Pesquisa propõe aprendizado mais dinâmico na área de genética

Estudo foi aplicado entre alunos do ensino médio que relataram dificuldades em memorizar termos técnicos
Por: Janyelle Vieira - estagiária de Jornalismo - 07/08/2019 às 07h40 - Atualizado em 07/08/2019 às 10h58
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Estudo foi aplicado com alunos do ensino médio

Tornar o ensino de uma área da genética eficaz e dinâmico. Este foi o objetivo da pesquisa que fez parte da dissertação de Adevan dos Santos Nicandido Filho, sob a orientação da Professora Hilda Helena Sovierzoski. O estudo denominado Ensino e Aprendizagem de Genética Mendeliana mediados pelas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação foi desenvolvido durante o mestrado no Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGecim) da Universidade Federal de Alagoas.

A ideia era propor um aprendizado mais dinamizado aos estudantes por meio da Aprendizagem Significativa, já que um dos maiores problemas para entender os fundamentos mendelianos está associado ao uso do vocabulário específico, como heterozigoto, homozigoto, alelos, monoibridismo, entre outros. A genética mendeliana está associada à transmissão hereditária das características de um organismo s seus filhos e é aprendida na disciplina de Biologia.

A pesquisa foi aplicada para estudantes do ensino médio e professores de Biologia de uma escola pública da rede estadual de educação que puderam experimentar como as hierarquias conceituais da Genética Mendeliana podem ser assimiladas por meio de recursos tecnológicos diversos hospedados em uma plataforma digital. A ferramenta, produto educacional da pesquisa foi denominado de Sala de Aula Virtual.

O pesquisador Adevan Filho conta que “os estudantes que participaram da pesquisa tinham dificuldade em compreender os processos da hereditariedade devido à falta de relação entre tais expressões genéticas e seus respectivos significados. Havendo, assim, a memorização dos conteúdos, culminando em uma aprendizagem mecanizada, o que dificulta o relacionamento dos novos conceitos com a estrutura cognitiva preexistente”.

Com a Sala de Aula Virtual, os aprendizes tiveram a oportunidade de trabalhar os fundamentos mendelianos utilizando diversos objetos digitais, envolvendo vídeos; construção de mural digital temático e de mapas conceituais; resolução de Quis; estudos dirigidos ao vocabulário de Genética; palavras cruzadas com termos genéticos tendo como materiais de apoio alguns textos paradidáticos; e animações multimídias..

“Os recursos tecnológicos disponíveis na Sala de Aula Virtual fazem com que os estudantes aprendam Genética Mendeliana dando significado às expressões, sendo eles protagonistas na construção do conhecimento sistematizado, experimentando as ferramentas digitais na resolução das atividades. Um fator que contribuiu na pesquisa foi a flexibilidade de horário que os estudantes tinham para explorar as atividades propostas no ambiente virtual de aprendizagem, pois podiam acessar em casa ou na própria escola, em seus próprios dispositivos móveis ou nos computadores do laboratório de informática”, esclareceu Adevan.

Ele ainda identificou que os professores envolvidos na pesquisa sentiam dificuldades em manusear tecnologias digitais no âmbito escolar, e que gostariam de participar de formações continuadas nesta área. A proposta seria melhorar suas aulas, dominando ferramentas digitais como as usadas na pesquisa.

“Para mim foi uma oportunidade de aprender ainda mais a usar as tecnologias digitais de informação e comunicação através da multimodalidade de um conteúdo que é considerado por muitos como de difícil compreensão. Foi uma satisfação imensa desenvolver esse estudo, visto que o mesmo poderá ser utilizado por outros professores de Biologia para a implementação de metodologias ativas nas aulas sobre Genética Mendeliana no ensino médio”, conclui o pesquisador.

O trabalho desenvolvido por Adevan está sendo disponibilizado para quem tiver interesse. Basta enviar uma solicitação para o e-mail genetic.facil@gmail.com e entrar em contato com o autor do trabalho.