Resolução nº 124/2025 de 10/10/2025
ESTABELECE O PLANO INSTITUCIONAL DE INTERNACIONALIZAÇÃO DA UFAL
RCO n 124 de 10 10 2025.pdf
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL
SECRETARIA EXECUTIVA DOS CONSELHOS SUPERIORES – SECS
RESOLUÇÃO Nº. 124/2025-CONSUNI/UFAL, de 10 de outubro de 2025.
ESTABELECE O PLANO INSTITUCIONAL DE
INTERNACIONALIZAÇÃO DA UFAL.
O CONSELHO SUPERIOR UNIVERSITÁRIO da Universidade Federal de Alagoas –
CONSUNI/UFAL, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pelo ESTATUTO e
REGIMENTO GERAL da UFAL, de acordo com que consta no Processo n°. 23065.030462/2025-69 e a
deliberação favorável obtida na sessão ordinária ocorrida no dia de 10 de outubro de 2025;
CONSIDERANDO as atividades desenvolvidas pela Assessoria de Intercâmbio Internacional
da UFAL, através do plano de estabelecimento de ações com Instituições de Ensino Superior e em
diálogo com o Plano de Desenvolvimento Institucional;
CONSIDERANDO as metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação, os objetivos do
eixo de internacionalização previstos no Plano Nacional de Pós-Graduação (PNG-2025-2029) e na
Política Institucional de Internacionalização da UFAL;
CONSIDERANDO a necessidade de caracterizar as ações previstas na Política Institucional de
Internacionalização, da UFAL,
CONSIDERANDO a Portaria CAPES nº 79, de 03 de abril de 2025, que institui o Programa
Redes para Internacionalização Institucional (CAPES Global) e define suas diretrizes gerais; e
CONSIDERANDO o parecer favorável da Câmara Acadêmica/CONSUNI/UFAL, aprovado em
06 de outubro de 2025;
RESOLVE:
Art. 1º Estabelecer o Plano Institucional de Internacionalização da Universidade Federal de
Alagoas, conforme documento em anexo.
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua aprovação.
Sala Virtual do Sistema Web Conferência da RNP, em 10 de outubro de 2025.
PROF. JOSEALDO TONHOLO
PRESIDENTE DO CONSUNI/UFAL
(Anexo da Resolução n° 124/2025- CONSUNI/UFAL)
PLANO INSTITUCIONAL DE INTERNACIONALIZAÇÃO
2025
Sumário
1.
1.1
1.2
2.
2.1
2.2
3.
4.
5.
5.1
5.2
5.3
5.4
5.5
5.6
5.7
5.8
5.9
5.10
6.
6.1
6.2
6.3
6.4
6.5
6.6
7.
8.
9.
10.
CONTEXTO DA PROPOSTA.
Universidades de Classe Mundial
Dimensões da Internacionalização
DEFINIÇÃO DE INTERNACIONALIZAÇÃO
Internacionalização na visão do PDI da UFAL
Definição Operacional de Internacionalização
OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS DA INTERNACIONALIZAÇÃO DA UFAL
PROCESSOS DE INTERNACIONALIZAÇÃO
POLÍTICAS E DIRETRIZES DE INTERNACIONALIZAÇÃO
Política Linguística Institucional
Política de Mobilidade Estudantil
Política de Mobilidade de Servidores Técnico-Administrativos
Política de Mobilidade para Servidores Docentes e Colaboração em Pesquisa
Política Internacional da Pesquisa e Inovação
Política de Ações de Extensão para a Internacionalização
Política de Acolhimento
Política de Alianças Estratégicas de Cooperação
Política de Parcerias
Política de Apropriação do Conhecimento e Experiências Adquiridas
AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA INTERNACIONALIZAÇÃO DA UFA
Visão Estratégica
Currículo e Aprendizado
Estrutura organizacional
Apoio aos Servidores Docentes e Técnico-Administrativos em Educação
Mobilidade Estudantil
Colaboração e Parcerias
DAS COMPETÊNCIAS
RECOMENDAÇÕES
COMENTÁRIOS FINAIS
REFERÊNCIAS
Reitor
Prof. Josealdo Tonholo
Vice-Reitora:
Profa. Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti
Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD
Prof. Amauri da Silva Barros
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PROPEP
Profa. Iraildes Pereira Assunção
Pró-Reitoria de Extensão – PROEX
Prof. Cézar Nonato Bezerra Candeias
Pró-Reitoria de - PROGINST
Prof. Jarman Aderico
Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas – PROGEP
Wellington da Silva Pereira
Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PROEST
Prof. Alexandre Lima Marques da Silva Assessoria
de Intercâmbio Internacional - ASI Prof. José
Niraldo de Farias
Coordenadoria Institucional de Educação à Distância – CIED
Prof. Fernando Sílvio Cavalcante Pimentel
1.
CONTEXTO DA PROPOSTA
A internacionalização das universidades no Brasil é um tema que ganhou destaque a partir
de 2011, com a implementação do programa Ciência sem Fronteiras pelo governo federal. Embora
seja um assunto relativamente novo no país, nos países do hemisfério norte, a internacionalização
universitária é discutida há décadas, principalmente por meio de associações de educação
internacional. Essas associações promovem eventos anuais e produzem extenso material
bibliográfico que aborda experiências, melhores práticas e dicas relacionadas à internacionalização.
No Brasil, a internacionalização das universidades tem se mostrado como um caminho
promissor para ampliar a qualidade do ensino e da pesquisa, além de contribuir para o
desenvolvimento acadêmico e profissional dos estudantes e docentes. Através de parcerias
internacionais, intercâmbios acadêmicos e atração de estudantes estrangeiros, as instituições de
ensino superior buscam fortalecer sua presença global e promover a diversidade cultural no
ambiente acadêmico.
A internacionalização também traz benefícios para a sociedade em geral, uma vez que
estimula a troca de conhecimento e experiências entre diferentes culturas, contribuindo para o
desenvolvimento econômico, social e científico do país. Além disso, a presença de estudantes
estrangeiros nas universidades brasileiras pode fortalecer a imagem do país no cenário internacional
e fomentar parcerias com instituições de outros países.
Para que a internacionalização das universidades brasileiras seja efetiva, é fundamental
que haja políticas públicas claras e incentivos para a mobilidade acadêmica, bem como
investimentos em infraestrutura e capacitação de pessoal. Além disso, é importante promover a
internacionalização de forma inclusiva, garantindo oportunidades para estudantes de todas as áreas
do conhecimento e de diferentes origens socioeconômicas.
Diante desse contexto, é fundamental que as universidades brasileiras estejam atentas às
tendências e práticas internacionais relacionadas à internacionalização, buscando sempre aprimorar
suas estratégias e ações nesse sentido. A colaboração com instituições estrangeiras, a oferta de
programas bilíngues e a valorização da mobilidade acadêmica são algumas das iniciativas que
podem contribuir significativamente para o processo de internacionalização das universidades no
Brasil.
A internacionalização do ensino superior no Brasil é liderada pela FAUBAI, Associação
Brasileira de Educação Internacional, que tem como objetivo conduzir as universidades públicas e
privadas rumo à integração global. A UFAL desempenha um papel ativo nas atividades promovidas
pela FAUBAI, fazendo parte do Grupo de Trabalho sobre indicadores de internacionalização. Este
grupo busca criar um sistema capaz de avaliar o nível de internacionalização das Instituições de
Ensino Superior (IES) no país. Além disso, a UFAL participa ativamente de redes de universidades
como o GCUB, por exemplo, que promovem a mobilidade e capacitação de estudantes, professores
e funcionários.
A internacionalização é vista como um processo essencial para elevar a excelência em
pesquisa e proporcionar uma formação ampla e globalizada para a comunidade acadêmica. Nesse
sentido, é fundamental reestruturar de forma sistematizada os esforços e iniciativas de
internacionalização já realizados pela UFAL, a fim de garantir a implementação, coordenação e
avaliação eficazes dessas atividades. Antes de propor políticas, diretrizes e ações estratégicas, é
necessário discutir algumas noções básicas sobre a internacionalização para uma compreensão clara
e objetiva da proposta em questão.
