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Pós-graduação em Serviço Social debate raízes e o enfrentamento da violência

Palestra foi realizada em comemoração aos 10 anos de criação do programa
31/10/2014 às 18h13 - Atualizado em 31/10/2014 às 19h56
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Palestra foi realizada no auditório da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade

Márcio Anastácio – estudante de Jornalismo

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) comemorou, na última semana, 10 anos da criação do Programa de Pós-graduação em Serviço Social. Na ocasião, foi realizado um debate sobre as raízes da violência e medidas eficazes para o seu enfrentamento, no auditório da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Feac), no Campus A.C. Simões, em Maceió.

Mediada pela diretora da Faculdade de Serviço Social (FSSO) Valéria Correia, a mesa recebeu a presença do sociólogo e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), José Cláudio; do professor, Adriano Nascimento e do diretor do Diretório Central dos Estudantes da Ufal, André de Albuquerque.

Segundo o sociólogo José Cláudio, as raízes da violência estão ligadas a uma estrutura de sociedade onde a maior parcela tem seus direitos negados em detrimento de uma minoria milionária que suga as riquezas. Para o pesquisador, banqueiros, oligarcas e grandes empresários financiam o tráfico de drogas e armas, responsáveis pela violência urbana. “Olhar a violência meramente como uma questão de repressão, extermínio e execução de pobres da periferia, que é a atual política de segurança pública, é uma falsa questão”, disse o professor da UFRRJ.

Para Adriano Nascimento, no Brasil, o número de jovens negros mortos pela violência cotidiana é assustador. “A violência caiu para os negros que foram escravizados”, alertou o professor, que completou: “A Polícia Militar se constituiu no Brasil para fazer o jogo sujo das elites”.

Nas considerações finais, os presentes concordaram que a desmilitarização da polícia é um passo a ser dado. Também foi apontado como política contra a violência, mais pesquisas para conhecer o comportamento dos jovens das periferias e combate aos financiadores da violência, o capital econômico.