Ufal e Sociedade entrevista Edna Bezerra sobre práticas integrativas

Programa vai ao na Radioweb Ufal toda segunda-feira
30/09/2019 às 11h00 - Atualizado em 02/10/2019 às 17h01
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Edna Bezerra, coordenadora da Sala de Cuidados Antônio Piranema

Confira a transcrição do Programa Ufal e Sociedade veiculado nesta segunda-feira pela Radioweb Ufal:

Lenilda Luna: Estamos iniciando mais um Ufal e Sociedade e nossa convidada é a professora Edna Bezerra da Silva. Ela é docente da faculdade de Medicina na Ufal, no eixo de aproximação à prática médica e comunidade, mas também coordena um projeto de extensão muito importante, que é a Sala de Cuidados Antônio Piranema. É a coordenadora adjunta. Então vamos começar por aí. Professora, o que é essa Sala de Cuidados? Quais as práticas que ela oferece, não só para a comunidade universitária, mas também para o público em geral, para as pessoas que moram aqui nas proximidades? 

Edna Bezerra: Bom dia a todos os ouvintes da nossa rádio. Nossa Sala de Cuidados funciona desde 2012, então ela surgiu a partir de um coletivo de terapeutas holísticos que, em processo de formação junto com a faculdade de Medicina e o Movimento Popular de Saúde, discutiu a necessidade de um lugar para assistir a população, para desenvolver as práticas aprendidas nos processos de formação: o reiki e a massoterapia. E na época a gente tinha uma sala, que era a sala ocupada pelo professor Antônio Piranema: um professor muito querido nosso, que tinha um trabalho muito intenso com a população do entorno, com vários projetos sociais, e que já não está mais conosco. Então a gente decidiu homenageá-lo naquele espaço, construindo o Espaço de Cuidado Antônio Piranema. E a partir daí nós começamos a mobilizar terapeutas que tivessem interesse de, voluntariamente, solidariamente, doar seu tempo de trabalho, já que a Instituição não teria como criar um vínculo com essas pessoas. E temos, atualmente, um coletivo com mais de 20 terapeutas. Também colaboradores professores que trabalham com algumas práticas corporais.

Então, a sala hoje oferece práticas corporais como a Ioga, que a gente conta com a participação do professor Vitor, que é do IQB, do professor Ian, que é da Filosofia. Nós temos também um educador físico, que é voluntário, que faz a prática da Ioga três dias da semana. Nós temos a prática corporal, também, da dança circular e da biodança, com a colaboradora da Uncisal e uma aluna nossa da Pedagogia. Nós temos a meditação, nós temos o reiki, que já é uma prática vibracional um pouco diferente das práticas corporais, nós temos as quiropraxia, o agulhamento. Temos também a auriculoterapia, que é realizada por uma de nossas alunas da Medicina, que tem o curso, tem a formação.

Então a gente tem diversas práticas que são ofertadas tanto para a comunidade universitária, para estudantes, professores e técnicos, como para a comunidade que está no entorno. E essa comunidade do entorno chega até a nossa sala de cuidados muitas vezes encaminhada por serviços de saúde, como é o caso da Unidade de Saúde Djalma Moreira, no Clima Bom, que encaminha os usuários para serem atendidos aqui. Nós temos alguns profissionais também como o doutor Geraldo Campelo, que, ao atender os seus pacientes, identifica a necessidade das práticas integrativas, como o reiki, e recomenda que venham até a sala para o atendimento. [Hospital] Portugal Ramalho que também encaminha usuários, outras unidades básicas de outras regiões, também. Então a gente tem um público bem diversificado além da comunidade básica nossa, do entorno e outras unidades de saúde.

