A correlação entre as interferências na vazão do Rio São Francisco e o avanço da salinidade no seu estuário

Autores: Ana Lúcia Eufrázio Romão (Uece), Ricardo Araújo Ferreira Júnior (Ufal) & Aristides Pavani Filho (Ufba). DOI: 10.51797/9786588862148. Publicado em 2022.

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                    A CORRELAÇÃO ENTRE AS
INTERFERÊNCIAS NA VAZÃO
DO RIO SÃO FRANCISCO E O
AVANÇO DA SALINIDADE NO SEU
ESTUÁRIO
ANA LÚCIA EUFRÁZIO ROMÃO1
RICARDO ARAÚJO FERREIRA JÚNIOR2
ARISTIDES PAVANI FILHO3

EDUCAÇÃO AMBIENTAL
RESUMO

Localizado em ambiente árido, onde a água é a principal força motriz da região, o Baixo São Francisco figura entre as zonas mais vulneráveis a impactos.
A planície flúvio-marinha e aluvial (estuário) do Rio São Francisco se estende desde Penedo (AL) até o litoral. No presente trabalho objetivou-se
avaliar a influência do controle da vazão do São Francisco pela usina de
Xingó sobre o avanço da salinidade de Foz à Penedo entre os anos de 2019
e 2020. A determinação da salinidade e demais parâmetros (condutividade,
resistividade, pH e sólidos totais dissolvidos-STD’s) foram realizados durante os ciclos de maré enchente e vazante, tendo sido realizada in situ através
da utilização de Sonda multiparamétrica Aqual Troll 400 da In-Situ Inc. 221
East Lincoln Avenue, Fort Collins, CO 80524 USA. No estudo foi possível
observar que a salinidade das águas do rio, bem como a condutividade e
o teor de STD’s, foram profundamente afetados pela oscilação da maré e
pelas alterações na vazão do rio operadas pelos sistemas de barragens no
período avaliado, principalmente pela barragem de Xingó. Nesse sentido, a
diminuição da vazão do rio pela metade promoveu o avanço da salinidade
1 Doutoranda., Universidade Estadual do Ceará; Departamento de Ciência e Tecnologia, ana.
eufrazio@aluno.uece.br
2 Prof. Dr., da Instituição Universidade Federal de Alagoas – Campus de Engehrarias e
Ciências Agrárias, ricardo.junior@ceca.ufal.br
3 Doutorando Universidade Federa da Bahia – UFBA; Instituto de Geociências - IGEO
- aristidesfilho@ufba.br.

115

por mais de 10 km rio adentro, provocando impactos severos sobre o ecossistema, as comunidades ribeirinhas e economia dos municípios afetados,
dentre eles Piaçabuçu e Brejo Grande
Palavras-chave: Salinização de estuário; Impactos socioambientais; Condutividade;
Resistividade.

INTRODUÇÃO
Enquadrado como rio de médio a grande porte, Rio São Francisco é um

dos mais importantes rios do país, sendo sua bacia responsável pelo abas-

tecimento de um território com diversas atividades econômicas, servindo à
aproximadamente 14,2 milhões de pessoas, ou seja, 7,5% da população brasileira, sendo quase a única fonte de água para a população da região árida
do nordeste do Brasil (TORRES; HORN, 2020)

A planície flúvio-marinha e aluvial (estuário) do Rio São Francisco se

estende desde Penedo (AL) até o litoral. Essa região, formada por sedimen-

tos recentes, aluviares, eólicos e praias, é constituída de superfícies planas,
solo inconsolidado e elevada salinidade. Praticamente toda a porção externa

da planície costeira do Rio São Francisco é margeada por dunas eólicas e, à

margem direita, no estado de Sergipe, são registradas expressivas áreas de
mangue. O Delta e a base dos Tabuleiros são formados de terraços marinhos
Pleistocênicos e, a norte e nordeste, de Tabuleiros terciários de Formação de
Barreiras. Outra característica importante é que o estuário do Rio São Fran-

cisco é dominado movimentos oscilatórios da maré (SANTOS et al., 2012;
MEDEIROS; CAVALCANTE SEGUNDO; MAGALHÃES, 2015).

Localizado em ambiente árido, onde a água é a principal força motriz da

região, o Baixo São Francisco figura entre as zonas mais vulneráveis a impactos (SOARES et al., 2020). A porção mais sensível do Baixo é o estuário,

que devido as trocas restritas, a pequena extensão e rasas profundidades,

responde rapidamente a qualquer perturbação natural ou antropogênica (CAVALCANTE et al., 2020). Dentre os vetores que impactam sobre o Rio estão
as obras de engenharia e, dentre elas, o sistema de barragens exerce
mais importante pressão sobre o estuário, estas têm alterado o seu

116

regime hidrológico e provocado a modificação da vazão líquida e sólida à jusante (SOUZA, 2015).

