Ufal assina convênio com TJ-Alagoas para digitalizar documentos

O período a ser recuperado e colocado à disposição para consultas compreende os anos de 1830 a 1950
Por Lenilda Luna - jornalista
19/12/2019 11h22 - Atualizado em 19/12/2019 às 11h25
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Convênio foi assinado pela reitora Valéria Correia e pelo presidente do TJ, Tutmés Airan. Foto: Lenilda Luna

A cooperação entre a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) está cada vez mais fortalecida. Na tarde desta quarta-feira (18), a reitora Valéria Correia e o presidente do TJ, Tutmés Airan, assinaram o quarto convênio firmado nessa gestão das duas instituições. “Isso porque sabemos do compromisso do desembargador Tutmés Airan com o resgate histórico e com uma Justiça cada vez mais próxima da sociedade”, destacou a reitora Valéria Correia. 

O Convênio estabelece um trabalho conjunto, que será coordenado pela professora de História da Ufal, Irinéia Franco, e pela diretora do Arquivo do TJ, Suliane Leal. O período a ser recuperado, digitalizado e colocado à disposição para consultas compreende os anos de 1830 a 1950. “São 112 caixas de arquivos que devem ser manipuladas com cuidado e rigor científico. Por isso, é um trabalho minucioso que leva um certo tempo, mas que será muito importante para ampliar o acesso à informação”, destacou Suliane Leal. 

O presidente do TJ, Tutmés Airan, ressaltou a importância desta documentação. “Nesse trabalho, vamos buscar localizar o processo do homicídio de Delmiro Gouveia. É de uma grande relevância histórica recuperar os detalhes deste acontecimento e saber como foi julgado à época esse processo. Interessa aos historiadores, aos estudiosos do Direito e à sociedade de uma forma geral. Quantos processos que despertam a curiosidade vamos encontrar nesse material? É de uma preciosidade inestimável”, destacou o presidente. 

Para a Universidade, a cooperação abre campo para um aprendizado fundamental para os estudantes de História, Biblioteconomia e outras áreas. “Além de colaborar com o resgate e preservação da nossa história, nossos estudantes terão a oportunidade de aprender com a manipulação e categorização de um acervo tão importante para o Estado. Esta oportunidade se deve a essa articulação próxima entre as duas instituições, já que o presidente do TJ, também egresso da Ufal, tem essa sensibilidade para o aspecto histórico do Direito”, concluiu a reitora.