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Novembro tem cultura afro-brasileira na programação especial do MTB

Cineclube e roda de diálogos são algumas das atrações
Por: Anna Sales – estudante de Jornalismo - 19/11/2018 às 07h30 - Atualizado em 21/11/2018 às 12h18
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Atividades são realizadas no Museu Theo Brandão. Foto: Renner Boldrino

Nos dias 23 e 29 deste mês, o Museu Théo Brandão (MTB) realiza o evento Novembro negro, voltado para a cultura afro-brasileira e sua preservação. A programação contará com entrega de prêmios, abertura da nova exposição temporária, exibição de filmes, roda de diálogos e apresentação cultural. 

A programação do dia 23 vai começar às 16h30 com a roda de diálogos Saudando Maria Garanhuns. Os participantes da mesa serão Reginaldo Rodrigues (babalorixá, filho de Maria Garanhuns), Mãe Mirian (do Ile Ifé Omi Omo Possu Betá), o babalorixá José Ernesto e Pai Célio, babalorixá, neto de Maria Garanhuns e herdeiro da Casa de Iemanjá. 

Maria Garanhuns foi a fundadora da Casa de Iemanjá, que desde o seu início possuía peculiaridades, onde diversas ações passaram a ser implantadas, tendo como destaque uma caixa beneficente com o objetivo de organizar as festas e estruturar as atividades religiosas dos participantes menos favorecidos financeiramente. 

Após a roda de diálogos, haverá a entrega do prêmio Maria Garanhuns - Abebé de prata, que será concedido a 11e pessoas que contribuíram para a visibilidade da cultura afro-brasileira no estado de Alagoas. Foram indicadas pessoas da religiosidade e sociedade civil e os finalistas foram decididos em assembleia. 

Às 18h, acontecerá a abertura da exposição temporária Narrativas afro-brasileiras, com máscaras da coleção do babalorixá Pai Célio, telas pintadas pelo artista Salles Tenório e mamulengos feitos por José Acioli, diretor do MTB. 

No dia 29, a partir das 14h, acontecerá mais uma edição do Cineclube Théo. O filme exibido será O Quebra de Xangô, que fala sobre a quebra de vários terreiros em Maceió, no dia 1º de fevereiro de 1912, sendo considerado um dos episódios mais violentos de intolerância religiosa. O documentário questiona as configurações da política alagoana no início do século passado e confronta depoimentos de antropólogos, historiadores, negros, pais, mães e filhos de santo do candomblé e da umbanda e membros do Movimento Negro em Alagoas. 

Após a sessão, haverá um debate com o professor Siloé Amorim, professor do Instituto de Ciências Sociais (ICS), da Ufal, com experiências nas áreas de antropologia indígena, antropologia, imagem e comunicação, antropologia visual e antropologia social. Às 15h30, haverá a exibição do documentário Afoxé, e às 16h30, apresentação do Afoxé Odô iyá, encerrando a programação.