Física Licenciatura
PPC_FISL_Atualização 2023.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
INSTITUTO DE FÍSICA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE FÍSICA
LICENCIATURA
Maceió/AL
Fevereiro de 2019
INSTITUTO DE FÍSICA
FÍSICA LICENCIATURA
REITORA:
Profa. Dra. Maria Valéria Costa Correia
VICE-REITOR:
Prof. Dr. José Vieira da Cruz
PRÓ-REITORA DE GRADUAÇÃO:
Prof. Dra. Sandra Regina Paz da Silva
COORDENADOR DO CURSO DE FÍSICA LICENCIATURA
Prof. Dr. Antônio José Ornellas Farias (Coordenador)
DIRETOR DO INSTITUTO DE FÍSICA:
Prof. Dr. Carlos Jacinto da Silva
COLEGIADO DO CURSO EM 2018
Membros Docentes Titulares
Prof. Dr. Antônio José Ornellas Farias (Coordenador)
Prof. Dr. Jenner Barretto Bastos Filho (Vice-Coordenador)
Prof. Dr. André Luis Baggio
Prof. Dr. Elton Malta Nascimento
Prof. Dra. Maria Socorro Seixas Pereira
Membros Docentes Suplentes
Prof. Dr. Alexandre Manoel de Morais Carvalho
Prof. Dr. Alcenício José de Jesus Silva
Prof. Dr. Pedro Valentim dos Santos
Prof. Dr. Uéslen Rocha Silva
Prof. Dr. Wagner Ferreira da Silva
Membros Técnicos-Administrativos
Cledson Calaça Cavalcante Gomes (titular)
Tiago Rodrigues Barros (Suplente)
Membros Discentes
Denilson de Morais Silva (Titular)
Danilo Ferreira da Rocha (Suplente)
5
Sumário
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO .........................................................................................................5
APRESENTAÇÃO .............................................................................................................................6
1. INTRODUÇÃO...............................................................................................................................7
1.1 Breve Histórico do IF/UFAL ........................................................................................................7
1.1.1 Um breve histórico da Licenciatura em Física no Brasil ............................................................8
1.1.2 Um breve histórico do curso de Física Licenciatura no IF/UFAL ............................................10
1.2 Contexto Regional ......................................................................................................................15
2. JUSTIFICATIVA ...........................................................................................................................15
3. PERFIL DO EGRESSO .................................................................................................................16
4. CONCEPÇÃO DO CURSO..........................................................................................................17
5. OBJETIVOS .................................................................................................................................18
5.1 Objetivo Geral ............................................................................................................................18
5.2 Objetivos Específicos .................................................................................................................18
6. ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA.............................................................................................19
7. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO......................................................24
7.1 Inovação e Qualificação..............................................................................................................24
7.2 Internacionalização......................................................................................................................25
7.3 Responsabilidade Social (Acessibilidade, Inclusão e Política de cotas).......................................25
8. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR...............................................................................................26
8.1 Proposta curricular.......................................................................................................................26
8.2 Componentes Curriculares Específicas ........................................................................................28
8.3 Dimensões Pedagógicas ...............................................................................................................28
8.4 Prática Pedagógica como Componente Curricular ......................................................................29
8.5 Estágio Supervisionado ..............................................................................................................30
8.5.1 Atividades do programa de estágio supervisionado .................................................................32
8.5.2 Reaproveitamento da Prática Profissional ................................................................................32
8.5.3 Relatório de Estágio .................................................................................................................33
4
8.6 Trabalho de Conclusão de Curso - TCC .....................................................................................33
8.7 Atividades Acadêmico-Científico-Culturais - ACC ....................................................................33
8.8 Atividades Curriculares de Extensão - ACE ...............................................................................35
8.9 Outras Temáticas Abordadas no Curso .......................................................................................41
8.9.1 Acessibilidade e Transtorno do Espectro Autista......................................................................41
8.9.2 Como é trabalhada a Educação Ambiental no Curso................................................................43
8.9.3 Como é trabalhada a Educação para Relações Étnico-raciais e Direitos Humanos no curso . . .44
8.10 Matriz Curricular ......................................................................................................................44
8.11 Disciplinas Eletivas do Curso ...................................................................................................47
9. EMENTÁRIO..............................................................................................................................45
9.1 Componentes Curriculares Obrigatórias…………………………………………………………48
9.2 Componentes Curriculares Eletivas……………………………………………………………...70
10. METODOLOGIAS DE ENSINO APRENDIZAGEM................................................................73
11. AVALIAÇÕES ............................................................................................................................74
11.1 Avaliação da Aprendizagem.......................................................................................................74
11.2 Avaliação Instituicional .............................................................................................................77
11.3 Avaliação do Pojeto pedagógico do Curso - PPC ......................................................................77
11.4 Avaliação dos Egressos .............................................................................................................78
11.5 Avaliação dos Docentes pelos Discentes ...................................................................................79
12. Infraestrutura...............................................................................................................................79
12.1 Salas de aula e Auditório...........................................................................................................79
12.2 Laboratórios...............................................................................................................................79
12.2.1 Laboratórios de Ensino de Física............................................................................................79
12.2.2 Laboratório de Instrumentação para o Ensino de Física..........................................................80
12.2.3 Laboratório de Informática para Graduação ..........................................................................80
12.3 Sala de Monitoria .....................................................................................................................80
12.4 Sala de Estudos para alunos de Graduação ...............................................................................80
12.5 Secretaria de Graduação ...........................................................................................................80
12.6 Gabinetes de Professor .............................................................................................................81
5
12.7 Bibliotecas ................................................................................................................................81
12.7.1 Biblioteca Central ..................................................................................................................81
12.7.2 Biblioteca Setorial do IF.........................................................................................................81
13. APOIO AOS DISCENTES..........................................................................................................81
13.1 Apoio acadêmico.......................................................................................................................81
13.2 Apoio estudantil.........................................................................................................................83
14. REFERÊNCIAS..........................................................................................................................84
15. APÊNDICES...............................................................................................................................88
15.1 Fluxograma do curso ................................................................................................................88
15.2 Regimento do TCC ...................................................................................................................89
4
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Mantenedora: Ministério da Educação (MEC)
Município-Sede: Brasília - Distrito Federal (DF)
CNPJ: 00.394.445/0188-17
Dependência: Administrativa Federal
Mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Código: 577
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Endereço do Campus sede:
Campus A. C. Simões – Cidade Universitária Maceió /AL
Rodovia BR 101, Km 14 CEP: 57.072 - 970
Fone: (82) 3214 - 1100 (Central)
Portal eletrônico: www.ufal.edu.br
Curso: Física Licenciatura
Autorização: Resolução Nº 15 de 24/09/1974 UFAL/CONSUNI
Reconhecimento: Portaria Nº 865/79 de 31/08/1979 – MEC
Renovação de reconhecimento: Portaria Nº 920 de 27/12/2018, publicado no D.O.U. de
28/12/2018.
Modalidade: Licenciatura Presencial
Título oferecido: Licenciado.
Turno: Noturno
Nome da Mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Campus: A. C. Simões
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço de funcionamento do curso:
Instituto de Física
Rua Lourival Melo Mota s/n
Campus A. C. Simões – Cidade Universitária Maceió /AL
CEP: 57.072 - 970
Portal eletrônico do curso: http://www.ufal.edu.br/unidadeacademica/if/pt-br
Coordenador(a) do Curso
Nome: Antônio José Ornellas Farias
Formação acadêmica: Licenciada em Física, Mestre e Doutor em Física
Titulação: Doutorado
Regime de trabalho: 40 horas – Dedicação Exclusiva
5
APRESENTAÇÃO
Esse documento apresenta o Projeto Pedagógico do curso de Física Licenciatura,
modalidade presencial, da Universidade Federal de Alagoas, tendo como pressuposto a
articulação entre as Diretrizes Curriculares Nacionais para Formação Inicial e Continuada,
em Nível Superior, e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica. Tal
documento foi elaborado em conformidade com a Lei Nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional), em consonância com as instruções do Conselho Nacional da
Educação, dispostas na Resolução CNE/CP Nº 02/2015, que estabelece as Diretrizes
Curriculares Nacionais para formação inicial em nível superior para cursos de Licenciatura.
Com o intuito na formação de um Físico-Educador atuante na sociedade, crítico e atualizado
com a realidade na qual está inserido, esse projeto obedece as Diretrizes Curriculares para os
cursos de Bacharelado e Licenciatura em Física, conforme Resolução CNE/CES Nº9/2002,
as Diretrizes Nacionais para Educação em Direitos Humanos, conforme a Resolução
CNE/CP Nº 01/2012, as Diretrizes para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o
Ensino de História e Cultura AfroBrasileira, Africana e Indígena, nos termos das Leis Nº
10.639/2003 , Nº 11.645/2008 e da Resolução CNE/CP Nº 01/2004, com Políticas de
Educação Ambiental, estabelecidas pela Lei Nº 9.795/1999, além de atender as condições de
acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, conforme disposto
CF/88, art. 205, 206 e 208, na NBR 9050/2015, da ABNT, na Lei N° 10.098/2000, na Lei N°
13.146/2015, nos Decretos N° 5.296/2004, N° 6.949/2009, N° 7.611/2011 e na Portaria N°
3.284/2003. Além disso, esse Projeto Pedagógico atende as normas estabelecidas pela
Universidade Federal de Alagoas para as componentes curriculares comuns aos cursos de
Licenciatura e ações de extensão como componente curricular da Instituição, conforme as
Resoluções CONSUNI/UFAL Nº 04/2018 e CONSUNI/UFAL Nº 06/2018.
Este projeto foi elaborado para funcionar como um instrumento de orientação para a
administração acadêmica e para as atividades do corpo docente do curso. Além de norteador,
é de interesse dos docentes e discentes que este projeto seja periodicamente avaliado, com o
objetivo de aperfeiçoamento do mesmo. Além disso, foi elaborado dentro da concepção de
um trabalho docente coletivo, voltado à formação de um profissional que deverá além de
dominar conhecimentos físicos específicos, ser capaz de vislumbrar a Física no seu dia a dia,
realizar uma transposição didática adequada com cada nível da Educação Básica, saber se
relacionar com seus futuros alunos e demais colegas de trabalho no contexto atual dos
sistemas de Ensino que compõem a Educação Básica Brasileira.
6
1. INTRODUÇÃO
1.1 Breve Histórico do IF/UFAL
A Universidade Federal de Alagoas – maior instituição pública de ensino superior do
Estado - foi criada em 25 de janeiro de 1961, por ato do então presidente Juscelino
Kubitscheck, reunindo as Faculdades de Direito (1933); Medicina (1951), Filosofia (1952),
Economia (1954), Engenharia (1955) e Odontologia (1957).
A UFAL tem por missão produzir, multiplicar e recriar o saber coletivo em todas as
áreas do conhecimento de forma comprometida com a ética, a justiça social, o
desenvolvimento humano e o bem comum. Seu objetivo é tornar-se referência nacional nas
atividades de ensino, pesquisa e extensão, firmando-se como suporte de excelência para as
demandas da sociedade.
O curso de Física Licenciatura descrito nesse Projeto Pedagógico está sediado no
Instituto de Física da Universidade Federal de Alagoas. A Graduação em Física na UFAL teve
início no ano de 1974 com a implantação do Curso de Licenciatura em Ciências, opção Física.
A partir de 1979, o Departamento passou por uma transformação no seu quadro docente
com a chegada de professores doutores que conseguiram submeter com sucesso projetos
Finep de grande porte, para que o então Departamento se consolidasse na área de pesquisa,
com infraestrutura apropriada para este fim, assinando periódicos específicos, organizando
uma biblioteca, montando laboratórios e implantando uma secretaria de projetos para buscar
recursos.
A partir de 1987, dentro de um programa de avaliação curricular foram criados os
Cursos de Licenciatura Plena em Física e Bacharelado em Física. No ano de 1992, o
Departamento de Física criou o Curso de Mestrado em Física da Matéria Condensada,
desenvolvendo pesquisas nas áreas de óptica e mecânica estatística. Em 1999, mantendo sua
política de formação de professores e pesquisadores, o Curso de Doutorado em Física da
Matéria Condensada foi recomendado pela CAPES. Desde então o Departamento de Física
tem se expandido com a presença de estudantes de Mestrado, Doutorado, Pós-doutorado,
professores visitantes, enriquecendo e expandindo suas linhas de pesquisa (óptica não linear,
óptica quântica, sistemas complexos, física computacional, fotônica e biofotônica, sistemas
biológicos, fluidos complexos, etc).
No ano de 2006, com base no novo Estatuto da UFAL, o Departamento de Física tornouse a Unidade Acadêmica Instituto de Física (IF), com a mesma filosofia anterior através da
busca da excelência acadêmica e da produção de novos conhecimentos científicos. Nesse
mesmo ano, o curso de Física Licenciatura reformulou seu projeto pedagógico, constituindo a
grande currricular vigente até agora.
Em setembro de 2007, o Instituto de Física implementou o curso de Física LicenciaturaModalidade a Distância, sendo ofertada naquele momento 200 vagas assim distribuídas: polo
Maceió com 50 vagas, Santana do Ipanema, 50 vagas e Olho D´Água das Flores, 100 vagas.
Em 2009 foi criado o polo de Maragogi com mais 50 vagas. Numa parceria com o Instituto
Federal de Alagoas, IFAL, em 2010 foi criado o polo Maceió-IFAL, onde foram ofertadas 60
vagas e, em 2012, foi disponibilizado o curso no polo de Arapiraca (25 vagas).
Em 2014, foi credenciado no Instituto de Física o Polo 36 do Programa Nacional de
Mestrado Profissional em Ensino de Física (MNPEF). Esse programa nacional de Pósgraduação é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Física – SBF, voltada a professores de
ensino médio e fundamental com ênfase principal em aspectos de conteúdos na Área de
Física. Além disso, tem com objetivo de capacitar, em nível de mestrado, uma fração muito
grande de professores da Educação Básica quanto ao domínio de conteúdos de Física e de
técnicas atuais de ensino para aplicação em sala de aula como, por exemplo, estratégias que
7
utilizam recursos de mídia eletrônica, tecnológicos e/ou computacionais para motivação,
informação, experimentação e demonstrações de diferentes fenômenos físicos.
1.1.1. Um breve histórico da licenciatura em física no Brasil1
No Brasil, a preocupação em formar um profissional de nível superior capaz de
contemplar ao mesmo tempo o conhecimento técnico científico, específico de uma
determinada ciência, e a técnica adequada de sua transmissão, surge com mais evidência a
partir da década de 30. O primeiro curso de graduação em Física, que era oferecido pela
Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de São Paulo, teve início em 1934. A matriz
curricular desse curso abordava os conteúdos específicos relativos a Ciência Física, sendo
comum a bacharelandos e licenciados, durante um período de 3 anos. Para aqueles que
tinham como objetivo o ensino de Física, era necessário frequentar mais um ano o Curso de
Formação Pedagógica do Professor Secundário, curso este já no Instituto de Educação de
São Paulo. Assim, o sistema utilizado para a formação do profissional habilitado para ensinar
no antigo secundário passou mais tarde a ser chamado de “3 + 1”. Desta forma, os Cursos de
Física que surgiram nas décadas seguintes tinham esse arcabouço, o Bacharel poderia obter a
Licenciatura, se no quarto ano frequentasse as disciplinas pedagógicas.
Seguindo a legislação oficial, uma regulamentação importante para as licenciaturas no
Brasil, entre elas a de Física, ocorreu em 1962. Através do Parecer CFE Nº 296/1962, o
Conselho Federal de Educação fixou um currículo mínimo para 22 cursos, com isso caberia
a instituição de ensino uma complementação. A partir desse ponto surge uma nítida
separação entre os currículos de Bacharelado e Licenciatura em Física. Tal dicotomia tinha
como objetivo a formação de um maior número de professores secundários aptos a ensinar
Física, suprindo assim uma carência cada vez mais crescente no país. Destacam-se dois
fatores que contribuíram para o aumento dessa demanda por professores Licenciados:
•
Primeiro, já no início da década de 60, ocorreu à promulgação da lei de diretrizes e Bases
Educacionais, “que estabelecia a obrigatoriedade do ensino para os primeiros 4 anos, com
complementaridade facultativa de mais dois anos” (VILLANI, 2002, pg. 4), com isso existia
a expectativa de mais jovens chegando com a possibilidade de entrar no curso colegial (hoje
ensino médio), e esse contingente aumentaria substancialmente depois de 1968, com a
abolição dos exames de admissão ao ginásio, uma espécie de vestibular para entrar no curso
ginasial.
•
Segundo, foi introduzida no então curso ginasial uma disciplina chamada de Iniciação
Científica, aumentando, portanto, a carga horária de Física, Química e Biologia, o que
necessitava de mais professores qualificados e com Licenciatura.
Outra questão muito debatida nos meios acadêmicos, em especial entre os professores
de Física da época, era a qualidade na formação do professor secundário. Este fato
certamente influenciou na reformulação do currículo das Licenciaturas em ciências, com a
intenção de que o ensino de Física deixasse de ser meramente descritivo e pudesse ser mais
rico em experimentos. Dessa forma, com o objetivo de melhor qualificar o Licenciado em
Física, passa a existir nos currículos as chamadas disciplinas integradoras tais como: Prática
de Ensino e Instrumentação para o Ensino de Física, além disso, foi incluída no currículo de
Física a disciplina Química podendo o Licenciado em Física também ensinar esta matéria no
secundário.
Um fato relevante é que a disciplina de Instrumentação para o Ensino de Física ficou
com seu programa em aberto, ou seja, as instituições de ensino deveriam dentro da sua
1. Esta introdução foi baseada em Barbosa (2005), sendo vários textos incluídos em sua integra. Agradecemos aos autores a
gentileza de nos cederem os textos.
8
realidade (professores capacitados, laboratórios, oficinas), organizar a programação para essa
disciplina, assim surgiram vários programas em diferentes universidades, “seminários,
estudos de projetos de ensino, oficina de construção de equipamentos, elaboração de
projetos, preparação de textos, recursos visuais, métodos dedutivos e indutivos, trabalhos
individuais e em grupos e aulas convencionais” (VIANNA, COSTA e ALMEIDA, 1988, p.
146).
Pela primeira vez, tem-se uma nítida separação entre os currículos de Licenciatura e
Bacharelado, e para muitos estudiosos esse aparte foi prejudicial às Licenciaturas, como
afirma Prado e Hamburger:
Quanto ao conteúdo de física para licenciatura, é opinião corrente
entre os físicos que houve um esvaziamento quando esta se desvinculou
do bacharelado. Este empobrecimento, justificado por alguns pela
necessidade de suprir a demanda de professores secundários na
década de 60, jamais foi reconsiderado, embora fosse intenção fazê-lo
quando a falta de professores cessasse. (PRADO E HAMBURGUER,
2001, p. 36).
Na década de 70, anos do chamado “milagre econômico” do Brasil, surgem os
primeiros sinais da globalização da economia, avanço rápido dos meios de comunicação.
Nesse contexto, as políticas educacionais são voltadas às necessidades de qualificação
profissional e os avanços da industrialização demandam mão de obra. Assim, amplia-se
consideravelmente as matrículas para o ensino médio, agravando ainda mais a falta de
professores qualificados para o ensino de ciências, principalmente, em Física. Para tentar
resolver este problema algumas medidas foram adotadas, como por exemplo:
Para fazer frente a esse problema, o Ministério de Educação e Cultura
aprovou a licenciatura de curta duração, regulamentada pela
Resolução CFE nº 30/74 que, na inspiração dos modelos de formação
rápida sugeridos pelo banco mundial, atribuía um papel secundário ao
professor a ser formado com uma iniciação muito limitada às
disciplinas ensinadas, em particular às científicas. (VILLANI, PACCA e
FREITAS 2000, p.6).
Essa Resolução CFE Nº 30/1974, criou as chamadas licenciaturas curtas, estabeleceu
que as Licenciaturas Plenas em Física, Química, Biologia e Matemática se transformassem
obrigatoriamente, em Licenciaturas em Ciências, com suas respectivas habilitações. Ou
seja, “O curso de Ciências será estruturado como licenciatura de 1º grau, de curta duração,
ou como licenciatura plena, ou abrangendo simultaneamente ambas as modalidades de
duração, de acordo com os planos das instituições que o ministram.” (BRASIL, 1974).
Com esse novo arcabouço o currículo de Física passou a ser “composto
por uma parte comum a todas as áreas científicas, uma parte
diversificada correspondente às habilitações específicas, e uma parte
relativa à instrumentação para o Ensino”. (PRADO e HAMBURGER,
2001, p.36).
Portanto, o diploma do curso de Ciências permitia o direito a docência. No estudo das
Ciências pertinentes ao ensino de 1º grau, quando obtido em duração curta, o estudante
9
deveria cumprir, mil e oitocentas horas (1800), de dois a quatro anos. Já para o diplomado
com a Licenciatura plena, ao qual caberia ensinar nas disciplinas científicas do 2º grau, nessa
modalidade de licenciatura, deveriam ser cumpridas duas mil e oitocentas horas (2800), num
tempo variável de três a sete anos.
As reações a esse novo modelo de Licenciatura foram imediatas e logo se iniciou nos
meios acadêmicos e científicos um movimento contrário a implantação da Resolução CFE
Nº 30/1974. Os resultados dessa mobilização só ocorreram em 1978, onde a nova resolução
suspende a obrigatoriedade dessa lei controversa. E isto ocorreu depois de muitas
instituições, que já tinham Licenciatura em Física, adotarem o novo currículo e constatarem
que as qualidades de seus cursos sofreram uma sensível piora.
1.1.2 Um breve histórico do curso de Física Licenciatura no IF/UFAL
A Universidade Federal de Alagoas (UFAL), criada em 25 de janeiro de 1961, foi
fruto de uma mobilização de vários setores da sociedade alagoana, desejosos de que seus
filhos pudessem chegar a um curso de nível superior, principalmente gratuito e com
qualidade. Enquanto as escolas particulares de ensino superior da época formavam a elite
acadêmica do estado de Alagoas, era crescente a quantidade de jovens, de menor poder
aquisitivo, que chegavam com possibilidades de ter acesso ao ensino superior. Assim
durante o governo de Juscelino Kubitschek de Oliveira, através da Lei Nº 3.687/61, as
faculdades de Direito, Medicina, Engenharia, Odontologia, Ciências Econômicas e Farmácia
de Alagoas, passam a formar a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), com o Professor
Aristóteles Calazans Simões, nomeado e empossado como primeiro Reitor.
Com respaldo na Lei de Diretrizes e Bases -LDB Nº. 5.692 de 1971, mesmo sem uma
estrutura material e pessoal adequadas, foram criados na UFAL vários cursos no ano de
1974. Entre eles a Licenciatura em Ciências, com habilitação em Física, que nasceu através
da Resolução Nº 15/1974 do Conselho Coordenador de Ensino e Pesquisa (CCEP) de 24 de
setembro de 1974. Essa resolução instituía e estabelecia a estrutura curricular do curso de
Licenciatura em Ciências, Habilitação em Física, conforme a legislação Federal vigente, a
qual era a polêmica Resolução CFE Nº 30/1974 do Conselho Federal de Educação. Na
Resolução CCEP Nº15/1974 da UFAL, verifica-se:
Art. 1º - O curso de Licenciatura Plena em Física, de que resultará o
diploma de licenciado, destina-se à formação de professores para o ensino
de Física e outras atividades, áreas e disciplinas, previstas na legislação em
vigor, no 1º e 2º graus.
Art. 2º - O curso será ministrado no mínimo de 2.800 horas-aula, com
integralização de três a sete anos letivos.
Art. 3º - O curso abrangerá o 1º Ciclo e o Ciclo Profissional.
Art. 4º - A estrutura curricular será constituída das disciplinas, atividades e
estágios.
Desta forma, seguindo a orientação da Resolução Nº 30/1974 do CFE, tem-se o 1º
Ciclo comum a todas Licenciaturas e o 2º Ciclo que corresponde à parte obrigatória da
habilitação em Física, juntamente com as disciplinas pedagógicas num total de oito. Este é,
portanto, o primeiro currículo da Licenciatura em Ciências – Habilitação Física da UFAL.
Depois de sua criação em 1974, o departamento de Física tinha no seu quadro
docente a grande maioria composta por Engenheiros. Alguns desses professores, motivados
pela instituição da Licenciatura em Física, resolveram fazer sua pós-graduação (mestrado) na
área de Física ao mesmo tempo em que novos professores são incorporados ao grupo já com
essa formação. Dispondo dessa composição no quadro de professores, a Licenciatura passa a
ter um tratamento de bacharelado, culminando com a primeira reforma do currículo, que
10
começa a vigorar no 1º semestre de 1981. Nessa reforma, já aparecem sinais de uma
tentativa de ruptura com a Resolução CFE Nº 30/1974, o que só foi acontecer
definitivamente em 1990.
Até o ano de 1983 a Licenciatura em Física da UFAL tinha formado 14 alunos
(formados entre 79 e 83) e com seus 9 anos de vida preparava-se para a segunda
reformulação no seu currículo. Um dos elementos que levaram a essa reforma foi o fato do
curso oferecer um total de 30 vagas a cada ano, que deveriam ser preenchidas através do
vestibular. Entretanto, como a procura era pouca pela Licenciatura em Ciências – Habilitação
em Física, sobravam vagas e faltavam estudantes no curso. Muitas dessas vagas, eram
preenchidas por estudantes que fizeram vestibular para outro curso (2ª opção) e estes
geralmente abandonavam o curso precocemente. Entre os estudantes acontecia um paradoxo
- enquanto muitos deixavam o curso por achá-lo difícil e não conseguir aprovação nas
disciplinas, outros reclamavam que era bastante elementar, frustrando assim suas
expectativas. Outro fator foi a discussão que ocorria em todo país, nessa época, sobre que
rumos o ensino de Física deveria tomar, como afirma Villanni, Pacca e Freitas:
Em particular, as pressões do ambiente científico e, de maneira indireta, dos
próprios alunos foram na direção de tornar o ensino das ciências mais
próximo do conhecimento produzido pelos cientistas na atualidade, para
poder compreender suas consequências. Então, a formação de professores,
inicial e em serviço, deveria se conformar com um aprofundamento desses
conteúdos de modo a permitir ao professor enfrentar a demanda dos alunos
e da sociedade em geral pela introdução da ciência moderna. (VILLANNI,
PACCA E FREITAS, 2002, P. 8)
No caso da UFAL, essa reação acadêmica que envolvia as Licenciaturas em Ciências,
e em particular a Licenciatura em Física, destacava que o currículo inicial não atendia a
formação generalista adequada às ciências, assim como comprometia a formação
diversificada em Física. Diante desse quadro, foi iniciada uma segunda reforma no curso de
licenciaturas em Ciências, satisfazendo o desejo de alguns alunos de um aprofundamento no
tratamento matemático e assim foi instituído o curso de Física. É importante ressaltar que
neste momento surge pela primeira vez a disciplina de instrumentação para o ensino, com o
objetivo de analisar e preparar recursos didáticos a partir de materiais simples.
Uma terceira reforma que queremos aqui destacar é a ocorrida em 1991, onde a nova
estrutura curricular rompe definitivamente com a Resolução Nº 30/1974. A partir de então, o
curso passa a ser denominado de Licenciatura Plena em Física e nesta oportunidade também
é criado o curso de Bacharelado em Física. Os dois cursos passam a ser associados por um
núcleo comum: Matemática, Física e Química. O objetivo era atender uma formação mais
específica para o licenciando, buscando uma melhor interação entre os conteúdos específicos
de Física e a parte didático-pedagógica. O aluno podia optar por um dos cursos a partir do 3º
período, onde os licenciados começavam a cursar as disciplinas pedagógicas.
No entanto, com a implementação desse novo currículo, a Licenciatura reformada e a
criação do Bacharelado, a grande maioria dos estudantes em condições de concluir o curso,
optavam pelo Bacharelado, deixando a Licenciatura esvaziada. Para os professores do
departamento de Física da UFAL daquela época poucos estudantes estavam interessados na
Licenciatura, devido à falta de perspectiva na valorização dessa carreira e pelas dificuldades
enfrentadas na formação nessa área. Este panorama pode ser visualizado na figura 1, onde
apresentamos o número de alunos formados nos cursos de Bacharelado (barras vazias) e
Licenciatura (barras hachuradas) em Física da UFAL.
11
Figura 1: Bacharéis e Licenciados em Física da UFAL após criação do bacharelado.
Fonte: PROGRAD-UFAL, 2005.
Observamos que entre 1992 e 1998 o número de alunos que optaram pela licenciatura
foi muito pequeno, havendo anos onde nenhum licenciado foi formado. Observamos também
que este quadro melhorou nos anos de 2002 e 2003. Este comportamento é atribuído à
perspectiva de concursos públicos como consequência das novas leis vigentes no país no que
se refere a obrigatoriedade da licenciatura plena para o ensino médio.
A relação entre o número de licenciados e bacharéis formados entre 1979 (quando
formou a sua primeira turma) até o ano letivo de 2004 pode ser visto na figura 2. Em sua
totalidade foram 75 profissionais. Podemos ver uma diferença considerável entre a
quantidade de licenciados e bacharéis. Entretanto, devemos lembrar que o curso de
bacharelado foi instituído 12 anos após o curso de Licenciatura. Nesse período (1979 e
1990), o curso de Física Licenciatura formou 32 profissionais, uma média de dois alunos por
ano.
Figura 2: Proporção entre licenciados e bacharéis formados entre 1979 e 2004.
Fonte: PROGRAD-UFAL, 2005.
12
Entretanto, nos anos seguintes ficou evidente a preferência dos estudantes pelo curso
de bacharelado. Este fato fica evidente na figura 3, onde apresentamos a proporção de
licenciados e bacharéis após a criação do curso de bacharelado, período compreendido entre
1992 e 2004. É observado que após a implantação do curso de Bacharelado e
posteriormente dos cursos de Mestrado e Doutorado em Física a situação ficou invertida
onde 63% (27) dos formados neste período são bacharéis e apenas 37% (16) são
licenciados. A criação do curso de Mestrado (posteriormente do Doutorado) aliado à
perspectiva de acesso a magistério superior ou do técnico superior (antigo CEFET) são
fatores relevantes para esse fenômeno. Esta afirmativa é corroborada pelo elevado índice de
egressos do curso que são professores do corpo docente da UFAL nos diversos Campus,
bem como também nos Campus dos Institutos Federais do estado.
Figura 3: Proporção licenciados e bacharéis após a criação do bacharelado.
Fonte: PROGRAD-UFAL, 2005.
O número de formados em Física Licenciatura entre 1992 e 2004 caiu em 50% quando
comparado ao período de 1979 e 1991, período em que existia somente o curso de
licenciatura. Esses números mostram o impacto inicial da implementação do bacharelado
sobre o número de alunos concluintes do curso de licenciatura. Nos anos seguintes, a procura
pelo curso e o número de formados foi se estabilizando em valores médios comuns aos
índices nacionais.
