Dança Licenciatura - 2016
PPC DANÇA EM PDF 2016.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTE
PROJETO PEDAGÓGICO DO
CURSO DE LICENCIATURA EM DANÇA
EQUIPE ELABORADORA
Prof° Dr Antonio Lopes Neto
Profª Dra Nadir Nóbrega Oliveira
Profª Ms Isabelle Pitta Ramos Rocha
Profª Ms Noemi Mello Loureiro Lima
Profª Ms Telma César Cavalcanti
Discente Jessé Batista Jṹnior
Maceió – AL, julho de 2016.
2
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTE
Projeto Político Pedagógico do Curso de
Licenciatura em Dança, elaborado com o
objetivo de reformar seu conceito pedagógico
e suas metodologias de aprendizagem,
adequando-o a Legislação vigente e as novas
demandas surgidas no contexto da Educação
Superior no Brasil nos últimos anos.
REITORA
Profa. Dra. Maria Valéria Costa Correia
VICE‐REITOR
Prof. Dr. José Vieira da Cruz
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTES
DIRETOR
Prof. Dr. José Edson Lino Moreira
VICE‐DIRETOR
Prof. Dr. Alberto Vivar Flores
CURSO DE LICENCIATURA EM DANÇA
COORDENADORA DO CURSO
Profa. Ms. Noemi Mello Loureiro Lima
Maceió – AL, julho de 2016.
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SUMÁRIO
1- Dados de Identificação –-------------------------------------------------------------------------06
2- Contextualização da Instituição---------------------------------------------------------------07
2.1- Contextualização Regional da Instituição-------------------------------------------07
3- Contextualização do Curso de Licenciatura em Dança-------------------------------08
3.1- Histórico do Curso------------------------------------------------------------------------08
3.2- Contexto Local do Curso----------------------------------------------------------------11
4- Políticas Institucionais no Âmbito do Curso----------------------------------------------13
4.1- Ensino----------------------------------------------------------------------------------------14
4.2- Pesquisa------------------------------------------------------------------------------------15
4.3- Extensão------------------------------------------------------------------------------------16
4.4- Acessibilidade------------------------------------------------------------------------------19
4.5- Núcleo de Acessibilidade – NAC------------------------------------------------------21
4.6- Inclusão--------------------------------------------------------------------------------------22
5- Objetivos do Curso--------------------------------------------------------------------------------22
6- Perfil do Egresso-----------------------------------------------------------------------------------23
7- Campo de Atuação---------------------------------------------------------------------------------24
8- Competências e Habilidades-------------------------------------------------------------------24
9- Metodologias-----------------------------------------------------------------------------------------27
10- Organização Didático-Pedagógica----------------------------------------------------------31
10.1- Estrutura Curricular--------------------------------------------------------------------31
11- Componentes Curriculares Obrigatórios-------------------------------------------------35
11.1- Matriz Curricular-------------------------------------------------------------------------35
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11.2- Flexibilização Curricular----------------------------------------------------------------39
11.3- Interdisciplinaridade---------------------------------------------------------------------40
11.4- Relação Teoria/Prática-----------------------------------------------------------------40
11.5- Transversalidade-------------------------------------------------------------------------41
12- Conteúdos Curriculares------------------------------------------------------------------------41
12.1- Educação Ambiental--------------------------------------------------------------------41
12.2- Relações Étnico Raciais, História e Cultura Afro Brasileira, Africana e
Indígena-------------------------------------------------------------------------------------------42
12.3- Educação em Direitos Humanos----------------------------------------------------42
12.4- Lingua Brasileira de Sinais – LIBRAS----------------------------------------------43
13- Estágio Curricular Supervisionado---------------------------------------------------------43
14- Atividades Complementares------------------------------------------------------------------45
14.1- Quadro das Especificações das Atividades Complementares---------------47
15- Trabalho de conclusão de Curso – TCC---------------------------------------------------51
16- Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC-------------------------------------53
17- Avaliação no Contexto Institucional--------------------------------------------------------54
17.1- Procedimentos de Avaliação no Processo de Ensino-Aprendizagem----55
17.2- Procedimentos de Avaliação do Curso-------------------------------------------57
17.3- Procedimentos de Avaliação do Projeto Pedagógico------------------------57
18- Colegiado do Curso de Dança--------------------------------------------------------------58
19- Núcleo Docente Estruturante – NDE------------------------------------------------------59
20- Políticas de Apoio no Âmbito do Curso-------------------------------------------------61
20.1- Políticas de Apoio aos Docentes e Técnicos-----------------------------------61
5
20.2- Políticas de Apoio aos Discentes--------------------------------------------------62
21- Condições para Viabilização do Curso---------------------------------------------------65
21.1- Recursos Humanos--------------------------------------------------------------------65
21.2- Infraestrutura e Recursos Materiais------------------------------------------------65
21.3- Laboratórios Especializados----------------------------------------------------------66
21.4- Recursos Materiais---------------------------------------------------------------------67
22 – Ementas e Bibliografias Específica e Complementar-------------------------------68
23- Referências Bibliográficas-------------------------------------------------------------------110
24- Anexos----------------------------------------------------------------------------------------------114
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1- DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Contextualização da Instituição de Ensino Superior
Mantenedora: Ministério da Educação (MEC)
Município-Sede: Brasília - Distrito Federal (DF)
CNPJ: 00.394.445/0188-17
Dependência: Administrativa Federal
Mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Código: 577
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço do Campus sede: Campus A. C. Simões – Cidade Universitária Maceió
/AL
Rodovia BR 101, Km 14 CEP: 57.072 - 970
Fone: (82) 3214 - 1100 (Central)
Portal eletrônico: www.ufal.edu.br
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
Curso: Dança - Licenciatura
Modalidade: Licenciatura - Presencial
Título oferecido: Licenciado em Dança
Nome da Mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Campus: Aristóteles Calazans Simões (A.C.Simões)
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço de funcionamento do curso: Espaço Cultural Salomão de Barros Lima.
Praça Visconde de Sinimbú, 206 – Centro – Maceió – Alagoas. CEP: 57020-720
Atos Legais:
Portaria de Autorização: Resolução n° 33/2006 – CONSUNI/UFAL de 31 de julho de
2006.
Portaria de Reconhecimento: pedido de reconhecimento em andamento, segundo o
processo n° 200904764
Número de Vagas autorizadas: 35 vagas
Turno de Funcionamento: Matutino
Carga horária total do curso em hora/relógio: 3.206 horas
Tempo de integralização do curso: 4 anos
Tempo mínimo: 4 anos
Tempo máximo: 7 anos
Diurno: Mínimo 08 (oito) períodos/ Máximo 14 (quatorze) períodos
Coordenador(a) do Curso
Nome: Noemi Mello Loureiro Lima
Formação acadêmica: Licenciada em Educação Física e Licenciada em
Administração Escolar – Pedagogia.
Titulação: Mestra
Regime de trabalho: 40 horas DE
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2- CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
A Universidade Federal de Alagoas - UFAL é Pessoa Jurídica de Direito Público
– Federal, CNPJ: 24.464.109/0001-48, com sede à Avenida Lourival de Melo Mota,
S/N, Campus A. C. Simões, no Município de Maceió, no Estado de Alagoas, CEP
57.072-970, além de uma Unidade Educacional (UE) em Rio Largo, município da
região metropolitana da Capital.
Foi criada pela Lei Federal nº 3.867, de 25 de janeiro de 1961, a partir do
agrupamento das então Faculdades de Direito (1933), Medicina (1951), Filosofia
(1952), Economia (1954), Engenharia (1955) e Odontologia (1957), como instituição
federal de educação superior, de caráter pluridisciplinar de ensino, pesquisa e
extensão, vinculada ao Ministério da Educação, mantida pela União, com autonomia
assegurada pela Constituição Brasileira, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional – Lei 9394/96 e por seus Estatuto e Regimento Geral.
Possui estrutura multicampi, com sede localizada no Campus A. Simões, em
Maceió, onde são ofertados 102 cursos de graduação. O processo de interiorização,
iniciado em 2006, expandiu sua atuação para o Agreste, com o Campus de Arapiraca
e com Unidades Educacionais em Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa e a oferta de
23 cursos. Em 2010, chegou ao Sertão, instalando-se em Delmiro Gouveia e uma
Unidade Educacional em Santana do Ipanema e a oferta de 08 cursos, todos
presenciais.
Além dos cursos presenciais, há 11 ofertados na modalidade de Educação à
Distância, através do sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB. A pós-graduação
contribui com 31 programas de Mestrado e 09 de Doutorado, além dos cursos de
especialização nas mais diferentes áreas do conhecimento.
A pesquisa vem crescendo anualmente com a participação de linhas e grupos
de pesquisa nas mais diferentes áreas do conhecimento. A extensão contribui com
diversos programas e, também, é uma atividade em constante expansão.
O ingresso dos estudantes na UFAL se efetiva por meio de processo seletivo
através do ENEM e da plataforma SISu/MEC (Sistema de Seleção Unificada).
2.1- CONTEXTUALIZAÇÃO REGIONAL DA INSTITUIÇÃO
Com uma extensão territorial de 27.767.661 km2, o Estado de Alagoas é
composto por 102 municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Leste, Agreste e
Sertão alagoano) e 13 microrregiões. De acordo com o Censo de 2010 do IBGE,
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apresentava população residente 3.120.922 habitantes, sendo 73,64% em meio
urbano.
A inserção espacial da UFAL leva em consideração as demandas apresentadas
pela formação de profissionais em nível superior e a divisão do Estado em suas meso
e microrregiões. Essa configuração espacial é contemplada com uma oferta
acadêmica que respeita as características econômicas e sociais de cada localidade,
estando as suas unidades instaladas em cidades polo consideradas fomentadoras do
desenvolvimento local.
Com a interiorização a UFAL realiza cobertura universitária significativa em
relação à demanda representada pelos egressos do Ensino Médio em Alagoas, à
exceção do seu litoral norte, cujo projeto de instalação do campus no município de
Porto Calvo se encontra em tramitação na SESu//MEC.
O PIB per capita estadual era de R$ 6.728,00, em 2009, sendo o setor de
serviços o mais importante na composição do valor agregado da economia, com
participação de 72 %. Os restantes 28% estão distribuídos em atividades agrárias –
tradicionalmente policultura no Agreste, pecuária no Sertão e cana-de-açúcar na Zona
da Mata, além do turismo, aproveitando o grande potencial da natureza do litoral.
3- CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO DE LICENCIATURA EM DANÇA
3.1- HISTÓRICO DO CURSO
Com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de
número 9394/96, em dezembro de 1996, também conhecida como Lei Darcy Ribeiro,
o ensino da Arte, em suas quatro linguagens – Dança, Teatro, Música e Artes Visuais
– passou a se constituir componente curricular obrigatório da Educação Básica. Com
essa Lei, as universidades tiveram que ampliar seus cursos de licenciatura, na área
das artes, para preparar arte-educadores aptos para trabalharem os conteúdos
específicos de cada uma das linguagens artísticas, dentro da escola.
Tendo os cursos de licenciatura em Música e Teatro já implantados dentro da
Universidade Federal de Alagoas - UFAL, nos anos de 1987 e 1998, respectivamente,
um grupo de docentes e discente, liderados pela Profa. Dra. Nara Salles, trabalharam
durante todo o primeiro semestre de 2005 na elaboração do Projeto Político
Pedagógico do Curso de Dança Licenciatura, da UFAL e conseguem sua aprovação
pela Câmara Departamental, no dia 13 de junho de 2005. Após a criação do primeiro
curso de dança, de nível superior, ser criado na Bahia, em 1956, as Universidades
Federais de Alagoas e Sergipe são as primeiras, no Nordeste, a implantarem suas
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licenciaturas em dança (ROCHA, 2014). Assim, em 2007, foram iniciadas as
atividades do Curso de Dança Licenciatura, da UFAL, com suas trinta e cinco vagas
preenchidas por um público que vinha, não só da capital Maceió, mas, também, do
interior do estado. Concomitantemente ao início das atividades acadêmicas do curso
de dança, iniciou-se, também, o Curso de Especialização no Ensino da Arte. Esta
especialização foi uma conquista da Associação dos Professores de Arte de Alagoas,
que articulou uma parceria com a UFAL para atender uma cobrança dos professores
de arte, do estado e do município, para a ampliação da oferta de cursos superiores,
na área, como também, na oferta de cursos de especialização voltados para o ensino
da arte, em suas quatro linguagens. Foram realizadas duas edições do Curso de
Especialização no Ensino da Arte, sendo a primeira no ano de 2009 e a segunda no
ano de 2001.
Para dimensionarmos a importância da criação do curso de Dança Licenciatura,
na UFAL, faz-se necessário apresentarmos o contexto do ensino da dança na cidade
de Maceió.
Desde a década de 70, o ensino da dança, em Maceió, sempre esteve
localizado nas academias particulares de balé clássico, com exceção, do Centro de
Belas Artes – CENARTE, instituição ligada a Secretaria de Cultura do Estado e que
oferta aulas de dança, gratuita, para a comunidade alagoana. Assim, durante todo
esse tempo, muitos bailarinos que eram formados nessas instituições acabavam se
tornando professores de dança e repassavam seus conhecimentos, não só nos
próprios locais onde tinham sido formados, mas, muitos, iam para as escolas dar
aulas ou preparar coreografias para os eventos das escolas. Precisamos chamar
atenção para o fato de que as academias formam o bailarino em uma determinada
técnica de dança, preparando-os para dançarem em seus espetáculos anuais. Ou
seja, esses bailarinos possuem uma formação com conhecimentos limitados que, na
maioria das vezes, são repassados, apenas, como uma reprodução de repertórios de
passos de uma determinada técnica. Infelizmente, essa formação, por melhor que ela
seja, não atende as necessidades pedagógicas que um professor de dança precisa
ter, para atuar no contexto escolar, além de não estar de acordo com as exigências da
lei 9394/96, para que o ensino da arte, na escola, seja ministrado por um profissional
de nível superior, licenciado em dança.
O ensino da dança na escola difere dos objetivos da formação em dança das
academias. A dança na escola não está a serviço da formação do bailarino
condicionado em uma determinada técnica. Seus conteúdos devem contemplar a
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riqueza e a diversidade das danças, apresentando seus contextos históricos e seus
valores culturais e sociais. Seu ensino deve proporcionar uma compreensão da
corporeidade a partir do autoconhecimento e da construção de uma relação
respeitosa e consciente das potencialidades e limitações de cada corpo. Na escola, a
dança precisa respeitar o contexto social/cultural em que está inserida e deve dialogar
com outros saberes numa relação interdisciplinar e transdisciplinar. Sendo, o ambiente
escolar, um lugar de formação e de construção de conhecimentos, a dança deverá ter
o compromisso de preparar indivíduos críticos, cidadãos/cidadãs que possam refletir e
transformar suas próprias realidades, como também, a sociedade de que fazem parte.
Nessa perspectiva, a dança na escola deverá “educar corpos que sejam capazes de
criar pensando e ressignificando o mundo em forma de arte” (MARQUES, 2003 p. 24).
Ao dimensionarmos e refletirmos sobre as contribuições do ensino da dança
no,
contexto
escolar,
demonstramos
que
são
nas
licenciaturas
que
o
bailarino/professor, preparado em um contexto não-formal, poderá ampliar seus
conhecimentos, assim como, legitimará sua prática como professor de dança.
Vejamos o que Rocha (2014, pp.23 e 24) argumenta sobre isso:
[...] aqueles que desejam ser professores, para atuarem na
escola, deverão cursar as licenciaturas, de acordo com as
exigências da legislação. São nas licenciaturas em dança que o
artista irá fundamentar as bases de uma prática pedagógica
para atuar nas escolas de ensino básico. Diferentemente da
sua formação artística, que muitas vezes está limitada apenas a
um estilo de dança, sua formação como licenciado em dança
deverá ampliar seus conhecimentos para aspectos históricos,
filosóficos, antropológicos, pedagógicos, técnicos e estéticos
dessa arte. Ele se tornará um professor que precisa estar além
do ensino de um único gênero de dança ou sequências e
repertórios de passos, pois na escola, a dança precisa ocupar
seu espaço como arte produtora de conhecimento. Por isso,
sua formação deverá prepará-lo para lidar com a pluralidade da
dança e suas riquezas culturais, ajudando-o a ser um
orquestrador dos saberes específicos dessa arte, aplicados aos
espaços em que ela vai ser ensinada.
A criação do Curso de Dança Licenciatura, da UFAL, tem contribuído para a
preparação de pessoas interessadas em adentrar no universo da dança, assim como,
ampliar
e
consolidar
conhecimentos
já
adquiridos
fora
da
universidade,
proporcionando o estabelecimento de uma relação profissional com a referida arte. Ao
observarmos o contexto da dança local, antes e depois da criação da licenciatura em
dança, verificamos o quanto o curso contribuiu para o fomento de produções em
dança, para retomada de trabalhos artísticos de companhia de dança local, para um
intercâmbio de experiências com artistas locais e nacionais, para uma maior
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visibilidade da dança na cidade e nas transformações nos modos de pensar/fazer
dança.
3.2- CONTEXTO LOCAL DO CURSO DE LICENCIATURA EM DANÇA
O Estado de Alagoas possui cento e dois Municípios. Segundo dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, no Censo Demográfico 2000 e
Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF 2002/2003, a incidência da pobreza
alcança níveis de 59,54 deste contingente populacional. Não obstante, segundo fontes
do Ministério da Educação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais – INEP, coletados pelo Censo Educacional – 2012, cerca de 589.647
alunos são matriculados no Ensino Fundamental, distribuídos 131.801 no Ensino
Médio e 86.166 alunos no Ensino Pré-Escolar, distribuídos em Escolas Públicas
Federais, Estaduais, Municipais e em Escolas Privadas. Dados coletados do Atlas
Brasil 2013 e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, desde o ano
de 1993. Este índice, utiliza como critérios de avaliação a renda, a longevidade e a
educação, para medir o desenvolvimento humano em 177 Países, podendo ser
aplicado também a núcleos sociais menores, no caso de sua aplicação em cidades.
Este índice varia de 0 a 1, sendo considerados de baixo desenvolvimento, os Países
que atingem menos de 0,499 pontos, de maior desenvolvimento, os que possuem
nota de 0,500 até 0,799, e de alto desenvolvimento, os Países que atingem pontuação
superior a 0,800. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –
IBGE, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - IDH cresceu de 0,371 em
1991, para 0,631 em 2010, possibilitando a percepção de uma visível modificação no
quadro educacional.
De acordo com os dados do Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI
2013-2017, com uma extensão territorial de 27.767.661 km2, o Estado de Alagoas é
composto por 102 municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Leste, Agreste e
Sertão alagoano) e 13 microrregiões.
Dados coletados no Censo de 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística - IBGE, o estado de Alagoas apresentava população residente de
3.120.922 de habitantes, sendo 73,64% em meio urbano. A UFAL desenvolve
atividades presenciais através de seus campi e Unidades Educacionais em 06 dos 10
municípios mais populosos do Estado: Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Rio
Largo, Penedo e Delmiro Gouveia. O PIB per capta estadual era de R$ 6.728,00, em
2009, sendo o setor de serviços o mais importante na composição do valor agregado
da economia, com participação de 72%. Os restantes 28% eram distribuídos em
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atividades agrárias – tradicionalmente policultura no Agreste, pecuária no Sertão e
cana-de-açúcar na Zona da Mata; industriais - petróleo, gás natural, açúcar, álcool e
cimento Portland, além do turismo, fundado nas belezas naturais locais que atraíram
538.773 visitantes, em 2010 (SEPLANDE-AL, 2011).
A Universidade Federal de Alagoas – UFAL tem sua sede localizada na cidade
de Maceió, Capital do Estado de Alagoas, no bairro do Tabuleiro do Martins,
localidade que tem nos arrabaldes bairros que possuem uma densidade demográfica,
propiciando uma demanda de interesse maior nos cursos oferecidos por esta
Universidade. É somente na década de 1980, na Gestão do então Reitor Professor
João Ferreira Azevedo, que o setor de Artes da Universidade Federal de Alagoas
começa a existir, com a missão de formar arte-educadores.
No ano de 1982, é criado o Curso de Música Licenciatura, e, posteriormente, no
ano de 1998, o Curso de Teatro também é implantado na Universidade Federal de
Alagoas. É somente na Gestão da então reitora Professora Delza Leite Gitai Gomes,
que os Cursos de Artes passam a ser sediado no Espaço Cultural Salomão de Barros
Lima, no bairro do Centro, na Cidade de Maceió.
No ano de 2007, quando o Curso de Dança Licenciatura foi implantado na
Universidade Federal de Alagoas – UFAL, o ensino da dança se dava nas Academias
de balé clássico da cidade e no Centro de Belas Artes – CENARTE. Não havia uma
formação que garantisse a formação de arte-educadores que poderiam atuar em
escolas públicas e privadas. Não obstante, o pensamento em dança começa a
ultrapassar as fronteiras das academias para se mesclar as já existentes danças das
tradições populares do Estado, vivas e ao mesmo tempo restritas ao privilégio dos que
já faziam parte deste social. Esta necessidade latente de uma linguagem que suscite
novos discussões sobre esta temática começam a ser realizados nos bastidores do
Curso de Teatro, até que no ano de 2007, novos paradigmas para o cenário da dança
começam a ser desvelados. Vejamos o que Rocha (2015, p. 34) ressalta sobre este
ponto:
[...] A criação do Curso de Licenciatura em Dança se torna fundamental,
pois precisava reafirmar que a prática da dança na escola devia ter um
significado maior, não se limitando ao ensino de uma única técnica, no
condicionamento corporal ou no domínio de coreografias para
apresentações de “dancinhas” nas atividades festivas da escola; que
sua prática pedagógica precisava considerar a diversidade das danças,
seus valores, suas culturas, suas relações sociais e os aspectos
simbólicos nelas contidos; que o ensino da dança deveria acontecer de
forma contextualizada, com um olhar mais amplo sobre o ser humano e
sua cultura, buscando a interação entre os conhecimentos a partir de
uma pedagogia que contemple a interdisciplinaridade e a
transdisciplinaridade.
13
Na busca da consolidação dos conhecimentos em dança, bem como no
estabelecimento de uma relação com a arte-educação, pessoas de vários bairros da
Cidade de Maceió e de Municípios circunvizinhos, bem como de outros estados do
Brasil, vêm se interessando pelo Curso de Licenciatura em Dança da UFAL, numa
demanda crescente advinda de diversas localidades. Em levantamento realizado pela
Coordenação do Curso, foi identificado, de forma detalhada, as localidades de origem
dos discentes que ingressaram no curso, no período de 2009 à 2015. Vejamos abaixo:
ESTADOS DE ORIGEM:
São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia e Bahia.
MUNICÍPIOS DE ORIGEM:
São Miguel dos Campos, Murici, Messias, União dos Palmares, Anadia, Tanque
D’arca, Rio Largo, Campo Grande, Capela, Ouro Branco, Santana do Mundaú, Ipioca,
Jacuípe, Piaçabuçu, Chã Preta.
BAIRROS DE ORIGEM:
Benedito Bentes, Farol, Mangabeiras, Ponta Grossa, Ponta Verde, Pajuçara, Trapiche,
Barro Duro, Canaã, Forene, Serraria, Feitosa, Cidade Universitária, Chã de
Bebedouro, Garça Torta, Rio Novo, Clima Bom, Santa Lúcia, Santo Amaro, Jatiúca e
Riacho Doce.
4- POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO
O funcionamento do curso se estrutura baseado em alguns princípios filosóficos
e técnico metodológicos gerais que norteiam as práticas acadêmicas da Universidade
Federal de Alagoas – UFAL previstos pelo Projeto Pedagógico Institucional – PPI, tais
como: articulação entre teoria e prática; interdisciplinaridade; flexibilidade curricular e
articulação entre ensino, pesquisa e extensão. O planejamento das atividades de
ensino, pesquisa e extensão, dirigidas a formação do educador, deverá estar voltado
para o desenvolvimento e aprendizagem de uma proposta integradora, partindo da
observação, da vivência e interação da realidade da dança, estimulando a produção
de novos conhecimentos, abarcando gradativamente outras dimensões estéticas e
socioculturais. Desta forma, enfrentaremos o desafio de uma aprendizagem em
permanente
processo
de
construção,
pela
qual
se
pode
acompanhar
as
transformações sociais e culturais do nosso tempo. Essas ações são realizadas com a
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participação dos docentes e discentes como fomentadores de ações artísticopedagógicas.
4.1- ENSINO
Na graduação, o ensino adota políticas baseadas em três grandes eixos, que
passam pela inovação e qualificação, internacionalização e gestão acadêmica. Essas
políticas visam a contínua melhoria da oferta de cursos, a formação cidadã, o
reconhecimento pela sociedade e a garantia de uma formação adequada ao perfil de
egresso desejado.
No eixo inovação e qualificação, de acordo com o Plano de Desenvolvimento
Institucional – PDI, a UFAL recomenda uma permanente revisão do Projeto
Pedagógico do Curso - PPC, para que ele esteja sempre adequado as tendências e
desafios da sociedade contemporânea incluindo, para uma formação completa do
profissional, temas que tragam as questões dos direitos humanos, acessibilidade, as
questões étnico – raciais e afrodescendentes, entre outras.
No âmbito do Curso, ações foram implementadas para se adequarem as
recomendações do PDI, tais como:
•
Uma primeira revisão do PPC, no ano de 2009, que definiu direcionamentos para o
desenvolvimento das Disciplinas de Projetos Integradores;
•
Criação da Disciplina Dança para Portadores de Necessidades Especiais que
discute as questões relacionadas a escola inclusiva e educação inclusiva;
•
Revisão de ementas incluindo conteúdos relacionados as questões étnico-raciais e
afrodescendentes, nas Disciplinas de Danças Tradicionais dos Povos 1 e 2 e,
Danças das Tradições Populares do Brasil 1 e 2. Mais recentemente, no ano de
2015, foi inserida a Disciplina eletiva de Dança, Gênero e Identidade Racial que
vem complementar as discussões relacionadas a Lei 11.645/ 2008 que estabelece
a inclusão no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática
Historia e Cultura Afro-brasileira e indígena.
•
Oferta de monitoria com ou sem bolsa, anualmente, como forma de incentivo a
prática docente.
•
Participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência – PIBID;
•
Criação, desde o ano de 2009, da Semana Acadêmica do Curso, que tem como
objetivo apresentar a produção acadêmica dos docentes e alunos, assim como
criar intercâmbios com profissionais da dança tanto da área Acadêmica como de
outros segmentos artísticos.
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No eixo internacionalização, o Curso de Licenciatura em Dança, fomenta a
participação dos alunos na seleção de Editais de Bolsas para Intercambio
Internacional, com o intuito de ampliar as fronteiras do conhecimento da dança e de
outras culturas, num diálogo com suas especificidades e similaridades. A partir de
2012, foram contempladas duas alunas do referido Curso, para realizar estudos na
Faculdade de Motricidade Humana em Portugal. Faz-se necessário pontuar que em
seus planos de trabalho, existe uma complementação das ações vivenciadas por
estas no Intercâmbio, com as preconizadas pelo Curso de Licenciatura em Dança da
UFAL, ressaltando a importância deste Programa para além dos estreitamentos de
fronteiras, a imbricação de saberes.
No eixo gestão acadêmica do ensino de graduação, a Coordenação do Curso
conta com seu Colegiado e o Núcleo Docente Estruturante – NDE, para planejar a
oferta das disciplinas e as ações pedagógicas a cada semestre, buscando construir
uma relação de interdisciplinaridade entre as disciplinas de cada semestre.
No que diz respeito aos itens relacionados as avaliações, como atuação dos
docentes, aproveitamento dos discentes, processos de ensino-aprendizagem e
indicadores de evasão e retenção, o Núcleo Docente Estruturante - NDE, tem a
responsabilidade de acompanhar, diagnosticar e buscar soluções para as demandas
pedagógicas do Curso.
O Curso de Dança criou uma ferramenta avaliativa que é aplicada aos alunos
do último semestre, ou aqueles que estão em período de integralização. Essa
ferramenta se estrutura através de um formulário que contempla quatro itens que
devem ser observados e avaliados pelos discentes: o Projeto Pedagógico do Curso; o
corpo docente; a infraestrutura onde se localiza e as disciplinas cursadas.
4.2 – PESQUISA
Dado o caráter interdisciplinar que lhe é inerente, a Universidade Federal de
Alagoas promove a pesquisa nas mais diversas áreas de conhecimento, incentivando
a formação de grupos e núcleos de estudo que atuam nas mais diversificadas linhas
de pesquisa, considerando a classificação das áreas de conhecimento do CNPq.
No âmbito do curso, as atividades de pesquisa estão, por hora, contempladas
na atuação de dois Grupos, devidamente registrados no CNPq. O Grupo História,
Memória e Documentação da Dança e do Teatro em Alagoas, do Professor Dr. Antonio
Lopes Neto, e o Grupo Danças do Brasil, da Professora Drª Paula Caruso Teixeira.
Este último Grupo, encerrou suas atividades no ano de 2015, quando da saída da
16
referida Professora, do quadro docente desta Universidade, para a Universidade
Estadual de Campinas – UNICAMP.
Além dos grupos de pesquisa acima citados, é ofertado também o Grupo de
Estudos, Outros Olhares, coordenado pela Professora Drª Nadir Nóbrega, com
reuniões que acontecem semanalmente, no Museu Théo Brandão.
4.3- EXTENSÃO
A LDB (lei 9.394/96) traz entre seus princípios a necessidade da diversificação
dos cursos superiores e a flexibilização dos projetos acadêmicos, permitindo às IES
adequarem os projetos pedagógicos às respectivas naturezas institucionais, às
realidades regionais e às finalidades inerentes aos cursos, tanto se voltados à
formação profissional quanto às ciências ou às artes. Cumpre destacar que tais
diretrizes se associam à premissa da educação continuada, a qual afirma que a
graduação superior é apenas uma etapa do processo de ensino e aprendizagem e
não o seu término. Deve-se salientar também que, como contrapeso à tendência de
diversificar e flexibilizar, o aparato normativo define a necessidade de existirem
processos de avaliação permanentes para identificar desvios e propor correções de
rumo.
A Universidade Federal de Alagoas atua em todas as oito áreas temáticas de
extensão classificadas pelo Plano Nacional de Extensão: Comunicação, Cultura,
Direitos Humanos e justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção
e Trabalho, tendo, em 2011, realizado 802 destas ações.
As atividades curriculares de extensão no curso de Licenciatura em Dança, são
contempladas, intrinsecamente, às ações de ensino e de pesquisa, na forma de
programas e projetos de extensão utilizando-se, dentre outras, atividades de
disciplinas obrigatórias ou eletivas para execução dos mesmos, sendo computada em
pelo menos 10% da carga horária do curso.
Os estudantes participarão de projetos inseridos no programa institucionalizado
de extensão da Unidade Acadêmica, pela vivência junto às comunidades, de forma
coletiva, nos semestres letivos do curso, a partir do primeiro período, totalizando uma
carga horária de 367 horas.
Para a complementação da carga horária mínima das atividades de extensão,
os estudantes podem participar de outras atividades curriculares vinculados às
comunidades, em qualquer período do curso, tais como: Pesquisa, Trabalho de
Conclusão de Curso e Atividades Complementares. Todas as ações de extensão são
17
registradas junto a coordenação de extensão da Unidade Acadêmica e na Pró-Reitoria
de Extensão – PROEX.
O Curso de Licenciatura em Dança, no âmbito de sua extensão, possui projetos
permanentes e pontuais, ambos voltados para atividades de caráter artístico
pedagógicas.
No âmbito dos projetos de extensão, de caráter permanente, o Curso oferece
cinco atividades. Vejamos detalhadamente cada uma delas:
1- UNIVERSIDANÇA. Semana Acadêmica do Curso de Licenciatura em Dança. Esta
ação criada em 2009, completa em 2016 sua sexta edição, tendo como objetivo,
apresentar os trabalhos artísticos acadêmicos dos docentes e discentes do Curso.
Para isto, as atividades programadas interagem com a comunidade, cumprindo com o
que preconiza o Projeto Pedagógico Institucional – PPI. Possui carga horária total de
40 horas.
2- Dia Internacional da Dança. Evento criado na década de 1980, pela Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO, que tem como
objetivo divulgar ações de dança, assim como, apresentar as demandas de políticas
públicas voltadas para esta área. Para a celebração desta data, é recomendado que
sejam criados eventos de forma pública e gratuita, com a intenção de atingir o maior
número possível de pessoas. Desde o ano de 2009, o Curso de Licenciatura em
Dança celebra esta data realizando intervenções em espaços públicos da Cidade de
Maceió, com a participação de docentes e discentes. Possui carga horária total de 10
horas.
3- Fórum Mestre Zumba: Pensamentos Afroameríndios -
Projeto de extensão,
criado em 2013, que tem por objetivo principal, fomentar o debate sobre questões
afro-ameríndias, promovido através da Lei 11.645/2008, cujo Art. 26-A, estabelece que
nos Estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Ensino Médio, públicos e
privados, torna-se obrigatório o estudo da história e da cultura afro-brasileira e
indígena. Neste sentido, o Curso de Licenciatura em Dança da UFAL, através do
Fórum Mestre Zumba, proporciona debates e apresentações artísticas relacionadas
com estas etnias, envolvendo não só os sujeitos afro-ameríndios mas, também, os
alunos dos cursos de licenciatura em artes e da Escola Técnica de Artes – ETA, assim
como, da sociedade civil organizada, de modo geral, no sentido de propiciar o diálogo
com as culturas locais e dos saberes populares afro-ameríndios. Possui carga horária
total de 60 horas.
18
4- Consciência Corporal e Exercícios de Alongamento na Preparação do Artista
Cênico. Projeto iniciado em 2015, estando na sua segunda edição no ano de 2016.
Tem como objetivo, ofertar aulas práticas de consciência corporal, através de
alongamentos para alunos e professores dos cursos de Dança, Teatro e Música da
Graduação e Escola Técnica de Artes – ETA, assim como, para a comunidade em
geral. Possui carga horária total de 40 horas.
6- Balé Clássico: Novas Perspectivas de Uma Prática na Contemporaneidade.
Projeto iniciado em 2015 e está em sua segunda edição em 2016. Tem como objetivo,
ofertar aulas práticas de balé clássico, para os alunos dos cursos de Dança da
Graduação e Escola Técnica de Artes – ETA, assim como, para a comunidade em
geral. Possui carga horária total de 40 horas.
No âmbito dos projetos de extensão, de caráter pontual, os mesmos são
desenvolvidos em espaços de ensino formal e não formal, tais como Creches, Escolas
Públicas e ONGs, buscando expandir as relações da Universidade com a
comunidade. Listamos abaixo os projetos desenvolvidos:
ANO DE 2008:
•
Curso de Dança para Iniciantes Nível I (Bolero, Samba e Tango);
•
Curso de Iniciação ao Balé Clássico;
•
Arte do Movimento para a Melhor Idade.
ANO DE 2009:
•
Dança Social e de Salão (Bolero, Samba, Salsa e Tango) – iniciantes II e III;
•
Curso de Iniciação ao Balé Clássico;
•
I UNIVERSIDANÇA – Mostra Acadêmica do Curso de Licenciatura em Dança;
•
Dança de Salão – Abordagem Técnica e Social;
•
Dança Afro Brasileira: Uma Abordagem a partir da Lei 10.693/2003;
•
Dança Social e de Salão Nível Iniciante II (Samba, Salsa e Tango);
•
Roda de Saberes – Capoeira;
•
Dançando e Educando;
•
A Arte de Dançar a Dois;
•
Arte do Movimento para Crianças.
ANO DE 2010:
•
Dança de Salão Abordagem Técnica e Social II;
•
Aquinta Cultural
19
•
EnvelheSer;
•
Técnica da Dança do Ventre e Laban como Elemento de Repertório Cultural;
•
Urucungo na Roda de Saberes;
•
Zum, Zum, Zum: Gingando Gênero na Capoeira;
•
Os PCN e Artes;
•
Dança de Salão Abordagem Técnica e Social;
•
Dança Afro Brasileira nas Escolas;
•
II UNIVERSIDANÇA – Mostra Acadêmica do Curso de Licenciatura em Dança da
UFAL;
ANO DE 2011
•
EnvelheSer;
•
Aquinta Cultural;
•
III UNIVERSIDANÇA – Mostra Acadêmica do Curso de Licenciatura em Dança da
UFAL;
ANO DE 2012
•
Ações Afirmativas Através da Capoeira;
•
Autores para Estágios de Dança;
•
Os PCN de Artes e a Psicopedagogia.
ANO DE 2013
•
IV UNIVERSIDANÇA – Mostra Acadêmica do Curso de Licenciatura em Dança da
UFAL;
•
Lançamento do Livro Balé Passo a Passo;
•
As Danças e as Suas Identidades.
ANO DE 2014
•
Projeto de Estruturação do Fórum Mestre Zumba;
•
Registro, Criação e Distribuição de dois DVD's do Fórum Mestre Zumba.
ANO DE 2015
Consciência corporal e exercícios de alongamento na preparação corporal do
artísta cênico;
Balé Clássico: novas perspectivas de uma prática na contemporaneidade.
4.4- ACESSIBILIDADE
A UFAL atualmente possui um núcleo de estudos voltado para o entendimento
das necessidades postas para o seu corpo social, no sentido de promoção de
20
acessibilidade e de atendimento diferenciado as pessoas com necessidades
especiais, em atenção à Política de Acessibilidade adotada pelo MEC e à legislação
pertinente.
O próprio dimensionamento dessas necessidades merece um cuidado especial,
haja vista a forma atual de identificação dos alunos: a autodeclaração.
Por outro lado, a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus servidores para
o estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e execução de
ações voltadas para essas necessidades.
Ao esforço para o atendimento universal à acessibilidade arquitetônica, se
junta, agora, o cuidado de fazer cumprir as demais dimensões exigidas pela Política
de Acessibilidade, qual sejam a acessibilidade: pedagógica, metodológica, de
informação e de comunicação.
A acessibilidade pedagógica e metodológica deve atentar para o art. 59 da Lei
9394/96, que afirma: “Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com
necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e
organização específicos, para atender às suas necessidades”.
Neste sentido, a Nota Técnica nº 24 / 2013 / MEC / SECADI / DPEE, de 21 de
março de 2013, orienta os sistemas de ensino no sentido de sua implantação. Em
especial, recomenda que os “PPCs contemplem orientações no sentido da adoção de
parâmetros individualizados e flexíveis de avaliação pedagógica, valorizando os
pequenos progressos de cada estudante em relação a si mesmo e ao grupo em que
está inserido”.
Para tal atendimento, a UFAL assume o compromisso de prestar atendimento
especializado aos alunos com deficiência auditiva, visual, visual e auditiva e cognitiva,
sempre que for diagnosticada sua necessidade. Procura-se, desta forma, não apenas
facilitar o acesso, mas estar sensível às demandas de caráter pedagógico e
metodológico, de forma a permitir sua permanência produtiva no desenvolvimento do
curso.
Neste sentido, o Núcleo de Atendimento Educacional – NAE – oferece o
necessário apoio pedagógico de forma a atender ao corpo social da UFAL em suas
demandas específicas, de forma a promover a integração de todos ao ambiente
acadêmico.
Desde sua implementação, no ano de 2007, o Curso de Licenciatura em Dança
da UFAL, sediado no Espaço Cultural, nunca teve demanda com alunos com algum
tipo de deficiência física, no entanto, o prédio onde o Curso funciona, possui rampas
21
de acesso para as salas de aula, coordenações, além de elevador para dar acesso ao
primeiro andar. Ao ter essa demanda, a coordenação do curso buscará ações junto ao
Núcleo de Acessibilidade, da UFAL, para atendimento legal aos discentes.
4.5- NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE – NAC
O Núcleo atua de forma a oferecer Atendimento Educacional Especializado –
AEE - aos estudantes que fazem parte do público-alvo, tais como, pessoas com
deficiência, pessoas com Transtornos Globais de Desenvolvimento e pessoas com
Altas Habilidades. Esse atendimento tanto pode ser feito através de acompanhamento
nas salas de aulas que os alunos frequentam, quanto em atividades na sala do NAC
em horário oposto ao das aulas, para assessorar na confecção de trabalhos
acadêmicos. Podemos fazer adaptação de materiais didáticos, além de capacitar para
o uso de tecnologias assistivas, como por exemplo, recursos de informática para
transformar textos em áudio para pessoas cegas.
O NAC também promove cursos sobre recursos didáticos e assistência
educacional à pessoas com deficiência, além de eventos sobre Educação Inclusiva
abertos à toda a comunidade acadêmica. Em parceria com a Pró-reitoria de Gestão
de Pessoas e do Trabalho – PROGEP, promove cursos para corpo técnico e docentes
da universidade. Atua em parceria com o Grupo de Estudo e Extensão em Atividade
Motora Adaptada – GEEAMA e o Núcleo de Estudos em Educação e Diversidade –
EEDI.
