub-repticiamente, a determina‖ (DE CERTEAU, 2002, p. 70).
Por seu turno, a doutrina teórica do curso de História da UFAL terá seu discurso
próprio, definido a partir de sua idiossincrasia nas formas diferenciadas das suas linhas de
pesquisa, inseridas na historiografia atual, cuja adesão compartilhamos com a Escola dos
Annales, seguida como diretriz da tendência atual das maiores universidades brasileiras.
48
A institucionalização do curso, está, portanto, dentro do sistema do conhecimento
historiográfico contemporâneo. Pois, entendemos que a articulação do conhecimento
histórico com um lugar de referência e de diálogo determina tanto a sua validade, quanto a
sua excelência em se tratando de ensino. Freire (1996) assinala que:
É no respeito às diferenças entre mim e eles ou elas, na coerência
entre o que faço e o que digo, que me encontro com eles ou com elas.
É na minha disponibilidade à realidade que construo a minha
segurança, indispensável à própria disponibilidade (FREIRE, 1996,
p.152).
Também, a consideração do lugar no campo de trabalho estará validada pela
comunicação do conhecimento fazendo com que os profissionais de história formados por
esta instituição de ensino superior, sejam considerados qualificados para o mercado de
trabalho acessando-o com segurança e merecimento.
Ainda, como conhecimento histórico entende-se não apenas a narrativa, mas a
teoria. A pesquisa histórica mantém com a teoria uma profunda e íntima relação, que não
iremos dispensar neste curso de licenciatura. O historiador não é formado atualmente
apenas como profissional de ‗sala de aula‘. Este deve ser percebido como professorpesquisador que tem por premissa o registro de sua prática, binômio este fortemente
marcado nas reflexões de (TARDIF, 2012).
A reflexão historiográfica exige, por assim dizer, empenho das disciplinas
conceituais e de outras, necessitando da dinâmica multidisciplinar, definindo a abordagem
das propostas atuais presente no currículo do curso de história dessa universidade. Quanto
às necessidades atuais da historiografia brasileira, privilegiamos a inserção das disciplinas,
cuja orientação histórica discute as culturas locais, a sociedade capitalista e a questão
ambiental.
Em face dessa questão, a formação docente deve levar em consideração, entre
outros critérios, a trajetória dos estudantes, lembrando sempre que as experiências de vida,
a formação anterior e os anseios individuais destes constituem a formação de sujeitos
complexos e diferentes. Para que possamos contribuir de fato com uma formação de
qualidade devemos superar as dicotomias existentes em muitos cursos de graduação,
algumas herdadas de currículos anteriores onde somente o conteúdo era valorizado, e a
formação pedagógica relegada ao segundo plano da formação.
49
A década de 80 marcou o início das críticas contra uma forma de ensino tecnicista e
que não valorizava o ensino de História, existindo uma concepção de que ―se ensina
História como se produz História‖ (DIAS, 2009, p.15), formando toda uma geração de
profissionais que eram constituídos como pesquisadores e não professores. Essa separação
prejudicou a formação de muitos docentes e tem consequências nas formas de aprendizado
até os dias atuais na educação básica, em que buscamos uma superação da dicotomia entre
ensino e pesquisa, já que ambos estão interligados, são dependentes um do outro e para ser
um bom docente é preciso saber ser pesquisador (TARDIF, 2012).
De acordo com normas instituídas pelo Conselho Nacional de Educação, os cursos
de Licenciatura de graduação devem ter como um dos elementos basilares da formação
docente a pesquisa, que são o ―foco no processo de ensino e aprendizagem, uma vez que
ensinar requer tanto dispor de conhecimentos e mobilizá-los para a ação, como
compreender o processo de construção do conhecimento‖ (BRASIL, CNE, 2002).
Nesse sentido, a instituição assume assim seu papel de mediador e busca articular
tais trocas, pois reconhece o educando como um o agente principal de sua própria
aprendizagem, sendo capaz de construir satisfatoriamente seu aprendizado quando
participa ativamente do processo. Assim, o curso de graduação visa à qualificação e
competência do egresso, adotando para tal, métodos de ensino e aprendizagem
diversificados e criativos. Sendo assim, no Curso, as seguintes metodologias são
empregadas:
Seminários: Metodologia utilizada como uma forma de avaliação, preparando o aluno para
a prática expositiva, sistematização de ideias, clareza ao discorrer sobre o assunto em
pauta. Auxilia na Comunicação e Expressão Oral;
Palestras: Metodologia utilizada após o professor aprofundar determinado assunto, tendo o
palestrante a finalidade de contribuir para a integração dos aspectos teóricos com o mundo
do trabalho;
Ciclo de Palestras: Metodologia utilizada na busca de integração de turmas e avanço do
conhecimento, trazendo assuntos novos e enriquecedores, além de proporcionar aos alunos
a prática de cerimonial e organização de eventos, já que estes ciclos são elaborados pelos
próprios alunos, sob a orientação do professor da disciplina competente;
Dinâmicas de Grupo: Metodologia que visa ao preparo dos alunos para a vivência
profissional, com estimulação do desenvolvimento da contextualização crítica, tomada de
50
decisões e liderança. Ativa a criatividade, iniciativa, o trabalho em equipe e a habilidade
em negociação;
Práticas em Laboratórios: O curso utilizará laboratórios básicos e laboratórios aplicados
ao desenvolvimento das competências e habilidades práticas de suas disciplinas. Esses
laboratórios serão montados de forma a possibilitar um ensino de alto nível e atualizado,
colocando o aluno em contato com equipamentos regularmente utilizados na realidade
profissional. Dessa forma, o aluno, ao se formar, poderá aplicar, em sua vida profissional,
os conhecimentos úteis e importantes adquiridos nas aulas práticas;
Visitas Técnicas: Realização de visitas a empresas, órgãos e instituições visando a integrar
teoria e prática, além de contribuir para o estreitamento das relações entre instituição de
ensino e as esferas sociais relacionadas a área do curso, estabelecendo, dessa forma, uma
visão sistêmica, estratégica e suas aplicações na área do curso;
Estudo de Casos: Atividade de aplicação dos conteúdos teóricos, a partir de situações
práticas, visando ao desenvolvimento da habilidade técnica, humana e conceitual, além da
possibilidade de avaliar resultados obtidos;
Projetos Culturais: Projetos desenvolvidos pelos alunos, em prol da sociedade regional a
serem desenvolvidos durante a implantação do curso, pelo coordenador, em conjunto com
as demais turmas da escola e instituições correlatas;
Aulas Expositivas: Método tradicional de exposição de conteúdos, porém com a utilização
de recursos tecnológicos que auxilia no processo de ensino e aprendizagem, tais como:
audiovisuais, tais como, data-show, TV, Internet e vídeo.
Assim, o conhecimento possibilita ao estudante articular sua formação com o
exercício do magistério, observando e conhecendo as possibilidades de pesquisa não
somente mergulhado nos documentos e numa formação de pesquisador dissociada do papel
de educador, mais, sim, transpondo as barreiras da universidade, produzindo conhecimento
nas escolas, nas comunidades, em espaços de educação formal e não formal, construindo
novos saberes e reinterpretando espaços a partir do conhecimento construído, usando como
meio facilitador os instrumentos oferecidos na sua formação inicial e continuada através
das experiências constituídas com apoio dos docentes.
Enfim, ao falarmos das metodologias lembra-nos que ―os métodos de ensino estão
(...) associados a processos complexos, que envolvem cuidados na seleção dos conteúdos‖
(BITTENCOURT, 2004, p. 242) estando todos interligados com o processo de
51
problematização e avaliação, já que não existem metodologias prontas e acabadas para os
conteúdos específicos do curso de formação de professores.
IX – Conteúdos e Matriz Curricular
O Projeto Pedagógico do Curso História Licenciatura da UFAL preocupa-se com as
atuais vigências historiográficas contemporâneas e as mudanças na historiografia
brasileira. Consideramos que a organização de toda esta urdidura teórico-metodológica foi
contemplada na organização curricular. As disciplinas chamadas de ‗conhecimento
histórico das sociedades ocidentais‘ foram denominadas de História Moderna e História
Contemporânea, segundo a concepção do historiador em trabalhar as mudanças da
modernidade surgidas no século XIX até a atualidade.
O conceito de pós-modernidade foi suprimido por não se inserir nas necessidades
do conhecimento histórico. A ciência política pode utilizar o conceito e seu trânsito
especifico nas ciências humanas. Porém, o historiador, impelido pela própria noção
temporal, teria seu escopo de trabalho um pouco espinhoso ao lidar com tal conceito e seu
arcabouço de análise.
Também, a história do Brasil foi contemplada de maneira a lidar com as
necessidades e trabalhos da historiografia brasileira: a história do Brasil I - a América
Portuguesa - oportuniza esta possibilidade, e as outras disciplinas da História do Brasil
foram organizadas na temporalidade permitida pela matriz curricular do curso, onde
História do Brasil República I e II contemplam a história mais presente de nosso país.
52
Dentro desta possibilidade a República II termina justamente no governo mais recente que
podemos permitir ao historiador realizar suas pesquisas históricas.
As disciplinas de formação geral do professor-educador que dizem respeito às
necessidades de outros cursos, foram contempladas nos dois primeiros períodos para ter
uma interação das possibilidades de interdisciplinaridade. Privilegiamos aquelas que são
formadoras do comportamento acadêmico, das necessidades conceituais e que são
necessárias aos cursos de ciências humanas. Também, as disciplinas de licenciatura, que
encontram-se discriminadas no quadro a seguir foram contempladas em períodos
justapostos às necessidades dos cursos de licenciatura. Foram garantidas as disciplinas de
formação do licenciando e as potencialidades de exercer sua profissão com competência no
ensino básico, oportunizando os lugares de mudança educacional.
As disciplinas obrigatórias e eletivas foram dispostas segundo as necessidades do
curso, das mudanças historiográficas e das necessidades urgentes em implementar políticas
de ações afirmativas dentro do currículo acadêmico. Disciplinas como História da Cultura
Afro-brasileira e História Indígena são contempladas segundo estas diretrizes, oferecendo a
capacitação e as habilidades necessárias ao profissional que iremos formar.
As chamadas disciplinas de práticas pedagógicas foram ofertadas ao longo do curso
desde o primeiro período com orientação das disciplinas que serão norteadoras de
atividades pedagógicas. Segundo a Legislação que orienta o Ensino Superior no país,
especificamente a Resolução do CNE/CP nº 1 para as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a formação de professores de Educação Básica em nível Superior, curso de
licenciatura, de graduação, diz que:
A presença da prática profissional na formação do professor, que não
prescinde da observação e ação direta, poderá ser enriquecida com
tecnologias da informação, incluídos o computador e o vídeo,
narrativas orais e escritas de professores, produções de alunos,
situações simuladoras e estudos de caso. (CNE/CP nº 1, 2002)
Buscamos nesses termos orientar as atividades de práticas pedagógicas, segundo as
possibilidades de competência técnica do curso, nas disciplinas de Prática de Ensino de
História e Estágio Supervisionado, com a formação de trabalhos historiográficos,
monografias, orientação de leituras e outros que possibilitem aos graduandos aprimorarem
as habilidades e competências propostas em nosso Projeto Pedagógico de Curso.
53
Não obstante, não haverá na funcionalidade do curso de História exigência de prérequisitos para que o acadêmico possa caminhar livremente no curso e construir com
autonomia seu processo de formação, aperfeiçoamento e desenvolvimento profissional.
Partindo desse princípio, entendemos que ―o respeito à autonomia e à dignidade de cada
um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceber uns aos outros‖
(FREIRE, 1996, p.66).
Por esse lado, o currículo do curso de História é flexível, deixando claro o que
importa não é uma visão evolutiva, como na perspectiva positivista, tampouco uma
hierarquização de disciplinas dispostas por uma seriação concatenada a certa cronologia
que as desagrega e as isola das demais, mas antes criar uma matriz curricular em
consonância com domínios dos conteúdos historiográficos – a partir da otimização do
clima social operador de uma determinada realidade histórica e das diferentes concepções
inerentes as práticas teórico-metodológicas.
Isso permitirá também a flexibilização da matriz curricular, abrindo espaço para a
oferta de disciplinas que contemplem as linhas de pesquisa dos professores orientadores no
sentido de promover a interdisciplinaridade e transdisciplinaridade dos conteúdos, e a
ampliação das áreas de atuação profissional dos estudantes de História da UFAL com
ênfase na escolha autônoma do estudante, na construção de trajetórias de aprendizagens
significativas.
Notadamente, a matriz curricular do Curso de História Licenciatura – da
Universidade Federal de Alagoas, através do ordenamento dos conteúdos busca, sobretudo,
introduzir os princípios gerais presentes nas novas diretrizes curriculares para formação de
professores: uma maior flexibilidade curricular; a ênfase na interdisciplinaridade; o
exercício de integração entre teoria e prática; o predomínio da formação, de forma crítica e
abrangente, sobre a informação e a mera reprodução dos saberes; o aprofundamento da
formação pedagógica.
Por outro viés, nota-se que a opção por essas novas diretrizes deve ser realizada de
forma a não se perder de vista as especificidades do curso e do campo de atuação do
professor de História. Tais princípios podem ser alcançados, na prática dos seguintes
procedimentos:
1) A flexibilidade curricular é evidente na adequação do número de disciplinas
consideradas do eixo fundamental, aumentando o leque de possibilidades de opção e
54
combinação de disciplinas eletivas, sobretudo a partir do 2o semestre do curso. Tal
procedimento permite que o graduando possa complementar sua formação em áreas afins e
obter o perfil profissional mais adequado às suas expectativas.
2) A ênfase na interdisciplinaridade interliga-se, nesta proposta, às preocupações com uma
formação mais abrangente e flexível, e pode ser encontrada tanto no rol de disciplinas
eletivas como em várias disciplinas do eixo fundamental voltadas para o conhecimento em
diversas áreas das ciências humanas e sociais – Sociologia, Economia, Filosofia,
Geografia, Antropologia, Arqueologia, Literatura, Artes –, nas suas relações com o
conhecimento histórico.
3) Para a necessária articulação entre teoria e prática, nosso currículo estabelece, em
primeiro lugar, a conformidade às exigências para as Instituições Federais de Ensino
Superior para a formação de professores, incluindo um rol significativo de disciplinas
voltadas às questões pedagógicas e o Estágio Supervisionado como lócus privilegiado de
ensino e pesquisa. Além disso, todas as disciplinas (tanto as do eixo fundamental quanto as
eletivas) são compostas por parte teórica e prática, tal como discriminado adiante neste
documento.
A presença de disciplinas instrumentais na estrutura composta pelos chamados
―Projetos Integradores‖ constitui uma forma fundamental de se estabelecer a relação entre
a teoria e a prática, pois se dedicam ao aprofundamento de algumas metodologias e
técnicas específicas da prática do historiador em sala de aula na educação básica.
Nesse novo quadro mais dinâmico do Curso, as atividades ligadas à extensão
também ganham relevo, considerando-se a necessidade de uma formação voltada para as
questões mais agudas da sociedade contemporânea, e que dizem respeito diretamente ao
profissional de História, como a defesa da cidadania, da redução das desigualdades sociais
e da extinção dos preconceitos de classe, gênero e etnia.
O objetivo principal, aqui, é o de viabilizar uma relação transformadora entre
Universidade e sociedade, através do incentivo a cursos e outras atividades de extensão
vinculadas à História, delineadas, a princípio, em torno de duas linhas de ação: a) ações de
caráter social e de resgate da cidadania, visando a comunidade do entorno da UFAL, no
bairro do Tabuleiro do Martins; b) ações voltadas à redução das desigualdades e
preconceitos contra afrodescendentes, levadas à frente, sobretudo, por um ativo núcleo de
estudos vinculado ao curso, denominado NEAB (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros).
55
X- Estágio Supervisionado em História
As atividades de Prática de Ensino de História e Estágio Supervisionado totalizando
400 horas especificas, conforme exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional e Orientações Curriculares para a formação de professores para a educação
básica, em seu Artigo Primeiro entende que:
O Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no
ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo
de educandos que estejam frequentando o ensino regular em
instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino
médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental,
na modalidade profissional da educação de jovens e adultos (BRASIL,
Lei nº 11.788/2008).
.
Por seu turno, prática pedagógica como componente curricular (PPC) se configura
no interior de cada disciplina da matriz curricular do curso de História desta universidade,
mas, também, tem lugar assegurado nas disciplinas especificas de Prática de Ensino de
História e Estágio Supervisionado I, II, III e IV, sendo cada uma dessas disciplinas
compostas por carga horária especifica de 100 horas ofertadas a partir do quinto período do
curso.
Notadamente, a Prática de Ensino de História e Estágio Supervisionado como
componente curricular é uma disciplina inerente ao ensino na educação básica e/ou
56
superior, integrando, decerto, o processo formativo que envolve aprendizagens
significativas, desenvolvimento de habilidades e aprimoramento de competências no que
tange ser professor e o fazer-se professor na prática. Nesse aspecto, possibilita-se aos
graduandos a oportunidade de experienciarem no transcorrer de sua formação superior, o
desenvolvimento de competências e habilidades necessárias ao saber e fazer docente,
possibilitando-lhes, ainda, situações didáticas que os direcionem a reflexão- ação-reflexão.
Assim, a prática pedagógica se configura em um componente curricular obrigatório
com duração necessária para a integralização das atividades acadêmicas próprias da
formação em História Licenciatura consiste, também, no momento em que se busca
constatar e produzir na prática o que a teoria procurou conceituar, significar e com isso
administrar o campo e o sentido do fazer pedagógico na prática cotidiana no ambiente
escolar.
A prática pedagógica como componente curricular por sua vez, assegura ao
acadêmico a oportunidade de vivenciar situações concretas do fazer docente na sala de aula
da educação básica viabilizando os conhecimentos teóricos e práticos por meio de
processos próprios de ação e intervenção.
O Parecer 009/2001 CNE/CP é claro em suas proposições quanto ao conhecimento
oriundo da experiência do sujeito em formação, ou seja, aquele que foi formado ―na‖ e
―pela‖ experiência escolar. Não se pode comparar o aprendizado fruto de uma atuação
prática, dentro do meio profissional, percebendo e vivendo suas realidades, com aquele
aprendizado advindo do ouvir, saber ―sobre‖ tal ou qual prática. No entanto, faz-se
necessária a atuação paralela do âmbito teórico como forma de enriquecer o resultado da
atividade prática-experiencial, pois com uma reflexão embasada do que está sendo feito,
será possível observar e registrar acerca da experiência, destacar suas nuances, interpretá-la
e/ou compreendê-la.
Com base na Resolução 13/2002 CNE/CES, o estágio supervisionado, em sua
configuração, é fruto de ação conjunta entre a Universidade Federal de Alagoas – UFAL e
as escolas do sistema de educação básica, com o escopo de propiciar aos estudantes do
Curso de História o contato com o contexto de sua futura profissão, com o
acompanhamento do professor mediador da disciplina da escola de formação, bem como
com o apoio da escola/campo de estágio que está frequentando.
Quanto à carga horária do Estágio Supervisionado, com fulcro na Lei nº 11.788, de
25 de setembro de 2008; na Resolução 2/2002 CNE/CP em seu Art. 1o, Inciso II e
57
Parágrafo Único, e na ResoluçãoNo71/2006 que regulamenta o Estágio Supervisionado da
UFAL.
a) contará com 400 (quatrocentas) horas a partir do início da segunda metade do
curso;
b) permitirá aos alunos que exerçam atividade docente regular na educação básica a
redução de carga horária desse estágio supervisionado, até o máximo de 200 (duzentas)
horas;
c) observando a carga horária exigida, bem como a distribuição desse estágio durante
os semestres do curso, terá início no 5o (quinto) semestre, estendendo-se pelos seguintes.
Para a execução da Disciplina Prática de Ensino e Estágio Supervisionado, deve-se
considerar o seguinte processo:
a) na disciplina de Ensino de História e Estágio Supervisionado I, os estudantes terão
a oportunidade de compreender o espaço escolar a partir de referenciais teóricos que
estudam o ambiente escolar e seus conflitos. Paralelamente, os estudantes farão quarenta
horas de observação in loco nas escolas e trarão os resultados para sala de aula na
universidade para posterior analise, debate e reflexão;
b) Na disciplina de Ensino de História e Estágio Supervisionado II, os estudantes
farão parte do estágio supervisionado na sala de aula na universidade e na escola, tendo
acesso a uma bibliografia especializada acerca de procedimentos metodológicos para uma
bem sucedida aula de história. Nesses encontros aprenderão que tratamento dar as
múltiplas linguagens que norteiam o ensino de história na educação básica; que recursos
materiais e didáticos serão necessários para implementar uma proposta de trabalho
exequível na sala de aula das escolas de educação básica;
c) Na disciplina de Ensino de História e Estágio Supervisionado III, os estudantes
farão parte do estágio supervisionado na sala de aula na universidade e parte nas escolas,
no que tange ao ambiente universitário o estudante terá acesso a uma bibliografia sobre a
importância do ensino de História à sociedade; a força política que perpassa o caráter dessa
disciplina no currículo escolar e, por fim, acesso a referências bibliográficas que revelam a
importância de trabalhar com projetos envolvendo temas de história no ensino fundamental
e médio. Nesse mesmo percurso, os estudantes terão a oportunidade de partilharem as
experiências, elaborar propostas de trabalho de intervenção nas escolas. Nestas, as
atividades serão de cunho pedagógico: escolha de temas, adequação séries/idades das
crianças, jovens e adultos; escolha das linguagens a serem utilizadas, construção de
58
materiais didáticos para usar nas aulas, definição de cronogramas para implementar os
projetos nas escolas dentro da proposta de curso dos professores regentes. Nesse processo,
portanto, a orientação não sai apenas do professor mediador da disciplina na universidade,
mas também do professor regente na escola;
d) Por fim, na disciplina de Ensino de História e Estágio Supervisionado IV, os
estudantes farão parte do estágio supervisionado na sala de aula na universidade e parte nas
escolas, na universidade apresentarão e debaterão os resultados da proposta de trabalho
desenvolvida na escola na etapa três do estágio de forma coletiva; produzirão textos,
artigos e sínteses acadêmicas acerca da experiência até então vivenciada no espaço escolar.