Em 2006, ocorreu a reforma no Projeto Pedagógico do Curso de forma a atender a
legislação daquela época. Dentro desse contexto, seguindo a Resolução Nº 32/2005 CEPE/UFAL, os cursos de licenciatura da UFAL incluíram nos seus projetos pedagógicos
um conjunto de sete disciplinas intituladas Projetos Integradores (1 ao 7) de forma a atender
a carga horária destinada às Práticas Pedagógicas. Além disso, incluia na matriz curricular
componentes didático-pedagógicas comuns a todos os cursos, sendo a maioria delas de
responsabilidade do Centro de Educação-CEDU/UFAL.
Em 2008, impulsionado pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e
Expansão das Universidades Federais – REUNI e também pela criação, em 2007, do curso
de Física Licenciatura modalidade a Distância, o Instituto de Física da UFAL teve como
preocupação o fortalecimento do quadro docente que atuaria mais próximo a licenciatura.
Dessa forma, nesse ano e no ano seguinte foram realizados concursos para docentes efetivos
com perfil mais próximo a formação docente.
Tal ação resultou num fortalecimento do curso de Física Licenciatura, onde foram
instituídas e/ou revitalizadas práticas de apoio e acompanhamento do estudante como, por
exemplo, a Escola de Nivelamento Profa. Maria Cristina Helmaister. Como resultado, o
curso de Física Licenciatura formou 81 profissionais, no período de 2008 até março de 2018.
A seguir, veja a evolução no número de profissionais formados pelo curso desde 2000.
13
Figura 4: Profissionais formados em Física Licenciatura por ano no IF/UFAL.
Fonte: IF/UFAL (obtido a partir de dados do SIEWEB-UFAL), 2018.
Em 2011, o curso de Física Licenciatura- modalidade a Distância foi reconhecido e
desde então os colegiados dos cursos de Física Licenciatura, modalidades presencial e a
distância, vêm atuando de forma conjunta para melhor atender os nossos estudantes e as
exigências legais para formação de professores da Educação Básica.
Em 2014, a UFAL atualizou os componentes curriculares comuns aos cursos de
formação de professores para Educação Básica, no âmbito da UFAL, através da Resolução
Nº 59/2014-CONSUNI/UFAL. Essa resolução mantinha um conjunto de disciplinas
didático-pedagógicas comuns aos cursos de licenciatura, sob responsabilidade do CEDU,
mas acabava com a obrigatoriedade da carga horária destinada à Prática Pedagógica na
forma das disciplinas denominadas Projetos Integradores. Essa havia sido uma discussão
antiga nos Fóruns de Licenciatura e Fóruns de Colegiado, uma vez que em alguns cursos
esse formato não atendia a ideia de Prática Pedagógica e se tornava uma carga horária
obscura no curso.
Em 2018, após grandes discussões nos Fóruns competentes, a UFAL redefine os
componentes curriculares comuns aos cursos de graduação de formação de professores para
Educação Básica. Essa definição está sintetizada na Resolução Nº 06/2018CONSUNI/UFAL, onde leva-se em consideração as especificidades de cada curso na
distribuição da carga horária destina às Práticas Pedagógicas, além de atualizar as matrizes
curriculares dos cursos de licenciatura à legislação atual, dando ênfase a Política Nacional de
Educação Ambiental, Diretrizes Curriculares para Educação em Direitos Humanos e
Educação das Relações Étnico-raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e
14
Indígena. Além disso, nesse período a UFAL regulamentou as ações de extensão como
componente curricular obrigatória por meio da Resolução Nº 04/2018-CONSUNI/UFAL
Diante desse novo cenário de legislação local, o Instituto de Física, por meio de uma
ação conjunta do Colegiado e Núcleo Docente Estruturante do Curso de Física Licenciatura
apresentou uma reforma do Projeto Pedagógico do Curso em meados de 2018.
1.2 Contexto Regional
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2016, o
Estado de Alagoas possuía uma população residente estimada em 3.375.823 habitantes, onde
quase um terço desses habitantes residem na capital do estado, Maceió.
Além disso, é um estado com indicadores de desenvolvimento muito abaixo da média
nacional. Com Índice de Desenvolvimento Humano-IDH total de 0,631, em 2014 Alagoas
ainda tinha uma taxa de analfabetismo entre maiores de 15 anos de 19,99%, segundo dados da
Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio. Nesse mesmo ano, o IDHEducação era de 0,603. Por outro lado, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira – INEP, em 2015 era observado no Estado de Alagoas o Índice
de Desenvolvimento de Educação Básica – IDEB total de 3,1 para o Ensino Médio, enquanto
a meta esperada para esse ano era de 3,9. Se esses índices forem observados apenas para rede
pública estadual de ensino, os números são ainda piores.
A Universidade Federal de Alagoas é a maior instituição pública de Ensino Superior do
Estado de Alagoas. Atualmente, a UFAL está presente em todas as mesorregiões do Estado,
nos Campi de Maceió, Arapiraca e Delmiro Gouveia, além das unidades avançadas nas
cidades de Santana do Ipanema, Viçosa, Palmeira dos Índios e Penedo. A presença da UFAL
no território alagoano, por meio de suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e assistência,
representa importante vetor de desenvolvimento de Alagoas, sobretudo por se tratar de um dos
Estados que apresenta elevadíssimos indicadores de desigualdades do Brasil. Mas, ao mesmo
tempo, significa enfrentar enorme desafio para exercer plenamente sua missão social neste
contexto periférico, de grandes limitações e precariedades.
Dentro desse contexto, o curso de Física Licenciatura da UFAL tem um papel importante
na formação docente no Estado, especialmente numa área/disciplina onde a demanda de
professores é bem maior do que o número de licenciados. Em particular, o Projeto Pedagógico
desse curso de Física Licenciatura se preocupa com a formação de um profissional da
Educação Básica que além de dominar conhecimentos físicos específicos, deve ser capaz de
vislumbrar a Física no seu dia a dia, realizando uma transposição didática adequada. Além
disso, há uma preocupação com o perfil socioeconômico do aluno ingressante no curso.
Tradicionalmente, o quadro discente do curso de Física Licenciatura é formado por pessoas de
baixa renda, oriundos de escolas públicas do Ensino Médio e, portanto, com deficiências na
formação e vulnerabilidade de permanência no curso. Nesse sentido, esse Projeto pedagógico
prevê ações específicas para o apoio a esses alunos, tais como escola de nivelamento,
programas de monitoria e eventos de extensão.
2. JUSTIFICATIVA
Segundo dados do MEC entre 1990 e 2005 formaram-se pouco mais de 13 mil alunos
em física, dos quais apenas 6 mil (cerca de 46% do total) atuam no magistério. Conforme
Brock (2010) esse quantitativo está muito aquém das necessidades do pais.
[...] existe uma necessidade não atendida de 235 mil professores para o
ensino médio das áreas das ciências. Entre estes, destacamos a carência de
15
55 mil professores de física, sendo que entre 1990 e 2005 apenas pouco
mais de 13 mil professores receberam diplomas dessa habilitação. Esse
número, é muito inferior à necessidade do País (Brock C; 2010, p. 11)
Essa realidade não é diferete no estado de Alagoas. Dados da Sinopse Estatística da Educação
Superior, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira – INEP, mostram que até 2015 a única instituição a oferecer o curso de Física
Licenciatura no estado era Universidade Federal de Alagoas. Inicialmente, esse curso era
oferecido apenas no campus A. C. Simões, na cidade de Maceió. Em 2007, através da política
de interiorização, foi criado o curso de Física Licenciatura no Campus da UFAL na cidade de
Arapiraca. Nesse mesmo ano, foi criado o curso de Física Licenciatura na modalidade a
Distância atuando em quatro polos: Maceió, Santana do Ipanema, Olho D’Água das Flores e
Maragogi.
Apesar de todos esses esforços, o número de profissionais formados está muito
abaixo do número necessário para suprir a necessidade de todo o Estado. Segundo dados do
observatório do PNE, em 2016, 70% dos professores que lecionam Física no Ensino Médio
do Estado de Alagoas possuem formação superior, destes 61% possuem licenciatura. Apesar
de importante e de mostrar a evolução em busca da meta de 100% de professores com
formação superior na Educação Básica, esse dado é um pouco obscuro. Esse indicador
apenas informa a proporção de professores com formação superior compatível a área de
atuação, o que não garante a formação em física especificamente. Na verdade, alguns
professores que lecionam física possuem formação em outras áreas como matemática e/ou
bacharelado com complementação pedagógica.
Aliado a isso devemos destacar que o número de evasão no curso de Física
Licenciatura é grande em todo o país, ou seja, trata-se de um curso que tradicionalmente
forma pouco. Essa situação, não é exclusiva da UFAL, encontrando-se quadros semelhantes
em diversas instituições do país. A origem dessa evasão está em diversos fatores como:
dificuldades financeiras de se manter na universidade, deficiências de conhecimentos básicos
que deveriam ter sido adquiridos no Ensino Médio e por conta disso não conseguem
acompanhar o ritmo imposto pelo curso superior, perspectiva ruim de retorno financeiro na
área de atuação, além das dificuldades inerentes da profissão.
Dessa forma, a necessidade de formação de professores na área específica de
licenciatura em física é evidente no estado de Alagoas. Em particular, a reforma no Projeto
do Curso, aqui apresentada, se faz necessária frente as mudanças estabelecidas pelas
Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de licenciatura, estabelecidas em 2015 e,
sobretudo, para atender os anseios dos docentes e discentes do curso, discutidos amplamente
no Colegiado e Núcleo Docente estruturante do curso.
3. PERFIL DO EGRESSO
O licenciado em Física da UFAL tem como perfil o de Físico-Educador com
competências e habilidades definidos pelo Parecer CNE/CES Nº 1304/2001, em consonância
com as instruções do Conselho Nacional da Educação, dispostas nas Resoluções CNE/CES Nº
01/2002 e CNE/CP Nº 02/2015, que estabelecem as Diretrizes Curriculares Nacionais para
formação inicial em nível superior para cursos de Licenciatura. A concepção do curso de
Licenciatura em Física parte do princípio de que um profissional com uma sólida formação
em Física, deve dominar tanto os seus aspectos conceituais, como os históricos e
epistemológicos da Física quanto em Educação, de forma a dispor de elementos que lhe
garantam o exercício competente e criativo da docência nos diferentes níveis do ensino formal
e espaços não formais. A proposta pedagógica do curso prevê a formação de um FísicoEducador, crítico e atualizado com a realidade na qual está inserido, atuando tanto da
16
disseminação dos conhecimentos desenvolvidos pela Física enquanto instrumento de leitura
da realidade e construção da cidadania, como na produção de novos conhecimentos
relacionados ao seu ensino e divulgação, nos conteúdos pedagógicos que permitam
atualização contínua, na criação e adaptação de metodologias de apropriação do
conhecimento científico e, aperfeiçoando-se, realizar pesquisa de ensino de Física.
Com esse propósito, a estrutura curricular do curso de Física Licenciatura apresenta toda
a fundamentação teórica articulada com a prática, ao mesmo tempo em que procura manter no
licenciando uma postura de reflexão acerca de sua futura atuação como professor. Com essa
finalidade, os conteúdos da Física serão abordados desde o início do curso de forma articulada
aos diferentes conhecimentos pedagógicos que proporcionam um sólido alicerce à formação
docente. Além disso, um diferencial na nova estrutura do curso é a associação direta e
constante da parte teórica com a parte experimental. Como consequência, ao longo do curso o
futuro professor desenvolverá uma rede de significados necessários à prática docente e, acima
de tudo, uma postura investigativa e reflexiva sobre o seu papel na formação dos seus futuros
alunos.
4. CONCEPÇÃO DO CURSO
TABELA 1 – Dados do curso de Física Licenciatura.
Nome
Física Licenciatura
Modalidade
Endereço de Funcionamento
Atos Legais de Autorização
Presencial
Instituto de Física - Campus A. C. Simões – Cidade
Universitária Maceió /AL
Rodovia BR 101, Km 14 CEP: 57.072 - 970
Autorização: Resolução Nº 15 de 24/09/1974 UFAL/CONSUNI
Reconhecimento: Portaria Nº 865/79 de 31/08/1979 – MEC
Renovação de Reconhecimento: Portaria Nº 920, de
27/12/2018, publicada no DOU de 28/12/2018
Conceito Preliminar de Curso (CPC)
Conceito 3
Turno de Funcionamento
Noturno
Títulação Conferida aos Egressos
Licenciado em Física
Formas de Ingresso
Via Sistema de Seleção Unificada (SISU), Editais Internos de
Reopção e Transferência de Curso
Tempo Mínimo e Máximo de
integralização
Mínimo: 9 semestres letivos
Máximo: 13 semestres
Número de vagas oferecidas a cada
semestre
20 vagas por semestre letivo (duas entradas anuais)
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5. OBJETIVOS
O Curso de Física Licenciatura compreende conteúdos, atividades e práticas que
constituem base consistente para a formação do professor e contempla as atribuições
definidas acima de uma forma ampla o suficiente para que este desenvolva competências e
habilidades segundo as expectativas atuais e, ao mesmo tempo, de uma forma flexível para
que possa se adaptar a diferentes perspectivas futuras, tendo em vista as novas demandas de
funções sociais e novos campos de atuação que vêm emergindo continuamente. Com este
propósito, competências e habilidades devem ser desenvolvidas.
5.1 Objetivo Geral
Formar profissionais qualificados para atuar no ensino de Física da Educação Básica de
forma crítica e atuante na sociedade na qual está inserido, além de possuir conhecimentos
básicos fundamentais da física que lhes permitam dar continuidade aos estudos numa pósgraduação em sua área de atuação.
5.2 Objetivos Específicos
Dominar princípios gerais e fundamentos da Física, estando familiarizado com suas
áreas clássicas, modernas e contemporâneas;
Dominar conhecimentos específicos em Física e suas relações com a Matemática e
outras Ciências;
Dominar conhecimentos de conteúdo pedagógico que os possibilitem compreender,
analisar e gerenciar as relações internas aos processos de ensino e aprendizagem assim
como aquelas externas que os influenciam;
Descrever e explicar fenômenos naturais, processos e equipamentos tecnológicos em
termos de conceitos, teorias e princípios físicos gerais;
Diagnosticar, formular e encaminhar a solução de problemas físicos, experimentais ou
teóricos, práticos ou abstratos, fazendo uso dos instrumentos laboratoriais ou
matemáticos apropriados;
Manter atualizada sua cultura científica geral e sua cultura técnica profissional
específica;
Desenvolver uma ética de atuação profissional e a consequente responsabilidade
social, compreendendo a Ciência como conhecimento histórico, desenvolvido em
diferentes contextos sócio-políticos, culturais e econômicos;
Desenvolver metodologias e materiais didáticos de diferentes naturezas,
coerentemente com os objetivos educacionais almejados;
Desenvolver uma ética de atuação profissional e a consequente responsabilidade
social, respeitando direitos individuais e coletivos, diferenças culturais, políticas e
religiosas e se comprometendo com a preservação da biodiversidade;
Aprender de forma autônoma e contínua, mantendo atualizada sua cultura geral,
científica e pedagógica, e sua cultura técnica específica;
Articular ensino e pesquisa na produção e difusão do conhecimento em ensino de
física e na sua prática pedagógica;
Estabelecer diálogo entre a área de física e as demais áreas do conhecimento no
âmbito educacional;
Articular as atividades de ensino de física na organização, planejamento, execução e
avaliação de propostas pedagógicas da escola;
18
Planejar e desenvolver diferentes atividades, reconhecendo os elementos relevantes às
estratégias adequadas.
6. ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA
No âmbito da Universidade, o curso de Física Licenciatura recebe todo o suporte
administrativo da administração central, pró-reitorias e órgãos de apoio. Em particular, tem
um vínculo mais próximo com os seguintes setores da administração geral:
• Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD): tem por finalidade planejar, coordenar e
acompanhar as políticas de ensino de graduação avaliando a elaboração dos Projetos
Pedagógicos dos cursos de graduação e as atividades de estágio curricular e monitoria a
eles relacionados. Compete a esta pró-reitoria conduzir as atividades do ensino de
graduação de forma permanentemente articulada com o Conselho de Ensino, Pesquisa e
Extensão - Cepe, com as demais pró-reitorias acadêmicas (Pró-reitoria Estudantil, Próreitoria de Extensão e Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação), com os Centros,
Departamentos e Colegiados dos cursos da UFAL;
• Departamento de Registro e Controle Acadêmico (DRCA): é responsável por toda
documentação pertinente ao aluno durante toda sua vida acadêmica;
• Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI): órgão encarregado de fornecer o suporte
na área de tecnologia da informação da instituição e sistemas de Controle Acadêmico.
Por outro lado, no âmbito do Instituto de Física, o curso e todas as suas atividades estão
sujeitas as ações do Conselho da Unidade, recebendo apoio da direção do Instituto. As ações
específicas do curso são definidas no colegiado e núcleo docente estruturante do curso que
possuem a seguinte composição:
• Colegiado do Curso: conforme estabelece o Art. Nº 25 do Regimento Geral da UFAL,
o colegiado do curso é um órgão vinculado à Unidade Acadêmica com o objetivo de
coordenadar as atividades do curso de Física Licenciatura. Ainda segundo esse
Regimento, a composição do colegiado se dá da seguinte forma:
I.
05 (cinco) professores efetivos, vinculados ao Curso e seus respectivos suplentes, que estejam no exercício da docência, eleitos em Consulta efetivada com a
comunidade acadêmica, para cumprirem mandato de 02 (dois) anos, admitida
II.
uma única recondução;
01 (um) representante do Corpo Discente, e seu respectivo suplente, escolhido
em processo organizado pelo respectivo Centro ou Diretório Acadêmico, para
III.
cumprir mandato de 01 (um) ano, admitida uma única recondução;
01 (um) representante do Corpo Técnico-Administrativo, e seu respectivo suplente, escolhidos dentre os Técnicos da unidade acadêmica, eleito pelos seus
pares, para cumprir mandato de 02 (dois) anos, admitida uma única recondução.
Após a eleição, os membros docentes eleitos elegem o coordenador do curso que é o
presidente do colegiado e seu suplente, em conformidade com o Regimento Geral da UFAL.
19
No caso do Instituto de Física, esse docente eleito como coordenador possui doutorado
em física, como todos os professores do IF, e possui um perfil de atuação mais próximo a área
da Educação. São atribuições do Colegiado do curso:
I. coordenar o processo de elaboração e desenvolvimento do Projeto Pedagógico do
Curso, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, no perfil do profissional desejado, nas características e necessidades da área de conhecimento, do mercado de
trabalho e da sociedade;
II. coordenar o processo de ensino e de aprendizagem, promovendo a integração
docente-discente, a interdisciplinaridade e a compatibilização da ação docente com
os planos de ensino, com vistas à formação profissional planejada;
III. coordenar o processo de avaliação do Curso, em termos dos resultados obtidos,
executando e/ou encaminhando aos órgãos competentes as alterações que se fizerem
necessárias;
IV. colaborar com os demais Órgãos Acadêmicos;
V. Avaliar e reformular em articulação com o NDE o PPC do Curso, conforme prevê o Artigo 6° e 7° da Resolução CONSUNI/UFAL N° 06/2018.
• Núcleo Docente Estruturante (NDE): seguindo o que estabelece a Resolução Nº
52/2012-CONSUNI/UFAL, o NDE é um órgão consultivo e propositivo em matéria
acadêmica, de apoio e assessoramento ao Colegiado, sendo formado por docentes da
respectiva Unidade Acadêmica para acompanhar e atuar no processo de concepção,
consolidação, avaliação e contínua atualização do Projeto Político Pedagógico do Curso.
É composto por no mínimo 5 docentes, pertencentes ao corpo docente do curso,
preferencialmente graduados na área do respectivo curso. O coordenador do NDE é
eleito entre seus pares e esse núcleo tem um mandato de pelo menos 3 (três) anos.
Segundo a Resolução acima citada, são atribuições do NDE:
I. Contribuir para a consolidação do perfil profissional do egresso do curso;
II. Zelar pela integração curricular interdisciplinar entre as diferentes atividades de
ensino constantes no currículo;
III. Indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e extensão,
oriundas de necessidades da graduação, de exigências do mercado de trabalho e
consoantes com as políticas públicas relativas à área de conhecimento do curso;
IV. Zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de
Graduação.
O quadro docente que atua no curso é composto por professores do Instituto de Física,
além de professores indicados pelo Instituto de Matemática (IM), Centro de Educação
(CEDU), Instituto de Química (IQB) e Faculdade de Letras (FALE), que ministram outras
disciplinas. No Instituto de Física, em particular, não há uma definição de professores que
atuam num curso específico. Dessa forma, todo professor lotado nesse Instituto pode em
algum momento ministrar disciplinas no curso de Física Licenciatura. A seguir segue uma
20
tabela nominal com o quadro dos docentes do IF que podem, em princípio, atuar no curso.
Quanto aos professores que atuam no curso, mas que são lotados em outras Unidades
Acadêmicas, não temos como fazer uma lista nominal, pois a rotatividade desses depende da
oferta e distribuição das unidades de origem.
TABELA 2 – Tabela nominal do quadro docente do IF/UFAL que, em princípio, pode atuar no curso
de Física Licenciatura, incluindo titulação, situação funcional e e-mail institucional.
PROFESSOR(A)
TITULAÇÃO
SITUAÇÃO
FUNCIONAL
EMAIL
INSTITUCIONAL
Antonio José Ornellas
Farias
Doutor em educação em
ensino de ciências,
Universidad de Burgos,
Espanha (2012)
Professor Associado
ornellas@fis.ufal.br
Doutor em Física,
Universidade Federal de
Alagoas, Brasil (2012)
Professor Adjunto
alcenisio@fis.ufal.br
Doutor em Física,
Univesidade Federal de
Pernambuco, Brasil (2003)
Professor Adjunto
alexandre@fis.ufal.br
Professor Adjunto
baggio@fis.ufal.br
Professor Titular
artur@fis.ufal.br
Professor Associado
cjacinto@fis.ufal.br
Professor Associado
crsilva@fis.ufal.br
Professor Associado
eduardo@fis.ufal.br
Alcenísio José de Jesus
Silva
Alexandre Manoel de
Morais Carvalho
André Luís Baggio
Doutorado em Física
Aplicada à Medicina e
Biologia, Univesidade de São
Paulo, Brasil (2011)
Artur da Silva Gouveia PhD em Física, University of
Neto
London (1987)
Carlos Jacinto da Silva
Doutor em Física,
Universidade de São Paulo
(2006)
Crisógono Rodrigues da
Silva
Doutor em Física, Centro
Brasileiro de Pesquisas
Físicas, Brasil (1997)
Eduardo Jorge da Silva
Fonseca
Doutor em Física,
Universidade Federal de
Minas Gerais (2000)
Doutor em Física da Matéria
Elton Malta Nascimento Condensada, Universidade
Professor Associado
Federal de Alagoas, Brasil
(2009)
emn@fis.ufal.br
Doutora em Física,
Universidade Federal de
Pernambuco, Brasil (2014)
fernanda@fis.ufal.br
Fernanda Selingardi
Matias
21
Professor Adjunto
Francisco Anacleto
Barros Fidelis de Moura
Doutor em Física,
Universidade Federal de
Pernambuco (2003)
Professor Associado
fidelis@fis.ufal.br
Glauber T. Silva
Doutor em Ciência da
Computação, Universidade
Federal de Pernambuco
(2003)
Professor Associado
gtomaz@fis.ufal.br
Professor Associado
heber@fis.ufal.br
Doutor em Física,
Universidade de Brasília
(2001)
Professor Associado
iram@fis.ufal.br
Doutor em Física da Matéria
Condensada, Universidade
Federal de Alagoas (2007)
Professor Associado
italo@fis.ufal.br
Professor Titular
jenner@fis.ufal.br
Professor Titular
kleber@fis.ufal.br
Professor Titular
marcelo@fis.ufal.br
Heber Ribeiro da Cruz
Iram Marcelo Gléria
Ítalo Marcos Nunes de
Oliveira
PhD em Física Teórica,
University of Oxford,
Inglaterra (1985)
Doutor em Física, Escola
Jenner Barretto Bastos
Politécnica Federal de Zürich
Filho
-ETH Zürich- (1982)
Kleber Cavalcanti Serra
Marcelo Leite Lyra
Marcos Vinícius Dias
Vermelho
Doutor em Física,
Universidade Federal do
Ceará, Brasil (2002)
Doutor em Física,
Universidade Federal de
Pernambuco (1990)
PhD em Engenharia Elétrica,
Universidade de Glasgow,
Professor Associado
Escócia (1999)
vermelho@fis.ufal.br
Doutora em Física da
Matéria Condensada,
Universidade Federal de
Alagoas, Brasil (2011)
Professor Adjunto
socorro@fis.ufal.br
Maria Tereza de Araujo
Doutora em Física, USP São
Carlos, Brasil (1995)
Professor Titular
tereza@fis.ufal.br
Osvaldo Anibal Rosso
PhD em Física Nuclear,
Universidad Nacional de la
Plata, Argentina (1984)
Professor Associado
oarosso@fis.ufal.br
Pedro Valentim dos
Santos
Doutor em Física da Matéria
Condensada, Universidade
Federal de Alagoas, Brasil Professor Associado
(2003)
Rodrigo de Paula
Almeida Lima
Doutor em Física da Matéria
Condensada, Universidade Professor Associado
Federal de Alagoas (2003)
Maria Socorro Seixas
Pereira
Samuel Teixeira de
Souza
Doutor em Física da Matéria
Condensada, Universidade
Federal de Alagoas, Brasil
22
Professor Adjunto
pedro@fis.ufal.br
rodrigo@fis.ufalbr
samuel.souza@fis.ufal.br
(2014)
Sérgio Henrique
Albuquerque Lira
Doutor em Fisica,
Universidade Federal de
Pernambuco, Brasil (2014)
Professor Adjunto
sergio@fis.ufal.br
Solange Bessa
Cavalcanti
PhD em Física, Queen
Elizabeth College, University
of London, Inglaterra (1983)
Professor Titular
solange@fis.ufal.br
Tiago Homero Mariz do
Nascimento
Doutor em Física,
Universidade Federal da
Paraíba (2007)
Professor Associado
tmariz@fis.ufal.br
Ueslen Rocha da Silva
Doutor em Física da Matéria
Condensada, Universidade
Federal de Alagoas, Brasil
(2016)
Professor Adjunto
Ueslen.silva@fis.ufal.br
Professor Adjunto
vmanzoni@fis.ufal.br
Doutor em Física da Matéria
Condensada, Universidade
Wagner Ferreira da Silva
Federal de Alagoas, Brasil
(2011)
Professor Adjunto
wagner@fis.ufal.br
Doutor em Física da Matéria
Condensada pela
Universidade Federal de
Alagoas, Brasil (2011)
Professor Adjunto
wandearley@fis.ufal.br
Doutor em Física da Matéria
Condensada, Universidade
Vinícius Manzoni Vieira
Federal de Alagoas, Brasil
(2010)
Wandearley da Silva
Dias
Fonte: IF/UFAL, 2018.
Por outro lado, contamos ainda com um corpo de técnicos administrativos e de laboratórios que
atendem o curso. A seguir uma lista nominal desses técnicos que atuam no curso.
TABELA 3 – Tabela nominal do quadro técnico administrativo do IF/UFAL que, em princípio, pode
atuar no curso de Física Licenciatura, incluindo titulação, situação funcional e e-mail institucional.
TÉCNICO(A)
TITULAÇÃO
SITUAÇÃO
FUNCIONAL
EMAIL INSTITUCIONAL
Cledson Calaça
Cavalcante Gomes
Graduação em
Administração - UFAL
Assistente em
Administração
(Secretário)
cledson.gomes@fis.ufal.br
Gean da Silva Santos
Técnico em Eletrônica Técnico de Laboratório
gean.santos@fis.ufal.br
Graduando em Ciência
23
da Computação - UFAL
Helton Ferreira
Albuquerque Medeiros
Licenciado em Física - Técnico de Laboratório
helton.medeiros@fis.ufal.br
UFAL
Técnico em Eletrônica
Tainnes Costa Araújo
Técnico de Laboratório
Graduando em
Engenharia de Petróleo UFAL
Licenciado em Física UFAL
Tiago Rodrigues Barros
Técnico de Laboratório
Mestrado em Ensino de
Ciências - PPGCIM UFAL
tainnes.araujo@fis.ufal.br
tiago.barros@fis.ufal.br
Fonte: IF/UFAL, 2018.
7. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO
Os pricípios norteadores da formação superior no âmbido das universidades sempre
estiveram baseadas nos pilares do Ensino, Pesquisa e Extensão. Atualmente, os desafios e
avanços de uma sociedade em constante mutação e globalizada leva a pensar num outro
grande pilar: a inovação. Dessa forma, os cursos de graduação devem adotar políticas
centradas nesses pilares, no intuito da melhoria contínua da formação de pessoas, produção de
conhecimento e intervenção efetiva na realidade social no qual está inserido.
Dentro desse contexto, o curso de Física Licenciatura da UFAL, buscando uma
formação adequada ao perfil de egresso desejado procura vivenciar políticas institucionais que
permitam uma melhor formação cidadã. Para tanto, faz-se necessário falar em inovação e
qualificação, internacionalização e responsabilidade social (acessibilidade, inclusão e política
de cotas).
7.1 Inovação e Qualificação
No intuito de atender as demandas de uma sociedade cada vez mais ágil, o curso de
Física Licenciatura busca uma revisão constante do seu projeto pedagógico , levando em
consideração os novos desenhos curriculares, tendências e desafios da realidade onde atuará o
seu profissional egresso.
Dentro desse contexto, o curso deve promove o uso de ferramentas de Tecnologia de
Informação e Comunicação, ambientes virtuais de aprendizagem, produção de materiais
didáticos inovadores, além de tenta proporcionar a formação qualificada em temas atuais de
física aplicada e comtemporânea.
Por outro lado, o curso de graduação em Física Licenciatura também deve levar em
24
conta a possibilidade de formação continuada de seus egressos. Dessa forma, deve prestar
uma formação integral que permita ao profissional formado pelo curso a capacidade de
realizar uma pós-graduação. Nessa área, há um esforço dos profissinais que atuam no curso de
Física Licenciatura, bem como do Instituto de Física da UFAL como um todo, na manutenção
e melhoria do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física do IF/UFAL. Atualmente,
esse programa conta apenas com o Mestrado Profissional em Ensino de Física, que absorve
vários alunos egressos do curso de Física Licenciatura.
7.2 Internacionalização
O curso de Física Licenciatura também tem como política de atuação a
internacionalização como um caminho de possibilidades para o seu futuro profissional. Esse
curso entende que a formação do seu egresso deve ser realmente sem fronteira. Para tanto, o
curso de Física Licenciatura sempre que possível busca incentivar a participação dos nossos
alunos em programas de intercâmbios, como o Programa de Licenciatura Internacionais, por
exemplo.
