Ufal participa de projetos que concorrem a prêmio nacional do MP

Iniciativas foram inscritas nas categorias ‘Integração e Articulação’ e ‘Transversalidade dos direitos fundamentais’
Por Manuella Soares - jornalista
04/05/2021 15h45 - Atualizado em 04/05/2021 às 16h45
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MPT financiou a segunda fase do projeto da Ufal

Quatro projetos em parceria com a Ufal foram habilitados para concorrer ao prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Ao todo, 535 iniciativas estão habilitadas a participar da edição deste ano nas nove categorias do concurso. Nesta etapa, os integrantes da Comissão Julgadora avaliam os concorrentes e selecionam cinco de cada.

O projeto intitulado Covid-19: Inovação e proteção foi inscrito na categoria Integração e Articulação. A iniciativa do Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV) em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) consistia na produção inicial de 7,9 mil protetores faciais para doação a profissionais de saúde envolvidos no enfrentamento da covid-19.

“Essa quantidade sofreu ampliação no decorrer da execução, chegando a um total de 12.016 unidades produzidas e entregues a 70 instituições de saúde na capital e no interior do Estado, nelas incluídas instituições de proteção a idosos e moradores de rua em situação vulnerável”, descreve a proposta cadastrada no Banco Nacional de Projetos do Conselho.

“Recebemos a notícia com grande surpresa, primeiramente, pela escolha dentre vários projetos locais que foram financiados pelo MPT. No segundo momento, pela aprovação, aceitação e reconhecimento público do nosso trabalho”, comemorou o coordenador Adeildo Júnior, se referindo ao destaque da ação no site do Banco Nacional de Projetos, onde já foi visto e é o terceiro mais acessado de todo país. “Para as equipes do LCCV/FabLab este projeto tem grande importância pelo impacto social dado neste momento difícil para todos nós”, completou.

O Prêmio CNMP é um instrumento para identificar, premiar e disseminar projetos e programas bem-sucedidos do Ministério Público brasileiro. A proposta é ressaltar iniciativas que contribuam para a melhoria da eficiência institucional e dos serviços prestados à sociedade.

Parceria com o MP/AL

Outras três iniciativas que envolvem o Ministério Público de Alagoas e a Ufal estão concorrendo ao prêmio, duas delas na mesma categoria Integração e Articulação. São eles: Programa Pró-espécies e o Projeto de reintrodução do Mutum-de-Alagoas. O primeiro, contempla ações em defesa do meio ambiente para a conservação de espécies ameaçadas de extinção no Estado.

Já a iniciativa para reintroduzir o Mutum-de-Alagoas ao habitat é o primeiro plano de ação estadual do Brasil para conservação de uma espécie ameaçada de extinção. É que os últimos três exemplares da ave foram salvos no final dos anos 70 pelo ambientalista Pedro Nardelli, que em duas décadas conseguiu reproduzir 66 animais. Em seguida, universidades e criatórios colaboraram para mais reproduções em cativeiro.

“Em 2017, quando os pesquisadores apontaram segurança para início da efetiva reintrodução em seu ambiente natural, o MPAL reuniu todos os atores envolvidos e coordenou o primeiro plano de ação estadual do Brasil para conservação de uma espécie ameaçada de extinção”, explica a descrição do projeto, ressaltando que seis aves foram soltas e estão sendo monitoradas para reprodução e perpetuação.

Olhar voltado para a mulher das forças de segurança

Na categoria Transversalidade dos direitos fundamentais, concorre o projeto Mulheres em segurança: Assédio não, que envolve a Faculdade de Direito de Alagoas (FDA/AL). A proposta está em andamento e possui quatro fases, que culminam na construção de programas de enfrentamento dentro de cada instituição, com oferecimento de sugestões concretas.

O público-alvo da iniciativa são as mulheres servidoras dos órgãos de segurança pública, lotadas na capital Maceió. A ideia é ampliar a rede de proteção e o enfrentamento à discriminação de gênero nas forças de segurança.

Segundo os autores, entre os principais desafios para executar as ações estão a resistência dos órgãos em pautar o assunto de enfrentamento ao assédio sexual; e o medo de retaliação de muitas servidoras, que evitaram responder os questionários, mesmo em anonimato.

Na fase de julgamento do prêmio do CNMP serão elaborados os cadernos de iniciativas e de notas que serão submetidos à comissão julgadora. Vão ser premiados os três primeiros colocados de cada categoria numa cerimônia prevista para o segundo semestre.