Ufal e Sociedade entrevista a arquiteta Carla Mendes

Confira a transcrição do programa na Radioweb Ufal
17/09/2019 às 09h45 - Atualizado em 23/09/2019 às 11h47
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Lenilda Luna entrevistou a professora Carla Mendes

A reativação dos espaços públicos e a função social da Arquitetura são os temas do programa Ufal e Sociedade que foi ao ar na segunda-feira, dia 16.

Confira: 

Lenilda Luna: Estamos iniciando mais um programa Ufal e Sociedade. Nesta edição, estamos recebendo Carla Mendes, que é egressa aqui da Ufal, formou-se na faculdade de Arquitetura e Urbanismo em 2012 e agora lidera o coletivo Aqui Fora. Vamos começar, Carla, explicando o que é o coletivo, como ele surgiu? 

Carla Mendes: A gente surgiu no final de 2017, quando participamos de um evento que teve no Jaraguá. Não nos conhecíamos e o evento tinha uma proposta de desenvolver um produto que fosse aplicado na cidade. Nós desenvolvemos o evento que seria no bairro do Jaraguá, para movimentar os espaços públicos com várias atividades acontecendo ao mesmo tempo, aí nós ganhamos nesse momento e resolvemos colocar essa ideia para frente. Resolvemos estudar o bairro e desenvolvemos uma primeira intervenção no Jaraguá e estamos desenvolvendo debates pela cidade, fazendo intervenções e tentando entender um pouco da dinâmica de Maceió e como a gente, enquanto coletivo, pode participar. 

Lenilda Luna: E é interessante porque é uma visão social da arquitetura que a gente não conhecia muito nessa questão de como a arquitetura, como o estudo sobre a cidade, a intervenção, pode favorecer mais que as pessoas se encontrem, para que as pessoas percebam o local onde elas vivem como um espaço delas. Nós temos muito a ideia do que é público, não é de ninguém, então ninguém cuida e como esse trabalho de vocês isso muda um pouco. 

Carla Mendes: Entendemos que o espaço público é de todo mundo, mas que a gente também pode intervir nele; ele pode fazer parte da nossa dinâmica. O nome Aqui Fora vem daquela ideia de você sair um pouco da sua casa e não ir lá para fora, que seria tão distante, mas vir aqui para fora, porque o nosso quintal é o nosso espaço público, são nossas ruas e praças. Vemos que existem praças e espaços aqui em Maceió que não tem pessoas e nos perguntamos o porquê das pessoas não estarem nestes espaços. Quais são os atrativos desses locais? Por que o local é perigoso? Então pensamos pelo que estudamos no Urbanismo em desenvolver algo nos espaços, para que eles se tornassem mais confortáveis, habitáveis e coloridos. 

Lenilda Luna: E quais são as quais são as intervenções que vocês fazem? Que tipo de ideias vocês levam para uma praça? Como a do monumento ao Milênio, que foi a última intervenção do coletivo. Como é que vocês estão organizam até chegar lá? Conversam com a comunidade? Conta um pouco essa história. 

Carla Mendes: Cada caso é um caso, para quem é do Urbanismo sabe que cada bairro tem sua peculiaridade, então, quando fomos no Jaraguá, foi uma coisa mais simples, era um local que morava menos gente. Você tinha uma comunidade que morava ali naquele entorno e que já utilizava o espaço e que só precisava de uma nova cara, então fizemos amizade, sentamos com o pessoal e conversamos e perguntamos se eles estavam afim de fazer alguma coisa juntos, então todo mundo ajudou. 

