Feira de artesanato abrilhanta a SBPC Cultural

Mistura de culturas e gerações fez sucesso na reunião da SBPC em Alagoas
Por: Paulo Canuto, estudante de Jornalismo e Danillo Tenório, estudante de Relações Públicas - 29/07/2018 às 11h31 - Atualizado em 30/07/2018 às 17h18
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Barraca com as bonecas artesanais. Foto: Danillo Tenório

Entre as atrações mais visitadas da SBPC Alagoas 2018 estava a tenda da Feira do Artesanato. Barracas com diferentes segmentos artesanais garantiram o fortalecimento e a valorização do trabalho de diversos artesãos alagoanos. 

A movimentação foi intensa durante toda a semana, o que serviu para observar a valorização da cultura, como bonecas artesanais, brincos, anéis, livros, CD’s, vinis entre outros produtos. O Grupo Tempo de Renovar, da economia solidária, expôs bonecas feitas pela artesã maceioense Santúcia. “Estamos sendo muito visitados, o que deixa esse evento ainda mais maravilhoso. Trabalhamos com produtos diversificados, todos feitos a mão, bonecas, palha e alguns artefatos indígenas”,  disse. 

A Solar Discos levou à SBPC música, histórias em quadrinhos, mangás e livros. Um dos destaques do estande foi a coleção de discos de vinil com clássicos do rock nacional e de outros grandes nomes da música brasileira. Num ambiente em que a cultura foi amplamente debatida em palestras, conferências e mesas redondas, a tenda para o mercado de artesanato seguiu essa linha de pensamento através de produtos apresentados, como conta Rafael, representante da Solar Discos na feira. “É muito bom poder trazer a cultura do vinil para esse espaço que está voltando com bastante força, mas além do vinil temos CD’s, mangás para a garotada tudo isso a preços acessíveis. É impressionante porque não só adultos, mas, me deixou pasmo ver crianças vindo comprar discos de vinil aqui, deixando os CD’s de lado. Mas a literatura e quadrinhos também não ficam atrás”, comentou. 

Patrimônio do estado de Alagoas, marca da história dessa terra, o filé foi muito bem representado na Feira de Artesanato. Diversas peças foram expostas e várias outras produzidas na hora. “Não faço o filé para buscar poder aquisitivo, eu faço por amor, apenas por amor e não sou só artesã, sou uma autodidata no filé, mantenho meus ex-professores como meus clientes, exporto para todas as partes do Brasil, e para fora também”, disse. 

A cultura indígena não só ocupou espaços em debates, palestras e conferências. Foram necessários dois estandes para comportar todo o aparato de peças, como colares, brincos entre outros apetrechos. Um grande público visitou a tenda da tribo Xucuru Kariri, assim como todas as outras tendas no entorno. Os participantes confirmam que foi um saldo positivo, considerando o tipo de evento científico.