José Damião Trindade participa da aula inaugural de Educação em Direitos Humanos e Diversidade

Pesquisador, advogado e militante, ele é autor de livros como “História Social dos Direitos Humanos”
05/11/2014 às 11h19
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José Damião Trindade irá falar sobre “Direitos Humanos do Liberalismo do Século XVII ao Marxismo do Século XXI

Ascom Cied 

 

Autor de livros que são referência no estudo dos Direitos Humanos, o advogado, pesquisador e militante José Damião de Lima Trindade é o responsável pela palestra de abertura da aula inaugural da nova turma de pós-graduação (latu sensu) em Educação em Direitos Humanos e Diversidade (EDHDI), na modalidade a distância, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). 

José Damião Trindade irá falar sobre “Direitos Humanos do Liberalismo do Século XVII ao Marxismo do Século XXI” neste sábado, 8 de novembro, às 8h, no auditório da Escola Superior de Magistratura do Estado de Alagoas (Esmal), rua Cônego Machado, 1061, no bairro do Farol. 

Procurador aposentado do Estado de São Paulo, José Damião, 64 anos, é um dos mais importantes militantes e pesquisares dos Direitos Humanos no país. Durante a ditadura militar foi preso no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo e torturado com choques elétricos. 

No livro “História Social dos Direitos Humanos”, ele empreende uma investigação instigante e original de algumas questões que compõem um quadro amplo e bem documentado da evolução, mudanças de significado e desdobramentos práticos dos direitos humanos nos últimos duzentos anos. 

A obra propõe-se a descobrir como, e por quais motivos (reais ou dissimulados), as diversas forças sociais interferiram em cada momento no sentido de impulsionar, retardar ou, de algum modo, modificar o desenvolvimento e a efetividade prática dos direitos humanos na sociedade. 

Já em “Os Direitos Humanos na Perspectiva de Marx e Engels”, o autor, a partir da sistematização da obra de Marx e Engels, aponta, na questão dos direitos humanos, para a crítica profunda e consequente da sua limitação, até hoje, aos problemas do indivíduo burguês – direitos civis e políticos – e a sólida instituição da garantia jurídica da propriedade privada, a qual se revela como cidadela indevassável do capitalismo.