No Vergel, foi uma situação um pouco diferente, porque como é uma população que tem uma vulnerabilidade social muito grande, nós sabíamos que não poderia simplesmente chegar impondo cores em um ponto, qualquer tipo de intervenção e ao mesmo tempo nós ainda não fazíamos parte daquele local. Então, isso começou a um ano atrás, nós entramos para o movimento dos povos da Lagoa e começou a participar de reunião e do evento que eles faziam, que é o Mundaú Lagoa Aberta e foi conhecendo realmente as pessoas que atuavam naquele espaço e quem se preocupava com ele, pessoal que dizia: “Poxa, a beira da lagoa tá todo dia aqui suja, eu limpo todo dia”. Foi vendo essas pessoas e conversando, conhecendo. Depois, estudamos algumas metodologias de outros coletivos pelo Brasil e pensamos que nós poderíamos fazer uma série de oficinas para fazer com que as pessoas que participavam do Mundaú Lagoa Aberta, que acontecia na rua em frente a este espaço pudesse entender, mais ou menos, o que nós queríamos fazer e ter pelo menos alguma ideia do que eles gostariam que tivesse naquele espaço, o que eles estavam precisando. Então desenvolvemos uns cards de papéis coloridos e pedimos para que desenhassem e escrevessem. Alguns que não sabiam escrever, nós ficamos juntos, conversando e anotando. E aí apareceram 7 pontos que foram mais citados:  árvore, lixeira, parquinho - que foi o mais citado, porque tem muita criança -, quadra de futebol, eles falaram, mesmo tendo duas quadras e um campo de futebol, que é o campo do Cosmos. 

Nós ficamos tentando entender o que foi aquilo, fizemos entrevista com a população durante a semana, que já era fora da dinâmica do Mundaú Lagoa Aberta e desenvolveu mais uma oficina, cada mês que tinha o evento, apresentava os dados da primeira e desenvolvia outro. Na primeira foi essa dos cards, depois pegamos os pontos mais citados e transformou em objeto com cores diferentes e pediu para que as pessoas colocam isso no espaço da praça. Onde ficaria melhor esse banco?  Onde ficaria melhor esse lixeiro? Fizemos oito projetos, colocamos um em cima do outro e tentamos fazer com que o projeto fosse mais coletivo possível através da participação do pessoal. 

Lenilda Luna: E é essa questão do coletivo que é o principal, muito mais importante do que ter uma ideia brilhante, idealizada por uma pessoa, é incorporar as pessoas na construção da ideia. 

Carla Mendes:  Exatamente, porque nós não queríamos que a ideia viesse de cima para baixo. Nós, enquanto Arquiteto Urbanista temos cliente e temos que atender o cliente. Quando  o cliente são várias pessoas nós temos que ter técnicas para captar o que eles realmente querem.  Nessa ideia, fomos desenvolvendo e conseguimos, conseguimos tinta com o pessoal e resolvendo fazer, plantamos mudas, recuperamos os espaços, fizemos uma quadra, como eles queriam. Eu passei esses dias por lá, um dia de semana comum e as crianças estavam jogando na quadra, um espaço que ninguém ficava assim… meio que colocou a teoria em prática de dizer: “Olha, quando a gente faz alguma coisa as pessoas vêm para o espaço, só que eles não estão percebendo que esse espaço tinha potencial”. 

Lenilda Luna: Muito interessante quando você vê o retorno do seu trabalho, o retorno social. A comunidade mais feliz, as crianças brincando e principalmente as pessoas se identificando com o local onde vivem, sentindo que “esse espaço é nosso, eu ajudei a cuidar, ajudei a construir”; isso faz com que também ajude a preservar. 

Carla Mendes: Com certeza, as crianças que plantaram as mudas, cada uma deu um nome para uma planta e disse que cada um ia cuidar dela, então, tem um rapaz que já faz a limpeza no local, que trabalha na prefeitura e que já disse: “Estou aguando as plantas aqui, a gente vai deixar tudo certo, porque eu moro bem aqui”. Todo mundo vê que está acontecendo uma transformação legal, e aquela ainda não parou também, porque não dá pra gente chegar, fazer a transformação e simplesmente sumir, esperamos fazer uma avaliação pós-ocupação e ainda estar intervindo no espaço, acho que é só o começo. 

Lenilda Luna: E essas parcerias como é que vocês conseguem? Porque tudo isso necessita de um investimento que é alto. 

Carla Mendes: É, nós temos uma política de finanças do próprio coletivo onde vendemos alguns produtos, chaveiros, imãs de geladeira e algumas coisas que a gente desenvolveu. Temos uma design na nossa equipe e nós fazíamos alguns eventos de debate e vendia esses objetos de design, umas plaquinhas com alguns dizeres sobre a cidade, coisas que tinham mais a ver com nossas ideologias. Nós tínhamos um dinheiro em caixa, então, meio que nos doamos ao trabalho mesmo, fez um projeto legal e saiu batendo de porta em porta. A Casa das Tintas deu 100% das tintas que iríamos precisar para fazer a intervenção, se tornou um parceiro. Todo mundo ajudando, o pessoal da  prefeitura disponibilizou as mudas e a terra em tempo recorde, o pessoal fez a limpeza como nós pedimos, então é interessante conseguir dialogar com  vários setores e conseguir trazer todo mundo para um bem coletivo. 

