Primeiro InterUfal reúne intercambistas estrangeiros

Ação idealizada por estudantes de Relações Públicas teve o objetivo de compartilhar as experiências dos alunos
Por: Blenda Machado e Janyelle Vieira - estagiárias de Jornalismo - 31/07/2019 às 14h50 - Atualizado em 06/08/2019 às 13h53
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Atualmente, mais de cem estudantes são estrangeiros na Ufal.  (Fotos: Blenda Machado)

Na última terça (30), foi realizado no hall da Reitoria o primeiro InterUfal. O evento é uma demanda da disciplina de Produção Cultural, Gestão de Eventos e Cerimonial ministrada para estudantes do sétimo período do curso de Relações Públicas sob a orientação do professor Daniel Barros. 

Além da oportunidade para os estudantes de Relações Públicas de integrar o assunto teórico à prática, a ação teve o objetivo de compartilhar experiências entre os alunos nativos e intercambistas num espaço de diálogo com o público externo também. 

A estudante Joquebede Ferreira afirma a importância do evento para a formação. “A organização de eventos é muito importante para o [profissional] relações públicas porque é um dos principais papéis. Temos que ver na prática realmente como funciona porque a teoria é uma coisa, quando vamos para a prática, a gente percebe a diferença. Além disso, o contato com os estrangeiros nesse evento é muito importante para nós, como profissionais, porque desenvolve o networking”, destacou. 

Ainda segundo a estudante que faz parte da equipe de organização do evento, a ação é integradora. “Aqui na Ufal, nós recebemos muitos estudantes estrangeiros. Nós vimos a necessidade de integração, já que muitos dos estudantes daqui não sabem que existem estudantes de outros países e quais são esses países. Percebemos que era necessário essa integração entre os alunos nativos e os alunos estrangeiros também a título de conhecimento”, justificou Joquebede. 

Intercâmbio na Ufal  

Os estudantes buscam o conhecimento por meio do intercambio para conhecer culturas diferentes do seu país de origem. Atualmente, mais de cem estudantes são estrangeiros na Ufal. 

O professor Daniel Barros reforça que conhecer outra cultura é necessário para que haja boa interação entre os países. ‘‘Para a Universidade é importante porque reconhece um aspecto chave da extensão, que é imprescindível’’, completa. 

Martin Genzor, estudante de Medicina, veio da Eslovaquia, para ficar três dias em Maceió, seu objetivo no intercambio é poder ter uma especialização em pediatria no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (Hupaa). Ele revela as curiosidades do seu país e conta como foi participar do intercambio. ‘‘A experiência está sendo muito boa, com isso pude conhecer outra parte do mundo e ver como funciona a área de medicina daqui’’, disse. 

A reitora Valéria Correia falou sobre a importância do InterUfal e parabenizou toda a organização. ‘‘É muito importante esse entrosamento entre nossos estudantes estrangeiros e não estrangeiros, para que possamos fortalecer o intercâmbio internacional. E que essa experiência tenha outras vezes no espaço da Universidade’’, afirma.  

Sobre o evento  

O InterUfal começou na manhã da última terça (30) e seguiu até o início da noite com seis grupos de conversação que representaram: Nigéria, São Tomé e Príncipe, Eslovaquia, Moçambique, Senegal e Guiné Bissau. Além do compartilhamento de vivências, teve o stand da Aiesec, uma plataforma internacional sem fins lucrativos, presente em mais de 120 países, com a missão de impactar o mundo e a sociedade e de se desenvolver. 

A programação contou, ainda, com uma demonstração de dança típica da cultura da Nigéria, sorteio e muita música com Cristinne Seixas. O estudante de Letras – Inglês Edivan Candido ficou interessado em conhecer o grupo. “Eu decidi vir porque acho interessante conhecer culturas e poder ser imerso em coisas que não somos acostumados. Pude praticar o idioma do Inglês e estou gostando bastante”, contou sobre a experiência. 

Já a estudante de Pedagogia Denise Sacur, natural de Moçambique, apresentou a história do seu país. “As pessoas foram bastante receptivas e curiosas, também falaram o que conheciam e o que não conheciam de Moçambique. No geral, ficaram bastante admirados porque não achavam que eu era de Moçambique e isso gerou uma curiosidade. Foi bom ver os outros olhares e perceber que ficaram encantados com o material que trouxe, pois gosto que elas sintam ao tocar no livro, e poder ver o que está dentro daquelas páginas, assim, anima-las para conhecer o meu país”, disse.