Mais de 1,6 mil pessoas participam de evento no Cedu

Semana Internacional de Pedagogia e encontro sobre pesquisa em Educação acontecem na Ufal
06/11/2014 às 14h15 - Atualizado em 06/11/2014 às 14h30
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Professor Walter Matias participou da mesa de abertura

 

 

Pedro Barros - estudante de Jornalismo

Mais de 1,6 mil participantes, 25 mesas-redondas, 43 minicursos e oficinas e 221 trabalhos científicos apresentados. Todas essas atividades, orientadas por 15 eixos temáticos, fazem parte da 3º Semana Internacional de Pedagogia e do 7º Encontro de Pesquisa em Educação em Alagoas (Epeal), dois eventos que estão ocorrendo de forma integrada no Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no Campus A.C. Simões, em Maceió.

Os eventos acontecem até esta sexta-feira e debatem o tema: Paradoxos Educacionais: debates e embates na formação docente, com assuntos que vão desde a educação básica, seja de crianças ou de adultos, até a educação ambiental e a inserção das novas tecnologias na sala de aula.

"É uma multiplicidade de temas direcionando toda a discussão para a formação docente. Hoje, o professor é múltiplo. Convivemos com uma realidade de violência, de crianças que vão para escola sem ter educação doméstica, o que envolve questões políticas e ideológicas. E está sobrando tudo para o professor. O que estamos fazendo sobre isso em termos de pesquisa científica?", questionou Eraldo Ferraz, coordenador da comissão organizadora.

"As questões político-ideológicas estão presentes mais diretamente nos trabalhos apresentados, seguindo a linha de pesquisa sobre políticas públicas, tanto locais como nacionais. Estamos disseminando e publicizando conhecimento. Muita gente está produzindo muitas coisas - um artigo, um trabalho de conclusão de curso - e a gente precisando conhecer o que se produz", acrescentou.

Professora de ciências e biologia, além de coordenadora de uma escola pública, a estudante de pedagogia Carla Andréa Vieira conta que está estudando para o mestrado em educação e vai aproveitar a oportunidade para troca de aprendizado. "A gente está sempre em busca de conhecimento. Esse espaço é um campo muito amplo para mistura e enriquecimento de todos os participantes, sejam estudantes ou professores, locais e também de outros estados. Minha expectativa é aumentar meu conhecimento e principalmente me aperfeiçoar na minha área de interesse, que é formação docente", declarou.

Além de 46 avaliadores nacionais e locais, os trabalhos apresentados passaram pelo crivo de quatro pesquisadoras portuguesas: Elisabete Ferreira e Fátima Pereira, da Universidade do Porto, Ana Maria Marga Veiga Simão, da Universidade de Lisboa, e Assunção Flores, da Universidade do Minho. A palestra de abertura foi ministrada pela professora Maria Labarta, da Universidade de Valência, na Espanha.

Segundo o professor Eraldo, o público incluiu estudantes de todo o país e professores - inclusive professores universitários. Para comportar o grande número de participantes e atividades, o espaço foi organizado no Auditório e em diversas salas do Cedu, no Auditório da Biblioteca Central e no Auditório Paulo Freire, uma estrutura montada especialmente para o evento, na Praça da Paz, em frente ao bloco.

Educação e Arte

A semana não só envolve atividades acadêmicas. Apresentações artísticas proporcionam momentos de descontração no horário do almoço. "De forma voluntária, alunos e professores se dispuseram a colaborar, com música, teatro e dança. Tudo vai culminar com uma festa de confraternização, no encerramento do evento", explicou Eraldo.

No pátio do Cedu, ocorre ainda uma feira de artesanato e uma exposição artística sobre a infância, organizada pelos alunos da disciplina Arte e Educação, da professora Greciene Lopes.