Oficina ensina a arte do grafite a estudantes na SBPC Cultural

Participantes foram convidados a deixar mensagem simbólica após atividade artística
Por: Pedro Ivon – estagiário de Jornalismo - 27/07/2018 às 07h24 - Atualizado em 27/07/2018 às 13h48
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Alunos pintam banco da FDA

Uma oficina de grafite com a presença do grupo Cidade e Signos compôs a programação da SBPC Cultural. A atividade foi guiada pela professora Anna Maria Vieira, coordenadora do projeto Cidade e Signos, contou com o presença da arquiteta, Patrícia Hecktheuer. A atividade integra o Programa de Iniciação Artística (Proinart), vinculado a Pró-reitoria de Extensão (Proex), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A professora Anna Maria iniciou abordando temas relacionados ao grafite, a mistura dos tons de cores e artistas consagrados da área. Segundo ela, “o objetivo do projeto consiste na iniciação artística e na realização de obras coletivas, intervindo no meio urbano, valorizando as áreas da cidade que estão mais degradadas, porque a gente acredita que a arte qualifica. Ela não desqualifica o espaço urbano”.

Em parceria com a arquiteta Patrícia, a docente propôs uma atividade artística: criar barcos de papel que foram postos nas poças de água em frente ao bloco de Direito. Enquanto isso, o grupo de grafiteiros já começava a trabalhar a mistura das tintas que seriam utilizadas. Cada barco carregou uma mensagem escrita pelos próprios alunos.

A oficina seguiu com o grupo Cidade e Signos apresentando técnicas de grafite para os alunos, desde como segurar a lata de tinta spray até a utilização de moldes. “Acredito que o grafite em si contribui para a valorização do espaço”, disse Bernardo Nascimento, estudante de Arquitetura que está há quatro meses no projeto. E complementa dizendo que a experiência “contribuiu muito para meu enriquecimento pessoal, hoje consigo me expressar melhor”, continuou.

Após a apresentação das técnicas os estudantes sob orientação dos grafiteiros, começaram a pintar alguns dos bancos presentes no local, criando desenhos e formas. O mato-grossense Gabriel Guilherme, estudante do segundo ano do Ensino Médio, estava presente na oficina e finaliza dizendo que a experiência foi “muito legal e diferente, mesmo nunca tinha feito e é uma coisa que eu não conhecia”.