E-book "Perfil Socioeconômico Municipal e Aspectos Geoambientais do Baixo São Francisco 2023"
Organizadores: Neison Cabral Ferreira Freire e Rose Mary Ferreira Pereira Gomes. Maceió-AL: EDUFAL, 2023. ISBN 978-65-5624-253-8
PERFIL SOCIOECONOMICO BSF 2023.pdf
Documento PDF (2.7MB)
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Perfil Socioeconômico Municipal e Aspectos
Geoambientais do Baixo São Francisco 2023
Neison Cabral Ferreira Freire
Rose Mary Ferreira Pereira Gomes
(Org.)
1
2
Neison Cabral Ferreira Freire
Rose Mary Ferreira Pereira Gomes
(Org.)
Silvânia da Rocha Medeiros Vila Nova
Débora Coelho Moura
José Iranildo Miranda de Melo
Josilene de Lima Santana
Rodrigo Matheus da Silva Brito
Mariana Cavalcante Lins
Mayra Adeilma Silva Rodrigues de Barros
Eduardo de Oliveira da Silva
Perfil Socioeconômico Municipal e Aspectos
Geoambientais do Baixo São Francisco 2023
Maceió
2023
3
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
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Esta obra foi financiada exclusivamente com recursos
da Expedição Científica do Baixo São Francisco, por meio do
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)
Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecária: Helena Cristina Pimentel do Vale CRB4 - 661
P438
Perfil socioeconômico municipal e aspectos geoambientais do Baixo São
Francisco 2023 / Neison Cabral Ferreira Freire, Rose Mary Ferreira
Pereira Gomes organizadores ; [colaboradores] Silvânia da Rocha
Medeiros Vila Nova ... [et al.]. – Maceió : Edufal, 2023. E-book.
Disponível em: https://www.edufal.com.br.
39 p. ; il. color.
ISBN 978-65-5624-253-8
1. Expedição científica do Baixo São Francisco. 2. Perfil – Aspecto
socioeconômico. 3. Perfil – Aspectos geoambientais. I. Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística Secretaria de Estado da Educação de Alagoas.
II. Freire, Neison Cabral Ferreira, org. III. Gomes, Rose Mary Ferreira
Pereira, org. IV. Vila Nova, Silvânia da Rocha Medeiros.
CDU: 908
Direitos desta edição reservados à
Edufal - Editora da Universidade Federal de Alagoas
Av. Lourival Melo Mota, s/n - Campus A. C. Simões,
Prédio da Reitoria, Cidade Universitária, Maceió/AL Cep.: 57072-970
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4
SUMÁRIO
Apresentação ................................................. 6
A Rede de Influência das cidades
no Baixo São Francisco .............................. 7
A heterogeneidade socioeconômica
no Baixo São Francisco............................... 9
Os espaços agropastoris............................ 11
Dinâmica geoambiental do baixo
curso do rio São Francisco ...................... 13
Brejo Grande, segundo o IBGE .............. 19
Gararu, segundo o IBGE ........................... 21
Igreja Nova, segundo o IBGE ................. 23
Pão de Açúcar, segundo o IBGE .......... 25
Penedo, segundo o IBGE ........................ 27
Piaçabuçu, segundo o IBGE ................... 29
Piranhas, segundo o IBGE ....................... 31
Propriá, segundo o IBGE ......................... 33
São Brás, segundo o IBGE ...................... 35
Traipu, segundo o IBGE ........................... 37
5
APRESENTAÇÃO
É uma honra para a Superintendência
do IBGE em Alagoas (SES-AL) a construção
deste estudo sobre o Perfil Socioeconômico
Municipal e Aspectos Geoambientais do Baixo
São Francisco. Integrante de um rol de produtos
tecnológicos entregues pela equipe do IBGE à VI
Expedição Científica do Baixo São Francisco,
esta publicação marca a primeira participação
dos servidores do Instituto neste relevante
programa.
Este material inaugura a inserção do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
a esse esforço para o avanço do conhecimento
científico de impacto socioambiental, cultural e
econômico, desenvolvido em diferentes áreas do
conhecimento científico junto às comunidades
ribeirinhas dos Estados de Alagoas e Sergipe.
Ao reunir dados que permitem uma visão geral
do território que integra o Baixo São Francisco,
destacam-se aqueles relacionados aos dez
municípios visitados pelos expedicionários
no ano de 2022. Preparada a partir de dados
georreferenciados resultantes de diferentes
pesquisas realizadas pelo IBGE, todas as fontes
utilizadas nesta obra podem ser acessadas, de
forma gratuita, no site oficial www.ibge.gov.br.
Em uma linguagem acessível e dinâmica,
composta por mapas temáticos, tabelas
estatísticas e gráficos que ilustram as análises
informativas, o texto contempla uma síntese
do “olhar” do IBGE sobre os municípiosalvo objeto da Expedição. A contribuição do
Instituto recai, especialmente, na sua capacidade
em coletar e democratizar o acesso a uma
massa de dados e informações que retratam
o Brasil e contribuem para o mais amplo
conhecimento de sua realidade, cooperando
para o exercício da cidadania. A publicação é
acompanhada por um mapa personalizado do
Baixo São Francisco, cuidadosamente pensado
e construído pelas equipes das Supervisões de
6
Disseminação de Informações e da Base Territorial
do IBGE, tanto em Alagoas, como em Sergipe.
Por fim, o conteúdo desta pesquisa
realça a importância da difusão e uso de base de
dados brasileira, oficial e gratuita, construída sob
rigorosos critérios metodológicos. O recorte no
contexto do Baixo São Francisco foca no perfil
socioeconômico, vegetacional e geomorfológico
dessa região sertaneja e agrega maior valor para
este material que busca, primordialmente, reunir
informações capazes de cooperar com políticas
públicas, planos e projetos pensados e executados
com e para as comunidades impactadas pelos
diferentes processos antrópicos estudados pela
Expedição Científica.
