Ciências Sociais Licenciatura - EAD
PPC CURSO CIENCIAS SOCIAIS EAD OFICIAL _Atualização 2017.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS
CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS
MODALIDADE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS LICENCIATURA - MODALIDADE A DISTÂNCIA
Elaborado em Janeiro de 2012
Atualizado em Maio de 2016 e Março de 2017
Aprovado em 19 de Julho de 2017
Maceió
2017
1
SUMÁRIO
1
- IDENTIFICAÇÃO................................................................................................ 5
1.1-
CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR - IES .. 5
2.- DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO ........................................................... 5
2.1- DADOS GERAIS .............................................................................................. 5
2
2.2-
ATOS LEGAIS ............................................................................................... 5
2.3-
VAGAS NO CURSO ...................................................................................... 5
2.4-
ENDEREÇO DE OFERTA DO CURSO E FUNCIONAMENTO DO CURSO . 6
2.5-
FUNCIONAMENTO DO CURSO ................................................................... 7
2.6-
CARGA HORÁRIA DO CURSO .................................................................... 7
2.7-
INGRESSO DE ALUNOS NO CURSO .......................................................... 7
2.8-
TEMPO DE INTEGRALIZAÇÃO DO CURSO ............................................... 7
2.9-
COORDENADOR DO CURSO ...................................................................... 7
- CONTEXTUALIZAÇÃO ..................................................................................... 9
2.1- CONTEXTO INSTITUCIONAL ......................................................................... 9
2.2 - CONTEXTO REGIONAL ................................................................................ 9
2.3- O CURSO: LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS NA MODALIDADE A
DISTÂNCIA ........................................................................................................... 10
2.3.12.4-
JUSTIFICATIVA DE CRIAÇÃO DO CURSO ........................................ 10
HISTÓRICO DO CURSO ............................................................................. 10
2.4.1- O CONTEXTO DE DESENVOLVIMENTO DO ENSINO DAS CIÊNCIAS
SOCIAIS/SOCIOLOGIA NO BRASIL................................................................. 10
2.5-
O CONTEXTO DA CRIAÇÃO DO CURSO EM ALAGOAS E NA UFAL .... 13
2.6- CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO ............................................................. 15
3 - POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO................................... 18
3.1- POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO ............................. 18
3.2- POLÍTICAS DE ENSINO ................................................................................ 20
3.3- POLÍTICAS DE PESQUISA ........................................................................... 20
3.4- POLÍTICAS DE EXTENSÃO .......................................................................... 23
3.5- A RESPONSABILIDADE SOCIAL ................................................................ 26
3.6-
ACESSIBILIDADE ....................................................................................... 26
2
3.7-
INCLUSÃO .................................................................................................. 28
3.8- PROTEÇÃO DOS DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO
ESPECTRO AUTISTA ........................................................................................... 28
4
3.9-
OBJETIVOS DO CURSO ............................................................................ 29
3.10-
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES ........................................................ 30
3.11-
PERFIL DO EGRESSO ............................................................................ 31
3.12-
CAMPO DE ATUAÇÃO ............................................................................ 31
3.13-
INTEGRAÇÃO COM AS REDES PÚBLICAS DE ENSINO ..................... 32
- ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA ................................................... 33
4.1-
ESTRUTURA CURRICULAR ...................................................................... 33
4.2-
DIRETRIZES METODOLÓGICAS ............................................................... 34
4.3-
TRANSVERSALIDADE TEMÁTICA CURRICULAR ................................... 36
4.4-
INTERDISCIPLINARIDADE ........................................................................ 38
4.5-
EDUCAÇÃO AMBIENTAL .......................................................................... 38
4.6- RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E HISTÓRIA E CULTURA AFROBRASILEIRA, AFRICANA E INDÍGENA ............................................................... 39
5
4.7-
EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS ..................................................... 39
4.8-
LIBRAS ........................................................................................................ 40
4.9-
FAMILIARIDADE COM A MODALIDADE EAD .......................................... 40
- COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS DO CURSO ............... 41
5.1- DISTRIBUIÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS
............................................................................................................................... 41
5.2- DISTRIBUIÇÃO DAS DISCIPLINAS DO CURSO POR SEMESTRE ............ 41
5.3- DISCIPLINAS ELETIVAS ............................................................................... 43
5.4-
ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO ........................................... 44
5.5- TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) ....................................... 45
5.6- ATIVIDADES COMPLEMENTARES .............................................................. 46
5.7- ATIVIDADES DE EXTENSÃO ........................................................................ 47
5.8- EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS (BIBLIOGRAFIAS BÁSICAS E
COMPLEMENTARES) .......................................................................................... 47
5.8.1- DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA......................................... 47
5.8.2- CONTEÚDOS CURRICULARES DE FORMAÇÃO COMPLEMENTAR .. 59
5.8.3- DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO DOCENTE ............................................ 63
3
5.8.4- DISCIPLINAS ELETIVAS ........................................................................ 72
5.9-
TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – TIC ................. 81
5.10-
ACOMPANHAMENTO DOS ALUNOS..................................................... 82
5.11-
ATIVIDADES DE TUTORIA ..................................................................... 83
5.12- MECANISMOS DE INTERAÇÃO ENTRE DOCENTES, TUTORES E
ESTUDANTES ....................................................................................................... 85
5.13-
ENCONTROS PRESENCIAIS E FREQUÊNCIA ...................................... 85
5.14-
APOIO ACADÊMICO ............................................................................... 86
5.15-
MATERIAL DIDÁTICO INSTITUCIONAL ................................................. 87
5.16- SISTEMA DE CONTROLE DE PRODUÇÃO E DISPONIBILIZAÇÃO DOS
MATERIAIS DIDÁTICOS ....................................................................................... 87
5.17- DOCENTES DO CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS MODALIDADE A
DISTÂNCIA ........................................................................................................... 88
5.18-
COLEGIADO DO CURSO ........................................................................ 90
5.19-
NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE .................................................. 92
5.20-
POLÍTICAS DE APOIO AOS DOCENTES E TÉCNICOS ........................ 93
5.21-
POLÍTICAS DE APOIO AOS DISCENTES .............................................. 96
6- AVALIAÇÃO ......................................................................................................... 99
6.1- AVALIAÇÃO NO CONTEXTO INSTITUCIONAL ........................................... 99
6.2- PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINOAPRENDIZAGEM. ................................................................................................. 99
7
6.3-
AVALIAÇÃO DO CURSO CAA ................................................................. 102
6.4-
AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO ............................................ 102
6.5-
COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA (CEP/UFAL)..................................... 103
- INFRAESTRUTURA FÍSICA E RECURSOS MATERIAIS ............................ 104
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................... 109
ANEXOS ................................................................................................................. 112
4
1 - IDENTIFICAÇÃO
1.1-
CONTEXTUALIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR - IES
Mantenedora: Ministério da Educação (MEC)
Município-Sede: Brasília - Distrito Federal (DF)
CNPJ: 00.394.445/0188-17
Dependência: Administrativa Federal
Mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Código: 577
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Endereço do Campus sede:
Campus A. C. Simões – Cidade Universitária Maceió /AL
Rodovia BR 101, Km 14. CEP: 57.072 - 970
Fone: (82) 3214 - 1100 (Central)
Portal eletrônico: www.ufal.edu.br
2.- DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
2.1- DADOS GERAIS
Curso: Licenciatura em CIÊNCIAS SOCIAIS
Modalidade: Licenciatura a distância
Título oferecido: Licenciado em Ciências Sociais
Código do Curso: 1298974 (Licenciatura em CIÊNCIAS SOCIAIS)
Nome da Mantida: Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Campus: A. C. Simões
Polos: Arapiraca, Maceió, Maragogi e Olho d´água das Flores.
Município-Sede: Maceió
Estado: Alagoas
Região: Nordeste
Portal eletrônico do Curso:
http://www.ufal.edu.br/unidadeacademica/ics/graduacao/Licenciatura-ead
2.2-
ATOS LEGAIS
Portaria de Autorização: RESOLUÇÃO –
CONSUNI/UFAL.
Portaria de Reconhecimento: Em tramitação.
2.3-
18/2012
de
09/04/2012
do
VAGAS NO CURSO
O numero de vagas autorizadas pela Capes/MEC foram: 125 para o ano de 2013 e
125 para o ano de 2014.
5
DISTRIBUIÇÃO DE VAGAS OFERTADAS E OCUPADAS NO VESTIBULAR E
ATUALMENTE (2016)
PÓLOS
TURMA 2013
TURMA 2014
Vagas
Ofertadas
Vagas
Ocupadas
vestibular
2013
Vagas
ocupadas
atualmente
Vagas
Ofertadas
50
25
25
25
37
12
11
24
13
6
7
9
30
45
25
25
Arapiraca
Maceió
Maragogi
Olho
d´água das
Flores
Vagas
Vagas
Ocupadas ocupadas
vestibular atualmente
2014
23
21
13
20
17
12
11
12
*Dados do dia 06/05/2016.
Foram ofertadas 125 vagas em cada oferta (2013 e 2014), porém o número de
vagas ocupadas não atingiu o total, sendo que, em 2013 foram ocupadas apenas 84
e 77 em 2014. Atualmente temos 87 vagas ocupadas.
Vagas ocupadas em Arapiraca em 2013: 37
Vajas ocupadas em Arapiraca em 2014: 23
Vagas ocupadas em Arapiraca atualmente: 30
Vagas ocupadas em Maceió em 2013: 12
Vajas ocupadas em Maceió em 2014: 21
Vagas ocupadas em Maceió atualmente: 18
Vagas ocupadas em Maragogi em 2013: 11
Vajas ocupadas em Maragogi em 2014: 13
Vagas ocupadas em Maragogi atualmente: 18
Vagas ocupadas em Olho d´água das Flores 2013: 24
Vajas ocupadas em Olho d´água das Flores em 2014: 20
Vagas ocupadas em Olho d´água das Flores atualmente: 21
2.4-
ENDEREÇO DE OFERTA DO CURSO E FUNCIONAMENTO DO CURSO
Polo Arapiraca
Av. Manoel Severino Barbosa. Nº: s/n – Bom sucesso, Arapiraca/AL RODOVIA AL115 CEP 57.309-005
Polo Maceió
Campus A. C. Simões – Cidade Universitária, Maceió /AL Rodovia BR 101, Km 14
CEP: 57.072 - 970
Polo Maragogi
Praça Maridite Acioli. Nº: S/N – Centro, Maragogi/AL Escola Municipal Doutor Jorge
de Faria Sales - CEP: 57.955-000
Polo Olho d´água das Flores
6
Rua 06 de Fevereiro. Nº: s/n – Centro, Olho d´água das Flores/AL CEP: 57.442-000
2.5-
FUNCIONAMENTO DO CURSO
Data de início do Curso: 13/05/2013
Funcionamento: Modalidade a distância.
2.6-
CARGA HORÁRIA DO CURSO
Disciplinas de formação Específica: 1020 horas
Disciplinas de formação docente: 780 horas
Disciplinas do eixo Complementar: 300 horas
Atividades de formação livre: 820 horas
Carga horária total do curso: 2920 horas
2.7-
INGRESSO DE ALUNOS NO CURSO
Os cursos de licenciatura a distancia na UFAL são selecionados por meio de
vestibular, realizado pela COPEVE-UFAL que circunscreve-se nos grandes
esforços do país no incremento da qualificação de professores, seja através do
programa de Formação de Professores da Educação Básica Pública (PARFOR),
seja no contexto mais difuso da demanda social.
Além do vestibular, o aluno pode ter acesso ao curso por meio de edital de
reopção ou transferência da universidade, de acordo com a decisão do colegiado a cada
semestre.
2.8- TEMPO DE INTEGRALIZAÇÃO DO CURSO
Mínima: 8 (nove) períodos
Máxima: 12 (doze) períodos
2.9-
COORDENADOR DO CURSO
Nome: Luciana da Conceição Farias Santana
Formação acadêmica: História (Licenciatura) e Ciência Política
Titulação: Doutora em Ciência Política (UFMG)
Regime de trabalho: Dedicação Exclusiva
Tempo de exercício na UFAL: 07 anos
Tempo de exercício na função: 06 anos (Licenciatura presencial e a distância)
Experiência de trabalho na modalidade EAD: 06 anos
Atuação profissional na área:
Vice-presidência do Fórum da Área (Ciências Sociais) da UAB/MEC (2013-atual)
Coordenadora Área de Humanas BNI/INEP na UFAL (Atual)
Membro da Comissão de Auto-Avaliação do ICS (atual)
Coordenadora do Comitê de ética e Pesquisa da UFAL (2015-atual)
Vice-Coordenadora do Comitê de ética e Pesquisa da UFAL (2011-2015)
Coordenadora de Trabalho de Conclusão de Curso do ICS (2010-2014)
Professora de Ciência Política da Facsal (2006)
7
Professora de Ciência Política na Universidade Federal de Alagoas (2010-atual)
Vice-coordenadora do Curso de Ciências Sociais – Licenciatura/Presencial (20102011)
Coordenadora do Curso de Ciências Sociais – Licenciatura/Presencial (2012-2014)
Atuação profissional na Educação Básica: (Licenciaturas)
Professora na Escola Estadual Silviano Brandão (2001)
Professora no Colégio Frei Orlando (2001)
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7338438190459190
8
2 - CONTEXTUALIZAÇÃO
2.1- CONTEXTO INSTITUCIONAL
A Universidade Federal de Alagoas - UFAL é Pessoa Jurídica de Direito
Público – Federal, com CNPJ: 24.464.109/0001-48, com sede à Avenida Lourival
de Melo Mota, S/N, Campus A. C. Simões, no Município de Maceió, no Estado de
Alagoas, CEP 57.072-970, além de uma Unidade Educacional (UE) em Rio Largo,
município da região metropolitana da Capital.
Foi criada pela Lei Federal nº 3.867, de 25 de janeiro de 1961, a partir do
agrupamento das então Faculdades de Direito (1933), Medicina (1951), Filosofia
(1952), Economia (1954), Engenharia (1955) e Odontologia (1957), como
instituição federal de educação superior, de caráter pluridisciplinar de ensino,
pesquisa e extensão, vinculada ao Ministério da Educação, mantida pela União,
com autonomia assegurada pela Constituição Brasileira, pela Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96 e por seus Estatuto e Regimento
Geral.
Possui estrutura multicampi, com sede localizada no Campus A. Simões,
em Maceió, onde são ofertados 54 Cursos de graduação. O processo de
interiorização, iniciado em 2006, expandiu sua atuação para o Agreste, com o
Campus de Arapiraca e com Unidades Educacionais em Palmeira dos Índios,
Penedo e Viçosa e a oferta de 23 Cursos. Em 2010, chegou ao Sertão, instalandose em Delmiro Gouveia e uma Unidade Educacional em Santana do Ipanema e a
oferta de 08 Cursos, todos presenciais.
Além dos Cursos presenciais, há 11 ofertados na modalidade de Educação
a distância, através do sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB. A pósgraduação contribui com 31 programas de Mestrado e 09 de Doutorado, além dos
Cursos de especialização nas mais diferentes áreas do conhecimento.
A pesquisa vem crescendo anualmente com a participação de linhas e
grupos de pesquisa nas mais diferentes áreas do conhecimento. A extensão
contribui com diversos programas e, também, é uma atividade em constante
expansão.
2.2 - CONTEXTO REGIONAL
Com uma extensão territorial de 27.767.661 km2, o Estado de Alagoas é
composto por 102 municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Leste, Agreste e
Sertão alagoano) e 13 microrregiões. De acordo com o Censo de 2010 do IBGE,
apresentava população residente 3.120.922 habitantes, sendo 73,64% em meio
urbano.
A inserção espacial da UFAL leva em consideração as demandas
apresentadas pela formação de profissionais em nível superior e a divisão do Estado
9
em suas meso e microrregiões. Essa configuração espacial é contemplada com uma
oferta acadêmica que respeita as características econômicas e sociais de cada
localidade, estando as suas unidades instaladas em cidades polos consideradas
fomentadoras do desenvolvimento local.
Com a interiorização a UFAL realiza cobertura universitária significativa em
relação à demanda representada pelos egressos do Ensino Médio em Alagoas, à
exceção do seu litoral norte, cujo projeto de instalação do campus no município de
Porto Calvo se encontra em tramitação na SESu//MEC.
O PIB per capita estadual era de R$ 6.728,00 em 2009, sendo o setor de
serviços o mais importante na composição do valor agregado da economia, com
participação de 72 %. Os restantes 28% estão distribuídos em atividades agrárias –
tradicionalmente policultura no Agreste, pecuária no Sertão e cana-de-açúcar na
Zona da Mata, além do turismo, aproveitando o grande potencial da costa litorânea,
em especial destaque para a região metropolitana de Maceió e a Costa dos Corais,
no litoral norte.
2.3-
O CURSO: LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS NA MODALIDADE A
DISTÂNCIA
2.3.1- JUSTIFICATIVA DE CRIAÇÃO DO CURSO
A criação da Licenciatura em Ciências Sociais na modalidade a Distância,
pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS), responde à demanda criada pela
obrigatoriedade do ensino de Sociologia e Filosofia no Ensino Médio, através da
decisão do Conselho Nacional de Educação (Parecer Nº 38/2006/CNE). Ainda que o
ICS/UFAL já contasse com um Curso de Licenciatura em Ciências Sociais na
modalidade presencial, a decisão do CNE criou o imperativo da formação de
profissionais para atuar no ensino de sociologia para o conjunto do Estado de
Alagoas e região.
2.4-
HISTÓRICO DO CURSO
2.4.1- O CONTEXTO DE DESENVOLVIMENTO DO ENSINO DAS CIÊNCIAS
SOCIAIS/SOCIOLOGIA NO BRASIL
Desde a segunda metade do século XIX o ensino das Ciências
Sociais/Sociologia no Brasil se deu na forma de livros e manuais didáticos que
alcançavam um campo extenso de conhecimentos: da Economia e o Direito,
passando pela História, a Geografia e a Psicologia, até propriamente a Sociologia.
Isto se materializava na grade curricular da antiga escola secundária. O país era
agitado pelas lutas de independência dos países latino-americanos e no Brasil. Os
temas do abolicionismo e da constituição da república perpassavam os debates e as
reflexões políticas. Nessa fase, mais ou menos de 1840 a 1930, observa-se a busca
da cientificidade das explicações sobre a natureza e sobre a sociedade. Nesse
10
período ocorreram “incorporações de teorias e conceitos sociológicos ao disCurso
de políticos e intelectuais, surgindo pensadores sociais muito influenciados pelo
iluminismo, positivismo e evolucionismo” (LIEDKE FILHO, 2003; NOGUEIRA, 1981).
Nos idos de 1870, intelectuais defendiam a inclusão da Sociologia nos Cursos
de Direito, de formação de militares, da escola secundária. Rui Barbosa propôs, no
âmbito da reforma de ensino em 1882, as disciplinas Elementos de Sociologia e
Direito Constitucional para a escola secundária e Sociologia no lugar do Direito
Natural nas faculdades de Direito (MACHADO, 1987, p. 117). Em 1890, a Reforma
de Benjamim Constant instituía o ensino de Sociologia e Moral nas Escolas do
Exército (Decreto n. 330, de 12 de abril de 1890 apud MACHADO, 1987, p. 117). Em
seguida, como Ministro da Instrução Pública, Correios e Telégrafos, ele empreendeu
a chamada “Reforma Benjamim Constant” em toda a instrução pública, incluindo a
Sociologia em todos os níveis e modalidades de ensino. Esta reforma não foi
efetivada, sendo completamente modificada em 1897. Na nova regulamentação, a
Sociologia desaparece dos currículos do Ginásio e do Ensino Secundário.
As disputas entre as explicações católicas e jurídicas versus as explicações
positivistas, evolucionistas e cientificistas perduraram por anos. Após 1925, quando
da Reforma de João Luis Alves-Rocha Vaz, incluiu-se a Sociologia nas Escolas
Normais e na Escola Secundária (MEUCCI, 2000). O ensino da sociologia nas
escolas criou um mercado de ideais que alimentou os esforços de sistematização do
conhecimento sociológico que, por sua vez, incentivou a criação de faculdades e
universidades para formar os professores especializados nas novas áreas e,
também, o surgimento de um mercado de livros didáticos. Muitos pensadores
autodidatas nas Ciências Sociais, formados em Direito, Medicina, Engenharia, entre
outras, especializaram-se em Sociologia e exerceram o ensino nas novas cátedras
criadas nas Escolas Normais e Faculdades de Direito. Gilberto Freyre em Recife,
Fernando de Azevedo em São Paulo, Delgado Carvalho no DF, Artur Ramos no Rio
de Janeiro são exemplares desse movimento, tendo contribuído para o
desenvolvimento de teorias e métodos sociológicos no Brasil (MEUCCI, 2005).
As ações dirigidas às reformas no ensino até 1940 ampliaram os espaços de
disseminação e de institucionalização das Ciências Sociais/Sociologia no Brasil. A
Reforma Francisco Campos, em 1931, organizou o Ensino Secundário num ciclo
fundamental de cinco anos e num ciclo complementar, tornando a Sociologia
disciplina obrigatória do ciclo complementar. Em 1942, a Reforma Capanema retira a
obrigatoriedade da Sociologia dos Cursos secundários, com exceção do Curso
normal.
De 1925 a 1942, tem-se o período que combina a busca pela autonomia
científica da Sociologia relativamente às outras disciplinas, ao tempo de sua inclusão
na grande curricular (MEKSENAS, 1995; MEUCCI, 2000; GUELFI, 2001). Foi pelo
caminho institucional do ensino que formalmente a Sociologia instalou-se no Brasil,
pois era uma exigência nos Cursos de preparação para o exercício do magistério,
nas Escolas Normais, e nas então denominadas Escolas Secundárias. A
institucionalização da sociologia (de seus espaços de formação de quadros e de
produção científica) ocorre somente em 1933.
11
Ainda que no período de 1942 a 1964 tenha diminuído a penetração da
Sociologia nas escolas secundárias, ampliaram-se os espaços de pesquisa e ensino
nas universidades e centros de investigação, estabelecendo-se a comunidade dos
sociólogos.
No Brasil, no contexto em que se discutia o desenho dos currículos do ensino
de primeiro e segundo graus nos anos de 1970, cujas propostas foram centralizadas
no Governo Militar, sob a supervisão de técnicos norte-americanos, emerge a
disciplina de Estudos Sociais como síntese das disciplinas da História, Geografia,
Sociologia, Economia, entre outras. Este intento muito dificultou os esforços de
definição sobre a natureza das disciplinas científicas e de seus contornos
profissionais.
A história da formação do campo de pesquisa das Ciências Sociais/Sociologia
e a história da institucionalização do ensino de sociologia nas escolas de Educação
Básica, sobretudo no Ensino Médio, são complementares. Embora esses dois
processos tenham especificidades, eles se cruzam e se retroalimentam.
Antecedendo a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB), de
1996, após 1984 verifica-se o crescimento da disciplina nos conteúdos curriculares
do chamado Segundo Grau (atualmente denominado de Ensino Médio) das escolas
em diversos estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará,
Maranhão, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.
Existia uma crítica contundente à obrigatoriedade do ensino profissionalizante
no Segundo Grau e às concepções tecnicistas dos currículos de modo geral. Assim,
as reformas da educação nos Estados retomaram o Ensino Médio propedêutico ou o
Ensino Médio integrado (ensino geral e profissionalizante ao mesmo tempo). Com o
tempo, as argumentações dos sindicatos de sociólogos, sindicatos de professores
da educação básica, professores universitários, professores do Ensino Médio,
associações científicas (como a Sociedade Brasileira de Sociologia), foram
produzindo consequências, como a inclusão dos conteúdos de Sociologia nas
provas de vestibulares, em 1997 na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em
2003 na Universidade Estadual de Londrina (UEL), e em 2007 na Universidade
Federal do Paraná (UFPR). Com isto, surgiu a demanda por material didático e as
discussões sobre a atualização de diretrizes curriculares e sobre as políticas mais
pertinentes para a capacitação do professor da disciplina, desde a formação primeira
até a sua dimensão continuada.
Em 2004 se inicia um debate em torno do documento do MEC intitulado
Orientações Curriculares do Ensino Médio, quando é afirmada pela comunidade da
sociologia que a disciplina deve ser compreendida como parte do núcleo comum do
currículo, bem como da pertinência de que seus conteúdos e metodologias de
ensino sejam sintonizados com os sentidos da juventude e das escolas de ensino
médio.
Em 2005, Moraes (2007) elaborou um Parecer sobre a legislação
educacional, explicitando que as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio
12
de 1998 não estavam cumprindo a LDB, pois os conteúdos de Filosofia e de
Sociologia, tratados somente de forma transversal, não estavam sendo devidamente
apresentados. Esse Parecer entrou na pauta das reuniões da Câmara de Educação
Básica do Conselho Nacional de Educação, em abril de 2006. Um amplo debate
disseminou-se pelo País, alimentado pelas diferentes associações sindicais e
científicas de sociólogos e filósofos, com o intuito de sensibilizar os conselheiros.
No dia 7 de julho de 2006, a Câmara de Educação Básica aprovou por
unanimidade o Parecer 38/2006 que alterou as Diretrizes Curriculares Nacionais do
Ensino Médio, tornando a Filosofia e a Sociologia disciplinas obrigatórias. A
Resolução nº 4, de 16 de agosto de 2006, alterou o artigo 10 da Resolução
CNE/CEB nº 3/98, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino
Médio, incluindo a Filosofia e a Sociologia como disciplinas curriculares obrigatórias.
Ainda em 2006, foram publicadas as Orientações Curriculares para o Ensino Médio
de Sociologia.
O projeto de lei ordenou a inclusão das duas disciplinas nas três séries do
Ensino Médio. A Lei nº 11.684/08, que altera o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases
da Educação (LDB), de 20 de dezembro de 1996, foi sancionado em 2 de junho de
2008. O CNE regulamentou o modo de implantação da Filosofia e Sociologia nas
três séries do Ensino Médio pela Resolução nº 01, de 15 de maio de 2009,
ordenando que se conclua a efetivação dessa medida até 2011.
2.5-
O CONTEXTO DA CRIAÇÃO DO CURSO EM ALAGOAS E NA UFAL
Em um Estado com os problemas socioeconômicos gravíssimos indicativos
de extrema exclusão e injustiça sociais, a universidade propõe-se participar das
soluções desses problemas, estabelecendo que seus Cursos tenham direta
vinculação com os desafios do desenvolvimento regional e, especificamente, com a
melhoria da qualidade do ensino e da educação fundamental e média.
A criação do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais a distância
circunscreve-se nos grandes esforços do país no incremento da qualificação de
professores, seja através do programa de Formação de Professores da Educação
Básica Pública (PARFOR), seja no contexto mais difuso da demanda social. Estas
ações articulam iniciativas que envolvem desde o Conselho Nacional de Educação
(em suas decisões e normativas), passando pelo Ministério da Educação, a
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES), em colaboração com as Secretarias de Educação dos Estados, Distrito
Federal e Municípios e as Instituições Públicas de Educação Superior (IPES).
O Instituto de Ciências Sociais da UFAL já tem consolidado ampla discussão
conceitual e prática sobre as Diretrizes Político-Pedagógicas para a formação de
bacharéis e licenciados em Ciências Sociais, pela experiência cotidiana de gestão
dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura em Ciências Sociais presenciais. Estas
experiências acumuladas propiciaram a formulação da presente proposta de criação
de uma Licenciatura em Ciências Sociais a distância, que, relativamente ao campo
disciplinar das Ciências Sociais e da Sociologia, está circunscrito ao universo
13
científico e disciplinar no Brasil que compreende as áreas da Sociologia,
Antropologia e Ciência Política.
A vivência do Instituto de Ciências Sociais na oferta e gestão de Cursos de
graduação remonta à criação do Curso de Ciências Sociais na Universidade Federal
de Alagoas (UFAL) em substituição ao generalizante Curso de Licenciatura em
Estudos Sociais da época. O Curso de Ciências Sociais teve a sua implantação
autorizada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE/UFAL, em 09 de
agosto de 1993, com a resolução Nº. 49 – B/93, tendo começado a funcionar no
antigo Departamento de Ciências Sociais, fundado em 1994. Desde então, oferece
as habilitações em Bacharelado e em Licenciatura. O reconhecimento do Curso veio
através da Portaria Nº 475, de 22 de fevereiro de 2002 (DOU de 25.02.2002).
No ano de 2006, em virtude da reforma institucional da Universidade Federal
de Alagoas - UFAL, o antigo Departamento de Ciências Sociais transformou-se em
Instituto de Ciências Sociais - ICS, conquistando, portanto, mais autonomia.
No âmbito estrito da Licenciatura, o Curso de Ciências Sociais adequou-se (i)
aos Pareceres CNE/CES 492/2001 e CNE/CES 1.363/2001, (ii) além da Resolução
nº 32/2005-CEPE/UFAL, e (iii) ainda sintonizado com as discussões advindas do
Fórum Nacional de Cursos de Ciências Sociais, e com (iv) a linha de pesquisa
“Ensino de Ciências Sociais do Grupo de Pesquisa Ciências Sociais e
Sociedade/CNPq”. Todas essas referências normativas e conceituais foram
contrastadas com as especificidades sócio-econômicas, políticas e culturais da
sociedade alagoanos.
A presente proposta traz como desafio adequar toda a experiência acumulada
no ensino presencial às exigências, particularidades e desafios próprios ao ensino a
distância. Com o lançamento do Edital Nº 001/2005 da SEED/MEC foi inaugurado o
Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) que gerou um novo estímulo para que
as IFE’S atuassem efetivamente na expansão e interiorização do ensino superior
público e gratuito no país. Dessa forma, o Curso de Licenciatura em Ciências
Sociais na modalidade a distância pretende ajustar os conteúdos teóricos e
metodológicos e a dimensão complexa da formação do professor (já consolidados
nas rotinas do ensino presencial), à dimensão e novas rotinas das metodologias
inovadoras de ensino que as novas tecnologias de informação propiciam. Outro
espaço (virtual e físico) de conexão entre a Universidade e a sociedade foi erigido,
rico em possibilidades de interação (novas experiências e aprendizados mútuos).
Esta proposta de Curso de Licenciatura em Ciências Sociais na modalidade a
distância mantém uma estrutura curricular orientada similar àquela do curricular da
Licenciatura Presencial em Ciências Sociais. O presente Projeto Pedagógico
considera também os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) para a área de
Sociologia, do MEC, bem como, os Referenciais de Qualidade para Cursos a
Distância – SEEC/MEC, que enfatizam a formação para o uso didático de
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
14
A metodologia da inclusão digital tanto favorece a formação teórico-prática
quanto a formação continuada do docente. É, de outro modo, uma política que
permite expandir as ofertas de vagas para o ensino superior ao interior do estado.
São esses desafios que a criação do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais a
distância do instituto de Ciências Sociais da UFAL pretende enfrentar.
2.6- CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO
O Curso de Ciências Sociais a distância da Universidade Federal de Alagoas
está distribuído em quatro polos de ensino, situados nas cidades de Maceió,
Arapiraca, Maragogi e Olho D´água das Flores. Cada um desses polos está inserido
em uma região específica do Estado de Alagoas. Tendo como horizonte as recentes
transformações socioeconômicas que o Brasil viveu nas últimas duas décadas,
esses polos abrigam potencialidades, demandas e vulnerabilidades que reclamam a
atuação de cientistas sociais licenciados, capazes de fornecer conhecimento
didático-pedagógico para as instituições locais de ensino e também capazes de
fornecer diagnósticos mais amplos acerca dos processos de transformação
socioculturais, econômicos e políticos vividos por essas regiões. Com efeito, cada
um das cidades-sede possuem potencialidades e vulnerabilidades que vicejam
demandas específicas para o Curso de Ciências Sociais a distância.
Vizinha a Recife e Salvador, dois dos principais polos de expansão
econômica e tecnológica do Nordeste, a cidade de Maceió (capital de Alagoas), um
dos quatro polos mencionados, cumpre uma função central na economia alagoana.
A cidade abriga 32% da população do Estado de Alagoas (pouco mais de um milhão
de habitantes) e 47% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado (IBGE, 2014). Com a
intensificação da crise do setor do sucroalcooleiro no Estado de Alagoas, nos
últimos anos o setor de serviços, especialmente o turismo, tem se destacado no
panorama da economia alagoana e de Maceió. Conforme os dados acumuladas
durante 2011, 2012 e 2013, o destino turístico Alagoas se fortaleceu, granjeando um
aumento do seu fluxo turístico acima da média do Nordeste. Conforme a
INFRAERO, durante o primeiro semestre de 2013 ocorreu um aumento de 22% no
fluxo de passageiros no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares (Maceió), cujo
número alcançou o total de 957.319 passageiros. Durante o mesmo período,
entraram em operação 5 novos voos, com novos horários para São Paulo e Brasília,
dois dos principais centros emissores de turistas para Alagoas. Desde 2007 que o
setor de turismo em Alagoas vem apresentando crescimento da mão de obra
ocupada, notadamente por conta da abertura de restaurantes e da construção e
instalação de novos hotéis, que, nos últimos 5 anos, alcançou o número de 20 novos
empreendimentos, o que representou a adição de mais 8 mil leitos (SETUR-AL,
2014).
Mesmo diante do crescimento turístico e da consolidação do destino turístico
Alagoas, Maceió e Maragogi – situada no litoral norte do Estado, localizada a 125
quilômetros da capital – possuem graves problemas ambientais, decorrentes da
ausência de políticas integradas de desenvolvimento socioambiental. Embora essas
duas cidades possuam notórias belezas naturais e equipamentos turísticos, os
problemas ambientais (praias urbanas inapropriadas para o banho, falta de
15
saneamento básico, violação das leis ambientais, entre outras) afastam os
visitantes, produzindo estagnação em setores econômicos vitais e, com isso,
desemprego e exclusão. Com efeito, nessas cidades a demanda pela formulação de
políticas públicas integradas, resultado de múltiplas competências acadêmicas e
representações da sociedade civil, torna a atividade do cientista social necessária,
tanto no que se refere à transmissão do conhecimento crítico e reflexivo, quanto na
sua atuação como técnico e membro dos processos de formulação de diagnósticos
e tomas de decisão.
Tal necessidade se faz ainda mais premente em pequenos municípios, como
Maragogi e Olho d´Água das Flores (localizada no semiárido do Estado, a 206
quilômetros de Maceió), onde são ainda mais escassas as visões integradas do
desenvolvimento socioambiental. Nesses municípios, com pequenas populações
(Maragogi possui uma população de 31 mil habitantes e Olho d´Água das flores uma
população de 20 mil habitantes) e severas desigualdades sociais, as competências
do cientista social tornam-se imprescindíveis. No caso dessas cidades, os
estudantes que buscam a formação de Licenciatura em Ciências Sociais residem
nas zonas rurais desses municípios e em municípios vizinhos, cujas maiores
dificuldade são o deslocamento para o comparecimento às aulas presenciais e o
acesso rápido à internet.
Com uma população bem maior do que Maragogi e Olho d´Água das Flores, e
também bem inferior a Maceió, a cidade de Arapiraca (localizada a 123 quilômetros
da capital) apresenta outras potencialidades e demandas, mas também vive o
mesmo quadro de limitação e fragilidade do Estado de Alagoas. Com uma
população de 229 mil habitantes, Arapiraca é a segunda cidade mais importante do
Estado. Nos últimos dez anos experimentou grande crescimento econômico, um nos
maiores do Brasil, atraindo investimento nos setores de serviços, notadamente o
comércio, que recebeu importantes lojas, shoppings centers e redes de
supermercados. Em 2009, a cidade foi a que apresentou o segundo maior
crescimento econômico percentual do Nordeste, sendo superada apenas por João
Pessoa. Em Alagoas, Arapiraca lidera o recente crescimento urbano e econômico
das cidades médias brasileiras, que tem no Nordeste exemplos pungentes, como
Campina Grande (PB); Feira de Santana e Vitória da Conquista (BA) e Caruaru
(PE). Como um polo central do Agreste alagoano, os estudantes que frequentam o
Curso de Licenciatura em Ciências Sociais a distância vêm de diferentes municípios
circunvizinhos, como Palmeira dos Índios, Anadia e Junqueiro.
Além dos fatores econômicos e ambientais mencionados, dois outros
aspectos também justificam a existência do Curso de Licenciatura em Ciências
Sociais nesses polos. Trata-se do déficit educacional vivido pelo Estado de Alagoas
e das suas profundas assimetrias socioeconômicas. De acordo com o IPEA, Alagoas
apresentava a terceira menor renda per capita dos nove Estados nordestinos, cerca
de R$ 6.728, obtida mediante a divisão do total do PIB (R$ 21,235 bilhões) pelo total
da população do Estado (3,1 milhões de habitantes). A População Economicamente
Ativa de Alagoas (PEA) correspondia, em 2011, a 1,3 milhões de pessoas. Destes,
apenas 3% da população (cerca de 40 mil pessoas) recebiam mais de cinco salários
mínimos; ficando 232 mil potenciais trabalhadores (cerca de 17% da PEA) sem
16
qualquer renda; 574 mil pessoas (45% da PEA) recebiam até um salário mínimo; e
470 mil pessoas (38% da PEA) recebiam entre um e 5 salários mínimos. De acordo
com o IBGE, em 2014, o Estado de Alagoas obteve a segunda menor renda per
capta do país. De acordo com o índice de Gini (indicador que afere o grau de
desigualdades social entre as regiões e países), Alagoas possui uma das maiores
polaridades de distribuição da renda no Brasil: 1% dos mais abastados
(aproximadamente 35 mil pessoas) detém 12% da renda do Estado, enquanto os
50% mais pobres (por volta de 1,5 milhão de pessoas) ficam com apenas 14% da
renda estadual.
