Psicólogos debatem os 25 anos de luta antimanicomial

Discussão será segunda-feira, no auditório do antigo Csau, a partir de 8h, com inscrições no local


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Lenilda Luna - jornalista

Na segunda-feira, 14 de maio, às 8h, no auditório do antigo Csau, o Centro Acadêmico de Psicologia reúne estudantes e professores para debater os 25 anos de luta antimanicomial. Durante o evento, será apresentado documentário sobre o tema, seguido de debate com os professores Everton Fabrício, Jeferson Bernardes e Marcos Mesquita. As inscrições podem ser feitas no local.

O movimento social contra os manicômios é formado por profissionais da área de saúde mental, pacientes e familiares que buscam um tratamento humanizado. Ao invés de isolar o paciente, a proposta é se dedicar à recuperação e reinserção social e familiar. O movimento é uma reação aos hospitais psiquiátricos que utilizavam práticas consideradas torturantes, como choques elétricos, trancafiamentos e excessiva medicação.

Uma das conquistas deste movimento foi a Reforma Psiquiátrica, de 2001, que transfere o tratamento psiquiátrico, antes concentrado em hospitais e manicômios, para unidades de atenção psicossocial, em que o paciente não precisa ficar internado, mantém o convívio com a família, e participa de atividades comunitárias, além de receber a assistência psiquiátrica.

Em 1987, durante encontro nacional dos trabalhadores em Saúde Mental, ocorrido em Bauru, São Paulo, o dia 18 de maio foi instituído como dia nacional de Luta Antimanicomial.