A gente tem parcerias com outros espaços que nos convidam para fazer vivências. Hoje a gente está fazendo vivências para acolher os calouros. Amanhã nós estaremos na Uncisal, fazendo uma vivência de dança circular dentro de um congresso de práticas que estão realizando lá. Então a gente, na verdade, caminha para diversos outros espaços, não ficando só dentro da universidade. Na Feira da Reforma Agrária nós construímos as tendas da Educação e Saúde, que ficou lá os cinco dias da Feira, fazendo atendimentos tanto aos feirantes quanto às pessoas que visitavam a Feira. Então elas tiveram oportunidade de conhecer o reiki, de fazer uma sessão de massoterapia, de fazer uma sessão de aurículo. Então a gente, na verdade, ocupa um espaço físico dentro da Faculdade de Medicina, mas caminha por outros cenários, por outros lugares, a partir das demandas que nos chegam e a partir das condições que a gente tem de dar o espaço fora dos muros da Ufal. 

Lenilda Luna: Então, professora, por essa narrativa especial a gente percebe que a Sala de Cuidados cumpre muito bem essa função, essa vocação da extensão, que é ir além dos muros da universidade, oferecer seus serviços, oferecer seu conhecimento para a sociedade em geral. Esse trabalho já tem bastante tempo e como a senhora disse, ele atinge um público bastante diverso. 

Edna Bezerra: Sim, ele atinge um público bastante diverso e de várias faixas etárias. Atualmente a gente tem um público que é mais constituído por adultos, mas a gente também faz atividades com adolescentes, a gente faz atividades com crianças. Quando a gente vai dialogar com outros projetos de extensão que nós acabamos fazendo alinhamento, a gente alinhava com o Projeto Resgatar, que trabalha com a logoterapia e a promoção a saúde no hospital. Então na festa das mães a gente leva as práticas para cuidar das mães, dentro do hospital. A gente também dialoga com a comunidade do Benedito Bentes, fazendo processos formativos, inclusive. A gente fez algumas vivências de arteterapia com os adolescentes da comunidade, que também participam do Projeto Afro-Dendê. Fizemos oficinas com as mães, de artesanato. E a arteterapia, o artesanato, dialogam com as práticas integrativas complementares. Na verdade as práticas integrativas complementares são um leque muito grande, pois são vinte e nove práticas que são reconhecidas pelo Ministério da Saúde e que estão legitimadas através da portaria 798, de 2017, onde ele ampliou além das práticas que a gente tinha de 2006, quando foi a primeira portaria de criação das práticas, que falava da acupuntura, da ayurveda, da fitoterapia. Então hoje a gente tem a arteterapia, a dançaterapia, a auriculoterapia, a terapia com argila que nós também realizamos aqui na Sala. Nós temos a terapia com os cones chineses, temos agulhamentos, temos a “moxa”, então todas elas estão lá na portaria que legitima e fala que o Sistema Único também tem que oferecer na sua rede básica essas práticas, embora a gente tenha legitimado por portarias, a gente sabe que o Sistema Único ainda está muito frágil, principalmente por conta de financiamento, de estrutura mesmo, de recursos humanos. Por conta disso não são ofertadas com tanta facilidade essas práticas. E aí a universidade conseguiu a partir de uma parceria com esses diversos terapeutas, de forma solidária, ofertar essas práticas para que muitas outras pessoas possam conhecê-las, possam vivenciá-las e melhorar a sua qualidade de vida a partir do atendimento que é realizado aqui, a partir do acompanhamento que é feito para esses usuários que chegam até a nossa Sala para serem cuidados. 

Lenilda Luna: Com essa regulamentação que foi feita em 2006 e 2017, fica mais fácil enfrentar uma certa resistência, até mesmo um preconceito que ainda existe com essas práticas integrativas? Que muita gente tende a achar que medicina é aquela que é feita com os remédios, as drogas farmacêuticas, a medicina tradicional, e ainda fica um pouco em dúvida se essas práticas realmente promovem saúde. 