No passado nós já participamos de duas edições do Programa de Licenciaturas
Internacioanais. Nesse programa, alguns alunos do curso de Física Licenciatua ralizaram até
dois anos de sua formação na Universidade de Coimbra – Portugal. Foi uma experiência
muito importante não só para os estudantes do curso que tiveram a oportunidade de vivenciar
uma experiência em uma das Instituições de ensino superior mais atinga do mundo, como
também para os professores do IF/UFAL vinculados ao programa que tiveram contato com
uma outra base curricular, além dos contatos e trocas pedagógicas com professores e
cooredenações de curso da universidade portuguesa.
7.3 Responsabilidade Social (acessibilidade, inclusão e política de cotas)
O curso de Física Licenciatura, em consonância com os pressupostos sociais da
Universidade Federal de Alagoas, tem uma grande preocupação com a responsabilidade social
na realidade local onde está inserido. Como em todo território nacional, no Estado de Alagoas
a realidade dos professores de Física está bem longe daquela que gostaríamso de ter. Além da
falta de contingente profissional com formação específica, a realidade da escola brasileira é
muito ruim, especialmente as escolas públicas.
Dentro desse contexto, nos preocupamos em ter ações de ensino, pesquisa , extensão e
inovação que visem a formação de profissionais cientes da sua responsabilidade social, além
da produção e divulgação de conhecimentos/produtos a partir da prática docente e que
busquem diminuir as desigualdades sociais presentes no estado. Ao longo desse projeto
pedagógico descrevemos como questões ambientais, relações ética-raciais e direitos humanos
são trabalhadas no curso.
Por outro lado, sendo um curso noturno, entendemos que os alunos do curso de Física
também têm uma realidade que dificulta a sua formação. A maioria dos ingressantes no curso
são de classe média baixa, que necessitam trabalhar no decorrer do curso. Além disso, muitos
de nossos alunos são moradores de cidades da região metropolitana de Maceió, o que exige
um certo tempo e desgaste de deslocamento até o Campus A. C. Simões. Com intuito de tentar
diminuir os efeitos dessa realidade dos nosso egressos, o curso busca ações que dão suporte
ao discente como programa de monitoria, tutoria e bolsas de iniciação científica e extensão
universitária. Tais ações também são descritas no decorrer desse projeto politico do curso.
Aqui faz-se necessário destacar a política de inclusão da universidade Federal de
Alagoas, na qual está inserido o curso de Física Licenciatura. Desde 1999 a UFAL preocupase com a questão da inclusão, tendo aprovado Resolução Nº54/2012 – CONSUNI que
institucionaliza a reserva de vagas/cotas no processo seletivo de ingresso nos cursos de
graduação da UFAL. Inicialmente, foram reservadas 40% (quarenta por cento) das vagas de
25
cada curso e turno ofertados pela UFAL para os alunos egressos das escolas públicas de
Ensino Médio. Destas, 50% (cinquenta por cento) das vagas foram destinadas aos candidatos
oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salários mínimo (um salário mínimo e
meio) bruto per capita e 50% (cinquenta por cento) foram destinadas aos candidatos oriundos
de famílias com renda igual ou superior a 1,5 salários mínimo (um salário mínimo e meio)
bruto per capita. Nos dois grupos que surgem depois de aplicada a divisão socioeconômica,
serão reservadas vagas por curso e turno, na proporção igual à de Pretos, Pardos e Indígenas
(PPI) do Estado de Alagoas, A partir de 2016 a reserva de vagas da UFAL destinada à inclusão
é de 50% atendendo plenamente à Lei nº 12.711/2012, inclusive no que tange às cotas para
pessoas com deficiência.
8. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
8.1 Proposta Curricular
O Curso de Física Licenciatura, modalidade presencial, tem sua matriz curricular
desenvolvida ao longo de no mínimo 9 semestres, como estabelece a Resolução Nº Nº
06/2018-CONSUNI/UFAL para cursos noturnos, e o máximo para integralização de 13
períodos letivos. Para cumprir toda a matriz curricular o licenciando deverá cumprir um
total de 3442 horas, discriminadas na tabela a seguir. Observa-se que a distribuição das
cargas horárias está em consonância com a Resolução CNE/CP Nº 02/2015, que estabelecem
as Diretrizes Curriculares Nacionais para formação inicial em nível superior para cursos de
Licenciatura. Desta forma, a carga horária referente à prática pedagógica como componente
curricular está disposta ao longo de todo curso.
TABELA 4: Disposição da carga horária da matriz curricular do curso de Licenciatura em Física
– Modalidade Presencial do IF/UFAL.
Núcleo
26
Componente Curricular
Carga
Horária
Elementos de Física
Física 1
Física 2
Física 3
Física 4
Física Moderna 1
Física Moderna 2
Introdução à Astronomia
Física Aplicada e
Contemporânea
História e Filosofia da
Ciência
Física Experimental 1
54 h
72 h
72 h
72 h
72 h
72 h
72 h
72 h
54 h
72 h
36 h
Carga
Horária
Total do
Núcleo
Núcleo Obrigatório
Física Experimental 2
Física Experimental 3
Componentes Curriculares Específicos
Física Experimental 4
Física Moderna
Experimental
Cálculo 1
Cálculo 2
Cálculo 3
Geometria Analítica
Álgebra Linear
Metodologia Científica e
Produção de Textos
Acadêmicos
Profissão Docente
Política e Organização da
Educação Básica no Brasil
Ênfase PolíticoPedagógica
(CEDU)
Dimensão
Pedagógica
Componentes
Ênfase PolíticoCurriculares Comuns
Pedagógica
aos cursos de
(FALE)
Licenciatura – UFAL
(1/5 da carga horária
mínimo 640 horas)
Desenvolvimento e
Aprendizagem
Didática
Gestão da Educação e
Trabalho Escolar
LIBRAS
Didática para o Ensino de
Física
Pesquisa em Ensino de
Física 1
Ênfase Didático
Pesquisa em Ensino de
Pedagógica (IF)
Física 2
Estratégias Didáticas para
Solução de Problemas em
Física
Tendências em Ensino de
Física
Carga Horária da Dimensão Pedagógica
Saberes e Práticas para o
Ensino de Física 1
Saberes e Práticas para o
Ensino de Física 2
Prática Pedagógica – (mínimo 400
Saberes e Práticas para o
horas)
Ensino de Física 3
Saberes e Práticas para o
Ensino de Física 4
Instrumentação para o
Ensino de Física 1
Instrumentação para o
Ensino de Física 2
Carga Horária do Núcleo Obrigatório
27
36 h
36 h
36 h
36 h
1260 h
72 h
72 h
72 h
72 h
72 h
36 h
54 h
72 h
72 h
342 h
72 h
72 h
54 h
54 h
72 h
72 h
72 h
306 h
36 h
54 h
702 h
54 h
72 h
72 h
36 h
414 h
90 h
90 h
2 376 h
ACE 1 - Uso inovador de
recursos didáticos
metodológicos para o ensino
Atividades Curriculares de Extensão
de Física
(mínimo de 10% da carga horária total do curso) ACE 2 - Mostras Científicas
de Física
ACE 4 - Expofísica
Disciplinas eletivas
Estágio Supervisionado – (mínimo 400 h)
120 h
160 h
344 horas
64 h
72 horas
400 horas
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
50 horas
Atividades Acadêmico-científico-culturais
200 horas
Carga Horária Total
3 442
horas
Fonte: IF/UFAL, 2018.
A seguir faremos uma breve descrição de cada componente curricular que compõe a
proposta curricular do curso de Física Licenciatura do IF/UFAL.
8.2 Componentes Curriculares Específicos
Esse núcleo, como indicado nas Diretrices Curriculares Nacionais – DCN do curso,
corresponde a um conjunto de disciplinas obrigatórias consideradas essenciais para formação
de um graduado em Física, tanto bacharel quanto licenciado. Essas disciplinas são
responsáveis pela fundamentação matemática, computacional e, principalmente, conceitos
físicos. A fundamentação em física, tanto teórica como experimental, aborda as áreas da
mecânica, termodinâmica, eletromagnetismo, ótica, física quântica, além de apresentar a
evolução das ideias e princípios físicos ao longo da história.
8.3 Dimensões Pedagógicas – Conteúodos Curriculares Comuns aos Cursos de
Licenciatura da UFAL
Como estabelece a a Resolução Nº 06/2018 – CONSUNI/UFAL, esse núcleo
corresponde ao um quinto da carga horária total do curso e é composto por um conjunto de
disciplinas que tem como objetivo contribuir para formação didático-pedagógica do
licenciado, tendo como base o perfil e habilidades que o egresso do curso deve ter e que já
foram descritas anteriormente. Ainda de acordo com essa resolução, as componentes
curriculares que compõe as Dimensões Pedagógicas incluem tanto as disciplinas da ênfase
Político-Pedagógica, sob responsabilidade da Unidade Acadêmica Centro de Educação
(CEDU), quanto as disciplinas que formam a Ênfase Didático-Pedagógica sob
responsabilidade, preferencialmente, do curso de Física.
Dessa forma, essa proposta pedagógica/curricular aqui apresentada foi desenvolvida para
que o licenciando em Física, desde o início da sua formação, desenvolva uma postura
investigatória, reflexiva e crítica frente ao conhecimento, vivenciando atividades didáticas
diversificadas e, sobretudo, compreendendo os problemas da realidade educativa nacional e
assim buscar meios de contribuir para melhoria do cenário Educacional da região na qual está
inserido.
28
8.4 Prática Pedagógica como Componente Curricular
A prática como componente curricular, preconizada pelo Parecer Nº 15/2005
CNE/CES, deve ser entendida como o conjunto de atividades formativas que proporcionam
esperiências de aplicação de conhecimentos ou desenvolvimento de procedimentos próprios
ao exercício da docência. Dessa forma, não deve se restringir ao estágio obrigatório, mas
deve está presente desde o início do curso. Essa prática pedagógica pode ser enriquecida
com o uso de tecnologias da informação e comunicação como, por exemplo, produção de
vídeos/ material didático pelos alunos e estudos de caso.
No curso de Física Licenciatura do IF/UFAL, a prática pedagógica como componente
curricular está inserida, desde o início do curso, num conjunto de disciplinas listadas a
seguir. Em particular, ao longo do curso os alunos têm contato com as disciplinas de física
teórica e experimental, possibilitando uma relação direta entre teoria e experimento. Junto a
elas serão apresentados e discutidos os conceitos e princípios mais gerais da Física, havendo
uma forte articulação entre as teorias físicas inerentes às disciplinas e suas manifestações na
natureza e tecnologias, responsável pelo estreitamento do conteúdo trabalhado e o cotidiano
do licenciando. O professor terá a oportunidade de trabalhar com a turma as primeiras
noções de prática docente direcionada aos conteúdos estudados, possibilitando aos alunos
um pensar acerca da relação entre o conteúdo formal e a maneira mais adequada de abordar
estes conteúdos em sala de aula. A maturidade adquirida com esta prática será de
fundamental importância para que o aluno estabeleça de maneira crítica a relação entre os
conteúdos pedagógicos gerais e o exercício do Ensino de Física.
Nesse Projeto Pedagógico, o curso de Física Licenciatura prevê componentes do
curriculum relevantes para a formação dos estudantes como futuros professores. Dessa
forma, a carga horária destinada à prática como componente curricular está distribuída num
conjunto de disciplinas denominadas Saberes e Práticas para o Ensino de Física 1, 2, 3 e 4 e
Instrumentação para o Ensino de Física 1 e 2. A carga horária e período de cada uma dessas
componentes curriculares está sumarizada na tabela a seguir.
TABELA 4: Distribuição da carga horária referente às Práticas Pedagógicas no currículo .
Componente Curricular da Prática
Pedagógica
Período
Carga Horária
Saberes e Práticas em Ensino de Física 1 Ensino de Física e Sociedade
Saberes e Práticas em Ensino de Física 2 Uso de Tecnologias Digitais no Ensino de
Física
Saberes e Práticas em Ensino de Física 3 Contextualização Interdisciplinaridade no
Ensino de Física
Saberes e Práticas em Ensino de Física 4 - A
Hipermídia e os Livros Didáticos
Instrumentação para o Ensino de Física 1
1º
54 h
2º
72 h
5º
72 h
6º
36 h
5º
90 h
Instrumentação para o Ensino de Física 2
6º
90 h
Total Geral
414 horas
Fonte: IF/UFAL.
29
Nas disciplinas denominadas Saberes e Práticas para o Ensino de Física são
abordados temas que envolvem a prática ou saber docente. Por outro lado, nas componentes
curriculares denominadas de Instrumentação para o Ensino de Física 1 e 2 os alunos
desenvolverão estudos analíticos de alguns projetos inovadores de ensino (propostas teóricoexperimentais) direcionados para o Ensino de Física e identificados com as necessidades
formativas da sociedade contemporânea. Além disso, há o desenvolvimento e utilização de
técnicas, equipamentos e instrumentos de medidas experimentais. A abordagem de temas
científico-tecnológicos relacionados aos conteúdos estudados estreita a distância entre o
conhecimento aprendido na academia e o cotidiano do aluno, permitindo transpondo-os para
uma linguagem voltada para a prática docente no ensino médio e fundamental.
8.5 Estágio Supervisionado
A Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 – Lei do Estágio, define o “estágio como o
ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à
preparação para o trabalho produtivo do estudante”. Na UFAL os estágios curriculares
supervisionados são regulamentados a partir da Lei do Estágio em conjunto com a Resolução
nº 71/2006-CONSUNI/UFAL, de 18 de dezembro de 2006. No curso de Física Licenciatura,
o Estágio Supervisionado é estruturado em quatro períodos letivos e sob responsabilidade do
Centro de Educação (CEDU), com um docente supervisor de estágio e acompanhamento do
Colegiado do Curso.
Neste sentido, vale destacar que a sociedade atual demanda um profissional com uma
formação geral, que extrapola o domínio de uma área específica do conhecimento e que
requer além da aquisição de conteúdos básicos, o desenvolvimento de competências,
habilidades e atitudes formativas, exigências do mundo científico e tecnológico atual. Isto
significa que os conteúdos e procedimentos (disciplinas) trabalhados tenham como
fundamento a integração entre teoria e prática, a ética profissional, o desenvolvimento de
novos conhecimentos e relações interpessoais. O estágio é o espaço de aprendizagem do fazer
concreto das ideias do curso de licenciatura em Física, onde uma variedade de atividades de
aprendizagem profissional se manifesta para o estagiário tendo em vista sua
profissionalização. “O estágio é o locus onde a identidade profissional do aluno é gerada,
construída e referida; volta-se para o desenvolvimento de uma ação vivenciada, reflexiva e
crítica e, por isso, deve ser planejado gradativa e sistematicamente”.
As atividades do Estágio Supervisionado iniciam-se a partir da segunda metade do
curso, tendo por objetivos gerais:
Desenvolver os alunos na aplicação prática dos fatos teóricos estudados no curso,
quanto ao desempenho do aluno como docente;
Dar maior flexibilidade às noções teóricas assimiladas;
Interagir no sistema didático-pedagógico em escolas privadas ou públicas;
Oportunizar ao aluno um contato profissional que possibilite seu ingresso no
mercado de trabalho;
Desenvolver postura de Educador Escolar.
Para a caracterização do estágio como complementação da formação curricular e
treinamento, a prática pedagógica deve ser condizente com o Projeto Pedagógico do curso
frequentado pelo aluno e direcionado através dos marcos referencial, institucional e legal da
instituição. O curso de Física Licenciatura, tendo em sua clientela professores que já estão
no efetivo exercício da docência no ensino de Física, deverá possibilitar ao aluno, através
das atividades propostas, fazer incursões no cotidiano da sua escola e na sua prática docente
30
e/ou de especialistas da educação. Isto permitirá analisar e avaliar seu exercício profissional.
Neste enfoque, o professor de estágio deverá ter uma maior atenção, fazendo com que o
aluno/profissional possa refletir a sua prática atual com base nos conhecimentos adquiridos
ao longo do curso e consequentemente desenvolva projetos de intervenção, modificando a
realidade com coerência entre a prática do discurso e o discurso na pratica adquirido de
forma orgânica, através do processo contínuo de ação-reflexão-ação.
O estágio obrigatório deverá totalizar, no mínimo, 400 horas, a partir do início da
segunda metade do curso. O aluno deverá estagiar na área de Educação conforme indicação
da Licenciatura. O estágio deverá ser desenvolvido na área ensino de Física, onde o campo
de atuação será escolas do Ensino Médio, públicas ou particulares, fundações, sociedades
civis sem fins lucrativos que lidam com o Ensino Médio; empresas prestadoras de serviços
educacionais à comunidade.
Para o Estágio Supervisionado são consideradas duas modalidades: Observação e
Regência. O Estágio de Observação é a fase inicial do estágio e poderá ter carga horária de
até 40% das 400 horas destinadas ao Estágio Supervisionado. Caracteriza-se por um período
em que o aluno licenciando-estagiário tem a oportunidade de presenciar as várias situações
que se manifestam em sala de aula e se preparar para o momento em que estiver na regência
de classe/aula. O Estágio de Regência é a fase posterior à observação e se caracteriza pela
atuação do aluno licenciando-estagiário como regente de classe/aula.
Professores com formação específica acompanharão os estágios. Este
acompanhamento inclui: fundamentação teórica da ação resgatando todo conteúdo
transmitido ao longo dos 2 (dois) anos que antecedem o estágio, discussão e elaboração de
instrumentos, preparação de material, indicação de bibliografia complementar, atuação,
avaliação processual.
Antes dos alunos serem encaminhados para os campos de estágios irão receber
informações gerais sobre o estágio, a forma como este deverá ser desenvolvido e as formas
de avaliação.
São atribuições dos estagiários:
participar ativamente das atividades de estágio que lhe forem atribuídas;
cumprir a carga horária e o horário estabelecido para estágio;
participar de reuniões de avaliação;
elaborar e apresentar um relatório para cada etapa do estágio.
Durante o período do estágio, o aluno deverá construir um relatório, elaborado
conforme as orientações para um trabalho científico. O relatório deverá ser apresentado
contendo:
planejamento do diagnóstico da escola;
plano de atuação na escola;
resultados obtidos a partir da proposta contida no plano de trabalho.
A importância do relatório reside no fato de que através deste será possível
acompanhar o aluno no estágio bem como também iniciá-lo na elaboração de relatórios
específicos relacionados às atividades profissionais futuras, fornecendo ao professor de
estágio um instrumento de avaliação e ainda, ao estabelecimento foco da prática do aluno,
subsídios para melhoria de qualidade do ensino ali desenvolvido. O relatório de estágio é o
documento que garantirá que as condições do seu estágio sejam cumpridas, portanto é
imprescindível o preenchimento correto e o cumprimento dos prazos estabelecidos.
31
8.5.1 Atividades do programa de estágio supervisionado
Buscando a sólida formação de professores que tenham competências facilitadoras
para a criação, planejamento, realização, gestão e avaliação de situações didáticas eficazes
para a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos, o programa de estágio supervisionado
visa minimizar a distância entre a teoria e a prática e a desarticulação entre os diferentes
níveis de atuação dos professores, iniciando com a promoção do envolvimento do futuro
docente no projeto educativo da escola, propiciando além de reflexão sobre os conteúdos da
área, a análise dos contextos em que se inscrevem as temáticas sociais transversais.
O estágio compreenderá o exercício de atividades nas séries do Ensino Médio. Todo
estágio obedecerá ao programa que deverá, obrigatoriamente, ser aprovado pelo responsável
da escola, pelo Supervisor de Estágio e pelo Professor Orientador.
Os programas de estágio deverão acompanhar a formação teórica do estudante.
Deverão contar, obrigatoriamente, dos projetos de estágio, os seguintes elementos:
apresentação e justificativas;
objetivos gerais e específicos do estágio;
escola, ou entidade em que o estágio se realizará;
período em que se realizará o estágio.
Com relação ao projeto de estágio citado no artigo anterior, o mesmo deverá atender às
normas específicas da Metodologia Científica, contendo:
indicação detalhada das diversas etapas em que se dividirá o estágio;
programa de leituras elaborado pelo Orientador e comprovados pela apresentação
obrigatória de relatórios por parte do estagiário;
indicação de fontes bibliográficas.
O Estágio Supervisionado em Escolas de Ensino Médio deverá envolver aprendizagem
de noções teóricas, experiência de regência de classe. A administração e a supervisão global
do estágio serão exercidas pela Coordenação do Curso e pelos professores supervisores de
estágio.
8.5.2 Reaproveitamento da Prática Profissional
Seguindo o que estabelece a Resolução Nº 02/2015 – DCN, é possível a redução da
carga horária do estágio supervisionado até o máximo de 100 (cem) horas. Esse
aproveitamento só é possível para os portadores de diploma de licenciatura com exercício
comprovado no magistério e exercendo atividade regular na Educação Básica. Dessa forma,
só será possível para alunos que exerceram atividade docente regular na Educação Básica,
quando:
tenham sido efetuadas em escolas autorizadas;
apresentem declaração comprobatória;
não estarem ligadas a áreas diferentes das áreas de atuação do curso;
o aproveitamento das horas de estágio curricular supervisionado será aprovado
pelo Colegiado de Curso, ouvidos os professores envolvidos e o Coordenador de Curso.
32
8.5.3 – Relatório de estágio
Para o acompanhamento dos estágios, os alunos deverão manter registros constantes
de suas atividades. Esses documentos serão compostos por:
● Uma carta padrão de apresentação do estagiário que deverá ser entregue na
instituição em que este efetivará seu estágio, devendo devolver a coordenação, uma
cópia devidamente protocolada;
● Ficha de caracterização da instituição onde o estágio será realizado, que deverá ser
aprovada pelo professor responsável no semestre correspondente;
● Relatório de registro de estágio onde serão anotados os horários e as atividades
realizadas com a assinatura do professor e/ou da autoridade junto a qual será
realizado estágio e com o visto do professor responsável. Esta ficha deverá ser
entregue ao final de cada semestre junto à secretaria da escola para ser arquivada no
prontuário do aluno;
● Planilha de observação de aula ou de atividade, onde serão registradas as observações
feitas e as possíveis propostas de intervenção.
Quanto a avaliação das Atividades de Estágio Supervisionado resulta da análise do
cumprimento da carga horária de prática profissional prevista para o curso por legislação
específica; da qualidade, pertinência e adequação do relatório das atividades previstas no
Projeto de Estágio Supervisionado; e do cumprimento dos prazos para entrega dos relatórios
das atividades propostas como Estágio Supervisionado.
8.6 – Trabalho de Conclusão de Curso –TCC
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no curso de Física Licenciatura segue as
normas de elaboração e avaliação estabelecidas pela Resolução Nº 01/2023 do Colegiado do
Curso de Física Licenciatura. Tal Resolução está no apêndice deste documento.
O TCC é definido como uma atividade acadêmica onde se desenvolve um tema
específico, não necessariamente inédito, tendo como base preferencial sua prática
pedagógica e vínculado à área da Física. Essa atividade poderá ser desenvolvida como um
memorial, portfólio, artigo, relatório de projeto didático-pedagógico desenvolvido, relatório
de pesquisa educacional desenvolvida, elaboração de projeto pedagógico para a realidade
educacional em que vive ou monografia acadêmica. Seu tempo de início almejado será,
preferencialmente, o sexto período e contará com uma carga horária de 50h. Esse trabalho
pode ser orientado por um professor do Instituto de Física ou outra Unidade Acadêmica,
desde que autorizado pelo colegiado do curso.
O TCC poderá ser desenvolvido como uma atividade integrada a um projeto de
iniciação científica, de extensão ou ensino sob orientação de um professor. No início das
atividades, o aluno deverá entregar um formulário de proposta do TCC, disponível na página
do Instituto de Física. Esse formulário contém todas as principais informações do trabalho a
ser desenvolvido e deve ter a anuência do professor orientador. Tal proposta é apreciada pela
coordenação/colegiado do curso. A avaliação do TCC será feita por uma banca examinadora
composta por três membros docentes, presidida pelo professor orientador.
8.7 – Atividades Acadêmico-Científico-Culturais – ACC
De acordo com a Resolução CNE/CPNº 02, de 1º de julho de 2015, define as
Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de
33
licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda
licenciatura) e para a formação continuada, o aluno deverá integralizar um total de 200 horas
de atividades de natureza acadêmico-científico-culturais. Essas Atividades Complementares
de Graduação, constituem um conjunto de estratégias pedagógico-didáticas que permitem,
no âmbito do currículo, a articulação entre teoria e prática e a complementação, por parte do
estudante, dos saberes e habilidades necessárias à sua formação. Elas incluem a participação
dos licenciando em eventos de natureza social, cultural artística, científica e tecnológica,
tanto no âmbito das ciências de um modo geral, quanto no âmbito de sua formação ética e
humanística.
As atividades acadêmico-científico-culturais têm como objetivo propiciar a
flexibilização curricular, institucionalizando o conhecimento adquirido pelo licenciando
dentro e fora do ambiente acadêmico, o que contribui para uma ampliação e aprofundamento
da vivência universitária em ensino, pesquisa e extensão. Essas atividades deverão ser
comprovadas junto à coordenação de curso para sua apreciação, aceite e avaliação da carga
horária a ser considerada.
As atividades acadêmico-científico-culturais são subdivididas em cinco categorias
conforme a tabela abaixo (Tabela 5). Para cumprir a carga horária destinada as atividades
acedêmico-científico-culturais, o estudante deve comprovar atuação em pelo menos duas
categorias distindas.
TABELA 5: Distribuição das Atividades Acadêmico-Científico-Culturais - ACC
Atividades Acadêmico-Científico-Culturais
PARTICIPAÇÕES
Pontuação (equivalente em
horas/aula)
Congresso Nacional ou Internacional em Física;
20
Congresso Nacional ou Internacional em áreas afins à Física;
10
Congresso Regional ou local em Física;
15
Congresso Regional ou local em áreas afins à Física;
10
Workshop, simpósio, semana acadêmica e encontros científicos
em áreas afins à Física;
10
Mini-curso, oficinas (carga horária 10hs, 20hs, 40hs) em Física ou
áreas afins;
5/10/20 a depender da carga
horária (até 20h/de 20h a
40h/acima de 40 horas
Vídeo-conferência, curso online em Física ou áreas afins;
5
Comissão organizadora de evento nacional ou internacional;
40
Comissão organizadora de evento regional ou local ;
20
Representante de órgãos colegiados (6 meses);
10
Participação efetiva nas visitas da Comissão Avaliadora do MEC
para o curso de física, visita em Feiras de Ciências;
5
Monitoria de eventos de física e cursos afins;
15
Projeto em Pesquisa
15
Atividades Acadêmico-Científico-Culturais
APRESENTAÇÕES
Pontuação (equivalente em
horas/aula)
34
Apresentação de trabalho em evento nacional ou internacional;
40
Apresentação de trabalho em evento regional ou local;
20
Apresentação de trabalho em workshop, simpósio, semana
acadêmica, encontros científicos na UFAL em áreas afins à Física;
10
Palestra, seminário em áreas afins à Física;
10
Mini-curso (carga horária mínima de 10hs, 20hs, 40hs) ou mais
20
Atividades Acadêmico-Científico-Culturais
PUBLICAÇÕES
Pontuação (equivalente em
horas/aula)
Resumo expandido em Congresso Nacional ou internacional;
15
Resumo expandido em Congresso Regional ou local;
10
Resumo em anais de Congresso Nacional ou internacional;
10
Resumo em anais de Congresso regional ou local
5
Artigo científico em revista de Física indexada;
40
Artigo em revista/jornal em Física;
20
Atividades Acadêmico-Científico-Culturais
BOLSAS (a cada 6 meses)
Pontuação (equivalente em
horas/aula)
Bolsa de iniciação científica do Programa de Iniciação
30
Bolsa de extensão da UFAL;
30
Bolsa de monitoria ou PIBID no curso de física da UFAL;
30
Bolsa de trabalho, iniciação ou extensão de outra instituição;
15
Atividades Acadêmico-Científico-Culturais
Outras Atividades
Pontuação (equivalente em
horas/aula)
Produção e participação em eventos culturais, artísticos,
esportivos, recreativos;
5
Participação como voluntários em ações sociais e comunitárias,
inclusive prestação de serviços técnicos;
10
Estágio extracurricular em convênios firmados pela UFAL (por
cada 10hs);
5
Atividades de extensão que não seja vinculada a uma Atividade
Curricular de Extensão obrigatório do curso
10
Fonte: IF/UFAL.
8.8 Atividades Curriculares de Extensão - ACE
Como estabelece a Resolução Nº 04/2018 – CONSUNI/UFAL, por atividades de extensão
é entendido o processo interdisciplinar, educativo, cultural, cinetífico e político que promove
a interação transformadora entre Universidade e outros setores da sociedade. Essa resolução
35
regulamenta as ações de extensão como componente curricular obrigatório nos projetos
pedagógicos dos cursos de graduação da UFAL, determinando um mínimo de 10% da carga
horária total do curso às atividades de extensão. Ainda segundo essa resolução, programa de
extensão é o conjunto articulado de projetos e outras ações de extensão que possuem caráter
orgânico institucional, clareza de diretrizes e orientação para um objetivo comum, sendo
executado a médio e longo prazo, preferencialmente integrando às ações de pesquisa e ensino.
O programa de extensão no Instituto de Física IF/UFAL tem como título “Divulgação de
Conceitos e Fenômenos Físicos. Esse programa conta com projetos, eventos, mostras e cursos
apresentados à comunidade com o intuito de levar mais informação e conhecimento aos
jovens estudantes e professores do Ensino Médio de Maceió, além da comunidade em geral.
Uma equipe permanente composta de professores, alunos e técnicos do Instituto de Física
compõe tal programa.
Os principais objetivos desse Programa são:
• Despertar a curiosidade científica nos alunos do ensino médio e na comunidade em
geral;
• Suprir espaços não preenchidos com os conteúdos programáticos de Física
desenvolvidos nas escolas públicas e privadas;
• Estimular o jovem a procurar a profissão de Físico;
• Expor publicamente o Instituto de Física mostrando sua infra-estrutura de ensino e
pesquisa e suas atividades de graduação e pós-graduação;
• Mostrar a interdisciplinaridade da Física;
• Fortalecer e aumentar o plantel de professores de física para atuarem nas escolas de
ensino médio públicas e privadas do estado de Alagoas.
No intuito de atender tais objetivos, o Programa de Extensão do IF atua nas seguintes
línhas ou áreas temáticas: educação profissional, espaços de ciência, metodologias e
estratégias de ensino/aprendizagem, além de digulgação científica e tecnológica.
No que diz respeito à formação discente, o programa de extensão aqui exposto se
propõe a formar egressos que consigam relacionar pesquisa e ação social na atuação do
físico-educador, sempre considerando as demandas sociais, especificamente do estado de
Alagoas. Além disso, espera-se com tais ações de extensão uma maior organicidade entre as
esferas do Ensino, da Pesquisa e da Extensão universitária.