No presente trabalho objetivou-se avaliar a influência do controle da va-

zão do São Francisco pela usina de Xingó sobre o avanço da salinidade de
Foz à Penedo entre os anos de 2019 e 2020.

METODOLOGIA
A determinação da salinidade e demais parâmetros (condutividade, re-

sistividade, pH e sólidos totais dissolvidos-STD’s) foram realizados durante os

ciclos de maré enchente e vazante, conforme pode ser observado a partir do
Gráfico 1, tendo sido realizada in situ através da utilização de Sonda multiparamétrica Aqual Troll 400 da In-Situ Inc. 221 East Lincoln Avenue, Fort Collins,
CO 80524 USA.

Gráfico 1:
Simulação gráfica das condições de maré durante as coletas realizadas entre os
dias 24, 25 e 26

Ao longo da coluna d’água, foi efetuada uma sequência de medições,

com distância de no máximo 50 cm entre elas, intercaladas entre 20, 30 ou
60 mim. Os pontos para amostragem, no percurso de 28 km estendido de
Penedo à foz, foram determinados considerando a área que sofre

117

influência do regime de marés e determinado através geoprocessamento. Ver
Tabela 1.

Tabela 1:
Pontos de coleta dos parâmetros físico-químicos de acordo com as coordenadas
geográficas e os anos da amostragem.

1.300 m³/s
2.800 m³/s

2020

2019

Ano Vazão

Ponto de
coleta

Ponto

Data

Início
(h)

Fim
(h)

Penedo

P1

10°17’37.86”S 36°35’20.05”O

24/11/19

14:00

16:00

Piaçabuçu

P2

10°24’39.30”S

36°26’2.89”O

25/11/19

15:00

18:00

Foz
jusante

P3

10°27’48.57”S 36°24’21.91”O

26/11/19

14:30

16:00

Penedo

P1

10°17’35.55”S

12/6/2020

14:00

16:30

Piaçabuçu

P2

10°24’14.40”S 36°26’26.23”O 12/8/2020

6:00

9:00

Foz
jusante

P3

10°28’33.30”S 36°23’51.20”O 12/9/2020

14:50

16:00

Latitude

Longitude

36°35’8.66”O

As coletas de dados foram realizadas durante a II Expedição Científica

no Rio São Francisco, ocorrida no período de 17 a 27 de novembro de 2019

e III Expedição Científica no Rio São Francisco, ocorrida de 30 de novembro
até 10 de dezembro, ambas as expedições partiram da cidade de Penedo,

em Alagoas, e percorreu nove municípios localizados na região do Baixo São

Francisco até chegar à foz realizando avaliação da saúde ambiente do rio e
situação socioeconômica das comunidades ribeirinhas.

118

Figura 1:
Imagens das coletas de dados no São Francisco em 2019 à esquerda
e em 2020 à direita

Fonte: Próprios autores

RESULTADOS E DISCUSSÃO
A salinização do rio é um problema que vem ocorrendo há alguns anos.

Santana (2017) ressalta que já em 2013, com a regulação da vazão do São

Francisco, a cunha salina oriunda das águas costeiras já avançava em torno

de 10 km em direção à montante provocando a salinização das águas do rio

pela adição de sais, o que tem limitado o seu aproveitamento para abastecimento público, irrigação e processos ecológicos.

Os resultados obtidos no presente estudo, tanto para novembro de 2019

como para dezembro de 2020, apontam que na região de Penedo Salinidade

e demais parâmetros avaliados não sofreram alterações significativas (Tabela

2 e gráficos da Figura 1). O que já era esperado por se tratar de área distante da foz em torno de 30,00 km, não sofrendo, portanto, influência direta das

oscilações de maré ou onde a corrente marinha não é suficientemente forte
para realizar descarga água salgada. Também é possível inferir que, no ponto
avaliado há pouca variação dos íons (poluentes) seja pelo despejo ou que
chegam na área trazidos pela corrente do rio.