Parte substancial da disparidade de renda atestada antes se acentua com o
grande déficit educacional existente no Estado. Conforme a PNAD (Pesquisa Anual
de Domicílios – IBGE, 2011), do total da População Economicamente Ativa (PEA)
existente em Alagoas, 21% não possuíam qualquer instrução, e mais de 30% não
detinha sequer o primeiro grau (primeiro ciclo do ensino fundamental). De acordo
com o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), em 2012, 39% dos eleitores
aptos a votar (798.461 eleitores) eram analfabetos; 32% (651.018 eleitores)
detinham o primeiro grau incompleto; 13% (265.775 votantes) possuíam o segundo
grau incompleto; apenas 8% dos votantes (160.309 eleitores) possuíam o segundo
grau completo; por fim, somente 3% (68.585 eleitores) possuíam o ensino superior.
Certamente a disseminação de vagas de Licenciatura, como é o caso Curso
supracitado, e a consolidação das competências profissionais que este Curso tem
fomentado, pode atenuar o gigantesco déficit educacional do Estado de Alagoas, um
dos grandes responsáveis pela distribuição desigual de oportunidades profissionais
e manutenção estrutural da pobreza.
Neste sentido, a presença do Curso de Ciências Sociais no interior do Estado
se faz necessário devido a ausência do oferecimento do Curso de Ciências Sociais
tanto na rede privada quanto pública de ensino. A concentração do Curso na capital
impede a formação adequada de professores de sociologia do ensino médio que
atendam às necessidades de ensino especializado na educação básica nas regiões
fora do eixo central do Estado. Com efeito, dificilmente os estudantes residentes nos
polos e nas mais diferentes regiões do estado teriam acesso ao ensino superior sem
a oferta da modalidade de educação superior a distância. É devido às dificuldades
de acesso ao Curso de formação presencial que se justifica o oferecimento desta
modalidade de formação, distribuída em diversos polos descentralizados no Estado.
17
3 - POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO
3.1- POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO
As políticas institucionais no âmbito do Curso de Ciências Sociais estão em
consonância com os princípios norteadores do PDI da Universidade Federal de
Alagoas.
Princípio I - Articulação entre teoria e prática
A articulação entre teoria e prática pode ser compreendida como um princípio
de aprendizagem que se afasta da lógica positivista de produção do conhecimento e
possibilita que os alunos se envolvam com problemas reais, tomem contato com
seus diferentes aspectos e influenciem nas soluções. Assim, o aluno sai da simples
condição de mero receptor de informações e passa a sujeito da produção desse
conhecimento.
Sabe-se que toda e qualquer prática implica numa ação reflexiva, uma
atividade de atuação consciente em que se delimitam planos de ação visando a
determinados resultados. Deste modo, a prática constitui uma das dimensões para a
produção de conhecimentos, um exercício através do qual o aluno poderá teorizar e
analisar sob a orientação de princípios teóricos e metodológicos o objeto de estudo.
É necessário superar a concepção de que a prática se limita ao estágio, que se
restringe ao espaço das atividades e ações profissionais previstas para uma
determinada área. É necessário que o Projeto Pedagógico de cada Curso adote,
como respaldo primeiro, o conhecimento e a compreensão sobre o mundo
contemporâneo e o respeito à missão da universidade a fim de que o educando
alcance uma autonomia intelectual.
Assim, a formação acadêmica, em sentido lato, deve se preocupar com o
desenvolvimento integral do ser humano de modo a garantir sua inclusão na
sociedade por meio do exercício da cidadania. Isso significa conceber um Projeto
em permanente construção para propiciar o desenvolvimento de ações planejadas
que dêem vida ao fazer pedagógico no âmbito de cada Curso de graduação.
Princípio II – Articulação entre ensino, pesquisa e extensão
A articulação entre ensino, pesquisa e extensão que aqui se defende
pressupõe um projeto de formação cujas atividades curriculares transcendam a
tradição das disciplinas. A defesa da prática como parte inerente, integrante e
constituinte do questionamento sistemático, crítico e criativo e, da pesquisa como
atitude cotidiana, como princípio científico e educativo, está presente na própria
concepção de prática educativa prevista na organização do Projeto Pedagógico do
Curso.
18
A capacidade de contemplar o processo de produção do conhecimento por
meio da dimensão investigativa (pesquisa) e a abertura ao meio externo à
Universidade (extensão), estabelecida pelo Projeto Pedagógico de cada Curso, irá
oferecer uma nova referência para a dinâmica na relação professor-aluno e
desenhar um novo contexto para o processo de ensino/aprendizagem.
Princípio III – Interdisciplinaridade
A interdisciplinaridade não nega a existência das disciplinas. Ao contrário, ela
deve ser compreendida enquanto estratégia conciliadora dos domínios próprios de
cada área com a necessidade de alianças entre eles no sentido de
complementaridade e de cooperação para solucionar problemas, encontrando a
melhor forma de responder aos desafios da complexidade da sociedade
contemporânea. A diversidade de componentes curriculares assume, então, a
característica de viabilizar não apenas o projeto pedagógico específico do Curso,
mas também sua dimensão ética, valor fundamental na construção da autonomia do
aluno capaz de saber pensar de modo sistemático e flexível; ela implica, portanto,
em rever, quando da construção do Projeto Pedagógico de cada Curso, a
linearidade e a hierarquização na proposição das estruturas curriculares.
Princípio IV – Flexibilização curricular
A partir da realidade da Universidade Federal de Alagoas, o Projeto
Pedagógico de cada Curso, no exercício de sua autonomia, deverá prever, entre os
componentes curriculares, tempo livre, amplo o suficiente para permitir ao aluno
incorporar outras formas de aprendizagem e formação social.
A flexibilização curricular não se esgota na ampliação da oferta de disciplinas
eletivas nem se reduz ao aumento ou redução de carga horária de disciplinas ou de
Cursos, nem tampouco à inclusão de atividades complementares, ela se estende e
se insere em toda a estruturação curricular, permitindo maior fluidez e dinamização
na vida acadêmica. Ela exige que as mudanças na estrutura do currículo e na
prática pedagógica estejam em consonância com os princípios e com as diretrizes
do Projeto Pedagógico do Curso que deverá prever o apoio às iniciativas que
promovam a interface entre as diversas áreas do conhecimento, buscando
aproximar experiências e sujeitos oriundos dos diversos espaços intra e
interinstitucionais. É dentro desse espírito que na UFAL recomenda-se a criação de
um espaço interdisciplinar denominado Projetos Integradores que podem ser
incorporados nos Projetos Pedagógicos dos Cursos, sendo nas Licenciaturas
componente curricular obrigatório segundo Resolução elaborada pelo Colegiado dos
Cursos de Licenciatura e aprovado pelo CONSUNI.
A flexibilização curricular pressupõe, sobretudo, a revisão criteriosa da
necessidade ou não de pré-requisitos em cada estruturação curricular, considerando
a possibilidade de o aluno organizar o seu currículo com maior autonomia, de o
aluno buscar a própria direção de seu processo formativo. A flexibilização curricular
poderá ser operacionalizada em diferentes níveis: pelo arejamento do currículo; pelo
respeito à individualidade no perCurso de formação; pela utilização da modalidade
19
do ensino a distância; pela incorporação de experiências extracurriculares creditadas
na for mação; pela adoção de formas diferenciadas de organização curricular; pela
flexibilização das ações didático-pedagógicas e pelo chamado programa de
mobilidade ou intercâmbio estudantil.
3.2- POLÍTICAS DE ENSINO
O Curso será organizado em dois módulos semestrais, na modalidade a
distância, com momentos presenciais definidos de acordo com a carga horária de
cada disciplina, com avaliações presenciais e a distância.
É obrigatória a aplicação de atividades e avaliações presenciais, nos pólos
conduzidas por docentes e/ou tutores presenciais, para cada disciplina. As
avaliações a distâncias deverão ser realizadas via plataforma Moodle, por meio de
Cursos diversos, tais como Questionários, Lições, Tarefas, Fóruns, etc.
Cada período letivo será planejado coletivamente pelo Colegiado do Curso,
articulando o programa de ensino em cada semestre curricular e entre estes. Serão
eleitos temas integradores e atividades conjuntas (seminários, visitas, oficinas,
trabalhos acadêmicos) com o objetivo de atingir essa articulação com
contextualização mais ampla possível em cada semestre.
O Curso exigirá um sistema tutorial, que é uma organização institucional
envolvendo docentes e tutores, procedimentos administrativos, tecnológicos e
educacionais, os quais objetivam um melhor atendimento das necessidades de
ensino-aprendizagem do aluno na modalidade de EAD. Terá como referência a
disponibilidade de informações e recursos didático-pedagógicos que possibilitem
estudos de forma autônoma, com qualidade, e promovam a interação humana
fundamental para o processo de aprendizagem.
3.3- POLÍTICAS DE PESQUISA
Dado o caráter pluri e multidisciplinar que lhe é inerente, a Universidade
Federal de Alagoas promove a pesquisa nas mais diversas áreas de conhecimento,
incentivando a formação de grupos e núcleos de estudos que atuam nas mais
diversificadas linhas de pesquisa, considerando a classificação das áreas de
conhecimento do CNPq.
No âmbito do Curso de Ciências Sociais a distância, busca-se o
comprometimento em proporcionar oportunidades e vivências no campo da pesquisa
para o corpo. Para isto, exige-se que se façam esforços inovadores para se
fomentar a vivência da pesquisa em se tratando de uma Licenciatura em Ciências
Sociais e ofertada na modalidade a distância. A pesquisa, como um processo
sistemático de construção do conhecimento, exige um incremento de políticas e
ações que conectem a particularidade do ensino-aprendizagem individual e em
grupo a distância ao desenvolvimento de projetos e rotinas de investigação.
20
Nesse sentido, o planejamento e gestão do Curso precisam fazer com que as
Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) previstas e implantadas
proporcionem, além das experiências no campo do ensino-aprendizagem em
patamares de boa qualidade, a execução dos objetivos e atividades de pesquisa.
Toda a infra-estrutura laboratorial complementar a ser disponibilizada para a
pesquisa precisa adequar-se aos objetivos dispostos nos parâmetros curriculares da
área de sociologia/Ciências Sociais.
As atividades de pesquisa dirigidas ao aluno do Curso de Licenciatura em
Ciências Sociais a distância ainda necessitam coadunar os aspectos da
interdisciplinariedade (pela incontornável realidade de um ambiente e de ações que
envolvem diversas áreas do conhecimento e pelo desafio ao professorado e ao
alunado de estabelecer relações e interpretações de conteúdos abrangentes e
situados em contextos difusos e ricos) com os objetivos da integração da pesquisa e
do Curso com as escolas da rede pública de ensino. Também torna-se importante
adequar as atividades de pesquisa presenciais e on line tal como ocorre no âmbito
do ensino.
Compreende-se que a experiência da pesquisa é parte intrínseca da
formação do licenciado em Ciências Sociais e como meio para a própria atualização
da formação do aluno no contexto das mudanças da realidade e dos
desenvolvimentos dos instrumentos de compreensão sócio-político e cultural da
realidade: das teorias, metodologias e técnicas de pesquisa. Impõem-se pensar e
realizar oportunidades de pesquisa que desenvolvam a própria dimensão do ensinoaprendizagem, aprofundando-a.
Ao final, espera-se que a formação do potencial agente econômico
competente e do cidadão ativo na participação das discussões e soluções dos
problemas de sua realidade-comunidade seja ainda mais aprofundada, por meio das
atividades de pesquisa. Isto porque a realidade da pesquisa em Ciências Sociais
defronta-se com dilemas éticos que tem suas especificidades no âmbito da atuação
no interior da escola situada em meio a problemas reais do bairro, da cidade, da
região e do país.
Os ganhos qualitativos advindos das experiências de pesquisa qualificam os
processos de avaliação e acompanhamento das atividades do Curso, no tocante ao
desenvolvimento intelectual do discente e das demonstrações de comprometimento
do corpo docente. Estes ganhos em termos de maturidade intelectual do estudante
envolto em atividades de pesquisa refletem, de forma direta e indireta, nos
resultados dos exames rotineiros de avaliação, presenciais e não presenciais, do
Curso.
As rotinas não presenciais de pesquisa reclamam a utilização das
ferramentas de comunicação e interação síncronas (chat, sala de aula virtual, tutoria
online etc.) e assíncronas (e-mail, lista de discussão, fóruns, prova virtual, portfólio
do aluno etc.) disponibilizadas na plataforma Moodle. Os objetivos próprios à prática
da pesquisa serão operacionalizados por meio das ferramentas pedagógicas de
software de Sistemas Gerenciadores de Conteúdo (SGC), no ambiente que permite
21
ao professor acompanhar e orientar as rotinas da pesquisa a distância. O software
modular Object Oriented Dynamic Learning Enviroment (Moodle) será não somente
o recurso destinado às situações de ensino-aprendizagem, mas, pela sua própria
característica de fomentar a construção de ideias de forma colaborativa, também
será utilizado para o compartilhamento das atividades de pesquisa.
Se a pesquisa, no plano convencional de atividades presenciais seguirá uma
lógica já consolidada, no tocante às atividades a distância se valerão dos recursos
do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), operacionalizado pelo software
Moodle, que fomentará a interação entre pesquisador e aluno-pesquisador e outros
atores que podem ser envolvidos na pesquisa.
Toda a apresentação e reflexão precedente com respeito à pesquisa e de
suas conexões com o universo do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais a
distância precisam ser articulados com as dimensões institucionais ofertadas no
ambiente da Universidade Federal de Alagoas e seus organismos correlatos que
atuam na condução das políticas de pesquisa, além do Instituto de Ciências Sociais
(ICS), seus programas de pós-graduação Stricto Sensu de Sociologia e
Antropologia.
Assim, o ICS tem feito todos os esforços no sentido de que os programas já
institucionalizados e consagrados como o de apoio a estudantes de graduação
integrados à pesquisa científica no formato da Iniciação Científica (PIBIC/CNPq),
bem como de apoio à inserção à iniciação à docência (PIBID/CAPES) sejam
internalizados no âmbito do planejamento e operacionalização das pesquisas de
professores e com a inclusão dos alunos de Licenciatura em Ciências Sociais a
distância.
Em outro nível de inserção do alunado da Licenciatura a distância no mundo
da pesquisa do corpo docente do ICS/UFAL, o colegiado do Curso sublinha a
importância de fazer a correspondência entre o universo dos alunos e os grupos de
pesquisa, laboratórios e núcleos temáticos do ICS:
GRUPOS E LABORATÓRIOS
DOCENTES VINCULADOS
XINGÓ - Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ensino
de Ciências Sociais
Prof. Dr. Júlio Cezar Gaudencio
Profª. Ms. Jordânia de Araújo Souza
Prof. Dr. Welkson Pires da Silva
NEVIAL - Núcleo de Estudos sobre a Violência em
Alagoas
Profª. Drª. Ruth Vasconcelos Lopes Ferreira
Prof. Dr. Emerson Oliveira do Nascimento
Prof. Dr. Júlio Cezar Gaudencio
Profª. Drª. Luciana Santana
DEMOCRACIA - Núcleo de Pesquisa: Instituições,
comportamento político e Democracia;
Profª. Drª. Luciana Santana
Prof. Dr. Emerson Oliveira do Nascimento
Prof. Dr. Júlio Cezar Gaudencio
Cidadania e Políticas Públicas;
Prof. Dr. José Alexandre da Silva Júnior
Prof. Dr. Gabriel Setti
22
Prof. Dr. Ranulfo Paranhos Santos
Mandacaru – Núcleo de Pesquisa em Gênero,
Saúde e Direitos Humanos;
Profª. Drª.. Débora Allebrandt
Profª. Drª.. Nadia Meinerz
Prof. Dr. João Batista de Menezes Bittencourt
Etnologia Indígena.
Profª. Drª. Claudia Mura
Prof. Dr. Evaldo Mendes da Silva
Profª. Ms. Jordânia de Araújo Souza
GRUPPAES - Grupo de Pesquisa: Periferia, Afetos
e Economia das Simbolizações.
Prof. Dr. Fernando de Jesus Rodrigues
Prof. Dr. João Vicente Ribeiro Barroso da C.Lima
LACC - Laboratório da Cidade e do
Contemporâneo
Profª. Drª. Rachel Rocha de Almeida Barros
Prof. Ms. Bruno Cesar Cavalcanti
Prof. Dr. Amaro Xavier Braga Junior
Prof. Dr. João Batista de Menezes Bittencourt
Profª. Drª. Fernanda Rechenberg
AVAL - Laboratório de Antropologia Visual
Prof. Dr. Siloé Soares de Amorim.
Profª. Drª. Sílvia Aguiar Carneiro Martins
Laboratório de Estudos de Segurança Pública
(LESP)
Prof. Dr. Emerson Oliveira do Nascimento
Prof. Dr. Júlio Cezar Gaudencio
SOCIOLAB – Laboratório de Investigação
Sociológica
Prof. Dr. Elder Patrick Maia Alves
Prof. Dr. Paolo Totaro
Prof. Dr. João Vicente Costa Lima
Profª. Drª. Marina Félix de Melo
Grupo de Pesquisa: trabalho e capitalismo
contemporâneo.
Profª. Drª. Alice Anabuki Plancherel
Grupo de Estudos Transdisciplinares sobre
Autoritarismo, Violência e Criminalidade.
Prof. Dr. Arim Soares do Bem
Núcleo de Memória das Ciências Sociais;
Profª. Drª. Alice Anabuki Plancherel
Profª. Ms. Evelina Antunes Fernandes de Oliveira
Ressalte-se, ainda, que a Universidade Federal de Alagoas conta com um
Comitê de Ética em Pesquisa. Trata-se de um colegiado interdisciplinar e
independente, de relevância pública, de caráter consultivo, deliberativo e educativo,
criado para defender os interesses dos participantes da pesquisa em sua integridade
e dignidade e para contribuir no desenvolvimento da pesquisa dentro de padrões
éticos. Neste sentido, a orientação aos alunos do Curso e professores do Instituto é
a de que todos os Projetos de pesquisa envolvendo seres humanos deverão ser
submetidos à apreciação do CEP e cumprir as exigências estipuladas nas
Resoluções 466/2012 e 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
3.4- POLÍTICAS DE EXTENSÃO
A LDB (lei 9.39496) traz entre seus princípios a necessidade da diversificação
dos Cursos superiores e a flexibilização dos projetos acadêmicos, permitindo às IES
adequarem os projetos pedagógicos às respectivas naturezas institucionais, às
realidades regionais e às finalidades inerentes aos Cursos, tanto se voltados à
23
formação profissional quanto às ciências ou às artes. Cumpre destacar que tais
diretrizes se associam à premissa da educação continuada, a qual afirma que a
graduação superior é apenas uma etapa do processo de ensino e aprendizagem e
não o seu término. Deve-se salientar também que, como contrapeso à tendência de
diversificar e flexibilizar, o aparato normativo define a necessidade de existirem
processos de avaliação permanentes para identificar desvios e propor correções de
rumo.
A Universidade Federal de Alagoas atua em todas as oito áreas temáticas de
extensão classificadas pelo Plano Nacional de Extensão: Comunicação, Cultura, Direitos
Humanos e justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção e Trabalho.
No âmbito do Curso, considerando que a extensão acadêmica compreende
toda atividade de ensino acadêmico, técnico, cultural ou artístico, não abrangida no
âmbito regulamentar de ensino de graduação, pretende-se, no âmbito do Curso de
Licenciatura em Ciências Sociais a distância da UFAL, problematizar as vivências
acadêmicas, circunscritas ao interior Curso e da universidade, para que se realize
um transbordamento dessa rica experiência para o conjunto da comunidade e para o
público difuso. Ressalte-se que no tempo presente e, ainda mais considerando a
natureza de um Curso mediado por tecnologias de informação e comunicação
intensivas, como às disponibilizadas pelo Moodle ou em outras plataformas virtuais,
a própria definição de comunidade circundante e público difuso precisam ser
redimensionadas e relativizadas. Daí a importância, no tocante ao aluno e ao público
circundante a familiaridade com as ferramentas virtuais de interação e
aprendizagem.
As atividades de extensão visam à complementação ou aquisição de
conhecimentos em diversas áreas para um público que pode ser o corpo discente
regiamente matriculado no Curso e também pessoas oriundas de vários segmentos
da sociedade próximas e distantes ao Curso, no sentido das referências físicas
(polos, secretaria do Curso, Universidade, etc.). As atividades de extensão
integradas ao ambiente virtual de aprendizagem e outras plataformas demandam
formação e atualização permanente por parte de todos: alunos, professores, tutores,
técnicos. Além do conhecimento da utilização de outras plataformas de interação
virtual por parte daqueles usuários externos à instituição e que participarão das
atividades.
O Curso de Licenciatura em Ciências Sociais a distância compreende a
importância das atividades de extensão para a formação integral do alunado. Para
isso, depreende-se a necessidade de uma soma de esforços (coordenação,
colegiado, estudantes e professores, universidade e demais atores que podem ser
envolvidos) na concepção, planejamento e realização de atividades de extensão
devidamente relacionadas à realidade do Curso a distância.
A extensão é interpretada como parte constitutiva da formação dos discentes
e os projetos de extensão precisam estar articulados com os desafios e rotinas do
ensino e da pesquisa, segundo as peculiaridades de um Curso a distância. Nesse
contexto, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) disponibilizadas tem
24
que viabilizar as atividades de extensão que, por sua vez, precisam juntar duas
pontas, tal como se concebe na pesquisa: de um lado, a interdisciplinariedade
implicada tanto no ambiente de formação quanto nos conteúdos que afluem para a
formação dos estudantes, e a integração da extensão com as escolas da rede
pública de ensino.
Compreende-se que os resultados dos projetos de extensão podem
retroalimentar todo o ciclo de ensino-aprendizagem, atualização da formação do
professor e do estudante, trazendo insumos importantes para o redimensionamento
da avaliação e mudanças no planejamento e reestruturação do Curso.
Espera-se que os benefícios das atividades de extensão mostrem-se nos
resultados presenciais e a distância de avaliação quantitativa e qualitativa do
desempenho do alunado.
A Universidade Federal de Alagoas não se considera proprietária de um saber
pronto e acabado que vai ser oferecido à sociedade, mas, ao contrário, ao participar
dessa sociedade, é sensível aos seus saberes, problemas e apelos, quer através
dos grupos sociais com os quais interage, quer através das questões que surgem de
suas próprias atividades de ensino, de pesquisa e de extensão.
Atenta aos movimentos sociais, priorizando ações que visem à superação das
atuais condições de desigualdade e exclusão existentes em Alagoas, no Nordeste e
no Brasil, a ação cidadã da UFAL não pode prescindir da efetiva difusão do
conhecimento nela produzidos. Portanto, as populações, cujos problemas tornam-se
objeto da pesquisa acadêmica são, também, consideradas sujeito desse
conhecimento, o que lhes assegura pleno direito de acesso às informações e
produtos então resultantes.
Neste sentido, a prestação de serviços é considerada produto de interesse
acadêmico, científico, filosófico, tecnológico e artístico do ensino, da pesquisa e
extensão, devendo ser a realidade e sobre a realidade objetiva, produzindo
conhecimentos que visem à transformação social.
Sobre as atividades curriculares de extensão no Curso Ciências Sociais serão
contempladas, intrinsecamente às ações de ensino e de pesquisa, na forma de
programas e projetos de extensão utilizando-se, dentre outras, atividades de
disciplinas obrigatórias ou eletivas para execução dos mesmos, sendo computada
em pelo menos 10% da carga horária do Curso.
Para a complementação da carga horária mínima das atividades de extensão,
a saber, 292 horas/aula, os estudantes podem participar de outras atividades
curriculares vinculados às comunidades, em qualquer período do Curso, tais como:
Pesquisa, Trabalho de Conclusão de Curso e Atividades Complementares. Todas as
ações de extensão são registradas junto a coordenação de extensão da Unidade
Acadêmica e na Pró-Reitoria de Extensão – PROEX.
25
3.5- A RESPONSABILIDADE SOCIAL
O Curso de Ciências Sociais a Distância, atua em relação à responsabilidade
social desenvolvendo a medida internalização de valores de cidadania,
responsabilidade social, justiça e ética profissional contribuindo para a formação de
profissional que lidará diretamente com a sala de aula. É no quesito
responsabilidade social que este Curso preza pela formação humanística e visão
global que o habilite a compreender o meio social, político, econômico e cultural no
qual está inserido.
No que diz respeito à formação técnica e científica, a responsabilidade recai
sobre o ato de atuar em sala de aula, com foco em desenvolver atividades
específicas da prática profissional em consonância com as demandas locais,
regionais e nacionais, tais como as políticas públicas, a valorização da memória e do
patrimônio cultural, a produção cultural e artística, as práticas e comportamentos
políticos, os pleitos e características das comunidades tradicionais, rurais,
quilombolas e indígenas. Nestes termos, destacamos a competência para
empreender e tomar decisões, analisando criticamente as demandas educacionais,
comportamentos e a realidade social.
O Curso se constitui em um canal de comunicação entre o ensino superior, a
educação básica e demais espaços de aprendizagem e educação dentro do Estado
de Alagoas, o que representa uma grande responsabilidade social para o Curso.
Assim, ao entendermos às demandas de necessidade do contínuo aperfeiçoamento
profissional, estamos assumindo que a responsabilidade social do Curso é orientada
para resultados.
Desta maneira, considera-se que o investimento do Curso na formação de
profissionais eticamente compromissados com a sociedade e cientes de sua
responsabilidade social, bem como na produção e divulgação de conhecimentos
resultantes de processos dialógicos junto aos diversos setores, grupos e
movimentos sociais, objetiva contribuir para dirimir as desigualdades sociais
presentes no estado e oferecer à sociedade instrumentos de investigação
academicamente orientados para a ação social.
3.6-
ACESSIBILIDADE
A UFAL atualmente possui um núcleo voltado para a promoção de
acessibilidade e de atendimento diferenciado aos portadores de necessidades
especiais em atenção à Política de Acessibilidade adotada pelo MEC e à legislação
pertinente.
O Núcleo atua de forma a oferecer Atendimento Educacional Especializado –
AEE- aos estudantes público-alvo. Esse atendimento tanto pode ser feito através de
acompanhamento nas salas de aulas que os alunos frequentam, quanto em
atividades na sala do NAC - Núcleo de Acessibilidade - em horário oposto ao das
26
aulas, para assessorar na confecção de trabalhos acadêmicos. Podemos fazer
adaptação de materiais didáticos, além de capacitar para o uso de tecnologias
assistidas, como por exemplo, recursos de informática para transformar textos em
áudio para pessoas cegas.
O NAC também promove Cursos sobre recursos didáticos e assistência
educacional à pessoas com deficiência, além de eventos sobre Educação Inclusiva
abertos à toda a comunidade acadêmica. Em parceria com a Pró-reitoria de Gestão
de Pessoas e do Trabalho – PROGEP, promove Cursos para corpo técnico e
doscentes da universidade. Atua em parceria com o Grupo de Estudo e Extensão
em Atividade Motora Adaptada (GEEAMA) e o Núcleo de Estudos em Educação e
Diversidade (NEEDI).
O Núcleo conta com o AEE - Atendimento Educacional Especializado, um
serviço da Educação Especial que identifica, elabora e organiza recursos
pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação
dos alunos, considerando as suas necessidades específicas. O AEE complementa
e/ou suplementa a formação do aluno com vistas à autonomia e independência na
escola e fora dela.
O próprio dimensionamento dessas necessidades merece um cuidado especial,
haja vista a forma atual de identificação dos alunos: autodeclararão. Por outro lado,
a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus servidores para o
estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e execução de
ações voltadas para essas necessidades.
Ao esforço para o atendimento universal à acessibilidade arquitetônica, juntase agora o cuidado de fazer cumprir as demais dimensões exigidas pela Política de
Acessibilidade, qual sejam a acessibilidade: pedagógica, metodológica, de
informação e de comunicação.
A acessibilidade pedagógica e metodológica deve atentar para o art. 59 ida
Lei 12.764/2012, que afirma: Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos
com necessidades especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e
organização específica para atender às suas necessidades.
Neste sentido, a Nota Técnica nº 24 / 2013 / MEC / SECADI / DPEE, de 21
de março de 2013 orienta os sistemas de ensino no sentido de sua implantação. Em
especial, recomenda que os PPC contemplem orientações no sentido da adoção de
parâmetros individualizados e flexíveis de avaliação pedagógica, valorizando os
pequenos progressos de cada estudante em relação a si mesmo e ao grupo em que
está inserido.
No âmbito do Curso de Ciências Sociais-modalidade EAD, as orientações e
recomendações são atendidas. A cada demanda recebida, ou na medida em que
uma deficiência é identificada pelos tutores presenciais ou professores, a
coordenação está munida de informações para fazer os devidos encaminhamentos
junto ao Núcleo responsável na UFAL. NAC - Núcleo de Acessibilidade e
27
providenciar todos os materiais adaptados (braile, áudio, Recursos de acessibilidade
à comunicação, Recursos de informática acessível, Guia intérprete, dentre outros),
bem como dar o suporte necessário ao estudante. O objetivo é obter um diagnóstico
mais especializado sobre a situação do aluno, bem como verificar as metodologias
mais adequadas que os professores e colegiado devem fornecer para o estudante.
Cabe aqui ressaltar também que a editora da universidade, Edufal, nos
últimos anos, tem se destacado no cenário nacional, dentre aquelas que mais
produziram obras em braile. As obras na área de ciências sociais que tratam da
realidade local têm sido contempladas com a versão em braile de várias de suas
obras, o que possibilita o uso dos textos no curso, caso necessário.
3.7-
INCLUSÃO
No ano de 2015 foram reservadas 40% (quarenta por cento) das vagas de cada
Curso e turno ofertados pela UFAL para os alunos egressos das escolas públicas
de Ensino Médio. Destas, 50% (cinquenta por cento) das vagas foram destinadas
aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário
mínimo (um salário mínimo e meio) bruto per capita e 50% (cinquenta por cento)
foram destinadas aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou superior
a 1,5 salário mínimo (um salário mínimo e meio) bruto per capita.
Nos dois grupos que surgem depois de aplicada a divisão socioeconômica, serão
reservadas vagas por Curso e turno, na proporção igual à de Pretos, Pardos e
Indígenas (PPI) do Estado de Alagoas, segundo o último censo do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, que corresponde a 67,22%
(sessenta e sete vírgulas vinte e dois por cento). A meta da UFAL é destinar até
2016 50% de suas vagas a alunos egressos de escolas públicas.
3.8-
PROTEÇÃO DOS DIREITOS DA PESSOA COM TRANSTORNO DO
ESPECTRO AUTISTA
É considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de
síndrome clínica caracterizada na forma dos seguintes aspectos:
a)
Deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da
interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação
verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade
social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de
desenvolvimento;
b)
Padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades,
manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por
comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e
padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos.
28
Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista
incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2º da
Lei 12.764, de 27 de dezembro de 2012, terá direito a acompanhante especializado.
No âmbito do nosso curso de ciências sociais, a coordenação estará
preparada para acompanhar o estudante por meio das seguintes estratégias:
flexibilizar o tempo de avaliação, adotar metodologia pedagógica e avaliação própria
para cada caso identificado, disponilizar um monitor para acompanha-lo, programa
de educação individualizado para focar no tipo de transtorno identificado, promover
estratégias de integração com os demais estudantes. Ademais do suporte da
coordenação, poderemos recorrer à assistência psicológica da pró-reitora estudantil
e NAC - Núcleo de Acessibilidade da UFAL.
3.9-
OBJETIVOS DO CURSO
O Curso tem como finalidade formar licenciados em Ciências Sociais em
condições de atuarem nas escolas da rede pública e privada, de acordo com as
atuais exigências pedagógicas.
Tendo em vista essa finalidade, foram preconizados os seguintes objetivos:
- Oferecer uma formação em Ciências Sociais conforme as condições e
exigências que caracterizam o mundo contemporâneo;
- Propiciar condições ao alunado de atualização constante em relação ao
conhecimento produzido pelas Ciências Sociais e à dinâmica do processo ensinoaprendizagem, particularmente na perspectiva voltada ao entendimento das
Ciências Sociais propiciando a sua positiva intervenção na perspectiva
interdisciplinar de atuar sobre a realidade social circundante;
- Formar professores nos conhecimentos das Ciências Sociais para atuar nas
disciplinas de Sociologia no Ensino Médio com habilidades desenvolvidas na
perspectiva dos fundamentos didático pedagógicos, capazes de contribuírem,
efetivamente, para a formação e exercício da cidadania.
Como se pode verificar, a concepção do Curso em Ciências Sociais –
Licenciatura a distancia está intimamente vinculada às orientações da Lei de
Diretrizes e Base (Lei 9.394, de 20.12.1996) e em consonância com as Diretrizes
Curriculares Nacionais de Ciências Sociais – Licenciatura (PARECER CNS/CES N°
492/2001), que enfocam o compromisso da instituição formadora em preparar
profissionais para atuarem nas redes públicas e privadas do sistema educacional.
Nesse sentido, o Curso de Licenciatura em Ciências Sociais a distancia
prioriza uma concepção problematizadora e, portanto, não dogmática, das teorias e
métodos enfocados em seu ordenamento curricular, possibilitando aos alunos um
confronto crítico e contextualizado com as origens, continuidades e rupturas dos
29
mesmos. Tal concepção dá concretude a dois importantes princípios constantes do
título II, artigo 3 III e VII, da LDB, que trata dos princípios e fins da educação
nacional e enfatiza que o ensino deve ser ministrado com base no pluralismo de
ideias e de concepções pedagógicas e também na valorização do profissional da
educação escolar.
3.10- COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
O Curso de Licenciatura em Ciências Sociais a distancia busca formar
profissionais com conhecimentos, práticas e objetivos voltados principalmente para a
docência na Educação Básica, que requer sólidos conhecimentos sobre os
fundamentos das Ciências Sociais, sobre seu desenvolvimento histórico e suas
relações com diversas áreas; assim como sobre estratégias para transposição do
conhecimento científico social em saber escolar. O que, por sua vez, inclui: a
formação para que nossos alunos atuem em programas de ensino, comprometidos
com a investigação, a produção e a aplicação do saber artístico e técnico-científico,
primando pelo reconhecimento e articulação das especificidades dos conteúdos e
dos instrumentos necessários à formação do educando, reconhecendo na
interdisciplinaridade entre os diversos campos do conhecimento, na
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e na articulação entre teoria e
prática de ensino, os princípios norteadores da formação pedagógica.
As habilidades, competências e atitudes dos egressos do Curso de Ciências
Sociais – Licenciatura a distância do Instituto de Ciências Sociais da Universidade
Federal de Alagoas – ICS/UFAL, estão organicamente amalgamadas às reflexões
explicitadas nas diretrizes para a graduação definidas pela instituição, às
recomendações presentes na LDB/96 (Lei nº 9394/96) e demais legislações
pertinentes à formação de professores para a educação básica (Resolução CNE No.
2 de 01/07/2015, Resolução CNE/CEB 04/2010).
Logo, são competências e habilidades gerais do Curso de Ciências Sociais:
- Domínio da bibliografia teórica e metodológica básica;
- Autonomia intelectual;
- Capacidade analítica;
- Competência na articulação entre teoria, pesquisa e prática social;
- Compromisso social;
- Competência na utilização da informática;
E são competências e habilidades específicas do Curso de Ciências Sociais Licenciatura:
- Domínio dos conteúdos básicos que são objeto de ensino e aprendizagem
no ensino fundamental e médio;
- Domínio dos métodos e técnicas pedagógicos que permitem a
transposição do conhecimento para os diferentes níveis de ensino. (Parecer
CNS/CES 492/2001).
30
3.11- PERFIL DO EGRESSO
O Curso Licenciatura em Ciências Sociais a distancia baseada nas Diretrizes
Curriculares Para o Curso de Ciências Sociais – Licenciatura (Parecer CNE/CES
492/2001 de 03/04/2001) habilita, preferencialmente, para as seguintes modalidades
de ensino:
i.
Professor da Educação Básica, Fundamental e Médio;
ii.
Atuando nas disciplinas de Sociologia no Ensino Médio;
iii.
Atuando nas disciplinas relativas às questões étnicas e multiculturais
do Ensino Fundamental;
iv.
Atuando na gestão pedagógica, participando na elaboração de projetos
com foco no processo de ensino e de aprendizagem, considerando que ensinar
requer tanto dispor de conhecimentos e mobilizá-los para a ação, quanto
compreender o processo de construção do conhecimento;
v.