Silvânia da Rocha Medeiros Vila Nova
Analista do IBGE em Alagoas
O Baixo São Francisco em números
Número de municípios: 93
(Alagoas: 46 | Sergipe: 28 | Pernambuco: 14 |
Bahia: 5)
Áreas: 41.805,23 km²
Maior: Jeremoabo-BA (4.267,41 km²)
Menor: Amparo do São Francisco-SE (35,68 km²)
Altitude:
Máxima: 879,36m (Paranatama-PE)
Mínima: 5,42m (Pirambu-SE)
Biomas: Caatinga e Mata Atlântica
População residente:
2010: 2.147.707 hab
Maior: Arapiraca-AL (214.006 hab)
Menor: Amparo do São Francisco-SE (2.275 hab)
2022: 2.183.679 hab
Maior: Arapiraca-AL (234.696 hab)
Menor: Amparo do São Francisco-SE (2.170 hab)
Domicílios ocupados:
2010: 581.002
2022: 729.305
População indígena em 2022: 53.697
População quilombola em 2022: 63.059
Visão Geral do Território
Neison Cabral Ferreira Freire1
A Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco
é formada por 505 municípios (CBHRSF, 2023),
divididos em quatro regiões hidrográficas: Alto,
Médio, Submédio e Baixo. O território do Baixo
São Francisco é constituído por 93 municípios,
distribuídos por 4 estados nordestinos: Alagoas
(46), Sergipe (28), Pernambuco (14) e Bahia (5).
Os municípios agrupados ocupam uma área de
41.805,23 km² ou 2,69% da Região Nordeste. Este
vasto território equivale, praticamente, à área da
Suíça, na Europa, que tem 41.285 km².
Segundo os dados do Censo Demográfico
de 2022 (IBGE, 2023), a população residente
nos municípios do Baixo São Francisco totaliza
2.183.679 pessoas. Se comparado com o último
Censo realizado (2010), é possível identificar
um aumento de 34.997 habitantes, uma vez
que a população residente era de 2.147.707, em
2010. Diante de tal cenário, pôde-se observar um
modesto crescimento populacional.
A Rede de Influência das
cidades no Baixo
São Francisco
A pesquisa Regiões de Influência das
Cidades (REGIC) define a hierarquia dos centros
urbanos brasileiros e delimita as regiões de
1
Pesquisador titular de Ciência e Tecnologia do IBGE
influência a eles associados. É nessa pesquisa em
que se identificam, por exemplo, as metrópoles
e capitais regionais brasileiras e qual o alcance
espacial da influência delas.
A identificação da hierarquia urbana e
das áreas de influência é realizada por meio da
classificação dos centros urbanos que possuem
determinados equipamentos e serviços e que
atraem populações de outras localidades. A oferta
diferenciada de bens e serviços entre as cidades
faz com que populações se desloquem a centros
urbanos bem equipados para adquirirem serviços
de saúde e educação ou buscar um aeroporto, por
exemplo.
Conhecer os relacionamentos entre as
cidades brasileiras com base na análise dos
fluxos de bens, serviços e gestão é um importante
instrumento para se realizar escolhas locacionais,
tais como decidir a localização de uma universidade,
de um hospital ou decidir a localização de uma
filial de empresa.
O estudo constitui uma abordagem
fundamental para a compreensão da geografia
do país, uma vez que estabelece critérios para
a qualificação das cidades e das relações entre
elas, revelando eixos de integração no território
e padrões diferenciados de distribuição de
centralidades urbanas
A rede urbana de Alagoas encontrase quase integralmente dentro da Região de
Influência do Arranjo Populacional do Recife/PE,
apenas com dupla subordinação com a metrópole
de Salvador, no extremo oeste do Estado, onde a
rede de Delmiro Gouveia (AL) também se relaciona
7
com a de Paulo Afonso (BA), como evidencia a
figura 1.
As
cidades
de
Alagoas
estão
majoritariamente ligadas a destinos dentro do
próprio Estado, exceto em regiões limítrofes. Além
do contato já citado com a Rede Urbana do Arranjo
Populacional de Salvador/BA, via Delmiro Gouveia
(AL), as cidades de Campestre (AL) e Jacuípe
(AL) se vinculam a Palmares (PE), na divisa com
Pernambuco, assim como o Arranjo Populacional
de Maragogi/AL - São José da Coroa Grande/PE,
diretamente ligado ao Arranjo Populacional do
Recife/PE, em dupla subordinação com o Arranjo
Populacional de Maceió/AL.
Já na divisa com Sergipe, Porto Real do
Colégio (AL) e São Brás (AL) têm como destino
principal o Arranjo Populacional de Propriá/SE,
enquanto o Arranjo Populacional de Penedo/AL
liga-se diretamente ao Arranjo Populacional de
Aracaju/SE, também em dupla subordinação com
o Arranjo Populacional de Maceió/AL.
Do lado sergipano, o Arranjo Populacional
de Maceió/AL estende sua influência até Santana
do São Francisco (SE), que tem como destino
principal o Arranjo Populacional de Penedo/AL. É a
única cidade fora dos limites de Alagoas a receber
a influência da capital do Estado.
Figura 1: Mapa das regiões de influência e hierarquia das cidades no Baixo São Francisco. As linhas representam
as trocas comerciais de produtos e serviços intermunicipais e a extensão da região de influência de cada cidade no
modelo hierárquico estabelecido. Quanto maior for a posição da cidade na hierarquia urbana, maior será sua área
de influência em relação às outras cidades.
Fonte: Criado e editado por IBGE/SES-AL/SDI a partir de “Regiões de Influência das Cidades – REGIC”, IBGE (2018).
8
A heterogeneidade
socioeconômica no
Baixo São Francisco
Na Região Nordeste, em geral, e na Bacia
do Rio São Francisco, em particular, surgiram
novas áreas de expansão econômica, nas últimas
décadas. Na atualidade, essas áreas abrigam
estruturas
modernas e dinâmicas, as quais
convivem com áreas e segmentos tradicionais,
contribuindo, assim, para tornar a realidade
regional muito mais diferenciada e complexa,
compondo um mosaico de contextos territoriais
diferenciados.