O Atendimento Educacional Especializado – AEE é um serviço da Educação
Especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade
que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas
necessidades específicas. O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno
com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. Atendendo,
prioritariamente, os estudantes de graduação, podendo ser atendidos estudantes da
pós-graduação. De maneira geral, a comunidade acadêmica no sentido de trabalhar a
compreensão de como devemos contribuir para a inclusão destes no universo
acadêmico, o que envolve não só os professores, mas também o corpo técnico e os
demais estudantes.
No Curso de Licenciatura em Dança as adequações das tecnologias assistivas
serão feitas mediante as devidas necessidades, onde Professores e técnicos serão
capacitados para que a execução das atividades ensino, pesquisa e extensão
aconteçam em sua plenitude, de acordo com o art. 59 da Lei 9394/96.
22
4.6 – INCLUSÃO
Desde 1999 a UFAL preocupa-se com a questão da inclusão, tendo aprovado
em 2003 a Resolução 33 – CONSUNI, posteriormente modificada pelo Decreto 7.824,
de 11 de outubro de 2012 que dispõe sobre a política de ingresso nas IFES. Ainda, a
Resolução 54/2012 – CONSUNI institucionaliza a reserva de vagas/cotas no processo
seletivo de ingresso nos cursos de graduação da UFAL.
Neste entendimento, em 2015, foram reservadas 40% (quarenta por cento) das
vagas de cada curso e turno ofertados pela UFAL para os alunos egressos das
escolas públicas de Ensino Médio. Destas, 50% (cinquenta por cento) das vagas
foram destinadas aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou inferior a
1,5 salários mínimo (um salário-mínimo e meio) bruto per capita e 50% (cinquenta por
cento) foram destinadas aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou
superior a 1,5 salários mínimo (um salário-mínimo e meio) bruto per capita. Nos dois
grupos que surgem depois de aplicada a divisão socioeconômica, serão reservadas
vagas por curso e turno, na proporção igual à de Pretos, Pardos e Indígenas (PPI) do
Estado de Alagoas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) de 2010, que corresponde a 67,22% (sessenta e sete vírgulas vinte
e dois por cento). A meta da UFAL é destinar até o ano de 2016 50% de suas vagas a
alunos egressos de escolas das redes públicas.
Seguindo o Compromisso Social da Universidade Federal de Alagoas, o Curso
de Licenciatura em Dança recebe a cada nova turma oriunda do ENEM, alunos
cotistas advindos de toda parte de Alagoas e de outros Estados brasileiros.
5- OBJETIVOS DO CURSO
Geral:
• Licenciar profissionais da dança a atuarem na educação básica, em escolas do
ensino fundamental e médio, públicas e privadas, com ética, responsabilidade e
compromisso, assim como, em Instituições de ensino específico de dança, como
também, nos campos instituídos e emergentes.
Específicos:
•
Viabilizar a pesquisa científica em dança visando a criação, compreensão e
difusão da cultura dessa arte e seu desenvolvimento;
•
Possibilitar a formação do profissional competente no sentido da capacitação
artística, científica e política, envolvendo o domínio dos conteúdos das
metodologias,
das
técnicas,
das
habilidades
específicas,
mediante
uma
23
intervenção crítica e participativa na própria realidade, assumindo seu papel de
agente transformador social;
•
Habilitar o profissional a interagir com a sua comunidade local, levando em
consideração a experiência particular de sua cultura, atendendo, nessa
perspectiva, os princípios que regem a Universidade, ou seja, o Ensino, a
Pesquisa e a Extensão;
•
Propor novas configurações de experimentação e aprendizagem em dança;
•
Promover a construção e produção do conhecimento do movimento corporal e da
dança numa perspectiva dialógica entre as disciplinas;
6- PERFIL DO EGRESSO
O Curso de Licenciatura em Dança da UFAL investirá na formação de um
profissional que seja capaz de detectar, propor e vencer desafios, interagindo no
cenário das perspectivas de mudanças e inovações. Dessa forma, o egresso deverá
ser capaz de:
•
Observar, perceber e discutir os problemas pertinentes à educação em
dança numa abrangência local, regional, nacional e global;
•
Articular os diferentes paradigmas que compõem o campo da dança,
construindo conhecimento e veiculando valores, de modo a assegurar às
crianças, jovens e adultos do campo escolar e não-escolar, o direito de
acesso ao universo da dança refletindo sobre suas manifestações;
•
Reelaborar processos, formas, técnicas, materiais e valores estéticos na
prática pedagógica da dança, envolvendo o pensamento reflexivo e crítico;
•
Utilizar adequadamente metodologias e técnicas de pesquisa científica e
tecnológica no ensino da dança;
•
Elaborar projetos culturais na área de dança relacionados às atividades
pedagógicas;
•
Orientar sua prática na direção do desenvolvimento humano, da cidadania,
pensando nas possibilidades da dança como estratégia de inclusão social.
Dessa forma teremos um profissional conectado com as tendências atuais e
que deverá estar preparado e em permanente processo de formação para entender e
conviver com os novos paradigmas perceptivos, novas relações de tempo e espaço,
múltiplos interesses, poderes, modos tecnológicos de comunicação (PCN). É
essencial que o professor na Licenciatura em Dança, na atualidade, esteja preparado
e domine os conhecimentos que lhe possibilitem desenvolver uma educação na arte
24
do movimento humano, especificamente a dança, que integre contemporaneidade e
diversidade cultural, que respeite e reconheça o conhecimento e as experiências que
os alunos possuem, fruto do seu meio sócio-cultural, de seu cotidiano e que
fundamentalmente possa contribuir para desenvolver e ampliar o universo desse
conhecimento.
7- CAMPO DE ATUAÇÃO
No documento “Subsídios para a elaboração de proposta de Diretrizes
Curriculares Gerais para as Licenciaturas”, que atende à solicitação da Secretaria de
Ensino Superior/SESU e se insere no conjunto das ações de articulação demandadas
pelo Projeto Estratégico Integrador “Flexibilização Curricular no Ensino Superior/99”,
coordenado pela SESU, encontram-se pressupostos fundamentais para atuação
profissional do licenciado. Entre eles, cita que o professor deverá exercer uma
atividade profissional de natureza pública (que diz respeito a toda a sociedade), uma
prática compartilhada que terá dimensão coletiva e pessoal e que implicará
simultaneamente em autonomia e responsabilidade.
Para esse profissional, o campo de atuação são as instituições públicas e
privadas de educação básica, ensino profissionalizante, instituições de educação
informal, movimentos sociais, propaganda, órgãos de entretenimento público e
privado e, produção teatral em geral.
Considerando o perfil proposto no âmbito do desenho curricular e dos
Parâmetros Curriculares Nacionais, o aluno egresso do Curso de Licenciatura em
Dança poderá atuar como:
•
professor de ensino de educação infantil, fundamental e médio;
•
professor de pessoas com necessidades especiais;
•
professor em escolas especializadas em Dança;
•
professor nas associações e/ou centros comunitários, creches, ONGs, etc.
8- COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
O Curso de Licenciatura em Dança da UFAL investe na formação de um
profissional que atuará no campo da Educação Básica e no campo da educação não
formal. A sua formação contempla o desenvolvimento humano nas dimensões
artísticas, culturais, sociais, científicas, destacando-se o desenvolvimento de
competências artístico-pedagógicas, envolvendo o pensamento reflexivo. Suas
atitudes profissionais devem mobilizar, articular e colocar em prática os valores e
25
conhecimentos necessários para o desempenho de atividades requeridas pela
natureza do trabalho pedagógico com o corpo.
De acordo com o Art. 4º das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de
Graduação em Dança, CNE/CES 3/2004, os cursos de graduação em Dança devem
possibilitar a formação profissional que revele competências e habilidades para:
I - domínio dos princípios cinesiológicos relativos à performance corporal;
II - domínio da linguagem corporal relativo à interpretação coreográfica nos aspectos
técnicos e criativos;
III - desempenhos indispensáveis à identificação, descrição, compreensão, análise e
articulação dos elementos da composição coreográfica, sendo também capaz de
exercer essas funções em conjunto com outros profissionais;
IV - reconhecimento e análise de estruturas metodológicas e domínios didáticos
relativos ao ensino da Dança, adaptando-as à realidade de cada processo de
reprodução do conhecimento, manifesto nos movimentos ordenados e expressivos;
V - domínio das habilidades indispensáveis ao trabalho da Dança do portador de
necessidades especiais, proporcionando a todos a prática e o exercício desta forma
de arte como expressão da vida;
Complementando as orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais do
Curso de Graduação em Dança, o Núcleo Docente Estruturante – NDE, do curso,
inclui outras competências e habilidades que vão listadas, a seguir:
•
Identificar e aplicar, articuladamente os conhecimentos básicos da linguagem
corporal;
•
Integrar estudos e pesquisas na prática pedagógica e interpretação artística;
•
Incorporar a prática pedagógica do corpo em movimento, o conhecimento das
transformações e rupturas conceituais que historicamente se processaram na
dança;
•
Recriar processos, formas, técnicas, materiais e valores estéticos, na concepção,
interpretação artística e na prática pedagógica, a partir de uma visão crítica da
realidade;
•
Utilizar criticamente diversos materiais na interpretação artística e na prática
educacional;
•
Utilizar adequadamente métodos, técnicas, recursos e equipamentos específicos a
prática pedagógica;
•
Conceber, organizar e interpretar diversas modalidades da dança para a realização
de projetos artísticos nas Escolas e outras instituições;
•
26
Analisar e aplicar práticas e teorias de produção das diversas culturas artísticas,
suas interconexões e seus contextos socioculturais;
•
Analisar e aplicar combinações e reelaborações imaginativas, a partir da
experiência sensível da vida cotidiana e do conhecimento sobre a natureza, a
cultura, a história e seus contextos;
•
Demonstrar uma base pedagógica corporal consistente, que permita assimilar
inovações e mudanças na prática pedagógica;
•
Ser consciente e crítico de seu papel social e político, capaz de enfrentar os
desafios da sociedade contemporânea nas atividades artísticas, pedagógicas e
culturais, como também interagir nas novas redes de informações, com a
fundamentação teórica refletida na sua prática pedagógica;
•
Adotar uma postura investigativa, reflexiva e critica diante de suas atividades,
capaz de produzir conhecimento;
Neste sentido, dentro da realidade local, observada nesses últimos nove anos
de funcionamento do Curso, observa-se a necessidade de uma intervenção
pedagógica direcionada ao auxílio na leitura, interpretação e construção de texto para
uma melhor compreensão dos conteúdos trabalhados nas disciplinas e para a
elaboração dos trabalhos acadêmicos. Uma outra forma de pensar as estratégias
didáticas do Curso, é não se limitar ao espaço tradicional da sala de aula, onde
espaços públicos alternativos serão outras opções para a realização das atividades
acadêmicas, que venham a contribuir para os objetivos metodológicos das aulas. Uma
outra forma de estratégia didática, utilizada no Curso, é o diálogo com profissionais
ligados a dança, na comunidade local, numa troca de saberes e uma aproximação
com os atores que não necessariamente estão ligados a área acadêmica, mas que
detêm conhecimentos que muito contribuirão para a formação do licenciado em
dança.
Nas Diretrizes Gerais para as Licenciaturas do SESU-99, as competências
profissionais são consideradas essenciais a atuação profissional do Professor e
devem, por isso, orientar as ações de formação. Afirma que devem ser pautadas por
princípios da ética democrática: dignidade humana, justiça, respeito mútuo,
participação, responsabilidade, diálogo e solidariedade, atuando na formação do
profissional e do cidadão. Acrescenta, também, que o Licenciado deverá criar,
planejar, realizar, gerir e avaliar situações didáticas eficazes para aprendizagem e o
desenvolvimento dos seus alunos, utilizando o conhecimento das áreas a serem
27
ensinadas, das temáticas sociais transversais, as matrizes curriculares escolares, bem
como as respectivas didáticas.
9- METODOLOGIA
O
eixo
metodológico
principal
dessa
proposta
curricular
não
está,
exclusivamente, orientado para a solução de situações-problema. É preciso levar em
consideração que a realidade é sempre muito mais dinâmica do que qualquer
formulação prévia que se possa fazer sobre ela. Portanto, faz-se necessário levar a
sério que, muito frequentemente, o futuro formador poderá implementar e propiciar
dinamismo não somente através da aquisição de conhecimentos prontos e acabados,
mas através da apresentação, não da solução, de situações-problema. Esta
conjuntura na qual se lida com situações novas, pode se incorporar à prática
pedagógica e ao processo ensino e aprendizagem, permitindo que tanto o que já é
conhecido, como o que ainda é novidade, possam ser explorados e vivenciados. Em
relação a isso, o Curso de Licenciatura propõe, ao final de cada semestre um
encontro em forma de ateliê coreográfico, onde os alunos(as) exercitarão o diálogo
entre os conhecimentos em dança já experienciados fora da Universidade, com os
novos conhecimentos de dança adquiridos na Universidade.
Por isso mesmo, a postura investigativa é outra importante ação metodológica.
Refere-se a uma atitude cotidiana de busca de compreensão, construção de
interpretações da realidade, formulação de hipóteses, não somente com a finalidade
de análise, mas de compor o sentido da realidade.
A prática do ensino da dança como componente curricular, estará presente
desde o início do Curso de Licenciatura em Dança e deverá se estender ao longo de
todo o seu processo. Em articulação com o estágio supervisionado e com as
atividades de trabalho acadêmico, a prática concorre conjuntamente para a formação
da identidade do professor como educador.
A relação dialógica do binômio teoria prática, entendida como eixo articulador
da produção do conhecimento na dinâmica do currículo, estará presente desde o
primeiro ano do curso, mediante projetos e atividades, incluídos na carga horária dos
diferentes componentes curriculares. É com essa lógica, que a Resolução CNE/CP
2/2015, fala da prática como componente curricular.
Além disso, a disciplina Projetos Integradores, que integra a matriz curricular do
curso, do primeiro ao sétimo semestre, aparece como meio de integração com o
universo da dança na sociedade alagoana e no mercado de trabalho, à luz da
articulação entre os conhecimentos abordados nas várias disciplinas propostas em
28
cada semestre letivo. Assim, no primeiro semestre, a referida disciplina propõe a
apreciação de espetáculos de dança que acontecem na cidade, assim como,
utilizando recursos de vídeos de dança; no segundo semestre, o acompanhamento
dos trabalhos desenvolvidos por criadores e intérpretes em seus grupos e companhias
de dança; no terceiro semestre, acompanhamento de ensaios e apresentações de
grupos de danças e folguedos tradicionais e populares; no quarto semestre, a
apreciação de aulas de danças em academias, isto é, escolas de dança; no quinto
semestre, a apreciação de aulas de dança em instituições como ONGs, SESC, SESI;
no sexto semestre, desenvolvimento de crítica sobre obras de dança ao vivo e/ou em
vídeo; e, no sétimo semestre, elaboração de texto dissertativo sobre o panorama da
dança em Alagoas.
O desenvolvimento do Curso de Licenciatura em Dança na UFAL, deverá
acompanhar em sua proposta curricular, as exigências da atualidade tendo como
princípio
a
sua
contextualização,
o
permanente
aperfeiçoamento,
a
interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade. Esses, são elementos fundamentais que
procurarão proporcionar no(a) educando(a) a capacidade crítica e criativa, o seu
desenvolvimento intelectual e profissional, de maneira autônoma e permanente.
As novas diretrizes curriculares do ensino da dança na escola, apontam
claramente a necessidade de um professor graduado em dança. Nesse curso,
privilegiaremos uma visão de totalidade do ser humano, fugindo de uma fragmentação
do movimento em modelos pré-constituídos, explorando as possibilidades corporais,
visando à poética da criação pela fluidez de um corpo livre. Seguindo parâmetros da
física (movimento, espaço, forma, tempo e dinâmica), a dança é vista como o
resultado da precisão da ciência, estética e da filosofia da educação. Assim, a
formação do profissional da dança, do Curso de Licenciatura, estará norteada nos
Princípios do Sistema Laban1 e das danças das tradições populares local, do Brasil e
do mundo. Na matriz curricular do curso de Licenciatura em Dança/UFAL o aluno
vivenciará o estudo da dança através de aulas práticas de técnicas, laboratórios de
movimento, de coreografia e oficinas pedagógicas, buscando promover uma reflexão
1
Na primeira metade do século XX, Rudolf Laban desenvolveu estudos sobre o movimento humano
dividindo-o em campos inter-relacionados: a escrita da dança, o estudo das interações do corpo no
espaço e as expressões dinâmicas do corpo, chamando-os de Coreologia. Os desdobramentos dos
estudos de sua metodologia se configuram, na atualidade, como um sistema aberto, em constante
renovação. Essa linguagem dinâmica exige um olhar que se sabe parcial, permitindo versões sobre
o movimento, indicando lugares de experimentação. Em sua metodologia, procura-se observar e
estar aberto as diversas manifestações de movimento, diversos tipos e estilos de dança, corpos
diferentes, peculiaridades e diferenças, atividades diversas, enriquecendo o olhar sobre o outro e
ampliando a percepção das relações corpo-espaço (MARQUES, 2010).
29
teórica em torno das práticas corporais. Os alunos investigarão também, as relações
com outras linguagens, tais como: Artes Visuais, Filosofia, Música, Literatura, Teatro,
Tradições Populares, Cinema, Circo. Como citamos, ao final de cada semestre, os/as
alunos/as colocarão em prática, através de exercícios coreográficos, a junção dos
conhecimentos adquiridos nas aulas, com seus conhecimentos específicos em dança.
O curso possuirá, inclusive, um rol de disciplinas ligadas ao estudo da estrutura
e funcionamento do corpo humano como anatomia e cinesiologia, que orientam o
estudo do movimento a partir da unidade anatômica. Esses estudos servirão de
referência para os trabalhos corporais desenvolvidos no Curso, que estarão apoiados
nos
princípios
somáticos
e
que
embasam
o
pensar/fazer
dança
na
contemporaneidade.
O curso de Licenciatura em Dança da UFAL tem como objetivo geral o ensino
da dança apoiando-se na realidade local, brasileira e mundial, na criação artística, na
pesquisa e objetiva-se, especificamente, questionar e reelaborar: o processo criativo
na Dança; os estudos teóricos em Dança; o corpo como veículo de expressão artística
na Dança; o corpo, sua identidade e seu autoconhecimento; e as Danças da tradição
popular local, do Brasil e do mundo.
Com esta finalidade, o programa do curso de Licenciatura em Dança pretende
desenvolver a consciência do corpo, visando afiná-lo enquanto instrumento de
conhecimento, expressão e transformação social, percebendo e respeitando sua
anatomia; desenvolvendo o lúdico, as múltiplas inteligências, a comunicação e a
capacidade crítica e criativa.
Assim, como preconiza o parágrafo segundo, do Art. 2º da Resolução nº 2 de 1º
de julho de 2015, CNE/CP 2/2015, “a ação do profissional do Magistério da Educação
Básica, é permeada por dimensões técnicas, políticas, éticas e estéticas, por meio de
sólida formação envolvendo o domínio e manejo de conteúdos e metodologias,
diversas linguagens, tecnologias e inovações, contribuindo para ampliar a visão e
atuação desse profissional” a partir de um currículo e metodologia de ensino
adequados quanto ao conteúdo teórico/prático, técnico, de autoexpressão e
sensibilidade. Desta forma, o aluno terá uma visão ampla e crítica dos núcleos de
conhecimento que abrangem a dança, no que concerne a teoria e prática; a
apreciação e a reflexão, através de uma abordagem inter e transdisciplinar, tanto na
sua formação como educador quanto na sua formação como pesquisador.
Essa proposta não adota um único método ideal de ensino, ao contrário, admite
que no processo de ensino e aprendizagem, há múltiplas maneiras de contribuir com
30
os alunos na construção do conhecimento. Tal concepção não deve ser confundida
com ausência metodológica no processo de ensino e aprendizagem. Faz-se
referência aqui a construção de estratégias didáticas variadas, que conjugam diversas
formas de intervenção pedagógica com as necessidades dos alunos e do grupo.
Ao assumir a valorização de múltiplas formas de ensinar, este Projeto
Pedagógico rompe com o tradicional confronto entre métodos de ensino: de um lado
os centrados no aluno e de outro os centrados no professor, chamados tradicionais.
Na sociedade contemporânea, novos saberes estão sendo produzidos de uma
maneira cada vez mais veloz e demanda um novo tipo de profissional, preparado para
lidar com novas linguagens, capaz de responder com flexibilidade e rapidez a novos
ritmos e processos.
Isso pressupõe uma formação baseada no pensamento crítico e na criatividade.
Tal concepção rejeita a fragmentação do conhecimento disciplinar, para adotar um
desenho curricular que possa dialogar com as diversas disciplinas e áreas de
conhecimento, que seja interdisciplinar e transdisciplinar. Essa nova realidade, exige
que se formem estudantes de modo a capacitá-los para a aquisição e o
desenvolvimento permanente de novas competências.
Considerando as Diretrizes Gerais para as Licenciaturas/SESU, o Projeto
Pedagógico Institucional da UFAL – PPI, os PCN, nas Diretrizes Curriculares
Nacionais do Curso de Graduação em Dança, CNE/CES 3/2004, e as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior e para a formação
continuada, CNE/CP 2/2015, a proposta de metodologia do curso de Licenciatura em
Dança, está pautada na articulação entre teoria e prática, na solução de situaçõesproblema e na reflexão sobre a atuação profissional. Pretende-se que em cada um
dos núcleos/disciplinas do Curso proposto, estejam garantidos os espaços
curriculares, tempos e meios que permitam a construção dos conhecimentos
experienciais necessários à atuação do professor, anulando a antiga dicotomia entre a
teoria e prática.
Uma relação mais ampla entre teoria e prática recobre múltiplas maneiras do
seu acontecer na formação docente. De acordo com o Art. 5º da CNE/CP 2/2015,
p.06, a formação de profissionais de magistério está “pautada pela concepção de
educação
como
processo
emancipatório
e
permanente,
bem
como
pelo
reconhecimento da especificidade do trabalho docente, que conduz à práxis como
expressão da articulação entre teoria e prática e à exigência de que se leve em conta
31
a realidade dos ambientes das Instituições educativas da Educação Básica e da
profissão.
A concepção de prática, como componente curricular, implica vê-la como uma
dimensão do conhecimento, que tanto está presente nos cursos de formação nos
momentos em que se trabalha na reflexão sobre a atividade profissional, como
durante o estágio nos momentos em que se exercita a atividade profissional (Parecer
CNE/CP 2/ 2015).
10- ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA
10.1- ESTRUTURA CURRICULAR
Com base na Resolução n°3 de 8 de março de 2004, das Diretrizes
Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Dança, a estrutura curricular do
Curso de Licenciatura em Dança deve contemplar os seguintes conteúdos:
I – Conteúdos Básicos;
II – Conteúdos Específicos;
III – Conteúdos Teórico-Práticos.
Com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Formação inicial em nível
superior e para a formação continuada, Resolução nº 2 de 1º de julho de 2015
CNE/CP 2/2015, esta proposta apoia-se em três núcleos:
I - Núcleo de Estudos de Formação Geral;
II - Núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos das áreas de
atuação profissional;
III - Núcleo de estudos integradores para enriquecimento curricular.
Vejamos, a seguir, os quadros com os detalhamentos sobre cada núcleo e sua
relação com os conteúdos:
32
Carga horária
Disciplina
C
O
N
T
E
Ú
D
O
S
B
Á
S
I
C
O
S
Semestral
Teórica
Prática
ESTUDOS DO CORPO 1
20
40
60
ESTUDOS DO CORPO 2
20
40
60
ESTUDOS DO MOVIMENTO 1
20
40
60
ESTUDOS DO MOVIMENTO 2
20
40
60
ESTUDOS DO MOVIMENTO 3
20
40
60
ESTUDOS DO MOVIMENTO 4
20
40
60
HISTÓRIA E ESTÉTICA DA DANÇA 1
60
---
60
HISTÓRIA E ESTÉTICA DA DANÇA 2
60
---
60
ANTROPOLOGIA DA DANÇA
60
–-
60
FILOSOFIA E ESTÉTICA DA DANÇA
60
---
60
Ú
ANATOMIA APLICADA A DANÇA
40
40
80
C
CINESIOLOGIA APLICADA A DANÇA
30
30
60
FISIOLOGIA APLICADA A DANÇA
60
---
60
DANÇAS POPULARES DE ALAGOAS
20
40
60
E
DANÇAS POPULARES DO BRASIL
20
40
60
O
DANÇAS TRADICIONAIS DOS POVOS 1
30
30
60
DANÇAS TRADICIONAIS DOS POVOS 2
30
30
60
IMPROVISAÇÃO EM DANÇA
20
40
60
COMPOSIÇÃO COREGRÁFICA
20
40
60
PESQUISA EM DANÇA
40
---
40
FUNDAMENTOS DA CENOGRAFIA
30
30
60
PROJETO DE MONTAGEM CÊNICA
---
80
80
DANÇA NA ESCOLA
30
30
60
DANÇA E EDUCAÇÃO
---
60
60
DANÇA COM CORPOS DIFERENCIADOS
30
30
60
TÓPICOS ESPECIAIS EM DANÇA 1
20
20
40
TÓPICOS ESPECIAIS EM DANÇA 2
20
20
40
ILUMINAÇÃO CÊNICA
20
20
40
DANÇA E OS ELEMENTOS DA NATUREZA
20
20
40
DANÇA, GÊNERO E IDENTIDADE RACIAL
40
--
40
N
L
I
Total
33
TÉCNICA DE BALÉ CLÁSSICO 1
20
20
40
TÉCNICA DE BALÉ CLÁSSICO 2
20
20
40
TÉCNICA DE BALÉ CLÁSSICO 3
20
20
40
DANÇAS E CANTIGAS DA INFÂNCIA
20
20
40
DANÇAS CIRCULARES
20
20
40
Carga horária
Disciplina
Prática
ACADÊMICO
60
---
60
PROFISSÃO DOCENTE
60
---
60
ANÁLISE E PERCEPÇÃO MUSICAL
20
40
60
DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
80
---
80
PESQUISA EDUCACIONAL
60
---
60
80
---
80
80
---
80
E GESTÃO DO TRABALHO ESCOLAR
80
---
80
METODOLOGIAS DO ENSINO DA DANÇA 1
20
20
40
METODOLOGIAS DO ENSINO DA DANÇA 2
20
20
40
LIBRAS
30
30
60
ORGANIZAÇÃO
C
O
N
T
E
Ú
D
O
S
E
S
P
E
C
Í
F
I
C
O
S
N
Ú
C
PLANEJAMENTO,
DO
CURRÍCULO
E
AVALIAÇÃO
E
POLÍTICA DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO
BRASIL
II
Total
TRABALHO
L
O
Semestral
Teórica
PROJETO PEDAGÓGICO, ORGANIZAÇÃO
A carga horária total das atividades do Núcleo II, atendem a dimensão
pedagógica exigida pela Resolução nº 02/CNE-CP, de 01 de julho de 2015, que
contempla 640 horas de atividades pedagógicas.
34
Carga horária
Disciplina
C
O
N
T
E
Ú
D
O
S
T
E
Ó
R
I
C
O
P
R
Á
T
I
C
O
S
Semestral
Teórica
Prática
PROJETOS INTEGRADORES 1
20
40
60
PROJETOS INTEGRADORES 2
30
30
60
PROJETOS INTEGRADORES 3
20
40
60
PROJETOS INTEGRADORES 4
20
40
60
PROJETOS INTEGRADORES 5
20
40
60
PROJETOS INTEGRADORES 6
20
20
40
PROJETOS INTEGRADORES 7
20
40
60
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
20
80
100
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2
20
80
100
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3
20
80
100
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 4
20
80
100
PIBID
---
---
---
PIBIC
---
---
---
C
MONITORIA
---
---
---
L
INTERCÂMBIO INTERNACIONAL
---
---
---
MOBILIDADE ACADÊMICA
---
---
---
GRUPOS DE PESQUISA
---
---
---
GRUPOS DE ESTUDOS
---
---
---
UNIVERSIDANÇA
20
20
40
DIA INTERNACIONAL DA DANÇA
04
04
08
10
10
20
---
40
40
---
40
40
N
Ú
E
O
III
Total
FÓRUM MESTRE ZUMBA: PENSAMENTOS
AFRO-AMERÍNDIOS
CONSCIÊNCIA CORPORAL E EXERCÍCIOS
DE ALONGAMENTO NA PREPARAÇÃO DO
ARTISTA CÊNICO
BALÉ CLÁSSICO: NOVAS PERSPECTIVAS
DE
UMA
PRÁTICA
CONTEMPORANEIDADE.
NA
35
11- COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS DO CURSO DE DANÇA
11.1- MATRIZ CURRICULAR - ORGANIZAÇÃO CURRICULAR NOVO PPC
CURRÍCULO 2016 DO CURSO DE DANÇA LICENCIATURA
Carga horária
Período
1
Disciplina
Obrigatória
Semanal
Teórica
Prática
Sim
3
20
40
60
ESTUDOS DO MOVIMENTO 1
Sim
3
20
40
60
HISTÓRIA E ESTÉTICA DA DANÇA 1
Sim
3
60
60
ANTROPOLOGIA DA DANÇA
Sim
3
60
60
PROJETOS INTEGRADORES 1
Sim
3
20
40
60
ANATOMIA APLICADA A DANÇA
Sim
4
40
40
80
Sim
3
60
TOTAL
60
280
160
440
40
60
ESTUDOS DO CORPO 2
Sim
3
20
HISTÓRIA E ESTÉTICA DA DANÇA 2
Sim
3
60
ESTUDOS DO MOVIMENTO 2
Sim
3
20
40
60
CINESIOLOGIA APLICADA A DANÇA
Sim
3
30
30
60
DANÇAS POPULARES DE ALAGOAS
Sim
3
20
40
60
PROFISSÃO DOCENTE
Sim
3
60
PROJETOS INTEGRADORES 2
Sim
3
30
30
60
240
180
420
TOTAL
3
Total
ESTUDOS DO CORPO 1
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO
2
Semestral
60
60
DANÇAS POPULARES DO BRASIL
Sim
3
20
40
60
ESTUDO DO MOVIMENTO 3
Sim
3
20
40
60
FILOSOFIA E ESTÉTICA DA DANÇA
Sim
3
60
60
FISIOLOGIA APLICADA A DANÇA
Sim
3
60
60
DISCIPLINA ELETIVA
Não
2
20
POLÍTICA DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
Sim
4
80
PROJETOS INTEGRADORES 3
Sim
3
20
40
60
ANÁLISE E PERCEPÇÃO MUSICAL
Sim
3
20
40
60
300
180
480
TOTAL
20
40
80
36
4
ESTUDOS DO MOVIMENTO 4
Sim
3
20
40
60
DANÇAS TRADICIONAIS DOS POVOS 1
Sim
3
30
30
60
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR
Sim
3
60
METODOLOGIAS DO ENSINO DA DANÇA 1
Sim
2
20
DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
Sim
4
80
PROJETOS INTEGRADORES 4
Sim
3
20
40
60
DISCIPLINA ELETIVA
Não
2
20
20
40
IMPROVISAÇÃO EM DANÇA
Sim
3
20
40
60
270
190
460
TOTAL
5
60
20
40
80
DANÇAS TRADICIONAIS DOS POVOS 2
Sim
3
20
40
60
METODOLOGIAS DO ENSINO DA DANÇA 2
Sim
2
20
20
40
PESQUISA EDUCACIONAL
Sim
3
60
DISCIPLINA ELETIVA
Não
2
20
APRENDIZAGEM
Sim
4
80
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 1
Sim
5
20
80
100
PROJETOS INTEGRADORES 5
Sim
3
20
40
60
240
200
440
60
20
40
PLANEJAMENTO, CURRÍCULO E AVALIAÇÃO DA
TOTAL
80
DISCIPLINA ELETIVA
Não
2
20
20
40
DANÇA COM CORPOS DIFERENCIADOS
Sim
3
30
30
60
COMPOSIÇÃO COREOGRÁFICA
Sim
3
20
40
60
PESQUISA EM DANÇA
Sim
2
40
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 2
Sim
5
20
80
100
PROJETOS INTEGRADORES 6
Sim
2
20
20
40
Sim
4
80
6
40
PROJETO PEDAGÓGICO, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO
DO TRABALHO ESCOLAR
TOTAL
80
230
190
420
FUNDAMENTOS DA CENOGRAFIA
Sim
3
30
30
60
DISCIPLINA ELETIVA
Não
2
20
20
40
PROJETO DE MONTAGEM CÊNICA
Sim
4
80
80
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3
Sim
5
20
80
100
PROJETOS INTEGRADORES 7
Sim
3
20
40
60
LIBRAS
Sim
3
30
30
60
120
280
400
7
TOTAL
37
DANÇA NA ESCOLA
Sim
3
DANÇA E EDUCAÇÃO
Sim
3
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 4
Sim
5
DISCIPLINA ELETIVA
Não
2
30
30
60
60
60
20
80
100
20
20
40
70
190
260
8
TOTAL
DISTRIBUIÇÃO DA CARGA HORÁRIA POR COMPONENTE CURRICULAR
COMPONENTES CURRICULARES
HORA AULA
HORA RELÓGIO
PERCENTUAL
50 MIN
60 MIN
Disciplinas obrigatórias
2.680
2.233
69,65%
Disciplinas eletivas obrigatórias
160
133
4,15%
Estágio Supervisionado
480
400
12,48%
Atividades complementares
240
200
6,24%
TCC
288
240
7,48%
Atividades curriculares de extensão*
(384)
(320)
--------
Carga horária total
3.848
3.206
100%
* A carga horária das atividades curriculares de extensão já está inclusa em outros
componentes curriculares, como orienta a Meta 12 do Plano Nacional de Educação
(Lei nº 13.005/2014), que preconiza a obrigatoriedade de 10% da carga horária dos
cursos de graduação, para atividades de extensão.
38
DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS COMPONENTES CURRICULARES
COMPONENTES CURRICULARES CURSO DE LICENCIATURA EM DANÇA
7,48
6,24
DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS
DISCIPLINAS ELETIVAS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO
ATIVIDADES COMPLEMENTARES
TCC
12,48
4,15
69,65
PRÉ-REQUESITOS:
DISCIPLINA
PRÉ-REQUESITO
Estágio Supervisionado 2
Estágio Supervisionado 1
Estágio Supervisionado 3
Estágio Supervisionado 1 e 2
Estágio Supervisionado 4
Estágio Supervisionado 1, 2 e 3
Estudos do Corpo 2
Estudos do Corpo 1
História e Estética da Dança 2
História e Estética da Dança 1
Cinesiologia Aplicada a Dança
Anatomia Aplicada a Dança
Fisiologia Aplicada a Dança
Anatomia Aplicada a Dança
Danças Tradicionais dos Povos 2
Danças Tradicionais dos Povos 1
Composição Coreográfica
Estudos do Corpo 1 e 2
Estudos do Movimento 1,2,3 e 4
Projeto de Montagem Cênica
Estudos do Corpo 1 e 2;
Estudos do Movimento 1,2,3 e 4;
Composição Coreográfica
Balé Clássico 2
Balé Clássico 1
Balé Clássico 3
Balé Clássico 1 e 2
Metodologias do Ensino da Dança 2
Metodologias do Ensino da Dança 1
Estudos do Movimento 2, 3 e 4
Estudos do Movimento 1
39
11.2- FLEXIBILIZAÇÃO CURRICULAR
De acordo com o Projeto Pedagógico Institucional – PPI da UFAL, a
flexibilização curricular é um dos princípios básicos da formação do graduando que no
exercício de sua autonomia pode e deve incorporar outras formas de aprendizagem
na sua formação profissional. A oferta das disciplinas eletivas não se caracteriza como
a única opção para uma flexibilização curricular, no entanto, oferece uma ampliação
de conteúdos relacionados a área da dança que contribuirão para a formação do
profissional.
Com a escolha de embasar a formação do licenciado em dança a partir das
danças da cultura popular e do Sistema Laban, as disciplinas voltadas para o ensino
de estilos específicos de dança, serão ofertadas no quadro de disciplinas eletivas com
o intuito de oferecer aos discentes a possibilidade de eleger àquelas que seja de seu
maior interesse.
Além da oferta de disciplinas eletivas, o Curso de Licenciatura em Dança da
UFAL, aplica o princípio da flexibilização curricular a partir das seguintes ações:
1 - Análise cuidadosa da utilização ou não de pré-requisitos entre as disciplinas, para
facilitar ao aluno uma melhor organização do seu currículo. Assim, os discentes
ficarão mais livres para cumprir disciplinas que fazem parte dos semestres diferentes
do que ele está cursando, ajudando-os, desta forma, a atualizar e/ou adiantar o seu
processo de integralização no curso;
2 - Aproveitamento de atividades extracurriculares, devidamente comprovadas, para
contabilização de carga horária e dispensa de disciplinas, tais como: disciplinas
cursadas em outros cursos, atividades de prática docente, programas de mobilidade
ou intercâmbio estudantil.
QUADRO DE DISCIPLINAS ELETIVAS
Carga horária
Período
Disciplinas eletivas
Obrigatória
Semanal
Teórica
Prática
Semestral
Total
0
TÓPICOS ESPECIAIS EM DANÇA 1
Não
2
20
20
40
0
TÓPICOS ESPECIAIS EM DANÇA 2
Não
2
20
20
40
0
ILUMINAÇÃO CÊNICA
Não
2
20
20
40
0
DANÇA E OS ELEMENTOS DA NATUREZA
Não
2
20
20
40
0
DANÇA, GÊNERO E IDENTIDADE RACIAL
Não
2
40
--
40
40
0
BALÉ CLÁSSICO 1
Não
2
20
20
40
0
BALÉ CLÁSSICO 2
Não
2
20
20
40
0
BALÉ CLÁSSICO 3
Não
2
20
20
40
0
DANÇAS E CANTIGAS DA INFÂNCIA
Não
2
20
20
40
0
DANÇAS CIRCULARES
Não
2
20
20
40
11.3- INTERDISCIPLINARIDADE
A interdisciplinaridade, outro princípio básico da formação do discente,
pressupõe estratégias conciliadoras dos conhecimentos próprios de cada área, com o
objetivo de estabelecer conexões entre elas, para uma melhor complementariedade e
colaboração na resolução de problemas.
Pensando na interdisciplinariedade dos conteúdos ofertados pelo Curso de
Licenciatura em Dança, semestralmente, são realizadas reuniões pedagógicas do
Núcleo Docente Estruturante - NDE, em parceria com os docentes do curso, no intuito
de compartilhar os conteúdos que serão trabalhados em cada semestre, buscando
uma conexão entre os mesmos, que auxiliarão os discentes a pensarem de modo
sistemático e flexível. Assim, a partir das reuniões onde cada docente toma
conhecimento dos conteúdos das disciplinas que serão trabalhadas no semestre,
articulam-se ações que fortaleçam as conexões entre elas. A exemplo disto, podemos
citar a interdisciplinaridade entre a disciplina de Organização do Trabalho Acadêmico
com as demais disciplinas do semestre, onde, os conteúdos de elaboração de
resumos, resenhas e fichamentos são aplicados por todos os docentes responsáveis
pelas demais disciplinas.
Os Projetos Integradores que integram a estrutura curricular do curso, do
primeiro ao sétimo semestre, se estabelecem como uma ponte entre o ambiente da
dança local e o mercado de trabalho, a partir da articulação entre todos os
conhecimentos desenvolvidos nas disciplinas de cada semestre.
11.4- RELAÇÃO TEORIA PRÁTICA
A articulação entre teoria e prática, possibilita que os discentes entrem em
contato com diversas situações-problema e os preparem para resolvê-las. Essa
experiência retira o discente da condição de mero receptor de informações, tornandoo sujeito na produção do conhecimento. Assim, toda atividade prática se constituirá
41
em oportunidade para o discente refletir e teorizar, amparado por conteúdos teóricos e
metodológicos, que servirão de aporte na sua atuação prática.
Nas licenciaturas dos cursos de arte, as articulações entre a teoria e a prática,
possuem especificidades na formação de professores. Tomando como base as
Diretrizes Gerais para as Licenciaturas/SESU e os PCN, o Curso de Licenciatura em
Dança está pautado, metodologicamente, na articulação teórico-prática, na solução de
situações-problema e na reflexão sobre a atuação profissional. A cada semestre, o
curso pretende garantir os meios necessários para que as experiências práticas
permitam a construção de conhecimentos fundamentais para a atuação do professor,
atrelando, assim, o antigo binômio teoria e prática.
11.5- TRANSVERSALIDADE
A Transversalidade se caracteriza por temáticas que atravessam e perpassam
os diferentes campos do conhecimento. Porém, para atender a esta demanda social,
não se trata de qualquer temática, mas àquelas relacionadas a conceitos éticopolítico-sociais, atrelados para a melhoria da sociedade e da humanidade. Os temas
transversais podem ser voltados à educação em valores; voltados a respostas aos
problemas sociais, conectando a escola à vida das pessoas; e devem ser abertos à
incorporação de novos problemas sociais.