Edna Bezerra: Claro que elas promovem saúde. Não é tão fácil ainda, é uma tarefa um pouco árdua porque a gente tem diversas corporações médicas que ainda se opõem às práticas, mas uma coisa que a gente gosta sempre de esclarecer é que as práticas sozinhas também não dão conta, elas vêm alinhadas a um outro conjunto de cuidados. Às vezes a alopatia também é necessária, mas não só ela. Então você pode associar a alopatia a outros tratamentos. Se você é ansioso e está tomando um ansiolítico, a meditação é um outro recurso que você pode fazer uso e que vai te ajudar a diminuir esse teu ritmo de ansiedade. E hoje nós também temos diversos artigos publicados de diversas outras instituições, de outras universidades renomadas, como a USP, a Unicamp, a Unifesp, que oferecem as práticas e estudam os usuários, acompanham e já publicaram diversos artigos que demonstram, por exemplo, que o reiki tem diminuído o nível de sofrimento causado pela dor no processo oncológico do tratamento. Então há artigos publicados que mostram isso, que o usuário, a partir do momento que passou a receber o reiki, teve uma diminuição da medicação pra dor, porque a partir das sessões de reiki ele teria diminuído seu quadro, que apresentava muita dor. Isso são artigos, então a gente tem a ciência mostrando que as práticas de fato contribuem para uma melhor qualidade de vida. Não é mais um achismo, mas você tem estudos publicados que mostram isso, você tem experimentos que mostram isso. Então a gente tem a ciência também do nosso lado. As práticas não são meras especulações de alguns terapeutas, mas são fundamentadas na ciência, em estudos e em pesquisas, o que legitima para que a gente possa estar realizando ela com tanto êxito ao longo desses anos. 

Lenilda Luna: E muitas das doenças que a gente somatiza têm origem nessa questão do equilíbrio, né? Ou da falta de equilíbrio. Quer dizer, as pessoas sofrem muito de pânico, de estresse, de cansaço, de uma rotina que às vezes é aterradora e isso se reflete no corpo. Então buscar esse equilíbrio, buscar nessas práticas integrativas. Tentar serenizar um pouco o espírito contribui pra saúde de uma forma geral. 

Edna Bezerra: Sim, claro, as práticas nos ajudam, inclusive, a não adoecer, porque a gente não trabalha com a doença. Nós queremos trabalhar com um sujeito, para que ele se fortaleça e não adoeça. Então se você já se percebe entrando em um grau de ansiedade grande, se você já se percebe entrando em um grau de tristeza, que a tristeza também traz adoecimento. Então vamos procurar fazer a Ioga, fazer a meditação, vamos para uma sessão de reiki, porque isso vai te deixando mais fortalecido. A gente vive numa sociedade que é adoecida e a gente vive numa sociedade que é adoecida e que ainda se vê escravizada com a medicalização da vida, quando a gente tem uma indústria farmacêutica que é tão forte e pra qualquer sintoma que você tenha hoje você tem uma medicação que é prescrita. E as vezes não é necessário. À vezes você pode caminhar por outras formas de cuidar da saúde, que não necessariamente se medicar. Ou até às vezes identificar o que é que tá trazendo você para esse quadro de adoecimento. O que está te deixando ansioso? Porque as vezes a gente precisa trabalhar o que está lá atrás. Então vir para a meditação e falar um pouco, porque ela é conduzida por um psicólogo, nossa meditação aqui, sobre o que é que está trazendo você, o que é que levou você para esse quadro de ansiedade: isso já vai ajudando você a perceber a sua história e a respirar e a partir daí, pensar estratégias de melhor enfrentar esse seu processo. Se é uma tristeza, o que é que está te deixando triste? Então, a prática da atividade física libera substância que vão te deixar mais feliz. Libera, a ciência mostra isso. Então a ioga é um exercício que demanda muita respiração, que demanda muito esforço. Vai te ajudar também. Então são algumas práticas que a gente está citando, mas que diante de tantas outras que tem que podem estar contribuindo para melhorar a qualidade de vida das pessoas. 

