Fórum discute saúde e qualidade de vida da pessoa idosa

Evento trouxe uma imersão em temáticas que abordam a importância da terceira idade e como ela deve ser encarada pela sociedade
Por: Pedro Vianna - estagiário de Jornalismo - 30/08/2019 às 12h20 - Atualizado em 30/08/2019 às 12h23
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Mesa sobre a segurança e o bem-estar da pessoa idosa em Alagoas

Está sendo promovido na Ufal o 4º Fórum Multiprofissional sobre a Pessoa Idosa organizado pelo Grupo de Pesquisa Multiprofissional sobre Idosos (GPMI). O evento começou nessa quinta (29), no auditório Vera Rocha, Campus A.C. Simões e estende as atividades até hoje (30). O fórum está vinculado à Escola de Enfermagem (Esenfar) da Ufal. 

Os participantes realizaram inscrições com a doação de pacotes de fraldas geriátricas descartáveis e kits de higiene pessoal para os idosos auxiliados pelo GPMI. No primeiro dia, as atividades iniciaram pela manhã, com a professora Elizabeth Moura, coordenadora do GPMI e Maria Cristina, diretora da unidade de enfermagem da Ufal. Elas explicaram que o intuito do evento é falar sobre a saúde do idoso e não sobre a doença e, trouxeram a questão de envelhecimento da população brasileira e da necessidade de capacitação dos jovens profissionais para saber lidar com as pessoas idosas da melhor maneira. Foi frisado também que um idoso estaria presente em todas as mesas de discussão, como uma forma de representar suas vozes.  

O primeiro debate começou com o tema A segurança e o bem-estar da pessoa idosa no estado de Alagoas e foi composta pelas convidadas: a presidente do Conselho Estadual do Idoso em Alagoas Elisabeth Toledo; a economista da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Aldinete Dantas, a coordenadora da divisão de cadastro da SMTT, Michelly Amâncio, e por dona Alvaci, de 71 anos, representante dos idosos. 

Elisabeth Moura, que estava mediando a mesa, apresentou a grave questão dos casos de estupro de idosos, questionando o fato de que em Alagoas não existe um serviço exclusivamente para o idoso com as exceções da Santa Casa e do Hospital Universitário (HU). Foi observado também que o número de pessoas idosas agredidas é grande e assustador e que os agressores, na maioria das vezes, são pessoas da família. Foram relatadas algumas histórias dos Centros de Referência da Assistência Social e da polícia que envolvem não só a questão da violência física contra o idoso, como também a psicológica. 

As representantes da SMTT explicaram que a principal causa de óbitos de idosos é o trânsito em situações como atravessar a rua e desembarque do transporte público, que estão relacionados a diminuição da força motora. As calçadas em más condições e sem conexões e o fato da cidade, em geral, não ter estrutura para o idoso, também dificultam a vivência. Dona Nalvaci, questionou as representantes sobre a situação das cadeiras reservadas no transporte público, lembrando uma situação em que sentiu-se desrespeitada quando um jovem estava sentado na cadeira especial e não cedeu o lugar. 

Elisabeth Toledo levantou a questão a respeito da necessidade de se ter uma delegacia da pessoa idosa ou a parceria com a delegacia da mulher, que já existe. No entanto, foram pontuadas algumas ressalvas, como o fato de que os idosos homens talvez não pudessem ser representados dessa forma. 

Debates continuam 

A programação seguiu na segunda mesa de discussão, com a temática Aspectos Funcionais do envelhecimento, que reuniu: Mayara Damasceno, com formação em Reabilitação Neurofuncional do adulto/idoso; a coordenadora da Odontogeriatria da Associação Brasileira de Alzheimer, Carol Buarque; o , fonoaudiólogo Thales de Góes; e a representante dos idosos Lea de Castro, membro da Associação Nacional de Gerontologia. 

No horário da tarde o evento continuou  com a roda de conversa Promovendo a Saúde da Pessoa Idosa e, logo após, outra discussão com o tema Vivendo o envelhecimento na Universidade

Nesta sexta-feira (30), a programação contemplou o momento Experiências Existosas e, em seguida, o debate Gênero e Sexualidade da Pessoa Idosa, com a presença da sexóloga Milka Freitas. O evento segue no período da tarde com rodas de conversa, apresentações culturais, coffee break e o encerramento previsto para 17h. 

Para saber mais detalhes sobre o grupo, acompanhe o Instagram do GPMI: @gpmi_ufal.