A transversalidade no Curso de Dança, como já explicitado anteriormente neste
Projeto, é contemplada através da Disciplina de Dança, Gênero e Identidade Racial,
que tem como foco, a análise e compreensão das cenas e vozes da realidade
encontrada nas escolas, grupos e famílias, além de possibilitar a intersecção de
gênero e raça nas vivências das artes, como também, as possibilidades da dança
como conteúdo formativo para os gêneros e raça. Outra disciplina que trabalha a
transdisciplinaridade intitula-se Dança e os Elementos da Natureza, abordando
questões relacionadas ao meio ambiente e a natureza como um todo. Outro item que
pode se caracterizar como tema transversal, se refere aos direitos humanos,
abordado, principalmente, na disciplina Dança com Corpos Diferenciados.
12- CONTEÚDOS CURRICULARES
12.1- Educação Ambiental
O Decreto n. 4.281, de 25 de junho de 2002, regulamenta a Lei no 9.795, de 27
de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras
providências. A Resolução CNE/CP nº 02/2012 define formas de sua implementação
nos currículos dos cursos superiores.
42
No âmbito do Curso de Dança, este tema é contemplado na Disciplina eletiva
Dança e os Elementos da Natureza, que aborda a relação da dança com os quatro
elementos da natureza – terra, água, fogo e ar. O tema é desenvolvido de forma
teórico-prático vivencial, a partir do conhecimento das características simbólicas e
psicológicas de cada elemento. Os conteúdos trabalhados despertam a consciência
para uma ecologia interior e sua conexão com a própria natureza. Ao estabelecer essa
conexão, propomos uma reflexão para uma relação amorosa e comprometida com o
meio ambiente. Como embasamento teórico, nos apoiamos nas obras do Físico e
Ambientalista Fritjof Capra; do Psicólogo e Astrólogo Stephen Arroyo e do Sacerdote
Tibetano Tenzin W. Riponche.
12.2- Relações Étnico Raciais e História e Cultura Afro-brasileira, Africana e
Indígena.
Em atenção a Lei 10.639/2003, à Lei 11.645/2008 e da Resolução CNE/CP
01/2004, fundamentada no Parecer CNE/CP 03/2004 que dispõe sobre as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação de Relações Étnico Raciais e para o Ensino
de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena, os PPC da UFAL vem
tratando a temática de forma transversal, nas disciplinas de Danças Tradicionais dos
Povos 1 e 2; Danças de Alagoas; Danças do Brasil e Dança, Gênero e Identidade
Racial. Para tanto, os referenciais teóricos estão pautados em autores como: Gerard
Bornheim; Stuart Haal; Renato Ortiz; Mário de Andrade; José Maria Tenório Rocha;
Telma César Cavalcanti; Nadir Nóbrega Oliveira; Roque de Barros Laraia; Maria
Cândida Moraes; Micea Eliade, dentre outros.
12.3- Educação em Direitos Humanos.
A Educação em Direitos Humanos na UFAL adequa-se à Resolução CNE/CP
nº. 01/2012.
Para os cursos de Licenciatura, a Resolução CONSUNI/UFAL 59/2014
estabelece que a temática dos direitos humanos deverá atender à legislação
específica. Nesta perspectiva, o art. 8º da Resolução CNE/CP 01/2012 determina:
Art. 8º - A Educação em Direitos Humanos deverá orientar a formação inicial e
continuada de todos (as) os (as) profissionais da educação, sendo componente
curricular obrigatório nos cursos destinados a esses profissionais. Assim, sua
inserção nos cursos de licenciatura deve ocorrer sob a forma de disciplina de
oferta obrigatória, contribuindo para a formação de professores. Ainda, em
atendimento ao Art. 12 da mesma resolução, podem ser programadas ações de
43
extensão voltadas para a promoção de direitos humanos considerando o
contexto em que a IES se insere.
O curso de Licenciatura em Dança, trata a temática de Educação de Direitos
Humanos, dialogando com a disciplina obrigatória Dança com Corpos Diferenciados e
com a disciplina eletiva Dança, Gênero e Identidade Racial.
12.4- Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS
De acordo com o Art. 3º do Decreto nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005, que
regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua
Brasileira de Sinais - Libras, e o Art. 18° da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de
2000, na Licenciatura em Dança, LIBRAS se constitui como uma disciplina obrigatória
ofertada no sétimo período. Dessa forma, os discentes que optarem em realizar suas
práticas de Estágio Supervisionado em escolas e/ou Instituições que atendam a
pessoas surdas, terão um suporte básico para a comunicação com esses indivíduos.
13- ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
A Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, define o estágio como “o ato
educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à
preparação para o trabalho produtivo do estudante”. A Resolução 71/2006 do
CONSUNI vai disciplinar o funcionamento dos Estágios Curriculares dos Cursos de
Graduação da Universidade Federal de Alagoas.
O Estágio curricular supervisionado é o espaço de articulação entre a teoria e a
prática, de maneira que contribui para os/as discentes refletirem sobre as suas
atuações, respeitando as realidades das instituições de ensino, cujas reflexões
possibilitam as intervenções positivas nos espaços escolares observados. Os
embasamentos teóricos e as participações dos/das discentes nas reuniões
pedagógicas e em outras ações das escolas, proporcionam uma compreensão sobre
a Dança como linguagem artística, o desenvolvimento da imaginação, da
sensibilidade e da autonomia do sujeito.
No âmbito do curso de Licenciatura em Dança, o Estágio Supervisionado é
regido pela Instrução Normativa nº 001/2009, que normatiza os procedimentos para a
realização do Estágio Supervisionado do curso de Licenciatura em Dança e dá outras
providências. Essa Instrução Normativa, baseia-se na Resolução 71/2006 –
CONSUNI/UFAL, que disciplina os Estágios Curriculares dos cursos de Graduação da
44
UFAL, assim como, na Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, que dispõe sobre o
Estágio de Estudantes.
De acordo com o Art. 2º da Instrução Normativa nº 001/2009, o Estágio
Curricular Supervisionado, deve ser cumprido em Instituições ligadas a rede oficial de
educação básica, pública e privada, abrangendo os ensinos fundamentais e médio,
podendo incluir também a educação de jovens e adultos, as comunidades indígenas e
quilombolas,
as
pessoas
com
necessidades
especiais,
Organizações
Não
Governamentais – ONG e academias de dança do Estado. Este Artigo possui três
parágrafos que complementam as instruções contidas no mesmo. No parágrafo
primeiro do artigo, acima citado, fica estabelecido que parte do Estágio Curricular
Supervisionado poderá ser realizado na Escola Técnica de Artes – ETA, já que a
mesma se encontra vinculada à UFAL, de acordo com o Artigo 7º, parágrafo 1º da
Resolução CNE/CES nº 003/2004. No parágrafo segundo, fica estabelecido que os
Projetos de extensão universitária, na forma de docência, poderão ser contemplados
como atividade de estágio, quando os mesmos estiverem ligados a um projeto de
pesquisa, ou quando sob a coordenação de docentes vinculados ao curso de
Licenciatura em Dança da UFAL. No parágrafo terceiro, as atividades de monitoria
poderão ser equiparadas ao Estágio de Observação, conforme a Lei nº 11.788/2008.
De acordo com o Artigo 4º da Instrução Normativa, 001/2009, o Estágio
Curricular Supervisionado, terá carga horária de 400 horas e será oferecido a partir do
quinto semestre letivo, sendo distribuídas da seguinte forma:
Estágio Supervisionado 1 (100 horas) – Abrange os estudos teóricos das
Leis e dos PCN;
Estágio Supervisionado 2 (100 horas) - 40 horas de regência, 40 horas de
observação e 20 horas para seminários.
Estágio Supervisionado 3 (100 horas) - 40 horas de regência, 40 horas de
observação e 20 horas para seminários.
Estágio Supervisionado 4 (100 horas) - 40 horas de regência, 40 horas de
observação e 20 horas para seminários.
Esse Artigo possui quatro parágrafos que complementam as instruções do
Artigo, acima citado. No parágrafo primeiro, as disciplinas do Estágio Supervisionado
1, 2, 3 e 4, serão pré-requisitos para a matrícula de cada semestre. No parágrafo
segundo, a carga horária de Estágio poderá ser reduzida em até 200 horas da carga
prevista, para integralização do Estágio Curricular Supervisionado, quando o
estudante atuar na docência em dança, conforme o parágrafo único do Artigo 1º da
45
Resolução CNE/CP nº 02, de 19 de fevereiro de 2002, assim como da Instrução
Normativa nº 01 PROGRAD/Fórum dos Colegiados, que Disciplina a redução da carga
horária de estágio curricular supervisionado para os alunos dos cursos de Licenciatura
da UFAL que exercem atividade docente, regular, na Educação Básica.
Esta Instrução Normativa está disponível nos anexos deste Projeto.
● Estágio curricular supervisionado: relação com a rede de escolas da
Educação Básica; relação entre licenciandos, docentes e supervisores da
rede de escolas da Educação Básica; relação teoria e prática
O estágio curricular supervisionado previsto/implantado na Licenciatura em
Dança, está regulamentado/institucionalizado e promove, de maneira excelente,
relação com a rede de escolas da Educação Básica, considerando, os aspectos:
acompanhamento pelo docente nas atividades no campo da prática, ao longo do
semestre, com vivência da realidade escolar de forma integral, incluindo participação
em conselhos de classe/reunião de professores; parceria entre docentes da UFAL,
licenciandos e docentes da Educação Básica, incluindo o supervisor de estágio,
acompanhamento e participação do licenciando em atividades de planejamento,
desenvolvimento e avaliação realizadas pelos docentes da Educação Básica,
participação dos docentes da Educação Básica no processo de orientação e formação
dos licenciandos; articulação entre o currículo do curso e aspectos práticos da
Educação Básica, embasamento teórico das atividades planejadas e desenvolvidas
no campo da prática, reflexão teórica acerca de situações vivenciadas pelos
licenciandos em contextos de educação formal e não formal e produção acadêmica
que articula a teoria estudada e a prática vivenciada.
14- ATIVIDADES COMPLEMENTARES
Segundo o Artigo 8° das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de
Graduação em Dança, presente na Resolução nº 3 de 8 de março de 2004, as
atividades complementares são componentes curriculares que possibilitam o exercício
de habilidades e competências do discente, tanto no âmbito da Universidade quanto
fora dele, que incluem práticas de estudos e atividades independentes, de forma
interdisciplinar, colaborando para a sua aproximação com o mercado de trabalho, com
as diferentes manifestações artístico culturais, com as inovações tecnológicas e com a
comunidade.
Baseado na Resolução CNE/CP2-2002, o Curso de Licenciatura em Dança da
UFAL, estabelece que as atividades complementares são obrigatórias, devendo o
46
discente cumprir com uma carga horária mínima de 200 horas para atividades
acadêmicas, científicas, culturais, de ensino, pesquisa, extensão e de representação
estudantil.
A partir do ingresso do discente na graduação de dança, serão contabilizadas
as atividades nas seguintes modalidades:
1- Participação em programas de Monitoria, com ou sem bolsa;
2- Participação em seminários e eventos acadêmicos;
3- Apresentação de pesquisas em Congressos Científicos;
4- Participação em cursos, disciplinas optativas, atividades de ensino e oficinas em
áreas afins, oferecidas dentro ou fora da Universidade;
5- Participação em projetos de iniciação científica, iniciação à docência e pesquisa e
outras ações de caráter científico de produção individual ou coletiva;
6 - Participação em mostras coreográficas, espetáculos de dança e performances, sob
forma de direção geral, direção coreográfica, assistência, atuação, iluminação,
cenografia, criação e confecção de figurinos, entre outros.
7 - Produção e coordenação de eventos culturais na área da dança;
8 - Realização de trabalhos coreográficos em eventos escolares, grupos que
desenvolvam atividades vinculadas às danças da cultura popular e academias de
dança;
9 - Realização de ações de extensão junto a comunidade;
10 - Participação em grupos de estudos do curso de Licenciatura em Dança;
11 - Participação em atividades administrativas, órgãos colegiados e entidades
estudantis como Centros Acadêmicos - CA e o Diretório Central dos Estudantes
-DCE .
O Colegiado do Curso de Licenciatura em Dança, fará avaliação dos casos
omissos nas modalidades, acima citadas, decidindo sobre sua validade para a
integralização da carga horária como atividade complementar.
Para o compto da carga horária das atividades complementares, o discente
deverá preencher o formulário de solicitação para o registro das mesmas, onde ele
listará as atividades realizadas durante sua vida acadêmica. Esse formulário será
fornecido na Coordenação do curso de dança e deverá ser entregue ao Coordenador,
juntamente com as cópias de comprovação das atividades realizadas, devidamente
autenticadas. Os documentos comprobatórios se caracterizam por: diplomas,
certificados, declarações, materiais gráficos, entre outros.
47
A entrega do formulário de solicitação e dos documentos comprobatórios
deverão ser entregues na coordenação do curso até o semestre anterior a conclusão
do curso.
14.1- QUADROS DAS ESPECIFICAÇÕES DAS ATIVIDADES COMPLEMENTARES:
ATIVIDADES ACADÊMICAS DE ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E
REPRESENTAÇÃO ESTUDANTIL
Atividade
Documentos de
Comprovação
Valor em Horas
Atividades de monitoria em Documento emitido pela Até 40 horas por semestre,
disciplinas de graduação. Coordenação de Monitoria respeitando o teto de 80
ou
pelo
Professor horas para o total de
responsável
pela atividades deste tipo.
disciplina.
Atividades de monitoria em Documento emitido pela Até 40 horas por semestre,
ambientes acadêmicos da Coordenação responsável respeitando o teto de 80
UFAL.
pela monitoria.
horas para o total de
atividades deste tipo.
Disciplina eletiva, cursada Histórico Escolar.
e com aprovação, na UFAL
ou em outra IES.
Até 60 horas.
Atividades de pesquisa Documento emitido pelo 90 horas por ano de bolsa,
com bolsa (Instituições Órgão que financiou a respeitando o teto de 180
fomentadoras de pesquisa pesquisa que comprove a horas
para
atividades
científica).
aprovação do relatório final deste tipo.
ou parcialmente.
Atividades de
sem bolsa.
pesquisa Documento emitido pelo Até 40 horas por semestre,
orientador da atividade, respeitando o teto de 80
onde deve constar uma horas para o total de
breve
descrição
da atividades deste tipo.
atividade, seus objetivos e
uma
avaliação
do
desempenho do aluno.
Esse documento terá a
apreciação e aprovação do
Colegiado do Curso de
Dança.
Atividades
com bolsa
extensão Documento que ateste a 90 horas por ano de bolsa,
participação do aluno no respeitando o teto de 180
Projeto
e
seu horas
para
atividades
desempenho, emitido pelo
de
48
órgão financiador.
Atividades
sem bolsa
de
deste tipo.
extensão Documento que ateste a Até 40 horas por semestre,
participação do aluno no respeitando o teto de 80
Projeto
e
seu horas para o total de
desempenho, emitido pelo atividades deste tipo.
orientador.
Representação estudantil- Atas
ou
documentos 60 horas por ano de
Colegiado da Graduação, similares que atestem a mandato, respeitando o
CA, DCE e UNE.
nomeação e/ou término do teto de 120 horas para o
mandato, emitidas pelo total de atividades deste
Órgão Colegiado.
tipo.
ATIVIDADES DE CARÁTER CIENTÍFICO E DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
Atividade
Documentos de
Valor em Horas
Comprovação
Participação como ouvinte, Certificado de participação Igual à carga horária
em minicursos, cursos de emitido
pela
entidade especificada no certificado
extensão,
oficinas, promotora, constando a de
participação,
seminários, entre outros.
carga horária da atividade. respeitando o teto de 60
horas para o total de
atividades deste tipo.
Apresentação
de Certificado
de 10
horas
por
comunicações ou posters apresentação emitido pelo comunicações ou posters
em eventos científicos.
evento.
apresentados, ou carga
horária apresentada no
certificado de participação,
respeitando o teto de 80
horas
para
atividades
deste tipo.
Publicação de trabalhos Cópia
do
material 10 horas por publicações
completos em anais de publicado e certificado do em anais, respeitando o
eventos científicos.
organizador dos anais do teto de 40 horas para
evento.
atividades deste tipo.
Publicação de resumos em Cópia
do
material 05 horas por resumo
anais
de
eventos publicado e certificado do publicado
em
anais,
científicos.
organizador dos anais do respeitando o teto de 20
evento.
horas
para
atividades
deste tipo.
Publicação de artigos em Cópia
do
periódicos de divulgação publicado.
material 30
horas
por
artigo
publicado respeitando o
científica com ISSN
Conselho Editorial.
49
teto de 60 horas para
atividades deste tipo.
e
Publicação de artigos em Cópia
do
periódicos de divulgação publicado.
científica ou de caráter não
científico.
material 15
horas
por
artigo
publicado respeitando o
teto de 60 horas para
atividades deste tipo.
Desenvolvimento
ou Cópia
do
material 20 horas por material
participação
no desenvolvido e certificado desenvolvido respeitando
desenvolvimento
de do
Coordenador
ou o teto de 80 horas para
material
informacional organizador do projeto.
atividades deste tipo.
( divulgação científica) ou
didático (livros, CD-ROM.
Vídeos, exposições)
Desenvolvimento
ou Cópia
do
material 20 horas por material
participação na elaboração desenvolvido e certificado desenvolvido respeitando
de
instrumentos
de do
Coordenador
ou o teto de 80 horas para
pesquisa,
guias
ou organizador do projeto.
atividades deste tipo.
catálogos de acervo de
memória e/ou exposições.
Organização
participação
organização de
científicos.
ou Certificado de participação 10 horas por evento
na emitido
pela
entidade organizado, respeitando o
eventos promotora.
teto de 40 horas para
atividades deste tipo.
ATIVIDADES ARTÍSTICAS E CULTURAIS
Atividade
Documentos de
Comprovação
Valor em Horas
Produção ou participação Documentos
que 20 horas por produção,
na produção de atividades comprovem a participação respeitando o teto de 80
artísticas
(dança, do aluno na atividade.
horas para o total de
performance,
teatro,
atividades deste tipo.
vídeos,
artes
visuais,
curadoria,
literatura,
música, etc).
(sujeito a aprovação do
Colegiado).
Participação com direção Folders ou certificado de 30 horas por produção,
ou atuação em Festivais participação.
respeitando o teto de 60
de Artes Cênicas.
horas para o total de
atividades deste tipo.
50
Participação técnica em Folder ou certificado de 20 horas por produção,
Festivais de Artes Cênicas. participação.
respeitando o teto de 40
horas para o total de
atividades deste tipo.
Participação em oficinas, Certificado de participação Igual à carga horária
cursos
ou
minicursos emitido
pela
entidade especificada no certificado
relacionados
as promotora, constando a de
participação,
manifestações artísticas e carga horária da atividade. respeitando o teto de 60
culturais.
horas para o total de
atividades deste tipo.
Outras
atividades
de Certificado de participação 15 horas por atividade,
caráter artístico ou cultural. emitido
pela
entidade respeitando o teto de 45
promotora, constando a horas para o total de
(Sujeito a aprovação do carga horária da atividade. atividades deste tipo.
colegiado).
ATIVIDADES DE CARÁTER TÉCNICO E EDUCATIVO
Atividade
Documentos de
Valor em Horas
Comprovação
Visitas técnicas a museus, Certificado da instituição Igual à carga horária
arquivos,
centros
de promotora
ou
do especificada no certificado
documentação e outras coordenador do projeto, de
participação,
instituições voltadas ao constando carga horária.
respeitando o teto de 40
enriquecimento cultural e
horas para o total de
artístico.
atividades deste tipo.
Traduções
de
artigos, Cópia
do
produção de resenhas, publicado.
editoração, diagramação e
revisão técnica de material
publicado em periódicos
acadêmicos com ISSN e
política seletiva.
material 20 horas por material
publicado, respeitando o
teto de 40 horas para o
total de atividades deste
tipo.
Realização de trabalhos A critério do Colegiado do A critério do Colegiado do
voltados a educação e/ou Curso.
Curso respeitando ob teto
alfabetização de jovens e
de 60 horas para o total de
adultos.
(Sujeitos
a
atividades deste tipo.
aprovação do Colegiado)
Realização de trabalhos A critério do Colegiado do A critério do Colegiado do
voltados a promoção do Curso.
Curso respeitando o teto
exercício da cidadania.
de 60 horas para o total de
(Sujeito a aprovação do
atividades deste tipo.
51
Colegiado)
Participação em oficinas, Certificado de participação Igual à carga horária
cursos
ou
minicursos emitido
pela
entidade especificada no certificado
relacionadas
ao promotora, constando a de
participação,
aprendizado de técnicas carga horária da atividade. respeitando o teto de 60
ligadas a dança.
horas para o total de
atividades deste tipo.
Outras
atividades
de A critério do Colegiado do 10 horas por atividade,
caráter
técnico
ou Curso.
respeitando o teto de 30
educativo.
(Sujeito
a
horas
para
atividades
aprovação do Colegiado)
deste tipo.
15- TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO -TCC
O Trabalho de Conclusão de Curso - TCC está institucionalizado através da
Resolução Nº 25/2005 - CEPE, de 26 de outubro de 2005 que em seu Art. 18 afirma:
“O Trabalho de Conclusão de Curso - TCC é componente curricular obrigatório em
todos os Projetos Pedagógicos dos Cursos da UFAL”.
O TCC não se constitui como disciplina, não tendo, portanto, carga horária fixa
semanal, sendo sua carga horária total prevista no PPC, de 240 horas, e computada
para a integralização do Curso.
Nesta perspectiva, cada PPC toma para si a responsabilidade de definir a
forma de realização, acompanhamento, apresentação e avaliação do TCC,
estabelecendo normas próprias.
Tendo como referência a Instrução Normativa N°2 PROGRAD/Fórum das
Licenciaturas, de 27 de setembro de 2013, o Curso de Licenciatura em Dança,
estabelece que o Trabalho de Conclusão de Curso -TCC se constituirá numa atividade
de monografia e/ou artigo de conclusão de curso. Este trabalho, de caráter
teórico/prático, buscará articular ensino, pesquisa e extensão, a partir do perfil
profissional definido pelo curso.
O TCC será desenvolvido individualmente e consistirá de uma pesquisa voltada
para um determinado tema, de interesse do discente, que tenha relação com o curso
no qual ele está se graduando. O Padrão UFAL de Normatização será,
preferencialmente, a referência para elaboração do TCC.
A partir do quinto período, os alunos iniciarão a elaboração do anteprojeto de
pesquisa que será desenvolvida na disciplina obrigatória Pesquisa Educacional em
52
Dança, e contará com uma primeira orientação do professor responsável pela
Coordenação de TCC.
A elaboração do anteprojeto de pesquisa, com ou sem encenação, deve conter
os seguintes itens: título, introdução, objetivo geral, objetivos específicos, justificativa,
perspectiva teórico-metodológica, cronograma e referências. O anteprojeto deve
conter entre cinco e oito páginas, em formato A-4, espaçamento 1,5, fonte Times new
Roman ou Arial, N° 12. Na capa do anteprojeto deverá ser indicado o nome do
discente, o título da pesquisa, a linha de pesquisa e dois possíveis nomes de
Professores Orientadores, cujas áreas de atuação tenham alguma relação com o
tema pesquisado.
Os discentes serão encaminhados pelo Coordenador de TCC aos orientadores
pretendidos, em função das particularidades de cada projeto. Será dada a preferência
aos orientadores do quadro efetivo e/ou substituto do Curso de Dança.
Extraordinariamente, quando se constatar que um determinado anteprojeto poderá ser
melhor orientado por outro professor, devidamente inserido no setor de artes da UFAL
(música, teatro, dança), ou mesmo na Escola Técnica de Artes-ETA/ICHCA/UFAL, e
ainda, posteriormente, pertencer a outra Unidade, a Coordenação, em parceria com o
Colegiado do Curso poderá analisar a viabilidade desse professor efetuar a orientação
dessa pesquisa.
As orientações serão realizadas por meio de encontros entre o orientador e o
orientando, estabelecidos previamente e de comum acordo, podendo até estabelecer
outras formas de comunicação disponíveis como internet, skype, entre outros.
SISTEMA DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DE TCC
O desenvolvimento das atividades previstas no cronograma do anteprojeto,
será acompanhado pelo Coordenador do TCC, que avaliará os seguintes aspectos:
alcance dos objetivos propostos no anteprojeto; desenvolvimento das ações previstas;
cumprimento do cronograma do anteprojeto; e desempenho do discente e do docente.
O desempenho dos discentes, quanto ao aproveitamento e produção
acadêmica, receberá atenção especial. Nesse sentido, será enfatizado o contato dos
discentes com seus orientadores, a fim de que tenham um estudo crescente e
aprofundado que lhes permitam a construção do seu TCC.
O conjunto dos relatórios semestrais dos discentes, também se constituirá num
instrumento de acompanhamento do desenvolvimento do anteprojeto de pesquisa. Os
resultados do anteprojeto serão discutidos em conjunto pela coordenação do TCC,
53
Núcleo Docente Estruturante, orientador e orientando, que buscarão ações para
aprimorar os trabalhos, assim como, corrigir possíveis desvios.
O cumprimento das ações acima expostas, levará o discente a conscientização
de realizar um trabalho de caráter acadêmico/científico, como conclusão de curso.
A apresentação final do TCC ocorrerá ao final do oitavo período. Caso o
discente extrapole esse prazo, deverá realizar matrícula vínculo a cada semestre, até
a apresentação do TCC.
O TCC do Curso de Licenciatura em Dança está normatizado pelo Colegiado
do Curso e pelo Núcleo Docente Estruturante – NDE, em forma de Instrução
Normativa, apresentando de forma detalhada as atribuições do Coordenador de TCC,
dos orientadores, discentes, assim como das regras a serem seguidas no
desenvolvimento do TCC e suas modalidades de apresentação. O referido
documento, está sendo reformulado e se encontra nos anexos deste projeto.
16- TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – TIC
O local onde o Curso de Licenciatura em Dança está inserido, possui um
laboratório de informática, com seis computadores, conectados à internet, onde os
alunos podem ter acesso a consulta de artigos, vídeos de dança e construção de
trabalhos para as disciplinas do curso de dança.
A implantação de plataforma de ensino e a capacitação dos docentes da UFAL
para o uso das ferramentas da Tecnologia da Informação e da Comunicação, têm sido
pontos estruturantes para a transformação das aulas tradicionais, levando a
universidade para um novo patamar de interação e facilitando a acessibilidade e a
melhor integração de docentes e discentes às atividades acadêmicas.
Para essa consolidação a UFAL está se comprometendo com duas ações
básicas preponderantes: a) a substituição dos seus sistemas informatizados
acadêmicos e administrativos; b) reestruturação da rede lógica, em especial o
aumento de velocidade e o alcance da rede, permitindo salas de aula
verdadeiramente eletrônicas.
Está, portanto, atenta a novas tendências e desafios para a sociedade em um
mundo contemporâneo e buscando sempre novas práticas pedagógicas.
As
ferramentas
de
Tecnologia
da
Informação
e
da
Comunicação
estão
disponibilizadas por meio de Ambientes Virtuais de Aprendizagem, a Plataforma
Moodle, para aulas na modalidade a Distância e ou semipresencial não ultrapassando
os 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso, conforme orienta a Portaria
MEC Nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004.
54
O uso das TICs, por parte dos estudantes com necessidades educacionais
favorece não só o aprendizado, mas a participação, com autonomia, na vida
acadêmica. Assim, a UFAL possui o Núcleo de Assistência Educacional – NAE –
visando promover e facilitar a acessibilidade pedagógica, metodológica de informação
e comunicação conforme previstas na Política de Acessibilidade. Desta forma, os
docentes são incentivados a buscar junto a esses núcleos orientações sobre o uso
devido dessas tecnologias.
O Curso, sendo presencial, não utiliza o referido percentual da Portaria MEC Nº
4.059, de 10 de dezembro de 2004, no que se refere a destinar os 20% (vinte por
cento) da sua carga horária total, porém utiliza a Tecnologia da Informação e
comunicação como ferramenta de trabalho do professor e do aluno, como: software,
redes sociais, portal do curso, blog, dentre outros recursos, assim como o laboratório
de Informática.
17- AVALIAÇÃO NO CONTEXTO INSTITUCIONAL
A avaliação conforme concebida no Projeto Pedagógico Institucional – PPI – é
um fator de gestão no sentido de possibilitar correções, reorientar práticas
pedagógicas, refletir sobre os projetos pedagógicos, delimitar os obstáculos
administrativos e se processa no âmbito do curso pelo acompanhamento do Projeto
Pedagógico e pela avaliação do processo ensino/aprendizagem. Deste modo, ela se
explicita, de forma clara e objetiva, no Projeto Pedagógico de Curso que, deverá
prever tempo amplo para o processo de sua auto-avaliação pedagógica.
A avaliação é um mecanismo que contribui para as respostas dadas às
demandas da sociedade e da comunidade científica e deve ser entendida como um
processo amplo e co-participativo, respeitando os critérios estabelecidos no
regulamento geral dos cursos de graduação.
Ela transcende a concepção de avaliação da aprendizagem e deve ser
integrada ao PPC como dado que interfira consistentemente na ação pedagógica do
curso, de maneira que garanta a flexibilização curricular e que permita a adequação
do desenvolvimento acadêmico à realidade na qual se insere a UFAL. A avaliação
requer, portanto, por parte de todos os atores envolvidos com o processo educacional,
uma permanente aferição avaliativa do Projeto Pedagógico em relação aos fins préconstituídos, às metas e às ações definidas. Assim, a avaliação deve ser percebida
como movimento de reflexão sobre os constitutivos do processo de ensinoaprendizagem, do plano político-pedagógico e das atividades curriculares.
55
17.1-
PROCEDIMENTOS
DE
AVALIAÇÃO
NO
PROCESSO
DE
ENSINO-
APRENDIZAGEM.
A avaliação do processo ensino-aprendizagem insere-se na própria dinâmica
curricular. A avaliação é, portanto, uma atitude de responsabilidade da instituição, dos
professores e dos alunos acerca do processo formativo. A avaliação que aqui se
propõe não é uma atividade puramente técnica, ela deve ser processual e formativa e
manter coerência com todos os aspectos do planejamento e execução do Projeto
Pedagógico do curso.
A avaliação da aprendizagem considera os aspectos legais determinados na
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – DBEN, no que concerne à aferição
quantitativa do percentual de 75% de presença às atividades de ensino previstas pela
carga horária de cada disciplina e no total da carga horária do curso e qualitativa em
relação ao total de pontos obtidos pelo aluno em cada disciplina.
A avaliação da aprendizagem se fará a partir do que está estabelecido pelo
Conselho Universitário - CONSUNI, na Resolução nº 25/2005 do Conselho de Ensino,
Pesquisa e Extensão – CEPE, nos moldes que seguem:
No plano interno, a avaliação da aprendizagem atende ao Art. 9º da referida
Resolução, que determina que o regime de aprovação do aluno em cada disciplina
será efetivado mediante a apuração da frequência às atividades didáticas e do
rendimento escolar.
Neste entendimento, o Art. 10º afirma que: “Será considerado reprovado por
falta o aluno que não comparecer a mais de 25% (vinte e cinco por cento) das
atividades didáticas realizadas no semestre letivo.
Parágrafo Único - O abono, compensação de faltas ou dispensa de freqüência,
só será permitido nos casos especiais previstos nos termos do Decreto-Lei no 1.044
(21/10/1969), Decreto-Lei nº 6.202 (17/04/1975) e no Regimento Geral da UFAL.
A mesma resolução apresenta um capítulo detalhando como se efetiva a
apuração do rendimento escolar.
Art. 11 - A avaliação do rendimento escolar se dará através de:
(a) Avaliação Bimestral (AB), em número de 02 (duas) por semestre letivo;
(b) Prova Final (PF), quando for o caso;
(c) Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
56
§ 1º – Somente poderão ser realizadas atividades de avaliação, inclusive prova final,
após a divulgação antecipada de, pelo menos, 48 (quarenta e oito) horas, das notas
obtidas pelo aluno em avaliações anteriores.
§ 2º - O aluno terá direito de acesso aos instrumentos e critérios de avaliação e, no
prazo de 02 (dois) dias úteis após a divulgação de cada resultado, poderá solicitar
revisão da correção de sua avaliação, por uma comissão de professores designada
pelo Colegiado do Curso.
Art. 12 - Será também considerado, para efeito de avaliação, o Estágio Curricular
Obrigatório, quando previsto no PPC.
Art. 13 - Cada Avaliação Bimestral (AB) deverá ser limitada, sempre que possível, aos
conteúdos desenvolvidos no respectivo bimestre e será resultante de mais de 01 (um)
instrumento de avaliação, tais como: provas escritas e provas práticas, além de outras
opções como provas orais, seminários, experiências clínicas, estudos de caso,
atividades práticas em qualquer campo utilizado no processo de aprendizagem.
§ 1º - Em cada bimestre, o aluno que tiver deixado de cumprir 01 (um) ou mais dos
instrumentos de avaliação terá a sua nota, na Avaliação Bimestral (AB) respectiva,
calculada considerando-se a média das avaliações programadas e efetivadas pela
disciplina.
§ 2º - Em cada disciplina, o aluno que alcançar nota inferior a 7,0 (sete) em uma das
02 (duas) Avaliações Bimestrais, terá direito, no final do semestre letivo, a ser
reavaliado naquela em que obteve menor pontuação, prevalecendo, neste caso, a
maior
Art. 14 - A Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais será a média aritmética, apurada
até centésimos, das notas das 02 (duas) Avaliações Bimestrais.
§ 1º - Será aprovado, livre de prova final, o aluno que alcançar Nota Final (NF) das
Avaliações Bimestrais, igual ou superior a 7,00 (sete).
§ 2º - Estará automaticamente reprovado o aluno cuja Nota Final (NF) das Avaliações
Bimestrais for inferior a 5,00 (cinco).
Art. 15 - O aluno que obtiver Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais igual ou
superior a 5,00 (cinco) e inferior a 7,00 (sete), terá direito a prestar a Prova Final (PF).
Parágrafo Único - A Prova Final (PF) abrangerá todo o conteúdo da disciplina
ministrada e será realizada no término do semestre letivo, em época posterior às
reavaliações, conforme o Calendário Acadêmico da UFAL.
57
Art. 16 - Será considerado aprovado, após a realização da Prova Final (PF), em cada
disciplina, o aluno que alcançar média final igual ou superior a 5,5 (cinco inteiros e
cinco décimos).
Parágrafo Único - O cálculo para a obtenção da média final é a média
ponderada da Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais, com peso 6 (seis), e da nota
da Prova Final (PF), com peso 4 (quatro).
Art. 17 - Terá direito a uma segunda chamada o aluno que, não tendo comparecido à
Prova Final (PF), comprove impedimento legal ou motivo de doença, devendo
requerê-la ao respectivo Colegiado do Curso no prazo de 48 (quarenta e oito) horas
após a realização da prova.
Parágrafo Único - A Prova Final, em segunda chamada, realizar-se-á até 05
(cinco) dias após a realização da primeira chamada, onde prevalecerá o mesmo
critério disposto no Parágrafo único do Art. 16.
Ao nível do PPC do curso de Licenciatura em Dança, a avaliação da
aprendizagem é condizente com a concepção de ensino aprendizagem que norteia a
metodologia adotada para a consecução da proposta curricular, de forma a fortalecer
a perspectiva da formação integral dos alunos, respeitando a diversidade e a
pluralidade das suas formas de manifestação e participação nas atividades
acadêmicas, sem se distanciar, entretanto, das determinações legais e institucionais.
17.2- PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DO CURSO
O Curso de Licenciatura em Dança se utiliza do seu Colegiado de Curso, bem
como, do Núcleo Docente Estruturante – NDE, para avaliar questões administrativas e
acadêmico/pedagógicas ao final de cada semestre. Essa avaliação servirá de base
para as estratégias de melhoramentos dos itens anteriormente citados, para os
semestres seguintes.
Outra estratégia de avaliação do curso se dá através de formulário próprio, que
é encaminhado aos alunos ao final de cada semestre. Esta avaliação, juntamente com
a realizada pelo Colegiado do Curso e do NDE, embasam os parâmetros de análise
preconizados para a estruturação do semestre subsequente.
17.3- PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO
As ações visando à avaliação dos cursos se orientam pelas normatizações
oriundas da Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior - CONAES - e se
expressa de diferentes formas. Assim, o processo de avaliação do PPC do Curso de
58
Licenciatura em Dança é realizada por uma comissão representativa dos diferentes
segmentos da comunidade acadêmica, com predomínio de docentes, identificada no
Projeto de Auto-avaliação da UFAL como Comissão de Auto-avaliação – CAA,
instalada em cada Unidade Acadêmica e/ou Unidade Educacional, no caso dos campi
interioranos.
O Curso Licenciatura em Dança é avaliado anualmente pela citada Comissão e,
em caráter permanente, pelos membros do Núcleo Docente Estruturante – NDE. Na
primeira situação, o processo é conduzido em primeira instância pela CAA que coleta
dados através de diferentes estratégias junto ao corpo docente, discente e técnico
administrativo da UA ou UE. Há, também, o acesso espontâneo da comunidade
acadêmica através de formulários on-line, disponibilizados, segundo cronograma de
desempenho divulgado pela CPA. Em ambas as situações os participantes se
expressam sobre a condução do Projeto Pedagógico do Curso, entre outros aspectos
como a atuação, a qualificação e a relação com os docentes e as condições da
infraestrutura disponibilizada para a realização das atividades acadêmicas. Desta
forma, os dados computados são organizados e analisados pela Comissão de AutoAvaliação – CAA e enviados para serem consolidados pela CPA/UFAL e incorporados
ao Relatório de Avaliação Institucional, de periodicidade anual.
Em relação ao NDE, há um acompanhamento permanente da implementação e
desenvolvimento do PPC de forma a garantir a melhor qualidade educativa em todas
as suas etapas. Através de reuniões periódicas os seus membros avaliam a
pertinência das disciplinas, seu ordenamento, a atualização da bibliografia
referenciada e as condições de realização de práticas e estágios supervisionados, de
modo a ter condições concretas de intervir sempre que necessária no sentido do
aperfeiçoamento do PPC.
18- COLEGIADO DO CURSO DE LICENCIATURA EM DANÇA
O Colegiado do Curso de Licenciatura em Dança, reune-se, ordinariamente, na
primeira
sexta-feira
de
cada
mês,
no
horário
das
13:30
às
15:30,
e,
extraordinariamente, sempre que se faça necessário. Essa instância é regida pelo
Regimento Geral da Universidade Federal de Alagoas, que em seus Artigos 25 e 26,
estabelece como objetivo do Colegiado de curso de graduação coordenar o
funcionamento acadêmico dos cursos de graduação, seu desenvolvimento e avaliação
permanente. O Colegiado é composto pelos seguintes membros:
•
59
05 (cinco) professores efetivos, vinculados ao Curso e seus respectivos
suplentes, que estejam no exercício da docência, eleitos em Consulta
efetivada com a comunidade acadêmica, para cumprirem mandato de 02
(dois) anos, admitida uma única recondução;
•
01 (um) representante do Corpo Discente, e seu respectivo suplente,
escolhido em processo organizado pelo respectivo Centro ou Diretório
Acadêmico, para cumprir mandato de 01 (um) ano, admitida uma única
recondução;
•
01 (um) representante do Corpo Técnico-Administrativo, e seu respectivo
suplente, escolhidos dentre os Técnicos da unidade acadêmica, eleito pelos
seus pares, para cumprir mandato de 02 (dois) anos, admitida uma única
recondução.
Parágrafo Único – O Colegiado terá 01 (um) Coordenador e seu Suplente,
escolhidos pelos seus membros dentre os docentes que o integram.
São atribuições do Colegiado de Curso de Graduação:
•
Coordenar o processo de elaboração e desenvolvimento do Projeto
Pedagógico do Curso, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, no
perfil do profissional desejado, nas características e necessidades da área
de conhecimento, do mercado de trabalho e da sociedade;
•
Coordenar o processo de ensino e de aprendizagem, promovendo a
integração docente/discente, a interdisciplinaridade e a compatibilização da
ação docente com os planos de ensino, com vistas à formação profissional
planejada;
•
Coordenar o processo de avaliação do Curso, em termos dos resultados
obtidos, executando e/ou encaminhando aos órgãos competentes as alterações
que se fizerem necessárias;
•
Colaborar com os demais Órgãos Acadêmicos;
•
Exercer outras atribuições compatíveis.
19- NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE – NDE
Em atendimento à Portaria 147/2007, ao Parecer CONAES 04/2010 e a
Resolução CONAES 01/2010 a UFAL instituiu, através da Resolução 52/2012 no
60
âmbito de seus cursos de graduação os Núcleos Docentes Estruturantes – NDE – em
conformidade com as especificações legais.
Neste sentido, os NDE são compostos pelo mínimo de cinco membros, todos
docentes com titulação de pós-graduação stricto sensu e formação na área do curso.