119

Table 2:
Funções estatísticas dos parâmetros avaliados entre os anos de 2019 e 2020 de
acordo com a cidade da amostragem

ANO

CIDADE

Resis.
(ohm/m)

STD
(ppm)

pH

91.278

109.49

55.571

8.44

28.93

91.658

109.62

55.860

8.47

0.25

28.52

91.221

109.10

55.218

8.38

-

0.12

0.133

0.16

0.164

0.02

Média

6.66

28.90

1122.49

1052.961

8.011

7.72

Máximo

13.45

28.99

1671.71

2405.32

11.493

7.92

Mínimo

0.62

28.87

415.75

598.621

2.938

7.56

Desv. Pad

-

0.036

-

-

-

0.12

Média

7.73

28.63

5210.22

2316.385

3.169

7.88

Piaçabuçu

Máximo

12.82

28.67

15622.40

8322.890

9.506

8.41

18:00 h

Mínimo

0.59

28.49

120.15

64.011

0.073

7.59

Desv. Pad

-

0.05

-

-

-

0.26

Média

3.50

28.42

44653.82

23.875

27.269

7.35

Foz

Máximo

6.55

28.95

51494.2

49.983

31.496

7.43

14:50 h

Mínimo

0.47

28.24

18525.15

19.420

11.197

7.31

Desv. Pad

-

0.22

-

-

Média

4.16

28.06

50346.65

18.369

33.463

7.31

Foz

Máximo

7.67

28.26

54272.1

19.329

34.362

7.33

16:00 h

Mínimo

0.45

27.98

26325.8

17.897

31.678

7.29

Desv. Pad

-

0.17

0.550

1.038

0.02

Penedo

Piaçabuçu
15:00 h

2019

FUNÇÃO
ESTATÍSTICA

PARÂMETROS AVALIADOS
Prof.
(m)

Temp.
(°C)

Cond.
(µS)

Média

2.04

28.59

Máximo

3.43

Mínimo
Desv. Pad

0.03

Continua...

120

...continuação

2020

Penedo

Piaçabuçu

Foz

Média

1.61

28.44

95.483

104.731

58.237

8.72

Máximo

2.71

28.44

95.529

104.799

58.265

8.79

Mínimo

0.56

28.43

95.42

104.681

58.203

8.66

Desv. Pad

-

-

0.026

0.028

0.015

0.05

Média

7.37

28.93

93.182

102.489

58.990

9.19

Máximo

10.07

28.97

93.379

102.940

59.190

9.48

Mínimo

0.66

28.92

92.979

102.118

58.750

8.68

Desv. Pad

-

0.01

0.129

0.182

0.100

0.26

Média

2.81

28.99 1317.830

7.893

796.025

8.31

Máximo

4.32

29.04 2022.790

9.878

12.220

8.39

Mínimo

4.32

28.92 1012.390

4.944

61.220

8.39

Desv. Pad

-

0.04

1.531

1.748

0.07

285.012

*Desv. Pad.; Temp.; Cond.; Resis; e STD = Desvio padrão; temperatura, condutividade,
resistividade e sólidos totais dissolvidos.

121
a partir de Piaçabuçu há forte influência da maré sobre os parâmetros físicoNas análises realizadas em novembro de 2019 foi possível observar que

-químicos na região. Nesse ponto o avanço da cunha salina é evidente, observável a partir das leituras realizadas às 17:00 h, aonde foi revelado o aumento

progressivo e substancial da salinidade e condutividade com o aumento da

profundidade, deixando bem claro o comportamento do avanço da salinidade
em forma de cunha (Tabela 2 e gráficos da Figura 1).

Figura 1:
Salinidades amostradas em função da profundidade em Penedo (A, B), Piaçabuçu
(C, D) e Foz (E, F), nos anos de 2019 (A, C, E) e 2020 (B, D, F).

122

Contudo, durante as análises realizadas no ano de 2020 em Piaçabuçu,

essa região permaneceu com salinidade abaixo de 0,05 psu. Se durante os
estudos de 2019, as análises apontavam para o enquadramento das águas

dessa região como salobra (salinidade acima de 0,05 psu), em 2020 as águas
da mesma área foram identificadas como doces (salinidade girando em
torno de 0,4 psu).

Os corpos hídricos ou mananciais são enquadrados em classes em fun-

ção dos usos a que se destinam respeitando-se os requisitos estabelecidos.
De acordo com a Resolução n° 20 de 18 de junho de 1986 do Conselho Na-

cional do Meio Ambiente, as águas são distribuídas em 9 (nove) classes: cinco

delas enquadradas como águas doces (com salinidade igual ou inferior a 0,5
%); duas classificadas como águas salobras (salinidade entre 0,5 e 30%) e as
outras duas na categoria de águas salinas (salinidade igual ou superior a 30
%) (CONAMA, 1986).