O programa de Extensão do Instituto de Física é coordenado pelo vice-diretor da
unidade, como estabelece o Regimento Interno do IF/UFAL. Essa coordenação tem como
competência gerenciar, planejar e assessorar todas as atividades de extensão desenvolvida no
Instituto de Física.
36
O programa de Extensão do curso de Física Licenciatura da UFAL, no Campus A. C.
Simões, desenvolveu várias atividades de extensão, a citar:
Expofísica (desde 2002)
Trata-se de uma exposição pública do Instituto de Física. Nela são expostas atividades
de graduação e pós-graduação envolvendo o quadro docente e discente e são apresentadas,
para a comunidade universitária e para o ensino médio, as contribuições em termos de ensino
e pesquisa realizadas no IF/UFAL, além de temas atuais de Física como a Física do Corpo
Humano, a Física da Música e a Física de Esportes Radicais;
Olimpíadas de Física
- Olimpíada Brasileira de Física (OBF): trata-se de um programa da Sociedade Brasileira
de Física (SBF), cujo objetivo é despertar e estimular o interesse pela Física, proporcionar
desafios aos estudantes, aproximar a universidade do ensino médio, identificar os estudantes
talentosos em Física, preparando-os para as olimpíadas internacionais e estimulando-os a
seguir carreiras científico-tecnológicas. Na OBF participam alunos das escolas públicas e
privadas. Realizaram-se exames disponibilizados pela Sociedade Brasileira de Física (SBF)
para todo o País abordando os conteúdos de Física trabalhados no ensino médio.
– Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP): é uma promoção do
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) através do CNPq, do Ministério da
Educação (MEC) e constitui um programa permanente da Sociedade Brasileira de Física
(SBF), responsável por sua execução, com os seguintes objetivos: despertar e estimular o
interesse pela Física e pelas ciências, aproximar as universidades, institutos de pesquisa e
sociedades científicas das escolas públicas, identificar estudantes talentosos e incentivar seu
ingresso nas áreas científicas e tecnológicas, incentivar o aperfeiçoamento dos professores
das escolas públicas contribuindo para sua valorização profissional, promover a inclusão
social por meio da difusão do conhecimento, contribuir para a melhoria da qualidade da
Educação Básica e proporcionar desafios aos estudantes. Poderão participar da Olimpíada
Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP) estudantes de escolas públicas
municipais, estaduais e federais em que houver pelo menos um professor responsável. A
Olimpíada ocorre em 2 (duas) fases. Em cada fase os alunos participantes da OBFEP são
divididos em 3 (três) níveis, de acordo com o seu grau de escolaridade.
37
No IF esses exames são divulgados e aplicados pelo coordenador do evento com o
auxílio de monitores (alunos dos cursos de Física da UFAL) e professores colaboradores.
Este evento conta com solenidade de entrega de medalhas aos alunos do ensino médio e seus
professores premiados. A solenidade acontece no IF com a presença dos medalhistas, seus
professores, Diretores das escolas, além dos Coordenadores dos cursos de graduação e
Diretor do IF/UFAL.
O Barato da Física
Trata-se de um projeto voltado para a confecção de experimentos de baixo custo em colaboração com alunos da Licenciatura em Física. Após a confecção dos experimentos os mesmos foram disponibilizados para mostras em espaço físico do IF/UFAL e pretende-se levar
esse material à comunidade através de exposições em escolas do ensino médio da Cidade de
Maceió. Com o desenvolvimento dos protótipos experimentais, o projeto ficou responsável
por um stand no evento EXPOFÍSICA, onde os alunos/autores tiveram oportunidade de apresentar suas criações para alunos do ensino médio de diversas escolas do estado. Outro fato
que merece destaque é a participação dos alunos na apresentação de trabalhos em congressos
locais (Caiite, por exemplo) e também de congressos especializados como o Encontro de Físicos do Norte e Nordeste. Esta participação proporciona aos alunos uma maior interação um
maior interesse pela área, enriquece o seu conhecimento ao ter contato com diferentes públicos, fortalecendo o então estudante que será em breve um profissional de ensino.
Além desses projetos maiores e permamentes, o Programa de Extensão do IF/UFAL já
realizou ou realiza eventualmente os seguintes projetos ou atividades de extensão:
Materiais sobre Física em Áudio e em Braile para Deficientes Visuais
Nesse projeto materiais em áudio e em braile são/foram desenvolvidos no Instituto de
Física da UFAL, campus Maceió. Ele tem como público alvo os deficientes visuais do estado
de Alagoas. O material produzido foi distribuído para todas aquelas escolas que tiverem interesse em utilizar o material como um suporte didático, bem como será disponibilizado diretamente para os alunos com deficiência visual que tenham interesse em adquirir o material. Este
trabalho é muito importante para o nosso estado de Alagoas, uma vez que ações pedagógicas
para ensinarFísica para pessoas com alguma dificuldade especial são praticamente inexistentes, e sabemos que é urgente a necessidade de tais iniciativas para proporcionar cada vez mais
38
a inclusão dos deficientes visuais nas diversas áreas do saber e da sociedade. A proposta do
trabalho é produzir um material que seja o mais entendível possível para o aluno, de modo
que mesmo sozinho ele possa utilizá-lo para aprender os conceitos de Física ou mesmo revisá-los.
Cine Física
Esse projeto é realizado no auditório Roberto Jorge Vasconcelos dos Santos, no Instituto
de Física, uma vez por semana. Quando estava ativo , eram realizadas duas sessões: das
12:30 h às 13:30h e a outra das 18:00 h às 19:00 h. As sessões eram abertas ao público. Nestas foram exibidos os episódios da série “Cosmos” do autor Carl Sagan. Neste seriado são
mostrados de forma compreensível e envolvente temas que abordam Física, Biologia, Astronomia, Astrofísica e Ciência em geral. Através da exibição destes episódios esperamos que o
público entenda melhor o mundo ao nosso redor, desmistificando, assim, a ciência como sendo algo chato para algo interessante e presente nas nossas vidas;
Concurso de Monografia – Rabiscando e Pensando Física
Quando foi realizado, em 2010, houve a seleção do tema da monografia pela comissão de
extensão do IF-UFAL, estando este tema voltado sempre a compreensão da física e seu papel
no mundo contemporâneo, como: questões ambientais, possíveis soluções de cunho científico
e tecnológico e seus impactos sociais e econômicos. Após a seleção do tema e divulgação do
mesmo nas escolas de Ensino Fundamental e Médio do Estado de Alagoas, os professores de
ciências e/ou física dos alunos-autores foram convidados a estimular todos os alunos à participação neste concurso, auxiliando-os na condição de professores-orientadores.
Física nas Escolas
Trata-se de um projeto que visa oferecer cursos e palestras para professores e estudantes
da rede de ensino médio sobre temas atuais relacionados com a Física, tais como Nanotecnologia, Computação Quântica, Cristais Líquidos, Tecnologia da Informação etc. Com uma linguagem acessível, os cursos ministrados neste projeto priorizará além da difusão da cultura científica a formação de cidadãos mais informados e atuantes diante das mudanças culturais e
tecnológicas vividas pela sociedade.
Dessa forma, percebe-se que o Instittuo de Física dipõe de atividades de extensão, que
compõe o seu Programa de Extensão, com o objetivo de estimular uma melhor compreensão
da física e seu papel no mundo contemporâneo, incentivar jovens talentos a ingressar nas
39
carreiras científicas e tecnológicas, e também promover melhores condições para o ensino de
ciências e física no âmbito da rede de escolas dos ensinos fundamental e médio do Estado de
Alagoas.
Para atender a política de extensão da UFAL, estabelecida pela Resolução Nº 04/2018
CONSUNI/UFAL e atender a meta 12.7 do Plano nacional de Educação – PNE (2014), em
conssonânica com o Programa de Extensão do IF/UFAL, o Projeto Pedagógico do Curso de
Física Licenciatura propõe a realização de quatro Atividades Curriculares de Extensão –
ACEs, cumprindo uma carga horária de 344 horas. Cada atividade curricular de extensão
está vinculada a um projeto de extensão, pertencente ao Programa de Extensão do Instituto
de Física, registrado junto à Pró-Reitoria de Extensão – PROEX/UFAL.
Na tabela a seguir temos o nome da Componente Curricular de Extensão, bem como o
projeto ao qual está vinculada e sua carga horária. Em seguida, detalhamos a metodologia de
cada uma dessas componentes.
TABELA 6: Distribuição das Atividades Curriculares de Extensão - ACE
Componente Curricular de Extensão
Tipo de
Atividade
Projeto
ACE 1 - O uso inovador de recursos didáticos
metodológicos para o ensino de Física.
ACE 2 - Mostras Científicas de Física
Projeto
ACE 3 - Expofísica
Exposição
Total Geral
Período
5º
Carga
Horária
120 horas
8º
80 horas
9º
80 horas
9º
64 horas
344 horas
Fonte: IF/UFAL
No curso de Física Licenciatura essas Atividades Curriculares de Extensão- ACE são
desenvolvidas em dois momentos:
• Téorico (Sala de aula) - é destinado a elaboração, discussão e planejamento da
atividade de extensão obedecendo a temática a que se destina, obedecendo a uma carga
horária fixa em sala de aula. Trata-se de encontros presenciais de planejamento,
supervisionado pelo professor responsável pela ACE. Essa temática está definida na
ementa da ACE, conforme indicada no ementário desse projeto pedagógico;
• Prática de Atividade de Extensão – trata-se da intervenção de extenção propriamente
dita seja no formato de feiras, simpósios, exposições, etc. Seguindo o Programa de
Extensão do IF/UFAL, toda ACE está vinculada a um evento ou atividade prática de
40
extensão. Esse momento também tem uma carga horária prevista no PPC.
Cada ACE está descrita em detalhes (metodologia, público-alvo, temática, etc.) no
ementário desse projeto pedagógico.
8.9 Outras Temáticas Abordadas no Curso
8.9.1 Acessibilidade e Transtorno do Espectro Autista
A UFAL possui um núcleo de estudos (Núcleo de Acessibilidade - NAC) voltado para o
entendimento das necessidades postas para o seu corpo social, no sentido de promoção de
acessibilidade e de atendimento diferenciado a pessoas com alguma deficiênciaem atenção à
Política de Acessibilidade adotada pelo MEC e à legislação pertinente.
O Núcleo de Acessibilidade foi criado em outubro de 2013 e desde então tem
consolidado suas ações na Instituição, e, de acordo com a Lei 13.146/2015 visa “assegurar e
promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais
da pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”.
Em 17 de fevereiro de 2017 foi inaugurada a sua nova sede, no Centro de Interesse
Comunitário (CIC), com 3 salas, as quais são utilizadas para reuniões com estudantes,
professores, coordenadores e familiares, bem como há a produção de materiais demandados
por discentes com deficiência atendidos.
Atualmente, o NAC conta com uma coordenação, um revisor em Braille, 12 bolsistas de apoio
ao estudante com deficiência (selecionados por edital específico) e um psicólogo clínico.
O próprio dimensionamento dessas necessidades merece um cuidado especial, haja vista
a forma atual de identificação dos alunos: a auto declaração. Assim, professores e estudantes
com deficiência, precisam solicitar atendimento educacional especializado e, este ocorre
continuamente e de acordo com as suas necessidades. O NAC ainda disponibiliza o
empréstimo de equipamentos de acessibilidade, como livros e máquina para escrita em Braile,
por exemplo. Os acompanhamentos são avaliados ao final de cada semestre por professores
dos estudantes com deficiência e pelos próprios estudantes, com a finalidade de aperfeiçoar os
serviços oferecidos.
Além deste acompanhamento, o NAC tem investido na formação da comunidade
universitária com a proposição de projetos, cursos e oficinas (Tecnologia Assistiva Deficiência Visual e Deficiência Física, Estratégias de Ensino do Surdo cego, Práticas
Inclusivas na Educação Superior, Sextas Inclusivas, entre outros).
Por outro lado, a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus servidores para o
41
estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e execução de ações
voltadas para essas necessidades. Ao esforço para o atendimento universal à acessibilidade
arquitetônica, se junta, agora, o cuidado de fazer cumprir as demais dimensões exigidas pela
Política de Acessibilidade, qual sejam a acessibilidade: pedagógica, metodológica, de
informação e de comunicação. A acessibilidade pedagógica e metodológica deve atentar para
o art. 59 da Lei 9394/96, que afirma: “Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com
necessidades esppROFIeciais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e
organização específicos, para atender às suas necessidades”. Neste sentido, a Nota Técnica nº
24 / 2013 / MEC / SECADI / DPEE, de 21 de março de 2013, orienta os sistemas de ensino
no sentido de sua implantação. Em especial, recomenda que os “PPC contemplem orientações
no sentido da adoção de parâmetros individualizados e flexíveis de avaliação pedagógica,
valorizando os pequenos progressos de cada estudante em relação a si mesmo e ao grupo em
que está inserido”.
Para tal atendimento a UFAL assume o compromisso de prestar atendimento
especializado aos alunos com deficiência auditiva, visual, visual e auditiva e cognitiva sempre
que for diagnosticada sua necessidade. Procura-se, desta forma, não apenas facilitar o acesso,
mas estar sensível às demandas de caráter pedagógico e metodológico de forma a permitir sua
permanência produtiva no desenvolvimento do curso. À luz do Decreto Nº 5.296, de 2 de
dezembro de 2004 – Regulamenta a Lei n. 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá
prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e a Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de
2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.
A partir de 2016, o NAC ainda tem atuado na intermediação com os diferentes órgãos da
UFAL, principalmente junto à SINFRA, PROGRAD e PROEST, para a minimização de
possíveis barreiras (físicas e acadêmicas) à permanência do estudante com deficiência, como
preconiza a Lei 10.098/2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade
reduzida. Aqui, merece destaque a construção de calçadas táteis, rampas de acesso aos
prédios, corrimãos, adaptações de banheiros e salas de aula, entre outras obras necessárias à
permanência dos estudantes e professores com deficiência na universidade.
Com relação ao atendimento de discentes com Transtorno do Espectro Autista, conforme
disposto na Lei N° 12.764, de 27 de dezembro de 2012, incluso no instrumento de avaliação
dos cursos de graduação do INEP de junho de 2015, a Universidade Federal de Alagoas, nesse
momento fomenta estudos e debates no intuito de constituir uma política institucional que
explicite ações neste âmbito e que fundamente os cursos de graduação desta instituição em
42
metodologias e ações atitudinais que visem a inclusão de pessoas com este transtorno. Os
discentes com transtorno do espectro autista também são atendidos pelo NAC.
Assim, através do NAC podemos fazer um bom acompanhamento aos nossos alunos que
venham a ser portadores de necessidades especiais que necessitem de atendimento
diferenciado.
8.9.2 Como é trabalhada a Educação Ambiental no Curso
A Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, regulamentada pelo Decreto nº 4.281, de 25 de
junho de 2002, dispõe especificamente sobre a Educação Ambiental (EA) e institui a Política
Nacional de Educação Ambiental (PNEA), como componente essencial e permanente da
educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e
modalidades do processo educativo. As DCNs de Educação Ambiental (Resolução CNE/CP
Nº2/2012) destacam que “o papel transformador e emancipatório da Educação Ambiental se
torna cada vez mais visível diante do atual contexto nacional e mundial em que a preocupação
com as mudanças climáticas, a degradação da natureza, a redução da biodiversidade, os riscos
socioambientais locais e globais, as necessidades planetárias evidenciam-se na prática social”.
Isso posto, nota-se a necessidade de inserir no processo educativo no curso de Física
Licenciatutra as discussões de educação ambiental, na visão da interdisciplinaridade. O
trabalho interdisciplinar de educação ambiental se caracteriza pela ampliação do espaço social
e visa a disseminação crítica dos conhecimentos socioambientais, culturais e políticos,
articulando-os à realidade local, nacional e global, com a formação cidadã e ética.
Para isto, o curso de Física Licenciatutra trata a temática de forma interdisciplinar,
articulando os conhecimentos de diversas disciplinas específicas com as questões ambientais.
Como um exemplo, na disciplina de Física 3, a Educação Ambiental é trabalhada como um
tema transversal, na qual é tratada a questão das Usinas Hidrelétricas, da Radiação Solar, bem
como algumas tecnologias: Micro-ondas; Ondas de Rádio AM e FM; Raio-X. Além disto, é
abordado também a interação das radiações com o ser humano.
Vale destacar aqui que o trabalho de educação ambiental não se limita ao acúmulo de
conceitos de ecologia ou ao trabalho com problemas ambientais, por isso, as disciplinas de
Física 1, Física 2, Física 3 e Física 4, discutem as questões socioambientais, articulando com a
formação do perfil profissional,l do curso de licenciatura em Física .
Por fim, ressaltamos ainda que a UFAL possui um Núcleo de Educação Ambiental
(NEA), ele é ligado ao Centro de Educação, mas é aberto a apoiar o trabalho de educação
ambiental em diversos cursos. O NEA desenvolve atividades com o Coletivo Jovem, cursos
43
de formação para professores e estudantes sobre Educação Ambiental, e cursos de
especialização em Educação Ambiental.
8.9.3 Como é Trabalhada a Educação para as Relações Étinico-Raciais e Direitos
Humanos no Curso
Além de cumprir com as exigências normativas educacionais brasileiras, a proposta de
uma Educação para as Relações Étnico-raciais (ERER), incorporada aos currículos dos cursos
de licenciatura e bacharelado desta instituição de ensino superior, por meio dos Projetos
Pedagógicos de Cursos (PPCs), estimula a integração entre saberes étnicos constitutivos de
nossa cultura brasileira (branco, indígena, negro e cigano), em destaque a nossa cultura
alagoana, além de possibilitar a produção de novos conhecimentos científico, cultural,
tecnológico e artístico, ou a revisão dos conhecimentos existentes, de modo a promover
condutas e políticas de formação profissional que valorizem as diversidades étnico-raciais.
Em decorrência dessa proposta, devemos destacar o compromisso firmado pela UFAL,
que dentre outras ações, busca o aperfeiçoamento das políticas de ações afirmativas, dos
cursos de graduação à pós-graduação, implementadas, oficialmente, desde 11 de novembro de
2003, por meio da Resolução CONSUNI/UFAL nº 33, que aprovou o Programa Ações
Afirmativas para Afro-descendentes (PAAF) nesta instituição, com o empenho do Núcleo de
Estudos Afro-brasileiros (NEAB-UFAL), criado em 1981, inicialmente Centro de Estudos
Afro-brasileiros (CEAB), que atua tanto internamente à UFAL, com o papel de promover
cursos de formação/capacitação, debates, disponibilização de acervo (documental e
bibliográfico) para consulta e coordenação geral de editais sobre ERER; quanto externamente,
em parceria com outras instituições educacionais do estado, do país e/ou outros países, e com
os movimentos sociais.
Especificamente no curso de Física Licenciatura, a Educação para as Relações Étnicoraciais é tratada de forma transversal, assim como a educação em direitos humanos,conforme
estabelece a Resolução Nº 1/2012 – CNE/CP, sobre as Diretrizes Nacionais para a Educação
em Direitos Humanos. Essas temáticas são tratadas em algumas disciplinas ao longo do curso,
em particular na disciplina de História e Filosofia da Ciências, onde é retratada luta e a cultura
Negra Brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, além de direitos humanos.
8.10 Matriz Curricular
As disciplinas são ofertadas por algumas unidades acadêmicas, entre elas:
Instituto de Física, Centro de Educação, Instituto de Matemática, Instituto de Química e
Faculdade de Letras. A seguir apresentamos o ordenamento curricular do curso,
apresentando todas as disciplinas do curso, com suas respectivas Cargas Horárias (C.H.),
44
quatidade de aulas prsenciais semanais e Unidades Acadêmicas (U. A.) responsáveis. Vale
ressaltar que nessa tabela não estão computadas as cargas horárias referentes ao Trabalho de
conclusão de Cursso – TCC e as Atividades Acadêmico-Científico-Cultutais.
1º
3
Elementos de Física
IF
54 h
-
-
54 h
4
Geometria Analítica
IM
72 h
-
-
72 h
3
Profissão Docente
CEDU
54 h
-
-
54 h
54 h
54 h
-
36 h
2
15
Prática
Prática
Total
Laboratorial Pedagógica Semestral
Saberes e Práticas para o
Ensino de Física 1 - Ensino de IF
Física e Sociedade
Metodologia Científica e
Produção de Textos
IF
36 h
Acadêmicos
Carga horária total do Período
270 h
Física 1
IF
72 h
-
-
72 h
2
Física Experimental 1
IF
-
36 h
-
36 h
4
Cálculo 1
IM
72 h
-
-
72 h
72 h
72 h
-
72 h
-
324 h
72 h
4
18
4
Saberes e Práticas para o
Ensino de Física 2 - Uso de
IF
Tecnologias Digitais no Ensino
de Física
Política e Organização da
CEDU
72 h
Educação Básica no Brasil
Carga horária total do período
Física 2
IF
72 h
-
2
Física Experimental 2
IF
-
36 h
-
36 h
4
Cálculo 2
IM
72 h
-
-
72 h
4
Álgebra Linear
IM
72 h
-
-
72 h
-
72 h
18
4
Desenvolvimento e
CEDU
72 h
Aprendizagem
Carga horária total do período
Física 3
IF
72 h
-
-
324 h
72 h
2
Física Experimental 3
IF
-
36 h
-
36 h
4
Cálculo 3
IM
72 h
-
-
72 h
4
Didática
CEDU
72 h
-
-
72 h
Gestão da Educação e Trabalho CEDU
72 h
Escolar
Carga horária total do período
-
72 h
4
4°
Teórica
4
4
3º
Unidade
Acadêmica
Disciplina
3
2º
Carga horária
Aulas
semanais
Período
TABELA 7: Matriz Curricular do Curso.
4
18
45
324 h
4
Física 4
IF
72 h
-
-
72 h
2
Física Experimental 4
IF
-
36 h
-
36 h
5
Instrumentação para o Ensino
de Física 1
LIBRAS
IF
-
-
90h
90 h
FALE
54 h
-
-
54 h
3
5°
4
2
20
4
5
4
6°
5
2
20
4
7°
Instrumentação para o Ensino
IF
de Física 2
Didática para o Ensino de
IF
Física
Estágio Supervisionado 1
CEDU
Física Moderna Experimental
4
Pesquisa em Ensino de Física
IF
1
Estágio Supervisionado 2
CEDU
6
20
4
ELETIVA
IF
IF
72 h
120 h
444 h
72 h
-
-
90 h
90 h
72 h
-
-
72 h
100 h
-
-
100 h
36 h
36 h
-
370 h
72 h
Saberes e Práticas para o
Ensino de Física 4 - A
IF
Hipermídia e os Livros
Didáticos
Carga horária total do período
Física Moderna 2
IF
72 h
-
2
4
8°
Saberes e Práticas para o
Ensino de Física 3 Contextualização
IF
72 h
Interdisciplinaridade no Ensino
de Física
ACE 1 - O uso inovador de
36 h -Teórico (em sala de aula)
recursos didáticos
IF
84 h - Prática de atividade de
metodológicos para o ensino
extensão
de Física.
Carga horária total do período
Física Moderna 1
IF
72 h
-
-
36 h
-
36 h
72 h
-
-
72 h
100 h
-
-
100 h
72 h
72 h
Carga horária total do período
Introdução à Astronomia
IF
72 h
-
-
352 h
72 h
4
História e Filosofia da Ciência
IF
72 h
-
-
72 h
5
Estágio Supervisionado 3
CEDU
100 h
-
-
100 h
4
Pesquisa em Ensino de Física
2
ACE 2 - Mostras Científicas
de Física -Parte I
IF
72 h
-
-
72 h
2
19
3
6
9°
2
36 h -Teórico (em sala de aula)
44 h - Prática de atividade de
extensão
Carga horária total do período
Física Aplicada e
IF
54 h
Contemporânea
Estágio Supervisionado 4
CEDU 100 h
Estratégias Didáticas para
IF
36 h
Solução de Problemas em
IF
46
80 h
396 h
54 h
100 h
36 h
3
2
0
16
Física
Tendências em Ensino de
Física
ACE 2 - Mostras Científicas
de Física -Parte II
IF
54 h
-
-
36 h -Teórico (em sala de aula)
44 h - Prática de atividade de
extensão
0 h -Teórico (em sala de aula)
ACE 3 – Expofísica
IF
64 h – Prática de atividade de
extensão
Carga horária total do período
54 h
IF
Carga Horária Total dos Períodos letivos
Atividades Complementares
Trabalho de Conclusão de Curso
Carga horária Total
80 h
64 h
388 h
3192 h
200 h
50 h
3442h
Fonte: IF/UFAL, 2019.
Ao somar as cargas horárias referentes ao Trabalho de conclusão de Cursso – TCC (50
horas) e as Atividades Acadêmico-Científico-Cultutais (200 horas) teremos a carga total do
curso de 3442 horas, conforme especificado anteriormente.
8.11 Disciplinas Eletivas do Curso
Segue a lista de disciplinas eletivas do curso de Física Licenciatura.
TABELA 8: Listas de Disciplinas elletivas do curso de Física Licenciatura
Disciplina
Carga Horária
Cálculo 4
72 horas
Introdução à Física Computacional
72 horas
Termodinâmica
72 horas
Física Matemática 1
72 horas
Métodos Matemáticos para Mecânica Quântica
72 horas
Mecânica Quântica 1
72 horas
Física Estatística
72 horas
Eletromagnetismo 1
72 horas
Mecânica Clássica
72 horas
Fonte: IF/UFAL, 2019.
47
9. EMENTÁRIO
9.1 Componentes Curriculares Obrigatórios
Disciplina: Elementos de Física
Carga Horária:
Pré-requisito:
54 horas
Ementa: Ciência e teoria científica: a Física como ciência. Estrutura geral da Física. Física e sociedade. A
formação do Físico. Conceitos físicos fundamentais. Medições e unidades de medida. Conceitos
matemáticos básicos relacionado a funções, trigonometria e outros aplicados em problemas de Física.
Bibliografia Básica:
•
BASSALO, J. M. F., Crônicas da Física, Volumes de 1 a 6, Belém: Editora da Universidade
federal do Pará [Os seis volumes foram publicados nos anos respectivamente, 1987, 1990,
1991,1994,1998 e 2001;
•
PIRES A. S. T., Evolução das Ideias da Física, 2a ed., Ed Livraria da Física, São Paulo, 2011,
ISBN 9788578611033.
•
BRASIL, N. I.(2002) Sistema internacional de Unidades. Ed. Interciência, Rio de Janeiro.
•
GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física sob a Coordenação de Luiz Carlos
Menezes, João Zanetic e Yassuko Hosoume), Física1 - Mecânica, São Paulo, Edusp, 5ª. Ed., 1999;
•
GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física sob a Coordenação de Luiz Carlos
Menezes, João Zanetic e Yassuko Hosoume), Física2 - Física Térmica e Óptica, São Paulo, Edusp,
4ª. Ed., 1998;
•
GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física sob a Coordenação de Luiz Carlos
Menezes, João Zanetic e Yassuk Hosoume), Física3 - Eletromagnetismo, São Paulo, Edusp, 3ª. Ed.,
1998;
•
LANDAU , L. & KITAIGORODSKI, A. Física para Todos, Moscou: Editorial Mir, 1963;
•
ORNELLAS, A. J. F., A Energia dos Tempos Antigos aos Dias Atuais, (Série Conversando
sobre Ciências em Alagoas), Maceió: Editora da Universidade Federal de Alagoas EDUFAL, 2005;
•
FEYNMAN, R. P.; LEIGHTON; SANDS, M., Lectures on Physics, Vols. 1 e 2 Massachusetts,
Addison Weley, 1965.
Bibliografia Complementar:
•
PRIGOGINE, I., O Fim das Certezas (Tempo, Caos e as Leis da natureza), São Paulo: Editora
da UNESP, 1996.
•
HEWITT, P. G., Física Conceitual, 11a ed., Editora Bookman, Porto Alegre, 2011. ISBN:
9788577808908.
•
IEZZI, G.; MURAKAMI, C. (2004) Fundamentos de Matemática Elementar - Conjuntos e
Funções v.1, 8a ed. Editora Atual.
•
IEZZI, G. (2004) Fundamentos de Matemática Elementar - Trigonometria. Volume 3, 8ª ed.
Editora Atual.
Disciplina: Geometria Analítica
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: O plano: sistema de coordenadas, distância entre dois pontos, vetores no plano, produto escalar e
ângulo entre vetores, projeção de vetores, equações paramétricas da reta, equação cartesiana da reta, ângulo
entre retas, distância de um ponto a uma reta, equações da circunferência. Cônicas: elipse, hipérbole,
parábola, rotação e translação de eixos, equação geral do segundo grau, definição unificada das cônicas. O
espaço: sistema de coordenadas, distância entre dois pontos, esfera, vetores no espaço, produto vetorial,
produto misto, equação do plano, equações paramétricas do plano, equações paramétricas da reta,
interseção de planos, interseção de retos e planos, interseção de retas, distância de um ponto a um plano,
distância de um ponto a uma reta, distância entre retas reversas. Quádricas: superfícies de revolução,
formas canônicas.
Bibliografia Básica:
•
BOULOS, P.; CAMARGO, I. Geometria analítica: um tratamento vetorial. Prentice Hall
Brasil, 2004.
48
•
•
REIS, G. L.; SILVA, V. V. Geometria Analítica. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
STEINBRUCH, A.; WINTERLE, P. Geometria Analítica. 2. Ed. São Paulo: Pearson Makron
Books, 1987.
Bibliografia Complementar:
GÓMEZ, J. J. D.; FRENSEL, K. R.; CRISSAFF, L. S. Geometria Analítica. Rio de Janeiro:
SBM, 2013. (Coleção PROFMAT).
LIMA, E. L. Coordenadas no Espaço. 4. ed. Rio de Janeiro: SBM, 2007. (Coleção Coleção do
Professor de Matemática, 07).
LIMA, E. L. Coordenadas no Plano. 6. ed. Rio de Janeiro: SBM, 2013. (Coleção Coleção do
Professor de Matemática, 05).
LIMA, E. L. Geometria analítica e álgebra linear. 2. ed. Rio de Janeiro: IMPA, 2015.
(Coleção matemática universitária, 10).
WINTERLE, P. Vetores e Geometria Analítica. São Paulo: Pearson Makron Books, 2000.
Disciplina: Profissão Docente
Carga Horária:
Pré-requisito:
54 horas
Ementa: Estudo da constituição histórica e da natureza do trabalho docente, articulando o papel do Estado
na formação e profissionalização docente e da escola como principal locus de expressão desse trabalho.
Bibliografia Básica:
•
ARROYO, Miguel. Ofício de mestre; imagens e auto-imagens. Petrópolis: Vozes, 2000;
•
COSTA, Marisa C. Vorraber. Trabalho Docente e Profissionalismo: uma análise sobre gênero,
classe e profissionalismo no trabalho de professoras e professores de classes populares. Porto Alegre:
Sulina, 1995.
