Pesquisadores avaliam impacto ambiental da cana-de-açúcar


12/03/2009 11h03 - Atualizado em 13/08/2014 às 00h37
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Prof. Bastiaan Knoppers concede entrevista à assessoria de comunicação

Por Rose Ferreira – assessoria de comunicação da Ufal

Nesta sexta-feira, 13 de março, a partir das 9h, pesquisadores de sete universidades brasileiras e cinco alemãs, integrantes do projeto Polcamar, reúnem-se em Maceió, no auditório do DNA Forense, para um mini-workshop com apresentações orais e painéis dos resultados intermediários alcançados no estudo das lagoas, Mundaú e Manguaba, e do Rio Paraíba do Sul.

Na oportunidade, serão discutidos temas como condições físico-químicas, nutrientes e biomassa fitoplanctônica das águas, processos de degradação de matéria orgânica, ligninas nos sedimentos dos sistemas, dentre outros. “Já fizemos quatro campanhas conjuntas de amostragem e temos alcançado resultados relevantes que serão discutidos nesse encontro. Em relação ao nosso estudo especificamente, temos visto que a qualidade em geral das águas tem melhorado”, explica o professor Bastiaan Knoppers, coordenador geral do projeto.

Com o título “O impacto de poluentes da monocultura da cana-de-açúcar em estuários e águas costeiras do NE-E do Brasil: transporte, destino e estratégias de gerenciamento sustentável”, o Projeto Polcamar analisa o impacto ambiental da monocultura da cana-de-açúcar sobre o sistema estuarino-lagunar de Mundaú-Manguaba e seus rios afluentes, bem como sobre o estuário deltáico do Rio Paraíba do Sul, no norte fluminense. A meta final do projeto é fornecer subsídios ao desenvolvimento sustentável dos ambientes em questão.

Segundo o professor Bastiaan Knoppers, a parceria da Ufal nesse projeto tem sido marcante. “Na verdade, o Labmar foi o ponto de partida de todos os trabalhos laboratoriais, análises específicas hidroquímicas e toxicologia do projeto”, ressalta.

O Polcamar, iniciado em 2006, faz parte do Programa Ciências do Mar Cooperação Internacional do Acordo Bilateral em Ciência e tecnologia Brasil-Alemanha do CNPq/MCT/BMBF e se estende até julho deste ano.