SBPC Alagoas no interior debate alternativas para Educação

Evento estimula acadêmicos a desenvolverem conhecimento científico
Por: André Miranda e Veruscka Alcântara, jornalistas colaboradores - 20/07/2018 às 10h39 - Atualizado em 20/07/2018 às 10h39
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Conferência no Campus do Sertão

Na manhã da quinta-feira (19), o Campus Arapiraca recebeu, pela primeira vez a 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC). As atividades incluem palestrantes convidados, minicursos, apresentações de trabalhos acadêmicos, oficinas e atividades culturais.

A mesa-redonda da professora Geilsa Costa Baptista (Ufba), abordou o Ensino de Biologia no século 21. Ela destaca a necessidade do acadêmico desenvolver o conhecimento científico em relação aos contextos sociais. Para tanto, propõe o estudo etnobiológico, que trata a dinâmica de relacionamento entre pessoas, grupos culturais e o meio ambiente.

Já o professor Bráulio Cesar (Ufal) apresentou as necessidades de promover a educação na saúde de forma processual e não pontual, dessa forma as ações serão mais efetivas para a comunidade.

Confira o link e acompanhe a agenda da SBPC Alagoas.

Conferência em Delmiro levanta problemáticas sobre a educação

A noite do primeiro dia da SBPC Educação no Campus do Sertão contou com a conferência A educação na contemporaneidade, realizada pelo professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Gelson Rozentino. Entre os pontos apresentados, ele falou sobre questões e problemáticas na educação no país, especialmente o processo de mercantilização e financeirização.

Gelson ressaltou que esse é um processo global, que está cada vez mais em curso no Brasil. “A visão romântica da educação está acabando. Esse é um processo global que tem sido mais frequente a partir da primeira década do século 21, mas que tem se tornado cada vez mais acelerado. Desde os anos 90 esse processo tem início no Brasil no mercado da educação do ensino superior, mas recentemente, a partir de 2013, os grandes conglomerados de grandes empresas ligados ao capital financeiro, têm entrado também na educação básica”, falou.

Ele explicou que a ideia da conferência foi apresentar esses dados e problematizar questões, como por exemplo, o verdadeiro valor da importância da educação.  “Se fala muito, como um consenso, que a educação é importante, qualquer um não teria dúvida de dizer que a educação é fundamental para o país, para si mesmo, e para sua família e, no entanto, será que isso é verdade? Será que todos podem pensar realmente em uma educação para todos? ”, indagou.

Outra questão levantada pelo professor foi a utilização do dinheiro público na educação, e se é possível pensar em uma educação que seja capaz de contemplar a todos os interesses da sociedade. Rozentino ressaltou os programas públicos educacionais, como Fiés, Prouni, entre outros. “Precisamos pensar e discutir o que está sendo feito hoje com relação ao dinheiro público na educação. O que podemos perceber é que tem sido fundamental para alavancar e subsidiar esse processo de financeirização da educação”, disse.

Ele falou, ainda, sobre os sistemas feitos por empresas privadas e fundações que estão na rede pública. “Este é um convite às pessoas refletirem sobre de fato o que é a importância dessa