Considera-se, igualmente, a afinidade da produção científica com o eixo do curso e
sua dedicação ao mesmo. Os membros de NDE possuem mandatos de três anos,
com uma tarefa acadêmica de acompanhamento, consolidação e atualização
permanente do Projeto Político Pedagógico do Curso - PPC.
O Núcleo Docente Estruturante - NDE do curso de Licenciatura em Dança se
reune ordinariamente na terceira sexta-feira de cada mês, no horário das 13:30 às
15:30 e extraordinariamente, sempre que for necessário. A concepção e elaboração
deste PPC, é de responsabilidade do referido núcleo que o acompanhará na
implantação deste documento pelo Colegiado do curso.
Compete ao Núcleo Docente Estruturante as seguintes atribuições:
I- Contribuir para a consolidação do perfil profissional do egresso do curso;
II- Zelar pela integração curricular interdisciplinar entre as diferentes atividades de
ensino constantes no currículo;
III- Indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e extensão,
oriundas de necessidades da graduação, de exigências do mercado de trabalho e
consoantes com as políticas públicas relativas à área de conhecimento do curso;
IV- Zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Curso de
Graduação;
V- Elaborar e/ou reformular o Projeto Pedagógico do Curso assim como acompanhar
e avaliar a implantação e implementação do referido documento, propondo as
alterações necessárias a sua melhor consecução;
VI- Apreciar e encaminhar para homologação do Colegiado e das instâncias
deliberativas superiores, projetos de Pesquisa, de Cursos de Pós-Graduação Latu e
Strictu Sensu e de cursos e/ou atividade de extensão, com o objetivo de tornar efetiva
a aplicação do princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão ;
VII- Emitir pareceres sobre as propostas de ensino, pesquisa e extensão no âmbito do
curso;
VIII- Participar da elaboração do Plano Anual de Trabalho do Curso, que será
apreciado pelo Colegiado e aprovado pelos Órgãos competentes da UFAL, bem como
acompanhar sua execução;
61
IX- Recomendar as diretrizes dos programas das disciplinas do curso de Graduação e
suas respectivas ementas, encaminhando à Coordenação, modificações dos
programas para fins de compatibilização;
X- Fazer parte de bancas de avaliação em processos de seleção para docentes do
curso;
XI- Coordenar a elaboração e recomendar a aquisição de lista de títulos bibliográficos
e outros insumos necessários ao curso;
20- POLÍTICAS INSTITUCIONAIS DE APOIO NO ÂMBITO DO CURSO
20.1- POLÍTICAS DE APOIO AOS DOCENTES E TÉCNICOS
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Estado Brasileiro
passou a ter uma nova configuração, privilegiando os deveres sociais e repercutindo
prontamente
na Administração
Pública. Entre seus princípios - legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência -, este último, , traduzido no
aperfeiçoamento da prestação do serviço público de qualidade, diz respeito
diretamente às ações institucionais das IFES, para o apoio ao seu quadro de pessoal.
Desta
feita,
a
UFAL,
produtora
e
disseminadora
do
conhecimento
e
do
desenvolvimento econômico e social no estado de Alagoas, precisa abraçá-lo e
materializá-lo em suas ações cotidianas.
Considerando a previsão legal expressa na Lei 5707/06, que dispõe sobre a
Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da Administração Pública
Federal, a UFAL ajusta seu PDI a este novo paradigma, tendo como objetivo, sem
prejuízo de outros, o desenvolvimento permanente do seu servidor.
A UFAL considera o desenvolvimento do servidor como uma atividade
essencial para a melhoria de seu desempenho profissional, bem como de seu
crescimento pessoal. Realizando ações de desenvolvimento, a Política de
Gestão de Pessoas busca, principalmente, melhorar a qualidade dos serviços
prestados ao cidadão e orienta-se pelo alinhamento da competência do
servidor com os objetivos da instituição, pela divulgação e gerenciamento das
ações de capacitação e pela racionalização e efetividade dos gastos com
treinamentos (2013, p.71).
O PDI dos Servidores compõe-se de eixos integrados: Dimensionamento das
Necessidades Institucionais de Pessoal, Capacitação, Avaliação de Desempenho e
Qualidade de Vida no Trabalho, recortados por diretrizes e princípios, muitos deles,
diretamente relacionados à atividade docente.
No que concerne ao dimensionamento das necessidades institucionais, diz
respeito à otimização dos Recursos Humanos, a fim de garantir o cumprimento dos
62
objetivos institucionais. A capacitação, por seu turno, atua em duas frentes: por um
lado, melhorar o desempenho do servidor e por outro, assegurar um quadro mais
confiante, motivado e consequentemente, mais satisfeito. A capacitação é realizada
em diferentes momentos e modalidades: Iniciação ao serviço público, formação geral,
educação formal, gestão, inter-relação entre os ambientes e formação específica.
Outra ação voltada para o servidor é a avaliação de desempenho que objetiva
redimensionar as ações desenvolvidas pelos servidores no exercício do cargo e
auferir seu desempenho, deixando-o ciente de suas fragilidades e potencialidades e
oferecendo subsídios para a organização do plano de capacitação.
No plano social, o Programa de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT),
promove ações embasadas na Política de Atenção à Saúde do Servidor (PASS) ,
baseadas no conceito de prevenção de doenças como garantia de condições mais
justas de trabalho, valorizando o servidor e garantindo o pleno exercício de suas
funções.
Dentre as políticas de apoio ao servidor, uma se destaca por ter como enfoque
o docente: o Programa de Formação Continuada em Docência do Ensino Superior
(PROFORD), que consiste em um plano de capacitação contemplando desde os
docentes recém empossados, até aqueles com mais tempo na Instituição. O objetivo é
incentivá-los à reflexão sobre suas práticas, estabelecendo uma intersecção entre
ensino, pesquisa e extensão, dentro de dois enfoques: a prática docente e a atuação
destes profissionais na gestão acadêmica e institucional.
Esta Política de Apoio ao Docente consolidada é objeto contínuo de avaliação,
a fim de garantir a satisfação do professor e o respeito ao Princípio Constitucional da
Eficiência, do qual nenhuma Instituição de Ensino Superior pode se furtar.
No curso de Licenciatura em Dança, a política de valorização do docente e
técnicos administrativos, se manifesta pelo incentivo na participação de cursos de
capacitação administrativa e de gestão, assim como de programas de qualidade de
vida, ofertados pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas - PROGEP. Anualmente, o
colegiado do curso organiza a distribuição das verbas direcionadas a passagens e
diárias para a participação dos docentes em Congressos e Simpósios Nacionais,
assim como, incentiva a participação dos docentes nos processos de seleção para
publicação em editais da Editora da UFAL – (EDUFAL) e demais editoras.
20.2- POLÍTICAS DE APOIO AOS DISCENTES
As políticas de apoio aos discentes se fundamentam no PDI/UFAL e nos
princípios e diretrizes estabelecidos pelo Plano Nacional de Assistência Estudantil –
63
PNAES, que objetiva viabilizar a igualdade de oportunidades entre todos os
estudantes e contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, a partir de
medidas que buscam combater situações de repetência e evasão (Decreto nº 7.234,
de 19 de julho de 2010). Apoia, prioritariamente, a permanência de estudantes em
situação de vulnerabilidade e risco social matriculados em cursos de graduação
presencial das Instituições Federais de Ensino Superior –IFES. Sua instância de
discussão e resolução é o Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários
e Estudantis – FONAPRACE, realizado anualmente e no qual a UFAL tem assento. Na
ocasião são feitos diagnósticos e reflexões sobre a realidade estudantil nas IFES e se
estabelecem as diretrizes e linhas de ação das Pró-Reitorias em nível nacional.
De acordo com o PDI/UFAL as políticas discentes da instituição vão além do
PNAES, pois trabalham também com a perspectiva de universalidade no atendimento
dos estudantes que frequentam o espaço universitário. Assim, podem ser
identificadas:
Apoio pedagógico - buscam reforçar e/ou orientar o desenvolvimento
acadêmico; apoio ao acesso às tecnologias de informação e línguas
estrangeiras, com a oferta de cursos para capacitação básica na área. Atenção
aos discentes como forma de orientá-los na sua formação acadêmica e/ou
encaminhá-los/as a profissionais específicos para atendimento através da
observação
das
expressões
da
questão
social. Articulação
com
as
Coordenações de Curso sobre dificuldades pedagógicas desses alunos e
planejamento para superação das mesmas. Ex.: PAINTER, Monitoria, Tutoria.
Estímulo à permanência - atendimento às expressões da questão social que
produzem impactos negativos na subjetividade dos estudantes e que
comprometem
seu
desempenho
acadêmico;
atendimento
psicossocial
realizado por profissionais qualificados, com vistas ao equilíbrio pessoal para a
melhoria do desempenho acadêmico; atendimento do estudante na área da
saúde através da assistência médico odontológica; fomento à prática de
atividades física e de esporte; promoção de atividades relacionadas à arte e
cultura no espaço universitário; implementação de bolsas institucionais que
visam ao aprimoramento acadêmico. Ex.: Bolsa Permanência (Pró-Graduando).
Apoio financeiro - disponibilização de bolsa institucional a fim de incentivar os
talentos e potenciais dos estudantes de graduação, mediante sua participação
em projetos de assuntos de interesse institucional, de pesquisa e/ou de
extensão universitária que contribuam para sua formação acadêmica;
64
disponibilização de bolsas aos discentes em situação de risco e vulnerabilidade
social, prioritariamente, a fim de ser provida uma condição favorável aos
estudos,
bem
como
ser
uma
fonte
motivadora
para
ampliação
do
conhecimento, intercâmbio cultural, residência e restaurante universitários. Ex.:
PIBID, PIBIC, PET.
Organização estudantil – ação desenvolvida por intermédio de projetos e ações
esportivos, culturais e acadêmico-científicos quer sejam promovidos pela
universidade quer sejam promovidos pelos estudantes. Alguns espaços físicos
são reservados para as atividades dos centros acadêmicos, vindo a colaborar
com a ampliação dos espaços de discussão e diálogo que contribuam para a
formação política dos estudantes. Ex.: Centros Acadêmicos, DCE.
Plano de acompanhamento do assistido – proporciona uma maior segurança
para o aluno quanto à sua possibilidade de sucesso na instituição, evitando
assim um aumento da retenção e/ou da evasão. Evita também a acomodação
do mesmo ao longo do curso. Busca a reorientação e a preparação para a
saída dos mesmos, diminuindo a ansiedade entre a academia e o mercado de
trabalho. Ex.: Estágios.
O curso de Licenciatura em Dança em consonância com o compromisso social
da Universidade Federal de Alagoas, recebe a cada ano, alunos cotistas oriundos da
população afro-descendente e de escolas públicas de Alagoas bem como de outros
estados do Brasil. Esta iniciativa faz parte do Programa de Ações Afirmativas para
Afro-descendentes no Ensino Superior da UFAL, com o objetivo de minimizar e/ou
eliminar as desigualdades sociais históricas.
De acordo com o Decreto nº 5.296/05 que regulamenta as Leis nº 10.048, de
08 de novembro de 2000, e a Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que
estabelece as normas gerais e os critérios básicos para a promoção da acessibilidade
de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, o Curso de Licenciatura em
Dança está inserido em um espaço físico reorganizado para atender os Cursos de
Artes da UFAL. Apesar deste local possuir algumas estruturas que possibilitam a
acessibilidade de pessoas com dificuldade de locomoção – rampas, elevador – faz-se
necessário a continuidade das adequações para atender a todos os tipos de
deficiência.
Como política de permanência do discente na Universidade, o Curso de
Licenciatura em Dança direciona seus alunos aos Programas de Bolsa Permanência,
ofertados pela Pró - Reitoria Estudantil, que são destinados àqueles com maior
65
vulnerabilidade social. Outros caminhos para a oferta de bolsas para os discentes são
realizados através dos Projetos de Extensão, da oferta de bolsas de Monitoria, dos
Programas de Iniciação a Docência e de Iniciação Científica.
Outro incentivo aos discentes está relacionado a orientação e apoio nos
processos de seleção para os Intercâmbios Internacionais e de Mobilidade
Acadêmica.
21- CONDIÇÕES PARA VIABILIZAÇÃO DO CURSO
21.1- RECURSOS HUMANOS
O Curso de Licenciatura em Dança possui três Docentes efetivos, lotados no
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes – ICHCA, que são responsáveis
pelas demandas de ensino, pesquisa, extensão e gestão do curso. São elas: A
Professora Dra. Nadir Nóbrega Oliveira; a Professora Mestra Isabelle Pitta Ramos
Rocha e a Professora Mestra Noemi Mello Loureiro Lima. O curso conta também com
a colaboração de docentes da Escola Técnica de Artes – ETA, do Curso de Teatro
Licenciatura, do Centro de Educação – CEDU e da Faculdade de Letras – FALE.
Possui em seu quadro Técnico-Administrativo duas Técnicas lotadas na Coordenação
do Curso de Dança. São elas: Maria Bernadete Pedroza e Rubenita Belo dos Santos.
21.2- INFRAESTRUTURA E RECURSOS MATERIAIS
O Curso de Licenciatura em Dança faz parte do Instituto de Ciências Humanas,
Comunicação e Artes – ICHCA, do Campus A. C. Simões, da Universidade Federal de
Alagoas – UFAL, no entanto, suas atividades são desenvolvidas no Espaço Cultural
Salomão de Barros Lima (antiga Reitoria), localizado na Praça Visconde de Sinimbú,
206, no bairro do Centro.
Todo o espaço físico disponibilizado é compartilhado com os Cursos de
Licenciatura em Teatro e Música, com espaços destinados às atividades pedagógicas,
administrativas, como também uma biblioteca setorial.
Para o bom desenvolvimento das atividades do Curso de Licenciatura em
Dança, está prevista a reforma do prédio vizinho ao Espaço Cultural (antiga
Residência Universitária), onde haverá uma ampliação dos espaços voltados para as
atividades pedagógicas e administrativas. Esses espaços servirão conjuntamente para
o curso de Dança e para o Curso de Teatro Licenciatura, conjuntamente. Esses
espaços são assim detalhados: Sala da coordenação do curso, sala de professores,
sala de reuniões, sala do Centro Acadêmico de Dança, dois laboratórios de corpo,
66
laboratório de multimídia, laboratório de encenação e iluminação, laboratório de
figurinos e cenografia, laboratório de maquiagem; duas salas de aulas teóricas e miniauditório.
As normas para o uso e funcionamento destes espaços, serão elaboradas
pelas coordenações dos cursos de Teatro e Dança, como também pelos respectivos
Colegiados e seus NDE. Em relação as estruturas, acima citadas, o PPC se baseia no
projeto que foi elaborado para a reforma da antiga Residência Universitária, localizada
no prédio anexo ao Espaço Cultural, e, numa outra versão, no projeto para a
construção do Centro de Arte, no Campus A. C. Simões. Ambos os projetos foram
elaborados e estão sob a responsabilidade da Pró-Reitoria de Gestão Institucional PROGINST e pela Superintendência de Infraestrutura - SINFRA.
21.3- LABORATÓRIOS ESPECIALIZADOS
LABORATÓRIO DE CORPO
Objetivo: Espaço para aulas e treinos dos alunos, assim como, para ensaios e
desenvolvimento de Projetos de Extensão.
Atividades acadêmicas: Ensino: aulas das disciplinas práticas da área de
conhecimento específico da dança; Extensão: Projetos de extensão desenvolvidos
pelo curso.
LABORATÓRIO DE MULTIMÍDIA
Objetivo: Organizar, arquivar e divulgar acervos e materiais midiáticos sobre a dança.
Atividades acadêmicas: Ensino: Aulas teórico-práticas das disciplinas das três áreas
que compõem o curso: área de conhecimento específico, área de fundamentos
teóricos e área de humanístico-pedagógico e pesquisa; Pesquisa: Atividades do
Grupo História, Memória e Documentação da Dança e do Teatro em Alagoas;
Extensão: Atividades do Fórum Mestre Zumba.
LABORATÓRIO DE ENCENAÇÃO E ILUMINAÇÃO
Objetivo: Aulas de corpo e expressividade, e iluminação; projetos de extensão e
pesquisa, desenvolvidos pelo curso.
Atividades acadêmicas: Ensino: Aulas de disciplinas práticas da área de
conhecimentos específicos da dança; Extensão: Aulas de consciência corporal através
de alongamentos, na preparação corporal do artista cênico; Apresentações públicas
da produção cênica dos cursos de artes da UFAL.
67
LABORATÓRIO DE FIGURINOS E CENOGRAFIA
Objetivo: Espaço para criação, reforma, aulas e acervo.
Atividades Acadêmicas: Ensino: atividades acadêmicas em ensino; aulas de
fundamentos da cenografia; Extensão: Fórum Mestre Zumba.
LABORATÓRIO DE MAQUIAGEM
Objetivo: Aulas de maquiagem e treino dos alunos.
Atividades acadêmicas: Extensão: Oficinas de maquiagem desenvolvidas dentro do
Projeto UNIVERSIDANÇA- Semana Acadêmica do Curso de Dança.
SALAS DE AULAS TEÓRICAS(02)
Objetivo: Aulas teóricas e sala de estudo.
Atividades acadêmicas: Ensino: Aulas teóricas das disciplinas das três áreas que
compõem o curso: área de conhecimento específico, área de fundamentos teóricos e
área de humanístico pedagógico e pesquisa; Extensão: Atividades desenvolvidas na
Semana Acadêmica do Curso e do Fórum Mestre Zumba; Pesquisa: Aulas e
seminários.
MINI-AUDITÓRIO
Objetivo: Seminários, palestras, mini-congressos, plenárias, aulas teóricas e defesas
de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC.
Atividades acadêmicas: Ensino: Aulas teóricas das disciplinas das três áreas que
compõem o curso: área de conhecimento específico, área de fundamentos teóricos e
área de humanístico-pedagógico e pesquisa; Extensão: seminários, palestras e ciclos
de debates nas áreas de conhecimentos específicos, teóricos e humanísticopedagógicos; Pesquisa: Aulas e seminário.
21.4- RECURSOS MATERIAIS
- Scanner;
- 03 computadores conectados a internet;
- 03 notebooks;
-01 linha telefônica;
- 04 aparelhos de som com entradas USB;
- 02 caixas de som portátil;
- 02 smart-tv;
- 04 data show
68
22- EMENTAS E BIBLIOGRAFIAS ESPECÍFICA E COMPLEMENTAR
SABERES ESPECÍFICOS DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR NA UFAL
Disciplina:
POLÍTICA
ORGANIZAÇÃO
DA
E
Pré - requisito – Não há
EDUCAÇÃO
BÁSICA NO BRASIL
Período:
3º
CH Total
CH Teórica
80
80
CH Prática
Extensão
Ementa: A Educação escolar brasileira no contexto das transformações da sociedade
contemporânea. Análise histórico-crítica das políticas educacionais, das reformas de
ensino e dos planos e diretrizes para a educação escolar brasileira. Estudo da
estrutura e da organização do sistema de ensino brasileiro em seus aspectos legais,
organizacionais,
pedagógicos,
curriculares,
administrativos
e
financeiros,
considerando, sobretudo a LDB (Lei 9.394/96) e a legislação complementar
pertinente.
Bibliografia específica:
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. 2ª ed. Rio de
janeiro: Expressão e Cultura, 2002.
BRASIL. Lei de diretrizes e bases da educação nacional: (Lei 9.394/96) /
apresentação Carlos Roberto Jamil Cury. 4ª ed.- Rio de Janeiro: DP & A, 2001.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Brasília. Presidência da
República.2003.
BRASIL. Plano Nacional de Educação. Brasília. Senado Federal, UNESCO, 2001.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília. Conselho
Nacional de Educação.2001.
Bibliografia complementar:
AGUIAR, Márcia Ângela. A formação do profissional da educação no contexto da
reforma educacional brasileira. In: FERREIRA, Naura Syria Carapeto(org.).
Supervisão educacional para uma escola de qualidade. 2ª ed. – são Paulo: Cortez,
2000.
BRZEZINSKI, Iria (Org.) LDB interpretada:diversos olhares se entrecruzam. São
Paulo:Cortez, 2000.
FÁVERO, Osmar (Org.) A educação nas constituintes brasileiras (1823-1988). 2ª
ed. Campinas, SP: autores Associados, 2001.
LIBÂNEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Ferreira de; TOSCHI, Mirza Seabra.
Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. 2º ed., São Paulo: Cortez,
2005.
VERÇOSA, Elcio de Gusmão (org.).Caminhos da Educação da Colônia aos
Tempos Atuais. Maceió/São Paulo. Ed. Catavento:2001.
69
Disciplina: PESQUISA EDUCACIONAL
Pré – requisito – Não há
Período:
CH Total
CH Teórica
60
60
5º
CH Prática
Extensão
Ementa: Pressupostos e características da pesquisa em educação. A pesquisa
quantitativa e qualitativa em educação. Diferentes abordagens metodológicas de
pesquisa em educação. Fontes de produção da pesquisa educacional: bibliotecas,
meios informatizados, leitura e produção de textos e artigos com diferentes
abordagens teóricas. Etapas de um projeto de pesquisa educacional para o Trabalho
de Conclusão de Curso. O profissional da educação frente aos desafios atuais no
campo da pesquisa educacional.
Bibliografia específica:
BICUDO, M. e SPOSITO, Vitória. Pesquisa qualitativa em educação. Piracicaba:
UNIMEP, 1994.
FAZENDA, Ivani (Org.) Metodologia da pesquisa educacional. SP: Cortez, 1989.
FAZENDA, Ivani A. Novos enfoques da pesquisa educacional. SP: Cortez, 1992.
GATTI, Bernardete. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília:
Plano, 2002.
LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A construção do saber. Porto Alegre: ARTMED,
1999.
Bibliografia complementar:
ANDRÉ, Marli E. D. A. Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 1995.
FRANCO, Celso e KRAMER, Sonia. Pesquisa e educação. RJ: Ravil, 1997.
GARCIA, Regina L. (Org.) Método: pesquisa com o cotidiano. RJ: DP&A, 2003.
GERALDI, Corinta M. , FIORENTINI, Dario e PEREIRA, Elisabete (Orgs). Cartografia
do trabalho docente: professor(a)-pesquisador(a). Campinas: Mercado das Letras,
1998.
LINHARES, Célia; FAZENDA, Ivani e TRINDADE, Vitor. Os lugares dos sujeitos na
pesquisa educacional. Campo Grande: EDUFMS, 1999.
MINAYO, Maria C. S. (Org). Pesquisa Social. Petrópolis: Vozes, 1999.
ZAGO, N; CARVALHO, M. P. VILELA, R. (Orgs.) Itineráros de pesquisa. RJ: DP&A,
2003.
SANTOS-FILHO, José e GAMBOA, Silvio. (Orgs.) Pesquisa educacional:
quantidade-qualidade. SP: Cortez, 1995.
Disciplina: PROFISSÃO DOCENTE
Pré requisito – Não há
Período:
CH Total
CH Teórica
60
60
2º
CH Prática
Extensão
Ementa: A constituição histórica do trabalho docente. A natureza do trabalho docente.
Trabalho docente e relações de gênero. A autonomia do trabalho docente. A
70
proletarização do trabalho docente. Papel do Estado e a profissão docente. A
formação e a ação política do docente no Brasil. A escola como locus do trabalho
docente. Profissão docente e legislação.
Bibliografia específica:
CHARLOT, Bernard. Formação dos professores e relação com o saber. Porto
Alegre: ARTMED, 2005.
COSTA, Marisa V. Trabalho docente e profissionalismo. Porto alegre: Sulina, 1996.
ESTRELA, Maria Teresa (Org.) Viver e construir a profissão docente. Porto,
Portugal: Porto, 1997.
LESSARD, Claude e TARDIF, Maurice. O trabalho docente. SP: Vozes, 2005.
NÓVOA, António (Org.) Vidas de Professores. Porto, Portugal: Porto, 1992.
Bibliografia complementar:
APPLE, Michael W. Trabalho docente e textos. Porto Alegre: ARTMED, 1995.
ARROYO, Miguel. Ofício de mestre. SP: Vozes, 2001.
ESTEVE, José M. O mal-estar docente: a sala de aula e a saúde dos professores.
Bauru, SP: EDUSC, 1999.
HYPOLITO, Álvaro. L. M. Trabalho docente, classe social e relações de gênero.
Campinas: SP: Papirus, 1997.
REALI, Aline Maria de M. R. e MIZUKAMI, Maria da Graça N. (Org.) Formação de
Professores: Tendências Atuais. São Carlos: EDUFSCAR, 1996.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ:
Vozes, 5a. ed., 2002.
VEIGA, Ilma P. A. e CUNHA, Maria Isabel da. (Org.). Desmistificando a
profissionalização do magistério. Campinas, SP: Papirus, 1999. (Coleção
Magistério: Formação e Trabalho Pedagógico).
Disciplina:
PLANEJAMENTO,
CURRÍCULO
E
AVALIAÇÃO
Pré requisito – Não há
DA
APRENDIZAGEM
Período:
5º
CH Total
CH Teórica
80
80
CH Prática
Extensão
Ementa: Estudo dos princípios, fundamentos e procedimentos do planejamento, do
currículo e da avaliação, segundo os paradigmas e normas legais vigentes norteando
a construção do currículo e do processo avaliativo no Projeto Político Pedagógico da
escola de Educação Básica.
Bibliografia específica:
BRZEZINSK, Iria.(org). LDB Interpretada: diversos olhares se entrecruzam. São
Paulo: Cortez, 1997.
COSTA, Marisa Vorraber (org). O currículo nos limiares do contemporâneo . 2.
edição. Rio de Janeiro: DP& A, 1999.
GADOTI, Moacir. Projeto Político Pedagógico da Escola: fundamentos para a sua
realização in GADOTTI, Moacir e ROMÃO, José Eustáquio. Autonomia da escola:
princípios e propostas. Guia da escola Cidadã. São Paulo: Cortez, 1997. pp 33-41.
71
BRASIL. Congresso Nacional. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Brasília, 20 de dezembro de 1996.
GOVERNO DO BRASIL. Diretrizes Curriculares para a Educação Básica.
Resoluções CNE/CEB nº 1 de 05.07.2000; nº 2 de 19.04.1998; nº 3/98 de 26.06.98; nº
1 de 05.07.2000; nº 2 de 19.04.1999; nº 3/99 de 03.04de 2002.
HERNANDEZ, Fernando. Repensar a função da escola a partir dos projetos de
trabalho. PÁTIO revista Pedagógica nº 6 AGO/OUT 1998
HERNANDEZ, Fernando e VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por
projetos de trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. 5º ed. Porto Alegre:
ARTMED, 1998.
LUCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos.
Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação Dialógica: desafios e perspectivas. São Paulo:
Cortez, 1998 (Guia da Escola Cidadã v.2).
Bibliografia complementar:
MORAES, Mª Cândida. O paradigma educacional emergente. Campinas, SP:
Papirus, 1997.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e Interdisciplinaridade: o currículo integrado.
Tradução Cláudia Shilling. Porto Alegre: ARTMED, 1998.
SAUL, Ana Maria. Avaliação Emancipatória. São Paulo: Cortez, Autores Associados,
1998.
SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-crítica: primeiras aproximações. São
Paulo: Cortez, Autores associados, 1992.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do
currículo. 2ª edição. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
ZABALA, Antoni. Conhecer o que se aprende, um instrumento de avaliação para
cada tipo de conteúdo. V Seminário Internacional de Educação do Recife. Recife,
2001.
Disciplina:
ORGANIZAÇÃO
DO
Pré requisito – Não há
TRABALHO ACADÊMICO
Período:
1º
CH Total
CH Teórica
60
60
CH Prática
Extensão
Ementa: As Ciências e o Conhecimento Científico: sua natureza e o modo de
construção nas Ciências Humanas e Sociais. Diferentes formas de conhecimento da
realidade. A construção do conhecimento científico e a pesquisa em educação.
Aspectos técnicos do trabalho científico. Diretrizes para a leitura, análise e
interpretação de textos.
Bibliografia específica:
ALVES – MAZOTTI, A. J.e GWANDSZNAJDER, F. O método nas Ciências naturais
e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998.
BRANDÃO, Z. (org.) A crise dos paradigmas e educação. São Paulo: Cortez, 1994
CARVALHO, M. C. M. de (Org.) Construindo o Saber: metodologia científica:
fundamentos e técnicas. Campinas/SP: Papirus, 1994.
72
ZAMBONI,Silva. A Pesquisa em Arte- Um Paralelo entre Arte e Ciência. CampinasSP: Editora Autores Associados. 1998.
Bibliografia complementar:
CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez,
1995.
CRUZ, A. da C.; MENDES, M.T.R. Trabalhos Acadêmicos, dissertações e teses:
estrutura e apresentação. 2ª ed. Niterói/RJ: Intertexto, 2004.
DEMO, P. Introdução à metodologia da ciência. São Paulo: Atlas, 1987.
_______. Educar pela pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 2000.
_______. Pesquisa: principio científico e educativo. São Paulo: Cortez, 1991.
FAZENDA, I. (Org.) Novos enfoques da pesquisa educacional. São Paulo: Cortez,
1994.
LAVILLE, C. e DIONNE, J. Construção do Saber: manual de metodologia da
pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda; Belo
Horizonte: Editora UFMG, 1999.
PÁDUA, E. M. M. de. Metodologia da pesquisa. Campinas/SP: Papirus, 2000.
TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa
qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
RAMPAZZO, L. Metodologia Científica. São Paulo: Loyola, 2002.
Disciplina: DESENVOLVIMENTO E
Pré requisito – Não há
APRENDIZAGEM
Período:
4º
CH Total
CH Teórica
80
80
CH Prática
Extensão
Ementa: Estudo dos processos psicológicos do desenvolvimento humano e da
aprendizagem na adolescência e na fase adulta, relacionando-os com as diversas
concepções de homem e de mundo, identificando a influência das diferentes teorias
psicológicas na educação, numa perspectiva histórica. Relação entre situações
concretas do cotidiano do adolescente e do adulto com as concepções teóricas de
aprendizagem estudadas, considerando os fundamentos psicológicos do
desenvolvimento nos aspectos biológico, cognitivo, afetivo e social na adolescência e
na fase adulta através das principais teorias da Psicologia do Desenvolvimento.
Bibliografia específica:
ABERASTURY, A. e KNOBEL, M. Adolescência Normal. Porto Alegre: Editora Artes
Médicas,1981.
BECKER, Fernando. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos.
Educação e Realidade. Porto Alegre, 19 (1): 89-96, jan./jun. 1993.
BEE, Helen. A Criança em Desenvolvimento. São Paulo: Harbra, 1988.
BIAGGIO, Ângela M. Brasil. Psicologia do Desenvolvimento. Petrópolis: Vozes,
1988.
CAPRA, Fritjof., O Ponto de Mutação. São Paulo: Editora Cultrix, 1982
Bibliografia complementar:
CASTRO, Amélia Domingues de. Piaget e a Didática: ensaios. São Paulo, Saraiva,
ERIKSON, Erik H. Infância e Sociedade. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976.
73
FERREIRA, M. G. Psicologia Educacional: Análise Crítica. São Paulo, 1987.
GALLANTIN, Judith - Adolescência e Individualidade - São Paulo: Harbra, 1978.
GOULART, Irís Barbosa - Psicologia da Educação: Fundamentos Teóricos e
aplicações à Prática Pedagógica - Petrópolis: Vozes, 1987.
HENRIQUES, Maria Helena et alii - Adolescentes de Hoje, Pais do Amanhã: Brasil
- HURLOCK, E. B. - Desenvolvimento do Adolescente - São Paulo: McGraw-Hill,
1979.
INHELDER, B. e PIAGET, J. Da Lógica da Criança à Lógica do Adolescente:
Ensaio sobre a Construção das Estruturas Operatórias Formais. São Paulo:
Livraria Pioneira Editores, 1976.
KAPLAN, Helen Singer - Enciclopédia Básica de Educação Sexual - Rio de Janeiro:
Record, 1979.
KLEIN, Melanie - Psicanálise da Criança - São Paulo: Editora Mestre Jou, 1975.
LIBÂNEO, J. C. - Psicologia Social: O Homem em Movimento - São Paulo: Brasiliense, 1984.
Disciplina: PROJETO PEDAGÓGICO,
ORGANIZAÇÃO
E
GESTÃO
Pré requisito – Não há
DO
TRABALHO ESCOLAR.
Período:
6º
CH Total
CH Teórica
80
80
CH Prática
Extensão
Ementa: A Escola como organização social e educativa. As Instituições escolares em
tempos de mudança. O planejamento escolar e o Projeto Político-pedagógico:
pressupostos e operacionalização. Concepções de organização e gestão do trabalho
escolar. Elementos constitutivos do sistema de organização e gestão da escola.
Princípios e características da gestão escolar participativa. A participação do professor
na organização e gestão do trabalho da escola.
Bibliografia específica:
BICUDO, M. A. V. e SILVA JÚNIOR, M. A. Formação do educador: organização da
escola e do trabalho pedagógico. V.3. São Paulo: ENESP, 1999.
FURLAN, M. e HARGREAVES, A. A Escola como organização aprendente:
buscando uma educação de qualidade. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da escola: Teoria e Prática. 5ª ed. Goiânia:
Alternativa, 2004.
LIMA, Licínio C. A Escola como organização educativa. São Paulo:Cortez, 2001.
Bibliografia complementar:
PETEROSKI, H. Trabalho coletivo na escola. São Paulo: Pioneira Thomson Lerning,
2005.
VASCONCELOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e
Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2001.
VEIGA, I. P. A. e RESENDE, L. M. G. (Orgs). Escola: espaço do Projeto PolíticoPedagógico. São Paulo: Papirus, 1998.
VEIGA, I. P. A. e FONSECA, Marília (Orgs.) As Dimensões do Projeto PolíticoPedagógico. São Paulo: Papirus, 2001.
74
VIEIRA, Sofia Lerche (Org.) Gestão da escola: desafios a enfrentar. Rio de Janeiro:
DP&A, 2002.
Disciplina:
Pré requisito – Não há
PROJETOS INTEGRADORES 1
Período:
1º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo estruturado a
partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a especificidade de cada
curso. No Curso de Dança, propõe a apreciação e análise de espetáculos de dança.
Bibliografias específicas:
AZEVEDO, M. Sonia. O papel do corpo no corpo do ator. São Paulo: Perspectiva,
2012.
BOURCIER, Paul. Historia da Dança no Ocidente. São Paulo: Ed. Martins Fontes.
2001.
HÉRCOLES, Rosa. Corpo e Dramaturgia. In Húmus 1. Caxias do Sul – RS: S. Nora/
Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, 2004.
Bibliografias complementares:
VIANNA, Klauss. A Dança. São Paulo: Summus. 2005.
LARRAIA, Roque. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Ed. Zahar,
1992.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. 28ª edição. Rio de
Janeiro: Ed. Vozes, 2011.
RECTOR, Monica & TRINTA, Aluizio R. Comunicação do corpo. São Paulo: Ática.
2005.
SIQUEIRA, Denise da C. O. Corpo, Comunicação e Cultura. Campinas, SP: Autores
Associados. 2006.
Disciplina:
Pré requisito – Não há.
PROJETOS INTEGRADORES 2
Período:
2º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
30
30
Extensão
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo estruturado a
partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a especificidade de cada
curso. No Curso de Dança, propõe o acompanhamento dos trabalhos desenvolvidos
por criadores e intérpretes em seus grupos e companhias de dança.
75
Bibliografias específicas:
BERGER, Yvone. Viver seu corpo: por uma pedagogia do movimento. São Paulo:
Martins Fontes. 1986.
BERTAZZO. Ivaldo. Cidadão Corpo: Identidade e Autonomia do Movimento. São
Paulo: SESC/Ópera Prima.1996.
MILLER, Jussara. Qual é o corpo que dança? São Paulo: Summus. 2012.
Bibliografias complementares:
BERTERHAT, Therese; BERNSTEIN, Carol. O corpo tem suas razões: antiginástica
e consciência de si. São Paulo, Martins Fontes. 1987.
BOURCIER, Paul. Historia da Dança no Ocidente. Ed. Martins Fontes. 2001.
DOMENICI, Eloisa. O encontro entre dança e educação somática como uma
interface de questionamento epistemológico sobre as teorias do corpo. ProPosições, Campinas, v. 21, n. 2 (62), p. 69-85, maio/ago. 2010. Disponível em:
www.scielo.br/pdf/pp/v21n2/v21n2a06.pdf Acesso em: 13/12/2016.
FELDENKRAIS. Moshe. Consciência pelo movimento. São Paulo: Summus. 1991.
SANT’ANNA, Denise B. de. Corpos de passagem: ensaios sobre a subjetividade
contemporânea. São Paulo: Estação Liberdade. 2001.
Disciplina:
Pré requisito – Não há.
PROJETOS INTEGRADORES 3
Período:
3º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo estruturado a
partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a especificidade de cada
curso. No Curso de Dança, propõe o acompanhamento de ensaios e apresentações
de grupos de danças e folguedos tradicionais e populares.
Bibliografias específicas:
BURKE, Peter. O Que é História Cultural. Rio de Janeiro Zahar 2008.
CORTEZ, G. Dança Brasil! Belo Horizonte; Ed. Leitura, 2000.
PEREIRA, Antonia; ISAACSSON, Marta; TORRES, Walter Lima. (Org.) Cena, Corpo
e Dramaturgia entre Tradição e Contemporaneidade. Rio de Janeiro: Pão e Rosas.
2012.
Bibliografias complementares:
ARANTES, A. A. O que é cultura popular. São Paulo: Brasiliense. 1982.
ROCHA, J. M. Tenório. Folguedos e Danças de Alagoas (sistematização e
classificação). Maceió: Sergasa, 1994.
BORNHEIM, Gerd. Cultura Brasileira: Tradição/Contradição. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar/Funarte, 1987.
HALL, Stuart. Identidade Cultural na Pós-Modernidade. Rio de Janeiro: DP & A,
2004.
MARQUES, Isabel – Dançando na Escola. São Paulo: Cortez, Ed. 2000.
ORTIZ, Renato. Românticos e folcloristas. São Paulo: Ed. Olho d’Agua, 1992.
76
Disciplina:
Pré requisito – Não há.
PROJETOS INTEGRADORES 4
Período:
4º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo estruturado a
partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a especificidade de cada
curso. No Curso de Dança, propõe a apreciação de aulas de dança em academias,
isto é, escolas de dança.
Bibliografias específicas:
FORTIN, Sylvie. Educação somática: Novo ingrediente da formação em dança.
Cadernos do GIP-CIT, Salvador, n. 2,p.40-55 fev.1999.
BARBOSA, Ana Mae. John Dewey e o Ensino da Arte no Brasil. São Paulo: Cortez.
2002.
MARQUES, Isabel. Metodologia para ensino de dança: luxo ou necessidade? In:
PEREIRA, Roberto e SOTER, Silvia. (organizadores). Lições de Dança 4. Rio de
Janeiro: UniverCidade. 2003.
Bibliografias complementares:
GUEDES & GUEDES. Crescimento, composição corporal e desempenho motor
de crianças e adolescentes. São Paulo: Clr Balieiro, 1997.
FREIRE, J.B., De corpo e Alma (O discurso da motricidade). São Paulo, Summus,
1991.
MARQUES, Isabel. Ensino de Dança hoje – textos e contextos. São Paulo: Ed.
Cortez, 2008.
_______________. Linguagem da Dança: Arte e Ensino. São Paulo: Digitexto,
2010.
STRAZZACAPPA, Marcia; MORANDI, Carla. Entre a arte e a docência: a formação
do artista da dança. Campinas-SP: Papirus. 2006.
Disciplina:
Pré requisito – Não há.
PROJETOS INTEGRADORES 5
Período:
5º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo estruturado a
partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a especificidade de cada
curso. No Curso de Dança, propõe a apreciação de aulas de dança em instituições
como ONGs, SESC, SESI entre outras.
77
Bibliografias específicas:
FORTIN, Sylvie. Educação somática: Novo ingrediente da formação em dança.
Cadernos do GIP-CIT, Salvador, n. 2,p.40-55 fev.1999.
BARBOSA, Ana Mae. John Dewey e o Ensino da Arte no Brasil. São Paulo: Cortez.
2002.
MARQUES, Isabel. Metodologia para ensino de dança: luxo ou necessidade? In:
PEREIRA, Roberto e SOTER, Silvia. (organizadores). Lições de Dança 4. Rio de
Janeiro: UniverCidade. 2003.
Bibliografias complementares:
GUEDES & GUEDES. Crescimento, composição corporal e desempenho motor
de crianças e adolescentes. São Paulo: Clr Balieiro, 1997.
FREIRE, J.B., De corpo e Alma (O discurso da motricidade). São Paulo, Summus,
1991.
MARQUES, Isabel. Ensino de Dança hoje – textos e contextos. São Paulo: Ed.
Cortez, 2008.
_______________. Linguagem da Dança: Arte e Ensino. São Paulo: Digitexto,
2010.
STRAZZACAPPA, Marcia; MORANDI, Carla. Entre a arte e a docência: a formação
do artista da dança. Campinas-SP: Papirus. 2006.