De fato, uma das principais características
do espaço regional nordestino, atualmente,
constitui-se
numa
grande
diversidade
e
crescente heterogeneidade de suas estruturas
socioeconômicas,
introduzindo
“ilhas
de
dinamismo” em áreas agropastoris tradicionais
do interior. Deste modo, aceleram-se as forças
fragmentadoras da coesão territorial de uma
região historicamente marcada pela desigualdade
socioeconômica.
No Baixo São Francisco, essas “ilhas de
dinamismo” podem ser caracterizadas pelos
municípios de Canindé de São Francisco (SE),
Paulo Afonso (BA) e Coruripe (AL), cujos Produtos
Internos Brutos (PIB) Municipais per capita (2020),
registraram, respectivamente, R$ 103,9 mil, R$
35,7 mil e R$ 30,3 mil, bem superiores à média
registrada nos 93 municípios, que é de R$ 13,8 mil;
sendo, no caso de Canindé de São Francisco, ainda
superior à média nacional daquele ano, que foi de
R$ 35.935,74 (IBGE, 2023).
O PIB da região em 2020 totalizou R$ 37,5
bilhões, , conforme demonstra o gráfico 1, sendo
polarizado por Arapiraca (AL) com R$ 5,2 bilhões,
cujo setor mais significativo na composição desse
índice foi o de serviços, que registrou R$ 2,3
bilhões. Esses resultados configuram o município
de Arapiraca como um centro regional urbano
importante para todo o Baixo São Francisco. Por
outro lado, Amparo do São Francisco (SE) obteve
o menor PIB em 2020 com R$ 33,7 milhões.
Gráfico 1: Composição do PIB em 2020 no Baixo São
Francisco (IBGE, 2023).
PIB Baixo São Francisco
AGROPECUÁRIA
R$ 10.586.448.540,00
INDÚSTRIA
R$ 9.984.291.900,00
SERVIÇOS - EXCLUSIVE
ADMINISTRAÇÃO, DEFESA,
EDUCAÇÃO E SAÚDE
PÚBLICAS E SEGURIDADE
SOCIAL
ADMINISTRAÇÃO, DEFESA,
EDUCAÇÃO E SAÚDE
PÚBLICAS E SEGURIDADE
SOCIAL
IMPOSTOS, LÍQUIDOS DE
SUBSÍDIOS, SOBRE
PRODUTOS, A PREÇOS
CORRENTES
R$ 2.195.283.050,00
R$ 6.437.542.560,00
R$ 8.281.494.810,00
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais
de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo
e Superintendência da Zona Franca de Manaus –
SUFRAMA (2023).
O sertanejo e o
meio ambiente
Neste ambiente de clima semiárido,
predominantemente ocupado
pelo
bioma
Caatinga, surgiu um tipo humano bem
característico, produto da miscigenação das
diversas etnias brasileiras – o sertanejo – ,
identificado pela sobriedade, o sentimento trágico
do camponês ibérico e o espírito de liberdade
do índio, culminando num alto sentido pessoal
de honra e dignidade (Freire, 2008 apud CHESF,
2001).
Segundo pesquisas realizadas pelo Museu
de Arqueologia de Xingó (MAX, 2023), a presença
humana na região remonta há cerca de 9.000 anos,
embora alguns vestígios em estudo, tais como
9
Grupo de trabalhadores rurais em trajes
típicos da Caatinga em Paulo Afonso-BA.
Foto: Neison Freire/Acervo Fundaj (2018).
pinturas rupestres e artefatos funerários, apontem
para épocas ainda mais remotas, podendo chegar
a 12.000 anos A.P. (antes do presente).
Cabe destacar que o Vale do Rio São
Francisco, ao se distinguir, em nível regional, como
o espaço de convergência de duas grandes divisões
do quadro natural brasileiro, qual seja o litoral e
o sertão, teve, simultaneamente, sua ocupação
de alguma forma marcada pela confluência de
processos econômicos e culturais de uso do espaço
geográfico também distintos (Freire, 2018).
De fato, a utilização sistemática dos
recursos naturais da Caatinga teve início há mais
de três séculos, com acentuado incremento a
partir da década de 1980, resultando em longos
conflitos, especialmente, no que diz respeito à
água e à posse da terra. Essa situação se observa
em diversas localidades por meio do registro de
informações coletadas, mais recentemente, no
Censo Demográfico 2022, principalmente ao longo
da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – que
é o maior recurso hídrico superficial perene e, de
10
longe, o mais importante elemento regional sob
qualquer aspecto em análise no Bioma Caatinga.²1
Nessas áreas que se apresentam banhadas
pela bacia do Rio São Francisco, há diferentes e
significativos problemas relativos à poluição e
contaminação das águas, em função dos usos
para diluição de esgotos domésticos, irrigação e
formação de imensas barragens para a geração de
energia hidrelétrica, que alteraram profundamente
os ciclos hidrológicos do rio São Francisco.
Contudo,
o
desenvolvimento
de
agronegócios, ao longo desta bacia, proporciona
a disposição inadequada de resíduos sólidos e da
utilização de agrotóxicos e fertilizantes nos polos
12
Além da perenidade de seu fluxo d’água, que lhe
confere situação singular no semiárido nordestino, ou nos
“sertões”, como era identificado genericamente o “interior” do
País, a rápida consolidação da ocupação nas margens do rio
São Francisco, fazendo com que ele fosse reconhecido como
“um condensador tão importante de fazendas de gado”, deveuse, de acordo com Prado Júnior (1945), não só à vegetação
pouco densa da Caatinga, como à localização, próxima às suas
margens, de afloramentos salinos que forneciam ao gado os
“bebedouros” necessários à sua alimentação.
agroindustriais (em especial, aqueles situados em
Barreiras e Luis Eduardo Magalhães – BA [soja] e
Petrolina – PE e Juazeiro – BA [fruticultura] (Brasil,
2011).
Além disso, registre-se o uso excessivo
da água para diversos projetos de irrigação
em ambas as margens e, mais recentemente,
para a transposição de suas águas em direção a
outras bacias hídricas setentrionais do semiárido
nordestino.
Dessa
maneira, pode-se dizer que o
processo de reestruturação produtiva, ainda
em curso no bioma Caatinga, incorpora a
desconcentração
espacial
de
atividades,
observada nas últimas décadas do século XX,
produto da ação do Estado e da grande empresa
transnacional, assimilando as novas características
de organização da economia nacional.