Atuando na realização de atividades de planejamento, consultoria,
formação e assessoria junto a entidades públicas ou privadas na área educacional;
vi.
Atuando na elaboração e analise de materiais didáticos, como livros,
textos, vídeos, programas computacionais, ambientes virtuais de aprendizagem;
vii.
Realizando pesquisas em ensino das Ciências Sociais, coordenando e
supervisionando equipes de trabalho.
3.12- CAMPO DE ATUAÇÃO
Com o Curso, o licenciado em Ciências Sociais a distância poderá atuar de
forma ética nas instituições de ensino Público e/ou Privado voltado para a Educação
Básica (Ensino Médio) nas áreas da Sociologia, da Antropologia e da Ciência
Política.
A formação oferecida permite que o egresso deste Curso trabalhe na
proposição, implementação, gerenciamento e avaliação de políticas educacionais,
programas e projetos relacionados à realidade social; no desenvolvimento de
pesquisas educacionais de caráter científico, seja no ambiente acadêmico, seja nas
instituições e órgãos públicos ou privados; na produção, tratamento e análise
quantitativa e qualitativa de indicadores sociais, econômicos, políticos e culturais,
bem como na produção e alimentação de banco de dados; em editoras e em órgãos
públicos e privados que produzem e avaliam programas e materiais didáticos para o
ensino presencial e a distância na área das Ciências Sociais. Também pode atuar
de forma autônoma, em empresa própria ou prestando consultoria na área
educacional.
31
3.13- INTEGRAÇÃO COM AS REDES PÚBLICAS DE ENSINO
Quanto à articulação com as redes públicas de ensino, essa se dá
observando-se os convênios firmados entre a Universidade Federal de Alagoas
(UFAL) e aquelas, mediante contrato de parceria.
O curso de Licenciatura EAD possibilita ao aluno orientar seus estudos para a
reflexão em torno da prática pedagógica nas atividades relacionadas às experiências
desenvolvidas nas escolas, integrando, portanto, o conhecimento teórico e à
realidade vivida. Dessa forma, acreditamos que haja certa consolidação na
integração deste curso com a rede pública de ensino, tendo em vista que existem
alguns projetos sendo desenvolvidos junto a elas. Além disso, poderemos citar o
próprio PIBID, que é o programa de bolsas de iniciação à docência ligado, também,
a rede pública, o qual permite ao aluno uma experiência no ambiente escolar antes
de se formar.
Outro componente curricular obrigatório que proporciona a aproximação com
a rede publica de ensino é o estágio, o qual está legalmente implementado neste
curso. Não poderíamos deixar de citar o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ensino
de Ciências Sociais – XINGÓ, que também tem aproximado este curso a rede
pública de ensino.
32
4 - ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
4.1-
ESTRUTURA CURRICULAR
A organização curricular proveniente do PARECER N° CNE/CES 492/2001 e
da RESOLUÇÃO N°17 CNE/CES, de 13 de março de 2002, estabelece que os
Cursos de Ciências Sociais devem se organizar em torno de três eixos: Formação
Específica, Formação Complementar e Formação Livre.
Assim, a carga horária total do Curso de Ciências Sociais – Licenciatura –
modalidade a distancia - que é de 2920 (Dois mil, novecentos e vinte horas), a partir
da definição de que o tempo mínimo e máximo para integralização são
respectivamente de 8 (oito) e 12 (doze) semestres, será distribuída de modo que, as
disciplinas do eixo de formação específica, que são aquelas que em sua maioria são
ofertadas no âmbito do próprio Instituto de Ciências Sociais (ICS) e compostas por
disciplinas obrigatórias e eletiva ligadas às áreas de antropologia, ciência política,
sociologia ou ensino terão uma carga horária de 960 (novecentos e sessenta) horas
e de 60 (cento e oitenta) horas, respectivamente. Essas são disciplinas teóricas,
metodológicas ou que contemplam os desdobramentos temáticos no interior das
referidas áreas.
Também constituem esse eixo específico de formação as disciplinas de
formação docente, as quais são ofertadas pelo Instituto de Ciências Sociais, pelo
Centro de Educação (CEDU), pela Faculdade de Letras, além de outras unidades, e
que também abarcam tanto as dimensões teóricas como as dimensões práticas,
voltadas para o ensino e que permitem o exercício desses conhecimentos, de modo
que possam ser inquiridos e aplicados à compreensão, planejamento, execução e
avaliação de situações envolvendo o processo de ensino e aprendizagem, cuja
carga horária será de 780 (setecentos e oitenta) horas.
O eixo de formação complementar é aquela fornecida por outras áreas fora
das Ciências Sociais, e que possibilitam ao aluno conhecer algumas das diferentes
interfaces do Curso, bem como explorar as possibilidades de diálogo com outras
áreas. Parte da carga horária complementar é constituída por disciplinas
obrigatórias, referidas nas competências básicas direcionadas pelo Curso e
corresponde 300 (duzentas e vinte) horas.
A formação livre é composta pelas atividades de Estágio Supervisionado que
possui uma carga horária de 400 (quatrocentas) horas, o Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC) – 220 (Duzentas e vinte) horas – e Atividades Complementares – 200
(duzentas) horas. Nessas o aluno aprofundará o conhecimento disciplinar adquirido
através do contato com a prática no campo profissional. Essas atividades
possibilitam ao aluno o contato mais direto com as atividades relacionadas às
diferentes áreas das Ciências Sociais. Na mesma linha da valorização da autonomia
na formação acadêmica, elas pressupõem um engajamento ativo do aluno no
desenvolvimento das diferentes áreas, na escolha de temáticas de investigação, e
da apropriação dos conhecimentos adquiridos para realização de interfaces
profissionais.
33
Além disso, consideramos importante a abordagem e a inclusão neste PPC
dos temas da ética e da cidadania, da sexualidade e das relações de gênero, da
diversidade cultural, meio ambiente, Direitos Humanos e as questões de poder
associadas a esses temas, reconhecendo que a reflexão sobre eles no campo das
Ciências Sociais é a base da contextualização dos conteúdos (proposta nos PCN de
Ensino Médio) e do tratamento dos Temas Transversais (conforme os PCN de
Ensino Fundamental). Esses temas estão incluídos nos conteúdos das disciplinas e
atividades curriculares do referido Curso, além de estar de acordo com a Resolução
N° 01, de 17 de junho de 2004; a Lei N° 10.639, de 09 de janeiro de 2003; a Lei N°
11.645, de 10 de março de 2008; e o PARECER CNE/CP 09/2001.
As atividades curriculares de extensão no Curso Ciências Sociais serão
contempladas, intrinsecamente às ações de ensino e de pesquisa, na forma de
programas e projetos de extensão utilizando-se, dentre outras, atividades de
disciplinas obrigatórias ou eletivas para execução dos mesmos, sendo computada
em pelo menos 10% da carga horária do Curso, totalizando 292 horas.
Busca-se, ainda, o comprometimento em proporcionar oportunidades e
vivências no campo da pesquisa para o corpo discente. Para isto, são dispendidos
esforços inovadores para se fomentar a vivência da pesquisa em se tratando de uma
Licenciatura em Ciências Sociais e ofertada na modalidade a distância.
A matriz pretende combinar uma formação de sólida base teóricometodológica e humanista às especializações necessárias ao exercício das
atividades docentes. Dessa forma o eixo de formação específica procura conjugar
um núcleo de conhecimento teórico e humanista a e especializações que permitam a
construção de trajetórias alternativas e individualizadas. Desse modo, além da
possibilidade de ter uma formação geral em Ciências Sociais, o Curso de
Licenciatura possibilita ao aluno orientar seus estudos para a reflexão em torno da
prática pedagógica, à medida que vão tendo contato com os conteúdos específicos
e de caráter pedagógico, além de poderem questionar e/ou ampliar tais reflexões
nas atividades relacionadas às experiências desenvolvidas nas escolas, integrando,
portanto, o conhecimento teórico e à realidade vivida.
4.2-
DIRETRIZES METODOLÓGICAS
A proposta metodológica do Curso de Ciências Sociais – Licenciatura –
modalidade a distancia constitui-se no polo aglutinador em torno do qual, se
articulam os diferentes momentos formativos, previstos na matriz curricular. Sua
concepção emana das epistemologias que concebem a formação em Ciências
Sociais e o ensino, como vertente emancipatória pela aprendizagem consciente,
criativa, plena e crítica. A integralização das disciplinas organiza-se em
conformidade com as orientações e reflexões, advindas das concepções elaboradas
pelo corpo docente, uma vez que se tornam imprescindíveis as percepções
daqueles que estão responsáveis pelas progressões das aprendizagens no
desenvolvimento da formação docente.
34
Tem seu referencial metodológico orientado, principalmente, pela sua Espiral
da Docência, que traz a singularidade de pensar e organizar seu desenvolvimento,
buscando vivenciar, organizar, analisar e refletir criticamente sobre o contexto das
Ciências Sociais e das inúmeras escolas do estado de Alagoas, que se enumeram
ao longo de tantos espaços sociais, quase indiscriminadamente, ao mesmo tempo
também, que objetiva estudar detalhadamente, os processos e fundamentos de
escolarização, de importâncias ímpares na construção e elaboração dos saberes de
vida e cidadania.
Os princípios metodológicos, que orientam o ensino e a aprendizagem do
Curso de Ciências Sociais - Licenciatura privilegiam a análise e a resolução de
situações-problema como estratégias didáticas. O estudante, através do requisito
básico da práxis para constituição de competências, se insere na realidade e no
debate contemporâneo, que o qualifica frente aos desafios próprios das suas
condições profissionais. Todos os tipos de conhecimentos, elencados ao
desenvolvimento profissional, desde as questões culturais, sociais, econômicas, até
a própria perspectiva humana e profissional, devem ter assegurados os seus
entendimentos reflexivos através da relação teoria-prática.
A metodologia que permeia os planos de ensino do Curso é pautada na
premissa da interdisciplinaridade, o que fica evidenciado, especialmente nas
relações que são estabelecidas nos diversos eixos que compõem a matriz curricular.
Por meio das atividades desenvolvidas, os alunos demonstram e aplicam suas
competências, ou seja, vivenciam situações do cotidiano, agregando o
conhecimento de diversas disciplinas desenvolvidas. Acrescenta-se a isso as
questões relativas à ética e à responsabilidade social que são relevantes no
processo de desenvolvimento de projetos da área.
O planejamento e a avaliação são componentes fundamentais para se
garantir um desenvolvimento curricular acompanhado por um desempenho de
excelência dos alunos, mediado pelo caráter crítico. Assim, faz-se a avaliação
formativa como integrante básica de diagnóstico, regulação, finalização e integração
de saberes e competências da sua formação.
O delineamento metodológico é apresentado de forma mais específica e
detalhada nos planos das disciplinas. De uma forma genérica, os professores se
utilizam de atividades como:
a) Ensino teórico: Aulas expositivas dialogadas, nas quais os conteúdos
programáticos podem ser abordados em nível básico, avançado ou aprofundado,
consoante a natureza da matéria ou localização curricular, quer do ponto de vista
conceitual ou experimental. Elas ocorrem a partir da necessidade dos acadêmicos,
geralmente a partir de discussão de conteúdo por meio de técnicas de discussão em
grupo. Essas aulas serão disponibilizadas pelos professores no ambiente virtual de
aprendizagem e em momentos presenciais nos pólos, de acordo com o
planejamento da disciplina.
b) Ensino prático: Observar e sistematizar práticas cotidianas, como
também, desenvolver atividades que aproximem o aluno da realidade educacional,
35
dos espaços escolares e não escolares, propiciando, a capacidade de reflexãocrítica sobre os fatos e acontecimentos da realidade em que está inserido, podendo
intervir com ações que minimizem os problemas detectados.
c) Aulas presenciais: O currículo desenvolvido será complementado com
encontros presenciais conduzidos pelos professores ou mediados pelo uso de
recursos tecnológicos, tais como vídeo-aulas, áudios ou videoconferências, em
todos os pólos. Tais atividades serão conduzidas pelos professores com o auxílio
dos tutores presenciais com o objetivo de proporcionar momentos de aprendizagem
dos conteúdos e de desenvolvimento das habilidades propostas nos Planos de
Curso. Seu planejamento consiste em aulas dialogadas, caso seja considerado
necessário pelo professor, e na sistematização de momentos de autoaprendizagem,
com a utilização de recursos das tecnologias da informação e comunicação (TICs),
organizadas com estratégias didáticas como, por exemplo, estudos dirigidos,
estudos de caso, pesquisas bibliográficas, resolução de exercícios, dentre outras,
conforme a proposta de cada disciplina.
A realização dessas atividades pelos discentes deve seguir um cronograma
organizado, e previamente divulgado, pela coordenação do Curso e, em respeito ao
Calendário da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Deste modo, a formação do egresso do Curso de Ciências Sociais –
Licenciatura – está diante de parâmetros que desenvolvam sua consciência crítica e
autorreguladora, seu posicionamento diante das necessidades e possibilidades da
comunidade.
4.3-
TRANSVERSALIDADE TEMÁTICA CURRICULAR
Conforme assinalado anteriormente, consideramos importante a abordagem e
a inclusão neste PPC dos temas da ética e da cidadania, da sexualidade e das
relações de gênero, da diversidade cultural, meio ambiente, Direitos Humanos e as
questões de poder associadas a esses temas, reconhecendo que a reflexão sobre
eles no campo das Ciências Sociais é a base da contextualização dos conteúdos
(proposta nos PCN de Ensino Médio) e do tratamento dos Temas Transversais
(conforme os PCN de Ensino Fundamental). Esses temas estão incluídos nos
conteúdos das disciplinas e atividades curriculares do referido Curso, além de estar
de acordo com a Resolução N° 01, de 17 de junho de 2004; a Lei N° 10.639, de 09
de janeiro de 2003; a Lei N° 11.645, de 10 de março de 2008; e o PARECER
CNE/CP 09/2001.
O Eixo da Ciência Política dentro do Curso compreende a transversalidade
como elemento constitutivo, tanto das ementas das disciplinas, quanto do próprio
processo de consecução da relação ensino-aprendizagem. Nesse sentido, o
tratamento dado, seja aos conteúdos, seja às bibliografia especializadas em cada
disciplina versam, sobretudo, acerca dos eixos estipulados como possíveis fios
condutores da prática interdisciplinar: os temas transversais. É nesse sentido que
entre as disciplinas de Ciência Político do eixo do Curso, a saber: as disciplinas I, II
36
e III, compreendem de maneira dialógica a relação entre a Teoria Política e a
pesquisa em Ciência Política com os temas transversais que estruturam nossas
escolhas didáticas, sobretudo os temas relacionados à democracia, direitos
humanos, meio ambiente, pluralidade e acessibilidade. Com isso buscamos não
somente estimular os alunos à reflexão e a pesquisa relacionada a estas temáticas,
mas sobretudo, imprimir sobre os alunos uma formação humanística crítica, tendo
em vista que tornar-se-ão professores do Ensino Médio em escolas cercadas de
uma realidade complexa e múltipla como a alagoana.
As disciplinas de Antropologia relacionam conteúdos com temáticas que
envolvem questões políticas históricas e contemporâneas Por exemplo, o processo
de dominação colonial é abordado em contextos históricos específicos, focalizando a
própria relação entre o desenvolvimento da Antropologia e o colonialismo
(Antropologia I e II), quando colônias britânicas e francesas sempre foram os lugares
onde os antropólogos desses países investigaram. Numa outra perspectiva, é
abordado o processo de descolonização (Antropologia III), quando países se
emanciparam de suas colônias, surgindo uma tendência na Antropologia em que os
próprios nativos se especializam e a pesquisa se torna participativa, engajada,
através da qual se adota uma nova proposta de orientação metodológica. É no
período pós-guerra que se discute amplamente perspectivas antropológicas contra o
racismo e da valorização à diversidade cultural. É ainda nessa disciplina de
Antropologia III que fenômenos relacionados à interculturalidade, multiculturalidade e
globalização são interligados às abordagens contemporâneas vinculadas aos
direitos históricos de povos minoritários, ou contextos de minorias sociais
marginalizadas e excluídas que fazem parte de processos de legitimação de seus
direitos. Afinal, a Antropologia no Brasil (como é abordada na Antropologia IV) é
historicamente caracterizada por estudos do nosso outro interno (populações
indígenas e minoritárias) que tem vínculo direto com a própria formulação de
legislação indigenista. Assim, a política indigenista no Brasil contemporâneo vem
sendo marcada por orientação antropológica que não prioriza questões raciais, mas
sim o fenômeno da etnicidade para se compreender e legitimar a identidade dessas
populações presentes no Brasil (como grupos étnicos indígenas e populações
quilombolas). Dessa forma, as disciplinas de Antropologia dialogam entre si
proporcionando aos alunos uma formação dentro de temáticas da transversalidade,
focalizando principalmente aspectos relacionados aos direitos humanos.
A transversalidade entre temas e também entre abordagens disciplinares faz
parte da tradição do conhecimento sociológico e está presente no eixo que forma a
cadeia de disciplinas ministradas pelos professores da Sociologia. Além de termos
uma intensa participação no ministério da disciplina Fundamentos Histórico e
Filosóficos das Ciências Sociais, as disciplinas de formação básica – Sociologia I, II
e III – contemplam diálogos com diferentes áreas disciplinares como Educação,
Estudos da religião, Antropologia e Biologia, particularmente em Sociologia II,
Economia, Filosofia e Antropologia, em Sociologia I, Filosofia, Psicologia, Estudos
Culturais, Teoria Política, Pragmática Linguística em Sociologia III. Na disciplina
“Pensamento Social Brasileiro”, a transversalidade é condição de ministério da
disciplina pois requer abordar as origens de tradições intelectuais sobre a vida social
no Brasil, implicando tratar da importância da literatura, do pensamento jurídico,
37
biológico, antropológico, psicológico e sociológico para a formação de um repertório
de ideias, metodologias e temas de investigação nas Ciências Sociais brasileiras.
Ademais, as eletivas são frequentemente ministradas a partir das recentes
descobertas de professores em suas pesquisas, apresentando em sala os diálogos
que realizam com outras áreas a partir de suas leituras com novas bibliografias.
4.4-
INTERDISCIPLINARIDADE
A interdisciplinaridade pretende ser implementada por diferentes estratégias.
Através do estimulo aos professores de uso de material audiovisual que ofereça
visões diferentes dos temas trabalhados em sala de aula. Adicionalmente, pelo
estímulo a que professores convidem professores de outras áreas para
apresentações de temas abordados em sala a partir do ponto de vista disciplinar do
convidado, estimulando o diálogo entre abordagens. Estímulo a que professores
adotem abordagens pedagógicas que estimulem o estudante à pesquisa de
abordagens diferentes e as apresente em sala de aula, fazendo que
interdisciplinaridade se torne uma atitude rotineira de estudo.
Em suma, a matriz pretende combinar uma formação de sólida base teóricometodológica e humanista às especializações necessárias ao exercício das
atividades docentes. Dessa forma o eixo de formação específica procura conjugar
um núcleo de conhecimento teórico e humanista a e especializações que permitam a
construção de trajetórias alternativas e individualizadas. Desse modo, além da
possibilidade de ter uma formação geral em Ciências Sociais, o Curso de
Licenciatura possibilita ao aluno orientar seus estudos para a reflexão em torno da
prática pedagógica, à medida que vão tendo contato com os conteúdos específicos
e de caráter pedagógico, além de poderem questionar e/ou ampliar tais reflexões
nas atividades relacionadas às experiências desenvolvidas nas escolas, integrando,
portanto, o conhecimento teórico e à realidade vivida.
4.5-
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
O Decreto n. 4.281 de 25 de junho de 2002, Regulamenta a Lei no 9.795, de
27 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá
outras providências. A Resolução CNE/CP nº 02/2012 define formas de sua
implementação nos currículos dos Cursos superiores.
O Curso de Ciências Sociais – Licenciatura a distancia atende à legislação
por meio da interdisciplinaridade na conformação das disciplinas específicas do
Curso, tais como: tais como: GEOGRAFIA HUMANA; CIÊNCIA POLÍTICA 3;
HISTÓRIA GERAL; HISTÓRIA DO BRASIL; INSTITUIÇÕES POLÍTICAS
BRASILEIRAS
PÓS-1988;
SOCIOLOGIA
URBANA;
PLANEJAMENTO,
CURRÍCULO E AVALIAÇÃO.
Cabe ressaltar que o curso de Ciências Sociais, de forma compulsória, não
pode se furtar de tratar de questões relacionadas ao meio ambiente e à educação
38
ambiental, seja em disciplinas que abordam diretamente a questão ambiental ou em
disciplinas que abordam questões que podem suscitar a discussão da temática
ambiental.
4.6-
RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E HISTÓRIA
BRASILEIRA, AFRICANA E INDÍGENA
E
CULTURA
AFRO-
Em atenção á Lei 10.639/2003, à Lei 11.645/2008 e da Resolução CNE/CP
01/2004, fundamentada no Parecer CNE/CP 03/2004 que dispõe sobre as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação de Relações Étnico-Raciais e para o
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena, os PPC da UFAL
vem tratando a temática de forma transversal.
No Curso de Ciências Sociais – Licenciatura a distancia atende a legislação
por meio da adoção de disciplina específica, História e cultura afro-brasileira e
indígena, e trata dos seguintes temas: História da África e dos africanos no Brasil;
História indígena e indigenismo no Brasil; Relações étnico-raciais no Brasil; Culturas
afro-brasileiras e indígena.
A disciplina tem como objetivo principal proporcionar ao aluno uma
compreensão das relações entre grupos étnicos presentes na história e sociedade
brasileiras. Focaliza-se a especificidade da presença de povos autóctones e
transplantados para o Brasil durante o escravismo colonial. Também se pretende
viabilizar a compreensão da expansão do campo indigenista no país, focalizando
experiências históricas de políticas implantadas em diferentes momentos e as
relações estabelecidas entre o Estado e esses povos; proporcionando ao aluno uma
formação acadêmica engajada com contextos contemporâneos de direitos históricos
e constitucionais de grupos étnicos. É uma disciplina vinculada ao entendimento de
direitos históricos desses grupos étnicos presentes no Brasil contemporâneo.
4.7-
EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS
A Educação em Direitos Humanos na UFAL adéqua-se à Resolução CNE/CP
n. 01/2012 e está institucionalizada pela Parecer CNE/CP 08/2012. Sua inserção
nos PPC dos Cursos deve ocorrer pela transversalidade, por meio de temas
relacionados aos Direitos Humanos e tratados interdisciplinarmente; II como um
conteúdo específico de uma das disciplinas já existentes no currículo escolar; III de
maneira mista, ou seja, combinando transversalidade e disciplinaridade.
O Curso de Ciências Sociais – Licenciatura a distancia atende à legislação
por meio da interdisciplinaridade na conformação das disciplinas específicas do
Curso. As disciplinas que tratam da temática educação em direitos humanos:
Introdução às Ciências Sociais; Ciência Política II; Sociologia I; História do Brasil;
Planejamento, Currículo e Avaliação; Antropologia Visual; Instituições Políticas
39
Brasileiras Pós-1988. Dessa forma, o curso ao longo do seu processo de ensinoaprendizagem visa promover a formação para a vida, no exercício dos direitos
humanos, estimulando a intervenção dos alunos, de forma consciente na política,
nas organizações sociais, na economia, na cultura, nos diversos níveis da sociedade
para a promoção de Direitos Humanos.
4.8-
LIBRAS
De acordo com o Art. 3º do Decreto n. 5.626 de 22 de dezembro de 2005 Regulamenta a Lei no 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua
Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de
2000.
No Curso de Ciências Sociais – Licenciatura a distancia atende a legislação
por meio da adoção de disciplina Libras como parte da carga horária obrigatória do
Curso. Os temas abordados nas disciplinas são: Adquirir conhecimento em LIBRAS;
Soletração; Expressar; Usar bastante a percepção visual; Conhecer expressão facial
e corporal; Usar Classificadores; Conhecer a Educação de Surdos; Proporcionar o
conhecimento da Educação de Surdos e o aprendizado básico da Língua de Sinais –
LS. Busca-se, por meio desta disciplina propiciar a aprendizagem de aspectos
culturais e linguísticos gerais e de uso de Libras, através de situações
contextualizadas e que consideram o processo de inclusão.
4.9-
FAMILIARIDADE COM A MODALIDADE EAD
Para que os alunos iniciantes possam se familiarizar com a modalidade e
suas ferramentas, será ofertada uma disciplina do eixo de formação complementar,
Introdução à EAD no primeiro semestre do Curso. Ademais, os alunos contam com o
apoio dos tutores presenciais para sanar dúvidas por meio de atendimento nos
pólos.
40
5 - COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS DO CURSO
A carga horária total do Curso de licenciatura de Ciências Sociais, modalidade
a distância, é de 2920 horas. Desse total, 1020 horas são dedicadas à disciplinas de
formação específica nas áreas de Antropologia, Ciência Política e Sociologia; 780
horas à disciplinas de formação docente; 300 horas à disciplinas do eixo
Complementar; além de 820 horas para atividades de formação livre, dentre elas:
Estágio Supervisionado, Atividades Complementares e TCC.
5.1- DISTRIBUIÇÃO DOS COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATÓRIOS
Os componentes curriculares obrigatórios estão divididos da seguinte forma:
%
COMPONENTES CURRICULARES
CARGA HORÁRIA
Obrigatórias
2040
69,86
Eletivas
60
2,06
Estágio Supervisionado
TCC
Atividades Complementares
Total
400
220
200
2920
13,70
7,53
6,85
7,53
6,85
Obrigatórias
13,7
Eletivas
2,06
69,86
Estágio Supervisionado
TCC
Atividades Complementares
5.2- DISTRIBUIÇÃO DAS DISCIPLINAS DO CURSO POR SEMESTRE
A tabela, a seguir, apresenta detalhadamente a distribuição das disciplinas por
semestre, créditos, carga horária teórica e prática:
41
N.
DISCIPLINA
CH
SEMANA
L
CH
TEÓ
RICA
CH
PRÁ
TICA
CH
TOT
AL
OBR
OBR
OBR
OBR
12
12
12
12
20
40
40
60
40
0
0
0
60
60
60
60
OBR
12
60
0
60
OBR
8
0
40
40
340
12
12
12
12
60
60
60
60
0
0
0
0
60
60
60
60
16
80
0
80
8
0
40
40
360
12
12
12
12
16
8
60
60
60
60
80
0
0
0
0
0
0
40
60
60
60
60
80
40
TIPO
1° Semestre
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
Introdução à EaD
Introdução às Ciências Sociais
Geografia Humana
Profissão Docente
Organização do Trabalho
Acadêmico
Projeto Integrador 1
Subtotal
2° Semestre
Antropologia 1
OBR
Ciência Política 1
OBR
Sociologia 1
OBR
História Geral
OBR
Política e Organização da
OBR
Educação Básica
Projeto Integrador 2
OBR
Subtotal
3° Semestre
Antropologia 2
Ciência Política 2
Sociologia 2
História do Brasil
Desenvolvimento e Aprendizagem
Projeto Integrador 3
OBR
OBR
OBR
OBR
OBR
OBR
Subtotal
360
4° Semestre
19
20
21
22
23
24
Antropologia 3
OBR
Ciência Política 3
OBR
Sociologia 3
OBR
História e Cultura Afro-Brasileira e
OBR
Indígena
Planejamento, Currículo e
OBR
Avaliação da Aprendizagem
Projeto Integrador 4
OBR
Subtotal
5° Semestre
12
12
12
60
60
60
0
0
0
60
60
60
12
60
0
60
16
80
0
80
8
0
40
40
360
25
26
Antropologia 4
Ciência Política 4
OBR
OBR
12
12
60
60
0
0
60
60
27
28
Sociologia 4
Metodologia das Ciências Sociais
OBR
OBR
12
12
60
40
0
20
60
60
42
29
30
Estágio Supervisionado 1
Projeto Integrador 5
Subtotal
OBR
OBR
20
8
100
0
0
40
100
40
380
OBR
16
80
0
80
OBR
12
60
0
60
OBR
12
30
30
60
OBR
OBR
20
8
100
0
0
40
100
40
340
12
30
30
60
20
8
100
0
0
40
100
40
200
20
12
100
40
0
20
100
60
160
2080
420
2500
6° Semestre
31
32
33
34
35
Projeto Pedagógico e Organização
e Gestão do Trabalho Escolar
Pesquisa Educacional
Métodos e Técnicas de Pesquisa
em Ciências Sociais
Estágio Supervisionado 2
Projeto integrador 6
Subtotal
7° Semestre
36
37
38
39
40
Língua Brasileira de Sinais
OBR
(LIBRAS)
Estágio Supervisionado 3
OBR
Projeto Integrador 7
OBR
Subtotal
8° Semestre
Estágio Supervisionado 4
Disciplina eletiva
Subtotal
OBR
ELE
Total
5.3- DISCIPLINAS ELETIVAS
O aluno deve cursar pelo menos uma disciplina eletiva ao longo do curso, a
partir do quinto período. As opções estão listadas a seguir:
DISCIPLINA
ANTROPOLOGIA VISUAL
ETNOGRAFIA:
METODOLOGIAS
E
POLÍTICAS DO TRABALHO DE CAMPO
INSTITUIÇÕES POLÍTICAS BRASILEIRAS
PÓS-1988
DEMOCRACIA E MOVIMENTOS SOCIAIS
SOCIOLOGIA URBANA
SOCIOLOGIA RURAL
SOCIOLOGIA DA CULTURA
SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO
CH
TOTAL
60
CH
TEÓRICA
40
60
40
20
60
60
60
60
60
60
40
40
40
40
40
40
20
20
20
20
20
20
PRÁTICA
20
43
TERCEIRO SETOR E ONGs
60
40
20
POLÍTICA E EDUCAÇÃO
60
FORMAÇÃO DOCENTE E ENSINO DE
CIÊNCIAS SOCIAIS/SOCIOLOGIA
60
40
20
40
20
5.4-
ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
A Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, define o “estágio como o ato
educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à
preparação para o trabalho produtivo do estudante”. A Resolução 71/2006 do
CONSUNI trata sobre a questão do estágio na UFAL.
No CURSO DE LICENCIATURA EM Curso de Licenciatura em Ciências
Sociais a distancia, o estágio supervisionado será gerido pelo Coordenador de
estágio e será realizado em escolas conveniadas das redes públicas municipais,
estaduais, federais e privadas credenciadas.
Para atender o que determina a legislação, Lei Nº 11.788 de 25/09/2008, será
de responsabilidade do Professor Orientador do Curso de Ciências Sociais –
Licenciatura, com o auxiliou dos tutores, o encaminhamento e acompanhamento
efetivo das atividades desenvolvidas pelos estagiários.
Para que o acompanhamento seja realizado de forma adequada, as
instituições de ensino para as quais serão conduzidos os estagiários deverão, única
e exclusivamente, estar localizadas nos municípios em que existem polos de
educação a distância em que são ministradas aulas do Curso de Licenciatura em
Ciências Sociais e em municípios contíguos aos municípios com esses polos.
O Estágio Supervisionado terá como objetivo maior propiciar aos estudantes a
vivência direta no ambiente escolar, mediante a participação efetiva destes nas
atividades escolares. Além disso, busca fomentar o conhecimento sobre o
desenvolvimento do ensino da Sociologia em toda a Educação Básica. Para atingir
os objetivos propostos os Estágios Supervisionados serão divididos da seguinte
forma:
•Estágio Supervisionado I – o professor orientador irá abordar temas relativos
à problematização do espaço escolar enquanto objeto de investigação das Ciências
Sociais e encaminhará os estagiários para instituições de ensino que ofertem turmas
de Ensino Médio para a execução da pesquisa, da observação e do
desenvolvimento de atividades direcionadas ao ensino da Sociologia nessa etapa da
Educação Básica;
•Estágio Supervisionado II – o professor orientador fará reflexões em torno
dos primeiros manuais de sociologia, bem como acerca do currículo de Ciências
Sociais no Brasil e Alagoas, encaminhará os estagiários para instituições de ensino
44
que ofertem as turmas de Ensino Médio para a execução da pesquisa, da
observação e do desenvolvimento de atividades direcionadas ao ensino da
Sociologia nessa etapa da Educação Básica;
•Estágio Supervisionado III – o professor orientará acerca do planejamento e
da execução das aulas, bem como promoverá discussões em torno dos desafios
postos ao planejamento das aulas, encaminhará os estagiários para instituições que
ofertem as turmas de Ensino Médio, objetivando a prática do ensino e pesquisa,
como também, a vivência das atividades cotidianas da escola referentes a essa
etapa da Educação Básica;
•Estágio Supervisionado IV – o professor orientará acerca das estratégias
didáticas, avaliativas e metodológicas em termo da prática de ensino em Ciências
Sociais, encaminhará os estagiários para instituições de ensino que ofertem as
turmas de Ensino Médio objetivando a prática do ensino e pesquisa, como também,
à vivência das atividades cotidianas da escola referentes a essa etapa da Educação
Básica.
Em conformidade com a Lei Federal 11.788 de 25 de setembro de 2008, com
a Resolução 71/2006-CONSUNI e com as Normas do Estágio Curricular do Curso
de Licenciatura em Ciências Sociais - Licenciatura, após a finalização de cada etapa
do Estágio Supervisionado, o aluno deverá apresentar, um relatório final, como
condição para aprovação. O Relatório de Estágio é um documento individual, que
registra todas as atividades desenvolvidas durante o estágio supervisionado.
A carga horária mínima será a que fica efetivada para integralização do
currículo, mesmo que o aluno tenha realizado mais horas. Pode o aluno requerer a
utilização do que ultrapassar desse valor (400 h) para efeitos de atividade
complementar. Os estágios não obrigatórios terão supervisão indireta dos docentes,
e para consignação como carga horária complementar, deverão ser analisados pelo
Colegiado de Curso no que diz respeito à pertinência na formação profissional do
aluno.
Quanto à articulação com as redes públicas de ensino, essa se dá
observando-se os convênios firmados entre a Universidade Federal de Alagoas
(UFAL) e aquelas, mediante contrato de parceria.
O Curso de Licenciatura em Ciências sociais a distância regulamentou o
estágio supervisionado por meio da Resolução do colegiado 01/2016 em anexo.
5.5- TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC)
O Trabalho de Conclusão de Curso está institucionalizado através da
Resolução Nº 25/2005 - CEPE, de 26 de outubro de 2005 que em seu Art. 18 afirma:
“O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é componente curricular obrigatório em
todos os Projetos Pedagógicos dos Cursos da UFAL”.
45
Portanto, o TCC não se constitui como disciplina, não tendo, portanto, carga
horária fixa semanal, sendo sua carga horária total prevista no PPC e computada
para a integralização do Curso.
Nesta perspectiva, cada PPC toma para si a responsabilidade de definir a
forma de realização, acompanhamento. Apresentação e avaliação do TCC,
estabelecendo normas próprias.
No Curso de Licenciatura em Ciências Sociais, o TCC deverá atender aos
seguintes objetivos determinados:
I – Capacitar o estudante para a elaboração de pesquisas e/ou experiências
docentes nas áreas de concentração do Curso: Antropologia, Ciência Política,
Sociologia ou Educação/ensino de Ciências Sociais, cabendo a ele escolher uma
destas áreas para pesquisar;
II – Levar o estudante a correlacionar e aprofundar os conhecimentos teóricos
e práticos adquiridos no Curso;
III – Contribuir para o enriquecimento das diferentes linhas de pesquisa do
Instituto de Ciências Sociais/ICS/UFAL, estimulando a produção científica que
poderá estar articulada às necessidades da comunidade local, nacional e
internacional.
Deverá ser um trabalho de natureza monográfica, técnica e científica,
elaborado individualmente pelo estudante que será avaliada por uma banca
composta pelo orientador e mais dois professores. As diretrizes específicas e
orientações gerais para o desenvolvimento e a apresentação do TCC estão
apresentadas na Resolução de TCC do Curso, em anexo.
5.6- ATIVIDADES COMPLEMENTARES
As Atividades Complementares da UFAL estão institucionalizadas através da
Resolução 4.122 do Consuni e previstas para se integralizarem em 200 horas.
Com exceção das atividades de monitoria com e sem bolsa, já
regulamentadas pela UFAL, todas as outras precisam ser submetidas à aprovação
do Colegiado do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais.
a)
Monitoria: Atividade de monitoria tal como regulamentada pela UFAL. Um
total de 12 horas;
b)
Iniciação Científica: Atividades de iniciação científica desenvolvidas junto a
um ou mais professores, com o financiamento ou não das agências de fomento à
pesquisa (FAPEAL, CNPq, etc.). Em qualquer um dos casos o professor deve
submeter ao Colegiado do Curso o plano semestral e anual de atividades a serem
desempenhadas. Um total de 12 horas;
46
c)
Participação em Congressos e Seminários Científicos de reconhecido valor
científico, desde que na área de formação do(a) aluno(a) ou em áreas afins. Um total
de horas equivalente àquelas freqüentadas na atividade;
d)
Atividades voluntárias desenvolvidas em organizações privadas, públicas e
não governamentais. Estas atividades incluem também a atuação em movimentos
comunitários e sociais, atividades de assessoria ou consultoria a movimentos
comunitários e sociais, desde que demandem um esforço efetivo de
utilização/aplicação dos conhecimentos obtidos no Curso às atividades
desempenhadas;
e)
Estágios curriculares não obrigatórios;
f)
Realização de palestras
g)
Disciplinas oferecidas por outras instituições e/ou unidades acadêmicas não
contempladas no currículo do Curso;
h)
Participação em empresas juniores e em núcleos de estudos e de pesquisas
vinculados às áreas estratégicas do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais –
Licenciatura.
