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Ufal finaliza 2018 com avanços nas avaliações externas do MEC

Dos cursos avaliados em 2017, 96% receberam conceitos satisfatórios
Por: João Paulo Rocha - estagiário de Relações Públicas - 27/12/2018 às 09h51 - Atualizado em 27/12/2018 às 15h35
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Gestão comemora resultados crescentes nas avaliações

A partir dos dados divulgados, neste mês de dezembro, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelas avaliações externas do Ministério da Educação (MEC), a comunidade universitária da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) finaliza 2018 comemorando importantes avanços alcançados no conjunto de cursos avaliados no ano 2017, do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) e na elevação da faixa contínua do Índice Geral de Cursos (IGC). "Temos avançado paulatinamente no IGC da Ufal. Esse ano, no Conceito Institucional ( CI ) fomos conceito 4 que é uma avaliação mais completa, pois trata-se de uma avaliação in loco do conjunto da Universidade", explica a reitora da Ufal, Valéria Correia.

Sobre o IGC, com base nesse ciclo avaliativo, a procuradora Educacional Institucional, Jusciney Carvalho, ressalta que em relação ao Conceito Preliminar de Curso (CPC), 96% dos avaliados receberam conceitos 3 e 4. “[No Índice Geral de Curso] temos tido um crescimento gradativo nos últimos seis anos avaliados, estando com 2,9287, um pouco abaixo do intervalo mínimo necessário para ser elevado ao conceito 4, que tem variação de 2,945 a 3,945", completou.

O CPC é um indicador com referência nos resultados trienais de desempenho de estudantes, e é calculado com base no desempenho discente no Enade, na titulação do corpo docente e também do questionário respondido por cada estudante concluinte inscrito, com questões que abordam desde a infraestrutura às metodologias didático-pedagógicas da oferta dos cursos. Já o ICG utiliza, dentre outros indicadores, 70% da média dos CPCs e 30% do conjunto dos conceitos obtidos nos programas de pós-graduação stricto sensu, avaliados em ciclos quadrienais pela Capes. "Quando assumimos a gestão da Ufal estabelecemos como prioridade os cursos em processo de avaliação. Essa prioridade vem dando resultados a medida que subimos no IGC e os cursos que estavam em protocolo de compromisso já não estão mais", ressaltou Valéria Correia.

No ano 2017, dos 99 cursos de graduação ofertados na Ufal, 50 participaram do Enade. Entre as licenciaturas, 26 obtiveram CPC 3 e três conquistaram CPC 4, dentre os quais estão Geografia e Física na modalidade de ensino a distância, além do curso de Letras Português. Já os demais 21 cursos participantes, todos alcançaram conceitos 3 ou 4, com destaque para os cursos de Física Bacharelado, Engenharia da Computação, Ciência da Computação (Maceió e Arapiraca), Engenharia Civil e Engenharia Ambiental. "Importante destacar que esse não é um trabalho apenas da gestão, mas é e deve ser, sobretudo articulado com as direções das unidades e coordenações de curso de graduação e da pós-graduação. Esses resultados fortalecem cada vez a Universidade pública gratuita e afirma a sua qualidade", destaca a reitora.

“Sendo o Enade um componente curricular obrigatório, a partir da Lei 10.861/2004, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), a cultura de avaliação do desempenho estudantil vem sendo absorvida gradativamente pela comunidade universitária. Nosso desafio tem sido impulsionar a Gestão Central, através das suas pró-reitorias e órgãos de apoio, a traçarem ações conjuntas com as direções de unidades acadêmicas, coordenações de cursos, docentes, técnicos e os estudantes, tendo em vista que não se trata apenas de garantir a elevação dos indicadores, mas a oferta de cursos com maior qualidade didático-pedagógica, afinal todo esse investimento repercute para ampliar a valorização e o reconhecimento da importância das ações de ensino, pesquisa e extensão da Ufal tanto para Alagoas quanto para as demais regiões do país, que contam com a rede de instituições federais de ensino superior”, finaliza Jusciney.