Assim, a UFAL está comprometida em fortalecer sua atuação internacional, buscando
promover a excelência acadêmica e a formação globalizada de sua comunidade, alinhada com as
demandas de um mundo cada vez mais interconectado. Este processo requer a definição de
estratégias claras e a implementação de ações concretas, visando a integração efetiva da
universidade no contexto global, contribuindo para o desenvolvimento acadêmico, científico e
cultural do país.
1.1
Universidades de Âmbito Mundial
As universidades de destaque apresentarem resultados superiores em diversos aspectos,
tais como alta demanda por seus alunos, liderança em pesquisa e transferência de tecnologia. Essas
características podem ser atribuídas a três grupos complementares de fatores que são comuns nas
melhores universidades do mundo. Primeiramente, a alta concentração de talentos entre alunos e
professores é um diferencial significativo, contribuindo para um ambiente acadêmico enriquecedor
e estimulante. Além disso, a disponibilidade de recursos abundantes é fundamental para oferecer
um ambiente de aprendizagem valoroso e para realizar pesquisas avançadas, o que impacta
diretamente na qualidade e relevância das atividades acadêmicas. Por fim, a gestão favorável
desempenha um papel crucial, encorajando visão estratégica, inovação e flexibilidade, permitindo
às instituições gerenciarem os recursos de forma eficiente e sem grande burocracia. Esses três
pilares fundamentais se complementam para criar um ambiente propício ao desenvolvimento
acadêmico de excelência, colocando as universidades de destaque em uma posição de liderança no
cenário educacional global.
No caso da UFAL, devido a sua natureza pública e o atual contexto de crise econômica
que vem reduzindo os recursos destinados à educação no país, reconhecemos a falta de “recursos
favoráveis” para a consolidação de seu desenvolvimento. Entretanto, muito pode ser realizado,
principalmente, no que se refere a criação de um ambiente universitário favorável à captação de
recursos externos junto a iniciativas públicas e privadas, que por sua vez possam oferecer condições
de manter nossos talentos e também atrair a atenção de discentes e docentes estrangeiros para nossa
instituição de ensino superior (IES).
Para a UFAL, levando em consideração sua atual inserção internacional e sua estrutura
em termos de gestão, ensino, pesquisa e extensão, que também lhe oferece um grande potencial de
internacionalização. Todavia, é importante salientar que uma universidade não se torna de classe
mundial por desejo próprio. Esse status tem origem externa e vem por reconhecimento
internacional. É possível notar que, entre vários critérios, essas universidades têm grande presença
internacional e isso é algo que deve ser promovido internamente. Logo, a principal questão seria
como visualizar internamente esta internacionalização.
1.2 Dimensões da Internacionalização
O Conselho Americano de Educação (American Council on Education- ACE) desenvolveu
um índice abrangente que classifica as estratégias de internacionalização em seis dimensões-chave,
conhecidas como pilares, a fim de realizar avaliações sistemáticas das instituições de ensino superior.
Essa classificação transversal, que abrange todos os aspectos relevantes, tem sido continuamente
aprimorada para acompanhar a evolução do conhecimento e das práticas na área de internacionalização
do ensino superior. As seis dimensões que compõem esse índice são fundamentais para a compreensão e
avaliação abrangente das estratégias de internacionalização adotadas pelas universidades.
A primeira dimensão refere-se à articulação da liderança e administração da instituição,
incluindo o comprometimento da alta administração com a internacionalização, a alocação de recursos e
a integração da internacionalização nas estratégias institucionais. A segunda dimensão aborda o
envolvimento da faculdade, incluindo o desenvolvimento profissional dos docentes, a integração da
dimensão internacional nos currículos e a promoção de oportunidades de pesquisa e colaboração
internacional. A terceira dimensão diz respeito ao recrutamento, admissão e suporte aos estudantes
internacionais, incluindo políticas de admissão, serviços de suporte e integração cultural.
A quarta dimensão abrange a colaboração acadêmica internacional, incluindo parcerias
estratégicas, programas de intercâmbio e colaboração em pesquisa. A quinta dimensão diz respeito à
mobilidade estudantil internacional, incluindo programas de intercâmbio, estágios internacionais e
experiências de aprendizado no exterior. Por fim, a sexta dimensão aborda a prestação de serviços de
apoio à internacionalização, incluindo questões legais e regulatórias, serviços de vistos e suporte
linguístico.
Essas seis dimensões fornecem um arcabouço abrangente para a avaliação das estratégias
de internacionalização adotadas pelas instituições de ensino superior, possibilitando uma compreensão
mais profunda e uma análise mais criteriosa das práticas existentes. Ao considerar cada uma dessas
dimensões, as universidades podem identificar áreas de força e oportunidades de melhoria em suas
estratégias de internacionalização, promovendo assim uma maior eficácia e impacto positivo no
ambiente global do ensino superior.
A internacionalização das universidades requer um compromisso institucional articulado
com os vários atores da comunidade universitária e externa. Isso inclui a existência de políticas,
planejamento estratégico, comissão de internacionalização e avaliação. Além disso, é fundamental o
envolvimento da liderança máxima e a existência de estruturas administrativas e hierárquicas para
implementação da internacionalização, incluindo a estrutura do escritório de internacionalização. A
introdução de tecnologias que permitam maior interação com pessoas em diferentes partes do mundo
também é essencial para esse processo.
Para garantir o sucesso da internacionalização, é necessário implementar políticas e
práticas de apoio para que os docentes desenvolvam competência internacional, sejam reconhecidos
como os condutores do ensino, da extensão e da pesquisa. Isso inclui políticas de promoção, diretrizes
de contratação, mobilidade e oportunidades de desenvolvimento profissional.
A mobilidade estudantil é um aspecto crucial da internacionalização, envolvendo o fluxo
de estudantes nos dois sentidos. Isso requer políticas de equivalência de créditos, financiamento,
programas de orientação e apoio a estudantes locais e estrangeiros. Além disso, a criação de
oportunidades para extensão do alcance global da universidade através de colaborações e parcerias é
fundamental. Isso pode envolver ações como intercâmbio de estudantes, docentes e técnicos,
programas de dupla diplomação (incluindo cotutela para o doutorado), filiais internacionais, acordos de
cooperação e projetos de pesquisa colaborativos.
Dessa forma, é possível promover uma internacionalização efetiva e abrangente, que
contribua para a formação acadêmica e profissional dos estudantes, o desenvolvimento das pesquisas e
a projeção global da instituição de ensino.
Dentro desta visão, que alguns autores chamam de Internacionalização Transversal, partese agora para a definição operacional do quem vem a ser a internacionalização. Esta definição
contribuirá para o direcionamento do processo de internacionalização da UFAL, inclusive suas
políticas, diretrizes e ações estratégicas.
2.
DEFINIÇÃO DE INTERNACIONALIZAÇÃO
A internacionalização na área de Educação de Nível Superior tem sido objeto de discussão por
mais de duas décadas, conforme apontado por Knight (1993). No entanto, foi a partir da década de 80
que sua importância e relevância atingiram seu ápice. A autora destaca que um dos principais desafios
reside na elaboração de uma definição operacional de internacionalização que leve em consideração as
especificidades do contexto, cultura e sistema educacional em questão. Nesse sentido, torna-se
fundamental uma visão institucional clara para que se possa adotar uma definição que contemple o
processo de internacionalização da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). A compreensão da
internacionalização no âmbito da UFAL deve considerar não apenas os aspectos teóricos e conceituais,
mas também as práticas e estratégias que possam ser efetivamente implementadas dentro da realidade
da instituição. Dessa forma, a definição de internacionalização na UFAL deve refletir não apenas as
tendências globais, mas também as demandas e necessidades locais, garantindo assim uma abordagem
abrangente e contextualizada. Além disso, a definição operacional de internacionalização na UFAL
deve estar alinhada com os princípios e objetivos institucionais, promovendo a integração internacional
de forma coerente com a missão e visão da universidade. Em suma, a busca por uma definição
operacional de internacionalização na UFAL demanda uma análise cuidadosa e crítica das
particularidades e desafios enfrentados pela instituição, visando a construção de uma abordagem que
seja ao mesmo tempo global e localmente relevante.
2.1
Internacionalização na visão do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da
UFAL
O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFAL estabelece como um de seus
pilares fundamentais o aprofundamento do processo de internacionalização. Esse processo é
compreendido de forma abrangente, englobando não apenas a busca por parcerias e intercâmbios
internacionais, mas também a promoção de um ambiente acadêmico que atenda aos padrões
internacionais em todas as suas dimensões.
