Obter parcerias para inovação e revisar contratos são metas da Proginst

Pró-reitor de Gestão Institucional aponta eficiência de gestão como expectativa para conduzir a Ufal
Por Manuella Soares – jornalista
21/02/2020 13h29 - Atualizado em 21/02/2020 às 15h46
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Renato Miranda, pró-reitor de Gestão Institucional

Gestão eficiente são as palavras-chave repetidas pelo novo pró-reitor da Pró-reitoria de Gestão Institucional da Ufal (Proginst). Renato Luís Pinto Miranda é professor do Campus Arapiraca e foi escolhido pelo reitor Josealdo Tonholo para planejar o equilíbrio das contas da instituição.

“Todo planejamento só dá certo se for sinérgico e integrado com todos os setores da Universidade. A Proginst não trabalha sozinha, trabalha com política meio. O maior papel dela é irrigar todas as pró-reitorias, todos os setores da Universidade, inclusive o gabinete do reitor. Nesse sentido, a gente vai fazer o planejamento interno, consolidar e estruturar o planejamento de toda a Universidade”, destacou Renato.

Formado em Direito pela Universidade Católica de Salvador, o professor Renato aprofundou seus estudos em Administração Pública concluindo mestrado (Ufla), doutorado (Ufba) e pós-doutorado (Ucm-Madrid) na área. Ele tem vínculo com a Ufal desde 2013 e desenvolve projetos com foco na capacitação de gestores públicos em áreas estratégicas, elaboração de diagnósticos e planejamento de políticas públicas.

Sobre a missão na Proginst, Renato conta que a integração das três coordenações de Planejamento; Orçamento; e Compras e Aquisições tem sido essencial. “A equipe da Proginst segue unida e trabalhando”, ressalta, apontando como está o direcionamento das ações: “Cada um dos coordenadores tem mobilizado sua equipe no sentido de fazermos uma seleção de problemas e já irmos delineando soluções. Cada uma dessas coordenações já tem um elenco de soluções para suas áreas respectivas”.

A situação financeira da Ufal foi apresentada pelo reitor na última quarta-feira (19) e revelou números que são motivo de alerta para os gestores. A Universidade inicia 2020 com R$ 87 milhões a menos nos recursos aprovados na Lei Orçamentária Anual (LOA) e cerca de R$ 17 milhões de dívidas que assumiu da última gestão, se considerados os valores também devidos pelo Hospital Universitário. Leia mais clicando aqui.

“A gente fica numa situação de ter que otimizar nosso gasto, balizar as contas para garantir que, em não havendo a nova dotação orçamentária que está sob supervisão [no Ministério da Economia], conduzir a Universidade até o fim do ano funcionando, quando teremos novo orçamento”, comentou.

Ações emergenciais

Com as contas reduzidas nas rubricas de pessoal e custeio o pró-reitor de Gestão Institucional, Renato Miranda, afirma que a Ufal vai conseguir, “a partir de algumas medidas gestoriais, enfrentar esse desafio”. Ele completa: “O futuro não é certo, as águas não são tranquilas, mas a gente está habilitado, capacitado, estudando mecanismos e instrumentos para conduzir a Universidade”.

Algumas medidas já estão sendo discutidas e o pró-reitor aponta como meta mais urgente a criação de um observatório de contratos para fiscalizar com mais profundidade os que estão em andamento. “O objetivo maior é ampliar a produtividade do trabalho, melhorar um pouco a capacidade de retorno desses contratos e verificar aqueles que a gente pode reduzir, reconduzir e repactuar”, explica.

A outra iniciativa sinalizada como ação estratégica é o diálogo com todas as esferas, seja pública ou privada, para ampliar a captação de recursos financeiros. “A gente tem debatido com diversos atores sociais, uma vez que todo recurso injetado na Universidade gera externalidades positivas e significativas para o Estado, dada a importância do nosso orçamento para o Estado, dado o posicionamento estratégico que a Universidade representa enquanto vetor de desenvolvimento”, adianta Renato sobre o planejamento da gestão.

O pró-reitor frisou, ainda, que a Proginst está alinhada à proposta de explorar as ferramentas de inovação. A ideia é conseguir parcerias para trazer mais recursos com a prestação de serviço e compensar a perda orçamentária registrada nos últimos anos.

“A Proginst está bastante esperançosa na nossa capacidade gestorial de, a partir de um planejamento estruturado com base numa seleção de problemas, desenvolver mecanismos para trabalhar por setores. Com planejamento e perspectivas de otimização de gastos a gente consegue atravessar essa conjuntura”, finaliza Renato para tranquilizar a comunidade universitária.