Educação é tema de seminário na Bienal Internacional do Livro de Alagoas

Evento conta com a participação de Gaudêncio Frigotto e Carlos Libâneo

02/09/2013 19h35 - Atualizado em 14/08/2014 às 10h30
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Eraldo Ferraz coordena Seminário de Educação da 6ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas

Myllena Diniz – estudante de Jornalismo

A 6ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas se aproxima e promete programação para vários gostos e idades. O maior evento literário alagoano ganha forma e convidados especiais na edição deste ano. Atividades destinadas aos pedagogos já estão confirmadas no evento, que promove Seminário de Educação, com a presença dos pesquisadores Gaudêncio Frigotto e Carlos Libâneo.

Além de lançarem suas publicações mais recentes, os convidados discutirão assuntos relacionadas à didática e às práticas metodológicas por meio do estudo ativo. Coordenador do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas, Eraldo Ferraz comanda, pela segunda vez consecutiva, o Seminário de Educação da Bienal. Segundo o docente, o projeto permite importantes discussões acerca do Ensino e possibilita novas percepções a alunos da graduação.

“Nunca é demais discutir a didática. Todos os educadores têm necessidade de rever práticas de ensino, aspectos metodológicos e modos de avaliação. A vinda de pesquisadores famosos permite que os estudantes materializem todo esse conhecimento por meio do contato físico. O momento também é uma ótima oportunidade para os pesquisadores, que passam a conhecer as inquietações dos seus leitores”, destacou Ferraz.

Para Eraldo Ferraz, as discussões sobre a Educação devem ser permanentes, visto que a docência está em constante transformação e aperfeiçoamento. “O professor nunca está pronto, ele está sempre em busca do melhor. O principal fator do nosso trabalho não é o modo de avaliar, mas de ensinar. Precisamos mudar práticas de ensino e suscitar, no educador, técnicas de metodologia inclusiva, para promoção de aulas agradáveis e que melhorem o desempenho do alunado”, salientou.

Debates sobre a Pedagogia representam significativa contribuição à Educação alagoana, assolado por índices negativos. De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil de 2013, pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgada em julho deste ano, aponta Alagoas como o estado com menor percentual de jovens de 18 anos ou mais com Ensino Fundamental completo, com 40,57%. A média fica abaixo da brasileira, que é de 54,92%. Entre os mais jovens, os números também são alarmantes e apenas 39,56% de pessoas de 15 a 17 anos possuem Ensino Fundamental completo. 

Confira o perfil dos convidados

Gaudêncio Frigotto é bacharel em Filosofia e graduado em Pedagogia pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijui). O pesquisador também é mestre em Administração de Sistemas Educacionais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ) e doutor em Educação: História, Política e Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Atualmente, é professor adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pesquisador AI-Sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Carlos Libâneo é graduado em Filosofia, mestre em Filosofia da Educação e doutor em Filosofia e História da Educação pela PUC-SP. Libâneo também é pós-doutor pela Universidade de Valladolid, da Espanha. Atualmente, é professor titular da Universidade Católica de Goiás e coordenador do grupo de pesquisa Teorias e Processos Educacionais. O pesquisador também é membro dos Conselhos Editoriais das seguintes revistas: Olhar de Professor (UEPG); Revista de Estudos Universitárias (Sorocaba-SP); Educativa (UCG); Espaço Pedagógico (UPF); e Interface- Comunicação, Saúde e Educação (Unesp).