Consuni aprova auxílio financeiro para pesquisadores em projetos de pesquisa e extensão

Política de ocupação de vagas ociosas e curso de Tecnologia em Agroecologia também foram aprovados
Por: Lenilda Luna - jornalista - 09/10/2019 às 10h48 - Atualizado em 09/10/2019 às 10h49
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Consuni apreciou várias pautas importantes foto: Renner Boldrino

A sessão ordinária do Conselho Universitário (Consuni), realizada na manhã desta terça-feira (8), apreciou uma extensa pauta com assuntos de interesse da comunidade universitária. Entre as minutas apreciadas, a que regulamenta concessão de auxílio financeiro à pesquisador foi bastante debatida pelos conselheiros.

A proposta, elaborada por uma comissão que reuniu servidores da Pró-reitoria de Gestão Institucional (Proginst), da Pró-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (Propep) e do Departamento de Contabilidade e Finanças (DCF), além do acompanhamento do Comitê Assessor de Extensão Universitária, regulamenta o apoio financeiro para projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos por docentes ou técnico-administrativos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Os recursos para o auxílio financeiro serão oriundos da própria universidade e das parcerias e serão distribuídos mediante a publicação de edital. “Essas são normatizações importantes para a produção acadêmica da Ufal e um passo necessário para regulamentar a distribuição de recursos,, de acordo com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)”, destacou o Pró-reitor de Gestão Institucional, Flávio Domingos.

Após as ponderações e modificações ao texto, a minuta foi aprovada por unanimidade. “Para o comitê Assessor de Extensão, esse é um dia histórico porque fecha um ciclo de regulamentação das ações de Extensão da Universidade, com a garantia de financiamento dos projetos, para além da oferta de bolsas. Essa era uma reivindicação dos coordenadores de Extensão, principalmente agora que essas ações integram o currículo de todos os cursos”, comemorou a pró-reitora de Extensão, Joelma Albuquerque.

Vagas ociosas

A apreciação da Política de Ocupação de Vagas Ociosas da Graduação na UFAL também foi considerada de muita importância. “Sobretudo nessa conjuntura de cortes de verbas, não podemos ter vagas não ocupadas por estudantes. Precisamos garantir o amplo funcionamento da Universidade para cumprir o seu papel de formação profissional e científica”, destacou a reitora Valéria Correia.

As vagas ociosas foram definidas na minuta como “aquelas não preenchidas no momento de ingresso dos novos estudantes ou por evasão do estudante do curso de ingresso. Os casos que geram a vacância são: falecimento do estudante; transferência do estudante para outra Instituição; desistência de vaga; desligamentos do estudante de acordo com as normas da Ufal.  

A ocupação das vagas ociosas será feita a partir de processos seletivos, com a definição do quantitativo das vagas, encaminhada pelos colegiados de curso, com a devida análise, acompanhamento e parecer da Pró-reitoria de Graduação mediante editais específicos de reopção ou mudança de turno, transferência, reingresso para portador de diplomas e reintegração.   

A resolução foi aprovada por unanimidade. A reitora Valéria Correia parabenizou ao Grupo de Trabalho formado para elaborar a minuta. “Reconhecemos o empenho da equipe da pró-reitoria de Graduação e do Departamento de Registro e Controle Acadêmico (DRCA), com o acompanhamento dos estudantes e docentes”, agradeceu a reitoria.

Medicina Veterinária e Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia

Integrantes da comunidade acadêmica do Campus de Ciências Agrárias (Ceca) e da Unidade Acadêmica de Viçosa acompanharam duas pautas apreciadas pelo Consuni: a proposta de reformulação do Projeto Pedagógico do Curso de Medicina Veterinária (Bacharelado) e a proposta do novo Curso Tecnológico em Agroecologia. O prefeito de Viçosa, David Brandão, e os vereadores da cidade, Sâmia Bida, além do presidente da Câmara, Reynaldo Chagas, estiveram presentes ao Consuni para esse debate, destacando a importância dos temas para a cidade.

O curso Tecnológico em Agroecologia, que será realizado presencialmente na Fazenda São Luiz, em Viçosa, vai oferecer 60 vagas anuais, como o objetivo de formar profissionais capacitados para atender à crescente demanda por “produtos agropecuários de qualidade e que sejam produzidos com baixo impacto ambiental, com viabilidade econômica e justiça social”, conforme descreve o projeto do curso. 

Os dois projetos foram aprovados, também por unanimidade,  com o compromisso de realizar uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Viçosa, prevista para o dia 31 de outubro, para informar à população sobre essas decisões do Conselho Universitário que tem impacto positivo na comunidade de Viçosa. “Teremos um grande prazer em nos reportarmos à comunidade viçosense, para informar, com toda a transparência, como vai funcionar o novo curso tecnológico em Agroecologia e quais foram as reformulações no curso de Medicina Veterinária”, finalizou a reitora Valéria Correia.