Disciplina:
Pré requisito – Não há.
PROJETOS INTEGRADORES 6
Período:
6º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
Extensão
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo estruturado a
partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a especificidade de cada
curso. No Curso de Dança, propõe o desenvolvimento de crítica sobre obras de dança
ao vivo e ou em vídeo.
Bibliografias específicas:
MORAES, Mª Cândida. O paradigma educacional emergente. Campinas, SP:
Papirus, 1997.
VILLAÇA, Nízia.“O corpo comunicativo da dança”. In A Edição do Corpo –
tecnociência, artes e moda. Barueri: Estação das Letras, 2007, PP.117-131.
BOURCIER, Paul. Historia da Dança no Ocidente. Ed. Martins Fontes. 2001.
KATZ, Helena. O Brasil Descobre a Dança A Dança Descobre o Brasil. Ed. DBA.
1994.
Bibliografia complementar:
CAMINADA, Eliana. História da Dança – evolução cultural. Rio de Janeiro: Sprint.
1999.
MONTEIRO, Mariana. Noverre: Cartas sobre a dança. São Paulo. USP, 1998.
PORTINARI, Maribel. História da Dança. ed. Nova Fronteira. Rio de Janeiro. 1989.
Revista Dialogo. Volume X. n. 4 1977. Rio de Janeiro. Ed. Lidador. 95p.
78
SUASSUNA, Ariano. Iniciação a Estética. 4. Ed. Recife. Ed. Universitária da UFPE,
1996.
VILLAÇA, Nízia. Em Pauta: corpo, globalização e novas tecnologias. Rio de
Janeiro: Mauad/CNPq, 1999.
Disciplina:
Pré requisito – Não há.
PROJETOS INTEGRADORES 7
Período:
7º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo estruturado a
partir de atividades interdisciplinares em conformidade com a especificidade de cada
curso. No Curso de Dança, propõe a elaboração de texto dissertativo sobre o
panorama da dança em Alagoas.
Bibliografias específicas:
CAVALCANTI, Telma César. Pé, umbigo e coração: pesquisa de criação em dança
contemporânea. Dissertação de mestrado em Artes Cênicas. UNICAMP. 1996.
LIMA, Noemi M. L. Fazendo história: a contribuição de Telma César para a dança
cênica em Alagoas. Dissertação de Mestrado. PPGAC/UFBA. 2014.
LOPES NETO, Antônio. Construção da dança cênica nordestina: aproveitamento
da cultura popular – 1950/1990. Tese de Doutorado. ECA/USP. 2001.
Bibliografias complementares:
BOURCIER, Paul. Historia da Dança no Ocidente. Ed. Martins Fontes. 2001.
MARTINS, Giancarlos. A descentralização da cultura da dança no Brasil pós anos
80. In Húmus 2. Caxias do Sul – RS: Lorigraf, 2007.
NAVAS, C. & DIAS, L. Dança Moderna. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura,
1992.
PEREIRA, Roberto. A Formação do Bale Brasileiro. Ed.. FGV. 2003.
ROCHA, Isabelle P. R. Balé de Flávio Sampaio na Academia: diálogos com o
Projeto Político Pedagógico do Curso de Licenciatura em Dança da
Universidade Federal de Alagoas. Maceió/AL: EDUFAL. 2015.
Disciplina:
ESTÁGIO
Pré requisito – Não há.
SUPERVISIONADO 1
Período:
5º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
100
20
80
Extensão
Ementa: Análise crítica dos documentos que regem a educação nacional à luz da
sistematização dos processos de observação e regência de aulas de dança em
79
escolas públicas, municipais ou estaduais, buscando conexões com as formas
contemporaneas de conviver e de ser, numa perspectiva de continuidade articulada
entre ensino fundamental, ensino médio e Educação para Jovens e Adultos – EJA.
Estudos do Programa de Ação Afirmativa da UFAL; da Leis 13.278/2016, da Lei
11.645/2008. Desenvolvimento de planos de regência.
Bibliografia específica:
BRASIL. Congresso Nacional. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Brasília, 20 de dezembro de 1996.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:
arte. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
BRASIL. Parecer n. CNE/CP 009/2001 (Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Formação de Professor da Educação Básica, em nível superior, curso de
licenciatura, de graduação plena) Publicado no D.O.U. em 18/01/2002.
Bibliografia complementar:
COSTA, M. (Org.) Currículo e política cultural. In: O Currículo nos limiares do
Contemporâneo. Rio de Janeiro: DP&A,1998.
DELORS, Jacques et. al. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para
UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. São Paulo:
Cortez.2003.
MORAES, M. Cândida. O Paradigma Educacional Emergente. São Paulo: Papirus.
1997.
MORIN, Edgar. Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro. São Paulo:
Cortez. 2000.
SANTOMÉ, J. T. Globalização e interdisciplinaridade: O Currículo integrado.
Porto Alegre: Artes Médicas,1998.
Disciplina:
ESTÁGIO
Pré-requisito
–
ESTÁGIO
SUPERVISIONADO 2
SUPERVISIONADO 1
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
100
20
80
6º
Extensão
Ementa: Desenvolvimento pleno do/da educando/da, a formação cultural e ética para
o exercício da cidadania, a inserção crítica na profissão e a qualificação para a
Regência e a Observação de aulas de dança em escolas públicas municipais e
estaduais; a unidade teoria/prática, tanto na produção do conhecimento quanto na
organização do saber; orientação dos planos de curso, enfatizando as Leis
13.278/2016 e a Lei 11.645/2008.
Bibliografia específica:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:
arte. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
CHELLOTTI, Moraes. Cirandas – uma proposta na aprendizagem psicomotora.
Rio de Janeiro:REVINTER, 2003.
HOFFMANN, Jussara. Pontos & Contrapontos: do pensar ao agir na avaliação.
Porto Alegre: Mediação, 2000.
80
Bibliografia complementar:
DELORS, Jacques et. al. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para
Aunesco da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. São
Paulo: Cortez.2003.
FREIRE, J. B. O Jogo: entre o riso e o choro. Campinas – SP: Autores Associados.
2005.
MORIN, Edgar. Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro. São Paulo:
Cortez. 2000.
PREGNOLATTO, Daraína. Criandança – uma visita à metodologia de Rudolf
Laban. Brasília: G.E, 2004.
Disciplina:
Pré-requisito
–
ESTÁGIOS
SUPERVISIONADOS 1 E 2
ESTÁGIO SUPERVISIONADO 3
Período:
7º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
100
20
80
Extensão
Ementa: Sistematização de Observação e Regência de aulas de dança em escolas
públicas municipais e estaduais, baseadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais, para
a formação de professores da educação do ensino médio, fundamental 1 e 2, e
Educação de Jovens e Adultos – EJA. Aplicabilidade das Leis 13.278/2016 e
11.645/2008.
Bibliografia específica:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:
arte. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
HOFFMANN, Jussara. Pontos & Contrapontos: do pensar ao agir na avaliação.
Porto Alegre: Mediação, 2000.
MORIN, Edgar. Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro. São Paulo:
Cortez. 2000.
Bibliografia complementar:
DELORS, Jacques et. al. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para
Aunesco DA Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. São
Paulo: Cortez.2003.
MORAES, M. Cândida. O Paradigma Educacional Emergente. São Paulo:
Papirus.1997.
NANNI, Dionísia. Dança Educação: da Pré-escola a Universidade. Rio de Janeiro:
Sprint.2003.
PREGNOLATTO, Daraína. Criandança – uma visita à metodologia de Rudolf
Laban. Brasília: G.E, 2004.
RENGEL, Lenira. Os Temas de Moviemento de Rudolf Laban. São Paulo: Ed.
Annablume.2005.
81
Disciplina:
ESTÁGIO
Pré
requisito
–
ESTÁGIOS
SUPERVISIONADO 4
SUPERVISIONADOS 1, 2 e 3.
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
100
20
80
8º
Extensão
Ementa: Módulo teórico/prático que aborda a complexidade da dança e seus
processos artístico/educativos, enquanto ação estruturante de processos culturais e
sociais. Abordagem da dança como tecnologia educacional, capaz de articular e
estabelecer vínculos entre o conhecimento da dança e os modos de produção e
aplicação desses conhecimentos na sociedade, nos espaços escolares públicos.
Bibliografia específica:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:
arte. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
HOFFMANN, Jussara. Pontos & Contrapontos: do pensar ao agir na avaliação.
Porto Alegre: Mediação, 2000.
LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. Ed. Ícone. São Paulo. 1990.
Bibliografia complementar:
DELORS, Jacques et. al. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para
Aunesco DA Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. São
Paulo: Cortez.2003.
MORAES, M. Cândida. O Paradigma Educacional Emergente. São Paulo: Papirus.
1997.
MORIN, Edgar. Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro. São Paulo:
Cortez. 2000.
NANNI, Dionísia. Dança Educação: da Pré-escola a Universidade. Rio de Janeiro:
Sprint.2003.
RENGEL, Lenira. Os Temas de Moviemento de Rudolf Laban. São Paulo: Ed.
Annablume.2005.
Disciplina: LIBRAS
Pré requisito – Não há.
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
30
30
7º
Extensão
Ementa: Estudo da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), da sua estrutura gramatical,
de expressões manuais, gestuais e do seu papel para a comunidade surda.
Bibliografia específica:
ALMEIDA, Elizabeth C. de; DUARTE, Patrícia M. Atividades ilustradas em Sinais da
Libras.
Rio
de
Janeiro.
Editora
Revinter,
2016.
HONORA, Márcia; FRIZANO, Mary L. E. Livro ilustrado da língua brasileira de
sinais, volumes I, II e III. São Paulo: Ciranda Cultural. 2010.
SILVA, Ângela C. da; NEMBRI, Armando G. Ouvindo o silêncio: surdez, linguagem
82
e
educação.
Editora
Mediação:
Porto
Alegre.
2012.
SANTANA, Ana Paula. Surdez e linguagem: aspectos e implicações
neurolinguísticas.
São
Paulo.
Plexus
Editora,
4°
edição.
2007.
SOUZA, Tanya Amara F. de; MONTEIRO, Myrna S. Libras em contexto: livro
básico. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 6° edição. Rio de
Janeiro, 2006.
Bibliografia complementar:
BARROS, Mariângela Estelita. ELiS: sistema brasileiro de escrita das línguas de
sinais. Porto Alegre: Penso Editora. 2015.
BRITO, Lucinda F. Por uma gramática das línguas de sinais. Rio de Janeiro:
Tempo Brasileiro. 1995.
GÓES, Maria Cecília. R. Linguagem, surdez e educação. Campinas: Autores
Associados. 1996.
QUADROS, Ronice M. de. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais.
BRASÍLIA, SEESP/MEC, 2004.
SACKS, Oliver. Vendo vozes: uma jornada pelo mundo dos surdos. Rio de
Janeiro, Imago, 1990.
SABERES ESPECÍFICOS EM DANÇA LICENCIATURA
Disciplina: ESTUDOS DO CORPO 1
Pré requisito – Não há.
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
Extensão
60
20
40
40
1º
Ementa: A perspectiva da Educação somática na educação do movimento e da
dança. Histórico e princípios da Educação somática abordados do ponto de vista
teórico-prático.
Bibliografia específica:
AZEVEDO, M. Sonia. O papel do corpo no corpo do ator. São Paulo: Perspectiva,
2012.
DOMENICI, Eloísa. O encontro entre dança e educação somática como uma
interface de questionamento epistemológico sobre as teorias do corpo.
Disponível em http://www.scielo.br/pdf/pp/v21n2/v21n2a06.pdf
FORTIN, Sylvie. Educação somática: Novo ingrediente da formação em dança.
Cadernos do GIP-CIT, Salvador, n. 2,p.40-55 fev.1999.
Bibliografia complementar:
BERTAZZO. Ivaldo. Cidadão Corpo: Identidade e Autonomia do Movimento. São
Paulo: SESC/Ópera Prima.1996.
BEVILAQUA, Ana [et al.]. Angel Vianna: sistema, método ou técnica? Organização,
Suzana Saldanha. Rio de Janeiro: Funarte, 2009.
CALAIS-GERMAN, Blandine. Anatomia para o movimento V.1: introdução a
análise das técnicas corporais. São Paulo: Manole, 2010.
CALAIS-GERMAN, Blandine. Anatomia para o movimento V.2: bases de
exercícios. São Paulo:Manole, 2010.
83
VIANNA, Klauss. A Dança. São Paulo: Summus. 2005.
Disciplina: ESTUDOS DO CORPO 2
Pré requisito – ESTUDOS DO CORPO 1
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
Extensão
60
20
40
40
2º
Ementa: Aprofundamento dos temas abordados na disciplina Estudos do Corpo 1
visando uma maior interligação entre Educação Somática e dança na perspectiva da
vivência do movimento dançado.
Bibliografia específica:
DOMENICI, Eloísa. Educação somática e dança: experiências com a
Reorganização Postural Dinâmica. Anais do Congresso da ABRACE. Disponível em
http://www.portalabrace.org/vicongresso/pesquisadanca
MILLER, Jussara. A escuta do corpo: sistematização da técnica Klauss Vianna.
São Paulo: Summus, 2007.
SOTER, Silvia. A educação somática e o ensino da dança. In Lições de Dança 1.
Rio de Janeiro: UniverCidade, (sem indicação de data de publicação).
Bibliografia complementar:
BERGER, Yvone. Viver seu corpo: por uma pedagogia do movimento. São Paulo:
Martins Fontes. 1986.
BERTAZZO. Ivaldo. Cidadão Corpo: Identidade e Autonomia do Movimento. São
Paulo: SESC/Ópera Prima.1996.
BERTAZZO, Ivaldo. Cérebro Ativo: Reeducação do Movimento. São Paulo: Editora
Manole. 2012.
CASTILHO, Jacyan. Análise do movimento e consciência corporal – o movimento
como educação para o ator-bailarino. In CALAZANS, J. (Org [et. Al.]). Dança e
Educação do Movimento. São Paulo: Cortez, 2003.
MILLER, Jussara. Qual é o corpo que dança? São Paulo: Summus. 2012.
Disciplina:
ESTUDOS
DO
Pré requisito – Não há.
MOVIMENTO 1
Período:
1º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
Extensão
60
20
40
40
Ementa: O corpo como categoria para exploração criativa do movimento. Ações
corporais e movimento estruturado. Temas relacionados a consciência do corpo na
investigação de repertórios de movimento.
84
Bibliografia básica:
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Annablume. 2006.
LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. São Paulo: Ícone, 1990.
RENGEL, Lenira. Os Temas de Movimento de Rudolf Laban: modos de aplicação
e referências. São Paulo: Anablume, 2008.
Bibliografia complementar:
MILLER, Jussara. A escuta do corpo: sistematização da técnica Klauss Vianna.
São Paulo: Summus, 2007.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. Rio de Janeiro: Ed.
Vozes, 2011 (28ª ed.)
RASCH, J. Philipe & BURKE, Roger K. Cinesiologia e Anatomia aplicada: a ciência
em artes cênicas. São Paulo: Annablume. 2006.
RECTOR, Monica & TRINTA, Aluizio R. Comunicação do corpo. São Paulo: Ática.
2005.
SIQUEIRA, Denise da C. O. Corpo, Comunicação e Cultura. Campinas, SP: Autores
Associados. 2006.
Disciplina:
MOVIMENTO 2
Período:
2º
ESTUDOS
DO
Pré requisito – Não há.
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: O espaço como categoria para a exploração criativa do movimento. Noções
de orientação espacial. Experiências em espaços alternativos.
Bibliografia específica:
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Annablume. 2006.
LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. São Paulo: Ícone, 1990.
MIRANDA, Regina. Corpo-espaço: aspectos de uma geofilosofia do corpo em
movimento. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008.
Bibliografia complementar:
BRITO, Fabiana D. & JACQUES, Paola B. (org). Corpocidade: debates, ações e
articulações. Salvador: EDUFBA. 2010.
DANTAS, Monica. Dança o enigma do movimento. Porto Alegre: Ed.
Universidade/UFRGS, 1999.
MOMESON & PETRELA (org). Reflexões sobre Laban, o mestre do movimento.
São Paulo: Summus, 2006.
PAIXÃO, Paulo. E é pra dança perder o juízo? In Humus 2. Caxias do Sul: Itaú
cultural,2007.
SANT’ANNA, Denise B. de. Corpos de passagem: ensaios sobre a subjetividade
contemporânea. São Paulo: Estação Liberdade. 2001.
SCHULMANN, Nathalie. Da prática do jogo ao domínio do gesto. In Lições de
Dança 1. Rio de Janeiro: UniverCidade. (sem referência ao ano de publicação).
85
Disciplina:
ESTUDOS
DO
Pré requisito – Não há.
MOVIMENTO 3
Período:
3º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: A expressividade como categoria para exploração criativa do movimento.
Experiências com variações de peso, tempo, espaço e fluxo. Vivências com diferentes
ritmos e dinâmicas de movimento.
Bibliografia específica:
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Annablume. 2006.
LABAN, Rudolf. O domínio do Movimento. São Paulo: Summus, 1987.
LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. São Paulo: Ícone, 1990.
Bibliografia complementar:
BONFITTO, Matteo. O ator compositor: as ações físicas como eixo: de
Stanislávski a Barba. São Paulo: Perspectiva, 2013 (3ª ed.).
FERNANDES, Ciane. Pina Bausch e o Wuppertal Dança – Teatro: repetição e
transformação. São Paulo: Annablume. 2007.
HERCÓLES, Rosa. Corpo e dramaturgia. In In Humus 1. Caxias do Sul: Sigrid Nora,
2004.
LEAL, Patrícia. Respiração e Expressividade: práticas corporais fundamentadas
em Graham e Laban. São Paulo: Fapesp; Annablume. 2006.
MACHADO, Mª. A. A. Pinheiro. Corpo do ator e comunicação. In Humus 1. Caxias
do Sul: Sigrid Nora, 2004.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. Rio de Janeiro: Ed.
Vozes, 2011 (28ª ed.).
Disciplina:
ESTUDOS
DO
Pré requisito – Não há.
MOVIMENTO 4
Período:
4º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: O relacionamento como categoria para exploração criativa do movimento.
Experiências de relações com objetos e com parceiros para o desenvolvimento da
criatividade e da ampliação do repertório de movimento.
Bibliografia específica:
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Annablume. 2006.
LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. São Paulo: Ícone, 1990.
86
RENGEL, Lenira. Os Temas de Movimento de Rudolf Laban: modos de aplicação
e referências. São Paulo: Anablume, 2008.
Bibliografia complementar:
BOURRIAUD, Nicolas. Estética Relacional. São Paulo: Martins Fontes. 2009.
GIL, José. A comunicação dos corpos: Steve Paxton in Movimento Total – o corpo
e a dança. Lisboa: Relógio D’água Editores. 2001.
MACHADO, Mª. A. A. Pinheiro. Corpo do ator e comunicação. In Humus 1. Caxias
do Sul: Sigrid Nora, 2004.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. Rio de Janeiro: Ed.
Vozes, 2011 (28ª ed.).
VENÂNCIO, Silvana; COSTA, Elaine M. de B. Pensar e sentir o corpo na dança
consigo e com o outro in DANTAS, Estélio H. M. Pensando o corpo e o movimento.
Rio de Janeiro: Shape ed. 2005.
Disciplina:
ANTROPOLOGIA
DA
Pré requisito – Não há.
DANÇA
Período:
1º
CH Total
CH Teórica
60
60
CH Prática
Extensão
Ementa: Antropologia: contexto histórico-filosófico de sua formação. Desenvolvimento
de teorias e métodos no estudo das culturas. A cultura e os processos socioculturais
básicos. O corpo humano e suas diferentes dimensões culturais e sociais. A
Antropologia da Dança e os estudos antropológicos de rituais e performances.
Bibliografia específica:
GUEERTZ, Cliford. A Interpretação das Culturas. Ed. Guanabara Koogan. Rio de
Janeiro. 1989.
LAYTON, Robert. Antropologia da Arte. São Paulo. Ed. 70.2001.
LARRAIA, Roque. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Ed. Zahar,
1992.
MAUSS, Marcel. Sociologia e Antropologia. SP: EPU/EDUSP, 1974. vol. 2.
PERSOTO e MARCONI. Introdução à Antropologia. São Paulo: Atlas, 1989.
Bibliografia complementar:
PEREIRA, João Baptista Borges. “A linguagem do corpo na sociedade brasileira:
do ético ao estético”. In Renato da Silva Queiroz (org.) O Corpo Brasileiro –
estudos de estética e beleza. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2000, PP. 6793.
SANTOS, Rafael José dos. Antropologia para quem não vai ser antropólogo. Porto
Alegre: Tomo editorial, 2005.
VILLAÇA, Nízia.“O corpo comunicativo da dança”. In A Edição do Corpo –
tecnociência, artes e moda. Barueri: Estação das Letras, 2007, PP.117-131.
__________ Em Pauta: corpo, globalização e novas tecnologias. Rio de Janeiro:
Mauad/CNPq, 1999.
TERRIN, Aldo Natale. O Rito – antropologia e fenomenologia da ritualidade. Trad.
José Maria de Almeida. São Paulo: Paulus, 2004.
87
Disciplina: HISTÓRIA E ESTÉTICA
Pré requisito – Não há.
DA DANÇA 1
Período:
1º
CH Total
CH Teórica
60
60
CH Prática
Extensão
Ementa: Aborda as características históricas e estéticas da dança cênica articuladas
as vivencias praticas e a apreciação de imagens videográficas. Estudo histórico das
diversas obras coreográficas produzidas em diferentes períodos, permitindo o acesso
a diferentes dinâmicas sócio-culturais e suas reflexões estéticas e investindo na
atualização da questão corpo cênico. Principais tópicos abordados noções de corpo,
condutas espaço-temporais, representações estéticas do movimento, relações com
demais linguagens com referencia especial a partir do século XVIII ate as primeiras
décadas do século XX.
Bibliografia específica:
BOURCIER, Paul. Historia da Dança no Ocidente. Ed. Martins Fontes. 2001.
ELLMERICH, Luis. História da Dança. ed. Companhia Nacional. São Paulo. 1988.
FARO, Antônio José. Pequena Historia da Dança. Ed. Jorge Zahar. 2001.
KATZ, Helena. O Brasil Descobre a Dança A Dança Descobre o Brasil. Ed. DBA.
1994.
MONTEIRO, Mariana. Noverre: Cartas sobre a dança. São Paulo. USP, 1998 (p.33 –
79)
Bibliografia complementar:
CAMINADA, Eliana. História da Dança – evolução cultural. Rio de Janeiro: Sprint.
1999.
FARO, Antônio José. Dicionário de Balé e Dança. Ed. Zahar. Rio de Janeiro. 1989.
MENDES, Mirian Garcia. A dança. São Paulo, Ática, 1991.
PORTINARI, Maribel. História da Dança. ed. Nova Fronteira. Rio de Janeiro. 1989.
Revista Dialogo. Volume X. n. 4 1977. Rio de Janeiro. Ed. Lidador. 95p.
SUASSUNA, Ariano. Iniciação a Estética. 4. Ed. Recife. Ed. Universitária da UFPE,
1996.
Disciplina: HISTÓRIA E ESTÉTICA
Pré requisito – HISTÓRIA E ESTÉTICA DA
DA DANÇA 2
DANÇA 1
Período:
2º
CH Total
CH Teórica
60
60
CH Prática
Extensão
Ementa: Primórdios da dança moderna: a relação dos movimentos modernistas com
a dança. A influência européia e a dança expressionista na dança moderna do século
XX. A Dança moderna americana até a década de 50. Os anos 60 e os Hapennings.
Novos Rumos: A Performance. A Dança Pós-Moderna. A Dança no Brasil no século
XX.
88
Bibliografia específica:
BOURCIER, Paul. Historia da Dança no Ocidente. Ed. Martins Fontes. 2001.
LANGENDONCK,Rosana Van. Merce Cunningham Dança Cósmica acaso, tempo,
espaço. Ed. RVL. 2004.
MARTINS, Giancarlos. A descentralização da cultura da dança no Brasil pós anos
80. In Húmus 2. Caxias do Sul – RS: Lorigraf, 2007.
NAVAS, C. & DIAS, L. Dança Moderna. São Paulo: Secretaria Municipal de Cultura,
1992.
PEREIRA, Roberto. A Formação do Bale Brasileiro. Ed.. FGV. 2003.
Bibliografia complementar:
LANGENDONCK,Rosana Van. A Sagração da Primavera Dança e Gênese. Ed. RVL.
2004.
NIJINSKY, Vaslav. Cadernos de Nijinsky. Ed. Francisco Alves. 2000.
PEREIRA, Roberto. PAVLOVA, Adriana. Coreografia de uma década o Panorama
Rio Arte de Dança. Ed. Casa da Palavra. 2001.
PEREIRA, Roberto. Eros Volusia A Criadora do Bailado Nacional. Ed Relume
Dumara. 2004.
OTERO, Décio. Marika Gidali, Singular e Plural. Ed. SENAC/SP 2001.
PORTINARI, Maribel. História da Dança. ed. Nova Fronteira. Rio de Janeiro. 1989.
VICENZIA, Ida. Dança no Brasil Historia Visual. Ed. Atração. 1997.
Disciplina: FILOSOFIA E ESTÉTICA
Pré requisito – Não há
DA DANÇA
Período:
3º
CH Total
CH Teórica
60
60
CH Prática
Extensão
Ementa: A partir da historia da filosofia, os instrumentos básicos para o
desenvolvimento do raciocínio lógico e a formação de um pensamento baseado na
reflexão, enfatizando a abordagens das questões éticas propiciando ao aluno a
abertura para diferentes interpretações do mundo contemporâneo e das obras de
dança.
Bibliografia específica:
ALDRICH, Virgil C.. Filosofia da Arte. São Paulo: Ed. Zahar. 1969.
ARISTÓTELES. Poética. (Trad. Endoro de Souza). São Paulo: Ed. Abril Cultural.
1973.
BACHELARD, Gaston. A Poética do espaço. São Paulo: Ed. Martins Fontes. 1989.
LANGER, Susanne. Sentimento e Forma. São Paulo: Perspectiva. 1980.
Bibliografia complementar:
BIAO, Armindo. PITOMBO, Renata. Temas em Contemporaneidade, imaginário e
Teatralidade. São Paulo: Ed. Annablume. 2003.
OSBORNE, Harold. Estética e Teoria da Arte: uma introdução histórica. São
Paulo: Ed. Cultrix. 1970.
SILVA, Ursula Rosa; LORETO, Mari Lúcia. Elementos de Estética. Ed EDU- CAT,
1995.
SOURIAU, Etienne. Chaves da Estética. Ed. Civilização Brasileira, 1973.
89
VASQUEZ, Adolfo Sanchez.. Convite à Estética. Ed. Civilização Brasileira, 1999.
Disciplina: ANATOMIA APLICADA À
Pré requisito – Não há
DANÇA
Período:
1º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
80
40
40
Extensão
Ementa: Aborda o estudo da anatomia geral do corpo humano com ênfase absoluta
nas estruturas do movimento. Focaliza estudos em anatomia funcional e embriologia
geral osteo-articular, músculo-tendineia, neuro-motora, contração muscular. A
disciplina é desenvolvida através de aulas teóricas e práticas com ênfase na relação
forma-função em todos os aspectos abordados. A abordagem esta voltada para a
dança e as ações do movimento cênico.
Bibliografia específica:
CALAIS-GERMAN, Blandine. Anatomia para o movimento - Vol.1: Introdução à
análise das técnicas corporais. 4ª Edição. Barueri-SP: Ed. Manole, 2010.
DANGELO J. G., FATINNI C. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. São Paulo:
Ed. Atheneu. 2011.
HAAS, Jacqui Greene. Anatomia da Dança: Guia Ilustrado para o
Desenvolvimento Do Tônus e da Resistência Muscular. São Paulo: Manole.2011.
Bibliografia complementar:
GUYTON, A. C. Neurociencia Basica Anatomia e Fisiologia . Ed. Guanabara.
Koogan, 1993.
GARDNER e OSBURN. Anatomia do Corpo Humano. Ed. Atheneu. 1988.
MARQUES, Elaine Cristina Mendes. Anatomia e Fisiologia Humana. São Paulo:
Martinari. 2014.
RASCH, Philip J.; GRABINER, Mark D.; GREGOR, Robert J. ;GARHAMMER, John.
Cinesiologia e Anatomia Aplicada. 7ª Edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
1991.
STAUGAARD-JONES,Jo Ann. Exercício e Movimento - abordagem anatômica:
Guia para o estudo de dança,pilates, esporte e yoga. São Paulo: Manole. 2004.
Disciplina:
CINESIOLOGIA
APLICADA A DANÇA.
Pré requisito – ANATOMIA APLICADA À
DANÇA
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
30
30
2º
Extensão
EMENTA: Apresenta uma visão geral dos aspectos cinesiologicos fundamentais
envolvidos no aprendizado motor: o movimento humano com um acontecimento
histórico, aprendizagem motora e suas qualidades do movimento, a aprendizagem do
movimento propriamente dito. A abordagem esta voltada a dança e as ações do
movimento cênico.
90
Bibliografia específica:
CALAIS-GERMAN, Blandine; LAMOTTE, Andrée. Anatomia para o movimento Vol.2: bases de exercícios. 2ª Edição. Barueri-SP: Ed. Manole, 2010.
FERNANDES, André. Cinesiologia do Alongamento. Ed. Sprint. 2002.
FLOYD, R. T. Manual de Cinesiologia Estrutural. Barueri-SP: Editora Manoli. 2011.
FORNASARI, Carlos Alberto. Manual para Estudo da Cinesiologia. Baruerí-SP: Ed
Manole. 2011.
Bibliografia complementar:
BEZIERS, Marie-Madeleine. A coordenação motora: aspecto mecânico da
organização psicomotora do homem. São paulo: Summus, 1992.
GATTIKER, Katharina. Cinesiologia. Ed. Cultrix. 2005.
JUNIOR, A. Achour. Exercícios de alongamento: anatomia e fisiologia. São Paulo:
Manole, 2002.
RASCH, Philip J., ROGER, K. Burke. Cinesiologia e Anatomia aplicada. Ed.
Guanabara, 1997.
THOMPSON, A J. Manual de Cinesiologia Estrutural. Ed. Manole. 1996.
Disciplina: FISIOLOGIA APLICADA A
Pré requisito – ANATOMIA APLICADA À
DANÇA
DANÇA
Período:
3º
CH Total
CH Teórica
60
60
CH Prática
Extensão
Ementa: Conceito de fisiologia e fisiologia do exercício. Os aspectos relacionados ao
aparelho locomotor e sistema nervoso serão enfatizados devido à especificidade
desta disciplina aos alunos do curso de dança.
Bibliografia específica:
AIRES, M. Fisiologia. Rio de Janeiro: Guanabara: Koogam. 2000.
FRANKLIN, Eric. Condicionamento Físico para a Dança. São Paulo: Manole. 2013.
GUYTON, A.C. Fisiologia Humana. Rio de Janeiro: InterAMERICANA. 1992.
Bibliografia complementar:
ANDRADE, Marília dos Santos; LIRA, Claudio Andre Barbosa de. Fisiologia do
Exercício. São Paulo: Manole. 2016.
GUYTON, A. C. Neurociencia Basica Anatomia e Fisiologia. Ed. Guanabara.
Koogan, 1993.
KRAEMER. William J. Fisiologia do Exercício: Teoria e Prática. Editora Guanabara
Koogan.2001.
MARQUES, Elaine Cristina Mendes. Anatomia e Fisiologia Humana. São Paulo:
Martinari. 2014.
SCHAUF, C. L. et all. Fisiologia Humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 1993.
91
Disciplina:
DESENVOLVIMENTO
Pré requisito – Não há
PSICOMOTOR
Período:
4º
CH Total
CH Teórica
60
60
CH Prática
Extensão
Ementa: Estudo do desenvolvimento humano: princípios e conceitos, mecanismos e
variáveis influentes. Diferentes perspectivas teóricas para a compreensão do
crescimento e desenvolvimento humano. A relação do movimento com o crescimento
e o desenvolvimento humano. Movimentos apropriados para cada faixa etária, em
função das diversas características peculiares do ser humano.
Bibliografia específica:
ARANTAGY, L. R.; Toledo Filho, Silvio de A. Fundamentos biológicos da educação.
São Paulo:Manole, 1985.
COONOLLYU, K. Desenvolvimento motor: passado, presente e futuro. Revista
Paulista de Educação Física, supl. 3:6.15. 2000.
ECKERT, H. M. Desenvolvimento motor. São Paulo:Manole, 1993.
GUEDES & GUEDES. Crescimento, composição corporal e desempenho motor
de crianças e adolescentes. São Paulo: Clr Balieiro, 1997.
LA TAILLE, YVES DE. PIAGET, VYGOTSKY, WALLON. Teorias psicogenéticas em
discussão. São Paulo: Summus, 1992.
Bibliografia complementar:
FREIRE, J.B., De corpo e Alma (O discurso da motricidade). São Paulo, Summus,
1991.
JOBIM E SOUZA, Solange. Re-significando a psicologia do desenvolvimento:
uma contribuição à pesquisa da infância. In: KRAMER, Sônia; LEITE, Maria Isabel
(Org). Infância: fios e desafios da pesquisa. Campinas, SP: Papirus, 1998.
LEVIN, Esteban. A clínica psicomotora: o corpo na linguagem. Ed. Vozes, 1995.
MEUR, A.e STALS, l. Psicomotricidade, educação e reeducação. Ed. Manole,
1995
MUSSEN, P. H. et al. Desenvolvimento e personalidade da criança. São Paulo:
HARBRA, 1995.
Disciplina: DANÇA COM CORPOS
Pré requisito – Não há
DIFERENCIADOS
Período:
6º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
30
30
Extensão
Ementa: Contexto histórico das transformações no pensamento e nas relações da
sociedade com pessoas com corpos diferenciados. A Declaração Universal dos
Direitos Humanos e os Marcos normativos da educação especial. Educação inclusiva
e a relação do professor com alunos com corpos diferenciados. Metodologias
92
aplicadas ao ensino da dança para pessoas com corpos diferenciados. A produção,
em dança, de artistas com corpos diferenciados.
Bibliografias específicas:
ANTUNES, Celso. Inclusão: o nascer de uma nova pedagogia. Ciranda Cultural.
São Paulo.2008.
BRASIL, Comitê Nacional de educação em Direitos Humanos. 2003. Plano Nacional
de Educação em Direitos Humanos. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos
Humanos, Ministério da Educação.
FÁVERO, Osmar; FERREIRA, Windyz at all (org.). Tornar a educação inclusiva.
Brasília:
UNESCO.
2009.
Disponível
em:
http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001846/184683por.pdf
GALINDO, Lavínia Suely Dorta. O direito fundamental à educação: inclusão do
aluno com necessidades especiais. EDUFAL. Maceió. 2009.
ROCHA, Isabelle P. R. A Dança como meio de inclusão para pessoas com
necessidades especiais – Relato de experiência com aluna cadeirante.
Monografia de conclusão do Curso de Especialização no Ensino da Arte – Dança.
UFAL. Maceió – AL. 2008.
SOARES, Maria Aparecida L.; CARVALHO, Maria de Fátima. O Professor e o aluno
com deficiência. São Paulo: Cortez, 2012.
Bibliografias complementares:
ALMEIDA, Antônio Carlos. Surdez, paixão e dança. Ed. Olho d’Água. São Paulo.
2000.
CAZÉ, Clotildes Maria de Jesus Oliveira e OLIVEIRA, Adriana da Silva. Artigo –
Dança além da visão: Possibilidades do corpo cego. Pensar a prática, Vol.11. N°
03. 2008.
FERREIRA, Eliana Lúcia in: FERREIRA, Maria Beatriz Rocha. GUTIERREZ, Gustavo
Luiz (editores). Proposta metodológica para o desenvolvimento da Dança em
cadeira de rodas. Conexões: Educação Física, Esporte e Lazer. Faculdade de
Educação Física. Campinas. 1998.
MATOS, Lucia. Dança e Diferença – cartografia de múltiplos corpos. Salvador –
BA: EDUFBA - 2ᵃ edição, 2014.
OLIVEIRA, Felipe Henrique M. Corpos diferenciados: Criação da performance
‘Kahlo em mim eu e(m) Kahlo’. Maceió – AL: EDUFAL, 2013.
Disciplina:
DANÇAS
POPULARES
Pré requisito – Não há
DE ALAGOAS
Período:
2º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: Contextualização das danças tradicionais e populares de Alagoas.
Discussão dos conceitos de folclore, cultura popular, tradição e identidades. Vivencias
em campo e aprendizado do repertório de algumas dessas danças. Investigação de
manifestações culturais que envolvem a história pessoal do aluno.
Bibliografia específica:
ARANTES, A.A. - O que é Cultura Popular. São Paulo. Brasiliense. 1982.
93
BRANDÃO, C. - O que é folclore. São Paulo: Brasiliense,1982.
ROCHA, J.M.Tenório. Folguedos e Danças de Alagoas
classificação). Maceió: Sergasa, 1994.
(sistematização e
Bibliografia complementar:
BORNHEIM, Gerd. Cultura Brasileira: Tradição/Contradição. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar/Funarte, 1987.
CAVALCANTI, Telma. Ensino das Danças Brasileiras: a Escola como mediadora
Social. Disponível em: www.idanca.net.
HALL, STUART. Identidade Cultural na Pós-Modernidade. Rio de Janeiro: DP & A,
2004.
MARQUES, Isabel – Dançando na Escola. São Paulo: Cortez, Ed. 2000.
ORTIZ, Renato. Românticos e folcloristas. São Paulo: Ed. Olho d’Agua, 1992.
Disciplina:
DANÇAS
POPULARES
Pré requisito – Não há
DO BRASIL
Período:
3º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: Contextualização das danças tradicionais e populares brasileiras. Estudos
sobre o repertório de algumas danças tradicionais e populares brasileiras. Estudos
sobre a obra de artistas que desenvolvem pesquisas estético artísticas a partir dessas
danças.
Bibliografia específica:
ANDRADE, Mario de. Danças Dramáticas do Brasil. São Paulo, Martins
Fontes,1959.
LOPES NETO, Antonio. Construão da Dança Cênica Nordestina: aproveitamento
da cultura popular-1950/1990. Tese de Doutorado. ECA/USP. 2001.
RODRIGUES, Graziela.
Bailarino-Pesquisador-Intérprete: Processo de
Formação. Ed. Funarte, 1997
Bibliografia complementar:
CAVALCANTI, Telma. Ensino das Danças Brasileiras: a Escola como mediadora
Social. Disponível em: www.idanca.net.
CAVALCANTI, Telma. Pé, Umbigo e Coração – pesquisa de criação em dança
contemporânea. Dissertação de Mestrado – UNICAMP, 1997.
HALL, STUART. Identidade Cultural na Pós-Modernidade. Rio de Janeiro: DP & A,
2004.
MARQUES, Isabel – Dançando na Escola. São Paulo: Cortez, Ed. 2000.
OLIVEIRA, M.G.Rocha de - Danças Populares como espetáculo público no
Recife, de 1979 a 1988. Recife, 1991.
94
Disciplina: DANÇAS TRADICIONAIS
Pré requisito – Não há
DOS POVOS 1
Período:
4º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
30
30
Extensão
Ementa: Apreciação, vivência e contextualização das danças tradições dos povos,
com as diferentes concepções de ser humano e como patrimônio cultural da
humanidade, com enfoque na tradição, nos elementos simbólicos, na oralidade e na
gestualidade que caracterizam os modos de produção dessas manifestações em
contextos culturais e momentos históricos diversos.
Bibliografia específica:
CASCUDO, Luís da Câmara. Civilização e Cultura. São Paulo: Global Editora 2004.
________________________ Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro:
Ediouro, s.d.
ELIADE, Mircea.História das Crenças e das Ideias Religiosas 1 - Da Idade da
Pedra aos Mistérios de Elêusis. Rio de Janeiro Zahar 2014.
______________ Imagens e Símbolos: Ensaio sobre o simbolismo mágicoreligioso. São Paulo: Martins Fontes. 2002.
KELEMAN, Stanley. Mito e Corpo; Uma conversa com Joseph Campbell. São
Paulo. Summus Editorial. 2001.
LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Ed. 2008.
MONTES, Maria Lucia. As Figuras do Sagrado – Entre o Público e o Privado na
Religiosidade Brasileira. São Paulo Claroenigma. 2012.
Bibliografia complementar:
BURKE, Peter. O Que é História Cultural. Rio de Janeiro Zahar 2008.
CORTEZ, G. Dança Brasil! Belo Horizonte; Ed. Leitura, 2000.
JUNG, Carl G.. O Homem e Seus Símbolos, Nova Fronteira 2008.
GENNEP, Arnold Van. Os Ritos de Passagem. Petrópolis –RJ: Editora Vozes. 2011.
MALON, Brenda. Os Símbolos Místicos- Um Guia Completo dos Símbolos e
Sinais Mágicos e Sagrados - Volume I Símbolos de Antigas Civilizações e
Religiosos. São Paulo: Larousse. 2009.
