Método cubano de alfabetização é debatido no Centro de Educação

Atividade integra a programação da Jornada Universitária em defesa da Reforma Agrária
Por: Lenilda Luna - jornalista - 22/05/2019 às 15h09 - Atualizado em 23/05/2019 às 12h06
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Brigada de alfabetização Nise da Silveira foi apresentada durante atividade no Cedu

Na manhã desta quarta-feira (22), educadores, estudantes de Pedagogia da Ufal e professores universitários reuniram-se na sala de seminários do Centro de Educação (Cedu) para participar da mesa sobre A brigada de alfabetização Nise da Silveira: uma experiência de alfabetização (MST). A atividade, coordenada pela professora Carolina Nozella, do Cedu Ufal, integra a programação da 6ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (Jura).

A 6ª Jura foi iniciada em 16 de abril e prossegue até 30 de maio. “A Jornada é iniciada em abril para marcar o Abril Vermelho, um período em que o Movimento Sem Terra (MST) relembra e denuncia o Massacre dos Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, quando foram assassinados 19 trabalhadores rurais de um acampamento em Eldorado dos Carajás, no Pará. Todo ano, em abril, várias ações são realizadas em todo o Brasil para defender o direito de luta pela Reforma Agrária. A Universidade integra a programação porque dialoga com os movimentos sociais que atuam na cidade e no campo”, destaca a professora Carolina.

A Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária é uma atividade multidisciplinar que envolve várias Unidades Acadêmicas da Ufal. Na programação, existem debates sobre Agroecologia, Feminismo, Educação, Psicologia, Economia solidária, Previdência Social, Direito, entre outras áreas. Além das mesas temáticas, a programação conta ainda com atividades culturais e visitas de campo. No dia 30, uma delegação conhecerá dois acampamentos do Sertão de Alagoas.

Sim, eu posso”

A brigada de alfabetização Nise da Silveira, apresentada durante a atividade no Centro de Educação, usa um método desenvolvido em Cuba para alfabetização de jovens e adultos, intitulado “Sim, eu posso”. Cuba erradicou o analfabetismo na década de 60 e com essa experiência contribui com a educação popular em outros países. Em 2001, a pedagoga Leonela Rebys desenvolveu um método que utiliza radionovela e telenovela na alfabetização. A exposição foi feita pelas educadoras Marcela Nunes e Aline Oliveira.

A experiência, desenvolvida primeiramente no Haiti, foi trazida para o Brasil pelo MST e é utilizada nas escolas dos acampamentos e assentamentos. “Essa contribuição do MST para a educação tem trazido muitos frutos positivos. Aqui foram apresentados alguns depoimentos de trabalhadores e trabalhadoras do campo que superaram muitas dificuldades e cansaço para se alfabetizarem. Pensar a questão agrária também perpassa pela educação do nosso povo, principalmente o conhecimento produzido pela classe trabalhadora”, finalizou a professora Carolina Nozella.

Veja aqui  um vídeo sobre a Brigada de Alfabetização Nise da Silveira em Alagoas 

Para consultar a programação, acesse o link