Hupaa assina contrato para serviços complementares de saúde com prefeitura de Maceió

Por: Izadora García - relações públicas - 02/05/2019 às 18h18 - Atualizado em 02/05/2019 às 18h30
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Contratualização garante 70% do necessário para manter o funcionamento do Hospital. Fotos: Secom Maceió

Na manhã de hoje (2), a reitora da Universidade Federal de Alagoas, Valéria Correia, assinou contratos para prestação de serviços de atendimento hospitalar com a Secretaria Municipal de Saúde. Com os repasses pactuados, o Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (Huppa) garante 70% do necessário para manter o funcionamento do Hospital e um atendimento de qualidade à população alagoana.

Estiveram presentes na ocasião o secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, a superintendente do Huppa, Regina dos Santos, e representantes de outros hospitais e entidades filantrópicas que também firmaram convênio com a prefeitura na ocasião. Os contratos são resultados de uma negociação iniciada em 2018, por meio de chamada pública divulgada pela Secretaria de Saúde. Com exceção do HU, única instituição 100% pública, todas as entidades presentes eram filantrópicas.

Apesar de atender pacientes de todo o estado, o HU tem absorvido, principalmente, as demandas de média e alta complexidade do município e da região metropolitana. O processo de contratualização configura vantagens para a secretaria de Saúde, para o Hospital e, principalmente, para os pacientes. Com os recursos gerados pelo pacto, será possível realizar garantir a manutenção das atividades, principalmente para a área de oncologia.

“Esse momento é muito significativo para a Ufal e para o nosso Hospital. A construção desse acordo para a contratualização durou alguns meses. Tivemos muitas reuniões nas quais pudemos expor algumas necessidades importantes para o HU, como a garantia do nosso atendimento oncológico. Disso foi gerada uma parceria interessante para todos os lados”, elucidou a superintendente, Regina dos Santos.  

Os contratos serão fiscalizados qualitativamente a cada mês, com verificação das metas de serviços prestados e avaliação da habilitação de cada hospital para os serviços prestados. Trimestralmente, haverá uma revisão quantitativa do contrato em si, na qual reajustes de demandas e prioridades poderão ser feitas.  

“Mais 90% da população depende exclusivamente do SUS. E é isso que faz o HU ter essa importância que ele tem, esse apelo junto à sociedade. E por isso que a população, às , nos procura em um fluxo maior do que podemos atender. Mas, felizmente, pelo menos nós conseguimos acabar com aquela fila física, transformando-a em uma lista de espera virtual”, explicou Regina.

O secretário de Saúde, Thomaz Nonô, falou sobre a importância do Huppa para o atendimento da população maceioense. “Sabemos da importância do HU, único hospital aqui presente 100% SUS, que depende completamente de recursos públicos. A saúde pública sempre será nossa prioridade. E reforço aqui minha admiração ao esforço da professora Valéria e da professora Regina para fazer o melhor trabalho, dentro do possível e, às vezes, do impossível também”, elogiou.

Nonô falou ainda sobre a Unidade Docente Assistencial (UDA) da Universidade Federal de Alagoas, que deverá ser inaugurada ainda na segunda quinzena deste mês. De acordo com o responsável pela pasta, a UDA auxiliará a cobertura da região socialmente vulnerável e também será importante para a formação dos estudantes de medicina.

“A nossa formação médica é voltada para a assistência privada. As UDAs ajudam nesse sentido porque mostram, no âmbito do que é praticado na SMS, como funciona a saúde pública. Isso é muito importante porque, sob a tutela dos mestres da Ufal, esses estudantes vão aprender sobre o que é principal na saúde: o atendimento básico, essa ponta aonde ninguém chega e que gera conseqüências para todo o resto”, avaliou o secretário.

A reitora Valéria Correia comemorou a conquista do hospital e destacou a importância da contratualização para o Hospital e para o serviço público de saúde.  “Friso a importância desse momento porque o nosso hospital é o único, desse rol de contratualizações, que é 100% SUS. No ano da 16ª Conferência Nacional de Saúde, a nossa luta é para que os recursos do SUS sejam cada vez mais alocados no setor público, e não o inverso.  Reconheço a importância da assistência complementar, mas que, cada vez mais, os recursos venham para ampliar o que o SUS oferece, melhorar os serviços para a população”, finalizou.