Avaliando a região de foz, durantes os estudos realizados em novembro

de 2019, os dados obtidos indicavam, que sob condição de topo de maré, a

salinidade, condutividade e a concentração de STD’s, as variações são significativamente expressivas desde a superfície ao fundo. Também foi possível
observar salinidade equivalente à água do mar, acima de 30 psu, indicando
que as amostras não poderiam serem usadas para consumo humano ou ir-

rigação. Neste período, foi possível identificar forte salinização para além de
11,3 km da foz, embora tenha havido o aumento da vazão do rio de 950 m³/s

(metro cúbicos por segundo) para 1.280 m³/s a partir do reservatório de Xingó.
No mês anterior ao período de avaliação, no dia 22 de outubro de 2019,

por determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a Compa-

nhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) elevou sucessivamente a vazão
no Baixo São Francisco (CHESF, 2019; UOL NOTÍCIAS, 2019).

Já em setembro de 2020, quando ocorreu elevação significativa da va-

zão do São Francisco, foi possível observar que o avanço da salinidade ficou

restrita à região de foz, onde apenas nessa região as águas do rio estariam
enquadradas como salobra, salinidade inferior a 1 psu.

A elevação progressiva da vazão do rio ocorreu a partir do Reservatório

de Xingó, passando do patamar médio de 800 para 1.300 m³/s, ou seja, 500
m³/s a mais do que a média dos meses anteriores (G1-SE, 2020). É importan-

te ressaltar que durante a segunda etapa do estudo (02 a 09 de dezembro) a
vazão do rio, que se encontrava 2.600 m³/s passou à média de 2.800 m³/s no
dia 08 de dezembro (DESTAQUENOTÍCIAS, 2020).

123

A área estudada, ou seja, o estuário do Rio São Francisco se comporta

apresentando salinidade mais alta próximo a Foz e no fundo do rio, característico de estuário estratificado em forma de cunha salina, onde próximo da Foz

a variação de salinidade oscila 0,03 e 35 ‰, podendo chegar a 39 ‰. Áreas
apresentando este tipo de oscilações são enquadradas como zona de mistu-

ra. Sua ocorrência pode ser atribuída a variabilidade da descarga fluvial, aos
ciclos de marés e ação dos ventos (FONSECA, 2018).

De acordo com estudo realizado por Souza (2015), durante o mês de

fevereiro de 2014, em condições de maré Sizígia e enchente (altura em torno

de 2,0 metros), foi possível observar que na região ocorre forte estratificação
salina do tipo cunha salina. O autor registou salinidade superficial oscilan-

do entre 4 a 18 g/kg, atingindo valores de até 35 g/kg, em apenas 2 metros
de profundidade. O autor relatou que a estratificação do tipo cunha salina se
manteve durante o intervalo avaliado. Entretanto, ocorreu alteração no grau
de intensidade e posição ao longo da coluna d’água. Durante os picos de

maré vazante o fluxo da corrente do rio predomina sobre a força da maré e
empurra água doce em direção a foz, forçando a estratificação de salinidade
para as camadas mais profundas do canal principal.

CONCLUSÃO
Durante o estudo foi possível observar que, por estar localizado na por-

ção mais a jusante o estuário do São Francisco está sujeito não somente aos

impactos ambientais decorrentes das ações antrópicas ou intempéries que
incidem ao longo do seu curso, mas, também às contribuições advindas da
corrente marinha. Neste sentido, a salinidade das águas do rio, bem como a

condutividade e o teor de STD’s são profundamente afetados pela oscilação
da maré e pelas alterações na vazão do rio operadas pelos sistemas de bar-

ragens, principalmente pela barragem de Xingó. Nesse sentido, a diminuição

da vazão do rio pela metade pode promover o avanço da salinidade por mais
de 10 km rio adentro, provocando impactos severos sobre o ecossistema, as
comunidades ribeirinhas e a economia dos municípios afetados, dentre eles Piaçabuçu e Brejo Grande.

124

AGRADECIMENTOS
Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (SECITECE),
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ),
Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