•
MARQUES, Maria Auxiliadora de Resende Braga; DAVID, Alessandra. As interfaces da
profissão docente. São Paulo: Junqueira & Marin, 2012.
Bibliografia Complementar:
•
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Profissão Docente: novos estudos, novas perspectivas.
Campinas: Papirus, 2012.
•
VICENTINI, Paula Perin; LUGLI, Rosário Genta. História da Profissão Docente no Brasil:
representações em disputa. São Paulo: Cortez Editora, 2009, 234p.
Disciplina: Saberes e Práticas para o Ensino de
Carga Horária:
Pré-requisito:
Física 1 - Ensino de Física e Sociedade
54 horas
Ementa: A importância do ensino de Física; O ensino de Física em Alagoas e no Brasil; O exercício da
docência em Física; Conhecendo o curso de Física Licenciatura da UFAL: PPC e grade curricular.
Bibliografia Básica:
•
ALMEIDA, Maria José P. M. de . Maio Século de Educação em Ciências - Foco nas
recomendações ao professor de Física. Livraria da Física, 2012.
•
UFAL, Projeto Pedagógico de Curso: Física Licenciatura. Maceió, 2019.
•
SBF, Revista Brasileira de Ensino de Física.
Bibliografia Complementar:
ALVES, Alvaro Santos e JESUS ,José Carlos O. de, Gustavo Rodrigues ROCHA (org.).
ENSINO DE FÍSICA - REFLEXÕES, ABORDAGENS & PRÁTICAS. Livraria da Física, 2012.
SBF, Física na Escola.
Disciplina: Metodologia Científica e Produção de
Carga Horária:
Pré-requisito:
Textos Acadêmicos
36 horas
Ementa: Diretrizes para leitura, análise e interpretação de textos e artigos científicos; orientação para
49
preparação de seminários, palestras, colóquios e exposições orais; orientação para elaboração de
monografia, artigo e trabalhos científicos; pesquisa em bancos de teses e revistas. Normas da ABNT.
Bibliografia Básica:
•
Legislação interna da UFAL que fixa as normas para a apresentação de trabalhos científicos na
UFAL. Disponível em: http://www.sibi.ufal.br/Padrao_Ufal_de_Normatizacao.pdf
•
LAKATOS, M. N. A. - Metodologia do Trabalho Científico, 4a ed., Atlas. São Paulo – SP,
1992.
•
SEVERINO, A. J. - Metodologia do Trabalho Científico, 20a ed., Cortez, São Paulo – SP, 1996.
•
SALOMON, D. V. – Como fazer uma monografia, I.P. – PUC, Belo Horizonte - MG, 1971.
•
ANDRADE, M. M. – Introdução à metodologia do trabalho científico, Atlas, São Paulo - SP,
1994.
Bibliografia Complementar:
SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA – Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo,
2013. http://www.sbfisica.org.br/rbef/ojs/index.php/rbef.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – Caderno Catarinense de Ensino de
Física, Florianópolis, 2013. http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/fisica.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA – Revista de Física Aplicada e Instrumentação, São
Paulo, 2006. http://www.sbfisica.org.br/rfai/.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA – Física na Escola, São Paulo, 2012.
http://www.sbfisica.org.br/fne/.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA – Brazilian Journal of Physics, São Paulo, 2010.
http://www.sbfisica.org.br/bjp/.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA – Brazilian Journal of Physics, São Paulo, 20112013. http://link.springer.com/journal/13538.
Disciplina: Física 1
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Grandezas físicas; Vetores; Cinemática em uma, duas dimensões; Dinâmica; Trabalho e energia;
Dinâmica de um sistema de partículas; Cinemática e dinâmica da rotação.
Temas transversais (Educação Ambiental): RECURSOS ENERGÉTICOS – Combustíveis Fósseis, Fontes
Renováveis de Energia, Energia Nuclear, Atividades Humanas e Impactos Ambientais, A Preservação do
Ambiente.
Bibliografia Básica:
•
HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: mecânica, Vol. 1, 8ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2009;
•
NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica: Mecânica, Vol. 1, 3ª ed. São Paulo: Edgard
Blücher, 1981;
•
SEARS, F.; ZEMANSKY, M.; YOUNG, H. Física: mecânica, Vol. 1, 12ª ed. São Paulo:
Addison Wesley, 2008;
Bibliografia Complementar:
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física: Mecânica, Oscilações e Ondas, Termodinâmica, Vol. 1,
5ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
BRANCO, S. M. Energia e Meio Ambiente. Coleção Polêmica. 2ª ed. São Paulo: Moderna,
2004.
RAYMOND, A., SERWAY, J. e JEWETT Jr., J. W. Princípios da Física: mecânica clássica,
Vol .1, 3ª ed. São Paulo: Editora Cengage, 2008;
Disciplina: Física Experimental 1
Carga Horária:
Pré-requisito:
36 horas
Ementa: As experiências versarão sobre Paquímetro, Micrômetro, Movimento Retilíneo Uniforme,
50
Movimento Retilíneo Uniformemente Variado, Lei de Hooke e Associação de Molas e 2 a Lei de Newton;
Colisões, Equilíbrio, Pêndulo Simples, Torque e Momento Angular, Pêndulo Físico.
Bibliografia Básica:
HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: mecânica, vol. 1, 8ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2009;
NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica: Mecânica, vol. 1, 3ª ed. São Paulo :
Edgard Blücher, 1981;
SEARS, F.; ZEMANSKY, M.; YOUNG, H. Física: mecânica, vol. 1, 12ª ed. São Paulo:
Addison Wesley, 2008;
RAYMOND, A., SERWAY, J. e JEWETT Jr., J. W. Princípios da Física: mecânica
clássica, vol .1, 3ª ed. São Paulo: Editora Cengage, 2008.
Bibliografia Complementar:
•
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física: Mecânica, Oscilações e Ondas, Termodinâmica, vol. 1, 5ª ed.
Rio de Janeiro: LTC, 2006.
Disciplina: Cálculo 1
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Limites e Derivadas: Os problemas da tangente e da velocidade, o limite de uma função, cálculos
usando propriedades dos limites, continuidade, limites no infinito e assíntotas horizontais, derivadas e taxas
de variação, a derivada como uma função. Regras de Derivação: Derivadas de funções polinomiais e
exponenciais, as regras do produto e do quociente, derivadas de funções trigonométricas, a regra da cadeia,
derivação implícita, derivadas de funções logarítmicas, taxas de variação nas ciências naturais e sociais,
taxas relacionadas, funções hiperbólicas. Aplicações de derivação: Valores máximos e mínimos, o teorema
do valor médio, Como as derivada afetam a forma de um gráfico, formas indeterminadas e regra de
L’Hôspital, resumo do esboço de curvas, problemas de otimização, primitivas.
Bibliografia Básica:
•
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo. Vol 1. Rio de Janeiro: LTC, 1985.
•
STEWART, J. Cálculo. Vol. 1. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2016.
•
THOMAS, G. B, et.al. Cálculo. Vol. 1. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2012.
Bibliografia Complementar:
ÁVILA, G. Cálculo das funções de uma variável. Vol. 1. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2011.
BOULOS, Paulo. Cálculo diferencial e integral. São Paulo: Pearson Makron Books, c1999.
HUGHES-HALLET, D.; GLEASON, A.; LOCK, P. F.; FLATH, D.; at al. Cálculo e
Aplicações. Tradução Elza Gomide. São Paulo: Editora Edgard Blucher, 1999.
LEITHOLD, L. Cálculo com Geometria Analítica. Vol. 1. 3. ed. São Paulo:Harbra, 1994.
MUNEM, Mustafa A; FOULIS, David J. Cálculo. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, c1978. 2
v ISBN (broch.: v.2).
RIBENBOIM, P. Funções, limites e continuidade. Rio de Janeiro: SBM, 2012. (Coleção
Textos Universitários; 12).
SIMMONS, G. F. Cálculo com Geometria Analítica. Vol 1 e 2, Rio de Janeiro: Mc Graw Hill,
1987.
Disciplina: Saberes e Práticas para o Ensino de
Carga Horária:
Pré-requisito:
Física 2 - Uso de Tecnologias Digitais no Ensino
72 horas
de Física
Ementa: A importâncias das tecnologias digitais para o ensino; Principais ferramentas digitais usadas no
ensino de física; Relação entre o uso do laboratório físico e do virtual: vantagens e desvantagens;
Bibliografia Básica:
•
COSTA, Cleide Jane de Sá Araújo; PINTO, Anamelea de Campos. (org.)). Tecnologias digitais
da informação e comunicação na educação. Maceió: EDUFAL, 2017.
•
MORAN, José Manuel. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Papirus, 2013.
•
SCHIVANI, Milton, LUCIANO, Peterson Guimarães; ROMERO, Talita Raquel. Novos
Materiais e Tecnologias Digitais no Ensino de Física. Livraria da Física, 2017.
51
Bibliografia Complementar:
LEVY, Pierry. Cibercultura. São Paulo: 34, 2006.
Disciplina: Política e Organização da Educação
Carga Horária:
Pré-requisito:
Básica no Brasil
72 horas
Ementa: Estudo das políticas e da organização dos Sistemas Educacionais brasileiro e alagoano no contexto
das transformações da sociedade contemporânea, a partir de análise histórico-crítica das políticas
educacionais, das reformas de ensino, dos planos de educação e da legislação educacional.
Bibliografia Básica:
•
ABREU, Mariza. Organização da Educação Nacional na Constituição e a LDB. Ijui/ SC:
UNIJUI. 1999.
• AZEVEDO, Janete Maria Lins. A educação como política pública. Campinas/SP: Autores
Associados, 1997.
•
FREITAG, Bárbara. Escola, Estado e sociedade. 7 ed. rev. Rio de Janeiro: Moraes, 2007.
Bibliografia Complementar:
SAVIANI, Dermeval. Sistema Nacional de Educação e Plano Nacional de Educação:
significado, controvérsias e perspectivas. Campinas, SP: Autores Associados, 2014
LIRA, Sandra. Alagoas 2000-2013. São Paulo: Perseu Abramo, 2013.
Disciplina: Física 2
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Física 1
Ementa: Equilíbrio e Elasticidade; Gravitação; Fluidos; Oscilações; Ondas; Temperatura, Calor e primeira
lei da termodinâmica; A teoria cinética dos gases; Entropia e a segunda lei da termodinâmica.
Temas transversais (Educação Ambiental): Corpo humano e trocas de calor. Aquecimento global. Energia
Solar térmica. Fonação e audição (poluição sonora).
Bibliografia Básica:
•
HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: mecânica, Vol. 2, 8ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2009;
•
NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica: Mecânica, Vol. 2, 3ª ed. São Paulo: Edgard
Blücher, 1981;
•
SEARS, F.; ZEMANSKY, M.; YOUNG, H. Física: mecânica, Vol. 2, 12ª ed. São Paulo:
Addison Wesley, 2008;
Bibliografia Complementar:
BARBOSA, C. A. e outros. Conhecimento Científico para Gestão Ambiental. Brasília: 1995.
RAYMOND, A., SERWAY, J. e JEWETT Jr., J. W. Princípios da Física: mecânica clássica,
Vol .2, 3ª ed. São Paulo: Editora Cengage, 2008;
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física: Mecânica, Oscilações e Ondas, Termodinâmica, Vol. 1,
5ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
Disciplina: Física Experimental 2
Carga Horária:
Pré-requisito:
36 horas
Física Experimental 1
Ementa: Condições de equilíbrio do corpo rígido. Composição de força. O Princípio de Arquimedes.
Escalas termométricas. Equilíbrio térmico, capacidade térmica (calorífica). Mudanças de estado.
transmissão de calor ou transferência de calor. Determinação do coeficiente de dilatação linear.
Determinação do calor específico dos sólidos e do equivalente em água de um calorímetro. Determinação
do equivalente mecânico do calor. Termodinâmica. Transformação isobárica. Determinação do calor
específico de um líquido. A gravitação e as leis de Kepler. Movimento Harmônico Simples, a partir do
MCU. O MHS executado num sistema massa mola. Velocidade de propagação de uma onda transversal e
52
de uma onda longitudinal numa mola longa. Pulso frequência e comprimento de onda num meio líquido.
Reflexão e refração de uma onda num meio líquido.
Bibliografia Básica:
•
HALLIDAY, D.
e RESNICK, R. Fundamentos de Física: gravitação, ondas e
termodinâmica, vol. 2, 8ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009;
•
NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica: fluidos, oscilações e ondas, calor. Vol. 2, 3ª
ed. São Paulo : Edgard Blücher, 1981;
•
SEARS, F., ZEMANSKY, M. e YOUNG, H. Física: termodinâmica e ondas. Vol. 2, 12ª ed.
São Paulo: Addison Wesley, 2008;
•
RAYMOND, A., SERWAY, J. e JEWETT Jr., J. W. Princípios da Física: movimento
ondulatório e termodinâmica, Vol. 2, 3ª ed. São Paulo: Editora Cengage, 2008.
Bibliografia Complementar:
•
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física: Mecânica, Oscilações e Ondas, Termodinâmica. Vol. 1,
5ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
Disciplina: Cálculo 2
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Cálculo 1
Ementa: Integrais: áreas e distâncias, a integral definida, o teorema fundamental do cálculo, integrais
indefinidas e o teorema da variação total, a regra da substituição. Aplicações de integração: áreas entre as
curvas, volumes, volumes por cascas cilíndricas. Técnicas de integração: integração por partes, integrais
trigonométricas, substituição trigonométrica, integração de funções racionais por frações parciais, integrais
impróprias. Equações paramétricas e coordenadas polares: coordenadas polares, áreas e comprimentos
em coordenadas polares. Sequências e séries infinitas: sequências, séries, o teste da integral, os testes de
comparação, séries alternadas, convergência absoluta e os testes da razão e da raiz, séries de potência,
representações de funções como séries de potências, série de Taylor e Maclaurin
Bibliografia Básica:
•
GUIDORIZZI H. L. Um Curso de Cálculo. Vols 1 e 2. Rio de Janeiro: LTC, 1985.
•
STEWART, J. Cálculo. Vols. I e II. Ed. Thompson, 2001.
•
THOMAS, G. B. Cálculo. Vols. 1 e 2. 12 ed. São Paulo: Addison-Wesley, 2012.
Bibliografia Complementar:
BOULOS, Paulo. Cálculo diferencial e integral. São Paulo: Pearson Makron Books, c1999.
HUGHES-HALLET, D.; GLEASON, A.; LOCK, P. F.; FLATH, D.; at al. Cálculo e
Aplicações. Tradução Elza Gomide. São Paulo: Editora Edgard Blucher, 1999.
LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vols 1 e 2. 3 ed, São Paulo: Harbra
Ltda, 1994.
MUNEM, Mustafa A; FOULIS, David J. Cálculo. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, c1978. 2 v
ISBN (broch.: v.2).
SIMMONS, G. F. Cálculo com Geometria Analítica. Vol 1 e 2. Rio de Janeiro: Mc Graw Hill,
1987.
Disciplina: Álgebra Linear
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Matrizes: tipos especiais de matrizes, operações com matrizes. Sistemas de Equações Lineares:
Sistemas e matrizes, operações elementares, forma escada, soluções de um sistema de equações lineares.
Determinante e Matriz Inversa: desenvolvimento de Laplace, matriz adjunta, matriz inversa, regra de
Cramer, Matrizes elementares, procedimento para inversão de matrizes. Espaço Vetorial: vetores no plano
e no espaço, espaços vetoriais, subespaços vetoriais, combinação linear, dependência e independência
linear, base de um espaço vetorial, mudança de base. Transformações Lineares: transformações do plano
no plano, conceitos e teoremas, aplicações lineares e matrizes. Autovalores e Autovetores: autovalores e
autovetores, polinômio característico. Diagonalização de Operadores: base de autovetores, polinômio
minimal, forma de Jordan. Produto Interno: norma, processo de ortogonalização de GramSchmidt.
Bibliografia Básica:
53
•
•
•
BOLDRINI, J. L. et. al. Álgebra Linear. Editora Harbra ltda, 1986.
CALLIOLI, C. A. et. al. Álgebra Linear e Aplicações. Atual Editora, ltda, 1987.
HEFEZ, A.; FERNANDEZ, C. S. Introdução à Álgebra Linear. Coleção PROFMAT, SBM,
2012.
Bibliografia Complementar:
COELHO, F.; LOURENÇO, M. Um Curso de Álgebra Linear. 2ª Edição. Coleção
Acadêmica: EDUSP, 2013.
HOFFMAN, K.; KUNZE, R. Álgebra Linear. Editora Polígono, 1971.
LAY, D. C. Álgebra Linear e suas Aplicações. 2ª Edição, LTC Editora, 2007.
LIMA, E. L. Álgebra Linear. 9ª Edição, Coleção Matemática Universitária, IMPA, 2016.
LIMA, E. L. Geometria Analítica e Álgebra Linear. 2ª Edição. Coleção Matemática
Universitária. IMPA, 2005.
Disciplina: Desenvolvimento e Aprendizagem
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Estudos dos processos psicológicos do desenvolvimento e da aprendizagem na infância, na
adolescência e na fase adulta segundo as teorias da Psicologia em sua interface com a Educação.
Bibliografia Básica:
•
COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, J. Desenvolvimento psicológico e educação:
psicologia evolutiva. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2004, vol. 1.
•
MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de análise do comportamento. São
Paulo: Artmed, 2007.
•
KUPFER, M. C. Freud e a Educação. O mestre do impossível. 3ª Ed. São Paulo: Scipione,
1995.
Bibliografia Complementar:
OLIVEIRA, M. K. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio-histórico.
São Paulo: Scipione, 2010.
SHAFFER, D. R.; KIPP, K. Psicologia do Desenvolvimento: infância e adolescência. São
Paulo: Cengage Learning, 2012.
Disciplina: Física 3
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Física 2
Ementa: Forças Elétricas; Campos Elétricos; Potencial Elétrico; Capacitância; Corrente e Circuitos de
Corrente Contínua; Forças Magnéticas e Campos Magnéticos; Lei de Faraday e Indutância; Ondas
Eletromagnéticas.
Temas transversais (Educação Ambiental): Usinas Hidrelétricas (a indutância e a Lei de Faraday). A
Radiação Solar. Tecnologias: Micro-ondas; Ondas de Rádio AM e FM; Raio-X. Interação das radiações e o
ser humano.
Bibliografia Básica:
•
HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: mecânica, Vol. 3, 8ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2009;
•
NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica: Mecânica, Vol. 3, 3ª ed. São Paulo : Edgard
Blücher, 1981;
•
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física: Mecânica, Oscilações e Ondas, Termodinâmica, Vol. 2,
5ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
Bibliografia Complementar:
•
SEARS, F.; ZEMANSKY, M.; YOUNG, H. Física: mecânica, Vol. 3, 12ª ed. São Paulo:
Eddison Wesley, 2008;
54
•
RAYMOND, A., SERWAY, J. e JEWETT Jr., J. W. Princípios da Física: mecânica clássica,
Vol. 3, 3ª ed. São Paulo: Editora Cengage, 2008;
•
BRANCO, S. M. Energia e Meio Ambiente. Coleção Polêmica. 2ª ed. São Paulo: Moderna,
2004.
Disciplina: Física Experimental 3
Carga Horária:
Pré-requisito:
36 horas
Física Experimental 2
Ementa: Experiências sobre: A eletrização por atrito – o princípio da conservação da carga. Campo elétrico.
Configurações de linhas de força entre eletrodos, o funcionamento de um para-raios, a gaiola de Faraday.
Associação de lâmpadas em série em paralelo. A lei de Ohm Associação de resistores em série, paralela e
mista. Medições em circuitos mistos e potência elétrica. O campo magnético de um imã. O campo
magnético. O eletromagnetismo - fenômenos eletromagnéticos e a indução eletromagnética. A força
eletromagnética, a regra da mão direita. O funcionamento de um telégrafo simples. O funcionamento de
uma campainha elétrica. O motor elétrico de corrente contínua. A indução magnética B devida à corrente
elétrica que circula um condutor retilíneo. A indução magnética entre dois condutores paralelos percorridos
por uma corrente elétrica. Indução magnética ao redor de espiras circulares percorridas por uma corrente
elétrica. As leis de Faraday e de Lenz – o princípio do transformador.
Bibliografia Básica:
HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: eletromagnetismo. Vol. 3, 8ª ed.
Rio de Janeiro: LTC, 2009;
NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica: eletromagnetismo, Vol. 3, 3ª ed. São Paulo :
Edgard Blücher, 1981;
SEARS, F., ZEMANSKY, M. e YOUNG, H. Física: eletromagnetismo. Vol. 3, 12ª ed. São
Paulo: Addison Wesley, 2008;
RAYMOND, A., SERWAY, J. e JEWETT Jr., J. W. Princípios da Física: eletromagnetismo.
Vol. 3, 3ª ed. São Paulo: Editora Cengage, 2008.
Bibliografia Complementar:
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física: eletricidade, magnetismo e ótica. Vol. 2, 5ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2006.
Disciplina: Cálculo 3
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Cálculo 2
Ementa: Funções vetoriais: funções vetoriais e curvas espaciais, derivadas e integrais de funções vetoriais,
comprimento de arco e curvatura, movimento no espaço: velocidade e aceleração. Derivadas parciais:
funções de várias variáveis, limites e continuidade, derivadas parciais, planos tangentes e aproximações
lineares, a regra da cadeia, derivadas direcionais e o vetor gradiente, valores máximo e mínimo,
multiplicadores de Lagrange. Integrais múltiplas: integrais duplas sobre retângulos, integrais duplas sobre
regiões gerais, integrais duplas em coordenadas polares, aplicações de integrais duplas, áreas de superfície,
integrais triplas, integrais triplas em coordenadas cilíndricas, integrais triplas em coordenadas esféricas,
mudança de variáveis em integrais múltiplas.
Bibliografia Básica:
•
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo. Vols 2 e 3. Rio de Janeiro: LTC, 1985.
•
STEWART, J. Cálculo. Vol. II. Tradução EZ2 Translate. São Paulo: Cengage Learning, 2013.
• THOMAS, G. B. Cálculo. Vol. 2. 12 ed. São Paulo: Addison-Wesley, 2012.
Bibliografia Complementar:
BOULOS, Paulo. Cálculo diferencial e integral. São Paulo: Pearson Makron Books, c1999.
HUGHES-HALLET, D.; GLEASON, A.; LOCK, P. F.; FLATH, D.; at al. Cálculo e
Aplicações. Tradução Elza Gomide. São Paulo: Editora Edgard Blucher, 1999.
LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vol. 2, 3 ed, São Paulo: Harbra Ltda,
1994.
MUNEM, Mustafa A; FOULIS, David J. Cálculo. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, c1978. 2 v
ISBN (broch.: v.2).
SIMMONS, G. F. Cálculo com Geometria Analítica. Vols. 1 e 2. Rio de Janeiro: Mc Graw
55
Hill, 1987.
WILLIANSON, R. E.; CROWELL, R. H., TROTTER, H. F. Cálculo de Funções Vetoriais,
vol 1., Rio de Janeiro: LTC, 1976.
Disciplina: Didática
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Estudo da didática como práxis docente, nas suas dimensões política, técnico-pedagógica,
epistemológica e cultural, bem como suas relações com o currículo e na constituição do ensino,
considerando diferentes contextos sócio-históricos. Reflexão e conhecimento das proposições teóricopráticas quanto à relação professor/a-aluno/a-conhecimento e aos processos de planejamento e avaliação do
ensino-aprendizagem.
Bibliografia Básica:
•
GANDIN, Danilo; CRUZ, Carrilho. Planejamento na sala de aula. 13 ed. Petrópolis: Vozes,
2006.
•
LIBÂNEO, José Carlos. ALVES, Nilda. (Org.) Temas de Pedagogia: diálogo entre didática e
currículo. São Paulo: Cortez, 2012.
•
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 2ª edição. São Paulo: Cortez, 2013.
Bibliografia Complementar:
LUCKESI. Avaliação da aprendizagem, componente do ato pedagógico.
SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia. 42 ed. Campinas: Autores Associados, 2012.
Disciplina: Gestão da Educação e Trabalho
Carga Horária:
Pré-requisito:
Escolar
72 horas
Ementa: Estudo da gestão educacional no âmbito do(s) sistema(s), com foco no planejamento, e da escola
como organização social e educativa: concepções, características e elementos constitutivos do sistema de
organização e gestão do trabalho escolar, tendo como eixo o projeto político-pedagógico.
Bibliografia Básica:
• GANDIN, Danilo. Soluções de planejamento para uma prática estratégica e participativa.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
• LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. 5 ed (rev e ampl.) São Paulo:
Heccus Editora, 2011.
• LIMA, Licínio C. A escola como organização educativa: uma abordagem sociológica. 2 ed. São
Paulo: Cortez, 2003.
• MEYER Jr., Victor. A Escola como organização complexa. In: Ana Maria Eyng; Maria Lourdes Gisi.
(Org.). Políticas e Gestão da Educação Superior: desafios e perspectivas. Ijuí: Editora Unijuí,
2007, v., p. 231-261.
Bibliografia Complementar:
•
VASCONCELLOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino-aprendizagem e Projeto
Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2005.
•
VEIGA, I. P. A. e FONSECA, Marilia (orgs.). As dimensões do Projeto Político-Pedagógico:
novos desafios para a escola. 8 ed. São Paulo: Papirus, 2010.
Disciplina: Física 4
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Física 3
Ementa: Óptica Geométrica: Leis da Reflexão e Refração, Espelhos e Lentes; Ondas Eletromagnéticas,
Óptica Física: Interferência, Difração, Polarização.
Temas transversais (Educação Ambiental): A PERCEPÇÃO DO AMBIENTE. Natureza e Propagação da
Luz, Reflexão, Refração e Absorção da Luz – Instrumentos ópticos, Espectro Eletromagnético. Espectro
Solar, Espectroscopia e Meio Ambiente, Luz e Cor na Natureza. Física da visão.
Bibliografia Básica:
•
HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: mecânica, Vol. 4, 8ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2009;
•
NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica: Mecânica, Vol. 4, 3ª ed. São Paulo: Edgard
56
Blücher, 1981;
•
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física: Mecânica, Oscilações e Ondas, Termodinâmica, Vol. 3,
5ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
Bibliografia Complementar:
RAYMOND, A., SERWAY, J. e JEWETT Jr., J. W. Princípios da Física: mecânica clássica,
Vol. 4, 3ª ed. São Paulo: Editora Cengage, 2008;
SEARS, F.; ZEMANSKY, M.; YOUNG, H. Física: mecânica, Vol. 4, 12ª ed. São Paulo:
Addison Wesley, 2008;
LANDULFO, Eduardo; Meio Ambiente & Física; 1ª ed. Editora Senac, 2005.
Disciplina: Física Experimental 4
Carga Horária:
Pré-requisito:
36 horas
Física Experimental 3
Ementa: Experiências sobre: Introdução ao estudo da óptica da visão. Introdução à óptica geométrica. A
reflexão e suas leis. Espelhos planos. A refração e suas leis. Lentes esféricas e suas principais
características. Formação de imagens Erros de refração dos olhos (defeitos de visão). Construindo uma
lupa. Óptica física - o espectro contínuo resultante da decomposição da luz branca e os espectros de
absorção de filtros ou quaisquer outros materiais transparentes. Lei de Young. Difração.
Bibliografia Básica:
•
HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: óptica e física moderna, Vol. 4, 8ª
ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009;
•
NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica: óptica, relatividade e física quântica. Vol.
4, 3ª ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1981;
•
SEARS, F., ZEMANSKY, M. e YOUNG, H. Física: óptica e física moderna. Vol. 4, 12ª ed.
São Paulo: Addison Wesley, 2008;
•
RAYMOND, A., SERWAY, J. e JEWETT Jr., J. W. Princípios da Física: ótica e física
moderna. Vol. 4, 3ª ed. São Paulo: Editora Cengage, 2008;
•
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física: eletricidade, magnetismo e ótica. Vol. 2, 5ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2006.
Bibliografia Complementar:
•
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física Moderna: mecânica quântica, relatividade e a
estrutura da matéria. Vol. 3, 5ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
Disciplina: Instrumentação para o Ensino de
Carga Horária:
Pré-requisito:
Física 1
90 horas
Ementa: Estudo analítico de alguns projetos inovadores de ensino (propostas teórico-experimentais),
direcionadas para o Ensino de Física identificados com as necessidades formativas da sociedade
contemporânea. Utilizar técnicas, equipamentos e instrumentos de medidas experimentais de fácil
aquisição e elaboração. Trabalhar com conteúdos científico-tecnológico na área de Física relacionados a
diretrizes/programações oficiais da rede de ensino básico.
Bibliografia Básica:
• Material escrito ou fornecido pelo professor. Busca pela internet de material escrito sobre o tema
de interesse de fonte de referências que possam ser incorporadas.
•
HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: mecânica, Vol. 4, 8ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2009;
•
HALLIDAY, D.
e RESNICK, R. Fundamentos de Física: gravitação, ondas e
termodinâmica, vol. 2, 8ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009;
•
Experimentos no Ensino de Física para a Vida: Antonio Ornellas (Projeto de ensino
experimental em apostila; 50 p.)
57
•
•
•
Experimentos para a Vida: Kit Energia: Antonio Ornellas. Ed. UFAL (2012).
VALADARES, E. C. Física mais que divertida. 3ª Ed. UFMG -2012.
MOREIRA, M. A., Mapas Conceituais e Diagramas V (ISBN 85-904420-8-X, Ed. do autor,
Porto Alegre, 2006.
•
O Trabalho Experimental no Ensino de Ciências: Neves, M.S./Caballero, C./Moreira, M.A. –
Atas do PIDEC-UFRGR-UBU, vol. 9 -2007.
•
Experimentoteca: Schiel D. e Castro, A.C. de; Kit de Experimentos-CDCC-USP.
Bibliografia Complementar:
Caderno Brasileiro de Ensino de Física: Universidade Federal de Santa Catarina(ISSN 16772334).
Revista Brasileira de Ensino de Física: Sociedade Brasileira de Física (SBF)-ISSN 0102 4744.
Disciplina: LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais
Carga Horária:
Pré-requisito:
54 horas
Ementa: Panorama histórico, fundamentos teóricos e metodológicos da Libras. Introdução às competências
e habilidades para comunicação com educandos surdos. Conceito de Libras, gramática, nomenclaturas,
regionalismo, História da Educação de Surdos, Cultura Surda, legislação, intérprete. Saudações, alfabeto
manual, pronomes, numerais, dias, meses e sinais relacionados ao tempo, família e sinais relacionados às
pessoas, sinais relacionados à educação e ao curso, profissões, verbos, adjetivos, localizações.
Bibliografia Básica:
•
QUADROS, Ronice Muller de. Educação de Surdos – A aquisição da linguagem. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1997;
•
QUADROS, R. M. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais. BRASÍLIA,
SEESP/MEC, 2004.
