Comissão faz levantamento para retomada das atividades da Ufal

Representantes de todos os segmentos ajudam nas análises das práticas utilizadas por outras instituições
Por Manuella Soares - jornalista
04/09/2020 11h45 - Atualizado em 04/09/2020 às 16h44
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Pró-reitor de Gestão Institucional, Renato Miranda

Retomar as atividades acadêmicas e administrativas na Ufal com segurança é o foco da Comissão Especial Situação/Benchmarking. Liderada pelo pró-reitor de Gestão Institucional (Proginst), Renato Miranda, o grupo conta com a participação de outros sete representantes de todos os segmentos que formam a comunidade universitária.

O objetivo é produzir e disseminar documentos que auxiliem as decisões referentes à retomada das atividades da Universidade. Para isso, a Portaria nº 703 de 23 de julho de 2020 nomeou Renato Miranda (Proginst), Jonas Silveira (Fanut); Rita de Cássia (Fale); Maria Betânia Fernandes (técnica); Ailla Costa (estudante); Jailton Lira (Adufal); José Alex Farias (Sintufal) e Geinny Oliveira (DCE).

Com as discussões semanais, o grupo já publicou o primeiro Boletim, de uma série, com abordagens divididas em quatro dimensões: Saúde, Acadêmica, Administrativa e Infraestrutura. O termo em inglês Benchmarking, tradução livre de “análise comparativa”, é a linguagem utilizada para o trabalho de realizar uma análise estratégica das melhores práticas usadas por empresas ou instituições de um mesmo setor. A comissão da Ufal criada para esta finalidade já tem os primeiros resultados para se inspirar em bons exemplos.

Disseminando informações

A Dimensão Saúde fez um panorama sobre a covid-19 em Alagoas, desde o aparecimento do primeiro caso, no dia 8 de março até a situação atual, incluindo números infectados e óbitos, com base nos dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau). Há também informações sobre o que foi feito para o enfrentamento da doença, como leitos abertos, UTIs exclusivas e testes aplicados.

Para o contexto acadêmico na Ufal, o boletim apresenta as medidas tomadas pelos gestores, como criação de comissões especiais e os esforços para a continuidade dos trabalhos dos técnicos e docentes. O documento destaca a participação dos servidores em reuniões, elaboração de documentos, orientações de pesquisas, produção de artigos e ainda as intensas atividades que precisaram se adaptar ao formato online, a exemplo de minicursos, lives, debates e outros eventos virtuais.

“Mesmo diante desse cenário complexo, as instituições de ensino públicas têm se debruçado sobre documentos, editais, iniciativas, estudos para assumir com responsabilidade atividades em situação remota, inclusive, as de formação, as quais precisam ser muito bem estruturadas, dadas, por exemplo, as dificuldades de parte dos discentes em ter equipamentos e acesso à internet”, reforça um trecho do boletim na Dimensão Acadêmica.

A Comissão Especial Situação/Benchmarking também analisou dados e editais de 18 instituições de ensino superior do Nordeste e aponta que “a maioria optou pela modalidade de atividades suplementares com disciplinas obrigatórias e eletivas, outras pelo prosseguimento do semestre letivo”.  No documento ainda há informações sobre estratégias utilizadas para a assistência estudantil a exemplo de contratação de internet, empréstimo ou auxílio para compra de equipamento, editais de auxílio estudantil e reajuste das bolsas.

Recursos e estrutura

Os membros da comissão orientam no primeiro Boletim sobre a importância da Universidade focar a atenção para um mapeamento da condição de acesso a internet dos professores e alunos. Eles fizeram uma análise sobre a Chamada Pública do MEC para contratação emergencial de pacote de dados e reforçaram que 11.284 estudantes da Ufal devem ser contemplados.

E sobre os trabalhos administrativos realizados, a comissão relata o empenho da Ufal em cumprir com a execução orçamentária. De acordo com os dados do Boletim, 100% dos recursos captados para o combate à covid-19 foram distribuídos, deixando a Ufal entre as primeiras do Nordeste neste quesito.

Para ajudar na execução da verba, a Fundepes deu o apoio necessário. “Com o apoio da Fundação, a Universidade pode delegar a gestão dos projetos de combate à Convid-19, os quais, por sua vez, contam com analistas individualizados, que auxiliam a execução de recurso por cada um dos coordenadores. Desse modo, foi possível conciliar as exigências da agilidade na execução orçamentária com o tempo natural de maturação e consecução dos projetos”, destaca o Boletim.

Confira no anexo a íntegra do Boletim nº 1.