Os espaços agrícolas são dominados pelas
culturas da cana-de-açúcar, milho e feijão, de
acordo com o gráfico 2. As áreas de colheita de
cana-de-açúcar registraram 104.735 ha (31,48%
da área total colhida), muito próxima às áreas
destinadas ao milho que representaram 96.437
ha (29% da área total colhida). Em terceiro lugar,
em termos de áreas destinadas às culturas, está
o feijão com 41.594 ha, ou 12,5%. No total, essas
três culturas representaram quase 73% das áreas
colhidas na região do Baixo São Francisco. As
quantidades produzidas em 2021 pelas culturas
de cana-de-açúcar foram de 36.469.916 ton,
mandioca 405.062 ton, milho 322.911 ton e feijão
20.717 ton.
Gráfico 2: Principais áreas plantadas ou destinadas à
colheita no Baixo São Francisco.
Os espaços agropastoris
De um modo em geral, na região do Baixo
São Francisco, as cidades representam um local
de abastecimento de produtos agropecuários
e industrializados, além de proverem acesso
ao sistema púbico de saúde em suas diversas
especialidades, maiores níveis educacionais e
oportunidades de emprego e renda.
Responsável por 17% na composição do PIB
(2020) da região composta pelos 93 municípios,
o
setor
agropecuário
tem
características
heterogêneas em relação à simultaneidade de
atividades tradicionais e modernas, mesclando
agricultura familiar com agronegócio em modelo
exportador. Em relação à área plantada ou
destinada à colheita, a pesquisa da Produção
Agrícola Municipal – PAM (IBGE, 2021) registrou
388.066 ha, o que representa 9,28% da área total
dos 93 municípios (41.805,23 km²). Entretanto,
a área colhida naquele ano de referência foi de
332.685 ha.
Fonte: Produção Agrícola Municipal – PAM, IBGE (2021)
Os municípios com as maiores áreas de
plantio são, por ordem de importância: CoruripeAL, Jeremoabo-BA e Penedo-AL. O rebanho da
pecuária no Baixo São Francisco totalizou cerca
de 11 milhões de cabeças (PPM, 2021), sendo 7,9
milhões de galináceos, 1,6 milhão de bovinos,
640 mil de ovinos, 336 mil de suínos, 290 mil
de caprinos e 187 mil cabeças para os demais
rebanhos (bubalinos, equinos e codornas) , como
pode ser observado no gráfico 3. A partir dos
rebanhos existentes, a região também produziu a
significativa safra de 13,11 milhões de hectolitros de
leite naquele ano, sendo o município de BuíquePE o maior produtor (9,1 milhões de hectolitros).
11
Derivado do rebanho de galináceos, a região
produziu 38,2 milhões de dúzias de ovos.
Merecem destaque no contexto do baixo
curso do Rio São Francisco as atividades de
aquicultura, que registraram a produção de 8.374,8
ton de tilápia, seguida por 3.073,5 ton de tambaqui
e 1.477,4 ton de camarão. O maior produtor de
tilápia é o município de Piranhas-AL (3.052 ton),
seguido por Coruripe-AL (1.000 ton) e União dos
Palmares-AL (500 ton).
Dessa forma, os números da PAM em
2021 evidenciam a relevância das atividades
agropecuárias na região do Baixo São Francisco,
convertendo-se num importante celeiro de
alimentos para o país, com destaque para a
produção de derivados sucroalcooleiros, cereais
e proteína animal, dentre outros produtos
agropecuários.
IBGE
INSTITUTO
BRASILEIRO
DE
GEOGRAFIA
Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/censodemografico/demografico-2010/inicial. Acesso em: 19
jun. 2023.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA. Pesquisa da Pecuária Municipal – PPM
2021. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/
ppm/quadros/brasil/2022. Acesso em: 19 jun. 2023.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA. Produção Agrícola Municipal – PAM
2021. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/
pam/tabelas. Acesso em: 19 jun. 2023.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA. Produto Interno Bruto dos Municípios
2020.
Gráfico 3 - Principais atividades agropecuárias do
Baixo São Francisco
–
E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2010 e 2022.
Disponível
em:
https://cidades.ibge.gov.br/.
Acesso em: 19 jun. 2023.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA. REGIC – Regiões de Influência das
Cidades 2018. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/
geociencias/cartas-e-mapas/redes-geograficas/15798regioes-de-influencia-das-cidades.html. Acesso em: 19
jun. 2023.
UFS - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE. O Museu
de Arqueologia de Xingó. Disponível em: https://max.
ufs.br/pagina/20239. Acesso em: 19 jun. 2023.
Fonte: Produção Agrícola Municipal – PAM, IBGE (2021)
Referências
CBHRSF – COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO
SÃO FRANCISCO. Municípios da Bacia. Disponível em:
https://cbhsaofrancisco.org.br/a-bacia/#municipios-dabacia. Acesso em: 19 jun. 2023.
FREIRE, N. C. F. (Org.); MOURA, D. C.; SILVA, J. B. et al.
Atlas das Caatingas - o único bioma exclusivamente
brasileiro. Recife, PE: Massangana, 2018.
12
Dinâmica Geoambiental
do Baixo Curso do
Rio São Francisco
Débora Coelho Moura31
José Iranildo Miranda de Melo42
A bacia do Rio São Francisco apresenta
uma dinâmica geoambiental resultante de
interações abióticas (morfológicas, geológicas,
climáticas e pedológicas), que condicionam um
mosaico vegetacional de diferentes paisagens. Ao
longo da bacia, a dinâmica fluvial está associada à
sustentabilidade dos recursos naturais, à condução
e ao provimento das comunidades locais.
A bacia subdivide-se em quatro domínios
geomorfológicos,
apresentando
altitude,
precipitação e vegetação distintas. O alto curso
da bacia abrange desde a nascente, com altitudes
superiores a 1400m, na porção oeste a Serra da
Canastra, até o domínio da Depressão do Rio São
Francisco, com média de 550m em vale, em “U”
aberto na represa de Três Marias.
