Campus Arapiraca analisa unidades de saúde


16/03/2009 13h07 - Atualizado em 13/08/2014 às 00h34
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Profª. Thaísa Sampaio, coordenadora de Arquitetura, no campus Arapiraca

Diana Monteiro – jornalista

O projeto denominado de “Acessibilidade Espacial em Ambientes de Saúde: estudo do caso das Unidades de Saúde Básica no meio rural de Arapiraca, Alagoas” é coordenado pela professora Thaísa Sampaio, do curso de Arquitetura, com a parceria do curso de Enfermagem e a participação de três alunos de ambas as áreas. Também formam a  equipe do projeto, as professoras Simone Torres e Maria Betânia Faria  e os alunos Igor Raphael Gomes e Katiane Duarte (bolsistas do PIBIP-Ação), além de Felipe Almeida (colaborador).

A questão da acessibilidade é um importante elemento para desenvolvimento do ambiente urbano, em função da busca pelo exercício pleno da cidadania. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,5% da população possui algum tipo de deficiência, o que significa 24,5 milhões de brasileiros.

Centrando na cidadania, que se constitui como um dos princípios fundamentais do chamado “Estado Democrático de Direito”,  uma equipe de professores e alunos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Enfermagem do Campus Arapiraca realizou um estudo em dez unidades básicas de saúde localizadas no meio rural daquele município. Foi feita a avaliação da situação das edificações que ofertam serviços de atendimento na área e que registram uma grande demanda da comunidade.

A professora Thaísa explica que o projeto concluiu essa primeira etapa fazendo a análise das plantas das edificações onde funcionam as unidades de saúde básica.  “Constatamos que 90% delas ocupam espaços inadequados para o acesso a todos, como determina a Lei no. 7.853 de 24 de outubro de 1989, que trata sobre Acessibilidade.

O Artigo 196 da Constituição Brasileira – complementa Thaísa – determina que a atenção à saúde é reconhecida como dever do Estado e como tal deve ser oferecido de forma equânime e igualitária a todos os cidadãos brasileiros, independente de condição social ou econômica. Todos dever ter direito ao acesso a serviços e assistências em todos os níveis.

As unidades de saúde básica do meio rural de Arapiraca, analisadas pela equipe do projeto, foram as dos Povoados Capim, Pau D’Arco e Canaã, Vilas São José, São Francisco e Aparecida, Sítios Cangandu, Baixa da Onça, Bananeira e Batingas.

A coordenadora Thaísa Sampaio explica que o estudo já concluído, sugere a melhoria da infra-estrutura física das edificações destinadas a essas unidades básicas, tornando-as espaços com uso democrático e que atendam diferentes perfis de usuários, ou seja, crianças, gestantes, idosos e quem possui limitações físicas, visando a inclusão, acessibilidade, satisfação e conforto.

A professora enfatiza que a falta de infra-estrutura existente nas unidades básicas de saúde de uma forma geral tem várias causas, mas o que se deve destacar é a que decorre do entendimento de que o PSF é um programa para atender aos pobres. “Há ainda a associação de que atenção primária à saúde é algo que se faz com baixa complexidade tecnológica. Tal concepção tem levado a oferta de serviços de saúde a ser realizada em qualquer ambiente de saúde”, diz Thaísa Sampaio.

Além da professora Thaísa Sampaio, formam a equipe do projeto as professoras Simone Torres e Maria Betânia Faria, e os alunos Igor Raphael Gomes e Katiane Duarte (bolsistas do PIBIP-Ação) e Felipe Almeida (colaborador).