Lenilda Luna: E o Aqui Fora vai continuar mais um tempo ali no Dique Estrada ou vocês já estão pensando  em projetos em outros bairros? 

Carla Mendes: Não, nós vamos continuar lá. Nós estamos tentando terminar um parquinho, o mais pedido e que realmente é mais caro, ainda não conseguimos de graça, mas estamos com boas expectativas para os próximos meses e aí a gente pretende continuar participando do Movimento dos Povos da Lagoa e sempre estar vendo o espaço e acompanhando como este espaço vai ficar. Isso não impede que desenvolvamos outros projetos, mas lembrando que é uma coisa que leva um certo tempo. Não vamos chegar em uma praça e colorir tudo, sem minimamente saber o que as pessoas  querem para aquele espaço. A gente vai chegar devagar, mas iremos fazer algo que as pessoas se sintam contempladas. 

Lenilda Luna: E fica mais fácil se a comunidade já tem uma organização. Por que vocês já dialogam; ou associação de moradores, um movimento como esse dos povos da lagoa, ou outro tipo de movimento cultural, mas que já exista uma vivência de grupo de coletivo nessa comunidade. 

Carla Mendes: Eu acho que é muito interessante isso porque existem movimentos organizados em Maceió, eles só estão um pouco separados. Às vezes, não conhecemos uns aos outros e é muito importante, inclusive teve o Fórum aqui na Ufal dos movimentos. Nós tivemos contato com o pessoal do Sem Teto, que até então a gente não tinha essa conexão, nunca teve nenhum evento que pudéssemos juntar, e tem tudo haver com o direito à cidade e a proposta do coletivo. Eu acho importante essa conexão, é a primeira coisa que nós fazemos é saber se há federação de bairro, se tem algum coletivo que já trabalha, isso antes de chegar no local. Para saber se já existe algo para que eles façam para que possamos fazer juntos. 

Lenilda Luna: Você falou do Fórum Popular Universitário, vocês participaram do encontro como coletivo? 

Carla Mendes: Fomos convidados pela Ufal, foi muito bacana. Nós mediamos uma mesa com o  movimento sem-teto sobre direito à cidade, ia ser junto com reforma agrária, mas ficou acabou que ficou reforma urbana e reforma agrária. Eu achei importante o Fórum da Ufal estar tratando deste tema que é reforma urbana, que ainda é pouco discutido pelos movimentos. Existe muitos de luta por moradia e coletivos, e eu acho importante ser pautado dentro da Ufal, os movimentos virem para Universidade. 

Lenilda Luna: Justamente essa relação da Ufal com a Sociedade, que é tema deste programa, já por conta disso,  um desdobramento do Fórum Popular Universitário. Para perceber como é importante, tanto as pessoas que fazem parte da comunidade Universitária, como você, que é egressa, mas mantém os vínculos. 

Carla Mendes: Há, com certeza, nós fizemos uma parceria com a professora Suzann Flavia Cordeiro, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Ela tem uma turma que estava fazendo mobiliário para uma intervenção na praça do Jaraguá. Depois que eles fizeram a intervenção, os mobiliários que eles desenvolveram foram doados para nós fazermos a intervenção lá no Vergel do Lago, então, é importantíssima uma professora sempre dar um apoio; já participou de debates do nosso coletivo e a gente espera novas parcerias. Eu acho que tem muito grupo na Ufal que pode vir fazer algo juntos. Nosso Instagram é @aqui.fora, é só entrar em contato que nós podemos fazer alguma coisa. 

Lenilda Luna: Quantas pessoas hoje participam mais efetivamente do coletivo Aqui Fora? 

Carla Mendes: Efetivamente, nós temos nove membros, porque nós temos reuniões semanais, então para alguns fica difícil de participar. Mas, nós temos vários colabores, amigos e que em cada intervenção pode chegar junto, e às vezes faz muito mais que durante o ano todo e é ótimo, só tem a agregar.  