A área apresenta uma média de precipitação
entre 1500 e 2000mm/ano, que proporciona uma
vegetação úmida de Floresta Atlântica.
13
Professora Doutora convidada. Universidade
Federal de Campina Grande – UFCG, Centro de Humanidades, Unidade Acadêmica de Geografia, Membro
do Conselho Reserva da Biosfera Caatinga. R. Aprígio
Veloso, 882, Universitário, CEP: 58428-830, Campina
Grande, Paraíba, Brasil. E-mail: debygeo@hotmail.com
24
Professor Doutor convidado. Universidade
Estadual da Paraíba – UEPB, Departamento de Biologia,
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Rua Baraúnas
351, Bairro Universitário, CEP 58429-500, Campina
Grande, Paraíba, Brasil. E-mail: tournefort@gmail.com
13
Ao longo do curso, a jusante das áreas mais
aplainadas exibe uma altitude média de 500 a
700m, com pluviosidade de 1000 a 1500mm/ano,
favorecendo vegetação de Florestas Estacionais e
Cerrado, que inclui de Pirapora à confluência do Rio
das Velhas (HACKSPACHER et al, 2007, NUNES;
PINTO, 2012, ARAÚJO et al, 2022). O médio curso
do rio conta com um trecho alongado em altitude
de 500m até Remanso-BA, onde localiza-se a Usina
Hidrelétrica de Sobradinho, com rochas graníticas,
filitos, micaxistos e extensas áreas de quartzitos
recristalizados. O clima é Semiárido, apresentando
chuvas irregulares, sazonalidade e vegetação do
tipo Caatinga (BARBOSA et al, 2003, MIRANDA et
al, 2021, BRITO-NEVES et al, 2023).
No submédio, o curso fluvial exibe um
relevo suave ondulado, com trechos de fortes
declividades e presença de quedas d’água, como
se dá em Paulo Afonso-BA. Nestes locais, há
predominância de canais rochosos, com maior
rugosidade, devido ao Clima Tropical Quente e
Seco, que age através do intemperismo físico,
proporcionando rochas expostas e solos pouco
desenvolvidos (BRASIL-RADAMBRASIL, 1986,
MAIA; NASCIMENTO, 2018).
O baixo curso é caracterizado por
apresentar trechos rochosos na calha do rio, entre
os municípios de Delmiro Gouveia e Piranhas,
ambos situados no estado de Alagoas, e Canindé
do São Francisco, em Sergipe, com planície aluvial
muito estreita e percorrendo um vale encaixado. O
volume hídrico da bacia varia com a sazonalidade
mais acentuada, devido aos mecanismos de meso
escala La Niña, com períodos mais chuvosos e El
Niño, com estiagens prolongadas (ENOS), que
interferem diretamente na pluviosidade da porção
continental na região Semiárida (ALVES et al,
2007, ALBUQUERQUE et al, 2022).
Após o município de Propriá-SE, o sistema
fluvial relacionado à morfoestrutura da bacia está
interligado a uma descarga de fluxo mais lento,
produção de sedimentos e menor profundidade
da calha. Segundo Cunha et al (2018) e Silva et al.
(2022), do trecho final de Propriá-SE até Penedo-
14
AL, predominam os canais de padrões entrelaçado
e anastomosado, devido aos processos de erosão
marginal e assoreamento, em virtude da calha
ser mais aplainada. Isso compreende a faixa
sedimentar de cordões litorâneos, localizados em
ambas as suas margens (CASADO et al, 2000;
CUNHA et al, 2018; ZULAR et al, 2018).
As condicionantes da dinâmica ambiental
na vegetação ao longo da bacia está interligada
ao contexto climático regional da paisagem. O
clima úmido a semiúmido propicia a vegetação de
Floresta Atlântica, enquanto que o clima tropical
quente e seco, do tipo semiárido, favorece a
vegetação de Caatinga. A vegetação encontrada
na área da bacia, referente ao médio, submédio
e baixo São Francisco, com predomínio do clima
tropical quente e seco, apresenta um recorte de
fitofisionomia de Caatinga arbustiva arbórea,
arbustiva e áreas de mata ciliar, a jusante de
Piranhas-AL e Canindé do São Francisco-SE,
caracterizando uma Floresta Estacional, com
elementos de ampla distribuição (BRASIL-IBGE,
2019; REIS et al, 2022).
Na dinâmica geoambiental da região
semiárida, atestada na figura 2, os elementos
atmosféricos, edáficos e geológicos, sendo estes
do Complexo Granitóide e Sedimentar, determinam
uma adaptação em diferentes fitofisionomias da
Caatinga. Estas fitofisionomias proporcionam
potencialidades para a constituição de fitomassa,
adensamento e diversidade associados às
características ecológicas (SILVA et al, 2022; SILVA
et al, 2022). Contudo, Tabarelli et Santos (2004)
e IBGE (2019) argumentam que esta vegetação
resulta de espécies que evoluíram a inúmeros
períodos de índices estacionais e mudanças
climáticas.
Como Floresta Seca, a Caatinga apresenta
propriedades no seu mosaico vegetacional
que a torna particular e a distingue entre os
outros biomas. A riqueza florística possibilita a
sustentação de diversas atividades econômicas,
que mantém o homem no campo. No entanto, o
manejo de algumas atividades agrícolas induz à
Figura 2: Mapa das Unidades Geomorfológicas no Baixo São Francisco.
Fonte: Criado e editado por IBGE/SDI/AL a partir de “Banco de Dados de Informações Ambientais - BDiA”, IBGE
(2023).
degradação da vegetação e, em consequência,
do solo e da rede de drenagem ao longo da bacia
(ALBUQUERQUE; ALVAREZ; GREGO, 2022; REIS
et al, 2022).
Entre os estados de Alagoas e Sergipe,
no baixo curso em direção a jusante, a bacia do
rio São Francisco apresenta conflitos ambientais
associados a alterações sobre o meio hídrico. Com
base nos agentes responsáveis pelas modificações
da paisagem, o agronegócio atua com ampla
área de irrigação e desmatamento, além do
aumento desordenado na expansão urbana que
abrange o entorno das matas ciliares. Tal situação
proporciona o surgimento de conflitos ambientais
não reversíveis à bacia (WIVALDO et al, 2018;
FREIRE et al, 2019; MACIEL, ZIZKA, ALVES, 2020).