Nesse sentido, a busca pela excelência no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão
universitária é um objetivo central do PDI. A ideia é que a própria UFAL se torne um ambiente que
reflita os padrões de qualidade e relevância que são esperados de uma instituição de ensino superior de
classe mundial. Isso implica não apenas na atração e retenção de talentos, mas também na
disponibilidade de recursos adequados e em uma governança eficiente e transparente.
A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) tem como foco a construção da excelência
acadêmica, refletida em sua visão de ser uma universidade de classe mundial. Nesse sentido, a atual
definição de internacionalização da UFAL está alinhada com a busca pela integração no contexto da
excelência acadêmica global.
O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFAL evidencia a prioridade dada às
relações internacionais no ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária. A universidade busca
ativamente promover a cooperação com instituições de ensino e outras parcerias em diferentes partes
do mundo. Reconhecendo que a ciência moderna transcende fronteiras, a UFAL se empenha em
estabelecer-se como um polo de colaboração internacional, que vai além da reputação global e inclui a
discussão de resultados de pesquisa, publicações internacionais e intercâmbio de alunos, professores e
funcionários.
Assim, a dimensão internacional da UFAL abrange todos os aspectos da vida universitária,
desde o ensino e a pesquisa até a extensão e a gestão. O compromisso com a excelência acadêmica
global permeia as atividades da universidade, impulsionando-a a buscar constantemente oportunidades
de cooperação e intercâmbio que contribuam para o enriquecimento do ambiente acadêmico e para o
avanço do conhecimento em escala internacional.
Seguindo o exposto acima, a Ufal vem consolidando processos de internacionalização
conforme editais como: Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB),
Programa Move La América (CAPES), CAPES Cofecub, entre outros, qualificação como formação
continuada para Estágio de Pós-doutoramento de docentes credenciados nas Pós-Graduações stricto
sensu, caracterizando parcerias entre Grupos de Pesquisas e acordos de cotutela, o que implica a
continuidade e ampliação dessas parcerias e a consolidação de outras, como política institucional.
Conforme as prescrições do PDI, a internacionalização, sendo uma prática institucional diz
respeito a todas as Pró-Reitorias de universidade, tendo como setor institucional a Assessoria de
Intercâmbio Internacional (ASI) como gerente das ações objetivando:
Promover diretrizes da política institucional na área de cooperação internacional;
Divulgar e promover a conscientização da importância das atividades de cooperação
internacional para a Universidade, em meio à comunidade acadêmica local, bem como a
importância de uma experiência internacional para alunos, professores e pesquisadores e
técnicos administrativos;
Atualizar as informações referentes a programas de cooperação internacional sempre que
receber instruções complementares ao regimento;
Apoiar as iniciativas de professores, pesquisadores, técnicos administrativos e estudantes da
UFAL em projetos conjuntos com instituições internacionais;
Fornecer mecanismos para que a UFAL participe de novas redes de cooperação no âmbito
internacional;
Gerenciar os programas de cooperação internacional;
Propor e assessorar a elaboração de novos convênios internacionais
A sustentabilidade e a continuidade dos processos de internacionalização na Universidade
Federal de Alagoas (Ufal) estão diretamente alinhadas às diretrizes estabelecidas no Plano de
Desenvolvimento Institucional (PDI). Esses objetivos estratégicos são sustentados por dotações
orçamentárias previamente planejadas, garantindo recursos financeiros para a execução de ações e
projetos que promovam a integração global da instituição. Além disso, a Ufal busca fortalecer sua
capacidade de internacionalização por meio de convênios já estabelecidos e pela celebração de novas
parcerias com instituições nacionais e internacionais, ampliando oportunidades de cooperação
acadêmica, científica e cultural. Essa abordagem reflete o compromisso da universidade com a
excelência, inovação e expansão de sua presença no cenário global, sempre em conformidade com os
princípios de gestão responsável e planejamento sustentável.
2.2
Definição Operacional de Internacionalização
A internacionalização, no contexto desta Proposta de Plano Institucional de
Internacionalização, é compreendida como o processo de incorporação de uma dimensão internacional,
intercultural ou global em todas as esferas da finalidade, funções e oferta de educação pós-secundária na
UFAL. Essa definição busca abranger não apenas as práticas e iniciativas já existentes relacionadas à
internacionalização, mas também englobar outros aspectos que possam contribuir para a consolidação e
ampliação desse processo. Dessa forma, a internacionalização não se restringe apenas à presença de
estudantes estrangeiros ou à realização de intercâmbios acadêmicos, mas também abarca a
internacionalização do currículo, a colaboração em pesquisa e inovação com parceiros internacionais, a
promoção da mobilidade acadêmica e profissional, a internacionalização da extensão e da inovação,
entre outros elementos. Em suma, a internacionalização na UFAL busca promover uma visão global e
intercultural em todas as suas atividades acadêmicas e administrativas, visando preparar os estudantes e
profissionais para atuarem em um contexto cada vez mais globalizado e interconectado.
Nesse sentido, a internacionalização é entendida como um processo dinâmico e contínuo, que
demanda ações estratégicas e integradas em diversas áreas da instituição, com o objetivo de fomentar a
formação de cidadãos globais, a produção de conhecimento relevante em escala internacional e a
contribuição para o desenvolvimento sustentável e inclusivo em nível global. Assim, a
internacionalização na UFAL se apresenta como um compromisso institucional que permeia todas as
suas atividades, pautado pela busca constante pela excelência acadêmica e pela promoção da diversidade
e do diálogo intercultural.
Conforme a perspectiva apresentada, os termos e conceitos específicos foram selecionados
com cuidado para a definição operacional proposta. O termo "processo" foi escolhido deliberadamente
para transmitir a ideia de que a internacionalização é um esforço contínuo e constante, denotando uma
qualidade evolutiva ou de desenvolvimento para o conceito. Os termos "internacional", "intercultural" e
"global" são utilizados intencionalmente como uma tríade, sendo que "internacional" refere-se às
relações entre nações, culturas ou países, enquanto "intercultural" aborda a diversidade de culturas
dentro dos países, comunidades e instituições. Já o termo "global" é incluído para fornecer a sensação
de alcance mundial, representando a riqueza na amplitude e profundidade da internacionalização.
A palavra "integração" é especificamente empregada para denotar o processo de infundir ou
incorporar a dimensão internacional e intercultural em políticas e programas, garantindo que essa
dimensão permaneça central, não marginal, e sustentável. Os termos "propósito" e "função" foram
cuidadosamente escolhidos e devem ser utilizados em conjunto. "Propósito" refere-se ao papel geral e
aos objetivos que o ensino superior tem para um país ou à missão de uma instituição, enquanto
"função" diz respeito aos elementos primários ou tarefas que caracterizam um sistema nacional de
ensino superior ou instituição individual, incluindo ensino, pesquisa e serviços à sociedade (extensão).
Essas escolhas linguísticas são fundamentais para uma compreensão clara e abrangente da
internacionalização no contexto do ensino superior.
3.
OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS DA INTERNACIONALIZAÇÃO
DA UFAL
Com o objetivo de promover a cooperação internacional e a solidariedade, é fundamental que as
ações executadas estejam alinhadas com as dezassete metas contidas nos Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além disso, é imprescindível que tais ações estejam em
conformidade com as legislações aplicáveis à Administração Financeira e Orçamentária em âmbito
federal. Para assegurar a transparência e a efetividade dessas ações, é necessário garantir a existência
de mecanismos que permitam auditoria e fiscalização, tanto por órgãos internos quanto externos de
controle. Dessa forma, estaremos contribuindo para o cumprimento dos compromissos internacionais
assumidos e para a promoção do desenvolvimento sustentável em escala global.
Dentre os objetivos específicos para internacionalização, destacam-se:
1. A internacionalização da UFAL é um processo fundamental para transformar nossos
servidores técnico-administrativos e estudantes em cidadãos aprendizes globais.
Buscamos preparar nossos alunos de graduação e pós-graduação para desempenhar
suas atividades acadêmicas e profissionais de forma prática e competente em
sociedades internacionais e multiculturais. Para alcançar esse objetivo, incentivamos
nossos professores a se desenvolverem como pesquisadores internacionais e a
oferecerem ensino e treinamento em padrões internacionais, facilitando ligações
colaborativas entre comunidades internacionais, especialmente àquelas localizadas em
áreas regionais.