Lenilda Luna: E como é que vocês se identificam? Você falou assim “a nossa ideologia”, quer dizer,  tem uma concepção político-social da arquitetura que faz com que você se reúnam? Que concepção é essa  e como vocês se conheceram e se integraram? 

Carla Mendes: Por ser formado por uma maioria de arquitetos, urbanistas, a gente tem uma perspectiva de vários assuntos a partir da cidade. Entendemos que a cidade é um espaço de disputa, e a gente entende também que existe uma especulação imobiliária muito forte e que existem disputas políticas dentro deste espaço e a gente se posiciona sempre a defender a população e o urbanismo mais democrático. Por que a gente entende quando alguém tira você do local e faz habitação longe do centro da cidade. Você cria um problema urbano de mobilidade, cria um problema de distância mesmo das pessoas que moram para seu local de trabalho; a troco de quê? Ninguém é inocente. 

Lenilda Luna: Não escutar cria vários problemas, as pessoas não vêm aquele projeto como delas. Aconteceu isso, por exemplo, com a Vila dos Pescadores. Aconteceu e acontece com as lutas do Abrace a Garça, porque aquela especulação Imobiliária na praia está verticalizando o bairro, tem também lutas de vários bairros, um pessoal do Benedito Bentes também tem algumas lutas o pessoal da CoopVila ali da Vila Emater luta muito tempo por garantir moradia de qualidade, tem muito campo para ser trabalhado nisso. 

Carla Mendes: O direito à cidade é algo que deve ser garantido e a gente busca minimamente fazendo esse debate ser colocado a público

A gente tem um projeto chamado de Escute Aqui, onde tratamos do planejamento urbano e algumas problemáticas que vem surgindo,  a gente já fez debate agora sobre a questão ambiental, o plano do caso do Pinheiro, o caso da orla Lagunar, como foi afetada pela Braskem. A gente já iniciou o debate com um posicionamento crítico, o nome do debate era Irresponsabilidade ambiental, porque sabemos o que tá acontecendo na cidade. Nós buscamos dizer às pessoas para acordar, se a gente não participar dos espaços da nossa cidade, se a gente não cobrar que tenham conferências na cidade que possa discutir e se nós como arquitetos e urbanistas não projetar para nossa cidade, não estudar para que ela melhore, não estaremos fazendo nada. Então, se a gente não está trabalhando na prefeitura, existem outras formas, montar um coletivo e faz alguma coisa e discute minimamente, junta cabeças pensantes para poder pensar a cidade juntos e tentar mudá-la de alguma forma. 

Lenilda Luna: Essa questão que você tocou sobre o bairro do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto é angustiante, não só para quem mora lá. Nós estamos vendo uma parte da nossa cidade ser muito ameaçada por essa questão do extrativismo, da mineração, que não leva em conta as pessoas, leva em conta só o lucro e parece que invisibiliza quem mora lá,  as consequência são graves. 

Carla Mendes: É verdade, a gente acredita que é importante colocar para a população que as áreas de riscos existem, mas que também existe muita especulação imobiliária dentro do bairro do Pinheiro com todo esse plano que foi criado. Nós propomos esse debate para saber qual era o risco que ainda teria para as pessoas que estão morando no local. Segundo o professor aqui da Ufal, Abel Galindo, ele disse que daqui a 3, 4 anos, vai se estabilizar e que as pessoas não precisam mudar de lá. Mas eu fiz, “poxa, são quatro anos, professor”. As pessoas vão ficar as casas racharem e daqui há quatro anos elas param de rachar e voltar a morar? Ele disse que sim. Eu perguntei: “E enquanto isso?”. 

Lenilda Luna: E essas rachaduras são recuperáveis? Por que tem rachadura que você não emenda mais, né? 

Carla Mendes: Ele disse que era meramente estética, mas a gente sabe que tem que dar um reforço na fundação, mesmo que a terra pare de mexer. Então, precisa articular o que é que vamos fazer nestes 4 anos, o que é que a gente vai discutir com a população, o que a Prefeitura vai fazer, o quê é que o movimento que está lá, já empenhado, vai propor. A gente tenta buscar entender um pouco essa cidade pra saber como é que a gente vai ajudar, ou meramente juntar as pessoas que possam ajudar. 