Com base na composição florística
da área, verificam-se fragmentos florestais
remanescentes pertencentes às Formações
Pioneiras, em áreas de várzeas, podendo ser estas
alagáveis, com quantidade de matéria orgânica e
sedimentos depositados ao longo das margens.
Os remanescentes florestais possuem composição
florística e fitofisionômica características de
ecossistemas associados à Floresta Atlântica, como
os de terraços marinhos (restinga), numa extensa
faixa arenosa, destacando-se os componentes
flúvio-marinhos (manguezal) e de abrangência
fluvial (mata ciliar, com agrupamentos de floresta
úmida arbórea, atualmente composta por florestas
secundárias em espaços reduzidos, refletindo a
ocorrências de perturbações ou fragmentação
(OLIVEIRA et al, 2015; SANTOS et al, 2018; BRASILIBGE, 2019; ALBUQUERQUE et al, 2022).
Nas áreas da região a jusante, os
componentes vegetacionais propiciam condições
15
necessárias para que os demais serviços
ecossistêmicos, de maneira direta e indireta,
alcancem as populações locais. Contudo,
a produção primária dos ecossistemas e a
diversidade biológica estão sofrendo alterações
significativas, principalmente no funcionamento
dos ecossistemas. Nesse contexto, sugere-se que
haja restauração ambiental desses, uma vez que
a cobertura vegetal contribui para a diminuição
dos processos erosivos do solo, proporcionando
aumento e armazenagem de carbono e melhoria
das características físico-químicas dos corpos
d’água.
BRITO-NEVES, B. B. de; SANTOS, T. J. S. dos; DANTAS,
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Quaternary Science Reviews, v. 196, p. 137-153. 2018.
17
18
Brejo Grande, segundo o IBGE:
19
Identificação
Data de criação: 02/10/1926
Data de instalação: 22/10/1939
Gentílico: brejo-grandense
Código Geográfico: 2800704
Formação Administrativa: Lei Ordinária Estadual
nº 929/1926
Área: 141,464 km²
Coordenadas da Sede:
Latitude: -10,429° Longitude: -36,4667°
Altitude da Sede: 7 m
Ambiente
Bioma: Mata Atlântica
Sistema Costeiro-Marinho: Pertence
Comparando dados dos Censos Demográficos
População (pessoas residentes):
2010: 7.742
2022: 7.841
Densidade demográfica em 2010: 52,01 hab/km²
Densidade demográfica em 2022: 55,43 hab/km²
Contexto Regional
Grande Região: Nordeste
Estado: Sergipe
Região Geográfica Intermediária: Aracaju
Região Geográfica Imediata: Propriá
Município costeiro: Sim
Defrontante com o mar: Sim
Domicílios recenseados, por espécie:
2010: 2.561
Particular permanente ocupado: 2.026
Particular permanente não ocupado: 516
Coletivo: 6
Economia
PIB (2020): R$ 92.231.920,00
PIB per capita (2020): R$ 11.041,77
2022: 3.547
Particular permanente ocupado: 2.471
Particular permanente não ocupado: 1.067
Particular improvisado: 5
Coletivo: 4
20
Gararu, segundo o IBGE:
21
Identificação
Data de criação: 15/03/1877
Data de instalação: 01/01/1939
Gentílico: gararuense
Código Geográfico: 2802403
Formação Administrativa: Sem Registro
Área: 656,956 km²
Coordenadas da Sede:
Latitude: -9,9659° Longitude: -37,0817°
Altitude da Sede: 19,789 m
Contexto Regional
Grande Região: Nordeste
Estado: Sergipe
Região Geográfica Intermediária: Itabaiana
Região Geográfica Imediata: Nossa Senhora
da Glória
Município costeiro: Não
Defrontante com o mar: Não
Economia
PIB (2020): R$ 136.758.580,00
PIB per capita (2020): R$ 11.788,52
22
Ambiente
Bioma: Mata Atlântica; Caatinga
Sistema Costeiro-Marinho: Não pertence
Comparando dados dos Censos Demográficos
População (pessoas residentes):
2010: 11.405
2022: 11.096
Densidade demográfica em 2010: 17,41 hab/km²
Densidade demográfica em 2022: 16,89 hab/km²
Domicílios recenseados, por espécie:
2010: 4.358
Particular permanente ocupado: 3.215
Particular permanente não ocupado: 1.116
Coletivo: 5
2022: 5.718
Particular permanente ocupado: 3.949
Particular permanente não ocupado: 1.749
Particular improvisado: 18
Coletivo: 2
Igreja Nova, segundo o IBGE:
23
Identificação
Data de criação: 28/05/1897
Data de instalação: 01/01/1939
Gentílico: igreja-novense
Código Geográfico: 2703205
Formação Administrativa: Decreto-lei n° 39/1890
Área: 426,538 km²
Coordenadas da Sede:
Latitude: -10,1285° Longitude: -36,6567°
Altitude da Sede: 18,608 m
Contexto Regional
Grande Região: Nordeste
Estado: Alagoas
Região Geográfica Intermediária: Maceió
Região Geográfica Imediata: Penedo
Município costeiro: Sim
Defrontante com o mar: Não
Região Metropolitana: Região Metropolitana do
São Francisco
Economia
PIB (2020): R$ 438.268.140,00
PIB per capita (2020): R$ 17.825,92
24
Ambiente
Bioma: Caatinga; Mata Atlântica
Sistema Costeiro-Marinho: Não pertence
Comparando dados dos Censos Demográficos
População (pessoas residentes)
2010: 23.292
2022: 21.372
Densidade demográfica em 2010: 54,49 hab/km²
Densidade demográfica em 2022: 50,11 hab/km²
Domicílios recenseados, por espécie:
2010: 7.501
Particular permanente ocupado: 6.272
Particular permanente não ocupado: 1.210
Coletivo: 6
2022: 9.090
Particular permanente ocupado: 7.097
Particular permanente não ocupado: 1.992
Particular improvisado: 1
Coletivo: -
Pão de Açúcar, segundo o IBGE:
25
Identificação
Data de criação: 03/03/1854
Data de instalação: 01/01/1939
Gentílico: pão-de-açucarense
Código Geográfico: 2706406
Formação Administrativa: Sem Registro
Área: 688,87 km²
Coordenadas da Sede:
Latitude: -9,7492° Longitude: -37,4351°
Altitude da Sede: 20,683 m
Contexto Regional
Grande Região: Nordeste
Estado: Alagoas
Região Geográfica Intermediária: Arapiraca
Região Geográfica Imediata: Pão de Açúcar
Olho d´Água das Flores – Batalha
Município costeiro: Não
Defrontante com o mar: Não
Economia
PIB (2020): R$ 231.339.300,00
PIB per capita (2020): R$ 9.500,20
26
Ambiente
Bioma: Caatinga
Sistema Costeiro-Marinho: Não pertence
Comparando dados dos Censos Demográficos
População (pessoas residentes)
2010: 23.811
2022: 23.823
Densidade demográfica em 2010: 34,86 hab/km²
Densidade demográfica em 2022: 34,58 hab/km²
Domicílios recenseados, por espécie
2010: 7.555
Particular permanente ocupado: 6.076
Particular permanente não ocupado: 1.465
Coletivo: 7
2022: 10.124
Particular permanente ocupado: 7.567
Particular permanente não ocupado: 2.547
Particular improvisado: 3
Coletivo: 7
Penedo, segundo o IBGE:
27
Identificação
Data de criação: 12/04/1636
Data de instalação: 19/09/1658
Gentílico: penedense
Código Geográfico: 2706703
Formação Administrativa: Sem Registro
Área: 688,452 km²
Coordenadas da Sede:
Latitude: -10,2892° Longitude: -36,586°
Altitude da Sede: 23 m
Contexto Regional
Grande Região: Nordeste
Estado: Alagoas
Região Geográfica Intermediária: Maceió
Região Geográfica Imediata: Penedo
Município costeiro: Sim
Defrontante com o mar: Não
Região Metropolitana: Região Metropolitana do
São Francisco
Economia
PIB (2020): R$ 826.573.610,00
PIB per capita (2020): R$ 12.946,36
28
Ambiente
Bioma: Mata Atlântica; Caatinga
Sistema Costeiro-Marinho: Pertence
Comparando dados dos Censos Demográficos
População (pessoas residentes):
2010: 60.378
2022: 58.647
Densidade demográfica em 2010: 87,61 hab/km²
Densidade demográfica em 2022: 85,19 hab/km²
Domicílios recenseados, por espécie:
2010: 19.015
Particular permanente ocupado: 16.362
Particular permanente não ocupado: 2.582
Coletivo: 28
2022: 24.992
Particular permanente ocupado: 19.610
Particular permanente não ocupado: 5.343
Particular improvisado: 12
Coletivo: 27
Piaçabuçu, segundo o IBGE:
29
Identificação
Data de criação: 31/05/1882
Data de instalação: 31/12/1936
Gentílico: piaçabuçuense
Código Geográfico: 2706802
Formação Administrativa: Lei Ordinária Estadual
n° 866/1882
Área: 243,686 km²
Coordenadas da Sede:
Latitude: -10,407° Longitude: -36,4362°
Altitude da Sede: 6,808 m
Contexto Regional
Grande Região: Nordeste
Estado: Alagoas
Região Geográfica Intermediária: Maceió
Região Geográfica Imediata: Penedo
Município costeiro: Sim
Defrontante com o mar: Sim
Região Metropolitana: Região Metropolitana do
São Francisco
Economia
PIB (2020): R$ 403.826.220,00
PIB per capita (2020): R$ 22.625,85
30
Ambiente
Bioma: Mata Atlântica
Sistema Costeiro-Marinho: Pertence
Comparando dados dos Censos Demográficos
População (pessoas residentes):
2010: 17.203
2022: 15.897
Densidade demográfica em 2010: 71,67 hab/km²
Densidade demográfica em 2022: 65,24 hab/km²
Domicílios recenseados, por espécie:
2010: 5.989
Particular permanente ocupado: 4.649
Particular permanente não ocupado: 1.321
Coletivo: 14
2022: 7.954
Particular permanente ocupado: 5.246
Particular permanente não ocupado: 2.689
Particular improvisado: 6
Coletivo: 13
Piranhas, segundo o IBGE:
31
Identificação
Data de criação: 03/06/1887
Data de instalação: 01/01/1939
Gentílico: piranhense
Código Geográfico: 2707107
Formação Administrativa: Lei Ordinária Estadual
n° 996/1887
Área: 403,995 km²
Coordenadas da Sede:
Latitude: -9,6245° Longitude: -37,758°
Altitude da Sede: 54,64 m
Ambiente
Bioma: Caatinga
Sistema Costeiro-Marinho: Não pertence
Contexto Regional
Grande Região: Nordeste
Estado: Alagoas
Região Geográfica Intermediária: Arapiraca
Região Geográfica Imediata: Delmiro Gouveia
Município costeiro: Não
Defrontante com o mar: Não
Região Metropolitana: Região Metropolitana do
Sertão
Domicílios recenseados, por espécie:
2010: 7.176
Particular permanente ocupado: 5.750
Particular permanente não ocupado: 1.362
Coletivo: 12
Economia
PIB (2020): R$ 296.792.040,00
PIB per capita (2020): R$ 11.785,41
32
Comparando dados dos Censos Demográficos
População (pessoas residentes):
2010: 23.045
2022: 22.609
Densidade demográfica em 2010: 56,47 hab/km²
Densidade demográfica em 2022: 55,96 hab/km²
2022: 9.802
Particular permanente ocupado: 7.024
Particular permanente não ocupado: 2.754
Particular improvisado: 2
Coletivo: 22
Propriá, segundo o IBGE:
33
Identificação
Data de criação: 05/09/1801
Data de instalação: 01/01/1939
Gentílico: propriaense
Código Geográfico: 2805703
Formação Administrativa: Sem Registro
Área: 96,32 km²
Coordenadas da Sede:
Latitude: -10,21° Longitude: -36,8331°
Altitude da Sede: 18,48 m
Contexto Regional
Grande Região: Nordeste
Estado: Sergipe
Região Geográfica Intermediária: Aracaju
Região Geográfica Imediata: Propriá
Município costeiro: Não
