Coordenadores discutirão projetos para Expedição no Baixo São Francisco

Reunião no Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação tratará sobre tecnologias sociais destinadas às comunidades ribeirinhas da região
Por Diana Monteiro – jornalista
05/03/2021 11h51 - Atualizado em 10/03/2021 às 15h44
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Reunião com os gestores da Prefeitura de Piranhas

Os professores Emerson Soares e José Vieira estarão, de 8 a 10 deste mês, no Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI) para tratar de projetos com foco na inclusão social, a serem implementados nas edições de 2021 e 2022 da Expedição Científica do Rio São Francisco, liderada pela Universidade Federal de Alagoas. A reunião com o secretário-executivo brigadeiro Leônidas de Araújo e da diretora de Tecnologias Sociais para inclusão digital, Sônia Costa, representantes do órgão federal, objetiva beneficiar comunidades ribeirinhas oriundas dos municípios-alvo do evento científico.

A reunião dos pesquisadores alagoanos no MCTI faz parte do calendário de atividades traçadas para a organização do evento, cujos preparativos para a edição de 2021 já se encontram com dinâmico andamento, ou seja, com formação da equipe, elaboração dos projetos, apresentação e discussão das ideias com os parceiros e apoio financeiro. Recentemente, Emerson Soares e José Vieira estiveram reunidos com representantes das prefeituras ribeirinhas de Piranhas, Pão-de-Açúcar e Traipu, oportunidade em que foram firmados compromisso de apoio e parceria para a 4ª edição da expedição que acontecerá de 30 de outubro a 10 de novembro deste ano.

Com o tema central Uma jornada de conhecimentos e ações, a Expedição Científica no Baixo São Francisco é considerada um dos maiores eventos prático-científico do Brasil na atualidade. Segundo Emerson, a edição de 2021 reunirá cerca de 60 pesquisadores e 12 tripulantes, que atuarão em 30 áreas de pesquisa. “Temos certeza que será um grande sucesso a expedição de 2021. Reuniremos mais de 18 instituições, com pesquisadores nas áreas social, ambiental, saúde, engenharias, entre outras, que executarão, além dos trabalhos de pesquisas, ações práticas nas comunidades. A exemplo de doação de equipamentos e estruturas para a melhora da qualidade ambiental e de saúde no baixo São Francisco”, afirmou o coordenador-geral, que é professor e pesquisador do Centro de Engenharias e Ciências Agrárias (Ceca) da Ufal.

Entre as novidades da edição 2021 está o ponto de partida da Expedição, que será em Piranhas. Penedo, ponto de partida das três edições realizadas, este ano será o local de encerramento. Segundo Emerson, a mudança se dá por questões logísticas, de efetividade do trabalho e porque Piranhas, município ribeirinho alagoano, é o primeiro do Baixo São Francisco após a Hidroelétrica de Xingó.

Outras novidades anunciadas pelo coordenador-geral para este ano são as instalações de fossas biodigestoras com biogás e biofertilizantes; instalação de viveiros de plantas de espécies nativas, pesquisas e atendimentos de pessoas na área de oncologia (câncer de pele), além de instalação de possível biossensores para monitorar o rio em tempo real; exposição do museu itinerante sobre o Baixo São Francisco; área de fisioterapia para idosos, assim como, análise de fármacos na água.

Edição 2021

Sobre o andamento das atividades para expedição de 2021, os pesquisadores Emerson Soares e José Vieira destacaram a positividade das visitas feitas aos três municípios ribeirinhos. “Em Piranhas, o prefeito Tiago Freitas com seus os secretários de Meio Ambiente, Turismo e Saúde estão muito receptivos ao evento e se comprometeram com a Ufal e equipe da expedição em apoiar com todos os esforços para o sucesso do trabalho, que partirá este ano, desta importante cidade turística alagoana”, comemoraram.

Em Pão de Açúcar, os coordenadores informaram que o prefeito Jorge Dantas disse que não “medirá esforços para colaborar com o sucesso da parceria, com a certeza de que renderá bons frutos”. Nessa reunião, estiveram presentes representantes das secretarias de Agricultura e do Meio Ambiente e se mostraram também entusiasmados em colaborar com a 4ª jornada de pesquisa e extensão no Velho Chico. “Em Traipu, a vice-prefeita Marcela Santos e os secretários de Educação, Meio ambiente, Agricultura e a coordenadora da saúde daquele município ribeirinho também ficaram bastante motivados e aguardam com expectativas a visita da 4ªExpedição Científica na região.

Emerson aproveita para reforçar que a parceria entre Universidade Federal de Alagoas, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Codevasf e Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh), a exemplo dos anos anteriores, já está oficializada, consolidando o projeto das expedições como um modelo de planejamento, no qual a ciência contribui para as políticas públicas efetivas na resolução dos problemas.

Ampliação do conhecimento

Com o objetivo de socializar as informações dos estudos realizados em diversificadas áreas no Baixo São Francisco, que resultaram na publicação de um livro sobre as edições anteriores da Expedição Científica, está à disposição da sociedade o e-book Baixo São Francisco: Características Ambientais e Sociais. “O e-book, é uma forma de levar informações de forma gratuita, tem resumos em inglês, o que possibilita ser acessado por pesquisadores de outros países interessados nas variadas pesquisas científicas”, reforçou Emerson Soares.