Pesquisadoras podem se inscrever para Soapbox Science Maceió até 2 de março

Evento internacional que divulga a ciência feita por mulheres conta com organização da Ufal
Por Thâmara Gonzaga - jornalista
19/02/2020 14h04

Mulheres doutoras ou doutorandas do Brasil, das diversas áreas da ciência, podem se inscrever até o dia 2 de março para edição do Soapbox Science Maceió neste endereço. O evento vai ser realizado de 21 a 23 de novembro deste ano.

A professora do Instituto de Física (IF) da Ufal e uma das organizadoras, Fernanda Matias, explica que o Soapbox Science é um evento internacional de divulgação científica feito por mulheres que começou no Reino Unido e tem se espalhado por vários países. “O objetivo é divulgar a ciência para a sociedade e, em especial, divulgar a ciência feita por mulheres”, destaca. As docentes Maria Socorro Pereira (IF), Juliana Theodoro de Lima (Instituto de Matemática) e Cintya D'Angeles de Barbosa (Instituto de Química) também estão na organização.

Matias conta que o Brasil participou pela primeira vez do evento no ano passado tendo como sede apenas o Rio de Janeiro. Em 2020, além de Maceió, Salvador e a cidade carioca também vão sediar as atividades em datas diferentes. “Pesquisadoras de diversas áreas serão selecionadas para falar sobre suas pesquisas para o público em geral”, ressalta.

A programação da capital alagoana ainda não está fechada, mas a expectativa é que as atividades sejam realizadas em um shopping, na Rua Fechada da praia e o último dia na Ufal. “Nos dois primeiros dias, doze palestrantes apresentarão suas pesquisas para a comunidade. No terceiro dia na Ufal, cada uma apresentará em seminários de 20 a 30 minutos. Além disso, teremos uma mesa-redonda de discussão sobre Mulheres na Ciência”, informa.

Por um mundo com mais pesquisadoras

Ao convidar as mulheres pesquisadoras a participarem do evento, Fernanda Matias destaca que “a questão da diversidade na ciência é bastante atual e necessária” e que “a igualdade de direitos entre homens e mulheres são essenciais para o desenvolvimento da humanidade”.

Ela relata que menos de 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres e que se pode “encarar esse problema do ponto de vista humano, como uma injustiça histórica, mas também do ponto de vista pragmático”. Para Matias, há um “potencial desperdiçado de meninas brilhantes, interessadas em ciência, mas que optam por não estudar ou seguir uma carreira nessa área, devido às várias dificuldades que enfrentam. Isso representa uma oportunidade perdida, tanto para as próprias mulheres como para a sociedade como um todo”.

No Brasil, e mais especificamente no Nordeste, avalia a docente da Ufal, “uma região marcadamente machista, é fundamental mostrarmos para a população que as mulheres estão desenvolvendo pesquisas de qualidade e que as meninas podem almejar carreiras acadêmicas”. A professora ainda defende que, “considerando o cenário político atual do país, é de extrema urgência mostrarmos para a sociedade a importância da pesquisa científica das universidades federais e da diversidade na ciência”.

Mais informações pelo e-mail soapboxsciencemcz@gmail.com.