E, como trabalho final das disciplinas, farão um memorial descritivo e analítico acerca de
sua trajetória no curso de história e sua perspectiva de inserção na sala de aula da educação
básica na condição de professor-pesquisador.
59
XI- Trabalho de Conclusão de Curso: TCC
Finalmente, o TCC – Trabalho de Conclusão de Curso – de caráter monográfico e
obrigatório a todos os estudantes – deve ser considerado como a realização final de todo o
processo de interação entre a teoria e a prática no decorrer do curso.O predomínio da
formação sobre a informação, entendido como a capacidade de lidar com a construção do
conhecimento de uma maneira crítica, deve ser a orientação dominante nas estratégias de
ensino do corpo docente, capaz de superar a ideia do conhecimento como algo dado,
pronto e acabado e direcionar os esforços na formação de profissionais dotados de espírito
crítico, capazes de perceber e desenvolver suas tarefas tendo sempre em vista: a) a
historicidade da própria História; b) a necessidade de trabalhar associando teoria, método e
manejo de dados empíricos; c) a construção da memória; d) a comparação entre as
sociedades e os períodos históricos e, por fim, o compromisso com um ensino de histórica
crítico e significativo na educação básica, campo de trabalho inerente ao professorpesquisador de história.
De interesse para uma melhor formação do conhecimento é o incentivo à pesquisa
pois, como já dissemos, é por meio de pesquisa que são elaboradas as novas teorias.
Incentivar a pesquisa organizada é trabalhar em favor do saber, da reflexão, do pensar
sobre o que está sendo feito. Eis o lugar em que dentro do Projeto Pedagógico do Curso de
História situa-se o Trabalho de Conclusão de Curso – TCC.
Nesse sentido, é primordial que seja dado lugar ao processo de investigação, pois
este aumenta o leque de conhecimentos do aluno, fornecendo-lhe acesso aos instrumentos
desse objeto. Possibilitar a vivência da pesquisa a quem está em formação e lhe mostrar os
caminhos de produção e de divulgação do saber, é apresentar-lhe a luz do processo que
concede os resultados e o fazer ver a relatividade das certezas.
Para poder conduzir bem esse processo mutável e fomentador de adequação, faz-se
necessário que o docente possua uma base de conhecimentos que o possibilite desenvolver
60
as modificações demandadas. Para que consiga melhor pôr em prática essas articulações, é
imperioso que o professor tenha domínio do processo por que passa a produção de
conhecimentos, pois, sabendo em que realidades são desenvolvidos e quais os métodos
adotados, maior autonomia ele terá, um melhor domínio das ideias, não sendo apenas um
repetidor de informações.
Assim, esta etapa da formação do oficio do historiador tem como parâmetro:
a) que a formação de profissionais observa princípios norteadores para o exercício
específico de seu campo de atuação; dentre eles, ter a pesquisa como norteadora do
processo de construção do conhecimento, uma vez que a compreensão do mundo requer
tanto dispor de conhecimentos e competência para utilizá-los em direção à ação histórica,
como compreender o processo de construção do conhecimento;
b) dentro do currículo, além da exigência do ensino presencial, serão ofertadas atividades
de natureza científico-cultural-acadêmica, integrando e aprimorando o processo de
formação do professor-historiador: seminários, apresentações, exposições, participação em
eventos científicos, estudo de casos, visitas, atuações de natureza científica, técnica,
cultural e comunitária como formas de integração do aluno ao processo formativo;
c) o Trabalho de Conclusão de Curso – TCC assume a seguinte conformação:
* O TCC não se constitui como disciplina, não tendo, portanto, carga horária fixa semanal;
sua carga horária total, porém, será de 200 horas (duzentas), computadas com vistas à
integralização da carga horária do Curso;
* A matrícula no TCC dar-se-á automaticamente, a partir do sétimo período, sendo este
período tido como o início de sua elaboração, não tendo número limitado de vagas, nem
sendo necessária a realização de matrícula específica no Sistema Acadêmico;
* O TCC deverá ser elaborado em caráter individual, podendo ser estimulado o trabalho
colaborativo, na medida da aproximação entre os temas de pesquisa;
* O processo de orientação do TCC deve ser feito por professores do curso de História e,
de acordo com as especificidades de cada pesquisa, professores dos demais cursos e
Unidades Acadêmicas desta Universidade poderão ser eventualmente convidados para
atuar como co-orientadores;
* A elaboração e julgamento de cada TCC seguirá a regulamentação aprovada pelo
colegiado do curso em novembro de 2010, anexada a este PPC.
* Caso o aluno não consiga entregar o TCC até o final do semestre letivo em que cumprir
todas as outras exigências da matriz curricular, deverá realizar matrícula-vínculo no início
61
de cada semestre letivo subsequente, até a entrega do TCC ou, se for o caso, quando atingir
o prazo máximo para a integralização da grade curricular; caso contrário, sofrerá a pena de
desligamento do curso.
Mediante a exigência do TCC dentro dos moldes da pesquisa acadêmica, seria este
um incentivo aos estudantes de História desse curo uma motivação ao ingresso no curso de
Pós-graduação em História nesta mesma universidade ou em outras. Para tanto, o
Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) foi
criado em 2012, sendo um dos mais recentes do país. O mesmo propõe abranger os debates
teóricos, metodológicos e temáticos que cotejam as categorias conceituais de sua área de
concentração: Poder, Cultura e Sociedade. Esta opção justifica-se, prioritariamente, pelo
propósito de aglutinar em torno de um eixo dialogante, os diferentes perfis dos
professores/pesquisadores – e suas diversificadas produções intelectuais – que compõem o
corpo do curso.
O presente programa stricto sensu em História busca pensar o fazer historiográfico
de uma maneira ampla, não só no âmbito regional – entendido como o espaço privilegiado
para a compreensão da cultura, poder e sociedade alagoana – como na diversidade de
contornos de espaços (Brasil, América, África, Ensino de História, entre outros); e
temporalidades (medievo, modernidade e contemporaneidade). Logo, as categorias
conceituais Poder, Cultura e Sociedade configuram-se como elementos semânticos
fundamentais para a interpretação e análise das conjunturas e contextos históricos.
Assim, a afirmação mais contundente seria dizer que se busca criar um curso
empenhado em discussões acadêmicas sobre as relações de poder, as práticas culturais e a
sociabilidade em sentido mais amplo, oportunizando as propostas de elaboração açãoreflexão-ação. Área de concentração: Poder, Cultura e Sociedade; Linhas de Pesquisa: 1)
Estado, Relações de Poder e Movimentos Sociais; 2) Cultura, Representações e
Historiografia.
O programa de pós-graduação consta conta com quatorze docentes permanentes e
dois colaboradores distribuídos entre as duas linhas de pesquisa. Os docentes possuem
doutorado em História, Letras e Ciência da Informação e prezam pela articulação entre
graduação e pós-graduação através dos Grupos e Laboratórios de pesquisa, bem como dos
programas de PIBIC, Iniciação Científica, PIBIP-Ação e Odé-Ayé.
62
XII – Conteúdos curriculares
a) Disciplinas do Eixo Fundamental
EIXO FUNDAMENTAL
Formação docente
Teorias, Métodos da História e
Ferramentas da História
História Geral
História do Brasil e Regional
Disciplinas Instrumentais
DISCIPLINAS
Organização do Trabalho Acadêmico - Filosofia
Profissão Docente - CEDU
Política e Organização da Educação Básica no
Brasil - CEDU
Desenvolvimento e Aprendizagem - CEDU
Planejamento, Currículo e Avaliação da
Aprendizagem - CEDU
Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do
Trabalho Escolar - CEDU
Pesquisa Educacional
Libras – FALE
Introdução aos Estudos Históricos
Historiografia Geral
Historiografia Brasileira
Teoria da História
Métodos da História
Técnicas de Pesquisa História
Arquivos e Museus
Seminário de Trabalho Acadêmico
História Antiga
História Medieval
História Moderna
História Contemporânea 1
História Contemporânea 2
História da América 1
História da América 2
História Indígena
História da África 1
História da África 2
História do Brasil 1
História do Brasil 2
História do Brasil 3
História do Brasil 4
História de Alagoas 1
História de Alagoas 2
Antropologia Cultural - ICS
Teoria Sociológica–ICS
Projetos Integradores 1: Fontes Manuscritas e
63
Projetos Integradores
Fontes Impressas
Projetos Integradores 2: Fontes Iconográficas e
Fontes Fotográficas
Projetos Integradores 3: Fontes Orais
Projetos Integradores 4: Fontes Áudio-visuais
Projetos Integradores 5: Fontes Digitais
b) Disciplinas do Eixo Optativo:
História das Artes 1
História das Artes 2
História do Nordeste
História Econômica
Paleografia
Tópicos Especiais em Cultura Afro-Brasileira
Tópicos Especiais em Ensino de História
Tópicos Especiais em História Antiga 1
Tópicos Especiais em História Contemporânea 1
Tópicos Especiais em História Contemporânea 2
Tópicos Especiais em História Contemporânea 3
Tópicos Especiais em História Contemporânea 4
Tópicos Especiais em História Cultural
Tópicos Especiais em História da África 1
Tópicos Especiais em História de Alagoas 1
Tópicos Especiais em História de Alagoas 2
Tópicos Especiais em História do Brasil 1
Tópicos Especiais em História do Brasil 2
Tópicos Especiais em História do Brasil 3
Tópicos Especiais em História do Brasil 4
Tópicos Especiais em História do Trabalho e dos Trabalhadores
Tópicos Especiais em História Indígena 1
Tópicos Especiais em História Medieval 1
Tópicos Especiais em História Moderna 1
Tópicos em América Latina 1
Tópicos em América Latina 2
Tópicos Especiais em Patrimônio Histórico-Cultural
Tópicos Especiais em Teoria e Metodologia em História
64
XIII – Ementas e Bibliografia das Disciplinas Ofertadas
Antropologia Cultural – 30h
Ementa: A formação do pensamento antropológico. Objeto, método e técnicas da
Antropologia. Análise do processo de humanização e das teorias sobre a origem e
desenvolvimento da cultura. Sistemas de representação da sociedade brasileira.
Bibliografia Básica:
MALINOWSKI, Bronislaw. Crime e Costume na Sociedade Selvagem Brasília: Editora da
UnB, 2003.
LÉVI-STRAUSS, Claude. O Pensamento Selvagem. São Paulo: Companhia Ed. Nacional,
1976.
SAHLINS, Marshall. Ilhas de História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1990.
Bibliografia Complementar:
DA MATTA, Roberto. Relativizando: uma introdução a Antropologia Social. Rio de
Janeiro, Ed. RECORD, 1987.
EVANS-PRITCHARD, E.E. Os Nuer. São Paulo: Editora Perspectiva, 2002.
GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro, Zahar, 1978.
MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a Dádiva. Sociologia e Antropologia. Rio de Janeiro:
Cosac & Naify, 2004.
MERCIER, Paul. História da Antropologia. Lisboa: Teorema, 1986.
Arquivos e Museus – 67 h
Ementa: introduzir o aluno no ambiente de estudos e pesquisas em instituições
arquivísticas e museológicas, constituindo um espaço de reflexão crítica sobre o
patrimônio histórico-cultural e sua constituição a partir da pesquisa concreta em acervos.
Quer-se nesta disciplina propiciar ao discente uma aproximação à realidade na qual irá
atuar, permitindo ao mesmo tempo uma iniciação e uma reflexão sobre os procedimentos
metodológicos e as técnicas básicas da pesquisa em História.
Bibliografia básica:
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. 4 ed. Rio
de Janeiro: ED. FGV, 2007.
COMISSÃO do Patrimônio Cultural/ USP. Guia de museus brasileiros. São Paulo:
Edusp/Imprensa Oficial do Estado, 2000 (Col. "Uspiana - Brasil 500 Anos").
SUANO, Marlene. O que é museu. 2ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1991 (Col. "Primeiros
Passos", vol. 182).
Bibliografia Complementar:
65
DICIONÁRIO BRASILEIRO DE TERMINOLOGIA ARQUIVÍSTICA. Rio de Janeiro:
Arquivo Nacional, 2005. (Publicações técnicas, nº 51).
LEMOS, Carlos. O que é patrimônio histórico. São Paulo: Brasiliense, 1982.
MOREIRA, Isabel M. Martins. Iniciação à museologia: caderno de apoio. Lisboa:
Universidade Aberta, 1994.
SCHELLENBERG, Theodore R. Arquivos modernos: princípios e técnicas. 5 ed.
Tradução de Nilza Teixeira Soares - Rio de Janeiro: ED. FGV, 2005.
SILVA, Zélia Lopes da (org.). Arquivos, patrimônio e Memória – trajetórias e
perspectivas. São Paulo: EDUNESP/FAPESP, 1999.
Legislação:
LEI Nº 2.428, de 30 de dezembro de 1961. (Dispõe sobre a criação do Arquivo Público de
Alagoas)
LEI Nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991. (Dispõe sobre a política nacional de arquivos
públicos e privados e dá outras providências)
LEI Nº 6236, de 6 de junho de 2001. (Institui o Sistema de Arquivos do Estado de
Alagoas)
Desenvolvimento e Aprendizagem – 67 h
Ementa: Estudo dos Processos Psicológicos do Desenvolvimento Humano na Infância, na
Adolescência e na fase adulta, segundo as teorias da psicologia do desenvolvimento e da
educação, em articulação com as concepções de aprendizagem.
Bibliografia básica:
COLL, C. Desenvolvimento Psicológico e Educação. Porto Alegre Ed. Artes Médicas,
1996.
FLAVEL. F. A Psicologia do Desenvolvimento de Jean Piaget. S. Paulo, Ed. Pioneira,
1992.
FERRARI, C. A . O Fim do Silêncio Na Violência Familiar: Teoria e Prática. S. Paulo Ed.
Agora, 2002.
Bibliografia complementar:
CADERNOS CEDES. O professor e o ensino - novos olhares. Campinas: Cedes, 1998.
CAPRA, F. O ponto de Mutação. São Paulo: Ed. Cultrix, 1982.
COLL, C. e outros. O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 1996.
FREIRE, P. Ação Cultural para a Liberdade. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 1978.
VYGOTSKY, L.S.; LURIA, A.R. e LEONTIEV, A.N. Linguagem, Desenvolvimento e
Aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1989.
Estágio Supervisionado I – 100h
Ementa: Esta etapa do curso de história subsidiará os discentes no que tange ao campo
teórico e prático face ao exercício da docência na educação básica, por meio da observação
e análise crítica das práticas viabilizadas pelos professores em regência de classes,
levando-os à construção de um projeto de ensino e aprendizagem que contemple a análise
66
diagnóstica da instituição, a metodologia de ensino utilizada pelo professor regente, os
objetos de discussão e as linguagens utilizadas nas aulas de história. Nesse sentido, os
discentes em situação de estagiários deverão elaborar uma proposta de intervenção na
realidade até então observada.
Bibliografia Básica:
ANTUNES, Celso. Professores e Professauros: reflexões sobre a aula e práticas
pedagógicas. 6ª. Ed., Petrópolis, RJ, vozes, 2012.
BARBOSA, Raquel L. L. (Org.) Formação de educadores. Desafios e perspectivas. São
Paulo: UNESP, 2003.
PIMENTA, Selma Garrido & LIMA, Maria do Socorro L. Estágio e Docência. 7ª Ed., São
Paulo, Cortez, 2012.
Bibliografia Complementar:
ABUD, Kátia Maria; SILVA, André Chaves de Melo e ALVES, Ronaldo Cardoso. Ensino
de História. São Paulo, Cengage Learning, 2010.
ABREU, Martha & SOIHET, Rachel (Orgs.). Ensino de História: conceitos, temáticas e
metodologia. 2ª. Ed., Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2009.
____________ & GONTIJO, Rebeca (Orgs.). Cultura Política e leitura do passado:
historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2007.
MONTEIRO, Ana Maria. Professores de História: entre saberes e práticas. Rio de Janeiro:
Mauad X, 2007.
SCHMIDT, M. A. & CAINELLI, Marlene. Ensinar História. São Paulo, Scipione, 2009.
Estágio Supervisionado II – 100h
Ementa: Esta etapa do curso subsidiará os estudantes no que tange aos princípios básicos,
componentes e problemas do planejamento no ensino de história em todas as séries/anos da
educação básica. Dessa forma, procedimentos de ensino e aprendizagem deverão ser
mobilizados no sentido de viabilizar práticas de atividades nos momentos de estágio nas
unidades escolares e em outros lugares de aprendizagens não formais: Museus, Centros de
Documentação e Memória, Arquivos Públicos e Particulares, Acervos de Bibliotecas
Públicas e Logradouros. Busca-se também o aprofundamento teórico e metodológico dos
aspectos didático-pedagógicos no ensino de História, avaliando-se os materiais didáticos
utilizados pelos docentes em regência, no caso, os livros didáticos ou apostilas, bem como
o espaço escolar em sua dimensão.
Bibliografia Básica :
ALMEIDA, Maria Elizabeth B. de. Desafios à Educação: o trabalho com projetos. In:
Educação, Projetos, Tecnologias e Conhecimentos. São Paulo, PROEM, 2001, pp.47-63.
BITTENCOURT, C. F. (Org.). O saber histórico na sala de aula. 12ª ed., São Paulo,
Contexto, 2012.
KARNAL, Leandro. (Org.). História na sala de aula. Conceitos, práticas e propostas. 6ª
Ed., 1ª Reimpressão, São Paulo, Contexto, 2010.
Bibliografia Complementar:
ABUD, Kátia Maria; SILVA, André Chaves de Melo e ALVES, Ronaldo Cardoso. Ensino
de História. São Paulo, Cengage Learning, 2010.
67
ABREU, Martha & SOIHET, Rachel (Orgs.). Ensino de História: conceitos, temáticas e
metodologia. 2ª. Ed., Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2009.
____________ & GONTIJO, Rebeca (Orgs.). Cultura Política e leitura do passado:
historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2007.
MONTEIRO, Ana Maria. Professores de História: entre saberes e práticas. Rio de Janeiro:
Mauad X, 2007.
SCHMIDT, M. A. & CAINELLI, Marlene. Ensinar História. São Paulo, Scipione, 2009.
Estágio Supervisionado III – 100h
Ementa: Este momento do curso subsidiará os estudantes no campo teórico e prático para o
exercício da docência e da pesquisa, levando-os à elaboração de metodologias e
procedimentos de trabalho no sentido de viabilizar propostas pedagógicas já criadas e/ou
em construção pelos discentes em situação de estagiários nas unidades escolares da
educação básica. Em face disso, os discentes serão motivados a construírem projetos
didático-pedagógicos de ensino de história, levando-se em consideração a construção, a
seleção e o uso de linguagens diferenciadas que possam viabilizar a análise e reflexão dos
objetos e fatos históricos a serem apresentados aos estudantes da educação básica.
Bibliografia Básica:
ANDRÉ, Marli. Pesquisa, formação e prática docente. In: O papel da pesquisa na
formação e na prática dos professores. Campinas, SP, Papirus, 2001.
CHARLOT, Bernard. Da relação com o saber as práticas educativas. 1ª. Ed., São Paulo,
Cortez, 2013.
FONSECA, S. G. Longe da escola, na escola: vozes da universidade e da indústria
cultural. In: Caminhos da História ensinada. 3ª Ed., Campinas, SP, Papirus, 1995.
Bibliografia Complementar:
ABREU, Martha & SOIHET, Rachel (Orgs.). Ensino de História: conceitos, temáticas e
metodologia. 2ª. Ed., Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2009.
____________ & GONTIJO, Rebeca (Orgs.). Cultura Política e leitura do passado:
historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2007.
DAVIES, N. (Org.). Para além dos conteúdos no ensino de história. Rio de Janeiro,
Access, 2001.
FONSECA, S. G. Caminhos da História ensinada. 3ª. Ed., Campinas, SP, Papirus, 1995.
MONTEIRO, Ana Maria. Professores de História: entre saberes e práticas. Rio de Janeiro:
Mauad X, 2007.
Estágio Supervisionado IV – 100h
Ementa: Esta etapa do curso subsidiará os estudantes nos campos da teoria e da prática do
ensino de história, levando-os a refletirem acerca da profissão docente no âmbito da
educação básica, promovendo a inserção direta destes estagiários no conjunto das
atividades realizadas no âmbito escolar e fora deste. Em face disso, abre-se a perspectiva
de sistematização das informações obtidas ao longo das quatro etapas do estágio,
construindo-se um Memorial da trajetória de formação de cada discente, sendo este
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observado como produto parcial da formação inicial do licenciando em História da UFAL.
Com isso, informações existentes nesse Memorial deverão ser socializadas posteriormente
no espaço da universidade com os demais integrantes da turma no sentido de promover
uma das etapas da avaliação formativa de cada discente. Neste momento, eles terão a
oportunidade de tecerem considerações acerca dos avanços alcançados ao longo do seu
curso de Licenciatura em História.
Bibliografia Básica:
CHARLOT, Bernard. A mistificação pedagógica. Realidades sociais e processos
ideológicos na teoria da educação. Ed. Revisada e ampliada, São Paulo, Cortez, 2013.
HORN, Geraldo Balduino & GERMINARI, Geyso D. O ensino de história e seu currículo:
teoria e método. 3ª. Ed., Petrópolis, RJ, 2010.
PROENÇA, Maria Cândida. Ensinar/Aprender História. Lisboa, Horizonte, 1992.
Bibliografia Complementar:
ABUD, Kátia Maria; SILVA, André Chaves de Melo e ALVES, Ronaldo Cardoso. Ensino
de História. São Paulo, Cengage Learning, 2010.