REFERÊNCIAS
(CHESF), C. H. E. DO S. F. Chesf aumenta vazão no Rio São Francisco em Xingó.
[s.l: s.n.]. Disponível em: <https://www.sertaonahora.com.br/noticia/26286/chesfaumenta-vazao-no-rio-sao-francisco-em-xingo.html>.
CAVALCANTE, G. et al. Temporal streamflow reduction and impact on the salt
dynamics of the São Francisco River Estuary and adjacent coastal zone (NE/Brazil).
Regional Studies in Marine Science, v. 38, p. 101363, 1 jul. 2020.
COTOVICZ L. C. JR., LIBARDONI B. G., BRANDINI, N., KNOPPERS B. A. ABRIL,
G. Comparações entre medições em tempo real da PCO2 aquática com estimativas
indiretas em dois estuários tropicais contrastantes: o estuário eutrofizado da Baía
de Guanabara (RJ) e o estuário oligotrófico do Rio São Francisco (AL). Quím.
Nova, v. 39, n. 10, p. 1206–1214, 2016.
FONSECA, S. L. M. Efeito da redução da vazão de restrição defluente da
barragem de Xingó na salinidade da água no baixo trecho do Rio São
Francisco. [s.l.] Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, 2018.
FONSECA, S. L. M. et al. Effect of the reduction of the outflow restriction discharge
from the Xingó dam iwater salinity in the lower stretch of the São Francisco River.
Revista Brasileira de Recursos Hidricos, v. 25, n. 4, p. 1–16, 2020.
MEDEIROS, P. R. P.; CAVALCANTE SEGUNDO, G. H.; MAGALHÃES, E. M.
M. Comportamento da turbidez e material em suspensão, em um rio com vazão
regularizada por sistema de barragens em cascata: Rio São Francisco (NE, Brasil).
Geochimica Brasiliensis, v. 29, n. 1, p. 34–44, 2015.
SANTANA, N. R. F. HIDRODINÂMICA AMBIENTAL NO BAIXO SÃO FRANCISCO
E SUAS RELAÇÕES ANTRÓPICAS. [s.l.] Universidade Federal de Sergipe, 2017.
SANTOS, T. O. et al. Caracterização estrutural de bosques de mangue: Estuário do
São Francisco. Scientia Plena, v. 8, n. 4, p. 1–7, 2012.
SOARES, E. C. et al. Expedition on the Lower São Francisco: An X-ray of fisheries
and agriculture, pollution, silting and saline intrusion. Brazilian Journal of
Development, v. 6, n. 1, p. 3047–3064, 2020.

125

SOUZA, R. M. G. Caracterização hidrodinâmica e estimativa do transporte de
sal no estuário do Rio São Francisco – AL/SE. [s.l.] Universidade Federal de
Alagoas, 2015.
TORRES, I.; HORN, A. Presence of organic pollutants in the São Francisco river
and its compartments. Geochimica Brasiliensis, v. 33, n. 4, p. 334–340,
23 fev. 2020.
UOL, N. ANA ampliará vazão de Xingó se houver risco de contaminação do
São Francisco por petróleo. Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/meioambiente/ultimas-noticias/redacao/2019/10/11/ana-ampliara-vazao-de-xingo-sehouver-risco-de-contaminacao-do-sao-francisco-por-petroleo.htm>. Acesso em:
20 set. 2012.

126

INFLUÊNCIA DE REPRESAMENTO
NA QUALIDADE DE ÁGUA DO
CÓRREGODA ALDEIA, MUNICÍPIO
DE FERNANDÓPOLIS/SP
LUIZ SERGIO VANZELA1
ELISE BARONI RAMOS2
BEATRIZ PALMA3
ARIELI MARTINEZ GEROMINI4
CLEBER FERNANDO MENEGASSO MANSANO5

RECURSOS HÍDRICOS E QUALIDADE DA ÁGUA
RESUMO

A construção de uma barragem e a formação de reservatório sempre
perturba as condições naturais de um curso d’água. O reservatório se torna um meio natural de retenção de sedimento afluente devido à redução de
velocidade da corrente. Dessa forma, é possível afirmar que os reservatórios
ficarão totalmente assoreados com o tempo e esse processo pode influenciar
na qualidade de água e no volume de reservação de água das represas. O
desassoreamento é um trabalho de extrema importância na recuperação de
reservatórios de água para os diversos fins. Entretanto, mesmo que temporário, perturba o ambiente e pode incrementar a concentração de sedimentos
em suspensão ou dissolvidos na água, sendo um processo de potencial poluição aos recursos hídricos. Portanto, o objetivo neste projeto será avaliar o
impacto temporário da operação de desassoreamento da represa municipal
de Fernandópolis/SP, sobre a qualidade da água do Córrego da Aldeia. Para
isso foram analisadas variáveis de qualidade de água a jusante e a montante
da represa, em dois instantes em relação à obra de desassoreamento: (1) an1,5 Prof. Dr. Universidade Brasil, Campus Fernandópolis, Programa de Pós-Graduação Stricto
Sensu em Ciências Ambientais, lsvanzela@yahoo.com.br1, clebermansano@yahoo.com.br5.

2

Aluna do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências Ambientais, Universidade
Brasil, Campus Fernandópolis, elise_baroni@hotmail.com.

3,4 Alunas do Curso de graduação em Agronomia, Universidade Brasil, Campus
Fernandópolis, beatriz.palma2016@hotmail.com3,
arimartinez.geromini@hotmail.com4.

127
                
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