Projeto incentiva surgimento de talentos em escolas públicas


02/06/2011 10h53 - Atualizado em 13/08/2014 às 11h07
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Alunos da Escola Batista Asioli, em Maragogi, acompanham palestra sobre produção de vídeos

Roberta Batista – estudante de Jornalismo

Dez das 23 Unidades Acadêmicas que compõem a Universidade Federal de Alagoas estão incentivando o desenvolvimento do ensino em escolas da rede pública de quatro municípios alagoanos através de um projeto denominado “Novos Talentos em Alagoas”. De acordo com a coordenadora do projeto de extensão, Luana Giarola Contiero, o propósito do projeto de extensão, constituído por quatro subprojetos, é fazer com que as escolas selecionadas se transformem em ambientes propícios para o surgimento de talentos. As ações são realizadas em Maceió, Traipu, Japaratinga e Maragogi.

Luana Giarola também explica que a escolha das escolas foi baseada em índices de desenvolvimento humano e de educação. No município de Traipu, no agreste de Alagoas, foi levado em consideração o baixo Índice de desenvolvimento humano (IDH). O subprojeto “Educação para a Saúde” está sendo desenvolvido lá desde 9 de abril, por três unidades acadêmicas: Escola de Enfermagem e Farmácia (Esenfar),  Faculdade de Nutrição (Fanut) e Faculdade de Medicina (Famed). O projeto é coordenado pela professora Ruth França Cizino, que também é vice-diretora da Esenfar.

O litoral norte do Estado também está sendo beneficiado. O subprojeto “Tecnologias da Informação e Comunicação”, coordenado pelo professor Elton Casado Fireman, diretor do Cedu, abrange escolas das cidades de Japaratinga e Maragogi, e é fruto de uma parceria entre o Centro de Educação (Cedu) e o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIM).

Já na capital alagoana, onde funcionam dois subprojetos, levou-se em conta o baixo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de alguns colégios. Um dos projetos é o “Atividades na Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias para o Aprimoramento da Cultura Científica no Ensino Básico de Alagoas”, que teve início em 23 de abril, coordenado pelo diretor da Usina Ciência, Reinaldo Augusto Ferreira Rodrigues.

O subprojeto reúne três das 10 Unidades Acadêmicas que compõem o projeto maior: o Instituto de Química e Biotecnologia (IQB), o Instituto de Física (IF) e o Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS), e ainda conta com a participação de uma professora do Campus Arapiraca, Laura Cristiane de Souza, e de um integrante do Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas (CEAAL).

O quarto subprojeto, intitulado “Construindo Significados”, começará em 4 de julho. Ele abarca dois municípios, Maceió e Palmeira dos Índios. O critério de seleção também foi o IDEB. O projeto coordenado pelo professor André Luís Contiero,do Instituto de Matemática (IM) e pela Faculdade de Letras (Fale),  conta com a participação de um professor de matemática do Campus Arapiraca, Fábio Bóia Porto.

Segundo a coordenadora do “Novos Talentos em Alagoas”, o projeto recebeu 180 mil reais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para realizar ações que desenvolvam a educação em escolas de ensino médio e fundamental, a educação básica. “Descobrir novos talentos incentivando às escolas a desenvolver a educação básica”, diz Luana Giarola. Os novos talentos podem ser alunos ou professores. O projeto também tem a finalidade de divulgar a Universidade Federal de Alagoas para essas pessoas. “Mostrar que a Ufal não é inacessível”, complementou a coordenadora. O ‘Novos Talentos em Alagoas’ foi aprovado como projeto de extensão, mas também colhe frutos na área de pesquisa.

Buscando novas formas de construir conhecimento

O subprojeto “Construindo Significados” tem foco em professores de matemática e de língua portuguesa. São 50 docentes, 25 oriundos de Maceió e 25 de Palmeira dos Índios. Doze escolas participam deste subprojeto, sendo seis em cada município.

Esses educadores receberão material didático, como apostilas, cd, dvd. O objetivo é mostrar como eles podem transformar o ensino de matemática e de português, utilizando jogos e o computador nas aulas. Eles devem aprender a confeccionar jogos de baixo custo em oficinas ministradas em unidades da Ufal. Em Maceió, no Instituto de Matemática; em Palmeira dos Índios, na Unidade de Ensino de Palmeira dos Índios. Os professores vão aprender a montar seus próprios jogos e essas oficinas serão transformadas em vídeos, que no final serão distribuídos a eles.

Luana Contiero explicou que as duas disciplinas tem uma ligação intensa, já que se trata de linguagens. Para os professores também serão repassadas novas formas de resolver problemas matemáticos. “Resolução de uma forma mais raciocinada e não mecânica”, explicou Luana.

Já o subprojeto Tecnologias da Informação e Comunicação tem como finalidade mostrar como as tecnologias da informação são acessíveis e o quanto elas podem aprimorar o ensino na escola 

 O subprojeto coordenado pelo diretor da Usina Ciência, “Atividades na Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias para o Aprimoramento da Cultura Científica no Ensino Básico de Alagoas”,  vai contar com uma grande participação de escolas do Centro de Estudos e Pesquisa Aplicada (Cepa). O propósito é fazer com que escolas de ensino básico conheçam a Usina Ciência. 

“Educar para a saúde”, este é o lema do subprojeto que fez uma parceria com a Prefeitura de Traipu. Professores e alunos das escolas selecionadas já podem combater a extrema miséria do município através da educação.  O projeto está levando informação para essas pessoas, através de palestras, folders. Os assuntos vão de educação sexual até como cuidar da água.  Trata-se de uma grande campanha educativa.