2. Além disso, buscamos aumentar a exposição internacional da UFAL, o número de
projetos de ensino, pesquisa e extensão em colaboração internacional, assim como a
produção científica em periódicos de circulação internacional e em colaboração
internacional. Para isso, pretendemos incrementar o número de docentes com estágio
pós-doutoral no exterior, aumentar programas de mobilidade internacional e tornar a
UFAL mais atraente para alunos, docentes e pesquisadores estrangeiros.
3. A internacionalização também inclui o incentivo ao estabelecimento de acordos de
dupla diplomação, a criação e expansão de um ambiente multilíngue em todos os
campi, a oferta de disciplinas em inglês na graduação e pós-graduação, bem como a
promoção da internacionalização dos currículos dos cursos ofertados na UFAL.
Acreditamos que essas medidas são essenciais para preparar nossa comunidade
acadêmica para os desafios e oportunidades de um mundo globalizado, contribuindo
para o desenvolvimento contínuo da universidade e para a formação de profissionais
qualificados e conscientes da importância da cooperação internacional.
4.
PROCESSOS DE INTERNACIONALIZAÇÃO
O desenvolvimento de uma estratégia para integração internacional no ensino, pesquisa,
extensão e outros serviços pode ser desafiador à primeira vista, mas ao ser abordado como um ciclo de
passos flexíveis e interconectados, torna-se factível. O comprometimento é o primeiro passo, que
envolve a adesão da gestão central e a alocação de recursos para a internacionalização. Além disso, é
crucial o reconhecimento e premiação daqueles que contribuem ativamente para esse processo. A
dimensão internacional deve ser integrada de forma abrangente, visando não apenas o ensino e a
capacitação, mas também a pesquisa e a prestação de serviços à comunidade. Este comprometimento
deve ser sustentado ao longo do tempo, para garantir a continuidade e efetividade das ações de
internacionalização.
Durante o processo de internacionalização, é essencial desenvolver um plano abrangente que
contemple diferentes níveis e direcione as prioridades. Nesse sentido, o plano institucional de
internacionalização desempenha um papel fundamental ao fornecer as orientações necessárias para
garantir o sucesso desse processo. Um aspecto crucial a ser considerado é a descentralização, que visa
incentivar a participação ativa das Unidades de ensino, laboratórios, grupos de pesquisa e todas as
ações de extensão.
Além disso, a operacionalização efetiva das estratégias é fundamental para garantir a
implementação bem-sucedida do plano. Isso envolve a criação de uma cultura de apoio que permeie
todos os aspectos da instituição. Os serviços e atividades acadêmicas, os fatores organizacionais e os
princípios orientadores são os três componentes principais a serem considerados nesse processo.
É importante ressaltar que o desenvolvimento desses componentes é uma etapa crucial e
essencial do ciclo de internacionalização. A implementação efetiva das estratégias e a criação de uma
cultura de apoio são fundamentais para garantir o sucesso do processo. Portanto, é necessário um
esforço contínuo para garantir que esses aspectos sejam desenvolvidos e integrados de maneira eficaz
na instituição. Através do planejamento abrangente e da operacionalização efetiva, será possível
alcançar os objetivos almejados no processo de internacionalização.
Portanto, a prioridade e o ritmo de suas implementações dependerão dos recursos,
necessidades e objetivos da UFAL como:
A revisão é uma prática fundamental para avaliar e aprimorar de forma contínua a qualidade e
o impacto de todos os aspectos do processo. É essencial ressaltar que, ao falarmos de revisão, estamos
nos referindo ao monitoramento e avaliação do valor e do sucesso de atividades individuais, bem como à
forma como elas se complementam de maneira sinérgica. Através da revisão, podemos identificar
oportunidades de melhoria, corrigir eventuais falhas e garantir que cada etapa do processo contribua
efetivamente para os objetivos estabelecidos. Além disso, a revisão nos permite acompanhar o
progresso, analisar os resultados alcançados e tomar decisões embasadas em dados concretos. Dessa
forma, a revisão se torna uma ferramenta poderosa para impulsionar a eficiência, a eficácia e a inovação
em todas as áreas de atuação. Ao adotar uma abordagem proativa em relação à revisão, as organizações
podem garantir que estão sempre alinhadas com as melhores práticas e preparadas para enfrentar
desafios e oportunidades de forma ágil e assertiva. Em suma, a revisão é um processo dinâmico e
estratégico que deve ser integrado de maneira contínua e sistemática em todas as operações, visando
sempre a excelência e a maximização do impacto.
A fim de promover a internacionalização da UFAL e alcançar os objetivos estabelecidos, é
essencial implementar políticas e diretrizes que orientem e sustentem esse processo. Nesse sentido, é
fundamental adotar estratégias que incentivem e reconheçam a participação ativa dos servidores
docentes e técnico-administrativos no desenvolvimento de uma cultura institucional que apoie a
internacionalização. A criação de mecanismos de premiação e reconhecimento se apresenta como uma
forma eficaz de valorizar aqueles que contribuem diretamente para o avanço da internacionalização,
seja por meio de ações concretas ou simbólicas.
Ao estabelecer um ciclo de internacionalização, a UFAL demonstra seu compromisso em
fomentar uma cultura organizacional que valorize a atuação internacional, incentivando a participação
ativa de seus colaboradores nesse processo. Dessa forma, as políticas e diretrizes adotadas pela
instituição devem refletir essa visão, promovendo a valorização e premiação daqueles que se engajam
na internacionalização, seja por meio de programas de incentivo, reconhecimento público ou outras
formas de valorização.
A implementação dessas políticas e diretrizes contribuirá para fortalecer o engajamento dos
servidores no processo de internacionalização, criando um ambiente propício para o desenvolvimento
de parcerias internacionais, intercâmbio de conhecimentos e experiências, e a promoção da excelência
acadêmica em âmbito global. Além disso, ao reconhecer e premiar o esforço e dedicação dos
colaboradores, a UFAL reforça seu compromisso com a valorização do capital humano e com a
construção de uma comunidade universitária engajada e comprometida com a internacionalização.
Dessa forma, as políticas e diretrizes que informam a visão e o processo de
internacionalização da UFAL devem contemplar a valorização e premiação daqueles que contribuem
para esse fim, promovendo uma cultura institucional que reconheça e incentive o engajamento dos
servidores nesse processo. Através dessas medidas, a UFAL reafirma seu compromisso em se
posicionar como uma instituição de excelência no cenário internacional, promovendo a integração
global e o desenvolvimento acadêmico e científico em colaboração com parceiros ao redor do mundo.
5.
POLÍTICAS E DIRETRIZES DE INTERNACIONALIZAÇÃO
Pode-se definir políticas institucionais como procedimentos amplos que qualifiquem os
parâmetros indicadores das ações da Instituição e daqueles(as) que a integram, possibilitando o
desenvolvimento das missões elencadas no PDI. Neste contexto, as políticas de internacionalização
adotadas nesta proposta são apresentadas a seguir.
5.1
Política Linguística Institucional
A definição de uma política linguística institucional para a UFAL tem como objetivo geral
atender aos pressupostos da internacionalização do ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária,
valorizando as relações interculturais plurilíngues/multilíngues e a inclusão social, tomando como
referência a formação global, o respeito à diversidade e solidariedade. As diretrizes que informam esta
política incluem a valorização da diversidade linguística e cultural por meio da oferta de cursos,
oficinas, formação e atendimento em diferentes línguas, com foco inicial na língua inglesa e no
português para estrangeiros, visando atrair estudantes, professores e pesquisadores de instituições
estrangeiras de renome internacional. Além disso, a democratização do acesso à aprendizagem de
idiomas é promovida, com a garantia de acesso igualitário à aprendizagem de idiomas a todos os
alunos, servidores docentes e técnico-administrativos.
O ensino da língua portuguesa para estrangeiros também é incentivado, como forma de
valorizar o patrimônio e a cultura dos países de língua portuguesa. A formação de professores para o
ensino de disciplinas em línguas estrangeiras, escrita de artigos em línguas estrangeiras e submissão de
trabalhos em eventos internacionais também é contemplada. Além disso, são definidos os valores,
princípios e estrutura para governar as ações referentes ao ensino e aprendizagem de idiomas, alinhadas
às políticas públicas vigentes.