Lenilda Luna: E depois juntar os cacos ali do bairro. Rachaduras nas casas, rachaduras nas ruas, isso angustia, preocupa quem mora ali, fica pensando, “será que isso vai desabar de vez?”, “como é que a gente vai ficar aqui esperando as coisas se acomodarem sem saber exatamente o que vai acontecer?”.  

Carla Mendes: As modificações urbanas elas são muito rápidas, tem que se preparar para que o pior venha acontecer. Quem imaginou? Lá no começo quando as ruas começaram a ter terremoto no Pinheiro, não se deu a devida atenção. Poderia ter se evitado muita coisa se a gente tivesse  descoberto antes e não precisasse fazer um levantamento geológico quando estava tudo lá. Por que fica todo mundo sem saber o que fazer, foi um desastre aqui iria acontecer, já tava nos planos. Trinta anos de documentos problemáticos, mas é isso aí, eu acho que a gente não tem que desistir da nossa cidade não, eu vejo que os colegas saíram do Brasil, vieram para cá, e estão voltando tentando intervir na cidade e eu acho isso importantíssimo. Eu acho que o primeiro passo é a gente doar  um pouquinho de tempo para tentar entender como funciona e tentar participar, porque se a gente não participar vamos deixar que decidam por nós. 

Lenilda Luna: A gente tem que se sentir assim, responsável por tornar a cidade habitável, bonita e principalmente voltada para os moradores. Tem que pensar nessa questão da cidade para quem vive nela. 

Carla Mendes: Exatamente. A gente vê que a cidade foi planejada para lógica do automóvel. A gente não tem calçadas onde você tenha acessibilidade real para que uma pessoa com deficiência física possa chegar a qualquer lugar. A gente fala “ah, mas tem passarela para o deficiente físico atravessar”, sabe a mão de obra que é subir um negócio daquele? Nem a gente que não está de cadeira de rodas sobre, as pessoas preferem se arriscar e atravessar por baixo. Então, é tentar inverter essa lógica, tentar pensar primeiro no indivíduo, porque se é bom para o indivíduo que está andando a pé, pra quem tá de carro também será ótimo. A gente tem que pensar no indivíduo que está mais vulnerável, para pensar uma cidade para ele, uma cidade acessível para aquela pessoa, porque se for acessível para ela, será acessível para todos.   

Lenilda Luna: Então, pelo jeito o coletivo Aqui Fora ainda tem muitas tarefas, muitos enfrentamentos, precisa crescer.  As pessoas entram em contato com vocês como? Tantos os parceiros, como colaboradores ou quem quiser se integrar mais efetivamente nessas reuniões semanais para projetar as atividades, o principal contato é pelo perfil do Instagram? 

Carla Mendes: É pelo Instagram, mas também pode ligar para o meu telefone, 99376-2175. Também temos um e-mail, que é o coletivoaquifora@gmail.com . Enfim, entre em contato com a gente, joga o projeto e vamos tentar mudar a cidade juntos, se você já faz parte de algum movimento e está pensando em desenvolver alguma coisa, vamos trocar uma ideia. Recentemente, nós estamos ajudando o pessoal do Deriva que é outro coletivo que surgiu há alguns anos e que faz umas intervenções artísticas. Pode ser que a gente não participe assim, vá lá e faça uma intervenção, porque ainda estamos ligados ao Vergel, mas tudo o que pudermos fazer para passar a experiência que já tivemos aqui em Maceió, a gente pode conversar. 

Lenilda Luna: Obrigada, Carla, por disponibilizar seu tempo, vir até aqui conceder essa entrevista. Eu desejo muita sorte e longa vida para o coletivo Aqui Fora, porque nós precisamos de movimentos assim na nossa cidade e a Ufal está aqui de portas abertas para os egressos, para os estudantes, para colaborar no que puder. 

Carla Mendes: Agradeço demais esse espaço aqui, em nome do coletivo, e vamos mudar a cidade juntos. 

Lenilda Luna: A gente encerra esse programa, que vai ser reprisado às 17 horas, e você também pode conferir a transcrição da entrevista no site ufal.br. Até a próxima!

Ouça a entrevista aqui