5.7- ATIVIDADES DE EXTENSÃO
As atividades de extensão, dentro do limite de carga horária prevista e para
os fins estabelecidos e em consonância com o presente projeto pedagógico de
Curso, podem ser: (a) estágios curriculares não‐obrigatórios; (b) participação em
projetos de extensão; (c) participação em palestras; (d) participação em eventos
científicos (seminários, fóruns, encontros, congressos,etc.); (e) disciplinas eletivas
e/ou mini-Cursos. As atividades a serem consideradas válidas para fins de
certificação e registro acadêmicos obrigatoriamente precisam ser ministradas e/ou
oferecidas por docentes, pesquisadores ou pessoal qualificado de universidades,
centros de pesquisa, sociedades científicas e demais instituições correlatas e
publicamente reconhecidas como de grande status acadêmico.
As atividades curriculares de extensão no Curso Ciências Sociais serão
contempladas, intrinsecamente às ações de ensino e de pesquisa, na forma de
programas e projetos de extensão utilizando-se, dentre outras, atividades de
disciplinas obrigatórias ou eletivas para execução dos mesmos, sendo computada
em pelo menos 10% da carga horária do Curso, totalizando 292 horas.
Todas as ações de extensão são registradas junto a coordenação de
extensão da Unidade Acadêmica e na Pró-Reitoria de Extensão – PROEX.
5.8-
EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS
COMPLEMENTARES)
(BIBLIOGRAFIAS
BÁSICAS
E
5.8.1- DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA
47
INTRODUÇÃO ÀS CIÊNCIAS SOCIAIS
EMENTA:
A sociologia pré-científica. O Renascimento. O Iluminismo e a sociedade contratual.
A crise das explicações religiosas e o triunfo da ciência. A sociologia clássica.
Positivismo: a primeira forma de pensamento social. A sociologia de Durkheim. A
sociologia alemã: a contribuição de Max Weber. Karl Marx e a história da exploração
do homem. A contribuição da antropologia e da ciência política à ciência da
sociedade.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Problematizar como as Ciências Sociais podem servir como um instrumento reflexivo
para a discussão de temas como Direitos humanos, Relações etnico-raciais,
cidadania, bem como para a construção de políticas públicas que visam a solução
de problemas sociais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
COSTA, Cristina (2000). Sociologia: Introdução à Ciência da Sociedade. São Paulo:
Editora Moderna.
GIDDENS, Anthony (2005). Sociologia. São Paulo: Artmed.
WEBER, Max (1999). Conceitos Básicos de Sociologia. São Paulo: Editora Ática.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ARON, Raymond (1982). As Etapas do Pensamento Sociológico. São Paulo: Editora
Martins Fontes.
GIDDENS, Anthony (2000). Política, Sociologia e Teoria Social. São Paulo: UNESP.
IANNI, Octavio (1993). A sociedade global. Rio de Janeiro: Editora Civilização
Brasileira.
BOBBIO, Noberto. MATTEUCCI, Nicola; PA.SQUINO, Gianfranco (Orgs.) (1986)..
Dicionário de Política. Brasília: Editora UnB.
BOUDON, Raymond, BOURRICAUD, François (1993). Dicionário Crítico de
Sociologia. São Paulo: Editora Ática.
ANTROPOLOGIA I
EMENTA:
O campo da investigação antropológica: Objeto, divisões e subdivisões da
Antropologia. A formação da Antropologia científica: evolucionismo cultural do século
XIX e seus limites. Antropologia e colonialismo. Etnocentrismo e relativismo cultural.
Cultura e sociedade.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Introduzir o aluno no conhecimento da ciência antropológica, oportunizando
reflexões acerca do seu campo de atuação, de seus principais conceitos e dos
esquemas intelectuais dos antropólogos pioneiros; o desenvolvimento da teoria
evolucionista do final do século XIX que foi caracterizado pelo eurocentrismo e
baseado em aspectos racistas de compreensão do desenvolvimento da
humanidade; apresentar os primórdios da antropologia e de sua relação com a
48
alteridade; explorar a vinculação entre colonialismo, o surgimento da antropologia e
as principais correntes do pensamento antropológico no século XIX; familiarizar o
aluno com conceitos-chave da antropologia, tais como cultura, etnocentrismo e
relativismo cultural.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BOAS, Franz. “As limitações do método comparativo em Antropologia” in
Antropologia Cultural. Organizado, apresentado e traduzido por Celso Castro. Rio de
Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2004, pp. 25-39.
CASTRO, Celso (org). Evolucionismo Cultural. Textos de Morgan, Tylor e Frazer.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ediyores, 2009.
CUCHE, Denys. A noção de cultura nas Ciências Sociais. 2ª edição. Bauru:
Edusc, 2002.
DA MATTA, Roberto. Relativizando: uma Introdução à Antropologia Social. Rio
de Janeiro: Rocco, 1997.
LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 1987.
LARAIA, Roque. Cultura, um Conceito Antropológico. 24ª edição. Rio de Janeiro:
Zahar, 2009.
LEVI-STRAUSS, Claude. Raça e historia. 3. ed. Lisboa: Presença, 1980.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
LARAIA, Roque. Cultura, um Conceito Antropológico. 24ª edição. Rio de Janeiro:
Zahar, 2009.
LEVI-STRAUSS, Claude. Raça e historia. 3. ed. Lisboa: Presença, 1980.
ERIKSEN, Thomas Hylland; NIELSEN, Finn Sivert. História da Antropologia.
Petrópolis: Vozes, 2010.
LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 1987.
ROCHA, Everardo P Guimarães. O que é etnocentrismo. São Paulo, Brasiliense,
1984.ECKERT, Cornelia ; ROCHA, Ana Luiza Carvalho da . “Etnografia: saberes e
práticas”. In: Céli Regina Jardim Pinto e César Augusto Barcellos Guazzelli. (Org.).
Ciências Humanas: pesquisa e método. Porto Alegre: Editora da Universidade,
2008, p. 9 a 24. Série Graduação.
ANTROPOLOGIA II
EMENTA:
O desenvolvimento da Antropologia moderna; o particularismo histórico, a escola de
cultura e personalidade; o materialismo cultural na Antropologia norte-americana;o
funcionalismo e a Antropologia Social britânic;a; a Antropologia e a escola francesa
de Sociologia.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Proporcionar ao aluno – a partir do encontro entre o conhecimento por ele trazido e
o acadêmico – um maior aprendizado sobre a teoria e a prática antropológicas,
através de um aprofundamento sobre as características da Antropologia moderna e,
consequentemente, acerca da importância do trabalho de campo por meio de uma
revisão histórica de suas principais orientações teóricas e metodológicas.
49
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
MALINOWSKI, B. Argonautas do Pacífico Ocidental. Col. Os Pensadores. São
Paulo, Abril Cultural, 1978.
MAUSS, Marcel. Sociologia e Antropologia. Cosac & Naify, 2003. 535 p.
RADCLIFFE-BROWN, A R. Estrutura e Função na Sociedade Primitiva. Col.
Antropologia. Nº 2. Petrópolis, Vozes, 1973.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BOAS, Franz. A mente do ser humano primitivo. 2. ed. Petropolis, RJ: Vozes, 2010
CARDOSO DE OLIVEIRA, R. 1988. Sobre o pensamento antropológico. Rio de
Janeiro: Biblioteca Tempo Universitário 83, Tempo Brasileiro, MCT, CNPq.
DURKHEIM, Emile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins
Fontes, 1996.
DA MATTA, Roberto. Relativizando: uma Introdução à Antropologia Social. Rio de
Janeiro: Rocco, 1997.
ERIKSEN, Thomas Hylland; NIELSEN, Finn Sivert. História da Antropologia.
Petrópolis: Vozes, 2010.
ANTROPOLOGIA III
EMENTA:
Antropologia e o processo de descolonização; os desdobramentos do estruturalfuncionalismo britânico: a escola de Manchester, a Antropologia dinâmica. LéviStrauss e o Estruturalismo francês; marxismo e Antropologia; Geertz, a Antropologia
interpretativa e crítica pós-moderna nos EUA; novos temas e abordagens
antropológicas da cultura em tempos de globalização.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Proporcionar ao aluno uma ampla compreensão do desenvolvimento da antropologia
pós-segunda guerra mundial, no âmbito das teorias e das metodologias de
abordagens e direção de estudos e pesquisas; desenvolver no aluno uma
capacidade de entendimento crítico da disciplina, abordando aspectos de grande
abrangência social como processo de descolonização, o movimento dos próprios
nativos em se especializarem como antropólogos nativos, ou o engajamento
adotado como orientação em trabalhos colaborativos, como parte integrante de
processos de legitimação de direitos das populações estudadas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
GEERTZ, Clifford. A interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Guanabara, 1989.
LEVI-STRAUSS, Claude. Antropologia Estrutural. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro,
2003.
EVANS-PRITCHARD, E. E. Os Nuer – uma descrição do modo de subsistênciae das
instituições políticas de um povo nilota. Col. Estudos. São Paulo, Ed. Perspectiva,
1993.
50
SAHLINS, Marshall. Cultura e Razão Prática. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,
2003.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BOAS, Franz. A mente do ser humano primitivo. 2. ed. Petropolis, RJ: Vozes, 2010
CARDOSO DE OLIVEIRA, R. 1988. Sobre o pensamento antropológico. Rio de
Janeiro: Biblioteca Tempo Universitário 83, Tempo Brasileiro, MCT, CNPq.
DURKHEIM, Emile. As formas elementares da vida religiosa. São Paulo: Martins
Fontes, 1996.
DA MATTA, Roberto. Relativizando: uma Introdução à Antropologia Social. Rio de
Janeiro: Rocco, 1997.
ERIKSEN, Thomas Hylland; NIELSEN, Finn Sivert. História da Antropologia.
Petrópolis: Vozes, 2010.
ANTROPOLOGIA IV
EMENTA: Formação e desenvolvimento institucional da Antropologia no Brasil; a
Antropologia da Sociedade Nacional; estudos indigenistas e Antropologia urbana no
Brasil; principais orientações teóricas e temáticas tratadas na pesquisa antropológica
no Brasil contemporâneo.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Fornecer ao aluno elementos para compreensão do desenvolvimento dessa ciência
social no Brasil; focalizar como a Antropologia no Brasil é historicamente
caracterizada por estudos do nosso outro interno (populações indígenas, ribeirinhas,
minoritárias urbanas e rurais) que têm vínculo direto com a formação do povo
brasileiro (de uma Antropologia da Sociedade Nacional). Compreender, portanto,
como a política indigenista no Brasil contemporâneo vem sendo marcada por uma
orientação antropológica que não prioriza questões raciais, mas sim o fenômeno da
etnicidade para se compreender e legitimar as identidades e os diretos dessas
populações.. Assim, viabiliza-se fornecer subsídios para os estudos desses grupos
presentes no estado de Alagoas (como indígenas e quilombolas), proporcionando
uma formação acadêmica e profissional aos alunos para melhor desempenho em
suas práticas de docente em instituições de ensino médio e superior.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
CUNHA, Manuela Carneiro da. Cultura com aspas e outros ensaios. S?o Paulo:
Cosac Naify, c2009.
DURHAM, Eunice Ribeiro. A Dinâmica da cultura: ensaios de antropologia. S?o
Paulo: Cosac Naify, 2004.
FREYRE, Gilberto. Casa grande & senzala – introdução à história da sociedade
patriarcal no Brasil – 1. 42ª Edição.Rio de Janeiro: Record, 2001.
NINA RODRIGUES, Raimundo. Os africanos no Brasil. Col. Brasiliana. Série V. Vol
IX. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1932.
NOGUEIRA, Oracy. “Os estudos de comunidade no Brasil” in Pesquisa social
introdução às suas técnicas. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, s/d, pp. 171-183.
51
RIBEIRO, Darcy; O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo:
Companhia de bolso, 2012.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. Identidade, etnia e estrutura social. São Paulo:
Pioneira, 1976.
CORRÊA, Mariza. Antropólogas e Antropologia. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
CUNHA, Manuela Carneiro da. História dos Índios no Brasil (org.). São Paulo:
Companhia das Letras, 1992.
DURHAM, Eunice. A Caminho da cidade – a vida rural e a migração para São Paulo.
3ª ed. Col. Debates. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1984.
SKIDMORE, Thomas E. Preto no branco – raça e nacionalidade no pensamento
brasileiro. Tradução: Raul de Sá Barbosa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.
CIÊNCIA POLÍTICA I
EMENTA:
Introdução aos principais conceitos da ciência política: Estado, poder, democracia,
liberdade e igualdade. Estudo analítico e contextualizado dos principais teóricos da
Filosofia Política Ocidental: Aristóteles, Agostinho e Maquiavel.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Familiarizar o aluno com conceitos básicos da ação política e sua extensão para o
conjunto das mais diferentes ações sociais. Proporcionar aos alunos a oportunidade
de compreender que a política não é uma atividade restrita às instituições políticojurídicas, mas também presente nas rotinas cotidianas dos cidadãos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ARISTÓTELES. A Política. In : OS PENSADORES. São Paulo: Nova Cultural Ltda,
1999.
MAQUIAVEL, Nicolau. O Princípe. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
MAQUIAVEL, Nicolau. OS PENSADORES. São Paulo: Nova Cultural Ltda, 1999.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BOBBIO, Norberto. Estado, governo e sociedade: para uma teoria geral da política.
12. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2005. BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola;
PASQUINO, Gianfranco (Orgs.). Dicionário de Política. Brasília: Editora UNB, 2007.
CHATÊLET, François. et ali. História das Idéias Políticas. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2000.
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.
WEFFORT, Francisco C., (Org). Os Clássicos da Política. São Paulo: Ática, 1989.
CIÊNCIA POLÍTICA II
EMENTA:
52
Estudo do poder político e do Estado na modernidade a partir dos autores
contratualistas: Hobbes, Locke e Rousseau. Stuart Mill e Karl Marx.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Reconhecer a importância da dimensão do conceito de contrato social para a ideia
de democracia e sua interface com os conceitos de cidadania e direitos humanos.
Assinalar a importância da crítica social e da ideia justiça social para o conceito
contemporâneo de democracia
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
HOBBES. Coleção Os Pensadores: São Paulo: Abril Cultural, 1979.
LOCKE. Coleção Os Pensadores: São Paulo: Abril Cultural, 1978.
ROUSSEAU, Jean Jacques. O Contrato Social. Coleção Os Pensadores. São Paulo:
Abril Cultural, 1999.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BOBBIO, Norberto . Teoria das formas de governo. 9ª Ed. Brasília: Editora da UnB,
1997.
_______ . Liberalismo e Democracia. São Paulo: Brasiliense: 2005
CHATÊLET, François. et al. História das Idéias Políticas. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2000.
ELSTER, Jon. Marx hoje. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.
WEFFORT, Francisco C., Org., Os Clássicos da Política. São Paulo: Ática, 1989.
CIENCIA POLÍTICA III
EMENTA:
Pensamento político contemporâneo. Desenvolvimento e correntes da teoria
democrática no século XX: democracia direta versus democracia representativa;
"elitismo democrático"; "pluralismo"; liberalismo, republicanismo, comunitarismo;
democracia participativa e democracia deliberativa. A relação entre ética e Ciência
Política na teoria democrática.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Assinalar a importância da relação entre democracia e participação política,
ampliando a dimensão da política para além da esfera jurídico-formal. Numerar as
várias vertentes contemporâneas da democracia e sua interface com a constituição
do Estado Democrático de Direito, o Meio Ambiente e os Novos Movimentos Sociais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
DAVIS, Morton D. Teoria dos jogos. SP: Cultrix, 1970.
HUNTINGTON, Samuel P. O choque de civilizações. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.
PRZEWORSKI, Adam. Capitalismo e social-democracia. São Paulo: Cia. das Letras,
1989.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
53
ARENDT, Hanna (2007), A condição Humana. Ed. 10ª. Rio de Janeiro: Forense
Universitária.
BOBBIO, Norberto. Estado, governo e sociedade: para uma teoria geral da política.
Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1988.
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. A era da informação: economia,
sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
CHÂTELET, François, DUHAMEL, Olivier e PISIER-KOUCHNER, Évelyne. História
das ideias políticas. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1990.
RAWLS, John (2000), Uma Teoria da Justiça. Ed.2ª São Paulo: Martins Fontes.
CIENCIA POLÍTICA IV
EMENTA:
O pensamento político no Brasil. Utopias fundadoras das matrizes liberal, positivista,
marxista, populista e autoritária. O debate político institucional ao longo da história
política brasileira. Visões da teoria política brasileira na atualidade.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Sublinhar os embates em torno dos vários projetos e modelos de nação
desenvolvidos ao longo dos séculos XIX e XX no Brasil, bem como sua interface
com os valores democráticos, destacando a participação dos vários grupos políticos
e sociais ao longo desse processo.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
FREYRE, Gilberto. 1990. Sobrados e Mucambos: Introdução à História da
Sociedade Patriarcal no Brasil. 8ª edição, Rio de Janeiro: Record.
HOLANDA, Sérgio Buarque. 1993. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio.
PRADO JR., Caio. 1982. Formação Econômica do Brasil Contemporâneo. Rio de
Janeiro: José Olympio.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
CARVALHO, José Murilo. 1990. A Formação das Almas. São Paulo: Companhia das
Letras.
FERNANDES, Florestan. 1974. A Revolução Burguesa no Brasil: Ensaio de
Interpretação Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar.
FREYRE, Gilberto. Interpretação do Brasil. Rio de Janeiro: José Olimpio, 1971.
FREYRE, Gilberto. Casa grande & senzala – introdução à história da sociedade
patriarcal no Brasil – 1. 42ª Edição. Rio de Janeiro: Record, 2001.
PRADO JR., Caio. A revolução brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1966.
SOCIOLOGIA I
EMENTA:
Conceitos fundamentais das sociologias de Émile Durkheim e de Max Weber através
da leitura de textos clássicos. Positivismo e Liberalismo. Organicismo e Darwinismo
Social. PreCursores: Augusto Comte e Hebert Spencer. Sociologia Compreensiva.
PreCursores: Georg Simmel, Rickert e Wilheim Dilthey.
54
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Situar as principais categorias analíticas surgidas no período, relacionando-as com a
estrutura das transformações científicas surgidas no século XIX, assim como a
estrutura de valores presentes naquele período nas sociedades europeias.
Compreender, desse modo, o debate ético-moral em que os preCursores da
sociologia estavam envolvidos, destacando a força política assumida pelo tema dos
direitos humanos e o princípio da dignidade humana universal.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
COMTE, A. Coleção Grandes Cientistas Sociais. São Paulo: Ática, 1978.
DURKHEIM, E. As regras do método sociológico. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 2004.
WEBER, M. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Pioneira,
1967.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
COSTA, Cristina. Sociologia - Introdução à ciência da sociedade. Editora Moderna:
São Paulo, 1997.
DURKHEIM, Émile. Sociologia e filosofia. São Paulo, Cone Editora, 1994.
QUINTEIRO, Tânia. Um toque de clássicos. Belo Horizonte, UFMG, 2003.
WEBER, M. Economia e sociedade. Vol. 1. Brasília: UnB, 2004.
SOCIOLOGIA II
EMENTA:
Conceitos fundamentais da teoria marxista através da leitura de textos clássicos;
Hegel, Economia Clássica e Socialismo Utópico.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Fornecer uma visão panorâmica acerca do processo de expansão do capitalismo
industrial, fomentando uma analise crítica e reflexiva acerca dos impactos políticos,
ambientais, culturais e econômicos resultantes da consolidação das sociedades
industriais, destacando a força e a velocidade das mudanças ambientais provocadas
pelo advento da industrialização em larga escala, cujo resultado acabou
comprometendo parte dos recursos naturais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
MARX, K. e ENGELS, F. A ideologia alemã I – Crítica da filosofia alemã mais
recente na pessoa dos seus representantes Feuerbach, Bruno Bauer e Stirner e do
socialismo alemão na dos seus diferentes profetas. Lisboa / Rio de Janeiro:Editorial
Presença Martins Fontes, s/d.
MARX, K. e ENGELS, F. Manifesto do partido comunista. São Paulo: Martin Claret,
2002.
MARX, K. e ENGELS, F. Manuscritos econômico-filosóficos. Martin Claret: São
Paulo, 2002.
55
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
COSTA, Cristina. Sociologia - Introdução à ciência da sociedade. Editora Moderna:
São Paulo, 1997.
MARX, Karl. O capital. Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1985.
QUINTEIRO, Tânia. Um toque de clássicos. Belo Horizonte, UFMG, 2003.
TURNER, Jonathan H. Sociologia. Conceitos e aplicações. São Paulo: Pearson
Education do Brasil, 2000.
SOCIOLOGIA III
EMENTA:
Temas e debates da Teoria Social no contexto pós-guerra. As contribuições de
Talcott Parsons para o debate da sociologia contemporânea. As abordagens
microssociológicas da teoria social contemporânea. A teoria crítica da Escola de
Frankfurt.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Promover uma reflexão abrangente e fiel sobre os métodos de construção de uma
teoria da ação, notadamente no que diz respeito às relações entre agência e
estrutura no debate norte-americano. Permitir que os discentes compreendam a
construção de uma agenda empírica que passou a envolver novos temas e objetos
no contexto do pós Segunda Guerra Mundial, como o tema da diferença, da
tolerância, do multiculturalismo, da descolonização e das novas identidades e
pertencimentos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
PARSONS, Talcott. Sociedades. Perspectivas evolutivas e comparativas. São Paulo:
Livraria Pioneira Editora, 1969.
GIDDENS, Anthony. Política, sociologia e teoria social. Encontros com o
pensamento social clássico e contemporâneo. São Paulo: Unesp, 1998.
GOFFMAN,
Erving. “Introdução”, “Representação”, “A arte de manipular a
impressão” e “Conclusão”, in A representação do eu na vida cotidiana. Petrópolis:
Vozes, 1985.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ADORNO, Theodor W. Sociologia. São Paulo: Ática, 1986.
ARANTES, P. Adorno e Horkheimer (Coleção Pensadores). São Paulo: Nova
Cultural, 1991.
ELSTER, Jon. Peças e engrenagens das Ciências Sociais. Rio de Janeiro: ReliméDumará, 1994.
JOAS, Hans. “Interacionismo Simbólico”, in GIDDENS, Na e TURNER, J. (orgs.)
Teoria Social Hoje. São Paulo: Ed. Unesp, 1999.
QUINTANEIRO, Tânia. Labirintos simétricos. Introdução à teoria sociológica de
Talcott Parsons. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.
56
SOCIOLOGIA IV
EMENTA:
Estudos sobre a produção sociológica brasileira: tendências, contexto histórico e
principais obras.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Promover uma reflexão sócio-histórica acerca da gênese do pensamento social
brasileiro durante a segunda metade do século XIX e início do século XX, chamando
atenção para a presença recorrente do tema da mestiçagem, da raça, das
classificações étnicas e regionais no interior do pensamento social brasileiro.
Imprimir uma discussão que permita constatar os mecanismos de dominação e
exclusão étnico-raciais, assim como a intensificação dos conflitos e das formas de
controle étnico-raciais após a abolição da escravidão e Proclamação da República
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
FREYRE, Gilberto. Interpretação do Brasil. Rio de Janeiro: José Olimpio, 1971.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26ª ed. 11ª reimpressão. São
Paulo: Cia. das Letras, 2001 [1936].
FERNANDES, Florestan. A sociologia no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1977.
IANNI, Octávio. Sociologia e sociedade no Brasil. São Paulo: Alfa-Omega, 1975.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BOMFIM, Manoel. A América Latina: males de origem. Rio de Janeiro: Topbooks,
1993.
CARVALHO, José Murilo de. “As conferências radicais do Rio de Janeiro: novo
espaço de debate”. In: CARVALHO, José Murilo. Nação e cidadania no Império:
novos horizontes. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
FERNANDES, Florestan. A Integração do negro na sociedade de classes. ALONSO,
Angela. Ideias em movimento: a geração de 1870 na crise do Brasil-Império. Rio de
Janeiro: Paz e Terra, 2002.
LARRETA, Enrique Rodrigues e GIUCCI, Guilhermo. Gilberto Freyre: uma biografia
cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007
PRADO JR., Caio. A revolução brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1966.
METODOLOGIA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS
EMENTA:
Formas de conhecimento. Abordagens filosóficas da ciência. O conhecimento
científico e as Ciências Sociais. Paradigmas metodológicos. Os métodos qualitativos
e quantitativos.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Possibilitar aos alunos, conhecimentos sobre as significações epistemológicas
postuladas pelo método científico para análise e interpretação da realidade,
57
incentivando-os para a adoção de habilidades e proficiência na área da pesquisa
social de maneira interdisciplinar.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
POPPER, Karl Raimund. Lógica das Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Tempo
Brasileiro; Rio de Janeiro: Ed. da UnB, 1978.
WEBER, Max; COHN, Gabriel. A "objetividade" do conhecimento nas Ciências
Sociais. 1. ed. São Paulo, SP: Ática, 2006.
ELIAS, Norbert; SCOTSON, John L. Os estabelecidos e os outsiders: sociologia das
relações de poder a partir de uma pequena comunidade. Rio de Janeiro, RJ: Jorge
Zahar, c2000.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
POPPER,
Karl
Raimund. Conhecimento
objetivo: uma
abordagem
evolucionária. Belo Horizonte, MG: Itatiaia, 1999.
BOURDIEU, Pierre; BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. Ofício de
sociólogo: metodologia da pesquisa na sociologia. Petrópolis
(RJ): Vozes,
2004.
DURKHEIM, Émile. O
suicídio: estudo de sociologia. São Paulo: Martins
Fontes, 2000.
WEBER, Max. Metodologia das Ciências Sociais. Campinas, SP – Cortez, 2001.
RINGER, Fritz K. A metodologia de Max Weber: unificação das ciências culturais e
sociais. São Paulo: EDUSP, c1997.
MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA
EMENTA:
Elementos teórico-científicos da pesquisa social empírica. A construção do objeto de
investigação. Dados secundários e sua importância para a pesquisa. Técnicas de
levantamento de dados primários e suas implicações metodológicas. Tratamento da
informação e análise de dados.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Possibilitar aos alunos conhecimentos dos diferentes métodos e técnicas de
levantamento e análise de dados de pesquisa em Ciências Sociais e elaboração de
projetos de pesquisa.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
AGRESTI, Alan & FINLAY, Bárbara. Métodos Estatísticos para as Ciências Sociais.
São Paulo: Penso-Artmed, 2012
BOUDON, R. Os métodos em Sociologia. São Paulo: Ática, 1989.
CHIZZOTTI, Antônio. Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais. Rio de
Janeiro: Vozes, 2006.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BABBIE, Earl. Métodos de Pesquisas em Survey. Belo Horizonte – MG: Editora
UFMG, 2005.
58
CHARMAZ, Kathy. Construção da teoria fundamentada: guia prático para análise
qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009.
FLICK, Uwe. Qualidade na pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009. FLICK,
Uwe. Uma introdução à pesquisa qualitativa. tradução Sandra Netz. Porto Alegre :
Bookman , 2004.
GIBBS, Graham. Análise de dados qualitativos. Porto Alegre, Bookman, 2009.
PEREIRA, Júlio Cesar. Análise de dados qualitativos: estratégias metodológicas
para as ciências da saúde, humanas e sociais. 3. ed. São Paulo: EDUSP: FAPESP,
2001.
.
5.8.2- CONTEÚDOS CURRICULARES DE FORMAÇÃO COMPLEMENTAR
INTRODUÇÃO Á EAD
EMENTA:
A Educação a Distância como uma modalidade de organização curricular, com
possibilidades de (res)significar paradigmas educacionais. A organização de um
sistema de Educação a Distância: a tutoria; a produção de material didático; o
sistema de gestão; o processo de comunicação; o processo de avaliação.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE: Problematizar como a inclusão digital pode
ser uma política que reduz formas de desigualdade, como aquela relacionada a
monopolização do conhecimento e da informação. Refletir sobre as possibilidades
da construção de ferramentas técnicas que permitam o acesso de deficientes
auditivos e visuais ao conteúdo dos Cursos ministrados na modadildade EAD.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ALVES, L. NOVA C.(Org.). Educação a distância: uma nova concepção e
aprendizado e interatividade. São Paulo:Futura,2003.
LITWIN,E.(Org.).Tecnologiaeducacional:política,históriasepropostas.PortoAlegre:Art
Med,1997.
SILVAJUNIOR,J.dosR..Reformasdoestadoedaeducaçãoeaspolíticaspúblicasparaafor
maçãodeprofessoresa distância: implicações políticas eteóricas. In: Revista
Brasileira deEducação – ANPED. Rio deJaneiro, Set/dez 2003,p.78‐94.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
PETERS, O. Didática do ensino a distância. São Leopoldo: UNISINOS, 2001.
PRETI, O. Autonomia do aprendiz na educação a distância: significados e
dimensões. In: ______. (Org.). Educação a distância: construindo significados.
Cuiabá: NEAD/IE – UFMT; Brasília, DF: Plano, 2000. p. 125-145.
SILVA, M. EAD on-line, cibercultura e interatividade. In: ALVES, L.; NOVA, C. (Org.).
Educação a distância: uma nova concepção de aprendizado e interatividade. São
Paulo: Futura, 2003. p. 51-73.
59
VIGNERON, J. A universidade aberta e o trabalhador estudante. In: KUNSCH, M. M.
K. (Org.). Comunicação e educação: caminhos cruzados. São Paulo: Loyola, 1986.
p. 355-359.
______. Comunicação interpessoal e formação permanente. São Paulo: Angellara
Editora, 1997.
GEOGRAFIA HUMANA
EMENTA:
Compreender a dinâmica e as transformações do espaço mundial, no atual contexto
da globalização. Aprender o papel dos países do Terceiro Mundo na nova divisão
internacional do trabalho e suas perspectivas socioeconômicas. Analisar os
processos de desenvolvimento econômico e social e a problemática espacial
intrínseca aos processos de apropriação/expropriação.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Refletir sobre o impacto da intervenção do homem no meio ambiente a partir de uma
discussão sobre a “sociedade do risco”, mostrando a necessidade de
problematizarmos os limites da racionalidade instrumental e do paradigma do
crescimento econômico.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ANDRADE, M. C. Geopolítica do Brasil. São Paulo: Ática.
BECKER, B. & MIRANDA, M. (org.). A Geopolítica do desenvolivmento sustentável.
Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997.
CANO, W. Reflexões sobre o Brasil e a Nova (dês)Ordem Internacional. São Paulo:
Unicamp, FAPESP, 1993.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BECKER, B. A geografia e o resgate da Geopolítica. In: Revista Brasileira de
Geografia. Rio de Janeiro: IBGE, (50), nº especial, 99-126.
CARLOS, A. F. Espaço Indústria. São Paulo: Contexto, 1988.
CLAVAL, Paul. Terra dos Homens. A Geografia. SP. Contexto, 2010.
COSTA, W. M. Geografia Política e Geopolítica. São Paulo: Hucitec-Edusp, 1992.
SANTOS, Milton. A natureza do Espaço. Técnica e tempo. Razão e emoção. 2ª. ed.
São Paulo, Hucitec, 1997.
HISTÓRIA GERAL
EMENTA:
As dimensões e problemas da história através dos processos formadores do mundo
contemporâneo. O mercantilismo, o capitalismo industrial. O papel histórico da
escravidão moderna e a transformação da ordem escravista para a ordem burguesa,
as relações entre Estado e oligarquias, autoritarismo e democracia.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Explicitar os processos formadores do mundo contemporâneo; colonialismo,
mercantilismo, revolução industrial e expansão do capitalismo ocidental, realçando
60
seus rebatimentos nas dimensões étnico-raciais, bem como acentuando como o
desenvolvimento econômico esteve historicamente relacionado à exploração do
meio ambiente.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BERLIN, Ira. Gerações de cativeiro: uma história da escravidão nos Estados Unidos.
Tradução de Julio Castanon. Rio de Janeiro: Record, 2006.
DREIFUSS, René Armand. 1964: A Conquista do estado (ação política, poder e
golpe de classe). 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 1981.
GORENDER, Jacob. A Escravidão reabilitada. São Paulo: Ática, 1990.
KLEIN, Herbert S. A Escravidão africana - América Latina e Caribe. São Paulo:
Brasiliense, 1987.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Formação do Estado e Civilização. Vol. 2.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1993.
HOBSBAWM, Eric. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
___________.Globalização, democracia e terrorismo. São Paulo: Companhia das
Letras, 2007.
___________. A Era dos Impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
___________. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
HISTÓRIA DO BRASIL
EMENTA:
As dimensões e problemas da história do Brasil através dos processos formadores
do mundo contemporâneo. Os principais aspectos da formação social brasileira: o
papel histórico da escravidão, a concentração da propriedade da terra, a
transformação da ordem escravista para a ordem burguesa, as relações entre
Estado e oligarquias, autoritarismo e democracia.
OBJETIVO:
Apresentar os traços da formação histórica brasileira acentuando a exploração do
meio ambiente como mecanismo estratégico tanto no período colonial, como na
contemporaneidade. Explorar os processos de constituição interétnica que
marcaram a historicidade nacional, realçando seus impactos na consolidação de
direitos humanos fundamentais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ALVES, Maria Helena Moreira. Estado e oposição no Brasil: 1964/1984. Petrópolis:
Vozes, 1984.
D’ARAUJO, Maria Celina. A era Vargas. 2ª ed. Coleção Polêmica. São Paulo:
Moderna, 1997.
______________(org.) As instituições brasileiras da Era Vargas. Rio de Janeiro:
EdUERJ &
FGV, 1999.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
61
FAUSTO, Boris. A Revolução de 1930. 10ª edição, São Paulo: Brasiliense, 1986.
FERREIRA, Jorge. Trabalhadores do Brasil: o imaginário popular 1930/1945. Rio de
Janeiro: FGV, 1997.
GOMES, Angela de Castro. A Invenção do trabalhismo. 2ª edição, Rio de Janeiro:
Relume Dumará, 1994.
SOARES, Décio. A Formação do estado burguês no Brasil. 2ª edição, Rio de
Janeiro: Paz e Terra,
1990.
VIOTTI DA COSTA, Emília. Da Monarquia à República. 6ª edição. São Paulo:
Brasiliense, 1994.
HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA
EMENTA:
História da África e dos africanos no Brasil. História indígena e indigenismo no
Brasil. Relações étnico-raciais no Brasil. Culturas afro-brasileiras e indígena.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Essa disciplina tem como objetivo principal proporcionar ao aluno uma compreensão
das relações entre grupos étnicos presentes na história e sociedade brasileiras.
Focaliza-se a especificidade da presença de povos autóctones e transplantados
para o Brasil durante o escravismo colonial. Também se pretende viabilizar a
compreensão da expansão do campo indigenista no país, focalizando experiências
históricas de políticas implantadas em diferentes momentos e as relações
estabelecidas entre o Estado e esses povos; proporcionando ao aluno uma
formação acadêmica engajada com contextos contemporâneos de direitos históricos
e constitucionais de grupos étnicos. É uma disciplina vinculada ao entendimento de
direitos históricos desses grupos étnicos presentes no Brasil contemporâneo.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ALMEIDA, Luiz Sávio de (Org.). O negro no Brasil: estudos em homenagem a Clovis
Moura. Maceió: EDUFAL, 2003
FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. São Paulo: Editora Vozes, 2000.
OLIVEIRA FILHO, João Pacheco de (Org). A viagem da volta: etinicidade, política e
reelaboração no Nordeste Indígena. 2. ed. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2004.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ANTROPOLOGIA e identificação: os antropólogos e a definição de terras indígenas
no Brasil, 1977-2002. Rio de Janeiro: Contra Capa: 2005
CUNHA,
Marianno
Carneiro
da;
VERGER,
Pierre. Da
senzala
ao
sobrado: arquitetura brasileira na Nigéria e na República Popular do Benim. São
Paulo: Nobel: EDUSP, 1985.
MATTOS, R. A..História e cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2007.
RAMOS, Arthur As Culturas Negras no Novo Mundo. 4ª Ed. Maceió: Edufal, 2013.
RIBEIRO, Darcy Os índios e a civilização : a integração das populações indigenas
no Brasil moderno Petrópolis: Vozes. 1982.