A oferta de oportunidades de aprendizagem de idiomas e vivências interculturais nas
atividades de internacionalização voltadas ao ensino, pesquisa, extensão e gestão da UFAL é
sistematizada, visando criar um ambiente plurilíngue e multicultural entre a comunidade universitária e
internacional. A emissão, reconhecimento e validação de documentos em língua inglesa também são
contemplados, assim como a parceria com o setor público e privado, com o reconhecimento do ensino
de línguas entre as atividades fins da universidade, a fim de ampliar as oportunidades de aprendizagem
a partir da captação de recursos junto ao poder público e à iniciativa privada.
5.2
Política de Mobilidade Estudantil
A política de mobilidade estudantil da UFAL tem como objetivo principal incentivar e
facilitar a experiência de estudantes de graduação e pós-graduação em contextos internacionais,
visando transformá-los em cidadãos globais e contribuindo para a internacionalização da universidade.
Dentro dessa perspectiva, a captação de estudantes estrangeiros para o Brasil é uma estratégia
prioritária para estabelecer parcerias com universidades de excelência ao redor do mundo.
Nesse sentido, algumas diretrizes se destacam. Primeiramente, há um enfoque na mobilidade
estudantil relacionada a projetos de pesquisa e extensão, buscando integrar os estudantes em atividades
que contribuam para o desenvolvimento acadêmico e científico tanto da UFAL quanto das instituições
parceiras. Além disso, pretende-se aumentar o número de cotutelas e dupla-diplomação,
proporcionando às/aos estudantes oportunidades de obter reconhecimento acadêmico em diferentes
contextos educacionais.
Outro ponto importante é o encorajamento de alunos de graduação e pós-graduação da UFAL
a participarem de escolas de verão e inverno, tanto em âmbito local quanto nacional e internacional,
ampliando suas experiências acadêmicas e culturais. Paralelamente, pretende-se ampliar a mobilidade
de estudantes estrangeiros em níveis de graduação e pós-graduação, promovendo a diversidade e a
troca de conhecimento em nossa instituição.
Para viabilizar essas ações, será necessária uma reformulação das resoluções que regem os
procedimentos de validação e reconhecimento de disciplinas cursadas em instituições conveniadas,
buscando simplificar e agilizar tais processos. Além disso, a oferta de bolsas em nível de graduação e
pós-graduação para atrair alunos estrangeiros de universidades renomadas é uma estratégia importante
para fortalecer os laços internacionais da UFAL.
Por fim, uma política de acolhimento de estudantes estrangeiros será fundamental para
garantir que esses alunos se sintam bem-vindos e apoiados em sua experiência na UFAL. A promoção
de atividades culturais, programas de mentoria e assistência burocrática serão essenciais para garantir
uma integração bem-sucedida dos estudantes estrangeiros em nossa comunidade acadêmica.
Dessa forma, a política de mobilidade estudantil da UFAL visa não apenas enriquecer a
formação dos estudantes, mas também fortalecer as parcerias internacionais da universidade e
contribuir para o desenvolvimento de uma comunidade acadêmica globalmente conectada e
enriquecedora.
5.3
Política de Mobilidade de Servidores Técnico-Administrativos
Com o intuito de promover a internacionalização institucional e aprimorar as práticas de
gestão, a política de mobilidade de servidores técnico-administrativos visa facilitar e incentivar
oportunidades de capacitação e participação em programas internacionais. Nesse sentido, as diretrizes
estabelecidas incluem o desenvolvimento da mobilidade junto a programas internacionais, a busca por
oportunidades de capacitação em programas de fomento nacionais e internacionais, bem como a
oferta de cursos de línguas estrangeiras, conforme as dotações orçamentárias e condições
organizações das Unidades Acadêmicas competentes para a oferta de cursos, direcionados para
atender às demandas específicas das funções desempenhadas pelos servidores técnico-administrativos
envolvidos com a internacionalização da UFAL. A implementação dessas diretrizes busca
proporcionar aos servidores as competências necessárias para atuarem de forma eficaz em um
ambiente internacional, contribuindo assim para a excelência na gestão e para o fortalecimento da
presença da UFAL no cenário global.
5.4
Política de Mobilidade para Servidores Docentes e Colaboração em Pesquisa
Esta política de suporte aos docentes tem como objetivo reconhecer e valorizar o
importante papel desempenhado pelos professores no processo de internacionalização da UFAL ao
longo dos anos. Dentre as iniciativas previstas, destacam-se o suporte para professores visitantes,
programas e bolsas para formação e missões de pesquisa, além de bolsas de pesquisa baseadas em
projetos conjuntos. Além disso, a política visa oferecer apoio para estabelecer diversos tipos de
colaboração acadêmica.
Para alcançar tais objetivos, algumas diretrizes foram estabelecidas, tais como o aumento
do número de projetos colaborativos de pesquisa, por meio de programas oferecidos por instituições
renomadas. Além disso, está previsto o aperfeiçoamento do Edital de Professores Visitantes preparado
pelas pró-reitorias PROGEP e PROPEP, o fomento à mobilidade de docentes em eventos de curta
duração, o suporte à criação e expansão de cooperações e projetos de pesquisa com escopo
internacional, bem como a consultoria e o encorajamento proativo para pesquisadores interessados em
participar de programas e prêmios internacionais.
Adicionalmente, a política também visa encorajar os pesquisadores a assumirem posições
em organizações de pesquisa internacionais ou em periódicos e publicações internacionais, além de
oferecer auxílio na organização de conferências acadêmicas internacionais na UFAL. Com tais
diretrizes e iniciativas, espera-se promover um ambiente propício para a internacionalização da
instituição e para o desenvolvimento acadêmico e científico dos docentes.
5.5
Política Internacional da Pesquisa e Inovação
A política institucional proposta tem como objetivo direcionar as ações que visam
promover o desenvolvimento por meio de iniciativas que valorizem o avanço do conhecimento e da
inovação. Busca-se enfatizar a excelência científica e tecnológica, consolidar a indústria inovadora e
capacitar a sociedade para enfrentar desafios por meio do conhecimento. As diretrizes estabelecidas
incluem a criação de laboratórios de pesquisa internacionais para impulsionar pesquisas de ponta, a
promoção de estudos e estratégias internacionais sobre ambientes favoráveis à inovação e à
transferência de tecnologia, bem como a discussão sobre registro, manutenção e licenciamento da
Propriedade Intelectual em esfera internacional. Além disso, busca-se ampliar a cooperação e interação
internacional entre a UFAL e os setores público e privado, e propor modelos simplificados de gestão de
projetos internacionais de ciência, tecnologia e inovação.
5.6 Política de Ações de Extensão para a Internacionalização
A internacionalização da extensão é uma estratégia essencial para a conexão entre as
demandas locais e as tendências globais. A integração de influências internacionais visa aprimorar e
expandir as atividades e projetos de extensão, contribuindo para a transformação social e o
desenvolvimento da comunidade. Este processo vai além da simples troca de alunos em programas de
intercâmbio, inserindo a academia em um contexto global e promovendo impactos positivos em escala
internacional. Ao alinhar a extensão universitária com ideias e práticas globais, fortalecemos não
apenas a formação acadêmica, mas também o papel da instituição de ensino superior como agente de
mudança e desenvolvimento social. A internacionalização da extensão representa um compromisso
com a excelência, a inovação e a responsabilidade social, reafirmando o papel da academia como um
agente ativo na construção de um futuro mais sustentável e inclusivo. Este compromisso reflete a
importância de estabelecer parcerias internacionais, promover a diversidade de perspectivas e
experiências, e buscar soluções inovadoras para desafios globais. Através da internacionalização da
extensão, reafirmamos o compromisso com a promoção de uma educação de qualidade, o
desenvolvimento de habilidades interculturais e a contribuição para um mundo mais conectado e
colaborativo. Nesse sentido, é fundamental estabelecer políticas e práticas que incentivem a
participação ativa de estudantes, professores e comunidade acadêmica em projetos de extensão
internacional, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências em benefício mútuo. A
internacionalização da extensão não apenas enriquece a experiência educacional, mas também prepara
os indivíduos para atuar em um contexto globalizado, promovendo a cidadania ativa e a compreensão
intercultural. Por meio dessa abordagem, reforçamos o compromisso com a formação de cidadãos
globalmente conscientes e engajados, capazes de contribuir para um mundo mais justo, equitativo e
sustentável. Em suma, a internacionalização da extensão é um pilar fundamental para a promoção do
desenvolvimento humano, social e econômico, reforçando o papel das instituições de ensino superior
como agentes de transformação e inovação em escala global.