Lenilda Luna: E nesse público diversificado que vocês atendem, quem frequenta mais a Sala de Cuidados aqui na Famed, é o pessoal aqui da comunidade universitária, vem gente de fora também, familiares dos estudantes? Vocês recebem que público aqui na sala? 

Edna Bezerra: Nós recebemos familiares, parentes de funcionários. Hoje pela manhã nós tivemos a presença de um casal que são pais de uma funcionária do fórum, que fica também dentro da universidade, e que o doutor Geraldo encaminhou para que eles fizessem uma sessão de reiki. A gente acabou de receber agora uma funcionária que acabou de receber a mãe. Então estatisticamente, a gente faz um registro disso também, a gente tem aproximadamente 75% dos usuários compostos por nossa comunidade, que estão dentro do Campus e 25% que é da comunidade externa ou ligados aos nossos que estão aqui dentro do Campus. Então a gente tem mais ou menos essa média. E aproximadamente fazemos por mês, em torno de quase 350 atendimentos, que é muito grande. Dia da ioga, dia do agulhamento, da quiropraxia. A gente tem, em média, quase 70 pessoas por semana. Então é um público bem considerável que a gente atende semanalmente, mensalmente aqui na Sala. 

Lenilda Luna: E essa sala também deve gerar, assim, estudos. As pessoas aqui da comunidade universitária se interessam em observar e analisar e estudar esse procedimento que vocês fazem aqui nas salas de cuidados? 

Edna Bezerra: Sim, a gente tem já alguns artigos publicados. A gente publicou um na revista de Saúde e Sociedade, e que fala da arteterapia como recurso terapêutico com pacientes oncológicos, que é o trabalho que fizemos no HU. Nós também temos um trabalho dentro do HU, que acontece a cada quinze dias, então a gente faz oficinas de arteterapia, de vivências de arteterapia e fazemos atendimentos com reiki com os pacientes do Cacon. Não só os pacientes, como os acompanhantes e equipes de saúde que estão lá, porque a gente também tem atendido os enfermeiros e psicólogos que estão lá. Já aconteceram de ir para a nossa sessão de reiki. E a gente publicou recentemente o nosso trabalho, que foram as impressões que os usuários que participaram das oficinas de arteterapia sentiram durante esse período. A gente tem também, agora, um capítulo do livro também, que vai ser publicado, que fala sobre o trabalho da Sala e quais são as práticas mais procuradas pelos usuários. Então a gente tem também desenvolvido alguns estudos, apresentado trabalhos, frutos do que é desenvolvido aqui na nossa sala. 

Lenilda Luna: E falando na extensão que é desenvolvida aqui na Famed, vamos falar também do Projeto Resgatar, que é outro trabalho, mas também que aproxima a universidade, a Faculdade de Medicina, desse público do Hospital Universitário. O que é o Projeto Resgatar, professora? 

Edna Bezerra: O Projeto Resgatar já é outro projeto de extensão que a gente tem, que tem uma longa caminhada. Ele vai fazer agora em outubro, dez anos. Dia 18 de outubro vamos fazer um seminário de comemoração aos dez anos. É um projeto que é desenvolvido dentro da pediatria do HU e do HGE, onde é composto por um grupo de estudantes de diversas áreas: a Medicina, Serviço Social, Psicologia, Enfermagem, e a gente trabalha a ludoterapia e a Educação e Saúde. Então a gente vai, usa o personagem do palhaço, que diversos outros projetos utilizam, mas a gente tem o diferencial que a gente vai trabalhar um tema em saúde. Então a gente vai falar sobre o direito do usuário do SUS, com os acompanhantes nas enfermarias. A gente vai falar sobre a prevenção de acidentes domésticos com uma criança. Então a gente faz roda de conversa, a gente usa o teatro, a gente usa paródias, a gente canta, a gente diverte, a gente traz risos, mas também leva informação, compartilha conhecimento com eles que estão lá hospitalizados. E é um público que é muito querido porque a gente tem criança numa fase de sofrimento, que está ali hospitalizada, a gente tem os pais ou o acompanhante que está ali, que fica num processo de adoecimento. E no HU a gente também faz as atividades com a Clínica Médica, com os adultos, que têm gostado muito e a gente tem tirado muita risada, se divertido muito com eles, que são um público um pouco diferente, que às vezes têm um período de permanência maior no hospital. Então quando a gente chega lá acaba sendo festa também, tem contribuído bastante, eles mesmos relatam que tem contribuído com o processo de recuperação, porque a gente trabalha com humor, trabalha com alegria e isso também são elementos importantes para a recuperação da saúde. Não só os cuidados, não só os medicamentos, mas trabalhar na dimensão do acolhimento, da humanização da assistência. Vai contribuir para a melhora desse paciente, desse acompanhante que está lá. 

