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Reunião da SBPC em Alagoas atrai jovens pesquisadores do país

O evento conta com estudantes dos ensinos fundamental ao superior
Por: Esmerino de Lima – estudante de Jornalismo - 24/07/2018 às 12h51 - Atualizado em 24/07/2018 às 13h13
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Alunos participam da programação da SBPC Alagoas. (Foto: Esmerino de Lima)

Curiosos, atentos, talentosos. Assim são os jovens pesquisadores, estudantes e profissionais, unidos com a missão de transformar a vida do planeta, com ideias transformadoras para melhorar o cotidiano da população. Eles já estão circulando pelos espaços da 70 Reunião Anual da SBPC.

A estudante Enilde Jansen Cutrim, do curso Técnico em Agropecuária, participa do congresso pela segunda vez. A jovem é aluna do 3ª ano, do Instituto de Educação Ciência e Tecnologia (Iema), da cidade de Pindaré Mirim, no Maranhão e participa do projeto Ecosabão, uma alternativa de reaproveitamento do óleo de cozinha usado para as famílias de baixa renda.

“A importância desse projeto é proporcionar orientações para as famílias de baixa renda, aumentando assim, a renda familiar dos municípios maranhenses com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Outra importância, é que nosso projeto reduz os impactos ambientais, onde muitas pessoas utilizam o óleo de forma errada, sendo descartado na pia, entupindo os bueiros e, assim, caindo nos lençóis freáticos”, explica Enilda, que é orientada por dois professores, e tem mais seis colegas de turma.

Cerca de 24 alunos, entre 12 e 13 anos, da Escola Estadual Santa Tereza D'avila, no bairro Santo Amaro, em Maceió, ficaram atentos a cada detalhe da cadeira de rodas movida por um capacete neural com sensores eletroencefalograma trazido por estudantes e pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Universidade de São Paulo (Usp), em São Carlos. O projeto existe há um ano, com dois alunos do curso de engenharia elétrica. Porém, de acordo com Raphael Montanari, o conhecimento que tinha em laboratório já vem de vários anos, aplicando as técnicas de outros projetos.

“Atualmente contamos com sete estudantes trabalhando neste projeto para aprimorar a leitura dos sensores e colocar novos. Além do sensor eletroencefalograma, queremos colocar de câmeras, visão, para ter outros tipos de movimentação para o usuário. Eu acredito que em cinco anos pode haver uma alternativa comercial”, explica o mestre em computação Raphael Montanari, que é orientado pelo professor Macos Terra.

Já para a professora da Escola Estadual Santa Tereza D’avila, Marqueline Gomes, o encontro da SBPC é um aprendizado na prática do que é passado em sala de aula. “Hoje nossos alunos estão sentindo a realidade do mundo fora da escola, eles veem e aqui estão praticando e, isso, é de fundamental importância”, ressalta.

Um estande da Marinha do Brasil também foi montado e apresentará simuladores, maquetes, consoles de equipamentos e outros projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação desenvolvidos pela Força. De acordo com a comandante Adrea Delduque, o visitante poderá experimentar a sensação de “navegar” com o primeiro Simulador Nacional de Passadiço, além de um simulador de Paraquedas que permitirá ao visitante vivenciar a experiência de um salto.

Delduque ressaltou a importância da participação da Marinha no evento a, pelo menos, quatro anos seguidos. “Eu acompanho a montagem, a vibração que é a visitação de jovens, crianças, pessoal de mais idade no estande, a gente traz um pouco do trabalho da Marinha para que as pessoas conheçam e mostrar o que faz na área da Ciência e Tecnologia. Porque a maioria pensa que a Marinha está só tomando conta do tráfego aquaviário. Nós desenvolvemos pesquisa nacional, tecnologia não se transfere, se desenvolve. Então viemos mostrar o que a gente faz”, contou.