Comemoração de 36 anos do Neab é marcada por homenagens

Ex diretores e personagens importantes para história do núcleo estiveram presentes
Por: Gustavo Candido - estudante de Jornalismo - 24/07/2018 às 09h56
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Lígia Ferreira, diretora do Neab

Foi realizada na tarde desta segunda-feira (23), no Auditório da Faculdade de Direito, a cerimônia de aniversário do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (Neab-Ufal), dentro da programação da 70° Reunião Anual da SBPC. O núcleo foi criado em 1981 com a ideia de realizar estudos para implantação do Memorial Zumbi, na Serra da Barriga.

No discurso de abertura, a atual diretora, Lígia Ferreira, fez um longo agradecimento a quem participou da organização da SBPC Afro e Indígena, subdivisão do evento, da qual Lígia também é coordenadora geral.

Em seguida troféus foram entregues às pessoas que deixaram legado durante esses 36 anos, de ex-diretores a professores. O troféu ressaltava elementos que remetiam a cultura alagoana através de suas cores vivas, a ideia do design veio do estudante de Relações Públicas da Ufal, Ayrton Hiago.

“Sentimento de memória, que é um sentimento muito característico das etnias afro e indígena. É preciso ter memória, e contar e recontar. Sou diretora nesse momento e é difícil fazer uma avaliação por ainda ser. As pessoas que passaram trouxeram grandes contribuições e nisso a gente pode fazer uma avaliação do quanto foram importantes e do quanto o Neab fez com que as discussões étnico-raciais crescessem no Estado”, falou Lígia após a entrega dos troféus.

Durante a comemoração, pessoas se levantaram de suas cadeiras e entoaram em voz alta: “Marielle, presente”, em referência a vereadora negra, militante das causas negras, assassinada no Rio de Janeiro, em março deste ano. Outros gritos de protesto também trouxeram lembranças de lutas. O estudante de História, Alex Silva Santos, militante político, acompanhou tudo de perto. Para ele, o evento foi enriquecedor. “É uma honra presenciar um evento como esse, com grandes lideranças negras, grandes lideranças indígenas também e compartilhar as experiências e vivências dessas pessoas com mais experiência”, destacou.