Profissionais concluem residência e destacam formação no HU

Residentes também defenderam importância dos serviços públicos de saúde
Por Thâmara Gonzaga – jornalista
02/03/2020 16h31 - Atualizado em 03/03/2020 às 14h22
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Cerimônia de certificação dos residentes foi presidida pelo superintendente do HU, Célio Rodrigues

Referência no atendimento de média e alta complexidade com serviços gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Ufal (HU), ligado à Rede Hospitalar Ebserh desde 2014, também é reconhecido pela qualidade na formação de profissionais. Na última sexta-feira (28), residentes das áreas de Nutrição, Enfermagem, Psicologia, Serviço Social e Farmácia concluíram a Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso e participaram de cerimônia de certificação, presidida pelo superintendente Célio Rodrigues.

“Estamos colocando no mercado 20 pessoas muito bem formadas, com uma especialização na questão do SUS e no atendimento específico ao adulto e ao idoso”, destacou Elizabeth de Souza, professora de Enfermagem, coordenadora e tutora da residência, durante a cerimônia de conclusão.

A psicóloga Francyelly Oliveira foi uma das concluintes. Ela destacou os anos de estudo como um período muito válido por possibilitar a prática da profissão. “A residência é o ensino em serviço. A gente tanto aprende enquanto uma pós-graduação, como também atua. Para nós, sendo a maioria de recém-formados, é uma experiência prática maravilhosa: está inserido em uma equipe multiprofissional, aprender a trabalhar de forma integrada, além de vivenciar vários setores do hospital”, afirmou.

Lydia Araújo, nutricionista, também enfatizou o trabalho multiprofissional e interdisciplinar realizado durante a especialização: “São várias profissões engajadas. A gente aprende a cuidar do paciente, principalmente, o do público do SUS que tanto precisa”.

Ao falar pela turma de concluintes, o psicólogo Rafael Fernandes enfatizou a oportunidade de, durante a residência, compartilhar momentos com as pessoas no período em que elas estão mais fragilizadas. “Saúde se constrói com escuta, gentileza e cuidado compartilhado”, disse ele ao defender também os serviços de saúde pública. “Devemos lutar pelo fortalecimento do SUS enquanto política gratuita e equânime”.

Impacto positivo para saúde em Alagoas

Tutora da residência na área de Psicologia, a professora Telma Low conta que em Alagoas há apenas duas residências multiprofissionais em Saúde e uma delas é a do HU da Ufal. “São equipes multiprofissionais, que estão desenvolvendo trabalhos nas várias esferas das políticas públicas de saúde, de humanização na assistência, de educação permanente, fortalecendo o SUS, seus princípios, e fazendo uma diferença grande no serviço”, acrescentou.

Ela também justifica a importância desse período de estudo para formação profissional. “A residência é uma estratégia importante da política nacional de educação permanente, que vem fomentar a formação em serviço e qualificar profissionais que acabaram de se formar”, completou.

Com o conteúdo voltado para a saúde do adulto e do idoso, a professora destaca a importância para Alagoas ao afirmar que a residência ofertada pelo HU reflete um compromisso com esse público-alvo. “Pensar um pouco, sobretudo, no envelhecimento da população, que é algo real no mundo e no Brasil, é também contribuir para a qualidade de vida dessas pessoas no futuro”, afirmou a docente.

A professora explica, ainda, que os residentes realizam práticas profissionais na atenção básica e dentro das comunidades, dos territórios, acompanhando as equipes da saúde da família, e também no hospital, na rotina de ambulatório e da clínica.

Sobre a residência

A Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e Idoso do Hospital Universitário da Ufal tem dois anos de duração. Anualmente, é aberto processo seletivo realizado pela Copeve. São ofertadas 20 vagas, sendo distribuídas em número de quatro para as seguintes profissões: Enfermagem, Nutrição, Psicologia, Serviço Social e Farmácia.

“No total, são 5.760 horas, sendo 80% de práticas e teórico-práticas, com 20% teórica. Ao final, tem que apresentar uma pesquisa. São 60 horas semanais de dedicação exclusiva. Por isso, não podem ter outro vínculo”, esclareceu Elizabeth de Souza.

A coordenadora acrescenta que, durante o curso, é vista a questão do envelhecimento, além dos programas do Ministério da Saúde relacionados ao tema. “É uma área em crescimento. Eles vivenciam, durante esses dois anos, como cuidar das pessoas adultas e idosas, fazer a promoção da saúde, trabalhar a interprofissionalidade, que é a grande questão dessa residência, e aprender a trabalhar uns com os outros em favor do usuário”, concluiu.