NASSER, Maria Celina Cabrera. O Uso de Símbolos - Sugestões para a Sala de
Aula Paulinas. 2006.
PEREIRA, Antonia; ISAACSSON, Marta; TORRES, Walter Lima. (Org.) Cena, Corpo
e Dramaturgia entre Tradição e Contemporaneidade. Rio de Janeiro Pão e Rosas.
2012.
ROBATTO, L. e MASCARENHAS, L. Os passos da dança – Bahia. Salvador; FCJA,
2002.
SANTOS, Inaicyra Falcão dos. Corpo e Ancestralidade; uma proposta pluricultural
de dança-arte-educação .São Paulo Terceira Margem. 2006.
SANTAELLA, Lucia. Corpo e Comunicação:Sintoma da Cultura. São Paulo Paullos.
2004.
SCHMITT, Jean-Claude. O Corpo, os Ritos, so Sonhos, O tempo. Petrópolis-RJ:
Editora Vozes. 2012.
95
WALTE, Plilippe. Mitologia Cristã - Festas, Ritos e Mitos da Idade Média. Maceió
Edufal; CESMAC 2012.
Disciplina: DANÇAS TRADICIONAIS
Pré requisito – DANÇAS TRADICIONAIS
DOS POVOS 2
DOS POVOS 1
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
30
30
5º
Extensão
Ementa: Desenvolvimento de processos de construção prática com base na pesquisa
e na análise das matrizes culturais que caracterizam as danças dos povos, bem como
a discussão desses processos no contexto do ensino da dança.
Bibliografia específica:
ALVES, Teodora Araújo. Heranças de corpos brincantes: saberes da corporeidade
em danças afro-brasileiras. Natal: Editora da UFRN. 2006.
CHELOTTI, Vera Lúcia; MORAES, Zilca Rossetto de. Cirandas: uma nova proposta
na aprendizagem. Rio de Janeiro: Revinter. 2003.
MARQUES, Isabel A. Interações: Crianças, Dança e Escola. São Paulo: Blucher.
2012.
Bibliografia complementar:
ANDRADE, Mário. Danças Dramáticas do Brasil. 2. Ed. Belo Horizonte; Ed. Itatiaia,
1982.
ASSMANN, H. Metáforas novas para reencantar a educação, epistemologia e
didática. Piracicaba: Unimep. 1996.
CAMINADA, Eliana. História da dança: evolução cultural. Rio de Janeiro: Sprint.
1999.
CHAUÍ, M. Conformismo e resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. São Paulo:
Brasiliense, 1996.
CHEVALIER, Jean e GHEERBRANT, Alain “Dança”. In Dicionário dos Simbolos. 2ª
Ed. Trad. Vera da Costa e Silva, Raul de Sá Barbosa, Angela Melin e Lúcia Melin. Rio
de Janeiro: José Olympio Editora1990, PP. 319-320.
MORAES, M. Cândida. O Paradigma Educacional Emergente. Campinas – SP:
Papirus. 1997.
NÓBREGA, Terezinha Petrúcia; VIANA, Raimundo Nonato. Espaço e tempo das
danças populares: uma abordagem coreológica. Revista Brasileira de Ensino de
Arte e Educação Física – PAIDÉIA, v.1, n.1.dezembro de 2005.
PEIRANO, Mariza Rituais ontem e hoje. Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor. 2003.
SANTOS, Inaicyra Falcão dos.; CORTÊS, Gustavo; ANDRAUS, Mariana Baruco
Machado. Rituais e Linguagens da Cena: Trajetórias e Pesquisas Sobre Corpo e
Ancestralidade. Curitiba: 2012.
SEGALEN, Martine Ritos e rituais contemporâneos. Trad. Maria de Lourdes
Menezes. Rio de Janeiro: FGV Editora. 2002.
SUASSUNA, Ariano. Iniciação à Estética. Recife: Editora Universitária da UFPE. 2012.
96
Disciplina:
IMPROVISAÇÃO
EM
Pré requisito – Não há
DANÇA
Período:
4º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: Exploração do espaço, peso e tempo através de técnicas e métodos de
improvisação. Exercícios individuais e em grupos de percepção. Uso da improvisação
como meio de criação de partituras corporais.
Bibliografia específica:
FERNANDES, Ciane. Pina Baush e o Wuppertal dança-teatro: repetições e
transformações. Ed. Hucitec. 2000.
HASELBACH, Barbara. Dança: Improvisação e Movimento: expressão corporal
na educação física. Ed. Ao livro técnico, 1988.
KATZ, Helena. O Coreógrafo como DJ. In, Lições de Dança 1. Rio de Janeiro:
UniverCidade. 2000.
Bibliografia complementar:
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/ Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. Ed: AnnaBlume, 2002.
MEYER, André Alves de Lima. Estudos do MovimentoI, II,III. Baseado nas
pesquisas das professoras Helenita Sá Earp, Glória Futuro Marcos Dias e Ana
Célia Sá Earp. Ed. Departamento de Arte Corporal, EEFD-UFRJ. 2003.
NACHMANOVITCH, S. Ser criativo – O poder da improvisação na vida e na arte.
Summer Editorial. 1993.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e processos de criação. Ed. Vozes. 1994.
SANTANA, Ivani. Corpo aberto: Cunningham, dança e novas tecnologias. Ed.
Fapes. 2002.
VIANNA, Klaus. A Dança. Ed. Summus. 2005.
Disciplina:
COMPOSIÇÃO
Pré requisito – ESTUDOS DO CORPO 1 E
COREOGRÁFICA
2; ESTUDOS DO MOVIMENTO 1 A 4.
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
Extensão
60
20
40
40
6º
Ementa: Estudo dos elementos básicos para a construção coreográfica. Estruturas
auxiliares no processo de composição coreográfica. Estudo concernente ao espaço,
ao peso, a forma, ao uso do tempo.
Bibliografia específica:
FERNANDES, Ciane. O Corpo em movimento: o sistema Laban/ Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Ed. Annablume. 2002.
LABAN, Rudolf. O Domínio do Movimento. São Paulo: Summus. 1978.
97
LOBO, Lenora e NAVAS, Cássia. Teatro do Movimento: Um Método para o
Intérprete Criador. Brasília: LGE Editora. 2003.
RODRIGUEZ, Graziella E. F. Arte da Composição: Bailarino-PesquisadorIntérprete: Processo de Formação. Rio de Janeiro: Funarte. 1997.
Bibliografia complementar:
NACHMANOVITCH, Stephen. O poder da improvisação na vida e na arte. São
Paulo: Summus Editorial. 1993
RENGEL, Lenira. Dicionário Laban. São Paulo: AnnaBlume. 2003
OSTROWER, Fayga. Acasos e Criação Artística. Ed. Campus, 1990
_________________. Criatividade e processos de criação. Rio de Janeiro: Ed.
Vozes. 1987.
SZQMOSI, Géza. Tempo e espaço – as dimensões gêmeas. Rio de Janeiro: Zahar
Ed.. 1994.
Disciplina:
METODOLOGIAS
DO
Pré requisito – Não há
ENSINO DA DANÇA 1
Período:
4º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
Extensão
Ementa: A Dança no contexto do ensino de Arte na escola, no Brasil, a partir da
perspectiva histórica e epistemológica. As metodologias de ensino propostas pela
pedagogia ao longo da história (tradicional, escola nova, construtivismo) e sua
correlação com as metodologias de ensino da Dança.
Bibliografias específicas:
BARBOSA, Ana Mae; CUNHA, Fernanda P. da (org). Abordagem Triangular no
ensino das artes e culturas visuais. São Paulo: Cortez. 2010.
_______________. John Dewey e o Ensino da Arte no Brasil. São Paulo: Cortez.
2002.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros
Curriculares Nacionais – Artes. Brasília: A Secretaria. 2001.
MARQUES, Isabel. Dançando na Escola. São Paulo: Ed. Cortez, 2003.
_______________. Ensino de Dança hoje – textos e contextos. São Paulo: Ed.
Cortez, 2008.
_______________. Linguagem da Dança: Arte e Ensino. São Paulo: Digitexto,
2010.
_______________. Metodologia para ensino de dança: luxo ou necessidade? In:
PEREIRA, Roberto e SOTER, Silvia. (organizadores). Lições de Dança 4. Rio de
Janeiro: UniverCidade. 2003.
Bibliografias complementares:
ALBANO, Ana Angélica; STRAZZACAPPA, Marcia (org). Entrelugares do corpo e da
arte. Campinas-SP: FAEPEX/UNICAMP. 2011.
BARBOSA, Ana Mae (org). Inquietações e mudanças no ensino da arte. São Paulo:
Cortez. 2011.
FERRAZ, Maria Heloísa C. de T.; FUSARI, Maria F. de R. Metodologia do ensino da
arte: fundamentos e proposições. 2 ed. São Paulo: Cortez. 2009.
98
FERREIRA, Sueli (org). O Ensino das Artes: construindo caminhos. Campinas-SP:
Papirus. 2012.
STRAZZACAPPA, Marcia; MORANDI, Carla. Entre a arte e a docência: a formação
do artista da dança. Campinas-SP: Papirus. 2006.
Disciplina:
METODOLOGIAS
DO
Pré requisito – Não há
ENSINO DA DANÇA 2
Período:
5º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
Extensão
Ementa: A contextualização da prática pedagógica na contemporaneidade. A
elaboração de planos de curso e de aula e sua coerência com as escolhas
metodológicas, objetivos e condições de trabalho.
Bibliografias específicas:
BARBOSA, Ana Mae; CUNHA, Fernanda P. da (org). Abordagem Triangular no
ensino das artes e culturas visuais. São Paulo: Cortez. 2010.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental.
Parâmetros Curriculares Nacionais – Artes. Brasília: A Secretaria. 2001.
FERRAZ, Maria Heloísa C. de T.; FUSARI, Maria F. de R. Metodologia do ensino da
arte: fundamentos e proposições. 2 ed. São Paulo: Cortez. 2009.
GANDIN, Danilo; CRUZ, Carlos Henrique C. Planejamento na sala de aula. São
Paulo: Editora Vozes. 2006.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez. 1994.
MARQUES, Isabel. Dançando na Escola. São Paulo: Ed. Cortez. 2003.
_______________. Linguagem da Dança: Arte e Ensino. São Paulo: Digitexto.
2010.
_______________. Metodologia para ensino de dança: luxo ou necessidade? In:
PEREIRA, Roberto e SOTER, Silvia. (organizadores). Lições de Dança 4. Rio de
Janeiro: UniverCidade. 2003.
Bibliografias complementares:
ALBANO, Ana Angélica; STRAZZACAPPA, Marcia (org). Entrelugares do corpo e da
arte. Campinas-SP: FAEPEX/UNICAMP. 2011.
BARBOSA, Ana Mae (org). Inquietações e mudanças no ensino da arte. São Paulo:
Cortez. 2011.
FERREIRA, Sueli (org). O Ensino das Artes: construindo caminhos. Campinas-SP:
Papirus. 2012.
MARQUES, Isabel. Ensino de Dança hoje – textos e contextos. São Paulo: Ed.
Cortez. 2008.
STRAZZACAPPA, Marcia; MORANDI, Carla. Entre a arte e a docência: a formação
do artista da dança. Campinas-SP: Papirus. 2006.
99
Disciplina: ANÁLISE E PERCEPÇÃO
Pré requisito – Não há
MUSICAL
Período:
3º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
60
20
40
Extensão
Ementa: Desenvolvimento da percepção rítmica através de exercícios de escuta,
apreciação musical, exercícios corporais e movimento. Apresentação teórica do
universo musical, seguido de prática corporal: ritmo, melodia, harmonia, textura.
Montagem de coreografias com base na criação e improvisação.
Bibliografia específica:
ARTAXO, Inês. MONTEIRO, Gizele de Assis. Ritmo e Movimento. Ed. Phorte
Editora. 2003.
COPLAND, Aaron. Como Ouvir e Entender Música. Ed. Arte Nova. 1974. Disponível
em:
file:///C:/Users/User/Downloads/Como%20Ouvir%20e%20Entender%20Musica
%20-%20Aaron%20Copland.pdf
HAAD, Aline Nogueira. Ritmo e Dança. Ed. ULBRA. 2003.
SOUZA, Elisa Teixeira de. O Sistema de François Delsarte, O Método de Emilé
Jaques-Dalcroze e suas Relações com as Origens da Dança Moderna. 2011. 273f.
Dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade
de
Brasília.
Brasília.
2011.
Disponível
em:
repositório.unb.br/bitstream/10482/9475/1/2011_ElisaTeixeiradeSouza.pdf
Bibliografia complementar:
BENNETT, Roy. Elementos básicos da musica. Ed. Jorge Zahar. 1987.
CAMARGO, M.L.Marcondes. Musica/movimento:um universo em duas
dimensões; aspectos técnicos e pedagógicos na Educação Física. Belo
Horizonte: Villa Rica. 1994.
SHINCA, Marta. Psicomotricidade Ritmo e Expressão Corporal. Ed Manole. 1991.
WISNIK, José Miguel. O Som e o Sentido, uma Nova História da Música. Ed.
Sewarcz. 1989.
SOUZA, Elisa Teixeira de. As Contribuições de Jaques-Dalcroze para a Dança
Cênica. VI Reunião Científica da ABRACE. Porto Alegre. 2011. Disponível
em:http://www.portalabrace.org/vireuniao/pesquisadanca/11.%20SOUZA,%20Elisa
%20Teixeira%20de.pdf
Disciplina:
FUNDAMENTOS
DA
Pré requisito – Não há
CENOGRAFIA
Período:
7º
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
Extensão
Ementa: Estudo dos espaços cênicos e da arquitetura teatral. Cenografia e formas da
natureza. Funções e relações da cenografia no espetáculo cênico. Exercícios entre o
100
ator e/ou bailarino e o espaço cenográfico. Objetos cênicos e adereços. Exploração de
espaços alternativos e improvisação cenográfica. A rua como espaço cênico.
Bibliografia específica:
NERO, Cyro del. Cenografia - uma breve visita. São Paulo: Ed. Claridade. 2008.
RATTO, Gianni. Antitratado de cenografia: variações sobre o mesmo tema. São
Paulo: Ed. SENAC. 2001.
SERRONI, José Carlos. Oficina de Arquitetura cênica. Rio de Janeiro: Funarte.
2003.
Bibliografia complementar:
COSTA, José de Anchieta. Auleum – a quarta parede. São Paulo: A Books Editora.
2002.
MACHADO, Raul José de Belém. Oficina de Cenotécnica. Rio de Janeiro: Funarte.
2004.
RATTO, Gianni. A mochila do mascate. São Paulo: Hucitec. 1996.
CARVALHO, Jorginho. Oficina iluminação cênica. Rio de Janeiro: Funarte. 2003.
MANTOVANI, Anna.. São Paulo: Ática. 1989.
Disciplina:
PROJETO
MONTAGEM CÊNICA
DE
Pré-requisito – ESTUDOS DO CORPO 1 E
2; ESTUDOS DO MOVIMENTO 1 A 4;
COMPOSIÇÃO COREOGRÁFICA
Período:
7º
CH Total
80
CH Teórica
CH Prática
Extensão
80
20
Ementa: Montagem de um espetáculo interpretado pelos alunos, sob direção do
professor/a, evidenciando o processo de criação cênica. Histórico do diretor. Noções
de direção. Plano de direção. Estruturação do espetáculo visando a aplicação no
ensino.
Bibliografia específica:
FERRACINI, Renato. A Arte de Não Interpretar como Poesia Corpórea do Ator. Ed
Unicamp. 2001.
HÉRCOLES, Rosa. Corpo e Dramaturgia. In Húmus 1. Caxias do Sul – RS: S. Nora/
Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, 2004.
LOBO, Lenora e NAVAS, Cássia. Teatro do Movimento: Um Método para o
Intérprete Criador. Brasília: LGE Editora, 2003.
RODRIGUEZ, Graziella E. F. Arte da Composição: Bailarino-PesquisadorIntérprete: Processo de Formação. Rio de Janeiro: Funarte. 1997.
Bibliografia complementar:
BRITTO, Fabiana et. al. Cartografia da Dança: Criadores-Intérpretes Brasileiros.
São Paulo: Itaú Cultural, 2000.
BURNIER, Luis Otavio. A Arte de Ator da Técnica a Representação. Ed Unicamp.
2001.
NUCLÉO DE ARTES CÊNICAS. CARTOGRAFIA: Rumos Itaú Cultural Dança
2006/2007. São Paulo: Itaú Cultural, 2007.
101
PAIXÃO, Paulo. É pra dança perder o juízo? In Húmus 2. Caxias do Sul-RS: Lorigraf,
2007.
PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. Ed. Perspectiva. 1999.
Disciplina: PESQUISA EM DANÇA
Pré-requisito – Não há
Período:
CH Total
CH Teórica
40
40
6º
CH Prática
Extensão
Ementa: Aportes para procedimentos metodológicos teórico-práticos das várias
etapas da pesquisa e criação em dança. Aborda parâmetros de investigação, técnicas
de observação, levantamento de dados, experimentação do movimento;
sistematização e interpretação teórica e criativa. Dá suporte a disciplina Projeto de
Montagem Cênica
Bibliografia específica:
BRAVI, Valéria C. Um Olhar sobre a incorporação estética do movimento: dança
cênica, São Paulo/1991-2001. São Paulo: ECA-USP, 2001. (Tese de Mestrado em
Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da USP.)
CAVALCANTI, Telma César. Pé, Umbigo e Coração: pesquisa de criação em dança
contemporânea. UNICAMP.1996.
FERNANDES, Ciane. "Escrevedançando: teoria e prática na pesquisa em artes
cênicas". UFBA, 1999.
Bibliografia complementar:
BASTOS, Helena. Cada dança tem seu jeito ou cada inventor descobre um jeito.
In Húmus 3. Caxias do Sul –RS: Lorigraf, 2007
BRITTO, Fabiana et. al. Cartografia da Dança: Criadores-Intérpretes Brasileiros.
São Paulo: Itaú Cultural, 2000.
DANTAS, Mônica. Dança: O Enigma do Movimento. RS: Editora da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, 1999.
LOBO, Lenora e NAVAS, Cássia. Teatro do Movimento: Um Método para o
Intérprete Criador. Brasília: LGE Editora, 2003.
NUCLÉO DE ARTES CÊNICAS. CARTOGRAFIA: Rumos Itaú Cultural Dança.
2006/2007. São Paulo: Itaú Cultural, 2007.
Disciplina: DANÇA NA ESCOLA
Pré-requisito – Não há
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
8º
Extensão
Ementa: Interações entre o espetáculo de dança e a escola. O trabalho educacional
como elemento gerador de um espetáculo de dança. Estratégias de trabalhos
educacionais anteriores e posteriores a uma apresentação: debate e integração com
diferentes disciplinas, tendo como base a Lei 11.645/2008 e os PCN.
102
Bibliografia específica:
BARRETO, Débora. Dança Ensino, Sentidos e Possibilidades na Escola.
Campinas SP: Ed. Autores Associados. 2004.
DUARTE JÚNIOR, João Francisco. Fundamentos Estéticos da Educação. São
Paulo: Ed. Papirus. Campinas. 1988.
KNACKFUSS, Calina. Batalha. Competências definidoras do professor de Dança.
Rio de Janeiro, UFRJ, 1988.
MARQUES, Isabel. Ensino de Dança Hoje. São Paulo: Ed Cortez. 1999.
MARQUES, Isabel. Dançando na Escola. São Paulo: Ed Cortez. 2003.
Bibliografia complementar:
STRAZZACAPPA Marcia. Dançando na Chuva e no chão de Cimento. In
FERREIRA, Sueli (org). O Ensino das Artes. Campinas – SP: Papirus Editora. 2012.
CALAZANS, Julieta et all (org). Dança e Educação em Movimento. São Paulo: Ed
Cortez. 2003.
DANTAS, Mônica. Dança: o enigma do movimento. Rio Grande do Sul: Ed da
URGS. 1999.
BREGOLATO, Roseli Aparecida. Cultura Corporal da Dança. São Paulo: Ed Ícone.
2000.
OSSONA, Paulina. A Educação pela Dança. São Paulo: Ed Summus. 1988.
Disciplina: DANÇA E EDUCAÇÃO
Pré-requisito – Não há
Período:
CH Total
8º
40
CH Teórica
CH Prática
Extensão
40
Ementa: Abordagem do binômio dança educação, visando as expressividades
socioculturais e as suas inter e transdisciplinaridades nos espaços dos saberes. A
dança nos espaços escolares ou de produção cultural comprometida com os Projetos
Pedagógicos. Interagir nas novas redes de informação com as referências que
embasam as suas atividades docentes: a Lei de Diretrizes Curriculares Nacionais para
a formação de professores da educação do ensino médio, a Lei 11.645/2008 e os
PCN.
Bibliografia específica:
DUARTE JÚNIOR, João Francisco. Fundamentos Estéticos da Educação.
Campinas – SP: Ed.Papirus. 1988.
LANGER, Susanne. Sentimento e Forma. São Paulo: Perspectiva. 1980.
MARQUES, Isabel. Dançando na Escola. São Paulo: Ed Cortez. 2003.
________________Ensino de Dança hoje: Textos e contextos. São Paulo: Cortez.
1999.
OSSONA, Paulina. A Educação pela Dança. São Paulo: Ed Summus. 1988.
RANGEL, Nilda Barbosa Cavalcante. Dança Educação. São Paulo: Ed. Fontoura.
2002.
Bibliografia complementar:
ARRUDA, Solange. A arte do movimento. Itajaí-SC: Ed. PW. 1998.
103
COIMBRA, C. Lúcia de Almeida. A Dança como Elemento de Resignificação no
Cotidiano Escolar. Dissertação de Mestrado em Educação. Universidade Federal de
Alagoas/UFAL: Maceió, 2003.
LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. São Paulo: Ed. Ícone. 1990.
NANNI, Dionísia. Dança Educação. Princípios, Métodos e Técnicas. Rio de
Janeiro: Ed. Sprint. 1998.
NANNI, Dionísia. Dança Educação. Pré–escola à universidade. Rio de Janeiro: Ed.
Sprint. 1995.
RECTOR, Monica. TRINTA, Aluizio Ramos. Comunicação do Corpo. São Paulo: Ed
Ática. 1990.
DISCIPLINAS ELETIVAS
Disciplina: TÓPICOS ESPECIAIS EM
Pré-requisito – Não há
DANÇA 1
Período:
DO 3º AO 8º PERÍODO
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
Extensão
Ementa: Workshops e/ou seminários avançados que abordem tópicos de interesse
geral para o professor de dança, podendo abordar técnicas específicas, metodologias
de criação, novas linguagens, diálogos culturais.
Bibliografia específica:
GERALDI, Silvia. Representações sobre técnicas para dançar. In Húmus 2. Caxias
do Sul: Lorigraf, 2007.
GREINER, Christine C. O corpo: pistas para estudos indisciplinares. São Paulo:
MAUSS, Marcel. Sociologia e Antropologia. SP: EPU/EDUSP, 1974. vol. 2.
Bibliografia complementar:
KATZ. Helena. O coreógrafo como DJ. In Lições de Dança 1. Rio de Janeiro:
UniverCidade. (edição sem referência a data de publicação).
KATZ, Helena. e GREINER, Christine. O Meio é a Mensagem: porque o corpo é
objeto da comunicação. H929 Húmus. Caxias do Sul: Prefeitura Municipal. 2004.
LANGER, Susanne. Sentimento e Forma. Perspectiva. 1980.
PAVIANI, Jayme. O corpo humano:objeto e sujeito. In Húmus 3 Caxias do Sul-RS:
Lorigraf. 2007.
RENGEL, Lenira. Metáfora é carne. In Húmus 2. Caxias do Sul-RS: Lorigraf. 2007.
Disciplina: TÓPICOS ESPECIAIS EM
Pré-requisito – Não há
DANÇA 2
Período:
Do 3º ao 8º PERÍODO
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
Extensão
104
Ementa: Workshops e/ou seminários voltados para o conhecimento de alternativas e
recursos tecnológicos para a concepção e registro de processos de criação e de
ensino/aprendizagem da dança assim como para à cena. Interfaces com outras áreas
como vídeo e fotografia.
Bibliografia específica:
LACEY, Hugh M. A linguagem do espaço e do tempo. São Paulo, Perspectiva.
LISSOVSKY, M. e VAZ, P. A vida na tecnologia. In Lições de Dança 1. Rio de
Janeiro: UniverCidade. (edição sem referência a data de publicação).
NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. Trad. Sérgio Tellaroli. São Paulo,
Companhia das Letras. 1995.
Bibliografia complementar:
CALDAS,P. & BRUM, L. Dança em Foco, v.1.: dança e tecnologia. Rio de Janeiro:
Instituto Telemar, 2006.
PARENTE, André (org.) Imagem-máquina: a era das tecnologias do virtual. Rio de
Janeiro, Editoria 34.
SANTANA, Ivani. Corpo aberto: Cunningham, dança e novas tecnologias. São
Paulo: Educ/Fapesp, 2002.
VILLAÇA, Nízia .“ O corpo comunicativo da dança”. In A Edição do Corpo –
tecnociência, artes e moda. Barueri: Estação das Letras, 2007, PP.117-131.
__________ Em Pauta: corpo, globalização e novas tecnologias. Rio de Janeiro:
Mauad/CNPq, 1999.
Disciplina: ILUMINAÇÃO CÊNICA
Pré-requisito – Não há
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
DO 3º AO 8º PERÍODO
Extensão
Ementa: Teoria e pratica da iluminação cênica. Os princípios básicos de eletricidade.
Observação e estudo dos efeitos luminosos e sua elaboração e aplicação cênica.
Projeto de iluminação e sua aplicação no espetáculo de dança, que represente o
aprofundamento do Espaço Cênico em relação ao domínio tecnológico. Iluminação e
meio ambiente.
Bibliografia específica:
CAMARGO, Roberto Abdelnur. O que se tem dito sobre iluminação. In Húmus 2.
Caxias do Sul – RS: Lorigraf, 2007.
----------------------------------------- Luz e cena: Processos de comunicação coevolutivos. Tese de Doutorado. São Paulo: PUC-SP. 2006.
CAMARGO, Roberto Gill. Função estética da luz. São Paulo: Perspectiva. 2012.
SIMÕES, Cibele Forjaz. A luz da linguagem: a iluminação cênica-de instrumento
da visibilidade à scriptura do visível (1º recorte: do fogo à revolução teatral).
Dissertação de Mestrado. São Paulo: ECA/USP. 2008.
105
Bibliografia complementar:
CHAVES, Robert .O Eletricista é Você . Ed. de Ouro, l987.
MOREIRA, Vinicius. Iluminação Elétrica. Ed. Blucher. 1999.
PEDROSA, Israel. Da Cor à Cor Inexistente.Ed. Fename- MEC,1982.
SARAIVA, Hamilton F. Eletricidade Básica Para Teatro.Ed. MEC/Inacen, 1973.
SARAIVA, Hamilton F..Iluminação Teatral: História, Estética e Técnica. Dissertação
de Mestrado, ECA/USP, 1989.
Disciplina:
DANÇA
E
OS
Pré-requisito – Não há
ELEMENTOS DA NATUREZA
Período:
DO 3º AO 8º PERÍODO
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
Extensão
Ementa: Os Elementos da Natureza na cultura mundial. Características simbólicas,
psicológicas e expressivas dos Elementos da Natureza para criação em dança. A
teoria sistêmica e sua contribuição para a construção de uma ecologia profunda. O ser
humano e sua relação com o meio ambiente.
Bibliografias específicas:
ARROYO, Stephen. Astrologia, Psicologia e os Quatro Elementos. 16ª edição. São
Paulo: Pensamento. 2008.
BRASIL, Ministério da Educação. Resolução CNE/CP nº 2, de 15 de junho de 2012 Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Ambiental. Brasília. 2012.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao13.pdf
CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida – uma nova compreensão científica dos sistemas
vivos. São Paulo: Cultrix. 1996.
CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Educação ambiental: a formação do sujeito
ecológico. São Paulo: Cortez. 2004.
Bibliografias complementares:
ECKERT, Achim. O Tao da Cura - A Teoria dos 5 Elementos e o fundamento do Qi
Gong,Tai Chi,Shiatsu,Feng shui e Acumputura. Rio de Janeiro: Ground. 2011.
FERNANDES, Ciane. O corpo em movimento: o sistema Laban/Bartenieff na
formação e pesquisa em artes cênicas. São Paulo: Annablume. 2006.
LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. São Paulo: Ícone, 1990.
LARRAIA, Roque. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Ed. Zahar,
1992.
RIPONCHE, Tenzin W. A Cura através da Forma, da Energia e da Luz. Ed.
Pensamento-Cultrix. São Paulo. 2005.
106
Disciplina:
DANÇA,
GÊNERO
E
Pré-requisito – Não há
IDENTIDADE RACIAL
Período:
DO 3º AO 8º PERÍODO
CH Total
CH Teórica
40
40
CH Prática
Extensão
40
Ementa: Análise e compreensão das cenas e vozes da realidade encontrada nas
escolas, grupos e famílias. Possibilidades de intersecção de gênero e raça nas
vivências das artes, como também, as possibilidades da dança como conteúdo
formativo para os gêneros e raça.
Bibliografia específica:
BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) –
Orientação
Sexual.
Brasília.
1997.
Disponível
em:
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/orientacao.pdf
HANNA, Judith Lynne. Dança, Sexo e Gênero: signos de identidade, dominação,
desafio e desejo. Rio de Janeiro: Rocco. 1999.
JÚNIOR, Jorge Leite. Nossos corpos também mudam: sexo, gênero, e a invenção
das categorias Travesti e Transexual no discuso científico. Tese de Doutorado.
PUC/São
Paulo.
2008.
Disponível
em:
http://www.sapientia.pucsp.br/tde_arquivos/8/TDE-2008-11-19T12:12:47Z6792/Publico/Jorge%20Leite%20Junior.pdf
MARTINS, Jacqueline Cristina Jesus & EMEF, Serpa. Brincadeiras de meninos e de
meninas: Podemos brincar juntos? Disponível em: www.gpef.fe.usp.br/SEMEF
2012.
Bibliografia complementar:
BARROS, Mariana Leal de. Os Deuses não ficarão escandalizados: ascendências
e reminiscências de femininos subversivos no sagrado. Revista Estudos
Feministas. Vol.21. Nº 02/2013.
MISKOLCI, Richard. Machos e Brothers: uma etnografia sobre o armário em
relações homoeróticas masculinas criadas on line. Revista Estudos Feministas.
Vol.21. Nº 02/2013.
RIBEIRO, Jucélia Santos Bispo. Brincadeiras de meninos e de meninas:
socialização, sexualidade e gênero entre crianças e a construção social das
diferenças. cadernos pagu (26), janeiro-junho de 2006: pp.145-168. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/cpa/n26/30389.pdf
SIMÕES, José Alberto. Entre percursos e discursos identitários: etnicidade,
classe e gênero na cultura Hip Hop. Revista Estudos Feministas. Vol.21. Nº
02/2013.
NÓBREGA, Nadir Oliveira. Sou negona, sim senhora! Um olhar sobre as práticas
espetaculares dos Blocos Afros Ilê Aiyê, Olodum, Malê Debalê e Bankoma. 4º
Capítulo da Tese de Doutorado. PPGAC/UFBA. 2013.
107
Disciplina: BALÉ CLÁSSICO 1
Pré-requisito – Não há
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
Extensão
40
20
20
40
DO 3º AO 8º PERÍODO
Ementa: A estruturação postural do bailarino a partir dos princípios da
perpendicularidade e da estabilidade. Trabalhar com os elementos básicos da técnica
de dança clássica, considerando as condições físicas apresentadas por cada aluno/a.
A estrutura da técnica e a estética clássica deverão ser trabalhadas de maneira
consciente, possibilitando um desenvolvimento técnico do corpo que possa dialogar e
contribuir com outros estilos/estéticas de dança.
Bibliografias específicas:
CALAIS-GERMAN, Blandine. Anatomia para o movimento – Vol. 1: Introdução à
análise das técnicas corporais. Ed. Manole. 1992.
SAMPAIO, Flávio. Ballet Essencial. Ed. Sprint. Rio de Janeiro. 2000.
__________, Flávio. Balé Passo a Passo – história, técnica e terminologia.
Fortaleza: Expressão gráfica e Editora. 2013.
Bibliografias complementares:
BALDI, Neila Cristina. O que há do lado de lá: cartas de um dueto da educação
somática com o balé clássico. 2014. 156 f. Dissertação de mestrado na
Universidade Federal da Bahia, Escola de Teatro. Bahia. 2014.
DOMENICI, Eloisa. O encontro entre dança e educação somática como uma
interface de questionamento epistemológico sobre as teorias do corpo. ProPosições, Campinas, v. 21, n. 2 (62), p. 69-85, maio/ago. 2010. Disponível em:
www.scielo.br/pdf/pp/v21n2/v21n2a06.pdf Acesso em: 13/12/2016.
MILLER, Jussara. A Escuta do Corpo – Sistematização da Técnica Klauss Vianna.
Ed. Summus. São Paulo. 2007.
PAVLOVA, Anna. Dicionário de Ballet. Ed. Nórdica. 2000.
ROCHA, Isabelle P. R. Balé de Flávio Sampaio na academia: diálogos com o
projeto político pedagógico do Curso de Licenciatura em Dança da UFAL.
Maceió-AL: EDUFAL. 2015.
Disciplina: BALÉ CLÁSSICO 2
Pré-requisito – BALÉ CLÁSSICO 1
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
Extensão
40
20
20
40
DO 3º AO 8º PERÍODO
Ementa: Estruturação de uma aula de balé: exercícios da barra e exercícios do
centro. Abordagem de questões relativas às formas de ensino, a função e as
dinâmicas dos exercícios que compõem uma aula de balé, de nível iniciante.
Trabalhar a técnica clássica de forma consciente e respeitando as características
individuais dos alunos.
108
Bibliografias específicas:
CAMINADA, Eliana. ARAGÃO, Vera. Programa de Ensino de Ballet: Uma
Proposição. Ed. UniverCidade. Rio de Janeiro. 2006.
SAMPAIO, Flávio. Ballet Essencial. Ed. Sprint. Rio de Janeiro. 2000.
__________, Flávio. Balé Passo a Passo – história, técnica e terminologia.
Fortaleza: Expressão gráfica e Editora. 2013.
VAGANOVA, Agripina Y. Fundamentos da Dança Clássica. 2.ed. Curitiba: Editora
Prismas. 2015.
Bibliografias complementares:
CALAIS-GERMAN, Blandine. Anatomia para o movimento – Vol. 1: Introdução à
análise das técnicas corporais. Ed. Manole. 1992.
MILLER, Jussara. A Escuta do Corpo – Sistematização da Técnica Klauss Vianna.
Ed. Summus. São Paulo. 2007.
PAVLOVA, Anna. Dicionário de Ballet. Ed. Nórdica. 2000.
ROCHA, Isabelle P. R. Balé de Flávio Sampaio na academia: diálogos com o
projeto político pedagógico do Curso de Licenciatura em Dança da UFAL.
Maceió-AL: EDUFAL. 2015.
SAMPAIO, Flávio in SOTER, Silvia. PEREIRA, Roberto (organizadores). Balé:
Compreensão e Técnica. Lições de Dança 2. Ed. UniverCidade. Rio de Janeiro.
2000.
Disciplina: BALÉ CLÁSSICO 3
Pré-requisito – BALÉ CLÁSSICO 1 e 2
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
Extensão
40
20
20
40
DO 3º AO 8º PERÍODO
Ementa: Aprofundamento dos conteúdos estudados nas disciplinas Técnica clássica 1
e 2. Ampliação do repertório de passos de uma aula de balé, de nível iniciante.
Trabalho de musicalidade a partir de vivências de movimento que explorem os ritmos
binário, ternário e os contratempos. Exploração do espaço e dos direcionamentos do
corpo a partir dos oito pontos da sala.
Bibliografias específicas:
CAMINADA, Eliana. ARAGÃO, Vera. Programa de Ensino de Ballet: Uma
Proposição. Ed. UniverCidade. Rio de Janeiro. 2006.
SAMPAIO, Flávio. Ballet Essencial. Ed. Sprint. Rio de Janeiro. 2000.
__________, Flávio. Balé Passo a Passo – história, técnica e terminologia.
Fortaleza: Expressão gráfica e Editora. 2013.
VAGANOVA, Agripina Y. Fundamentos da Dança Clássica. 2.ed. Curitiba: Editora
Prismas. 2015.
Bibliografias complementares:
CALAIS-GERMAN, Blandine. Anatomia para o movimento – Vol. 1: Introdução à
análise das técnicas corporais. Ed. Manole. 1992.
MILLER, Jussara. A Escuta do Corpo – Sistematização da Técnica Klauss Vianna.
Ed. Summus. São Paulo. 2007.
109
PAVLOVA, Anna. Dicionário de Ballet. Ed. Nórdica. 2000.
ROCHA, Isabelle P. R. Balé de Flávio Sampaio na academia: diálogos com o
projeto político pedagógico do Curso de Licenciatura em Dança da UFAL.
Maceió-AL: EDUFAL. 2015.
SAMPAIO, Flávio in SOTER, Silvia. PEREIRA, Roberto (organizadores). Balé:
Compreensão e Técnica. Lições de Dança. 2. Ed. UniverCidade. Rio de Janeiro.
2000.
Disciplina: DANÇAS E CANTIGAS DA
Pré-requisito – Não há
INFÂNCIA
Período:
DO 3º AO 8º PERÍODO
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
Extensão
Ementa: As danças e cantigas da infância no processo de formação do indivíduo e
sua relação de pertencimento. Ensino e prática de cantigas e danças considerando os
princípios sócio educativos. Aspectos metodológicos do jogo e da brincadeira nas
diferentes culturas como procedimento de ensino e de como conhecimento do
indivíduo e da cultura.
Bibliografias específicas:
BROUGÈ. G. Brinquedo e cultura. São Paulo: Cortez. 1997.
CALLOIS, R. Os jogos e os homens. Lisboa: Cotovia. 1990.
SANTOS, Santa Marli Pires dos. (org.) O Lúdico na Formação do Educador.
Petrópolis – RJ:1997.
Bibliografias complementares:
ALVES, Fátima. Psicomotricidade: Corpo, ação e emoção. Rio de Janeiro: Wak Ed.
2008.
DOWBOR, Fátima Freire. Quem educa marca o corpo do outro. São Paulo: Cortez.
2008.
CHELOTTI, Vera Lúcia; ROSSETTO, Zilca de Moraes. Cirandas: uma nova
proposta na aprendizagem psicomotora. Rio de Janeiro: Revinter. 2003.
NÓBREGA, Terezinha Petrucia; VIANA, Raimundo Nonato. Espaço e tempo das
danças populares: uma abordagem coreológica. Revista Brasileira de ensino de
arte e educação física. Rio de Janeiro: Paidea. 2005.
ALVES, Teodora Araújo. Heranças de corpos brincantes: saberes da corporeidade
em danças afro-brasileiras. Natal – RN: Editora da UFRN. 2006.
Disciplina: DANÇAS CIRCULARES
Pré-requisito – Não há
Período:
CH Total
CH Teórica
CH Prática
40
20
20
DO 3º AO 8º PERÍODO
Extensão
110
Ementa: As Danças Circulares como um campo pedagógico de investigação e criação
que dialoga com as culturas e danças do mundo, estudando e vivenciando sua
história, fazendo releituras e buscando conexões e novas significações com o
sagrado, em músicas e movimentos.
Bibliografia específica:
WOSIEN, Bernhard. Dança um caminho para a totalidade. São Paulo: Triom, 2000.
WOSIEN, Maria. Gabrielle. Danças Sagradas: deuses, mitos e ciclo. São Paulo:
Triom, 2002.
_____________________. Dança: símbolos em movimento. São Paulo: Anhembi
Morumbi. 2004.
Bibliografias complementares:
BARTON, Anna. Espírito da Dança. São Paulo: Triom. 2004.
RAMOS, Renata. C. L.(Org.). Danças circulares sagradas: uma proposta de
educação e cura . São Paulo: Triom, 1998.
MALLON, Brenda. Os símbolos místicos: um guia completo dos símbolos e
sinais mágicos e sagrados. São Paulo: La Rousse. 2009.
OSTETO, Luciana Esmeralda. Danças Circulares na Formação de Professores: A
inteireza do Ser na Roda. Florianópolis – SC: Letras Contemporâneas. 2014.
ELIADE, Micea. O xamanismo e as técnicas arcaicas de êxtase. São Paulo:
Martins Fontes. 2002.
23- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Governo Federal. Decreto nº 5.296/04 - Regulamenta a Lei nº 10.048, de
8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que
especifica, e a Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas
gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas
portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Brasília. 2004.
BRASIL. Governo Federal. Lei nº 10.639 - Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a
obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Brasília. 2003.
BRASIL. Governo Federal. Lei nº 11.645 - Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a
obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.
Brasília. 2008.
BRASIL. Governo Federal. Resolução CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de 2002 Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da
Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena.