ABREU, Martha & GONTIJO, Rebeca (Orgs.). Cultura Política e leitura do passado:
historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2007.
ANDRÉ, Marli. O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores. Campinas,
SP, Papirus, 2001.
DAVIES, N. (Org.). Para além dos conteúdos no ensino de história. Rio de Janeiro,
Access, 2001.
SCHMIDT, M. A. & CAINELLI, Marlene. Ensinar História. São Paulo, Scipione, 2009.
História Antiga – 60h
Ementa: A disciplina procura abordar o mundo Antigo por um viés historiográfico que
leva em conta os pontos de contato entre os povos que viveram em torno do Mediterrâneo,
isto implica pensar não em unidades e sequencias, mas sim, em espaço geográfico.
Colocar-se-á em discussão questões centrais para a historiografia contemporânea: podemos
pensar o Mediterrâneo como um meio, ou um espaço de uma integração histórica concreta?
De que modo se deram os processos de integração humana na bacia do Mediterrâneo?
Como pensar a integração humana na bacia do Mediterrâneo? O fio condutor do trabalho
será, nesse sentido, a análise do processo que levou a uma crescente articulação das
fronteiras internas das várias sociedades mediterrânicas (identidades, controle da terra etc.)
com aquelas externas. Esse processo de integração, sem dúvida alguma, não apenas
encurtou distâncias entre regiões cada vez mais ampla, mas também produziu, na longa
duração, sistemas cada vez mais complexos e sofisticados de identidade e alteridade.
Bibliografia Básica
GUARINELLO, Norberto Luiz. História Antiga. São Paulo: Editora Contexto, 2013.
BROWN, Peter. A ascensão do cristianismo no Ocidente. Lisboa: Presença, 1999.
VEYNE, Paul. O Império Grego-Romano. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
Bibliografia complementar:
69
ARAUJO, Emanuel. Escrito para a eternidade a literatura no Egito faraônico. Brasília:
Editora UNB, 2000.
ARAÚJO, Sônia Regina Rebelo, ROSA, Claudia Beltão, JOLY, Fábio Duarte (org.).
Intelectuais, poder e política na Roma antiga. Rio de Janeiro: FAPERJ, 2010.
GIARDINA, Andrea. O homem Romano. Lisboa: Editora Presença, 1992.
VIDAL-NAQUET, Pierre. Os gregos, os historiadores, a democracia. São Paulo:
Companhia das Letras, 2002.
REDE, Marcelo. Família e Patrimônio na Antiga Mesopotâmia. Rio de Janeiro: Mauad X,
2007.
História Contemporânea 1 – 60h
Ementa: A Revolução Industrial e o nascimento da cultura moderna: os processos do
desencantamento em Weber e em Karl Marx. A modernidade como sistema social e
cultural e o ‗pathos‘ burguês identificados na estrutura moderna. O comportamento
moderno, a literatura e a arte moderna e a ideologia capitalista. A concretização do sistema
capitalista enquanto projeto da modernização política e econômica pela expansão de
mercados e pela dinâmica da economia de mercado liberal. A defesa do individualismo
moderno e do pensamento liberal. As ideologias Oitocentistas na Europa e a
fundamentação do capitalismo como sistema. A África como o segundo colonialismo do
sistema econômico, advindo da crise econômica de 1873-96. Imperialismo e colonialismo:
relações práticas da modernização do capital. As dinâmicas do imperialismo moderno e
suas relações coloniais. Os partidos políticos e os movimentos sociais. A ideologia
socialista e a organização da classe trabalhadora durante o século XIX. Também nesta
disciplina continuaremos a discussão sobre o alcance dos Direitos Humanos assegurado no
Estado Democrático e as mudanças afetivas para as classes sociais. Além disso outra
discussão presente nesta disciplina e que continuará para o subsequente será a mudança
real e efetiva trazida pelo sistema capitalista e o meio ambiente, incluindo as discussões
sobre conflitos de terra, patrimônio ambiental e mudanças climáticas.
Bibliografia básica:
CRESPIGNY, Anthony de, CRONIM, Jeremy (eds.). Ideologias políticas. Tradução:
Sérgio Duarte. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1999.
HOBSBAWM, Eric. A Era do Capital. Tradução: Luciano Costa Neto. Rio de Janeiro: Paz
e Terra, 1996.
HOBSBAWM, Eric J. Mundos do Trabalho: novos estudos sobre história operária.
Tradução: Waldea Barcellos e Sandra Bedran. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.
Bibliografia complementar:
BHABHA, Homi K. O local da cultura. Tradução: Myriam Ávila, Eliana Lourenço de
Lima Reis, Glaucia Renate Gonçalves. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.
LANDES, David S. Prometeu desacorrentado: transformação tecnológica e
desenvolvimento industrial na Europa ocidental, desde 1750 até a nossa época. Tradução:
Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994.
REMOND, René. O Século XIX. São Paulo, ed. Cultrix, 1976.
SAID, Edward W. Cultura e imperialismo. Tradução: Denise Bottman. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995.
70
TILLY, Charles. Coerção, capital e Estados europeus. Tradução: Geraldo Gerson de
Souza. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1996.
História Contemporânea 2 – 60h
Ementa: Estudo e análise do mundo contemporâneo. Da I Guerra Mundial à crise
capitalista de 1929 e a introdução da política econômica do Welfare State. A política de
desenvolvimentismo para os países subdesenvolvidos pela Economia Clássica. A
reorganização do Capitalismo e a Segunda Grande Guerra com o surgimento dos regimes
totalitários. Análise das sociedades de massa, os efeitos dos governos totais e do
extermínio em massa. A guerra Fria, o período entre guerras e a política de armamento
mundial. O processo de descolonização e os movimentos de resistência amparados da
ideologia marxista. A derrocada dos programas econômicos e sociais do Welfare State e a
reorganização do capital pela Escola de Chicago: o receituário neoliberal. As guerrilhas e o
terrorismo. A crescente pauperização mundial, o desequilíbrio ambiental e as políticas
neoliberais para os países de terceiro mundo. A sociedade pós-moderna: a modernidade
líquida. As artes e ciências.
Bibliografia básica:
ARRIGHI, G. O longo século XX. Tradução Vera Ribeiro, SP: UNESP/Contraponto, 1996.
FRIEDEN, Jeffry A. O Capitalismo Global. História econômica e política do século XX.
RJ: Zahar, 2008.
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. Tradução: Marcos
Santarrita. SP: Companhia das Letras, 1995.
Bibliografia Complementar:
DARNTON, Robert e DUHAMEL, Olivier (orgs.). Democracia. Tradução: Clóvis
Marques. Rio de Janeiro: Record, 2001.
EAGLETON, Terry. A ideia de cultura. Tradução: Sandra Castello Branco. São Paulo:
Editora UNESP, 2005.
HOBSBAWM, Eric. Globalização, democracia e terrorismo. Tradução: José Viegas. São
Paulo: Companhia das Letras, 2007.
REIS Fº, Daniel Aarão; FERREIRA, Jorge e ZENHA, Celeste. (orgs.) O século XX. RJ:
Civilização Brasileira, 2000. 3 volumes.
VISENTINI, Paulo G. F. & PEREIRA, Analúcia D. História do Mundo Contemporâneo.
Da Pax Britânica do século XVIII ao Choque das Civilizações do século XXI. Petrópolis:
Ed. Vozes, 2008.
História da África 1 – 60h
Ementa: Análise das produções historiográficas sobre as sociedades africanas, com ênfase
na revisão e nas novas metodologias de pesquisa que adotam uma perspectiva endógena
para a leitura da historicidade do continente. Análise das especificidades das sociedades
71
africanas a partir do contato com os povos europeus no século XV, com ênfase nos
desdobramentos provocados pela abertura do mercado atlântico de escravos até o século
XIX.
Bibliografia básica:
BIRMINGHAM, David. Alianças e conflitos. Os primórdios da ocupação estrangeira em
Angola. 1483-1790. Luanda: Arquivo Histórico de Angola / Ministério da Cultura, 2004.
História Geral da África. vol. 1. Ed. Joseph Ki-Zerbo, UNESCO, 2010.
LOVEJOY, Paul E. A escravidão em África: uma história de suas transformações. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
Bibliografia complementar:
HEINTZE, Beatrix. Angola nos séculos XVI e XVII. Estudos sobre fontes, métodos e
história. Luanda: Ed. Kilombelombe, 2007.
M‘BOKOLO, Elikia. África Negra: História e Civilizações. Até ao Século XVIII.
Salvador: UFBA, São Paulo: Casa das Áfricas, 2009.
MILLER, Joseph. Poder político e parentesco. Os antigos Estados mbundu em Angola.
Luanda: Arquivo Histórico Nacional/Ministério da Cultura, s/d.
SILVA, Alberto da Costa e. Da manilha ao libambo. A África e a escravidão de 1500 a
1700. Rio de Janeiro: Nova Fronteira / Fundação Biblioteca Nacional, 2002.
THORNTON, John K. A África e os africanos na formação do mundo atlântico. 14001800. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
História da África 2 – 60 h
Ementa: Análise das questões coloniais, através das singularidades das relações de poder
estabelecidas pelas metrópoles europeias e as sociedades africanas. Enfatizando os
desdobramentos dos processos de dominação econômica, de desarticulação das elites
políticas africanas e dos aspectos sócio-culturais do continente. Análise dos movimentos
plurais de descolonização e dos posteriores arranjos de poder no contexto posterior à 2ª
GM.
Bibliografia básica:
ALEXANDRE, Valentim. Os sentidos do Império. Questão Nacional e Questão Colonial
na Crise do Antigo Regime Português. Porto: Afrontamento, 1993.
BITTENCOURT, Marcelo. Colonialismos, descolonizações e crises na África.
HOBSBAWM, Eric. A Era dos impérios. (1875-1914). RJ: Paz e Terra, 2009.
Bibliografia complementar:
M‘ BOKOLO, Elikia. África Negra: História e Civilizações. Do Século XIX até os dias de
hoje. Salvador: UFBA, São Paulo: Casa das Áfricas, 2010.
FAGE, J. D. História da África. Lisboa: Ed. 70, 1995.
HERNANDEZ, Leila Leite. A África na Sala de Aula: visita à história contemporânea.
São Paulo: Selo Negro, 2005.
HOBSBAWM, Eric. A Era dos extremos. RJ: Paz e Terra, 2009.
ILLIFE, John. Os africanos. História dum continente. Lisboa: Terramar, 1999.
72
História da América 1 – 60h
Ementa: O processo histórico evolutivo original que desenvolvem as Culturas Indígenas
Americanas em articulação com o processo histórico dialético estabelecido a partir da
descoberta, invasão, conquista e progressiva colonização europeia do Continente
Americano.
Bibliografia Básica:
DUSSEL, Enrique D. 1492: o encobrimento do outro: a origem do mito da modernidade.
Petrópolis: Vozes, 1992.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. O Trabalho na América latina Colonial. São Paulo, editora
Ática, 1980.
BETHELL, Leslie (Ed.). História da América Latina. São Paulo: EDUSP, 2012, Tomos I –
II.
Bibliografia Complementar:
BLACKBURN, Robin. A construção do escravismo no Novo Mundo. Rio de Janeiro:
Record, 2003.
DIVINE, BREEN, FREDRICKSON, WILLIAMS, ROBERTS. América. Passado e
Presente. Rio de Janeiro: Nórdica, 1992.
KONETZKE, Richard. América Latina. II.- La época colonial. México: Siglo XXI
Editores, 1993.
MORGAN, LEWIS H. A sociedade primitiva. Lisboa: Presença, 1978, Tomos I – II.
TODOROV, Tzvetan. A conquista da América. SP: Martins Fontes, 2014.
História da América 2 – 60h
Ementa: Estudo e análise do processo e independência dos países americanos. O
desenvolvimento dos países americanos, da independência aos nossos dias. Características
gerais da América Latina nos séculos XIX e XX: desenvolvimento e subdesenvolvimento,
revolução e contra-revolução. Movimentos sociais contemporâneos.
Bibliografia Básica:
BANDEIRA, Luiz Alberto Moniz. Formação do império americano. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2005.
BERARDO, João Batista. Guerrilhas e guerrilheiros no drama da América Latina. São
Paulo: Edições Populares, 1981.
BETHELL, Leslie (Ed.). História da América Latina. São Paulo: EDUSP, 2012, Tomos III
– VIII.
Bibliografia Complementar:
GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. Rio de Janeiro, Paz e Terra,
1976.
GENOVESE, Eugene D. O mundo dos senhores de escravos. Rio de Janeiro, Paz e Terra,
1979.
DOWBOR, Ladislau. A formação do Terceiro Mundo. São Paulo: Brasiliense, 1994.
73
FERES JR., João. A história do conceito de “Latin América” nos Estados Unidos. Bauru,
SP.: EDUSC, 2005.
WOOD, Gordon S. A Revolução Americana. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.
História das Artes 1 – 60h
Ementa: Estudo das artes visuais no Ocidente tendo como base sua historicidade,
permitindo a formação de uma apreciação crítica e subsídios para a utilização das diversas
formas de expressão artística na pesquisa e no ensino de História. Trata do questionamento
das definições tradicionais de arte e gosto estético; da análise da evolução e
desenvolvimento das principais correntes das artes visuais (pintura, escultura, arquitetura)
no Ocidente, em sua relação com o processo histórico; da definição dos principais
conceitos utilizados na História da Arte para definir estilos, tendências, características e
estruturas artísticas; da análise dos novos paradigmas criados pela Arte Moderna.
Bibliografia Básica:
GOMBRICH, E.H. A História da Arte. 15a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993.
HAUSER, Arnold. Maneirismo. A crise da Renascença e a origem da arte moderna. São
Paulo: Perspectiva/EdUSP, 1976.
KEMP, Martin. Leonardo da Vinci. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
Bibliografia Complementar:
ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. Do Iluminismo aos movimentos contemporâneos.
2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
História da Arte como História da Cidade. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
COLI, Jorge. O que é arte. São Paulo: Brasiliense, 1986.
GOMBRICH, E.H. A História da Arte. 15ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993.
MARAVALL, José Antônio. A cultura do Barroco. Análise de uma estrutura histórica.
São Paulo: EdUSP, 1997.
História das Artes 2 – 60h
Ementa: Aprofundamento dos estudos sobre as artes visuais no Ocidente, trabalhando os
nexos entre as obras de arte, suas estruturas formais, seus significados intrínsecos e as
dinâmicas históricas. O belo e o grotesco na História da Arte. Os conceitos wöllflinianos
na História da Arte: linear e pictórico, plano e profundidade, forma fechada e forma aberta,
pluralidade e unidade, clareza e obscuridade. Signo e alegoria nas artes visuais. A
iconologia de Panofsky. A história social da arte.
Bibliografia Básica:
DELUMEAU, Jean. História do Medo no Ocidente. 1300-1800: uma cidade sitiada. 2ª
reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
PANOFSKY, Erwin. O significado nas Artes Visuais. Lisboa: Presença, 1989.
Estudos de iconologia. Temas humanísticos na arte do renascimento. 2ª ed. Lisboa:
Estampa, 1995.
74
WÖLFFLIN, Heinrich. Conceitos fundamentais da História da Arte. O problema da
evolução dos estilos na arte mais recente. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
Bibliografia Complementar:
ELIAS, Norbert. A peregrinação de Watteau à Ilha do Amor. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
GLANCEY, Jonathan. A História da Arquitetura. São Paulo: Loyola, 2007.
HANSEN, João Adolfo. Alegoria. Construção e interpretação da metáfora. São
Paulo/Campinas: Hedra/Unicamp, 2006.
HAUSER, Arnold. Maneirismo. A crise da Renascença e a origem da arte moderna. São
Paulo: Perspectiva/EdUSP, 1976.
História social da arte e da literatura. 2ª ed. São Paulo: Martins Editora, 2000.
História de Alagoas 1 – 60h
Ementa: Tendo como ponto central a discussão da singularidade de Alagoas no processo
de constituição da América Portuguesa, a disciplina apresenta o processo de sua formação
histórica em linhas gerais, destacando as questões relacionadas à dinâmica de produção
(economia) e às relações de poder intraelites e entre as classes sociais, mediadas pelo
Estado. Neste sentido, além da produção historiográfica, destacam-se o processo de
ocupação humana (pré-cabralina, indígena e europeia); a instalação dos primeiros
engenhos, a utilização da mão-de-obra escrava e as reações ao escravismo; a ocupação de
parte do território por franceses e holandeses; a evolução administrativa e emancipação
política de Alagoas. Assim, a disciplina apresenta também o processo de sua formação
histórica no século XIX, destacando as questões relacionadas à dinâmica de produção
(economia) e às relações de poder intraelites e entre as classes sociais, mediadas pelo
Estado. Além da produção historiográfica, as revoltas sociais ocorridas no período; a
transição da mão de obra escrava para a juridicamente livre, bem como suas diversas as de
arranjo do pós-1888 e o republicanismo, encerram o segundo bloco da disciplina.
Bibliografia:
DIEGUES JR., Manuel. O Banguê nas Alagoas. Maceió: Edufal, 2006.
LINDOSO, Dirceu. Formação de Alagoas Boreal. Maceió: Cataventos, 2000.
SANT‘ANA, Moacir Medeiros de. Contribuição à história do açúcar em Alagoas. Recife:
Museu do Açúcar/IAA, 1970.
Bibliografia complementar:
ACIOLI, Vera Lúcia Costa. Jurisdição e conflitos. Maceió/Recife: Edufal/EDUFPE, 1997.
MACIEL, Osvaldo (org.). Pesquisando (n)a Província. Arapiraca: Uneal, 2011.
CAETANO, Antonio Filipe Pereira (Org). Alagoas e o Império Colonial Português:
Ensaios de Poder e Administração. Maceió: Cepal, 2010.
LINDOSO, Dirceu. Utopia Armada. Maceió: Edufal, 2005.
TENÓRIO, Douglas Apratto. A metamorfose das oligarquias. Curitiba: Hdlivros, 1997.
História de Alagoas 2 – 60h
Ementa: Estudo e análise do processo de transição da Monarquia à República e o período
republicano, destacando-se: a decadência dos banguês e o surgimento das usinas e
destilarias; as ferrovias, a indústria têxtil e o capital internacional; movimentos políticos
75
como o abolicionismo, o republicanismo, o socialismo e o populismo; a quebra dos
terreiros em 1912; o coronelismo e a formação de oligarquias em Alagoas; a ditadura
militar e a redemocratização (partidos de esquerda e movimentos sociais). Pretende-se,
ainda, analisar a história política, econômica, social e cultural d‘Alagoas contemporânea.
Bibliografia Básica:
ALMEIDA, Luiz Sávio de. Chronicas Alagoanas: Notas sobre Poder, Operários e
Cronistas. Maceió: Edufal, 2006.
OLIVEIRA, José Alberto Saldanha de. A Indústria Têxtil, a Classe Operária e o PCB em
Alagoas. Maceió: Edufal, 2011.
TENÓRIO, Douglas Apratto. A Tragédia do Populismo: o Impeachment de Muniz Falcão.
Maceió: Edufal, 2007.
Bibliografia Complementar:
ANDRADE, Manoel Correia de. Usinas e destilarias das Alagoas – uma contribuição ao
estudo da produção do espaço. Maceió: EDUFAL, 1997.
RAFAEL, Ulisses Neves. Xangô rezado baixo: um estudo da perseguição aos terreiros de
Alagoas em 1912. Maceió: Edufal, 2012.
SILVA, Amaro Hélio L. Serra dos perigosos – guerrilha e índio no sertão de Alagoas.
Maceió: Edufal, 2007.
CARVALHO, Cícero Péricles. Formação Histórica de Alagoas. Maceió: Grafitex, 1982.
MACIEL, Osvaldo (org.) Operários em movimento: documentos para a história da classe
trabalhadora em Alagoas (1870-1960). Maceió: Edufal, 2007.
História do Brasil 1 – 60h
Ementa: A disciplina tem por objetivo analisar os aspectos políticos, econômicos, sociais,
religiosos, comportamentais e ideológicos do Brasil desde os primeiros contatos entre
portugueses e nativos até os primeiros sinais da crise do Antigo Regime implementado
pela corte lusitana (1500-1808). Sugere-se um debate historiográfico sobre as
características políticas e econômicas desta sociedade, bem como uma análise das
diferentes áreas coloniais buscando demonstrar suas diferenciações e suas funções na
conjuntura colonial.
Bibliografia Básica:
JUNIOR, Caio Prado. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Publifolha, 2000.
HOLANDA, Sérgio Buarque de (Dir.) História Geral da Civilização Brasileira. São
Paulo: Bertrand Brasil, 1993.
WEHLING, Arno e WEHLING, Maria J. C. Formação do Brasil Colonial. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 2000.
Bibliografia Complementar:
FRAGOSO, João, BICALHO, Maria Fernanda Baptista & GOUVÊA, Maria de Fátima
(Orgs.). O Antigo Regime nos Trópicos: A Dinâmica Imperial Portuguesa (Século XVIXVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. São Paulo: Global, 2000.
76
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras,
1995.
SCHWARTZ, Stuart. Segredos Internos. Engenhos e Escravos na Sociedade Colonial. São
Paulo: Companhia das Letras, 1988.
SOUZA, Laura de Mello e. O Diabo e a Terra de Santa Cruz. São Paulo: Companhia das
Letras, 1986.
História do Brasil 2 – 60h
Ementa: Observar o Brasil a partir das transformações no Velho Continente no início do
século XIX. Caracterizar a presença da corte portuguesa e passagem de colônia para Reino
Unido de Portugal e Algarves, os caminhos seguidos até a independência política e o seu
processo de reconhecimento. Observar o período imperial em seus aspectos sociais,
políticos, culturais e econômicos durante o Primeiro Reinado, Regências e o Segundo
Reinado. As bases para construção da nacionalidade brasileira. As mudanças ocorridas
com a escravidão até a implementação da mão de obra assalariada. O contexto da crise do
Império e os passos até a Proclamação da República.