•
FERREIRA BRITO, L. Por uma gramática das línguas de sinais. Rio de Janeiro, Tempo
Brasileiro, 1995.
•
CAPOVILLA, F.; RAPHAEL, V. Dicionário enciclopédico ilustrado trilíngue – Língua
Brasileira de Sinais – LIBRAS. (vol. I e II). São Paulo: EDUSP, 2001;
•
•
GOES, M. C. R. Linguagem, surdez e educação. Campinas, Autores Associados, 1996.
BRASIL, Secretaria de Educação Especial. LIBRAS em Contexto. Brasília: SEESP,
1998;
•
BRASIL, Secretaria de Educação Especial. Língua Brasileira de Sinais. Brasília: SEESP,
1997.
Bibliografia Complementar:
•
CAPOVILLA, F. C., RAPHAEL, W. D. Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira: O
Mundo do Surdo em Libras. São Paulo, SP: Edusp, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo;
2004 a. v.1. [Sinais da Libras e o universo da educação; e Como avaliar o desenvolvimento da
competência de leitura de palavras (processos de reconhecimento e decodificação) em escolares
surdos do Ensino Fundamentação Médio];
•
SACKS, O. Vendo vozes: uma jornada pelo mundo dos surdos. Rio de Janeiro: Imago, 1990.
Disciplina: Saberes e Práticas para o Ensino de
Física 3 - Contextualização Interdisciplinaridade
no Ensino de Física
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
-
Ementa: O que é contextualização e interdisciplinaridade; Situações cotidianas envolvendo conceitos de
Física; A importância da contextualização e da interdisciplinaridade para o ensino de Física;
Bibliografia Básica:
•
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: 1997.
•
FAZENDA Ivani. (org.). Didática e interdisciplinaridade. Papirus.
Bibliografia Complementar:
58
Caderno Brasileiro de Ensino de Física: Universidade Federal de Santa Catarina (ISSN 16772334).
Revista Brasileira de Ensino de Física: Sociedade Brasileira de Física (SBF)-ISSN 0102 4744.
Disciplina: Atividade Curricular de Extensão 1 Carga Horária:
Pré-requisito:
Uso
inovador
de
recursos
didáticos
120 horas
metodológicos para o ensino de Física
Tipo de Atividade: Projeto
Ementa: Desenvolvimento e aplicação de material didático e paradidático voltado para o ensino de Física
com ênfase no uso das ferramentas digitais de informação e comunicação e em materiais de baixo custo
e/ou fácil aquisição.
Distribuição de Carga Horária: 36 horas Teórico (sala de aula)
84 horas de Prática de Atividade de Extensão
Metodologia: Todo trabalho deverá ser realizado em grupos de 3 ou 4 pessoas, a depender do número de
alunos matriculados; Em uma primeira etapa, os grupos serão instruídos sobre os objetivos e metodologias
do projeto de extensão. Cada grupo deverá entrar em acordo sobre a escolha de uma das ferramentas
digitais que irá trabalhar na produção de material, como: streaming de vídeo; animação; simulação; texto
ilustrado; ilustração interativa, etc ou se vão optar por desenvolver uma metodologias utilizando material de
baixo custo. Será dado um tempo para cada grupo apresentar uma proposta de uso das ferramentas
escolhidas. Durante o período de planejamento, o professor/coordenador do projeto poderá fazer
intervenções e até mesmo sugerir ideias. Após a conclusão das propostas, todo material digital deverá ser
desenvolvido e disponibilizado em uma plataforma digital institucionalizada pela coordenação de extensão
da unidade. Todo material deverá ser apresentado à comunidade na forma de oficina ou feira de ciências, a
depender da natureza do material desenvolvido. A ACE será concluída com uma discussão sobre a
aplicação das ferramentas e metodologias desenvolvidas.
Objetivos:
Articular a teoria e a prática no uso das TICs no ensino de Física;
Estimular a incorporação desta tecnologia na futura prática docente dos licenciandos;
Disponibilizar para a comunidade um acervo digital atualizado sobre os diversos temas envolvendo
a Física;
Aproximar a comunidade do Instituto de Física e da produção acadêmica feita pelos licenciandos;
Público- alvo: alunos de graduação e comunidade em geral
Avaliação: Como critério de avaliação poderá ser utilizado o produto educacional criado e postado, além da
participação do estudante nas discussões prévias e posteriores à aplicação dos produtos. Formulário
preenchido pelos professores e monitores que participam as atividades, Seminários e/ou reuniões entre os
membros a equipe e formulário preenchido pelo público alvo presente nas atividades.
Bibliografia Básica:
•
COSTA, Cleide Jane de Sá Araújo; PINTO, Anamelea de Campos. (org.)). Tecnologias digitais
da informação e comunicação na educação. Maceió: EDUFAL, 2017.
•
MORAN, José Manuel. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Papirus, 2013.
•
SCHIVANI, Milton; LUCIANO, Peterson Guimarães; ROMERO, Talita Raquel. Novos
Materiais e Tecnologias Digitais no Ensino de Física. Livraria da Física, 2017.
Bibliografia Complementar:
LÉVY. Pierry Cibercultura. São Paulo: 34, 2006.
Disciplina: Física Moderna 1
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Física 4
Ementa: Teoria da Relatividade Especial; Radiação térmica e o postulado de Plank; Propriedades
corpusculares da radiação - efeito fotoelétrico, efeito Compton e Fótons; Propriedades Ondulatórias das
Partículas – dualidade onda-partícula e o princípio da incerteza; Modelos Atômicos de Thomson,
Rutherford, Bohr e Sommerfeld e o princípio da correspondência; A equação de Schrödinger independente
59
do tempo e aplicações em sistemas unidimensionais – potencial nulo, potencial degrau, barreira de
potencial, poço de potencial, e o potencial do oscilador harmônico simples
Bibliografia Básica:
• EISBERG, R. e RESNICK, Física Quântica, 9ª ed., Rio de Janeiro: Editora Campus,
1994;
•
J. J. Brehm e J. W. Mullins, Introduction to the structure of matter: a course in modern
physics, John Willey, 1ª edição, 1989.
•
Paul A. Tipler e Ralph A. Llewellyn, Física moderna, LTC, 6ª Edição, 2014.
Bibliografia Complementar:
Stephen T. Thornton e Andrew Rex, Modern Physics for Scientists and Engineers, Cengage
Leraning, 4ª Edição, 2013.
Disciplina: Instrumentação para o Ensino de
Carga Horária:
Pré-requisito:
Física 2
90 horas
Ementa: Estudo analítico de projetos que utilizam as novas tecnologias educacionais (rede internet,
simulação computacional através de softwares como o Modellus, PowerSim, VisQ, entre outros recursos de
mídia utilizados pelo ensino de Física), que possam ser direcionadas para o ensino fundamental e médio de
Física, e identificados com as necessidades formativas exigida pela sociedade contemporânea.
Bibliografia Básica:
•
•
ORNELLAS, Antonio, A Energia dos Tempos Antigos aos Dias Atuais. Ed.UFAL -2006.
SILVIO, Luiz Souza Cunha. Reflexões sobre o EAD no Ensino de Física. Rev. Bras. Ensino Fís.
vol.28 no.2 São Paulo Abril/Junho de 2006.
• MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias audiovisuais e
telemáticas. Novas tecnologias e mediação pedagógica, 2001 - vanzolini-ead.org.br
• ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Educação a distância na internet: abordagens e
contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. Educ. Pesqui. [online]. 2003, vol.29, n.2,
pp. 327-340. ISSN 1517-9702. doi: 10.1590/S1517-97022003000200010.
• RM Barbosa: Ambientes Virtuais de Aprendizagem. - Porto Alegre: Artmed, 2005 tips4teachers.org
• KENSKI, Vani Moreira. Novas tecnologias, o redimensionamento do espaço e do tempo e os
impactos no trabalho docente. Informática Educativa Vol 12, No, 1, 1999, UNIANDES – LIDIE, pp
35-52.
• FIOLHAIS, Carlos e TRINDADE, Jorge. Física no computador: o computador como uma
ferramenta no ensino e na aprendizagem das ciências físicas. Rev. Bras. Ensino Fís. [online].
2003, vol.25, n.3, pp. 259-272. ISSN 1806-1117.
Bibliografia Complementar:
LEGOINHA, P. e , J. Pais, J. Fernandes (2006). O Moodle e as comunidades virtuais de
aprendizagem unl.pt [PDF] - dspace.fct.unl.pt
Guilhermina Lobato Miranda(2007). Limites e possibilidades das TIC na educação.
www.pucrs.br/ciencias/viali/mestrado/literatura/artigos/tics/sisifo03PT03.pdf
Disciplina: Didática para o Ensino de Física
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Didática
Ementa: Análise do ensino da Física no Brasil: histórico e tendências atuais. Projetos de ensino de Física,
concepções alternativas. Principais dificuldades no Processo de Ensino Aprendizagem. Planejamento.
Transposição didática e conteúdos essenciais. A aula de Física. Recursos auxiliares. Livro Didático,
utilização de textos, importância da experimentação no processo de ensino-aprendizagem. Resolução de
problemas como estratégia didática. PCN, interdisciplinaridade, transversalidade e contextualização.
Bibliografia Básica:
•
BRASIL, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio: Orientações
Educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Ciências da Natureza,
Matemática e suas Tecnologias. Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Média e
Tecnológica, 2002.
60
•
PIETROCOLA, M. (org.). Ensino de Física: metodologia, epistemologia e problemas.
Florianópolis, Ed. UFSC, 2002
•
GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física), Física: vol. 1, 2 e 3. São Paulo:
Edusp.2001
•
MOREIRA, Marco Antonio. Teorias de Aprendizagem. P. Alegre, Ed.UFRGS, 2004
Bibliografia Complementar:
SCHEMBERG, M., Pensando a Física, São Paulo, Nova Stella, 1990.
EINSTEN A. & INFELD L., A evolução da Física, Rio de Janeiro: Zahar, 1980.
Disciplina: Estágio Supervisionado 1
Carga Horária:
Pré-requisito:
100 horas
Ementa: Observação do contexto escolar. Discussões quanto à sua estrutura organizacional e
administrativa. Investigação da organização do trabalho pedagógico em Física na escola. Discussão das
Diretrizes Curriculares para o ensino de Física na Escola Básica. Análise e discussão dos documentos
oficiais que regem o currículo de Física no Ensino Médio. Avaliação do impacto dessas políticas na
realidade educacional. Discussões acerca das relações entre escola, currículo e conhecimento específico de
Física.
Bibliografia Básica:
•
BARREIRO, I. M. F.; GEBRAN, R. A. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na
Formação de Professores. São Paulo. Avercamp, 2006. ISBN 9788589311373.
•
PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 7a ed. São Paulo: Cortez, 2012. ISBN
9788524919718.
•
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 15a ed., Petrópolis, ed. Vozes,
2013. ISBN 9788532626684.
Bibliografia Complementar:
BRASIL, Lei no 9.394 de 23 de dezembro de 1996. Dispõe sobre Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. Brasília - DF: Congresso Nacional, 1996.
TIBALLI, E. F. A.; CHAVES, S. M. Concepções e práticas em formação de professores:
diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, ISBN 9788574902234.
CARVALHO, A. M. P. et. al. Ensinar a ensinar: didática para a escola fundamental e
média. São Paulo: Cengage Learning, 2001. ISBN 9788522102426.
Disciplina: Saberes e Práticas para o Ensino de
Física 4 - A Hipermídia e os Livros Didáticos
Carga Horária:
36 horas
Pré-requisito:
-
Ementa: A Importância e os riscos do uso das tecnologias digitais como meio de obtenção de informação
científica; A importância do livro didático no contexto das tecnologias digitais; Análise da informação
transmitida nos livros didáticos adotados no ensino médio e nas principais fontes hipermidiáticas de
consulta da internet.
Bibliografia Básica:
•
Hilário FRACALANZA, Jorge Megid NETO, O Livro Didático de Ci?ncias no Brasil ,
Komedi, 2006.
•
PAVÃO, A.C., FREITAS, D. (orgs.). Quanta ciência há no ensino de ciências. São Carlos:
EdUFSCar, 2008.
•
LEÃO, Lucia. O labirinto da hipermídia: arquitetura e navegação no ciberespaço. 3. ed.
São Paulo: FAPESP: Iluminuras, 2005.
Bibliografia Complementar:
FERRARI, Pollyana. Hipertexto hipermídia: as novas ferramentas da comunicação
digital. Contexto, 2007.
Disciplina: Física Moderna 2
Carga Horária:
72 horas
61
Pré-requisito:
Física Moderna 1
Ementa: Átomos de um elétron – Equação de Schrödinger em três dimensões, números quânticos e
degenerescência, momento angular orbital, momento de dipolo magnético orbital, a experiência de SternGerlach e o spin do elétron, momento angular total, energia de interação spin-órbita e os níveis de energia
do átomo de hidrogênio; Átomos Multieletrônicos - O princípio da exclusão de Pauli e uma descrição
qualitativa de átomos com vários elétrons e tabela periódica; Moléculas - Ligações iônicas e covalentes;
Física do Estado Sólido – Teoria de banda dos sólidos e descrição qualitativa de condutores,
semicondutores, supercondutores, bem como das propriedades magnéticas dos sólidos; Física Nuclear - A
composição do núcleo e suas propriedades, radioatividade, decaimentos alfa, beta e gama, reações
nucleares, fissão e fusão.
Bibliografia Básica:
•
Robert Eisberg e Robert Resnick, Fisica quântica - átomos moléculas sólidos núcleos e
partículas, Campus, 9ª edição, 1994.
J. J. Brehm e J. W. Mullins, Introduction to the structure of matter: a course in modern
physics, John Willey, 1ª edição, 1989.
Paul A. Tipler e Ralph A. Llewellyn, Física moderna, LTC, 6ª Edição, 2014.
•
•
Bibliografia Complementar:
Stephen T. Thornton e Andrew Rex, Modern Physics for Scientists and Engineers, Cengage
Leraning, 4ª Edição, 2013.
Disciplina: Física Moderna Experimental
Carga Horária:
Pré-requisito:
36 horas
Física Moderna 1
Ementa: Diversas experiências sobre fótons, elétrons e demais temas que envolvam os conhecimentos da
disciplina Física Moderna 1 e 2. Experimento de Michelson-Morley, Experimento de Millikan,
Experimento de Frank-Hertz e Difração de elétrons.
Bibliografia Básica:
•
EISBERG, R. e RESNICK, Física Quântica, 9ª ed., Rio de Janeiro: Editora Campus,
1994;
•
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física para Cientistas e Engenheiros – Física Moderna: Mecânica
Quântica, Relatividade e Estrutura da Matéria, Vol. 3, 6ª ed., Rio de Janeiro: LTC Livros Técnicos e
Científicos, 2009;
•
TIPLER, P. A. e LLEWLLYN, R. A. Física Moderna, 3ª ed., Rio de Janeiro: LTC – Livros
Técnicos e Científicos, 2001.
Bibliografia Complementar:
•
TIPLER, P. A. e MOSCA, G. Física Moderna: mecânica quântica, relatividade e a
estrutura da matéria. Vol. 3, 5ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2006.
Disciplina: Pesquisa em Ensino de Física 1
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Estudar os paradigmas vigentes e novas abordagens no ensino de física. Analisar o
conhecimento em física e a construção de um conhecimento voltado à educação. Abordar os novos
enfoques e metodologias da pesquisa em ensino de física.
Bibliografia Básica:
•
GRUPO DE REELABORAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA. Física 1, 2 , 3. S. Paulo:
Universidade de São Paulo, 1991.
•
MOREIRA, Marco Antônio, Uma abordagem cognitivista ao ensino de Física, a teoria de
David Ausubel como sistema de referência para a organização do ensino de ciências. Porto
Alegre, Ed. UFRGS.
•
BORDENAVE, J. D.; PEREIRA, A. M. Estratégias de ensino-aprendizagem. 13° ed.
Petrópolis: Atlas, 1993.
•
DELIZOICOV. D.; ANGOTTI, J.A. Metodologia do ensino de ciências. São Paulo: Cortez,
62
1990.
•
NARDI, R.; BASTOS, F.; DINIZ, R. E. S. Pesquisas em ensino de ciências. 5.ed. São Paulo:
Escrituras Editora, 2004.
•
OSTERMANN, F.; MOREIRA, M. A. A física na formação de professores do ensino
fundamental. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1999.
•
SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA. Revista Brasileira de Ensino de Física.
Periodicidade trimestral. Disponível em: http://www.sbfisica.org.br/rbef/
•
SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA. A física na escola. Disponível em:
http://www.sbfisica.org.br/fne/
•
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Caderno Brasileiro de Ensino de
Física. Florianópolis, Disponível em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/fisica.
Bibliografia Complementar:
• SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA. Revista Brasileira de Ensino de Física.
Periodicidade trimestral. Disponível em: http://www.sbfisica.org.br/rbef/
• SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA. A física na escola. Disponível em:
http://www.sbfisica.org.br/fne/
• UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Caderno Brasileiro de Ensino de Física.
Florianópolis, Disponível em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/fisica.
Disciplina: Estágio Supervisionado 2
Carga Horária:
Pré-requisito:
100 horas
Ementa: Discussões acerca do saber docente e dos problemas e desafios do trabalho docente.
Contextualização histórica do Ensino de Física na escola básica e tendências atuais do Ensino de Física.
Desenvolvimento, em colaboração com o professor da escola, de atividades que contribuam com os
conteúdos em trabalho (aulas teóricas, experimentos, feiras, mostras, demonstrações, utilização de novas
tecnologias de informação e comunicação, entre outras). Observação do contexto de sala de aula quanto aos
aspectos que envolvem a relação professor/aluno, motivação e interesse, dificuldades no
ensino/aprendizagem de Física.
Bibliografia Básica:
•
BARREIRO, I. M. F.; GEBRAN, R. A. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na
Formação de Professores. São Paulo. Avercamp, 2006. ISBN 9788589311373.
•
PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 7a ed. São Paulo: Cortez, 2012. ISBN
9788524919718.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 15a ed., Petrópolis, ed. Vozes, 2013. ISBN
9788532626684.
Bibliografia Complementar:
BRASIL, Lei no 9.394 de 23 de dezembro de 1996. Dispõe sobre Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. Brasília - DF: Congresso Nacional, 1996.
TIBALLI, E. F. A.; CHAVES, S. M. Concepções e práticas em formação de professores:
diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, ISBN 9788574902234.
CARVALHO, A. M. P. et. al. Ensinar a ensinar: didática para a escola fundamental e
média. São Paulo: Cengage Learning, 2001. ISBN 9788522102426.
Disciplina: Introdução à Astronomia
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: O conhecimento astronômico: gênese e evolução. A mecânica celeste e o sistema solar. Esfera
celeste e coordenadas astronômicas. Instrumentação em Astronomia. Estrelas, Galáxias e Cosmologia.
Bibliografia Básica:
•
SOUZA OLIVEIRA FILHO, Kepler et. al., Fundamentos de Astronomia e Astrofísica,
UFRGS (1997).
•
FRIAÇA, A. et. Al. (Organizadores), Astronomia: Uma visão geral do universo, 2ª edição,
EDUSP (2008).
Bibliografia Complementar:
63
BOCZKO R., Conceitos de Astronomia, Edgard Blucher (1983).
Disciplina: História e Filosofia da Ciências
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Prover condições para situar alguns importantes desenvolvimentos da ciência em um
viés histórico e filosófico, incentivar discussões e polêmicas, trazer à baila temas éticos e enfatizar a sua
pertinência. O Século XVI: Copérnico; Revolução Científica do Século XVII (Galileu, Kepler, Newton);
Pensadores importantes do Século XVII: Descartes, Leibniz, Espinosa, Pascal, entre outros. A
Unificação Newtoniana. Os séculos XVIII e XIX: Termodinâmica e o Eletromagnetismo; Século
XX: As Teorias Quântica e Relativista. Sobre o Método da Ciência. Os Relatos de Popper, de Kuhn, de
Feuerabend entre outros. Empiristas e Racionalistas. A revolução Copernicana de Kant. Do Ontológico, do
Epistemológico e do Metodológico. Problemas epistemológicos da Complexidade e do Reducionismo.
Questões Éticas e Relações Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente. A Mulher na Ciência. Obstáculos
Históricos, Sociais e Culturais ao Reconhecimento dos Importantes Papéis da Mulher, do(a) Índio(a), do(a)
Negro(a) na Construção da nossa Sociedade. Os Direitos Humanos vistos à luz da História, da Filosofia e
da Sociologia da Ciência.
Bibliografia Básica:
BACHELARD, G., O Novo Espírito Científico, São Paulo: Nova Cultura, Coleção ‘Os
Pensadores’, 1988.
BASTOS FILHO, J. B., O que é uma Teoria Científica? Uma breve provocação sobre um
tema complexo, Maceió: EDUFAL, 1998
_________________, Reducionismo: Uma Abordagem Epistemológica, Maceió: Edufal,
2005.
BUNGE, M., Etica y Ciencia, Buenos Aires: Siglo Veinte, 1972.
CHALMER, O que é Ciência afinal?, São Paulo: Editora Brasiliense, 1993.
COLIN, A., História Ilustrada da Ciência, vol. 1, Das Origens à Grécia, Rio de Janeiro: Zahar
Editor, 1987.
_________, História Ilustrada da Ciência, vol. 2, Oriente, Roma e Idade Média, Rio de
Janeiro: Zahar Editor, 1987.
_________, História Ilustrada da Ciência, vol. 3, Da Renascença à Revolução Científica,
Rio de Janeiro: Zahar, Editor, 1987.
_________, História Ilustrada da Ciência, vol. 4, A Ciência dos Séculos XIX e XX, Rio de
Janeiro: Zahar Editor, 1987.
FEYERABEND, P., Contra o Método, Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1977.
KUNH, T. S., A Estrutura das Revoluções Científicas, São Paulo: Editora Perspectiva, 1975
___________, O Caminho desde A Estrutura: Ensaios Filosóficos. 19701993, com uma
Entrevista Autobiográfica. São Paulo: UNESP, 2006.
PRADO JR., C. Formação do Brasil Contemporâneo, São Paulo: Companhia das Letras, 1a
edição, 2011 [Livro originalmente publicado em 1942.
BRASIL. Diversidade e Inclusão. História da Cultura Africana e Afro-brasileira na
Educação Infantil, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização,
Brasília: MEC SECADI UFSCar, 2014. Disponível em:
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000227009
Bibliografia Complementar:
LAKATOS, I. & MUSGRAVE, A. (ORG.), A Crítica e o Desenvolvimento do
64
Conhecimento, São Paulo: Cultrix, Editora da Universidade de São Paulo, 1979
LATOUR, B., Ciência e Ação: Como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora, São
Paulo, Editora da UNESP, 2000
POPPER, K. R., Conjecturas e Refutações, Brasília: Editora da UnB, 1982
Disciplina: Estágio Supervisionado 3
Carga Horária:
100 horas
Pré-requisito:
Estágio Supervisionado 1
e2
Ementa: Discussões acerca do planejamento escolar. Estudo dos conteúdos de Física para o Ensino Médio:
seleção, sequencia e abordagens. Discussão acerca da avaliação da aprendizagem em Física (concepções e
práticas). Estudo da possibilidade de utilização de materiais didáticos e paradidáticos de Física.
Planejamento e desenvolvimento, em sala de aula, de sequências didáticas e de avaliação da aprendizagem.
Bibliografia Básica:
•
BARREIRO, I. M. F.; GEBRAN, R. A. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na
Formação de Professores. São Paulo. Avercamp, 2006. ISBN 9788589311373.
•
PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 7a ed. São Paulo: Cortez, 2012. ISBN
9788524919718.
•
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 15a ed., Petrópolis, ed. Vozes,
2013. ISBN 9788532626684.
Bibliografia Complementar:
BRASIL, Lei no 9.394 de 23 de dezembro de 1996. Dispõe sobre Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. Brasília - DF: Congresso Nacional, 1996.
TIBALLI, E. F. A.; CHAVES, S. M. Concepções e práticas em formação de professores:
diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, ISBN 9788574902234.
CARVALHO, A. M. P. et. al. Ensinar a ensinar: didática para a escola fundamental e
média. São Paulo: Cengage Learning, 2001. ISBN 9788522102426.
Disciplina: Pesquisa em Ensino de Física 2
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Evolução histórica da pesquisa em ensino de Física no Brasil; Os principais grupos e linhas de
pesquisa; Fundamentação teórica para produção de um projeto de pesquisa; Produção de artigo científico
em Ensino de Física;
Bibliografia Básica:
•
Antônio Joaquim SEVERINO, Metodologia do Trabalho Científico, 23 ed. rev. e atu., São
Paulo: Cortez, 2010.
•
NARDI, R.; BASTOS, F.; DINIZ, R. E. S. Pesquisas em ensino de ciências. 5.ed. São Paulo:
Escrituras Editora, 2004.
•
NARDI, R. Pesquisas em Ensino de Física. 3 ed. São Paulo: Escrituras, 2004.
Bibliografia Complementar:
OSTERMANN, F.; MOREIRA, M. A., A física na formação de professores do ensino
fundamental. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 1999.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA. Revista Brasileira de Ensino de Física. Periodicidade
trimestral. Disponível em:http://www.sbfisica.org.br/rbef/.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Caderno Brasileiro de Ensino de Física.
Florianópolis, Disponível em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/fisica.
65
Disciplina: Atividade Curricular de Extensão 2 –
Carga Horária:
Pré-requisito:
Mostras Científicas de Física – Parte I
80 horas
Tipo de Atividade: Projeto
Ementa: Planejamento e desenvolvimento de Mostras Científicas relacionados a temas voltados para Física
Geral e Astronomia.
Distribuição de Carga Horária : 36 horas Teórico (sala de aula)
44 horas de Prática de Atividade de Extensão
Objetivos:
• Ampliar ampliar o leque da cultura científica em nosso estado;
•
Socializar o conhecimento adquirido na academia de forma democrática;
•
Desenvolver no licenciando a capacidade de organização e planejamento de eventos científicos
voltados para a população em geral;
Saber re-trabalhar os conteúdos estudados nas componentes curriculares teóricas de uma forma
•
mais acessível;
Promover uma maior proximidade do Instituto de Física e da UFAL com a comunidade em geral.
•
Metodologia: O projeto será desenvolvido em 2 períodos letivos e, a princípio, tem por objetivo o
desenvolvimento e planejamento do Evento Expofísica e de ações voltadas à difusão da Astronomia em
eventos, como a Semana de Observação e “Os Caçadores de Constelações”. Todos estes eventos voltados
para a comunidade e com participação total dos licenciandos. Em um primeiro momento o
professor/coordenador do projeto deverá apresentar os objetivos para os estudantes e tentar traçar metas de
eventos a serem desenvolvidos, além dos citados, bem como a escolha do local de exibição. Uma vez
definido as diretrizes iniciais, os alunos deverão trabalhar em grupo para desenvolver o material a ser
apresentado nos eventos. O primeiro semestre de aplicação do projeto deve se concentrar,
preferencialmente, em eventos voltados para a Astronomia, que deve culminar na execução do evento
escolhido. Um momento de auto-avaliação deverá ser reservado após a realização do evento. Para o
segundo semestre o projeto será voltado para o desenvolvimento do evento Expofísica, onde os alunos
deverão discutir ideias e projetos para compor os stands temáticos do evento, bem como desenvolvê-los.
Público- alvo: Alunos das escolas de ensino médio (públicas e privadas) e comunidade universitária.
Avaliação: Como critério de avaliação o coordenação da ação poderá avaliar a qualidade final dos projetos
apresentados, além da desenvoltura do licenciando durante a apresentação e de sua participação nas
discussões e Formulário preenchido pelo público alvo presente nas atividades.
Bibliografia Básica:
•
VALADARES, E. C. Física mais que divertida. 3ª Ed. UFMG, 2012.
•
HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: mecânica, Vol. 4, 8ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2009.
Bibliografia Complementar:
Coleção TEMAS ATUAIS DE FÍSICA/SBF – Sociedade Brasileira de Física, São Paulo:
Editora Livraria da Física.
Disciplina: Física Aplicada e Contemporânea
Carga Horária:
Pré-requisito:
54 horas
Física Moderna 2
Ementa: Contextualização dos conceitos estudados ao longo do curso em situações cotidianas como:
questões ambientais e meteorológicas, produção de energia limpa e renovável e Tecnologias de transporte e
comunicação. Temas de pesquisas físicas atuais que fazem parte da cultura científica geral.
Bibliografia Básica:
•
VALADARES, E. de C.. Física Mais Que Divertida, 2ª ed., Belo Horizonte: Editora da
UFMG, 2002;
•
TREFI, J. e HAZEN, R. Física Viva – Uma Introdução à Física Conceitual, vol. 1, 2 e 3, 1ª
66
ed., Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos, 2006;
•
•
WALKER, J. O Circo Voador da Física, 2ª ed., Rio de Janeiro: LTC Livros Técnicos e
Científicos, 2008;
•
OKUNO, E. Desvendando a Física do Corpo Humano: Biomecânica, 1ª ed. Rio de Janeiro:
Editora Manole, 2003.
Bibliografia Complementar:
•
Coleção TEMAS ATUAIS DE FÍSICA/SBF – Sociedade Brasileira de Física, São Paulo:
Editora Livraria da Física.
Disciplina: Estágio Supervisionado 4
Carga Horária:
100 horas
Pré-requisito:
Estágio Supervisionado 1
e2
Ementa: Observação e reflexão sobre a prática de ensino de Física no nível básico, no contexto da formação
do cidadão. Regência de ensino com exercício de todas as funções inerentes ao professor de Física no nível
básico. Análise reflexiva e vivencial de problemas atinentes ao ensino da Física e das possibilidades de
superação e inovação com ênfase nas práticas interdisciplinares em Educação nas Ciências .
Bibliografia Básica:
•
BARREIRO, I. M. F.; GEBRAN, R. A. Prática de Ensino e Estágio Supervisionado na
Formação de Professores. São Paulo. Avercamp, 2006. ISBN 9788589311373.
•
PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 7a ed. São Paulo: Cortez, 2012. ISBN
9788524919718.
•
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 15a ed., Petrópolis, ed. Vozes,
2013. ISBN 9788532626684.
Bibliografia Complementar:
BRASIL, Lei no 9.394 de 23 de dezembro de 1996. Dispõe sobre Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. Brasília - DF: Congresso Nacional, 1996.
TIBALLI, E. F. A.; CHAVES, S. M. Concepções e práticas em formação de professores:
diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, ISBN 9788574902234.
CARVALHO, A. M. P. et. al. Ensinar a ensinar: didática para a escola fundamental e
média. São Paulo: Cengage Learning, 2001. ISBN 9788522102426.