Defrontante com o mar: Não
Economia
PIB (2020): R$ 528.744.840,00
PIB per capita (2020): R$ 17.807,65
34
Ambiente
Bioma: Mata Atlântica
Sistema Costeiro-Marinho: Não pertence
Comparando dados dos Censos Demográficos
População (pessoas residentes):
2010: 28.451
2022: 26.618
Densidade demográfica em 2010: 319,24 hab/km²
Densidade demográfica em 2022: 276,35 hab/km²
Domicílios recenseados, por espécie:
2010: 9.428
Particular permanente ocupado: 8.064
Particular permanente não ocupado: 1.321
Coletivo: 20
2022: 11.845
Particular permanente ocupado: 9.183
Particular permanente não ocupado: 2.632
Particular improvisado: 7
São Brás, segundo o IBGE:
35
Identificação
Data de criação: 09/07/1947
Data de instalação: 01/01/1948
Gentílico: são-braense
Código Geográfico: 2708204
Formação Administrativa: Lei Estadual SN/1947
Área: 139,038 km²
Coordenadas da Sede:
Latitude: -10,1268° Longitude: -36,8986°
Altitude da Sede: 13,6 m
Contexto Regional
Grande Região: Nordeste
Estado: Alagoas
Região Geográfica Intermediária: Maceió
Região Geográfica Imediata: Penedo
Município costeiro: Não
Defrontante com o mar: Não
Região Metropolitana: Região Metropolitana do
Agreste
Economia
PIB (2020): R$ 108.439.060,00
PIB per capita (2020): R$ 15.560,20
36
Ambiente
Bioma: Caatinga; Mata Atlântica
Sistema Costeiro-Marinho
Comparando dados dos Censos Demográficos
População (pessoas residentes):
2010: 6.718
2022: 6.555
Densidade demográfica em 2010: 48 hab/km²
Densidade demográfica em 2022: 47,15 hab/km²
Domicílios recenseados, por espécie:
2010: 2.390
Particular permanente ocupado: 1.823
Particular permanente não ocupado: 554
Coletivo: 1
2022: 3.571
Particular permanente ocupado: 2.129
Particular permanente não ocupado: 1.442
Particular improvisado: Coletivo: -
Traipu, segundo o IBGE:
37
Identificação
Data de criação: 28/04/1835
Data de instalação: 01/01/1939
Gentílico: traipusense
Código Geográfico: 2709202
Formação Administrativa: Sem Registro
Área: 681,577 km²
Coordenadas da Sede:
Latitude: -9,971° Longitude: -37,0032°
Altitude da Sede: 30,96 m
Contexto Regional
Grande Região: Nordeste
Estado: Alagoas
Região Geográfica Intermediária: Arapiraca
Região Geográfica Imediata: Arapiraca
Município costeiro: Não
Defrontante com o mar: Não
Região Metropolitana: Região Metropolitana do
Agreste
Economia
PIB (2020): R$ 262.373.650,00
PIB per capita (2020): R$ R$ 9.429,08
38
Ambiente
Bioma: Mata Atlântica
Sistema Costeiro-Marinho: Não pertence
Comparando dados dos Censos Demográficos
População (pessoas residentes):
2010: 25.702
2022: 23.565
Densidade demográfica em 2010: 36,82 hab/km²
Densidade demográfica em 2022: 34,57 hab/km²
Domicílios recenseados, por espécie:
2010: 8.537
Particular permanente ocupado: 6.336
Particular permanente não ocupado: 2.149
Coletivo: 6
2022: 9.978
Particular permanente ocupado: 7.354
Particular permanente não ocupado: 2.609
Particular improvisado: 12
Coletivo: 3
“Ufal, IBGE e Expedição: duas instituições, uma ação e um território.
Não um simples território histórico e geográfico, mas um território
ocupado pela gente alagoana e que, durante muito tempo, foi ignorado.
Então, a Expedição, o IBGE e a Ufal se reapropiam desse território, reconhecem-no e
trazem pra gente brasileira um pouco da sergipanidade e da alagoanidade que aqui
vai representada pelos indicadores históricos e geográficos que só poderiam ser bem
apropriados, como são, pelo IBGE. A Expedição é um movimento de retomada de território
e reposicionamento das nossas instituições. É olhar para o umbigo do nosso povo, é olhar
pra cabeça da nossa gente, é redescobrir o Brasil num momento de tantas luzes novas e
esperança por um futuro melhor!”
Josealdo Tonholo, reitor da Universidade Federal de Alagoas.
“‘Retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento da
sua realidade e ao exercício da cidadania’ é a missão institucional
do IBGE. Podemos dizer, então, que nosso motivo de ser está intimamente
relacionado com a produção de informações fundamentais para retratar nossa sociedade.
Entretanto, necessitamos fazer essas informações chegarem aos mais diversos atores da
sociedade, como gestores públicos, academia, empresas, organizações de classe, bem
como a toda e qualquer pessoa que detenha interesse ou necessidade. Nesse contexto, as
Superintendências do IBGE em Alagoas e Sergipe se engajam diretamente nesta primeira
participação do Instituto na Expedição Científica do Baixo São Francisco, marcando um
novo e arrojado modo de levar à população alguns dos principais resultados produzidos
pelas diferentes pesquisas que realizamos. É com este sentimento de satisfação e de
atendimento pleno da nossa missão que nos unimos nesse esforço conjunto de renomadas
organizações e pesquisadores que trabalham pelo desenvolvimento da ciência aplicada,
capaz de gerar impactos socioambientais e econômicos, especialmente para a população e
meio ambiente que circundam as margens do ‘Velho Chico’”.
Alcides Tenorio Junior, superintendente do IBGE em Alagoas.
ISBN 978-65-5624-253-8
39
9 786 556 24 253 8