Bibliografia Básico:
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. História da vida privada: Império; a corte e a
modernidade nacional. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista.
São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
FREYRE, Gilberto. Sobrados & Mucambos. São Paulo: Global, 2000.
Bibliografia Complementar:
CARVALHO, José Murilo. A Construção da Ordem: A elite política imperial; Teatro das
Sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996.
CARVALHO, José Murilo. (Org.) A construção nacional (1830-1889). Vol. 2. Madri:
Fundação Mapfre; Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.
REIS, João José. A Morte é uma Festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século
XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
NABUCO, Joaquim. O Abolicionismo. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2010.
SILVA, Alberto da Costa e. (Org.) Crise Colonial e Independência 1808-1830. Vol. 1.
Madri: Fundação Mapfre; Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.
História do Brasil 3 – 60h
Ementa: A disciplina tem por objetivo conduzir o aluno a interpretar alguns aspectos da
construção inicial do Brasil republicano. A Proclamação da República e ―a república da
espada‖. O Liberalismo Oligárquico e a democracia excludente. A Revolução de 1930, o
Estado Novo e a cidadania regulada. A experiência democrática de 1945 a 1964.
Bibliografia Básica:
D‘ARAÚJO, Maria Celina. As instituições brasileiras da Era Vargas. Rio de Janeiro:
EdUerj & FGV, 1999.
77
FERREIRA, Jorge & DELGADO, Lucilia de A. Neves (orgs.). O Brasil Republicano vol.
1 - O tempo do liberalismo excludente; vol. 2 – o tempo do nacional-estatismo e vol. 3 – o
tempo da experiência democrática. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
GOMES, Angela de Castro (org.). Vargas e a crise dos anos 50. Rio de Janeiro: Relume
Dumará, 1994.
Bibliografia Complementar:
D‘ARAÚJO, Maria Celina. Sindicatos, carisma e poder: o PTB de 1945-65. Rio de
Janeiro, FGV, 1996.
FERREIRA, Jorge. O Imaginário Trabalhista: getulismo, PTB e cultura política popular,
1945-1964. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2005.
GOMES, Angela de Castro. A Invenção do Trabalhismo. 2ª edição, Rio de Janeiro, Relume
Dumará, 1994.
MACEDO, Michelle Reis de. O movimento queremista e a democratização de 1945. Rio
de Janeiro, 7 Letras, 2013.
PANDOLFI, Dulce (org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: Editora da
Fundação Getúlio Vargas, 1999.
História do Brasil 4 – 60h
Ementa: A disciplina tem como objetivo interpretar os acontecimentos contemporâneos do
Brasil republicano. O Governo João Goulart e o Golpe civil-militar de 1964. O Regime
Militar: história e memória. A ―Nova República‖. A ―era FHC‖ e a globalização. A
ascensão das esquerdas no século XXI: o PT e o ―lulismo‖.
Bibliografia Básica:
FERREIRA, Jorge & DELGADO, Lucilia de A. Neves (orgs.). O Brasil Republicano vol.
3 – o tempo da experiência democrática e vol. 4 - o tempo da ditadura. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2003.
MACIEL, David. De Sarney a Collor: reformas políticas, democratização e crise 85/90.
São Paulo, Alameda, 2013.
SINGER, Andre. Os Sentidos do Lulismo: reforma gradual e pacto conservador. São Paulo,
Companhia das Letras, 2012.
Bibliografia Complementar:
FERREIRA, Jorge & REIS, Daniel Aarão (orgs.). As Esquerdas no Brasil vol. 1 - a
formação das tradições (1889/1945), vol. 2 - nacionalismo e reformismo radical
(1945/1964) e vol. 3 - revolução e democracia (1964/...). Rio de Janeiro, Civilização
Brasileira, 2007.
FICO, Carlos. Como eles agiam - os subterrâneos da Ditadura Militar: espionagem e
polícia política. Rio de Janeiro: Record, 2001.
LESBAUPIN, Ivo (org.) O Desmonte da Nação: balanço do governo FHC. 4ª Ed.,
Petrópolis/RJ, Vozes, 2003.
POCHMANN, Marcio & BORGES, Altamiro. “ERA FHC“: a regressão do trabalho. São
Paulo, Anita Garibaldi, 2002.
78
SADER, Emir. A Nova Toupeira: os caminhos da esquerda latino-americana. São Paulo,
Boitempo, 2009.
História do Nordeste – 60h
Ementa: A partir da discussão de autores clássicos sobre o pensamento político e social
nordestino, a disciplina apresentará o processo de formação histórica da região, ocupandose tanto dos amplos quadros macro-estruturais que balizam esta história, como dos
movimentos sociais e políticos que caracterizam o posicionamento social no processo de
construção da nacionalidade brasileira e da sociabilidade nordestina, sem esquecer o debate
sobre o regionalismo que perpassou parte da história do século XX.
Bibliografia Básica:
ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes.
Recife/São Paulo: FJN/Cortez, 2001.
ANDRADE, Manuel Correia de. A terra e o homem no nordeste. São Paulo: Brasiliense,
1973.
FREIRE, Gilberto. Casa grande e senzala. 21 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981.
Bibliografia Complementar:
FACÓ, Rui. Cangaceiros e fanáticos: gênese e lutas. 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1972.
FERLINI, Vera Lúcia Amaral. Terra, trabalho e poder. São Paulo: Brasiliense, 1988.
LEAL, Vitor Nunes. Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo
no Brasil. 2 ed. São Paulo: Alfa-ômega, 1975.
MELLO, Evaldo Cabral. O Norte agrário e o Império (1871-1889). 2 ed. Rio de Janeiro:
Toopbooks, 1999.
PERRUCI, Gadiel. A República das usinas: Um estudo de história social e econômica do
Nordeste, 1889/1930. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
História Econômica – 60 h
Ementa: Estudo e análise dos processos de transformação econômica e social do período
moderno e contemporâneo. As comunidades primitivas ao capitalismo contemporâneo e ao
socialismo de Estado. Os principais teóricos da economia.
Bibliografia Básica:
ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. São Paulo, Brasiliense,
1978.
MARX, Karl. O capital. Várias edições.
RICARDO, David. Princípios de economia política e tributação. Várias edições.
Bibliografia complementar:
DOBB, Maurice. A Evolução do Capitalismo. Trad. Miguel Rego. Rio de Janeiro, Zahar,
1980.
79
DUBY, George. Guerreiros e Camponeses: Os Primórdios do Crescimento Europeu
Século VII ao XII. Lisboa, editorial Estampa 1978.
FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. São Paulo. Ed. Nacional, 1971.
HOBSBAWM, Eric. A era do capital. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2010.
HUBERMAN, Leo. História da Riqueza do Homem. Rio de Janeiro, Zahar, 1981.
História Indígena – 60h
Ementa: A partir de novas abordagens teórico-conceituais da História e da Antropologia, a
disciplina propõe-se a destacar o papel dos índios como sujeitos históricos do processo de
desenvolvimento das sociedades coloniais e pós-coloniais. Para isto, será fundamental
refletir sobre o lugar do indígena na produção discursiva historiográfica; repensar as
guerras de conquista e as guerras indígenas, bem como as relações entre elas; identificar
alianças e confrontos entre indígenas e com outros personagens históricos; analisar as
políticas indigenistas e as políticas indígenas; investigar relações interétnicas, mestiçagens
e adaptações culturais; verificar os impactos da escravidão sobre as populações indígenas;
examinar criticamente os conflitos de terra; e, por fim, refletir sobre o conceito de
etnicidade.
Bibliografia Básica:
ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os Índios na História do Brasil. Rio de Janeiro:
Editora FGV, 2010.
CARNEIRO DA CUNHA, Manuela (org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo,
Companhia das Letras, 1992.
OLIVEIRA, João Pacheco de (org.). A Presença Indígena no Nordeste: processos de
territorialização, modos de reconhecimento e regimes de memória. Rio de Janeiro:
ContraCapa, 2011.
Bibliografia Complementar:
ALMEIDA, Luiz Savio de & SILVA, Amaro Hélio Leite da. Índios do nordeste: etnia,
politica e história. Maceió, EDUFAL, 2008.
KODAMA, Kaori, Os Índios no Império do Brasil: a etnografia no IHGB entre as décadas
de 1840 e 1860. Rio de Janeiro: Editora da Fiocruz; São Paulo: Edusp, 2009.
MONTEIRO, John. Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São
Paulo, Companhia das Letras, 1994.
MONTEIRO, John. Unidade, Diversidade e a Invenção dos Índios: Entre Gabriel Soares
de Sousa e Francisco Adolfo de Varnhagen‖, Revista de História, USP, 149, 2003.
VAINFAS, Ronaldo. A Heresia dos Índios - Catolicismo e Rebeldia no Brasil Colonial.
São Paulo, Companhia das Letras, 1995.
História Medieval – 60h
Ementa: A disciplina pretender dar uma visão de conjunto sobre a Idade Média. Partindo
de discussões historiográficas, abordar-se-á temáticas como: a formação dos reinos
germânicos; Império carolíngio e papado; características gerais do Império Bizantino;
80
formação e expansão do Islã; gênese, natureza e o desenvolvimento do Feudalismo;
questões culturais, econômicas, sociais e religiosas que permearam a formação das cidades
no século XII; relação entre Império e Papado; crise do século XIV.
Bibliografia Básica:
BASCHET, Jêrôme. A civilização feudal. Do ano mil à colonização da América. São
Paulo: Editora Globo, 2006.
BLOCH, Marc. Os reis Taumaturgos. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
DUBY, G., Guerreiros e camponeses. Os primórdios do crescimento económico europeu.
Séc. VII-XII. Trad., Lisboa: Estampa, 1980.
Bibliografia Complementar:
BANNIARD, Michel. A Alta Idade Média. Trad. port., Lisboa: Europa-América, s./d.
BLOCH, Marc. A sociedade Feudal. Trad., Lisboa: Ed. 70, 1982.
DUBY, Georges. As Três Ordens ou o Imaginário do Feudalismo. Lisboa: Estampa, 1982.
DUBY, George. Idade Média, Idade dos homens. Do amor e outros ensaios. São Paulo,
Companhia das Letras, 1989.
ZERNER, Monique (org.). Inventar a heresia? Discursos polêmicos e poderes antes da
Inquisição. Campinas: Editora da Unicamp, 2009.
História Moderna – 60 h
Ementa: Investigação e análise do contexto da Era Moderna, entre os séculos XV e XVI, a
partir de dois eixos norteadores: a) o processo de formação da sociedade burguesa
ocidental, e b) o processo de secularização do Ocidente. As temáticas abordadas têm como
principais objetos: o questionamento do conceito de moderno em sua formulação como era
histórica e a compreensão da Era Moderna como um período de alargamento e
transformação nas visões de mundo, engendradas por processos como os Descobrimentos
Ultramarinos, o Renascimento e as Reformas Religiosas; a formação do pensamento
político e social moderno no contexto do Humanismo; a cultura do Barroco no contexto da
Contra Reforma; as Revoluções Inglesas e a Revolução Francesa; o ideário político e da
fundação da nacionalidade na Revolução Americana; as transformações econômicas na
primeira fase da Revolução Industrial. Nesta disciplina iniciar-se-á a discussão sobre o
alcance dos Direitos Humanos na era moderna a partir da Revolução Francesa e o Estado
Moderno de Direito.
Bibliografia Básica:
DELUMEAU, Jean. Nascimento e afirmação da Reforma. Trad. João Pedro Nunes. SP:
Pioneira, 1989.
MARAVALL, José Antônio. A cultura do Barroco. Análise de uma estrutura histórica. SP:
EdUSP, 1997.
SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. 4ª reimp. SP: Cia. das
Letras, 2003.
Bibliografia Complementar:
BURKE, Peter. A fabricação do rei. A construção da imagem pública de Luis XVI. Trad.
Maria Luíza X. de A. Borges. 2ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
81
DELUMEAU, Jean. A civilização do Renascimento. Lisboa: Ed. 70, s.d.
FEBVRE, Lucien. A Europa. Gênese de uma civilização. Bauru: EdUSC, 2004.
HILL, Christopher. O eleito de Deus. Oliver Cromwell e a Revolução Inglesa. São Paulo:
Companhia das Letras, 2001.
HUNT, Lynn. Política, cultura e classe na Revolução Francesa. Trad. Laura Teixeira
Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
Historiografia Brasileira – 60h
Ementa: O desenvolvimento da historiografia nacional, suas temáticas principais, questões
conceituais e de investigação historiográfica. A formação da nação e da identidade
nacional, da perspectiva dos fundadores da historiografia brasileira às tendências
contemporâneas.
Bibliografia Básica:
FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. São Paulo: Global, 2006.
HOLLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras,
1995.
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação econômica e política do Brasil. São Paulo: Brasiliense,
2000.
Bibliografia Complementar:
FREITAS, Marcos Cezar de (org.). Historiografia Brasileira em Perspectiva. São Paulo:
Contexto, 2012.
GLEZER, Raquel (org.). Do passado para o futuro: edição comemorativa dos 50 anos da
ANPUH. São Paulo: Contexto, 2011.
IGLÉSIAS, Francisco. Historiadores do Brasil: capítulos de historiografia brasileira. Rio
de Janeiro: Ed. Nova Fronteira; Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.
LAPA, José Roberto do Amaral. Historiografia brasileira contemporânea: a História em
questão (2ª ed.). Petrópolis: Vozes, 1981.
MORAES, José Geraldo Vinci de; REGO, José Marcio. Conversas com historiadores
brasileiros. São Paulo: Editora 34, 2002.
Historiografia Geral – 60 h
Ementa: O objetivo da disciplina é o estudo do desenvolvimento da historiografia do
mundo moderno aos dias atuais; suas tendências, perspectivas e interdisciplinaridade com
destaque para o Materialismo Histórico, a Escola Metódica, a Escola dos Annales, a Nova
História, a Micro-história e demais concepções historiográficas contemporâneas.
Bibliografia Básica:
CARDOSO, Ciro; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: ensaios de teoria e
metodologia. Rio de Janeiro: Elsevier, 1997.
MALERBA, J.; ROJAS, Carlos Aguirre. (orgs.). Historiografia contemporânea em
perspectiva crítica. Bauru/SP: EDUSC, 2007.
82
BENTIVOGLIO, Julio; LOPES, Marcos Antônio (orgs.). A constituição da História como
ciência: de Ranke a Braudel. Petrópolis RJ: Vozes, 2013.
Bibliografia Complementar:
BLOCH, Marc. Apologia a História ou o Ofício de Historiador. Rio de Janeiro, Editor.
Jorge ZAHAR, 2001.
BURKE, Peter. A Escola dos Annales, 1929-1989: a revolução francesa da historiografia.
São Paulo: Unesp, 1997.
CARDOSO, Ciro; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Novos Domínios da História. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2012.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. Tradução: Cid Knipel Moreira. São Paulo: CIA das
Letras, 1998.
THOMPSON, E. P. A formação da classe operária inglesa. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
Introdução aos Estudos Históricos – 60h
Ementa: A constituição da epistemologia e da teoria da História. Definição e utilização dos
instrumentos teóricos de análise. A problemática do conhecimento histórico. O
conhecimento objetivo e subjetivo na teoria da História. Processo histórico-social: o tempo
histórico, leis, fatos, estruturas e conjunturas. Do positivismo à quantificação das séries
estatísticas e às séries sociais. A História conceitual: a História é uma ciência? O debate
atual.
Bibliografia Básica:
BLOCH, Marc. Introdução à História. Várias edições.
LE GOFF, Jacques (org.). História nova. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1990.
HOBSBAWM, Eric. RANGER, Terence. A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1984
Bibliografia Complementar:
BRAUDEL, Fernando. História e Ciências Sociais. Lisboa, ed. Presença, 1972.
DAVIS, Natalie Zemon. O retorno de Martin Guerre. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
DARNTON, Robert. O grande massacre dos gatos. 2. ed, Rio de Janeiro: ForenseUniversitária, 1987.
PESAVENTO, Sandra Jathay. História e História Cultural. Belo Horizonte: Autêntica,
2003.
THOMPSOM, E. P. Costumes em comum. São Paulo: Companhia das Letras,1997.
Libras – 60h
Ementa: Aspectos linguísticos e culturais da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e da
comunidade surda. Histórico da surdez no Brasil e no mundo.
Bibliografia Básica:
GESSER, Audrei. LIBRAS? Que língua é essa? Crenças e preconceitos em torno da
língua de sinais e da realidade surda. São Paulo: Parábola, 2009.
83
QUADROS, R. M. de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre:
Artmed, 1997.
QUADROS, R. M. de; KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos.
Artmed: Porto Alegre, 2004.
Bibliografia Complementar:
HICKOK, G.; BELLUGI, U.; KLIMA, E. How does the human brain process language?
New studies of deaf signers hint at an answer. Scientific American, INC, 2002.
KLIMA, E.; BELLUGI, U. The signs of language. Cambridge: Harvard University Press,
1979.
LODI, A. C. B. Plurilingüismo e surdez: uma leitura bakhtiniana da história da educação
dos surdos. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 409-424, set./dez. 2005.
QUADROS, R. M. de; VASCONCELLOS, M. L. B. de (Org.). Sign Languages: spinning
and unraveling the past, present and future. Forty five papers and three posters from the 9°
Theoretical Issues In Sign Language Research Conference, Florianópolis, Brasil, Dez.
2006.
Disponível
em:
<http://editora-arara-azul.com.br/portal/index.php/ebooks/pesquisas-em-estudos-surdos/item/109-sign-languages>. Acesso em: 27 jan. 2014.
STOKOE, W. Sign and Culture: a reader for students of American Sign Language. Listok
Press, Silver Spring, MD, 1960.
Metodologia do Ensino de História – 60h
Ementa: Busca refletir acerca das práticas educativas nas escolas de educação básica;
problematiza a disciplina de história nas propostas curriculares e na legislação vigente no
que se refere ao ensino de história nas etapas da educação básica; discuti a relação entre
métodos, metodologias, técnicas e práticas educativas dos professores. Incentiva os alunos
a realização de práticas educativas voltadas para a seleção de materiais, conteúdos,
organização e construção de instrumentos didáticos a ser usados nas aulas de história.
Promove à efetivação de uma prática docente flexível, interdisciplinar, transdisciplinar à
luz dos diferentes enfoques do ensino de história e suas implicações no processo da
construção do conhecimento histórico.
Bibliografia Básica:
ABUD, Kátia Maria. Ensino de História. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
BITTENCOURT, Circe (Org.). O Saber Histórico na Sala de Aula. 12ª ed., São Paulo:
Contexto, 2012.
KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula. 6ª ed., 1ª Reimpressão, São Paulo:
Contexto, 2010.
Bibliografia Complementar:
BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: Fundamentos e Métodos. 3ª ed.,São Paulo:
Cortez, 2009.
BALDÍSSERA, José Alberto. O Livro Didático de História: Uma visão crítica. Porto
Alegre: Evangraf, 1994.
FONSECA, Selva Guimarães. Didática e Prática de Ensino de História. Campinas, SP:
Papirus, 2003.
84
NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. 5ª ed., São Paulo: 2011.
SILVA, Marcos & FONSECA, Selva Guimarães. Ensinar História no Século XXI: em
busca do tempo entendido. Campinas, SP, Papirus, 2007.
Métodos da História – 60h
Ementa: O desenvolvimento de pesquisas apoiadas no rigor metodológico auxilia nos
processos de investigação e produção do conhecimento histórico a partir do debate sobre a
cientificidade da História: problematizações, objetivos, sistemas de escolhas e decisões.
Discutiremos sobre o modelo de cientificidade da ciência social e o uso dos métodos
qualitativos na produção do conhecimento histórico.
Bibliografia Básica:
AROSTÉGUI, Júlio. A pesquisa histórica: teoria e método. Tradução de Andréa Dore;
Revisão Técnica de José Jobson de Andrade Arruda. Bauru: EDUSC, 2006 (Col.
―História‖).
BLOCH, Marc. Apología à história, ou, O ofício do historiador. Trad. de André Telles.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
PINSKY, Carla Bassanezi; LUCA, Tania Regina de. (orgs.). O historiador e suas fontes.
São Paulo: Contexto, 2009.
Bibliografia Complementar:
BURKE, Peter. Testemunha ocular: História e imagem. Tradução de Vera Maria Xavier
dos Santos. Bauru: EDUSC, 2004.
GINZBURG, Carlo. O fio e os rastros: verdadeiro, falso, fictício. Tradução de Rosa Freire
d‘Aguiar e Eduardo Brandão. São Paulo: Companhia das Letras, 2007 [2006].
GUAZELLI, César Augusto Barcellos et al. (orgs.). Questões de Teoria e Metodologia da
História. Porto Alegre: Ed. Universitária/ UFRGS, 2000.
PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
SANTOS, Boaventura de Souza. Um discurso sobre as Ciências. 5. ed. Porto:
Afrontamento, 1991.
Organização do Trabalho Acadêmico – 60h
Ementa: Introdução ao estudo da metodologia científica. Formas de conhecimento e a
ciência. Linguagem visual e científica. A metodologia do trabalho acadêmico. Métodos
argumentativos e não-argumentativos. A pesquisa científica e a montagem de um projeto.
Bibliografia Básica:
CERVO, AL. Metodologia Científica. S. Paulo: Macgraw-Hill do Brasil. 1978.
ECO, Humberto, Como se Fazer uma Tese. S. Paulo. Perspectiva. 1983.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. S. Paulo: Editora
Cortez, 1991.
Bibliografia complementar:
85
ALVES – MAZOTTI, A. J. e GWANDSZNAJDER,F. O método nas Ciências naturais e
sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998.
BRANDÃO, Z. (org.) A crise dos paradigmas e educação. São Paulo: Cortez, 1994
CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez, 1995.
DEMO, P. Educar pela pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 2000.
FAZENDA, I. (Org.) Novos enfoques da pesquisa educacional. São Paulo: Cortez, 1994.