Disciplina: Estratégias Didáticas para Solução
Carga Horária:
Pré-requisito:
de Problemas em Física
36 horas
Física 1, 2, 3 e 4
Ementa: Fundamentos Didático-Pedagógicos com base na Psicologia Educacional e em investigações sobre
a solução de problemas em Física que justificam a necessidade de se trabalhar com estratégias para facilitar
essa solução visando ampliar a compreensão do conhecimento científico e o desenvolvimento de
competências e habilidades para analisar projetos oficiais, livros textos voltados para o ensino fundamental
e médio nessa área.
Bibliografia Básica:
• PEDUZZI, L. O. E MOREIRA, M. A. Solução de Problemas em Física: Um Estudo sobre o
Efeito de Uma Estratégia. Brazilian Journal of Physics, Vol. 11,n.4, p. 1067 - 1083. Sociedade
Brasileira de Física, 1981;
• CLEMENT, L. e TERRAZZAN, E. A. Atividades Didáticas de Resolução de Problemas e o
Ensino de Conteúdos Procedimentais. Rev. electrón. investig. educ. cienc., Vol.6, n.1, p. 87-101,
2011.
• COSTA S. S. C. e MOREIRA, M. A., Resolução de problemas II: propostas
metodologias didáticas (Problem solving II: sugested didactical methodologies),
Investigações em Ensino de Ciências, V2(1), p. 5-26, 1997
-
Bibliografia Complementar:
67
• SOUZA, C. A., DE BASTOS, F. P. e ARGOTTI J. A. Resoluções de Problemas de Física
Mediada por Tecnologias. Cad. Bras. Ens. Fís., v. 25, n. 2, p. 310-339, 2008.
• COSTA S. S. C. e MOREIRA, M. A., Resolução de problemas IV: propostas
metodologias didáticas (Problem solving IV: sugested didactical methodologies),
Investigações em Ensino de Ciências, V2(3), p. 153-184, 1997
Disciplina: Tendências em Ensino de Física
Carga Horária:
54 horas
Pré-requisito:
Física 1, 2, 3 , 4 e Física
Moderna 1 e 2
Ementa: Discussão e transposição das metodologias e resultados presentes nas pesquisas mais recentes em
ensino de física para o contexto educacional local.
Bibliografia Básica:
•
Revista Brasileira de Ensino de Física. São Paulo: SBF, 1979-
•
Caderno Catarinense de Ensino de Física. Florianópolis:UFSC, 1984-
•
The Physics Teacher. Washington DC:AAPT, 1963-.
Disponível em <https://aapt.scitation.org/journal/pte>. Acessado em 15 de fevereiro de 2019.
Bibliografia Complementar:
Revista de Física Aplicada e Instrumentação. SBF: São Paulo, 2006. Disponível em
<http://www.sbfisica.org.br/rfai/> Acessado em 15 de fevereiro de 2019.
Revista do Professor de Física. Brasília: UnB, 2017- . ISSN 2594-4746
Disponível em <http://periodicos.unb.br/index.php/rpf/index> Acessado em 15 de fevereiro de 2019.
Disciplina: Atividade Curricular de Extensão 2 –
Carga Horária:
Pré-requisito:
Mostras Científicas de Física – Parte II
80 horas
Tipo de atividade: Projeto
Ementa: Planejamento e desenvolvimento de Mostras Científicas relacionados a temas voltados para Física
Geral e Astronomia.
Distribuição de Carga Horária : 36 horas Teórico (sala de aula)
44 horas de Prática de Atividade de Extensão
Objetivos:
• Ampliar ampliar o leque da cultura científica em nosso estado;
•
Socializar o conhecimento adquirido na academia de forma democrática;
•
Desenvolver no licenciando a capacidade de organização e planejamento de eventos científicos
voltados para a população em geral;
•
Saber re-trabalhar os conteúdos estudados nas componentes curriculares teóricas de uma forma
mais acessível;
•
Promover uma maior proximidade do Instituto de Física e da UFAL com a comunidade em geral.
Metodologia: O projeto será desenvolvido em 2 períodos letivos e, a princípio, tem por objetivo o
desenvolvimento e planejamento do Evento Expofísica e de ações voltadas à difusão da Astronomia em
eventos, como a Semana de Observação e “Os Caçadores de Constelações”. Todos estes eventos voltados
para a comunidade e com participação total dos licenciandos. Em um primeiro momento o
professor/coordenador do projeto deverá apresentar os objetivos para os estudantes e tentar traçar metas de
eventos a serem desenvolvidos, além dos citados, bem como a escolha do local de exibição. Uma vez
definido as diretrizes iniciais, os alunos deverão trabalhar em grupo para desenvolver o material a ser
apresentado nos eventos. O primeiro semestre de aplicação do projeto deve se concentrar,
68
preferencialmente, em eventos voltados para a Astronomia, que deve culminar na execução do evento
escolhido. Um momento de auto-avaliação deverá ser reservado após a realização do evento. Para o
segundo semestre o projeto será voltado para o desenvolvimento do evento Expofísica, onde os alunos
deverão discutir ideias e projetos para compor os stands temáticos do evento, bem como desenvolvê-los.
Público- alvo: Alunos das escolas de ensino médio (públicas e privadas) e comunidade universitária.
Avaliação: Como critério de avaliação o coordenação da ação poderá avaliar a qualidade final dos projetos
apresentados, além da desenvoltura do licenciando durante a apresentação e de sua participação nas
discussões e Formulário preenchido pelo público alvo presente nas atividades.
Bibliografia Básica:
•
VALADARES, E. C. Física mais que divertida. 3ª Ed. UFMG, 2012.
•
HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: mecânica, Vol. 4, 8ª ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2009.
Bibliografia Complementar:
Coleção TEMAS ATUAIS DE FÍSICA/SBF – Sociedade Brasileira de Física, São Paulo:
Editora Livraria da Física.
Disciplina: Atividade Curricular de Extensão 3 Carga Horária:
Pré-requisito:
Expofísica
64 horas
Tipo de Atividade: Exposição
Ementa: Temas atuais de física, discussões ou análise de conceitos físicos em áreas distintas da ciência
como por exemplo: a física do corpo humano, a física do futebol, a física da música e a física de Esportes
Radicais (mergulho, pára-quedismo,etc.), entre outros.
Distribuição de Carga Horária : 54 horas Teórico (sala de aula)
46 horas de Prática de Atividade de Extensão
Objetivos:
Estimular o jovem a procurar a profissão de Físico, informando sobre as oportunidades de pesquisa,
ensino e emprego nas diversas áreas existentes, além de atualizá-los com temas que são discutidos
mundialmente;
Despertar a curiosidade científica nos alunos do ensino médio e na comunidade em geral;
Suprir espaços não preenchidos com os conteúdos programáticos de Física desenvolvidos nas Escolas públicas e privadas;
Estimular o jovem a procurar a profissão de Físico;
Informar sobre as oportunidades de pesquisa, ensino e emprego nas diversas áreas existentes na
Física;
Mostrar a interdisciplinaridade da Física;
Atualizar a clientela alvo com temas que são discutidos mundialmente;
Expor publicamente o Instituto de Física mostrando sua infra-estrutura de ensino e pesquisa e suas
atividades de graduação e pós-graduação.
Metodologia: Essa ACE emgloba todo o planejamento do Evento Expofísica e também a sua realização.
Discriminação das etapas a serem seguidas pelo evento Expofísica
Visita dos alunos e professores do ensino médio às dependências do Instituto de Física, com o
acompanhamento de um professor ou um monitor.
Mostra de experimentos didáticos, com uso de lasers e material do projeto MEC/SESU nos
laboratórios de ensino, por alunos de iniciação científica, alunos de pós-graduação, professores e
monitores;
Apresentações temáticas nos stands do evento;
Palestras na área de Física – os palestrantes serão professores do If ou convidados externos.
Obs.: A exposição do Instituto de Física será dividida por intervalos iguais de atividades (Dois intervalos:
69
manhã e tarde. Cada um com duas horas de duração). Essa metodologia será aplicada a cada intervalo.
Atividades
Visita aos "stands" – 60 minutos
Mostra de experimentos didáticos – 40 minutos
Palestras – 20 minutos
Discriminação das etapas a serem seguidas na mostra permanente de experimentos no IF-UFAL:
Agendamento das escolas;
Montagem dos experimentos;
Exposição dos experimentos nos laboratórios de ensino o IF-UFAL.
Público- alvo: Alunos das escolas de ensino médio (públicas e privadas) e comunidade universitária.
Avaliação: Formulário preenchido pelos professores e monitores que participam as atividades, Seminários
e/ou reuniões entre os membros a equipe e Formulário preenchido pelo público alvo presente nas
atividades.
Bibliografia Básica:
•
VALADARES, E. de C.. Física Mais Que Divertida, 2ª ed., Belo Horizonte: Editora da
UFMG, 2002;
•
TREFI, J. e HAZEN, R. Física Viva – Uma Introdução à Física Conceitual, vol. 1, 2 e 3, 1ª
ed., Rio de Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos, 2006;
•
WALKER, J. O Circo Voador da Física, 2ª ed., Rio de Janeiro: LTC Livros Técnicos e
Científicos, 2008;
Bibliografia Complementar:
Coleção TEMAS ATUAIS DE FÍSICA/SBF – Sociedade Brasileira de Física, São Paulo:
Editora Livraria da Física.
9.2 Componentes Curriculares Eletivos
Disciplina: Cálculo 4
Carga Horária:
72 horas
Pré-requisito:
-
Ementa: Campos vetoriais, integrais de linha, o Teorema Fundamental das Integrais de Linha,
Teorema de Green, rotacional e divergente, superfícies parametrizadas e suas áreas, integrais de
superfície, Teorema de Stokes, o Teorema do Divergente. Equações Diferenciais: Modelagem
com equações diferenciais, campos de direções e Método de Euler, equações separáveis, modelos
para crescimento populacional, equações lineares, sistemas predador-presa. Equações
Diferenciais de Segunda Ordem: Equações lineares de segunda ordem, equações lineares não
homogêneas, aplicações de equações diferenciais de segunda ordem, soluções em série.
Bibliografia Básica:
•
BOYCE, W. E.; DIPRIMA, R. C. Equações Diferenciais Elementares e Problema de
Valores de Contorno. Tradução e revisão técnica Valéria de Magalhães Iorio. 10 ed. Rio de
Janeiro: LTC, 2017.
STEWART, J. Cálculo. Vol. II. Tradução EZ2 Translate. São Paulo: Cengage Learning,
2013.
THOMAS, G. B. Cálculo. Vol. 2. 12 ed. São Paulo: Addison-Wesley, 2012.
•
•
Bibliografia Complementar:
FIGUEIREDO, D. G. ; NEVES, A. F. Equações Diferenciais Aplicadas. 3 ed, Coleção
Matemática Universitária: IMPA, 2015.
GUIDORIZZI, H. L. Um Curso de Cálculo. Vols 2 e 3. Rio de Janeiro: LTC, 1985.
70
LEITHOLD, L. O Cálculo com Geometria Analítica. Vol. 2, 3 ed, São Paulo: Harbra
Ltda, 1994.
WILLIANSON, R. E.; CROWELL, R. H., TROTTER, H. F. Cálculo de Funções
Vetoriais. Vol 1., Rio de Janeiro: LTC, 1976.
ZILL, D. G.; CULLEN, M. R. Equações Diferencias. Tradução: Alfredo Alves de Farias;
revisão técnica: Antonio Pertence Júnior. São Paulo: Pearson Makron Books, 2001.
Disciplina: Introdução à Física Computacional
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Aplicação dos conceitos de Física na Informática. Algoritmos, fluxogramas, Conceitos básicos de
programação em FORTRAN 90 e C, boas práticas de programação, Cálculo numérico em computadores
digitais, as fontes de erro em modelagem por computador, física computacional.
Bibliografia Básica:
FORTRAN 90/95 explained, Metcalf and Reid,.(Oxford, 1996).
Professional Programmer's Guide to Fortran 77, Clive G. Page, documento disponível na web
como prof77.tex, Universidade de Leicester, UK 1995. CARLO.
Foundations for programming languages, MITCHELL, J.C.. (MIT Press. 1996).
Bibliografia Complementar:
• A Book on C, Al Kelley and Ira Pohl, (4th ed. Addison Wesley 1997)
• Linguagem de programação C, B. Kernighan e D. M. Ritchie (Editora Campus).
Disciplina: Termodinâmica
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Equilíbrio e Variáveis de Estado na termodinâmica, Equações de estado: Gás ideal e Gás de Van
der Waals, Leis da termodinâmica, Máquinas Térmicas e Ciclo de Carnot, Potenciais termodinâmicos e
Relações de Maxwell, Transições de fase e reações químicas, Introdução à teoria de probabilidades e
Teoria cinética dos gases
Bibliografia Básica:
Thermodynamics and Statistical Mechanics (Classical Theoretical Physics), W. Greiner. Springer
A Modern Course in Statistical Physics, Linda E. Reichl. Wiley-VCH
Bibliografia Complementar:
• Statistical Mechanics, Kerson Huang, John Wiley & Sons
• Thermodynamics and an Introduction to Thermostatistics, Herbert B. Callen , Wiley
• Physical Chemistry, Peter Atkins , Oxford.
Disciplina: Física Matemática 1
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Ementa: Análise Vetorial; Análise Vetorial em Sistemas de Coordenadas Curvilíneos; Séries infinitas;
Teoria das Funções Analíticas; Teoria de variáveis complexas: Teoria de resíduos; Somas de Riemann;
Equações diferenciais ordinárias.
Bibliografia Básica:
Mathematical Methods for Physicists, G. B. Arfken, H. J. Weber. Academic Press
Física Matemática, E. Butkov. LTC
Bibliografia Complementar:
• Methods of Mathematical Physics, R. Courant e D. Hilbert. Wiley-VCH
• Methods of Theoretical Physics Dr. Herman Feshbach, Dr. Philip M. Morse, Dr. Michio Masujima ,
Dr. Willard Miller. Dover Publications
• Mathematical Methods for Physics and Engineering , K. F. Riley, M. P. Hobson e S. J. Bence,
Cambridge University Press.
Disciplina: Métodos Matemáticos para Mecânica
Quântica
71
Carga Horária:
72 horas
Pré-requisito:
-
Ementa: Cálculo Tensorial; Matrizes e determinantes; Diagonalização de Matrizes, Formas canônicas de
Jordan, Espaço de Funções de Quadrado Integrável e Funções de Onda, Notação de Dirac, Teoria de
Grupos.
Bibliografia Básica:
Mathematical Methods for Physicists, G. B. Arfken, H. J. Weber. Academic Press
Quantum Mechanics, Claude Cohen-Tannoudji, Bernard Diu , Frank Laloe.Wiley-VCH
Bibliografia Complementar:
• Methods of Mathematical Physics, R. Courant e D. Hilbert. Wiley-VCH
• Methods of Theoretical Physics Dr. Herman Feshbach, Dr. Philip M. Morse, Dr. Michio Masujima ,
Dr. Willard Miller. Dover Publications
• Mathematical Methods for Physics and Engineering , K. F. Riley, M. P. Hobson e S. J. Bence,
Cambridge University Press.
• Mathematical Methods in the Physical Science, Mary L. Boas, John Wiley & Sons.
• Mathematics for Physicists,Philippe Dennery e André Krzywicki, Dover Publications
Disciplina: Mecânica Quântica 1
Carga Horária:
72 horas
Pré-requisito:
Física Moderna 1 e 2,
Métodos Matemáticos
para Mecânica Quântica
Ementa: Equação de Schrödinger e poços de potencial, Postulados da Mecânica Quântica, Sistema de dois
níveis, Oscilador harmônico quântico, Momento angular orbital, Átomo de Hidrogênio
Bibliografia Básica:
Quantum Mechanics, Claude Cohen-Tannoudji, Bernard Diu e Franck Laloë, Vol I (John Wiley &
Sons)
Intriduction of Quantum Mechanics, David J. Griffiths, Prentice Hall, 1994.
Bibliografia Complementar:
• Quantum Mechanics, L.I. Schiff, (McGraw-Hill, 1968)
• The Feynman Lectures in Physics, Vol III, Feynman-Leigthon-Sands (Addison-Wesley).
• Introduction to Quantum Mechanics, R. H. Dicke e J.P. Wittke (Addison-Wesley).
Disciplina: Física Estatística
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Termodinâmica
Ementa: Teoria de Ensemble – Descrição clássica e quântica de um sistema de muitas partículas; Ensemble
Microcanônico; Ensemble Canônico; Ensemble Grande Canônico; Estatística quântica e Gás ideal
quântico.
Bibliografia Básica:
Thermodynamics and Statistical Mechanics (Classical Theoretical Physics), W. Greiner. Springer
A Modern Course in Statistical Physics, Linda E. Reichl. Wiley-VCH
Bibliografia Complementar:
Statistical Mechanics, R K Pathria and Paul D. Beale, Academic Press
Fundamentals of Statistical and Thermal Physics, F. Reif, McGRAW-HILL Int. Ed.
Introdução à Física Estatística, Silvio R. A. Salinas, Edusp
Disciplina: Eletromagnetismo 1
Carga Horária:
72 horas
Pré-requisito:
Física 3, Física
Matemática 1
Ementa: Eletrostática; Potencial eletrostático: Equações de Laplace. Método das imagens, separação de
variáveis e expansão de multipolos; Campo elétrico na matéria; Magnetostática e campos magnéticos na
matéria.
Bibliografia Básica:
Introduction to Electrodynamics – David Griffiths – Prentice Hall (New Jersey) 1999
Eletromagnetic Fields and Waves”, P. Lorrain and D. Corson, 2 a ed., 1970, (Editor W. H. Freeman
and Company, São Francisco - Estados Unidos)
72
Bibliografia Complementar:
• Classical Electrodynamics, John David Jackson , Wiley
• ELETROMAGNETISMO Vol. 1 2 e 3, KLEBER DAUM MACHADO, Toda palavra editora
• Classical Electrodynamics (Frontiers in Physics), Julian Schwinger and Lester L. Deraad Jr., Kimball
A. Milton, Wu-yang Tsai, Joyce Norton , Westview Press
Disciplina: Mecânica Clássica
Carga Horária:
Pré-requisito:
72 horas
Cálculo 3
Ementa: Matrizes, Vetores e Cálculo Vetorial; Mecânica Newtoneana; Oscilações; Gravitação; Dinâmica
de um sistema de Partículas; Movimento em um referencial não-inercial; Teoria da Relatividade Especial
Bibliografia Básica:
Classical Dynamics of Particles and Systems, S. Thornton and J. Marion. Thomson Brooks/Cole
Classical Mechanics Systems of Particles and Hamiltonian Dynamics, W. Greiner. Springer
Bibliografia Complementar:
• Classical Mechanics, H. Goldstein, C. P. Poole, J. L. Safko. Addison-Wesley,
• Mechanics: Volume 1 (Course of Theoretical Physics), Landau and Lifshitz,Butterworth-Heinemann
• Tópicos De Mecânica Clássica , Marcus A. M. De Aguiar, Editora livraria da fisica
10. METODOLOGIAS DE ENSINO APRENDIZAGEM
O curso de Física Licenciatura da UFAL tem como prerrogativa a construção da
identidade do futuro profissional da educação considerando métodos de ensino e relações do
ensino e da aprendizagem e suas tecnologias de maneira tal que esse futuro pofissional possa
compreender os desafios e intervir na sua realidade local. Desse modo, o curso deve assegurar
ao futuro profissional uma formação integral considerando tanto os apectos técnicos e
específicos dos fenômenos físicos quanto métodos de ensino. Conforme Veiga os
pressupostos didático-metodológicos devem ser entendidos como:
A sistematização do processo de ensino-aprendizagem precisa
favorecer o aluno na elaboração crítica dos conteúdos, por meio de
métodos e técnicas de ensino e pesquisa que valorizam as relações
solidárias e democráticas. (VEIGA, 2010, p:22)
Como esse propósito, a metodologia do curso é pautada na interdisciplinaridade,
resolução de situações problemas de fenômenos e/ou acontecimentos físicos, além de ações de
extensão. O planejamento e formas de avaliação de cada componente curricular são descritos
pelo plano de curso elaborado pelo professor responsável, norteado pela ementa e políticas
institucionais do curso. Em linha gerais, os professores do curso de Física Licenciatura fazem
uso de atividades diversas, tais como:
Aulas Teóricas: trata-se de aulas expositivas, dialogadas onde
73
os conteúdos
programáticos das componentes curriculares devem ser abordados. São momentos em
que alunos e professores se reúnem para a socialização do conhecimento, integração,
explicações de novos conteúdos, trabalhos em grupo e avaliações individuais e/ou em
grupo. Nessas aulas teóricas podem/devem ser utilizados diferentes recursos didáticos
como audio-visuais, dinâmicas, etc.;
● Aulas Práticas: são aulas de componentes curriculas de prática laboratorial. Nessas
aulas os discentes têm contato com equipamentos e kits experimentais onde podem
comprovar alguns princípios e conceitos físicos;
● Atividades de Extensão: são momentos destinados à elaboração e execução das
Atividades Curriculares de Extensão - ACE. Em geral, depois do planejamento da
ACE que ocorre durante encontros presenciais com carga horária específica para esse
fim, tem-se os eventos de extensão;
● Eventos Científicos (feiras, ciclo de palestras, simpósios, encontros, congressos,
etc.): o discente do curso de Física Licenciatura é estimulado a participar de eventos
científicos não só área de Física Pura, mas principalmente da área de Ensino de Física.
Há uma preocupação do curso em também promover tais eventos;
● Atividades Semipresenciais: utilizando o ambiente virtual de aprendizagem da
UFAL, o Moodle, o currículo também é complementado através de atividades
semipresenciais como estudos dirigidos, pesquisass bibliográficas, resolução de
exercícios. Vale resslatar que tais atividades devem ser planejadas e acompanhadas
pelo professor responsável pelo componente curricular.
Deste modo, a formação do egresso do Curso de Física Licenciatura utiliza de
parâmetros que pŕomovem o aprendizado crítico, contextualizado e atual diante a realidade da
comunidade local.
11. AVALIAÇÕES
11.1 Avaliação da Aprendizagem
O processo avaliativo se dará durante todo o desenvolvimento do curso, tendo como
pressupostos básicos a avaliação participativa e processual, atendendo aos diversos níveis de
74
avaliação, tais como: a avaliação da aprendizagem, do 70material utilizado, da metodologia
tanto do professor quanto do curso.
A avaliação didático-pedagógica está fundamentada numa perspectiva emancipatória
onde o aluno, a partir da reflexão da sua prática pedagógica associando-a aos conceitos
teóricos discutidos ao longo do curso permita-lhe desenvolver uma proposta de autonomia
pessoal e desenvolvimento profissional que extrapole os modelos tradicionais de avaliação.
A importância desta avaliação processual, nos seus diversos níveis, constitui-se uma
prática constante de realimentação, possibilitando as intervenções que se fizerem necessárias,
como forma de minimizar os possíveis óbices do processo. O processo avaliativo da
aprendizagem desenvolve-se de forma quantitativa e qualitativa.
No âmbito da universidade, o Plano Institucional determina que regime de aprovação
do/a estudante, em cada disciplina, será efetivado mediante a apuração da frequência às
atividades didáticas e do rendimento escolar. Desssa forma, em seu Art. Nº 10, o Plano
Institucional afirma que será considerado reprovado por falta o aluno que não comparecer a
mais de 25% (vinte e cinco por cento) das atividades didáticas realizadas no semestre letivo.
Além disso, é a compensação de faltas ou dispensa de freqüência, só será permitido nos casos
especiais previstos nos termos do Decreto-Lei no 1.044 (21/10/1969), Decreto-Lei no 6.202
(17/04/1975) e no Regimento Geral da UFAL.
A mesma resolução apresenta um capítulo detalhando como se efetiva a apuração do
rendimento escolar.
Art. 11 - A avaliação do rendimento escolar se dará através de:
(a) Avaliação Bimestral (AB), em número de 02 (duas) por semestre letivo;
(b) Prova Final (PF), quando for o caso;
(c) Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
§ 1o – Somente poderão ser realizadas atividades de avaliação, inclusive prova final,
após a divulgação antecipada de, pelo menos, 48 (quarenta e oito) horas, das notas
obtidas pelo aluno em avaliações anteriores.
§ 2o - O aluno terá direito de acesso aos instrumentos e critérios de avaliação e, no
prazo de 02 (dois) dias úteis após a divulgação de cada resultado, poderá solicitar
revisão da correção de sua avaliação, por uma comissão de professores designada
pelo Colegiado do Curso.
75
Art. 12 - Será também considerado, para efeito de avaliação, o Estágio Curricular
Obrigatório, quando previsto no PPC.
Art. 13 - Cada Avaliação Bimestral (AB) deverá ser limitada, sempre que possível,
aos conteúdos desenvolvidos no respectivo bimestre e será resultante de mais de 01
(um) instrumento de avaliação, tais como: provas escritas e provas práticas, além de
outras opções como provas orais, seminários, experiências clínicas, estudos de caso,
atividades práticas em qualquer campo utilizado no processo de aprendizagem.
§ 1o - Em cada bimestre, o aluno que tiver deixado de cumprir 01 (um) ou mais dos
instrumentos de avaliação terá a sua nota, na Avaliação Bimestral (AB) respectiva,
calculada considerando-se a média das avaliações programadas e efetivadas pela
disciplina.
§ 2o - Em cada disciplina, o aluno que alcCurso de Licenciatura em ançar nota
inferior a 7,0 (sete) em uma das 02 (duas) Avaliações Bimestrais, terá direito, no final
do semestre letivo, a ser reavaliado naquela em que obteve menor pontuação,
prevalecendo, neste caso, a maior
Art. 14 - A Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais será a média aritmética,
apurada até centésimos, das notas das 02 (duas) Avaliações Bimestrais.
§ 1o - Será aprovado, livre de prova final, o aluno que alcançar Nota Final (NF) das
Avaliações Bimestrais, igual ou superior a 7,00 (sete).
§ 2o - Estará automaticamente reprovado o aluno cuja Nota Final (NF) das
Avaliações Bimestrais for inferior a 5,00 (cinco).
Art. 15 - O aluno que obtiver Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais igual ou
superior a 5,00 (cinco) e inferior a 7,00 (sete), terá direito a prestar a Prova Final
(PF).
Parágrafo Único - A Prova Final (PF) abrangerá todo o conteúdo da disciplina
ministrada e será realizada no término do semestre letivo, em época posterior às
reavaliações, conforme o Calendário Acadêmico da UFAL.
76
Art. 16 - Será considerado aprovado, após a realização da Prova Final (PF), em cada
disciplina, o aluno que alcançar média final igual ou superior a 5,5 (cinco inteiros e
cinco décimos).
Parágrafo Único - O cálculo para a obtenção da média final é a média ponderada da
Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais, com peso 6 (seis), e da nota da Prova
Final (PF), com peso 4 (quatro).
Art. 17 - Terá direito a uma segunda chamada o aluno que, não tendo comparecido à
Prova Final (PF), comprove impedimento legal ou motivo de doença, devendo
requerê-la ao respectivo Colegiado do Curso no prazo de 48 (quarenta e oito) horas
após a realização da prova.
Parágrafo Único - A Prova Final, em segunda chamada, realizar-se-á até 05 (cinco)
dias após a realização da primeira chamada, onde prevalecerá o mesmo critério
disposto no Parágrafo único do Art. 16.
O Curso de Física Licenciatura atende, portanto, ao Art. 9º. da Resolução 25/05 –
CEPE. Desta forma, a avaliação da aprendizagem é condizente com a concepção de ensino
que norteia a metodologia adotada para a consecução da proposta curricular, de forma a
fortalecer a perspectiva da formação integral dos/as estudantes respeitando a diversidade e a
pluralidade das suas formas de manifestação e participação nas atividades acadêmicas, sem se
distanciar, entretanto, das determinações legais e institucionais.
11.2 Avaliação Institucional
A Universidade Federal de Alagoas, por meio da Comissão Própria de Avaliação
(CPA) estabelece os procedimentos utilizados para avaliar o projeto de curso, conforme
disposto na Lei nº 10.861/2004 (Lei do Sinaes). Nesse processo, o colegiado do Curso de
Física Licenciatura, juntamente com o Núcleo Docente Estruturante do curso, no intuito de
possibilitar a autoavaliação, realiza reuniões periódicas, debates e utilização dos resultados
obtidos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, além de ouvir os estudantes
para avaliar o seu processo de ensino -aprendizagem.
11.3 Avaliação do projeto Pedagógico do Curso - PPC
A avaliação permanente do Projeto Pedagógico do Curso a ser implementada com
77
esta proposta é importante para aferir o sucesso do novo currículo para o curso, como também
para certificar-se de alterações futuras que venham para atualizá-lo, pois o projeto deve ser
dinâmico devendo refletir esta característica da profissão docente, e como tal deve
estar sob avaliações periódicas. Os mecanismos usados devem permitir uma avaliação
institucional e uma avaliação de desempenho acadêmico – ensino e aprendizagem – de acordo
com as normas vigentes. Estratégias que efetivem a discussão ampla do projeto mediante um
conjunto de questionamentos previamente ordenados que busquem a encontrar suas
deficiências devem ser implementadas. Neste sentido, o colegiado do curso juntamente com o
núcleo docente estruturante irão fiscalizar o andamento do curso de forma permanente através
de avaliações periódicas.
O roteiro proposto pelo INEP/MEC para a avaliação das condições de ensino poderá
também ser utilizado para fins de avaliação, sendo este constituído pelos seguintes tópicos:
1)
Organização didático-pedagógica: administração acadêmica, projeto
do
curso, atividades acadêmicas articuladas ao ensino de graduação;
2) Corpo docente: formação profissional, condições de trabalho, atuação e
desempenho acadêmico e profissional;
3) Infraestrutura: instalações gerais, biblioteca, e particularmente laboratórios
específicos.
Para fins de avaliação periódica do PPC, estabelecemos as seguintes ações:
● Criação de questionários semestrais voltados ao corpo discente e docentes que
atuaram no curso naquele semestre. Tais formulários devem elucidar aspectos
relativos ao aproveitamento acadêmico, atuação docente, adequação da ementa,
base de conhecimento do corpo discente, exploração de temas transversais, entre
outros tópicos voltados à formação de um licenciado em Física;
● Realização de pesquisa com o objetivo de avaliar a inserção dos egressos no
mercado de trabalho sob o aspecto socioeconômico;
● Reuniões anuais, envolvendo colegiado do curso, núcleo docente estruturante e
direção do instituto para análise e discussão dos dados obtidos referentes aos
itens acima;
● Após a elaboração de um parecer com as informações consolidadas, o colegiado
irá apresentar os resultados e proposta de alterações no PPC em reunião do Pleno
do Instituto de Física para apreciação e discussão;
● O conselho do Instituto de Física deliberará, por fim, quanto à aplicabilidade e
implementação das modificações sugeridas para o PPC.
O curso será ainda avaliado pela sociedade através da ação docente e discente
expressa na produção e nas atividades concretizadas no âmbito da extensão universitária.
Nesse sentido, ao final de cada evento ou atividade de extensão deverá ser apresentado ao
público-alvo um questionário de satisfação do desenvolvimento, tema e ações dessa atividade.
