Mulheres são evidência na SBPC Afro e Indígena 2018

O evento recebe diversos palestrantes para discutir questões étnico-raciais
Por: Paulo Canuto - estudante do Jornalismo - 23/07/2018 às 07h20 - Atualizado em 22/07/2018 às 19h44
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Debates variados e muitas personalidades farão parte da programação

A SBPC Afro e Indígena, que acontece entre os dias 23 e 28 de julho na sede dos três campi da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió, Arapiraca e Delmiro Gouveia, receberá pesquisadores de todo o país e também de outras partes do mundo. As inscrições para as atividades podem ser feitas aqui

A conferência de abertura da SBPC Afro e Indígena, no Campus do Sertão, contará com a presença da professora e pesquisadora Zelinda dos Santos Barros, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), experiente na área de Antropologia com ênfase em Gênero e Relações Raciais. A cientista social e ciberativista  atua principalmente nas seguintes sub-áreas temáticas: História e Cultura Afro-brasileiras, Educação e Relações Étnico-raciais e de Gênero. O tema de sua conferência será As leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008 e suas afetividades, onde serão debatidos os avanços com a inclusão das temáticas afro e indígena na grade curricular do ensino de base. 

Outra convidada para a SBPC Afro e Indígena é Sônia Guajajara, graduada em Letras pela Universidade Estadual do Maranhão e membro da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Essa organização representa cerca de 160 diferentes povos indígenas com características particulares, que ocupam aproximadamente 110 milhões de hectares no território amazônico.  Sônia participará da conferência de abertura da SBPC Afro e Indígena em Maceió com o tema Os movimentos indígenas e o novo marco jurídico da mineração.  Junto com ela estará a professora Cynthia Carvalho Martins, da Universidade Federal do Maranhão, debatendo sobre esse assunto e suas aplicações e efeitos nas comunidades. 

Como convidada internacional, a SBPC Afro Indígena receberá a psicóloga e pesquisadora Liliana Parra Valência, da Universidade Cooperativa da Colômbia, que fará parte da mesa redonda As práticas intelectuais afro-indígenas na América Latina: resistência e descolonização. O debate gira em torno da discussão sobre os conhecimentos populares indígenas e tradicionais da América Latina pensando, desde um ponto de vista da psicologia, as formas de cuidados da saúde e de como as ciências devem dialogar com esses saberes populares. 

Essas são apenas algumas convidadas da extensa programação prevista para o evento. Muitos outros pesquisadores, professores e profissionais estarão dividindo um pouco do seu conhecimento e avanços científicos com a comunidade.