Paleografia – 60h
Ementa: A disciplina tem por objetivo entender as origens da Paleografia, suas
diferenciações com a Diplomática e seu uso pelos historiadores. Por fim, sugere-se a
discussão das normas paleográficas para transcrição de documentos e atividades práticas
de transcrição da documentação referente aos séculos XVI-XIX.
Bibliografia Básica:
DONATO, Ernani. A Palavra Escrita e sua História. São Paulo: Melhoramentos, 1951.
BERWANGER, Ana Regina e LEAL, João Euripedes Franklin. Noções de Paleografia e
Diplomática. Santa Maria: Centro de Ciências Sociais e Humanas, UFSM, 1991.
SAMARA, Eni de Mesquita. Paleografia e Fontes do Período Colonial Brasileiro. São
Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 1986.
Bibliografia Complementar:
ACCIOLI, Vera Lúcia Costa. A Escrita no Brasil Colonial: Um guia para Leitura de
Documentos Manuscritos. Recife: UFP/Fundação Joaquim Nabuco/Massangana, 1994.
BLANCO, Ricardo Román. Estudos Paleográficos. São Paulo: Laserprint, 1987.
COSTA, Pe. Avelino Jesus da. Álbum de Paleografia e Diplomática Portuguesa. Coimba:
Universidade de Coimbra, 1976.
FLEXOR, Maria Helena Ochi. Abreviaturas: Manuscritos dos Séculos XVI ao XIX. São
Paulo: UNESP/Arquivo do Estado de São Paulo, 1991.
MEGALE, Heitor & NETO, Sílvio de Almeida Toledo (Orgs.) Por Minha Letra e Sinal:
Documentos de Ouro do Século XVII. São Paulo: Ateliê Cultural, 2005.
Planejamento, Currículo e Avaliação de Aprendizagem – 67 h
Ementa: Estudo dos princípios, fundamentos e procedimentos do planejamento de ensino,
do currículo e da avaliação, segundo os paradigmas e normas legais vigentes norteando a
construção do currículo e do processo avaliativo no projeto político-pedagógico na escola
de educação básica.
Bibliografia Básica:
BRASIL: Lei 9394, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília,
20/DEZ/1996.
BRASIL: Plano Nacional de Educação. Brasília, 2014.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São
Paulo, Paz e Terra, 1996.
Bibliografia complementar:
86
HERNANDEZ, Fernando & VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por
projetos de trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. 5º edição. Porto Alegre:
ARTMED, 1998. KUENZER, Acácia. (coord). Planejamento e Educação no Brasil. São
Paulo: Cortez,1990.
SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico crítica: primeiras aproximações. São Paulo:
Cortez, Autores associados, 1992.
MORAES, Mª Cândida. O paradigma educacional emergente. Campinas, SP: Papirus,
1997.
ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação Dialógica: desafios e perspectivas. São Paulo:
Cortez, 1998 (Guia da Escola Cidadã v.2).
Política e Organização da Educação Básica no Brasil – 67 h
Ementa: Estudo e Análise contextualizados do sistema educacional brasileiro e alagoano,
enfocando a problemática das estruturas e funcionamento em nível nacional e local.
Bibliografia Básica:
ABREU, Mariza. Organização da Educação Nacional na Constituição e a LDB. Ijui/ SC,
ed.UNIJUI. 1999.
ALMEIDA, Milton Canuto de, e LIRA, Sandra Lúcia dos Santos. A Educação em Alagoas.
Brasília – UNICEF/ MEC/ FUNDESCOLA/ BANCO MUNDIAL/ UNDIME. 1999.
CASTRO, Maria Helena G. de. As Desigualdades Regionais no Sistema Educacional
Brasileiro. Brasília, INEP/ MEC. 1999.
Bibliografia Complementar:
CUNHA, Luiz Antônio. Educação, Estado e Democracia no Brasil. São Paulo, ed. Cortez,
EDUFF/ FLASCO, 2000.
VERÇOSA, Elcio de Gusmão. Cultura e Educação nas Alagoas: História, Histórias.
Maceió, EDUFAL, 1996.
AGUIAR, Márcia Ângela. A formação do profissional da educação no contexto da
reforma educacional brasileira In: FERREIRA, Naura Syria Carapeto (org.). Supervisão
educacional para uma escola de qualidade. 2ª ed. – São Paulo: Cortez, 2000.
NEVES, Lúcia Maria Wanderley. Educação e política no Brasil de hoje. 2ª ed. São Paulo,
Cortez, 1999.
VERÇOSA, Elcio de Gusmão (org.). Caminhos da Educação da Colônia aos Tempos
Atuais. São Paulo. Ed. Catavento: 2001.
Profissão Docente – 60h
Ementa: A constituição histórica do trabalho docente. A natureza do trabalho docente.
Trabalho docente e relações de gênero. A autonomia do trabalho docente. A proletarização
do trabalho docente. Papel do Estado e a profissão docente. A formação e a ação política
do docente no Brasil. A escola como “locus” do trabalho docente. Profissão docente e
legislação.
Bibliografia Básica:
87
CHARLOT, Bernard. Formação dos professores e relação com o saber. Porto Alegre:
ARTMED, 2005.
COSTA, Marisa V. Trabalho docente e profissionalismo. Porto alegre: Sulina, 1996.
ESTRELA, Maria Teresa (Org.) Viver e construir a profissão docente. Porto, Portugal:
Porto, 1997.
Bibliografia complementar:
LESSARD, Claude e TARDIF, Maurice. O trabalho docente. SP: Vozes, 2005.
NÓVOA, António (Org.) Vidas de Professores. Porto, Portugal: Porto, 1992.
SAVIANI, Demerval. Educação brasileira: estrutura e sistema. 3ªed. São Paulo: Saraiva,
1998.
————, Demerval. A nova lei da educação: trajetória limites e perspectivas. Campinas:
Autores Associados, 1997.( Col.Ed. Contemporânea ) 238 p.
————, Demerval. Política e educação no Brasil. O papel do Congresso Nacional na
legislação do ensino. Campinas: Autores associados, 1996. (Col. Memórias da Educação).
Projeto Pedagógico, Organização e Gestão do Trabalho Escolar
- 67 h
Ementa: A Escola como organização social e educativa. As Instituições escolares em
tempos de mudança. O planejamento escolar e o Projeto Político-Pedagógico: pressupostos
e operacionalização. Concepções de organização e gestão do trabalho escolar. Elementos
constitutivos do sistema de organização e gestão da escola. Princípios e características da
gestão escolar participativa. A participação do professor na organização e gestão do
trabalho da escola.
Bibliografia Básica:
BICUDO, M. A. V. e SILVA JÚNIOR, M. A. Formação do educador: organização da
escola e do trabalho pedagógico. V.3. São Paulo: ENESP, 1999.
FURLAN, M. e HARGREAVES, A. A Escola como organização aprendente: buscando
uma educação de qualidade. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da escola:Teoria e Prática . 5a ed. Goiânia:
Alternativa, 2004.
Bibliografia Complementar:
LIMA, Licínio C. A Escola como organização educativa. São Paulo:Cortez, 2001.
PETEROSKI, H. Trabalho coletivo na escola. São Paulo: Pioneira Thomson Lerning,
2005.
VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino aprendizagem e
Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2001.
VEIGA, I. P. A. e RESENDE, L. M. G.(orgs.). Escola: espaço do Projeto PolíticoPedagógico. São Paulo: Papirus, 1998.
VEIGA, I. P. A. e FONSECA, Marilia (orgs.). As dimensões do Projeto Político
Pedagógico. São Paulo: Papirus, 2001.
Projetos Integradores 1: Fontes Manuscritas e Impressas – 40h
88
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes manuscritas e as fontes impressas,
revertida em inventários, catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, etc.
Bibliografia Básica:
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de Janeiro:
Campus, 2002.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.
Bibliografia Complementar:
PINKSY, Carla Bassanezi et ealli. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
VILAR, Pierre. Pensar La Historia. Cidade do Mexico: Instituto Mora, 1992.
CARDOSO, C. Um Historiador fala de Teoria e Metodologia. São Paulo: Edusc, 2005.
CERTEAU, Michel. A escrita da História. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002.
DOSSE, François. História e Ciências Sociais. São Paulo: Edusc, 2004.
Projetos Integradores 2: Fontes Iconográficas e Fotográficas – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes manuscritas e as fontes impressas,
revertida em inventários, catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, etc.
Bibliografia Básica:
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de Janeiro:
Campus, 2002.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.
Bibliografia Complementar:
PINKSY, Carla Bassanezi et ealli. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
VILAR, Pierre. Pensar La Historia. Cidade do Mexico: Instituto Mora, 1992.
BURKE, Peter. A escrita da História. São Paulo: Unesp, 1992
FALCON, Francisco. História Cultural: uma nova visão sobre a sociedade e a cultura.
Rio de Janeiro, 2002.
LE GOFF, J. História e Memória. São Paulo: Unicamp, 1999.
Projetos Integradores 3: Fontes Orais – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes manuscritas e as fontes impressas,
revertida em inventários, catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, etc.
Bibliografia Básica:
89
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de Janeiro:
Campus, 2002.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.
Bibliografia Complementar:
ALBERTI, Verena. Manual de História Oral. Rio de Janeiro: FGV, 2005.
CHARTIER, Roger. História ou a Leitura do Tempo. Belo Horizonte: Atlântica, 2009.
FERREIRA, Marieta de Moraes Ferreira e AMADO, Janaína (orgs). Usos e abusos da
história oral. Rio de Janeiro: FGV, 2005.
PINSKY, Carla Bassanezi e LUCA, Tania Regina de. O Historiador e suas Fontes. São
Paulo: Contexto, 2009.
PINKSY, Carla Bassanezi et ealli. Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
Projetos Integradores 4: Fontes Audiovisuais – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes manuscritas e as fontes impressas,
revertida em inventários, catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, etc.
Bibliografia Básica:
NAPOLITANO, Marcos & Capelato, Maria Helena R. História e Cinema - Dimensões
Históricas do Audiovisual (2a. Edição). RJ: Alameda, 2013.
FERRO, Marc. Cinema e História. SP: Paz a Terra, 1994.
REIS, Fº, Daniel A.; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste (orgs.). O século XX. (3
volumes). RJ: Civilização Brasileira, 2008 – ao final de cada volume há uma sessão
Bibliografia, filmografia e cronologia.
Bibliografia Complementar:
FERRO, Marc. ―O conhecimento histórico, os filmes, as mídias‖ in: Revista Eletrônica O
Olho da História, 2004.
KORNIS, Monica A. ―História e cinema: um debate metodológico‖. Estudos Históricos,
RJ, vol. 5, n. 10, 1992, pp. 237-250.
MENESES, Ulpiano T. B. De. ―Fontes visuais, cultura visual, História visual. Balanço
provisório, propostas cautelares‖, Revista Brasileira de História, SP, v. 23, n. 45,
julho/2003.
NOVA, Cristiane. ―O cinema e o conhecimento da História‖, Clio História – Textos e
documentos.
Projetos Integradores 5: Fontes Digitais – 40h
Ementa: A disciplina tem por objetivo o desenvolvimento de pesquisa, análise científica e
trabalho de campo que se debruce sobre as fontes manuscritas e as fontes impressas,
revertida em inventários, catálogos, exposições, relatórios, artigos, portfólio, etc.
90
Bibliografia Básica:
BOURTIER, Jean, JULIA, Dominique. Passados recompostos. Campos e canteiros da
História. RJ: UFRJ / FGV, 1998.
CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de Janeiro:
Campus, 2002.
GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais, morfologia e história. SP: Companhia das
Letras, 1989.
Bibliografia Complementar:
CERTAU, Michel de. A escrita da História. RJ: Forense Universitária, 1982.
BURKE, Peter.A Escola dos Annales (1929-1989). SP: Ed. UNESP, 1997.
FALCON, Francisco José Calazans. Estudos da Teoria da História e Historiografia. Vol. I,
Teoria da História. SP: Ed. Hucitec, 2011.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. SP: Companhia das Letras, 1998.
REIS, José Carlos. A História entre a filosofia e a ciência. BH: Ed. Autêntica, 2004.
Seminário de Trabalho Acadêmico 1 – 60h
Ementa: Orientação para as múltiplas metodologias que podem ser utilizadas pelo
historiador para o desenvolvimento da pesquisa histórica nas diversas especialidades tais
como história cultural; história social; imaginário social e representações; história do
cotidiano; história econômica; história das ideias; história intelectual; história do ensino da
história; etno-história; história quantitativa Mídia e História e sobre as múltiplas
relações de poder percebidas em diferentes contextos sociais. Portanto, o objetivo da
disciplina será a elaboração de um projeto de pesquisa, contendo seus itens necessários
para um trabalho acadêmico.
Bibliografia Básica:
CARDOSO, Ciro Flamarion, VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de Janeiro:
Campus, 1997.
CARDOSO, Ciro Flamarion, BRIGNOLI, Héctor Pérez. Os métodos da história. Rio de
Janeiro: Graal, 1990.
CHARTIER, Roger. A História Cultural entre práticas e representações. São Paulo:
Difel, 1990.
Bibliografia Complementar:
BOURTIER, Jean; JULIA, Dominique. Passados recompostos: campos e canteiros da
História. RJ: Ed. UFRJ / FGV, 1998.
BURKE, Peter. A escrita da História. SP: Ed. Unesp, 1995.
D‘ALESSIO, Márcia. Reflexões sobre o saber histórico. Entrevistas com Pierre Vilar,
Michel Vovelle, Madeleine Rebérioux. São Paulo: Unesp, 1998
DUBY, G., ARIÉS, LE GOFF, J., LADURIE, E. L. História e Nova História. Lisboa:
Teorema, s/d.
HUNT, Lyn (org.). A Nova História Cultural. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
Seminário de Trabalho Acadêmico 2 – 60h
91
Ementa: Orientação para as múltiplas metodologias das pesquisas históricas, assim como
discussões historiográficas relevantes para a elaboração e redação de trabalhos acadêmicos.
Portanto, o objetivo da disciplina será a elaboração do TCC.
Bibliografia Básica:
BURKE, Peter. A escrita da História. SP: Ed. Unesp, 1995.
DIEHL, Astor Antônio. Do método histórico. Passo Fundo: Ediupf, 1997.
HUNT, Lyn (org.). A Nova História Cultural. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
Bibliografia Complementar:
CARDOSO, Ciro Flamarion, VAINFAS, Ronaldo. Domínios da História. Rio de Janeiro:
Campus, 1997.
CHARTIER, Roger. A História Cultural entre práticas e representações. São Paulo:
Difel, 1990.
D‘ALESSIO, Márcia. Reflexões sobre o saber histórico. Entrevistas com Pierre Vilar,
Michel Vovelle, Madeleine Rebérioux. São Paulo: Unesp, 1998
DUBY, G., ARIÉS, LE GOFF, J., LADURIE, E. L. História e Nova História. Lisboa:
Teorema, s/d.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. SP: Companhia das Letras, 1998.
Técnicas de Pesquisa Histórica – 60h
Ementa: Estudo e análise das técnicas de como fazer um projeto de pesquisa. Os tipos e
etapas da pesquisa e a importância da argumentação. As normas da ABNT.
Bibliografia Básica:
BARBIER, René. A Pesquisa: Ação. Rio de Janeiro, ed. ZAHAR. 1985.
CASTRO, Nancy e OLIVEIRA, Martha. Como fazer um projeto de Pesquisa. Juiz de
Fora/MG. EDUFJF. 1994.
INÁCIO, Geraldo. A Monografia na Universidade. Campinas/ São Paulo/ ed. Papiros,
1995.
Bibliografia Complementar:
HARTOG, F. O século XIX e a história. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2004.
HARTOG, F. Wilhem Dilthey. Londrina: EDUEL, 2003.
LE GOFF, Jacques. História e Memória. São Paulo: Unicamp, 1999.
SILVA, Rogério Forastieri. História da historiografia. São Paulo: EDUSC, 2001
ROJAS, Carlos Aguierre. Fernand Braudel e as Ciências Humanas. Paraná:
EDUEL, 2003.
Teoria da História – 60h
Ementa: O processo de formação do professor/pesquisador solicita reflexões teóricas sobre
a ciência histórica. Nesta perspectiva, suscitamos a elaboração de um debate em torno dos
modelos teóricos, dos campos e das especializações disciplinares, particularizando o papel
dos historiadores como produtores do conhecimento histórico.
92
Bibliografia Básica:
BARROS, José D‘Assunção. Teoria da História. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011, v. 1 e 2.
BURKE, Peter. História e Teoria Social. Tradução de Klauss Brandini Gerhardt e Roneide
Venâncio Majer. São Paulo: Editora da UNESP, 2002.
MALERBA, Jurandir. Ensaios: teoria, história e ciências sociais. Londrina: EDUEL, 2011.
Bibliografia Complementar:
BARROS, José D‘Assunção. A expansão da história. Petrópolis: Vozes, 2013.
CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (Orgs.). Novos domínios da história.
Rio de Janeiro, RJ: Elsevier: Campinas, 2012.
FALCON, Francisco José Calazans. Estudos de teoria da história e historiografia. Vol. I:
Teoria da história. São Paulo: Hucitec, 2011. (Estudos históricos, 85).
NICOLAZZI, Fernando; MOLLO, Helena Miranda; ARAUJO, Valdei Lopes de (orgs.).
Aprener com a história? O passado e o futuro de uma questão. Rio de Janeiro: Editora
FGV, 2011.
RUSEN, Jorn. Razão histórica. Teoria da história: os fundamentos da ciência histórica.
Trad. de Estevão Chaves de Rezende Martins. Brasília, DF: Editora da universidade de
Brasília, 2010.
Teoria do Conhecimento – 60h
Ementa: A disciplina tem como objetivo o tratamento temático das questões fundamentais
da chamada Teoria do Conhecimento, privilegiando, mediante a leitura de algumas fontes
primarias, certos momentos decisivos da Antiguidade à Filosofia Moderna e
Contemporânea.
Bibliografia Básica:
HESSEN, J. Teoria do Conhecimento. Coimbra, Arménio Amado Editor, 1973.
HUME, D. Investigação sobre o entendimento Humano. Coleção ―Os Pensadores‖, São
Paulo, Abril Cultural, 1974.
PLATÃO. A República. Várias edições.
Bibliografia Complementar:
ADORNO, T. Metacrítica , palavras e sinais. Petrópolis: Vozes, 1995.
AYER, A.J. O problema do conhecimento. Ed. Ulisseia, s/d
DESCARTES, R. Discurso do Método. São Paulo: Abril Cultural, 1972.
GRANGER, G.G. A razão. São Paulo, Difel, 1962
HUSSERL, E. Meditações Cartesianas: Introdução à Fenomenologia, São Paulo, Editora
Madras, 2001.
Teoria Sociológica – 30h
Ementa: A origem da sociologia: condições históricas, políticas, econômicas e sociais.
História e sociologia. O problema sociológico e suas diferentes perspectivas metodológicas
e teóricas.
93
Bibliografia Básica:
ABEL, T. Os Fundamentos das Teorias Sociológicas. Rio de Janeiro: Zahar, 1972.
DURKHEIM, E. A ciência social e a ação. São Paulo: Difel, 1975. Primeira parte e cap. 1.
MARX, K. O Capital: Crítica da Economia Política. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
1977 (vol 2, livro 1, cap XXIV). Científicos, 1980.
Bibliografia Complementar:
DERRIDA, J. Espectros de Marx. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1994.
FREUND, J. Sociologia de Max Weber. Rio de Janeiro: Livros Técnicos.
FREITAG, B. e Pinheiro, M. F. Marx morreu: Viva Marx. Campinas São Paulo: Papirus,
1993.
WEBER, M. ―Origem do Capitalismo Moderno‖ in Os Pensadores. São Paulo: Abril
Cultural, 1980.
Tópicos Especiais em História Afro-brasileira – 60h
Ementa: Contextualização da Lei 10.639/2003. Desafios para um ensino de História que
privilegie a diversidade etno-racial. Propostas básicas para professores da educação básica,
com sugestões de material e estratégias de ensino.
Bibliografia básica:
BOAVENTURA, E. M.; SILVA, A. C. da. O terreiro, a quadra e a roda: formas
alternativas de educação das crianças negras em Salvador. Salvador: Eduneb, 2005.
MUNANGA, K. Superando o racismo na escola. Brasília: Ministério da Educação –
Secretaria de Educação Fundamental, 1999.
SILVA, A. C. da. A discriminação do negro no livro didático. Salvador: Ceao/CED, 1995.
Bibliografia complementar:
FUNDAÇÃO FRIEDRICH EBERT STIFTUNG. Um fórum para a igualdade racial:
articulação entre Estados e Municípios. São Paulo: Ed. SEPPIR, 2005.
MARCON, Frank & SOGBOSSI, Hippolyte Brice (org). Estudos Africanos, História e
cultura Afro-brasileira: olhares sobre a Lei 10.639/03. São Cristóvão: UFS, 2007.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Educação Africanidade Brasil, Brasília: SECAD, 2006.
OLIVEIRA, Vicente de Paula (org). Construção de Identidade e Inclusão Social do
Afrobrasileiro. Belo Horizonte: Ed. UEMG-PROPEX, 2005.
SECRETARIA
DE
EDUCAÇÃO
CONTINUADA
ALFABETIZAÇÃO
E
DIVERSIDADE. Educação Anti-Racista: caminhos abertos para a Lei Federal nº
10.639/03: SECAD, 2005.
Tópicos Especiais em Ensino de História – 60h
Ementa: Busca refletir acerca das práticas educativas nas escolas de educação básica;
problematiza a disciplina de história nas propostas curriculares e na legislação vigente no
que se refere ao ensino de história nas etapas da educação básica; discuti a relação entre
94
métodos, metodologias, técnicas e práticas educativas dos professores. Incentiva os alunos
a realização de práticas educativas voltadas para a seleção de materiais, conteúdos,
organização e construção de instrumentos didáticos a ser usados nas aulas de história.