5.7 Política de Acolhimento
Visa colaborar na integração e apoio aos estudantes e docentes em mobilidade,
organizando atividades culturais e disponibilizando ajuda em questões relativas ao alojamento,
transportes e ao funcionamento da Universidade. Dentre as diretrizes para o acolhimento,
destacam-se as seguintes:
·
Realização de reunião de acolhimento no início de cada semestre para
estudantes de graduação e pós-graduação;
·
Realização de eventos extracurriculares com estudantes estrangeiros e seus
padrinhos;
·
Obtenção de estande no CIC para divulgação das culturas dos alunos
estrangeiros;
·
Diminuição dos efeitos do choque cultural através de cursos específicos
sobre língua e cultura brasileira;
·
Oferta de encontros sociais que auxiliem na adaptação de alunos e
professores visitantes estrangeiros na UFAL;
·
Acompanhamento, conforme as demandas de nível dos cursos (graduação e
pós-graduação) da trajetória para integralização de curso e, e;
·
Promoção da Feira de Internacionalização da UFAL.
5.8
Política de Alianças Estratégicas de Cooperação
A busca por parcerias internacionais estratégicas é fundamental para a Universidade Federal de
Alagoas (UFAL) alcançar um perfil e reputação internacional mais sólidos. A qualidade das cooperações
estabelecidas deve ser priorizada em relação à quantidade de universidades conveniadas, visando
garantir que essas parcerias contribuam efetivamente para o desenvolvimento acadêmico e científico da
instituição. Além disso, é essencial direcionar esforços para áreas de pesquisa de destaque nas
instituições estrangeiras parceiras, buscando maximizar o impacto das colaborações.
A promoção de acordos de cooperação com dupla titulação também se apresenta como uma
estratégia relevante, possibilitando que os estudantes tenham acesso a uma formação
acadêmica mais abrangente e alinhada com padrões internacionais. Nesse sentido, a UFAL
deve buscar consolidar sua posição de liderança acadêmica no eixo Sul-Sul, participando
ativamente de associações como a Associação de Universidades do Grupo Montevideo
(AUGM) e o Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras (GCUB), bem como os Editais
Capes Global e Editais Capes PDSE, fortalecendo assim sua presença e influência nesse
contexto regional.
Além disso, a aproximação com universidades de classe mundial do hemisfério norte
também se mostra como uma oportunidade estratégica para a UFAL, permitindo o
estabelecimento de parcerias com instituições de renome global e ampliando as possibilidades
de colaboração em pesquisa, intercâmbio acadêmico e desenvolvimento curricular.
Dessa forma, ao adotar essas diretrizes, a UFAL poderá potencializar os impactos
positivos das parcerias internacionais em sua comunidade acadêmica, promovendo maior
diversidade no corpo estudantil, ampliando as oportunidades de mobilidade para servidores
docentes, técnico-administrativos e estudantes, e fomentando o desenvolvimento curricular e
as redes de pesquisa. A busca por parcerias estratégicas e a atenção à qualidade e relevância
dessas colaborações são fundamentais para impulsionar a projeção internacional da UFAL e
contribuir para sua excelência acadêmica e científica.
5.9
Política de Parcerias
A proposta visa incentivar a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) a implementar
atividades virtuais que possibilitem parcerias de capacitação, a criação de hubs educacionais e a
expansão de suas próprias atividades em âmbito local e nacional, bem como em atividades
transfronteiriças, visando atender suas necessidades e as de potenciais parceiros estrangeiros. Dentre as
possíveis diretrizes, destacam-se o desenvolvimento de programas e cursos conjuntos com instituições
internacionais, a implementação de programas do tipo "E-learning", a oferta de cursos para instituições
estrangeiras e a capacitação (capacity building). Essas iniciativas têm o objetivo de fortalecer a
presença da UFAL no cenário internacional, promover a troca de conhecimento e experiências com
instituições estrangeiras e contribuir para o desenvolvimento acadêmico e profissional de seus
estudantes e colaboradores.
5.10
Política de Apropriação do Conhecimento e Experiências Adquiridas
A internacionalização da UFAL é uma prioridade institucional e, nesse sentido, a política
de retorno institucional do conhecimento e experiências adquiridas por servidores docentes, técnicoadministrativos e discentes em atividades de mobilidade acadêmica internacional é fundamental. Para
garantir a efetividade desse processo, algumas diretrizes foram propostas, incluindo a validação de
disciplinas cursadas em instituições conveniadas, o incentivo à realização de palestras informativas e
seminários, a promoção da publicação de artigos e livros com parceiros internacionais, a oferta de
minicursos e oficinas para difusão do conhecimento adquirido, e a utilização dos relatos de experiência
internacional para a criação de materiais institucionais de divulgação. No entanto, é essencial
apresentar ações concretas que possam ser implementadas para consolidar esse processo. Dentre as
ações propostas, destacam-se a criação de um sistema eficiente de validação de disciplinas cursadas no
exterior, a promoção de eventos acadêmicos que possam disseminar o conhecimento adquirido em
mobilidade internacional, o incentivo à colaboração em projetos de pesquisa e publicações com
parceiros internacionais, a implementação de minicursos e oficinas que possam compartilhar as
experiências internacionais dos participantes, e a produção de materiais institucionais que possam
promover as oportunidades de mobilidade acadêmica internacional. Essas ações concretas visam
garantir que a internacionalização da UFAL ocorra de forma efetiva e sistematizada, contribuindo para
o desenvolvimento acadêmico e institucional da universidade.
6
AÇÕES ESTRATÉGICAS PARA INTERNACIONALIZAÇÃO DA UFAL
Ações estratégicas são orientações ou linhas que definem e regulam um traçado ou um
caminho a seguir, com base nos objetivos já estabelecidos. No caso da internacionalização, as ações
estratégicas são instruções ou indicações para se estabelecer o plano institucional de
internacionalização e suas ações específicas. A apresentação dessas ações estratégicas é dividida
nas dimensões da internacionalização adotadas aqui e apresentadas na Subseção 1.2.
6.1 Visão Estratégica
Com relação à visão estratégica da internacionalização, a UFAL precisa:
A internacionalização é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento e
aprimoramento das atividades acadêmicas, científicas e de extensão da Universidade Federal de
Alagoas (UFAL). Nesse sentido, a instituição tem como objetivo estabelecer metas claras e bem
definidas, com estratégias e planos de ação que são atualizados periodicamente, visando aprimorar e
fortalecer a sua presença no cenário global.
Para aumentar a visibilidade da UFAL no cenário internacional, é essencial a realização de
diferentes ações de divulgação institucional, que possibilitem a apresentação da instituição para
potenciais parceiros internacionais. Além disso, a participação em eventos de educação internacional,
tanto no Brasil quanto no exterior, é fundamental para a representação institucional e para a promoção
da UFAL como uma instituição de destaque.
A organização e participação em missões de divulgação no exterior também são estratégias
importantes para promover a internacionalização da UFAL, assim como a promoção de eventos na
própria universidade, visando a prospecção de colaborações com parceiros internacionais e a vinda de
professores estrangeiros de renome.
A inserção da UFAL nas comunidades acadêmicas, científicas e de extensão internacionais é
um objetivo que visa fortalecer a cooperação internacional entre instituições que realizam ações de
extensão em ambientes educacionais, produtivos e comunitários. Além disso, é essencial estabelecer
mecanismos de prospecção e acompanhamento de áreas, instituições e oportunidades de
internacionalização, visando identificar e aproveitar as melhores oportunidades para a instituição.
A popularização da ciência em nível internacional também é uma meta importante, que pode
ser alcançada por meio da participação em eventos e organizações de cooperação internacional. Além
disso, o desenvolvimento e manutenção de um website e folders em inglês são ferramentas essenciais
para auxiliar na atração de parceiros internacionais, assim como a versão em inglês e espanhol dos
sítios eletrônicos dos Programas de Pós-Graduação e das Unidades Acadêmicas.
