Fóruns Temáticos do PDI chegam à Arapiraca

Evento aconteceu ontem (9), condensando a apresentação de ações para ensino, pesquisa e extensão
Por: Izadora Garcia - relações públicas - 10/04/2019 às 11h49 - Atualizado em 10/04/2019 às 12h50
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Fórum do PDI em Arapiraca. Foto: Thiago Prado

A etapa Arapiraca dos Fóruns Temáticos do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) durante toda terça-feira (9). O evento, realizado no auditório do campus, contou com a presença de gestores e docentes para discutir as ações estratégicas que guiarão os próximos cinco anos da Universidade. As apresentações foram divididas em três blocos englobando os eixos ensino, extensão e pesquisa.

A diretora do Campus Arapiraca, Eliane Cavalcante, e o diretor acadêmico, Arnaldo Tenório, participaram da mesa de abertura. “É com imensa satisfação que recebemos a nova etapa do PDI [de Fóruns Temáticos]. Chegamos a esse segundo momento no qual serão discutidas as ações estratégicas para que possamos atingir os macro objetivos. Acompanhamos a realização da consulta pública e aqui detalharemos os pormenores focando no que é melhor não só para o Campus Arapiraca, como para a Ufal como um todo”, explicou.

De acordo com Arnaldo, o processo de construção do documento tem sido muito elogiado pela possibilidade de participação. “Esse é um momento importante. Eu tenho acompanhado a subcomissão da Prograd e foi levantada uma gama de informações para o aporte da construção desse documento”, afirmou.

Edna Prado deu início às apresentações, mostrando as ações estratégicas para o eixo ensino, que engloba a Pró-reitoria de Graduação (Prograd), a Pró-reitoria Estudantil (Proest) e a Superintendência de Infraestrutura (Sinfra). De acordo com ela, a primeira etapa foi a leitura do PDI vigente e a consulta de dados dos indicadores para explicar e avaliar a situação atual.

Ainda durante a manhã foi realizada a apresentação da Pró-reitoria de Extensão, representada por Maria Betânia Gomes. “Esse é um trabalho coletivo da comissão e de todos os coordenadores de extensão da nossa Universidade. A extensão é um caminho importante para a relação com a sociedade, focando na relação de formação dos sujeitos”, explicou.

À tarde, o evento foi encerrado com a apresentação das ações estratégicas para pesquisa e pós-graduação. Virginia Borges Amaral, representando a Propep, iniciou mostrando os indicadores utilizados. Muitos desses índices apontam para melhorias no desempenho da Universidade.  Por exemplo, atualmente, a Ufal ocupa o 49º lugar no ranking das universidades que mais publicam em periódicos científicos dentre as 2.448 instituições do sistema universitário brasileiro.

Após as apresentações foram abertos espaços para a comunidade universitária participar, propondo, criticando, questionando ou corroborando os pontos apresentados.

Dentre as contribuições estiveram as da professora Eliane Cavalcante, que falou sobre a necessidade de acrescentar a descentralização orçamentária e da gestão do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). Ela, ainda, elogiou o trabalho da Prograd para a questão da evasão, fazendo referência ao aproveitamento de vagas para segunda licenciatura e portadores de diploma.

Tobyas Maia, professor de zootecnia do Campus também aprovou as ações. “Gostaria de parabenizar esses editais [de aproveitamento], pois é uma alternativa inteligente de aproveitar vagas ociosas”, afirmou. “Entretanto, a ampliação da oferta de cursos me preocupa com relação à questão de infraestrutura”, complementou.

Com relação à pesquisa e pós-graduação, o professor Dorgival Lima apontou para a necessidade de editais de fomento para as pesquisas com relação ao custeio, e não somente tendo oferta de bolsas. De acordo com ele, uma ação nesse sentido ajudaria a melhorar ainda mais os indicadores de pesquisa.

Gorete Rodrigues falou sobre as ações relacionadas ao Enade. “Esse é um momento de ocupar espaços para mostrar nosso valor. Provocar nossos estudantes para que eles entendam que o Enade é uma forma de alavancar nossos conceitos e mostrar nossa importância é fundamental. Não é momento de abrir espaços nem de retroceder”, pontuou.

Todas as sugestões serão levadas às comissões para a redação do documento final a ser apresentado nas audiências públicas e, finalmente, ao Conselho Universitário (Consuni) para a deliberação.