Lenilda Luna: E dentro desse universo todo de extensão a gente percebe o quanto é importante defender o SUS. 

Edna Bezerra: Sim. 

Lenilda Luna: Por mais que a gente tenha algumas deficiências a serem superadas, o Sistema Único de Saúde é tão amplo que a gente percebe que tem essas práticas integrativas, tem os projetos de extensão, tem muita coisa a ser oferecida para a sociedade brasileira através do SUS. 

Edna Bezerra: Com certeza, é a nossa política pública. O Sistema Único é uma conquista do povo brasileiro. A gente tem o SUS há quase 30 anos, a gente tem uma política que é universal. Num país de dimensão continental como o nosso, nós somos o único país que tem uma política pública universal em comparação com outros, embora países como a Inglaterra e a França tenham, são países muito minúsculos se a gente compara com o tamanho que é o Brasil. Defender o SUS é fundamental, defender o SUS público, gratuito para toda a população brasileira, defender que ele tenha um melhor financiamento, que é hoje um dos grandes problemas que a gente tem para oferecer um serviço de melhor qualidade, desde as práticas integrativas da tensão básica, até a tensão hospitalar. E a qualificação dos profissionais. Então esse projeto também trabalha a formação, porque a gente tem estudantes que participam da Sala de Cuidados, temos estudantes que constroem o Projeto Resgatar, que estão em processo de formação. Então é uma possibilidade também de aproximá-los da rede pública, é uma possibilidade de aproximá-los do cenário de prática do Sistema Único de Saúde, vendo esse espaço como será o cenário dele como futuros profissionais. E trabalhar numa lógica de formação que dialoga com a humanização, com o acolhimento, com a amorosidade, que são habilidades, que são ferramentas necessárias para um profissional de saúde diferenciado, que vai fazer um processo de cuidado também diferenciado, que não vai ser focado na doença, que não vai ser focado na medicalização, mas vai olhar pra esse sujeito, esse indivíduo na totalidade. 

Lenilda Luna: Professora, parabéns pelo trabalho desenvolvido aqui na Famed, tanto da Sala de Cuidados como do Projeto Resgatar e por toda essa vocação de dedicação à comunidade que a Famed demonstra com esses projetos. 

Edna Bezerra: Nós que agradecemos. Estamos aqui à disposição, de portas abertas. Também esperamos vocês no nosso seminário, que será dia 18 de outubro aqui na nossa faculdade. E estamos aí nessa nossa peleja diária, alimentando nosso sonho de uma sociedade mais justa pra todos, numa sociedade que, de fato, prioriza o ser humano e não a lógica capitalista de Mercado, de ganhar e ganhar, mas a vida e o ser humano sempre em primeiro lugar. 

Lenilda Luna: Obrigado professora. O programa Ufal e Sociedade fica por aqui. Você pode ler a transcrição dessa entrevista no site ufal.br e agora também pode ouvir e baixar o podcast no site radio.ufal.br. Até a próxima.

Ouça a entrevista aqui