Por conseguinte, a constituição e manutenção de uma Comissão de Relações Internacionais,
como fórum deliberativo e consultivo para assuntos relacionados à internacionalização, gerenciada
pela ASI, é fundamental para garantir uma atuação estratégica e eficiente na busca pela
internacionalização da UFAL.
6.2
Currículo e Aprendizado
Com relação às ofertas acadêmicas e internacionalização do currículo, a UFAL
precisa:
A internacionalização da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) é um processo
fundamental para promover a diversidade e a integração global no ambiente acadêmico. Com o intuito
de fomentar a presença de alunos estrangeiros não lusofalantes em nossos campi, propomos a oferta de
disciplinas em inglês tanto na graduação quanto na pós-graduação, mediante a atuação das coordenações
de cursos. Essa iniciativa não apenas viabiliza a vinda de estudantes internacionais para a UFAL, mas
também enriquece o ambiente acadêmico com uma perspectiva intercultural, contribuindo para a
chamada "internacionalização em casa".
Além disso, visando facilitar a integração e participação de estudantes estrangeiros, propomos
a tradução dos conteúdos das disciplinas, incluindo suas ementas, para o inglês. Dessa forma,
garantimos que esses alunos tenham acesso completo e compreensível às informações acadêmicas,
promovendo um ambiente inclusivo e receptivo.
A ampliação de acordos de cooperação com universidades estrangeiras de destaque é outra
medida essencial para fortalecer a internacionalização da UFAL. Buscamos estabelecer parcerias que
possibilitem projetos efetivos de cooperação e intercâmbios acadêmicos, proporcionando oportunidades
enriquecedoras tanto para nossos alunos quanto para os estudantes estrangeiros que desejem vivenciar
uma experiência acadêmica em nossa instituição.
No que diz respeito à mobilidade internacional, é fundamental estabelecer critérios claros para
a conversão de notas obtidas em disciplinas cursadas no exterior. Dessa forma, garantimos a
equivalência e o reconhecimento adequado das experiências acadêmicas dos nossos alunos que
participam de programas de intercâmbio.
Por fim, para facilitar a integração e comunicação dos estudantes estrangeiros, propomos a
oportunidade de emissão de documentos internos da UFAL também em língua inglesa. Isso inclui
certificados, declarações e demais documentos oficiais, possibilitando que os alunos estrangeiros tenham
acesso às informações necessárias no idioma em que se sintam mais confortáveis.
Por conseguinte, todas essas medidas visam fortalecer a presença e participação de estudantes
estrangeiros na UFAL, promovendo um ambiente acadêmico diversificado, inclusivo e
internacionalmente conectado. A internacionalização é um pilar fundamental para a excelência
acadêmica e a formação de profissionais preparados para atuar em um mundo globalizado, e estamos
comprometidos em promovê-la ativamente em nossa instituição.
6.3
Estrutura organizacional
Com relação à infraestrutura organizacional, a UFAL precisa:
A. Espaço Físico
1. Necessidade de alocação de espaço adequado para atividades de internacionalização
B. Programas de Mobilidade
1. Ampliação de programas de mobilidade nacional e internacional para servidores técnicoadministrativos
2. Realização de treinamentos específicos para servidores
C. Cursos de Idiomas
1. Expansão dos cursos de idiomas para a comunidade universitária
2. Incremento do número de alunos, níveis e variedade de idiomas, com prioridade para o inglês
D. Orçamento
1. Necessidade de orçamento adequado e com viés de crescimento para as atividades de
internacionalização, conforme as dotações orçamentárias;
E. Fontes de Financiamento
1. Busca por fontes tradicionais e alternativas para viabilizar atividades de internacionalização.
F. Apoio Logístico
1. Proporcionar apoio logístico, incluindo espaço físico, para receber pesquisadores e alunos em
visitas de curta duração.
G. Orçamento para Ações de Internacionalização
1. Aumento do orçamento para ações de internacionalização, incluindo a ASI e outras próreitorias.
H. Área de Serviços e Apoio
1. Criação de área de serviços e apoio para submissão, acompanhamento e prestação de contas
para projetos a agências internacionais.
I. Inserção Internacional e Intercultural "In-House"
1. Promoção da inserção internacional e intercultural para servidores docentes, técnicoadministrativos e discentes.
6.4
Apoio aos Servidores Docentes e Técnico-Administrativos
Com relação aos investimentos para docentes e TA’s, a UFAL precisa:
Com o intuito de promover a internacionalização e a excelência acadêmica, propomos a
implementação de programas de incentivo para docentes realizarem estágio pós-doutoral no exterior.
Esses programas visam integrar os docentes em grupos de pesquisa internacionais, fomentando a
realização de publicações conjuntas e o intercâmbio de conhecimento. Além disso, sugerimos a
valorização das colaborações internacionais na progressão funcional dos docentes, considerando
critérios como coordenação ou participação em projetos internacionais, ações extensionistas
internacionais, publicações com parceiros internacionais e oferta de disciplinas em conjunto com
instituições estrangeiras.
A fim de fortalecer a internacionalização da universidade, propomos ainda a valorização da
experiência internacional e do domínio de línguas estrangeiras como critérios de seleção em concursos
públicos para docentes. Adicionalmente, sugerimos a oferta de cursos de qualificação para servidores
docentes e técnico-administrativos em educação, visando à redação de artigos científicos de alto
impacto e à elaboração de propostas de projetos internacionais. Da mesma forma, propomos a
implementação de cursos específicos para capacitar servidores docentes e técnico-administrativos em
educação para ministrarem disciplinas em inglês.
Com o intuito de aumentar a visibilidade da produção acadêmica da UFAL, sugerimos a
promoção da inserção dos currículos dos docentes nas principais plataformas internacionais de
pesquisa. Ademais, propomos a ampliação de projetos efetivos de ensino e pesquisa em colaboração
internacional com universidades de outros países, a fim de propiciar visitas curtas de docentes e alunos
da UFAL a instituições estrangeiras, bem como receber pesquisadores e alunos estrangeiros em nossa
universidade.
Por fim, visando promover a mobilidade nacional e internacional dos servidores técnicoadministrativos em educação, sugerimos a ampliação de programas de mobilidade e a promoção de
capacitações específicas para este público, visando o desenvolvimento profissional e a integração com
instituições estrangeiras. Essas medidas têm como objetivo fortalecer a internacionalização da UFAL e
contribuir para o avanço da qualidade acadêmica e científica da instituição.
6.5
Mobilidade Estudantil
A mobilidade estudantil é um aspecto fundamental para a internacionalização e
aprimoramento da qualidade acadêmica da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Nesse sentido, é
imprescindível incentivar fortemente a participação de alunos de doutorado em estágios sanduíche,
possibilitando que eles tenham a oportunidade de vivenciar experiências acadêmicas em instituições de
renome no exterior, ampliando suas perspectivas e contribuindo para o desenvolvimento de suas
pesquisas.
Além disso, é necessário viabilizar uma maior aplicação de testes de proficiência, como o
TOEFL, IELTS, Cambridge, entre outros, na UFAL, a fim de garantir que os estudantes estejam
adequadamente preparados para atuar em um contexto globalizado. Nesse sentido, é fundamental
promover e auxiliar na reformulação dos testes de proficiência oferecidos pela Faculdade de Letras
(FALE), quando possível, assegurando que estejam alinhados com os padrões internacionais e atendam
às demandas dos estudantes.
Para promover uma integração mais efetiva dos currículos com programas de países
estrangeiros, é essencial criar experiências que possibilitem a dupla diplomação, possibilitando que os
alunos tenham a oportunidade de obter reconhecimento acadêmico tanto na UFAL quanto em
instituições estrangeiras. Além disso, a criação de programas de mobilidade para alunos e professores
com universidades estrangeiras é fundamental para fomentar o intercâmbio de conhecimento e
experiências, enriquecendo o ambiente acadêmico da UFAL.
A internacionalização do currículo também deve ser promovida por meio da criação de
disciplinas novas ou da tradução e adaptação de disciplinas existentes, incluindo nomes, ementas,
conteúdo e bibliografia, a fim de oferecer uma visão globalizada aos alunos. Dessa forma, a UFAL
estará preparando seus estudantes para atuar em um contexto cada vez mais internacionalizado,
contribuindo para sua formação acadêmica e profissional.