Brasília. 2002.
BRASIL. Governo Federal. Resolução CNE/CES n.02/2007 - Dispõe sobre carga
horária mínima e procedimentos relativos à integralização e duração dos cursos
de graduação, bacharelados, na modalidade presencial. Brasília. 2007.
BRASIL. Governo Federal. Decreto n.5.626 de 22 de dezembro de 2005 Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua
Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de
2000. Brasília. 2005.
BRASIL. Governo Federal. Lei N° 12.764, de 27 de dezembro de 2012, protege os
Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Brasília. 2012.
111
BRASIL. Governo Federal. Lei Nº 12.319, de 1º de setembro de 2010 Regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais
– LIBRAS. Brasília. 2002.
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relativas aos processos de regulação, avaliação e supervisão da educação
superior no sistema federal de educação, e o Cadastro e-MEC de Instituições e
Cursos Superiores e consolida disposições sobre indicadores de qualidade,
banco de avaliadores (Basis) e o Exame Nacional de Desempenho de
Estudantes (ENADE) e outras disposições. Brasília. 2007.
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2004.
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Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade
112
das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida e dá outras
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PROGRAD/Fórum dos Colegiados, de 20 de setembro de 2013 - Dispõe sobre os
procedimentos para reformulação dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação
da UFAL. Pró-Reitoria de Graduação da UFAL. Maceió-AL. 2013.
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PROGRAD/Fórum das Licenciaturas, de 27 de setembro de 2013 - Disciplina a
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da UFAL.Pró-Reitoria de Graduação da UFAL. Maceió-AL. 2013.
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outubro de 2005 – Institui e regulamenta o funcionamento do regime acadêmico
semestral, nos cursos de graduação da UFAL, a partir do ano letivo de 2006.
Maceió. 2005.
113
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novembro de 1995, estabelece normas para o funcionamento da parte flexível do
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SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez.
2000.
114
ANEXOS
115
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CONSELHO PLENO
RESOLUÇÃO Nº 2, DE 1º DE JULHO DE 2015(*)
Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para
a formação inicial em nível superior (cursos de
licenciatura, cursos de formação pedagógica
para graduados e cursos de segunda
licenciatura) e para a formação continuada.
O Presidente do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas
atribuições legais e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.131, de 24 de novembro de
1995, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei nº 11.494, de 20 de junho de
2007, Lei nº 11.502, de 11 de julho de 2007, Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, Lei
nº 12.796, de 4 de abril de 2013, Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, observados
os preceitos dos artigos 61 até 67 e do artigo 87 da Lei nº 9.394, de 1996, que
dispõem sobre a formação de profissionais do magistério, e considerando o Decreto
nº 6.755, de 29 de janeiro de 2009, as Resoluções CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro
de 2002, CNE/CP nº 2, de 19 de fevereiro de 2002, CNE/CP nº 1, de 15 de maio de
2006, CNE/CP nº 1, de 11 de fevereiro de 2009, CNE/CP nº 3, de 15 de junho de
2012, e as Resoluções CNE/CEB nº 2, de 19 de abril de 1999, e CNE/CEB nº 2, de 25
de fevereiro de 2009, as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, bem
como o Parecer CNE/CP nº 2, de 9 de junho de 2015, homologado por Despacho do
Ministro de Estado da Educação publicado no Diário Oficial do União de 25 de junho
de 2015, e
CONSIDERANDO que a consolidação das normas nacionais para a formação
de profissionais do magistério para a educação básica é indispensável para o projeto
nacional da educação brasileira, em seus níveis e suas modalidades da educação,
tendo em vista a abrangência e a complexidade da educação de modo geral e, em
especial, a educação escolar inscrita na sociedade;
CONSIDERANDO que a concepção sobre conhecimento, educação e ensino é
basilar para garantir o projeto da educação nacional, superar a fragmentação das
políticas públicas e a desarticulação institucional por meio da instituição do Sistema
Nacional de Educação, sob relações de cooperação e colaboração entre entes
federados e sistemas educacionais;
CONSIDERANDO que a igualdade de condições para o acesso e a
permanência na escola; a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a
cultura, o pensamento, a arte e o saber; o pluralismo de ideias e de concepções
pedagógicas; o respeito à liberdade e o apreço à tolerância; a valorização do
profissional da educação; a gestão democrática do ensino público; a garantia de um
padrão de qualidade; a valorização da experiência extraescolar; a vinculação entre a
educação escolar, o trabalho e as práticas sociais; o respeito e a valorização da
diversidade étnico-racial, entre outros, constituem princípios vitais para a melhoria e
democratização da gestão e do ensino;
CONSIDERANDO que as instituições de educação básica, seus processos de
organização e gestão e projetos pedagógicos cumprem, sob a legislação vigente, um
papel estratégico na formação requerida nas diferentes etapas (educação infantil,
ensino fundamental e ensino médio) e modalidades da educação básica;
CONSIDERANDO a necessidade de articular as Diretrizes Curriculares
116
Nacionais para a Formação Inicial e Continuada, em Nível Superior, e as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Básica;
CONSIDERANDO os princípios que norteiam a base comum nacional para a
formação inicial e continuada, tais como: a) sólida formação teórica e interdisciplinar;
b) unidade teoria-prática; c) trabalho coletivo e interdisciplinar; d) compromisso social
e valorização do profissional da educação; e) gestão democrática; f) avaliação e
regulação dos cursos de formação;
CONSIDERANDO a articulação entre graduação e pós-graduação e entre
pesquisa e extensão como princípio pedagógico essencial ao exercício e
aprimoramento do profissional do magistério e da prática educativa;
CONSIDERANDO a docência como ação educativa e como processo
pedagógico intencional e metódico, envolvendo conhecimentos específicos,
interdisciplinares e pedagógicos, conceitos, princípios e objetivos da formação que se
desenvolvem entre conhecimentos científicos e culturais, nos valores éticos, políticos
e estéticos inerentes ao ensinar e aprender, na socialização e construção de
conhecimentos, no diálogo constante entre diferentes visões de mundo;
CONSIDERANDO o currículo como o conjunto de valores propício à produção
e à socialização de significados no espaço social e que contribui para a construção da
identidade sociocultural do educando, dos direitos e deveres do cidadão, do respeito
ao bem comum e à democracia, às práticas educativas formais e não formais e à
orientação para o trabalho;
CONSIDERANDO a realidade concreta dos sujeitos que dão vida ao currículo
e às instituições de educação básica, sua organização e gestão, os projetos de
formação, devem ser contextualizados no espaço e no tempo e atentos às
características das crianças, adolescentes, jovens e adultos que justificam e instituem
a vida da/e na escola, bem como possibilitar a reflexão sobre as relações entre a vida,
o conhecimento, a cultura, o profissional do magistério, o estudante e a instituição;
CONSIDERANDO que a educação em e para os direitos humanos é um direito
fundamental constituindo uma parte do direito à educação e, também, uma mediação
para efetivar o conjunto dos direitos humanos reconhecidos pelo Estado brasileiro em
seu ordenamento jurídico e pelos países que lutam pelo fortalecimento da
democracia, e que a educação em direitos humanos é uma necessidade estratégica
na formação dos profissionais do magistério e na ação educativa em consonância
com as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos;
CONSIDERANDO a importância do profissional do magistério e de sua
valorização profissional, assegurada pela garantia de formação inicial e continuada,
plano de carreira, salário e condições dignas de trabalho;
CONSIDERANDO o trabalho coletivo como dinâmica político-pedagógica que
requer planejamento sistemático e integrado,
Resolve:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Ficam instituídas, por meio da presente Resolução, as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada em Nível Superior de
Profissionais do Magistério para a Educação Básica, definindo princípios,
fundamentos, dinâmica formativa e procedimentos a serem observados nas políticas,
na gestão e nos programas e cursos de formação, bem como no planejamento, nos
processos de avaliação e de regulação das instituições de educação que as ofertam.
117
§ 1º Nos termos do § 1º do artigo 62 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), as instituições formadoras em articulação com os sistemas de ensino,
em regime de colaboração, deverão promover, de maneira articulada, a formação
inicial e continuada dos profissionais do magistério para viabilizar o atendimento às
suas especificidades nas diferentes etapas e modalidades de educação básica,
observando as normas específicas definidas pelo Conselho Nacional de Educação
(CNE).
§ 2º As instituições de ensino superior devem conceber a formação inicial e
continuada dos profissionais do magistério da educação básica na perspectiva do
atendimento às políticas públicas de educação, às Diretrizes Curriculares Nacionais,
ao padrão de qualidade e ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior
(Sinaes), manifestando organicidade entre o seu Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI), seu Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e seu Projeto
Pedagógico de Curso (PPC) como expressão de uma política articulada à educação
básica, suas políticas e diretrizes.
§ 3º Os centros de formação de estados e municípios, bem como as
instituições educativas de educação básica que desenvolverem atividades de
formação continuada dos profissionais do magistério, devem concebê-la atendendo às
políticas públicas de educação, às Diretrizes Curriculares Nacionais, ao padrão de
qualidade e ao Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes),
expressando uma organicidade entre o seu Plano Institucional, o Projeto Político
Pedagógico (PPP) e o Projeto Pedagógico de Formação Continuada (PPFC) através
de uma política institucional articulada à educação básica, suas políticas e diretrizes.
Art. 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e
Continuada em Nível Superior de Profissionais do Magistério para a Educação Básica
aplicam-se à formação de professores para o exercício da docência na educação
infantil, no ensino fundamental, no ensino médio e nas respectivas modalidades de
educação (Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Educação Profissional
e Tecnológica, Educação do Campo, Educação Escolar Indígena, Educação a
Distância e Educação Escolar Quilombola), nas diferentes áreas do conhecimento e
com integração entre elas, podendo abranger um campo específico e/ou
interdisciplinar.
§ 1º Compreende-se a docência como ação educativa e como processo
pedagógico intencional e metódico, envolvendo conhecimentos específicos,
interdisciplinares e pedagógicos, conceitos, princípios e objetivos da formação que se
desenvolvem na construção e apropriação dos valores éticos, linguísticos, estéticos e
políticos do conhecimento inerentes à sólida formação científica e cultural do
ensinar/aprender, à socialização e construção de conhecimentos e sua inovação, em
diálogo constante entre diferentes visões de mundo.
§ 2º No exercício da docência, a ação do profissional do magistério da
educação básica é permeada por dimensões técnicas, políticas, éticas e estéticas por
meio de sólida formação, envolvendo o domínio e manejo de conteúdos e
metodologias, diversas linguagens, tecnologias e inovações, contribuindo para ampliar
a visão e a atuação desse profissional.
Art. 3º A formação inicial e a formação continuada destinam-se,
respectivamente, à preparação e ao desenvolvimento de profissionais para funções de
magistério na educação básica em suas etapas – educação infantil, ensino
fundamental, ensino médio – e modalidades – educação de jovens e adultos,
educação especial, educação profissional e técnica de nível médio, educação escolar
indígena, educação do campo, educação escolar quilombola e educação a distância –
a partir de compreensão ampla e contextualizada de educação e educação escolar,
visando assegurar a produção e difusão de conhecimentos de determinada área e a
participação na elaboração e implementação do projeto político-pedagógico da
118
instituição, na perspectiva de garantir, com qualidade, os direitos e objetivos de
aprendizagem e o seu desenvolvimento, a gestão democrática e a avaliação
institucional.
§ 1º Por educação entendem-se os processos formativos que se desenvolvem
na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino,
pesquisa e extensão, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas
relações criativas entre natureza e cultura.
§ 2º Para fins desta Resolução, a educação contextualizada se efetiva, de
modo sistemático e sustentável, nas instituições educativas, por meio de processos
pedagógicos entre os profissionais e estudantes articulados nas áreas de
conhecimento específico e/ou interdisciplinar e pedagógico, nas políticas, na gestão,
nos fundamentos e nas teorias sociais e pedagógicas para a formação ampla e cidadã
e para o aprendizado nos diferentes níveis, etapas e modalidades de educação
básica.
§ 3º A formação docente inicial e continuada para a educação básica constitui
processo dinâmico e complexo, direcionado à melhoria permanente da qualidade
social da educação e à valorização profissional, devendo ser assumida em regime de
colaboração pelos entes federados nos respectivos sistemas de ensino e
desenvolvida pelas instituições de educação credenciadas.
§ 4º Os profissionais do magistério da educação básica compreendem aqueles
que exercem atividades de docência e demais atividades pedagógicas, incluindo a
gestão educacional dos sistemas de ensino e das unidades escolares de educação
básica, nas diversas etapas e modalidades de educação (educação infantil, ensino
fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos, educação especial,
educação profissional e técnica de nível médio, educação escolar indígena, educação
do campo, educação escolar quilombola e educação a distância), e possuem a
formação mínima exigida pela legislação federal das Diretrizes e Bases da Educação
Nacional.
§ 5º São princípios da Formação de Profissionais do Magistério da Educação
Básica:
I - a formação docente para todas as etapas e modalidades da educação
básica como compromisso público de Estado, buscando assegurar o direito das
crianças, jovens e adultos à educação de qualidade, construída em bases científicas e
técnicas sólidas em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Básica;
II - a formação dos profissionais do magistério (formadores e estudantes) como
compromisso com projeto social, político e ético que contribua para a consolidação de
uma nação soberana, democrática, justa, inclusiva e que promova a emancipação dos
indivíduos e grupos sociais, atenta ao reconhecimento e à valorização da diversidade
e, portanto, contrária a toda forma de discriminação;
III - a colaboração constante entre os entes federados na consecução dos
objetivos da Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da
Educação Básica, articulada entre o Ministério da Educação (MEC), as instituições
formadoras e os sistemas e redes de ensino e suas instituições;
IV - a garantia de padrão de qualidade dos cursos de formação de docentes
ofertados pelas instituições formadoras;
V - a articulação entre a teoria e a prática no processo de formação docente,
fundada no domínio dos conhecimentos científicos e didáticos, contemplando a
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
VI - o reconhecimento das instituições de educação básica como espaços
necessários à formação dos profissionais do magistério;
VII - um projeto formativo nas instituições de educação sob uma sólida base
teórica e interdisciplinar que reflita a especificidade da formação docente,
119
assegurando organicidade ao trabalho das diferentes unidades que concorrem para
essa formação;
VIII - a equidade no acesso à formação inicial e continuada,
contribuindo para a redução das desigualdades sociais, regionais e locais;
IX - a articulação entre formação inicial e formação continuada, bem como entre
os diferentes níveis e modalidades de educação;
X - a compreensão da formação continuada como componente essencial da
profissionalização inspirado nos diferentes saberes e na experiência docente,
integrando-a ao cotidiano da instituição educativa, bem como ao projeto pedagógico
da instituição de educação básica;
XI - a compreensão dos profissionais do magistério como agentes formativos
de cultura e da necessidade de seu acesso permanente às informações, vivência e
atualização culturais.
§ 6º O projeto de formação deve ser elaborado e desenvolvido por meio da
articulação entre a instituição de educação superior e o sistema de educação básica,
envolvendo a consolidação de fóruns estaduais e distrital permanentes de apoio à
formação docente, em regime de colaboração, e deve contemplar:
I - sólida formação teórica e interdisciplinar dos profissionais;
II - a inserção dos estudantes de licenciatura nas instituições de educação
básica da rede pública de ensino, espaço privilegiado da práxis docente;
III - o contexto educacional da região onde será desenvolvido;
IV - as atividades de socialização e a avaliação de seus impactos nesses
contextos;
V - a ampliação e o aperfeiçoamento do uso da Língua Portuguesa e da
capacidade comunicativa, oral e escrita, como elementos fundamentais da formação
dos professores, e da aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais (Libras);
VI - as questões socioambientais, éticas, estéticas e relativas à diversidade
étnico-racial, de gênero, sexual, religiosa, de faixa geracional e sociocultural como
princípios de equidade.
§ 7º Os cursos de formação inicial e continuada de profissionais do magistério
da educação básica para a educação escolar indígena, a educação escolar do campo
e a educação escolar quilombola devem reconhecer que:
I - a formação inicial e continuada de profissionais do magistério para a
educação básica da educação escolar indígena, nos termos desta Resolução, deverá
considerar as normas e o ordenamento jurídico próprios, com ensino intercultural e
bilíngue, visando à valorização plena das culturas dos povos indígenas e à afirmação
e manutenção de sua diversidade étnica;
II - a formação inicial e continuada de profissionais do magistério para a
educação básica da educação escolar do campo e da educação escolar quilombola,
nos termos desta Resolução, deverá considerar a diversidade étnico-cultural de cada
comunidade.
Art. 4º A instituição de educação superior que ministra programas e cursos de
formação inicial e continuada ao magistério, respeitada sua organização acadêmica,
deverá contemplar, em sua dinâmica e estrutura, a articulação entre ensino, pesquisa
e extensão para garantir efetivo padrão de qualidade acadêmica na formação
oferecida, em consonância com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), o
Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e o Projeto Pedagógico de Curso (PPC).
Parágrafo único. Os centros de formação de estados e municípios, bem como
as instituições educativas de educação básica que desenvolverem atividades de
formação continuada dos profissionais do magistério, deverão contemplar, em sua
dinâmica e estrutura, a articulação entre ensino e pesquisa, para garantir efetivo
padrão de qualidade acadêmica na formação oferecida, em consonância com o plano
institucional, o projeto político-pedagógico e o projeto pedagógico de formação
continuada.
120
CAPÍTULO II
FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO
PARA EDUCAÇÃO BÁSICA: BASE COMUM NACIONAL
Art. 5º A formação de profissionais do magistério deve assegurar a base
comum nacional, pautada pela concepção de educação como processo emancipatório
e permanente, bem como pelo reconhecimento da especificidade do trabalho docente,
que conduz à práxis como expressão da articulação entre teoria e prática e à
exigência de que se leve em conta a realidade dos ambientes das instituições
educativas da educação básica e da profissão, para que se possa conduzir o(a)
egresso(a):
I - à integração e interdisciplinaridade curricular, dando significado e relevância
aos conhecimentos e vivência da realidade social e cultural, consoantes às exigências
da educação básica e da educação superior para o exercício da cidadania e
qualificação para o trabalho;
II - à construção do conhecimento, valorizando a pesquisa e a extensão como
princípios pedagógicos essenciais ao exercício e aprimoramento do profissional do
magistério e ao aperfeiçoamento da prática educativa;
III - ao acesso às fontes nacionais e internacionais de pesquisa, ao material de
apoio pedagógico de qualidade, ao tempo de estudo e produção acadêmicaprofissional, viabilizando os programas de fomento à pesquisa sobre a educação
básica;
IV - às dinâmicas pedagógicas que contribuam para o exercício profissional e o
desenvolvimento do profissional do magistério por meio de visão ampla do processo
formativo, seus diferentes ritmos, tempos e espaços, em face das dimensões
psicossociais, histórico-culturais, afetivas, relacionais e interativas que permeiam a
ação pedagógica, possibilitando as condições para o exercício do pensamento crítico,
a resolução de problemas, o trabalho coletivo e interdisciplinar, a criatividade, a
inovação, a liderança e a autonomia;
V - à elaboração de processos de formação do docente em consonância com
as mudanças educacionais e sociais, acompanhando as transformações
gnosiológicas e epistemológicas do conhecimento;
VI - ao uso competente das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)
para o aprimoramento da prática pedagógica e a ampliação da formação cultural
dos(das) professores(as) e estudantes;
VII - à promoção de espaços para a reflexão crítica sobre as diferentes
linguagens e seus processos de construção, disseminação e uso, incorporando-os ao
processo pedagógico, com a intenção de possibilitar o desenvolvimento da criticidade
e da criatividade;
VIII - à consolidação da educação inclusiva através do respeito às diferenças,
reconhecendo e valorizando a diversidade étnico-racial, de gênero, sexual, religiosa,
de faixa geracional, entre outras;
IX - à aprendizagem e ao desenvolvimento de todos(as) os(as) estudantes
durante o percurso educacional por meio de currículo e atualização da prática docente
que favoreçam a formação e estimulem o aprimoramento pedagógico das instituições.
Art. 6º A oferta, o desenvolvimento e a avaliação de atividades, cursos e
programas de formação inicial e continuada, bem como os conhecimentos
específicos, interdisciplinares, os fundamentos da educação e os conhecimentos
pedagógicos, bem como didáticas e práticas de ensino e as vivências pedagógicas de
profissionais do magistério nas modalidades presencial e a distância, devem observar
o estabelecido na legislação e nas regulamentações em vigor para os respectivos
níveis, etapas e modalidades da educação nacional, assegurando a mesma carga
horária e instituindo efetivo processo de organização, de gestão e de relação
121
estudante/professor, bem como sistemática de acompanhamento e avaliação do
curso, dos docentes e dos estudantes.
CAPÍTULO III
DO(A) EGRESSO(A) DA FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA
Art. 7º O(A) egresso(a) da formação inicial e continuada deverá possuir um
repertório de informações e habilidades composto pela pluralidade de conhecimentos
teóricos e práticos, resultado do projeto pedagógico e do percurso formativo
vivenciado cuja consolidação virá do seu exercício profissional, fundamentado em
princípios de interdisciplinaridade, contextualização, democratização, pertinência e
relevância social, ética e sensibilidade afetiva e estética, de modo a lhe permitir:
I - o conhecimento da instituição educativa como organização complexa na
função de promover a educação para e na cidadania;
II - a pesquisa, a análise e a aplicação dos resultados de investigações de
interesse da área educacional e específica;
III - a atuação profissional no ensino, na gestão de processos educativos e na
organização e gestão de instituições de educação básica.
Parágrafo único. O PPC, em articulação com o PPI e o PDI, deve abranger
diferentes características e dimensões da iniciação à docência, entre as quais:
I - estudo do contexto educacional, envolvendo ações nos diferentes espaços
escolares, como salas de aula, laboratórios, bibliotecas, espaços recreativos e
desportivos, ateliês, secretarias;
II - desenvolvimento de ações que valorizem o trabalho coletivo, interdisciplinar
e com intencionalidade pedagógica clara para o ensino e o processo de ensinoaprendizagem;
III - planejamento e execução de atividades nos espaços formativos
(instituições de educação básica e de educação superior, agregando outros ambientes
culturais, científicos e tecnológicos, físicos e virtuais que ampliem as oportunidades de
construção de conhecimento), desenvolvidas em níveis crescentes de complexidade
em direção à autonomia do estudante em formação;
IV - participação nas atividades de planejamento e no projeto pedagógico da
escola, bem como participação nas reuniões pedagógicas e órgãos colegiados;
V - análise do processo pedagógico e de ensino-aprendizagem dos conteúdos
específicos e pedagógicos, além das diretrizes e currículos educacionais da educação
básica;
VI - leitura e discussão de referenciais teóricos contemporâneos educacionais e
de formação para a compreensão e a apresentação de propostas e dinâmicas
didático- pedagógicas;
VII - cotejamento e análise de conteúdos que balizam e fundamentam as
diretrizes curriculares para a educação básica, bem como de conhecimentos
específicos e pedagógicos, concepções e dinâmicas didático-pedagógicas, articuladas
à prática e à experiência dos professores das escolas de educação básica, seus
saberes sobre a escola e sobre a mediação didática dos conteúdos;
VIII - desenvolvimento, execução, acompanhamento e avaliação de projetos
educacionais, incluindo o uso de tecnologias educacionais e diferentes recursos e
estratégias didático-pedagógicas;
IX - sistematização e registro das atividades em portfólio ou recurso
equivalente de acompanhamento.
Art. 8º O(A) egresso(a) dos cursos de formação inicial em nível superior deverá,
portanto, estar apto a:
I - atuar com ética e compromisso com vistas à construção de uma sociedade
justa, equânime, igualitária;
122
II - compreender o seu papel na formação dos estudantes da educação básica
a partir de concepção ampla e contextualizada de ensino e processos de
aprendizagem e desenvolvimento destes, incluindo aqueles que não tiveram
oportunidade de escolarização na idade própria;
III - trabalhar na promoção da aprendizagem e do desenvolvimento de sujeitos
em diferentes fases do desenvolvimento humano nas etapas e modalidades de
educação básica;
IV - dominar os conteúdos específicos e pedagógicos e as abordagens teóricometodológicas do seu ensino, de forma interdisciplinar e adequada às diferentes fases
do desenvolvimento humano;
V - relacionar a linguagem dos meios de comunicação à educação, nos
processos didático-pedagógicos, demonstrando domínio das tecnologias de
informação e comunicação para o desenvolvimento da aprendizagem;
VI - promover e facilitar relações de cooperação entre a instituição educativa, a
família e a comunidade;
VII - identificar questões e problemas socioculturais e educacionais, com
postura investigativa, integrativa e propositiva em face de realidades complexas, a fim
de contribuir para a superação de exclusões sociais, étnico-raciais, econômicas,
culturais, religiosas, políticas, de gênero, sexuais e outras;
VIII - demonstrar consciência da diversidade, respeitando as diferenças de
natureza ambiental-ecológica, étnico-racial, de gêneros, de faixas geracionais, de
classes sociais, religiosas, de necessidades especiais, de diversidade sexual, entre
outras;
IX - atuar na gestão e organização das instituições de educação básica,
planejando, executando, acompanhando e avaliando políticas, projetos e programas
educacionais;
X - participar da gestão das instituições de educação básica, contribuindo para
a elaboração, implementação, coordenação, acompanhamento e avaliação do projeto
pedagógico;
XI - realizar pesquisas que proporcionem conhecimento sobre os estudantes e
sua realidade sociocultural, sobre processos de ensinar e de aprender, em diferentes
meios ambiental-ecológicos, sobre propostas curriculares e sobre organização do
trabalho educativo e práticas pedagógicas, entre outros;
XII - utilizar instrumentos de pesquisa adequados para a construção de
conhecimentos pedagógicos e científicos, objetivando a reflexão sobre a própria
prática e a discussão e disseminação desses conhecimentos; XIII - estudar e
compreender criticamente as Diretrizes Curriculares Nacionais, além de outras
determinações legais, como componentes de formação fundamentais para o exercício
do magistério.
Parágrafo único. Os professores indígenas e aqueles que venham a atuar em
escolas indígenas, professores da educação escolar do campo e da educação escolar
quilombola, dada a particularidade das populações com que trabalham e da situação
em que atuam, sem excluir o acima explicitado, deverão:
I - promover diálogo entre a comunidade junto a quem atuam e os outros
grupos sociais sobre conhecimentos, valores, modos de vida, orientações filosóficas,
políticas e religiosas próprios da cultura local;
II - atuar como agentes interculturais para a valorização e o estudo de temas
específicos relevantes.
CAPÍTULO IV
DA FORMAÇÃO INICIAL DO MAGISTÉRIO DA
EDUCAÇÃO BÁSICA EM NÍVEL SUPERIOR
123
Art. 9º Os cursos de formação inicial para os profissionais do magistério para a
educação básica, em nível superior, compreendem:
I - cursos de graduação de licenciatura;
II - cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados;
III - cursos de segunda licenciatura.
§ 1º A instituição formadora definirá no seu projeto institucional as formas de
desenvolvimento da formação inicial dos profissionais do magistério da educação
básica articuladas às políticas de valorização desses profissionais e à base comum
nacional explicitada no capítulo II desta Resolução.
§ 2º A formação inicial para o exercício da docência e da gestão na educação
básica implica a formação em nível superior adequada à área de conhecimento e às
etapas de atuação.
§ 3º A formação inicial de profissionais do magistério será ofertada,
preferencialmente, de forma presencial, com elevado padrão acadêmico, científico e
tecnológico e cultural.
Art. 10. A formação inicial destina-se àqueles que pretendem exercer o
magistério da educação básica em suas etapas e modalidades de educação e em
outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos, compreendendo
a articulação entre estudos teórico-práticos, investigação e reflexão crítica,
aproveitamento da formação e experiências anteriores em instituições de ensino.
Parágrafo único. As atividades do magistério também compreendem a atuação
e participação na organização e gestão de sistemas de educação básica e suas
instituições de ensino, englobando:
I - planejamento, desenvolvimento, coordenação, acompanhamento e avaliação
de projetos, do ensino, das dinâmicas pedagógicas e experiências educativas;
II - produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico das áreas
específicas e do campo educacional.
Art. 11. A formação inicial requer projeto com identidade própria de curso de
licenciatura articulado ao bacharelado ou tecnológico, a outra(s) licenciatura(s) ou a
cursos de formação pedagógica de docentes, garantindo:
I - articulação com o contexto educacional, em suas dimensões sociais,
culturais, econômicas e tecnológicas;
II - efetiva articulação entre faculdades e centros de educação, institutos,
departamentos e cursos de áreas específicas, além de fóruns de licenciatura;
III - coordenação e colegiado próprios que formulem projeto pedagógico e se
articulem com as unidades acadêmicas envolvidas e, no escopo do PDI e PPI, tomem
decisões sobre a organização institucional e sobre as questões administrativas no
âmbito de suas competências;
IV - interação sistemática entre os sistemas, as instituições de educação
superior e as instituições de educação básica, desenvolvendo projetos
compartilhados;
V - projeto formativo que assegure aos estudantes o domínio dos
conteúdos específicos da área de atuação, fundamentos e metodologias, bem como
das tecnologias;
VI - organização institucional para a formação dos formadores, incluindo tempo
e espaço na jornada de trabalho para as atividades coletivas e para o estudo e a
investigação sobre o aprendizado dos professores em formação;
VII - recursos pedagógicos como biblioteca, laboratórios, videoteca, entre
outros, além de recursos de tecnologias da informação e da comunicação, com
qualidade e quantidade, nas instituições de formação;
VIII - atividades de criação e apropriação culturais junto aos formadores e
futuros professores.
124
Art. 12. Os cursos de formação inicial, respeitadas a diversidade nacional e a
autonomia pedagógica das instituições, constituir-se-ão dos seguintes núcleos:
I - núcleo de estudos de formação geral, das áreas específicas e
interdisciplinares, e do campo educacional, seus fundamentos e metodologias, e das
diversas realidades educacionais, articulando:
a) princípios, concepções, conteúdos e critérios oriundos de diferentes áreas do
conhecimento, incluindo os conhecimentos pedagógicos, específicos e
interdisciplinares, os fundamentos da educação, para o desenvolvimento das pessoas,
das organizações e da sociedade;
b) princípios de justiça social, respeito à diversidade, promoção da participação
e gestão democrática;
c) conhecimento, avaliação, criação e uso de textos, materiais didáticos,
procedimentos e processos de ensino e aprendizagem que contemplem a diversidade
social e cultural da sociedade brasileira;
d) observação, análise, planejamento, desenvolvimento e avaliação de
processos educativos e de experiências educacionais em instituições educativas;
e) conhecimento multidimensional e interdisciplinar sobre o ser humano e
práticas educativas, incluindo conhecimento de processos de desenvolvimento de
crianças, adolescentes, jovens e adultos, nas dimensões física, cognitiva, afetiva,
estética, cultural, lúdica, artística, ética e biopsicossocial;
f) diagnóstico sobre as necessidades e aspirações dos diferentes segmentos
da sociedade relativamente à educação, sendo capaz de identificar diferentes forças e
interesses, de captar contradições e de considerá-los nos planos pedagógicos, no
ensino e seus processos articulados à aprendizagem, no planejamento e na
realização de atividades educativas;
g) pesquisa e estudo dos conteúdos específicos e pedagógicos, seus
fundamentos e metodologias, legislação educacional, processos de organização e
gestão, trabalho docente, políticas de financiamento, avaliação e currículo;
h) decodificação e utilização de diferentes linguagens e códigos linguísticosociais utilizadas pelos estudantes, além do trabalho didático sobre conteúdos
pertinentes às etapas e modalidades de educação básica;
i) pesquisa e estudo das relações entre educação e trabalho, educação e
diversidade, direitos humanos, cidadania, educação ambiental, entre outras
problemáticas centrais da sociedade contemporânea;
j) questões atinentes à ética, estética e ludicidade no contexto do exercício
profissional, articulando o saber acadêmico, a pesquisa, a extensão e a prática
educativa;
l) pesquisa, estudo, aplicação e avaliação da legislação e produção específica
sobre organização e gestão da educação nacional.
II - núcleo de aprofundamento e diversificação de estudos das áreas de
atuação profissional, incluindo os conteúdos específicos e pedagógicos, priorizadas
pelo projeto pedagógico das instituições, em sintonia com os sistemas de ensino, que,
atendendo às demandas sociais, oportunizará, entre outras possibilidades:
a) investigações sobre processos educativos, organizacionais e de gestão na
área educacional;
b) avaliação, criação e uso de textos, materiais didáticos, procedimentos e
processos de aprendizagem que contemplem a diversidade social e cultural da
sociedade brasileira;
c) pesquisa e estudo dos conhecimentos pedagógicos e fundamentos da
educação, didáticas e práticas de ensino, teorias da educação, legislação
educacional, políticas de financiamento, avaliação e currículo.
125
d) Aplicação ao campo da educação de contribuições e conhecimentos, como o
pedagógico, o filosófico, o histórico, o antropológico, o ambiental-ecológico, o
psicológico, o linguístico, o sociológico, o político, o econômico, o cultural;
III - núcleo de estudos integradores para enriquecimento curricular,
compreendendo a participação em:
a) seminários e estudos curriculares, em projetos de iniciação científica,
iniciação à docência, residência docente, monitoria e extensão, entre outros, definidos
no projeto institucional da instituição de educação superior e diretamente orientados
pelo corpo docente da mesma instituição;
b) atividades práticas articuladas entre os sistemas de ensino e instituições
educativas de modo a propiciar vivências nas diferentes áreas do campo educacional,
assegurando aprofundamento e diversificação de estudos, experiências e utilização
de recursos pedagógicos;
c) mobilidade estudantil, intercâmbio e outras atividades previstas no PPC;
d) atividades de comunicação e expressão visando à aquisição e à apropriação de
recursos de linguagem capazes de comunicar, interpretar a realidade estudada e criar
conexões com a vida social.
CAPÍTULO V
DA FORMAÇÃO INICIAL DO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
EM NÍVEL SUPERIOR: ESTRUTURA E CURRÍCULO
Art. 13. Os cursos de formação inicial de professores para a educação básica
em nível superior, em cursos de licenciatura, organizados em áreas especializadas,
por componente curricular ou por campo de conhecimento e/ou interdisciplinar,
considerando-se a complexidade e multirreferencialidade dos estudos que os
englobam, bem como a formação para o exercício integrado e indissociável da
docência na educação básica, incluindo o ensino e a gestão educacional, e dos
processos educativos escolares e não escolares, da produção e difusão do
conhecimento científico, tecnológico e educacional, estruturam-se por meio da
garantia de base comum nacional das orientações curriculares.
§ 1º Os cursos de que trata o caput terão, no mínimo, 3.200 (três mil e
duzentas) horas de efetivo trabalho acadêmico, em cursos com duração de, no
mínimo, 8 (oito) semestres ou 4 (quatro) anos, compreendendo:
I - 400 (quatrocentas) horas de prática como componente curricular, distribuídas
ao longo do processo formativo;
II - 400 (quatrocentas) horas dedicadas ao estágio supervisionado, na área de
formação e atuação na educação básica, contemplando também outras áreas
específicas, se for o caso, conforme o projeto de curso da instituição;
III - pelo menos 2.200 (duas mil e duzentas) horas dedicadas às atividades
formativas estruturadas pelos núcleos definidos nos incisos I e II do artigo 12 desta
Resolução, conforme o projeto de curso da instituição;
IV - 200 (duzentas) horas de atividades teórico-práticas de aprofundamento em
áreas específicas de interesse dos estudantes, conforme núcleo definido no inciso III
do artigo 12 desta Resolução, por meio da iniciação científica, da iniciação à docência,
da extensão e da monitoria, entre outras, consoante o projeto de curso da instituição.
§ 2º Os cursos de formação deverão garantir nos currículos conteúdos
específicos da respectiva área de conhecimento ou interdisciplinares, seus
fundamentos e metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos da
educação, formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus
fundamentos e metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de gênero,
sexual, religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras), educação
126
especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em cumprimento de
medidas socioeducativas.
§ 3º Deverá ser garantida, ao longo do processo, efetiva e concomitante
relação entre teoria e prática, ambas fornecendo elementos básicos para o
desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades necessários à docência.
§ 4º Os critérios de organização da matriz curricular, bem como a alocação de
tempos e espaços curriculares, se expressam em eixos em torno dos quais se
articulam dimensões a serem contempladas, como previsto no artigo 12 desta
Resolução.
§ 5º Nas licenciaturas, curso de Pedagogia, em educação infantil e anos iniciais
do ensino fundamental a serem desenvolvidas em projetos de cursos articulados,
deverão preponderar os tempos dedicados à constituição de conhecimento sobre os
objetos de ensino, e nas demais licenciaturas o tempo dedicado às dimensões
pedagógicas não será inferior à quinta parte da carga horária total.
§ 6º O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da
organização curricular das licenciaturas, sendo uma atividade específica
intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho
acadêmico.
Art. 14. Os cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados, de
caráter emergencial e provisório, ofertados a portadores de diplomas de curso
superior formados em cursos relacionados à habilitação pretendida com sólida base
de conhecimentos na área estudada, devem ter carga horária mínima variável de
1.000 (mil) a 1.400 (mil e quatrocentas) horas de efetivo trabalho acadêmico,
dependendo da equivalência entre o curso de origem e a formação pedagógica
pretendida.
§ 1º A definição da carga horária deve respeitar os seguintes princípios:
I - quando o curso de formação pedagógica pertencer à mesma área do curso
de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 1.000 (mil) horas;
II - quando o curso de formação pedagógica pertencer a uma área diferente da
do curso de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 1.400 (mil e quatrocentas)
horas;
III - a carga horária do estágio curricular supervisionado é de 300 (trezentas)
horas;
IV - deverá haver 500 (quinhentas) horas dedicadas às atividades formativas
referentes ao inciso I deste parágrafo, estruturadas pelos núcleos definidos nos
incisos I e II do artigo 12 desta Resolução, conforme o projeto de curso da instituição;
V - deverá haver 900 (novecentas) horas dedicadas às atividades formativas
referentes ao inciso II deste parágrafo, estruturadas pelos núcleos definidos nos
incisos I e II do artigo 12 desta Resolução, conforme o projeto de curso da instituição;
VI - deverá haver 200 (duzentas) horas de atividades teórico-práticas de
aprofundamento em áreas específicas de interesse dos alunos, conforme núcleo
definido no inciso III do artigo 12, consoante o projeto de curso da instituição;
§ 2º Os cursos de formação deverão garantir nos currículos conteúdos
específicos da respectiva área de conhecimento ou interdisciplinares, seus
fundamentos e metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos da
educação, formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus
fundamentos e metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de gênero,
sexual, religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras), educação
especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em cumprimento de
medidas socioeducativas.
§ 3º Cabe à instituição de educação superior ofertante do curso verificar a
compatibilidade entre a formação do candidato e a habilitação pretendida.
127
§ 4º O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da
organização curricular das licenciaturas, sendo uma atividade específica
intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho
acadêmico.
§ 5º A oferta dos cursos de formação pedagógica para graduados poderá ser
realizada por instituições de educação superior, preferencialmente universidades, que
ofertem curso de licenciatura reconhecido e com avaliação satisfatória realizada pelo
Ministério da Educação e seus órgãos na habilitação pretendida, sendo dispensada a
emissão de novos atos autorizativos.
§ 6º A oferta de cursos de formação pedagógica para graduados deverá ser
considerada quando dos processos de avaliação do curso de licenciatura mencionado
no parágrafo anterior.
§ 7º No prazo máximo de 5 (cinco) anos, o Ministério da Educação, em
articulação com os sistemas de ensino e com os fóruns estaduais permanentes de
apoio à formação docente, procederá à avaliação do desenvolvimento dos cursos de
formação pedagógica para graduados, definindo prazo para sua extinção em cada
estado da federação.
Art. 15. Os cursos de segunda licenciatura terão carga horária mínima variável
de 800 (oitocentas) a 1.200 (mil e duzentas) horas, dependendo da equivalência entre
a formação original e a nova licenciatura.
§ 1º A definição da carga horária deve respeitar os seguintes princípios:
I - quando o curso de segunda licenciatura pertencer à mesma área do curso
de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 800 (oitocentas) horas;
II - quando o curso de segunda licenciatura pertencer a uma área diferente da
do curso de origem, a carga horária deverá ter, no mínimo, 1.200 (mil e duzentas)
horas;
III - a carga horária do estágio curricular supervisionado é de 300 (trezentas)
horas;
§ 2º Durante o processo formativo, deverá ser garantida efetiva e concomitante
relação entre teoria e prática, ambas fornecendo elementos básicos para o
desenvolvimento dos conhecimentos e habilidades necessários à docência.
§ 3º Os cursos de formação deverão garantir nos currículos conteúdos
específicos da respectiva área de conhecimento e/ou interdisciplinar, seus
fundamentos e metodologias, bem como conteúdos relacionados aos fundamentos da
educação, formação na área de políticas públicas e gestão da educação, seus
fundamentos e metodologias, direitos humanos, diversidades étnico-racial, de gênero,
sexual, religiosa, de faixa geracional, Língua Brasileira de Sinais (Libras), educação
especial e direitos educacionais de adolescentes e jovens em cumprimento de
medidas socioeducativas.