62
5.8.3- DISCIPLINAS DE FORMAÇÃO DOCENTE
DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
EMENTA:
Estudo dos processos psicológicos do desenvolvimento humano e da aprendizagem
na adolescência e na fase adulta, relacionando-os com as diversas concepções de
homem e de mundo, identificando a influência das diferentes teorias psicológicas na
educação, numa perspectiva histórica. Relação entre situações concretas do
cotidiano do adolescente e do adulto com as concepções teóricas de aprendizagem
estudadas, considerando os fundamentos psicológicos do desenvolvimento nos
aspectos biológico, cognitivo, afetivo e social na adolescência e na fase adulta
através das principais teorias da Psicologia do Desenvolvimento.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Sistematizar, em uma abordagem panorâmica, os conceitos básicos da Psicologia,
introduzindo sua relação com a Educação no que diz respeito aos ciclos da vida e à
natureza sociocultural do desenvolvimento humano e analisar criticamente as
principais abordagens teóricas da Psicologia da Aprendizagem, suas implicações
nas práticas pedagógicas e nos processos de ensino e aprendizagem.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ABERASTURY, A. e KNOBEL, M. Adolescência Normal. Porto Alegre: Editora Artes
Médicas,1981.
BECKER, Fernando. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos. Educação e
Realidade. Porto Alegre, 19 (1): 89-96, jan./jun. 1993.
CASTRO, Amélia Domingues de. Piaget e a Didática: ensaios. São Paulo, Saraiva.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
HENRIQUES, Maria Helena et alii - Adolescentes de Hoje, Pais do Amanhã: Brasil.
HURLOCK, E. B. - Desenvolvimento do Adolescente - São Paulo: McGraw-Hill,
1979.
INHELDER, B. e PIAGET, J. Da Lógica da Criança à Lógica do Adolescente: Ensaio
sobre a Construção das Estruturas Operatórias Formais. São Paulo: Livraria Pioneira
Editores, 1976.
KAPLAN, Helen Singer - Enciclopédia Básica de Educação Sexual - Rio de Janeiro:
Record, 1979.
KLEIN, Melanie - Psicanálise da Criança - São Paulo: Editora Mestre Jou, 1975.
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO
EMENTA:
As Ciências e o Conhecimento Científico: sua natureza e o modo de construção nas
Ciências Humanas e Sociais. Diferentes formas de conhecimento da realidade. A
construção do conhecimento científico e a pesquisa em educação. Aspectos
técnicos do trabalho científico. Diretrizes para a leitura, análise e interpretação de
textos.
63
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Analisar autores e textos originais que fundamentam a Teoria do Conhecimento e
compreender os problemas essenciais do fenômeno do conhecimento.
Compreender conceitos básicos inseridos nos processos de leitura e produção
textual, reconhecendo suas implicações para a formação do sujeito crítico (alunoleitor e produtor de textos). Desenvolver competências no campo da leitura e da
escrita necessárias à vida acadêmica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ALVES – MAZOTTI, A. J.e GWANDSZNAJDER, F. O método nas Ciências naturais
e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998. BRANDÃO,
Z. (org.) A crise dos paradigmas e educação. São Paulo: Cortez, 1994.
CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez, 1995.
DEMO, P. Introdução à metodologia da ciência. São Paulo: Atlas, 1987.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
FAZENDA, I. (Org.) Novos enfoques da pesquisa educacional. São Paulo: Cortez,
1994.
LAVILLE, C. e DIONNE, J. Construção do Saber: manual de metodologia da
pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda; Belo
Horizonte: Editora UFMG, 1999.
PÁDUA, E. M. M. de. Metodologia da pesquisa. Campinas/SP: Papirus, 2000.
TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em Ciências Sociais: a pesquisa
qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.
RAMPAZZO, L. Metodologia Científica. São Paulo: Loyola, 2002.
PESQUISA EDUCACIONAL
EMENTA:
Pressupostos e características da pesquisa em educação. A pesquisa quantitativa e
qualitativa em educação. Diferentes abordagens metodológicas de pesquisa em
educação. Fontes de produção da pesquisa educacional: bibliotecas, meios
informatizados, leitura e produção de textos e artigos com diferentes abordagens
teóricas. Etapas de um projeto de pesquisa educacional para o Trabalho de
Conclusão de Curso. O profissional da educação frente aos desafios atuais no
campo da pesquisa educacional.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Subsidiar a compreensão do aluno sobre as técnicas de pesquisa e sobre a
disciplina de Sociologia no ensino médio.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BECKER, Howard. (1999). “Métodos de pesquisa em Ciências Sociais”. Hucitec: São
Paulo.
GATTI, Bernardete. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília:
Plano, 2002.
64
MINAYO, M. Cecília de Souza (org). Pesquisa social: teoria, método e criatividade.
Petrópolis, RJ: Vozes, 1994. (.)
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ANDRÉ, Marli E. D. A. Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 1995.
BOURDIEU, P; CHAMBOREDON, J.C; PASSERON, J.C. (2007)“Ofício de
Sociólogo”. Metodologia da pesquisa na sociologia. Petrópolis, Rio de Janeiro.
GARCIA, Regina L. (Org.) Método: pesquisa com o cotidiano. RJ: DP&A, 2003.
SANTOS-FILHO, José e GAMBOA, Silvio. (Orgs.) Pesquisa educacional:
quantidade-qualidade. SP: Cortez, 1995.
SILVA, Ileizi Fiorelli. (2007). “A sociologia no ensino médio: os desafios institucionais
e epistemológicos para a consolidação da disciplina”. Cronos, Natal-RN, v. 8, n. 2, p.
403-427,
jul./dez.
http://www.labes.fe.ufrj.br/didatica_especial/textos/ileizi_fiorelli_silva.pdf
PLANEJAMENTO, CURRÍCULO E AVALIAÇÃO
EMENTA:
Estudo dos princípios, fundamentos e procedimentos do planejamento, do currículo
e da avaliação, segundo os paradigmas e normas legais vigentes norteando a
construção do currículo e do processo avaliativo no Projeto Político Pedagógico da
escola de Educação Básica.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Desenvolver uma genealogia do currículo no âmbito das reformas educacionais,
examinando-o como tecnologia política constituída por disCursos econômicos,
políticos, epistemológicos, culturais e sociais. Bem como analisar os fundamentos
teóricos da avaliação educacional na dimensão de uma política situada histórica e
culturalmente, de modo a conhecer e a problematizar concepções de avaliação da
aprendizagem para repensar o processo educativo e a construção do saber crítico
comprometido com necessidades sociais contemporâneas: inclusão, educação
ambiental, direitos humanos, relações étnico-raciais etc.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
COSTA, Marisa Vorraber (org). O currículo nos limiares do contemporâneo . 2ª
edição. Rio de Janeiro: DP& A, 1999.
GADOTI, Moacir. Projeto Político Pedagógico da Escola: fundamentos para a sua
realização in GADOTTI, Moacir e ROMÃO, José Eustáquio. Autonomia da escola:
princípios e propostas. Guia da escola Cidadã. São Paulo: Cortez, 1997. pp 33-41.
ZABALA, Antoni. Conhecer o que se aprende, um instrumento de avaliação para
cada tipo de conteúdo. V Seminário Internacional de Educação do Recife. Recife,
2001.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
HERNANDEZ, Fernando. Repensar a função da escola a partir dos projetos de
trabalho. PÁTIO revista Pedagógica nº 6 AGO/OUT 1998.
65
HERNANDEZ, Fernando e VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por
projetos de trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. 5º ed. Porto Alegre:
ARTMED, 1998.
LUCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teórico-metodológicos.
Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.
MORAES, Mª Cândida. O paradigma educacional emergente. Campinas, SP:
Papirus, 1997.
ROMÃO, José Eustáquio. Avaliação Dialógica: desafios e perspectivas. São Paulo:
Cortez, 1998 (Guia da Escola Cidadã v.2).
POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
EMENTA:
A Educação escolar brasileira no contexto das transformações da sociedade
contemporânea. Análise histórico-crítica das políticas educacionais, das reformas de
ensino e dos planos e diretrizes para a educação escolar brasileira. Estudo da
estrutura e da organização do sistema de ensino brasileiro em seus aspectos legais,
organizacionais, pedagógicos, curriculares, administrativos e financeiros,
considerando, sobretudo a LDB (Lei 9.394/96) e a legislação complementar
pertinente.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Proporcionar elementos para a análise das concepções e estratégias de gestão e de
financiamento da educação complementar dos no Brasil contemporâneo.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
AGUIAR, Márcia Ângela. A formação do profissional da educação no contexto da
reforma educacional brasileira. In: FERREIRA, Naura Syria Carapeto(org.).
Supervisão educacional para uma escola de qualidade. 2ª ed. – são Paulo: Cortez,
2000.
BRASIL. Lei de diretrizes e bases da educação nacional: (Lei 9.394/96) /
apresentação Carlos Roberto Jamil Cury. 4ª ed.- Rio de Janeiro: DP & A, 2001.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Brasília. Presidência da República.
2003.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília. Conselho
Nacional de Educação. 2001.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BRASIL. Plano Nacional de Educação. Brasília. Senado Federal, UNESCO, 2001.
BRZEZINSKI, Iria (Org.) LDB interpretada: diversos olhares se entrecruzam. São
Paulo:Cortez, 2000.
FÁVERO, Osmar (Org.) A educação nas constituintes brasileiras (1823-1988). 2ª ed.
Campinas, SP: autores Associados, 2001.
LIBÂNEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Ferreira de; TOSCHI, Mirza Seabra.
Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. 2º ed., São Paulo: Cortez,
2005.
VERÇOSA, Elcio de Gusmão (org.).Caminhos da Educação da Colônia aos Tempos
Atuais. Maceió/São Paulo. Ed. Catavento:2001.
66
PROFISSÃO DOCENTE
EMENTA:
A constituição histórica do trabalho docente. A natureza do trabalho docente.
Trabalho docente e relações de gênero. A autonomia do trabalho docente. A
proletarização do trabalho docente. Papel do Estado e a profissão docente. A
formação e a ação política do docente no Brasil. A escola como locus do trabalho
docente. Profissão docente e legislação.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Refletir sobre a trajetória de formação dos professores de sociologia no ensino
médio e analisar as metodologias de formação inicial de docentes na Licenciatura de
Ciências Sociais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
CHARLOT, Bernard. Formação dos professores e relação com o saber. Porto
Alegre: ARTMED, 2005.
ESTRELA, Maria Teresa (Org.) Viver e construir a profissão docente. Porto,
Portugal: Porto, 1997.
LESSARD, Claude e TARDIF, Maurice. O trabalho docente. SP: Vozes, 2005.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
COSTA, Marisa V. Trabalho docente e profissionalismo. Porto alegre: Sulina, 1996.
ESTEVE, José M. O mal-estar docente: a sala de aula e a saúde dos professores.
Bauru, SP: EDUSC,1999.
HYPOLITO, Álvaro. L. M. Trabalho docente, classe social e relações de gênero.
Campinas: SP: Papirus, 1997.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes,
5a. ed., 2002.
PROJETO PEDAGÓGICO E GESTÃO DO TRABALHO ESCOLAR
EMENTA:
A Escola como organização social e educativa. As Instituições escolares em tempos
de mudança. O planejamento escolar e o Projeto Político-Pedagógico: pressupostos
e operacionalização. Concepções de organização e gestão do trabalho escolar.
Elementos constitutivos do sistema de organização e gestão da escola. Princípios e
características da gestão escolar participativa. A participação do professor na
organização e gestão do trabalho da escola.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Proporcionar elementos para a análise das instituições escolares, o que inclui o
Planejamento Escolar e o Projeto Político-Pedagógico.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BICUDO, M. A. V. e SILVA JÚNIOR, M. A. Formação do educador: organização da
escola e do trabalho pedagógico. V.3. São Paulo: ENESP, 1999.
67
LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da escola: Teoria e Prática. 5ª ed. Goiânia:
Alternativa, 2004.
PETEROSKI, H. Trabalho coletivo na escola. São Paulo: Pioneira Thomson Lerning,
2005.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
LIMA, Licínio C. A Escola como organização educativa. São Paulo: Cortez, 2001.
VASCONCELOS, Celso dos S. Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e
Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2001.
VEIGA, I. P. A. e RESENDE, L. M. G. (Orgs). Escola: espaço do Projeto PolíticoPedagógico. São Paulo: Papirus, 1998.
VEIGA, I. P. A. e FONSECA, Marília (Orgs.)As Dimensões do Projeto PolíticoPedagógico. São Paulo: Papirus, 2001.
VIEIRA, Sofia Lerche (Org.). Gestão da escola: desafios a enfrentar. Rio de Janeiro:
DP&A , 2002.
LIBRAS
EMENTA:
Adquirir conhecimento em LIBRAS. Soletração. Expressar. Usar bastante a
percepção visual. Conhecer expressão facial e corporal. Usar CLASSIFICADORES.
Conhecer a Educação de Surdos. Proporcionar o conhecimento da Educação de
Surdos e o aprendizado básico da Língua de Sinais – LS.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Propiciar a aprendizagem de aspectos culturais e linguísticos gerais e de uso de
Libras, através de situações contextualizadas e que consideram o processo de
inclusão.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BRITO, Lucinda Ferreira. Por uma gramática de Língua de Sinais. Rio de Janeiro:
Tempo Brasileiro: UFRJ, Departamento de Linguística e Filologia, 1995.
FELIPE, Tanya A. Libras em contexto: Curso básico, livro do estudante cursista.
Brasília: Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos, MEC, SEESP, 2001.
QUADROS, Ronice M., KARNOPP, Lodernir Becker. Línguas de sinais brasileira:
estudos lingüísticos. Porto Alegre: Artmed, 2004.
BIBLIGOGRAFIA COMPLEMENTAR:
COUTNHO, Denise. Libras e Língua Portuguesa: semelhanças e diferenças. João
Pessoa Editor: Arpoador, 2000.
GESSER, Audrei. Libras? Que língua é essa? São Paulo, Editora Parábola: 2009.
LOPES FILHO, Otacílio (org.) Tratado de fonoaudiologia. São Paulo: Roca, 1997.
SACKS, Oliver W. Vendo Vozes: uma viagem a mundo dos surdos. São Paulo:
Companhia das Letras, 1998.
SALLES, Heloísa M. M. Lima et. al. Ensino de língua portuguesa para surdos:
caminhos para uma prática. 2 v. Programa Nacional de Apoio à Educação de
Surdos. Brasília, MEC, SEESP, 2005.
68
PROJETOS INTEGRADORES I, II, III, IV, V, VI E VII
EMENTA:
Elemento integrador das disciplinas de cada semestre letivo estruturado a partir de
atividades interdisciplinares em conformidade com a especificidade de cada Curso.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Refletir sobre a trajetória de formação dos professores de sociologia no ensino
médio. Analisar as metodologias de formação de docentes na Licenciatura de
Ciências Sociais, com ênfase na prática de ensino e de modo a viabilizar uma
perspectiva que permita o tratamento transversal de questões como a inclusão, a
educação ambiental e as questões étnico-raciais, com foco, inclusive, nas atividades
de caráter extensionistas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
PARÂMETROS
CURRICULARES
NACIONAIS.
Disponível
em
<
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/cienciah.pdf>. Acessado em 20/03/2013.
PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO PARA O ENSINO MÉDIO E GUIA
PNLD 2012 – Ensino Médio Disponível em: <http://www.fnde.gov.br/programas/livrodidatico/guia-do-livro/item/2988-guia-pnld-2012-ensino-m%C3%A9dio>.
Acessado
em 20/03/2013.
DOCUMENTOS REFERENTES AOS CURSOS DE CIÊNCIAS SOCIAIS NA
SECRETARIA
DE
EDUCAÇÃO
BÁSICA.
Disponível
em:
<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=293&Itemi
d=358>>. Acessado em 20/03/2013.
PLANO POLÍTICO PEDAGÓGICO DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS
SOCIAIS – Licenciatura, 2013.
BIBLIGOGRAFIA COMPLEMENTAR:
HANDFAS, Anita; OLIVEIRA, Luiz F. (Orgs.). A sociologia vai à escola: história,
ensino e docência. Rio de Janeiro: Quartet: FAPERJ, 2009.
MORAES, A. C. Licenciatura em Ciências Sociais e ensino de Sociologia: entre o
balanço e o relato. Tempo Social, São Paulo, v. 15, n. 1, Abr. p. 5-20, 2003
OLIVEIRA, A. A formação de professores de Ciências Sociais frente às políticas
educacionais. Crítica e Sociedade: revista de cultura política, Uberlândia, v. 3, n. 2,
Dez, p. 132-152, 2013.
OLIVEIRA, A.; BARBOSA, V. S. L. Formação de professores em Ciências Sociais:
desafios e possibilidades a partir do Estágio e do PIBID. Revista Inter-Legere, Natal,
n. 13, p. 140-162, 2013.
TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.
ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO
ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
EMENTA:
69
Conhecimento do espaço escolar em suas múltiplas dimensões. Elementos e
relações internas e externas que compõem o espaço escolar. Estrutura
administrativa e pedagógica da escola pública e particular. As diversas atividades
escolares, com ênfase em Ciências Sociais.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Refletir e atuar mediante a articulação de teoria e prática fundamentada na pesquisa
científica, a vivência e a análise de práticas da gestão escolar.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
AYRES, Antonio Tadeu. Prática pedagógica competente. Petrópolis: Vozes, 2004.
CANDAU, V. M. (org). Reinventando a escola. Petrópolis: Vozes, 2000
FERREIRA, Norma Syria. Formação continuada e gestão da educação. São Paulo:
Cortez, 2003
MOREIRA, A. F. B. (org). Currículo: questões atuais. 2 ed. Campinas: Papirus, 2000.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
MICELI, Sérgio. História das Ciências Sociais no Brasil. Vol. 1. São Paulo: Sumaré,
2001.
MICELI, Sérgio. História das Ciências Sociais no Brasil. Vol. 2. Sao Paulo: Sumaré,
1995.
MULLER, Ademir. Avaliação institucional da gestão da escola pública. Santa Cruz
do Sul. Edumisc, 2001.
OLIVEIRA, A.; BARBOSA, V. S. L. Formação de professores em Ciências Sociais:
desafios e possibilidades a partir do Estágio e do PIBID. Revista Inter-Legere, Natal,
n. 13, p. 140-162, 2013.
PINTO, José Madureira. Propostas para o ensino das Ciências Sociais. Lisboa:
Afrontamento, 1994.
ESTÁGIO SUPERVISIONADO II
EMENTA:
Conhecimento do espaço escolar em suas múltiplas dimensões. Elementos e
relações internas e externas que compõe o espaço escolar. Legislação e Ensino das
Ciências Sociais. O ensino das Ciências Sociais no Brasil. O ensino das Ciências
Sociais no estado de Alagoas. O ensino das Ciências Sociais e as metodologias
específicas para os diversos programas educacionais: educação indígena, educação
à distancia, educação especial, educação infantil, educação rural e educação em
assentamentos rurais de reforma agrária.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Oportunizar aos alunos o conhecimento da história da educação no Brasil. Realizar
diagnóstico das escolas da região. Refletir sobre a trajetória de formação dos
professores de sociologia no ensino médio. Analisar as metodologias de formação
de docentes na Licenciatura de Ciências Sociais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ARANTES, Jorge. Programa especial de educação. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.
70
BEHRENS, Marilda. Paradigma emergente e a prática pedagógica. Petrópolis:
Vozes, 2005.
HANNAS, Maria Lúci; PEREIRA, Ieda Lúcia Lima. Nova prática pedgógica. São
Paulo: Gente, 2000.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BUENO, José Geraldo Silveira. Educação especial brasileira. São Paulo: Educ,
2004.
CANDAU, V. M. (org). Reinventando a escola. Petrópolis: Vozes, 2000.
GOMES, Nilma Lino; PETRONILHA, Beatriz Gonçalves. Experiências étnicoculturais para a formação de professores. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.
MAZOTTA, Marcos José da Silveira. Educação especial no Brasil. São Paulo:
Cortez, 1996.
MENEGHETTI, Rosa Gitana; GAIO, Roberta. Caminhos pedagógicos da educação
especial. Petrópolis, Vozes, 2004.
ESTÁGIO SUPERVISIONADO III
EMENTA:
Preparação, execução e avaliação de projeto de ensino/aprendizagem. Vivência
direta da prática de ensino em Ciências Sociais, através da regência de classe, em
escolas públicas, privadas ou em programas/projetos educacionais. Preparação de
relatório com a apresentação das atividades desenvolvidas em sala de aula.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Elaborar até o final do semestre um portfólio de aulas de sociologia para o ensino
médio. Refletir sobre metodologias de ensino destinado aos alunos do ensino médio
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BEHRENS, Marilda. Paradigma emergente e a prática pedagógica. Petrópolis:
Vozes, 2005.
CANDAU, V. M. (org). Reinventando a escola. Petrópolis: Vozes, 2000.
HANNAS, Maria Lúcia; PEREIRA, Ieda Lúcia Lima. Nova prática pedagógica. São
Paulo: Gente, 2000.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
CARLOS, A. F. A.; OLIVEIRA, A. U. (org). Reformas no mundo da educação.
Parâmetros Curriculares e Geografia. São Paulo: Contexto, 1999.
MORAES, A. C. Licenciatura em Ciências Sociais e ensino de Sociologia: entre o
balanço e o relato. Tempo Social, São Paulo, v. 15, n. 1, Abr. p. 5-20, 2003
MOREIRA, A. F. B. (org). Currículo: questões atuais. 2 ed. Campinas: Papirus, 2000.
OLIVEIRA, A. A formação de professores de Ciências Sociais frente às políticas
educacionais. Crítica e Sociedade: revista de cultura política, Uberlândia, v. 3, n. 2,
Dez, p. 132-152, 2013.
TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.
ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV
71
EMENTA:
Preparação, execução e avaliação de projeto de ensino/aprendizagem com
conteúdos mais diretamente trabalhados nas disciplinas de "Projeto pedagógico e
organização do trabalho escolar" e "Pesquisa educacional. Continuidade da vivência
direta da prática de ensino em Ciências Sociais, através da regência de classe, em
escolas públicas, privadas ou em programas/projetos educacionais. Preparação de
relatório com a apresentação das atividades desenvolvidas em sala de aula.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Realizar regência, conhecendo e compreendendo o funcionamento e organização do
trabalho pedagógico desenvolvido em instituição escolar do ensino médio
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BEHRENS, Marilda. Paradigma emergente e a prática pedagógica. Petrópolis:
Vozes, 2005.
CANDAU, V. M. (org). Reinventando a escola. Petrópolis: Vozes, 2000.
MACHADO, Nilson José. Educação: Projetos e valores. São Paulo: Escrituras, 2000.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
CARVALHO, M. I. Fim de século: a escola e a Geografia. 2 ed. Ijuí/RS: Unijuí, 2003
CUNHA, Luiz Antonio. Educação brasileira: Projetos em disputa. São Paulo: Cortez,
1997.
HANNAS, Maria Lúcia; PEREIRA, Ieda Lúcia Lima. Nova prática pedagógica. São
Paulo: Gente, 2000.
MOREIRA, A. F. B. (org). Currículo: questões atuais. 2 ed. Campinas: Papirus, 2000.
CARLOS, A. F. A.; OLIVEIRA, A. U. (org). Reformas no mundo da educação.
Parâmetros Curriculares e Geografia. São Paulo: Contexto, 1999.
5.8.4- DISCIPLINAS ELETIVAS
ANTROPOLOGIA VISUAL
EMENTA: O contexto de formação e desenvolvimento da Antropologia Visual. Os
usos da imagem e seus significados na prática dos estudos antropológicos. As
diferentes inter-relações entre o uso de registros etnográficos imagísticos (fílmicos,
fotográficos e sonoros) e a produção de conhecimento antropológico. Antropologia
visual e metodologia da pesquisa etnográfica.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Trata-se de proporcionar um entendimento dessa especialidade da Antropologia que
lida com métodos e técnicas relacionados aos registros imagéticos e/ou de áudio
etnográficos. Dessa forma, é uma disciplina que fornece ferramentas metodológicas
de práticas de pesquisa etnográfica, podendo se articular com contextos em que se
72
literalmente dá visibilidade às minorias sociais e/ou étnicas, servindo de instrumento
de defesa de direitos humanos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ANDRADE, Rosane de. Fotografia e antropologia: olhares fora-dentro. 2. ed. São
Paulo: Estação Liberdade; EDUC; FAPESP, 2005. 132 p.
ECKERT, Cornelia e ROCHA, Ana Luiza C. “Etnografia na rua e câmera na mão”.
Revista Studium, Instituto de Artes Campinas SP, v. 8, p. 1-10, 2002 [disponível em
http://www.studium.iar.unicamp. br/oito/2.htm]
PESSIS, Anne-Marie. Registro visual na pesquisa em ciências humanas. Recife: Ed.
da UFPE, 2000. 124p.
MACHADO, Arlindo. Pré-cinemas & pós-cinemas. 4. ed. Campinas, SP: Papirus,
2007.
MARTINS, José de Souza. Sociologia da fotografia e da imagem. São Paulo, SP:
Contexto, 2008.
SAMAIN, Etienne. O fotográfico. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 2005
______, “Ver” e “Dizer” na tradição etnográfica: Bronislaw Malinowski e a fotografia.
In: Horizontes Antropológicos nº2, Antropologia Visual. PPGAS/UFRGS, 1995.
[Disponível em http://www6.ufrgs.br/ppgas/ha/pdf/n2/HA-v1n2a04.pdf]
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
ALVES, Andre; SAMAIN, Etienne. Os argonautas do mangue. Campinas, SP: Ed. da
UNICAMP; S?o Paulo: Impr. Oficial, 2004.
BARBOSA, Andrea; CUNHA, Edgar Teodoro da. Antropologia e imagem. Rio de
Janeiro: J. Zahar, 2006.
CANEVACCI, Massimo. A cidade polifonica: ensaio sobre a antropologia da
comunicação urbana. São Paulo: Studio Nobel, 2004.
ECKERT, Cornelia e ROCHA, Ana Luiza C. Etnografia em outras linguagens:
considerações para uma etnografia hipertextual. Revista Brasileira de Ciências
Sociais. Vol 31, nº90, 2016.
MACDOUGALL, David. O filme Etnográfico. Cadernos de Campo. São Paulo, vol 16,
2007.
ETNOGRAFIA: METODOLOGIAS E POLÍTICAS DO TRABALHO DE CAMPO
EMENTA: Orientações metodológicas no desenvolvimento da pesquisa
antropológica; abordagens na pesquisa empírica: estudos comparativos, tipológicos,
monográficos descritivos e laudos antropológicos; definições e alcances do objeto e
do universo de uma investigação; as ferramentas e etapas do trabalho de campo; o
tratamento de dados; os estilos de narrativa etnográfica, os relatórios de pesquisa e
a escrita final do texto antropológico.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Orientar os alunos para compreensão e o uso de métodos e técnicas na pesquisa
etnográfica, viabilizando o processo de reconhecimento e aplicação de direitos
históricos e constitucionais de grupos étnicos, como é o exemplo da elaboração de
laudos antropológicos periciais, de reconhecimento de territorialidades indígena e
73
quilombola etc. Assim, é uma disciplina fundamental para os alunos interessados na
realização de Trabalho de Conclusão do Curso voltados para abordagens empíricas
e aplicação prática do conhecimento antropológico participativo e engajado.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
CLIFFORD, James A Experiência Etnográfica – antropologia e literatura no século
XX. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ,1998.
GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LCT, 1989.
LAPLANTINE, François A Descrição Etnográfica. São Paulo: Terceira Margem,
2004.
OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. O Trabalho do Antropólogo. 2ª Edição. São Paulo:
UNESP, 2000.
SILVA, Vagner Gonçalves da. O antropólogo e sua magia: trabalho de campo e texto
etnográfico nas pesquisas antropológicas sobre religiões afro-brasileiras. São Paulo:
EDUSP, 2000.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
BECKER, Howard S. BECKER, Howard Saul. Segredos e truques da pesquisa. Rio
de Janeiro: Zahar, 2008.
BIANCO, Bela. Antropologia das sociedades contemporâneas: métodos. São Paulo,
SP: Editora UNESP, 2010
GOLDENBERG, Miriam A Arte de Pesquisar – como fazer pesquisa qualitativa em
Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Record, 1997.
MAGNANI, José Guilherme Cantor; TORRES, Lilian de Lucca (Org). Na
metrópole: textos de antropologia urbana. 3. ed. São Paulo: EDUSP: FAPESP, 2008.
JAGGAR, Alisson. Amor e Conhecimento. Emoção na Epistemologia Feminista. In:
Gênero, Corpo e Conhecimento. Rio de Janeiro: Record; Rosa dos Ventos, 1997.
INSTITUIÇÕES POLÍTICAS BRASILEIRAS PÓS-1988
EMENTA: A Constituição de 1988 e as reformas recentes do Estado brasileiro.
Presidencialismo de Coalizão. Relação entre os poderes pós 1988. Análise dos
sistemas partidário e eleitoral brasileiro. Comportamento legislativo.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Os conceitos de respeito mútuo, justiça e a solidariedade. O autocuidado, e vida
coletiva e a política de conservação do meio ambiente. A relação entre Democracia,
Direitos Humanos e Ética. Pluralidade cultural, cidadania e respeito à pessoa
humana.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
AVELAR, Lúcia & CINTRA, Antônio (Org.). Sistema Político Brasileiro: Uma
introdução. São Paulo: Fundação Konrad-Adenauer/Editora da Universidade
Estadual de São Paulo, 2004.
AMES, Barry. Entraves à democracia no Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2003.
AMORIM NETO, Otávio. Presidencialismo e Governabilidade nas Américas. Rio de
Janeiro: Fundação Konrad-Adenauer/FGV, 2006.
74
FIGUEIREDO, Argelina & LIMONGI, Fernando. Executivo e Legislativo na nova
ordem constitucional. Rio de Janeiro: FGV, 1999.
INÀCIO, Magna & RENNÒ, Lúcio (Orgs.). Legislativo brasileiro em perspectiva
comparada. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009.
CARVALHO, Maria Alice; ARAÚJO, Cícero & SIMÕES, Júlio Assis (Orgs.). A
Constituição de 1988: passado e futuro. São Paulo: Editora Hucitec/ANPOCS, 2009.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
MAINWARING, Scott. Sistemas partidários em novas democracias: o caso do Brasil.
Porto Alegre/Rio de Janeiro: Mercado Aberto/FGV, 2001.
MELO, Carlos Ranulfo. Retirando as cadeiras do lugar: migração partidária na
Câmra dos Deputados (1985-2002). Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004.
SANTOS, Fabiano. O poder legislativo no Presidencialismo de Coalizão. Belo
Horizonte: Editora UFMG, 2003.
LAVAREDA, Antônio. A democracia nas urnas: o processo partidário-eleitoral
brasileiro. Rio de Janeiro: Rio Fundo, 1991.
BENEVIDES, Maria Victoria & VANNUCHI, Paulo (Org.). Reforma política e
cidadania. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.
DEMOCRACIA E MOVIMENTOS SOCIAIS
EMENTA:
Estudo sobre os movimentos sociais. Movimentos sociais e democracia. Movimentos
sociais, Estado e a produção de demandas sociais. Redes de Movimentos Sociais e
globalização. Movimentos sociais na ordem brasileira.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
A luta por reconhecimento no campo político. Democracia, justiça social,
responsabilidade e sustentabilidade. Promoção do respeito à diversidade e à
diferença. Inclusão, democracia e acessibilidade.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BOURDIEU, Pierre. Contrafogos 2: por um movimento social europeu. Rio de
Janeiro, RJ: Jorge Zahar Editor, 2001.
LEONELLI, Domingos; OLIVEIRA, Dante de. Diretas já: 15 meses que abalaram a
ditadura. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2004.
ZARTH, Paulo Afonso; MOTTA, Márcia (Org.). Formas de resistência camponesa:
visibilidade e diversidade de conflitos ao longo da história: concepções de justiça e
resistência nos Brasis. São Paulo, SP: UNESP, 2008.
GOHN, Maria da Gloria Marcondes. Movimentos sociais no início do século XXI:
antigos e novos atores sociais. 5. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
MOISES, Jose Alvaro. Alternativas populares da democracia: Brasil, anos 80.
Petrópolis: Vozes: CEDEC, 1982.
75
NOGUEIRA, Arnaldo José França Mazzei. A liberdade desfigurada: a trajetória do
sindicalismo no setor público brasileiro. São Paulo, SP: Expressão Popular, 2005.
ABERS, Rebecca e BÜLOW, Marisa Uon. “Movimentos sociais na teoria e na
prática: como estudar o ativismo através da fronteira entre estado e sociedade?”.
Sociologias, 2011, vol.13, no.28, p.52-84.
GOHN, Maria da Gloria Marcondes. Movimentos sociais e educação. 6. ed. rev. São
Paulo: Cortez, 2005.
______ . “Abordagens teóricas no estudo dos movimentos sociais na américa latina”.
Caderno CRH, 2008, vol.21, no.54, p.439-455.
SOCIOLOGIA URBANA
EMENTA:
Teorias sociológicas do fenômeno urbano. Modernização e mudança urbana.
Cultura, cidade e ambiente. Urbanização latino-americana e brasileira. Condições
contemporâneas do fenômeno urbano. Igualdade e desigualdade das condições de
vida nas cidades.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Fornecer conhecimento ao estudante que lhe permita ter uma compreensão
panorâmica de diferentes dimensões da vida urbana e de dinâmicas de conflitos do
passado e do presente, dando-lhe instrumentos para reflexão sobre desigualdades
étnico-raciais, acesso a bens de mobilidade urbana como um direito fundamental,
urbanização e impacto ambiental.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
WACQUANT, Loïc J. D. Os condenados da cidade: estudos sobre marginalidade
avançada. 2. ed. Rio de Janeiro: Revan, 2005.
SASSEN, Saskia. As cidades na economia mundial. São Paulo: Studio Nobel, 1998.
LOJKINE, Jean. O Estado capitalista e a questão urbana. São Paulo: Martins
Fontes, 1997.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
LEPETIT, Bernard; SALGUEIRO, Heliana Angotti. Por uma nova história urbana.
São Paulo: Edusp, 2001.
SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do
século XXI. 12. ed. Rio de Janeiro: Record, 2008
SANTOS, Milton. Economia espacial: críticas e alternativas. 2. ed. : EDUSP, 2003.
CASTELLS, Manuel; CAETANO, Arlene (Trad.). A questão urbana. 4.ed. rev.,
acompanhada de um posfácio (1975). Paz e Terra, 2009
VELHO, Gilberto. Individualismo e cultura: notas para uma antropologia da
sociedade contemporânea
SOCIOLOGIA DA CULTURA
EMENTA:
76
Teorias sociológicas da cultura. Expressão e mimese. Intelectuais e batalhas
culturais. Mercados de bens simbólicos. Análises das artes e diversões. Cultura e
política. Movimentos culturais e cidade. Movimentos sociais e lutas simbólicas.
Etnicidade e pertencimento cultural.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Fornecer ao estudante conhecimento sobre vínculos sociais e lutas simbólicas sob
diferentes perspectivas, particularmente por direitos baseados em sensos de
pertencimento étnico-raciais, conflitos populacionais ligados a intervenções urbanas
e impactos ambientais, acesso a condições de produção, distribuição e consumo de
bens culturais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ADORNO, Theodor W; HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento:
fragmentos filosóficos. Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar, 1985.
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre a literatura e
história da cultura. 7. ed. São Paulo, SP: Brasiliense, 1994.
HABERMAS, Jürgen. Mudança estrutural da esfera pública: investigações quanto a
uma categoria da sociedade burguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro,
2003.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
CASSIRER, Ernst. Ensaio sobre o homem: introducao a uma filosofia da cultura
humana. Martins Fontes, 1994
ELIAS, Norbert. A sociedade de corte: investigação sobre a sociologia da realeza e
da aristocracia de corte = Die höfische gesellschaft.Rio de Janeiro: J. Zahar, 2001.
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993 2v
WEBER, Max. Economia e
sociedade: fundamentos da
sociologia
compreensiva. 5. ed. Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 2009.
GARCIA CANCLINI, Nestor. Consumidores e cidadãos: conflitos multiculturais da
globalizacão. 4. ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 2001.
SOCIOLOGIA DA RELIGIÃO
EMENTA
Abordagens teóricas e pesquisas especializadas sobre o fenômeno religioso.
Secularização e direções contemporâneas das práticas religiosas.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
A disciplina retoma temas e questões já apresentadas em outras disciplinas de
semestres anteriores (Introd. às ciências sociais, sociologia 1, Antropologia 1,
Projetos Integradores 2) e reorganiza os conteúdos de forma a criar uma sinergia
sobre a aplicabilidade temática dos conteúdos introduzidos por outras disciplinas,
aprofundando e redirecionando o debate sobre o tema especifico
(fenômeno religioso) e incorporando em suas atividades avaliativas a dimensão da
prática profissional.
77
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
DURKHEIM, Emile. As formas elementares da vida religiosa. SP: Martins Fontes.
ELIADE, Mircea. Imagens e símbolos: ensaios sobre o simbolismo mágico-religioso.
São Paulo: M. Fontes, 2002.
WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. 5.
ed. Brasília, DF: Editora Universidade de Brasília, 2009.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:
QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. O messianismo no Brasil e no mundo. 3. ed.
São Paulo: 2003. Alfa-Omega 440p
BASTIDE, Roger. O sagrado selvagem e outros ensaios. São Paulo: Companhia das
Letras, 2006. 275 p.
MAUSS, Marcel. Sociologia e antropologia. Cosac & Naify, 2003. 535 p.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
EVANS-PRITCHARD, E.E. Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande. Rio de
Janeiro: Zahar, 2005.