Assim sendo, é fundamental aumentar o recrutamento de estudantes e pesquisadores do
exterior para graduação, pós-graduação e pós-doutorado na UFAL. Isso contribuirá para a diversidade
do corpo discente e docente, enriquecendo o ambiente acadêmico e promovendo a troca de
conhecimento e experiências. Em suma, investir na mobilidade estudantil é crucial para fortalecer a
posição da UFAL como uma instituição de excelência no cenário acadêmico nacional e internacional.
6.6
Colaboração e Parcerias
Com relação a colaborações e parcerias, a UFAL precisa:
1. Incentivar o estabelecimento de acordos para dupla diplomação na graduação e pósgraduação, incluindo cotutela para doutoramento;
2. Gerar chamadas de propostas para disponibilizar recursos iniciais
especificamente para docentes elaborarem projetos internacionais;
3. Aumentar a submissão de projetos em resposta aos Editais de Intercâmbio das
agências de fomento;
4. Usar o programa Idiomas sem Fronteiras (IsF) como mecanismo para
incentivar as iniciativas de internacionalização da UFAL;
5. Incentivar a submissão de propostas para programas de colaboração e
mobilidade internacional.
7
DAS COMPETÊNCIAS
As ações estratégicas sugeridas acima são de gestão compartilhada entre Pró- Reitorias e
ASI, cujo conjunto de ações deverá ser planejado no âmbito de cada uma dessas instâncias. As
instâncias integrantes das Políticas de Internacionalização da UFAL terão as seguintes atribuições:
I
- à ASI compete:
a)
promover a cooperação interinstitucional e a mobilidade acadêmica;
b)
realizar prospecção de parceiros nacionais e internacionais para convênios e
termos de cooperação visando o ensino de línguas;
c) prestar assessoria aos processos de convênios internacionais e nacionais;
d)
acompanhar e apoiar Programas/Projetos de ensino de línguas vinculados a
convênios e termos de cooperação com instituições ou agências de fomento;
e) interagir com a CIED, para realizar ações no âmbito da EaD, que se refere à
modalidade de ensino e de aprendizagem em que os sujeitos envolvidos (professores, tutores e
alunos), na maior parte do tempo, não estão reunidos em um mesmo local ou em um mesmo
horário. Além da distância física e/ou temporal entre os sujeitos, a ela caracteriza-se por ser
mediada por recursos tecnológicos, ensejando atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, bem
como políticas de internacionalização que abrangem a formação de redes de cooperação e
mobilidade. Equipes interdisciplinares para a produção de materiais didáticos multimodais,
formação de professores e tutores para desenvolvimento das atividades de ensino e
acompanhamento da aprendizagem, apoio para superação de dificuldades de aprendizagem e
inserção no mercado de trabalho, entre tantos temas, estão presentes nas políticas e práticas
institucionais, provocando ações de parcerias em EaD com instituições internacionais.
II à PROEX compete:
a)
elaborar, lançar e monitorar a execução dos editais de projetos de
extensão associados às Unidades acadêmicas e Campi, entre outros setores da
universidade e comunidades externas, visando ações e parcerias internacionais;
b) apoiar e monitorar as atividades de gestão operacional e acadêmica dos Centros
de Línguas;
III - à PROGRAD compete:
a)
incentivar atividades que envolvam línguas estrangeiras como
componentes dos currículos de Graduação;
b)
proporcionar oportunidades de vivências em língua estrangeira ao aluno de
Graduação, no campus e no exterior;
c) auxiliar na construção do regimento de internacionalização da ASI
IV - à PROPEP compete:
a)
apoiar atividades que proporcionem o plurilinguismo de servidores
docentes, técnico-administrativos e discentes da UFAL no país e no exterior;
b) apoiar iniciativas que promovam um ambiente multicultural no âmbito da PósGraduação;
c) gerenciar os acordos de cotutela juntamente com a ASI.
d) divulgar oportunidades, encorajar e apoiar grupos de pesquisa da UFAL a
proporem e participarem de projetos de pesquisa internacionais bilaterais e em redes;
e) criar oportunidades para que grupos de pesquisa emergentes
internacionalmente de forma conjunta com grupos com maior experiência internacional;
atuem
f) incentivar a utilização do idioma inglês em palestras e eventos internacionais
relacionados com pesquisas e sediados na UFAL;
g) divulgar amplamente e incentivar a participação dos pesquisadores da UFAL em
treinamentos para melhorar a redação de textos científicos na língua inglesa;
h) divulgar amplamente e incentivar a participação de pesquisadores da UFAL em
eventos remotos via internet como webinar, reuniões científicas e outras formas que venham a
surgir.
i) Incentivar projetos de pesquisa desde PIBIC, PIBIT e Inovações, conciliando
graduação e pós-graduação com ações parceiras com instituições internacionais conveniadas.
V – à PROGINST compete:
a)
contribuir com questões relacionadas à infraestrutura, principalmente no que diz
respeito à criação de um ambiente internacional acolhedor tanto para estudantes estrangeiros quanto
para estudantes da UFAL;
b)
auxiliar nos processos licitatórios no que diz respeito à compra de materiais e
equipamentos para a ASI.
c)
viabilizar recursos para o processo de internacionalização;
d)
indicar fontes de recursos externas
VI - à PROGEP compete:
a)
incrementar a oferta de cursos de línguas estrangeiras para os
servidores docentes e técnico-administrativos em educação.
b)
fomentar a participação de servidores docentes e técnicoadministrativos em educação em programas de mobilidade, capacitações e eventos
internacionais.
c)
aprimorar os procedimentos para contratação temporária de
professores visitantes e estrangeiros em parceria com a ASI.
d)
fortalecer e potencializar as ações de internacionalização da UFAL por
meio de atividades pertinentes à área de desenvolvimento e gestão de pessoas.
VII – à PROEST compete:
a) auxílio ao atendimento aos estudantes estrangeiros regularmente matriculados na
UFAL;
b) ampliar a discussão sobre a cooperação e interação internacional entre a UFAL e os
setores público e privado, bem como à constituição de ambientes favoráveis à inovação e às
atividades de transferência de tecnologia; e,
c) propor modelos simplificados e validados de procedimentos para gestão de projetos
internacionais de ciência, tecnologia e inovação no âmbito da UFAL.
8
RECOMENDAÇÕES
Recomenda-se agora que a ASI faça os seguintes encaminhamentos em relação às
propostas aqui descritas. Dois possíveis encaminhamentos seriam:
(i) Apresentar o documento ao Conselho Universitário.
9
COMENTÁRIOS FINAIS
A internacionalização das universidades está na ordem do dia no mundo inteiro porque ela
remete à construção da excelência e à busca pelo reconhecimento internacional, contribui
decisivamente para o posicionamento estratégico do país num cenário global e melhora as
condições de vida do nosso povo. Uma universidade não se torna de classe mundial por desejo
próprio, esse status tem origem externa e vem por reconhecimento internacional. É possível notar
que, entre vários critérios, as universidades de classe mundial têm grande presença internacional e
isso é algo que deve ser promovido internamente. A UFAL deve promover a internacionalização
pela sua vocação, pelo seu potencial e pela atual conjuntura econômica que o país atravessa.
10
REFERÊNCIAS
[ACE] Model for Comprehensive Internationalization, American Council on Education,
http://www.acenet.edu/news-room/Pages/CIGE-Model-forComprehensive- Internationalization.aspx,
acessado em 02/02/2015.
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Harper Business, 2001.
HAYWARD, F. M. Internationalization of U.S. higher education. Washington, DC: American
Council on Education, 1995. International Education Magazine, 9 (1), 21-22, 1993.
JOHNSTON, J. & EDEILSTEIN, R. Beyond borders. Whashington, D. C.: Association of
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KNIGHT, J. Internationalization: Management strategies and issues.
KNIGHT, J. Internationalization: Elements and checkpoints (Research Monograph, No. 7).
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PRINCIPAL FONTE: [Kamienski, C. A. et al., 2015] RELATÓRIO DE VISÃO
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RUDZKiI, Romuald E. J. The application of a strategic management model to the
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SALMI, Jamil., “The Transformative Impact of Academic Excellence Initiatives. No. 115
(2023): Summer Issue , 2023.