Museu Théo Brandão celebrou mês do Folclore com folguedos populares

O folclorista Ranilson França foi homenageado em memória
Por: Jacqueline Batista - Ascom MTB - 05/09/2018 às 10h55 - Atualizado em 05/09/2018 às 10h54
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Folguedos populares participaram da programação

O mês do Folclore foi marcado por momentos especiais no Museu Théo Brandão (MTB). Com uma programação iniciada em 22 de agosto, Dia do Folclore, o público teve a oportunidade de ver apresentações de folguedos, forró, coco de roda, participar de oficinas e conferir uma nova exposição.

O evento foi aberto com os grupos Pastoril Recordar é Viver, Guerreiro São Pedro Alagoano e Coco de Roda Barreiros de Alagoas. No mesmo dia, houve uma oficina de coco de roda, com o bailarino e intérprete José Marcos e o show da banda Gil Neves e Forró Aceso.

A programação também contou com a abertura da exposição “Transart – Acervo folclórico em cena”. A mostra exibe parte do acervo histórico de adereços e figurinos usados nos espetáculos apresentados ao longo de 42 anos do Balé Folclórico de Alagoas – Transart, coordenado pelo professor da Ufal, Rogers Aires.

O programa Folguedos e folia folclorista Ranilson França foi lançado durante as atividades. “A escolha do nome de Ranilson se dá pela importância desse pesquisador alagoano. Ele estudou os folguedos desde os 18 anos. Foi meu professor e de vários outros professores de Arte em Alagoas. Ranilson promoveu a visibilidade dos mestres e mestras dos folguedos”, destacou José Acioli, diretor do MTB.

Parte da família de Ranilson também esteve presente no evento e falou sobre a homenagem realizada pelo Museu. “Estou muito feliz em estar aqui hoje, lisonjeada com o convite. Obrigada por estarem sempre lembrando o nome de Ranilson” disse Anair França, filha do folclorista.

Felipe Tiago França, filho de Ranilson mencionou a valorização da cultura popular local. “Agradecemos ao Museu por dar continuidade ao trabalho com o folclore alagoano. Ficamos muito alegres e satisfeitos com a iniciativa da homenagem”, ressaltou.

A pró-reitora de Extensão, Joelma Albuquerque, destacou a importância do momento festivo para a Ufal. “Nós que fazemos a gestão da Universidade estamos muito felizes em ver o Museu reaberto. Para nós é de grande importância comemorar o Dia do Folclore no Museu Théo Brandão”, afirmou a professora.

Literatura de cordel

As comemorações seguiram no dia 28, com uma oficina de cordel, facilitada pelo professor e cordelista Cristiano Kriko. De acordo Cristiano, entre outros objetivos, a oficina buscou compartilhar as várias formas de escrever o cordel, a partir do conhecimento prévio dos participantes.

O público do evento foi bastante variado, desde alunos da rede pública estadual de ensino até profissionais do setor hoteleiro. É o caso das funcionárias do Hotel Pratagy Beach que participaram da oficina. “Para que os turistas vejam a Literatura de Cordel com outro olhar, temos que buscar informações para levar esse conhecimento adiante”, disse Ana Cláudia Oliveira, líder de recreação do hotel. Já a escritora Catarina Muniz participou da oficina para conhecer melhor o cordel e utilizar essa referência em seus livros.

Oficina de xilogravura

No dia 29, para finalizar a programação, houve uma oficina de xilogravura, facilitada pelo professor José Acioli e apresentação do coco de roda K’ Posú Betá. A oficina de xilogravura teve um público formado também por alunos da rede pública e profissionais de diversas áreas.

Vivian Arante, professora de Arte da Escola Estadual Professor Pedro Teixeira, disse que está buscando trabalhar com os alunos o resgate, os valores tradicionais da cultura alagoana. A oficina trouxe essa possibilidade. “Os alunos têm déficit em Literatura e Arte. O evento está resgatando e trazendo conhecimento sobre a cultura popular. Eles não estão acostumados. Nunca fizeram oficina e é uma oportunidade de sair do mundo escola/casa. Aqui é uma aprendizagem importante. É muito válido os alunos conhecerem essa técnica”, disse a professora.

Na realização do evento, o MTB contou com a parceria da Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (Asfopal), Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e do Programa Ronda no Bairro.