Conheça iniciativas de estudantes que facilitam a convivência e permanência na Ufal

Neste mês dedicado ao estudante, veja como alguns alunos criaram soluções para melhorar o cotidiano universitário
Por: Emídio Ferraz – estudante de relações públicas - 12/08/2019 às 08h10 - Atualizado em 09/08/2019 às 12h09
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Karen, aluna de Odontologia, e Fernando, aluno de Direito, se conheceram num grupo de caronas

Vida de estudante não é fácil. Conciliar aulas, jornadas de estudos para provas, trabalhos e afins é tarefa que consome muito o tempo de quem está num curso de graduação, por exemplo. Além disso, tem o deslocamento, a permanência muitas vezes estendida na Ufal, quando as aulas são em tempo integral. Situações que podem transformar o dia-a-dia num “perrengue”. 

Pensando nisso e, por conhecerem de perto a realidade dos colegas, alguns grupos de estudante criaram alternativas para facilitar a convivência e a permanência na Universidade. Neste mês de agosto, em que comemoramos o Dia do Estudante, mostraremos algumas dessas iniciativas, com o objetivo de compartilhar a criatividade e a solidariedade entre alunos da Ufal. 

Quem nunca foi salvo por uma carona amiga? Seja chegando ou saindo da Ufal, pode-se percorrer longas distâncias e contar com a carona de algum colega é o tipo de coisa que ajuda – e muito – a tornar o dia mais prático. Pensando nisso, alunos se mobilizaram e criaram o grupo ‘Caronas Ufal’, num aplicativo de mensagens instantâneas. Nele as pessoas ofertam e pedem carona para os diversos bairros da cidade. 

De acordo com Karen Barros, aluna do oitavo período do curso de Odontologia, depois de conhecer o grupo, ela deixou de usar o ônibus como meio de transporte, fazendo com que seu deslocamento até a Ufal tivesse mais conforto e agilidade. Também por meio do app fez algumas amizades. “Na minha segunda vez pegando carona eu conheci um monte de gente legal e acabei combinando todos os dias de subir com aquele mesmo grupo, aí todo mundo ficou amigo”, disse. 

Ela que faz parte do grupo há um ano e meio, mora no bairro de Ponta Verde, parte baixa de Maceió e estuda todos os dias em horário integral, acredita que essa ideia é de grande valia, tanto para quem pede como para quem oferece a carona. “Quem tem o carro, pode diminuir os custos com combustível, por meio da contribuição semelhante ao custo de uma passagem de ônibus, fazendo com que seja acessível também para quem pede a carona”, explicou. 

Assim como Karen, o estudante de Direito, Fernando Campos também utiliza o mesmo grupo. Para ele, a praticidade, a dinâmica e a comodidade são as principais vantagens. “Muitas vezes eu preciso ficar até mais tarde, por ter projeto de pesquisa ou extensão, então eu já coloco no grupo o horário em que precisarei da carona e rapidamente alguém já responde”, afirmou. 

Espaço pensado para conforto dos filhos dos estudantes 

A sala-fraldário, localizada no Centro de Educação (Cedu), foi pensada para melhor acomodar estudantes que são pais ou mães e precisam trazer seus filhos à Universidade quando vão assistir aula.  

Para a servidora técnica e aluna da pós-graduação, Janaina Alves, a iniciativa é de grande importância, uma vez que muitas pessoas não têm com quem deixar sua criança e acaba precisando contar com espaços como esse. “Já precisei trazer minha filha para a Ufal, quando ela tinha oito meses e fiquei preocupada, pois na faculdade onde estudo não havia espaço adequado para a troca de fralda. Uma colega me falou do fraldário e vim com ela para o Cedu”, afirmou.  

A sala serve de apoio para troca de fraldas e para amamentação, oferecendo poltrona para mãe sentar com o bebê, trocador e lenço umedecido, que são deixados por usuárias do local.  

Estudantes da Famed conseguiram uma pausa para descanso 

O cotidiano desgastante dos estudantes de Medicina é resultado de um grande número de matérias e conteúdos da grade curricular do curso, que  funciona em horário integral. Pensando nisso, estudantes e representantes do Centro Acadêmico de Medicina conseguiram uma sala, voltada para o descanso.  

Bruna Milena conta a importância do espaço de convivência. “A nossa rotina de estudante é muito puxada, é muito cansativa. A gente tem aula de 7h20 até 18h50, só com pausa para o almoço. Além disso, as aulas são muito extenuantes e é preciso que a gente tenha esse local pra descansar, para dormir”, afirmou. 

A sala de cochilo é cercada por avisos e símbolos de silêncio e mobiliada com sofás, travesseiros e camas improvisadas, servindo também como dormitório. ‘‘Era uma pauta dos próprios alunos. Aqui não tem nenhum lugar pra descansar porque durante o almoço fica muito cheio e você vê que não tem muitos bancos, lugares de apoio de sentar e conversar. Então, foi muito importante ter colocado a sala de cochilo’’, completou Bruna. 

Mariele Barros reforça a necessidade de espaços como esse para a qualidade de vida dos acadêmicos. ‘‘É um espaço que todo mundo vai usar para a própria convivência e bem estar do aluno, tanto físico, quanto psicológico. Ter um lugar onde tem tranquilidade e poder descansar sem interferências de ruídos, barulhos ou outras pessoas falando é muito importante para continuar a rotina, que é cansativa aqui”, destacou.