Promove à efetivação de uma prática docente flexível, interdisciplinar, transdisciplinar à
luz dos diferentes enfoques do ensino de história e suas implicações no processo da
construção do conhecimento histórico.
Bibliografia Básica:
ABUD, Kátia Maria. Ensino de História. São Paulo: Cengage Learning, 2010.
BITTENCOURT, Circe (Org.). O Saber Histórico na Sala de Aula. 12ª ed., São Paulo:
Contexto, 2012.
KARNAL, Leandro (Org.). História na sala de aula. 6ª ed., 1ª Reimpressão, São Paulo:
Contexto, 2010.
Bibliografia Complementar:
BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: Fundamentos e Métodos. 3ª ed.,São Paulo:
Cortez, 2009.
BALDÍSSERA, José Alberto. O Livro Didático de História: Uma visão crítica. Porto
Alegre: Evangraf, 1994.
FONSECA, Selva Guimarães. Didática e Prática de Ensino de História. Campinas, SP:
Papirus, 2003.
NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema na sala de aula. 5ª ed., São Paulo: 2011.
SILVA, Marcos & FONSECA, Selva Guimarães. Ensinar História no Século XXI: em
busca do tempo entendido. Campinas, SP, Papirus, 2007.
Tópicos Especiais em História Antiga – 60h
Ementa: Apresentar os principais temas e os elementos de análise da História do
cristianismo antigo na sua relação com o mundo mediterrâneo. Enfatizando aspectos
sociais, políticos e culturais que vão desde ambiente judaico do século I d. C. que deu
origem a figura de Jesus até o século IV com a transformação do cristianismo em religião
Oficial do Império Romano.
Bibliografia básica:
BROWN, Peter. A ascensão do cristianismo no Ocidente. Lisboa: Editora Presença, 1999.
HORSLEY, R. A. Arqueologia, história e sociedade na Galiléia - o contexto social de
Jesus e dos rabis. São Paulo, Paulus, 2000.
VEYNE, Paul. Quando o nosso mundo se tornou cristão. Lisboa: Texto & Grafia, 2007.
Bibliografia complementar:
BOWMA, Alan K. e WOOLF, Greg (org.). Cultura Escrita no mundo Antigo. São Paulo:
Ática, 1998.
CAVALLO, Guglielmo e CHARTIER, Roger (org.). História da leitura no mundo
antigo.São Paulo: Ática, 2002.
GOODMAN, Martin. Rome e Jerusalem. The Clash of Ancient Civilizations. Londres:
Pinguin Books Ltd, 2008.
BROWN, Peter. Santo Agostinho. Rio de Janeiro: Record, 2005.
95
VEYNE, Paul. O Império Grego-Romano. Rio de Janeiro: Campus, 2009.
Tópicos Especiais em História Contemporânea 1 – 60h
Ementa: Análise sobre a violência coletiva contemporânea especificada em um objeto de
estudo sobre a formação e perpetuação dos grupos terroristas surgidos a partir do século
XX. Ou seja, as sociedades em aparecem, quais os programas ideológicos, a formação dos
grupos, as propostas, o contexto político, social e econômico, a visão midiática e as
interpretações acadêmicas sobre o fenômeno atual. A disciplina tenderá ampliar a
discussão conceitual, priorizando também as interpretações documentais como fontes
históricas, enquanto trabalhos possíveis a serem desenvolvidos na disciplina.
Bibliografia básica:
ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo: anti-semitismo, imperialismo, totalitarismo.
Tradução: Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
BAUMAN, Zygmunt. Europa. Tradução: Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 2006.
HOBSBAWM, Eric. Globalização, democracia e terrorismo. Tradução: José Viegas. São
Paulo: Companhia das Letras, 2007.
Bibliografia Complementar:
DARNTON, Robert e DUHAMEL, Olivier (orgs.). Democracia. Tradução: Clóvis
Marques. Rio de Janeiro: Record, 2001.
EAGLETON, Terry. A ideia de cultura. Tradução: Sandra Castello Branco. São Paulo:
Editora UNESP, 2005.
KLEIN, Naomi. A Doutrina do Choque: Ascensão do Capitalismo de Desastre. Tradução
Vânia Cury. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 2003.
WALLERSTEIN, Immanuel. O declínio do poder americano: os Estados Unidos em um
mundo caótico. Tradução: Elsa T. S. Vieira. Rio de Janeiro: Contraponto, 2004.
Tópicos Especiais em História Contemporânea 2 – 60h
Ementa: Estudo das relações entre o cotidiano e a história do mundo contemporâneo,
através de diferentes linguagens e construções imagéticas.
Bibliografia básica:
DE CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano. 1. Artes de fazer. Trad. Ephraim
Ferreira Alves. 20ªed. Petrópolis. Vozes: 2013.
DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico e outros ensaios. Trad. Marina Appenzeller. 14ª ed.
Campinas: Papirus, 2013.
PERROT, Michelle. História da Vida Privada volume 4: da Revolução Francesa à
Primeira Guerra. Trad. Denise Bottmann e Bernardo Joffily. 10ª reimp. São Paulo:
Companhia das Letras, 2006.
Bibliografia complementar:
BARTHES, Roland. A câmara clara. Nota sobre a fotografia. Trad. Julio Castañon
Guimarães. Rio de Janeiro: Nova Franteira, 1984.
96
CRARY, Jonathan. Técnicas do observador. Visão e modernidade no século XIX. Trad.
Verray Chamma. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.
KOSSOY, Boris e SCHWARZ, Lilia Moritz. Um olhar sobre o Brasil – a fotografia na
construção da imagem da nação (1833-2003). Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.
SONTAG, Susan. Sobre fotografia. Trad. Rubens Figueiredo. 7ª reimp. São Paulo:
Companhia das Letras, 2013.
STRAUMANN, Patrick (org.). Rio de Janeiro, cidade mestiça. Nascimento da imagem de
uma nação. Trad. Rosa Freire d'Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
Tópicos Especiais em História Contemporânea 3 – 60h
Ementa: A disciplina tem como objetivo o estudo dos elementos que configuram a
História das Relações Internacionais no âmbito da História Contemporânea do século XX a
partir de 1945. Os marcos que a delimitam são, de um lado, a discussão sobre o pós-guerra
e o fenômeno da Guerra Fria e, de outro, o surgimento da terceira geração de intelectuais
engajados, que se modela nas agruras dos eventos da Guerra Fria, e começa a desarticularse em fins dos anos sessenta na esteira das denuncias de Nikita Kruschov, na invasão
soviética na Hungria e depois na Tchecolosváquia, da Revolução Cubana, da Guerra do
Vietnã, do movimento de 1968, chegando à desestruturação e desarticulação do bloco
soviético. Busca-se resgatar a formação da tradição de intervenção política dos intelectuais
brasileiros, através da trajetória do Movimento dos Partidários da Paz (1947-) e de como
esse movimento internacional atraiu os intelectuais brasileiros no período central da Guerra
Fria (1945-1968).
Bibliografia básica:
ARENDT, Hanna. Sobre a revolução. SP: Companhia das Letras, 2008.
HOBSBAWM, Eric. Sobre história. SP: Companhia das Letras, 2004.
LOWY, Michel. Revoluções. SP: Boitempo Editorial, 2009.
Bibliografia complementar:
BOBBIO, Norberto. Os intelectuais e o poder. SP: UNESP, 1997.
BOURDIEU, Pierre. As regras da arte. SP: Cia das Letras,1996.
GADDIS, John Lewis. História da Guerra Fria. RJ: Nova Fronteira,2006.
SAUNDERS, Frances Stonor. Quem pagou a conta? A CIA na Guerra fria da Cultura. RJ:
Record, 2008.
WINOCK, Michel. O século dos intelectuais. Rio de Janeiro, Bertrand do Brasil, 2001.
Tópicos Especiais em História Contemporânea 4 – 60h
Ementa: A disciplina tem como objetivo o estudo dos elementos que configuram a História
a partir de 1980 no âmbito da História Contemporânea do século XX até os dias atuais. Os
marcos que a delimitam são, de um lado, a discussão sobre a crise mundial do capitalismo,
o surgimento do neo-liberalismo e da globalização. De outro lado, o surgimento da onda
97
de manifestações desde a Primavera Árabe à Ucrânia de hoje. Busca-se entender, a partir
de leitura da imprensa e da historiografia, o Tempo Presente.
Bibliografia básica:
CASTELLS, Manuel. Fim de Milênio. São Paulo, Paz e Terra, V.3, 2001.
REIS FILHO, Daniel e outros. O Século XX. Rio de Janeiro, Record, 2002.
TEIXEIRA DA SILVA, Francisco Carlos. Enciclopédia de Guerras e Revoluções do
Século XX. Rio de Janeiro, Campus, 2004.
Bibliografia complementar:
COSTA, Darc e TEIXEIRA DA SILVA, Francisco Carlos. Mundo Latino e
Mundialização. Rio de Janeiro, Mauad, 2004.
COURMONT, B.e RIBNIKAR, D. Les Guerres Asymétriques. Paris, PUF, 2003.
DELL VALLE, Alexandre. Guerras contra a Europa. Rio de Janeiro, Bom texto, 2003.
HEISBOURG, François. Hyperterrorisme: la nouvelle guerre. Paris, Jacob, 2003.
HOBSBAWM, Eric. A Era dos Extremos. São Paulo, Cia das Letras, 1995
Tópicos Especiais em História Cultural – 60h
Ementa: Problematização das articulações entre História e Cultura como meio de dar
visibilidade a métodos e estratégias capazes de possibilitar um fazer historiográfico cujo
foco prioritário se concentre em uma História Cultural do Social. Identidades e
representações como expressões culturais construídas historicamente, proporcionando
jogos simbólicos e códigos sociais como frutos da criação humana em diferentes espaços e
tempos.
Bibliografia Básica:
SCHWARCZ, Lilia. & GOMES, Nilma. Antropologia e História. Belo Horizonte:
Autêntica, 2000.
SCHWARTZMAN, Simon. A Redescoberta da Cultura. São Paulo: Edusp, 1997.
WILLIANS, Raymond. Cultura. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.
Bibliografia Complementar:
GEERTZ, Cliford. Saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa. 7. ed.
Petrópolis: Editora Vozes, 2004.
MELLO, Luiz Gonzaga. Antropologia Cultural: iniciação, teoria e temas. 10. ed.
Petrópolis: Editora Vozes, 2003.
ROCHA, Everardo P. G. O que é etnocentrismo. 19. ed. São Paulo: Brasiliense, Col.
Primeiros Passos, 2004.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Raça e diversidade. São Paulo: Edusp, 1996.
ELIAS, Norbert. O processo civilizador dos costumes. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,
1990.
Tópicos Especiais em História da África 1 – 60h
98
Ementa: A proposta da disciplina é analisar as organizações sociais e políticas dos estados
africanos antes da chegada dos europeus, e posteriormente no contexto da abertura do
mercado Atlântico de escravos. O objetivo principal é caracterizar os africanos como
agentes históricos, analisando as organizações de poder e as hierarquias sociais
responsáveis pelas alianças e conflitos entre os povos da África Centro Ocidental. Na
sequência o debate é dedicado aos desdobramentos das atividades responsáveis pelo
fornecimento de escravos e os desdobramentos ocorridos nas organizações políticas e
sociais dos povos que habitavam Angola, Congo, Benguela, Cabinda e Cassanje.
Bibliografia básica: LOVEJOY, Paul. A escravidão na África: uma história de suas
transformações. RJ: Ed. Civilização Brasileira, 2002.
SILVA, Alberto da Costa e. Da manilha ao libambo. A África e a escravidão (1500 a
1700). RJ: Fund. BN, 2014.
THORNTON, John. A África e os africanos na formação do Mundo Atlântico. RJ: Ed.
Campus, 2004
Bibliografia complementar:
BIRMIMGHAN, David. Alianças e conflitos. Os primórdios da ocupação estrangeira em
Angola (1483-1750). Luanda, 2004.
FAGE, John. História da África. Lisboa: Ed. 70, 1995.
HEINTZE, Beatrix. Angola nos séculos XVI e XVII. Luanda: Ed. Kilolombele, 2007.
ILLIFFE, John. Os africanos. História dum continente. Lisboa: Ed. Terramar, 1999.
MILLER, Joseph. Poder político e parentesco. Os antigo Estado Mbundu em Angola.
Luanda: AHN, 1995
Tópicos Especiais em História da Alagoas 1 – 60h
Ementa: A disciplina tem por intenção aprofundar temáticas específicas sobre a História de
Alagoas em diversas temporalidades (Colônia, Império & República).
Bibliografia Básica:
BRANDÃO, Moreno. História de Alagoas. Maceió: Sergasa, 1981.
COSTA, Craveiro. História das Alagoas. Maceió: Sergaça, 1983.
LINDOSO, Dirceu. Formação de Alagoas Boreal. Maceió: Cataventos, 2000.
Bibliografia complementar:
CAETANO, Antonio Filipe Pereira (Org). Alagoas e o Império Colonial Português:
Ensaios de Poder e Administração. Maceió: Cepal, 2010.
BRANDÃO, Otávio. Canais e Lagoas. Maceió: Edufal, 2009.
DIEGUES JR., Manuel. O Banguê nas Alagoas. Maceió: Edufal, 2006.
MACIEL, Osvaldo (org.). Pesquisando (n)a Província. Arapiraca: Uneal, 2011.
LINDOSO, Dirceu. Utopia Armada. Maceió: Edufal, 2005.
Tópicos Especiais em História da Alagoas 2 – 60h
99
Ementa: A disciplina enfatiza alguns aspectos do contexto político alagoano durante o
período republicano, em particular, os acontecimentos políticos de 1930 a 1964. Dialoga
com os marcos históricos da Proclamação da República, da Revolução de 1930 e o Estado
Novo, da redemocratização a partir de 1946, do Regime Militar de 1964 e da transição
democrática pós 1985.
Bibliografia Básica:
CARVALHO, Cícero Péricles de. Alagoas 1980-1992: a esquerda em crise. Maceió/AL,
Edufal/Lúmen/Engenho, 1993.
SALDANHA, Alberto (org.) A indústria têxtil, a classe operária e o PCB em Alagoas.
Maceió/AL, Edufal, 2011.
TENÓRIO, Douglas Apratto. A Tragédia do Populismo: o impeachment de Muniz Falcão.
Maceió/AL, Edufal, 1995.
Bibliografia Complementar:
ALMEIDA, Luiz Sávio de. Chronicas alagoanas II: notas sobre poder, operários e
comunistas em Alagoas. Maceió/AL, Edufal, 2006.
CABRAL, Luiz Antonio Palmeira. Planos de desenvolvimento de Alagoas: 1960-2000.
Maceió/AL, Edufal, 2005.
LIRA, Fernando José. Formação da Riqueza e da Pobreza de Alagoas. Maceió/AL,
Edufal, 2007.
MACIEL, Osvaldo. Trabalhadores, Identidade de Classe e Socialismo: os gráficos de
Maceió (1895-1905). Maceió/AL, Edufal, 2009.
MEDEIROS, Fernando Antonio Mesquita de. O homo inimicus: igreja, ação social católica
e imaginário anticomunista em Alagoas. Maceió/AL, Edufal, 2007.
Tópicos Especiais em História do Brasil 1 – 60h
Ementa: A disciplina tem por intenção aprofundar temáticas especificas sobre a história do
Brasil Colônia. Sugere-se, ainda a verticalização temática para as áreas política
(Escravidão e racismo; Sociedades Indígenas; Estado e Nação; Cidadania e Direitos;
Instituições Políticas e Poderes Públicos; História intelectual e Cultura Política; Educação
e poder; Imprensa e a prática política; Saber, ciência e o poder); econômica (Economia
Colonial; Casa Grande & Senzala: o mundo açucareiro; História agrária: estruturas
fundiárias e o uso da terra; História urbana, comércio e indústria; Economia
agroexportadora; e cultural (Literatura; Arte; Música; Religiosidade e Inquisição; Folclore;
Renascimento, Barroco, Racionalismo e Ilustração; Cultura Erudita e Cultura Popular;
História da Leitura; Intelectuais: obra e trajetória; Família, Gênero e Sexualidade;
Manifestações culturais; Identidades étnicas e gêneros; Religiosidade e História das
Religiões no Brasil).
Bibliografia básica:
HOLANDA, Sérgio Buarque de (Dir.) História Geral da Civilização Brasileira. São
Paulo: Bertrand Brasil, 1993.
MOTA, Carlos Guilherme (Org.) Brasil em Perspectiva. São Paulo: Difel, 1980.
100
NOVAIS, Fernando (Dir.) História da Vida Privada no Brasil. São Paulo: Companhia das
Letras, 4 Volumes, 1999.
Bibliografia Complementar:
LINHARES, Maria Yeda (Org.) História Geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
NEVES, Guilherme Pereira das, SANTOS, Ana Maria, GONÇALVES, Williams da Silva
& MACHADO, Humberto Fernandes (Orgs.). História do Brasil – De Terra Ignota ao
Brasil Atual. Rio de Janeiro: Editora Multimídia, 2002.
WEHLING, Arno e WEHLING, Maria J. C. Formação do Brasil Colonial. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 2000.
Tópicos Especiais em História do Brasil 2 – 60h
Ementa: A disciplina tem por intenção aprofundar temáticas especificas sobre a História do
Brasil entre os anos de 1808 e 1889. Neste sentido sugere-se a verticalização temática para
as relações sociais existentes na época em seus aspectos políticos, econômicos, religiosos e
culturais.
Bibliografia básica:
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. História da Vida Privada no Brasil: Império: a corte a
modernidade nacional. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
FREYRE, Gilberto. Sobrados e Mucambos: Introdução à História da Sociedade Patriarcal
no Brasil – 2. São Paulo: Global, 2006.
CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem: a elite política imperial; Teatro
de Sombras – A política imperial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.
Bibliografia complementar:
COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia a República: momentos decisivos. 7. ed. São
Paulo: Ed. da UNESP, 1999.
FREYRE, Gilberto. Vida social no Brasil nos meados do século XIX. São Paulo: Global,
2006.
REIS, João José. A Morte é uma Festa: ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século
XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. (Dir.) História do Brasil Nação: 1808-2010. CARVALHO,
José Murilo. (Org.) A construção nacional 1830-1889. Vol. 2. Madri: Fundação Mapfre;
Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.
VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil imperial: 1822-1889. Rio de Janeiro: Objetiva,
2008.
Tópicos Especiais em História do Brasil 3 – 60h
Ementa: O populismo no Brasil - A disciplina desenvolve a análise da trajetória da
categoria populismo nas ciências sociais do Brasil. Identifica as origens da força
explicativa desta categoria para os acontecimentos políticos de 1930 a 1964. Debate os
101
limites desta construção histórica e sua insuficiência na interpretação da Era Vargas e do
projeto nacional-estatista. Dialoga com essa tradição na história do tempo presente.
Bibliografia Básica:
FERREIRA, Jorge. (org.). O populismo e sua história – debate e crítica. Rio de janeiro,
Civilização Brasileira, 2001.
IANNI, Octavio. O Colapso do Populismo no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1968.
WEFFORT, Francisco. O Populismo na Política Brasileira. 4ª ed. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1980.
Bibliografia Complementar:
FERREIRA, Jorge & REIS, Daniel Aarão (orgs.). As Esquerdas no Brasil, vol. 3 revolução e democracia (1964/...). Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2007.
FERREIRA, Marieta de Moraes (coord.). João Goulart: entre a memória e a história. Rio
de Janeiro: Ed. FGV, 2006.
GOMES, Angela de Castro. Vargas e a crise dos anos 50. Rio de Janeiro, Relume Dumará,
1994.
GORENDER, Jacob. Combate nas Trevas: a esquerda brasileira, das ilusões perdidas à
luta armada. 4ª ed. São Paulo: Ática, 1990.
REIS, Daniel Aarão. Ditadura Militar, esquerdas e sociedade. 2ª ed. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 2000.
Tópicos Especiais em História do Brasil 4 – 60h
Ementa: O golpe de 64: suas interpretações e análises. Os governos militares e a política
militar do Cone Sul, a implementação da economia dependente do imperialismo norteamericano.
Bibliografia Básica:
CAVALCANTE, Berenice; STARLING, Heloisa; EISENBERG, José. Decantando a
República: inventário histórico e político da canção popular moderna brasileira. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira & São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.
FERREIRA, Jorge, DELGADO, Lucília. O Brasil Republicano. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2003 (volumes 2, 3 e 4).
REIS, RIDENTI, MOTTA (org.). O golpe e a ditadura militar: 40 anos depois. São Paulo:
EDUSC, 2004.
Bibliografia Complementar:
LENHARO, A. Sacralização da política. Campinas: UNICAMP/ Papirus, 1989.
REIS, Fábio W. & O'DONNELL, Guillermo (orgs.). A democracia no Brasil: dilemas e
perspectivas. São Paulo. Vértice, 1988.
SCHWARCZ, Lilia. História da Vida Privada no Brasil: Contrastes da intimidade
contemporânea. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
_______. A invenção do trabalhismo. São Paulo. Vértice / Iuperj, 1988.
102
MOTTA, Rodrigo P. S. Introdução à História dos Partidos Políticos. Belo Horizonte:
UFMG, 1999.
Tópicos Especiais em América Latina 1 – 60h
Ementa: A história das sociedades à margem. As tribos indígenas no período colonial e
suas localidades geográficas. O fluxo de migração pelo processo de ocidentalização, o
enfrentamento indígena ao bandeirante e as formas de mestiçagem das duas culturas. A
política getulista e o ‗redescobrimento‘ dos índios. As formas de políticas públicas de
proteção às comunidades indígenas.
Bibliografia Básica:
BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina – América Latina Colonial. Vol. 1.
São Paulo: EDUSP, 1999.
SCHWARTZ, Stuart B. & LOCKHART, James. A América Latina na época colonial. Rio
de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
Bibliografia Complementar:
BLACKBURN, Robin. A construção do escravismo no Novo Mundo. São Paulo: Record,
2003.