§ 4º Os cursos descritos no caput poderão ser ofertados a portadores de
diplomas de cursos de graduação em licenciatura, independentemente da área de
formação.
§ 5º Cabe à instituição de educação superior ofertante do curso verificar a
compatibilidade entre a formação do candidato e a habilitação pretendida.
§ 6º O estágio curricular supervisionado é componente obrigatório da
organização curricular das licenciaturas, sendo uma atividade específica
intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades de trabalho
acadêmico.
§ 7º Os portadores de diploma de licenciatura com exercício comprovado no
magistério e exercendo atividade docente regular na educação básica poderão ter
redução da carga horária do estágio curricular supervisionado até o máximo de 100
(cem) horas.
128
§ 8º A oferta dos cursos de segunda licenciatura poderá ser realizada por
instituição de educação superior que oferte curso de licenciatura reconhecido e com
avaliação satisfatória pelo MEC na habilitação pretendida, sendo dispensada a
emissão de novos atos autorizativos.
§ 9º A oferta de cursos de segunda licenciatura deverá ser considerada quando
dos processos de avaliação do curso de licenciatura mencionado no parágrafo
anterior.
§ 10. Os cursos de segunda licenciatura para professores em exercício na
educação básica pública, coordenados pelo MEC em regime de colaboração com os
sistemas de ensino e realizados por instituições públicas e comunitárias de educação
superior, obedecerão às diretrizes operacionais estabelecidas na presente Resolução.
CAPÍTULO VI
DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO
Art. 16. A formação continuada compreende dimensões coletivas,
organizacionais e profissionais, bem como o repensar do processo pedagógico, dos
saberes e valores, e envolve atividades de extensão, grupos de estudos, reuniões
pedagógicas, cursos, programas e ações para além da formação mínima exigida ao
exercício do magistério na educação básica, tendo como principal finalidade a reflexão
sobre a prática educacional e a busca de aperfeiçoamento técnico, pedagógico, ético
e político do profissional docente.
Parágrafo único. A formação continuada decorre de uma concepção de
desenvolvimento profissional dos profissionais do magistério que leva em conta:
I - os sistemas e as redes de ensino, o projeto pedagógico das instituições de
educação básica, bem como os problemas e os desafios da escola e do contexto
onde ela está inserida;
II - a necessidade de acompanhar a inovação e o desenvolvimento associados
ao conhecimento, à ciência e à tecnologia;
III - o respeito ao protagonismo do professor e a um espaço-tempo que lhe
permita refletir criticamente e aperfeiçoar sua prática;
IV - o diálogo e a parceria com atores e instituições competentes, capazes de
contribuir para alavancar novos patamares de qualidade ao complexo trabalho de
gestão da sala de aula e da instituição educativa.
Art. 17. A formação continuada, na forma do artigo 16, deve se dar pela oferta
de atividades formativas e cursos de atualização, extensão, aperfeiçoamento,
especialização, mestrado e doutorado que agreguem novos saberes e práticas,
articulados às políticas e gestão da educação, à área de atuação do profissional e às
instituições de educação básica, em suas diferentes etapas e modalidades da
educação.
§ 1º Em consonância com a legislação, a formação continuada envolve:
I - atividades formativas organizadas pelos sistemas, redes e instituições de
educação básica incluindo desenvolvimento de projetos, inovações pedagógicas,
entre outros;
II - atividades ou cursos de atualização, com carga horária mínima de 20 (vinte)
horas e máxima de 80 (oitenta) horas, por atividades formativas diversas,
direcionadas à melhoria do exercício do docente;
III - atividades ou cursos de extensão, oferecida por atividades formativas
diversas, em consonância com o projeto de extensão aprovado pela instituição de
educação superior formadora;
IV - cursos de aperfeiçoamento, com carga horária mínima de 180 (cento e
oitenta) horas, por atividades formativas diversas, em consonância com o projeto
pedagógico da instituição de educação superior;
129
V - cursos de especialização lato sensu por atividades formativas diversas, em
consonância com o projeto pedagógico da instituição de educação superior e de
acordo com as normas e resoluções do CNE;
VI - cursos de mestrado acadêmico ou profissional, por atividades formativas
diversas, de acordo com o projeto pedagógico do curso/programa da instituição de
educação superior, respeitadas as normas e resoluções do CNE e da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes;
VII - curso de doutorado, por atividades formativas diversas, de acordo com o
projeto pedagógico do curso/programa da instituição de educação superior,
respeitadas as normas e resoluções do CNE e da Capes.
§ 2º A instituição formadora, em efetiva articulação com o planejamento
estratégico do Fórum Estadual Permanente de Apoio à Formação Docente e com os
sistemas e redes de ensino e com as instituições de educação básica, definirá no seu
projeto institucional as formas de desenvolvimento da formação continuada dos
profissionais do magistério da educação básica, articulando-as às políticas de
valorização a serem efetivadas pelos sistemas de ensino.
CAPÍTULO VII
DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO E SUA VALORIZAÇÃO
Art. 18. Compete aos sistemas de ensino, às redes e às instituições educativas
a responsabilidade pela garantia de políticas de valorização dos profissionais do
magistério da educação básica, que devem ter assegurada sua formação, além de
plano de carreira, de acordo com a legislação vigente, e preparação para atuar nas
etapas e modalidades da educação básica e seus projetos de gestão, conforme
definido na base comum nacional e nas diretrizes de formação, segundo o PDI, PPI e
PPC da instituição de educação superior, em articulação com os sistemas e redes de
ensino de educação básica.
§ 1º Os profissionais do magistério da educação básica compreendem aqueles
que exercem atividades de docência e demais atividades pedagógicas, como definido
no artigo 3º, § 4º, desta Resolução;
§ 2º No quadro dos profissionais do magistério da instituição de educação
básica deve constar quem são esses profissionais, bem como a clara explicitação de
sua titulação, atividades e regime de trabalho.
§ 3º A valorização do magistério e dos demais profissionais da educação deve
ser entendida como uma dimensão constitutiva e constituinte de sua formação inicial e
continuada, incluindo, entre outros, a garantia de construção, definição coletiva e
aprovação de planos de carreira e salário, com condições que assegurem jornada de
trabalho com dedicação exclusiva ou tempo integral a ser cumprida em um único
estabelecimento de ensino e destinação de 1/3 (um terço) da carga horária de
trabalho a outras atividades pedagógicas inerentes ao exercício do magistério, tais
como:
I - preparação de aula, estudos, pesquisa e demais atividades formativas;
II - participação na elaboração e efetivação do projeto político-pedagógico da
instituição educativa;
III - orientação e acompanhamento de estudantes;
IV - avaliação de estudantes, de trabalhos e atividades pedagógicas;
V - reuniões com pais, conselhos ou colegiados escolares;
VI - participação em reuniões e grupos de estudo e/ou de trabalho, de
coordenação pedagógica e gestão da escola;
VII - atividades de desenvolvimento profissional;
130
VIII - outras atividades de natureza semelhante e relacionadas à comunidade
escolar na qual se insere a atividade profissional.
Art. 19. Como meio de valorização dos profissionais do magistério público nos
planos de carreira e remuneração dos respectivos sistemas de ensino, deverá ser
garantida a convergência entre formas de acesso e provimento ao cargo, formação
inicial, formação continuada, jornada de trabalho, incluindo horas para as atividades
que considerem a carga horária de trabalho, progressão na carreira e avaliação de
desempenho com a participação dos pares, asseverando-se:
I - acesso à carreira por concurso de provas e títulos orientado para assegurar
a qualidade da ação educativa;
II - fixação do vencimento ou salário inicial para as carreiras profissionais da
educação de acordo com a jornada de trabalho definida nos respectivos planos de
carreira no caso dos profissionais do magistério, com valores nunca inferiores ao do
Piso Salarial Profissional Nacional, vedada qualquer diferenciação em virtude da
etapa ou modalidade de educação e de ensino de atuação;
III - diferenciação por titulação dos profissionais da educação escolar básica
entre os habilitados em nível médio e os habilitados em nível superior e pósgraduação lato sensu, com percentual compatível entre estes últimos e os detentores
de cursos de mestrado e doutorado;
IV - revisão salarial anual dos vencimentos ou salários conforme a Lei do Piso;
V - manutenção de comissão paritária entre gestores e profissionais da
educação e os demais setores da comunidade escolar para estudar as condições de
trabalho e propor políticas, práticas e ações para o bom desempenho e a qualidade
dos serviços prestados à sociedade;
VI - elaboração e implementação de processos avaliativos para o estágio
probatório dos profissionais do magistério, com a sua participação;
VII - oferta de programas permanentes e regulares de formação e
aperfeiçoamento profissional do magistério e a instituição de licenças remuneradas e
formação em serviço, inclusive em nível de pós-graduação, de modo a atender às
especificidades do exercício de suas atividades, bem como os objetivos das diferentes
etapas e modalidades da educação básica.
Art. 20. Os critérios para a remuneração dos profissionais do magistério público
devem se pautar nos preceitos da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que
estabelece o Piso Salarial Profissional Nacional, e no artigo 22 da Lei nº 11.494, de 20
de junho de 2007, que dispõe sobre a parcela da verba do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério (Fundeb),
destinada ao pagamento dos profissionais do magistério, bem como no artigo 69 da
Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que define os percentuais mínimos de
investimento dos entes federados na educação, em consonância com a Lei nº 13.005,
de 25 de junho de 2014, que aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE).
Parágrafo único. As fontes de recursos para o pagamento da remuneração dos
profissionais do magistério público são aquelas descritas no artigo 212 da
Constituição Federal e no artigo 60 do seu Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, além de recursos provenientes de outras fontes vinculadas à manutenção
e ao desenvolvimento do ensino.
Art. 21. Sobre as formas de organização e gestão da educação básica,
incluindo as orientações curriculares, os entes federados e respectivos sistemas de
ensino, redes e instituições educativas deverão garantir adequada relação numérica
professor/educando, levando em consideração as características dos educandos, do
espaço físico, das etapas e modalidades da educação e do projeto pedagógico e
curricular.
131
CAPÍTULO VIII
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 22. Os cursos de formação de professores que se encontram em
funcionamento deverão se adaptar a esta Resolução no prazo de 2 (dois) anos, a
contar da data de sua publicação.
Parágrafo único. Os pedidos de autorização para funcionamento de curso em
andamento serão restituídos aos proponentes para que sejam feitas as adequações
necessárias.
Art. 23. Os processos de avaliação dos cursos de licenciatura serão realizados
pelo órgão próprio do sistema e acompanhados por comissões próprias de cada área.
Art. 24. Os cursos de formação inicial de professores para a educação básica
em nível superior, em cursos de licenciatura, organizados em áreas interdisciplinares,
serão objeto de regulamentação suplementar.
Art. 25. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas
as disposições em contrário, em especial a Resolução CNE/CP nº 2, de 26 de junho
de 1997, a Resolução CNE/CP nº 1, de 30 de setembro de 1999, a Resolução
CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002 e suas alterações, a Resolução CNE/CP nº
2, de 19 de fevereiro de 2002 e suas alterações, a Resolução nº 1, de 11 de fevereiro
de 2009, e a Resolução nº 3, de 7 de dezembro de 2012.
GILBERTO GONÇALVES GARCIA
132
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR
RESOLUÇÃO Nº 3 DE 8 DE MARÇO DE 2004.
Aprova as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de
Graduação em Dança e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO CONSELHO
NACIONAL DE EDUCAÇÃO, no uso de suas atribuições legais, com fundamento no
art. 9º, § 2º, alínea “c”, da Lei 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redação dada
pela Lei 9.131, de 25 de novembro de 1995, tendo em vista as diretrizes e os
princípios fixados pelos Pareceres CNE/CES 776/97, de 3/12/97 e 583/2001, de
4/4/2001, e as Diretrizes Curriculares Nacionais elaboradas pela Comissão de
Especialistas de Ensino de Dança, propostas ao CNE pela SESu/MEC, considerando
o que consta dos Pareceres CNE/CES 67/2003 de 11/3/2003, e 195/2003, de
5/8/2003, homologados pelo Senhor Ministro de Estado da Educação,
respectivamente, em 2 de junho de 2003 e 12 de fevereiro de 2004, resolve:
Art. 1º O curso de graduação em Dança observará as Diretrizes Curriculares
Nacionais aprovadas nos termos desta Resolução.
Art. 2º A organização do curso de que trata esta Resolução se expressa através
do seu projeto pedagógico, abrangendo o perfil do formando, as competências e
habilidades, os componentes curriculares, o estágio curricular supervisionado, as
atividades complementares, o sistema de avaliação, a monografia, o projeto de
iniciação científica ou o projeto de atividade, como trabalho de conclusão de curso –
TCC, componente opcional da Instituição, além do regime acadêmico de oferta e de
outros aspectos que tornem consistente o referido projeto pedagógico.
§ 1º O Projeto Pedagógico do curso, além da clara concepção do curso de
graduação em Dança, com suas peculiaridades, seu currículo pleno e sua
operacionalização, abrangerá, sem prejuízo de outros, os seguintes elementos
estruturais:
I - objetivos gerais do curso, contextualizados em relação às suas inserções
institucional, política, geográfica e social;
II - condições objetivas de oferta e a vocação do curso;
III - cargas horárias das atividades didáticas e da integralização do curso;
IV - formas de realização da interdisciplinaridade;
V - modos de integração entre teoria e prática;
VI - formas de avaliação do ensino e da aprendizagem;
VII - modos da integração entre graduação e pós-graduação, quando houver;
VIII - cursos de pós-graduação lato sensu, nas modalidades especialização
integrada e/ou subseqüente à graduação, de acordo com o surgimento das diferentes
manifestações teórico- práticas e tecnológicas aplicadas à área da graduação, e de
aperfeiçoamento, de acordo com as efetivas demandas do desempenho profissional;
IX - incentivo à pesquisa, como necessário prolongamento da atividade de
ensino e como instrumento para a iniciação científica;
X - concepção e composição das atividades de estágio curricular
supervisionado, suas diferentes formas e condições de realização, observado o
respectivo regulamento;
XI - concepção e composição das atividades complementares;
XII - inclusão opcional de trabalho de conclusão de curso sob as modalidades
monografia, projeto de iniciação científica ou projetos de atividades centrados em área
133
teórico- prática ou de formação profissional, na forma como estabelecer o
regulamento próprio.
§ 2º Os Projetos Pedagógicos do curso de graduação em Dança poderão
admitir modalidades e linhas de formação específica.
Art. 3º O curso de graduação em Dança deve ensejar, como perfil desejado do
formando, capacitação para a apropriação do pensamento reflexivo e da sensibilidade
artística, comprometida com a produção coreográfica, com espetáculo da dança, com
a reprodução do conhecimento e das habilidades, revelando sensibilidade estética e
cinesiologia, inclusive como elemento de valorização humana, da auto-estima e da
expressão corporal, visando a integrar o indivíduo na sociedade e tornando-o
participativo de suas múltiplas manifestações culturais.
Art. 4º O curso de graduação em Dança deve possibilitar a formação
profissional que revele competências e habilidades para:
I - domínio dos princípios cinesiológicos relativos à performance corporal;
II - domínio da linguagem corporal relativo à interpretação coreográfica nos
aspectos técnicos e criativos;
III - desempenhos indispensáveis à identificação, descrição, compreensão,
análise e articulação dos elementos da composição coreográfica, sendo também
capaz de exercer essas funções em conjunto com outros profissionais;
IV - reconhecimento e análise de estruturas metodológicas e domínios didáticos
relativos ao ensino da Dança, adaptando-as à realidade de cada processo de
reprodução do conhecimento, manifesto nos movimentos ordenados e expressivos;
V - domínio das habilidades indispensáveis ao trabalho da Dança do portador
de necessidades especiais, proporcionando a todos a prática e o exercício desta
forma de arte como expressão da vida;
Art. 5º O curso de graduação em Dança deve contemplar em seu projeto
pedagógico e em sua organização curricular, os seguintes conteúdos interligados:
I - conteúdos Básicos: estudos relacionados com as Artes Cênicas, a Música,
as Ciências da Saúde e as Ciências Humanas e Sociais, com ênfase em Psicologia e
Serviço Social, bem assim com as diferentes manifestações da vida e de seus
valores;
II - conteúdos Específicos: estudos relacionados com a Estética e com a
História da Dança, a Cinesiologia, as Técnicas de Criação Artística e de Expressão
Corporal e a Coreografia;
III - conteúdos Teórico-Práticos: domínios de técnicas e princípios informadores
da expressão musical, envolvendo aspectos Coreográficos e de Expressão Corporal,
bem como o desenvolvimento de atividades relacionadas com os Espaços Cênicos,
com as Artes Plásticas, com a Sonoplastia e com as demais práticas inerentes à
produção em Dança como expressão da arte e da vida.
Art. 6º A organização curricular do curso de graduação em Dança estabelecerá
expressamente as condições para a sua efetiva conclusão e integralização curricular,
de acordo com os seguintes regimes acadêmicos que as instituições de ensino
superior adotarem: regime seriado anual; regime seriado semestral; sistema de
créditos com matrícula por disciplina ou por módulos acadêmicos, com a adoção e
pré-requisito, atendido o disposto nesta Resolução.
Art. 7º O Estágio Supervisionado é um componente curricular direcionado à
consolidação dos desempenhos profissionais desejados, inerentes ao perfil do
formando, devendo cada Instituição, por seus colegiados superiores acadêmicos,
aprovar o correspondente regulamento de estágio, com suas diferentes modalidades
de operacionalização.
§ 1º O estágio de que trata este artigo poderá ser realizado na própria
Instituição de ensino superior, mediante laboratórios que congreguem as diversas
ordens correspondentes às diferentes técnicas de produção coreográficas, do domínio
dos princípios cinesiológicos, da performance, expressão e linguagem corporal, de
134
atuação em espaços cênicos e de outras atividades inerentes à área da dança, nas
múltiplas manifestações da arte e da vida.
§ 2º As atividades de estágio poderão ser reprogramadas e reorientadas de
acordo com os resultados teórico-práticos gradualmente revelados pelo aluno, até que
os responsáveis pelo acompanhamento, supervisão e avaliação do estágio curricular
possam considerá-lo concluído, resguardando, como padrão de qualidade, os
domínios indispensáveis ao exercício da profissão.
§ 3º Optando a Instituição por incluir, no currículo do curso de graduação em
Dança, o estágio supervisionado de que trata este artigo, deverá emitir
regulamentação própria, aprovada pelo seu Conselho Superior Acadêmico, contento,
obrigatoriamente, critérios, procedimentos e mecanismos de avaliação, observado o
disposto no parágrafo precedente.
Art. 8º As Atividades Complementares são componentes curriculares que
possibilitam o reconhecimento, por avaliação, de habilidades, conhecimentos e
competências do aluno, inclusive adquiridas fora do ambiente escolar, incluindo a
prática de estudos e atividades independentes, opcionais, de interdisciplinaridade,
especialmente nas relações com o mundo do trabalho e com as diferentes
manifestações e expressões culturais e artísticas, com as inovações tecnológicas,
incluindo ações de extensão junto à comunidade. Parágrafo único. As Atividades
Complementares se constituem componentes curriculares enriquecedores e
implementadores do próprio perfil do formando, sem que se confundam com estágio
curricular supervisionado.
Art. 9º O Trabalho de Conclusão de Curso-TCC é um componente curricular
opcional da Instituição de ensino superior que, se o adotar, poderá ser desenvolvido
nas modalidades de monografia, projeto de iniciação científica ou projetos de
atividades centradas em áreas teórico- práticas e de formação profissional
relacionadas com o curso, na forma disposta em regulamentação específica.
Parágrafo único. Optando a Instituição por incluir, no currículo do curso de Graduação
em Dança, Trabalho de Conclusão de Curso-TCC, nas modalidades referidas no
caput deste artigo, deverá emitir regulamentação própria, aprovado pelo seu Conselho
Superior Acadêmico, contendo obrigatoriamente, critérios, procedimentos e
mecanismos de avaliação, além das diretrizes técnicas relacionadas com a sua
elaboração.
Art. 10. As instituições de ensino superior deverão adotar formas específicas e
alternativas de avaliação, internas e externas, sistemáticas, envolvendo todos quantos
se contenham no processo do curso, observados em aspectos considerados
fundamentais para a identificação do perfil do formando.
Parágrafo único. Os planos de ensino, a serem fornecidos aos alunos antes do
início do período letivo, deverão conter, além dos conteúdos e das atividades, a
metodologia do processo ensino-aprendizagem, os critérios de avaliação a que serão
submetidos e bibliografia básica.
Art. 11. A duração do curso de graduação em Dança será estabelecida em
Resolução específica da Câmara de Educação Superior.
Art. 12. Os cursos de graduação em Dança para a formação de docentes,
licenciatura plena, deverão observar as normas específicas relacionadas com essa
modalidade de oferta. Art. 13. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua
publicação, revogadas as disposições em contrário.
ÉFREM DE AGUIAR MARANHÃO
Presidente da Câmara de Educação Superior
135
Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes Departamento de Artes
Colegiado do Curso de Licenciatura em Dança
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº. 001/2009
Normatiza os procedimentos para a realização
do Estágio Supervisionado do Curso de
Licenciatura em Dança e dá outras providências.
O Colegiado do Curso de Dança, através dos seus Membros, considerando o
disposto na Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, na Resolução CNE/CES nº 003
de 8 de março de 2004 e no Parecer Interno DA/CCLD Nº 001 de 6 de abril de 2009.
RESOLVE:
Art.1º. O Estágio Curricular Supervisionado é um componente curricular de caráter
teórico-prático, cuja especificidade é proporcionar o contato efetivo do aluno com a
escola-campo, envolvendo experiências em organização, planejamento, intervenção
pedagógica e exercício da docência.
Art.2º. O Estágio Curricular Supervisionado deve ser cumprido em instituições ligadas
à rede oficial de educação básica, abrangendo os Ensinos Fundamental e Médio,
podendo incluir também a educação de jovens e adultos, as comunidades indígenas e
quilombolas, as pessoas com necessidades especiais, Organizações não
Governamentais e Academias de Dança do Estado.
§1º. Parte do Estágio Curricular Supervisionado poderá ser realizado na Escola
Técnica de Artes – ETA, já que a mesma se encontra vinculada à UFAL, de acordo
com o art. 7º, parágrafo 1º, da Resolução CNE/CES nº 003/2004.
§2º. Poderão ser contemplados os projetos de extensão universitária na forma de
docência, quando, os mesmos, estiverem ligados a um projeto de pesquisa ou quando
sob a coordenação de docentes vinculados ao Curso de Licenciatura em Dança da
UFAL.
§3°. As atividades de monitoria poderão ser equiparadas ao estágio de observação,
conforme a Lei n 11.788/2008.
Art.3º. O Estágio Curricular Supervisionado será desenvolvido na forma de disciplinas
pertencentes ao núcleo específico, mediante atividades de caráter eminentemente
pedagógico.
Art.4º. O Estágio Curricular Supervisionado terá carga horária própria de 400
(quatrocentas) horas e será oferecido a partir do 5º semestre letivo, sendo distribuídas
da seguinte forma:
136
Estágio Supervisionado I (100 horas) – abrange os estudos teóricos das Leis e dos
PCNs;
Estágio Supervisionado II (100 horas) – 40 horas de regência, 40 horas de
observação e 20 horas para seminários;
Estágio Supervisionado III (100 horas)
observação e 20 horas para seminários;
– 40 horas de regência, 40 horas de
Estágio Supervisionado IV (100 horas) – 40 horas de regência, 40 horas de
observação e 20 horas para seminários.
§1º. As disciplinas de Estágio Supervisionado I, II, III e IV terão pré-requisitos para a
matrícula de cada semestre, ou seja, o aluno só será matriculado no Estágio
subseqüente se for aprovado na disciplina anterior.
§2º. A carga horária poderá ser reduzida em até 200 (duzentas) horas da carga
prevista para a integralização do Estágio Curricular Supervisionado, quando o
estudante atuar na docência em Dança, conforme o parágrafo único do artigo 1º da
Resolução CNE/CP nº 02, de 19 de fevereiro de 2002.
§3º. A redução da carga horária em até 200 horas, não dispensa o discente de
cumprir, obrigatoriamente, 40h de Estágio de Regência e 40 horas de Estágio de
Observação em Escolas Públicas municipais e estaduais.
§4º. Os alunos que obtiverem redução de carga horária em até 200 horas, terão que
cumprir a carga horária dos seminários previstos nas atividades das disciplinas
Estágio Supervisionado II, III e IV.
Art.5º. O Estágio Curricular Supervisionado deverá ser cumprido nos 4 (quatro)
últimos semestres letivos do curso de Licenciatura em Dança.
Art.6º. O Estágio Curricular Supervisionado ocorrerá em instituições de ensino
públicas e/ou privadas de acordo com o Art. 2º deste documento.
Art.7º. O Estágio Curricular Supervisionado será acompanhado processualmente pelo
Coordenador de Estágio e pelos professores do Curso de Licenciatura em Dança da
UFAL.
Parágrafo Único – Caberá ao Coordenador de Estágio e aos Professores do Curso,
acompanhar o desenvolvimento das atividades de estágio, tanto nas dependências da
Universidade quanto na Escola-Campo.
Art.8º. Serão institucionalizados convênios e outros instrumentos, mediados pela
UFAL, que permitam oficializar o compromisso com os campos de intervenção no
sistema educacional, obedecendo à legislação em vigor.
Art.9º. A Escola-Campo, em acordo com a Coordenação de Estágio do Curso de
Licenciatura em Dança, estabelecerá o número de turmas e os horários para o
desenvolvimento das atividades de estágio.
137
Art.10º. Os casos omissos serão avaliados pela Coordenação de Estágio juntamente
com o Colegiado do Curso de Dança, que deverá tomar as decisões cabíveis para
cada caso, de acordo com a legislação federal e legislação da própria Universidade
sobre Estágio Supervisionado.
Art.11º. Esta Instrução Normativa entrará em vigor a partir da data de aprovação pelo
Colegiado do Curso de Licenciatura em Dança e será encaminhada à Direção do
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes e a Pró-Reitoria de Graduação –
PROGRAD.
Maceió (AL), 12 de dezembro de 2011.
ISABELLE PITTA RAMOS ROCHA
Coordenadora do Curso de Dança
PAULA CARUSO TEIXEIRA
Vice Coordenadora do Curso de Dança
NÓBREGA OLIVEIRA
Coordenadora de Estágio
TELMA CESAR CAVALCANTI
Docente Membro do Colegiado
ANTONIO LOPES NETO
Docente Membro do Colegiado
TATIANE MICHELLY ALVES DE ALENCAR
Representante dos Discentes no Colegiado
MELQUESEDEQUE MACHADO DOS SANTOS
Representante dos Técnicos no Colegiado
NOEMI MELO LOUREIRO LIMA
Docente do Curso de Dança Colaboradora
CARLYLE ROSEMOND FREIRE SANTOS
Relator e Aluno Egresso Colaborador
138
Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Curso de Licenciatura em Dança
INSTRUÇÃO NORMATIVA N°.01/2013-COLEGIADO DO CURSO DE
DANÇA/LICENCIATURA, DE 08 DE MARÇO 2013.
Estabelece as Normas de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, em
Dança/Licenciatura da UFAL.
O Colegiado do Curso de Dança/Licenciatura da UFAL, no uso de suas
atribuições e de acordo com decisão tomada em Reunião do Colegiado do Curso de
Dança, datada de 08 de Março de 2013, Revoga a Instrução Normativa nº 01/2008.
CONSIDERANDO:
O
PROJETO
PEDAGÓGICO
DO
CURSO
DE
DANÇA/LICENCIATURA
RESOLVE:
1. O TCC deverá contemplar as especificidades da Licenciatura em Dança;
2. O TCC é de caráter acadêmico científico e será apresentado sob forma de
Monografia e/ou Artigo desenvolvido individualmente, Orientada por Professores
Efetivos ou Substitutos vinculado ao Curso de Dança/Licenciatura com titulação
mínima de Especialização;
3. O aluno deverá cadastrar no TCC no 5° semestre do Curso;
4. O aluno que não entregar a Monografia e/ou Artigo ou que não se apresentar para a
sua defesa oral, sem motivo justificado, será automaticamente reprovado no
semestre, podendo apresentá-la a qualquer período do ano letivo, de acordo com o calendário
acadêmico;
5. A nota deverá ser aposta a caderneta após o aluno ter entregue as cópias da
Monografia e/ou Artigo ao Professor Orientador, devidamente corrigidas após a
apresentação, sendo 1 (uma) para a Biblioteca Central, 1 (uma) para a Biblioteca
Setorial, ambas de capa dura e 1 (um) CD contendo o trabalho ao Professor
Orientador;
139
6. O PROFESSOR COORDENADOR DO TCC COMPETE:
- Divulgar junto aos discentes no 5º semestre a relação dos Professores que
ministram disciplinas no Curso de Dança, suas titulações e linhas de pesquisa;
– Entregar ao Discente a Carta de Aceito e as Normativas nº 01/2013 –
Colegiado do Curso de Dança Licenciatura.
– Encaminhar ao Colegiado de Curso as possíveis proposta de mudança de
Professor Orientador, solicitado pelo discente e/ou docente, no decorrer 6º e
7º semestre;
– Entrega do Ante-Projeto de Pesquisa dos discentes ao Professor Orientador do
TCC;
– Prazo de 30 (trinta) dias antes da defesa da Monografia e/ou Artigo para
constituição da Banca Examinadora composta pelo Professor Orientador e por 2 (dois)
Professores com titulação mínima de Especialização, sendo pelo menos um
Professor membro interno do Curso de Dança Licenciatura convidados de comum
acordo Orientador/Aluno;
III – Comunicar ao Orientando que o TCC deverá ter no mínimo 30 páginas
(no caso de Monografoia), a partir da Introdução até a Conclusão, ou seja, 30 paginas
compostas pelo elementos textuais e as demais pré-textuais, já no caso de Artigo o
total mínimo de ___________páginas;
IV – Prazo de 45 (quarenta e cinco) dias de Reformulação da Monografia
e/ou Artigo;
7. AO PROFESSOR ORIENTADOR COMPETE:
– Atender seus Orientandos, em horário previamente fixado;
– Avaliar o Ante-Projeto e posteriormente o Projeto de Pesquisa de
pretensos Orientandos, sugerindo ou não ajustes;
– Assinar e Carimbar a Carta de Aceito;
- Verificar as 30 páginas mínimas (Monografias) e ________ páginas
mínimas (Artigo) escritas segundo as Normas da ABNT e correções
linguísticas, exigidas para o TCC de Dança/Licenciatura;
– Contactar com a Banca que será composta por 2 (dois) Professores
Examinadores, dos quais um deles pelo menos membro interno deverá ser
do quadro Docente do Curso de Dança/Licenciatura, o outro poderá ser de
fora do Setor de Artes ou mesmo da Instituição sem ônus para UFAL com
titulação mínima de Especialista;
– Receber 2 (dois) TCC em capa dura (Monografias e/ou Artigo) de cor
azulo escuro e letras prateadas contendo na primeira folha a ATA de Defesa
do TCC, que será anexada na primeira folha do trabalho e mais 1 (um) CD
contendo o TCC;
– Os dois membros docentes, escolhidos e convidados que aceitem
participar da Banca Examinadora devem ser informado do dia, hora e local
da defesa do TCC, pelo Professor Orientador, 30 dias antes.
- Encaminhar ao Coordenador do TCC as 2 (duas) cópias em capa dura
azul escura e letras prateadas e mais 1 (um) CD do TCC.
8. AO ALUNO ORIENTANDO COMPETE:
– Escolher o Professor Orientador e formalizar o convite com a Carta de
Aceito entregue pelo Coordenador do TCC, no 5º semestre;
– A Carta de Aceito sendo assinada e carimbada pelo Professor Orientador
deverá ser encaminhada pelo Discente ao Coordenador do TCC;
– Apresentar, ao Professor Orientador pretendido o Ante-Projeto de
Pesquisa;
140
- Após analise do Orientador, entregar ao Coordenador do TCC cópia do
Ante-Projeto de Pesquisa, juntamente com a Carta de Aceite do Orientador
em anexo;
- Caso o aluno opte em realizar uma Monografia deverá seguir a orientação
do Coordenador do TCC, baseado nas Instruções Normativas para Trabalho
Científico;
- Com relação ao Artigo o aluno deverá seguir as mesmas Instruções
observando as especificidades Normativas do Trabalho escolhido;
– Entregar ao Professor/Orientador, 2 (duas) cópias do TCC anexada a
Ata de Apresentação do mesmo, obedecendo as Normas da ABNT e encadernada em
capa dura de cor azul escuro com letras prateadas acompanhado de 1 (um) CD
contendo o trabalho.
– Freqüentar as Reuniões convocadas pelo Professor Orientador;
– Comparecer em dia, horário e local determinado pelo Professor/a
Orientador/a, para apresentar e defender a versão final de seu TCC perante a Banca
Examinadora.
9. A BANCA EXAMINADORA COMPETE:
9.1 – Receber do Professor Orientador as cópias do TCC espiralada, com 30 dias
antes da defesa do trabalho, ler e analisar para tecer considerações, argüir o
aluno/orientando e fornecer parecer com as seguintes notas:
I – 7,0 a 10,0 (sete inteiros a dez inteiros) para aceitação do TCC;
II – Correspondendo a nota abaixo de 7,0 (sete inteiros) quando o TCC
não está apto a aceitação da Banca.
9.2 – Avaliar os Trabalhos de Conclusão de Curso –TCC considerando os seguintes
aspectos:
I – Escolha do Tema (Significado e Relevância);
II – Desenvolvimento do Tema (Fundamentação teórica, relação
teoria/prática, utilização adequada de conhecimento e metodologia);
III – Redação (Exposição clara e objetiva, correção gramatical, utilização de
linguagem cientifica, logicidade na expressão do raciocínio);
IV – Estrutura e Apresentação do Trabalho (equilíbrio e interrelação na
divisão das partes do trabalho, atendimento as normas técnicas de produção de
trabalho cientifico);
V – Referência Bibliografia (Adequação e seguindo as normas da ABNT).
9.3 – Estar presente no local da apresentação pública da monografia 1h00 (uma
hora) antes do horário que estipulou o Professor Orientador;
9.4 – Levar em consideração no seu julgamento, o texto escrito, a exposição oral e
a defesa do aluno durante a argüição e os esclarecimentos finais;
9.5 – Sugerir, por maioria dos membros a reformulação integral ou parcial do TCC,
em qualquer fase do processo, adiando o julgamento para a análise do texto
reformulado;
9.6 – O aluno poderá utilizar no máximo 45 dias (quarenta e cinco) corridos para a
reformulação de do seu TCC;
9.7 – A Avaliação final da Banca Examinadora deve ser registrada na ATA
anexada na primeira folha do TCC de Capa dura em cor azul escuro e letras
prateadas assinada por todos os membros. O referida trabalho ficará na Biblioteca
Central e Setorial.
10. AO COLEGIADO DE DANÇA/LICENCIATURA COMPETE:
10.1 – Interpretar os dispositivos desse regulamento;
10.2 – Aprovar ou não alterações nesse regulamento;
10.3 – Atender as convocações de reunião proposta pelo Coordenador da TCC;
141
10.4 – Convocar e dirigir reuniões com Professores Orientadores, com visitas à
melhoria do TCC.
10.5 – Os casos omissos serão avaliados pelos colegiados.
11. DOS PROCEDIMENTOS DA BANCA EXAMINADORA, DO ORIENTADOR E DO
ORIENTANDO NA DEFESA PÚBLICA:
11.1 – A sessão será presidida pelo Professor Orientador;
11.2 – A sessão será registrada em ATA pelo Professor Orientador;
11.3 – Na defesa do seu TCC o aluno disporá de até 15’(quinze minutos) para
apresentação;
11.4 – Cada membro da Banca Examinadora disporá de 10’(dez minutos) para
fazer suas argüições e comentários;
11.5 – O aluno usará 10’(dez minutos), após a argüição de cada membro da
Banca Examinadora para responder questões não esclarecidas;
11.6 – O resultado será proclamado pela Banca Examinadora em até 10’(dez
minutos) após as respostas e esclarecimentos do aluno;
11.7 – Em caso de reprovação fica estabelecido o critério do aluno continuar ou
não com o mesmo Tema do TCC e com o mesmo Professor Orientador;
11.7.1 – Decidindo continuar o TCC sobre o mesmo Tema, basta que
vincule-se na disciplina TCC no semestre seguinte para proceder às reformulações.
Maceió, 08 de abril de 2016.
Membros do Colegiado do Curso de Dança/Licenciatura
________________________________
Profª. Ms. Noemi Loureiro
_________________________________
Profº. Dr. Antonio Lopes Neto
__________________________________
Profª. Ms. Telma César
__________________________________
Profª. Ms. Isabelle Pitta
_________________________________
Profª. Dr. Nadir Nóbrega
__________________________________
Discente: Jessé Batista Junior
142
Universidade Federal de Alagoas
Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes
Curso de Dança/Licenciatura
INSTRUÇÃO NORMATIVA PARA ARTIGO
NORMAS PARA O ARTIGO (Adaptadas das normas para comunicação do VII
Congresso da ABRACE)
Todo o artigo deverá conter no máximo 15.000 caracteres, incluindo espaço.
O artigo deverá conter: Cabeçalho, Resumo, Palavras-chave, Resumo e
Palavras-chave em idioma estrangeiro (abstract, resume ou resumen; Keyword, mots
clés ou palabras clave), Texto principal, Referências e Notas de fim de texto.
O CABEÇALHO deverá estar assim organizado:
1. O nome do autor deve iniciar com a indicação do SOBRENOME usual de
citação de autor (em letras maiúsculas), seguindo de seu(s) prenome(s) e ponto (caso
se trate de mais de um autor, o padrão a ser usado deve ser o mesmo, como em
qualquer referencial bibliográfico, com ponto e vírgula separando um autor do outro).
Observação caso se trate de nome artístico, convém informar entre parênteses o
verdadeiro nome do autor.
2. Após o nome do autor, ainda na mesma linha, o cabeçalho deve conter o
título do trabalho, seguido de ponto.
3. Após o título, na continuação da mesma linha do cabeçalho, deve ser
informada a cidade onde o trabalho foi produzido (seguida de dois pontos) e, logo
depois, o nome da instituição que o abrigou, seguida de ponto.
4. Após a cidade e a instituição onde foi produzido o trabalho, na continuação
do cabeçalho:
a) os professores devem indicar a instituição de seu eventual vínculo
empregatício e a natureza desse vínculo (separados por ponto e vírgula), seguido de
ponto;
b) os estudantes (graduação e pós-graduação), bem como os professores em
momento de formação, devem indicar o nome da instituição, o nível dos estudos em
curso e o nome do orientador (sem a inclusão de “Prof. Dr.”, tudo separado por ponto
e vírgula), seguido de ponto;
c) os bolsistas (professores ou estudantes) devem indicar também a instituição
de manutenção de sua bolsa e respectivo nível (separados por ponto e vírgula); tudo
seguido de ponto.
5. Após a indicação do contexto institucional, opcionalmente, ainda no
cabeçalho, o autor pode acrescentar a(s) função(ões) artística(s) profissional(is) que
exerce (p. ex: Dançarino e dramaturgo).
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O RESUMO, separado do cabeçalho por uma linha, deverá ser encabeçado
pela palavra RESUMO centralizada, escrita em letras maiúsculas e negritadas. De
acordo com as orientações da ABNT, o resumo constituem uma “Apresentação
concisa dos pontos relevantes de um texto” (2003, p.1), apresentando a natureza do
trabalho, metodologia, resultados e conclusões. Redigido na terceira pessoa do
singular, com o verbo na voz ativa, em frases correntes, sem a enumeração de
tópicos, frases negativas, parágrafos, símbolos e citações.
Logo abaixo do RESUMO, em linha separada, deverá constar em negrito o
tempo “PALAVRAS-CHAVE” seguido de dois pontos. Na mesma linha, o autor deverá
indicar de três a cinco palavras-cheve, separadas por dois pontos.
Após as palavras-chave em português, separado por uma linha, deverá vir o
RESUMO e AS PALAVRAS-CHAVE EM LÍNGUA ESTRANGEIRA.
O texto principal deverá estar assim organizado:
1.Separado por uma linha, dos itens que o antecedem, o texto principal deverá
se apresentado em formato justificado, espaço simples, fonte ARIAL corpo 12, com
parágrafo internos separados por uma linha.
2.O texto deve se concluir com suas devidas referências (obrigatórias).
3.As notas (de fim de texto) devem ser, exclusivamente, de caráter explicativo
(as de referências devendo ser substídas pelo sistema autor-data), com texto alinhado
à esquesta, fonte ARIAL corpo 10.
4.As citações, com texto justificado, fonte ARIAL corpo 10, com mais um
centímetro a mais de margem além da margem esquerda do corpo do texto.