VIEIRA, David Gueiros. O protestantismo, a maçonaria e a questão religiosa no
brasil. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1980.
SOCIOLOGIA RURAL
EMENTA:
I) Sociologia Rural como campo de conhecimento: entre o passado, o presente e o
futuro. II) O rural e o urbano no Brasil e na América Latina. III) Sociedade Rural,
Capitalismo e Mudança Social: expropriação, acumulação originária, modernização
conservadora, globalização (terminar com uma explanação sobre classes sociais).
IV) Mudança Social e Resistência no campo: movimento sindicais, movimentos
sociais contemporâneos e resistência cotidiana no campo. V) Estudos Rurais e
questões contemporâneas: desenvolvimento territorial e renascimento rural;
pluriatividade, multifuncionalidade e novas identidades; a emergência da questão
ambiental; gênero e etnicidade no campo.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Introduzir o debate sobre a história e dilemas contemporâneos do campo de
conhecimento e seu objeto, bem como apresentar os principais temas de debate da
disciplina, clássicos e contemporâneos.
a) Problematização da história, do objeto e do futuro da disciplina; b) Compreensão
da particularidade do espaços rurais na formação e ocupação do Brasil e América
Latina; c) Estudo das mudanças sociais recentes (desenvolvimento capitalista,
modernização, globalização) e seus efeitos na organização do espaços e relações
sociais no campo; d) Análise das diferentes facetas da resistência social à mudança
no campo: sindicalismo, movimentos sociais tradicionais, novos movimentos sociais,
resistência cotidiana no campo; e) Reconhecimento dos debates e mudanças sociais
contemporâneas no campo: desenvolvimento territorial e renascimento rural;
pluriatividade, multifuncionalidade e novas identidades; a emergência da questão
ambiental; gênero e etnicidade no campo.
78
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
GARCIA, Afrânio. Terra de trabalho: trabalho familiar de pequenos produtores. Rio
de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
MARTINS, Jose de Souza. Os camponeses e a política no Brasil: as lutas sociais no
campo e seu lugar no processo político. Petrópolis: Vozes, 1986.
QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. Cultura, sociedade rural, sociedade urbana no
Brasil: ensaios. Rio de Janeiro: Livros Tecnicos e Cientificos; São Paulo: EDUSP,
1978.
WANDERLEY, Maria de Nazareth Baudel. O mundo rural como um espaço de vida:
reflexões sobre a propriedade da terra, agricultura familiar e ruralidade. Porto Alegre:
UFRGS, 2009.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CARNEIRO, Maria José. Camponeses, agricultores e pluriatividade. Rio de Janeiro:
Contra Capa, 1998.
KAUTSKY, Karl. A questão agrária. Brasília: Nova Cultural, 1998.
MARTINS, Jose de Souza. O cativeiro da terra. São Paulo: Contexto, 2010.
SILVA, Maria Aparecida de Moraes. Errantes do fim do século. São Paulo: UNESP,
1999.
THOMPSON, E. P. Costumes em comum: [estudos sobre a cultura popular
tradicional]. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
SWMRECSÁNYI, Tamás; QUEDA, Oriowaldo. Vida rural e mudança social: leituras
básicas de sociologia rural. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1979.
TERCEIRO SETOR E ONGs
EMENTA
Conceitos e abordagens sobre sociedade civil e terceiro setor. Terceiro Setor no
Brasil. Relações de ONGs com o Estado e com o Mercado. Autonomia do Terceiro
Setor. Sustentabilidade e Autonomia de ONGs. Delimitações e Desenhos de
Profissionalização para Associações e Fundações.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Discutir sobre o terceiro setor a partir das conjunturas acerca da profissionalização
das ONGs, trabalhando as dimensões analíticas de divisão de trabalho social,
sustentabilidade financeira organizacional, autonomia institucional, dentre outras que
dizem respeito à lógica de funcionamento do setor sem fins lucrativos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão. “As Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos
no Brasil: 2010”. Rio de Janeiro: IBGE. (Estudos e Pesquisas. Informação
econômica), 2013.
LANDIM, Leilah. A Invenção das ONGs: do serviço invisível à profissão impossível.
Tese de doutoramento apresentada ao Programa de Pós-Graduação em
Antropologia Social do Museu Nacional e da Universidade Federal do Rio de
Janeiro, 1993.
79
TEIXEIRA, Ana Claudia. Identidades em Construção: as organizações nãogovernamentais no processo brasileiro de democratização. Dissertação de
Mestrado. Universidade de Campinas, 2000. Capítulo 01. Disponível em:
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls000214828
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
COSTA, José Ricardo Ferreira da. Sociedade Civil, Humanitarismo e Utilitarismo: um
estudo empírico sobre os padrões de solidariedade das ONGs da RMR. Dissertação
de Mestrado. Recife / UFPE, 2004.
FERNANDES, Rubem César. Privado, porém público: o Terceiro Setor na América
Latina. 2.ed. Rio de Janeiro: Relume, 1994.
MONTAÑO, Carlos. Terceiro Setor e a questão social: crítica ao padrão emergente
de intervenção social. São Paulo: Cortez, 2002.
FORMAÇÃO DOCENTE E ENSINO DE CIÊNCIAS SOCIAIS/SOCIOLOGIA
EMENTA:
A formação docente. Aspectos do trabalho docente. Reformas educacionais e
políticas curriculares para a formação de professores. A formação docente no Brasil.
Licenciatura em ciências sociais e ensino de sociologia/ciências sociais. Ciências
Sociais no Ensino médio.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
Fomentar a reflexão e compreensão acerca da profissão docente. Promover uma
aproximação em relação à discussão sobre formação docente e ensino de ciências
sociais no Brasil e em Alagoas.
Bibliografia básica
HANDFAS, Anita; OLIVEIRA, Luiz F. (Orgs.). A sociologia vai à escola: história,
ensino e docência. Rio de Janeiro: Quartet: FAPERJ, 2009.
MORAES, A. C. Licenciatura em Ciências Sociais e ensino de Sociologia: entre o
balanço e o relato. Tempo Social, São Paulo, v. 15, n. 1, Abr. p. 5-20, 2003.
OLIVERA, E. A.; OLIVEIRA, A. (Orgs.). Ciências Sociais e Educação: um reencontro
marcado. Maceió: Edufal, 2015.
Bibliografia complementar:
FREITAS. L. K. G. Currículo e formação docente no curso de ciências sociais/UFPA:
configurações, continuidades e rupturas (1963-2011). 2013. 308 f. Tese (Doutorado
em Educação) – Instituto de Ciências da Educação, Universidade Federal do Pará,
Belém, 2013.
MONTEIRO, R. A. Profissão docente: profissionalidade e autorregulação. São Paulo:
Cortez, 2015.
OLIVEIRA, A.; BARBOSA, V. S. L. Formação de professores em Ciências Sociais:
desafios e possibilidades a partir do Estágio e do PIBID. Revista Inter-Legere, Natal,
n. 13, p. 140-162, 2013.
TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.
80
WEBER, S. Profissionalização docente e políticas públicas no Brasil. Educação e
Sociedade, vol. 24, n. 85, p. 1125-1154, 2003.
POLÍTICA E EDUCAÇÃO
EMENTA:
A política educacional no contexto das políticas públicas. A organização dos
sistemas de ensino: contextos internacionais, nacionais e subnacionais. A legislação
educacional.
OBJETIVOS E TRANSVERSALIDADE
É uma disciplina que se busca discutir a política educacional no contexto das
políticas públicas e o Ensino de sociologia. Assim, tem como objetivo principal
abarcar temáticas que subsidiem a produção de conhecimentos nessa área.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
DIAS SOBRINHO, José. Avaliação: políticas educacionais e reformas da educação
superior. São Paulo: Cortez, 2003.
DE TOMMASI, Livia; WARDE, Mirian Jorge; HADDAD, Sergio. O Banco Mundial e
as políticas educacionais. 2.ed. São Paulo: Cortez, 1998.
SAVIANI, Dermeval. Da nova LDB ao FUNDEB: por uma outra política educacional.
3. ed. São Paulo: Autores Associados, 2008.
AZEVEDO, Janete Maria Lins de. A educação como política pública. 3. ed.
Campinas: Autores Associados, 2008.
NEVES, Lúcia Maria Wanderley. Educação e política no Brasil de hoje. 3. ed. São
Paulo: Cortez, 2002. 2005.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
OLIVEIRA, Romualdo Portela de; CATANI, Afrânio Mendes. Constituições estaduais
brasileiras e educação. São Paulo: Cortez, 1993.
ROCHA, Marlos Bessa Mendes da. Educação conformada: a política pública de
educação no Brasil : 1930-1945. Juiz de Fora: UFJF, 2000.
CUNHA, Luiz Antonio. Educação, estado e democracia no Brasil. 5. ed. São Paulo:
Cortez; Niterói: EDUFF, 2005.
5.9-
TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – TIC
A implantação de plataforma de ensino e a capacitação dos docentes da
UFAL para o uso das ferramentas da Tecnologia da Informação e da Comunicação
têm sido pontos estruturantes para a transformação das aulas tradicionais, levando a
universidade para um novo patamar de interação e facilitando a acessibilidade e a
melhor integração de docentes e discentes às atividades acadêmicas.
81
Para essa consolidação a UFAL está se comprometendo com duas ações
básicas preponderantes: a) a substituição dos seus sistemas informatizados
acadêmicos e administrativos; b) reestruturação da rede lógica, em especial o
aumento de velocidade e o alcance da rede, permitindo salas de aula
verdadeiramente eletrônicas.
Está, portanto, atenta as novas tendências e desafios para a sociedade em
um mundo contemporâneo e buscando sempre novas práticas pedagógicas.
O uso das TICs, por parte dos estudantes com necessidades educacionais
favorece não só o aprendizado, mas a participação, com autonomia, na vida
acadêmica. Assim, a UFAL possui o Núcleo de Assistência Educacional – NAE –
visando promover e facilitar a acessibilidade pedagógica, metodológica de
informação e comunicação conforme previstas na Política de Acessibilidade. Desta
forma, os docentes são incentivados a buscar junto a esses núcleos orientações
sobre o uso devido dessas tecnologias.
No Curso de Licenciatura em Ciências Sociais a distância, a formação
ofertada na disciplina Introdução à EAD enseja a aproximação do discente com a
plataforma de aprendizagem, coloca-o em contato com a prática da argumentação
em fóruns temáticos sobre as demandas locais e gerais da aprendizagem e do
ensino de Ciências Sociais.
Um Plano de Tutoria já se encontra implementado, com a atividade tutorial
tendo servido de apoio logístico e apoio aos discentes, supervisão das atividades e
avaliações presenciais e registros em atas. As atividades de tutoria em TIC
funcionam no sentido de criar as condições adequadas de estudos para os
discentes, facilitando a estes o acesso aos laboratórios de informática, biblioteca e
outros espaços pedagógicos do seu pólo de Apoio Presencial, auxiliando-os, ainda,
na organização de suas agendas de estudos e orientando-os na construção de uma
metodologia que atenda às particularidades da modalidade de Educação a
Distância.
O acesso dos alunos aos equipamentos tem sido franqueado nos laboratórios
de informática em seus respectivos polos de apoio presencial, os quais apresentam
data show e computadores, funcionando com sistema Linux e conexão web.
5.10- ACOMPANHAMENTO DOS ALUNOS
Para o acompanhamento do aluno durante o Curso, o Instituto de Ciências
Sociais utilizará o sistema de tutoria. Além disso, os professores também estarão em
contato permanente com os alunos para possíveis orientações.
O aluno terá um acompanhamento sistemático e contínuo em seu processo
de estudo e em suas atividades escolares, feitos pelo tutor presencial, que irá
anotando suas observações em fichas próprias de registro, e pelo tutor a distância,
82
através das ferramentas de acompanhamento e avaliação oferecidas pela
plataforma do Curso.
Serão observados e analisados, entre outros: método de estudo do aluno;
empenho na realização das atividades propostas; interesse e iniciativa para a leitura,
o estudo e a pesquisa; participação nas atividades presenciais; participação nas
videoconferências e nos fóruns; capacidade de questionar, refletir e criticar os
conteúdos e abordagens propostas na disciplina; interlocução com os tutores e
colegas de Curso; acompanhamento das discussões e abordagens propostas no
material didático.
Se necessário, o aluno será aconselhado a reavaliar seu método de estudo.
Neste caso, os tutores providenciarão aconselhamento e/ou providenciarão
intervenções para ajudá-lo a superar as dificuldades de aprendizagem identificadas.
5.11- ATIVIDADES DE TUTORIA
No que concerne às atividades de tutoria, junto ao Curso de Licenciatura em
Ciências Sociais – Licenciatura EAD, as mesmas são definidas a partir das
orientações e definições disponibilizadas pela CAPES e pela UAB, assim como as
disponibilizadas pelo Guia do Tutor, elaborado pela Coordenadoria Institucional de
Educação a Distância (CIED). Nesse sentido, são consideradas atribuições dos
tutores:
Mediar a comunicação de conteúdos entre o professor e estudantes;
Acompanhar as atividades discentes, conforme o cronograma de cada Curso
ou disciplina;
Apoiar o professor da disciplina no desenvolvimento das atividades docentes;
Manter regularidade de acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e
responder às solicitações dos alunos no prazo máximo de 24 horas;
Estabelecer contato permanente com os alunos e mediar as atividades
discentes;
Colaborar com a coordenação do Curso na avaliação dos estudantes;
Participar das atividades de capacitação e atualização promovidas pela
instituição de ensino;
Elaborar relatórios mensais de acompanhamento dos alunos e encaminhar à
coordenação de tutoria;
Participar do processo de avaliação da disciplina sob orientação do professor
responsável;
Apoiar operacionalmente a coordenação do Curso nas atividades presenciais
nos polos, em especial na aplicação de avaliações;
De modo mais específico, e considerando as distinções inerentes à
diferenciação da atuação, e que pode ser identificada quanto ao exercício das
funções de tutor presencial e tutor a distância, considera-se que o tutor presencial é
o responsável pelo acompanhamento e atendimento do aluno diretamente nos polos
83
nos quais o Curso é ofertado, sem que suas atividades se confundam com
atividades de caráter administrativo e burocrático, devendo esta limitar-se,
exclusivamente, a questões técnico pedagógico, remetendo-se as demandas do
Curso.
Logo, o tutor presencial deve:
Dominar as ferramentas do AVA;
Conhecer o PPP do Curso;
Acessar o Curso e as disciplinas no AVA frequentemente;
Orientar e acompanhar o acesso e o cumprimento das atividades do aluno no
AVA;
Participar dos Cursos de formação em tutoria;
Participar das reuniões pedagógicas, programadas pelo Curso e pelo polo;
Mediar a comunicação entre o professor, alunos e coordenação;
Acompanhar o cronograma das disciplinas e do Curso;
Contatar os alunos indicados pelo tutor a distância;
Elaborar relatório mensal de atividades a ser entregue ao coordenador de
tutoria;
Desenvolver estratégias e técnicas de estudo e de aprendizagem;
Assegurar a qualidade do atendimento aos alunos no polo;
Acompanhar o trabalho dos alunos, orientando, dirimindo dúvidas, garantindo
a discussão;
Acompanhar os alunos estimulando e motivando a permanência deles no
Curso;
Trabalhar em equipe, colaborando nas atividades com os demais tutores;
Prestar suporte pedagógico no contexto das disciplinas;
Colaborar no planejamento das atividades a serem desenvolvidas pelos
cursistas;
Aplicar e acompanhar atividades nos encontros presenciais agendados,
registrando a presença dos alunos;
Apoiar operacionalmente a coordenação do Curso nas atividades presenciais
nos polos, em especial na aplicação de avaliações;
Selecionar e preparar os recursos didáticos e equipamentos necessários ao
encontro presencial;
Comunicar ao coordenador do polo as condições de funcionamento do polo e
do Curso, das instalações, equipamentos, biblioteca;
Comunicar ao coordenador do Curso e de tutoria as dificuldades para o
andamento do Curso;
Já o tutor a distância, na medida em que é o responsável pelo
acompanhamento e atendimento do aluno no AVA, é atribuição do mesmo:
Dominar as ferramentas do AVA;
Conhecer o PPP do Curso;
Dominar o conteúdo da disciplina;
Participar dos Cursos de formação em tutoria;
84
Participar das reuniões pedagógicas e atividades de plantão pedagógico
programadas pelo Curso;
Interagir com os tutores presenciais;
Mediar a comunicação entre o professor, alunos e coordenação;
Acompanhar o desempenho dos alunos, orientando, dirimindo dúvidas e
favorecendo a discussão;
Realizar o acompanhamento, correção e retorno dos trabalhos acadêmicos,
dando feedback com no máximo 24 horas em dias úteis, caso seja necessário mais
tempo para retorno, o tutor deve dar ciência ao aluno sobre o novo prazo;
Participar dos fóruns nas disciplinas no AVA;
Assegurar a qualidade do atendimento aos alunos, observando as suas
necessidades referentes ao Curso;
Elaborar relatório mensal de atividades a ser entregue ao coordenador de
tutoria;
Acompanhar o processo de avaliação no AVA, podendo atribuir nota sobre as
atividades que forem postadas no ambiente e por ele corrigidas;
5.12- MECANISMOS DE INTERAÇÃO ENTRE DOCENTES, TUTORES E
ESTUDANTES
Quanto aos mecanismos que permitem a interação entre docentes, tutores e
estudantes no âmbito do Curso, o Curso de Licenciatura em Ciências Sociais –
Licenciatura EAD, privilegiar-se-á a realização de encontros presenciais periódicos,
e os quais devem contar com a presença de cada um dos atores diretamente
envolvidos com a rotina do Curso. Além disso, também serão criados espaços no
ambiente de aprendizado (AVA) e redes sociais os quais permitem uma maior
viabilidade desse processo de interação entre docentes, tutores e alunos.
Faz-se necessário ressalta também que, cada professor, no momento anterior
à oferta das disciplinas, apresenta a coordenação do Curso e aos tutores o seu
Plano de Tutoria - instrumento que orienta as atividades de tutoria. Ele é o
documento que norteia as ações do tutor pontuando suas atividades e guiando os
procedimentos para o acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem
junto aos alunos. Assim, antes do início das atividades do tutor, o professor
organizará um momento para socialização e discussão do Plano de Tutoria e do
Plano de Curso da disciplina. Este momento caracteriza-se como um espaço de
diálogo e no qual ambos tenham espaço para a troca de experiência e
conhecimento. Todavia, embora se ressalte a importância que esse momento ocorra
antes do inicio de uma dada disciplina, o mesmo será mantido com certa
periodicidade, pois ao longo da disciplina ou unidade curricular, pode-se fazer
necessária a revisão e/ou ajuste dos conteúdos, materiais, recursos, atividades entre
outros.
5.13- ENCONTROS PRESENCIAIS E FREQUÊNCIA
85
Os encontros presenciais são momentos em que alunos e professores se
reúnem para a socialização do conhecimento, integração, explicações de novos
conteúdos, trabalhos em grupo e avaliações individuais e/ou em grupo. Os
encontros presenciais são realizados nos pólos de atendimento ao Curso. Cada
disciplina contará com encontros presenciais com duração de aproximadamente três
horas cada, podendo ocorrer no turno da manhã ou tarde. Os alunos participarão de
atividades programadas de acordo com os objetivos do Curso: plantões
pedagógicos, aulas práticas, videoconferências, trabalhos de campo, fóruns de
discussão e avaliações da aprendizagem.
Nos plantões pedagógicos presenciais, os tutores disponibilizarão horários
semanais para atendimento personalizado (tutoria individualizada) ou em pequenos
grupos (tutoria grupal) aos alunos. Os horários serão estabelecidos em função das
necessidades destes e de suas disponibilidades de tempo de estudo. Durante estes
plantões, os tutores não terão como função “dar aulas”. Eles deverão orientar os
alunos visando ajudá-los a superar as dificuldades que se lhes apresentam quanto à
aprendizagem dos conteúdos, inserção no Curso, organização do tempo de estudo,
realização das atividades de estudo programadas. O tutor presencial disponibilizará
20 horas semanais para tais plantões que serão momentos de assistência aos
alunos nos pólos que estão alocados.
5.14- APOIO ACADÊMICO
O curso conta com o apoio acadêmico da Coordenadoria Institucional de
Educação a Distância (Cied) é um órgão vinculado à Reitoria da Universidade
Federal de Alagoas (Ufal), que tem como missão coordenar os planos e ações de
Educação a Distância (EaD) na Ufal, e, nessa perspectiva, apoiar as iniciativas das
Unidades Acadêmicas mediante suportes acadêmico e operacional, desenvolvendo
ações variadas, tais como:
Acompanhamento do processo de formação de professores para uso das
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC);
Introdução de atividades de EaD em cursos presenciais da Ufal;
Suporte tecnológico e didático na produção de material didático para EaD;
Apoio no desenvolvimento do Projeto Pedagógico de cursos, definição dos
conteúdos, escolha de mídias e implementação de materiais em ambiente
virtual;
Realização de estudos, pesquisas, debates e eventos com a participação das
Instituições de Ensino Superior (IES), sociedades científicas, empresas e
setores da sociedade, direta ou indiretamente envolvidos com a EaD;
Busca de financiamento para apoiar ações em EaD como, por exemplo,
preparo de pessoal, monitoramento, gestão, implantação de polos
descentralizados, aquisição de infraestrutura tecnológica e produção de
materiais didáticos;
86
Planejamento da política de infraestrutura tecnológica de EaD e dos polos de
atendimento, envolvendo manutenção, modernização e segurança dos
laboratórios, equipamentos e bibliotecas;
Estruturação de equipe multidisciplinar para acompanhar as ações de EaD;
Tutoria, suporte tecnológico, desenvolvimento web, acompanhamento e
avaliação, assessoria e pesquisa para novos cursos.
5.15- MATERIAL DIDÁTICO INSTITUCIONAL
A Coordenadoria Institucional de Educação a Distância da Ufal (CIED) possui
um Núcleo (interno) com uma equipe multidisciplinar para elaboração dos materiais
didáticos dos Cursos de EAD da UFAL.
Esses materiais passam por um processo de revisão linguística, diagramação,
produção gráfica, revisão e validação dos seus conteúdos.
Atualmente são produzidos livros em PDF (formato digital), videoaulas,
animações e ilustrações. Que são disponibilizados no AVA da instituição para todos
os alunos matriculados.
Cabe ao Curso de Licenciatura em Ciências Sociais a distância a elaboração
e escolha dos conteúdos pertinentes para cada disciplina.
A politica de atualização dos materiais didáticos é definido por cada Curso.
Neste caso, o Curso de Licenciatura em Ciências Social prioriza a atualização a
cada novo semestre no qual a disciplina é ofertada, sob a supervisão do colegiado
do Curso.
Além disso, coloca-se à disposição dos discentes o amplo acesso às Bibliotecas da
UFAL, as quais dispõem dos títulos da bibliografia básica e complementar, também
utilizadas nas matérias.
5.16- SISTEMA DE CONTROLE DE PRODUÇÃO E DISPONIBILIZAÇÃO DOS
MATERIAIS DIDÁTICOS
Atualmente são produzidos livros em PDF (formato digital), videoaulas,
animações e ilustrações. São disponibilizados no AVA da instituição para todos os
alunos matriculados.
Cabe ao Curso de Licenciatura em Ciências Sociais a distância a elaboração
e escolha dos conteúdos pertinentes para cada disciplina.
O processo de revisão linguística, diagramação, produção gráfica, revisão e
validação dos seus conteúdos é de competência do Núcleo de produção de
materiais didáticos da Cied.
87
5.17- DOCENTES DO CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS MODALIDADE A
DISTÂNCIA
PROFESSORES DO INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS QUE PARTICIPAM DO CURSO DE
LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS A DISTANCIA
DOCENTE
TRAB
Amaro Xavier Braga Júnior
TITULAÇÃO
Ano que iniciou
no Curso
Doutor em Sociologia
01/04/2013
DE
Bruno César Cavalcanti
11/03/2005
DE
Mestre em Antropologia
Élder Patrick Maia Alves
DE
Doutor em Sociologia
01/06/2013
Emerson Oliveira do Nascimento
DE
Doutor em Ciência Política
01/10/2012
Evaldo Mendes da Silva
DE
Doutor em Antropologia
01/06/2013
Fernanda Rechenberg
DE
Doutora em Antropologia
01/06/2013
Fernando de Jesus Rodrigues
DE
Doutor em Sociologia
01/12/2014
Gabriel Augusto Miranda Setti
DE
Doutor em Ciências Sociais
01/04/2013
João Batista de Menezes
Bittencourt
DE
Doutor em Ciências Sociais
01/07/2014
Doutor em Sociologia
01/10/2012
20
Mestra em Antropologia
02/03/2016
José Alexandre da Silva Júnior
DE
Doutor em Ciência Política
01/07/2014
Júlio Cezar Gaudêncio da Silva
DE
Doutor em Ciência Política
01/10/2012
Luciana da Conceição Farias
Santana
DE
Doutora em Ciência Política
João Vicente Barroso da Costa
Lima
DE
Jordânia de Araújo Souza
01/10/2012
Marina Félix de Melo
01/04/2014
DE
Rachel Rocha de Almeida Barros
Doutora em Sociologia
Doutora em Antropologia
01/01/2017
Doutora em Sociologia
02/03/2016
DE
Ruth Vasconcelos Lopes Ferreira
DE
88
01/05/2013
Sílvia Aguiar Carneiro Martins
DE
Doutora em Antropologia
Siloe Soares De Amorim
DE
Doutora em Antropologia
Welkson Pires da Silva
DE
Doutor em Sociologia
01/01/2017
DE
Doutor em Planejamento
Urbano e Regional
01/05/2015
Wendell Ficher Teixeira Assis
01/01/2017
PROFESSORES COLABORADORES DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS
SOCIAIS A DISTANCIA
ANO
QUE TEMPO
DOCENTE
TITULAÇÃO
INICIOU NO PERMANÊNCI
CURSO
A CURSO
Ana Laura Loureiro Ferreira Mestrado em Antropologia
01/06/2014
Em atividade
Antônio Alves Bezerra
Doutorado em História
01/03/2014
Em atividade
01/08/2015
Doutorado em Sociologia
Doutorado em Informática 01/04/2016
na Educação
Dos Mestrado em Educação
01/11/2015
Em atividade
Beatriz Medeiros de Melo
Deise Juliana Francisco
Jéssika
Danielle
Santos Pereira
Gilcileide Rodrigues da
Silva
Gilson José Rodrigues
Júnior
Marina Rebeca de Oliveira
Saraiva
Marcos Grutzmacher
Nadja Waleska Silva Rocha
Raquel de Fatima
Parmegiani
Doutorado em Geografia
Em atividade
01/04/2013
30/06/2014
01/07/2013
Mestrado em Antropologia
Doutorado em Antropologia 01/08/2015
Social
01/08/2015
Especialização em
Metodologia do Ensino
Superior.
Mestrado em Antropologia
01/11/2015
01/11/2015
01/07/2013
01/08/2015
01/08/2013
31/07/2015
Doutora em História
Mestrado
em
Ciência 01/07/2013
Política
Rodrigo Gomes Leite
Mestrado
em
Ciência 01/12/2014
Política
Roseane Maria de Amorim
01/09/2014
Doutorado em Educação
*Dados informados no dia 05/05/2016.
Priscila Maria Lapa
30/06/2016
Em atividade
01/08/2015
30/04/2016
30/11/2015
TUTORES PRESENCIAIS DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS A
DISTANCIA
89
TUTOR
Ano
que
iniciou
no
Curso
em 01/08/2014
TITULAÇÃO
Especialização
Educação A Distância.
Especialização em Gestão 01/04/2013
Pública Municipal
Especialização em Gestão 01/05/2013
Escolar
Especialização em História 01/11/2013
do Brasil
*Dados informados no dia 05/05/2016.
Ana
Cybele
Alves
Wanderley
José
Henrique
Dos
Santos
Lucineide Cassia Dos
Santos
Luiz Santos Silva
Tempo
permanência
Curso
Em atividade
Em atividade
Em atividade
Em atividade
TUTORES A DISTANCIA DO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS A
DISTANCIA
Ano
que Tempo
TUTOR
iniciou
no permanência
TITULAÇÃO
Curso
Curso
Antônio Daniel Alves Mestrado em Sociologia
01/09/2014
Em atividade
Carvalho
Belarmina
Santos Especialização em Mídias 01/05/2013
Em atividade
Bandeira Vilar
na Educação
Brunno Rodrigues Lima
Especialização
em 01/03/2015
Em atividade
Antropologia
Carla Catarina Dos S.
01/05/2013
Em atividade
Nascimento
Mestrado em Sociologia
Cristiane Cibelly Neto Especialização
em 01/04/2014
Em atividade
Procópio
Antropologia
Daniella Meneses De Especialização em Gestão 01/04/2015
Em atividade
Oliveira Arroxellas
Pública e Geo-História.
Dario Bezerra Freire Especialização em TI para 01/09/2014
Em atividade
Júnior
Educadores
Denisete Santos De Especialização
em 01/04/2014
Em atividade
Araújo
Psicopedagogia
Institucional
Erica Mali Rosas Silva
Especialização
em 01/05/2013
Em atividade
Docência Para o Ensino
Superior
José Anchieta Bezerra Mestrado em Sociologia
01/05/2013
Em atividade
De Melo
Luiz Claúdio Silva Castro Especialização
em 01/05/2013
Em atividade
Psicopedagogia
Maria Selma Da Silva Especialização em Mídias 01/05/2013
Em atividade
Santos
na Educação
5.18- COLEGIADO DO CURSO
90
O colegiado do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais na modalidade a
distância funciona em conformidade com as exigências do Regimento Geral da
UFAL, reunindo-se trimestralmente, ou de acordo com as necessidades do curso,
para discussões e tomada de decisões sobre assuntos previstos no referido
regimento.
Considerando os artigos 25 e 26 do Regimento Geral da UFAL:
Art. 25. O Colegiado de Curso de Graduação é órgão vinculado à Unidade
Acadêmica, com o objetivo de coordenar o funcionamento acadêmico de Curso de
Graduação, seu desenvolvimento e avaliação permanente, sendo composto de:
I.
II.
III.
05 (cinco) professores efetivos, vinculados ao Curso e seus respectivos
suplentes, que estejam no exercício da docência, eleitos em Consulta
efetivada com a comunidade acadêmica, para cumprirem mandato de
02 (dois) anos, admitida uma única recondução;
01 (um) representante do Corpo Discente, e seu respectivo suplente,
escolhido em processo organizado pelo respectivo Centro ou Diretório
Acadêmico, para cumprir mandato de 01 (um) ano, admitida uma única
recondução;
01 (um) representante do Corpo Técnico-Administrativo, e seu
respectivo suplente, escolhidos dentre os Técnicos da unidade
acadêmica, eleito pelos seus pares, para cumprir mandato de 02 (dois)
anos, admitida uma única recondução.
Parágrafo Único – O Colegiado terá 01 (um) Coordenador e seu Suplente,
escolhidos pelos seus membros dentre os docentes que o integram.
Art. 26. São atribuições do Colegiado de Curso de Graduação:
I.
II.
III.
IV.
V.
coordenar o processo de elaboração e desenvolvimento do Projeto
Pedagógico do Curso, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais,
no perfil do profissional desejado, nas características e necessidades
da área de conhecimento, do mercado de trabalho e da sociedade;
coordenar o processo de ensino e de aprendizagem, promovendo a
integração
docente-discente,
a
interdisciplinaridade
e
a
compatibilização da ação docente com os planos de ensino, com vistas
à formação profissional planejada;
coordenar o processo de avaliação do Curso, em termos dos
resultados obtidos, executando e/ou encaminhando aos órgãos
competentes as alterações que se fizerem necessárias;
colaborar com os demais Órgãos Acadêmicos;
exercer outras atribuições compatíveis
O Colegiado do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais, modalidade EAD,
é formado pelos seguintes membros:
TITULARES
FUNÇÃO
TITULAÇÃO
91
Luciana da Conceição Farias de Santana
(Coordenadora)
Elder Patrick Maia Alves (Vice-coordenador)
Emerson Oliveira do Nascimento
Júlio Cezar Gaudêncio da Silva
Bruno César Cavalcanti
Lelan Queiroz Siqueira
Gustavo Alexandre dos Santos
SUPLENTES
Evaldo Mendes da Silva
Gabriel Augusto Miranda Setti
Amaro Xavier Braga Júnior
João Vicente Barroso da Costa Lima
Arielle Darine Aciolli Quirino
Luciane Cristine dos Santos Siqueira
DOCENTE
Doutora em Ciência Política
DOCENTE
DOCENTE
DOCENTE
DOCENTE
TÉCNICO
ESTUDANTE
FUNÇÃO
DOCENTE
DOCENTE
DOCENTE
DOCENTE
TÉCNICO
ESTUDANTE
Doutor em Sociologia
Doutor em Ciência Política
Doutor em Ciência Política
Mestre em Antropologia
TITULAÇÃO
Doutor em Antropologia
Doutor em Ciências Sociais
Doutor em Sociologia
Doutor em Sociologia
5.19- NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE
Em atendimento à Portaria 147/2007, ao Parecer CONAES 04/2010 e a
Resolução CONAES 01/2010 a UFAL instituiu, através da Resolução 52/2012 no
âmbito de seus Cursos de graduação os Núcleos Docentes Estruturantes – NDE –
em conformidade com as especificações legais.
O NDE do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais EAD foi criado em
2012. É composto de, pelo mínimo de cinco membros, todos docentes com titulação
de pós-graduação strito senso e formação na área do Curso. Considera-se,
igualmente, a afinidade da produção científica com o eixo do Curso e sua dedicação
ao mesmo.
Possui a função de órgão consultivo e propositivo em matérias de teor
acadêmico, servindo como órgão de apoio e assessoramento do colegiado do curso,
sendo este composto, exclusivamente, por professores da Unidade Acadêmica,
visando acompanhar o processo de concepção, consolidação e avaliação do Projeto
Político Pedagógico do Curso. As diretrizes gerais que instituem as principais
funções e normatiza seus princípios e finalidades estão instituídas pela Resolução
N.º 52/2012-CONSUNI-UFAL de 05 de dezembro de 2012.
Inicialmente, a Unidade Acadêmica possuía somente um Núcleo Docente
Estruturante, instituído pela Portaria N.º 465 de 30 de março de 2012. Todavia,
cumprindo o que fora estabelecido pela Resolução N. 52/2012-CONSUNI-UFAL, foi
criado, a partir de 2014, um Núcleo Docente Estruturante destinado
EXCLUSIVAMENTE para o curso de ciências sociais a distância, sendo este
instituído pela Portaria N.º 295 de 26 de fevereiro de 2016. Atualmente, o Núcleo
encontra-se composto de docentes indicados pelo Colegiado do Curso, todos,
professores doutores, efetivos e em regime de dedicação exclusiva, garantindo
ainda a proporção e a representatividades das diversas áreas de conhecimento que
constituem o curso de licenciatura em ciências sociais.
92
Ao longo dos últimos três anos, o Núcleo Docente Estruturante do curso tem
zelado pela integração curricular interdisciplinar entre as diferentes atividades de
ensino constantes no Projeto Político Pedagógico do Curso e primado pelo
cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais. Ainda que não tenha sido
encerrado o processo de formação da primeira turma, o Núcleo Docente
Estruturante tem exercido suas atividades de acompanhamento através de reuniões
regulares semestrais e/ou quando acionado pelo Colegiado do referido curso. Estas
reuniões têm contado com o apoio técnico do quadro administrativo do curso de
licenciatura em ciências sociais a distância e tem priorizado, até o presente
momento, o tratamento de questões referentes ao formato da oferta das disciplinas
eletivas do curso, da distribuição das orientações de trabalho de conclusão dos
alunos e do acompanhamento do calendário curricular do curso.
Todos os membros do Núcleo Docente Estruturante do curso possuem
experiência no ensino a distância e familiaridade no uso de ambientes virtuais de
aprendizado, tendo atuado em vários momentos junto ao curso, seja na oferta de
disciplinas regulares e eletivas, seja na produção de material didático-pedagógico
para estas disciplinas ou ainda, na orientação de trabalhos de conclusão de curso
dos alunos da primeira turma de ingressos. De maneira geral, além destas
atividades regulares de ensino, o Núcleo Docente Estruturante tem se empenhando
ainda na adaptação das atividades de pesquisa e extensão também na modalidade
a distância.
A comissão atual é formada pelos seguintes professores:
PROFESSOR
REG DE TRAB
Amaro Xavier Braga Júnior
DE
Doutor em Sociologia
MEMBRO
DESDE:
2016
Elder Patrick Maia Alves
DE
Doutor em Sociologia
2012
Emerson Oliveira do
Nascimento
João Batista de Menezes
Bittencourt
José Alexandre da Silva
Júnior
Nádia Elisa Meinerz
DE
Doutor em Ciência
Política
Doutor em Sociologia
2012
2016
DE
Doutor em Ciência
Política
Doutora em Antropologia
Sílvia Aguiar Carneiro
Martins
DE
Doutora em Antropologia
2012
DE
DE
TITULAÇÃO
2012
2016
5.20- POLÍTICAS DE APOIO AOS DOCENTES E TÉCNICOS
93
Considerando a previsão legal expressa na Lei 5707/06, que dispõe sobre a
Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da Administração
Pública Federal, a UFAL ajusta seu PDI a este novo paradigma, tendo como
objetivo, sem prejuízo de outros, o desenvolvimento permanente do seu servidor.