GRUZINSKI, Serge. O Pensamento Mestiço. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
KARNAL, Leandro. Estados Unidos: a formação da Nação. São Paulo: Contexto, 2001.
ROMERO, José Luis. América Latina: as cidades e as idéias. Rio de Janeiro: Editora da
UFRJ, 2004.
TODOROV, Tzvetan. A Conquista da América. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
Tópicos Especiais em América Latina 2 – 60h
Ementa: Analisar os conflitos ambientas, dando ênfase nos países da América Latina.
Perceber, também, as relações entre o meio ambiente, as políticas públicas de preservação
ou não, as formações étnicas, os interesses econômicos e as relações com a ecologia: suas
formas de degradação ambiental e o impacto ambiental com o surgimento da economia
capitalista. Estudar as lideranças católicas e suas ideologias no impacto dos conflitos
ambientais, principalmente nas áreas de preservação e assentamentos indígenas na
América Latina.
Bibliografia Básica:
ACOT, Pascal. História da Ecologia. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
BURSZTYN, Marcel. Para Pensar o Desenvolvimento Sustentável. São Paulo: Cia. das
Letras, 1996.
DEAN, Warren. À ferro e fogo: a História e a devastação da Mata Atlântica. São Paulo:
Cia. das Letras, 1996.
Bibliografia Complementar:
103
BELLOTTO, Manoel Lelo e CORRÊA, Anna Maria Martinez. Bolívar e a luta pela
independência da América: ação e pensamento político‖. In: Simón Bolívar. São Paulo:
Ática, 1983 (Coleção Grandes Cientistas Sociais, 40).
DIVINE, R. A. et al. América: passado e presente. Rio de Janeiro: Nórdica, 1992.
OLIVEIRA, Lúcia Lippi. Americanos. Representações da identidade nacional no Brasil e
nos EUA. Alagoas: Editora UFMG/Humanitas, 2000.
NOIRIEL, Gérard. Repensar o Estado - nação. São Paulo: Element. s/d.
SOARES, Gabriela Pellegrino e COLOMBO, Sylvia. Reforma Liberal e Lutas
Camponesas na América Latina: México e Peru nas últimas décadas do século XIX e
princípios do XX. São Paulo: Humanitas FFLCH/USP, 1999.
Tópicos Especiais em História do Trabalho e dos Trabalhadores – 60h
Ementa: Num primeiro momento, realiza-se a introdução aos fundamentos teóricometodológicos das categorias ―trabalho‖ e ―classe‖ a partir da leitura de clássicos da
filosofia, das ciências sociais e da história. Num segundo momento, objetiva-se discutir o
modo como estas categorias apresentam-se na produção historiográfica mais recente.
Bibliografia Básica:
LINEBAUGH, Peter e REDIKER, Marcus. A hidra de muitas cabeças: marinheiros,
escravos, plebeus e a história oculta do Atlântico revolucionário. Tradução de Berilo
Vargas. São Paulo: Cia. das letras, 2008.
LUKÁCS, Georg. História e consciência de classe: estudos sobre a dialética marxista.
Tradução de Rodnei Nascimento e revisão de Karina Jannini. São Paulo: Martins Fontes,
2003.
MARX, Karl. El capital – crítica de La Economia Política. Tradução de Wenceslao Roces.
México: Fondo de Cultura Económica, 1975.
Bibliografia Complementar:
ANTUNES, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaios sobre a afirmação e a negação do
trabalho. 3 ed. São Paulo: Boitempo, 2000.
BRAVERMA, Harry. Trabalho e capital monopolista: a degradação do trabalho no século
XX. Tradução de Nathanael Caixeir. Rio de Janeiro: Zahar, 1977.
HOBSBAWM, Eric. Mundos do trabalho. 2 ed. Tradução de Waldea Barcellos e Sandra
Bedran, com revisão técnica de Edgar de Decca e Michael Hall. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1987.
THOMPSON, Edward P. Tempo, disciplina de trabalho e o capitalismo industrial. In:
Costumes em comum: estudos sobre cultura popular tradicional. Tradução de Rosaura
Eichemberg. São Paulo: Cia. das Letras, 1998, (pp. 267/304).
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. Tradução de Pietro
Nassetti. São Paulo: Martin Claret, 2002.
Tópicos Especiais em História Indígena 1 – 60h
Ementa: Estudo do transcurso histórico e cultural das sociedades indígenas no atual
território brasileiro, desde os primeiros grupos de caçadores-coletores do período
104
Paleoíndio até os tempos atuais, a saber: a) os índios antes do contato com os europeus; b)
a conquista ibérica dos índios no Brasil; c) os índios no contexto do Brasil moderno; d) a
presença indígena no atual território brasileiro.
Bibliografia Básica:
HAUBERT, M. Índios e jesuítas no tempo das Missões. São Paulo: Cia. das Letras, 1990.
LÉVI-STRAUSS, C. Tristes trópicos. Trad. Rosa Freire D'Aguiar. São Paulo: Cia. Das
Letras, 1996.
KERN, A. A. Descoberta e colonização da América: impactos e contatos entre as
sociedades indígenas e européias. América 92: 5 séculos de história, 500 anos de luta.
Porto Alegre: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 1992. p. 3-6.
Bibliografia complementar:
BOM MEIHY, J. C. S. Canto de Morte Kaiowá : história oral de vida. São Paulo:
Loyola,1991.
CUNHA, M. C. da (org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: FAPESP/SMC/Cia
dasLetras, 1992.
FERNANDES, F. Organização social dos Tupinambás. São Paulo: Difel, 1963.
GOMES, M. P. Os índios e o Brasil: ensaio sobre um holocausto e sobre uma nova
possibilidade de convivência. 2. ed. Petrópolis : Vozes, 1991.
MONTEIRO, John M. Negros da terra. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.
Tópicos Especiais em História Medieval 1 – 60h
Ementa: Estudar as relações política, social, econômica e cultural que durante a idade
média foram, a partir de conflitos e adaptações, constituindo a estrutura da Igreja Católica
Romana. As temáticas abordadas perpassam a formação da hierarquia eclesiástica na Alta
Idade Média; o monasticismo alto medieval; Conflitos entre Igreja Romana e Igreja
Ortodoxa bizantina; Relação entre Igreja e Império Carolíngio; Reforma e sacralização da
Igreja nos séculos XI e XII; O cristianismo do século XII: as ordens mendicantes e o
mundo urbano; relação entre cristãos e muçulmanos; limites e contestação do cristianismo;
A relação entre Estado e Igreja no final da Idade Média; a reforma protestante.
Bibliografia básica:
CAVALLO, Guglielmo e CHARTIER, Roger (org.). História da leitura no mundo
ocidental. V.1. São Paulo: Atica, 2002.
CHARTIER, Roger. A história cultural. Entre práticas e representações. São Paulo:
Editora Difel, s/d.
LE GOFF, Jacques. O maravilhoso e o quotidiano no Ocidente Medieval. Lisboa: Edições
70, 1985.
Bibliografia complementar:
BROWN, Peter. Santo Agostinho. Uma Biografia. Rio de janeiro: Recorde, 2005.
ELIADE, Mircea. Mito e realidade. São Paulo: Perspectiva, 1998.
FRANCO JUNIOR, Hilário. A Idade Média. Nascimento do Ocidente. São Paulo:
Brasiliense, 2001.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1978.
105
LE GOFF, Jacques e SCHIMITT, Jean-Claude. Dicionário temático do Ocidente medieval.
Bauru: EDUSC, 2002
Tópicos Especiais em História Moderna 1 – 60h
Ementa: Estudos obre a formação e o desenvolvimento das ideias e mentalidades no
mundo moderno, em seus três períodos fundamentais: Renascimento, Barroco e
Iluminismo.
Bibliografia Básica:
HELLER, Agnes. O homem do Renascimento. Lisboa: Presença, 1982.
VILLARI, Rosario (org.). O homem Barroco. Lisboa: Presença, 1995.
VOVELLE, Michel (org.). O homem do Iluminismo. Trad. Maria Georgina Segurado.
Lisboa: Presença, 1997.
Bibliografia Complementar:
ARIÉS, Philippe e CHARTIER, Roger. História da Vida Privada volume 3: Da
Renascença ao século das Luzes. 11ª reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural
francesa. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Graal, 1996.
DELUMEAU, Jean. História do Medo no Ocidente 1300-1800. Uma cidade sitiada. 2ª
reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
KOYRÉ, Alexandre. Do mundo fechado ao universo infinito. 4ª ed. Rio de Janeiro:
Forense, 2006.
MARAVALL, José Antonio. A cultura do Barroco. Análise de uma estrutura histórica.
São Paulo: EdUSP, 1997.
Tópicos Especiais em História Patrimônio Histórico-Cultural – 60h
Ementa: Memória e Patrimônio – a construção dos legados na História. Histórico,
conceitos e concepções de patrimônio. Patrimônios e Identidades – formação de sistemas
simbólicos e representações. Patrimônio histórico-cultural do Brasil – problemas e
perspectivas. Histórico da políticas patrimoniais no Brasil. Patrimônios e representações –
experiências dentro e fora das esferas do Estado. Educação patrimonial – práticas e
experiências.
Bibliografia básica:
BOSI, Ecléa. emória e sociedade: lembrança de velhos. São Paulo: T. A. Queiroz, 1979.
CASTRIOTA, Leonardo Baci. atrim nio cu tura : conceitos, políticas, instrumentos. São
Paulo: Annablume; Belo Horizonte: IEDS, 2009.
LEMOS, Carlos A. C. que é patrim nio histórico. Coleção Primeiros Passos, V. 51. São
Paulo: Editora Brasiliense, 1981.
Bibliografia complementar:
CASTRO, Sonia Rabelo de. estado na preservaç o de ens cu turais. Rio de Janeiro:
Livraria e Editora Renovar, 1991.
106
CHOAY, Françoise. A a egoria do patrim nio. São Paulo: Editora UNESP, 2001.
CURY, Isabelle. (org.). Cartas Patrimoniais. Rio de Janeiro: IPHAN, 2000.
FONSECA, Maria Cecília Londres.
patrim nio em processo. Rio de Janeiro:
UFRJ/IPHAN, 1997.
GON ALVES, José Reginaldo Santos. A retórica da perda. Rio de Janeiro: Editora
UFRJ/MINC-IPHAN, 2002.
Tópicos Especiais em Teoria e Metodologia em História – 60h
Ementa: O objetivo da disciplina é apresentar temas diversos relacionados à pesquisa
histórica e problematizar os seus processos. Também reforçar a aplicação do método
histórico através da leitura de historiografias específicas, análise e crítica de fontes de
diferentes tipologias, lugares e temporalidades e oficina de projetos.
Bibliografia Básica:
ARÓSTEGUI, Julio. A Pesquisa Histórica: teoria e método. Bauru: Edusc, 2006.
CARDOSO, Ciro Flamarion; BRIGNOLI, Hector Pérez. Os Métodos da História. Rio de
Janeiro: Edições Graal, 2002.
CERTEAU, Michel de. A Escrita da História. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.
Bibliografia Complementar:
ARAÚJO, Emanuel. A construção do livro: princípios técnicos de editoração. Rio de
Janeiro: Editora Nova Fronteira; Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1986.
ECO, Humberto. Como se faz uma tese. São Paulo: Editora Perspectiva, 1997.
MATTAR, João. Metodologia Científica na Era da Informática. São Paulo: Editora
Saraiva, 2005.
PINSKY, Carla (org). Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2008.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Editora
Cortez, 2002.
107
XIV- Ordenamento Curricular
CURSO
HISTÓRIA
HABILITAÇÃO
*****
TURNO
NOTURNO
ANO DO PROJETO PEDAGÓGICO
2015
MODALIDADE
LICENCIATURA
1º Semestre
Carga Horária
Semanal Teórica Prática
História Antiga
4
40
20
Antropologia Cultural
2
20
10
Teoria Sociológica
2
20
10
Organização do Trabalho Acadêmico
4
40
20
Introdução aos Estudos Históricos
4
40
20
Profissão Docente
4
40
20
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE
Disciplina
Total
60
30
30
60
60
60
300
2º Semestre
Carga Horária
Disciplina
Semanal Teórica Prática
História Medieval
4
40
20
Historiografia Geral
4
40
20
Metodologia do Ensino de História
4
40
20
Política e organização da Educação Básica
4
40
27
no Brasil
ELETIVA
4
40
20
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE
Total
60
60
60
67
60
307
3º Semestre
Carga Horária
Disciplina
Semanal Teórica Prática
Projeto Integrador 1: Fontes Manuscritas e
2
0
40
Impressas
História do Brasil 1
4
40
20
História da América 1
4
40
20
História Moderna
4
40
20
Historiografia Brasileira
4
40
20
Desenvolvimento e Aprendizagem
4
40
27
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE
Total
40
60
60
60
60
67
347
108
4º Semestre
Carga Horária
Disciplina
Semanal Teórica Prática
Projeto Integrador 2: Fontes Iconográficas e
2
0
40
Fotográficas
História do Brasil 2
4
40
20
História da América 2
4
40
20
Teoria da História
4
40
20
Métodos da História
4
40
20
Planejamento, Currículo e Avaliação da
4
40
27
Aprendizagem
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE
Total
40
60
60
60
60
67
347
5º Semestre
Carga Horária
Disciplina
Semanal Teórica Prática
Projeto Integrador 3: Fontes Orais
2
0
40
História Contemporânea 1
4
40
20
História do Brasil 3
4
40
20
Técnicas de Pesquisa
4
40
20
Projeto Pedagógico, Organização e Gestão
4
40
27
do Trabalho Escolar
Estágio Supervisionado I
100
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE
Total
40
60
60
60
67
100
387
6º Semestre
Carga Horária
Disciplina
Semanal Teórica Prática
Projeto Integrador 4: Fontes Audiovisuais
2
0
40
História Contemporânea 2
4
40
20
História do Brasil 4
4
40
20
História de Alagoas 1
4
40
20
ELETIVA
4
40
20
Estágio Supervisionado II
100
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE
Total
40
60
60
60
60
100
380
7º Semestre
Carga Horária
Disciplina
Semanal Teórica Prática
Projeto Integrador 5: Fontes Digitais
2
0
40
História da África 1
4
40
20
História de Alagoas 2
4
40
20
Arquivos e Museus
5
27
40
Libras
4
40
20
Estágio Supervisionado III
100
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE
Total
40
60
60
67
60
100
387
109
8º Semestre
Carga Horária
Disciplina
Semanal Teórica Prática
História da África 2
4
40
20
História Indígena
4
40
20
ELETIVA
4
40
20
Seminário de Trabalho Acadêmico 1
4
40
20
Estágio Supervisionado IV
100
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE
Total
60
60
60
60
100
340
9º Semestre
Carga Horária
Disciplina
Semanal Teórica Prática
Seminário de Trabalho Acadêmico 2
4
40
20
ELETIVA
4
40
20
CARGA HORÁRIA TOTAL DO SEMESTRE
Total
60
60
120
Carga Horária
Disciplinas do curso
2915 horas
Estágio Supervisionado
400h
Atividades acadêmicas, científicas e culturais (parte flexível)
200h
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
120 horas
Carga Horária total do Curso
3235 horas
110
XV- Atividades Complementares
O Curso de História Licenciatura prevê um total de 200 horas em atividades
complementares, distribuídas entre os 9 semestres letivos. Estas atividades podem ser
realizadas em forma de participação em seminários, congressos, encontros e cursos de
extensão, palestras, visitas a instituições de pesquisa e arquivos com apresentação de
relatórios etc.
Poderão ainda ser consideradas como atividades acadêmicas complementares as
aulas práticas realizadas fora do ambiente das salas de aula da Universidade, quer sejam
uma complementação dos conteúdos ministrados ou, dependendo da natureza de cada
disciplina, um conteúdo totalmente novo, ministrados em um ambiente propício para o
aproveitamento pleno de tal evento, como por exemplo, Museus, Arquivos, Bibliotecas,
Institutos de Pesquisa, Galerias de Arte etc., desde que exista um plano de trabalho a ser
executado pelo professor e que seja exigida a frequência dos alunos em tal evento. As
viagens de estudo a municípios ou cidades históricas, alagoanas ou de qualquer outra
região do Brasil, também farão parte das Atividades Complementares, desde que
comprovada a sua importância para a qualificação ou aperfeiçoamento dos conteúdos
ministrados, e que esse trabalho seja coordenado por professores, de forma inter ou
multidisciplinar, homologado pelo Colegiado ou pela Coordenação.
111
XVI- Avaliação
O sistema de avaliação do Projeto Pedagógico do Curso História Licenciatura é
realizado em três dimensões: (a) avaliação do corpo discente; (b) do corpo docente e (c) do
próprio Projeto Pedagógico do Curso.
a) O sistema de avaliação do corpo discente observa o disposto na Resolução n° 25/2005
CEPE, de 26 de outubro de 2005, Arts 11 a 18.
b) O sistema de avaliação do corpo docente, busca identificar uma certa combinação entre
teoria da História e teoria da Educação utilizadas no processo ensino-aprendizagem pelo
profissional em Ciência da História e assume o fato de que:
O essencial da crítica é direcionado a um ensino que os autores, de
modo geral, denominam ―tradicional–positivista‖ por se tratar de um
modelo que: concebe a história como ciência especializada no estudo
do passado; trabalha com uma noção de tempo histórico evolucionista,
linear, homogêneo, episódico e determinista, rumo ao progresso
inevitável; propõe a construção do Estado-nação e da identidade
nacional através de uma memória unívoca e do legado de um passado
visto na sua homogeneidade, sem diferenças étnicas, contradições ou
conflitos sociais; acredita na neutralidade científica e oferece um
conhecimento histórico pronto, sem compromisso com a vivência dos
alunos; apresenta os conteúdos fragmentados em fatos, idealizados
pelas biografias de homens ilustres, cujos modelo e viés são ocidentais
e, principalmente, eurocêntricos; privilegia a transmissão-assimilação
dos conteúdos na sua factualidade, não oportunizando que o aluno
construa referenciais para pensar o processo histórico e perceber-se
como sujeito da história. (CAIMI, 2001, p. 180)
Concretizar-se, portanto, mediante a elaboração de determinados instrumentos de
avaliação (questionários, censo estatístico de autores e bibliografias empregados, produção
científica, análise do uso de métodos didático-pedagógicos etc.) que permitam observar e
constatar uma atitude diversa da anteriormente criticada. Por exemplo, valorizando do
desenvolvimento do ensino-aprendizagem os homens como sujeitos da História;
entendendo a História como um processo global múltiplo, cheio de contradições e
conflitos; trabalhando com a categoria de ―multiplicidade do tempo histórico‖; enfatizando
o caráter científico da História, seu sentido instrumental para a compreensão e
interpretação da realidade e caracterizando a História-problema, quer dizer, a História que
112
seja significativa para os alunos na sua experiência atual; uma vez que “pensar
historicamente significa recuperar as relações que se estabeleceram entre os grupos
humanos no desenvolvimento de suas atividades, nos diferentes tempos e espaços,
perce endo permanências, mudanças, seme hanças, diferenças e simu taneidades”
(CAIMI, 2001, p. 182-3)
c) O sistema de avaliação do Projeto Pedagógico do Curso contextualizado no espírito da
instituída ―Década da Educação‖ (LDBEN, Título IX, Art. 87) e ―em sintonia com a
Declaração Mundial sobre a Educação para Todos‖ (§ 1º), institucionalmente, e uma vez
que, de modo geral, a ―duração exigida como completa, jamais situa a conclusão da
maioria dos cursos de graduação de ensino superior abaixo de 3 anos e o número de 4 anos
tem sido uma constante para a delimitação dos cursos de graduação no Brasil‖ (Parecer n°
28/2001 CNE/CP), deverá acontecer em um prazo cronológico frequente de 3 ou 4 anos,
enfatizando, entre outras coisas, a organização didático-pedagógica (administração
acadêmica, projeto do curso, atividades acadêmicas articuladas ao ensino de graduação), o
corpo docente (formação profissional, condições de trabalho, atuação e desempenho
acadêmico e profissional) e infra-estrutura (instalações gerais, biblioteca, instalações e
laboratórios específicos), sem esquecer que, nesta nova concepção de Universidade e de
Unidade Acadêmica onde o Curso de História Licenciatura acontece, ―O único juiz
legítimo desta consecução é a gente do povo, não os estudantes nem os professores, mas a
própria população cujas necessidades e carências se procura suprir‖ (RIBEIRO, 1991, p.
268). Cabe ao Colegiado do Curso a sistematização deste processo de avaliação, e ao
Coordenador de Curso, ou a Grupo de Trabalho nomeado pelo Colegiado para este fim, sua
execução.
113
XVII- Referências Bibliográficas
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Humana. Rio de Janeiro: Forense, 1995.
BLOCH, Marc. Apologia da História, ou O Ofício do historiador. São Paulo: Zahar, 2001.
CAIMI, Flávia Eloísa. Conversas e Controvérsias: o ensino de História no Brasil (19801998). Passo Fundo: Universidade de Passo Fundo, 2001.
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Meio ambiente e ensino de História. In: História
& Ensino. Londrina, PR. v. 9, 2003, pp. 63-96.
___________. Ensino de História. Fundamentos e Métodos. São Paulo, 3ª Edição, Cortez,
2009.
BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas. Magia e Técnica, Arte e Política. 7ª ed. Vol. 1.
São Paulo, Brasiliense, 1994.
CHAUÍ, Marilena. Escritos sobre a Universidade. São Paulo: UNESP, 2001.
COLLINGWOOD, R.G. Idea de la Historia. México: Fondo de Cultura Económica, 1993.
DOSSE, François. A História em migalhas: dos Annales à Nova História. São Paulo:
EdUNICAMP, 1994.
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Editora, 2001.
CASTANHO, S, e CASTANHO, M.E.L.M. (Org.). O que há de novo na Educação
Superior: do projeto pedagógico à prática transformadora. Campinas, SP: Papirus, 2000.
