Curso da Ufal muda nomenclatura para Engenharia de Energia

Mudança atende demanda que beneficia alunos e egressos para formação mais generalista
Por: Janyelle Vieira - estagiária de Jornalismo - 05/07/2019 às 08h15 - Atualizado em 05/07/2019 às 09h08
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Graduação em Engenharia de Energia fica no Ceca. Foto: Renner Boldrino

O curso da Engenharia de Energias Renováveis da Ufal terá nova nomenclatura: Engenharia de Energia. A mudança foi reconhecida conforme a portaria emitida no Diário Oficial da União n° 293, de 18 de junho de 2019. O pedido foi iniciado em janeiro de 2018 num processo entre a unidade acadêmica do Centro de Ciências Agrárias (Ceca), a gestão central da Universidade Federal de Alagoas e o Ministério da Educação (MEC). 

No e-Mec, sistema eletrônico de tramitação dos processos de regulamentação do MEC já consta a nova nomenclatura. De acordo com o coordenador do curso, Márcio Cavalcante, a transição para Engenharia de Energia trará mudanças importantes para os discentes e egressos. 

“O termo Renováveis se apresenta como uma especificidade da área de Energia. No entanto, as especificidades devem ser abordadas em cursos de pós-graduação. Como se trata de um curso de graduação, existe a necessidade de uma formação mais generalista, o que justifica a retirada do termo Renováveis”, explica. 

O coordenador disse, ainda, que a profissão Engenheiro de Energias Renováveis não consta na Tabela de Títulos Profissionais do sistema do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), diferentemente da profissão Engenheiro de Energia. Assim, o egresso do curso conseguiria o título de Engenheiro de Energia junto ao conselho da profissão e não o título de Engenheiro de Energias Renováveis. 

Os estudantes do curso relataram que os editais de concursos públicos utilizam as nomenclaturas dos profissionais que constam na Tabela de Títulos Profissionais do sistema Confea e Crea, o que causaria possíveis objeções à posse dos egressos aprovados com o título de Engenheiro de Energias Renováveis. 

Além dos cargos públicos, na iniciativa privada, a maior oferta de vagas de trabalho nas empresas são destinadas para engenheiros que possuem uma formação mais generalist. Apesar disso, o coordenador ressalta que os egressos do curso poderiam ocupar tais vagas, pois a formação contempla o conhecimento de tecnologias e de processos que são aplicáveis às fontes de energia não renováveis, como o gás natural e derivados do petróleo. 

Márcio Cavalcante acrescentou que o enfoque do curso permanecerá em energias renováveis, conforme possibilita o artigo 3º da Resolução N. 1076-2016 do Confea, apesar da mudança do nome para Engenharia de Energia. No entanto, os componentes curriculares também abordam as formas de energias não renováveis. 

Com a mudança de nomenclatura para Engenharia de Energia, haverá necessidade de mudança do texto introdutório do Projeto Pedagógico do Curso (PPC), mas, a Matriz Curricular não será afetada, pois atende a Resolução N. 1076 de 2016 do Confea, que regulamenta a profissão do Engenheiro de Energia. 

O coordenador acrescentou que o quadro docente irá propor uma pós-graduação em Energias Renováveis, para atender aos egressos do curso e demais profissionais que queiram investir na área. 

A Pró-reitoria de Graduação (Prograd) e o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) realizarão a modificação no sistema acadêmico SieWeb e Sigaa.