Nesse sentido, a instituição criou, em 2015, o Plano de Capacitação da UFAL. O
referido plano tem como substrato legal a Lei 11.091/2005, no Decreto 5.707/2006,
no Decreto 5.824/2006, no Decreto 5.825/2006 e na Lei 12.772/2012. A Lei 11.091,
de 2005, estrutura o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em
Educação - PCCTAE e define também a elaboração do Plano de Desenvolvimento
dos Integrantes do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em
Educação, integrado pelo Programa de Dimensionamento, Programa de Avaliação
de Desempenho e Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento. O Decreto 5.707,
de 2006, institui a Política e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da
Administração Pública Federal Direta, Autárquica e Fundacional e regulamenta
dispositivos da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990. O citado Decreto, em seus
arts. 1º e 3º, dispõe sobre as finalidades e as diretrizes da Política Nacional de
Desenvolvimento de Pessoal.
O Decreto 5.824, de 2006, estabelece os procedimentos para a concessão do
Incentivo à Qualificação e para a efetivação do enquadramento por nível de
capacitação dos servidores integrantes do Plano de Carreira dos Cargos TécnicoAdministrativos em Educação, instituído pela Lei no 11.091, de 12 de janeiro de
2005. O Decreto 5.825, de 2006, estabelece as diretrizes para elaboração do Plano
de Desenvolvimento dos Integrantes do Plano de Carreira dos Cargos TécnicoAdministrativos em Educação e, em seu art. 7º define os objetivos e as linhas de
desenvolvimento do Programa de Capacitação e Aperfeiçoamento. Já a Lei 12.772,
de 2012, estrutura o Plano de Carreiras dos Docentes das Instituições de Ensino
Superior – IFE, inclusive dos professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e
do Ensino Básico Federal.
O referido plano tem como objetivos:
- Promover ações e estratégias de aprendizagem que visem atender ao
corpo de servidores da UFAL, propiciando aquisição e aprimoramento de
competências que agreguem valor de qualidade à instituição e valor social ao
indivíduo, atendendo padrões de qualidade requeridos pela natureza da função e
missão institucional;
- Contribuir para o desenvolvimento do servidor, como profissional e cidadão;
promover e apoiar as ações de capacitação e qualificação do servidor para o
desenvolvimento da gestão institucional;
- Promover e apoiar a capacitação e qualificação do servidor para o exercício
de atividades de forma articulada com a função social da UFAL.
O público alvo do plano é composto por docentes e técnicos-administrativos
da Universidade Federal de Alagoas. Estabelece também as seguintes metas: 1)
acolhimento de 100% dos novos servidores por meio do Programa de Inserção dos
94
Novos Servidores – PINS; 2) Capacitação de 10%, ao ano, do quadro atual de
docentes para o exercício da docência; 3) Capacitação do quadro de docentes para
uso das novas Tecnologias de Informação e Comunicação; 4) Capacitação de, no
mínimo, 20% dos servidores para o exercício da gestão; 5) Capacitação de, no
mínimo, 25% do quadro de servidores para o exercício funcional; 6) Capacitação de
100% do quadro de pessoal dos programas de pós-graduação para a inserção
adequada de dados na plataforma de coleta anual da Capes; 7) capacitação de
100% dos servidores do Sistema SIBI/UFAL.
Dentre as políticas de apoio ao servidor, uma se destaca por ter como
enfoque o docente: o Programa de Formação Continuada em Docência do Ensino
Superior (PROFORD), que consiste em um plano de capacitação contemplando
desde os docentes recém empossados, até aqueles com mais tempo na instituição.
O objetivo é incentivá-los à reflexão sobre suas práticas, estabelecendo uma
intersecção entre ensino, pesquisa e extensão, dentro de dois enfoques: a prática
docente e a atuação destes profissionais na gestão acadêmica e institucional. Esta
política de apoio ao docente consolidada é objeto contínuo de avaliação, a fim de
garantir a satisfação do professor e o respeito ao Princípio Constitucional da
Eficiência.
Também, nessa direção, foi criado o Programa de Desenvolvimento de
Pessoal – PDODEP/UFAL. Por meio deste programa, a Universidade Federal de
Alagoas (UFAL), através da sua Pró-reitoria de Pesquisa e PósGraduação (PROPEP), especialmente no âmbito do Edital 23/2014 (PRODEP),
destinou recursos para a qualificação dos servidores docentes. O objetivo foi apoiar
os servidores docentes da UFAL para a qualificação, mediante a concessão
de bolsa em atividades de qualificação, em nível de pós-graduação Stricto Sensu.
Os valores das referidas bolsas foram idênticos à modalidade de bolsas de
doutorado instituída pelas CAPES/MEC. A origem dos recursos da UFAL para este
Edital/Programa é decorrente do Programa de Auxílio à Pós-Graduação nas IFES
(43590–Ação 20RK). O afastamento dos servidores docentes foi de 12 meses, tendo
como contrapartida a conclusão do doutorado dentro do período de afastamento.
Por meio dessa política, um dos poucos docentes do ICS/UFAL que ainda não
possuíam o título de doutor concluiu o seu doutoramento no ano de 2015.
Seguindo esse diapasão, os principais eixos de estímulo e apoio à
qualificação adotada no âmbito do Instituto de Ciências Sociais (ICS) obedeceram
às diretrizes adotadas pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o Ministério
da Educação (MEC), bem como a capacidade de mobilização interna do próprio
instituto. Nesse sentido, nos últimos anos, o ICS/UFAL implementou três linhas de
ação com vista a elevar a titulação do seu quadro docente, a consolidação das suas
redes nacionais e internacionais de pesquisa, bem como a qualificação dos técnicosAdministrativos do ICS/UFAL. Desde 2012 essa política resultou na realização de
cinco estágios de pós-doutoramento por parte dos professores do setor de
sociologia do Instituto de Ciências Sociais (ICS/UFAL). Por meio da Chamada
Pública MCTI/CNPq/MEC/Capes – Ação Transversal nº 06/2011 –
Casadinho/Procad, o Programa de Pós-Graduação em Sociologia do ICS/UFAL teve
o projeto As dinâmicas do desenvolvimento, da modernização e dos conflitos na
95
Alagoas do séc. XXI, aprovado junto a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior - CAPES/MEC. A partir de 2012, os planos de trabalho
individualizados dos docentes/pesquisadores passaram a ser realizados através de
estágios realizados na cidade do Rio de Janeiro, junto ao Instituto de Estudos
Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e
junto ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), dois dos principais centros de excelência em pesquisa e pósgraduação na área das Ciências Sociais. Além da ida dos docentes do ICS/UFAL
para a cidade do Rio de Janeiro, no período de sies meses, o Programa de PósGraduação em Sociologia (PPGS/ICS) enviou estudantes do mestrado para a troca
de experiências acadêmicas e institucionais. Dessa política de aperfeiçoamento e
qualificação resultaram artigos científicos (publicados em periódicos especializados
da área de Ciências Sociais); capítulos de livros e atividades de pesquisa em rede,
envolvendo os docentes do ICS UFAL e os pesquisadores das instituições
receptoras – IESP/UERJ e IFCS/UFERJ. Todos os docentes/pesquisadores do
ICS/UFAL que realizaram o estágio de pós-doutoramento contaram com bolsas de
pesquisa CAPES, na modalidade bolsas de pós-doutorado júnior ou sênior.
Ainda no âmbito da pós-graduação no ICS/UFAL, o Programa de PósGraduação em Sociologia recrutou, em 2014, um pesquisador por meio do programa
nacional de pós-doutorado (PNPD/CAPES).
5.21- POLÍTICAS DE APOIO AOS DISCENTES
As políticas de apoio aos discentes se fundamentam no PDI/UFAL e nos
princípios e diretrizes estabelecidos pelo Plano Nacional de Assistência Estudantil –
PNAES, que objetiva viabilizar a igualdade de oportunidades entre todos os
estudantes e contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, a partir de
medidas que buscam combater situações de repetência e evasão (Decreto nº 7.234,
de 19 de julho de 2010). Apoia, prioritariamente, a permanência de estudantes em
situação de vulnerabilidade e risco social matriculados em Cursos de graduação
presencial das Instituições Federais de Ensino Superior –IFES. Sua instância de
discussão e resolução é o Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários
e Estudantis –FONAPRACE, realizado anualmente e no qual a UFAL tem assento.
Na ocasião são feitos diagnósticos e reflexões sobre a realidade estudantil nas IFES
e se estabelecem as diretrizes e linhas de ação das Pró-Reitorias em nível nacional.
De acordo com o PDI/UFAL, as políticas discentes da instituição vão além do
PNAES; pois trabalham também com a perspectiva de universalidade no
atendimento dos estudantes que frequentam o espaço universitário. Assim, podem
ser identificadas:
1Apoio pedagógico - buscam reforçar e/ou orientar o desenvolvimento
acadêmico; apoio ao acesso às tecnologias de informação e línguas estrangeiras,
com a oferta de Cursos para capacitação básica na área. Atenção aos discentes
como forma de orientá-los na sua formação acadêmica e/ou encaminhá-los/as a
profissionais específicos para atendimento através da observação das expressões
da questão social. Articulação com as Coordenações de Curso sobre dificuldades
96
pedagógicas desses alunos e planejamento para superação das mesmas. Ex.:
PAINTER, Monitoria, Tutoria;
2Estímulo à permanência - atendimento às expressões da questão
social que produzem impactos negativos na subjetividade dos estudantes e que
comprometem seu desempenho acadêmico; atendimento psicossocial realizado por
profissionais qualificados, com vistas ao equilíbrio pessoal para a melhoria do
desempenho acadêmico; atendimento do estudante na área da saúde através da
assistência médico odontológica; fomento à prática de atividades física e de esporte;
promoção de atividades relacionadas à arte e cultura no espaço universitário;
implementação de bolsas institucionais que visam ao aprimoramento acadêmico.
Ex.: Bolsa Permanência (Pró-Graduando);
3Apoio financeiro - disponibilização de bolsa institucional a fim de
incentivar os talentos e potenciais dos estudantes de graduação, mediante sua
participação em projetos de assuntos de interesse institucional, de pesquisa e/ou de
extensão universitária que contribuam para sua formação acadêmica;
disponibilização de bolsas aos discentes em situação de risco e vulnerabilidade
social, prioritariamente, a fim de ser provida uma condição favorável aos estudos,
bem como ser uma fonte motivadora para ampliação do conhecimento, intercâmbio
cultural, residência e restaurante universitários. Ex.: PIBID, PIBIC, PET.
4Organização estudantil – ação desenvolvida por intermédio de projetos
e ações esportivos, culturais e acadêmico-científicos quer sejam promovidos pela
universidade quer sejam promovidos pelos estudantes. Alguns espaços físicos são
reservados para as atividades dos centros acadêmicos, vindo a colaborar com a
ampliação dos espaços de discussão e diálogo que contribuam para a formação
política dos estudantes. Ex.: Centros Acadêmicos, DCE.
5- Plano de acompanhamento do assistido – proporciona uma maior
segurança para o aluno quanto à sua possibilidade de sucesso na instituição,
evitando assim um aumento da retenção e/ou da evasão. Evita também a
acomodação do mesmo ao longo do Curso. Busca a reorientação e a preparação
para a saída dos mesmos, diminuindo a ansiedade entre a academia e o mercado
de trabalho. Ex.: Estágios.
No âmbito da Unidade Acadêmica, em que o Curso Licenciatura de Ciências
Sociais na modalidade a distancia está sediado, destacamos as seguintes políticas
institucionais de apoio aos discentes:
1Programas de apoio pedagógico ao discente realizado pela Unidade, tais
como: monitoria, tutoria, estágio, produção de material de apoio, acompanhamento
da evasão e retenção, programa de nivelamento, mobilidade.
2Quanto ao apoio de políticas de atendimento aos discentes, dispomos dos
seguintes programas:
- Programa de Monitoria do Instituto de Ciências Sociais;
- Estágios Supervisionados para os Cursos de Bacharelado e Licenciatura;
- Núcleo Docente Estruturante (NDE), que acompanha o desenvolvimento didático e
pedagógico dos discentes;
97
- Programa de Mobilidade Acadêmica do Mercosul;
- Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC);
- Programa de Ações Afirmativas (NEAB/Odè Ayé);
- Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID)
- Ações para identificação das necessidades para suporte à Permanência (bolsas,
restaurantes, residência universitária, assistência médico-odontológico, biblioteca,
atendimento psicopedagógico etc).
- Questionário de avaliação elaborado e analisado pela comissão de auto avaliação
da Unidade (CAA).
3Quanto à Organização estudantil (espaço para participação e convivência
estudantil, apoio a eventos, etc).
- Os alunos dos Curso de Licenciatura em Ciências Sociais participam em todas as
ações da Unidade através de sua representação estudantil, o Centro Acadêmico
Florestan Fernandes.
- Em 2013 foi criada a Focus Consultoria Jr. que agrega alunos dos Cursos de graduação
presencial e a distância.
4-
Acompanhamento das políticas afirmativas na unidade.
A Unidade acompanha e apoia as políticas afirmativas incentivando a inserção de
alunos bolsistas/cotistas nos projetos de pesquisa e extensão dos docentes e em
outras atividades acadêmicas, tais como seminários, congressos e demais eventos
de natureza acadêmica.
5-
Acompanhamento dos egressos.
Busca-se criar instrumentos para identificar e fazer o acompanhamento dos nossos
egressos, em todos os Cursos de graduação e pós graduação sediados na unidade.
O Curso de Licenciatura em Ciências Sociais-Licenciatura, modalidade
Educação a Distância, visando maximizar o apoio ao discente, conta com
professores que desenvolvem projetos pesquisas nas áreas de Sociologia,
Antropologia, Ciência Política e, mais especificamente, no Ensino de Sociologia.
Dentre os projetos institucionais de pesquisa desenvolvidos contamos com
iniciativas do Programa de Iniciação à Docência (PIBID), Programa de Ações
Interdisciplinares (PAINTER), Programa Institucional de Bolsas de Iniciação
Científica (PIBIC), além de outros projetos de pesquisa a exemplo da Chamada
Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq).
98
6- AVALIAÇÃO
6.1- AVALIAÇÃO NO CONTEXTO INSTITUCIONAL
A avaliação conforme concebida no Projeto Pedagógico Institucional – PPI –
é um fator de gestão no sentido de possibilitar correções, reorientar práticas
pedagógicas, refletir sobre os projetos pedagógicos, delimitar os obstáculos
administrativos e se processa no âmbito do Curso pelo acompanhamento do Projeto
Pedagógico e pela avaliação do processo ensino/aprendizagem. Deste modo, ela se
explicita, de forma clara e objetiva, no Projeto Pedagógico de Curso que, deverá
prever tempo amplo para o processo de sua auto-avaliação pedagógica.
A avaliação é um mecanismo que contribui para as respostas dadas às
demandas da sociedade e da comunidade científica e deve ser entendida como um
processo amplo e co-participativo, respeitando os critérios estabelecidos no
regulamento geral dos Cursos de graduação.
Ela transcende a concepção de avaliação da aprendizagem e deve ser
integrada ao PPC como dado que interfira consistentemente na ação pedagógica do
Curso, de maneira que garanta a flexibilização curricular e que permita a adequação
do desenvolvimento acadêmico à realidade na qual se insere a UFAL. A avaliação
requer, portanto, por parte de todos os atores envolvidos com o processo
educacional, uma permanente aferição avaliativa do Projeto Pedagógico em relação
aos fins pré-constituídos, às metas e às ações definidas. Assim, a avaliação deve
ser percebida como movimento de reflexão sobre os constitutivos do processo de
ensino-aprendizagem, do plano político-pedagógico e das atividades curriculares.
6.2- PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINOAPRENDIZAGEM.
A avaliação do processo ensino-aprendizagem insere-se na própria dinâmica
curricular. A avaliação é, portanto, uma atitude de responsabilidade da instituição,
dos professores e dos alunos acerca do processo formativo. A avaliação que aqui se
propõe não é uma atividade puramente técnica, ela deve ser processual e formativa;
e, manter coerência com todos os aspectos do planejamento e execução do Projeto
Pedagógico do Curso.
A avaliação da aprendizagem considera os aspectos legais determinados na
Lei de DBEN no que concerne à aferição quantitativa do percentual de 75% de
presença às atividades de ensino previstas pela carga horária de cada disciplina e
no total da carga horária do Curso e qualitativa em relação ao total de pontos obtidos
pelo aluno em cada disciplina.
99
No plano interno, a avaliação da aprendizagem atende ao Art. 9º. da
Resolução 25/05 – CEPE que determina que o regime de aprovação do aluno em
cada disciplina será efetivado mediante a apuração da frequência às atividades
didáticas e do rendimento escolar.
Neste entendimento, o Art. 10 afirma que: “Será considerado reprovado por
falta o aluno que não comparecer a mais de 25% (vinte e cinco por cento) das
atividades didáticas realizadas no semestre letivo.
Parágrafo Único - O abono, compensação de faltas ou dispensa de
freqüência, só será permitido nos casos especiais previstos nos termos do
Decreto-Lei no 1.044 (21/10/1969), Decreto-Lei no 6.202 (17/04/1975) e no
Regimento Geral da UFAL.
A mesma resolução apresenta um capítulo detalhando como se efetiva a
apuração do rendimento escolar.
Art. 11 - A avaliação do rendimento escolar se dará através de:
(a) Avaliação Bimestral (AB), em número de 02 (duas) por semestre letivo;
(b) Prova Final (PF), quando for o caso;
(c) Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
§ 1o – Somente poderão ser realizadas atividades de avaliação, inclusive
prova final, após a divulgação antecipada de, pelo menos, 48 (quarenta e oito)
horas, das notas obtidas pelo aluno em avaliações anteriores.
§ 2o - O aluno terá direito de acesso aos instrumentos e critérios de avaliação
e, no prazo de 02 (dois) dias úteis após a divulgação de cada resultado, poderá
solicitar revisão da correção de sua avaliação, por uma comissão de professores
designada pelo Colegiado do Curso.
Art. 12 - Será também considerado, para efeito de avaliação, o Estágio
Curricular Obrigatório, quando previsto no PPC.
Art. 13 - Cada Avaliação Bimestral (AB) deverá ser limitada, sempre que
possível, aos conteúdos desenvolvidos no respectivo bimestre e será resultante de
mais de 01 (um) instrumento de avaliação, tais como: provas escritas e provas
práticas, além de outras opções como provas orais, seminários, experiências
clínicas, estudos de caso, atividades práticas em qualquer campo utilizado no
processo de aprendizagem.
§ 1o - Em cada bimestre, o aluno que tiver deixado de cumprir 01 (um) ou
mais dos instrumentos de avaliação terá a sua nota, na Avaliação Bimestral (AB)
respectiva, calculada considerando-se a média das avaliações programadas e
efetivadas pela disciplina.
100
§ 2o - Em cada disciplina, o aluno que alcCurso de Licenciatura em ançar
nota inferior a 7,0 (sete) em uma das 02 (duas) Avaliações Bimestrais, terá direito,
no final do semestre letivo, a ser reavaliado naquela em que obteve menor
pontuação, prevalecendo, neste caso, a maior
Art. 14 - A Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais será a média aritmética,
apurada até centésimos, das notas das 02 (duas) Avaliações Bimestrais.
§ 1o - Será aprovado, livre de prova final, o aluno que alcançar Nota Final
(NF) das Avaliações Bimestrais, igual ou superior a 7,00 (sete).
§ 2o - Estará automaticamente reprovado o aluno cuja Nota Final (NF) das
Avaliações Bimestrais for inferior a 5,00 (cinco).
Art. 15 - O aluno que obtiver Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais igual
ou superior a 5,00 (cinco) e inferior a 7,00 (sete), terá direito a prestar a Prova Final
(PF).
Parágrafo Único - A Prova Final (PF) abrangerá todo o conteúdo da disciplina
ministrada e será realizada no término do semestre letivo, em época posterior às
reavaliações, conforme o Calendário Acadêmico da UFAL.
Art. 16 - Será considerado aprovado, após a realização da Prova Final (PF),
em cada disciplina, o aluno que alcançar média final igual ou superior a 5,5 (cinco
inteiros e cinco décimos).
Parágrafo Único - O cálculo para a obtenção da média final é a média
ponderada da Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais, com peso 6 (seis), e da
nota da Prova Final (PF), com peso 4 (quatro).
Art. 17 - Terá direito a uma segunda chamada o aluno que, não tendo
comparecido à Prova Final (PF), comprove impedimento legal ou motivo de doença,
devendo requerê-la ao respectivo Colegiado do Curso no prazo de 48 (quarenta e
oito) horas após a realização da prova.
Parágrafo Único - A Prova Final, em segunda chamada, realizar-se-á até 05
(cinco) dias após a realização da primeira chamada, onde prevalecerá o mesmo
critério disposto no Parágrafo único do Art. 16.
Entende-se que o processo de avaliação de aprendizagem na Educação a
Distância, embora se sustente em princípios análogos aos da educação presencial,
requer tratamento e considerações especiais.
O Curso de Licenciatura em Ciências Sociais – EAD atende, portanto, ao Art.
9º. da Resolução 25/05 – CEPE. Desta forma, a avaliação da aprendizagem é
condizente com a concepção de ensino aprendizagem que norteia a metodologia
adotada para a consecução da proposta curricular, de forma a fortalecer a
perspectiva da formação integral dos alunos respeitando a diversidade e a
101
pluralidade das suas formas de manifestação e participação nas atividades
acadêmicas, sem se distanciar, entretanto, das determinações legais e institucionais.
No entanto, vale ressaltar que, por se tratar de um sistema bi modular em cada
semestre, no âmbito do Curso de Ciências Sociais as principais avaliações podem
ocorrer em apenas um semestre.
Torna-se importante, portanto, desencadear processo de avaliação que
possibilite analisar como se realiza não só o envolvimento do estudante no seu
cotidiano, mas também como se realiza o surgimento de outras formas de
conhecimento, obtidas de sua prática e de sua experiência, a partir dos referenciais
teóricos trabalhados no curso.
Por se tratar de um sistema bi modular em cada semestre, as principais
avaliações devem ocorrer ao longo de cada bimestre.
Serão realizadas atividades e avaliações presenciais nos polos conduzidas
por docentes e/ou tutores presenciais, para cada disciplina. Já as avaliações a
distâncias deverão ser realizadas via plataforma Moodle, por meio de docente
diversos, tais como Questionários, Lições, Tarefas, Fóruns, etc.
É importante ressaltar que as atividades e avaliações presenciais terão um
peso maior do que as atividades a distância, atingindo pelo menos 60 % do total de
pontos distribuídos em cada disciplina.
Ao final do curso, o aluno deve apresentar um trabalho de conclusão de curso
(TCC) e defende-lo perante uma banca examinadora, conforme Resolução 02/2016
do Colegiado do curso.
6.3-
AVALIAÇÃO DO CURSO CAA
As ações visando à avaliação dos Cursos se orientam pelas normatizações
oriundas da Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior - CONAES - e se
expressa de diferentes formas. Assim, o processo de avaliação do PPC do Curso de
Ciências Sociais a distância é realizada por uma comissão representativa dos
diferentes segmentos da comunidade acadêmica, com predomínio de docentes,
identificada no Projeto de Auto-avaliação da UFAL como Comissão de Autoavaliação – CAA, instalada em cada Unidade Acadêmica e/ou Unidade Educacional,
no caso dos campi interioranos.
6.4-
AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO
O Curso de licenciatura em Ciências Sociais modalidade a distância é
avaliado anualmente pela CAA - Comissão de auto avaliação e, em caráter
permanente, pelos membros do Núcleo Docente Estruturante- NDE.
102
Na primeira situação, o processo é conduzido em primeira instância pela CAA que
coleta dados através de diferentes estratégias junto ao corpo docente, discente e
técnico administrativo da Unidade acadêmica. Há, também, o acesso espontâneo da
comunidade acadêmica através de formulários on-line, disponibilizados, segundo
cronograma de desempenho divulgado pela CPA. Em ambas as situações os
participantes se expressam sobre a condução do Projeto Pedagógico do Curso,
entre outros aspectos como a atuação, a qualificação e a relação com os docentes e
as condições da infraestrutura disponibilizada para a realização das atividades
acadêmicas.
Tem como objetivo a auto avaliação do processo, gerando dados para
elaboração/reelaboração ou implementação do PPC e, ainda, a previsão de ações
que implicam melhorias para o curso.
A gestão do projeto pedagógico requer um acompanhamento sistemático, realizado
de forma contínua pelo colegiado de curso e pelo NDE- Núcleo Docente
Estruturante).
Esta é uma condição para a concretização dos objetivos propostos. O processo
deverá envolver professores, alunos, técnicos e, quando possível, profissionais
interessados na realização de reuniões, encontros e oficinas, visando analisar o seu
desempenho, fazer os ajustes necessários e o planejamento de ações que
favoreçam o aperfeiçoamento da proposta.
As ações visando à avaliação dos cursos se orientam pelas normatizações oriundas
da Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior - CONAES - e se expressa
de diferentes formas. Assim, o processo de avaliação do PPC do Curso de
Licenciatura em Ciências Sociais, modalidade à distância, é realizado pelo
Colegiado do Curso, ouvindo os membros do NDE e da CAA – Comissão de auto
avaliação da Unidade.
6.5-
COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA (CEP/UFAL).
Quando a pesquisa para a elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC) envolver seres humanos (por exemplo, por meio de entrevistas, questionários,
arquivos pessoais, uso de banco de dados elaborado por outros pesquisadores ou
instituições, etc.), deverão ser observadas as Normas para a Pesquisa Envolvendo
Seres Humanos (Res. CNS nº 196/96 e Resolução CNS nº 510/2012 ), para a
submissão do projeto de pesquisa ao Comitê de Ética em Pesquisa na UFAL – CEP,
respeitando o prazo estipulado para registro da pesquisa e início da implantação do
projeto. O detalhamento deste procedimento encontra-se disponível em
http://www.ufal.edu.br/comite-de-etica-em-pesquisa/.
Todo
pesquisador
que
submeter um projeto de pesquisa ao CEP deverá, primeiramente, cadastrar-se na
Plataforma
Brasil
disponível
em:
http://aplicacao.saude.gov.br/plataformabrasil/login.jsf
e
apresentar
toda
a
documentação exigida pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP.
103
7 - INFRAESTRUTURA FÍSICA E RECURSOS MATERIAIS
As principais atividades de planejamento pedagógico e técnicoadministrativas do curso de licenciatura em Ciências Sociais/Modalidade a Distância
são realizadas no Instituto de Ciências Sociais (ICS) no Campus A. C. Simões, em
prédio compartilhado com o Instituto de Ciências Humanas Comunicação e Artes
(ICHCA). O detalhamento dos espaços que fazem parte do ICS segue abaixo:
PÓLO MACEIÓ – INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS-UFAL
QUANT ESPAÇO
CARACTERÍSTICAS
04
Sala de Aula
Cada sala de aula possui 40 carteiras, 04 ventiladores
em funcionamento e atende aos requisitos de dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação
e
ventilação
necessários à atividade desenvolvida.
03
Salas de Aula
Cada sala possui 30 carteiras escolares, 02 aparelhos de
ar condicionado e atende aos requisitos de dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação
e
ventilação
necessários à atividade desenvolvida (estas salas são de
uso compartilhado com a pós-graduação em turnos
diferentes).
01
Sala de
A sala possui 40 carteiras escolares, 01 aparelho de ar
Multimídia
condicionado, 01 aparelhos de Home Theater e 01 TV de
LED 40 polegadas e atende aos requisitos de dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação
e
ventilação
necessários à atividade desenvolvida.
01
Auditório
A sala possui 40 cadeiras e 03 aparelhos de ar
condicionado e atende aos requisitos de dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação
e
ventilação
necessários à atividade desenvolvida.
01
Sala de
Sala dispõe de mesa para reuniões, refrigeração
Reuniões
adequada e atende aos requisitos de dimensão, limpeza,
iluminação, conservação e ventilação necessários à
atividade desenvolvida.
01
Biblioteca
A sala acomoda um acervo da área de ciências sociais e
Setorial
conta com estantes, mesas de apoio e 01 computador
com 01 impressora jato de tinta, além de atender aos
requisitos
de
dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação e ventilação adequada.
04
Banheiros
Com acessibilidade garantida.
02
Laboratórios
Os laboratórios dispõem cada um de 10 computadores
de Informática conectados em rede e com softwares de área
devidamente instalados, mesas e estantes de apoio e um
aparelho de ar condicionado cada, além de atender aos
requisitos
de
dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação e ventilação necessários à atividade
desenvolvida. Os laboratórios destinam-se à realização
de aulas práticas e atendem às demandas dos cursos.
104
01
Sala de
Coordenação
01
Secretaria
Geral
09
Gabinetes de
Professores
01
Sala de Centro
Acadêmico
A sala abriga as coordenações de 03 cursos
(bacharelado, licenciatura (presencial e à distância) em
ciências sociais) e dispõe de mesas de apoio, estantes e
05 computadores conectados em rede, 01 impresso a
laser, 01 aparelho de ar condicionado e atende aos
requisitos
de
dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação e ventilação necessários à atividade
desenvolvida.
A sala abriga 03 computadores conectados em rede, 01
máquina de Xerox, 02 impressoras a laser, mesas de
apoio, 03 armários, 01 escaninhos, 01 fichário, 08
aparelhos de data show, 02 notebooks, 02 gravadores e
atende aos requisitos de dimensão, limpeza, iluminação,
conservação e ventilação necessários à atividade
desenvolvida.
Os gabinetes são utilizados coletivamente por no máximo
03 professores e dispõem de refrigeração e atende aos
requisitos
de
dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação e ventilação necessários à atividade
desenvolvida
Sala dispõe de mesas de apoio, 02 armários, 01 fichário,
01 computador e 01 aparelho de ar condicionado, além
de atender aos requisitos de dimensão, limpeza,
iluminação, conservação e ventilação necessários à
atividade desenvolvida.
Destaca-se, ainda, que as mediações físicas do Instituto de Ciências Sociais
dispõem de rede Wi-Fi para alunos, professores e funcionários técnicos além da
rede livre da própria Universidade Federal de Alagoas.
A Biblioteca Central da Universidade dispõe de acesso livre e gratuito ao
Portal Periódicos Capes (www.periodicos.capes.gov.br), o que possibilita que
docentes e alunos tenham acesso à assinatura de periódicos especializados,
indexados e correntes na nossa área de formação
O curso dispõe de sistema de registro acadêmico informatizado e implantado,
com garantia de atualização, confiabilidade e eficiência, e o acesso ao corpo
docente e discente e excelente.
No que compreende a estrutura física e os recursos materiais dos demais
polos que abrigam o curso de licenciatura em Ciências Sociais/Modalidade a
Distância, encontramos:
PÓLO MARAGOGI – ESCOLA MUNICIPAL DR. JORGE DE FARIA SALES
QUANT ESPAÇO
CARACTERÍSTICAS
01
Secretaria
01 mesa para computador, 01 mesa de escritório, 01
Acadêmica
armário, 02 cadeiras e 02 arquivos, 01 scanner, 01
computador, 02 estabilizadores, 01 armário e 01 ar
105
01
Sala de
Coordenação
01
Sala de
Multimídia
01
Auditório
01
Sala de
Professores
Sala de
Tutores
01
02
03
Banheiros
Salas de Aula
01
Sala de VídeoConferência
01
Laboratório de
Prática de
Ciência
Laboratório de
Informática I
01
01
01
Laboratório de
Informática II
Biblioteca
condicionado.
01 mesa para computador, 01 mesa de escritório, 02
armários, 04 cadeiras, 01 mesa para impressora, 01
computador,01 impressora, 01 estabilizador e 01 ar
condicionado.
A sala possui 40 carteiras escolares, 01 aparelho de ar
condicionado, 01 aparelhos de Home Theater e 01 TV de
LED 40 polegadas e atende aos requisitos de dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação
e
ventilação
necessários à atividade desenvolvida.
A sala possui 40 cadeiras e 03 aparelhos de ar
condicionado e atende aos requisitos de dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação
e
ventilação
necessários à atividade desenvolvida.
01 mesa para reuniões, 10 cadeiras e 01 ar
condicionado.
02 mesas para computadores,03 mesas redondas, 01
TV, 01 armários, 12 cadeiras, 01 gelo-água e 01 ar
condicionado.
Acessibilidade garantida.
160 cadeiras, 03 mesa de escritório, 03 data show, 03
mesa para data show, 03 tela de projeção e 06 aparelhos
de ar condicionados.
51 cadeiras estofadas, 01 mesa para data show, 01 data
show, 01 mesa para computador, 01 mesa para
escritório, 02 aparelhos de ar condicionados splint, 01
estabilizador, 01 Tela interativa.
01 geladeira, 01 centrífuga, 01 capela, 01 estufa, 03
microscópio binoculares, 01 estereoscópio, 02 ar
condicionados, proveta bureta, bico de busen, pipeta etc.
26 cadeiras estofadas, 24 telas de LCD, 12 gabinetes, 01
mesa de escritório, 02 ar condicionados, 13
estabilizadores, 01 no breaks, 24 head set.
19 computadores,13 estabilizadores, 02 no-breaks 26
cadeiras estofadas, 02 ar condicionados.
02 mesas para computador, 02 computadores,14
estantes de aço, 02 ventiladores,01 roteador, 06 mesas
redondas, 24 cadeiras estofadas, 02 estabilizadores,
3233 livros
PÓLO DE OLHO D´ÁGUA DAS FLORES – ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
BÁSICA MARIA AUGUSTA SILVA MELO
QUANT ESPAÇO
CARACTERÍSTICAS
01
Sala de
01 mesa para computador, 01 mesa de escritório, 02
Administração armários, 04 cadeiras, 01 mesa para impressora, 01
(coordenação, computador,01 impressora, 01 estabilizador e 01 ar
secretaria e
condicionado.
106
01
tutoria)
Auditório
01
Laboratórios
de Informática
01
Biblioteca
02
Laboratórios
de Física
01
02
10
Cozinha;
Banheiros
Salas de aula
climatizadas
01
01 Sala de
Vídeo
A sala possui 40 cadeiras e 03 aparelhos de ar
condicionado e atende aos requisitos de dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação
e
ventilação
necessários à atividade desenvolvida.
26 cadeiras estofadas, 24 telas de LCD,12 gabinetes, 01
mesa de escritório, 02 ar condicionados, 13
estabilizadores.
A sala acomoda um acervo da área de ciências sociais e
conta com estantes, mesas de apoio e 01 computador
com 01 impressora jato de tinta, além de atender aos
requisitos
de
dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação e ventilação adequada.
01 geladeira, 01 centrífuga, 01 capela, 01 estufa, 03
microscópio binoculares, 01 estereoscópio, 02 ar
condicionados, proveta bureta, bico de busen, pipeta etc.
01 forno micro-ondas e 01 geladeira.
Banheiros com acessibilidade garantida.
160 cadeiras, 03 mesa de escritório, 03 data show, 03
mesa para data show, 03 tela de projeção e 06 aparelhos
de ar condicionados.
26 cadeiras estofadas, 01 mesa para data show, 01 data
show, 01 mesa para computador, 01 mesa para
escritório, 02 aparelhos de ar condicionado.
PÓLO DE ARAPIRACA – CAMPUS ARAPIRACA
QUANT ESPAÇO
CARACTERÍSTICAS
27
Salas de aulas Cada sala de aula possui de 35 a 60 cadeiras, 01 mesa
de escritório, 01 data show e 01 aparelho de ar
condicionado para cada sala.
01
Sala de vídeo
26 cadeiras estofadas, 01 mesa para data show, 01 data
show, 01 mesa para computador, 01 mesa para
escritório, 02 aparelhos de ar condicionado.
01
Auditório
Capacidade para 120 pessoas,
01
Biblioteca
A sala acomoda um acervo da área de ciências sociais e
conta com estantes, mesas de apoio e 01 computador
com 01 impressora jato de tinta, além de atender aos
requisitos
de
dimensão,
limpeza,
iluminação,
conservação e ventilação adequada.
01
Reprografia
02 máquinas de reprodução.
07
Banheiros
Acessibilidade garantida.
03
Laboratórios
26 cadeiras estofadas, 24 telas de LCD,12 gabinetes, 01
de informática mesa de escritório, 02 ar condicionados, 13
estabilizadores.
03
Laboratório de 01 geladeira, 01 centrífuga, 01 capela, 01 estufa, 03
ensino
microscópio binoculares, 01 estereoscópio, 02 ar
(química,
condicionados, proveta bureta, bico de busen, pipeta etc.
107
01
01
01
01
biologia,
enfermagem),
Laboratório de
matemática
Laboratório de
física
Laboratório de
genética
Laboratório de
EaD
23 cadeiras estofadas, 12 gabinetes, 02 mesa de
escritório, 02 ar condicionados, 06 estabilizadores.
