Dança, oralidade e cultura popular são temas de oficina de cordel na SBPC Jovem

Museu Théo Brandão apresenta forma diferenciada de olhar esta arte
Por: Viviane Borges, estudante de Relações Públicas - 26/07/2018 às 16h10 - Atualizado em 27/07/2018 às 14h36
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Xilogravuras de Enéias Tavares (Fotos: Fotos: Laila Cavalcante)

Através de uma oficina educacional, dinâmica e interativa, que movimenta o corpo e trabalha a voz, os bolsistas do Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore (MTB), trouxeram aos visitantes uma forma diferenciada de enxergar o cordel. Sob a coordenação da museóloga Iracy Oliveira e da produtora cultural Fátima Caroline, a atividade ocorreu exclusivamente na última quarta-feira (25).

O Núcleo de Ação Educativa e Pesquisa (NAEP) do museu teve a ideia de montar uma oficina através de uma exposição temporária que ocorreu no local, sobre o cordelista e xilógrafo Enéias Tavares. Com o título Ler, falar e sentir: cordel, poesia e linguagem corporal, o público se sente convidado a ter experiências diversificadas a respeito do tema.

Falando de sonoridade, rima e métrica, regionalismo, contexto histórico e social, expressão vocal e corporal, os bolsistas do evento trabalham com a interdisciplinaridade. Foram colocadas todas as áreas envolvidas nesta atividade, sendo elas história, jornalismo, letras, português e a dança. A proposta da ação é a de fazer com que o público produza uma sextilha, que é uma curta estrofe de cordel, e consiga interpretá-la do jeito que quiseram, seja recitando, dançando ou reproduzindo.

“Está sendo uma experiência muito bacana porque fazemos esse intercâmbio de trazer o museu para a universidade. Estamos conseguindo trabalhar com cultura popular, mostrando que o cordel não é uma realidade distante de todos e que está intrínseco no nosso cotidiano”, relata a estudante de História da Ufal, Camila Melo.

Para a estudante de Jornalismo, Viviane Lima, também da Universidade Federal de Alagoas, “está sendo uma grande oportunidade de mostrarmos o que fazemos no museu. E agora, mais do que nunca, vão ter atividades e oficinas acontecendo por lá. É importante darmos essa visibilidade tanto para o espaço como para as pessoas que visitam o museu executando essas ações.”

Para mais informações sobre as atividades desenvolvidas no Museu ou sobre o espaço, acesse o link.