Plastiche é mais nova exposição da Pinacoteca Universitária

Artista Marta Emília aposta na expansão das obras bidimensionais

13/11/2013 17h27 - Atualizado em 14/08/2014 às 10h29
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Artista Marta Emília (foto Ricardo Lêdo)

Rosiane Martins - estudante de Jornalismo

A artista alagoana Marta Emília, considerada umas das mais influentes no campo da arte contemporânea local, aposta na expansão das obras bidimensionais. A partir de 21 de novembro, vai estar em cartaz na Pinacoteca Universitária, com a exposição Plastiche. A abertura será às 20h.

Plastiche é uma exposição que dialoga com o espírito da imitação em que uma obra imita abertamente o estilo de outros artistas, sejam eles músicos, pintores, escultores ou escritores. Os plastiches de Marta sofrem influência do universo lúdico, pop e implica em imagens que estão no repertório visual de muitas pessoas, é possível observar nas exposições que muitas obras têm referências de kitsch do cinema, de ficção científica, do design dos anos 1960 e 1970, da TV e, em especial, do neoconcretismo, uma das paixões de Marta.

“Não tenho intenção de abandonar a ‘pintura recortada’. O que quero é tratar a tinta no estado sólido”, explicou a artista visual alagoana Marta Emília. Ela vai apresentar suas obras na exposição que ela mesma define como uma busca pela expansão dos aspectos bidimensionais – painéis onde trabalha com colagem, em duas seções. Na primeira, nove painéis de colagens e uma substancial reunião de divertidas peças batizadas pela artista de adornos e que, como o nome sugere, dialoga com a possibilidade de uma das muitas funções da arte: adornar.  

Na segunda seção, está a obra que dá nome à exposição, Plastiche, que é a reunião de dezenas de esculturas supercoloridas em acrílico “de festa” e nasceu, sobretudo, do desejo da artista de trabalhar com outro tipo de matéria-prima. Material descartável e barato, o plástico usado em ocasiões festivas, como aniversários, ofereceu a visualidade que a artista esperava. “Colorido e, ao mesmo tempo, transparente, o que o torna reluzente, capaz de deixar que a luz ultrapasse”, reforçou.

A exposição trás o olhar inovador da artista que desafia a fragilidade e o equilíbrio das obras, convidando os espectadores à fazer uma reflexão sobre o mundo da banalidade e da repetição, cada vez mais forte nos tempos atuais. “Quando tento traduzir imagens dos painéis bidimensionais para o tridimensional, na verdade estou plastichizando, que é copiá-los em outros materiais, nesse caso com o plástico”, explicou.

A abertura da exposição acontecerá no próximo dia 21 e ficará aberta à visitação do dia 22 de novembro até 17 de janeiro de 2014, na Pinacoteca Universitária.