DUBY, Georges. A História continua. Rio de Janeiro: Zahar, 1993.
DE CERTEAU, Michel. A invenção do cotidiano. 1. Artes de fazer. Trad. Ephraim
Ferreira Alves. 20ªed. Petrópolis. Vozes: 2013.
FONSECA, Thais Nivia de Lima e. História & Ensino de História. Belo Horizonte:
Autêntica, 2003.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes necessários à prática educativa. 20ª
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GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. Trad. Federico
Carotti. 1ª reimp. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
GOODSON, Ivor F. Currículo: teoria e história. 12ª Edição, Rio de Janeiro, Vozes, 2012.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
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2001.
114
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do tempo entendido. 4ª. Edição, Campinas, SP, Papirus, 2007.
SANTOS, Boaventura de Souza. Um Discurso sobre as Ciências. Porto: Afrontamento,
2008.
TARDIF, M. Saberes Docentes e Formação Profissional. Petrópolis, RJ, Vozes, 2002.
VEIGA, I.P.A. ―Projeto Político-Pedagógico: continuidade ou transgressão para acertar?‖.
VEYNE, Paul. O inventário das diferenças. Lisboa: Gradiva, 1989.
NORMAS E LEGISLAÇÃO:
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 03 PROGRAD/Fórum dos Colegiados, de 20 de
setembro de 2013 - Dispõe sobre os procedimentos para reformulação dos projetos
pedagógicos dos cursos de graduação da UFAL.
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 02 PROGRAD/Fórum das Licenciaturas, de 27 de
setembro de 2013 - Disciplina a construção de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) nos
cursos de graduação da UFAL;
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01 PROGRAD/Fórum dos Colegiados - Disciplina a
redução da carga horária de estágio curricular supervisionado para os alunos dos cursos de
Licenciatura da UFAL que exercem atividade docente regular na Educação Básica.
RESOLUÇÃO Nº 52/2012-CONSUNI/UFAL – Dispõe sobre o Núcleo Docente
Estruturante – NDE no âmbito da UFAL.
Parecer CONAES N° 4, de 17 de junho de 2010 - Dispõe sobre o Núcleo Docente
Estruturante – NDE;
Portaria nº 2.678/02 – Política Nacional de Ed. Especial na perspectiva da Ed. Inclusiva.
Lei 10.639 - Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no
currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura
Afro-Brasileira", e dá outras providências.
Lei 11.645 - Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no
currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática ―História e Cultura AfroBrasileira e Indígena;
Resolução nº 1, DE 17 DE JUNHO DE 2004. - Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura AfroBrasileira e Africana.
Decreto n. 5.626 de 22 de dezembro de 2005 - Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril
de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no
10.098, de 19 de dezembro de 2000.
Lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002 - Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e
dá outras providências;
Lei Nº 12.319, de 1º de setembro de 2010 - Regulamenta a profissão de Tradutor e
Intérprete da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS;
Decreto nº 5.296/04 - Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que
dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de
2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade
das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras
providências;
Resolução CNE/CP 1 de 18 de fevereiro de 2002 -Institui Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de
licenciatura, de graduação plena;
115
Resolução CNE/CES n. 02/2007 - Dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos
relativos à integralização e duração dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade
presencial;
Portaria Normativa n. 40 de 12/12/2007 Institui o e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de
trabalho e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação, avaliação e
supervisão da educação superior no sistema federal de educação, e o Cadastro e-MEC de
Instituições e Cursos Superiores e consolida disposições sobre indicadores de qualidade,
banco de avaliadores (Basis) e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE)
e outras disposições .
Lei 9.795, de 27 de abril de 1999 - Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política
Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.
Decreto n. 4.281 de 25 de junho de 2002, Regulamenta a Lei no 9.795, de 27 de abril de
1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras providências.
Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, regulamenta o art. 80 da Lei nº 9.394, de 20
de dezembro de 1996 (LDB). (Oferta de disciplinas semipresenciais)
Cadastro de denominações consolidadas para Cursos de Graduação (bacharelado e
licenciatura) do Ministério da Educação.
Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura do MEC.
Referenciais de Acessibilidade na Educação Superior e a Avaliação in Loco do Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
PARECER CNE/CP N.º 09/2001, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de
Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação.
Resolução Nº 25/2005 - CEPE, de 26 de outubro de 2005, institui e regulamenta o
funcionamento do Regime Acadêmico Semestral nos Cursos de Graduação da UFAL, a
partir do ano letivo de 2006.
Resolução nº 113/95 – CEPE, de 13 de novembro de 1995, estabelece normas para o
funcionamento da parte flexível do sistema seriado dos cursos de graduação.
Plano de Desenvolvimento Institucional da UFAL 2013-2017.
Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, conforme disposto
na Lei N° 12.764, de 27 de dezembro de 2012.
116
ANEXOS
I
Quadro 1 – Alunos Formados no Curso História/Licenciatura
Ano
Anual
(Noturno)
Anual (Diurno) Semestral
1997
02
-
1998
05
04
1999
14
05
2000
58
23
2001
16
09
2002
48
28
2003
54
32
2004
45
27
2005
40
30
2006
55
32
-
2007
30
16
-
2008
32
17
-
2009
20
37
-
2010
-
-
04
2011
-
-
05
2012
-
-
12
2013
1
-
16
2014
1
1
49
2015
-
-
7
Total
2
1
91
Não Existia
Fonte: Relatório NTI/UFAL de 2010 a 2015.1 - Curso História/Licenciatura – semestral. Acesso em 10/05/2015.
117
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL
Centro de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Licenciatura e Bacharelado em História
Resolução para Trabalho de Conclusão de Curso
REGULAMENTA NORMAS PARA A
ELABORAÇÃO DO TCC (TRABALHO
DE CONCLUSÃO DE CURSO) DO
CURSO
DE
GRADUAÇÃO
EM
HISTÓRIA DA UFAL.
O COLEGIADO DO CURSO DE HISTÓRIA da Universidade Federal de
Alagoas – no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pelo ESTATUTO e
REGIMENTO GERAL da UFAL de acordo com a deliberação tomada, por ampla maioria,
na sessão ocorrida em 05 de novembro de 2010;
CONSIDERANDO que o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um requisito
indispensável para a colação de grau do Curso de História e obtenção do diploma de
Licenciado e/ou Bacharel na UFAL, tendo como finalidade aproximar o aluno da pesquisa,
suas concepções e condições de produção, além de permitir o conhecimento e a reflexão
sobre o processo de produção na historiografia;
R E S O L V E:
Art. 1º - Regulamentar as normas para a elaboração e produção do Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC) do Curso de História da Universidade Federal de Alagoas,
conforme esteja definido nesta Resolução.
Art. 2º - O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) deverá adquirir ao longo do
curso o formato de Projeto de Pesquisa que deverá obedecer às regras de produção do
trabalho científico e ser apresentado à Coordenação de TCC do Curso de História em
forma de monografia, ou artigo para publicação, durante o último ano do curso,
correspondente aos sétimos e oitavos períodos letivos, conforme as normas aprovadas pelo
Colegiado do respectivo Curso de Graduação.
§ 1° - Caberá aos TCCs as seguintes regras BÁSICAS de elaboração:
- O Trabalho deverá estar inserido nas normas da ABNT atualizadas;
- O Trabalho constará em sua estrutura metodológica início, desenvolvimento e
conclusão das ideias, fazendo referência às hipóteses ou ao problema a ser discutido
pela monografia;
- O Trabalho deverá conter suas Referências Bibliográficas, com indicação de Fontes
Primárias e Secundárias, se assim houver;
- O Trabalho deverá realizar a discussão do problema apresentado;
- A Ata de Defesa deverá estar agregada à monografia, constando entre as primeiras
páginas.
Art. 3° - A elaboração do trabalho deverá ser feita individualmente.
Art. 4° - O tema da pesquisa será definido pelo orientando, preferencialmente, em
conformidade com as linhas de pesquisa do orientador e do Curso de História.
118
Art. 5° - Não mais serão aceitos como TCC as revisões da historiografia sem uma
referência analítica e crítica das produções atuais, e/ou relatos de caso sem fundamentação
documental, porque estas formas de trabalho são compreendidas como modelos que
antecedem ao desenvolvimento de pesquisa, elaborada de acordo com o método científico
e com o Projeto Pedagógico do Curso.
Art. 6° - O orientador deverá fazer parte obrigatoriamente do quadro de docentes
do Curso de História ou de outros Cursos da UFAL, se o colegiado ou o coordenador do
curso permitir.
§ 1° - Caso não haja possibilidade de orientação por docente do curso, o aluno
deverá procurar a Coordenação do TCC, que indicará possíveis orientadores entre os
docentes do quadro do ICHCA, sendo exigido a titulação de Mestre ou Doutor para exercer
o papel de orientador.
§ 2° - Caso o docente não seja Mestre ou Doutor só poderá ser co-orientador.
§ 3° - Docente de outra instituição poderá ser co-orientador de Trabalho de
Conclusão de Curso de aluno da UFAL, sendo necessário enviar o seu currículo à
Coordenação do TCC, que o avaliará e autorizará (ou não) o pleiteante a ser co-orientador
e, neste caso, o projeto de pesquisa deverá ser apresentado junto ao currículo.
Art. 7° - A Coordenação do TCC, eleita pelo Colegiado do Curso a cada 12 meses,
acompanhará os trabalhos, organizando seminários de apoio, com a presença obrigatória
do orientador e mais docentes, em datas previamente definidas.
§ 1° - Caberá ao coordenador do TCC somente a obrigatoriedade de auxiliar e
observar os trabalhos de monografia, promover o bom andamento do TCC quer seja por
parte do orientando, quer seja por parte do orientador. Também caberá a este coordenador
informar e deixar disponíveis aos alunos as normas da ABNT, as regras de produção
monográficas do Curso, o modelo de Ata, as datas anuais para a produção do TCC e um
cronograma de atividades (seminários, palestras, etc.) para auxiliar as necessidades do
bom desempenho das monografias.
Art. 8º - Ao discente que não for aprovado, no prazo determinado, não será
permitida a colação de grau na data prevista pelo Departamento de Registro e Cadastro
Acadêmico (DRCA) e Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD).
Parágrafo Único - A colação de grau somente será permitida, em data posterior,
após a apresentação final do TCC.
Art. 9º - Cada docente poderá orientar, no máximo, 8 (oito) trabalhos.
Art. 10 - Serão aceitos como TCC projetos de pesquisa de iniciação científica,
vinculados às agências de fomento tais como CNPQ e FAPEAL, concluídos em outras
etapas do curso, desde que encaminhados para publicação ou publicados durante o sétimo
ou oitavo período.
§ 1° - No caso de projetos de pesquisa não vinculados às agências de fomento,
somente serão aceitos se encaminhados para publicação ou publicados durante o último
período do curso.
§ 2° - A comprovação da publicação, ou o seu aceite em revista indexada, garantirá
a nota máxima (dez), sendo o aluno dispensado da avaliação por banca examinadora do
TCC.
§ 3° - A publicação em revista não indexada garantirá a aprovação, somente após a
apresentação oral dos resultados e avaliação do artigo por uma banca examinadora.
Art. 11 – Em caso de Banca Examinadora, esta será constituída pelo orientador e
02 (dois) docentes indicados pelo orientador, os quais serão informados à Coordenação do
TCC.
§ 1° - Caberá ao orientador optar pela apresentação dos TCCs de seus orientandos.
119
§ 2° - Excluindo-se a possibilidade da Apresentação de Banca do TCC, os trabalhos
serão avaliados por uma comissão formada como determina o caput deste artigo, cabendo a
nota ser divulgada em prazo estabelecido pelo Colegiado.
§ 3° - Os trabalhos reprovados serão novamente enviados para a correção de suas
indicativas sugeridas pela Banca, tendo o aluno tempo hábil para sua devida correção e
indicado novamente a um professor para sua segunda avaliação.
Art. 12 - O Discente será considerado aprovado (ou não), conforme nota conferida
pela banca examinadora, sendo atribuída nota de valor quantitativo, variando de 0 (zero) a
10 (dez), por cada examinador, onde a nota final resultará da média aritmética das 03 (três)
notas atribuídas.
§ 1° - Considera-se aprovado o TCC que obtiver nota maior ou igual a 7 (sete),
conforme dispõe o Regimento Geral da UFAL.
§ 2° - Discentes cujos TCCs não forem aprovados somente poderão colar o grau e
obter o diploma de licenciado ou Bacharel após reapresentarem a monografia ou artigo e
este ser aprovado, observando-se as disposições legais em vigor.
§ 3º - Casos de plágios serão motivos para reprovação, cabendo ao aluno refazer
seu TCC, se isto for acordado pela banca examinadora, e esta estipulará prazos para nova
apresentação.
Art. 13 – Caso o orientador considere importante, caberá ao discente apresentar
pôster ou fazer apresentação oral no Congresso Acadêmico da UFAL ou em outro evento
científico, correspondente ao TCC, sendo exposto em conjunto com os dos demais alunos,
cujo certificado da apresentação deverá ser entregue à Coordenação do TCC.
Art. 14 - A apresentação final deverá corresponder à forma de artigo científico,
conforme as normas da revista a ser escolhida para publicação pelo orientador.
Art. 15 – A Coordenação de TCC apresentará, ao Colegiado de Curso, o Trabalho
de Conclusão que tirou nota máxima e recebeu, por parte da banca avaliadora, indicação
para publicação no edital para publicação de TCCs, elaborado pela Pró-Reitoria Estudantil.
Art. 16 - Deverão ser entregues à Coordenação do TCC 02 (duas) cópias impressas
do trabalho, para envio à Biblioteca Central, e 01 (uma) cópia digitalizada em CD.
Art. 17 - Esta Resolução entrará em vigor nesta data, revogadas todas as
disposições em contrário.
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Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Licenciatura & Bacharelado em História
Resolução para o Programa de Monitoria
REGULAMENTA NORMAS PARA
AS ATIVIDADES DE MONITORIA
DO CURSO DE HISTÓRIA DA
UFAL
Os Colegiados dos cursos de História da Universidade Federal de Alagoas – no uso
de suas atribuições legais que são conferidas pelo ESTATUTO e REGIMENTO GERAL
de acordo com a deliberação tomada, por ampla maioria, na sessão ocorrida em 23 de maio
de 2011.
Considerando o programa de MONITORIA com parte integrante da formação
discente para aprimoramento das atividades de ensino, pesquisa e extensão;
RESOLVE:
I – Da Natureza do Programa
Art. 1º. O programa de monitoria desta I.E.S., conforme Resolução nº 55/2008CONSUNI/UFAL, de 10 de novembro de 2008, tem por objetivo:
§1º – Contribuir para a qualidade de formação dos estudantes através da mediação
dos monitores nos processos pedagógicos, criando condições para o aprofundamento
teórico e para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à atividade docente.
§2º – Criar condições de aprofundamento de conteúdos teóricos e para o
desenvolvimento de habilidades relacionadas à atividade docente.
§3º – Contribuir para a melhoria do ensino de graduação, participando da
implementação de novas práticas e experiências pedagógicas.
Art. 2º. O programa de monitoria é efetivado sob duas modalidades: com bolsa e
sem bolsa.
II – Das Funções do Monitor
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Art. 3º. Cabe ao monitor:
§1º– o auxílio em atividades como preparação de aulas e trabalhos teóricos ou
práticos, bem como o acompanhamento de pequenos grupos de trabalho;
§2º– a facilitação do relacionamento professor-aluno,
desenvolvimento de atividades, elucidando dúvidas dos alunos;
acompanhando
o
§3º – auxiliar o(s) professor(es) em tarefas didáticas, inclusive na preparação de
materiais de aulas e trabalhos;
§4º – conhecer a Resolução nº 55/2008- CONSUNI/UFAL, de 10 de novembro de
2008;
§5º – apresentar relatórios (parcial e final) das atividades de monitoria.
III – Das Funções do Professor-Orientador
Art. 4º. Cabe ao Professor-Orientador:
§1º– participar da elaboração do plano de monitoria do curso (definição das
atividades, cronograma e carga horária);
§2º – participar do processo de seleção dos monitores;
§3º – elaborar um roteiro de atividades;
§4º – orientar e assistir o monitor em suas atividades específicas, fornecendo-lhe
subsídios ao desenvolvimento das mesmas acompanhando o cumprimento dos seus deveres
de acordo com sua formação;
§5º – organizar, com o monitor, horário de trabalho que favoreça a prática da
monitoria, sem prejuízo da sua presença na sala de aula das disciplinas em que estiver
matriculado no semestre e em outras atividades necessárias à sua formação acadêmica;
§6º – controlar a freqüência do monitor nas atividades;
§7º– a estes objetivos somam-se os previstos na Resolução nº 55/2008CONSUNI/UFAL, de 10 de novembro de 2008;
§8º – se responsabilizar em disponibilizar ao monitor uma cópia da Resolução
supracitada.
IV- Da Coordenação de Monitoria
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Art. 5º. O Coordenador de Monitoria será escolhido pelos colegiados do curso no
início de cada ano letivo, podendo se reconduzido na função por tempo indeterminado.
Art. 6º. Cabe ao coordenador de Monitoria:
§1º – Realizar a seleção dos professores candidatos a bolsa de monitoria.
§2º– Elaborar o edital de monitoria para discentes, afixando-os publicamente na
unidade acadêmica.
§3º– Montar, acompanhar e divulgar os resultados do processo de seleção de
monitoria para os discentes;
§4º – Disponibilizar informações sobre as atividades das monitorias quando for
solicitado pela coordenação, pela coordenação de monitoria da unidade acadêmica e pela
PROGAD.
§5º – Realizar o acompanhamento e avaliação da atividade de monitoria, reunindo os
relatórios de atividades e encaminhando ao setor responsável.
§6º–Cumprir os itens exigidos por esta resolução.
V – Das Áreas Temáticas
Art. 7º. O programa de monitoria do curso terá como base a divisão equitativa das
bolsas por áreas de concentração, respeitando a seguinte divisão:
Setor I – Teorias, Métodos e Técnicas da História;
Setor II – História do Brasil, História da América e História da África;
Setor III – História Geral (Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea);
Setor IV – História e Pesquisa Regional;
Art. 8º. As bolsas encaminhadas pela PROGAD serão dividas entre os setores
temáticos, respeitando um rodízio entre os cursos de história bacharelado e licenciatura.
Art. 9º. O coordenador de monitoria do ano letivo será contemplado com uma bolsa,
excluindo o setor temático no qual o mesmo está incluído nos critérios de escolha dos
professores para aquele ano.
VI – Do Processo Seletivo Docente nas Áreas Temáticas
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Art. 10º. Caberá a(o) coordenador(a) de monitoria realizar a seleção dos docentes no
início de cada ano letivo dentro das áreas temáticas, aqueles que serão contemplados com
as bolsas ofertadas para o curso.
Art. 11º. O processo seletivo respeitará os prazos estabelecidos pela PROGRAD no
envio de informações;
Art. 12º. Estão aptos a concorrer à bolsa de monitoria os docentes que:
§1º–possuírem carga horária de ensino acima de 8 horas semanais;
§2º– terem entregado no semestre letivo de vigência da monitoria o Plano de
Atividades Acadêmicas;
§3º–terem cumprido os prazos de relatórios de monitoria nos anos anteriores.
Art. 13º. O processo seletivo se dará através de apresentação de propostas do
docente, contendo: a) formulário específico de monitoria oferecido pela Unidade
Acadêmica; b) Plano de Atividades Acadêmicas do ano anterior;
Art. 14º. No início do ano letivo, o(a) coordenador(a) de monitoria abrirá edital para
os docentes encaminharem propostas conforme o calendário institucional;
Art. 15º. De posse das propostas, a coordenação de monitoria obedecendo à
rotatividade das áreas temáticas do curso concederá, em comum acordo com os colegiados
do curso de história, os professores contemplados com as bolsas de monitoria para aquele
ano.
Art. 16º. Os itens 10º ao 15º não estão incluídos as propostas de monitoria SEM
BOLSA, que serão apenas avaliadas pelo coordenador e aprovadas em reunião de
colegiado a sua efetivação.
Art. 17º. Após 24h (vinte e quatro horas) da divulgação do resultado final, o docente
poderá recorrer da decisão através de encaminhamento de ofício a(a) coordenador(a) de
monitoria;
Art. 18º. Os presentes critérios serão reformulados e ajustados a cada 2 (dois) anos;
Art. 19º. Revogam-se as disposições em contrário.
Aprovado em 23 de maio de 2011
Colegiado do Curso de História (Bacharelado & Licenciatura)
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ANEXO IV
DOCENTES POR ÁREA DE CONHECIMENTO
Áreas: CNPq
1- Teoria e filosofia da História
Prof. Dr. Alberto Frederico Lins Caldas Filho
Profa. Dra. Arrisete Cleide Lemos Costa
Profa. Dra. Irinéia Maria Franco dos Santos
Prof. Dr. Osvaldo Batista Acioly Maciel
2- História Antiga e Medieval
Prof. José Roberto Gomes da Silva
Profa. Dra. Raquel de Fátima Parmegiani
3- História Moderna e Contemporânea
Profa. Dra. Ana Claudia Aymoré Martins
Profa. Dra. Célia Nonata da Silva
Profa. Dra. Ana Paula Palamartchuk
4- História da América (EUA e Latino-Americana)
Prof. Dr. Alberto Vivar Flores
5- História do Brasil (Colônia, Império, República e Regional)
Profa. Ms. Clara Suassuna Fernandes
Prof. Esp. José Roberto Santos Lima
Profa. Dra. Michelle Reis de Macedo (História Indígena)
Prof. Dr. Antônio Filipe Pereira Caetano
Prof. Dr. José Alberto Saldanha de Oliveira
Prof. Dr. Gian Carlo Melo
* História e Ensino
Prof. Dr. Gian Carlo Melo
Prof. Dr. Antônio Alves Bezerra
* História da África
Profa. Dra. Flávia Carvalho