20 cadeiras estofadas, 24 telas de LCD, 12 gabinetes, 01
mesa de escritório, 02 ar condicionados.
26 cadeiras estofadas, 02 telas de LCD, 12 gabinetes, 01
mesa de escritório, 02 ar condicionados, 13
estabilizadores.
30 computadores conectados à internet, 01 quadro
branco, 30 cadeiras.
108
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Diretrizes Curriculares
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 03 PROGRAD/Fórum dos Colegiados, de 20 de
setembro de 2013 - Dispõe sobre os procedimentos para reformulação dos projetos
pedagógicos dos Cursos de graduação da UFAL.
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 02 PROGRAD/Fórum das Licenciaturas, de 27 de
setembro de 2013 - Disciplina a construção de Trabalho de Conclusão de Curso
(TCC) nos Cursos de graduação da UFAL;
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01 PROGRAD/Fórum dos Colegiados - Disciplina a
redução da carga horária de estágio curricular supervisionado para os alunos dos
Cursos de Licenciatura da UFAL que exercem atividade docente regular na
Educação Básica.
RESOLUÇÃO Nº 52/2012-CONSUNI/UFAL – Dispõe sobre o Núcleo Docente
Estruturante – NDE no âmbito da UFAL.
Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos – Específicas para cada Curso, e
referente as orientações gerais;
Parecer CONAES N° 4, de 17 de junho de 2010 - Dispõe sobre o Núcleo Docente
Estruturante – NDE;
Lei nº 10.172/2001- Plano Nacional de Educação - Aprova o Plano Nacional de
Educação e dá outras providências.
Portaria nº 2.678/02 – Política Nacional de Ed. Especial na perspectiva da Ed.
Inclusiva.
Lei 10.639 - Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no
currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura
Afro-Brasileira", e dá outras providências.
Lei 11.645 - Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no
currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura
Afro-Brasileira e Indígena;
Resolução nº 1, DE 17 DE JUNHO DE 2004. - Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura
Afro-Brasileira e Africana.
Decreto n. 5.626 de 22 de dezembro de 2005 - Regulamenta a Lei no 10.436, de 24
de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18
da Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000.
109
Lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002 - Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais Libras e dá outras providências;
Lei Nº 12.319, de 1º de setembro de 2010 - Regulamenta a profissão de Tradutor e
Intérprete da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS;
Decreto nº 5.296/04 - Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de
2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19
de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a
promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com
mobilidade reduzida, e dá outras providências;
Resolução CNE/CP 1 de 18 de fevereiro de 2002 -Institui Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em
nível superior, Curso de Licenciatura, de graduação plena;
Resolução CNE/CES n. 02/2007 - Dispõe sobre carga horária mínima e
procedimentos relativos à integralização e duração dos Cursos de graduação,
bacharelados, na modalidade presencial;
Resolução CNE/CES n. 04/2009 - Dispõe sobre carga horária mínima
e
procedimentos relativos à integralização e duração dos Cursos de graduação em
Biomedicina, Ciências
Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia,
Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição e Terapia Ocupacional, bacharelados, na
modalidade presencial;
Resolução CNE/CES n. 02/2007 - Dispõe sobre carga horária mínima e
procedimentos relativos à integralização e duração dos Cursos de graduação,
bacharelados, na modalidade presencial;
Portaria N°10, 28/07/2006 - Aprova em extrato o Catálogo Nacional dos Cursos
Superiores de Tecnologia;
Portaria N° 1024, 11/05/2006 - As atualizações do Catálogo Nacional dos Cursos
Superiores de Tecnologia serão divulgadas no sítio eletrônico oficial do Ministério da
Educação e outras providências.
Resolução CNE/CP N°3,18/12/2002 - Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais
Gerais para a organização e o funcionamento dos Cursos superiores de tecnologia.
Decreto n. 5.622/2005 - Regulamenta o art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro
de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional - referente a
EaD.
Portaria Normativa n. 40 de 12/12/2007 Institui o e-MEC, sistema eletrônico de fluxo
de trabalho e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação,
avaliação e supervisão da educação superior no sistema federal de educação, e o
Cadastro e-MEC de Instituições e Cursos Superiores e consolida disposições sobre
110
indicadores de qualidade, banco de avaliadores (Basis) e o Exame Nacional de
Desempenho de Estudantes (ENADE) e outras disposições .
Lei 9.795, de 27 de abril de 1999 - Dispõe sobre a educação ambiental, institui a
Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.
Decreto n. 4.281 de 25 de junho de 2002, Regulamenta a Lei no 9.795, de 27 de
abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras
providências.
Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Art. 66 - referente a titulação do corpo
docente. Outras legislações podem ser encontradas no site do MEC e da UFAL
Acréscimos:
Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, regulamenta o art. 80 da Lei nº
9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB). (Oferta de disciplinas semipresenciais)
Cadastro de denominações consolidadas para Cursos de Graduação (bacharelado e
Licenciatura) do Ministério da Educação.
Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura do
MEC.
Referenciais de Acessibilidade na Educação Superior e a Avaliação in Loco do
Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
PARECER CNE/CP N.º 09/2001, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação
de Professores da Educação Básica, em nível superior, Curso de Licenciatura, de
graduação.
Resolução Nº 25/2005 - CEPE, de 26 de outubro de 2005, institui e regulamenta o
funcionamento do Regime Acadêmico Semestral nos Cursos de Graduação da
UFAL, a partir do ano letivo de 2006.
Resolução nº 113/95 – CEPE, de 13 de novembro de 1995, estabelece normas para
o funcionamento da parte flexível do sistema seriado dos Cursos de graduação.
Plano de Desenvolvimento Institucional da UFAL 2013-2017.
RESOLUÇÃO Nº 4, DE 6 DE ABRIL DE 2009 (*). Dispõe sobre carga horária mínima
e procedimentos relativos à integralização e duração dos Cursos de graduação em
Biomedicina, Ciências Biológicas, Educação Física, Enfermagem, Farmácia,
Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição e Terapia Ocupacional, bacharelados, na
modalidade presencial.
111
ANEXOS
RESOLUÇÃO N° 01/2016 DO COLEGIADO DO CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS –
LICENCIATURA - EAD
Regulamenta o trabalho de conclusão de Curso (TCC), fixado
no projeto pedagógico do Curso de Ciências Sociais Licenciatura, modalidade a distância do Instituto de Ciências
Sociais - ICS, Campus A. C. Simões, da Universidade Federal
de Alagoas, e dá outras providências:
O Colegiado do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais, modalidade a distância,
no uso de suas atribuições e tendo em vista a deliberação da plenária, adotada em
reunião no dia 04 de maio de 2016.
RESOLVE:
Estabelecer normas regimentais do Trabalho de Conclusão de Curso para os Cursos
de Ciências Sociais - Licenciatura, modalidade a distância, nos termos abaixo:
TITULO I
DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
CAPÍTULO I
DAS ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR DE TCC
Art. 1º Compete ao Coordenador de Trabalho de Conclusão de Curso:
I – Articular-se com o Colegiado dos Cursos de Ciências Sociais –
Licenciatura/EAD do ICS/UFAL para compatibilizar diretrizes, organização e
desenvolvimento dos trabalhos;
II – Orientar os estudantes na escolha dos professores orientadores,
divulgando as linhas de pesquisa do ICS/UFAL.
III – Convocar, sempre que necessário, os orientadores para discutir questões
relativas à organização, planejamento, desenvolvimento e avaliação dos TCCs;
IV – Organizar, junto à Coordenação do Curso de Licenciatura, a listagem dos
estudantes e seus respectivos orientadores, e manter este banco de dados
atualizado.
112
V – Coordenar, quando for o caso, o processo de substituição de
orientadores, ouvido os Colegiados dos Cursos;
VI – Organizar, divulgar e definir junto ao Colegiado do Curso o cronograma
de apresentação dos TCCs a cada semestre do ano letivo.
§ 1º O professor orientador pode recusar a orientação de um TCC, desde que
o faça mediante justificativa plausível.
§ 2º O professor orientador poderá ser substituído em caso de força maior ou
impedimento evidente.
§ 3º Nos casos de incompatibilidade entre professor e aluno após o aceite da
orientação, a substituição precisará ser justificada ao Colegiado do Curso.
§ 4º A imprudência e/ou irresponsabilidade comprovada por parte do
orientando, dará ao professor orientador o direito de cindir justificadamente o
contrato de orientação.
CAPÍTULO II
DAS ATRIBUIÇÕES DO ORIENTADOR
Art. 2º Compete ao orientador de TCC:
I – Orientar, acompanhar e avaliar o desenvolvimento do trabalho em todas as
suas fases;
II – Estabelecer o plano e o cronograma do trabalho em conjunto com o
orientando;
III – Informar o orientado sobre as normas, procedimentos e critérios de
avaliação respectivos;
IV – Presidir a banca examinadora do trabalho por ele orientado;
V – Comparecer nas reuniões, convocadas pelo Coordenador de TCC, para
discutir questões relativas à organização, planejamento, desenvolvimento e
avaliação dos TCCs;
VI – Comunicar ao Coordenador de TCC, quando ocorrer problemas,
dificuldades e dúvidas relativas ao processo de orientação, para que as devidas
providências sejam tomadas;
VII – Articular-se junto ao Coordenador de TCC, Colegiados dos Cursos e
ICS/UFAL para definição do programa e do planejamento das atividades semestrais
de defesa de TCC.
Art. 3º Todo professor deverá orientar TCC dentro de sua área de trabalho Antropologia, Ciência Política ou Sociologia, na área de Educação em Ciências
Sociais ou Sociologia do ensino médio.
Art. 4º Os professores orientadores de TCC devem pertencer ao quadro de
docentes do Curso de Ciência Sociais- Licenciatura/EAD, do ICS/UFAL.
CAPÍTULO III
DAS ATRIBUIÇÕES DO ORIENTANDO
113
Art. 6º Compete ao orientando:
I – Definir a temática de seu TCC, em conformidade com as linhas de
pesquisa do ICS/UFAL;
II – Apresentar projeto ou proposta de TCC ao Colegiado do Curso;
III- Cumprir as normas e a regulamentação próprias do TCC;
IV – Cumprir o plano e o cronograma estabelecidos em conjunto com seu
orientador.
V – Comunicar ao professor orientador quaisquer alterações das atividades
previstas.
Parágrafo único. A defesa do TCC fora dos limites estabelecidos pelo cronograma
previamente definido impedirá que o orientando cole grau no mesmo ano letivo. Fica
expressamente proibido que o aluno formando cole grau antes da defesa de seu
TCC perante uma Banca Examinadora.
Art. 7º São direitos do orientando:
I – Ter um professor orientador em uma das linhas de pesquisa abrigadas pelo
ICS/UFAL;
II – Solicitar ao Colegiado do Curso indicação de orientador para o seu TCC;
III – Ser informado sobre as normas e regulamentação do TCC.
TÍTULO II
DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO
DA NATUREZA E DO OBJETIVO
Art. 8º O Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) de Ciências Sociais –
Habilitação: Licenciatura, modalidade a distância, poderá ser um trabalho de
natureza monográfica, técnica e científica elaborado individualmente pelo estudante
que será avaliada por uma banca composta por no mínimo dois professores e cujo
registro audiovisual será depositado na Biblioteca Universitária da UFAL;
I - A natureza do TCC de Ciências Sociais - Licenciatura, EAD constitui-se em
uma Monografia ou Relatório de Ensino em Ciências Sociais.
§ A monografia deve ser resultante de uma pesquisa sob orientação de um
professor, em uma das áreas de concentração do Curso, a saber: Antropologia,
Ciência Política, Sociologia ou Ensino de Sociologia no Ensino Médio.
§ O Relatório de Ensino em Ciências Sociais deve ser resultante dos quatro
estágios supervisionados obrigatórios do Curso e deve ser elaborado sob orientação
de um professor do Curso. Esse relatório é distinto dos relatórios apresentados para
o Estágio.
II – O trabalho de natureza monográfica deve propiciar ao estudante o contato
114
com o processo de investigação, que o auxilie em todas as etapas da pesquisa, tais
como: formulação do problema de análise, localização do referencial teórico e,
procedimentos metodológicos de pesquisa, formulação coerente da conclusão da
pesquisa e apresentação final do trabalho de acordo com as normas da ABNT-NBR;
III– O trabalho realizado a partir dos Estágios Supervisionados do Curso deve
refletir a sua experiência de prática docente, auxiliando assim todas as etapas de
elaboração do Relatório de Ensino, tais como: os procedimentos da didática
pedagógica em sociologia no ensino médio, apresentação da(s) escola (s),
discussão teórica sobre o ensino de sociologia, contextualização do cotidiano das
escolas e da prática de ensino, caracterização da (s) turma (s), conteúdo da
regência, autoavaliação e formulação coerente das considerações finais do relatório
de ensino. O relatório deve seguir as normas da ABNT-NBR.
Art. 9º O TCC de Ciências Sociais – Habilitação: Licenciatura, modalidade a
distância, deverá atender aos seguintes objetivos determinados:
I – Capacitar o estudante para a elaboração de pesquisas e/ou experiências
docentes nas áreas de concentração do Curso: Antropologia, Ciência Política,
Sociologia ou Educação em Ciências Sociais, cabendo a ele escolher uma destas
áreas para pesquisar;
II – Levar o estudante a correlacionar e aprofundar os conhecimentos teóricos
e práticos adquiridos no Curso;
III – Contribuir para o enriquecimento das diferentes linhas de pesquisa do
Instituto de Ciências Sociais/ICS/UFAL, estimulando a produção científica que
poderá estar articulada às necessidades da comunidade local, nacional e
internacional.
TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA E DOS PROCEDIMENTOS DE DEFESA
CAPÍTULO I
DAS ÁREAS DE CONCENTRAÇÃO E LINHAS DE PESQUISA
Art. 10º Para o Curso da Licenciatura, além das linhas de pesquisas definidas
pelo ICS/UFAL, o TCC pode inserir-se também na área da Educação, caso o
estudante faça a opção de apresentar um Relatório em Ensino de Ciências Sociais.
CAPÍTULO II
DO PROJETO DE PESQUISA E RELATÓRIO DE ENSINO
Art. 11º Os projetos de pesquisa versarão sobre temas próprios das Ciências
Sociais, com foco para os três eixos principais que constituem a estrutura curricular
do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais, a saber: Antropologia, Ciência
Política, Sociologia bem como para os Núcleos de Pesquisa que abrigados pelo
ICS/UFAL; os projetos de relatórios de ensino versarão sobre a prática docente do
115
Ensino de Ciências Sociais com foco nas diretrizes pedagógicas dos quatro estágios
supervisionados que constituem a estrutura curricular obrigatória do Curso de
Licenciatura.
§1º O aluno do Curso de Licenciatura, uma vez aprovado em todas as
disciplinas metodológicas, a saber, Metodologia das Ciências Sociais, Métodos e
Técnicas em Pesquisa e Pesquisa Educacional, deverá encaminhar seu projeto de
pesquisa ao Coordenador de TCC, respeitando-se o prazo máximo estabelecido no
cronograma semestral, a ser divulgado no Instituto de Ciências Sociais.
§ 3º Após a entrega, o projeto de pesquisa ou projeto de relatório de ensino
será registrado e, caso o aluno ainda não disponha de um orientador, o Coordenador
de TCC deverá ajudá-lo a escolher entre os integrantes do quadro docente efetivo
do ICS/UFAL um orientador ou, eventualmente, um coorientador, disponível e
compatível ao tema de seu projeto.
§ 4º Uma vez aceita a orientação por parte do professor, o aluno deverá
apresentar à Coordenação de TCC um termo de compromisso devidamente
preenchido pelo orientador e pelo orientando.
Art. 12º O projeto de pesquisa deve ser assinado pelo orientador e entregue
na Coordenação de TCC, na mesma formatação prevista para o TCC, no prazo
estipulado e amplamente divulgado no ICS/UFAL. O projeto deverá ter entre 10
(dez) e 15 (quinze) laudas e trazer, obrigatoriamente, os seguintes itens:
ICapa e folha de rosto;
IIIntrodução ao tema;
IIIJustificativa da escolha do tema;
IVProblema de pesquisa e hipóteses;
VRevisão bibliográfica e/ou referencial teórico;
VIObjetivo geral e objetivos específicos;
VII- Metodologia a ser utilizada na pesquisa;
VIII- Cronograma de realização das atividades;
IXEstrutura preliminar da monografia;
XReferências Bibliográficas inicial; e
XIÍndice preliminar do trabalho, em caráter facultativo.
Art. 13º O projeto de relatório de pesquisa deve ser assinado pelo orientador
e entregue na Coordenação de TCC, na mesma formatação prevista para o TCC, no
prazo estipulado e amplamente divulgado no ICS/UFAL. O projeto deverá ter 10
(dez) laudas e trazer, obrigatoriamente, os seguintes itens:
ICapa e folha de rosto;
IIIntrodução;
IIIDiscussão teórica sobre ensino de sociologia;
IVMetodologia;
VEspecificação da(s) escola (a) de realização dos estágios
Supervisionados;
VIEstrutura preliminar do relatório
VII- Cronograma de elaboração das atividades e desenvolvimento de
relatório
VIII- Referências Bibliográficas iniciais;
IXÍndice preliminar do trabalho, em caráter facultativo.
116
Art. 14º Quando a pesquisa para a elaboração da monografia envolver seres
humanos (por exemplo, por meio de entrevistas, questionários, arquivos pessoais,
uso de banco de dados elaborado por outros pesquisadores ou instituições, etc.),
deverão ser observadas as Normas para a Pesquisa Envolvendo Seres Humanos e
Animais (Res. CNS nº 196/96), para a submissão do projeto de pesquisa ao Comitê
de Ética em Pesquisa na UFAL – CEP, respeitando o prazo estipulado para registro
da pesquisa e início da implantação do projeto. O detalhamento deste procedimento
encontra-se disponível em http://www.ufal.edu.br/comite-de-etica-em-pesquisa/. Todo
pesquisador que submeter um projeto de pesquisa ao CEP deverá, primeiramente,
cadastrar-se
na
Plataforma
Brasil
disponível
em:
http://aplicacao.saude.gov.br/plataformabrasil/login.jsf
e
apresentar
toda
a
documentação exigida pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP.
DA MONOGRAFIA
Art. 15º A Monografia pode ser:
I – De natureza teórica, em que o estudante discute um tema relevante, com
intuito de rever a bibliografia, analisar criticamente conceitos de vários autores e
propor ou apontar, novos conceitos que elucidem melhor o tema em questão;
II – De natureza teórica e empírica, em que o estudante elabora, ao lado da
pesquisa teórica, uma pesquisa de campo, levantando dados primários e
secundários, entrando em contato com o universo do seu objeto de estudo,
fundamentando assim, a discussão teórica a partir de dados primários catalogados
pelo próprio estudante.
Art. 16º A elaboração da Monografia deve começar a partir do 7º período.
Parágrafo único. O estudante vinculado à iniciação científica poderá
desenvolver o mesmo projeto na elaboração do TCC.
Art. 17º A monografia deverá ter no mínimo 40 (quarenta) laudas de
conteúdo, excetuando a capa, a bibliografia e os anexos, e ser impresso em papel
padrão “A4” e estar de acordo com as normas da ABNT-BR.
DO RELATÓRIO DE ENSINO
Art. 18º O relatório de Ensino em Ciências Sociais deve ser:
I – De natureza teórica e empírica, em que o estudante elabora seu relatório a
partir das discussões teóricas sobre o ensino de sociologia, realizadas ao longo do
Curso e apresenta dados primários e/ou secundários, a partir de sua experiência na
prática de ensino no âmbito das disciplinas de Estágio Supervisionado I, II,III e IV.
117
Art. 19º A elaboração do relatório de Ensino em Ciências Sociais, pode
começar no 6º período a depender de o estudante da Licenciatura se matricular na
disciplina Pesquisa Educacional e tendo cursado Estágio Supervisionado I. Ao fim da
primeira, o aluno deverá, obrigatoriamente, apresentar um projeto a ser avaliado
pelo professor que estiver ministrando, naquele momento, a referida disciplina; o
qual poderá aprovar ou reprovar o projeto de pesquisa apresentado. Em caso de
reprovação, o aluno deverá matricular-se novamente na disciplina e cumpri-la
regularmente mais uma vez.
Art. 20º O relatório de Ensino em Ciências Sociais deverá ter no mínimo
30 (trinta) laudas de conteúdo, excetuando a capa, índice, a bibliografia e os
anexos, e ser impresso em papel padrão “A4” e estar de acordo com as normas da
ABNT-BR.
CAPÍTULO III
DA COMPOSIÇÃO DA BANCA EXAMINADORA
Art. 21º Todo TCC será submetido à Banca Examinadora composta por no
mínimo 3 (três) professores efetivos do quadro docente do ICS/UFAL, sendo,
obrigatoriamente, 1 (um) deles, o orientador e, os demais, respectivamente, primeiro
e segundo examinadores, salvo nos casos de coorientadores aceito pelo colegiado,
de acordo com o Art. 4°, § 1°, podendo este atuar como membro da banca
examinadora.
§ 1º O orientador deverá sempre fazer parte e presidir a Banca Examinadora
do TCC por ele orientado, sob o risco de, sem ele, não realizar-se a defesa.
§ 2º É responsabilidade do Orientador convidar os demais professores para
ocuparem o posto de examinadores, seja durante a pré-banca, quando houver, seja
durante a defesa propriamente dita do TCC; podendo apenas o aluno, sugerir
nome(s) que o orientador poderá acatar ou não julgando-se os critérios de
pertinência à área, regime de trabalho do professor convidado, bem como sua
disponibilidade de horários.
§ 3º É de responsabilidade do presidente da Banca Examinadora a tarefa de
preencher e lavrar a ata de defesa do TCC, bem como, encaminhar tal documento
para a Coordenação de TCC.
§ 4º O orientador e os integrantes da Banca Examinadora não poderão ter
relação de parentesco com o aluno avaliado.
§ 5º Excetuando-se casos específicos e justificados, a composição das
Bancas Examinadoras das monografias deverá privilegiar a ciência/área de
conhecimento específica em que o TCC se concentra; portanto, a Banca deverá ser
composta por professores com especialização em estudos na área de Antropologia,
Ciência Política e Sociologia. Além desses critérios, a composição das Bancas
Examinadoras dos relatórios de Ensino em Ciências Sociais deverá privilegiar, caso
o orientador considere pertinente, a participação de professores da área da
Educação.
§ 6° A pré-banca é opcional, o orientador avaliará se é preciso ou não de uma
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pré-banca. Caso opte pela realização da pré-banca, o orientador deve agendá-la
com pelo menos 30 dias úteis antes do prazo para a defesa final do TCC e deve
contar com a participação de mais um professor examinador, preferencialmente,
membro do quadro docente efetivo do ICS/UFAL. Para a pré-banca, orientador e
primeiro examinador deverão preencher parecer obrigatório para posterior defesa do
trabalho perante a Banca Examinadora. O orientando deverá observar e cumprir as
recomendações feitas pelo orientador e pelo primeiro examinador antes de entregar
a versão final para a Banca Examinadora.
CAPÍTULO IV
DOS RECURSOS NECESSÁRIOS PARA A DEFESA DO TCC
Art. 22º Cabe ao estudante providenciar junto ao seu professor orientador
todos os equipamentos de informática, como computador (PC), computador portátil
(notebook), aparelho de projeção ou outros meios que queira utilizar durante a sua
apresentação perante a Banca Examinadora.
§ 1º O candidato poderá formular junto à Secretaria do Instituto, mediante
professor orientador, um pedido formal para a disponibilização de aparelhos de
informática pertencentes ao ICS/UFAL, que será atendido na medida do possível.
§ 2º A apresentação do TCC, pelo aluno, deverá ser presencial, em datas
previamente estipuladas pelo colegiado do Curso, uma vez ao ano, junto ao polo de
matrícula do aluno.
§ 3º A participação de avaliadores convidados nas bancas de TCC podem ser
efetivadas por vias de videoconferência, desde que autorizadas pelo colegiado do
Curso.
CAPÍTULO V
DA AVALIAÇÃO DO TCC
Art. 23º O trabalho de Conclusão de Curso do estudante será avaliado por
uma banca examinadora composta por três membros que devem pontuar dois
aspectos fundamentais: o trabalho escrito e a apresentação oral.
§ 1º Sobre o trabalho escrito, a banca deve avaliar os seguintes itens:
Interpretação; Síntese, teoria e prática; Contribuição para a área; Organização;
Argumentação; Profundidade do tema; Correção gramatical; Estrutura; Estilo;
Apresentação.
Art. 24º A Banca Examinadora seguirá os seguintes procedimentos de
avaliação:
I – Inicialmente, o aluno fará uma exposição oral, resumindo o conteúdo do
seu TCC, em, no máximo, 15 (quinze) minutos;
II – Em seguida, cada membro da Banca Examinadora terá 10 (dez) minutos
para considerações e perguntas, sempre com o Presidente fazendo as observações
por último;
III – O aluno terá direito a 10 (dez) minutos para formular suas respostas e
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considerações com relação a cada professor, totalizando, no máximo, 20 (vinte)
minutos de resposta.
Art. 25º Na apresentação oral a banca examinadora deve observar:
I – Na exposição: a introdução ao tema, domínio de conteúdo, criatividade,
forma de apresentação, exemplificação, domínio da linguagem, contribuição para a
área;
II – Na arguição: argumentação, análise crítica, aprofundamento do assunto,
inter-relacionamento com outras áreas, clareza e objetividade, coerência nas
respostas, entendimento das perguntas.
Art.26º A Banca Examinadora, depois da defesa do TCC, deverá se reunir
isoladamente e deliberar sobre a nota, podendo:
I – Reprovar o trabalho, atribuindo nota menor que 7,0 (sete);
II – Aprovar o trabalho, atribuindo nota de 7,0 (sete) até 10,0 (dez);
III – Conferir um prazo para reformulação entre 10 (dez) e 30 (trinta) dias,
improrrogáveis, sugerindo as alterações necessárias para a melhoria do TCC; neste
caso, será marcada nova data para defesa perante a mesma Banca Examinadora,
sendo vedada a concessão de outro prazo para reformulação.
Parágrafo único. No caso do inciso III deste artigo, em persistindo as
impropriedades necessárias à melhoria do TCC, o trabalho será reprovado.
Art. 27º A avaliação do TCC é documentada mediante ata preenchida pelo
Presidente da Banca, onde deverão constar as notas que cada examinador atribuiu
ao estudante, bem como suas respectivas assinaturas.
Art. 28º Nos casos em que se comprove ter havido plágio, o trabalho será
imediatamente reprovado com nota 0,0 (zero) e encaminhado aos órgãos
universitários competentes para análise das penalidades cabíveis, não sendo
designada outra Banca até o final do procedimento disciplinar.
CAPITULO VI
ENTREGA DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Art. 29º Após a defesa do TCC, respeitado os prazos estabelecidos pela
Coordenação de TCC, será dever do aluno e parte integrante do processo de defesa
do TCC, encaminhar para a Coordenação de TCC 02 (duas) vias impressas (uma
deverá ser em capa dura e outra em espiral) e uma cópia digital em CD-ROM,
formato (DOC), devidamente preenchido com a assinatura do orientador e demais
avaliadores do trabalho. Destas cópias:
I– 01 (uma) cópia impressa e com capa dura, que será encaminhada para a
Biblioteca Central;
II– 01 (uma) cópia impressa em espiral, que será encaminhada para a
Biblioteca Setorial;
III– 01 (uma) copia digital em CD será encaminhada para a Coordenação do
laboratório de informática do respectivo Curso para que seja disponibilizada junto à
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página eletrônica do ICS/UFAL. Posteriormente a cópia digital ficará arquivada no
acervo da biblioteca setorial.
TÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 30º Os custos da elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso ficam a
cargo exclusivo do estudante.
Art. 31º Os casos omissos serão discutidos pela Coordenação de TCC e pelo
Colegiado do Curso Licenciatura em Ciências Sociais do ICS/UFAL.
Art. 32º Esta Resolução entrará em vigor na data da sua publicação, inclusive
com relação aos aspectos metodológicos, restando os aspectos procedimentais a
vigorar a partir do primeiro semestre de 2013.
Art. 33º A Resolução que normatiza os procedimentos formais para
elaboração e defesa de TCC dos alunos do regime semestral manter-se-á em vigor,
ficando o que fora resolvido e deliberado neste documento a tratar, especificamente,
dos alunos regulares do regime semestral do Curso de Ciências Sociais Licenciatura do ICS/UFAL.
Art. 34º A confirmação das orientações, por parte dos alunos e dos
professores, deverão ser oficializadas por vias do Formulário de Acompanhamento
das Orientações, cujo modelo será fornecido pelo Colegiado do Curso.
Art. 35º Ficam revogadas as disposições em contrário.
Maceió, 04 de Maio de 2016.
Coordenação do Curso de Ciências Sociais – Licenciatura/EAD
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RESOLUÇÃO N° 02/2016 DO COLEGIADO DO CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS –
LICENCIATURA - EAD
Regulamenta Normas e Critérios
Referente ao estágio do Curso
Ciências Sociais – Licenciatura EAD
O estágio supervisionado será gerido pelo Coordenador de estágio e pelo
colegiado do Curso e será realizado em escolas conveniadas das redes públicas
municipais, estaduais, federais e privadas credenciadas. Para atender o que
determina a legislação, Lei Nº 11.788 de 25/09/2008, será de responsabilidade do
Professor Orientador do Curso de Ciências Sociais – Licenciatura/EAD, com o
auxiliou dos tutores presenciais, o encaminhamento e acompanhamento efetivo das
atividades desenvolvidas pelos estagiários.
Para que o acompanhamento seja realizado de forma adequada, as
instituições de ensino para as quais serão conduzidos os estagiários deverão estar
localizadas, preferencialmente, nos municípios em que existem polos de educação
em distância, nos quais são ministradas aulas do Curso de Ciências Sociais e em
municípios contíguos aos municípios com esses polos.
O Professor Orientador dos estágios fará o acompanhamento das atividades
desenvolvidas pelos estagiários através:
•De eventuais visitas às escolas;
•Das fichas de frequência, preenchidas pelo Professor Supervisor e assinadas por
esse e pela Direção da instituição de ensino ou Coordenadores de Área, a serem
entregues, pelo estagiário ao Professor Orientador, ao final de cada mês;
•Dos Relatórios de Conclusão de estágio I, II, III e IV, a serem entregues impressos
pelo estagiário ao Professor Orientador ao final do semestre;
• Do Plano de aula ou Relatos de vivência a serem entregues ao final de cada
período definido previamente pelo professor orientador.
•De reuniões virtuais através do moodle, Skype ou smilares.
Compete ao Professor Orientador e ao Coordenador do Estágio
Supervisionado, além do acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos
estagiários fazer o levantamento das escolas e horários referentes às aulas de
Sociologia existentes nas instituições de ensino selecionadas, encaminhar os
estagiários através de documentação padrão elaborada pela Coordenação de
Estágio, como também fazer a avaliação dos estagiários. A avaliação dos estagiários
será feita em parceria pelo Professor Orientador da instituição de ensino e o
Professor Supervisor da parte concedente, através:
•De eventuais visitas as escolas, devendo, quando possível, o Supervisor dos
estágios III e IV assistir as aulas dos estagiários relatando a eles, em encontros
posteriores, os pontos positivos e os que necessitam melhorar devendo também
subsidiá-los na busca de soluções para eventuais dificuldades.
•Das fichas de avaliação a serem preenchias pelo Professor Orientador da
instituição de ensino em parceria com o Supervisor da parte concedente;
•Dos Relatórios de Conclusão de Estágio (Relatórios de Atividades) que deverão ser
impressos e entregues no final de cada Semestre em data estipulada pelo Professor
Orientador do Curso.
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Acatando o que determina a Resolução Nº 2/2002 do Conselho Nacional de
Educação, o aluno que comprove estar em efetiva atividade docente na educação
básica, por tempo mínimo de dois (2) anos ininterruptos, poderá ter a redução da
carga horária do estágio curricular supervisionado até o máximo de 200 (duzentas)
horas, podendo pedir a dispensa do estágio III, desde que sua atuação seja
compatível com o nível de ensino exigido nessa etapa do Estágio Supervisionado
e/ou do estágio IV, desde que sua atuação seja compatível com o nível de ensino
exigido nessa etapa do Estágio Supervisionado. Os alunos que queiram pedir a
dispensa dos Estágios III e/ou IV devem apresentar a seguinte documentação:
•Atuando na rede privada: cópia autenticada da Carteira de Trabalho devidamente
assinada e declaração da escola, devidamente assinada pela Direção da Instituição
de ensino, contendo as séries que leciona.
•Atuando na rede pública: se efetivo, cópia autenticada da Ficha Funcional e
declaração da escola, devidamente assinada pela Direção da Instituição de ensino,
contendo as séries que leciona. Se temporário (monitor): Copia autenticada do
Contrato de Trabalho e declaração da escola, devidamente assinada pela Direção
da Instituição de ensino, contendo as séries que leciona.
O Estágio Supervisionado terá como objetivo maior propiciar aos estudantes a
vivência direta no ambiente escolar, mediante a participação efetiva destes nas
atividades escolares. Além disso, busca fomentar o conhecimento sobre o
desenvolvimento do ensino da Sociologia em toda a Educação Básica. Para atingir
os objetivos propostos os Estágios Supervisionados serão divididos da seguinte
forma:
•Estágio Supervisionado I – o professor orientador irá abordar temas relativos à
problematização do espaço escolar enquanto objeto de investigação das Ciências
Sociais e encaminhará os estagiários para instituições de ensino que ofertem turmas
de Ensino Médio para a execução da pesquisa, da observação e do
desenvolvimento de atividades direcionadas ao ensino da Sociologia nessa etapa da
Educação Básica;
•Estágio Supervisionado II – o professor orientador fará reflexões em torno dos
primeiros manuais de sociologia, bem como acerca do currículo de Ciências Sociais
no Brasil e Alagoas, encaminhará os estagiários para instituições de ensino que
ofertem as turmas de Ensino Médio para a execução da pesquisa, da observação e
do desenvolvimento de atividades direcionadas ao ensino da Sociologia nessa etapa
da Educação Básica;
•Estágio Supervisionado III – o professor orientará acerca do planejamento e da
execução das aulas, bem como promoverá discussões em torno dos desafios postos
ao planejamento das aulas, encaminhará os estagiários para instituições que
ofertem as turmas de Ensino Médio, objetivando a prática do ensino e pesquisa,
como também, a vivência das atividades cotidianas da escola referentes a essa
etapa da Educação Básica;
•Estágio Supervisionado IV – o professor orientará acerca das estratégias didáticas,
avaliativas e metodológicas em termo da prática de ensino em Ciências Sociais,
encaminhará os estagiários para instituições de ensino que ofertem as turmas de
Ensino Médio objetivando a prática do ensino e pesquisa, como também, a vivência
das atividades cotidianas da escola referentes a essa etapa da Educação Básica.
Em conformidade com a Lei Federal 11.788 de 25 de setembro de 2008, com
a Resolução 71/2006-CONSUNI e com as Normas do Estágio Curricular do Curso
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de Ciências Sociais - Licenciatura, após a finalização de cada etapa do Estágio
Supervisionado, o aluno deverá apresentar, um relatório final, como condição para
aprovação. O Relatório de Estágio é um documento individual, que registra todas as
atividades desenvolvidas durante o estágio supervisionado. Iniciando-se o semestre,
o formulário de solicitação/renovação e autorização de estágio deverá ser entregue
pelo Professor Orientador e pelo Coordenador de Estágio aos alunos, e depois de
cumprido os procedimento legais, eles as devolverão para o Coordenador de
Estágio, o qual através da Coordenação do Curso, as encaminhará para a gerência
de Estágio da Pró-Reitoria de Graduação, para que sejam confeccionados os termos
de compromisso. Estes, depois de confeccionados pela PROGRAD, serão
repassados pelo Professor Orientador para que os alunos os imprimam em 3 vias,
que depois de assinadas pelos sujeitos competentes serão destinadas da seguinte
forma: 1 via para o Estagiário, 1 via para a Escola/ Assemelhado, e outra via para a
Coordenação do Curso de Graduação.
Os estágios curriculares serão de duas naturezas:
a) OBRIGATÓRIOS, denominados de estágios supervisionados, com no mínimo
400h distribuídas entre o 5º, 6º, 7º e 8º semestres;
b) NÃO OBRIGATÓRIOS, isto é, outras oportunidades de estágios obtidas pelos
discentes.
A carga horária mínima será a que fica efetivada para integralização do
currículo, mesmo que o aluno tenha realizado mais horas. Pode o aluno requerer a
utilização do que ultrapassar desse valor (400 h) para efeitos de atividade
complementar. Os estágios não obrigatórios terão supervisão indireta dos docentes,
e para consignação como carga horária complementar, deverão ser analisados pelo
Colegiado de Curso no que diz respeito à pertinência na formação profissional do
aluno.
Maceió, 04 de Maio de 2016.
Coordenação do Curso de Ciências Sociais – Licenciatura/EAD
Curso de Ciências Sociais Licenciatura na modalidade à distância
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