11.4 – Avaliação dos Egressos
A coordenação de Curso fará levantamentos periódicos através do Sistema
Acadêmico – SIEWEB da UFAL para obtenção dos nomes e dados de contato dos
concluintes. A partir dessa pesquisa, buscaremos informações sobre as suas áreas de atuação,
percepções sobre a formação recebida e divulgaremos possíveis atividades de formação
continuada, dentre outros.
78
11.5 Avaliação dos Docentes pelos Discentes
O colegiado do curso de Física Licenciatura entende quão importante é a avaliação
dos docentes pelos discentes do curso. Por isso, já elaborou questionários que deverão ser
preenchidos pelos discentes na semana que antecede as provas finaIs do semestre letivo.
Tais questionários serão analisados pela coordenação de curso, que deverá apresentar ao
colegiado uma síntese da avaliação. O Colegiado do Curso por sua vez avaliará como tal
análise será encaminhada ao professor e definirá quais medidas poderão ser tomadas para
melhorar o processo ensino -aprendizagem. A implementação desse método de avaliação
está condicionada a Resolução Nº 46/2014-CONSUNI/UFAL, de caráter provisório, onde
Procuradoria Educacional Institucional, juntamente com a Comissão Própria de Avaliação
estão preparando materiais de avaliação docente.
12. Infraestrutura
As aulas do Curso de Física Licenciatura são desenvolvidas nas dependências do
Instituto de Física e por transcorrerem durante o turno da noite dispõem das salas e
laboratórios sem conflito, o que otimiza o uso do espaço físico. Além disso, o IF possui
rampa de acesso ao piso superior e todas as suas dependências buscam atender às políticas
de acessibilidade. A seguir apresentamos um pouco da infraestrutira disponibilizada aos
cursos do IF/UFAL.
12.1 Salas de Aula e Auditório
As aulas expositivas desenvolvem-se em salas de aula com capacidade para até 60
alunos, equipadas com projetor e ar condicionado. As apresentações formais de TCC,
palestras e eventos científicos são realizados no Auditório Prof. Roberto Jorge Vasconcelos
dos Santos ou na Sala de Seminários do Instituto de Física.
12.2 Laboratórios
121.2.1 Laboratórios de Ensino de Física
O Instituto de Física possui quatro salas destinadas às aulas de Física Experimental
1, 2, 3, 4 e Moderna (as aulas de física experimental 4 e física moderna experimental são
ministradas na mesma sala), com capacidade para até 24 alunos. Esses são os Laboratórios
de Ensino de Física equipados com diversos kits para execução e análises de experimentos
físicos, possuem ainda espaço com seis bancadas para os estudantes e monitoria nos
laboratórios. Atualmente está sob coordenação da Profª Drª Maria Tereza de Araújo e conta
com quatro técnicos de laboratórios.
As salas são equipadas com os equipamentos fixos e móveis pertinentes a cada
disciplina, tais como trilho de ar, suporte para pêndulos, computadores para aquisição e
análise dos dados. A cada semana, o material das aulas é montado/instalado e retirado por
técnicos de labratório. Os laboratórios são utilizados também para a repetição de
experimentos, durante atendimento por monitoria.
Além disso, vale ressaltar que se trata de espaços utilizados não só pelos cursos do
Instituto de Física, mas por todos os cursos da UFAL que possuem em sua matriz curricular
componentes de física experimental como, por exemplo, os cursos de matemática,
79
meteorologia, química (bacharelado, licenciatura e industrial) e todas os cursos de
engenharia.
12.2.2 Laboratório de Instrumentação para o Ensino de Física
É uma sala com capacidade para até 20 alunos, onde os mesmos dispõem de
facilidades para fazer montagens de experiências e atividades para as práticas pedagógicas
e estágios escolares. Nesse ambiente são desenvolvidas as aulas de Instrumentação para o
ensino de física 1 e 2.
12.2.3 Laboratório de Insformática para Graduação
O espaço físico destinado a esse laboratório comporta entre 10 e 15 alunos. Tratase de uma sala climatizada, equipada com 10 computadores. O sistema operacional Linux é
adotado por constituir uma plataforma de software aberto e pela sua versatilidade no
gerenciamento em relação a outras plataformas. Esse laboratório funciona nos períodos
diurno e noturno é aberto a todo aluno do Instituto de Física, embora seja um espaço
preferencial para o desenvolvimento das disciplinas de Informática para Atividades
Acadêmicas, do curso de Física Licenciatura e de Física Computacional (1 e 2), do curso de
Física Bacharelado.
12.3 Sala de Monitoria
Os alunos do curso possuem uma sala exclusiva destinada ao Programa de
Monitoria do Instituto de Física. Trata-se de uma sala climatizada, com capacidade para até
20 alunos e equipada com acesso a Internet e mobiliário. O Programa de Monitoria envolve
professores e discentes na condição de orientadores e monitores, respectivamente. Os
objetivos do Programa de Monitoria são: despertar no segmento discente o interesse pela
docência, estimulando o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao seu exercício,
promover a melhoria do ensino de graduação através da interação dos monitores com os
segmentos docentes e discentes e auxiliar o professor em suas atividades acadêmicas de
ensino, associadas com a pesquisa e a extensão.
12.4 Sala de Estudos para Alunos de Graduação
Esse é um espaço de uso exclusivo dos alunos dos cursos do Instituto de Física. É
uma sala climatizada, com acesso a rede wifi, birôs individuais de estudo e mesa central
grande. O principal objetivo dessa sala é prporcional aos nossos alunos um ambiente
agradável de estudo e permanência do IF.
12.5 Secretaria de Graduação
O Instituto de Física conta com uma sala especÍfica para secretaria dos cursos de
graduação. Nesse espaço atuam três secretários nos três turnos de funcionamento do IF.
Toda a documentação referente aos cursos e à vida acadêmica dos alunos ficam
aramzenados nessa secretaria.
80
12.6 Gabinetes de Professor
Todo professor do Instituto de Física possui gabinete de atendimento (individual
quase em sua totalidade), climatizado, equipado com computadores e mobiliário. Essas
salas são todas identificadas com os nomes dos professores, o que facilita o atendimento
personalizado dado aos nossos alunos.
12.7 Bibliotecas
12.7.1 Biblioteca Central
Biblioteca Central objetiva oferecer informações técnico-científicas, literárias e
artísticas como suporte aos programas de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos pela
Universidade Federal de Alagoas (Ufal), bem como possibilitar o acesso e a disseminação
da informação à comunidade acadêmica.
Tem como uma das suas finalidades coletar, processar, armazenar e difundir o
conhecimento gerado e editado, no âmbito da Ufal. Compete, ainda, a esta unidade
estabelecer a prática biblioteconômica na Universidade ao coordenar os serviços
bibliotecários e informacionais existentes, estudar a viabilidade e propor novos serviços bem
como se responsabilizar pela articulação destes serviços entre a Biblioteca Central, as
Unidades Acadêmicas e os campi avançados.
12.7.2 Biblioteca Setorial do IF
Localizada no Instituto de Física, esta biblioteca tem como objetivo o atendimento
de professores, alunos de graduação e de pós-graduação do IF. Além de livros e periódicos
avançados, a biblioteca possui, em seu acervo, exemplares de referência de disciplinas dos
cursos de graduação do IF. O horário de funcionamento inclui o período noturno e possui
monitores e/ou estagiários de biblioteconomia que auxiliam os usuários.
13. APOIO AOS DISCENTES
13.1 Apoio Acadêmico
O Instituto de Física disponibiza aos seus alunos algumas ações que visam suprir
deficiências na formação acadêmica, entre as quais se destacam:
* INICIAÇÃO CIENTÍFICA: O programa de iniciação científica já é parte da história
do Instituto de Física desde os anos 80 quando o quadro de docentes mudou radicalmente
a sua filosofia e formação. Apoiado atualmente pelo CNPq, dentro do âmbito do PIBIC
(Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) e pela FAPEAL, a grande
maioria dos estudantes está engajada neste programa. Vale a pena ressaltar que vários
docentes que atuam no IF são oriundos deste programa. A partir do terceiro semestre os
81
alunos entram para um grupo de pesquisa participando das discussões, lendo bibliografia
específica, aprendendo técnicas de informática e redigindo relatórios. Além disso, o
convívio em salas comuns (com outros integrantes do grupo em diversos estágios) é
propício para a troca de informação entre eles e seu contínuo processo de amadurecimento
cientifico. Os estudantes são incentivados a participar da administração destas salas,
ajudando nas compras, na manutenção e no funcionamento das mesmas. Assim eles
entram em contato com as agências de fomento e com o gerenciamento de projetos. Esta é
parte de uma estratégia que visa formar profissionais com espírito crítico em relação à
sua profissão e à própria vida em sociedade, conscientizando-os do papel que possuem
como vetores de desenvolvimento científico do país. Os trabalhos desenvolvidos na IC
devem ser apresentados em eventos científicos de âmbito local, regional, nacional e
internacional.
* MONITORIA: O IF tem um programa de monitoria que possibilita ao aluno o
desenvolvimento de atividades de ensino-aprendizagem em determinada disciplinada e
sendo supervisionado por um professor, que fará a interação docente e discente,
proporcionando ao monitor uma visão globalizada da disciplina a partir do
aprofundamento, questionamento e sedimentação de seus conhecimentos, desenvolvendo
habilidades didático-pedagógicas e uma visão crítica sobre a metodologia do ensino.
Além destas atividades, o estudante também poderá ingressar em qualquer outro
projeto contido no programa de extensão do Instituto de Física, que tem como objetivo
capacitar o aluno para o desenvolvimento de atividades inerentes a sua profissão de físicoeducador, além de apoiá-lo no aprimoramento de conceitos físicos. Dentro desse contexto,
destaca-se o projeto O Barato da Física.
* O BARATO DA FÍSICA: Diante do presente desinteresse do alunado, muitas vezes
atingindo também os próprios educadores, um dos grandes desafios no processo de
ensino aprendizagem de física é a construção de uma conexão entre o conhecimento
ensinado e o cotidiano dos alunos. Dentro deste contexto, este projeto visa o
desenvolvimento, juntamente com os estudantes dos cursos de física, de equipamentos
didáticos e projetos de ensino que utilizam materiais de baixo custo e/ou alternativos em
sua constituição. Projetados de forma que sejam de fácil reprodução pelos professores
das escolas média e fundamental, o material desenvolvido pelo grupo se destina a
solucionar um dos problemas mais comuns encontrados no atual exercício do ensino da
física na educação média e fundamental: a descontextualização dos conteúdos ensinados
82
e a falta de recursos materiais na maioria das escolas, principalmente da rede pública.
Além da aplicação direta em sala de aula, o projeto objetiva o desenvolvimento de
práticas voltadas para a divulgação da Física nos mais diversos meios, como feiras de
ciências, palestras e oficinas voltadas para a comunidade em geral. Na esfera acadêmica,
este projeto criará mais um espaço de discussão científica, tendo com eixo central o
ensino da física, possibilitando assim uma maior integração entre o estudante e o
universo acadêmico, além de uma formação mais integral do futuro professor.
Vale ressaltar como atividade cotidiana de apoio acadêmico aos discentes, o
atendimento personalizado e de fácil acesso dos professores do IF/UFAL.
13.2 Apoio Estudantil
As ações de apoio estudantil são coordenadas da UFAL pela Pró-reitoria
Estudantil (PROEST) e tem por finalidade assistir à comunidade estudantil em toda sua
plenitude e planejar, gerir e executar as políticas e atividades estudantis, promovendo ampla
integração do corpo discente, comunidade e Universidade. Seguindo a política de
assistência ao estudante na UFAL, a PROEST desenvolve programas mediante quatro
linhas prioritárias de ação – inclusão e permanência; apoio ao desempenho acadêmico;
promoção da cultura, do lazer e do esporte; e assuntos de interesse da juventude. Destas
linhas, resultam programas de assistência à saúde, à moradia, à alimentação, bolsas
permanência, programas de apoio à vida acadêmica nas dimensões social, política, cultural,
esportiva e de formação técnica.
83
14. REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2015.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 292 p. Brasília, DF, 1988.
BRASIL. Decreto N° 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis Nº 10.048, de 8
de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098,
de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção
da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá
outras providências. Brasília, DF, 2004.
BRASIL. Decreto N° 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção Internacional
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em
Nova York, em 30 de março de 2007.Brasília, DF, 2009.
BRASIL. Decreto N° 7.611, de 17 de novembro de 2011. Dispõe sobre a educação especial, o
atendimento educacional especializado e dá outras providências. Brasília, DF, 2011.
BRASIL. Lei N° 5.692, DE 11 DE AGOSTO DE 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino
de 1° e 2º graus, e dá outras providências. Brasília, DF, 1971.
BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional. Brasília, DF, 1996.
BRASIL. Lei Nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a
Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília, DF, 1999.
BRASIL. Lei N° 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e critérios
básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com
mobilidade reduzida, e dá outras providências. Brasília, DF, 2000.
BRASIL. Lei Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática
história e cultura afro-brasileira, e dá outras providências. Brasília, DF, 2003.
BRASIL. Lei N° 10.861, DE 14 DE ABRIL DE 2004. Institui o Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior – SINAES e dá outras providências. Brasília, DF, 2004.
BRASIL. Lei Nº 11.645, de 10 março de 2008. Altera a Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de
1996, modificada pela Lei Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e
bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a
obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena’’. Brasília, DF,
2008.
BRASIL. Lei N° 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes;
altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo
Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e a Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996;
revoga as Leis nos 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o
84
parágrafo único do art. 82 da Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6 o da Medida
Provisória no 2.164-41, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Brasília, DF, 2008.
BRASIL. Lei N° 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção
o
dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3 do art. 98 da Lei
o
n 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Brasília, DF, 2012.
BRASIL. Lei N° 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa
com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF, 2015.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Nota Técnica Nº 24, de 21 de março de 2013. Orientação
aos Sistemas de Ensino para a implementação da Lei Nº 12.764/2012. Brasília, DF, 2013.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Portaria Nº 3.284, de 7 de novembro de 2003. Dispõe sobre
requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências, para instruir os processos
de autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições. Brasília,
DF, 2003.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Portaria nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004. Regulamenta
que até 20% da carga horária dos cursos presenciais possa ser oferecida a distância. Brasília,
DF, 2004.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Parecer Nº 09, de 08 de maio de 2001. Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de
graduação plena. Brasília, DF, 2001.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 01, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de
licenciatura, de graduação plena. Brasília, DF, 2002.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 02, de 19 de fevereiro de 2002. Institui a duração e a carga horária dos
cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores da Educação Básica
em nível superior. Brasília, DF, 2002.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 01, de 17 de junho de 2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura AfroBrasileira e Africana. Brasília, DF, 2004.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 01, de 30 de maio de 2012. Estabelece Diretrizes Nacionais para a
Educação em Direitos Humanos. Brasília, DF, 2012.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 02, de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Ambiental. Brasília, DF, 2012.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
85
PLENO. Resolução Nº 02, de 1 de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação
pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada.
Brasília, DF, 2015.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CÂMARA
DE EDUCAÇÃO SUPERIOR. Parecer Nº 1304, de 06 de novembro de 2001. Diretrizes
Nacionais Curriculares para os Cursos de Física. Brasília, DF, 2001.
PRADO, Fernando Dagnoni; HAMBURGER, Enerst Wolfgang. Estudos sobre o curso de
Física da USP em São Paulo. In: NARDI, R. (org.). Pesquisa em Ensino de Física. Série:
Educação para Ciência. V. 1, 2ª edição revisada. Ed. Escrituras, 2001, São Paulo.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO COORDENADOR DE
ENSINO E PESQUISA. Resolução Nº 15 de 24 de setembro de 1974. Cria e estabelece a
Estrutura Curricular para o curso de Licenciatura em Ciências – Habilitação em Física.
Maceió, 1974.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E
EXTENSÃO. Resolução Nº 32, de 14 de dezembro de 2005. Estabelece os componentes
curriculares comuns para os cursos de formação de professores da UFAL, a partir do ano
letivo de 2006. Maceió, 2005.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução
Nº 71 de 18 de dezembro de 2006. Disciplina os estágios curriculares dos cursos de graduação
da UFAL. Maceió, 2006.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução
Nº 52 de 05 de novembro de 2012. Institui o núcleo docente estruturante (NDE) no âmbito
dos cursos de graduação da UFAL. Maceió, 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução
Nº 46 de 11 de agosto de 2014. Define em caráter provisório, a participação discente no
processo de aferição do desempenho didático do docente e dá outras providências. Maceió,
2014.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução
Nº 59 de 06 de outubro de 2014. Atualiza os componentes curriculares comuns aos cursos de
formação de professores para a educação básica, no âmbito da UFAL. Maceió, 2014.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução
Nº 04/2018 de 19 de fevereiro de 2018. Regulamenta as ações de extensão como componente
curricular obrigatório nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação da UFAL. Maceió,
2018.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução
Nº 06/2018 de 19 de fevereiro de 2018. Define os componentes curriculares comuns aos
cursos de graduação de formação de professores para a educação básica, no âmbito da UFAL.
Maceió, 2018.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, COLEGIADO DO CURSO DE
LICENCIATURA EM FÍSICA. Resolução Nº 02, de 01 de fevereiro de 2012. Maceió, 2012.
86
VEIGA, Ilma P. A. Perspectivas para reflexão em torno do projeto político pedagógico, in
VEIGA, Ilma P. A. et al. Escola: espaço do projeto político-pedagógico, 15 ed. Campinas –
SP. Papirus, 2010.
VIANNA, Deise M.; COSTA, Isa; ALMEIDA, Lucia C.. Licenciatura em Física: Problemas
e Diretrizes para uma Mudança. In: Revista de Ensino de Física. Vol. 10, dez. 1988, p. 144
a 152.
VILLANI, Alberto; PACCA, Jesuina Lopes de Almeida; FREITAS, D.. Formação do
Professor de Ciências no Brasil: Tarefa Impossível? In: VIII Encontro Nacional de Pesquisa
em Ensino de Física, 2002, Águas de Lindóia. Atas de VIII Encontro Nacional de Pesquisa de
Ensino. São Paulo; Sociedade Brasileira de Física, 2002, Vol. Único p. 1 a 20.
87
15. APÊNDICES
15.1 Fluxograma do Curso
88
15.2 – Regimento do TCC
REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
COLEGIADO DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA
RESOLUÇÃO 01/2023
A coordenação do colegiado do curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal de
Alagoas, no uso de suas atribuições legais e estatutárias e tendo em vista aperfeiçoar o
funcionamento da atividade obrigatória denominada de Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC), para dar cumprimento ao que está disposto no seu Projeto Pedagógico, resolve:
TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Artigo 1° - Este documento regulamenta o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) como
atividade obrigatória para a obtenção do título de licenciado em Física, na modalidade
presencial, pela Universidade Federal de Alagoas, Campus Maceió.
Parágrafo único – Todo o procedimento de desenvolvimento e defesa do TCC reger-se-á pelo
Regimento Geral da Universidade Federal de Alagoas, pelo Projeto Pedagógico do Curso de
Licenciatura em Física (PPC) e por este regimento.
TÍTULO II
DO CONCEITO E FINALIDADE
Artigo 2° – O TCC consistirá de trabalho de graduação, de natureza monográfica, a ser
elaborado individualmente, sob a orientação de um docente vinculado à Universidade Federal
de Alagoas.
Artigo 3° – O TCC versará sobre tema relacionado aos conteúdos do Curso de Licenciatura
em Física, e reunirá os diversos componentes da formação acadêmica construídos durante a
graduação mostrando domínio dos saberes relativos à sua área específica de conhecimento.
Artigo 4° – A carga horária do TCC é de 50 horas conforme definida no Projeto Pedagógico
do Curso e destina-se ao desenvolvimento, conclusão e apresentação oral e defesa do TCC.
TÍTULO III
DA PROPOSTA, DESENVOLVIMENTO E DEFESA
CAPÍTULO I
DA PROPOSTA
Artigo 5° – O estudante que tenha concluído o mínimo de 50% e o máximo de 80% da carga
horária de disciplinas obrigatórias deverá submeter a Proposta de TCC junto à Coordenação
do Curso, na forma e nos prazos por ela estabelecidos.
Parágrafo único - A Proposta de TCC deverá constar de:
I. Identificação do aluno, do orientador e eventuais co-orientadores;
II. Tema, resumo do problema a ser abordado, metodologia empregada e referencial
89
bibliográfico preliminar;
III. Carta de aceite do orientador e co-orientadores;
IV. Cronograma de atividades com data de início do desenvolvimento, carga horária semanal
dedicada pelo estudante e previsão de defesa. O cronograma precisa estar de acordo com a
carga horária mínima exigida no PPC do curso.
Artigo 6° – Caberá ao coordenador de TCC estabelecer uma comissão formada por 3 (três)
professores do quadro permanente do Instituto de Física da UFAL para julgar as propostas
submetidas e divulgar publicamente o resultado. Sendo o orientador membro nato dessa
comissão.
§1°. A proposta será automaticamente recusada uma vez que o orientador indicado se
encontrar impedido pelo disposto no Art. 25°.
§2°. Propostas que envolvam pesquisas com seres humanos ou animais de qualquer espécie
serão encaminhadas também para o Comitê de Ética, tendo este o poder de indeferir a
proposta.
Artigo 7° – Alterações nos itens descritos na Proposta de TCC após a sua aprovação, tais
como alterações no cronograma, tema de estudo, orientador e etc, deverão ser encaminhadas à
Coordenação do Curso, acompanhadas de justificativa plausível, em formulário próprio, a ser
apreciada pela coordenação de TCC e pelo Colegiado do Curso.
§1°. Qualquer solicitação de alteração da Proposta de TCC deverá constar a assinatura do
orientador e do estudante autor da proposta.
§2°. No caso de mudança de orientador, a solicitação deverá vir acompanhada de carta de
aceitação do novo orientador e assinatura daquele que será substituído.
Artigo 8° – O não cumprimento de qualquer item descrito na Proposta de TCC implicará na
sua anulação imediata.
Artigo 9° – Trabalhos defendidos sem a prévia submissão da Proposta de TCC não terão
validade.
CAPÍTULO II
DO DESENVOLVIMENTO
Artigo 10° - O desenvolvimento do TCC dar-se-á sob a supervisão do orientador, definido
conforme estabelecido na Proposta de TCC.
Artigo 11° – Após o início das atividades de desenvolvimento do TCC, o estudante deverá
realizar os devidos procedimentos de matrícula e credenciamento de TCC junto à
Coordenação do Curso, conforme rege o artigo 18o da resolução CEPE 25/2005.
CAPÍTULO III
DA COMPOSIÇÃO DA BANCA EXAMINADORA
Artigo 12° – A banca examinadora deve ser constituída por 3 (três) membros, sendo o
orientador do TCC membro nato e presidente da banca.
Artigo 13° – Os membros da banca examinadora, com exceção do orientador, deverão
pertencer a qualquer instituição de ensino credenciada pelo Ministério da Educação.
90
Artigo 14° – A escolha e contatação dos demais membros são de responsabilidade única do
orientador do TCC, sendo realizada através do preenchimento do Formulário de Composição
da Banca Examinadora para TCC (FCBE-TCC), que deverá ser entregue à coordenação de
curso com antecedência mínima de 21 (vinte e um) dias corridos antecedentes à data da
defesa.
§1°. Deverá constar no FCBE-TCC nome e instituição de vínculo dos membros titulares e dos
respectivos suplentes.
§2°. Caberá ao Coordenador de TCC, dentro de um prazo de 3 (três) dias úteis após a data de
entrega do FCBE-TCC, a aprovação da proposta de composição da banca examinadora.
§3°. Para o caso de não aprovação da composição proposta, o orientador terá um prazo
máximo de 3 (três) dias úteis para compor uma nova proposta e submeter à Coordenação do
Curso.
CAPÍTULO IV
DA DEFESA
Artigo 15° – A apresentação oral e defesa do TCC será realizada em sessão pública sediada
no Instituto de Física da UFAL, campus Maceió, com duração entre 30 e 45 minutos, diante
de uma banca examinadora composta por 3 professores, incluindo o orientador.
Artigo 16° – A versão final do TCC a ser avaliada na defesa deverá ser entregue aos membros
da banca examinadora com antecedência mínima de 15 (quinze) dias corridos antecedentes à
data de defesa.
Parágrafo único. É de responsabilidade do orientador a entrega da versão final a ser avaliada
do TCC para os demais membros da banca.
Artigo 17° – Ao final da defesa, cada membro atribuirá uma nota, de 0,0 à 10,0, para o
trabalho escrito e outra para a apresentação oral e defesa. A nota final de cada membro da
banca será dada por uma média ponderada, sendo a nota do trabalho escrito com peso 6 (seis)
e a nota da apresentação oral e defesa com peso 4 (quatro).
Artigo 18° – A nota final do aluno em seu TCC será a média aritmética da nota final de cada
membro da banca.
Artigo 19° – Será considerado aprovado no TCC o aluno que obtiver nota igual ousuperior à
7,0 (sete).
Parágrafo único. O TCC que obtiver nota final inferior ao que estabelece o caput deste artigo
deverá preencher um formulário de Reavaliação de TCC, cujo prazo para uma nova defesa
será determinado pelo orientador e pela coordenação de TCC.
Artigo 20° – A nota final do TCC e as eventuais correções sugeridas pela banca examinadora
deverão constar na Ata de Defesa.
§1° - A Ata de Defesa deverá ser preenchida e assinada pelos membros da banca e pelo
coordenador de TCC, no ato da defesa e em 3 vias: uma destinada à coordenação do curso,
outra à Divisão de Registro e Controle Acadêmico (DRCA) e outra fica de posse do
estudante.
§2° – É de responsabilidade do presidente da banca examinadora a entrega das vias da Ata de
Defesa para a coordenação do curso.
91
Artigo 21° – A versão final do TCC deverá ser entregue à coordenação, em uma via impressa
e gravada em midia digital, em formato PDF, com as devidas correções sugeridas pela banca
examinadora.
§1°. A cópia da versão final do TCC deverá obedecer aos padrões e parâmetros de redação
definidos pela ABNT e padrões de encadernação definidos pela Coordenação do Curso.
§2°. A nota do TCC só será inserida no sistema acadêmico (SIE Web Módulo Acadêmico)
após a entrega da versão definitiva, conforme rege o caput deste artigo.
TÍTULO IV
DAS ATRIBUIÇÕES
CAPÍTULO I
DO ESTUDANTE
Artigo 22° - Na elaboração do Projeto do TCC compete ao estudante:
I. Elaborar, juntamente com o orientador, a Proposta de TCC;
II. Encaminhar à Coordenação do Curso, dentro do prazo estabelecido, a Proposta de TCC
contendo as informações especificadas no Artigo 5°.
Artigo 23° - No desenvolvimento do TCC compete ao aluno:
I. Elaborar e entregar ao professor orientador, nos prazos estabelecidos, os trabalhos
intermediários por ele definidos;
II. Apresentar-se ao professor orientador, no mínimo uma vez por semana, em horário
previamente estabelecido, para orientação e exposição do andamento do trabalho;
III. Elaborar a versão final escrita do TCC, obedecendo às normas de editoração e aos prazos
estabelecidos;
IV. Entregar os exemplares da versão final escrita e em mídia digital à Coordenação do Curso;
V. Comparecer perante a Banca Examinadora para a apresentação oral e defesa, na data e
local determinados pela Proposta de TCC;
CAPÍTULO II
DO ORIENTADOR
Artigo 24° – A orientação dos trabalhos do TCC será realizada por docente vinculado à
Universidade Federal de Alagoas e, preferencialmente, a uma unidade acadêmica que ministre
disciplinas da grade curricular do Curso de Licenciatura em Física.
Parágrafo único. A carga horária semanal de dedicação do docente à orientação do TCC será
de 2 (duas) horas por aluno.
Artigo 25° – Cada docente poderá acumular a orientação de até 4 (quatro) alunos.
Artigo 26° – Compete ao professor orientador:
I. Orientar o aluno na escolha do tema, avaliando sua relevância e exequibilidade,
delimitando-o e indicando fontes bibliográficas;
II. Avaliar, em conjunto com a Comissão do TCC, o Projeto de TCC;
III. Receber o aluno, no mínimo uma vez por semana, em horário pré-estabelecido, para
orientação e avaliação do andamento do trabalho do TCC, com o objetivo de garantir o
amadurecimento gradual das ideias a respeito do tema escolhido e racionalizar a distribuição
92
dos trabalhos intermediários;
IV. Sugerir à Coordenação de TCC os componentes da Banca Examinadora;
V. Participar, como presidente da Banca Examinadora, da avaliação final do TCC;
VI. Encaminhar à Coordenação do Curso a Ata de Defesa imediatamente após a apresentação
oral e defesa do TCC.
CAPÍTULO III
DA COORDENAÇÃO DE TCC
Artigo 27° – Todo processo acadêmico relacionado ao TCC deverá ser gerido por uma
Coordenação de TCC, constituida por um docente pertencente ao quadro permanente de
professores do Instituto de Física, eleito pelos seus pares e homologado pelo Colegiado do
Curso de Licenciatura em Física.
§1°. O processo eleitoral para o cargo de coordenador de TCC será regido por edital
elaborado pelo Colegiado do Curso.
§2º. O mandato do coordenador de TCC terá duração de 2 (dois) anos consecutivos, podendo
ser reconduzido por igual período.
Artigo 28º – Compete ao coordenador de TCC do curso de Licenciatura em Física:
I. Acompanhar todo processo acadêmico relacionado ao TCC dos estudantes do curso de
licenciatura em Física;
II. Estabelecer prazos e datas para submissão dos formulários definidos nesta resolução;
III. Determinar comissões para julgamento das Propostas de TCC;
IV. Julgar a solicitação de composição da banca examinadora;
V. Divulgar publicamente o resultado das propostas de TCC e datas de defesa;
VI. Estabelecer prazo para reavaliação de TCC;
VII. Levar ao colegiado do curso casos omissos à esta resolução a fim de serem julgados;
VIII. Conscientizar o corpo discente e docente sobre prazos e datas referentes ao processo de
inscrição, desenvolvimento e defesa do TCC.
TÍTULO V
DAS CONSIDERAÇÕES FINAIS
Artigo 29° – Qualquer caso omisso a esta resolução deverá ser encaminhado à coordenação de
TCC a fim de ser avaliado pelo Colegiado de Curso.
Artigo 30° – O presente regimento entrará em vigor a partir da data de sua homologação pelo
Conselho do Instituto de Física.
Artigo 31° – As resoluções descritas neste documento não terão validade para os estudantes
que tenham cumprido mais de 80% da carga horária de disciplinas obrigatórias no ato da
homologação descrita no Artigo 30°.
Maceió, 09 de outubro de 2023.
Prof. Guilherme Martins Alves de Almeida
Coordenador do curso de Física Licenciatura IF/UFAL
93